ABC da Energia. A história da Duke Energy no Brasil

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1 ABC da Energia A história da Duke Energy no Brasil

2 Conteúdo 4 Apresentação 6 A Matriz Energética Brasileira 8 O Setor Elétrico Nacional 9 Geração, transmissão, distribuição 12 Agentes que regulam, fiscalizam e coordenam. ANA, ANEEL, ONS 14 Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica 16 A Geração de Energia Hidrelétrica 16 As principais partes da usina hidrelétrica 21 O planejamento da operação 22 Os tipos de reservatórios 23 Reservatório de acumulação 24 Reservatório fio d água 25 Os usos múltiplos dos reservatórios 26 A Energia do Paranapanema

3 28 A Duke Energy no Brasil 30 Licenças Ambientais 32 Parque Hidrelétrico do Paranapanema 32 UHE Jurumirim 33 UHE Chavantes 34 UHE Salto Grande 35 UHE Canoas II 36 UHE Canoas I 37 UHE Capivara 38 UHE Taquaruçu 39 UHE Rosana 40 Memória das usinas 41 Programa de Visitação 42 A Área de Operações 42 COG (Centro de Operação da Geração) 43 Previsões meteorológicas 44 Controle de vazões 45 Reservatórios oferecem risco de cheias? 46 Sosem (Sistema de Operação em Situação de Emergência) 47 Segurança de barragens 48 Energia Armazenada e Energia Natural Afluente 50 A Área de Meio Ambiente 51 Qualidade da água 53 Repovoamento do Rio Paranapanema 55 Estação de Hidrobiologia e Aquicultura 56 Livro Peixes do Rio Paranapanema 56 Conservação e regeneração florestal na Bacia do Paranapanema 57 APP (Áreas de Preservação Permanente) 58 Corredores Ecológicos 61 Promoção Florestal 64 Selo Benchmarking Brasil 65 Parcerias que fortalecem 66 A Área de Patrimônio 68 Regularização ambiental e patrimonial 71 Encontros de topografia 73 Saúde e Segurança no Trabalho 74 Relacionamento com as Comunidades 75 Circuito Cultural e Educando pelo Esporte 76 Educando pelo esporte 77 Programa Voluntariado 78 Apoio a projetos de atendimento a crianças e adolescentes 80 Prêmio Duke Energy - Energia da Inovação 80 Apoio ao esporte

4 Apresentação Rios Paranapanema e Sapucaí-Mirim: dois mananciais de vida e biodiversidade que alimentam as usinas hidrelétricas da Duke Energy no Brasil há mais de uma década contribuindo para o crescimento das comunidades em que atua e para o desenvolvimento econômico do país. A Duke Energy iniciou suas operações no Brasil em 1999, após a aquisição da Companhia de Geração Elétrica Paranapanema (antiga CESP) e hoje responde pela geração de cerca de 2% da energia elétrica do país. Por trás de uma empresa relativamente jovem em terras brasileiras, está uma companhia sólida, que iniciou seu percurso há mais de 100 anos. A história da Duke Energy começou em 1904, quando três visionários, W. Gill Wyllie, James Buchanan Duke e Willian States Lee criaram, no interior da Carolina do Sul, Estados Unidos, um sistema integrado de energia a partir da geração hidrelétrica que contava também com linhas de transmissão, fomentando, assim, o crescimento econômico local. De lá pra cá, crescemos bastante. Hoje somos a maior empresa do setor de energia elétrica dos Estados Unidos. A companhia também expandiu suas atividades para a América Latina, onde mantém operações na Argentina, Chile, El Salvador, Equador, Guatemala e Peru, além do Brasil maior investimento da Duke Energy fora dos EUA. E a Duke Energy só conseguiu crescer e alcançar uma posição sólida nos mercados em que atua pelo respeito aos seus valores: a segurança de nossos companheiros de equipe e de todas as pessoas nossa maior prioridade; a integridade nas atitudes; a respon- Foto: Paulo Miguel 4 I A B C d a E n e r g i a

5 Foto: Paulo Miguel Rio Paranapanema sabilidade em tudo que falamos e fazemos; o respeito pela diversidade; a comunicação de forma clara, garantindo que cada voz seja ouvida; a inclusão das diferenças e o nosso trabalho em equipe, formando um time que trabalha de forma eficiente. Esta obra se propõe a contar um pouco da história da Duke Energy Geração Paranapanema, contextualizando o leitor sobre como funciona, em linhas gerais, uma usina hidrelétrica e o próprio sistema elétrico brasileiro, e ressaltando os trabalhos integrados que a empresa desenvolve em prol da biodiversidade e seu relacionamento com as comunidades da região. Destinado a gestores municipais, jornalistas e estudantes, entre outros leitores, o ABC da Energia: a história da Duke Energy no Brasil é uma obra didática, que ajuda a compreender os desafios inerentes à produção de energia hidrelétrica no País. D u k e E n e r g y B r a s i l I 5

6 Matriz energética País das águas Vivemos em uma época repleta de necessidades e comodidades movidas a energia elétrica, a tal ponto que ela se tornou um bem indispensável ao nosso dia a dia. No Brasil, possuidor da maior bacia hidrográfica do mundo, a escolha natural e histórica pela água como recurso de geração definiu a matriz energética nacional. Não é a toa que chegamos ao século XXI tendo a matriz energética mais renovável do mundo industrializado, com as usinas hidrelétricas gerando mais de 75% da eletricidade do País. Foi no final do século XIX, começo do século XX, que o processo de eletrificação teve início para viabilizar a instalação das indústrias, abrindo um importante caminho para o progresso. Nesse cenário, a escassez era uma barreira ao desenvolvimento do Brasil, e os vastos recursos hídricos, uma solução. As usinas passaram a ser vetores do crescimento econômico, não só por fornecerem a energia elétrica de que o País precisava para crescer, mas também porque a criação de um parque energético hidrelétrico fomentou novas ideias, práticas e tecnologias, ao mesmo tempo em que gerou emprego e renda às comunidades que receberam tais empreendimentos. Considerando que a construção das hidrelétricas demandou diversas obras de infraestrutura, como estradas e pontes, houve um forte impulso ao desenvolvimento das cidades, a exemplo do que ocorreu nas margens paulista e paranaense do Rio Paranapanema. No decorrer do século XX, a ampliação da geração atendeu a novas demandas por energia elétrica, e resultou em transformações econômicas, culturais e ambientais. Dessa forma, a eletrificação ultrapassou, em muito, àquele propósito de servir à indústria: mudou a sociedade e o modo de vida dos brasileiros. 6 I A B C d a E n e r g i a

7 Impacto ambiental A adequação da produção de energia elétrica ao crescimento do Brasil, visando à autonomia, se fez pela expansão do parque hidrelétrico, confirmando a matriz energética brasileira. No entanto, o barramento dos rios para esse fim provocou mudanças ambientais importantes, especialmente porque nas usinas construídas antes de 1986, isto é, anteriores à Resolução Conama 001/86, não houve Avaliação de Impacto Ambiental, conforme o disposto nessa resolução, para dimensionar e orientar, à época, as ações dos empreendedores no sentido de mitigar esses danos. Por meio dos processos de licenciamento ambiental desses empreendimentos, os órgãos ambientais competentes solicitaram estudos e ações compensatórias, cujo cumprimento tornou-se indispensável à obtenção da licença ambiental e da própria licença de operação de uma hidrelétrica. Assim, seja em empreendimentos novos ou nos anteriores a essa resolução do Conama, o compromisso ambiental passou a fazer parte do negócio. Principais hidrelétricas do País USINA Rio Potência instalada (MW) Itaipu Rio Paraná Tucuruí Rio Tocantins Ilha Solteira Rio Paraná Xingó Rio São Francisco Santo Antônio Rio Madeira Paulo Afonso IV Rio São Francisco (operação parcial) Itumbiara Rio Paranaíba São Simão Rio Paranaíba Foz do Areia Rio Iguaçu Jupiá Rio Paraná Porto Primavera Rio Paraná Itaparica (Luiz Gonzaga) Rio São Francisco Itá Rio Uruguai Marimbondo Rio Grande D u k e E n e r g y B r a s i l I 7

8 O setor elétrico Na complexa rede de instituições e agentes que desempenham diferentes funções no setor elétrico brasileiro, há os agentes de geração, transmissão e distribuição, cada qual com suas obrigações. Todas as companhias atuam por meio de concessões ou autorizações válidas por um período pré-determinado, e se submetem à coordenação do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e à regulamentação feita por instituições como Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e ANA (Agência Nacional de Águas). A produção e a transmissão ocorrem de forma interligada pelo SIN (Sistema Interligado Nacional), que atende cerca 98% do consumo da eletricidade do País. Importante ressaltar que é praticamente impossível armazenar eletricidade: ela precisa ser consumida assim que gerada. Como a demanda sofre alterações ao longo do ano, da semana e mesmo no decorrer do dia, é preciso manter sempre o equilíbrio entre a produção e o consumo, equiparando oferta e demanda, ainda que o sistema apresente reduções na capacidade de geração ou transmissão, decorrentes de ações programadas, como as de manutenção, ou de eventos fortuitos, como a queda de uma linha de transmissão. Daí a importância de se gerar e transmitir de maneira coordenada, visando à estabilidade e confiabilidade do sistema. A reestruturação institucional do setor elétrico brasileiro, realizada no período de 1995 a 2002,previa a separação das atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização, devendo as atividades de geração e comercialização serem exercidas em caráter competitivo. A competição dar-se-ia de forma gradual, cabendo à Aneel, durante o período de 1998 a 2002, homologar os montantes de energia e demanda de potência a serem contratados, e regular as tarifas correspondentes. Fonte: Aneel 8 I A B C d a E n e r g i a

9 Geração, transmissão, distribuição Em 2010, pela primeira vez o Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) incluiu a investigação do fornecimento de energia elétrica para toda a população brasileira. Resultado: verificou ser esse o mais abrangente dos serviços domiciliares do Brasil, com cobertura 97,8%. Para que essa energia chegue a cada localidade e consumidor, um longo caminho é percorrido a partir das usinas geradoras. No caso das hidrelétricas, a fronteira entre a geração e a transmissão é a subestação que fica contígua às instalações da usina. A partir daí, a energia elétrica segue pela rede de transmissão, já sob responsabilidade das companhias transmissoras. Devido às dimensões continentais do Brasil, essa rede tem mais de 100 mil quilômetros de extensão, e é por meio dela que a energia elétrica chega às subestações situadas nas cidades, em todas as regiões do País. Nesse ponto, o papel passa a ser das distribuidoras, que recebem a energia elétrica das companhias de transmissão para cumprir a última etapa da viagem, entregando-a aos consumidores. Neste processo, as ações de atendimento e de correção, em caso de falhas, ficam bem separadas e caracterizadas por exemplo, a parada de uma turbina diz respeito à usina, já uma queda na linha é da alçada da transmissora, enquanto que uma queda de energia causada por problema em um transformador da área urbana, da distribuidora. Os órgãos de coordenação e regulamentação do setor acompanham de perto o trabalho, agindo preventiva e corretivamente, visando aos melhores resultados. D u k e E n e r g y B r a s i l I 9

10 O caminho Da usina até o consumidor, a energia elétrica muda o nível de tensão Geração A energia elétrica sai do gerador com a tensão entre 7mil e 14 mil Volts (dependendo de sua dimensão/projeto). Transmissão Na subestação, é preciso elevar o nível de tensão para que a energia trafegue pelos cabos de alta voltagem. A elevação é feita pelos transformadores, e a energia elétrica trafega pela rede de transmissão com tensão nominal acima de 230 Kv. Distribuição É preciso rebaixar o nível de tensão para o consumo, sendo que os cabos urbanos têm entre 11,5 e 14 mil Volts. A tensão é rebaixada por meio de um sistema de fios, postes e transformadores, e chega aos consumidores. Nas cidades há três tipos de consumidores: residencial, comercial e industrial. Cada qual irá se conectar com a rede urbana, de modo a utilizar a tensão para o seu tipo de consumo: 127/220 volts no caso das residências e comércio, e de 380 até 440 para as indústrias (faixa de voltagem mais usual). 10 I A B C d a E n e r g i a

11 Foto: arquivo DE SAIBA MAIS TENSÃO Unidade: Volt (equivale à tensão que aplicada a um condutor de 1 ohm de resistência, faz fluir uma corrente de 1 ampère) Abreviação: V Múltiplos e submúltiplos: 1 microvolt (µv) = 0, V ou 1 milionésimo de volt 1 milivolt (mv) = 0,001 V ou 1 milésimo de volt 1 quilovolt (kv) = V 1 megavolt (MV) = V D u k e E n e r g y B r a s i l I 11

12 Agentes que regulam, fiscalizam e coordenam ANA (Agência Nacional de Águas) ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) A Agência criada pela Lei nº 9.984, em 17 de julho de 2000, é uma autarquia sob regime especial, com autonomia administrativa e financeira, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e conduzida por uma Diretoria Colegiada. A ANA atua na função de reguladora do uso da água bruta nos corpos hídricos de domínio da União e tem a atribuição de coordenar a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, cuja principal característica é garantir a gestão democrática e descentralizada dos Recursos Hídricos. Ao longo de sua primeira década, ANA foi incorporando novas funções e passou a regular também os serviços de irrigação em regime de concessão e de adução de água bruta em corpos d água da União. Além disso, com a aprovação da Lei nº , de 20 de setembro de 2010, que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens, a ANA passou a ser a responsável pela fiscalização da segurança das barragens por ela outorgadas, em geral barramentos para usos múltiplos, e pela criação e constituição do Sistema Nacional de Informações sobre Autarquia em regime especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a Aneel foi criada pela Lei nº de1996. A agência tem as atribuições de: regular e fiscalizar a geração, a transmissão, a distribuição e a comercialização da energia elétrica, atendendo reclamações de agentes e consumidores, com equilíbrio entre as partes e em beneficio da sociedade; mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores; conceder, permitir e autorizar instalações e serviços de energia; garantir tarifas justas; zelar pela qualidade do serviço; exigir investimentos; estimular a competição entre os operadores; e assegurar a universalização dos serviços. A missão da Aneel é proporcionar condições favoráveis para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade. Desse modo, tem a responsabilidade de fixar as tarifas de energia elétrica de forma a promover a modicidade tarifária na defesa do interesse público e o equilíbrio econômico-financeiro dos agentes que prestam os serviços de energia. Fontes: sites Ministério de Minas e Energia e Aneel Segurança de Barragens. Fonte: Site ANA 12 I A B C d a E n e r g i a

13 ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) Sob a fiscalização e regulação da Aneel, a operação do sistema elétrico brasileiro, denominado SIN (Sistema Interligado Nacional) considerado o maior do mundo, é coordenada pelo ONS, órgão que atua diariamente junto à operação das hidrelétricas do País, de forma integrada, já que o sistema elétrico brasileiro é interligado e a energia gerada em uma região pode abastecer outra área do Brasil, graças às redes de linhas de transmissão de energia elétrica. O ONS faz a coordenação geral da operação do sistema elétrico brasileiro visando garantir a produção e a transmissão de energia suficiente para atender à demanda, com a melhor gestão possível. Enquanto cada concessionária enxerga a sua usina, parque gerador ou o seu sistema de transmissão, o ONS trabalha olhando para o conjunto, buscando o equilíbrio e a segurança para a operação do sistema. Dessa forma, por exemplo, durante a fase de planejamento, o órgão pode solicitar maior geração a uma usina devido a uma restrição no sistema de transmissão ou porque contém mais água em seu reservatório e, assim, poupando outra, com o nível do reservatório baixo. A orientação às hidrelétricas do quanto gerar é feita diariamente, por despacho do ONS, com vistas não somente à situação daquele dia ou período, mas também à situação de médio e longo prazo, afinal, o País precisa continuamente de energia. Como tem essa visão geral, o ONS despacha as usinas termelétricas para complementar a demanda de energia hidrelétrica, sempre que necessário, buscando segurança e estabilidade para o sistema. O ONS é uma pessoa jurídica de direito privado, sob a forma de associação civil, sem fins lucrativos, criado em 26 de agosto de 1998, pela Lei nº 9.648/98, com as alterações introduzidas pela Lei nº /04, e regulamentado pelo Decreto nº 5.081/04. Sua política é tratar os direitos e deveres dos agentes igualmente, sem privilégio ou detrimento para empresas estatais ou privadas, visando sempre obter o melhor desempenho do sistema energético brasileiro. D u k e E n e r g y B r a s i l I 1 3

14 Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica Às hidrelétricas, cabe uma compensação financeira à sociedade pelo uso dos recursos hídricos, sendo que a Aneel gerencia a arrecadação e a distribuição deste montante entre os beneficiários: Estados, municípios e órgãos da administração direta da União. A Constituição Federal de 1988 instituiu, em seu parágrafo 1º, artigo 20, a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica, garantindo uma participação nos resultados dessa exploração a Estados, Distrito Federal e municípios impactados pela construção e operação de usinas hidrelétricas. De acordo com o Comase (Comitê Coordenador das Atividades de Meio Ambiente do Setor Elétrico), do Ministério de Minas e Energia, o objetivo foi assegurar que as regiões se adequassem às mudanças econômicas, sociais e ambientais ocorridas a partir da implantação e da operação de uma usina hidrelétrica. A Lei Federal no 7990, criada em 1989 para atender o disposto na Constituição, estabeleceu o valor de 6,0% da energia produzida a ser recolhido a título dessa Compensação Financeira. No ano seguinte, a Lei Federal no 8001 definiu a forma de distribuição do pagamento, utilizando a área inundada por reservatório como critério para promover a participação dos municípios. Com a criação da ANA (Agência Nacional de Águas), em 2000, o valor da Compensação Financeira foi ampliado para 6,75%, sendo que o Ministério do Meio Ambiente passou a receber 0,75% para investimentos na Política Nacional de Recursos Hídricos e Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Os demais 6% da Compensação Financeira são distribuídos: 45% para os Estados, 45% para os municípios, 3% para o Ministério do Meio Ambiente, 3% para o Ministério das Minas e Energia e 4% para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. 14 I A B C d a E n e r g i a

15 A parcela dos Estados Pela Lei Federal no 7990/1989, os Estados devem destinar 25% de sua parcela aos seus municípios e não podem aplicar tais recursos em pagamento de dívidas e no quadro permanente de pessoal. Porém, a Lei Federal no 10195, de 2001, permite o uso dos recursos para pagar dívidas com a União e suas entidades, bem como para fins de capitalização de fundos de previdência. É importante a participação da sociedade civil e das Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas Estaduais para disciplinar e aperfeiçoar a aplicação desses recursos. O objetivo é assegurar que, na prática, a Compensação Financeira seja um instrumento econômico de gestão ambiental, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento local, com foco nas questões socioambientais diretamente relacionadas à presença dos empreendimentos hidrelétricos. O caso paulista O Estado de São Paulo foi pioneiro ao elaborar sua Política de Recursos Hídricos (Lei Estadual no 7663/91), pela qual constituiu 21 Comitês de Bacias Hidrográficas divididos por seu território. A gestão dos Comitês se embasa na Lei Estadual no 7663/91, tendo como principais instrumentos o Plano Estadual de Recursos Hídricos e o Plano de Bacia Hidrográfica. Para a gestão ambiental integrada da bacia hidrográfica, os Comitês têm apoio financeiro do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), que por sua vez recebe 70% dos recursos da Compensação Financeira que são destinados ao Estado de São Paulo. Os outros 30% vão para o Fundo de Expansão da Agropecuária e Pesca. Dessa forma, as hidrelétricas, contribuem consideravelmente na manutenção do Fehidro e, por meio dele, para a gestão ambiental integrada das bacias hidrográficas. Contribuem, ainda, para a Política Estadual de Recursos Hídricos e o Fundo da Expansão da Agropecuária e Pesca. D u k e E n e r g y B r a s i l I 1 5

16 A geração de energia hidrelétrica As principais partes de uma usina hidrelétrica Reservatório Bacia à Montante Tomada d água Subestação Barragem Geradores Vertedouro Canal de Fuga Bacia jusante UHE Chavantes, no rio Paranapanema 16 I A B C d a E n e r g i a

17 Foto: arquivo DE A usina hidrelétrica é constituída de uma barragem para represar as águas do rio e criar um desnível, sendo que acima da barragem (ou à montante, na linguagem técnica) fica o reservatório. Para a geração da energia elétrica, a água represada é conduzida via tomada d água diretamente a uma turbina hidráulica (as turbinas ficam na casa de força, situada logo abaixo), de modo que essa turbina gira transformando a energia hidráulica em mecânica. Acoplado ao eixo da turbina está um gerador elétrico, que converte a energia mecânica em energia elétrica. Por meio do canal de fuga, a água utilizada na geração (que já movimentou a turbina) retorna ao rio logo abaixo da barragem (à jusante). No caso de haver outras hidrelétricas situadas rio abaixo, essa água estará novamente disponível para a geração dessas usinas. Na barragem há um vertedouro, que nada mais é que um canal para escoar a água do reservatório diretamente no rio (à jusante). A água vertida não é utilizada na geração daquela usina, e o vertimento serve para controlar o nível do reservatório. Trata-se, no entanto, de uma água que estará disponível para a geração de outras hidrelétricas abaixo, na cascata. Perto da casa de força há a subestação, que recebe a energia dos geradores. Após sucessivos processos de transformação e transmissão, essa energia chega até os consumidores finais: residências, indústria, comércio, iluminação pública, etc. D u k e E n e r g y B r a s i l I 1 7

18 Corte esquemático de uma usina hidrelétrica Uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica) tem potência instalada de até 30MW (megawatts), enquanto uma UHE (Usina Hidrelétrica) tem potência maior do que 30MW. Foto: Adriano Gambarini PCH Palmeiras 18 I A B C d a E n e r g i a

19 Detalhe da turbina SAIBA MAIS A energia é medida em POTÊNCIA Unidade: watt (equivale a produção de 1 joule por segundo) Abreviação: W Múltiplos e submúltiplos: 1 Gigawatt (GW) = W 1 Megawatt (MW) = W 1 quilowatt (kw) = W 1 miliwatt (mw) = 0,001 W ou 1 milésimo de watt 1 microwatt (µw) = 0, W ou 1 milionésimo de watt 1 nanowatt (nw) = 0, W ou 1 bilionésimo de watt 1 picowatt (pw) = 0, W ou 1 trilionésimo de watt D u k e E n e r g y B r a s i l I 1 9

20 Em tempo real Foto: istockphoto Uma vez produzida, a energia elétrica não é armazenável. Assim, deve haver um constante equilíbrio entre a geração e a demanda, de modo a atender as variações de consumo ao longo do dia, da semana, e nos diferentes períodos do ano. A demanda das 10h é diferente da das 18h, no domingo é diferente da segunda-feira, um Reveillon exige mais energia do que um Dia das Mães, o verão, do que o inverno, etc. 20 I A B C d a E n e r g i a

21 O planejamento da operação O objetivo geral do planejamento é a confiabilidade do sistema elétrico, proporcionando um padrão de qualidade para os consumidores. Assim, um plano de geração é feito para cada dia do ano, porém levando-se também em conta o cenário de médio e longo prazo, visando à melhor gestão possível da água e à garantia da continuidade do abastecimento. Cada companhia realiza o planejamento da operação de sua usina ou parque gerador para o dia seguinte, analisando variáveis como nível de reservatório e disponibilidade das turbinas (pode haver, por exemplo, equipamento parado para manutenção). Esse plano de geração é submetido ao ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que irá validar ou ajustar, conforme as necessidades do sistema elétrico interligado. Como o ONS coordena o conjunto das hidrelétricas, ele pode solicitar mais geração em uma usina, sabendo que outra, por qualquer motivo, terá sua geração reduzida. É a partir do planejamento de despacho consolidado pelo ONS que cada usina irá gerar ao longo do dia. No entanto, tratando-se de um contexto dinâmico, em tempo real vão sendo executados os ajustes necessários, conforme o comportamento do sistema. Sendo assim, vale ressaltar que uma hidrelétrica gera sempre conforme estritos critérios técnicos, e sob coordenação contínua do ONS. D u k e E n e r g y B r a s i l I 2 1

22 Os tipos de reservatórios Verificada a viabilidade técnica de se fazer o aproveitamento hidrelétrico de um rio ou de um trecho de rio, o projeto identifica o tipo de reservatório a ser construído. Os reservatórios podem ser de acumulação ou fio d água, e entre as diferenças de ambos estão a capacidade de armazenar água e a faixa de variação do nível. Na cascata do Paranapanema, os dois reservatórios na cabeceira Jurumirim e Chavantes são de acumulação, bem como Capivara, mais ao centro da cascata. Graças a esses reservatórios, é possível regularizar a vazão do Rio Paranapanema em épocas de cheia e seca. Acumulação Fio d água 22 I A B C d a E n e r g i a

23 Foto: Adriano Gambarini Mínimo Máximo Reservatório de acumulação - UHE Jurumirim Volume hm hm 3 Nível 321 m 334 m Usina Hidrelétrica Reservatório de Acumulação Por possuir maior profundidade e ampla área alagada, funciona como uma espécie de grande caixa d água, podendo apresentar variações de nível da água bastante acentuadas, de até 13 metros. Seu nível baixa no período seco, abrindo espaço para coletar e armazenar as águas no período de chuvas, regularizando, assim, cheias e secas no rio Paranapanema. A água coletada garante a demanda de geração durante o período de estiagem. Nessa categoria estão as UHE Jurumirim, UHE Chavantes e UHE Capivara. D u k e E n e r g y B r a s i l I 2 3

24 Usina Hidrelétrica Reservatório de Fio D água É um represamento sem capacidade de acumulação, ou seja, a água que chega tem de sair. Em geral, tanto suas áreas alagadas quanto sua profundidade são moderadas. Dessa categoria fazem parte todas as demais hidrelétricas do Paranapanema: UHE Salto Grande, UHE Canoas I, UHE Canoas II, UHE Taquaruçu e UHE Rosana. Volume Nível Mínimo 179 hm m Máximo 210 hm m Reservatório Fio D Água - UHE Canoas II Foto: Adriano Gambarini SAIBA MAIS Vazão afluente ou afluência: é a água que chega ao reservatório. Vazão defluente ou defluência: é a água que sai do reservatório para o rio, e compreende a vazão vertida (liberada através dos vertedouros) e a vazão turbinada (que foi utilizada na geração, para mover as turbinas). 24 I A B C d a E n e r g i a

25 Foto: Adriano Gambarini UHE Jurumirim Os usos múltiplos dos reservatórios Uma vez instalados ao longo do rio, os reservatórios das hidrelétricas passam a atender a diversos interesses das comunidades que vivem no entorno. Portanto, extrapolam sua finalidade principal: prover as usinas da água necessária à geração de energia. É assim também com as represas do Paranapanema, que servem ao abastecimento das cidades, irrigação de lavouras, piscicultura, prática de esportes aquáticos e da pesca profissional e esportiva. Não é à toa que além de fazer bem sua parte para cuidar desse patrimônio ambiental, a Duke Energy compartilha com as comunidades essa responsabilidade, pois a disponibilidade e a qualidade das águas, e própria biodiversidade do Paranapanema, dependem da conscientização e da ação de todos. Turismo Emolduradas por belezas naturais e banhadas pelos reservatórios de águas limpas, as cidades da bacia do Paranapanema se tornaram atrativos balneários, e muitas têm hoje no turismo sua grande vocação econômica caso das paulistas Avaré e Piraju, e das paranaenses, Ribeirão Claro e Carlópolis. D u k e E n e r g y B r a s i l I 2 5

26 Rio Paraná Mirante do Paranapanema Martinópolis 8 Rosana Terra Rica Euclides da Cunha Paulista Paranavaí Teodoro Sampaio Santo Antônio do Caiuá Inajá Jardim Olinda Paranapanema 7 Itaguajá Santa Inês Sandovalina Santo Inácio Estrela do Norte Cafeara Pirapozinho Lupionópolis Centenário do Sul Narandiba Porecatu Taciba 6 Nantes Iepé Rancharia Cruzália Pedrinhas Paulista Florestópolis Alvorada do Sul Primeiro de Maio Florínia Sertaneja Sertanópolis Leópolis Paraná A energia do Paranapanema O avanço do parque energético nacional se deu com a importante contribuição do Rio Paranapanema, cujo potencial hidrelétrico foi despertado visando ao desenvolvimento paulista, e hoje produz aproximadamente 2,4% da energia hidrelétrica que movimenta o Brasil. Ao longo de seu curso, esse rio acidentado apresenta um desnível próximo de 600 metros. O uso de suas quedas para gerar energia elétrica teve início com a pequena usina Paranapanema, ainda em Porém, somente em 1958, com a inauguração da usina Salto Grande a primeira construída pelo governo do Estado de São Paulo, num projeto arrojado, de repercussão nacional, o Paranapanema confirmaria sua vocação de mover turbinas e alavancar o progresso. Hoje, suas águas alimentam 11 hidrelétricas oito delas, sob concessão da Duke Energy, produzindo energia limpa e renovável para os brasileiros. O Rio Paranapanema Entre os principais afluentes do Rio Paraná, o Rio Paranapanema nasce na Serra de Paranapiacaba, no município de Capão Bonito, e cortando o território paulista, no sentido leste-oeste, marca a divisa natural entre os Estados de São Paulo e Paraná, a partir da foz do Rio Itararé, por 330 quilômetros. Seu curso, de 930 quilômetros de extensão, pode ser dividido em três grandes trechos: l Baixo Paranapanema: 421 km de extensão (da foz, no Rio Paraná, até Salto Grande) l Médio Paranapanema: 328 km de extensão (de Salto Grande até a confluência do Rio Apiaí-Guaçu) l Alto Paranapanema: 180 km de extensão (da confluência do Rio Apiaí-Guaçu até as nascentes) 26 I A B C d a E n e r g i a

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