RELATÓRIO DE DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS E FATORES DE RISCO, PORTO ALEGRE, 1996 A 2009

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1 RELATÓRIO DE DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS E FATORES DE RISCO, PORTO ALEGRE, 1996 A 29 Doenças e Agravos Não Transmissíveis DANT/SMS Porto Alegre Vigilância Epidemiológica das Doenças e Agravos não Transmissíveis - VIGIDANT PORTO ALEGRE, 21 U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 1

2 Vigilância Epidemiológica das Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT) Doenças e agravos não transmissíveis (DANT) são doenças ou agravos cuja etiologia está relacionada, em geral, a múltiplas causas de origem física, social, econômica e ambiental. Desta forma, as DANT congregam as chamadas Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) acrescidas dos acidentes e violências. No documento Diretrizes e Recomendações para o Cuidado Integral de Doenças Crônicas Não Transmissíveis o Ministério da Saúde restringe o escopo das DCNT às doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, as neoplasias e o Diabetes mellitus, pois se referem a conjuntos de doenças que têm fatores de risco em comum e, portanto, podem contar com uma abordagem comum para sua prevenção. No Brasil, as doenças não transmissíveis passaram a liderar as causas de óbito no país a partir da década de 6, cujas taxas de mortalidade passam a ultrapassar as das doenças infecciosas e parasitárias. Segundo o Ministério da Saúde, projeções para as próximas décadas apontam para um crescimento epidêmico das DANT na maioria dos países em desenvolvimento, principalmente das doenças cardiovasculares, neoplasias e diabetes tipo 2. As DANT já são as responsáveis pelas maiores taxas de morbimortalidade e por mais de 7% dos gastos assistenciais com a saúde, com tendência crescente. Assim, são objetivos da vigilância epidemiológica das DANT o conhecimento da distribuição, da magnitude e da tendência dessas doenças e de seus fatores de risco (ou de proteção) na população, identificando seus condicionantes físicos, sociais, econômicos e ambientais. Neste relatório, As fontes utilizadas para gerar informações são de três naturezas: Dados de mortalidade: Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM); Dados de morbidade: Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS); Fatores de risco: Inquérito de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) e Pesquisa Nacional de Saúde do escolar (PENSE) U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 2

3 - O Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM): Desenvolvido pelo Ministério da Saúde em 1975 e informatizado em Entretanto, foi somente com a implantação do SUS e sob a premissa da descentralização que o SIM teve a coleta de dados repassada à atribuição dos Estados e Municípios, através das suas respectivas Secretarias de Saúde. Na de Porto Alegre, o SIM é gerenciado pela Equipe de Eventos Vitais e Doenças e Agravos não Transmissíveis da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde. O documento que alimenta o SIM é a Declaração de Óbito (DO) preenchida pelo médico ao constatar um óbito. As DO possuem variáveis que permitem, a partir da causa mortis, construir indicadores de mortalidade e processar análises epidemiológicas que contribuam para a eficiência da gestão em saúde. Dados de morbidade: Não existe um sistema unificado de informação sobre a morbidade das DANT. Entretanto, é possível conjugar vários sistemas de informação para elaboração de indicadores de morbidade. - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS) - Pela sua abrangência, podemos citar como principal sistema de informação de morbidade o SIH-SUS, através do qual é possível obter um conjunto de variáveis a cerca de 8% das internações hospitalares, como a causa da internação, os dias de permanência, a evolução da doença, custos diretos, etc. Todas as informações obtidas podem ser desagregadas até o nível municipal. Dados sobre Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL): A Secretaria de Vigilância em Saúde MS, publica o VIGITEL, que tem como objetivo monitorar a freqüência e a distribuição de fatores de risco e proteção para DCNT em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, por meio de entrevistas telefônicas realizadas na população adulta. Os dados gerados pelo VIGITEL são acessados e analisados pela Vigilância Epidemiológica das Doenças e Agravos não Transmissíveis/SMS-POA, fornecendo informações especificas sobre os fatores de risco e proteção das DANT em que os residentes em Porto Alegre estão expostos. U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 3

4 O conhecimento gerado pela ação de vigilância tem como objetivo principal subsidiar o planejamento, a execução, o monitoramento e a avaliação das ações de cuidado em saúde de forma integral, eficiente, factível e adequado às necessidades sentidas pela população. U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 4

5 1. MORTALIDADE POR DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS Considerando-se os últimos 5 anos, nota-se que o coeficiente de mortalidade geral apresenta uma média de 7,4 óbitos por 1. habitantes/ano. Ao se analisar o coeficiente de mortalidade por neoplasias malignas, doenças do aparelho circulatório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, observa-se uma estabilidade no período, com 1,7, 2,2 e,4 por 1. habitantes/ano, respectivamente (Tabela 1). Tabela 1 - Coeficiente de Mortalidade Geral e coeficientes de mortalidade por neoplasias malignas, doenças do aparelho circulatório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, Porto Alegre, 1996 a 29. Pop Porto Alegre Pop NEO DAC DEN CE Óbitos não fetais Porto Alegre MALIGNA Masc Fem Total CMG Total CMG Total CMG Total CMG Total CMG , , ,5 398,3 937, , , ,4 357,3 98, , , ,6 371,3 864, , , ,5 364,3 821, , , ,4 457,3 93, , , ,4 469,3 817, , , ,4 523,4 1.22, , , ,3 547,4 89, , , ,1 693,5 924, , , ,1 684,5 966, , , ,2 597,4 951, , , ,3 579,4 1.8, , , ,2 525,4 1.68, , , ,3 61,4 1.26,7 Médias , , ,2 599,4 1.18,7 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortlidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; Legenda: Neo Mal = Neoplasias Malignas; DAC = Doenças do Aparelho Circulatório; DEN = Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas; CE=Causas Externas. CMG 7,9 7,8 7,7 7,6 7,5 7,4 7,3 7,2 7,1 7 6, s Figura 1: Coeficiente de mortalidade geral em Porto Alegre, 22 a 29. U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 5

6 Mortalidade Proporcional por neoplasias malignas, doenças do aparelho circulatório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Considerando-se a média dos últimos cinco anos, observa-se que a mortalidade proporcional por doenças do aparelho circulatório é responsável por 3,1% dos óbitos de Porto Alegre, seguida pelas neoplasias, responsável por 23,2% e as causas endócrinas, nutricionais e metabólicas, por 5,6% dos óbitos (Tabela 2). Tabela 2 - Série histórica da mortalidade bruta* e proporcional por neoplasias malignas, doenças do aparelho circulatório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, Porto Alegre, Grupo de causa de óbito Total Óbitos não fetais Neoplasias Malignas CID C_97 Doenças do Aparelho Circulatório CID I_99 Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas CID E_9 n % n % n % , , , , , , , , , , , 364 3, , , , , , , , , 523 5, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,7 61 5,6 Média , , ,6 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortlidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1 habitantes; Mortalidade Geral e por Neoplasias, Doenças aparelho circulatório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas n ano Outros Neoplasia Ap. Circulatório Endócrina Figura 2 - Mortalidade geral e mortalidade proporcional por neoplasias e doenças do aparelho circulatório, endócrinas, nutricionais e metabólicas e outras, Porto Alegre, 1996 a 29. U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 6

7 Coeficiente de mortalidade por neoplasias malignas, doenças do aparelho circulatório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas Ao se classificar os óbitos por neoplasias malignas por sexo e faixa etária observa-se que na idade entre 2 e 39 anos o coeficiente é rapidamente maior entre as mulheres. Entretanto, entre as demais faixas etárias esta situação se inverte. Na faixa etária de 4 a 59 anos e de 6 e mais, os homens apresentam, respectivamente, um risco 1,3 e 1,7 maior de óbitos por neoplasia, comparando-se as mulheres da faixa de idade. Na Figura 3, observa-se claramente o aumento da freqüência de óbitos por neoplasia maligna conforme o aumento de idade, independentemente do sexo. Nota-se também uma tendência crescente ao longo da série histórica. Tabela 3 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por neoplasias malignas (CID C_97) segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,1 4 17, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,55 Média 31 14,2 4 16, , , , ,37 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; 12 NEOPLASIAS a 39 anos masc 2 a 39 anos fem 4 a 59 anos masc 4 a 59 anos fem 6 anos e + masc 6 anos e + fem Figura 3: Tendência da freqüência dos óbitos por neoplasias malignas (CID C_97) segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 7

8 O coeficiente de mortalidade por câncer de traquéia, brônquios e pulmão é maior na faixa etária de 6 anos e mais, predominando no sexo masculino em ambas as faixas etárias do estudo. Tabela 4 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por câncer de traquéia, brônquios e pulmão (CID 1 cap II - C33_34), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef , , ,8 63 7, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,63 Média 69 43, , , ,83 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; CA traquéia, brônquios e pulmão 4, coeficiente/1. habitantes 35, 3, 25, 2, 15, 1, 5,, ano masc 4 a 59 fem 4 a 59 masc 6 e + fem 6 e + Figura 4: Tendência dos coeficientes dos óbitos por câncer de traquéia, brônquios e pulmão (CID 1 cap II - C33_34), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 8

9 Observando-se a série histórica 1996 a 29 dos casos de câncer de colo de útero, nota-se uma elevação da mortalidade com o aumento da idade das mulheres, a exceção dos anos de 21 e 22, onde os coeficientes de mortalidade são maiores na faixa entre 4 a 59 anos, comparado a apresentada pelas mulheres com mais de 6 anos. Uma aproximação dos coeficientes nestas duas faixas etárias é observado novamente no ano de 28 (Tabela 5 e Figura 5). Tabela 5 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por câncer de colo de útero (CID 1 cap II C53), segundo faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais n coef n coef n coef , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,12 2 9, ,4 Médias 6 2, , ,4 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; coeficiente/1. habitantes CA colo de útero ano fem 2 a 39 fem 4 a 59 fem 6 e + Figura 5: Tendência dos coeficientes dos óbitos por câncer de colo de útero, segundo faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 9

10 Assim como no câncer de colo de útero, os coeficientes de mortalidade por câncer de porção não especificada de útero aumentam de acordo com a idade (Tabela 6), mas com tendência de decréscimo dos coeficientes de mortalidade ao longo da série histórica. Tabela 6 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por câncer de porção não especificada de útero (CID 1 cap II - C55), segundo faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais n coef n coef n coef ,45 9 5, , , 6 3, , ,89 9 5,58 5 5, , 9 5, ,35 2, 4 2, , ,43 7 3, ,76 22, 4 2,19 8 7,8 23 1,43 1,54 1 9, ,42 3 1,62 5 4,8 25 1,42 3 1,59 1 9,45 26, 1,41 4 3,75 27,, 1 8,5 28 1,42 1,49 6 4, ,42 2,98 9 7,2 Média,6,25 1,69 8 6,62 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; CA porção NE útero coeficiente/1. habitantes 25, 2, 15, 1, 5,, ano fem 2 a 39 fem 4 a 59 fem 6 e + Figura 6: Tendência dos coeficientes dos óbitos por câncer de porção não especificada de útero, segundo faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 1

11 A série histórica dos casos de câncer de mama em mulheres mostra que os coeficientes de mortalidade aumentam drasticamente à medida que aumenta a faixa etária das mulheres. Chama a atenção a elevação dos coeficientes no ano de 29 nas faixas etárias a partir dos 3 anos, maiores que a média dos coeficientes dos cinco anos mais recentes (Tabela 7). Tabela 7 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por câncer de mama em mulheres (CID 1 cap II - C5), segundo faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 29 anos 3 a 39 anos 4 a 49 anos 5 a 69 anos 7 anos e mais n coef n coef n coef n coef n coef ,93 9 7, , , , , , , , ,7 1998, 7 6,3 3 3, , , , 4 3, , , ,15 2 1,85 7 6, , , , ,84 7 6, , , ,49 22, 6 5, , , ,52 23, 3 2, , , , ,82 8 7, 21 19, , ,5 25 1,81 5 4, , , ,15 26, 6 5, , , , ,54 4 3, , , ,54 28, 6 5, , , ,6 29, 9 7, , , ,14 Média,6,47 6 5, ,6 91,8 62,34 87,4 151,54 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; CA mama 25, coeficiente/1. habitantes 2, 15, 1, 5,, ano 2 a 29 anos 3 a 39 4 a 49 5 a 69 7 e + Figura 7: Tendência dos coeficientes dos óbitos por câncer de mama em mulheres, segundo faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 11

12 Observa-se que os coeficientes de mortalidade por câncer de cólon e reto apresentam picos em diferentes anos da série histórica. Entre a população masculina, na faixa de 4 a 59 anos, o coeficiente mais elevado foi observado no ano de 1999, com 2 óbitos por 1. homens e na faixa de 6 anos e mais, o maior coeficiente foi observado no ano de 21, com 138 óbitos por 1. homens. A população feminina apresentou os maiores coeficientes de mortalidade por esta causa no ano de 28, com 21 óbitos por 1. mulheres na faixa de 4 a 59 anos e 13 óbitos por 1. mulheres com idade igual ou superior a 6 anos. Em 29, observa-se uma diminuiu desses coeficientes entre mulheres e um aumentou entre os homens (ver Figura 8), chamando a atenção a diminuição do coeficiente para 6,4 casos por 1. entre mulheres de 4 a 59 anos. Tabela 8 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por câncer de cólon e reto (CID 1 cap II - C18_2), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef , , , , , , , , , , , , , , , , ,4 2 11, , , , , , , , , , , ,54 2 1, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,57 Média 23 14, , , ,75 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; CA cólon e reto 16 coeficiente/1. habitantes Figura 8: Tendência dos coeficientes dos óbitos por câncer de cólon e reto, segundo faixas etárias específicas, Porto Alegre, ano masc 4 a 59 fem 4 a 59 masc 6 e + fem 6 e + U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 12

13 Os óbitos por doenças do aparelho circulatório predominam entre pessoas do sexo masculino em todas as faixas etárias. Esta predominância se mostra mais evidente na faixa de 4 a 59 anos, com um risco 2 vezes maior para os homens. Como se pode observar na Figura 9, os coeficientes das doenças do aparelho circulatório apresentam uma tendência decrescente em todas a faixas de idade e sexo. Tabela 9 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por doenças do aparelho circulatório (CID I_99), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef ,5 21 9, , , , , ,8 21 9, , , , , , , , , , , , , , , , , ,4 3 13, , , , , ,4 13 5, , , , , , , , , , , ,9 23 9, , , , , ,8 21 8, , , , , ,9 17 7, , , , , ,1 14 5, , , , , ,2 15 6, ,7 2 98, , , ,7 14 5, ,9 23 1, , , , 19 8, , , , ,4 Médias 28 12,6 16 6, , , , ,6 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO coeficientes/1. habitantes anos Masc 2 a 39 Fem 2 a 39 Masc 4 a 59 Fem 4 a 59 Masc 6 e + Fem 6 e + Figura 9: Tendência da freqüência dos óbitos pelas doenças do aparelho circulatório (CID I_99) segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 13

14 Na faixa de 4 a 59 anos os maiores coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares são apresentados pela população masculina, com risco de óbito por esta causa de 1,6 maior para os homens, segundo a média dos últimos cinco anos. Entretanto, os coeficientes de mortalidade por doenças cerebrovasculares apresentam sua maior magnitude na faixa etária a partir dos 6 anos de idade, com coeficientes médios nos últimos cinco anos, de 541 óbitos masculinos por 1. homens e 488 óbitos femininos por 1. mulheres da faixa etária (Tabela 1). Na Figura 1 observa-se uma tendência de decréscimo nos coeficientes de óbitos por esta causa na faixa de maior idade a partir do ano de 26. Tabela 1 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por doenças cerebrovasculares (CID 1 cap IX - I6_69), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef , 8 3,61 9 7, , , , ,95 9 4,3 9 69, , , , ,92 7 3, , , , , , , , , , , , , , , , , ,72 6 2, , , , , , , , , , , , , , , , , ,62 1 4, , , , , ,91 8 3, , , , , ,6 4 1, , , , , ,21 6 2, , , , , ,1 5 2, , , , , ,7 6 2, ,1 62 3, , ,4 Médias 6 2,56 6 2, , , , ,78 Fonte: Datasus. *1. habitantes/sexo Doenças cérebro-vasculares coeficientes/1. habitantes anos masc 2 a 39 fem 2 a 39 masc 4 a 59 fem 4 a 59 masc 6 e + fem 6 e + Figura 1 - Tendência dos coeficientes dos óbitos pelas doenças cerebrovasculares (CID 1 cap IX - I6_69), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 14

15 Como é característico das doenças do aparelho circulatório, os coeficientes de mortalidade das doenças isquêmicas do coração aumentam muito a partir da faixa etária dos 4 anos de idade e sua magnitude é maior na população masculina. As mulheres apresentam um risco 2,8 maior para óbito por doença isquêmicas do coração na faixa etária dos 4 aos 59 anos e um risco 1,5 maior na faixa etária de 6 anos ou mais, quando comparados a população masculina das mesmas faixas etárias (Tabela 11). Assim como ocorre nas doenças cerebrovasculares, a partir do ano de 26 se observa uma tendência de decréscimo nos coeficientes de óbitos nas doenças isquêmicas do coração, em especial na faixa de 6 anos ou mais de idade (Figura 11). Tabela 11 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por doenças isquêmicas do coração (CID1 cap IX - I2_25), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, ** 2 a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef ,99 5 2, , , , , ,44 4 1, , , , , ,88 8 3, , , , , ,76 8 3, , , , , ,6 1 4, , , , , ,9 4 1, , , , , ,75 8 3, , , , , ,19 3 1, , , , , ,16 4 1, , , , , ,9 2, , , , , ,5 5 2, , , , , ,54 1, , , , , ,1 2, , , , , ,71 3 1, , , , ,2 Médias 9 4,8 3 1, , , , ,91 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; **dados parciais em 29, sujeitos a alterações. Doenças isquêmicas do coração 1 coeficiente/1. habitantes ano Figura 11 - Tendência dos coeficientes dos óbitos pelas isquêmicas do coração (CID1 cap IX - I2_25), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, masc 2 a 39 fem 2 a 39 masc 4 a 59 fem 4 a 59 masc 6 e + fem 6 e + U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 15

16 Os óbitos por doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas são mais freqüentes nas faixas etárias a partir dos 4 anos de idade, com coeficientes maiores entre os homens. Na Figura 12 se observa uma elevação do coeficiente de mortalidade por esta causa, em pessoas com 6 anos ou mais, entre 24 (homens) e (mulheres), com queda nos anos posteriores, 27 e 28, e voltando a elevar-se em 29. Tabela 12 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (CID E_9), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef , 5 2, ,7 3 18, , , , 4 1, , , , , ,5 5 2, , , , , ,9 13 5, ,5 3 18, , , , 8 3, , 42 23, , , ,8 6 2, , 38 21, , , ,8 6 2, ,6 4 21, , , ,7 6 2, , , , , ,7 1 4, , , , , ,3 11 4, , , , , ,6 7 2, , , , , , 6 2,5 49 3,2 6 29, , , ,8 8 3, , , , , ,1 6 2, , , , ,4 Médias 7 2,9 8 3, , , , ,9 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; DOENÇAS ENDÓCRINO, NUTRICIONAIS E METABÓLICAS coeficiente/1. habitantes ano Masc 2 a 39 Fem 2 a 39 Masc 4 a 59 Fem 4 a 59 Masc 6 e + Fem 6 e + Figura 12 - Tendência dos coeficientes dos óbitos pelas doenças do aparelho circulatório (CID I_99), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 16

17 Pela série histórica dos coeficientes de mortalidade por Diabete mellitus observa-se que há uma predominância de óbitos no sexo masculino, chegando a um incremento de 21% na população masculina, na faixa etária de 6 anos de idade ou mais, considerando os coeficientes médios dos últimos cinco anos (Tabela 13). Tabela 13 - Série histórica dos coeficientes de mortalidade* por Diabete mellitus (CID1 cap IV - E1_14), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 59 anos 6 anos e mais Masc Fem Masc Fem n coef n coef n coef n coef , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,44 Médias 45 28, , , ,97 Fonte: Banco de dados do Sistema de Informação de Mortalidade Equipe de Vigilância de Eventos Vitais/CGVS, SMS de Porto Alegre. *por 1. habitantes; Diabete Mellitus 35 coeficiente/1. habitantes ano masc 4 a 59 fem 4 a 59 masc 6 e + fem 6 e + Figura 13 - Tendência dos coeficientes dos óbitos por Diabete mellitus (CID1 cap IV - E1_14), segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 17

18 2. INTERNAÇÕES POR DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS Em Porto Alegre ocorrem, em média, 8. internações ao ano, excluídas as internações por causas relacionadas a gravidez, parto e puerpério. Destas, próximo a 6% são de pessoas na faixa de 4 anos de idade ou mais. Tabela 14 Série histórica das internações de moradores de Porto Alegre e pagas pelo SUS, segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, Internações SUS moradores Porto Alegre* 2 a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais Total masc % fem % masc % fem % masc % fem % , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,6 Médias , , , , , ,4 Fonte: Datasus * excluído Capítulo XV CID 1 Gravidez, Parto e Puerpério. Internações SUS residentes de Porto Alegre n ano masc 2 a 39 fem 2 a 39 masc 4 a 59 fem 4 a 59 masc 6 e + fem 6 e + U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 18

19 Verifica-se que as doenças cardiovasculares são responsáveis por 15,5% das internações e as endócrinas, nutricionais e metabólicas por 2,%, segundo a média de internações por estas causas nos últimos 5 anos. Tabela 15 Série histórica das internações* pagas pelo SUS de moradores de Porto Alegre, internações por doenças cardiovasculares (CID I_99) e por doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (CID E_9), Porto Alegre, Internações* SUS moradores P. Alegre Internação por doenças cardio vasculares** Internação por doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas** n % n % , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,65 Médias , ,2 Fonte: Datasus *excluídos Capítulo XV CID 1 Gravidez, Parto e Puerpério ** incluído somente as internações de indivíduos com 2 anos de idade ou mais. U:\Pra-Saber\Biblioteca DOC\DANT\RELATÓRIO DANT E FATORES DE RISCO_POA_1996 A 29.doc 19

20 Na Tabela 16, observa-se que os coeficientes de internação por doenças cardiovasculares é maior entre pessoas do sexo masculino, com exceção da faixa etária mais jovem, 2 a 39 anos, em que este coeficiente é maior entre as mulheres. Tabela 16 Série histórica das internações pagas pelo SUS por doenças cardiovasculares (CID I_99), proporções* e coeficientes**, segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, ano 2 a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais masculino feminino masculino feminino masculino feminino n % coef n % coef n % coef n % coef n % coef n % coef ,31 17, ,83 15, ,1 126, ,93 79, ,34 456, ,9 321, ,26 19, ,31 15, ,14 142, ,28 99, ,99 481, ,45 359, ,95 19, ,83 16, ,32 145, ,61 94, ,66 56, ,43 36, ,38 19, ,91 15, ,83 134, ,35 92, ,9 481, ,54 331, ,17 17, ,2 17, ,32 147, ,44 1, ,23 522, ,44 383, ,12 18, ,42 19, ,71 142, ,57 1, ,5 5, ,64 382, ,24 18, ,99 22, ,43 151, ,5 15, ,6 51, ,93 376, ,23 17, ,38 28, ,96 158, ,97 134, ,79 489, ,59 377, ,62 18, ,15 26, ,39 157, ,82 124, ,28 514, ,35 379, ,11 16, ,4 21, ,84 144, ,8 19, ,17 485, ,14 354, ,5 16, ,16 2, ,63 133, ,54 13, ,49 414, ,13 31, ,15 16, ,41 23, ,65 122, ,75 12, ,61 418, ,59 287,72 Média 378,2 4,32 16,89 583,8 6,7 24, ,69 143, ,2 19,3 114, ,4 3,27 464, ,6 31,16 34,13 Fonte: Datasus. * proporção do número de internações (CID I_99) na faixa etária e sexo de internados ver tabela 14 ** coeficiente do número de internações (CID I_99) na faixa etária e sexo de moradores de Porto Alegre x 1. 2

21 As internações por doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas apresentam um coeficiente maior no sexo feminino na primeira faixa etária da série estudada. Entretanto, onde as internações são mais freqüentes a diferença entre os coeficientes por sexo, tornam-se irrelevantes. Cabe salientar que, em média, 69% das internações por esta causa ocorrem em pessoas acima de 6 de idade. Tabela 17 - Série histórica das internações pagas pelo SUS por doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (CID E_9), proporções* e coeficientes**, segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, a 39 anos 4 a 59 anos 6 anos e mais masculino feminino masculino feminino masculino feminino n % coef % n coef n % coef n % coef n % coef n % coef ,27 9, ,6 7, ,93 2, ,19 16, 218 2,39 39, ,6 44, ,78 3, ,69 8, 211 2,5 16, ,49 2, ,31 39, ,6 47,9 2 97,96 4,62 2 2,6 8, ,2 16, ,29 2, 263 2,49 44, ,8 44, , 4, ,93 6, ,37 17, ,43 2, ,4 35, ,66 42, ,15 5, , 1, ,6 15, ,28 2, ,24 38,7 41 3,38 39, ,13 4, ,82 1,5 28 1,86 14, ,8 17,7 23 1,93 33, ,14 36, ,1 4, ,22 8, ,94 15, ,85 17, ,2 36, ,19 37, ,74 3, 226 2,41 9, ,89 14, ,89 18, ,17 34, ,31 38, ,74 2, ,42 2, ,96 15, ,7 16, ,25 37, 42 3,35 39, ,22 4, ,6 7, ,9 16,3 31 2,68 16, ,14 34, ,36 38, ,7 3, ,31 7, ,62 11, ,29 12, ,14 29, ,4 32, ,93 3, ,92 6, ,89 13, ,37 13, ,21 32, ,84 28,62 Médias 82,2,94 3, ,22 6, ,89 14,5 33 2,59 15, ,2 33, ,3 35,5 Fonte: Datasus. * proporção do número de internações (CID E_9) na faixa etária e sexo de internados ver tabela 14; ** coeficiente do número de internações (CID E_9) na faixa etária e sexo de moradores da cidade x

22 3. MORTALIDADE POR CAUSAS EXTERNAS Os óbitos por causas externas são responsáveis, em média, por 9,2% do total de óbitos por todas as causas e por ano, sem oscilações relevantes no período entre 1996 a 29 (Tabela 17). A discreta tendência ascendente na mortalidade proporcional por causas externas, observada na linha tracejada da Figura 1, pode ser atribuída à diminuição dos óbitos por outras causas. Tabela 17 - Série histórica da população de Porto Alegre 1, mortalidade não fetal 2 e mortalidade por causas externas, proporções e coeficientes 3, Porto Alegre, População Porto Alegre 1 Total de óbitos não fetais Óbitos Causas Externas CID 1 Cap XX n % Coef ,39 7, ,2 7, ,48 6, ,27 6, ,2 6, ,19 5, ,2 7, ,7 6, ,97 6, ,3 6, ,4 6, ,87 7, ,12 7, ,5 6,78 1 Fonte população: Datasus 2 SIM /EVEV /CGVS /SMS /PMPA 3 por 1. habitantes % s Óbitos Causas Externas Linear (Óbitos Causas Externas) Figura 1 Série histórica da distribuição da mortalidade proporcional por causas externas, Porto Alegre,

23 A. Mortalidade por Acidentes Coeficiente de Mortalidade por Acidente de Transporte O coeficiente de mortalidade por acidente de transporte tem diminuído ao longo dos anos, com 22,97 óbitos por 1 mil habitantes em 1996 e 11,14 óbitos por 1 mil habitantes em 29 (Tabela 18). A queda dos óbitos ocorreu em todas as faixas etárias, mas foi maior entre os indivíduos de 3 a 59 anos (Tabela 19). Nos acidente de transporte, os óbitos predominam em pessoas do sexo masculino em todas as faixas etárias (Gráficos 3 a 6). Tabela 18 - Série histórica da mortalidade 1 por causas externas e mortalidade por acidente de transporte, Porto Alegre, Óbitos Causas Acidente de Transporte V1 V99 Externas n % Coef ,59 22, ,53 23, ,8 17, ,77 17, ,92 15, ,3 13, ,6 16, ,81 14, ,73 14, ,46 15, ,8 13, ,63 1, ,73 11, ,8 11,14 1 SIM /EVEV /CGVS /SMS /PMPA 2 por 1. habitantes - População: Tabela 1 Tabela 19 Série histórica da mortalidade 1 por acidentes de transporte de moradores de Porto Alegre segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, CID 1 - Acidente de transporte V1 V99 <15 anos 15 a 29 anos 3 a 59 anos 6 anos e + Total masc fem masc fem masc fem masc fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef n coef n coef , , , , , , , , ,59 6 3, , , , , , , ,75 9 5, , ,8 8 34, , , , ,32 6 3, ,18 8 4, , , , , ,88 4 2, ,82 1 5, , , , , ,48 3 1, ,44 9 4, , , , , ,15 4 2, ,68 8 4, ,23 2 6, , , ,11 5 3, , , ,48 2 8,1 25 4, , ,42 3 1, ,98 1 5, , ,3 31 5, , ,77 4 2, ,26 1 5, ,5 24 9, , , ,14 4 2, ,79 6 3, ,72 2 7, , , ,58, 4 21,37 8 4, , , , , ,97 1, , , , , , , ,4 2, , , , , , ,7 1 SIM /EVEV /CGVS /SMS /PMPA; 2 por 1. habitantes População: Tabela 1; 3 houve três óbitos de idade ignorada; 4 houve dois óbitos de idade ignorada. 23

24 Coeficiente por 1. hab s Masc<15 Fem <15 Figura 3 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por acidentes de transporte, segundo faixa etária de menores de 15 anos e sexo, Porto Alegre, Coeficiente por 1. hab s Masc 15 a 29 Fem 15 a 29 Linear (Masc 15 a 29 ) Linear (Fem 15 a 29 ) Figura 4 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por acidentes de transporte, segundo faixa etária de 15 a 29 anos e sexo, Porto Alegre,

25 6 Coeficiente por 1. hab s Masc 3 a 59 Fem 3 a 59 Linear (Masc 3 a 59 ) Linear (Fem 3 a 59 ) Figura 5 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por acidentes de transporte, segundo faixa etária de 3 a 59 anos e sexo, Porto Alegre, Coeficiente por 1. hab s Masc 6 e + Fem 6 e + Linear (Masc 6 e + ) Linear (Fem 6 e +) Figura 6 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por acidentes de transporte, segundo faixa etária 6 anos e mais e sexo, Porto Alegre,

26 Coeficiente de Mortalidade por Suicídio B. Mortalidade por Violência Observando-se a série histórica, nota-se uma tendência de diminuição dos coeficientes de mortalidade por suicídio em todas as faixas etárias. Os óbitos entre menores de 14 são esporádicos e independes do sexo. Entretanto, a partir de 15 anos de idade, assim como nos acidentes de transporte, os suicídios são mais freqüentes entre pessoas do sexo masculino em todas as faixas de idade (Tabela 2 e 21). Tabela 2 - Série histórica da mortalidade 1 por causas externas e mortalidade poruicídio, proporções e coeficientes 2, Porto Alegre, Óbitos Suicídio X6-X84 Causas Externas n % Coef ,91 9, ,31 7, ,93 9, ,81 7, ,63 7, ,14 6, ,61 6, ,55 6, ,77 5, ,66 5, ,2 8, ,96 5, ,18 6, ,84 5,99 1 SIM /EVEV /CGVS /SMS /PMPA 2 por 1. habitantes - População: Tabela 1 Tabela 21 Série histórica da mortalidade 1 por suicídio de moradores de Porto Alegre e coeficientes 2 segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, CID 1 - Suicídio X6-X84 5 a 14 anos 15 a 29 3 a 59 6 anos e + Total masc fem masc fem masc fem masc fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef n coef n coef , ,42 8 4, , , ,52 3 3, , ,68 5 2, , , ,57 6 6, ,67 1, ,55 8 4, , , ,11 5 5, ,59 4 2, , , ,37 3 3, ,98 3 1, ,52 1 3, ,77 7 6, , ,57 7 3, ,85 9 3,7 7 11,61 2 1, , ,91 7 3, ,28 8 2, ,41 1, ,7 5 2, , ,7 1 16,34 2 1, , ,95 2 1, ,46 8 2, ,9 2 1, ,96 4 2, , , ,35 2 1, ,88 1, ,39 3 1, , ,9 13 2,56 8 7, ,87 1, ,1 6 3, ,2 15 4, ,38 1, ,94, 29 16,21 5 2, ,1 19 6,6 6 8,9 1, ,, 22 12,38 1, ,42 8 2, ,74 1,78 1 SIM /EVEV /CGVS /SMS /PMPA 2 por 1. habitantes - População: Tabela 1 26

27 3 Coeficiente por 1. hab 2,5 2 1,5 1, s Masc <15 Fem <15 Linear (Masc <15 ) Linear (Fem <15 ) Figura 1 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por suicídio, segundo faixa etária de menores de 15 anos e sexo, Porto Alegre, Coeficiente por 1. hab Masc 15 a 29 Fem 15 a 29 Linear (Masc 15 a 29 ) Linear (Fem 15 a 29 ) Figura 11 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por suicídio, segundo faixa etária de 15 a 29 anos e sexo, Porto Alegre,

28 25 2 Coeficiente por Masc 3 a 59 Fem 3 a 59 Linear (Masc 3 a 59 ) Linear (Fem 3 a 59 ) Figura 12 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por suicídio, segundo faixa etária de 3 a 59 anos e sexo, Porto Alegre, s M asc 6 e + Fem 6 e + Linear (M asc 6 e + ) Linear (Fem 6 e +) Figura 13 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por suicídio, segundo faixa etária de 6 anos e mais e sexo, Porto Alegre,

29 Coeficiente de Mortalidade por Agressão em faixas etárias menores de 29 anos A mortalidade por agressão em Porto Alegre no período de 1996 a 29 apresenta uma tendência de aumento entre pessoas do sexo masculino, nas três faixas etárias de interesse para o agravo - menores de 5 anos, de 5 a 14 anos e 15 a 29 anos (Tabelas 22 e 23). Entre os agravos que constituem os óbitos por causas externas, as agressões são os que apresentam um incremento na freqüência bruta e percentual ao longo da série histórica estudada a 29. Tabela 22 - Série histórica da mortalidade 1 por causas externas e mortalidade por agressão, proporções e coeficientes 2, Porto Alegre, Óbitos Causas Agressão X85-Y9 Externas n % Coef ,52 22, ,84 27, ,7 23, ,83 24, ,7 29, ,57 25, ,17 31, ,94 28, ,19 31, ,1 33, ,74 3, ,68 39, ,9 39, ,51 32,86 1 SIM /EVEV /CGVS /SMS /PMPA 2 por 1. habitantes - População: Tabela 1 Tabela 23 Série histórica da mortalidade 1 por agressão de moradores de Porto Alegre e coeficientes 2 segundo sexo e faixas etárias específicas, Porto Alegre, CID 1 - Agressão X85-Y9 Total < 5 anos 5 a a 29 masc fem masc fem masc fem n coef n coef n coef n coef n coef n coef ,1 1 2,8 4 3,6 2 1, , , ,99 1 2,7 6 5,37 3 2, ,75 9 5, ,93, 2 1,78 1, , , , 1 2,4 4 3,53 3 2, ,34 1 5, ,88 1 1, ,31 5 4, , , ,73 1 1,94 4 3,71 1, ,78 6 3, ,41 4 7,71 3 2,76 3 2, , , ,84 1 1,91 3 2,74 2 1, , , ,65 3 5,7 1,91, , , ,59 1 1,87 2 1,78 3 2, , , ,12, 5 4,42 2 1, , , ,11 1 1,83 7 6,14 1, , , ,25 2 4,72 9 8,44 1, , , ,36 3 3,82 1, , ,15 1 SIM /EVEV /CGVS /SMS /PMPA 2 por 1. habitantes - População: Tabela 1 3 houve dois óbitos de idade ignorada 29

30 Coeficiente por 1. hab Masc < 5 anos Linear (Fem < 5 anos ) Fem < 5 anos Linear (Masc < 5 anos) Figura 14 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por agressão, segundo faixa etária de menores de 5 anos e sexo, Porto Alegre, Coeficiente por Masc 5 a 14 Fem 5 a 14 Linear (Fem 5 a 14) Linear (Masc 5 a 14 ) Figura 15 Série histórica da distribuição dos coeficientes de mortalidade por agressão, segundo faixa etária de 5 a 14 anos e sexo, Porto Alegre,

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