PLANO DECENAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

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1 PLANO DECENAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO ESTADO DE PERNAMBUCO Recife, julho de 2008

2 CONSELHO ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE PERNAMBUCO (CEAS / PE) CONSELHO ESTADUAL DE DEFESA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (CEDCA / PE) Resolução Conjunta N.º 01, de 10 de junho de 2008 O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, no uso das suas atribuições que lhe conferem o Art. 1º da Lei nº /90 e Art. 3º da Lei nº /93 e da Lei /95, e o Conselho Estadual de Assistência Social no uso das atribuições conferidas pela Lei N.º /2006 e tendo presente a deliberação da 1ª Assembléia Ordinária Conjunta dos Conselhos supracitados, realizada em 10 de junho de 2008, resolvem: Art. 1º - Aprovar o Plano Decenal de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco, constituído por um conjunto de princípios, objetivos e eixos estratégicos consubstanciados em metas e ações para serem implementadas no decênio Art. 2 - Definir responsáveis e indicar parceiros, do Poder Público Federal, Estadual e Municipal e da Sociedade Civil; bem como as etapas para o monitoramento e avaliação do Plano Decenal, para atingir as metas e as ações; Art. 3 - Estabelecer que a execução do Plano Decenal tem relação direta com o ciclo orçamentário (PPA Plano Plurianual, LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias e LOA Lei Orçamentária Anual) e exigirá os esforços dos responsáveis e parceiros para sua plena efetivação. Art. 4 - Assumir a co-responsabilidade pela ampla divulgação do Plano Decenal junto ao Poder Público Municipal e Estadual e organizações da sociedade civil. Art. 5 - Esta Resolução entrará em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial do Estado de Pernambuco. Eleonora Pereira da Silva Presidenta do CEDCA/PE Maria Cristina Neuenschwander Presidenta do CEAS/PE 2

3 Realização Governo do Estado, Childhood - Brasil, CEDCA-PE, CEAS/PE e Rede de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Estado de Pernambuco Sugestão da Rede de Combate Por as fotos na capa (parte interna) Assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre o Governo do Estado de Pernambuco, CEDCA e Childhood - Brasil Seminário de Revisão do Plano Estadual Recife. Seminário Microrregional Sertão do São Francisco, Pajeú Moxotó - Centro de Convenções de Petrolina. Seminário Microrregional Sertão do Araripe e Sertão Central Sediado em Salgueiro. Seminário Microrregional Agreste Meridional Sediado em Garanhuns. Seminário Microrregional Agreste Setentrional- Sediado em Caruaru. Seminário Microrregional Zona da Mata Norte - Sediado em Carpina. Seminário Microrregional Região Metropolitana - Sediado em Ipojuca. Seminário de Consolidação do Plano Estadual Recife. 3

4 CRÉDITOS Elaboração Conselho Estadual de Assistência Social, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Childhood Brasil, Governo do Estado de Pernambuco e Rede de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes coordenaram processo de revisão do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes envolvendo a participação de representações de todas as Regiões de Desenvolvimento do Estado. Coordenação Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Conselho Estadual de Assistência Social Governo do Estado de Pernambuco Rede de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Childhood - Brasil Comitê de organização dos Seminários Daniel Sousa SEDSDH Daniele Nascimento Araújo CERCA/Recife Eliane Mamede CEDCA/PE Eva Regina Ribeiro Rodrigues - SEDSDH Fernando Carmino SDS/GPCA Gabriela Amazonas - Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social Inês Dias Rede de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Ivânia Bárbara Programa Sentinela Igarassu Joelma Correia Secretaria Municipal de Saúde do Recife e Faculdade Maurício de Nassau Juliani Loureiro - Secretaria de Turismo / EMPETUR Maria Luíza Duarte Rede Estadual de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Maria Gorete O. M. Vasconcelos Consultora Childhood Brasil Marcelo Teles CERCA/ Recife Mariluce Germano de Lira SEDSDH Neuma Pimentel Sistematizadora Rosana Maria de França Coletivo Mulher Vida Sandra Jacinto Furtado - CIASAC Vânia Araújo Coletivo Mulher Vida Comitê de revisão pós-seminários Conceição Sampaio CEAS/PE Maria Cristina Neuenschwander CEAS/PE 4

5 José Fernando da Silva CEDCA/PE Maria Gorete O. M. Vasconcelos - Chidhood Brasil Madalena Fucks CEDCA/PE Rosa Barros CEDCA/PE Telma Muniz CEAS/PE CONSELHO ESTADUAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL REPRESENTANTES GOVERNAMENTAIS Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos SDSDH Titular: Roldão Joaquim dos Santos Suplente: Acácio Ferreira de Carvalho Filho Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos Titular: Rodrigo Pellegrino de Azevedo Suplente: Zuleide Lima de Oliveira Secretaria de Planejamento e Gestão SEPLAG Titular: Aristeia José do Nascimento Viegas e Santana Suplente: Keyla Antunes Kikushi Câmara Secretaria de Saúde Titular: Jaílson Lopes de Sousa Suplente: Alessandra Fam Galvão Machado e Silva Secretaria de Educação Titular: Nelma Valéria Andrade Lira Suplente: Suzana Viana Paes Barreto Secretaria da Fazenda Titular: Nilma Cristina Correia de Andrade Santos Suplente: Cleide Maria de Oliveira Lopez Secretaria de Turismo Titular: Fábia Maria Morais de Siqueira Brun Suplente: Maria Juliani Loureiro Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária Titular: Ângelo Rafael Ferreira dos Santos Suplente: Mônica Nunes Gonçalves Representante da Região Titular: Ana Verônica de Oliveira Luiz e Silva Suplente: Maria Dalva Marcos 5

6 REPRESENTANTES NÃO-GOVERNAMENTAIS - Representantes das Entidades Prestadoras de Serviço Titular: Centro Espec. Neuro-Psicológico CENEUP - Maria Cristina Neuenschwander Suplente: Centro Espec. Neuro-Psicológico CENEUP - Eliane Cavalcanti de A.Acioli Lins Titular: Abrigo Santa Luzia - Lúcia Drummond Cavalcanti de Albuquerque Medeiros Suplente: Abrigo Cristo Redentor - Jorge Adolpho Dias Drechsler Titular: Centro de Integração Empresa Escola de PE CIEE - Telma Muniz Soares Suplente: Instituto de Pesq. e Estudos da Terceira Idade IPETI - Paula R. R. Machado - Representantes de Usuários ou Organizações de Usuários Titular: Associação de Pais e Amigos de Portadores da Síndrome de Down/ASPAD Maria Thereza A. Antunes Suplente: Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes/FCD - Josias da Mata Pimentel Titular: Casa da Mulher do Nordeste - Ana Maria de Farias Lira Suplente: Associação Pernambucana dos Cegos/APEC - Daniel Alves Correia Titular: Clube da Mulher do Campo - Maria da Conceição Sampaio da Silva Suplente: Clube da Mulher do Campo - Maria de Lourdes Ribeiro Filha - Representantes dos Trabalhadores da Área de Assistência Social Conselho Regional de Serviço Social CRESS Titular: Dideanne Cynara Alves Nunes Suplente: Leonardo Pessoa Borges Sindicato dos Psicólogos de Pernambuco PSICOSIND Titular: Frederico Jorge de Souza Leite Suplente: Ângela São Marcos de Queiroz Barbosa Conselho Regional de Psicologia CRP Titular: Lenilza Moura Vanderlei Suplente: Maria Cristina Liberal Farias CONSELHO ESTADUAL DE DEFESA DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Gabinete do Governador Titular: Rosa Barros Suplente: Danielle Dbelle Claudino REPRESENTANTES GOVERNAMENTAIS Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Titular: Almery Bezerra de Melo Suplente: Ana Célia Cabral de Farias 6

7 Secretaria de Saúde Titular: Ana Elizabeth de Andrade Lima Molina Suplente: Jailson Lopes de Souza Secretaria de Planejamento e Gestão Titular: Analúcia Mota Vianna Cabral Suplente: Aristéia José do Nascimento Viegas e Santana Secretaria Especial de Juventude e Emprego Titular: Zafira Peixoto Suplente: Félix Aureliano Secretaria de Educação Titular: Ana Coelho Vieira Selva Suplente: Regina Celi de Melo André Secretaria de Defesa Social Titular: Inalva Regina Cavendish Moreira Suplente: Daniel Ferreira de Lima Filho REPRESENTANTES NÃO-GOVERNAMENTAIS Associação Espírita Lar Transitório de Christie / Olinda-PE Titular: Lígia Cabral Barbosa Suplente: Glória Patrícia de Brito Associação Instrutora Missionária / Caruaru-PE Titular: Manoel Nerisvaldo Rodrigues Alves Suplente: Josias Soares Correia Associação Santa Clara/ Paulista-PE Titular: Gênova Maria da Silva Suplente: Mércia Falconeri Centro Brasileiro da Criança e do Adolescente- Casa de Passagem/ Recife-PE Titular: Eleonora Pereira da Silva Suplente: Maria Cristina Vasconcelos de Mendonça Cidade Evangélica dos Órfãos CEO/ Moreno-PE Titular: Maria Madalena Peres Fucks Suplente: Silas Ribeiro de Souza Projeto Piloto de Ação Comunitária- PROPAC/ Serra Talhada-PE Titular: Luzineide Cordeiro de Lima Suplente: Lenicleide Cordeiro de Lima Serviço de Tecnologia Alternativa SERTA/ Glória de Goitá-PE Titular: Maria Conceição Silva Suplente: Gilmar Correia Dias 7

8 LISTA DE SIGLAS AIDS /SIDA Síndrome da Imuno-Deficiência Adquirida CEAS/PE Conselho Estadual de Assistência Social CEDCA/PE Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente CEDH Conselho Estadual de Direitos Humanos CEE Conselho Estadual de Educação CMAS Conselho Municipal de Assistência Social CMDCA Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente CNAS Conselho Nacional de Assistência Social CENDHEC Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social CIASAC Centro Integrado de Assistência Social e Comunitária CRAS Centro de Referência da Assistência Social CREAS Centro de Referência Especializada da Assistência Social CP Casa de Passagem CT Conselho Tutelar CMV Coletivo Mulher Vida ECA Estatuto da Criança e do Adolescente EMPETUR Empresa de Turismo de Pernambuco GPCA Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente GT Grupo de Trabalho DST Doenças Sexualmente Transmissíveis IES Instituição de Ensino Superior IML Instituto de Medicina Legal IPAD Instituto de Planejamento e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico e Científico OAB Ordem dos Advogados do Brasil ONG Organização não-governamental MP Ministério Público PAIR Programa de Ações Integradas e Referenciais PESTRAF Pesquisa sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil SAVE THE CHILDREN Agência da Cooperação Internacional de Apoio a Projetos Sociais SJE Secretaria de Juventude e Emprego SGD Sistema de Garantia de Direitos SIPIA Sistema de Informação para Infância e Adolescência SDS Secretaria de Defesa Social SEC Secretaria Estadual de Cultura SEE Secretaria Estadual de Educação SES Secretaria Estadual de Saúde SEDSDH Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos SETUR Secretaria de Turismo de Pernambuco 8

9 SEDH SMAS SMS VSCCA VDS VIJ TJ UNICEF UFPE UPE UFRPE UNICAP UNIVASF Secretaria Especial de Direitos Humanos Secretaria Municipal de Assistência Social Secretaria Municipal de Saúde Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes Violência Doméstica e Sexual Vara da Infância e Juventude Tribunal de Justiça Fundo das Nações Unidas para a Infância Universidade Federal de Pernambuco Universidade de Pernambuco Universidade Federal Rural de Pernambuco Universidade Católica de Pernambuco Universidade do Vale do São Francisco SUMÁRIO Apresentação Antecedentes Do Processo de Revisão do Plano Estadual Contextualização da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Princípios Objetivos Eixos Estratégicos - Análise da Situação - Atendimento Integral - Defesa e Responsabilização - Formação e Qualificação - Prevenção - Mobilização e Comunicação - Protagonismo Infanto-Juvenil 9

10 Monitoramento e Avaliação Orçamento APRESENTAÇÃO No ano em que comemoramos a maioridade do Estatuto da Criança e do Adolescente (13 de julho de 1990), vinte anos de vigência da Constituição Federal (CF - 05 de outubro de 1988) e sessenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (10 de dezembro de 1948) antigas e novas formas de violações de direitos humanos se apresentam. Enumerá-las e avalizá-las certamente exigiria um espaço muito maior do que uma singela apresentação. Porém, a lembrança às datas das leis consagradoras dos Direitos Humanos tem a perspectiva de marcar e comemorar a aprovação inédita no país de um Plano Decenal Estadual para enfrentar uma das mais perversas formas de violações de direitos que marcam as vidas de crianças, adolescentes e famílias: a violência doméstica e sexual contra crianças e adolescentes. O desafio de construir, participativamente, e aprovar de forma conjunta CEDCA/PE (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e o Adolescente) e CEAS / PE (Conselho Estadual de Assistência Social) o Plano Decenal de Enfrentamento à 1

11 Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco é um forte indicativo de duas perspectivas políticas. A primeira, que o enfrentamento à violência sexual não pode ser colocado como um desafio de curto prazo, a ser realizado durante o mandato de um governo. Destaca-se, assim, a importância e ousadia de traçar e definir metas e ações para 10 anos, articulando e mobilizando a iniciativa privada para também fazer investimentos nas áreas de prevenção, promoção e responsabilização, bem como, que recursos estejam previstos nos orçamentos públicos com execução financeira efetiva e regular para assegurar a implementação das ações estabelecidas no Plano. A segunda perspectiva, que a eficiência, eficácia e efetividade das ações prescinde de permanente articulação e integração entre Poder Público (Federal, Estadual e Municipal), operadores do sistema de garantia de direitos e as organizações da sociedade civil, evidentemente que respeitando as competências e atribuições de cada um, contudo, sem perder na ação cotidiana, a certeza da imprescindibilidade da complementaridade. Ficam os agradecimentos às pessoas e organizações que participaram de todas as fases de revisão, avaliação, elaboração e aprovação do Plano Decenal. Agora é o momento de empreendermos esforços individuais e coletivos que, articulados de forma estratégica, possam resultar que os próximos 10 anos sejam de conquistas e superação das violações de direitos humanos. Conselho Estadual de Assistência Social Maria Cristina Neuenschwander Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Eleonora Pereira da Silva 1

12 Rede de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Childhood Brasil Ana Maria Drummond 1

13 ANTECEDENTES DO PROCESSO DE REVISÃO DO PLANO A primeira edição do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Estado de Pernambuco foi elaborada e aprovada em 2003, com ampla participação de organismos governamentais e não-governamentais, para execução no triênio 2003 a Ainda em 2005, deveria ter sido realizada a revisão e atualização do Plano Estadual o que veio ocorrer apenas em Sendo o processo consolidado em fevereiro de A revisão do referido Plano constituiu-se em um momento significativo, consolidando parceria entre o Governo do Estado, através das Secretarias que mantém interface direta com essa temática, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente CEDCA/PE, Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Estado de Pernambuco e o Chidhood Brasil. É, portanto, o resultado de um processo participativo de elaboração conjunta, envolvendo representantes de diferentes segmentos da sociedade civil e de organizações governamentais do âmbito municipal e estadual, estrategicamente organizados em quatro etapas distintas, porém complementares. A primeira etapa contou com a realização do Seminário Estadual no Centro de Convenções Olinda, com a participação de 300 representantes dos 184 municípios do Estado, para discutir o processo de revisão e diagnosticar os avanços e os desafios advindos da implementação do referido Plano. Neste seminário, foram realizadas seis oficinas, onde foram discutidos os eixos estratégicos de: Análise da Situação, Atendimento, Defesa e Responsabilização, Mobilização e Articulação, Prevenção e Protagonismo Infanto Juvenil. Nessas oficinas, foi possível avaliar, detalhadamente, as metas e ações realizadas de forma total ou parcial e as não realizadas de acordo com as proposições do Plano de 1

14 2003. O resultado de cada oficina foi socializado na Plenária final, concluindo-se, infelizmente, que grande parte das metas e ações do Plano Estadual não foi executada (95%). Foi apontado pelos representantes das cidades do interior, que o Plano representava os valores e os anseios da Região Metropolitana. Sendo assim, os municípios do interior não se reconheciam neste Plano. Essa percepção reforça a estratégia adotada para o processo de revisão do Plano, a qual foi trabalhada com a interiorização não apenas das ações, mas, principalmente, com a construção coletiva e valorização das proposições de todas as Regiões do Estado. Ainda nessa etapa foi definida a inclusão do eixo de Formação e Qualificação, trabalhado nos seminários regionais e da importância de também haver detalhamento sobre a composição do Orçamento e do Monitoramento e Avaliação do Plano Estadual. Já na segunda etapa foram organizados seis Seminários Regionais e um Encontro Distrital, de modo a adequar o Plano Estadual às especificidades da região. Os eventos aconteceram com uma ampla participação dos representantes dos municípios. Todos tiveram a mesma dinâmica de funcionamento e foram viabilizados por meio da parceria estabelecida entre os Governos Municipais e os Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente CMDCAS, ressaltando que os municípios anfitriões disponibilizaram como contrapartida - a organização e a logística dos eventos nas seguintes cidades: Petrolina (Sertões de São Francisco, do Moxotó e do Pajeú), Salgueiro (Sertões Central e do Araripe), Garanhuns (Agreste Meridional e Zona da Mata Sul), Carpina (Zona da Mata Norte), Ipojuca (Região Metropolitana do Recife - RMR). O Encontro Distrital foi realizado no Distrito de Fernando de Noronha e contou com a participação de representantes dos Ilhéus. A terceira etapa consistiu no momento de consolidação das propostas em Seminário Estadual, com a participação dos integrantes dos Seminários Regionais, totalizando 600 pessoas provenientes de todo o Estado. O resultado das discussões foi sistematizado em documento e encaminhado para análise e deliberação conjunta do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Estadual de Assistência Social, constituindo, assim a 1

15 quarta etapa. Cada Conselho procedeu à apreciação do texto em referência e, posteriormente, em reunião realizada com a participação de integrantes dos dois Conselhos com o objetivo de dialogar a respeito dos pontos identificados como merecedores de aprofundamento. Nessa ocasião, houve a proposição, aprovada conjuntamente, de que o Plano Estadual será implantado e implementado no horizonte de dez anos ( ), uma vez que as suas metas e ações comportam investimentos a curto, médio e longo prazo, no campo da formulação e execução de políticas públicas. Assim, considerando a necessidade de serem feitos ajustes e reformulações importantes para tornar o referido documento executável, principalmente na perspectiva de período decenal, foi constituído um Grupo de Trabalho/GT. O resultado do trabalho do Grupo foi novamente remetido para análise de cada Conselho para posterior deliberação em Assembléia conjunta. 1

16 CONTEXTUALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Heranças históricas relativas a questões de gênero, dominação do homem sobre a mulher e a cultura adultocêntrica - relação de poder do adulto sobre a criança - contribuem de forma significativa para a prática de violência sexual contra crianças e adolescentes. Dessa forma, a violência sexual é um fato em nossa sociedade, apesar das dificuldades na produção de pesquisas e dados estatísticos que retratem, de forma consistente, essa realidade submersa e suas conseqüências físicas e psicológicas em crianças, adolescentes e famílias, ações que deixam marcas significativas e influenciam negativamente o sentimento, a alegria de viver e o desenvolvimento integral dessas pessoas, danificando todo o tecido social. A violência sexual contra crianças e adolescentes é concebida como uma das expressões de violência e está relacionada ao que a nossa cultura não aceita, mas pratica, ou seja, àquilo que reprovamos socialmente. Nesse sentido, a violência é um ato de transgressão de uma norma social que coloca o sujeito em uma posição ambígua, pois quem a pratica sabe que seu ato é proibido, mas algo o impele a praticá lo. 1 Nesse sentido, o termo violência sexual é definido como um fenômeno complexo, de âmbito mundial, presente em todas as classes sociais. Faleiros (2000) refere que, nas deliberações do I Congresso Mundial sobre a Exploração Sexual Comercial de Crianças e Adolescentes, ocorrido em Estocolmo, na Suécia, em 1996, a violência sexual foi contextualizada em função da cultura, do padrão ético legal, do trabalho e do mercado, sendo concebida como uma questão de cidadania e direitos humanos, e, assim, sua violação é considerada um crime contra a humanidade. 1 Vasconcelos, Gorete M. O Texto Referência de CD Institucional Publicado pelo Instituto WCF Brasil em. Curso de Formação do Projeto Laços da Rede, São Paulo,

17 Para Landini (2005:136), a violência sexual contra crianças e adolescentes é um tema que vem sendo debatido e discutido desde o início do século. Os grupos que participam desse debate vêm imprimindo um tom específico que explicita mudanças na percepção da violência sexual em si e no entendimento do papel da mulher na sociedade, na valorização de determinado tipo de organização familiar e na função do Estado em relação à violência. Na visão de Faleiros, Eva (2000: 19-20), conceituar a violência sexual contra crianças e adolescentes implica em compreender a natureza do processo que seu caráter sexual confere a esse tipo de violência, ou seja, que a mesma: 1. Deturpa as relações sócio-afetivas e culturais entre adultos, crianças e adolescentes, ao transformá-las em relações genitalizadas, erotizadas, comerciais, violentas e criminosas; 2. Confunde, nas crianças e nos adolescentes vítimas, a representação social dos papéis dos adultos, descaracterizando as representações sociais de pai/mãe, irmão/ã, avô, avó, tio/a, professor/a, religioso/a, profissional, empregador/a, quando agressores sexuais, ou seja, há perda de respeito mútuo, além da inversão de papéis, valores e funções sociais; 3. Inverte a natureza das relações adulta, criança e adolescente, definidas socialmente, tornando-as desumanas, em lugar de humanas; desprotetoras, em lugar de protetoras; agressivas, em lugar de afetivas; individualistas e narcisistas, em lugar de solidárias; dominadoras, em lugar de democráticas; dependentes, em lugar de libertadoras; perversas, em lugar de amorosas; desestruturadoras, em lugar de socializadoras; 4. Confunde os limites intergeracionais. Dessa forma, a violência sexual representa uma ultrapassagem de limites. Assim, uma relação é abusiva quando a pessoa é invadida em sua sexualidade. Não se restringe, portanto, à penetração, mas abarca diversos atos transgressivos, ou seja, pode ser um 1

18 toque ou até um olhar. Qualquer que seja o tipo de violência sexual perpetrada, o outro é colocado no lugar de um objeto, não sendo visto como sujeito. O Estado de Pernambuco, constituído por 184 municípios e o Distrito Estadual de Fernando de Noronha, possui cerca de habitantes. Suas características culturais, geográficas e econômicas constituem um espaço bastante diversificado que atrai visitantes de todos os lugares com os mais diferentes objetivos, inclusive, o de fazer turismo com motivação sexual 2. As atividades produtivas, distribuídas por todo Estado, fazem com que tenhamos uma grande demanda de visitantes para o turismo de lazer no litoral e para o turismo de negócios em todas as regiões, inclusive, na Região Metropolitana do Recife - RMR, hoje com habitantes. Isso significa que o foco das políticas públicas de enfrentamento à violência sexual deve ser amplo e integral, envolvendo todo o Sistema de Garantia de Direitos e os demais setores que têm uma interface direta com essa problemática, a exemplo, as cadeias de serviços do turismo e do transporte, entre outros. Em Pernambuco, os dados da violência contra crianças e adolescentes têm demonstrado um significativo crescimento. Segundo a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente - GPCA, em 2006, foram registrados crimes praticados contra crianças e adolescentes. Dentre esses, 13,3%, isto é, 622 foram crimes de natureza sexual praticados contra a criança e o adolescente. No ano de 2007, foram registrados crimes praticados contra a criança e o adolescente, sendo que 641 caracterizados como de natureza sexual, que representam 13,9%. No período de janeiro e fevereiro de 2008, já foram registrados 785 crimes praticados contra crianças e adolescentes, sendo que, desses, 104 são de natureza sexual, ou seja, 13,2%. Analisando os dados, verifica-se que, nesses três últimos anos, houve uma média mensal de 53 registros de crimes de natureza sexual praticados contra crianças e adolescentes. 2 BEM, Arim Soares do A Dialética do Turismo Sexual - Campinas, SP; Papirus, 2005 (Coleção Turismo). 1

19 É importante salientar que a GPCA não possui a estrutura necessária para atender todo o Estado de Pernambuco. Por essa razão, ela atua na Capital e na Região Metropolitana. Nos demais municípios do Estado, os crimes de natureza sexual praticados contra crianças e adolescentes são subnotificados, em razão de vários fatores, entre eles, a ausência de serviços especializados na área de Segurança Pública e do Sistema de Justiça. É possível, assim, verificar que os dados registrados na GPCA não abrangem a realidade de crimes sexuais praticados em todo o Estado. O Sistema de Garantia de Direitos prevê intervenções com foco na Violência Sexual praticada contra crianças e adolescentes, de acordo com os eixos estratégicos instituídos pelo Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto Juvenil (2000), tais como: Análise da Situação, Atendimento, Prevenção, Articulação e Mobilização, Protagonismo Infanto-Juvenil e Defesa e Responsabilização. Esses eixos estratégicos são norteados pela articulação em rede e devem privilegiar como base de intervenção, o município, ou seja, o empoderamento local, pois é, no plano territorial das cidades, que as pessoas vivem, onde as demandas emergem, portanto é no âmbito dos municípios que os serviços de atenção integral a criança, ao adolescente e a família devem acontecer. Essa lógica de funcionamento considera a dimensão complexa, multifacetada e endêmica da violência sexual, fenômeno ainda em expansão na contemporaneidade, o qual coloca a criança e/ou o adolescente na condição de objeto de prazer sexual de terceiros. Essa circunstância de subjugação da infância tem mobilizado interesses tanto da sociedade civil, quanto do Estado na proposição de ações de enfrentamento a essa problemática. 1

20 PRINCÍPIOS O Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes tem como referência macro fundamental o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual e o Estatuto da Criança e do Adolescente e, reafirma, como princípios focais: A proteção Integral; A condição de sujeitos de direitos; A prioridade absoluta; A condição peculiar de pessoas em desenvolvimento; A participação/solidariedade; A mobilização/articulação; A gestão paritária; A descentralização político-administrativa; A regionalização; A sustentabilidade; e A responsabilização. 2

21 OBJETIVOS GERAL: Estabelecer um conjunto de ações articuladas que permitam intervenções técnicas, política e financeira para o enfrentamento da violência sexual contra as crianças e os adolescentes do Estado de Pernambuco. ESPECÍFICOS: 1. Diagnosticar o fenômeno da violência sexual contra crianças e adolescentes e divulgar os dados e informações para a sociedade; 2. Garantir atendimento especializado e em rede às crianças, adolescentes e famílias em situação de violência sexual; 3. Garantir a exigibilidade dos direitos de crianças e adolescentes, através do atendimento integral e eficiente dos órgãos que compõem o Sistema de Garantia de Direitos; 4. Formação e qualificação continuada dos profissionais do Sistema de Garantia de Direitos para atuação qualificada nos eixos da promoção, controle e defesa de crianças e adolescentes em situação de violência sexual; 5. Desenvolver ações preventivas de enfrentamento às situações de violência doméstica e sexual; 6. Ampliar a mobilização social e qualificar a cobertura dos meios de comunicação no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes; 2

22 7. Contribuir para a desconstrução da cultura adultocêntrica, através da participação de adolescentes e jovens nas ações de prevenção e controle social da violência sexual. EIXOS ESTRATÉGICOS O quadro operativo do Plano Estadual estrutura-se em torno de sete (07) eixos estratégicos, sendo que cada um estabelece seus objetivos, as metas a serem alcançadas, as ações a serem executadas, e os prazos a serem cumpridos, os responsáveis pelas ações e a identificação de prováveis parceiros na execução das mesmas. Destaca-se, no entanto, que o desenvolvimento das ações de forma articulada resulta maior efetividade, eficiência e eficácia, bem como possibilita otimização de recursos. O Plano Estadual será implantado e implementado no período decenal ( ). Para acompanhamento dos prazos de execução das ações foram estabelecidos os seguintes intervalos: Curto Prazo: ; Médio Prazo: ; Longo Prazo: Ações Permanentes: Os eixos estratégicos são os seguintes: Eixo 1 ANÁLISE DA SITUAÇÃO Apresenta um conjunto de metas e ações para Análise da Situação, com a realização de pesquisas e o mapeamento visando um melhor conhecimento da realidade, a 2

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