PRIVATE EQUITY COMO FONTE DE RECURSOS PARA A EMPRESA BRASILEIRA: CONCEITUAÇÃO TEÓRICA E PERSPECTIVA PRÁTICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PRIVATE EQUITY COMO FONTE DE RECURSOS PARA A EMPRESA BRASILEIRA: CONCEITUAÇÃO TEÓRICA E PERSPECTIVA PRÁTICA"

Transcrição

1 PRIVATE EQUITY COMO FONTE DE RECURSOS PARA A EMPRESA BRASILEIRA: CONCEITUAÇÃO TEÓRICA E PERSPECTIVA PRÁTICA João Neiva de Figueiredo, Ph.D. Professor do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, Universidade Federal de Santa Catarina Florianópolis, SC ABSTRACT This paper examines Private Equity as a source of financing for small and medium sized companies in the Brazilian market from the point of view of the firm. First the paper describes the main characteristics of Private Equity and the financing process. Then the study outlines the theoretical issues that affect Private Equity as a source of capital, describing its limitations and resulting market imperfections, and explaining how these issues have been dealt with in other economies. Lastly the Private Equity process is analyzed from the point of view of the company being financed. The paper provides a roadmap for companies as they examine Private Equity financing options in Brazil. Keywords: Private Equity, Venture Capital, small and medium company financing 1. INTRODUÇÃO Private Equity, a compra de participação acionária em empresas não negociadas em bolsa por parte de investidores financeiros é uma modalidade de captação de recursos na qual investidores financeiros aceitam arcar com o elevado risco de prover capital para uma empresa não negociada em bolsa, possivelmente em seus estágios iniciais de existência, em troca de um retorno esperado mais alto que o de outras oportunidades de investimento. A tese principal deste trabalho é de que, apesar de sua complexidade, financiamentos de Private Equity continuarão a crescer no Brasil por fornecer retornos altos aos investidores financeiros, por representar uma alternativa de financiamento para companhias que não teriam outro acesso a recursos, e por preencher um papel importante para a economia como um todo. Este trabalho explora alguns motivos da complexidade da execução de investimentos de Private Equity, enumerando soluções encontradas em outros países e apresentando uma visão prática do ponto de vista da empresa que busca capital. O objetivo principal deste trabalho é fornecer subsídios para a análise do processo de desenvolvimento de Private Equity no Brasil sob a ótica da companhia captadora de recursos. Como em numerosos aspectos as condições no Brasil são diferentes das condições existentes em países onde esta fonte de capital se desenvolveu, o estudo busca primeiramente apresentar as principais características de Private Equity com uma descrição de suas limitações e conseqüentes imperfeições de mercado. Em seguida o estudo busca, através de uma análise bibliográfica da literatura acadêmica sobre o tema, examinar soluções destas limitações que foram utilizadas com sucesso em outras economias para, a partir daí, possibilitar a escolha das soluções mais aplicáveis ao ENEGEP 2002 ABEPRO 1

2 contexto brasileiro. Finalmente é descrita a visão da companhia captadora de recursos do ponto de vista prático. Este é um trabalho descritivo cujo objetivo é detalhar as questões teóricas que balizaram o crescimento desta fonte de recursos em outras economias e identificar as questões práticas que podem afetar o seu desenvolvimento no Brasil do ponto de vista da pequena empresa. 2. DESCRIÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE PRIVATE EQUITY Os mercados de Private Equity conectam investidores a companhias com necessidades de financiamento, em operações financeiras em que quase sempre a contrapartida dos recursos é a participação acionária na companhia que recebe o capital. Nesta modalidade de financiamento os provedores de capital negociam diretamente com as companhias captadoras para definir as condições contratuais do investimento. Dependendo das características da companhia que recebe os recursos, os investimentos de Private Equity podem ser classificados de formas distintas. Se a companhia a ser financiada é pequena e está nos seus primeiros estágios de desenvolvimento, com empreendedores que em geral foram seus fundadores, a modalidade de financiamento é chamada de Venture Capital (conhecido no Brasil em alguns meios como Capital de Risco). Empresas de porte médio ainda não listadas em bolsa por vezes financiam seu crescimento (quer orgânico, quer através de aquisições) através da venda de participação acionária a investidores financeiros que então ajudam a empresa a acessar os mercados de ações (Growth Equity). Outra modalidade de Private Equity é utilizada em algumas situações (com estruturas de financiamento complexas) para empresas que têm suas ações já negociadas em bolsa mas por alguma razão não têm outra fonte de financiamento disponível (later stage financing). O Leveraged Buy-out (LBO) é a forma de Private Equity em que investidores contraem dívida para comprar controle de uma companhia e saldam esta dívida com o fluxo de caixa da própria companhia. Finalmente, em economias não emergentes existem ainda modalidades de Private Equity chamadas de financiamentos de mezanino (Mezzanine Financing) nas quais o alto retorno esperado pelos investidores é obtido não somente pela participação no controle acionário mas também com remuneração do capital empregado nos moldes de dívida. Como visto acima, o termo Private Equity engloba diversas modalidades de financiamento nas quais o investidor passa a participar da estrutura acionária da companhia, mas em todas as situações certas características estão presentes. Primeiramente, são situações em que o risco de perda de todo o capital empregado é significativo. Financiamentos de Private Equity envolvem um risco muito alto por razões que variam de caso para caso. Para compensá-lo por este risco, o investidor financeiro busca participação acionária na empresa em uma dimensão que proporcione um retorno muito alto ao capital empregado. Em segundo lugar, nesta modalidade de financiamentos, todos os aspectos da operação incluindo a avaliação da companhia, a estruturação do investimento, a definição das características contratuais e o detalhamento de quaisquer questões não usuais são definidas através de negociações diretas entre os tomadores de capital (a companhia ou seus acionistas) e os provedores de capital (os investidores financeiros). Em comparação, os mercados de ações, de crédito bancário, de commodities, de dívida pública, para citar alguns, não admitem o mesmo nível de negociações contratuais diretas entre captadores e agentes financeiros. Terceiro, o investidor financeiro tem um horizonte de tempo limitado para obter o retorno esperado, em geral entre três e sete anos, e raramente mais de dez anos. Consequentemente, uma condição necessária para o investidor aportar capital é ter um plano realista para sua saída alguns anos depois. ENEGEP 2002 ABEPRO 2

3 Em quarto lugar, mesmo em casos em que o investidor terá após o investimento uma participação acionária minoritária, ele exigirá voz ativa na governança corporativa da empresa. Esta voz ativa normalmente é expressa através de assento com direito a voto no conselho de administração da empresa bem como um acordo de acionistas que especifica diversas matérias em que o investidor financeiro tem direito a veto (denominado "controle negativo"). O objetivo dos investidores financeiros é preservar seu capital e eles procurarão se cercar de todas as garantias contratuais possíveis para que isto seja possível. Finalmente, o processo que leva ao investimento desde o primeiro contato até o fechamento da operação é muito longo e trabalhoso. Os investidores financeiros estarão levantando todas as informações necessárias para avaliarem os riscos da aplicação e decidirem se a probabilidade de obterem o retorno almejado é alta. Como descrito abaixo, existe considerável assimetria de informações entre o investidor financeiro por um lado e a companhia e seus acionistas e administradores por outro, uma vez que estes dispõem de dados muito mais precisos sobre a própria companhia e suas condições do que aqueles. Antes de finalizar a operação os investidores financeiros não medirão esforços para minimizarem esta assimetria de informações, e este processo demandará tempo e recursos substanciais. Pelas razões descritas acima, Private Equity é uma modalidade de financiamento que é muito laboriosa para a companhia. Ademais, esta é, de maneira geral, a forma de capital mais cara (isto é, de custo mais alto) para uma companhia, somente sendo usada quando outras opções para financiamento forem esgotadas - as companhias captadoras devem procurar financiar seu crescimento por outros meios e somente realizar operações de Private Equity quando não houver outra maneira de obter os fundos desejados. Existem, no entanto, várias situações nas quais será aconselhável para a companhia utilizar esta forma de financiamento porque o custo do capital, apesar de alto, ainda será inferior ao retorno esperado para a companhia e para seus outros acionistas. 3. LIMITAÇÕES DE PRIVATE EQUITY Como descrito acima os pontos relativos ao aporte de capital em uma operação de Private Equity são definidos mediante negociação direta entre os provedores de capital (investidores) e os representantes da companhia captadora (seus acionistas e administradores). A estrutura da operação bem como o conjunto de regras que nortearão o relacionamento entre investidores, a companhia e seus acionistas, e demais partes interessadas são descritas explicitamente na documentação da operação incluindo o acordo de acionistas, o estatuto alterado da empresa e documentos de subscrição de ações. A assimetria de informações sobre a companhia existente entre os representantes desta e os investidores tem duas consequências imediatas: primeiramente, conforme já mencionado, o processo de aporte de capital é laborioso e demorado e segundo, há necessidade de documentação detalhada tentando antecipar soluções para situações em que esta assimetria de informações possa ser prejudicial a uma das partes. Grossman e Hart (1986) bem como Hart e Moore (1990) mostraram que a obtenção de capital fica dificultada (e consequentemente mais cara) em situações de assimetria de informação nas quais há dificuldade de verificar se certas metas foram atingidas bem como em outros casos de dificuldade na medição de performance. Caso a assimetria de informações fosse completamente eliminada, as dificuldades para obtenção de financiamentos seriam superadas. Tanto economistas teóricos como Grossman e Hart como economistas financeiros como Sahlman tem demonstrado que investidores de Private Equity, por seu grau de especialização, têm sido, na prática, capazes de resolver estes problemas de assimetria de informação. ENEGEP 2002 ABEPRO 3

4 Foi Sahlman (1990) quem primeiro enunciou os três problemas principais de um investidor de Private Equity ao examinar e realizar seu investimento. Os três problemas principais do investidor financeiro são: primeiro, identificar investimentos que trarão o retorno almejado; segundo, maximizar a chance de que a companhia seja administrada de maneira a conseguir o máximo retorno ao seu investimento, ou seja, minimizar os chamados custos de agência, termo consagrado por Jensen e Meckling (1976); e terceiro, minimizar o valor presente dos custos operacionais vinculados ao seu investimento, inclusive garantindo a sua própria saída. Identificação de Investimentos Promissores Somente uma pequena parcela das oportunidades de investimento que se apresentam serão realmente capazes de produzir os altos retornos almejados pelos investidores. O problema que estes enfrentam é identificar estas oportunidades a priori, problema este que é exacerbado pelo número de oportunidades examinadas (o investidor de Private Equity em geral investe em um percentual muito pequeno - de dois a cinco por cento - de todas as oportunidades que ele analisa detalhadamente e uma porcentagem muito menor ainda de todas as oportunidades que lhe são apresentadas). O problema da identificação de investimentos promissores é ainda exacerbado pela existência de seleção adversa, porque como os empreendedores têm conhecimento dos altos retornos requeridos pelos investidores, os melhores esgotarão outras modalidades de financiamento antes de procurar Private Equity por ser esta forma de financiamento a mais onerosa para a companhia, como descrito acima. Financiamentos de Private Equity ocorrem em situações em que a assimetria de informações (e consequentemente a probabilidade de seleção adversa e risco moral) é mais alta do que em situações de financiamento tradicionais. Por um lado, as empresas enfrentam a realidade que financiamentos são mais difíceis de serem obtidos, e por outro, os investidores têm de se cercar de mecanismos para minimizar os problemas gerados pela assimetria de informações. Basicamente, investidores têm quatro mecanismos para auxiliar na identificação de investimentos promissores. Primeiramente, o longo processo de análise (descrito acima) antes de qualquer aporte de capital. Segundo, a possibilidade (utilizada frequentemente) de convidar outros investidores para analisar e participar da oportunidade. Terceiro, a estruturação do investimento em estágios distintos e sucessivos, sendo cada etapa sujeita a determinados níveis de performance por parte da companhia (neste caso, conforme demonstrado por Sahlman (1998) o investidor está na realidade mantendo uma opção para aportar mais capital, para reavaliar a companhia, ou, em casos extremos, para abandonar a oportunidade). Finalmente, a utilização de instrumentos de dívida conversíveis em ações, ou seja, se a companhia não desempenhar de acordo com o esperado, a opção de conversão não é exercida pelos investidores de Private Equity, aumentando a probabilidade do retorno do capital empregado pelo investidor. Este último mecanismo visa minimizar a seleção adversa no exame preliminar de oportunidades. Custos de Agência em Private Equity O problema de agência ocorre quando uma pessoa (o agente - neste caso os administradores da companhia) desempenha uma tarefa como representante de outra pessoa (o principal - neste caso os investidores financeiros) e o perfeito monitoramento daquele por este é impossível por alguma razão. As causas do problema de agência em geral são vinculadas à assimetria de informação acoplada a incentivos diferentes para as partes envolvidas. No caso de Private Equity existem diversas situações em que os incentivos do administrador, do empreendedor, ou de outros acionistas podem ser diferentes dos incentivos dos investidores financeiros. ENEGEP 2002 ABEPRO 4

5 Um exemplo em que os incentivos podem ser diferentes é o uso do capital: os investidores financeiros querem se certificar que todo o capital é utilizado para aumentar o valor da empresa quando outros participantes do projeto podem ter objetivos diferentes. Este exemplo é resolvido acoplando a maior parte da remuneração do administrador em questão ao aumento do valor da companhia, muitas vezes através de opções (que valerão mais na medida em que o projeto tiver sucesso e o valor da companhia cresça). Outro exemplo de problema de agência é a possibilidade de hold-up por parte de um empreendedor ou administrador que seja crucial para o projeto e que porventura exija reavaliação de sua remuneração através, por exemplo, de uma ameaça de procurar outra atividade. Este exemplo é solucionado fazendo com que parte substancial da remuneração em opções vista (do inglês to vest) ao longo do tempo. Outro mecanismo que ajuda a resolver os altos custos de agência proporcionando um maior alinhamento de incentivos é a estruturação do investimento em estágios distintos e sucessivos, sendo cada etapa sujeita a determinados níveis de performance por parte da companhia, conforme mencionado acima. Gompers (1997) examinou a eficácia deste mecanismo para minimizar custos de agência e chegou à conclusão que este é um dos mais importantes mecanismos de controle de um investimento porque ajuda a alinhar os incentivos dos investidores aos dos administradores e empreendedores uma vez que estes sabem que estágios subsequentes de investimento somente serão aprovados se determinados níveis de performance forem atingidos. Garantia de Saída e Minimização de Custos Como descrito acima, o investidor financeiro tem horizonte limitado, ou seja, determinado número de anos após o aporte de capital, o investidor financeiro pretende sair do investimento. Esta saída pode ocorrer de várias formas: Pela venda da companhia, pela venda de sua participação a um investidor estratégico, pela venda de sua participação no mercado público após uma oferta inicial de ações (IPO), ou por uma recapitalização da empresa, por exemplo. A literatura acadêmica a respeito dos processos de saída tenta determinar se companhias em que investidores de Private Equity têm participação acionária têm performance melhor que outras e enfoca maneiras de maximizar o retorno através de ofertas públicas de ações no momento ideal. Lerner (1994) conclui que empresas nas quais investidores de Private Equity experientes têm participação acionária significativa conseguem fazer suas ofertas iniciais de ações em picos de mercado. Brav e Gompers (1997) confirmaram que empresas nas quais investidores de Private Equity têm participação acionária significativa têm performance melhor no mercado acionário mesmo anos após a oferta inicial de ações. De maneira mais ampla, diversos mecanismos são utilizados para garantir contratualmente a saída do investidor financeiro num prazo determinado. O primeiro é a exigência de abertura de capital da empresa em um determinado prazo. Caso isto não seja possível (por condições de mercado adversas, por exemplo) existem diversos mecanismos que, após um determinado período de tempo, permitem ao investidor financeiro forçar a venda da companhia. Existem ainda situações em que a partir de um determinado tempo transcorrido o investidor financeiro pode exercer uma opção de venda de sua participação na companhia para os outros acionistas a um determinado valor pré-acordado. Finalmente a própria estruturação do instrumento financeiro como dívida conversível em capital próprio ao longo do tempo permite que o investidor recupere o capital empregado em casos em que nenhum dos outros mecanismos funcione. O objetivo de minimizar o valor presente dos custos operacionais vinculados ao investimento é atingido não somente através da análise criteriosa da oportunidade antes do investimento ser feito, mas também, e principalmente, através de participação ativa no ENEGEP 2002 ABEPRO 5

6 conselho de administração e usufruto de poder de veto para questões específicas, ou seja, através de um monitoramento criterioso, como mostraram Cornelli e Yosha (1997). Algumas das questões que necessitam da aprovação do investidor financeiro são, por exemplo, venda ou compra de ativos substanciais, fusões e aquisições, endividamento acima de determinados níveis, emissão de ações, troca de objeto social e alteração no controle acionário, dentre outros. 4. VISÃO PRÁTICA O PONTO DE VISTA DA COMPANHIA Com todas as limitações descritas na seção 3, com a complexidade dos remédios utilizados, com todas as dificuldades e a demora inerentes ao processo de aporte de capital, e, do ponto de vista da companhia, com o custo alto do investimento, a pergunta seguinte seria porque companhias e empreendedores buscam este tipo de financiamento? Certamente existiriam situações em que outras fontes de capital estariam indisponíveis à companhia e nas quais seria melhor alterar o planejamento diminuindo a necessidade de capital de maneira a não incorrer nos altos custos da entrada de um investidor de Private Equity. Porque, então, existem situações em que companhias buscam esta fonte de recursos apesar de seus altos custos? A resposta é que as vantagens para a companhia e o empreendedor podem ser ainda mais altas do que os altos custos envolvidos, custos estes parcialmente descritos acima. Listamos a seguir algumas destas vantagens. Primeiramente, é possível que a oportunidade de crescimento que se coloca para a empresa naquele momento seja de tal maneira vantajosa que justifique os altos custos para a companhia de um investimento em Private Equity. Como exemplos, em situações em que um novo mercado esteja se abrindo, ou em que haja uma oportunidade única para a compra de ativos estratégicos, ou em que a companhia esteja próxima de finalizar o projeto de um produto com inovação tecnológica significativa, ou de forma genérica, em que os recursos proporcionarão um salto qualitativo e quantitativo na performance da empresa, torna-se justificável do ponto de vista do empreendedor, dos acionistas existentes na companhia e dos administradores arcar com os custos para obter os benefícios esperados. Do ponto de vista da companhia esta é condição necessária (porém não suficiente) para considerar a entrada de um investidor financeiro - o custo do capital deverá ser inferior ao retorno esperado. Em segundo lugar, a entrada de investidores financeiros com experiência em desenvolvimento de companhias fornece subsídios importantes aos empreendedores, administradores, e demais sócios na gestão da companhia, em situações tais como preparação para acesso aos mercados de capitais internacionais, definições de estratégia, desenvolvimento das competências internas da empresa, e benchmarking com outras organizações de ponta na mesma área. Este aspecto é muito importante para o desenvolvimento de uma companhia uma vez que quase sempre há uma escassez de recursos humanos para atingir os níveis de performance desejados. É pela capacidade de ajudar na administração de recursos escassos e na definição da estratégia de médio e longo prazo de empresas em crescimento que a experiência de um investidor financeiro se torna bem-vinda. Ademais o conhecimento extenso do investidor financeiro das diversas formas de financiamento disponíveis, inclusive preparação para acesso aos mercados de capitais internacionais pode ser muito útil para uma empresa em crescimento. Terceiro, a entrada de um investidor financeiro de reputação sólida na estrutura acionária da companhia aumenta o grau de legitimidade desta perante o mercado, melhorando sua imagem e facilitando contatos que poderão levar a oportunidades de investimento futuras, abrir portas para parcerias estratégicas, ou gerar novas oportunidades de negócios. A presença na estrutura acionária de um investidor financeiro será particularmente importante para a companhia (bem como seus outros acionistas, seus ENEGEP 2002 ABEPRO 6

7 administradores e empreendedores) no momento em que ela resolver acessar o mercado de capitais (quer acionário ou de dívida) porque o mercado encarará sua presença como um sinal positivo. Será também importante no momento em que surgirem oportunidades de fusão ou venda da própria companhia uma vez que investidores financeiros têm larga experiência neste tipo de negociações. Em termos usados na teoria econômica, a presença de um investidor financeiro na estrutura acionária da companhia é uma sinalização positiva para o mercado. Quarto, a inclusão na estrutura societária da companhia de um investidor financeiro que tenha participação em outras empresas traz como benefício um aumento da capacidade de networking da companhia. Como investidores financeiros normalmente têm participação em muitas companhias (os mais ativos têm investimentos em centenas de empresas), a companhia que recebeu recursos imediatamente se torna parte de uma comunidade de empresas que pode aumentar as oportunidades de negócio bem como fornecer ajuda e suporte em casos de necessidade. Finalmente, existem situações específicas em que se torna muito vantajoso ter um investidor institucional de peso participando do quadro societário. Por exemplo, em casos de desenvolvimento de novos produtos em áreas altamente técnicas como tecnologia da informação ou bioengenharia torna-se muito útil para a companhia ter o respaldo de um experiente investidor financeiro para lidar com os desafios inerentes a estes setores de vanguarda porque os empreendedores normalmente têm embasamento técnico muito forte mas menos vivência em gerência e negócios. Em resumo, existem diversas vantagens para a companhia captadora de recursos em incorporar como sócio um investidor financeiro, mas estas vantagens são contrabalançadas pelo alto custo para a companhia e pelo longo e laborioso processo de aporte de capital. A decisão por parte da empresa de aceitar (ou não) o aporte de capital de um investidor financeiro é uma das decisões mais importantes que seus acionistas contemplarão durante a vida da empresa e deverá ser tomada após serem cuidadosamente examinados os custos e os benefícios de tal aporte. 5. CONCLUSÕES Neste trabalho foi apresentado um resumo descritivo de financiamentos de Private Equity com o objetivo de fornecer subsídios para a análise de Private Equity no Brasil sob a ótica da companhia captadora de recursos. Buscou-se aqui primeiramente apresentar as principais características da classe de ativos de Private Equity e Venture Capital. Em seguida o estudo forneceu uma análise bibliográfica da literatura acadêmica sobre o tema, examinando as limitações desta forma de financiamento bem como as conseqüentes imperfeições de mercado. Em seguida este trabalho descreveu as soluções mais utilizadas para corrigir estas imperfeições e facilitar a escolha daquelas soluções mais aplicáveis ao contexto brasileiro. Finalmente, o trabalho apresentou a ótica da companhia captadora de recursos, descrevendo o processo de financiamento de Private Equity do ponto de vista da firma. Como explicitado acima, este é um trabalho descritivo que fornece uma série de recomendações para companhias brasileiras precisando de recursos seguirem quando participarem de um processo de aporte de capital de Private Equity. A entrada de um investidor financeiro como sócio em uma companhia que necessite recursos através de um aporte de capital na modalidade de Private Equity por um lado é um processo demorado e trabalhoso, mas por outro lado pode trazer muitas vantagens para a companhia. Apesar de ser uma modalidade de obtenção de capital ainda relativamente pouco difundida no Brasil, Private Equity tem potencial de crescimento muito alto justamente porque representa uma opção de financiamento que, embora cara, está disponível para empresas que de outra forma não teriam acesso a capital para ENEGEP 2002 ABEPRO 7

8 financiar seu crescimento. A tese principal deste trabalho é de que financiamentos de Private Equity aumentarão em número no Brasil na medida em que tanto investidores financeiros quanto companhias a serem financiadas se familiarizarem com as vantagens e com as limitações desta fonte de recursos, para dela fazerem uso nas ocasiões mais apropriadas. BIBLIOGRAFIA 1. BRAV, A.; GOMPERS, P. Myth or Reality? The Long-run Underperformance of Initial Public Offerings: Evidence from Venture Capital and Nonventure-Capital backed Companies. Journal of Finance, vol. 52, pp , CORNELLI, F.; YOSHA, O. Stage Financing and the Role of Convertible Debt. Trabalho não publicado. London Business School e Universidade de Tel-Aviv, GOMPERS, P.; LERNER, J. The Venture Capital Cycle. The MIT Press, GOMPERS, P. Ownership and Control in Entrepreneurial Firms: An Examination of Convertible Securities in Venture Capital Investments. National Bureau of Economic Research Papers, GROSSMAN, S.; HART, O. The Costs and Benefits of Ownership: A Theory of Vertical and Lateral Integration. Journal of Political Economy, vol. 94, pp , HART, O.; MOORE, J. Property Rights and the Nature of the Firm. Journal of Political Economy, vol. 98, pp , JENSEN, M.; MECKLING, W. Theory of the Firm: Managerial Behavior, Agency Costs, and Operating Structure. Journal of Financial Economics, vol. 3, pp , LERNER, J. Venture Capitalists and the Decision to Go Public. Journal of Financial Economics, vol. 35, pp , LERNER, J. Venture Capital and Private Equity - A Casebook. JohnWiley & Sons, SAHLMAN, W. The Structure and Governance of Venture Capital Organizations. Journal of Financial Economics, vol. 27, pp , SAHLMAN, W. Aspects of Financial Contracting in Venture Capital. Journal of Applied Corporate Finance, Summer STIGLITZ, J.; WEISS, A. Credit Rationing in Markets with Incomplete Information. American Economic Review, vol. 71, pp , ENEGEP 2002 ABEPRO 8

Oferta Pública. Mercado de Capitais

Oferta Pública. Mercado de Capitais Oferta Pública Mercado de Capitais Oferta Pública Para ter suas ações negociadas na Bolsa, as empresas precisam abrir o capital. O primeiro procedimento para a empresa abrir o capital é entrar com o pedido

Leia mais

Recursos Próprios. Amigos e Familiares

Recursos Próprios. Amigos e Familiares Recursos Próprios Chamado de booststrapping, geralmente é a primeira fonte de capital utilizada pelos empreendedores. São recursos sem custos financeiros. O empreendedor tem total autonomia na tomada de

Leia mais

Private Equity ADVISORY

Private Equity ADVISORY Private Equity ADVISORY Private Equity Excelentes profissionais que trabalham em equipe, transformando conhecimento em valor, em benefício de nossos clientes. Private Equity 1 Qualidade e integridade são

Leia mais

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER Breve Análise de cada Situação Por: Antonio Carlos Nasi Nardon, Nasi Auditores e Consultores 1. INCORPORAÇÃO A incorporação

Leia mais

1ª SESSÃO. A evolução da teoria sobre a criação de valor através de boas práticas de Governança Corporativa PROF. DR. ALEXANDRE DI MICELI DA SILVEIRA

1ª SESSÃO. A evolução da teoria sobre a criação de valor através de boas práticas de Governança Corporativa PROF. DR. ALEXANDRE DI MICELI DA SILVEIRA 1ª SESSÃO A evolução da teoria sobre a criação de valor através de boas práticas de Governança Corporativa PROF. DR. ALEXANDRE DI MICELI DA SILVEIRA SÓCIO-FUNDADOR DIREZIONE CONSULTORIA EMPRESARIAL PROFESSOR

Leia mais

Julho/2008. Abertura de Capital e Emissão de Debêntures

Julho/2008. Abertura de Capital e Emissão de Debêntures Julho/2008 Abertura de Capital e Emissão de Debêntures Principal instrumento de captação de recursos de médio e longo prazos, a debênture representa para muitas companhias a porta de entrada no mercado

Leia mais

Entendendo o Venture Capital

Entendendo o Venture Capital Semana Global de Empreendedorismo - ANPROTEC 21 de novembro de 2008 São Paulo, SP Entendendo o Venture Capital André Saito Vice-coordenador acadêmico, GVcepe GVcepe Primeiro centro de estudos em PE/VC

Leia mais

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL Parte 4: Como tornar sua Empresa uma Companhia de Capital Aberto o O que é Abertura de Capital o Vantagens da abertura o Pré-requisitos

Leia mais

Características. Carga horária 36 horas presenciais.

Características. Carga horária 36 horas presenciais. 1 Características Sobre o curso A indústria de Private Equity e Venture Capital está em pleno desenvolvimento no Brasil, no ano de 2013 os investimentos foram de R$ 17,6 bilhões representando 0,37% do

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

http://www.bovespa.com.br/investidor/juridico/070413nota.asp

http://www.bovespa.com.br/investidor/juridico/070413nota.asp Página 1 de 6 Página Inicial Legislação do Mercado Jurisprudência Tributação do Mercado Regulamentação da Bolsa Câmara de Arbitragem Notícias e Entrevistas Artigos Indicação de Leitura O Poder Judiciário

Leia mais

O VALOR DO CONTROLE PARTE 2

O VALOR DO CONTROLE PARTE 2 O VALOR DO CONTROLE PARTE 2! O valor do controle acionários! O problema da liquidez Francisco Cavalcante (francisco@fcavalcante.com.br) Sócio-Diretor da Cavalcante Associados, empresa especializada na

Leia mais

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação

Estratégia de TI. Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Estratégia de TI Posicionamento Estratégico da TI: como atingir o alinhamento com o negócio 2011 Bridge Consulting Apresentação

Leia mais

Mapas de Rotas Tecnológicas Roadmaps Conceitos, Tipos e Etapas de Elaboração. LELIO FELLOWS FILHO 05 de julho de 2007

Mapas de Rotas Tecnológicas Roadmaps Conceitos, Tipos e Etapas de Elaboração. LELIO FELLOWS FILHO 05 de julho de 2007 Mapas de Rotas Tecnológicas Roadmaps Conceitos, Tipos e Etapas de Elaboração LELIO FELLOWS FILHO 05 de julho de 2007 ROADMAP: do quê se trata Os mapas tecnológicos ou technology roadmaps fazem parte das

Leia mais

Private Equity e Venture Capital Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração Educação Executiva

Private Equity e Venture Capital Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração Educação Executiva 1 Porque Educação Executiva Insper A dinâmica do mundo corporativo exige profissionais multidisciplinares, capazes de interagir e formar conexões com diferentes áreas da empresa e entender e se adaptar

Leia mais

Gestão Financeira Empresarial Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração

Gestão Financeira Empresarial Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração 1 Porque Educação Executiva Insper A dinâmica do mundo corporativo atual exige profissionais multidisciplinares, capazes de interagir e formar conexões com diferentes áreas da empresa e entender e se adaptar

Leia mais

20 de dezembro de 2010. Perguntas e Respostas

20 de dezembro de 2010. Perguntas e Respostas Perguntas e Respostas Índice 1. Qual é a participação de mercado da ALL no mercado de contêineres? Quantos contêineres ela transporta por ano?... 4 2. Transportar por ferrovia não é mais barato do que

Leia mais

1. INTRODUÇÃO... 3 2. AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 3. 2.1. Objetivos... 3. 2.2. Escopo... 4 3. VALORAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 5. 3.1. Objetivo...

1. INTRODUÇÃO... 3 2. AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 3. 2.1. Objetivos... 3. 2.2. Escopo... 4 3. VALORAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 5. 3.1. Objetivo... 1 ÍNDICE ANALÍTICO 1. INTRODUÇÃO... 3 2. AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 3 2.1. Objetivos... 3 2.2. Escopo... 4 3. VALORAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 5 3.1. Objetivo... 5 3.1.1. Negociação para comercialização e

Leia mais

Ranking ANBIMA de Fusões & Aquisições

Ranking ANBIMA de Fusões & Aquisições Ranking ANBIMA de Fusões & Aquisições Setembro/2014 Operações Elegíveis 1. Haverá uma única modalidade de Ranking, que será nomeada como: Ranking de Fusões e Aquisições ( Ranking ). Para efeito de apuração

Leia mais

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL 1. Introdução Uma empresa é administrada para satisfazer os interesses e objetivos de seus proprietários. Em particular, a organização de atividades econômicas em

Leia mais

DECLARAÇÃO DE POSICIONAMENTO DO IIA: O PAPEL DA AUDITORIA INTERNA

DECLARAÇÃO DE POSICIONAMENTO DO IIA: O PAPEL DA AUDITORIA INTERNA Permissão obtida junto ao proprietário dos direitos autorais, The Institute of Internal Auditors, 247 Maitland Avenue, Altamonte Springs, Florida 32701-4201, USA, para publicar esta tradução, a qual reflete

Leia mais

um preço mais elevado, sinalizando qualidade. Se o produto não for bom, essa mesma empresa terá prejuízo em longo prazo, pois os contratos de

um preço mais elevado, sinalizando qualidade. Se o produto não for bom, essa mesma empresa terá prejuízo em longo prazo, pois os contratos de 1 Introdução Os economistas norte-americanos Joseph Stiglitz, George Akerlof e Michael Spence foram agraciados, em 2001, com o Prêmio Nobel de Economia, devido à contribuição dada por seus trabalhos, no

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS. O QUE É?

PLANO DE NEGÓCIOS. O QUE É? NE- CACT O Núcleo de Empreendedorismo da UNISC existe para estimular atitudes empreendedoras e promover ações de incentivo ao empreendedorismo e ao surgimento de empreendimentos de sucesso, principalmente,

Leia mais

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1

PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO SOCIETÁRIA 1 1.1 - Aspectos Introdutórios 1.1.1 - Objetivos Básicos Tais operações tratam de modalidades de reorganização de sociedades, previstas em lei, que permitem às empresas,

Leia mais

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação O Valor da TI Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação 2010 Bridge Consulting

Leia mais

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS Conselho de Administração Diretoria Geral Gerenciamento de Capital Diretoria de Controladoria, Operações, Jurídico, Ouvidoria e Cobrança Diretoria de Tesouraria, Produtos e Novos Negócios Operações Bancárias

Leia mais

ISO 9001 Relatórios. A importância do risco em gestao da qualidade. Abordando a mudança. ISO Revisions. ISO Revisions

ISO 9001 Relatórios. A importância do risco em gestao da qualidade. Abordando a mudança. ISO Revisions. ISO Revisions ISO 9001 Relatórios A importância do risco em gestao da qualidade Abordando a mudança BSI Group BSI/UK/532/SC/1114/en/BLD Contexto e resumo da revisão da ISO 9001:2015 Como uma Norma internacional, a ISO

Leia mais

POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS ELETROBRAS

POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS ELETROBRAS POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DAS EMPRESAS ELETROBRAS Versão 2.0 30/10/2014 Sumário 1 Objetivo... 3 2 Conceitos... 3 3 Referências... 4 4 Princípios... 4 5 Diretrizes... 5 5.1 Identificação dos riscos...

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO

GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 109 GESTÃO DO CRÉDITO: AVALIAÇÃO DO RISCO, E ANÁLISE PARA TOMADA DE DECISÃO DE CRÉDITO Claudinei Higino da Silva,

Leia mais

Fundo Caixa Crescimento. Junho de 2015

Fundo Caixa Crescimento. Junho de 2015 Fundo Caixa Crescimento Junho de 2015 O que é o Capital de Risco Modalidades O Capital de Risco constitui uma forma de financiamento de longo prazo das empresas, realizado por investidores financeiros

Leia mais

TEORIA POSITIVA DE CONTABILIDADE SEGUNDO WATTS & ZIMMERMAM (CAP. 8, 9, 10 E 11)

TEORIA POSITIVA DE CONTABILIDADE SEGUNDO WATTS & ZIMMERMAM (CAP. 8, 9, 10 E 11) UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E FINANCAS - FAF PROGRAMA DE MESTRADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS DISCIPLINA TEORIA POSITIVA DE CONTABILIDADE I TEORIA POSITIVA DE CONTABILIDADE

Leia mais

Perfis de Investimento PrevMais

Perfis de Investimento PrevMais Cartilha Perfis de Investimento PrevMais [1] Objetivo Geral O regulamento do PREVMAIS prevê exclusivamente para o Benefício de Renda Programada a possibilidade de os participantes optarem por perfis de

Leia mais

ENCONTRO ANUAL DO PAEX

ENCONTRO ANUAL DO PAEX ENCONTRO ANUAL DO PAEX Sustentabilidade Financeira para a Competitividade Prof. Haroldo Mota 2007 O CONFORTO DE CURTO PRAZO Empresa Acomodada Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 EBITDA 940 890 820 800 ( ) Var. NCG

Leia mais

Fusão & Aquisição para uma Vantagem Competitiva Melhores Práticas

Fusão & Aquisição para uma Vantagem Competitiva Melhores Práticas Competitiva Melhores Práticas A consolidação e a convergência estão intensificando a concretização de operações de - FA (tradicionalmente conhecidas como MA mergers and acquisitions) considerada uma das

Leia mais

Módulo 07 Gestão de Conhecimento

Módulo 07 Gestão de Conhecimento Módulo 07 Gestão de Conhecimento Por ser uma disciplina considerada nova dentro do campo da administração, a gestão de conhecimento ainda hoje tem várias definições e percepções, como mostro a seguir:

Leia mais

152 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO

152 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 152 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO Washington, D.C., EUA, 17 a 21 de junho de 2013 Tema 7.3 da Agenda Provisória CE152/INF/3 (Port.) 26 de

Leia mais

EXISTE UM NOVO JEITO DE DELIGENCIAR. suas finanças. Ascent. Consultores

EXISTE UM NOVO JEITO DE DELIGENCIAR. suas finanças. Ascent. Consultores EXISTE UM NOVO JEITO DE DELIGENCIAR suas finanças Ascent MISSÃO Prestar serviços profissionais diferenciados que sejam uma ferramenta útil para a tomada de decisões e agreguem valor ao cliente, baseada

Leia mais

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 3: Qual o Valor das Empresas que Abriram o Capital entre 2004 e 03/2006

SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL. Parte 3: Qual o Valor das Empresas que Abriram o Capital entre 2004 e 03/2006 SÉRIE IPO s: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ABERTURA DE CAPITAL Parte 3: Qual o Valor das Empresas que Abriram o o A Quantidade do Capital Vendido o O Valor das Empresas no dia do IPO o O Valor das

Leia mais

153 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO

153 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 153 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO Washington, D.C., EUA, 4 de outubro de 2013 Tema 5.2 da Agenda Provisória CE153/5 (Port.) 30 de setembro

Leia mais

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto *

FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * FINANÇAS E MERCADOS FINANCEIROS A Consolidação do Mercado de Capitais Brasileiro João Basilio Pereima Neto * O mercado de capitais brasileiro vai fechar o ano de 2007 consolidando a tendência estrutural

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SPINELLI FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 55.075.238/0001-78 SETEMBRO/2015

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O SPINELLI FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 55.075.238/0001-78 SETEMBRO/2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o Spinelli Fundo de Investimento em Ações. As informações completas sobre esse fundo podem ser obtidas no Prospecto e no Regulamento do fundo,

Leia mais

Desenvolvendo a Governança Corporativa. Eduardo Rath Fingerl Diretor

Desenvolvendo a Governança Corporativa. Eduardo Rath Fingerl Diretor Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES Área de Mercado de Capitais BNDES Desenvolvendo a Governança Corporativa Eduardo Rath Fingerl Diretor 02/06/2006 www.bndes.gov.br 1 de 23 Atuação

Leia mais

2 Abertura de capital

2 Abertura de capital 2 Abertura de capital 2.1. Mercado de capitais O Sistema Financeiro pode ser segmentado, de acordo com os produtos e serviços financeiros prestados, em quatro tipos de mercado: mercado monetário, mercado

Leia mais

O sucesso na Interaçao com o Conselho

O sucesso na Interaçao com o Conselho 24-09-2013 14:45 O sucesso na Interaçao com o Conselho Jose Francisco Moraes QAIP Team Leader IIA Brasil ESTOU PREPARADO PARA: SER PROMOVIDO? Promovido = dar publicidade a uma imagem pessoal desejada Foco

Leia mais

Gestão da Tecnologia da Informação

Gestão da Tecnologia da Informação TLCne-051027-P0 Gestão da Tecnologia da Informação Disciplina: Governança de TI São Paulo, Outubro de 2012 0 Sumário TLCne-051027-P1 Conteúdo desta Aula Abordar o domínio Adquirir e Implementar e todos

Leia mais

Jornada de Valor. Novembro de 2010

Jornada de Valor. Novembro de 2010 Jornada de Valor Novembro de 2010 Planejando o crescimento O valor da empresa em uma transação está diretamente relacionado à percepção de valor de investidores, à governança corporativa, transparência

Leia mais

Disclaimer. Advertências

Disclaimer. Advertências Disclaimer Advertências O investimento em ativos financeiros envolve riscos sobre os quais o investidor deve buscar informar-se lendo a documentação obrigatória referente a cada ativo. Fundos de investimento

Leia mais

Ativos Patrimônio Líquido CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS. 1. Custo de Capital

Ativos Patrimônio Líquido CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS. 1. Custo de Capital 34 CAPÍTULO 2 CUSTO DE CAPITAL E CUSTOS FINANCEIROS 1. Custo de Capital Custo de capital é a taxa de retorno que a empresa precisa obter sobre os seus projetos de investimentos, para manter o valor de

Leia mais

Empresas com Fundos de Private Equity Possuem Maior Valor e Remuneram Melhor Seus Executivos? Evidencia do Mercado Brasileiro

Empresas com Fundos de Private Equity Possuem Maior Valor e Remuneram Melhor Seus Executivos? Evidencia do Mercado Brasileiro Pedro Taranto Monteiro de Barros Empresas com Fundos de Private Equity Possuem Maior Valor e Remuneram Melhor Seus Executivos? Evidencia do Mercado Brasileiro Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada

Leia mais

CPC 15. Combinações de Negócios. Conselho Regional de Contabilidade - CE AUDIT

CPC 15. Combinações de Negócios. Conselho Regional de Contabilidade - CE AUDIT CPC 15 Combinações de Negócios Conselho Regional de Contabilidade - CE AUDIT Agenda Introdução e Objetivos Alcance Definições e Escopo Tipos de Aquisições Aplicação do Método de Aquisição Ativos e Passivos

Leia mais

Rumo à abertura de capital

Rumo à abertura de capital Rumo à abertura de capital Percepções das empresas emergentes sobre os entraves e benefícios 15º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais 4 de julho de 2013 Pontos de partida

Leia mais

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Autor: Jeferson Correia dos Santos ARTIGO TÉCNICO INOVAÇÃO NA GESTÃO DE PÓS-VENDAS: SETOR AUTOMOTIVO RESUMO A palavra inovação tem sido atualmente umas das mais mencionadas

Leia mais

Governança, risco e. compliance Chega de redundâncias. 24 KPMG Business Magazine

Governança, risco e. compliance Chega de redundâncias. 24 KPMG Business Magazine Governança, risco e compliance Chega de redundâncias 24 KPMG Business Magazine Programa Risk University transmite aos executivos uma visão abrangente dos negócios A crise financeira de 2008 ensinou algumas

Leia mais

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.0 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.2 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Qual o objetivo das empresas para a administração financeira? Maximizar valor de mercado da empresa; Aumentar a riqueza dos acionistas.

Leia mais

decisões tomadas. Euchner e Ries (2013) argumentam, entretanto, que é difícil implementar o planejamento tradicional e a previsão de resultados em

decisões tomadas. Euchner e Ries (2013) argumentam, entretanto, que é difícil implementar o planejamento tradicional e a previsão de resultados em 1 Introdução Não é recente a preocupação das empresas em buscar uma vantagem competitiva, de forma a gerar mais valor para os seus clientes do que os concorrentes por meio da oferta de produtos ou serviços

Leia mais

A visão do mercado de capitais

A visão do mercado de capitais IFRS Um Caminho Para Transparência Painel 1: Por que o IFRS é importante para o Brasil? A visão do mercado de capitais (30/04/2008) Agenda BOVESPA: visão geral Perfil das companhias listadas em bolsa Segmentos

Leia mais

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO 1 DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO Cesar Simões Salim Professor e Autor de livros de empreendedorismo cesar.salim@gmail.com Visite meu blog: http://colecaoempreendedorismo.blogspot.com/

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R1) Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R1) Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R1) Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 31

Leia mais

Prof. Cleber Oliveira Gestão Financeira

Prof. Cleber Oliveira Gestão Financeira Aula 3 Gestão de capital de giro Introdução Entre as aplicações de fundos por uma empresa, uma parcela ponderável destina-se ao que, alternativamente, podemos chamar de ativos correntes, ativos circulantes,

Leia mais

O Investimento Anjo Pode Fazer a Diferença para o Empreendedorismo Inovador Brasileiro!

O Investimento Anjo Pode Fazer a Diferença para o Empreendedorismo Inovador Brasileiro! O Investimento Anjo Pode Fazer a Diferença para o Empreendedorismo Inovador Brasileiro! Reprodução permitida desde que citada fonte e link para site www.anjosdobrasil.net Afinal, o que é um Anjo?...É importante

Leia mais

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias

Avaliação de Investimentos em Participações Societárias Avaliação de Investimentos em Participações Societárias CONTABILIDADE AVANÇADA I 7º Termo de Ciências Contábeis Profª MSc. Maria Cecilia Palácio Soares Regulamentação do Método da Equivalência Patrimonial

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo

Este trabalho tem como objetivo propor um modelo multicritério para a priorização dos modos de falha indicados a partir de uma aplicação do processo 1 Introdução A atual regulamentação do setor elétrico brasileiro, decorrente de sua reestruturação na última década, exige das empresas o cumprimento de requisitos de disponibilidade e confiabilidade operativa

Leia mais

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA

ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA MBA DESENVOLVIMENTO AVANÇADO DE EXECUTIVOS ÊNFASE EM GESTÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O MBA Desenvolvimento Avançado de Executivos possui como característica atender a um mercado altamente dinâmico e competitivo

Leia mais

Porque Educação Executiva Insper

Porque Educação Executiva Insper 1 Porque Educação Executiva Insper A dinâmica do mundo corporativo atual exige profissionais multidisciplinares, capazes de interagir e formar conexões com diferentes áreas da empresa e entender e se adaptar

Leia mais

MERCADO DE OPÇÕES - O QUE É E COMO FUNCIONA

MERCADO DE OPÇÕES - O QUE É E COMO FUNCIONA MERCADO DE OPÇÕES - O QUE É E Mercados Derivativos Conceitos básicos Termos de mercado As opções de compra Autores: Francisco Cavalcante (f_c_a@uol.com.br) Administrador de Empresas graduado pela EAESP/FGV.

Leia mais

Manual de administração

Manual de administração Manual de administração Como fazer outsourcing dos sistemas de informação Índice Introdução Passo 1 - Definir o enquadramento Passo 2 - Analisar os recursos e serviços internos Passo 3 - Analisar os recursos

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 O papel do private equity na consolidação do mercado imobiliário residencial Prof. Dr. Fernando Bontorim Amato O mercado imobiliário

Leia mais

METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES?

METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES? METAS E INDICADORES COMO DEFINIR OS INDICADORES? Os indicadores permitem avaliação do desempenho da instituição, segundo três aspectos relevantes: controle, comunicação e melhoria. (MARTINS & MARINI, 2010,

Leia mais

COMO DETERMINAR O PREÇO DE LANÇAMENTO DE UMA AÇÃO NA ADMISSÃO DE NOVOS SÓCIOS

COMO DETERMINAR O PREÇO DE LANÇAMENTO DE UMA AÇÃO NA ADMISSÃO DE NOVOS SÓCIOS COMO DETERMINAR O PREÇO DE LANÇAMENTO DE UMA AÇÃO NA ADMISSÃO DE NOVOS SÓCIOS! Qual o preço de lançamento de cada nova ação?! Qual a participação do novo investidor no capital social?! Por que o mercado

Leia mais

Como trazer um Business Angel para seu parceiro de negócio

Como trazer um Business Angel para seu parceiro de negócio INTRODUÇÃO Como trazer um Business Angel para seu parceiro de negócio Actuando na maioria das vezes na fase inicial de um projecto, a aproximação e a negociação com os B.A assumem por vezes contornos que

Leia mais

Perfil de investimentos

Perfil de investimentos Perfil de investimentos O Fundo de Pensão OABPrev-SP é uma entidade comprometida com a satisfação dos participantes, respeitando seus direitos e sempre buscando soluções que atendam aos seus interesses.

Leia mais

Avenida Presidente Wilson, 231 11 andar 20030-905 Rio de Janeiro- RJ ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL

Avenida Presidente Wilson, 231 11 andar 20030-905 Rio de Janeiro- RJ ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO OPERACIONAL MARÇO, 2015 ÍNDICE OBJETIVO 3 ESCOPO 3 DEFINIÇÕES Risco Inerente 4 DEFINIÇÕES Risco Operacional 4 DEFINIÇÕES Evento de Risco Operacional 4 FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES

Leia mais

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os melhores resultados. 2 ÍNDICE SOBRE O SIENGE INTRODUÇÃO 01

Leia mais

candidatura regras e regulamento artigo 1 objectivos

candidatura regras e regulamento artigo 1 objectivos candidatura regras e regulamento artigo 1 objectivos A candidatura é um processo de prospecção e avaliação de projectos inovadores e tem como objectivo promover a realização de investimentos através do

Leia mais

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O VIDA FELIZ FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 07.660.310/0001-81 OUTUBRO/2015

LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE O VIDA FELIZ FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES CNPJ 07.660.310/0001-81 OUTUBRO/2015 Esta lâmina contém um resumo das informações essenciais sobre o Vida Feliz Fundo de Investimento em Ações. As informações completas sobre esse fundo podem ser obtidas no Prospecto e no Regulamento do fundo,

Leia mais

GESTÃO FINANCEIRA CONCEPÇÃO DO CURSO

GESTÃO FINANCEIRA CONCEPÇÃO DO CURSO GESTÃO FINANCEIRA CONCEPÇÃO DO CURSO Missão do Curso Formar profissionais de nível superior, com atuação na área de Tecnologia em Gestão Financeira, a partir da articulação das teorias que fundamentam

Leia mais

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos 11. Gerenciamento de riscos do projeto PMBOK 2000 PMBOK 2004 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos

Leia mais

Excelência operacional

Excelência operacional Excelência operacional o pilar para obter um crescimento lucrativo na Colômbia POR: DAVID MONROY E ROBERTO PALACIOS, SINTEC Siga-nos: @Perspectiva Sintec @Sintec_ @PerspectivaSintec Introdução Toda empresa

Leia mais

GUIA DE CURSO. Tecnologia em Sistemas de Informação. Tecnologia em Desenvolvimento Web. Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

GUIA DE CURSO. Tecnologia em Sistemas de Informação. Tecnologia em Desenvolvimento Web. Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas PIM PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO COM O MERCADO GUIA DE CURSO Tecnologia em Sistemas de Informação Tecnologia em Desenvolvimento Web Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Tecnologia em Sistemas

Leia mais

Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação Procedimentos Possíveis Achados

Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação Procedimentos Possíveis Achados Questão de auditoria Informações Requeridas Fontes de Informação s Possíveis Achados 1 As características da unidade de controle interno atendem aos preceitos normativos e jurisprudenciais? Ato que criou

Leia mais

FUNDO FUCAPE DE INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES

FUNDO FUCAPE DE INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES FUNDO FUCAPE DE INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES 1. Objetivo e Escopo O fundo Fucape Investimentos e Participações (doravante denominado Fundo Fucape) tem como objetivo o fomento de projetos de negócios elaborados

Leia mais

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de viabilidade As perguntas seguintes terão que ser respondidas durante a apresentação dos resultados do estudo de viabilidade e da pesquisa de campo FOFA.

Leia mais

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL SEMINARIO FIESP REINDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL: CHAVE PARA UM PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO 4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL 26 agosto 2013 Carlos

Leia mais

III Desafio ITA de Empreendedorismo

III Desafio ITA de Empreendedorismo III Desafio ITA de Empreendedorismo Edição 2015 Sumário 1 DENOMINAÇÃO, OBJETIVO, CONCEITO E GOVERNANÇA... 3 1.1 Denominação... 3 1.2 Objetivo do Desafio... 3 1.3 Conceito... 3 1.4 Governança... 4 1.4.1

Leia mais

Educação a Distância: uma alternativa para a UFBA? Introdução

Educação a Distância: uma alternativa para a UFBA? Introdução Educação a Distância: uma alternativa para a UFBA? Nicia Cristina Rocha Riccio nicia@ufba.br Introdução Com o advento das tecnologias de informação e comunicação (TICs) a Educação a Distância (EAD) ganha

Leia mais

SIMULADO: Simulado 3 - ITIL Foundation v3-40 Perguntas em Português

SIMULADO: Simulado 3 - ITIL Foundation v3-40 Perguntas em Português 1 de 7 28/10/2012 16:47 SIMULADO: Simulado 3 - ITIL Foundation v3-40 Perguntas em Português RESULTADO DO SIMULADO Total de questões: 40 Pontos: 0 Score: 0 % Tempo restante: 55:07 min Resultado: Você precisa

Leia mais

SONHOS AÇÕES. Planejando suas conquistas passo a passo

SONHOS AÇÕES. Planejando suas conquistas passo a passo SONHOS AÇÕES Planejando suas conquistas passo a passo Todo mundo tem um sonho, que pode ser uma viagem, a compra do primeiro imóvel, tranquilidade na aposentadoria ou garantir os estudos dos filhos, por

Leia mais

O Desenvolvimento do Corporate Governance em Portugal

O Desenvolvimento do Corporate Governance em Portugal 10 ANOS DO IPCG O GOVERNO SOCIETÁRIO EM PORTUGAL O Desenvolvimento do Corporate Governance em Portugal Lisboa, 09 de Julho de 2013 SUMÁRIO 1. Acontecimentos empresariais e governance 2. Fatores normativos

Leia mais

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE Belo Horizonte 2011 Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins BALANCED SCORECARD FACULDADE BELO HORIZONTE

Leia mais

Avenida Jamaris, 100, 10º e 3º andar, Moema São Paulo SP 04078-000 55 (11) 5051-8880

Avenida Jamaris, 100, 10º e 3º andar, Moema São Paulo SP 04078-000 55 (11) 5051-8880 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA E DOS SERVIÇOS AUDITORIA CONSULTORIA EMPRESARIAL CORPORATE FINANCE EXPANSÃO DE NEGÓCIOS CONTABILIDADE INTRODUÇÃO A FATORA tem mais de 10 anos de experiência em auditoria e consultoria

Leia mais

ESTATUTO DO COMITÊ DE AUDITORIA DO CONSELHO DIRETOR 23 DE OUTUBRO DE 2014

ESTATUTO DO COMITÊ DE AUDITORIA DO CONSELHO DIRETOR 23 DE OUTUBRO DE 2014 ESTATUTO DO COMITÊ DE AUDITORIA DO CONSELHO DIRETOR 23 DE OUTUBRO DE 2014 I. FINALIDADE A finalidade do Comitê de Auditoria da AGCO Corporation (a Empresa ) é auxiliar o Conselho Diretor (o Conselho )

Leia mais

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP

Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP Módulo 3 Procedimento e processo de gerenciamento de riscos, PDCA e MASP 6. Procedimento de gerenciamento de risco O fabricante ou prestador de serviço deve estabelecer e manter um processo para identificar

Leia mais

Remuneração dos Fundos de Private Equity e Venture Capital: um Estudo Empírico no Brasil

Remuneração dos Fundos de Private Equity e Venture Capital: um Estudo Empírico no Brasil Remuneração dos Fundos de Private Equity e Venture Capital: um Estudo Empírico no Brasil Autoria: Eduardo Madureira Rodrigues Siqueira, Sabrina Patrocinio Ozawa Gioielli Resumo: Este trabalho procurou

Leia mais

Mercado de Capitais. O Processo de Investir. Professor: Roberto César

Mercado de Capitais. O Processo de Investir. Professor: Roberto César Mercado de Capitais O Processo de Investir Professor: Roberto César PASSOS PARA INVESTIR NA BOLSA 1 - Defina um Objetivo 2 - Formas de Investir 3 - Encontre a melhor Corretora para você 4 - Abra sua conta

Leia mais

Módulo 15 Resumo. Módulo I Cultura da Informação

Módulo 15 Resumo. Módulo I Cultura da Informação Módulo 15 Resumo Neste módulo vamos dar uma explanação geral sobre os pontos que foram trabalhados ao longo desta disciplina. Os pontos abordados nesta disciplina foram: Fundamentos teóricos de sistemas

Leia mais

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade

Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade Estruturando o modelo de RH: da criação da estratégia de RH ao diagnóstico de sua efetividade As empresas têm passado por grandes transformações, com isso, o RH também precisa inovar para suportar os negócios

Leia mais

Política de Exercício de Direito de Voto. (Versão 3.0 - Julho/2014)

Política de Exercício de Direito de Voto. (Versão 3.0 - Julho/2014) Política de Exercício de Direito de Voto (Versão 3.0 - Julho/2014) 1. Objeto e Aplicação 1.1. Esta Política de Exercício de Direito de Voto ( Política de Voto ), em conformidade com as disposições do Código

Leia mais