I SEMINÁRIO BRIC OPORTUNIDADES E DESAFIOS. Breves notas comparativas em Economia e História

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "I SEMINÁRIO BRIC OPORTUNIDADES E DESAFIOS. Breves notas comparativas em Economia e História"

Transcrição

1 I SEMINÁRIO BRIC OPORTUNIDADES E DESAFIOS 1 Breves notas comparativas em Economia e História Elias Jabbour * Luciana Acioly ** Sidney de Miguel *** Introdução As presentes notas estão divididas em duas partes. A primeira é direcionada a uma caracterização histórica que, apesar de comparativa, dá maior ênfase ao caso chinês. A segunda é concentrada na comparação das diferentes opções de inserção externa das quatro realidades em tela no período mais recente. *** I O que é essencial a ser apreendido numa proposta de análise comparativa entre quatro realidades tão cambiantes? A exposição de números e modelagens pode ser suficiente na observação de todos os detalhes inerentes a processos tão diferentes de desenvolvimento? Partimos do princípio de que a economia é uma ciência histórica por excelência (1). Dizemos isto para clarear o fato de que todos os países que compõem o BRIC tiveram ou têm grande experiência acumulada de participação estatal e de utilização de mecanismos de planejamento e controle sobre os elementos cruciais do processo de acumulação, a saber: o juro, o crédito, o câmbio e a finança. Torna-se importante advertir que como países periféricos (ou emergentes) o nível de crescimento acelerado da riqueza social em tais países passou necessariamente pela forte presença estatal, seja em cadeias produtivas inteiras, seja no monopólio via câmbio sob o comércio exterior. A história não atesta a existência de nenhuma trajetória industrializante sobretudo tardia (ou de via prussiana) - marcada pela ausência de mecanismos de planejamento, ou seja, sem a presença do Estado Nacional. (1) Comparação interessante pode ser feita entre dois processos simultâneos de desenvolvimento econômico: Brasil e Rússia. Os dois países citados ao lado do Japão foram os campeões de crescimento econômico mundial entre os anos de 1930 e Dois acontecimentos de ordem política devem ser destacadas: a Revolução Russa de 1917 e a Revolução de 1930 no Brasil. A Revolução Russa engendrou determinadas mudanças institucionais que permitiram a tomada do planejamento para fins de domínio sob a ação das leis econômicas. Nas palavras de Ignácio Rangel, o economista deixara de ser um 'meteorologista' da conjuntura para fazer-se fautor de sua própria conjuntura (2). Irresístivel a constatação que liga a atual emergência econômica da Rússia com seu passado de planejamento estatal e com a utilização de tecnologias e recursos ociosos engendradas anteriormente e temporariamente abandonadas no início da década de * É doutorando e mestre em Geografia Humana pela FFLCH-USP, assessor econômico da Presidência da Câmara dos Deputados e autor de China: Infra-Estruturas e Crescimento Econômico (Anita Garibaldi, 2006, 256 p.) e China: Desenvolvimento e Socialismo de Mercado (Depto de Geociências, CFH-UFSC. 2006, 87 p.) ** É doutora em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). *** É economista, professor e ex-deputado Federal pelo Partido Verde do Rio de Janeiro ( ).

2 2 O caso brasileiro é semelhante, porém tem suas particularidades. Ao contrário da Europa e das economias surgidas na Idade Média, onde o comércio exterior somente paulatinamente tornou-se variável a se considerar, o Brasil e seu ato de descobrimento são um acidente histórico onde o comércio exterior transformou-se no motor primário de seu desenvolvimento. Logo, de forma um tanto quanto óbvia, o nosso processo econômico é concomitante com as conjunturas cíclicas (Kondratieff) da economia mundial. Das chamadas crises de nossas trocas externas advém o que brilhantemente denominou-se de processo de substituição de importações. Processo esse nascido no Brasil - ainda na fazenda de escravos e que levou nosso país a se tornar com a implantação (brilhante) de um novo Departamento I (indústria mecânica pesada) - a 8º economia mundial em fins da década de 1970, com crescimento econômico médio próximos dos 7% ao ano entre 1930 e 1980 (3). Ainda acerca da trajetória brasileira, é importante notar que a instituição econômica mais proeminente em nosso processo substituidor de importações foi a reserva de mercado. Mesmo em tempos em que o comércio exterior ganha centralidade total nas relações internacionais. Mesmo que se propale uma chamada economia de mercado. Mesmo que se proclame a necessidade de abertura de contas de capitais. Mesmo com todas as variáveis colocadas pelo mainstream, é bom que se ressalte: o nosso processo de industrialização deve ser aprofundado. Voltaremos a isto. A implantação no Brasil do instituto citado está na raiz de nosso processo de desenvolvimento iniciado na década de na esteira da crise de Precede sua instalação o advento de classes no poder de nossa República interessadas no desenvolvimento de nossa indústria. De certa forma, era a temporária vitória dos setores industrialistas em detrimento dos então agraristas. A imposição da reserva de mercado deve-se de forma completa ao escasseamento de reservas cambiais ocasionado pelo óbice a nossas exportações pari passu ao estrangulamento de nossa capacidade de importar. Fez-se necessário, então, uma intervenção eficaz no mercado cambial, que quase por osmose começou a discriminar entre produtos essenciais (bens de produção) e produtos não-essenciais (produtos de consumo). De uma forma mais geral podemos atribuir a unificação política e do mercado nacional brasileiro, a partir da década de 1930 entre outros fatores ao instituto da reserva de mercado, que significa - em rasas palavras - a instituição de um câmbio que atenda aos interesses nacionais, ou seja, à industrialização do país. Aliás, retornando à realidade concreta e atual, os que buscam fatores que diferenciam o processo de desenvolvimento chinês e indiano (e também russo) do atual em curso no Brasil (década de 1990) com certeza terão de analisar com profundidade a criação do instituto da reserva de mercado em todos os países citados. A grande diferença entre o caso brasileiro do século passado e as atuais experiências analisadas está em que, enquanto o Brasil acabou acertando por equívoco, os demais países transformaram aquele instituto em parte integrante e consciente de seus projetos nacionais. Com certeza, aprenderam com o caso brasileiro (4). (2) Retornando à proposta inicial, fica uma questão: qual a relação que podemos fazer entre Brasil e Rússia no século XX e os atuais fenômenos chinês e indiano (e também russo)? Brasil e Rússia (URSS) industrializaram-se de forma acelerada durante um ciclo de depressão internacional ( ), enquanto que China e Índia gestaram seus projetos nacionais em outro ciclo depressivo mundial, iniciado em Em ambos os períodos, economias de ambos os lados da então cortina de ferro responderam positivamente a seus desafios internos, a partir de crises externas, e, para o caso chinês, também de crises internas. Para os países em tela, mais uma vez citamos Ignácio Rangel: (...) são mudanças institucionais assim, que, não necessariamente as mesmas, possibilitaram e estão possibilitando saltos econômicos espetaculares, cuja formula geral é, precisamente, esta: um esforço para a formação

3 de capital, orientado para a aplicação de tecnologia já amadurecida nos países de vanguarda, pelo uso do potencial ocioso já acumulado, à espera de inovações institucionais que as ponham em evidência (5). Ora, apesar de nosso competente e contraditório processo ocorrido no século XX, há cerca de duas décadas o nosso país de certo acabou perdendo seu rumo, ao mesmo tempo em que países como a China e Índia passaram à dianteira do crescimento econômico mundial. O que ocorreu com eles e conosco? Será que assertivas como mão-de-obra barata servem de parâmetro à comparação? A China e a fusão do Estado Revolucionário com o Estado Desenvolvimentista Atenhamo-no ao caso chinês, pois a China - há algum tempo transformou-se no principal bode expiatório dos óbices econômicos brasileiros. Explicar os fatores ou motivos do espetacular sucesso da China e de sua economia mercantil sob orientação socialista passa necessariamente por uma análise histórica. Assim de forma generalizada - procederemos. (1) Estamos intercambiando comercialmente com uma nação de mais de anos de existência. Seu Estado Nacional foi consolidado há cerca de anos. As bases da divisão social do trabalho - surgidas no bojo da separação entre economia de ganho e economia doméstica remontam na China - a mais de anos, o que quer dizer que há pelo menos três milênios o comércio é parte do cotidiano chinês. Trazendo ao concreto, de imediato podemos afirmar que não estamos lidando com iniciantes na arte de comerciar. Por outro lado, o atual regime chinês herdou o que de melhor o Império do Meio criou: o planejamento. Esta herança é perceptível, por exemplo, na capacidade de governança chinesa expressa não somente por sua política comercial, mas também na agilidade com que se disgnostica um ponto de estrangulamento na economia e a rapidez com que se procede sua superação. Percebese também esta herança na prontidão com que o governo central chinês pode interferir sob um território de mais de 9 milhões de km 2 (grandes obras de infra-estrutura). O planejamento como instrumento de ação governamental, na China, é legado histórico do que se denominou como modo de produção asiático. Segundo o professor do Depto. de Geografia da FFLCH-USP, Armen Mamigonian: O modo de produção asiático correspondeu ao primeiro grande esforço de planejamento estatal ao intervir com o apoio de massas camponesas em imensas obras hidráulicas que permitiram ampliar as áreas agriculturáveis, a partir de áreas propícias (centrais), para áreas menos favorecidas pela natureza (6). Ora, o que ocorre atualmente na China é justamente a aplicação de um projeto nacional baseado no acúmulo histórico de sua própria civilização. Projeto nacional este reafirmado em três acontecimentos no século passado: a proclamação da República em 1911, a Revolução Nacional- Popular de 1949 e sua reafirmação de propósitos e correção de rumos na política de Reforma e Abertura implementada em Amparado em sua milenar trajetória, o Estado Nacional chinês e seu partido governante, o Partido Comunista da China (PCCh), estabeleceram a meta de transformar a China em uma nação medianamente desenvolvida no ano de Desde então seu PIB praticamente dobrou a cada sete anos. Esta trajetória no rumo do crescimento e da maior inclusão no mercado consumidor da história (400 milhões de chineses saíram da linha da pobreza) foi e é lenta, gradual e segura.é a marca registrada de uma sociedade educada para ganhar contendas pelo meio da paciência e da segurança gerada pela grandeza de sua história e civilização. (2) A estratégia de desenvolvimento executada pela China desde 1978 é pautada pela consecução de objetivos de cunho econômico, político e social (7). 3

4 A percepção de que a China estava em franca desvantagem ante seus vizinhos asiáticos, mais a premente solução de problemas políticos e sociais advindos da Revolução Cultural ( ), levou Deng Xiaoping ( ) comunista de primeira hora e veterano da Longa Marcha ( ) a implementar um amplo programa de modernização. Programa esse que deveria contemplar, além dos problemas expostos, a solução tanto de pendências históricas (Hong-Kong, Macau e Taiwan), quanto de questões de ordem imediata, entre elas o abastecimento alimentar do país e o aumento dos rendimentos camponeses. Subordinando a determinação econômica à ação política concreta e abstraindo o que é essencial do fenômeno em tela, podemos afirmar que em 1978 cristaliza-se um processo de fusão de dois Estados na China. Trata-se da fusão do Estado Revolucionário, fundado por Mao Tsétung, em 1949, com o Estado Desenvolvimentista, fundado por Deng Xiaoping (8). Desenvolvimentista em alusão ao modelo asiático (Japão e os Tigres ) aplicado também pela China. Ora, a experiência de nação milenar, mais o acúmulo de processos recentes de industrialização tardia foram motes que permitiram o Estado Nacional chinês planificar reformas primeiramente no campo, depois na instalação de Zonas Econômicas Especiais e atualmente no grandioso projeto de desenvolvimento do oeste. A 2 a reforma agrária (contratos de responsabilidade entre família e Estado) permitiu com a liberalização do comércio de excedentes agrícolas desatar o ponto de estrangulamento do abastecimento alimentar, criar um mercado interno para produtos manufaturados e satisfazer a base política do PCCh (os camponeses). O passo seguinte, seguindo o modelo coreano das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE`s), foi a instalação gradual de Zonas Econômicas Especiais (ZEE`s) com o objetivo de succionar capitais e tecnologias estrangeiros ultranecessários ao seu ambicioso projeto modernizador. Um traço interessante das ZEE`s foi a localização geográfica: as quatro primeiras ZEE`s instaladas em 1982 estavam todas elas voltadas tanto para Hong-Kong, quanto para Taiwan e as minorias chinesas do sudeste asiático. Foi a mais competente forma de se criar condições objetivas à unificação nacional (zona de convergência econômica) num futuro próximo (9). Atualmente mais de 60% dos Investimentos Diretos Estrangeiros (IDE`s) na China têm origem nos chineses ultramarinos. Após as primeiras instalações em 1982, outras 10 cidades foram escolhidas. Em 1984 e em 1987, todo o litoral chinês foi declarado ZEE. Em 1992 todas as capitais de província e região autônoma alcançaram este mesmo instituto. Em 1997 Chongqing foi declarada Municipalidade diretamente subordinada ao poder central com o objetivo de servir de centro dinâmico à expansão ao oeste oficializada na primavera de Dadas as simetrias geográficas e históricas (expansão ao oeste dos EUA na segunda metade do século XIX), convencionou-se designar Chongqing de a Chicago Chinesa (10). (3) Várias conclusões podem ser retiradas deste gigantesco projeto nacional. Ao relacionar tal projeto com a apostasia brasileira, preferimos ficar com as observações do professor titular do Instituto de Economia da UNICAMP e Intelectual do Ano de 2005, Luiz Gonzaga Belluzzo, que no prefácio ao nosso trabalho ( China: Infra-Estruturas e Crescimento Econômico ) afirma: É impossível resistir à constatação de que a China enfrenta os desafios da globalização com concepções e objetivos que desmentem o propalado declínio do Estado-Nação, das políticas nacionais e intencionais de industrialização e desenvolvimento. Por aqui, neste Brasil varonil, a paixão nacional é discutir a cor dos gatos. Os 'donos do pedaço' têm absoluta certeza do alto de sua presunção estagnacionista de que todos eles são pardos. Para o caso específico de nossa nação, e seu futuro, encerramos este breve ensaio com a observação de Ignácio Rangel ( Economia Brasileira Contemporânea ), tão válida para o atual momento: Quem ainda não sabe que o Brasil é useiro e vezeiro em acertar por equívoc, não sabe da missa a metade. 4

5 Se estivermos certos no fundamental ou seja, se acreditarmos no país iremos corrigindo os erros currente calamo. II Considerações sobre as Inserções Externas do Brasil, Rússia, Índia e China As taxas de crescimento das economias russa, indiana e chinesa no período foram, respectivamente, 6,8%, 6,2% e 9,3%. O crescimento da economia brasileira ficou em apenas 2,5%, nesses anos, patamar semelhante ao verificado na década de 90. A questão fundamental que tem se colocado na mídia e nos meios acadêmicos e políticos é porque o Brasil tem um desempenho tão inferior aos outros países? 5 Tabela 1 BRIC - Principais Indicadores País Área (km²) POP PIB (taxa) PIB (US$ bilhões) PIB per capita (US$ 100) PIB - PPC* (US$ bilhões) Conta corrente (% no PIB) Reservas Inflação (%) Brasil ,7 2,5 792, ,7 1.8 US$ 70 bi 2,7 Rússia ,2 6,8 766, , US$ 182 bi 14,4 Índia ,1 6,2 775, ,4-2.5 US$ 142 bi 4,0 China ,8 9, , ,3 7.1 US$ 1 trilhão 1,4 Fonte: IMF: World Economic Outlook Database. A pril/2006 *Paridade Poder de Compra Elaboração própria A resposta a essa pergunta passa pela discussão das diferentes opções de inserção externa que esses países fizeram, uma vez que o tipo e o grau de abertura (financeira e comercial) de suas economias ao exterior lhes conferiram maiores ou menores raios de manobra para a execução de políticas domésticas voltadas para o crescimento. As duas últimas décadas mostraram mudanças profundas na visão e na prática do desenvolvimento econômico. Depois da crise da dívida dos anos 80, muitos países da América Latina e da África adotaram os programas de ajustamento estrutural recomendados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial, o que resultou em baixo crescimento econômico e aumento das desigualdades sociais. No início dos anos 90, as antigas economias socialistas ou economias em transição para o capitalismo da Europa Oriental e da Ásia Central adotaram um choque de mercado como meio de acelerar o crescimento e a modernização de suas economias, resultando em impactos devastadores sobre o nível de renda e a demanda agregada desses países. Ainda nos anos 80, o Japão havia introduzido a liberalização financeira que contribuiu para as chamadas bolhas de ativos que levaram o país a uma persistente estagnação econômica (Li e Zhu, 2005). A Coréia do Sul e alguns países asiáticos recém-industrializados (NIEs, sigla em inglês) aprofundaram a liberalização nos anos 90, o que resultou em seus envolvimentos na crise financeira de 1997 (Crotty, 2000). Sob a liberalização financeira dos mercados e a alta mobilidade dos capitais entre as fronteiras nacionais, muitos países têm experimentado déficits nos seus balanços de pagamentos e ficam sob forte pressão para corrigi-los através de programas macroeconômicos deflacionários (exceto para aqueles cujas moedas são aceitas como reserva internacional). Por outro lado, alguns países tentaram se isolar das turbulências causadas pela grande volatilidade dos fluxos financeiros gerando superávits comerciais e acumulando reservas em moeda forte. Esse quadro geral reflete uma visão de desenvolvimento que prega a remoção de todos os obstáculos à livre movimentação dos capitais e afirma que a confiança dos investidores internacionais depende de políticas governamentais responsáveis, o que significa quase sempre políticas monetárias e fiscais contraditórias. Essa preocupação com os fluxos de capitais acaba impedindo que os governos persigam políticas macroeconômicas comprometidas com o

6 crescimento. Feitas essas considerações, é importante apresentar para reflexão alguns pontos sobre as principais diferenças entre as políticas de abertura implementadas pelo Brasil, Rússia, Índia e China, que tiveram impactos sobre suas performances BRASIL Assim como outros países latino-americanos, o Brasil entrou no processo de globalização através da execução de programas de estabilização de acordo com as normas dos mercados financeiros internacionais, adotando um programa de estabilização com abertura financeira. Frente a um processo inflacionário crônico que vinha assolando a economia brasileira foi introduzido o Plano Real, em 1994, que procurou recuperar a confiança na moeda nacional através da garantia de seu valor externo. A âncora foi a taxa de câmbio nominal, garantida por financiamento em moeda estrangeira e/ou por montantes de reservas capazes de desestimular a especulação contra a paridade escolhida. A adoção do regime de câmbio fixo foi feita com a conversibilidade plena em transações correntes e na conta de capital. Por outro lado, o diferencial de juros garantiria a entrada de capitais que compensariam os desequilíbrios em transações correntes, tidos como transitórios (Belluzzo e Almeida, 2002). Deve-se observar que a sobrevalorização da moeda e as taxas de juros muito altas foram todos componentes da mesma estratégia de política econômica, que abandonou as regras de um regime de moeda fiduciária não conversível e taxa real de câmbio fixada pelo Banco Central. Essa política teve impactos significativos para a economia brasileira, que já contava com alto grau de industrialização, sustentado por níveis de proteção elevados, e colocou o Brasil sob a disciplina de um regime de conversibilidades restritas, financeira e comercial, para depois avançar para a conversibilidade plena. Em outras palavras, estava-se implementando no Brasil um projeto de desenvolvimento liberal que supunha a convergência das estruturas produtivas da economia brasileira na direção dos padrões competitivos e modernos das economias avançadas. No plano da liberalização financeira foram introduzidas, já no início da década de 90, mudanças relevantes no marco institucional referente aos fluxos financeiros com o exterior, como a redução das barreiras à entrada de estrangeiros no mercado de ações doméstico e a ampliação do acesso de residentes às fontes externas de financiamento (o que aumentou o ingresso de investimentos de portfolio), e a criação do mercado de câmbio flutuante (primeiro passo para a liberalização cambial). Outras dimensões do processo de liberalização foram a abertura comercial e as privatizações. Dentro de uma visão de que o desenvolvimentismo era o responsável pela crescente perda de dinamismo das economias latino-americanas, foram tomadas medidas para aumentar o crescimento e a competitividade da economia brasileira através do rebaixamento das tarifas, permitindo a entrada de novos produtores (corporações multinacionais) no mercado protegido, e pela eliminação dos monopólios estatais para obtenção de uma gestão mais eficiente. Essas mudanças implicaram na redefinição do papel do Estado na economia, tanto com redução de sua presença como produtor de bens e serviços, quanto pela modificação de sua atuação na política fiscal. Ainda dentro dessa visão, o papel do investimento estrangeiro passou a ser fundamental nessa nova fase de expansão: financiaria o crescimento e os desequilíbrios externos transitórios, participaria ativamente na reestruturação industrial, fornecendo recursos tecnológicos para a modernização organizacional e produtiva, e garantiria acesso a canais de comércio internacional. Dessa forma, a intensificação da internacionalização produtiva foi uma dimensão importante da remoção dos obstáculos ao crescimento sustentado. A concentração e a desnacionalização associadas à ruptura do tripé seriam processos necessários, embora dolorosos, para a construção das bases para a retomada do crescimento (Laplane e Sarti, 1999). Nesse sentido, foram introduzidas alterações significativas no quadro regulatório brasileiro referente ao capital estrangeiro no Brasil, particularmente para o investimento direto externo, que passou a assumir uma configuração pouco inclinada a criar novas capacidades, concentrando-se nos setores

7 não-comercializáveis RÚSSIA A liberalização da economia russa começou em 1992 (liberalização dos preços ao consumidor atingiu nesse ano 25,1%) com a posterior queda no poder de compra da moeda. A política governamental visava manter a taxa de câmbio do rubro alta, para controlar a inflação, pois uma vez que a depreciação foi menor que o aumento no nível de preços, foi possível importar mercadorias mais baratas. O lado negativo foi a competição com a indústria, que diminuiu suas exportações. Após crises e especulações com a moeda russa entre 1992 e 1994, o governo resolver adotar, em 1995, o chamado currency curridor system para fixar a taxa de câmbio e assegurar a estabilidade da moeda, através do estabelecimento de bandas estreitas de flutuação do rubro. Esse sistema durou até O que pareceu questionável quanto a esse aspecto foi o nível excessivamente alto da taxa de câmbio praticada na Rússia. Para mantê-la era preciso elevar as taxas de juros, resultando na estagnação dos investimentos e aumento do déficit fiscal estimulado pela aceleração da dívida. A difícil situação financeira não levou o governo a adotar um regime de câmbio flutuante. Pelo contrário: o governo declarou a taxa de câmbio fixa em 6,2 por dólar e, em primeiro de janeiro de 1998, desvalorizou o rubro, que foi renomeado (dividido por 1.000). Frente às situações adversas, o rubro foi se desvalorizando, a Rússia diminuiu as importações, e a produção doméstica de produtos de consumo de massa começou a crescer, assim como a de produtos mais sofisticados, gerando um efeito de substituição de importações. Dois fatores foram relevantes para o aumento das exportações russas: o aumento do preço internacional do petróleo (em 1999 depois da decisão da OPEP de aumentar o preço do barril) e, internamente, a desvalorização do rubro. Esses fatores impulsionaram os superávits comerciais a partir de 1999 e superávits na conta corrente, o que aumentou o crescimento do PIB (o desempenho da conta corrente no PIB mostra sua contribuição para o crescimento econômico). 3. ÍNDIA Entre 1990 e meados de 1991, a economia indiana enfrentou uma grande crise no seu balanço de pagamentos, e, para não entrar em default com suas obrigações externas, a Índia recorreu ao FMI. Como parte do acordo feito com essa instituição, o país foi chamado a executar um programa de ajustamento de curto prazo para estabilizar a economia, que consistia na desvalorização do rupee em 20% (para aumentar as exportações e diminuir as importações), compressão da política fiscal e monetária, com um aumento das taxas de juros (para diminuir a demanda agregada tanto do setor público quanto privado), e encorajamento do investimento direto externo e do capital de curto prazo para aumentar a posição líquida do país. Além dessas medidas imediatas, foram recomendadas medidas de ajustamento de longo prazo as chamadas reformas estruturais. O programa de reforma econômica ou de liberalização econômica começou com o anúncio da New Economic Policy (NEP). Essa política procurou aumentar o grau de abertura da economia aos fluxos de comércio, investimentos, tecnologia e capitais, e para tanto deveria ser introduzida a conversibilidade nas relações comerciais, desmanteladas as restrições às importações e reduzidos os níveis de proteção tarifária. A liberalização também incluía mudanças no regime de investimento direto externo (IDE), nas regras de entrada de tecnologia estrangeira e a remoção das restrições às transações econômicas internacionais, incluindo aí o movimento de capitais. Entraram ainda nas reformas a redefinição do papel do setor público na economia e o redesenho da arquitetura do sistema financeiro doméstico (Pohit, 2003). Nesse contexto foi elaborada a Nova Política Industrial que propunha, entre outras coisas, as seguintes mudanças: a abolição do sistema de licenças industriais já em 1991; a abolição de préautorização para os investimentos das empresas consideradas oligopólicas, particularmente nos casos

8 de expansão, estabelecimento de novas atividades, fusões, joint ventures e takeover ; redução da Lista de Setores reservados ao setor público (em consonância com a nova concepção do papel do Estado na economia) e a liberalização das normas para a entrada de tecnologias estrangeiras e de colaboração financeira de não-residentes. Quanto a liberalização financeira, o pacote de medidas recomendadas incluía os seguintes itens: a desregulamentação do mercado de capitais e dos bancos; a desregulamentação das taxas de juros, com quebra do crédito direcionado e subsidiado; introdução de regras contábeis mais duras para o setor bancário (Padrão Basiléia) e integração do mercado financeiro doméstico ao sistema financeiro internacional, através da liberalização dos controles de capital. Mas o processo de liberalização levado a cabo pela Índia sob os auspícios do FMI deve ser, no entanto, devidamente qualificado. Ao longo dos anos 1980 a Índia recorreu a empréstimos comerciais no mercado de capitais internacional, mas outras formas de capital estrangeiro privado só entraram em sua economia na década de 1990 e foram, nesse último período, ainda alvo de extensivo controle. A introdução da conversibilidade das transações comerciais seria o primeiro passo em direção a conversibilidade da conta corrente. Assim, em agosto de 1994, a Índia aceitou o Artigo VIII do FMI, abrindo mão de seu direito à arranjos transitórios sob o Artigo XIV. No entanto, essa aceitação da conversibilidade foi mais de jure que de facto (Nayyar, 2000:2). O governo hindu entendeu naquele momento que algumas restrições deveriam continuar devido aos possíveis impactos do livre movimento dos fluxos de capitais sobre a conta corrente e introduziu várias salvaguardas e formas de regulação para controlar essas transações. As mais importantes foram: a exigência de que a receita de exportações fosse repatriada e entregue ao banco central que já existia e permaneceu em vigor; os dealers foram autorizados a vender moeda estrangeira apenas em caso de transações devidamente identificadas e apoiadas com alguma evidência de sua necessidade; os limites indicativos de valor foram especificados para diferentes categorias de transações, particularmente as invisíveis, para que qualquer venda de moeda estrangeira acima do limite dos bancos, ou dos dealers autorizados, tivesse que passar pelo banco central. Através dessas salvaguardas, o Banco Central da Índia (Reserve Bank of Índia RBI) passou a ter um papel pró-ativo no desenvolvimento e monitoramento do mercado de câmbio e procurou atenuar a associação entre as transações em conta corrente e as transações na conta capital mediante a proibição das transações denominadas em dólar entre residentes e das transações externas em rupee (moeda doméstica). O objetivo era assegurar que não haveria dolarização da economia nem internacionalização da moeda doméstica. Sem essas restrições, a liberalização das transações na conta corrente teria significado a liberalização das transações na conta capital. Assim, o processo de liberalização da conta capital na Índia foi sendo realizado de modo bastante cauteloso. O processo de liberalização da conta capital procurou ainda fazer uma distinção (clássica) entre as diferentes formas de fluxos de capitais privados recebidos e realizados, em função de diferenças importantes entre essas categorias quanto a natureza e grau de liberalização. Assim, o contorno que tomou essa abertura considerou as seguintes categorias de transações para fins de avaliação e controle: investimento direto; investimento de portfolio; empréstimos comerciais externos; depósitos de não-residentes; bancos comerciais e fluxos de capitais realizados. Em linhas gerais, pode-se dizer que muitas das medidas preconizadas pelo FMI não foram implementadas. No que se refere à Nova Política Industrial, muitas das recomendações foram desestimuladas, como nos casos da abolição do sistema de licenças e da redução da lista de setores reservados ao setor público, cujo processo de privatização que tal redução supunha foi vagaroso ou até mesmo inexistente na Índia. Dados recentes mostram que 10 anos depois do início da liberalização, 80% dos ativos bancários indianos ainda estão nas mãos do Estado (Planning Comission, 2002: 44) CHINA A estratégia de abertura da China levada a cabo desde 1979 tem sido caracterizada pela promoção

9 de suas exportações e ao mesmo tempo por fortes medidas para proteger seu mercado doméstico. Essa política comercial dualista acabou favorecendo, de um lado, a criação de indústrias altamente dinâmicas voltadas para o mercado externo, baseadas na transformação de mercadorias importadas; e, de outro lado, conservou a penetração das importações num nível relativamente baixo. As importações de empresas locais e de consumidores estiveram sujeitas a impostos alfandegários e experimentaram crescimento bem modesto, menos da metade de todas as importações nos 90 anos (Lemoine, 2000). A política para o investimento estrangeiro também foi elaborada em termos bastante seletivos, baseada em tratamentos preferenciais, como obtenção de redução de tarifas e isenções fiscais naquelas indústrias em que o IDE foi considerado desejado: setores exportadores e setores alvos da política de substituição de importações. Várias medidas foram tomadas nesse sentido para orientar os investimentos nas indústrias exportadoras, como o estabelecimento de cotas de exportações e obrigações relacionadas ao equilíbrio das contas em moedas estrangeiras. Essas restrições têm sido paulatinamente relaxadas desde 2000, dado o cronograma de adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) (Lemoine, 2000:15). Pode-se dizer que a política de abertura da economia chinesa ao comércio e ao IDE coexistiu com fortes controles administrativos voltados para apoiar a política industrial doméstica. O governo criou um sistema que mantém uma clara distinção entre a produção para o mercado doméstico (onde a indústria doméstica é extremamente importante para o crescimento global da economia) e um setor externo gerador de divisas associado às zonas de processamento e exportação (Epstein, 2002). Assim, o processo de abertura da economia chinesa limitou-se quase que apenas à entrada de investimento direto externo fortemente associada com sua política comercial impondo restrições a outras formas de financiamento externo e mantendo a inconversibilidade de sua moeda. Da menor abertura financeira resultou um padrão de fluxos de capitais bastante distintos de outros países em desenvolvimento, o que permitiu à China uma relativa tranqüilidade para dar curso a sua política industrial e se manter praticamente isolada dos choques externos ocorridos nos anos 90 (tabela 3.6). Desde 1992 o IDE tem sido a maior fonte de financiamento externo na China vis-à-vis os outros dois componentes dos fluxos de capitais externos os empréstimos bancários e os investimentos de portfolio (World Bank, 1997). Durante , o financiamento externo da economia chinesa contabilizou US$ 67 bilhões, e nesse primeiro estágio da abertura, a grande fonte de capitais externos foram os empréstimos (60% do total). De , o financiamento externo quintuplicou para US$ 327 bilhões e o IDE tornou-se a maior fonte de fundos dirigidos a China (70% do total). O investimento de portfolio permaneceu limitado, aumentando só em 1997 (12% do financiamento externo total). O baixo nível de investimento estrangeiro em ações deveu-se ao fato de que o sistema financeiro da China ser relativamente pouco desenvolvido e fechado: a conversibilidade do yuan era ainda limitada, nos anos 90, para as transações em conta corrente, e os mercados de ações (stock markets) eram relativamente pequenos e pouco transparentes (Lemoine, 2000:22). A Estrutura do financiamento externo explica porque a China conseguiu evitar a crise financeira pela qual passaram outros países em desenvolvimento. O papel dominante do IDE no financiamento externo permitiu a China manter administrável o nível de débito externo (US$ 140 bilhões em 1998, representando 15% do PIB). O débito externo é considerado carga moderada para a economia chinesa, com o déficit na conta de serviços tomando menos de 10% de sua renda anual com exportações de mercadorias e serviços (World Bank, 1999). Quanto ao desempenho da conta corrente, entre 1990 e 1998, exceto em 1993, a China foi superavitária devido aos grandes superávits comerciais. Estes superávits gerados pelas empresas estrangeiras contribuíram, por sua vez, para a manutenção de elevado nível de reservas. Esse país experimentou também superávits em sua conta capital, exceto em 1998, quando tal conta teve um déficit de US$ 6 bilhões, devido à queda nos empréstimos externos recebidos e ao grande aumento 9

10 dos créditos comerciais providenciados pela China aos seus parceiros comerciais no contexto da crise de O saldo geral do balanço de pagamentos registrou um superávit, o qual levou a um aumento nas reservas em moeda estrangeira. Mas o capital recebido superou o capital realizado mais o aumento nas reservas, e erros e omissões foram um importante item do balanço de pagamentos do país (FMI, 2002). Notas: (1) Poderíamos sim construir modelagens puras de comparação. Infelizmente, muito da atual atividade científica econômica é baseada neste método que serve à 'coisificação' do objeto. Trata-se de um pressuposto à quantificação e empobrecimento - da ciência econômica. (2) RANGEL, I.: Desenvolvimento e Projeto. In, Obras Reunidas de Ignácio Rangel. Editora Contraponto. Rio de Janeiro, 2005, v. 1, p (3) Aos interessados em melhor compreender este processo sugerimos a leitura de: RANGEL, I.: Economia Milagre e Antimilagre. Zahar. Rio de Janeiro, (4) É muito comum e nossas visitas à China atestam isso os economistas chineses aludirem o sucesso de seu projeto à observação dos erros e acertos do processo de substituição de importações em países como o Brasil. (5) RANGEL, I.: O Quarto Ciclo de Kondratiev. Revista de Economia Política. São Paulo, v. 10, n. 04, outubrodezembro de Importante notar que em Rangel, o termo reformas institucionais nada tem a ver com as propostas em voga atualmente e, sim, com reformas que sirvam para a abertura de nossa economia de forma planificada. Logo, tratam-se de reformas que não servem de pretexto para o dumping - via câmbio e taxas de juros, que está freando a economia brasileira - sob nosso mercado interno. (6) MAMIGONIAN, A.: Desenvolvimento Econômico e Questão Ambiental. Cadernos da VII Semana de Geografia. Universidade Estadual de Maringá. Maringá, julho de (7) Maiores detalhes da estratégia chinesa (com variados dados primários) podem ser encontrados em: MEDEIROS, Carlos A. de: Economia e Política do Desenvolvimento Recente da China. Revista de Economia Política. São Paulo, v. 19, n. 03, julho-dezembro de Sugerimos ainda leitura do primeiro capítulo de nosso trabalho: JABBOUR, E.: China: Infra-Estruturas e Crescimento Econômico. Anita Garibaldi. São Paulo, 2006, 256 p. Sob o título de A Economia Chinesa: Fatores do Crescimento Prolongado, este primeiro capítulo objetivou a exposição de uma série de fatores que determinam o sucesso do modelo em curso na China. (8) O conceito de fusão de dois Estados na China foi elaborado por Manuel Castells no terceiro tomo de sua trilogia sobre a Era da Informação ( Fim de Milênio. Paz e Terra. São Paulo, 1999). (9) Sobre este processo sugerimos a leitura de: OLIVEIRA, Amaury, P. de: O dinamismo territorial do reformismo chinês. Revista Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, n 125, (10) O nosso trabalho China Infra-estruturas e Crescimento Econômico trata de todo este processo em andamento. Vale assinalar que entre 2001 e 2010, Chongqing está recebendo US$ 20 bilhões anuais para transformá-la a exemplo, para o caso norte-americano, de Chicago no centro dinâmico da expansão ao oeste da China. 10

11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 11 AGLIETA, M. (1990) Globalisation financière: l aventure obligée. Paris: Centre d Études prospectives et d Informations Internationales. (2001) Macroéconomie financière. Paris: Éditions La Découverte, vols 1 e 2 BELLUZZO L. G. & ALMEIDA, J. G. (2002) Depois da queda: a economia brasileira da crise da dívida aos impasses do Real. Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira. BELLUZZO L. G. & TAVARES, M. C. (2002) Desenvolvimento no Brasil Relembrando um Velho Tema, in Bielschowsky, R. & Mussi, C. (orgs.), Políticas para a Retomada do Crescimento Reflexões Econômicas sobre a Crise, IPEA/CEPAL BIELSCHOWSKY, Ricardo (Coord.) (1999) Determinantes dos investimentos na transição da economia brasileira dos anos 90 (Indústria, Mineração, Petróleo e Infra-estrutura). Brasília: Cepal-IPEA. BIS (Bank of International Settlements) (2003) China Capital Account Liberalisation: International Perspectives BIS Papers, April, 2003 BHOI, B.K. (2001) Mergers and Acquisitions: an Indian Experience, Reserve Bank of India, (papers) BROADMAN & SUN (1997) The Distribution of Foreign Direct Investment in China. WB Policy Research Working Paper, February, 1997, Washington, D.C. CAVES, R. (1982) Multinational enterprise and economic analysis. New York: Cambridge University Press. CHUNLAI, Chen. (1997) The Evolution and Main Features of China s Foreign Direct Investment Policies. Chinese Economic Research Center, Australia. EPSTEIN, G. & BRAUNSTEIN, E. (2002) Bargaining Power and Foreign direct Investment in China: can 1.3 billion consumers tame the multinationals? PERI (Political Economy Research Institute), University of Massachusetts Amherst. EPSTEIN, G. (1999) Creating International Credit Rules and the Multilateral Agreement on Investment: What are the alternatives? PERI (Political Economy Research Institute), University of Massachusetts Amherst. JABBOUR, E.: China: Infra-Estruturas e Crescimento Econômico. Anita Garibaldi. São Paulo, 2006, 256 p. : China: Desenvolvimento e Socialismo de Mercado. Depto. de Geociências do CFH-UFSC, 2006, 87 p. KAPUR ET AL. (1999) Private Foreign Investment in India, Department of Economics, Birkbeck College, London KUMAR, N. (1994), Multinational Enterprises and Industrial Organization: the case of India, Sage Publications. LAPLANE M. F. & SARTI, F. (1999) Investimento Direto Estrangeiro e o Impacto na Balança Comercial nos Anos 90. Texto para Discussão do IPEA. N.629, Brasília, Fev LEMOINE, Françoise. FDI and the Opening Up of China s Economy. CEPII, 2000, Paris, France LEMOINE, Françoise e ÜNAL-KESENCI, Deniz. China in the International Segmentation of Production Process. CEPII, Paris, France (2000) Why China wants to join the WTO. La Lettre du CEPII, 2000, n o. 189, CEPII. Paris, France

12 MAMIGONIAN, A.: Desenvolvimento Econômico e Questão Ambiental. Cadernos da VII Semana de Geografia. Universidade Estadual de Maringá. Maringá, julho de MEDEIROS, Carlos A. de: Economia e Política do Desenvolvimento Recente da China. Revista de Economia Política. São Paulo, v. 19, n. 03, julho-dezembro de NAYYAR, Deepak. (2000) Capital Controls and Financial Authotity: What Can We Learn from the Indian Experience?, Center for Economic policy Analysis CEPA, march, 2000 OLIVEIRA, Amaury, P. de: O dinamismo territorial do reformismo chinês. Revista Tempo Brasileiro. Rio de Janeiro, n 125, PINGYAO, Lai. Foreign Direct Investment in China : Recent Trends and Patterns. China & World Economy, n.º 2, POHIT, S. & SUBRAMANYAM, S. (2003) Investment Policy, Performance and Perceptions in India, National Council of Applied Economic Research, New Dehli, India. (2003) Investment Performance and Comparision: Large Emerging Markets, National Council of Applied Economic Research, New Dehli, India. RANGEL, I.: Desenvolvimento e Projeto. In, Obras Reunidas de Ignácio Rangel. Editora Contraponto. Rio de Janeiro, 2005, v. 1, p A Inflação Brasileira (1963). In, Obras Reunidas de Ignácio Rangel. Editora Contraponto. Rio de Janeiro, 2005, pags : Economia Milagre e Antimilagre. Zahar. Rio de Janeiro, : O Quarto Ciclo de Kondratiev. Revista de Economia Política. São Paulo, v. 10, n. 04, outubro-dezembro de TSO, A. (1998) Foreign Direct Investment and China s Economic Development Issues and Studies, Vol. 34, nº 2, February, p United Nations Conference on Trade and Development (Unctad) (2003) Trade and Development Report 2003: Capital Accuumulation. Growth and Structural Change WEI JIA (1994) Chinese foreign investment laws and policies: evolution ans transformations, Quorum Books, Westport, Connecticut. YOFFIE, David B. (1993) Beyond free trade firms, governments and global competition, Havard Business School Press, Boston, Massachusetts. ZANG, F. (1995) Internactional Trade and Foreign Direct Investment: Futher Evidence from China, Asian Economic Journal, Vol. 9, nº 21, July. 12

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Esta aula tratará da análise comparativa do processo de desenvolvimento da China e da Índia, países que se tornaram

Leia mais

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Esta aula trata da história econômica e do processo de desenvolvimento da China, país que se tornou a segunda economia do mundo, atrás dos Estados

Leia mais

CHINA: UMA INSERÇÃO EXTERNA DIFERENCIADA. Luciana Acioly 1 INTRODUÇÃO

CHINA: UMA INSERÇÃO EXTERNA DIFERENCIADA. Luciana Acioly 1 INTRODUÇÃO CHINA: UMA INSERÇÃO EXTERNA DIFERENCIADA Luciana Acioly 1 INTRODUÇÃO Aretomada do crescimento dos fluxos globais do investimento direto externo (IDE) pósrecessão do início dos anos 1980 gerou uma série

Leia mais

Investindo em um gigante em expansão

Investindo em um gigante em expansão Investindo em um gigante em expansão Revolução econômica transforma a China no grande motor do crescimento mundial Marienne Shiota Coutinho, sócia da KPMG no Brasil na área de International Corporate Tax

Leia mais

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real

CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real CASO 7 A evolução do balanço de pagamentos brasileiro no período do Real Capítulo utilizado: cap. 13 Conceitos abordados Comércio internacional, balanço de pagamentos, taxa de câmbio nominal e real, efeitos

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio.

As informações relevantes para a decisão de importar ou exportar são preços domésticos, preços externos e taxa de câmbio. Módulo 16 Introdução à Economia Internacional O comércio internacional se constitui no intercâmbio de bens, serviços e capitais entre os diversos países. Muitos teóricos em economia tentaram explicar as

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Parte III Política Cambial

Parte III Política Cambial Parte III Política Cambial CAPÍTULO 5. A GESTÃO DO REGIME DE CÂMBIO FLUTUANTE NO BRASIL CAPÍTULO 6. A RELAÇÃO ENTRE A TAXA DE CÂMBIO E O DESENVOLVIMENTO Regimes e Política Cambial Apesar da adoção quase

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Palma, G. (2002). The Three routes to financial crises In: Eatwell, J; Taylor, L. (orgs.). International Capital Markets: systems in transition. Oxford

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq.

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Frenkel, R. (2002). Capital Market Liberalization and Economic Performance in Latin America As reformas financeiras da América

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa Guilherme R. S. Souza e Silva * RESUMO - O presente artigo apresenta e discute o comportamento das taxas de câmbio

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

China: crise ou mudança permanente?

China: crise ou mudança permanente? INFORMATIVO n.º 36 AGOSTO de 2015 China: crise ou mudança permanente? Fabiana D Atri* Quatro grandes frustrações e incertezas com a China em pouco mais de um mês: forte correção da bolsa, depreciação do

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL. Profa. Enimar J. Wendhausen

ECONOMIA INTERNACIONAL. Profa. Enimar J. Wendhausen ECONOMIA INTERNACIONAL Profa. Enimar J. Wendhausen Balanço de Pagamentos Registra contabilmente todas as transações econômicas realizadas entre residentes (pessoas físicas ou jurídicas, que tenham esse

Leia mais

O Mito da Conversibilidade

O Mito da Conversibilidade Revista de Economia Política, vol. 24, nº 2 (94), abril-junho/2004 O Mito da Conversibilidade LUIZ GONZAGA BELLUZZO* RICARDO CARNEIRO** A conversibilidade da moeda nacional tem sido um tema recorrente

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados

Leia mais

Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália. Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento

Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália. Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento Discurso do Diretor Anthero na Embaixada da Itália Conferência Itália e Brasil no Contexto Global: Experiência e Modelos de Desenvolvimento 1. É com grande satisfação que participo, em nome do Presidente

Leia mais

Reforming the Global Financial Architecture

Reforming the Global Financial Architecture Comunicações Reforming the Global Financial Architecture Data e local: 20-24 de junho de 2011, London School of Economics, Londres, Reino Unido Evento: Reforming the Global Financial Architecture Representante

Leia mais

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014.

Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Brasilia (DF), 16 de dezembro de 2014. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil na Comissão de Assuntos Econômicos, no Senado Federal Página 1 de 8 Exmo. Sr. Presidente

Leia mais

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique IGC Mozambique A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique 09 de Março de 2012 1 Introdução Uma visão retrospectiva mostra uma década que já aponta a grande clivagem da economia

Leia mais

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira +

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Fernando Ferrari Filho * e Luiz Fernando de Paula ** A recente crise financeira internacional mostrou que a estratégia nacional para lidar

Leia mais

A inserção internacional brasileira*

A inserção internacional brasileira* cap_04_palestras.qxd:layout 1 8/1/11 11:38 PM Page 43 43 A inserção internacional brasileira* ANTÔNIO CORRÊA LACERDA O Brasil foi um dos países que mais mudou nos últimos dez anos, conquistando uma maior

Leia mais

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015.

São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. São Paulo (SP), 14 de agosto de 2015. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na abertura do X Seminário Anual sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária.

Leia mais

Alguns dados sobre a China

Alguns dados sobre a China CHINA "...de que país a China é colônia? É colônia de cada país com quem firmou um tratado, e todos os países que têm um tratado com a China são seus donos. Assim, a China não é somente escrava de uma

Leia mais

Comércio (Países Centrais e Periféricos)

Comércio (Países Centrais e Periféricos) Comércio (Países Centrais e Periféricos) Considera-se a atividade comercial, uma atividade de alto grau de importância para o desenvolver de uma nação, isso se dá pela desigualdade entre o nível de desenvolvimento

Leia mais

Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo

Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo Capítulo 10: GREMAUD, TONETO JR. E VASCONCELLOS (2002) Setor Externo BALANÇO DE PAGAMENTOS: É o registro sistemático das transações entre residentes e não-residentes de um país durante determinado período

Leia mais

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO 1 O sucesso do Plano Real na economia brasileira Denis de Paula * RESUMO Esse artigo tem por objetivo evidenciar a busca pelo controle inflacionário no final da década de 1980 e início da década de 1990,

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira CÂMARA DOS DEPUTADOS Ministro Guido Mantega Comissão de Fiscalização Financeira e Controle Comissão de Finanças e Tributação Brasília, 14 de maio de 2014 1 Economia

Leia mais

BALANÇO DE PAGAMENTOS: desempenho brasileiro em 2010 RESUMO

BALANÇO DE PAGAMENTOS: desempenho brasileiro em 2010 RESUMO 78 BALANÇO DE PAGAMENTOS: desempenho brasileiro em 2010 Guilherme Fernandes de Souza RESUMO Com o objetivo de conhecer o desempenho brasileiro no que se refere ao Balanço de Pagamentos, esse artigo analisa

Leia mais

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012 RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Yoshiaki Nakano Escola de Economia de São Paulo Fundação Getulio Vargas 26 de Abril de 2006 Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil A Base do Novo

Leia mais

Sumário. Logo WTO. Estados Unidos. 37 Argentina. Holanda. 3 Alemanha. 14 México. 2 Japão. 7 Itália. Outros. Valores de 2000

Sumário. Logo WTO. Estados Unidos. 37 Argentina. Holanda. 3 Alemanha. 14 México. 2 Japão. 7 Itália. Outros. Valores de 2000 Economia Carlos Nemer 3ª Ed. Capítulo 17: O Setor Externo Logo WTO Poli-UFRJ Copyright 2005. Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 1 de 47/2005.1 Sumário 1. Introdução; 1.

Leia mais

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 1 Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 Brasil: Fundamentos Macroeconômicos (1) Reservas International

Leia mais

A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial

A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial BRICS Monitor A Escalada Protecionista nos BRICS no contexto pós Crise financeira Internacional - Monitoramento de Medidas de Política Comercial Outubro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento, Comércio, Finanças

Leia mais

PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG): DO MILAGRE ECONÔMICO AO FIM DO SONHO 1

PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG): DO MILAGRE ECONÔMICO AO FIM DO SONHO 1 PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG): DO MILAGRE ECONÔMICO AO FIM DO SONHO 1 Introdução Márcio Kerecki Miguel dos Santos 2 O Brasil novo que se inicia depois da crise de 1929 e da tomada do poder

Leia mais

POR QUE O REAL SE VALORIZA EM RELAÇÃO AO DÓLAR DESDE 2002?

POR QUE O REAL SE VALORIZA EM RELAÇÃO AO DÓLAR DESDE 2002? POR QUE O REAL SE VALORIZA EM RELAÇÃO AO DÓLAR DESDE 2002? Resenha produzida por Paulo Springer de Freitas 1 Este texto é uma resenha do estudo O câmbio no Brasil: perguntas e respostas, de autoria de

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico,

Leia mais

CEAV Exercícios de Economia Brasileira. Prof. Antonio Carlos Assumpção

CEAV Exercícios de Economia Brasileira. Prof. Antonio Carlos Assumpção CEAV Exercícios de Economia Brasileira Prof. Antonio Carlos Assumpção 1)BNDES Economista 2011-51 No Brasil, vem ocorrendo uma mudança demográfica que poderá causar dificuldades financeiras consideráveis

Leia mais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais Investimento internacional Fluxos de capitais e reservas internacionais Movimento internacional de fatores Determinantes da migração internacional: diferencial de salários; possibilidades e condições do

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

BALANÇO DE PAGAMENTOS. PAULANI, Leda Maria, BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social. São Paulo: Saraiva, 2000. (cap. 5).

BALANÇO DE PAGAMENTOS. PAULANI, Leda Maria, BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social. São Paulo: Saraiva, 2000. (cap. 5). 1 BALANÇO DE PAGAMENTOS Alexandre César Cunha Leite 1 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PAULANI, Leda Maria, BRAGA, Márcio Bobik. A Nova Contabilidade Social. São Paulo: Saraiva, 2000. (cap. 5). INTRODUÇÃO O estudo

Leia mais

A Guerra de Moedas: Riscos para a América Latina e o Papel dos Bancos Centrais

A Guerra de Moedas: Riscos para a América Latina e o Papel dos Bancos Centrais Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Comité Latino Americano de Asuntos Financieros Latin American Shadow Financial Regulatory Committee Declaração No. 23 Novembro 16, 2010 Lima, Peru A Guerra

Leia mais

China 1. Antes de 1949: a. História de ciclos economicos prosperidade e crise dinastias: a cada dinastia há momentos de auge e de crise, sendo que

China 1. Antes de 1949: a. História de ciclos economicos prosperidade e crise dinastias: a cada dinastia há momentos de auge e de crise, sendo que China 1. Antes de 1949: a. História de ciclos economicos prosperidade e crise dinastias: a cada dinastia há momentos de auge e de crise, sendo que nos momentos de crise, a China acaba perdendo território.

Leia mais

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL International Seminar & Book Launch of "Surmounting Middle Income Trap: the Main Issues for Brazil" Institute of Latin American Studies (ILAS, CASS) Brazilian Institute of Economics at Getulio Vargas Foundation

Leia mais

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais

4 SETOR EXTERNO. ipea

4 SETOR EXTERNO. ipea 4 SETOR EXTERNO RESTRIÇÕES EXTERNAS AO CRESCIMENTO ECONÔMICO Tradicionalmente, as restrições ao crescimento da economia brasileira são consideradas como limites impostos pela deterioração incontornável

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

SUMÁRIO EXECUTIVO INTRODUÇÃO SETOR EXTERNO. O Cenário Internacional

SUMÁRIO EXECUTIVO INTRODUÇÃO SETOR EXTERNO. O Cenário Internacional SUMÁRIO EXECUTIVO INTRODUÇÃO Durante 2004, o PIB da América Latina e do Caribe deverá crescer em torno de 4,5%, o que significa um aumento de 3,0% do produto per capita. A recuperação das economias da

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro

ED 2059/09. 9 fevereiro 2009 Original: inglês. A crise econômica mundial e o setor cafeeiro ED 2059/09 9 fevereiro 2009 Original: inglês P A crise econômica mundial e o setor cafeeiro Com seus cumprimentos, o Diretor-Executivo apresenta uma avaliação preliminar dos efeitos da crise econômica

Leia mais

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe

MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO. Sergio Vale Economista-chefe MB ASSOCIADOS CENÁRIO MACROECONÔMICO BRASILEIRO Sergio Vale Economista-chefe I. Economia Internacional II. Economia Brasileira Comparação entre a Grande Depressão de 30 e a Grande Recessão de 08/09 Produção

Leia mais

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio

Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio MB ASSOCIADOS Perspectivas para o Agribusiness em 2011 e 2012 Cenários da Macroeconomia e o Agronegócio 26 de Maio de 2011 1 1. Cenário Internacional 2. Cenário Doméstico 3. Impactos no Agronegócio 2 Crescimento

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Unidade de Política Econômica

Unidade de Política Econômica Unidade de Política Econômica Brasília, abril de 2007 Superávit na balança comercial e juros altos sustentam valorização do real No primeiro bimestre de 2007, o dólar foi negociado a R$ 2,10, na média

Leia mais

Sumário. Conceitos básicos 63 Estrutura do balanço de pagamentos 64 Poupança externa 68

Sumário. Conceitos básicos 63 Estrutura do balanço de pagamentos 64 Poupança externa 68 Sumário CAPÍTULO l As CONTAS NACIONAIS * l Os agregados macroeconômicos e o fluxo circular da renda 2 Contas nacionais - modelo simplificado 4 Economia fechada e sem governo 4 Economia fechada e com governo

Leia mais

Apresentação de Teresa Ter-Minassian na conferencia IDEFF: Portugal 2011: Coming to the bottom or going to the bottom? Lisboa, Jan.31-Fev.

Apresentação de Teresa Ter-Minassian na conferencia IDEFF: Portugal 2011: Coming to the bottom or going to the bottom? Lisboa, Jan.31-Fev. Apresentação de Teresa Ter-Minassian na conferencia IDEFF: Portugal 2011: Coming to the bottom or going to the bottom? Lisboa, Jan.31-Fev.1, 2011 Estrutura da apresentação Antecedentes Principais características

Leia mais

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov.

7.000 6.500 6.000 5.500 5.000 4.500 4.000 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 - -500-1.000 fev./2010. ago./2011. fev./2012. nov. 4 SETOR EXTERNO As contas externas tiveram mais um ano de relativa tranquilidade em 2012. O déficit em conta corrente ficou em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), mostrando pequeno aumento em relação

Leia mais

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA

Panorama da Economia Brasileira. Carta de Conjuntura do IPEA : Carta de Conjuntura do IPEA Apresentadoras: PET - Economia - UnB 25 de maio de 2012 1 Nível de atividade 2 Mercado de trabalho 3 4 5 Crédito e mercado financeiro 6 Finanças públicas Balanço de Riscos

Leia mais

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1 Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Introdução No início de 2007 surgiram os primeiros sinais de uma aguda crise

Leia mais

Equipe de Geografia GEOGRAFIA

Equipe de Geografia GEOGRAFIA Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 12R Ensino Médio Equipe de Geografia Data: GEOGRAFIA CHINA 1. 1952: China Socialista. Um grande movimento guerrilheiro de base camponesa, liderado por Mao Tse Tung,

Leia mais

Tendências para o mercado de ovos e outras commodities Lygia Pimentel é médica veterinária e consultora pela Agrifatto

Tendências para o mercado de ovos e outras commodities Lygia Pimentel é médica veterinária e consultora pela Agrifatto Tendências para o mercado de ovos e outras commodities Lygia Pimentel é médica veterinária e consultora pela Agrifatto Para analisar qualquer mercado é importante entender primeiramente o contexto no qual

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base Cenário Econômico Internacional & Brasil Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda antonio.lacerda@siemens.com São Paulo, 14 de março de 2007

Leia mais

* (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em

* (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em * (Resumo executivo do relatório Where does it hurts? Elaborado pela ActionAid sobre o impacto da crise financeira sobre os países em desenvolvimento) A atual crise financeira é constantemente descrita

Leia mais

Trabalho de pesquisa: Afectação do Crédito para Investimento, Estabilidade e Crescimento: Lições do Banco de Desenvolvimento Brasileiro

Trabalho de pesquisa: Afectação do Crédito para Investimento, Estabilidade e Crescimento: Lições do Banco de Desenvolvimento Brasileiro O que podem os países africanos aprender com o desenvolvimento e crescimento inclusivo no Brasil? Trabalho de pesquisa: Afectação do Crédito para Investimento, Estabilidade e Crescimento: Lições do Banco

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO

A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO A RELAÇÃO ENTRE OS FLUXOS DE CAPITAIS E A VULNERABILIDADE EXTERNA NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO ANDRÉIA POLIZELI SAMBATTI Professora da UNIOESTE/Campus de Cascavel, Ms. em Teoria Econômica DENISE RISSATO

Leia mais

Impacto sobre os rendimentos dos títulos públicos

Impacto sobre os rendimentos dos títulos públicos Como as taxas de juros dos Estados Unidos afetam os mercados financeiros das economias emergentes 15 de maio de 2014 Alexander Klemm, Andre Meier e Sebastián Sosa Os governos da maioria das economias emergentes,

Leia mais

Macroeconomia. Prof. Aquiles Rocha de Farias

Macroeconomia. Prof. Aquiles Rocha de Farias Macroeconomia Prof. Aquiles Rocha de Farias Modelo Mundell-Fleming (IS-LM-) No modelo Mundell-Fleming é introduzida ao modelo IS-LM uma nova curva, a curva, que corresponde aos valores de renda e taxa

Leia mais

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes Serkan Arslanalp e Takahiro Tsuda 5 de março de 2014 Há um trilhão de razões para se interessar em saber quem detém

Leia mais

Política Cambial. Política Cambial e. Balanço de Pagamentos 26/03/2013. Mecanismos de intervenção na Economia. O que é Balanço de Pagamentos?

Política Cambial. Política Cambial e. Balanço de Pagamentos 26/03/2013. Mecanismos de intervenção na Economia. O que é Balanço de Pagamentos? Universidade Estadual Paulista Faculdade de Ciências Agronômicas Depto. de Economia, Sociologia e Tecnologia e Balança de Pagamentos Economia e Administração 3 º sem./medicina Veterinária Núria R. G. Quintana

Leia mais

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA

QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA QUESTÕES SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia Internacional, Finanças

Leia mais

Internacionalização de empresas: experiências internacionais selecionadas. São Paulo, 14 de junho de 2012

Internacionalização de empresas: experiências internacionais selecionadas. São Paulo, 14 de junho de 2012 experiências internacionais selecionadas São Paulo, 14 de junho de 2012 experiências internacionais selecionadas Estudo realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais IMF Survey PERSPECTIVAS ECONÓMICAS REGIONAIS África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais Por Jesus Gonzalez-Garcia e Juan Treviño Departamento da África, FMI 24 de Abril de 2014

Leia mais

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images) Economia A Economia do Japão em uma Era de Globalização Bolsa de Valores de Tóquio A Bolsa de Valores de Tóquio é a mais antiga do Japão, tendo sido estabelecida em 1878 (Foto: Cortesia de Getty Images)

Leia mais

Sistema de Comércio Exterior Brasileiro: análise das políticas dos setores público e privado

Sistema de Comércio Exterior Brasileiro: análise das políticas dos setores público e privado ASSUNTO em pauta A Sistema de Comércio Exterior Brasileiro: análise das políticas dos setores público e privado Razões e diferenças das políticas públicas e privadas no contexto do Sistema de Comércio

Leia mais

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado Políticas Públicas Lélio de Lima Prado Política Cambial dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 Evolução das Reservas internacionais (Em US$ bilhões) dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Cenários para os países desenvolvidos, sua inter-relação com a China e os demais emergentes

Cenários para os países desenvolvidos, sua inter-relação com a China e os demais emergentes Cenários para os países desenvolvidos, sua inter-relação com a China e os demais emergentes Samuel Pessoa Tendências Consultoria 14 de abril, Hotel Unique ROTEIRO 1. Guerra cambial? 2. Desequilíbrio macroeconômico

Leia mais

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS XXI Encontro de Lisboa entre as Delegações dos Bancos Centrais dos Países de Língua Oficial Portuguesa à Assembleia Anual do FMI/BM Banco de Portugal 19 de Setembro de 2011 Intervenção do Ministro de Estado

Leia mais

Angola Boletim Económico - Junho 2009

Angola Boletim Económico - Junho 2009 Angola Boletim Económico - Junho 2009 Angola retira pé do acelerador na economia Tem sido notícia nas últimas semanas em Portugal uma mudança de clima em relação à economia angolana: de um ambiente de

Leia mais

Brasília, 15 de setembro de 2015.

Brasília, 15 de setembro de 2015. Brasília, 15 de setembro de 2015. Pronunciamento do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Página 1 de 11 Excelentíssimo Senhor

Leia mais

School of Economics and Management

School of Economics and Management School of Economics and Management TECHNICAL UNIVERSITY OF LISBON Department of Economics Carlos Pestana Barros & Nicolas Peypoch Pedro Leão Consequências A Comparative Analysis de desequilíbrios of Productivity

Leia mais

Macro Visão. Opinião Macroeconômica. China: rumo a um novo equilíbrio? Relatório Semanal de Macroeconomia

Macro Visão. Opinião Macroeconômica. China: rumo a um novo equilíbrio? Relatório Semanal de Macroeconomia Opinião Macroeconômica Macro Visão terça-feira, 8 de setembro de 2009 Relatório Semanal de Macroeconomia China: rumo a um novo equilíbrio? Na semana passada o Macro Visão destacou o aumento da participação

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

Geografia: ROCHA Globalização A globalização é a mundialização da economia capitalista que forma o aumento do processo de interdependência entre governos, empresas e movimentos sociais. Globalização Origens

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado

Comitê de Investimentos 07/12/2010. Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Comitê de Investimentos 07/12/2010 Robério Costa Roberta Costa Ana Luiza Furtado Experiências Internacionais de Quantitative Easing Dados do Estudo: Doubling Your Monetary Base and Surviving: Some International

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais