VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: A DEPRESSÃO COMO AGRAVO À SAÚDE DA MULHER

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1 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: A DEPRESSÃO COMO AGRAVO À SAÚDE DA MULHER FERNANDES, M.A. 1 MONTEIRO, C.F.S. 2 MOURA, M.E.S. 3 SILVA,D.S.L. 4 NASCIMENTO, I.B.S.N. 5 1 Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela EEAN/UFRJ, Professora do Curso de Graduação em Enfermagem da UFPI.Endereço: Rua Rua Orquídea, Ed. Mozart, Aptº Jóquei Clube, CEP: , 2 Enfermeira.Doutora em Enfermagem pela EEAN/UFRJ, Professora do Curso de Graduação e Pós- Graduação da UFPI. 3 Enfermeira.Mestranda em Enfermagem pela UFPI.Docente da UEMA.Enfermeira da Fundação Municipal de Saúde de Teresina-Pi. 4 Enfermeiro do Programa de Saúde da Família do Município de Codó-MA. 5 Enfermeiro do Programa de Saúde da Família do Município de Buriti dos Lopes-PI.

2 VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: A DEPRESSÃO COMO AGRAVO À SAÚDE DA MULHER RESUMO Este estudo teve como objetivo avaliar a depressão como agravo à saúde da mulher vítima de violência doméstica. Esta representa toda ação ou omissão que prejudique o bem estar, a integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito do pleno desenvolvimento da mulher vítima. Neste estudo foram abordados três tipo de violência que podem acometer o seio doméstico, a física, a sexual e a psicológica. Foram entrevistadas seis mulheres com diagnóstico de depressão que fazem parte do grupo de depressão de um Hospital de referência no tratamento de pessoas com transtornos mentais. As entrevistas se deram de forma semi-estruturada, onde foi possível abranger a totalidade do problema investigado. Os dados foram apresentados de forma discursiva, abrangendo apenas fragmentos das falas, agrupadas por similaridades em categorias analíticas e analisadas tomando por base o referencial teórico contido no estudo. Os resultados revelam que a depressão surgiu, na maioria das mulheres, por causa da violência doméstica vivenciada pelas mesmas. Violência praticada por seus próprios maridos como fator precipitante o alcoolismo. A maioria das entrevistadas conviveu durante muito tempo com a violência e sofreram os três tipos abordados nesse estudo. Atualmente elas fazem tratamentos regulares contra a depressão e todas relataram melhora no quadro. Descritores: Violência doméstica, Depressão, Enfermagem.

3 INTRODUÇÃO. VI CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM A declaração das Nações Unidas sobre a Erradicação da Violência contra as mulheres, adotada pela Assembléia Geral da ONU, em 1993, definiu a violência como qualquer ato de violência apoiado no gênero que produza ou possa produzir danos ou sofrimentos físicos, sexuais ou mentais na mulher incluindo as ameaças, a repressão ou a privação arbitrária da liberdade tanto na vida pública como na privada (CASIQUE; FUREGATO, 2006). A convivência da mulher com essa prática de violência tornou-se parte do seu cotidiano e do movimento próprio de suas relações conjugais, tomando tal situação com naturalidade, o que às vezes torna difícil a identificação dos atos de violência contra a mulher. E é por isso que o Ministério da Saúde recomenda que o profissional deve saber usar de habilidade e humanismo para o reconhecimento das manifestações da violência, principalmente as de caráter insidioso. Para o Ministério da Saúde a violência doméstica pode ser dividida em violência física, sexual, negligência e violência psicológica. Neste estudo foram abordadas a violência física, que ocorre quando alguém causa dano materiais ou fisiológicos por meio da força física, de algum tipo de arma ou instrumento que possa causar lesões internas, externas ou de algum prejuízo material; violência sexual, onde uma pessoa obriga a outra realização de atos sexuais contra a vontade, seja por uso da força física ou por influência psicológica; e a violência psicológica, que incluem as ameaças, humilhações, chantagens, cobranças de comportamento, discriminação, exploração, críticas pelo desempenho sexual, que causam danos a auto-estima, a identidade ou ao desenvolvimento da pessoa (BRASIL,2001). Tanto a violência física, como a sexual e a psicológica provocam conseqüências com impactos na saúde física e emocional da mulher. A violência psicológica é a mais difícil de ser identificada. Bastante freqüente, ela pode levar a pessoa a se sentir desvalorizada e sofrer de ansiedade. Segundo Silva (1992) violência a que muitas mulheres são submetidas, tem em sua maioria origem entre os membros da família, ou seja, a maioria dos casos de agressões contra mulheres vêm de dentro de suas próprias casas.

4 Segundo Silva (1992) a expressão violências contra a mulher é geralmente associada a agressões físicas e sexuais. Cabe lembrar que as agressões incluem, também violação, maltrato físico, psicológico e econômico o que algumas vezes, pode culminar com a morte da mulher maltratada. A fragilização dessas vítimas pode incluir efeitos permanentes na autoestima e auto-imagem, deixando-as com menos possibilidade de se proteger, menos seguras do seu valor e dos seus limites pessoais, e mais propensas a aceitar a vitimização como sendo parte de sua condição de mulher (ADEOBALDO et al, 2005). Além disso, a violência doméstica tem sido associada a freqüente procura dos serviços médicos. Mulheres procuram atenção médica com sintomas que podem sugerir uma história de violência doméstica, incluindo depressão, ansiedade e desordem de estresse pós-traumático, aumento do uso de álcool e drogas e mudanças no sistema endócrino (ADEOBALDO et al, 2005). Há que se considerar, ainda, que a violência acarreta inúmeros outros agravos à saúde, dentre esses, pode-se citar o medo, a falta de credibilidade no sistema legal e o silêncio, o que permite que as vítimas se tornem cúmplices dos seus agressores, com isso pode levar a mulher agredida muitas vezes a desenvolver algumas doenças, dentre elas, depressão (DINIZ et al, 2007). Diante da problemática apresentada surgiu a preocupação em pesquisar o tema, que tem como objeto de estudo a depressão em mulheres vítimas de violência doméstica, norteado pelas seguintes questões: Como a violência praticada pelos maridos ou companheiros nas mulheres favorece ao surgimento da depressão? Qual o tipo de violência sofrida pelas mulheres do estudo e há quanto tempo são vítimas de violência? Há quanto tempo encontram-se submetidas a tratamento com antidepressivos? A fim de atingir os seguintes objetivos: analisar a relação da depressão como um agravo conseqüente da violência doméstica; identificar os fatores relacionados à violência doméstica que conduziram ao tratamento com antidepressivos e descrever o surgimento da depressão em mulheres vítimas da violência doméstica.

5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS VI CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa. O cenário da pesquisa foi um hospital psiquiátrico, de Teresina, Piauí, escolhido por ser uma instituição psiquiátrica pública estadual, de referência no Estado. Os sujeitos da pesquisa foram mulheres em tratamento ambulatorial, que possuíam diagnóstico de depressão e apresentavam condições de prestar informações pertinentes ao objeto proposto. As entrevistas foram gravadas e dispôs-se de um roteiro de perguntas semi-estruturadas. Para Minayo (1998 p.108), a entrevista semi-estruturada permite a combinação entre perguntas fechadas e abertas, na qual o entrevistado tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto, sem resposta ou condições préfixadas pelo pesquisador. Os dados foram apresentados de forma discursiva abrangendo apenas fragmentos das falas, agrupadas por similaridades em categorias analíticas e analisado tomando por base o referencial teórico contido no estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES Este estudo teve como sujeitos mulheres com depressão diagnosticada e com histórico de violência doméstica, que realizam consultas periódicas no Ambulatório do Hospital Areolino de Abreu. Foram entrevistadas mulheres com idade entre vinte e quatro e setenta e oito anos, com as seguintes escolaridades: ensino fundamental completo, ensino médio completo e ensino superior completo. As profissões corresponderam: autônoma, comerciante, professora e técnica de enfermagem. O tempo de convivência com a violência era de: 5 anos, 7 anos, 10 anos, 20 anos, 25 anos e uma não soube dizer. Os tipos de agressões sofridas foram: física, sexual e psicológica. MULHERES QUE CONVIVEM COM A VIOLÊNCIA DOMICILIAR E SUA RELAÇÃO COM A DEPRESSÃO

6 Não existe uma única causa específica para desencadear a depressão, no geral é uma combinação de diversos fatores. Existem fatores psicológicos envolvidos, bem como causas orgânicas que levam ao desequilíbrio energético e Todas assinaram o Termo de Consentimento Livre Esclarecido, conforme modelo do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí e conforme a Resolução 196/96 que trata da pesquisa com seres humanos (BRASIL, 1996). funcional do organismo como um todo; situações muito estressantes (morte de pessoa querida, separação, perda de emprego, climatério, desequilíbrios hormonais) crise da meia idade, lesões por acidentes graves, ambiente profissional inadequado, conflitos familiares e outros. (SILVA; COELHO; CAPONI, 2007). O início da doença pode ocorrer em todas as idades, mas a adolescência e os primeiros anos da juventude são os períodos de maior risco, sobretudo para as mulheres. Aproximadamente dois em cada dez casos de depressão prolongam-se no tempo, tornando-se crônicos. Nas mulheres, a freqüência da cronicidade é quatro vezes maior do que nos homens. Mas vencer a depressão é possível. Basta reconhecê-la a tempo, compreendê-la como qualquer outra doença, sem sentimentos de vergonha, medo ou preconceito. Foi um somatório de situações, relacionamentos infelizes e trabalho estressante. Minha convivência com meu marido não era das melhores por ele bebia muito e sempre queria me bater e eu devo confessar a você que ele me batia muito, e teve uma vez que eu ate fui parar no hospital.(entrevista nº 1). Eu acredito que minha depressão começou por eu ter me afastado do mercado de trabalho. Eu deixei de trabalhar porque eu me sentia mal no trabalho. Eu entrei em atrito com meu chefe e não procurei mais trabalhar. Nesse tempo também eu já estava afastada do meu marido, meu casamento não tinha dado certo, eu já tinha homologado a separação. (entrevista nº 4). Fui casada por 20 anos. Separei depois que eu admiti que meu problema era por conta do casamento. Eu sempre hospitalizada e ele me maltratando. Eu sempre querendo ele perto de mim. Ele era alcoólatra me agredia muito psicologicamente ele me pressionava e tinha hora que eu acreditava que realmente eu não servia pra nada, que eu estava acabando com meu relacionamento. (entrevista nº5).

7 Esse negócio começou do nada, não foi tão do nada assim não, eu tive uma desconfiança do meu marido que ele tava me traindo com minha irmã e daí em diante começei a me sentir triste, chorando a toa. (entrevista nº 6). De acordo com o que já vem sendo exposto anteriormente, sabemos que a depressão pode surgir pela combinação de diversos fatores, mas no caso de nosso estudo e de acordo com as entrevistas acima, temos como principal fator precipitante a violência doméstica sofrida por essas mulheres dentro seus lares. O presente estudo foi submetido à direção do hospital, que emitiu termo de aquiescência e apreciado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, cujo parecer foi favorável (Parecer 151/07). Violência essa, atualmente denominada de violência de gênero, cometida, na maioria dos casos, por seus próprios maridos. Visando ampliar o conhecimento a respeito de violência de gênero, destacaremos o conceito abordado por Saffioti (2004): Violência de gênero é o conceito mais amplo, atingindo vitimas como mulheres, crianças e adolescentes de ambos os sexos. No exercício da função patriarcal, os homens detêm o poder de determinar a conduta das categorias sociais nomeadas recebendo autorização ou, pelo menos, tolerância da sociedade para punir o que lhes apresenta como desvio. Ainda que não haja nenhuma tentativa, por parte das vítimas em potenciais, de trilhar caminhos diversos pelos prescritos pelas normas sociais, a execução do projeto de dominação-exploração da categoria social homens exige que sua capacidade de mando seja auxiliada pela violência (SAFFIOTI, 2001, p.115). Assim, podemos dizer que a opressão a mulher não é determinada simplesmente por comportamentos naturais, mas está relacionada à questão das relações de gênero, pois os papéis sociais atribuídos a mulheres e homens são resultado de uma construção social. A agressão física contra mulheres era, até certo tempo atrás, um direito do agressor, por ser legitimado como proprietário do individuo, com o comando e o sustento do mesmo, fazendo-o compreender que poderia, inclusive, agredi-lo. Essas

8 agressões também eram vistas como corretivos e consideradas como algo quase legítimo. Dependendo do meio em que a violência ocorre, configuram-se diferentes tipos com sentidos e características variadas. Por isto, a concepção de violência como uma forma de relação social; que está (...) atada ao modo pelo qual os homens produzem e reproduzem suas condições sociais de existência (...) é a negação de valores considerados universais: a liberdade, a igualdade, a vida (ADORNO, apud GUERRA, 2001, p. 48), nos fornece elementos importantes para entendermos a permanência da violência, ao longo da evolução da humanidade. Com base nessa negação de valores, qualquer individuo pode se sentir agredido. Há um desrespeito ao se tratar uma pessoa de forma agressiva, seja com atos ou com palavras. Um comportamento assim não é aceito como normal e correto já que coisifica o ser social, está fora dos padrões de nossa sociabilidade. Neste sentido, a violência tem por referência a vida, porém a vida reduzida, esquadrinhada, alienada (ADORNO apud GUERRA, 2001, p. 31). Já a violência doméstica, uma expressão da violência humana que tem o espaço familiar com seu locus privilegiado de sua realização, consiste num processo de vitimização como forma de aprisionar a vontade e o desejo da mulher, de submetê-la ao poder do homem. (SOUSA, 2007). O COTIDIANO DE MULHERES QUE VIVENCIAM A VIOLÊNCIA As conseqüências dos agravos na vida da mulher são marcadas pela baixa da auto-estima, pelo medo, pelo isolamento social e até pela incorporação do sentimento de culpa. Surge com maior freqüência, o sentimento de temor que paralisa e impede a mulher de buscar ajuda como a atitude de diminuição do abuso na qual a mulher tende a minimizar a situação de violência em função de fatores como medo, falta de informação e de consciência sobre o que constitui realmente violência, e ainda pelo desejo de crer que o parceiro não é tão mau. Minha convivência com meu marido não era das melhores porque ele bebia muito e sempre queria me bater, e eu devo confessar a você que ele me batia muito, e teve uma vez que eu até fui parar no hospital (entrevista 1).

9 De acordo com as entrevistas, pôde-se verificar que as mulheres entrevistadas tiveram um convívio com a violência doméstica. Verificou-se que, mesmo com as situações de violência vividas por essas mulheres, ainda assim elas continuavam casadas, na maioria dos casos. Vimos ainda que o principal motivo que levava os companheiros a serem violentos era o alcoolismo. Os maus tratos infligidos a mulher repercutem em perdas significativas na saúde física, sexual, psicológica e nos componentes sociais, este último como rede de apoio para a qualidade de vida. A mulher vitimizada evita denunciar e se isola dos sistemas de apoio, o que o torna ainda mais dependente do seu agressor. Langley e Levy (1980) enumeram sete razões pelas quais algumas mulheres permanecem com os homens que as agridem. São elas: (1) uma autoimagem fraca; (2) a crença de que seus maridos vão mudar; (3) dificuldades econômicas; (4) a necessidade de apoio econômico do marido; (5) dúvidas se podem viver sozinhas; (6) a crença de que o divórcio é algo como um estigma; e (7) o fato de que é difícil para a mulher com filhos encontrar trabalho. Além das razões citadas acima, ainda há também a questão da vergonha que elas sentem ao tornar públicas as agressões. Há um contingente significativo que continuou durante muito tempo na relação por entenderem que amavam seus companheiros. De acordo com alguns autores, é difícil afirmar porque alguns homens terminam por agredir as mulheres,assim como estabelecer dentre tantos fatores,qual aquele que leva um homem a espancar sua esposa. KRUG et al apud SOUSA (2007) apresenta um resumo de fatores que são colocados como risco à violência do homem contra a parceira. São eles: fatores individuais como pouca idade, excesso de bebida, depressão, distúrbio de personalidade, baixa renda, baixo rendimento acadêmico e ter testemunhado ou vivido a violência quando pequeno; fatores relacionais como conflito no casamento, domínio masculino na família, estresse econômico e vida familiar precária; fatores comunitários como fracas sanções comunitárias à violência doméstica, pobreza e

10 baixo capital social; e fatores sociais como normas tradicionais de gênero e normas sociais que apóiam a violência. TIPOS DE VIOLÊNCIAS VIVENCIADAS POR MULHERES COM DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO Dentre todos os tipos de violência contra a mulher, existentes no mundo, aquela praticada no ambiente familiar é um das mais cruéis e perversas. O lar, identificado como local acolhedor e de conforto passa a ser, nestes casos, um ambiente de perigo contínuo que resulta num estado de medo e ansiedade permanentes. Envolta no emaranhado de emoções e relações afetivas, a violência doméstica contra a mulher se mantém, até hoje, como uma sombra em nossa sociedade (BRASIL, 2005). (...) Durante esses cinco anos eu fui humilhada o tempo todo ele me xingava muito, as vezes, sem motivo algum e eu engoli isso por 5 anos (..) um dia ele chegou em casa bêbado e me bateu... (entrevista 1). O abuso aconteceu por parte do meu irmão mais velho. Eu lembro que eu nunca consegui brincar como as outras crianças. Eu sempre fui muito calada e triste acho que foi por causa de tudo isso. (Entrevista 2) Ele sempre foi violento comigo, toda vez que ele bebia ele me agredia. Ele sempre me empurrava, me xingava e dizia que ia matar meus filhos, às vezes, ele forçava a ter relações sexual comigo e eu acho que juntando tudo isso me provocou essa depressão (entrevista 3)... ele era alcoólatra me agredia muito psicologicamente. Sofri agressões físicas... (entrevista 5) De acordo com as falas dos sujeitos verificamos que os mesmos sofreram todos os tipos de violência: verbal, psicológica, física e sexual. Vimos também que essas mulheres tiveram convívio com mais de um tipo de violência, o que contribuiu mais ainda para o agravamento do quadro depressivo. Entendemos que a violência contra a mulher está relacionada a qualquer ato de violência que tenha por base o gênero, e que resulta ou pode resultar em dano ou sofrimento de natureza sexual, física ou psicológica, acometido por maridos, companheiros, namorados, ex-maridos, ex-namorados, e também por desconhecidos.

11 Segundo Soares (2004), violência sexual se caracteriza como violência expressiva, constituída por causar dor ou ofensa com um fim em si que vai desde o assédio sexual ao estupro, perpassando por outros abusos como acusar a mulher de infidelidade,forçar a manter relações sexuais com outros homens, exigir sexo depois de ter espancado a mulher. Esse tipo violência se torna menos pública, por ser tratada de forma íntima e com menos registros formalizados pelas mulheres. Outra categoria de violência que tange a mulher é a psicológica, também denominada como emocional, pois se dá através de abusos, tais como: ameaças, críticas em público, culpabilização pelos problemas. Enfim, esse tipo de violência destrói o que se tem de mais pessoal, que é o seu amor próprio, a sua auto-estima, dificultando assim seu crescimento como pessoa, mãe, esposa, levando-a em alguns casos até mesmo ao suicídio. Identificamos a violência física como um ato brutal, no qual o ser homem manifesta sua virilidade como demonstração de superioridade em relação à mulher. A violência física acontece quando há uma ação destinada a causar dano físico a outra pessoa, podendo ser identificada através de socos, empurrões, golpes, e até mesmo a morte. Segundo Soares (1999), não se pode pensar em violência contra a mulher em episódios isolados e discreto, mas num processo continuo e repetitivo. Dessa forma, a violência apresenta-se como cíclica. O ciclo da violência, conforme apresenta a autora, é composta de três fases distintas. A primeira fase, a de construção de tensão, caracteriza-se pela ocorrência de agressões verbais, ciúmes, ameaças, destruição de objetos. Nessa fase a mulher acredita ser capaz de controlar a situação desenvolvendo um processo constante de auto-acusação. Na segunda fase, a tensão aumenta, atingindo seu ponto Maximo. Surge, então, agressões mais agudas, os ataques tornam-se mais graves e o processo experimentado na fase anterior torna-se inadministrável. Após terem cessados os ataques, o agressor fica temeroso em perder a companheira mostrando remorso, proferindo promessas, implorando perdão. Tem então, um período de calmaria, sem a tensão acumulada na primeira fase e descarrega na segunda fase.

12 Soares (1999) ainda ressalta que os agressores não se encontram inscritos em um grupo específico da população. Eles podem ter qualquer idade ou escolaridade, bem como pertencer a qualquer classe ou etnia. Todavia, maridos violentos, freqüentemente, foram vítimas e/ou testemunhas de violência doméstica quando crianças fazem uso abusivo de álcool e drogas, apresentam dupla personalidade, possuem baixa renda, baixa auto-estima e são inseguros. O tratamento antidepressivo deve ser entendido de uma forma globalizada levando em consideração o ser humano como um todo incluindo dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Portanto, a terapia deve abranger todos esses pontos e utilizar a psicoterapia, mudanças no estilo de vida e a terapia farmacológica. Deve-se mencionar que não se trata depressão de forma abstrata mas sim pacientes deprimidos, contextualizados em seus meios sociais e culturais e compreendidos nas suas dimensões biológicas e psicológicas (SOUSA, 1999). Chorava muito, chorava muito e eu não sabia qual era o motivo e não queria aceitar que era depressão. Depois chegou ao ponto de não conseguir nem levantar da cama, não queria comer nada, não sentia vontade de fazer nada nem mesmo sair de casa eu não queria mais (...) faz mais ou menos uns dois anos que eu estou tratando a depressão. (entrevista 1) De inicio era uma tristeza, não sentia vontade de fazer nem as coisas que eu gostava, depois não conseguia trabalhar. Fui encaminhada para fazer o tratamento com um psicólogo só que eu faltava muito as consultas porque eu tinha vergonha do que tinha acontecido comigo e ai eu comecei a piorar cada vez eu ficava mais triste e só vivia chorando até o ponto que não dava mais pra ficar daquela forma(...) eu fui a um médico quando eu tinha uns 19 anos e ele disse que o meu problema era depressão e ai eu comecei a me tratar e as coisas começaram a melhorar um pouco. (entrevista 2) Eu comecei a tomar remédio pra depressão aos 22 anos quando eu tive eclampsia e depois disso eu sempre senti dor de cabeça. Ficava internada, tomava injeções sossega-leão e voltava pra casa depois de 1 ou 2 dias internada. Hoje eu estou 50% melhor com o tratamento no grupo. Eu me sinto bem melhor, depois que eu assumi a depressão e passei a tomar a medicação, isso tem uns 6 meses. Eu me sinto bem melhor com a medicação, eu melhorei muito. Hoje minha vida é melhor que 6 meses atrás (entrevista 3) Essas falas nos mostram alguns sintomas que acometiam essas mulheres antes delas iniciarem o tratamento. Mostra também que algumas delas iniciaram o tratamento tardiamente, pois não aceitavam sua condição. E outras que faziam

13 tratamento irregular. Mas a partir do momento que elas iniciaram o tratamento correto, todas relataram melhora dos sintomas. As intervenções psicoterápicas podem ser de diferentes formatos, como psicoterapia de apoio, psicodinâmica breve, terapia interpessoal, comportamental, cognitiva comportamental, de grupo, de casais e de família. Fatores que influenciam no sucesso psicoterápico incluem: motivação, depressão leve ou moderada, ambiente estável e capacidade para insight. Mudanças no estilo de vida deverão ser debatidas com cada paciente, objetivando uma melhor qualidade de vida. (SOUSA, 2007). CONSIDERAÇÃOES FINAIS A análise dos dados apontou para uma riqueza de informações que podem contribuir para a reflexão sobre o aumento de quadros depressivos na população feminina e sua relação com a violência doméstica, assim com também para despertar o olhar sobre a necessidade urgente da formulação de estratégias de enfrentamento sobre a problemática em questão. A depressão é uma doença grave, que causa vários efeitos deletérios na vida das pessoas afetadas, levando a um intenso sofrimento psíquico, a sérios prejuízos sociais, ocupacionais e interpessoais, além das co-morbidades com outras doenças crônicas e a preocupação constante com o risco de suicídio. Nesse sentido, a enfermagem, como a ciência do cuidar, deve estar voltada para refletir sobre estas questões que envolvam a saúde mental da mulher vítima de violência doméstica. E na cotidianidade do exercício da profissão, principalmente junto às comunidades, em especial na Atenção Básica e no Programa de Saúde da Família, estar atenta para estes aspectos emocionais da clientela alvo, pois são nestes campos de atuação onde as informações sobre a violência doméstica e suas diversas conseqüências são repassadas de forma bem realística. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADEOBALDO, V. G. et al. Qualidade de vida e depressão em mulheres

14 vítimas de seus parceiros: Revista Saúde Publica 2005: 39(1); p Disponível em Acessado em: maio de BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Título VIII da ordem social. Capítulo II da seguridade social. Seção II da saúde. Art Brasília, DF: Senado, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Violência intrafamiliar: orientações para a prática em serviço. Brasília: Ministério da Saúde, (Caderno de Atenção Básica, 8). CASIQUE, L. FUREGATO, A. R F. Violência contra mulheres: reflexões teóricas: Rev Latino-am Enfermagem 2006 novembro-dezembro; 14 (6). Disponível em Acessado em: maio de DINIZ, N. M. F et al. Mulheres vitimas de violência sexual: Adesão a quimioprofilaxia do HIV: Rev. Latino-Am. Enfermagem v.15 n.1 Ribeirão Preto jan./fev Disponível em Acessado em: maio de GUERRA, Viviane Nogueira. A violência de pais contra filhos: procuram-se vítimas. São Paulo: Cortez, LANGLEY, Roger & LEVY, Richard. Mulheres espancadas: fenômeno visível. Tradução de Claudio Gomes Carina. São Paulo: Hucitec, MINAYO, M. C. S. (org.) Pesquisa social: teoria, métodos e criatividade. 17 ed. São Paulo: Vozes, MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde. 5 ed. São Paulo- Rio de Janeiro: Hucitec- Abrasco, 1998.

15 SAFFIOTI, Heleieth I, B. Cadernos PACU. Desdobramentos femininos (16) SAFFIOTI, Heleieth. I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, SILVA, L. L; COELHO, E. B. S; CAPONI, S. N. C. Violência silenciosa: violência psicológica como condição da violência física doméstica: Rev. Latino- americana de Enfermagem Interface (Botucatu) v.11 n.21 Botucatu jan./abr Disponível em Acessado em junho de SILVA M. V. Violência contra mulher: Quem mete a colher?:são Paulo: Cortez, SILVA, M.C.F.; FUREGATO, A.R.F.; COSTA JR., M.L. - Depressão: pontos de vista e conhecimento de enfermeiros da rede básica de saúde. Ribeirão Preto (SP). Rev Latino-americana de Enfermagem 11 (1): 7-13, Disponível em Acessado em: maio de SOARES, Fabiana Lopes. Violência de gênero: uma reflexão das peculiaridades impostas aos agressores. Teresina: 2004, monografia. SOUSA, Fábio Gomes. Tratamento da depressão. Revista Brasileira de Psiquiatria. Vol. 21. Maio Disponível em Acessado em: novembro de 2007.

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