EXPERIÊNCIA PRÁTICA E RESULTADOS RELEVANTES NA URBANIZAÇÃO DO NÚCLEO HABITACIONAL SANTO IVO NO MUNICÍPIO DE DIADEMA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EXPERIÊNCIA PRÁTICA E RESULTADOS RELEVANTES NA URBANIZAÇÃO DO NÚCLEO HABITACIONAL SANTO IVO NO MUNICÍPIO DE DIADEMA"

Transcrição

1 EXPERIÊNCIA PRÁTICA E RESULTADOS RELEVANTES NA URBANIZAÇÃO DO NÚCLEO HABITACIONAL SANTO IVO NO MUNICÍPIO DE DIADEMA SÍNTESE DO TRABALHO O presente trabalho pretende relatar a experiência na implantação das obras de infra-estruturas integradas, dando continuidade ao programa de urbanização do Núcleo Habitacional Santo Ivo, localizado no bairro de Casa Grande, no Município de Diadema. Para a execução de uma intervenção de grande porte, o sistema de mutirão não seria adequado por uma série de razões, como: baixa produtividade, descontinuidade dos trabalhos, geralmente executados em finais de semana, dificuldades técnicas estruturais por se tratar de locais com desnível muito acentuado, tudo isto aliado ao fato de, ter se perdido muito da cultura participativa em programas anteriores implementados neste núcleo. Além do que, o planejamento e a execução de intervenções em áreas com as características de uma favela, devem necessariamente ser concebidos num contexto de ações integradas, que vão além do abastecimento de água e do esgotamento sanitário. A complementação com as intervenções de drenagem e a pavimentação das vias de acesso são imprescindíveis, apontando a necessidade de parceria com outros órgãos municipais. Nesse sentido, foi firmado um convênio entre a SANED Companhia de Saneamento de Diadema e a PMD - Prefeitura Municipal de Diadema, autorizado pela Lei nº 2044 de 13/07/2001, para efetivar a contratação dos serviços através de licitação, em cujo edital especificou-se que: as adequações de projetos, fornecimento de materiais e a fiscalização das obras concernentes ao saneamento básico e às obras complementares (drenagem, obras de contenção, definição do traçado geométrico das vielas e escadarias) seriam de responsabilidade da SANED e PMD, respectivamente. Com a contratação de uma cooperativa de trabalhadores teve início em 19 de novembro de 2001 as intervenções para a urbanização deste núcleo habitacional. Descrição Sucinta das Intervenções Para a implementação deste projeto a premissa básica foi viabilizar a implantação das obras de saneamento integrado numa área de topografia desfavorável, ocupada sem planejamento, com densidade populacional elevadíssima, através de tecnologia simplificada, de menor custo, e ainda buscar a redução dos custos de operação e manutenção futura. As intervenções ocorreram com a mínima interferência na situação consolidada, evitando quebras e/ou remoções de moradias. Foram considerados em sua concepção, os condicionantes locais específicos da comunidade, como: a situação do assentamento, o relevo, o adensamento de moradias, a topografia e na própria Página 1 de 11

2 conformação do sistema de vias desenhado pelos moradores durante o processo de ocupação do núcleo. Numa área conturbada e de traçado irregular a atuação é necessariamente diferenciada e muito mais complexa, se comparada aos modelos convencionais praticados na cidade formal. Ainda que o planejamento e a elaboração de projetos façam parte do processo, verificou-se uma acentuada tendência à solução de problemas na própria execução das obras. Fato este constatado nos primeiros meses quando começaram a surgir as primeiras dificuldades no andamento dos serviços, pois quando da elaboração do edital de contratação não se vislumbrava o quão seria utilizado desta mão de obra e a dificuldade que teriam no transporte dos materiais nas vielas de acesso, em sua maioria de barrancos com escadas improvisadas. O sistema de esgotos sanitários caracterizava-se pela existência de alguns trechos a céu aberto e outros canalizados em PVC aéreos e improvisados, demonstrando um quadro de insalubridade geral, agravadas pelas contribuições de esgotos domésticos das residências localizadas nas cotas mais elevadas que lançavam diretamente no antigo córrego central, atualmente canalizado e sob a Rua João Batista. Para viabilizar o esgotamento nestas condições, foi necessário adequar as instalações de redes de água, de esgotamento sanitário, de águas pluviais e escadarias às vielas e passagens existentes, além da construção dos muros de arrimo em muitos casos. A situação da distribuição de água no Núcleo Santo Ivo de modo geral não era totalmente irregular, na medida em que cerca de 63,6% utilizavam-se das ligações oficiais (hidrometradas) para se abastecer. No entanto, como este abastecimento foi feito pelos próprios moradores de forma improvisada, utilizando-se de materiais inadequados, com emendas mal feitas, não dimensionadas e abastecendo em torno de 10 usuários simultaneamente, as conseqüências são os vazamentos das redes de água, que causam grandes transtornos, tanto à SANED que tem a sua perda de água aumentada quanto aos próprios moradores, pois, a infiltração das águas provoca a instabilidade do subsolo e, conseqüentemente de suas moradias, além de contaminar a rede de água. Para a regularização desta situação, foram assentadas as redes de água nas vielas concomitante ao assentamento das redes coletoras de esgoto e após a individualização de cada um dos imóveis, foram efetuados os cortes dos ramais prolongados da ligação pai (hidrometradas). As soluções adotadas para as escadarias e o viário dos pedestres foram integradas com a solução de escoamento superficial das águas pluviais em alguns casos e subterrâneo em outros. OBJETIVO DO TRABALHO Teve como objetivo promover a melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida da população, através da regularização dos serviços de abastecimento de Página 2 de 11

3 água, de esgotamento sanitário e drenagem urbana existentes, porém precários, além de melhorar as condições de acesso pelas vielas e em escadarias. DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO Para melhor compreensão do trabalho desenvolvido serão abordados a seguir, o Processo de Formação e Crescimento de Diadema, a Política Urbana do Município, os Programas de Urbanização de Favelas que foram implementados no Município e uma breve Caracterização do Núcleo Habitacional Santo Ivo. Processo de Formação e Crescimento de Diadema Até os anos 50 apesar da proximidade geográfica com a capital, a cidade pouco sentiu os efeitos das transformações engendradas pela industrialização em São Paulo. Até então, este lugar não tinha nenhuma importância econômica regional. A Via Anchieta, inaugurada em 1947, sinalizou uma nova fase da industrialização paulista e da implantação do capitalismo no Brasil, tanto é que, as primeiras indústrias de Diadema instalaram-se nos locais próximos a esta rodovia. Em 1959 foi criado o município de Diadema, a partir do desmembramento de São Bernardo do Campo, com uma população de aproximadamente habitantes. Possui uma área de 32 km², dos quais 7 km² (22% do total) se encontram na bacia da represa Billings, em Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais. O restante do território se encontra inserido na bacia do Alto Tamanduateí. Devido à sua localização estratégica entre as áreas industriais de Santo Amaro, nos Municípios de São Paulo e de São Bernardo do Campo, Diadema sofreu um grande crescimento urbano a partir da década de 60, com a população atingindo valores da ordem de habitantes, segundo o Censo de 1970, resultando num crescimento demográfico de 540 %, ou o equivalente a uma altíssima taxa de 20,42 % ao ano no período 1960/70, maior do Brasil, do Estado de São Paulo e da RMSP que foram de 2,89 %, 3,33 % e 5,44 %, respectivamentes. A esmagadora maioria deste contingente populacional era formado por famílias de trabalhadores das empresas instaladas nas proximidades da Via Anchieta, que procuravam as áreas e os loteamentos mais baratos, geralmente sem qualquer infra-estrutura urbana. A Rodovia dos Imigrantes foi inaugurada em 1974, ocupando 3,79% do território de Diadema e dividindo a cidade ao meio, trazendo sérios problemas para o viário urbano. Nos anos 80, a construção do corredor de trólebus, que integra as cidades do Grande ABCD à capital paulista causa um novo impacto no sistema viário, cortando a cidade em eixo perpendicular ao da Rodovia dos Imigrantes. O processo de estruturação do espaço e do relacionamento entre a industrialização e a urbanização foi desagregador e extremamente veloz. Nesse contexto, a qualidade de vida da maioria dos habitantes da cidade começou a piorar, tendo sido considerada em determinado momento, o exemplo do caos urbano, sendo citada freqüentemente com destaque nas estatísticas de criminalidade, doenças, falta de moradia e condições péssimas de vida. Página 3 de 11

4 Em 1983, Diadema tinha cerca de 230 mil habitantes, dos quais mais de um terço vivia em favelas sem qualquer tipo de benefício. Em torno de 80% das ruas não eram asfaltadas e a mortalidade infantil chegava a 82,93 por mil nascidos vivos, a maior taxa da região do ABCD. A partir deste período, no contexto do renascimento dos movimentos políticos e sociais e do fim da ditadura militar, as condições de vida dos moradores da cidade começaram a sofrer mudanças qualitativas significativas. O poder público local passou por um processo de inversão de prioridades, realizando grandes investimentos na urbanização e na humanização da cidade, através da melhoria nas condições de saneamento, assistência médica e educação. De modo que, em 1994 a taxa de mortalidade já havia caído para 20,66 por mil, representando o segundo menor índice da região, superior apenas ao de São Caetano do Sul. O crescimento populacional do município decorrente de migrações desacelerou na década de 90, constatada pela taxa de crescimento de 2,48 % ao ano entre 1996 a De acordo com o Censo efetuado pelo IBGE em 2000, a população do Município de Diadema atingiu habitantes e apresenta elevada densidade demográfica, cerca de 116 habitantes/ha, a segunda maior do país. Política Urbana Em Diadema, a política urbana define-se pela implantação e consolidação de políticas públicas democráticas, criando condições para que as iniciativas dos movimentos sociais se realizem. O conceito é de universalização do atendimento: a cidade para todos, o que significa também a divisão dos serviços de forma igualitária, com acesso a equipamentos em todas as regiões. Para responder à demanda habitacional da cidade, foi necessário revisar a legislação existente. O Plano Diretor, aprovado em 1994 tornou viável uma nova política fundiária, facilitando o acesso à terra e possibilitando desapropriações. Criou as AEIS (Áreas Especiais de Interesse Social): AEIS 1 áreas vazias destinadas exclusivamente à moradia popular, que representam 3% da área total da cidade, e AEIS 2 áreas ocupadas por favelas e núcleos habitacionais, que somam cerca de 3,5% do território do município. O Plano Diretor de 1994 previu também, entre seus instrumentos, o imposto progressivo: o poder público pode notificar o proprietário e exigir o cumprimento da função social de sua propriedade em prazo determinado. Se ela continuar ociosa, começa a ser taxada progressivamente. No final do ano de 2001 foi aprovada a Revisão do Plano Diretor de 1994 e Diadema foi o primeiro município a incorporar alguns dos instrumentos do Estatuto da Cidade que tratam a questão da função social da propriedade, tais como: Direito de Preempção, Parcelamento e Edificação ou Utilização Compulsórios, IPTU progressivo no Tempo, etc. Além do Plano Diretor, a Prefeitura através da Secretaria de Assuntos Jurídicos e da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano, desenvolve um amplo trabalho de apoio às questões ligadas à propriedade da terra. A Concessão do Direito Real de Uso é um instrumento aplicado em todas as áreas públicas ocupadas já Página 4 de 11

5 urbanizadas, que dá garantias legais aos moradores a permanecerem no local que habitam. Diadema foi um dos primeiros municípios do país a adotar esse instrumento. Programas de Urbanização de Favelas O processo de favelização que se deu entre os anos 70 e 80 na Grande São Paulo, quando as pessoas buscavam a construção da casa própria como alternativa para fugir da carestia de vida, da alta dos aluguéis, ainda que submetendo-se a situações de instabilidade como a construção em áreas públicas, sujeitas a risco de desabamentos e enchentes, participando de ocupações organizadas ou adquirindo lotes em loteamentos clandestinos, atingiu também o Município de Diadema. Somente no período 1980/2000 Diadema teve uma ocupação de seus espaços ainda vazios, atingindo 55,8% de crescimento em sua densidade demográfica. A elevada densidade de Diadema se explica pela área reduzida que possui, a pouca disponibilidade de áreas livres e a pressão demográfica proveniente das camadas de baixa renda que acabam favorecendo a ocupação das áreas livres, públicas ou privadas. O caminho encontrado para urbanizar as favelas em Diadema foi um lento processo de implantação de melhorias, como água encanada, esgoto, luz elétrica, obras de pavimentação, construção de escadarias, contenção de encostas e integração dos núcleos habitacionais ao restante da cidade. O conceito de direito à cidade em que se fundamenta o Programa de Urbanização de Favelas, respeita o direito das famílias continuarem vivendo onde estão, desde que não sejam áreas de risco geotécnico, e existam condições para a execução de obras de reorganização espacial: instalação de infra-estruturas (água, esgoto, iluminação pública, drenagem), parcelamento do solo e pavimentação. A ocupação desordenada de áreas sem condições de habitabilidade coloca populações em risco constante, especialmente em época de chuvas. Deslizamento de terras, inundações, doenças infecciosas são o saldo de uma situação que provoca vítimas fatais. Em Diadema, a procura por terrenos mais baratos levou inúmeras famílias a construírem seus barracos em locais desse tipo. Para evitar a ocorrência de tragédias a Prefeitura realizou em 1993 um levantamento inicial e identificou 25 áreas de risco que exigiam a construção de muros de arrimo, canalização de córregos e, às vezes, a transferência provisória ou definitiva de moradores. Os sistemas de execução dos programas de urbanização adotados no município são os de: - Autogestão, por contratação de empreiteira; - mutirão com apoio da administração direta; ou - execução das obras pela própria Prefeitura ou pela SANED. A escolha depende da situação do núcleo habitacional, do grau de organização da comunidade, da dificuldade técnica e dos recursos disponíveis para serem implementados. O Programa de Autogestão consiste na execução de obras em regime de mutirão organizada pelas associações de moradias que recebem os recursos do Fumapis repassados pela Prefeitura. A associação contrata uma assessoria técnica e, juntos Página 5 de 11

6 elaboram projetos e execução das unidades habitacionais. Este programa foi muito utilizado entre 1994 a Segundo Informações Básicas Municipais 2001 do IBGE, existem na cidade 207 favelas ou núcleos habitacionais cadastrados com domicílios, correspondente a aproximadamente habitantes (27 % do total do município). Caracterização do Núcleo Habitacional Santo Ivo As características topográficas do Núcleo Habitacional Santo Ivo, situado no bairro de Casa Grande, é definida por um relevo de encostas onde as declividades atingem até 65 % nas regiões mais íngremes, ladeando o fundo de vale no eixo central, formando-se anfiteatros a noroeste e oeste do núcleo, com uma área total de m 2. A dificuldade de acesso neste núcleo é dada pela existência de uma única via construída sobre o córrego canalizado, onde é possível transitar por veículos e termina num pequeno balão de retorno, cuja denominação atual é Rua João Batista. Todos os outros acessos e vias de circulação de pedestres são vielas estreitas e íngremes, com riscos de acidente, principalmente após ou durante a ocorrência de chuvas. Estas vielas em escadaria interligam-se com os viários existentes no topo das encostas, como as ruas São Leopoldo, Santo Ivo e Santo Antônio de Pádua. A ocupação desta área iniciou-se por volta do ano de 1971, com 61 famílias morando em 1980, chegando mais 135 e 88 famílias até o ano de 1990 e 1994, respectivamente, demonstrando que com o decorrer da existência do Núcleo ele foi absorvendo um número crescente de famílias a cada década. De acordo com a Pesquisa Sócio Econômica e Cadastral realizada pela assessoria contratada pela Divisão de Planejamento Habitacional da PMD em 1995, residiam no local 292 famílias (aproximadamente 1312 moradores) e atualmente moram em torno de 330 famílias. Na pesquisa de 1995 verificou-se que a procedência destas famílias tem como origem em sua maioria os Estados do Nordeste (159 famílias, 56,20 %), no entanto, se considerado os Estados isoladamente, Minas Gerais aparece em primeiro lugar com 60 famílias (20,68 %). Com relação às condições de moradia anterior, 75 % das famílias habitavam moradias normais na cidade de Diadema antes de se transferirem para as moradias subnormais, sendo que, 46,04 % (134 famílias) moravam em casa de aluguel. As condições de habitabilidade variavam bastante em 1995, das 291 construções, 181 (62,19 % do total) estavam edificadas em alvenaria, 83 eram moradias de madeira e 27 em alvenaria/madeira. No entanto, parte das moradias edificadas em alvenaria não estavam com seus lotes regularizados, isto é, medidos e adequados ao projeto de urbanização, além de algumas delas estarem localizadas em área de risco. Atualmente, praticamente 95% das construções são em alvenaria sem reboco. A área construída destas construções, em sua maioria (154 domicílios, 56,4 %) possuem de 13 a 36 m 2. No tocante ao abastecimento de água, a pesquisa de 1995 constatou que, dos 291 domicílios, 108 (37,11 % do total) possuíam ligações próprias, com hidrômetros e as Página 6 de 11

7 outras 179 famílias (61,51 % do total) com ligações emprestadas. Atualmente, em torno de 95 % possuem ligações próprias. Nas ligações tipificadas como emprestadas, a situação da rede de água é bastante caótica, pois de um único cavalete, sai uma extensa canalização abastecendo de 8 a 10 moradias. O principal problema, relatado pelos moradores na pesquisa, era o estouro dos canos da rede, devido à improvisação da maioria delas. A situação da coleta de esgotos em 1995 era uma das mais graves, pois, 124 domicílios (42,90 % do total) despejavam seus esgotos a céu aberto e para agravar, a estes se somavam os esgotos de algumas casas localizadas nos limites superiores do núcleo, em terreno particular, mas que despejavam seus esgotos para o interior do núcleo. Verificou-se que 157 domicílios (53,95 % do total) tinham os esgotos canalizados para algum tipo de tubulação, porém, estas redes e as ligações foram identificadas como sendo necessário serem revistas, em virtude da qualidade de seu material, bem como de seu dimensionamento. Os programas de urbanização neste núcleo se desenvolveram em 2 Setores e em várias etapas: 1) Setor Norte : Teve início em 1982 e término em 1990, através do sistema de mutirão com o apoio da Prefeitura, quando foram construídas 3 vielas com escadarias, os sistemas de drenagem, de água e de esgotamento sanitário. Entretanto, como nesta época, o saneamento básico não era efetuado pela SANED não houve as interfaces existentes atualmente entre os técnicos destes dois órgãos, requerendo ainda readequações destas infra-estruturas, sobretudo, a de esgotamento sanitário, que funciona pelo sistema único (águas pluviais e esgotos), conforme identificado na pesquisa de Este setor já possui a Concessão do Direito Real de Uso. 2) Setor Sul : A partir de 1993 iniciou-se a canalização do córrego e o parcelamento dos lotes e remoções. Entre 1994 a 1996 foram executados os serviços de consolidação geotécnica com a construção de muros de arrimo, escadas nos locais de risco e construção do centro comunitário, através do sistema de Autogestão. O programa de urbanização foi retomado em Novembro de 2001, através deste trabalho que ora apresentamos, cuja conclusão definitiva ocorreu em Dezembro de No referido núcleo existe uma Associação de Moradores fundada em 1994 e atualmente encontra-se sem diretoria eleita. CONCLUSÕES O trabalho de urbanização do Núcleo Habitacional Santo Ivo mostrou seus resultados, não só nos números apresentados abaixo, mas na expressão de cada morador, que presenciou e sentiu as mudanças nas condições de habitação desta área. Cada metro de água distribuída, de esgoto coletado, de galerias instaladas, cada tijolo assentado, cada escadaria construída, cada rua pavimentada foi resultado de um exaustivo processo de readequações e redefinições durante o andamento das obras. Página 7 de 11

8 Do ponto de vista do poder público foi necessário desenvolver uma política interdisciplinar, agregando alguns dos setores da SANED e da PMD para poder atender todas as demandas relacionadas à: fiscalização e acompanhamento das obras, orientações e negociações entre moradores e técnicos, readequações dos projetos técnicos, análise da qualidade da água, operação dos sistemas de distribuição de água, etc. O lado social do projeto de urbanização ainda é uma abstração e um grande desafio, pois a maior dificuldade consiste na ausência de uma tradição de organização social na comunidade. Superá-la, aglutinar as lideranças, desenvolver um sentimento de solidariedade e buscar a consolidação da Associação dos Moradores como organismo de representação da comunidade é uma necessidade para o bom desempenho do programa de urbanização. Mais do que um projeto isolado, o trabalho de urbanização deste núcleo foi uma política executada com poucos recursos e muita participação dos trabalhadores da cooperativa, compreensão dos moradores e criatividade de nossos técnicos. INTERVENÇÕES EXECUTADAS Implantação de redes de água: 487 metros Implantação de redes de esgoto: 802 metros Implantação de galeria de águas pluviais: 27 metros Ligações de Água Regularizadas e Novas: 94 unidades Ligações de Esgoto Regularizadas e Novas: 65 unidades Consolidação do viário existente Muros de Arrimo: 627 m² Escadarias: 62 m 2 INVESTIMENTOS REALIZADOS Materiais SANED : R$ ,90 Materiais PMD : R$ ,88 Sub-Total : R$ ,78 Mão de Obra : R$ ,39 TOTAL : R$ ,17 Página 8 de 11

9 ANEXO FOTOS 1) Vista geral do N.H. Santo Ivo antes de Urbanização / 2) Vista atual do Setor Sul 3) Final da Passagem Jacó Antes esgoto e águas pluviais a céu aberto / Durante - Esgotamento provisório para a construção do muro, instalação da rede de esgotos e GAP 4) Final da Passagem Jacó Depois esgoto e GAP canalizados e muro de arrimo construído Página 9 de 11

10 5) Final da Passagem Jó Antes escada improvisada e muro em alvenaria / Durante Construção do muro de arrimo Depois escada e muro de arrimo construídos 6) Passagem Rute Antes Tubulação única com águas pluviais e esgoto / Depois Separado esgoto e construída escada de acesso Página 10 de 11

11 7) Passagem Mateus Durante Reconstrução da escadaria com a rede coletora já assentada / Depois Escada concluída LISTAGEM DOS EQUIPAMENTOS DE APOIO PARA A APRESENTAÇÃO DO TRABALHO Projetor multimídia com computador; e Programa Power Point Página 11 de 11

os projetos de urbanização de favelas 221

os projetos de urbanização de favelas 221 5.15 Favela Jardim Floresta. Vielas e padrão de construção existente. 5.16 Favela Jardim Floresta. Plano geral de urbanização e paisagismo. 5.17 Favela Jardim Floresta. Seção transversal. 5.18 Favela Jardim

Leia mais

Programa Paraisópolis

Programa Paraisópolis Programa Paraisópolis Identificação das Comunidades Cemitério Getsemani Jd. Colombo Paraisópolis Porto Seguro Cemitério do Morumbi Colégio Visconde de Porto Seguro Programa Paraisópolis Caracterização

Leia mais

E CONFLITOS. Painel: Habitação Popular e Mercados Informais (Regularização Fundiária) / Outros Temas de Interesse Geral

E CONFLITOS. Painel: Habitação Popular e Mercados Informais (Regularização Fundiária) / Outros Temas de Interesse Geral REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NA CIDADE DE PIRACICABA - SP: AÇÕES A E CONFLITOS Painel: Habitação Popular e Mercados Informais (Regularização Fundiária) / Outros Temas de Interesse Geral Engª Civil Silvia Maria

Leia mais

INFRA-ESTRUTURA PARA PROGRAMAS DE SANEAMENTO INTEGRADO: O Caso Mangueira e Mustardinha Recife, PE

INFRA-ESTRUTURA PARA PROGRAMAS DE SANEAMENTO INTEGRADO: O Caso Mangueira e Mustardinha Recife, PE INFRA-ESTRUTURA PARA PROGRAMAS DE SANEAMENTO INTEGRADO: O Caso Mangueira e Mustardinha Recife, PE SÍNTESE A despeito das doenças relacionadas a ambientes insalubres, não há, na Cidade do Recife, registro

Leia mais

Esgotamento Sanitário

Esgotamento Sanitário CAPÍTULO 14 Esgotamento Sanitário Impacto socioambiental das práticas de esgotamento sanitário 14. 1 Soluções de esgotamento sanitário 14. 2 Modelo de gestão para o saneamento integrado 14. 3 245 14. 1

Leia mais

AULA 3. Aspectos Técnicos da Regularização Fundiária.

AULA 3. Aspectos Técnicos da Regularização Fundiária. Regularização Fundiária de Assentamentos Informais em Áreas Urbanas Disciplina: Regularização Fundiária e Plano Diretor Unidade 03 Professor(a): Laura Bueno e Pedro Monteiro AULA 3. Aspectos Técnicos da

Leia mais

ANEXO VII ESTRATÉGIA DE COMPATIBILIZAÇÃO DOS INVESTIMENTOS

ANEXO VII ESTRATÉGIA DE COMPATIBILIZAÇÃO DOS INVESTIMENTOS ANEXO VII ESTRATÉGIA DE COMPATIBILIZAÇÃO DOS INVESTIMENTOS MUNICÍPIO DE SANTOS 1 1. OBJETIVO O presente Plano tem por objetivo ordenar os trabalhos necessários para a viabilização das obras de Saneamento

Leia mais

A Gota que Falta para a Cidadania - A Experiência do Semasa em Projetos de Semi-urbanização de Favelas

A Gota que Falta para a Cidadania - A Experiência do Semasa em Projetos de Semi-urbanização de Favelas Titulo do Trabalho: A Gota que Falta para a Cidadania - A Experiência do Semasa em Projetos de Semi-urbanização de Favelas Tema: Educação Ambiental Nome do Autor: Márcia Lamas Ribeiro Responsável pela

Leia mais

A política urbana de Diadema: AEIS e Plano Diretor

A política urbana de Diadema: AEIS e Plano Diretor A política urbana de Diadema: AEIS e Plano Diretor DÉCADA DE 90 1990 - Criação do FUMAPIS Fundo Municipal de Apoio a Habitacão de Interesse Social que exerce, na prática, o papel de Conselho Municipal

Leia mais

Necessidades Habitacionais e Oferta Habitacional

Necessidades Habitacionais e Oferta Habitacional Necessidades Habitacionais e Oferta Habitacional NECESSIDADES HABITACIONAIS O conceito de necessidades habitacionais é utilizado com o objetivo de caracterizar as principais carências existentes no município,

Leia mais

SAÚDE AMBIENTAL E DESASTRES. Mara Lúcia Oliveira Saúde e Ambiente

SAÚDE AMBIENTAL E DESASTRES. Mara Lúcia Oliveira Saúde e Ambiente SAÚDE AMBIENTAL E DESASTRES Mara Lúcia Oliveira Saúde e Ambiente PROBLEMAS AMBIENTAIS LOCAIS Contaminação atmosférica (industrial e doméstica) Contaminação acústica Contaminação dos mananciais Abastecimento

Leia mais

Incentivar a instalação de usos não residenciais em regiões dormitório com a intenção de diminuir a necessidade de deslocamentos na cidade.

Incentivar a instalação de usos não residenciais em regiões dormitório com a intenção de diminuir a necessidade de deslocamentos na cidade. OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR O interessado em construir além da área do seu terreno adquire do Poder Público o direito de construção da área excedente. O preço pago por este direito servirá

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS

ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE URBANIZAÇÃO SUMÁRIO 1.0 - OBJETIVO 2 0 - DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 3.0 - ESCOPO 3.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS 3.2 - COMPONENTES ESPECÍFICOS 3.2.1 - Plano de Intervenção

Leia mais

Concepção de instalações para o abastecimento de água

Concepção de instalações para o abastecimento de água Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano Concepção de instalações para o abastecimento de água Prof. Aníbal da Fonseca Santiago Universidade

Leia mais

Riscos de deslizamentos de encostas em áreas urbanas

Riscos de deslizamentos de encostas em áreas urbanas Riscos de deslizamentos de encostas em áreas urbanas Thiago Galvão Geógrafo Desenvolvimento Urbano MINISTÉRIO DAS CIDADES Celso Carvalho Frederico Seabra Leonardo Ferreira Thiago Galvão A resposta necessária

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL BRASIL PREFEITURA DE ESTRELA Rua Julio de Castilhos, 380 Centro Estrela/RS Fone: 39811000

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL BRASIL PREFEITURA DE ESTRELA Rua Julio de Castilhos, 380 Centro Estrela/RS Fone: 39811000 PROJETO DE LEI Nº 044-02/2014 Acrescenta dispositivos à Lei Municipal nº 1.621, de 28 de dezembro de 1979, que dispõe sobre os loteamentos e dá outras providências. Art. 1º Além dos dispositivos constantes

Leia mais

Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A Diretoria Técnica

Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A Diretoria Técnica TÍTULO: PLANO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA PARA REDES DE ÁGUA E ESGOTO NUMA CIDADE DE 01 MILHÃO DE HABITANTES. TEMA: Organização e Gestão dos Serviços de Saneamento. Nome dos Autores: 1 - Engº Marco Antonio

Leia mais

O Quadro de Desigualdades Habitacionais e o Saneamento no Rio de Janeiro

O Quadro de Desigualdades Habitacionais e o Saneamento no Rio de Janeiro OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLES, AÇÃO URBANA E FUNDAÇÃO BENTO RUBIÃO PROGRAMA DE FORMAÇÃO: POLÍTICAS PÚBLICAS E O DIREITO À CIDADE O Quadro de Desigualdades Habitacionais e o Saneamento no Rio de Janeiro Ana

Leia mais

Manual de Loteamentos e Urbanização

Manual de Loteamentos e Urbanização Manual de Loteamentos e Urbanização Juan Luis Mascaró ARQ 1206 - Urbanização de Encostas - Análise Prof Sônia Afonso segundo trimestre 2003 Adriana Fabre Dias 1. Retículas Urbanas e Custos 1.1. Aspectos

Leia mais

Regularização Fundiária. Rosane Tierno 02 julho -2011

Regularização Fundiária. Rosane Tierno 02 julho -2011 Regularização Fundiária Rosane Tierno 02 julho -2011 Parte I - Informalidade fundiária Imagem interna de um cortiço Regularização Fundiária Por que?? INFORMALIDADE FUNDIÁRIA URBANA MUNICÍPIOS POR FAIXA

Leia mais

ESTUDO SOBRE O PLANO INTEGRADO DE MELHORIA AMBIENTAL NA ÁREA DE MANANCIAIS DA REPRESA BILLINGS Relatório Final

ESTUDO SOBRE O PLANO INTEGRADO DE MELHORIA AMBIENTAL NA ÁREA DE MANANCIAIS DA REPRESA BILLINGS Relatório Final 32 PROJETO DE EXECUÇÃO DAS OBRAS 32.1 Cronograma de execução e estimativa do custo das obras (1) Cronograma de execução O cronograma de execução da obra, tal como apresentado na Figura 32.1.1, terá início

Leia mais

Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife.

Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife. Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife. Data: dia 29 de abril de 2009 Local: sede da ONG Etapas no Recife PROGRAMA REABILITAÇÃO

Leia mais

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis Fabiana Cristina da Luz luz.fabiana@yahoo.com.br Universidade Cruzeiro do Sul Palavras-chave: Urbanização

Leia mais

RESPONSABILIDADE SÓCIO AMBIENTAL DA TRANSPETRO: O TRABALHO DE URBANIZAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENTORNO DAS FAIXAS DE DUTOS DA REGIONAL SUDESTE

RESPONSABILIDADE SÓCIO AMBIENTAL DA TRANSPETRO: O TRABALHO DE URBANIZAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENTORNO DAS FAIXAS DE DUTOS DA REGIONAL SUDESTE ISSN 1984-9354 RESPONSABILIDADE SÓCIO AMBIENTAL DA TRANSPETRO: O TRABALHO DE URBANIZAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENTORNO DAS FAIXAS DE DUTOS DA REGIONAL SUDESTE CRISTIANA ALVES DE LIMA LOURO (PETROBRAS

Leia mais

Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume 1

Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume 1 Revisão Participativa dos Instrumentos de Planejamento e Gestão da Cidade de São Paulo Volume 1 Entenda quais são os Instrumentos de Planejamento e Gestão Urbana que serão revistos Revisão Participativa

Leia mais

MANUAL DE ORIENTAÇÃO

MANUAL DE ORIENTAÇÃO AMAVI ASSOCIAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO ALTO VALE DO ITAJAÍ MANUAL DE ORIENTAÇÃO FORMULÁRIO PARA ELABORAÇÃO DO DIAGNÓSTICO HABITACIONAL Este manual tem por finalidade orientar os cadastradores no preenchimento

Leia mais

PROGRAMAS: HABITAR BRASIL E HABITAR BRASIL BID PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DA HABITAÇÃO E SANEAMENTO AMBIENTAL

PROGRAMAS: HABITAR BRASIL E HABITAR BRASIL BID PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DA HABITAÇÃO E SANEAMENTO AMBIENTAL Ã ÇÃ ÇÃ Á PROGRAMAS: HABITAR BRASIL E HABITAR BRASIL BID PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS SECRETARIA MUNICIPAL DA HABITAÇÃO E SANEAMENTO AMBIENTAL APRESENTAÇÃO O projeto Chico Mendes compreende uma

Leia mais

TRANSFERÊNCIA DO POTENCIAL CONSTRUTIVO

TRANSFERÊNCIA DO POTENCIAL CONSTRUTIVO ESTADO DA PARAÍBA PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA Assessoria Técnica SEPLAM Sobre a Lei nº. 12.145 de 08 de Setembro de 2011, que regulamentou o Instrumento: TRANSFERÊNCIA DO POTENCIAL CONSTRUTIVO

Leia mais

PROGRAMA PARAISÓPOLIS Regularização Fundiária

PROGRAMA PARAISÓPOLIS Regularização Fundiária PROGRAMA PARAISÓPOLIS Regularização Fundiária POLÍTICA HABITACIONAL DA CIDADE DE SÃO PAULO Plano Diretor Estratégico do Município (Lei 13.430/02, art. 79): Moradia digna é aquela que garante ao morador

Leia mais

Prefeitura Municipal de Vitória Estado do Espírito Santo LEI Nº 6.967

Prefeitura Municipal de Vitória Estado do Espírito Santo LEI Nº 6.967 Estado do Espírito Santo LEI Nº 6.967 Institui Programa Habitacional de interesse social, no âmbito do Projeto Terra, e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Vitória, Capital do Estado do Espírito

Leia mais

SANED CUMPRINDO COM SUA RESPONSABILIDADE NA DESPOLUIÇÃO DA REPRESA BILLINGS EM DIADEMA

SANED CUMPRINDO COM SUA RESPONSABILIDADE NA DESPOLUIÇÃO DA REPRESA BILLINGS EM DIADEMA SANED CUMPRINDO COM SUA RESPONSABILIDADE NA DESPOLUIÇÃO DA REPRESA BILLINGS EM DIADEMA ENG JORGE KIYOSHI MASSUYAMA Cargo atual: Diretor de Operações da SANED, cargo atual Formação: Engenheiro Civil, formado

Leia mais

REMOÇÃO E REASSENTAMENTO DE POPULAÇÃO EM OBRAS DE IMPLANTAÇÃO DE INFRA ESTRUTURA DE SANEAMENTO EM FAVELAS

REMOÇÃO E REASSENTAMENTO DE POPULAÇÃO EM OBRAS DE IMPLANTAÇÃO DE INFRA ESTRUTURA DE SANEAMENTO EM FAVELAS REMOÇÃO E REASSENTAMENTO DE POPULAÇÃO EM OBRAS DE IMPLANTAÇÃO DE INFRA ESTRUTURA DE SANEAMENTO EM FAVELAS Paula Dias Pini (1) Economista pelo Institut d Estudes Économiques et Sociales, Universidade de

Leia mais

IGS. Relatório de Descrição de Prática de Gestão. Inovação na Atuação em Área não Regularizada Vila Bela

IGS. Relatório de Descrição de Prática de Gestão. Inovação na Atuação em Área não Regularizada Vila Bela IGS Relatório de Descrição de Prática de Gestão Inovação na Atuação em Área não Regularizada Vila Bela Setembro/2012 A OPORTUNIDADE Oportunidade de melhoria solucionada pela prática implementada Em 1995

Leia mais

VILA REAL, ESTUDO DA URBANIZAÇÃO DE ASSENTAMENTO PRECÁRIO E IRREGULAR EM VÁRZEA PAULISTA

VILA REAL, ESTUDO DA URBANIZAÇÃO DE ASSENTAMENTO PRECÁRIO E IRREGULAR EM VÁRZEA PAULISTA VILA REAL, ESTUDO DA URBANIZAÇÃO DE ASSENTAMENTO PRECÁRIO E IRREGULAR EM VÁRZEA PAULISTA Viviane Martinelli de Almeida Faculdade de Arquitetura e Urbanismo CEATEC martinelli.viviane@puc-campinas.com Laura

Leia mais

Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014

Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 Panorama do Saneamento Básico no Brasil: situação em 2008 e os investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014 INTRODUÇÃO Reconhecendo a importância da oferta de saneamento para a melhoria da infraestrutura

Leia mais

Ministério das Cidades Secretaria Nacional de Habitação

Ministério das Cidades Secretaria Nacional de Habitação Ministério das Cidades SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE MEJORAMIENTO DE BARRIOS México - 29 e 30 novembro/2004 Programa Habitar Brasil/BID Governo Federal Processo de Urbanização Brasileiro Crescimento da

Leia mais

DECRETO Nº 050, DE 11 DE MARÇO DE 2010

DECRETO Nº 050, DE 11 DE MARÇO DE 2010 DECRETO Nº 050, DE 11 DE MARÇO DE 2010 Define o Modelo Localizado de Gestão Urbana para o Projeto Parque Linear do Rio Ressaca. O Prefeito Municipal de São José dos Pinhais, Estado do Paraná, no uso de

Leia mais

Governança Metropolitana, Planejamento e Desenvolvimento de Longo Prazo: O Plano Plurianual Regional Participativo do Grande ABC (2014-2017)

Governança Metropolitana, Planejamento e Desenvolvimento de Longo Prazo: O Plano Plurianual Regional Participativo do Grande ABC (2014-2017) Governança Metropolitana, Planejamento e Desenvolvimento de Longo Prazo: O Plano Plurianual Regional Participativo do Grande ABC (2014-2017) Consórcio Intermunicipal Grande ABC Brasília, 4 Dezembro 2015

Leia mais

Cidade de São Paulo. 3ª CLÍNICA INTEGRADA ENTRE USO DO SOLO E TRANSPORTES Rio, out/2011

Cidade de São Paulo. 3ª CLÍNICA INTEGRADA ENTRE USO DO SOLO E TRANSPORTES Rio, out/2011 Cidade de São Paulo 3ª CLÍNICA INTEGRADA ENTRE USO DO SOLO E TRANSPORTES Rio, out/2011 LOCALIZAÇÃO POPULAÇÃO (Censo 2010) RMSP...19.683.975 habitantes Município de São Paulo...11.253.563 habitantes Estatuto

Leia mais

Ata de Reunião do Conselho Gestor de Paraisópolis Local: Auditório do Albert Einstein Data: 15/05/2012 Pauta DESCRIÇÃO REFERÊNCIA AUTOR

Ata de Reunião do Conselho Gestor de Paraisópolis Local: Auditório do Albert Einstein Data: 15/05/2012 Pauta DESCRIÇÃO REFERÊNCIA AUTOR Ata de Reunião do Conselho Gestor de Local: Auditório do Albert Einstein Data: 15/05/2012 Pauta 1. Apresentação do Projeto de Urbanização para ; 2. Auxilio Aluguel 3. Informes Horário: 18h30 às 20h20 Por:

Leia mais

Mapa 1 Proporção da população que reside em domicílios urbanos com irregularidade fundiária, por UF - 2003 (em %)

Mapa 1 Proporção da população que reside em domicílios urbanos com irregularidade fundiária, por UF - 2003 (em %) amoradia é um dos principais determinantes da qualidade de vida da população de um país. Todas as pessoas necessitam de uma habitação que lhes assegure um isolamento do meio natural, protegendo do frio,

Leia mais

O Plano Diretor e a Sustentabilidade Ambiental das Cidades Eng Civil e PHD em Saúde Ambiental Ivan Carlos Maglio

O Plano Diretor e a Sustentabilidade Ambiental das Cidades Eng Civil e PHD em Saúde Ambiental Ivan Carlos Maglio O Plano Diretor e a Sustentabilidade Ambiental das Cidades Eng Civil e PHD em Saúde Ambiental Ivan Carlos Maglio A Sustentabilidade Ambiental: Novo Desafio para o Plano Diretor A posição oficial da Organização

Leia mais

Igarapés de Manaus uma oportunidade de ação intra-urbana Fernanda Magalhaes e Eduardo Rojas

Igarapés de Manaus uma oportunidade de ação intra-urbana Fernanda Magalhaes e Eduardo Rojas Igarapés de Manaus uma oportunidade de ação intra-urbana Fernanda Magalhaes e Eduardo Rojas Resumo Este trabalho toma como base para reflexão uma intervenção na área dos Igarapés de Manaus desenvolvido

Leia mais

AUDIÊNCIA PÚBLICA. FICHA DE INSCRIÇÃO PARA QUESTIONAMENTOS (preencha de forma clara, legível e objetiva os campos abaixo)

AUDIÊNCIA PÚBLICA. FICHA DE INSCRIÇÃO PARA QUESTIONAMENTOS (preencha de forma clara, legível e objetiva os campos abaixo) NOME: RENATO SILVA JUNIOR ÓRGÃO/ENTIDADE/EMPRESA: PREFEITURA SANTA LUZIA DO ITANHY Como no trecho do Rio Piaui que liga a zona urbana a zona rural do Município de Estância, logo há um grande fluxo de veiculo

Leia mais

Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns Informações Gerais

Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns Informações Gerais Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns Informações Gerais O Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns corresponde a um conjunto de ações a serem desenvolvidas pela Prefeitura Municipal de Goiânia,

Leia mais

SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA CIDADE DE PASSO FUNDO/RS

SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA CIDADE DE PASSO FUNDO/RS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA CIDADE DE PASSO FUNDO/RS Giovani Meira de Andrade (*), Jennifer Domeneghini 2, Alcindo Neckel 3, Aline Ferrão Custodio Passini 4, Andreia do Nascimento 5 * Faculdade

Leia mais

Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano

Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano Realização Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano Henry Cherkezian Rio, 18 de maio de 2011 A questão Habitacional Aspectos a serem abordados Breve Diagnóstico Um exemplo da

Leia mais

PLANO HABITACIONAL FRANCA PLHIS PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

PLANO HABITACIONAL FRANCA PLHIS PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL PLANO HABITACIONAL FRANCA PLHIS PLANO LOCAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL HABITAÇÃO: COMO NECESSIDADE HUMANA ABRIGO As pessoas precisam de proteção para si e suas famílias contra as intempéries da natureza.

Leia mais

RESIDENCIAL SANTA MONICA MEMORIAL DESCRITIVO ANEXO I

RESIDENCIAL SANTA MONICA MEMORIAL DESCRITIVO ANEXO I RESIDENCIAL SANTA MONICA MEMORIAL DESCRITIVO ANEXO I CONTRATO N.º ANEXO I MEMORIAL DESCRITIVO DO RESIDENCIAL SANTA MÔNICA A INFRAESTRUTURA DE IMPLANTAÇÃO DO LOTEAMENTO RESIDENCIAL SANTA MONICA OBEDECERÁ

Leia mais

Nota técnica Março/2014

Nota técnica Março/2014 Nota técnica Março/2014 Sistemas de Saneamento no Brasil - Desafios do Século XXI João Sergio Cordeiro O Brasil, no final do ano de 2013, possuía população de mais de 200 milhões de habitantes distribuídos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL CENTRO DE ENGENHARIAS - CENG DISCIPLINA: SISTEMAS URBANOS DE ÁGUA E ESGOTO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL CENTRO DE ENGENHARIAS - CENG DISCIPLINA: SISTEMAS URBANOS DE ÁGUA E ESGOTO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS - UFPEL CENTRO DE ENGENHARIAS - CENG DISCIPLINA: SISTEMAS URBANOS DE ÁGUA E ESGOTO SISTEMAS DE ESGOTO SANITÁRIO Prof. Hugo Alexandre Soares Guedes E-mail: hugo.guedes@ufpel.edu.br

Leia mais

Título do trabalho: Pesquisa para Elaboração do Diagnóstico do Recreio da Borda do Campo, Município de Santo André

Título do trabalho: Pesquisa para Elaboração do Diagnóstico do Recreio da Borda do Campo, Município de Santo André Título do trabalho: Pesquisa para Elaboração do Diagnóstico do Recreio da Borda do Campo, Município de Santo André Autores: Departamento de Gestão Ambiental SEMASA Serviço Municipal de Saneamento Ambiental

Leia mais

III Conferência Municipal de Política Urbana ESTUDOS URBANOS Transformações recentes na estrutura urbana

III Conferência Municipal de Política Urbana ESTUDOS URBANOS Transformações recentes na estrutura urbana III Conferência Municipal de Política Urbana ESTUDOS URBANOS Transformações recentes na estrutura urbana PBH/SMURBE Núcleo de Planejamento Urbano da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas de Belo Horizonte

Leia mais

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTOS DE ITAPIRA

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTOS DE ITAPIRA NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO PARA LOTEAMENTOS URBANOS 1 DO OBJETIVO A presente Norma estabelece os requisitos mínimos a serem obedecidos

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PROJETO DE LEI Nº 051/2012

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PROJETO DE LEI Nº 051/2012 PROJETO DE LEI Nº 051/2012 Torna obrigatória a adoção de pavimentação ecológica nas áreas que menciona e dá outras providências. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Artigo 1º

Leia mais

Urbanização no Brasil

Urbanização no Brasil Urbanização no Brasil Urbanização é o aumento proporcional da população urbana em relação à população rural. Segundo esse conceito, só ocorre urbanização quando o crescimento da população urbana é superior

Leia mais

Vamos mudar nossas cidades?

Vamos mudar nossas cidades? Vamos mudar nossas cidades? Conheça o Estatuto da Cidade 1 O Estatuto quer garantir a cidade para todos 3 O Plano Diretor põe o Estatuto da Cidade em prática...6 As etapas do Plano Diretor 8 O Estatuto

Leia mais

Política Nacional de Habitação: objetivos. iniciativas para uma construção Sustentável

Política Nacional de Habitação: objetivos. iniciativas para uma construção Sustentável A Politica Nacional de Habitação e as iniciativas para uma construção Sustentável Universalizar o acesso à moradia digna Política Nacional de Habitação: objetivos Promover a urbanização, regularização

Leia mais

ASPECTOS DA REDE URBANA DO ESTADO DE SÃO PAULO

ASPECTOS DA REDE URBANA DO ESTADO DE SÃO PAULO ASPECTOS DA REDE URBANA DO ESTADO DE SÃO PAULO SIMÃO, Rosycler Cristina Santos Palavras chave: rede urbana; São Paulo; disparidades regionais; Censo Demográfico 2000. Resumo O objetivo do trabalho é mostrar

Leia mais

3.1. Prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho via túnel

3.1. Prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho via túnel 3. CARACTERIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS Este capítulo apresenta as principais características das obras propostas para o prolongamento da Avenida Roberto Marinho via túnel e o Parque Linear com vias locais,

Leia mais

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais Secretaria Nacional de Programas Urbanos CONCEITOS Área Urbana Central Bairro ou um conjunto de bairros consolidados com significativo acervo edificado

Leia mais

UM PANORAMA DOS PROGRAMAS HABITACIONAIS NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA

UM PANORAMA DOS PROGRAMAS HABITACIONAIS NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA UM PANORAMA DOS PROGRAMAS HABITACIONAIS NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA Autora: Cláudia V. Cesar 1 Universidade Federal de Juiz de Fora Resumo: Este artigo apresenta um breve panorama dos programas habitacionais

Leia mais

Ministério das Cidades MCidades

Ministério das Cidades MCidades Ministério das Cidades MCidades Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS São Paulo, 02 de junho de 2014 Roteiro 1. O processo de urbanização no Brasil: histórico. 2. Avanços institucionais na promoção

Leia mais

Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador

Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador O Plano Diretor é uma lei aprovada na Câmara de Vereadores de cada município, com a participação ativa da comunidade. Mas do que isto, o Plano Diretor

Leia mais

Projeto da Rede Coletora de Esgoto Sanitário. Profª Gersina Nobre

Projeto da Rede Coletora de Esgoto Sanitário. Profª Gersina Nobre Projeto da Rede Coletora de Esgoto Sanitário Profª Gersina Nobre Na elaboração do projeto da rede coletora de esgoto sanitário devem se observadas as seguintes normas da ABNT: NBR 9648 Estudo de concepção

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG Vinícius Borges Moreira Graduando em Geografia Universidade Federal de Uberlândia vinicius_sammet@hotmail.com

Leia mais

SEMINÁRIO PROJETO BÁSICO E PROJETO EXECUTIVO NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS ASPECTOS TÉCNICOS SIURB

SEMINÁRIO PROJETO BÁSICO E PROJETO EXECUTIVO NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS ASPECTOS TÉCNICOS SIURB SEMINÁRIO PROJETO BÁSICO E PROJETO EXECUTIVO NAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS ASPECTOS TÉCNICOS SIURB PROJETOS DE INFRAESTRUTURA URBANA DRENAGEM CANAIS RESERVATÓRIOS MICRODRENAGEM OU DRENAGEM SUPERFICIAL OBRAS

Leia mais

ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL E MEIO AMBIENTE: O CASO DE BRASÍLIA TEIMOSA

ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL E MEIO AMBIENTE: O CASO DE BRASÍLIA TEIMOSA Belo Horizonte/MG 24 a 27/11/2014 ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL E MEIO AMBIENTE: O CASO DE BRASÍLIA TEIMOSA Tatiana Cavalcanti Fonseca*, Elizabeth Amaral Pastich, Hélida Karla Philippini da Silva

Leia mais

PARQUE VÁRZEAS TIETÊ

PARQUE VÁRZEAS TIETÊ INTRODUÇÃO PARQUE VÁRZEAS TIETÊ O Programa Parque Várzeas do Tietê (PVT), visa a recuperação da capacidade de contenção de cheias que ocorrem nas várzeas do rio Tietê desde a barragem da Penha até o município

Leia mais

Programa de Regularização Fundiária de Interesse Social

Programa de Regularização Fundiária de Interesse Social Programa de Regularização Fundiária de Interesse Social CASA LEGAL Programa Estadual de Regularização Fundiária Programa Casa Legal Devido a Lei Estadual nº 16.269, de 29 de maio de 2008, dispor em seu

Leia mais

A QUESTÃO FEDERATIVA NA DEFINIÇÃO DA POLITICA PÚBLICAS URBANAS NO BRASIL

A QUESTÃO FEDERATIVA NA DEFINIÇÃO DA POLITICA PÚBLICAS URBANAS NO BRASIL A QUESTÃO FEDERATIVA NA DEFINIÇÃO DA POLITICA PÚBLICAS URBANAS NO BRASIL 1 O PACTO FEDERATIVO E A QUESTÃO FISCAL As dificuldades oriundas do federalismo brasileiro vêm ganhando cada vez mais espaço na

Leia mais

Número protocolo: PR.00796.00140/2011-7 Assunto: MATÉRIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE IRAÍ Data protocolo: 26/12/2011

Número protocolo: PR.00796.00140/2011-7 Assunto: MATÉRIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE IRAÍ Data protocolo: 26/12/2011 Número protocolo: PR.00796.00140/2011-7 Assunto: MATÉRIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE IRAÍ Data protocolo: 26/12/2011 Descrição: Encontra-se em trâmite nesta Promotoria de Justiça

Leia mais

O projeto Magia da Reforma na revitalização de Paraisópolis. Maria Teresa Diniz

O projeto Magia da Reforma na revitalização de Paraisópolis. Maria Teresa Diniz O projeto Magia da Reforma na revitalização de Paraisópolis Maria Teresa Diniz Município de São Paulo População = 10, 5 milhões hab. Área = 1.509 km² Subprefeituras = 31 Distâncias: Norte-Sul = 60 Km Leste-Oeste

Leia mais

PROGRAMA ESTADUAL DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA LAR LEGAL

PROGRAMA ESTADUAL DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA LAR LEGAL Governo de Santa Catarina Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação PROGRAMA ESTADUAL DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA LAR LEGAL Florianópolis REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA DE ASSENTAMENTOS

Leia mais

OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados

OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados DEAP/SNAPU/MCIDADES Maio/2015 Contexto brasileiro Necessidade de obras públicas para requalificação e reabilitação

Leia mais

Promover o acesso à terra urbanizada como desafio dos planos diretores

Promover o acesso à terra urbanizada como desafio dos planos diretores Promover o acesso à terra urbanizada como desafio dos planos diretores Fórum Salvador 500 24 março 2015 Paula Freire Santoro Profa. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo FAUUSP Objetivo Da reserva de terra

Leia mais

ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA NA REGIÃO DE JACARAÍPE E NOVA ALMEIDA, SERRA, ES. DEVAIR VIAL BRZESKY

ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA NA REGIÃO DE JACARAÍPE E NOVA ALMEIDA, SERRA, ES. DEVAIR VIAL BRZESKY ANÁLISE DA INCIDÊNCIA DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA NA REGIÃO DE JACARAÍPE E NOVA ALMEIDA, SERRA, ES. DEVAIR VIAL BRZESKY Importância da água para a vida: Higiene pessoal. Preparação dos alimentos.

Leia mais

MISSÃO, VISÃO E VALORES

MISSÃO, VISÃO E VALORES 2015 A EMPRESA A HIDRÁULICA E SANEAMENTO é uma empresa de consultoria e projetos de instalações hidráulicas, infraestrutura urbana e meio ambiente. Pioneira em Diadema/SP com objetivo de suprir a demanda

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro

Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro Introdução Este manual destina a fornecer informações sobre a construção e dimensionamento do sistema individual de tratamento de esgotos, especialmente

Leia mais

Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana

Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana Página 1 de 5 Busca Déficit habitacional é a principal preocupação da política urbana O Estatuto da Cidade prevê a criação de planos pilotos para o desenvolvimento de cidades e municípios. Para tornar

Leia mais

DINÂMICA ESPECULATIVA NO PROCESSO DE EXPANSÃO URBANA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON-PR Josiane de Oliveira Medeiros Führ 1 Edson dos Santos Dias 2

DINÂMICA ESPECULATIVA NO PROCESSO DE EXPANSÃO URBANA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON-PR Josiane de Oliveira Medeiros Führ 1 Edson dos Santos Dias 2 DINÂMICA ESPECULATIVA NO PROCESSO DE EXPANSÃO URBANA DE MARECHAL CÂNDIDO RONDON-PR Josiane de Oliveira Medeiros Führ 1 Edson dos Santos Dias 2 Introdução Impulsionado por fatores econômicos, o processo

Leia mais

RESOLUÇÃO ARES-PCJ Nº 75, DE 14 DE JANEIRO DE 2015

RESOLUÇÃO ARES-PCJ Nº 75, DE 14 DE JANEIRO DE 2015 RESOLUÇÃO ARES-PCJ Nº 75, DE 14 DE JANEIRO DE 2015 Dispõe sobre a revisão tarifária dos serviços de abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e demais preços públicos a ser aplicado no Município

Leia mais

TÍTULO: A Gestão de Clientes geradores de efluentes não domésticos para garantir o bom funcionamento do sistema de esgotamento em bacia de drenagem.

TÍTULO: A Gestão de Clientes geradores de efluentes não domésticos para garantir o bom funcionamento do sistema de esgotamento em bacia de drenagem. TÍTULO: A Gestão de Clientes geradores de efluentes não domésticos para garantir o bom funcionamento do sistema de esgotamento em bacia de drenagem. Nome do Autor: Engº Renan Moraes Sampaio, engenheiro

Leia mais

Construção de uma Política Regional de Gestão de Riscos na Região do Grande ABC São Paulo - Brasil

Construção de uma Política Regional de Gestão de Riscos na Região do Grande ABC São Paulo - Brasil IV SESSÃO DA PLATAFORMA REGIONAL PARA A REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES NAS AMÉRICAS (PR14) Construção de uma Política Regional de Gestão de Riscos na Região do Grande ABC São Paulo - Brasil Guayaquil, Maio

Leia mais

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos 1 Fatores geradores dos conflitos fundiários urbanos Reintegração de posse de imóveis públicos e privados, em que o processo tenha ocorrido em desconformidade

Leia mais

A visão social em relação ao sistema de saneamento e a importância da sociedade na elaboração do plano

A visão social em relação ao sistema de saneamento e a importância da sociedade na elaboração do plano A visão social em relação ao sistema de saneamento e a importância da sociedade na elaboração do plano Nossa Realidade 57% da população brasileira não possui coleta de esgoto (SNIS 2008) O Brasil é o 9º

Leia mais

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA - COMO IMPLEMENTAR - ASPÉCTOS TÉCNICOS

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA - COMO IMPLEMENTAR - ASPÉCTOS TÉCNICOS REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA - - ASPÉCTOS TÉCNICOS Luciano Saldanha Varela Engenheiro Civil ETAPAS DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA 1) TOPOGRAFIA PARA AUTO DE DEMARCAÇÃO URBANÍSTICA E PARA INSTITUIÇÃO DE ZEIS (PERÍMETRO

Leia mais

OBJETIVOS DO EVENTO APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA II

OBJETIVOS DO EVENTO APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA II OBJETIVOS DO EVENTO APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA II NIVELAMENTO DAS INFORMAÇÕES DIRIMIR DÚVIDAS COLHER SUGESTÕES MINHA CASA, MINHA VIDA Ampliação das oportunidades de acesso das famílias

Leia mais

A Ocupação do Sítio Urbano de São Paulo: implicações de ordem socioeconômica, espacial e ambiental. Plano de Aula

A Ocupação do Sítio Urbano de São Paulo: implicações de ordem socioeconômica, espacial e ambiental. Plano de Aula A Ocupação do Sítio Urbano de São Paulo: implicações de ordem socioeconômica, espacial e ambiental. Plano de Aula Urbanização em São Paulo Brasil Crise no Campo Estrutura Fundiária Mecanização Questões

Leia mais

ZEIS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL SECOVI-SP VICE- PRESIDÊNCIA DE INCORPORAÇÃO E TERRENOS URBANOS 18-04-2013

ZEIS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL SECOVI-SP VICE- PRESIDÊNCIA DE INCORPORAÇÃO E TERRENOS URBANOS 18-04-2013 ZEIS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL SECOVI-SP VICE- PRESIDÊNCIA DE INCORPORAÇÃO E TERRENOS URBANOS 18-04-2013 ZEIS-ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL década de 1980 surgimento de movimentos sociais

Leia mais

Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos Departamento de Planejamento e Projetos Divisão de Saneamento em Favelas

Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guarulhos Departamento de Planejamento e Projetos Divisão de Saneamento em Favelas ASPECTOS PRÁTICOS DA IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS CONDOMINIAIS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO NO MUNICÍPIO DE GUARULHOS AUTORES: Afrânio de Paula Sobrinho Engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade

Leia mais

Tabela 1. Tema Dado Atributo Fonte

Tabela 1. Tema Dado Atributo Fonte Tabela 1 Tema Dado Atributo Fonte 1. Base Cartográfica Básica a. Limites municipais b. Limites Distritais c. Localidades d. Rodovias e Ferrovias d. Rodovias e Ferrovias e. Linhas de Transmissão f. Estações

Leia mais

Gestão Integrada de Águas Urbanas

Gestão Integrada de Águas Urbanas Recursos Hídricos na Região Sudeste: Segurança Hídrica, Riscos, Impactos e Soluções São Paulo, 20-21 de novembro de 2014 Gestão Integrada de Águas Urbanas Prof. Carlos E. M. Tucci Rhama Consultoria Ambiental

Leia mais

PORTO ALEGRE EM ANÁLISE 2013

PORTO ALEGRE EM ANÁLISE 2013 PORTO ALEGRE EM ANÁLISE 2013 Na data em que Porto Alegre comemora seus 241 anos de fundação, o Observatório da Cidade apresenta o Porto Alegre em Análise 2013. Trata-se de um espaço que tem como desafio

Leia mais

Resolução SMU nº 728 de 10 de julho de 2007

Resolução SMU nº 728 de 10 de julho de 2007 Resolução SMU nº 728 de 10 de julho de 2007 Altera a Resolução SMU n.º 703 de 29/12/2006 que consolida, organiza e atualiza as normas, os procedimentos e a padronização para a elaboração e aprovação dos

Leia mais

18º Encontro Nacional da ANAMMA

18º Encontro Nacional da ANAMMA 18º Encontro Nacional da ANAMMA Os efeitos do PL de parcelamento do solo no meio ambiente e a gestão de APPs urbanas Cynthia Cardoso Goiânia, agosto/2008 Planejamento? Na perspectiva de planejamento qual

Leia mais

São Paulo - SP PERFIL MUNICIPAL. Data de instalação Ano de 1554. Crescimento anual da população - 2000-2010 0,75% Urbanização 2010 98,94%

São Paulo - SP PERFIL MUNICIPAL. Data de instalação Ano de 1554. Crescimento anual da população - 2000-2010 0,75% Urbanização 2010 98,94% PERFIL MUNICIPAL São Paulo - SP Data de instalação Ano de 1554 População - Censo 2010 11.376.685 habitantes Crescimento anual da população - 2000-2010 0,75% Natalidade 2010 174.265 nascidos vivos Urbanização

Leia mais

PROGRAMA DE TRABALHO PARA ESTRUTURAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO OPERACIONAL DAS LOCALIDADES BENEFICIADAS PELO SISTEMA PRODUTOR SUL- PIRAPAMA

PROGRAMA DE TRABALHO PARA ESTRUTURAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO OPERACIONAL DAS LOCALIDADES BENEFICIADAS PELO SISTEMA PRODUTOR SUL- PIRAPAMA PROGRAMA DE TRABALHO PARA ESTRUTURAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO OPERACIONAL DAS LOCALIDADES BENEFICIADAS PELO SISTEMA PRODUTOR SUL- PIRAPAMA SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO; 2. OBJETIVO; 3. LOCALIDADES BENEFICIADAS;

Leia mais