5. MORTALIDADE E MORBILIDADE GERAL

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1 5. MORTALIDADE E MORBILIDADE GERAL

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3 5.1. Introdução A criação de sistemas de informação que permitam a recolha sistemática de dados de morbilidade e mortalidade é indispensável para o estudo e vigilância da saúde das populações. Embora os dados de mortalidade estejam sujeitos a erros decorrentes do preenchimento dos certificados de óbito, e não sejam um indicador directo de incidência, são uma ferramenta extremamente útil para analisar a evolução temporal e o peso relativo de diferentes doenças/situações, identificar prioridades e podem contribuir de forma decisiva no planeamento. Assim, e face à limitada disponibilidade de estatísticas de morbilidade, na sua maioria iremos analisar dados de mortalidade. Na generalidade, os dados aqui apresentados foram obtidos dos quadros publicados pela Direcção Geral de Saúde (DGS) (2-5). A causa de óbito foi classificada de acordo com a Classificação Internacional das Doenças - 9ª revisão (CID 9) para os anos 2 e 21 e na Classificação Internacional das Doenças - 1ª revisão (CID 1) para 22. A utilização dos dados de mortalidade está dependente da qualidade da informação que fornecem. Uma forma indirecta de medir a qualidade desta informação é através da proporção de óbitos cuja causa não é identificada. É possível verificar que houve, entre 2 e 22, uma redução acentuada da taxa de mortalidade padronizada para a idade de situações sem a identificação da causa do óbito. Na região Norte este era um problema com uma dimensão maior do que no global nacional, no entanto, nos três anos em análise houve uma redução que permitiu que o valor da taxa padronizada para a idade, em 22, se aproximasse ao nacional (68,8/1 hab na região Norte e 62,5/1 hab no País) (Figura 24), esta redução na taxa de mortalidade padronizada resulta de uma redução do número de óbitos incluídos nesta categoria (Quadro 13).

4 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Sintomas, sinais e afecções mal definidas Total Geral - HM Norte - HM Total Geral - H Norte - H Total Geral - M Norte - M 4 2 Figura 24 Taxas de mortalidade (/1 hab) por sintomas, sinais e afecções mal definidas (CID 9: 46 ou CID 1: R-R99), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 Quadro 13 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por sintomas, sinais e afecções mal definidas (CID 9: 46 ou CID 1: R-R99), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Sintomas, sinais e afecções mal definidas óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa ,7 127, , ,3 113, , Mortalidade e Morbilidade Geral No período de 2 a 22 a evolução da taxa de mortalidade por todas as causas padronizada para a idade seguiu, na região Norte o mesmo comportamento que o total nacional. Em ambos os sexos a taxa de mortalidade padronizada para a idade foi sempre inferior aos valores nacionais (Figura 25).

5 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Todas as causas de morte Total Geral (HM) Norte (HM) 6 Total Geral (H) Norte (H) Total Geral (M) Norte (M) 4 2 Figura 25 Taxas de mortalidade (/1 hab) por todas as causas de morte, padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 Embora a taxa de mortalidade padronizada para a idade tenha diminuído entre 2 e 22, o número de óbitos aumentou. A taxa de mortalidade bruta na região Norte manteve-se semelhante nos três anos analisados: 868,8/1 habitantes no ano 2, 871,8 em 21, e em ,/1 habitantes. Ambos os sexos apresentaram uma evolução semelhante (Quadro 14). Quadro 14 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por todas as causas de morte, na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa Todas as causas de morte , , , , , ,6

6 Causas Externas A taxa de mortalidade por causas externas foi muito superior no sexo masculino. A taxa padronizada para a idade é inferior na região Norte do que o valor global nacional (Figura 26). Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Causas externas Total Geral - HM Norte - HM Total Geral - H Norte - H Total Geral - M Norte - M 2 1 Figura 26 Taxas de mortalidade (/1 hab) por causas externas (CID 9: E47- E56 ou CID 1: V, W, X, Y), padronizadas pela idade, em ambos os sexos, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22 Quando observamos os dados referentes a taxas de mortalidade padronizadas para a idade, verifica-se que a diferença entre a região Norte e o total geral é maior em 2 e atenua-se ao longo do período em análise. Não podemos excluir a possibilidade de que a diferença inicial possa ser parcialmente explicada pela diferença existente nos óbitos cuja causa de morte foi classificada como sintomas, sinais e afecções mal definidas que no ano 2 foi superior na região Norte. Na região Norte, verificou-se, em ambos os sexos, um aumento da taxa de mortalidade bruta no período de 2 a 22 (Quadro 15).

7 Quadro 15 Óbitos e Taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por causas externas (CID 9: E47-E56 ou CID 1: V, W, X, Y), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Causas externas óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa ,8 15, ,5 19, , 24,5 Considerando apenas as taxas de mortalidade, padronizadas para a idade, por acidentes de transporte e acidentes de trânsito com veículos a motor, apresentaram um crescimento neste período em ambos os sexos (Figuras 27 e 28). Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Acidentes de transporte e Acidentes de trânsito com veículos a motor Acidentes de Transporte - Total Geral 2 Acidentes de Transporte - Norte 15 Acidentes de Trânsito com Veículos a Motor - Total Geral Acidentes de Trânsito com Veículos a Motor - Norte 1 5 Figura 27 Taxas de mortalidade (/1 hab) por acidentes de trânsito com veículos a motor (CID 9: E471 ou CID 1: V2-V4, V9, V12-V14, V19-V79, V86- V89) e acidentes de transporte (CID 9: E47 ou CID 1: V1-V99), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em homens, no período de 2 a 22

8 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Acidentes de transporte e Acidentes de trânsito com veículos a motor Acidentes de Transporte - Total Geral 2 Acidentes de Transporte - Norte 15 Acidentes de Trânsito com Veículos a Motor - Total Geral Acidentes de Trânsito com Veículos a Motor - Norte 1 5 Figura 28 Taxas de mortalidade (/1 hab) por acidentes de trânsito com veículos a motor (CID 9: E471 ou CID 1: V2-V4, V9, V12-V14, V19-V79, V86- V89) e acidentes de transporte (CID 9: E47 ou CID 1: V1-V99), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em mulheres, no período de 2 a 22 Os óbitos por acidentes de transporte são quase na totalidade óbitos por acidentes de trânsito com veículos a motor. Nos três anos apresentados, taxa de mortalidade bruta por acidentes de transporte, na região Norte aumentou cerce de 2,5 vezes nos homens, enquanto nas mulheres quadruplicou. (Quadro 16). Quadro 16 Óbitos e Taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por acidentes de trânsito com veículos a motor (CID 9: E471 ou CID 1: V2-V4, V9, V12-V14, V19-V79, V86-V89) e acidentes de transporte (CID 9: E47 ou CID 1: V1-V99), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Causa de Morte óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa Acidentes de trânsito com veículos a motor Acidentes de transporte ,7 2, 11, 2, ,6 5,9 21, 6, ,2 7,9 27,3 8,4

9 Diabetes mellitus No período em análise a taxa de mortalidade por Diabetes mellitus padronizada para a idade aumentou, quer a nível nacional quer na região Norte. As taxas de mortalidade padronizadas, total e por sexo, na região Norte são inferiores às nacionais (Figura 29). Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Diabetes mellitus Total Geral (HM) Norte (HM) Total Geral (H) Norte (H) Total Geral (M) Norte (M) 1 5 Figura 29 Taxas de mortalidade (/1 hab) por diabetes mellitus (CID 9:181 ou CID 1: E1-14), padronizadas pela idade, em ambos os sexos, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22 Na região Norte, a taxa de mortalidade bruta por diabetes mellitus aumentou de 24,5/1 habitantes em 2, para 29,2 em 21 e ainda foi superior em 22 (35,2/1 habitantes). Durante todo o período o número de óbitos e a taxa de mortalidade foi superior no sexo feminino (Quadro 17). Quadro 17 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por diabetes mellitus (CID 9:181 ou CID 1:E1-14), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Causa de Morte óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa Diabetes mellitus ,9 29, ,1 33, ,1 4,

10 Doenças do Aparelho Circulatório A taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório, padronizada para a idade, apresenta uma tendência decrescente ao longo dos três anos analisados. O mesmo se verifica quando avaliada isoladamente a taxa de mortalidade por doenças cerebrovasculares, enquanto que a taxa de mortalidade por doença isquémica do coração, padronizada para a idade, se manteve estável (Figura 3). Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Doença do aparelho circulatório, doença isquémica do coração e doenças cerebrovasculares Aparelho Circulatório - Total Geral Aparelho Circulatório - Norte 15 Doença Isquémica do Coração - Total Geral Doença Isquémica do Coração - Norte Cerebrovasculares - Total Geral Cerebrovasculares - Norte 1 5 Figura 3 Taxas de mortalidade (/1 hab) por doenças do aparelho circulatório (CID 9:25-3 ou CID 1:1-199), doença isquémica do coração (CID 9:27 ou CID 1: ) e doenças cerebrovasculares (CID 9:29 ou CID 1: ), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 Na região de Saúde do Norte a taxa de mortalidade bruta por doenças do aparelho circulatório foi de 31,3 /1 habitantes no ano 2, 312,8 em 21 e desceu para 33,7 em 22. Neste contexto as doenças cerebrovasculares representam a maior fatia, sendo a taxa de mortalidade bruta mais do dobro da taxa de mortalidade por doença isquémica do coração (158,2 vs. 58,5 /1 habitantes, em 22). Nas mulheres, a taxa de mortalidade por doenças cerebrovasculares é quase cinco vezes superior à taxa de mortalidade por doença isquémica do coração (Quadro 18).

11 Quadro 18 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por doença do aparelho circulatório (CID 9:25-3 ou CID 1:1-199), doença isquémica do coração (CID 9:27 ou CID 1:12-125) e doenças cerebrovasculares (CID 9:29 ou CID 1:16-169), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Causa de Morte óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa Doença do aparelho circulatório ,4 332, ,3 332, ,8 318,5 Doença isquémica do coração ,3 43, ,8 46, , 46,9 Doenças Cerebrovasculares ,1 198, ,6 191, ,9 172,6 A redução da mortalidade observada pode resultar de melhores cuidados de saúde e a existência actualmente de meios e técnicas que permitem a sobrevida, e não reflectirem uma redução na incidência. Para avaliar esta hipótese foi possível obter dados referentes a internamentos em unidades hospitalares por doenças isquémicas cardiacas (Figuras 31 e 32), enfarte agudo do miocárdio (Figuras 33 e 34) e doenças cerebrovasculares (Figuras 35 e 36). Doenças Isquemicas Cardíacas análise por sexo Total Fonte: IGIF Figura 31 Número de internamentos em unidades hospitalares da região Norte por doenças isquémicas cardiacas, por sexo, no período de 2 a 24

12 Doenças Isquemicas Cardíacas análise por grupo etário a 74 >=75 55 a a a 44 Fonte: IGIF Figura 32 Número de internamentos em unidades hospitalares da região Norte por doenças isquémicas cardiacas, por grupo etário, no período de 2 a 24 O número total de internamentos por doenças isquemicas cardiacas, no período de 2 a 22 (período do qual se apresentam dados de mortalidade), apresentou apenas uma ligeira subida nos indivíduos com idade igual ou superior a 75 anos, em todos os outros grupos etários houve um decréscimo. De 22 a 23 o número diminuiu, mas em 24 voltou a aumentar mantendo valores próximos dos estabelecidos em 2. Enfarte Agudo de Miocardio análise por sexo Total Fonte: IGIF Figura 33 Número de internamentos em unidades hospitalares da região Norte por enfarte agudo do miocárdio, por sexo, no período de 2 a 24

13 Enfarte Agudo de Miocardio análise por grupo etário a 74 >=75 55 a a a 44 Fonte: IGIF Figura 34 Número de internamentos em unidades hospitalares da região Norte por enfarte agudo do miocárdio, por grupo etário, no período de 2 a 24 A análise referente ao enfarte agudo do miocárdio mostra que para ambos os sexos, e para todas as classes de idade, no período de 2 a 23 houve um aumento do número de internamentos por esta patologia. Entre 23 e 24 a tendência foi decrescente (Figuras 33 e 34). Internamentos por doenças cerebrovasculares, por sexo Total Fonte: IGIF Figura 35 Número de internamentos em unidades hospitalares da região Norte por doenças cerebrovasculares, por sexo, no período de 2 a 24 Embora a mortalidade por doenças cerebrovasculares apresente uma tendência decrescente, considerando as informações até 24 sobre o número de internamentos em unidades hospitalares por doenças cerebrovasculares, verificamos que o número se manteve aproximadamente estável ao longo dos anos (Figura 35). Ao analisar por classe etária, é possível verificar que no grupo de 75 ou mais anos houve um ligeiro aumento (Figura 36).

14 Internamentos por doenças cerebrovasculares, por grupo etário a 74 >=75 55 a a a 44 Fonte: IGIF Figura 36 Número de internamentos em unidades hospitalares da região Norte por doenças cerebrovasculares, por grupo etário, no período de 2 a 24 Do conjunto destes resultados podemos admitir a hipótese que a redução da taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório observada no período de 2 a 22, se deva à melhoria de condições de tratamento e não a uma redução da incidência. Fica por esclarecer, nomeadamente no que se refere às doenças cerebrovasculares, se esta redução na mortalidade mantendo-se a incidência, implica um aumento de sobreviventes com lesões que vão necessitar de cuidados especiais. Há ainda a considerar a necessidade de controlar a hipertensão arterial, um factor de risco reconhecido quer para as doenças cerebrovasculares quer para as doenças isquémicas cardíacas. Num estudo de âmbito nacional (523 adultos), a prevalência de hipertensão foi de 42,1%, dos classificados como hipertensos apenas 46,1% tinha conhecimento desta situação, 39,% tinha terapia farmacológica. Dos que estavam em terapia farmacológica apenas 11,2% estava controlado (< 14/9 mmhg) (9). Uma avaliação realizada a uma amostra representativa da população da cidade do Porto (estudo EPIPorto) (1), verificou que em indivíduos com idade superior a 39 anos a prevalência de hipertensão arterial (pressão arterial sistólica 14 mm Hg e/ou pressão arterial diastólica 9 mm Hg e/ou com terapêutica farmacológica) foi de 58,9%, dos quais 64,1% tinham conhecimento desta sua condição. A proporção dos hipertensos sob tratamento farmacológico era de 46,9%, destes apenas 14% estavam controlados.

15 Doenças do Aparelho Respiratório A evolução da taxa de mortalidade por doenças do aparelho respiratório, padronizada para a idade, na região Norte é semelhante à nacional. No entanto, o decréscimo que ocorreu entre 2 e 21 não foi tão acentuado como o nacional, pelo que em 22 apresentava valores superiores aos nacionais (Figura 37). Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Doença do aparelho respiratório, pneumonia bronquite crónica não especificada, enfisema e asma Aparelho Respiratório - Total Geral Aparelho Respiratório - Norte 4 Pneumonia - Total Geral Pneumonia - Norte Bronq Cron, Enfisema e Asma - Total Geral 3 Bronq Cron, Enfisema e Asma - Norte 2 1 Figura 37 Taxas de mortalidade (/1 hab) por doença do aparelho respiratório (CID 9: ou CID 1: J-J99), pneumonia (CID 9: 321 ou CID 1: J12-J18), bronquite crónica não especificada, enfisema e asma (CID 9: 323 ou CID 1: J4-43, J45, J46), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 A taxa de mortalidade bruta por doença do aparelho respiratório é superior nos homens, particularmente por bronquite crónica não especificada, enfisema e asma. As taxas de mortalidade por pneumonia são semelhantes em ambos os sexos (Quadro 19).

16 Quadro 19 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por doença do aparelho respiratório (CID 9: ou CID 1: J-J99), pneumonia (CID 9: 321 ou CID 1: J12-J18), bronquite crónica não especificada, enfisema e asma (CID 9: 323 ou CID 1: J4-43, J45, J46), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Causa de Morte óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa Aparelho Respiratório Pneumonia Bronq. Cron. não Esp., Enfisema e Asma ,5 77,4 38,9 36,7 8,6 5, ,1 69,3 37,3 32,4 9,2 5, ,1 72,7 33,6 29,9 8,9 5,6 Doenças do Aparelho Digestivo A taxa de mortalidade por doenças do aparelho digestivo, padronizada para a idade, em todos os anos avaliados apresenta valores ligeiramente superiores na região Norte do que o nacional (Figura 38). A taxa de mortalidade bruta, na região Norte, aumentou de 35,7/1 habitantes em 2 para 4,3/1 habitantes em 22 e, tal como a nacional, é superior nos homens (Quadro 2).

17 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Doenças do aparelho digestivo Total Geral - HM Norte - HM Total Geral - H Norte - H Total Geral - M Norte - M 1 Figura 38 Taxas de mortalidade (/1 hab) por doenças do aparelho digestivo (CID 9: ou CID 1: K-K93), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 Quadro 2 Óbitos e taxas de mortalidade (/1 hab) por doenças do aparelho digestivo (CID 9: ou CID 1: K-K93), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Doenças do aparelho digestivo óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa Doença Crónica do Fígado e Cirrose 44,9 27, ,8 3, ,3 31, A taxa de mortalidade por doença crónica do fígado e cirrose, padronizada para a idade, na região Norte é maior do que a nacional, particularmente no sexo feminino (Figura 39). A taxa de mortalidade bruta, para ambos os sexos, foi de 18,/1 habitantes em 2, 19,2 em 21, e 17,3 em 22. Nos homens, a taxa de mortalidade bruta é ligeiramente superior ao dobro da observada nas mulheres (Quadro 21).

18 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Doença crónica do fígado e cirrose Total Geral - HM Norte - HM Total Geral - H Norte - H Total Geral - M Norte - M 5 Figura 39 Taxas de mortalidade (/1 hab) por doença crónica do fígado e cirrose (CID 9: 347 ou CID 1: K7 e K73-K74), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 Quadro 21 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por doença crónica do fígado e cirrose (CID 9: 347 ou CID 1: K7 e K73-K74) na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Doença crónica do fígado e cirrose óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa ,3 11, ,6 12, ,3 1,7 Total de Tumores Malignos A taxa de mortalidade por tumores malignos, padronizada para a idade, na região Norte é semelhante à nacional (Figura 4). A taxa de mortalidade bruta, é aproximadamente 1,5 vezes superior nos homens (Quadro 22).

19 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Tumores Malignos Total Geral - HM Norte - HM Total Geral - H Norte - H Total Geral - M Norte - M 5 Figura 4 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumores malignos (CID-9:8-14 ou CID 1: C-C99), padronizadas pela idade, em ambos os sexos, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22 Quadro 22 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por tumores malignos (CID-9:8-14 ou CID 1: C-C99), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Tumores Malignos óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa ,8 139, ,2 147, ,8 143,7

20 5.3. Anos Potenciais de Vida Perdidos Tomando como referência a informação disponível para o ano 22, e para perceber algum do impacto na população das causas de morte atrás descritas, apresenta-se o potencial de vida perdido considerando como limite superior os 7 anos. A utilização deste limiar, claramente inferior à actual esperança de vida à nascença para a população portuguesa (8,98 para as mulheres e 74,53 para os homens), embora possa existir erro na estimativa do número absoluto de anos perdidos, permite estabelecer a ordem pela qual as diferentes causas de morte contribuem para esta perda. Anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos na população da região Norte ambos os sexos (/1 hab.), TODOS OS TUMORES LESOES INTENCIONAIS ACIDENTES VEICULOS MOTOR ACIDENTES TRANSPORTE CAUSAS EXTERNAS SINAIS E SINTOMAS MAL DEFINIDOS FIGADO E CIRROSE AP DIGESTIVO BRONQUITE E ENFISEMA PNEUMONIA DOENÇA AP RESPIRATORIO DOENÇA ISQUEMICA CORAÇÃO AP CIRCULATORIO DIABETES Figura 41 - Total de anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos, em 22, por causa de morte, na população da região Norte, ambos os sexos A causa de morte que implicou maior número de potenciais anos de vida perdida foi o conjunto de doenças oncológicas. Seguem-se as causas externas, nas quais se incluem os acidentes com veículos a motor, representando uma elevada perda de potenciais anos de vida. As doenças do aparelho circulatório, que são a principal causa de morte, aparecem em terceiro lugar como causa potencial de anos de vida perdidos (Figura 41).

21 Anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos (/1 hab.), 22 TODOS OS TUMORES LESOES INTENCIONAIS ACIDENTES VEICULOS MOTOR ACIDENTES TRANSPORTE CAUSAS EXTERNAS SINAIS E SINTOMAS MAL DEFINIDOS FIGADO E CIRROSE AP DIGESTIVO BRONQUITE E ENFISEMA PNEUMONIA Figura 42 - Total de anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos, em 22, por causa de morte, na população da região Norte, homens Anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos (/1 hab.), 22 TODOS OS TUMORES LESOES INTENCIONAIS ACIDENTES VEICULOS MOTOR ACIDENTES TRANSPORTE CAUSAS EXTERNAS SINAIS E SINTOMAS MAL DEFINIDOS FIGADO E CIRROSE AP DIGESTIVO BRONQUITE E ENFISEMA PNEUMONIA DOENÇA AP RESPIRATORIO Figura 43 - Total de anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos, em 22, por causa de morte, na população da região Norte, mulheres O potencial de anos de vida perdidos foi maior no sexo masculino e o papel relativo das causas de morte nesta perda é diferente em homens e mulheres.

22 Enquanto nos homens a causa responsável por maior potencial de anos de vida perdidos foram as causas externas, e só depois as doenças oncológicas, nas mulheres, são as doenças oncológicas as que provocaram maior perda de potenciais anos de vida perdidos. Destaca-se ainda o papel das doenças do aparelho respiratório como a segunda causa de anos potenciais de vida perdidos nas mulheres, e responsável por maior número de anos de vida perdidos nas mulheres do que nos homens. Nas mulheres as causas externas e as doenças do aparelho circulatório apresentam valores semelhantes, as doenças do aparelho circulatório por terem uma elevada taxa de mortalidade, embora em indivíduos mais velhos, e a mortalidade por causas externas por incidir em indivíduos jovens (Figuras 42 e 43).

23 Mortalidade por Doenças Oncológicas Pela relevância que as doenças oncológicas têm como causa de morte e anos potencias de vida perdidos, assim como pela diversidade de tumores, com as suas especificações no diagnóstico, tratamento e história natural, que são englobadas nesta classificação, apresenta-se uma descrição da mortalidade de tumores em localizações anatómicas específicas. 7 Taxas de mortalidade padronizadas para a idade, Norte Total 2 1 APAR. DIGESTIVO E PERITONEU (CID 1:C15-C26) AP. RESPIRATÓRIO (CID 1:C3-C39) OSSOS, TEC. CONJUNTIVO, PELE E MAMA (CID 1:C4-C41 e C43- C44 e C5) MAMA FEMININA (CID 1:C5) COLO DO UTERO (CID-1: C53) ORGÃOS GENITURINÁRIOS (CID 1:C51-C58 e C6-C68) PRÓSTATA (CID 1:C61) TEC. LINFÁTICO E O. HEMATOPOIÉTICOS (CID 1:C81-C96) Figura 44 Taxas de mortalidade (/1 hab) por localização do tumor, padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em 22, em ambos os sexos Embora as taxas de mortalidade por todos os tumores região Norte e nacional sejam semelhantes, existem algumas variações quando observamos os resultados por localização do tumor. A região Norte apresenta valores superiores aos nacionais na mortalidade por tumores do aparelho digestivo e peritoneu e por tumores do aparelho respiratório (Figura 44). Como não é de esperar uma diferença na prestação de cuidados de saúde entre regiões que justifique as diferenças observadas, estes resultados podem ser interpretados como diferenças na incidência da doença. Tumores do Aparelho Digestivo Dos tumores do aparelho digestivo, as localizações que têm maior taxa de mortalidade são os do estômago e do cólon. Ao comparar as taxas de mortalidade

24 após padronização pela idade da região Norte com o nacional, verifica-se que as taxas de mortalidade por cancro do estômago são superiores na região Norte (Figura 45). Em ambos os sexos se verifica esta relação (Figuras 46 e 47). Taxas de mortalidade padronizadas pela idade Tumor do estômago e Tumor do cólon Estômago - Total Geral (HM) 2 Estômago - Norte (HM) Cólon - Total Geral (HM) Cólon - Norte (HM) Figura 45 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumor do estômago (CID 9:91 ou CID 1: C16) e tumor do cólon (CID 9:93 ou CID 1: C18), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22, em ambos os sexos Taxas de mortalidade padronizadas pela idade Tumor do estômago e Tumor do cólon Estômago - Total Geral (H) 2 Estômago - Norte (H) Cólon - Total Geral (H) Cólon - Norte (H) Figura 46 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumor do estômago (CID 9:91 ou CID 1: C16) e tumor do cólon (CID 9:93 ou CID 1: C18), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22, em homens

25 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade Tumor do estômago e Tumor do cólon Estômago - Total Geral (M) Estômago - Norte (M) Cólon - Total Geral (M) Cólon - Norte (M) Figura 47 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumor do estômago (CID 9:91 ou CID 1: C16) e tumor do cólon (CID-9:93 ou CID 1: C18), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, o período de 2 a 22, em mulheres Na região Norte, verifica-se que a taxa bruta de mortalidade é superior no sexo masculino, quer por tumor do estômago quer por tumor do cólon. Em ambos os sexos a taxa de mortalidade por tumor do estômago é maior, no entanto é de realçar que a taxa de mortalidade por tumor do estômago está a decrescer, mas na taxa de mortalidade por tumor do cólon não se observa a mesma tendência (Quadro 23). Quadro 23 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por tumores do aparelho digestivo e peritoneu (CID-9: 9), tumor do estômago (CID 9:91 ou CID 1: C16) e tumor do cólon (CID-9:93 ou CID 1: C18), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Aparelho digestivo e peritoneu Estômago Cólon óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa , , , , , , , , , , , , , , , , , ,2

26 Através do recurso à padronização indirecta, e utilizando os dados referentes ao ano 22, foi calculada a razão padronizada de mortalidade para cada distrito que integra a Região de Saúde do Norte. Quando consideramos o conjunto de tumores do aparelho digestivo, a razão de mortalidade padronizada é inferior a 1 em Bragança e próxima de 1 no Porto e Braga, os distritos que apresentaram um valor superior são Viana do Castelo e Vila Real. Considerando apenas os tumores do estômago, todos os distritos apresentam razões padronizadas de mortalidade superiores a 1, o que indica uma mortalidade superior à esperada de acordo com a taxa de mortalidade do país. Os valores mais altos são agora os de Braga e Viana do Castelo, depois Porto, Bragança, e Vilar Real. As razões de mortalidade padronizada referentes aos tumores do cólon mostram que apenas o distrito de Vila Real apresenta uma mortalidade superior ao esperado (Quadro 24). Quadro 24 - Razão padronizada de mortalidade, para tumores do aparelho digestivo e peritoneu (CID-9: 9), tumor do estômago (CID 9:91 ou CID 1: C16) e tumor do cólon (CID-9:93 ou CID 1: C18) por distrito da Região de Saúde do Norte, em 22 Aparelho digestivo e peritoneu Estômago Cólon Braga 1,8 1,41,77 Bragança,96 1,13,76 Porto 1,1 1,24,92 Viana do Castelo 1,13 1,39,95 Vila Real 1,15 1,15 1,21 O decréscimo na taxa de mortalidade por tumores do estômago foi observado internacionalmente e atribuído à melhoria das condições sociais e económicas. Contudo o decréscimo nos países do sul da Europa foi menos acentuado. Em Portugal, no período entre 1984 e 1999 a taxa de mortalidade decresceu 2,% nos homens e 2,2% nas mulheres, mas a variação foi diferente entre regiões e estava associada com indicadores sociais e económicos, pelo que será de esperar que a evolução acompanhe os países desenvolvidos e continue a decrescer (11). Pelo contrário, é de esperar ainda um aumento da taxa de mortalidade por tumores do cólon até à sua estabilização, como aconteceu em outros países da Europa (12).

27 Tumores do Aparelho Respiratório As taxas de mortalidade por tumores do aparelho respiratório resultam essencialmente das taxas de mortalidade por tumores da traqueia, brônquios e pulmão. Verifica-se que no sexo feminino a mortalidade após padronização é semelhante ao global nacional, no entanto no sexo masculino os valores da região Norte são superiores aos nacionais (Figuras 48 e 49). 7 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Tumores do aparelho respiratório Total Geral (HM) Norte (HM) Total Geral (H) Norte (H) Total Geral (M) Norte (M) 2 1 Figura 48 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumores do aparelho respiratório (CID 9: 1 ou CID 1: C3-C39), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 7 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Tumores da traqueia, brônquios e pulmão Total Geral (HM) Norte (HM) Total Geral (H) Norte (H) Total Geral (M) Norte (M) 2 1 Figura 49 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumores da traqueia, brônquios e pulmão (CID 9:11 ou CID 1:C33-C34), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22

28 Considerando os dados da região Norte, e como se tinha observado a nível nacional, a taxa de mortalidade no sexo masculino é muito superior à do sexo feminino, aproximadamente cinco vezes superior (Quadro 25). Quadro 25 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por tumores do aparelho respiratório (CID 9: 1 ou CID 1: C3-C39), e traqueia, brônquios e pulmão (CID 9: 11 ou CID 1: C33-C34), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Aparelho respiratório Traqueia, brônquios e pulmão óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa ,6 1,9 49,9 1, ,5 9,7 46, ,6 11,7 5,5 8, ,4 Através da razão padronizada de mortalidade por tumores do aparelho respiratório, verifica-se que os distritos do Porto e Viana do Castelo são os que apresentam valores mais elevados e Bragança apresenta o valor mais baixo. Considerando apenas os tumores da traqueia, brônquios e pulmão, Porto a Braga têm os valores mais elevados (Quadro 26). Quadro 26 - Razão padronizada de mortalidade para tumores do aparelho respiratório (CID 9: 1 ou CID 1: C3-C39), e traqueia, brônquios e pulmão (CID 9: 11 ou CID 1: C33-C34), por distrito da Região de Saúde do Norte, em 22 Aparelho respiratório Traqueia, brônquios e pulmão Braga 1,9,7 Bragança,71 1,8 Porto 1,25 1,3 Viana do Castelo 1,15,94 Vila Real,94,93 Tumores do Tecido Linfático e Órgãos Hematopoiéticos As taxas de mortalidade por tumores do tecido linfático e órgãos hematopoiéticos, padronizada pela idade, apresentam uma evolução crescente (Figura 5). Na região Norte a taxa de mortalidade bruta foi de 11,9/1 habitantes em

29 2, 12,9 em 21 e 13,7 em 22, este crescimento representa essencialmente o crescimento que se observou no sexo feminino (Quadro 27). Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Tecido linfático e órgãos hematopoiéticos Total Geral (HM) Norte (HM) Total Geral (H) Norte (H) Total Geral (M) Norte (M) Figura 5 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumores do tecido linfático e órgãos hematopoiéticos (CID 9:14 ou CID 1:C81-C96), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, em ambos os sexos, no período de 2 a 22 Quadro 27 Óbitos e taxa de mortalidade bruta (/1 hab) por tumores do tecido linfático e órgãos hematopoiéticos (CID 9:14 ou CID 1:C81-C96), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa Tec. linfático e O. hematopoiéticos 23 13, , , , , ,6 Tumores da Mama - mulheres A taxa de mortalidade por tumores da mama, nas mulheres, padronizada pela idade, foi menor na região Norte do que o nacional. Na região Norte observou um decréscimo particularmente acentuado entre 21 (19,8/1 habitantes) e 22 (16,2/1 habitantes) (Figura 51). Considerando os valores da taxa de mortalidade

30 bruta o decréscimo foi de 21,9/1 habitantes em 2, para 19,8/1 habitantes em 22 (Quadro 28). 25 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Mama - mulheres 2 15 Total Geral (M) Norte (M) 1 5 Figura 51 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumores da mama em mulheres (CID 9: 5 ou CID 1: C5), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22 Quadro 28 Óbitos e taxa de mortalidade bruta (/1 hab) por tumores da mama em mulheres (CID-9: 5 ou CID 1: C5), na região Norte, no período de 2 a 22 Mama óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa , , ,8 Tumores da Próstata A taxa de mortalidade por tumores da próstata, padronizada pela idade, foi menor na região Norte do que os valores nacionais. Ambas decresceram entre 2 e 22, mas o decréscimo foi mais acentuado nos valores nacionais entre 2 e 21 (Figura 52). A taxa de mortalidade bruta na região Norte manteve-se próxima dos 24/1 habitantes durante este período (Quadro 29).

31 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Próstata Total Geral (H) Norte (H) Figura 52 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumores da próstata (CID-9: 124 ou CID 1: C61), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22 Quadro 29 Óbitos e taxa de mortalidade bruta (/1 hab) por tumores da próstata (CID-9: 124 ou CID 1: C61), na região Norte, no período de 2 a 22 Próstata óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa , , , Tumores de Outras Localizações A taxa de mortalidade por tumores de outras localizações, padronizada pela idade, manteve-se estável no global nacional, mas decresceu na região Norte. Este decréscimo poderá parcialmente ser devido a um melhor registo da informação no certificado de óbito que permita a identificação do local do tumor (Figura 53).

32 Taxas de mortalidade padronizadas pela idade (/1 hab) Outras localizações Total Geral (HM) Norte (HM) Total Geral (H) Norte (H) Total Geral (M) Norte (M) Figura 53 Taxas de mortalidade (/1 hab) por tumores de outras localizações (CID 9: 13 ou CID 1: C69-C8), padronizadas pela idade, na região Norte e o global nacional, no período de 2 a 22 Na região Norte o valor da taxa de mortalidade bruta por tumores de outra localização manteve-se estável (14,5/1 habitantes em 2, 14,9 em 21 e 14,3 em 22) (Quadro 3). Quadro 3 Óbitos e taxas de mortalidade bruta (/1 hab) por tumores de outras localizações (CID 9: 13 ou CID 1: C69-C8), na região Norte, no período de 2 a 22, por sexo Outras localizações óbitos taxa óbitos taxa óbitos taxa , , , , , ,

33 Anos Potenciais de Vida Perdidos por Doenças Oncológicas A incidência e mortalidade dos tumores de diferentes localizações está dependente da idade, apresenta-se o potencial de anos de vida perdidos considerando como limite superior os 7 anos e tomando como referência a informação disponível para o ano 22. A informação sobre os anos potenciais de vida perdidos é um indicador do impacto que as doenças oncológicas têm na população, e poderá ser um instrumento para a definição de prioridades pois complementa a informação sobre a mortalidade. Anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos (/1 hab.), 22 PROSTATA AP. GENITURINARIO TECIDO LINFATICO E ORGAOS HEMATOPOIETICOS OSSO, TECIDO CONJUNTIVO, PELE E MAMA TRAQUEIA, BRONQUIOS E PULMAO AP. RESPIRATORIO COLON ESTOMAGO DIGESTIVO E PERITONEU Figura 54 - Total de anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos, em 22, por localização do tumor, na população da região Norte, em homens Anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos (/1 hab.), COLO DO UTERO MAMA FEMININA AP. GENITURINARIO TECIDO LINFATICO E ORGAOS HEMATOPOIETICOS OSSO, TECIDO CONJUNTIVO, PELE E MAMA TRAQUEIA, BRONQUIOS E PULMAO AP. RESPIRATORIO COLON ESTOMAGO DIGESTIVO E PERITONEU Figura 55 - Total de anos potenciais de vida perdidos até aos 7 anos, em 22, por localização do tumor, na população da região Norte, em mulheres

34 Em ambos os sexos, os tumores do aparelho digestivo, nomeadamente do estômago, são os que contribuem com maior perda de anos potenciais de vida. Nos homens os tumores do aparelho respiratório são os segundos na perda de potenciais anos de vida e existe uma enorme diferença para os restantes (Figura 54). Nas mulheres a distribuição de anos potenciais de vida perdidos pelas diferentes localizações não apresenta diferenças tão acentuadas. O tumor da mama é o responsável por maior número de anos potenciais de vida perdidos (a mama é apresentada quer no grupo osso, tecido conjuntivo, pele e mama quer separadamente em mama feminina ). O aparelho respiratório, que no sexo masculino apresenta uma elevada perda de anos potenciais de vida, nas mulheres aparece apenas depois dos tumores do aparelho geniturinario e dos tumores de tecidos linfáticos e órgãos hematopoieticos, no entanto tendo em conta a evolução já observada na taxa de mortalidade é de esperar que no futuro esta localização venha a apresentar um maior impacto (Figura 55).

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