OS FUNDOS DE PRIVATE EQUITY E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO BRASIL: O CASO DA ANHANGUERA EDUCACIONAL Marcelo Bacelar *

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1 OS FUNDOS DE PRIVATE EQUITY E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO BRASIL: O CASO DA ANHANGUERA EDUCACIONAL Marcelo Bacelar * RESUMO O sucesso alcançado no fomento ao empreendedorismo e na dinamização do setor empresarial norte-americano pela indústria de Private Equity/Venture Capital (PE/VC) encorajou diversos países a importar este modelo vencedor de intermediação financeira. Para verificar os benefícios dessa atividade quando moldada segundo o ambiente, este trabalho visa aprofundar o estudo sobre a experiência com PE/VC no Brasil através de uma análise de trabalhos realizados sobre a indústria de capital de risco. Classificando as organizações segundo seu estágio de maturidade, destaca os principais participantes e suas devidas funções e as condições macroeconômicas favoráveis para o desenvolvimento dessa modalidade de investimento no país. Desta forma, através do estudo de caso da Anhanguera Educacional, foi possível analisar o crescimento sustentado da organização devido ao financiamento e aos métodos de gestão implementados pelos gestores do fundo de privateequity, tendo rendido ótimos benefícios não apenas em fatores monetários para os seus investidores, mas também para toda a sociedade por oferecer educação superior de qualidade a baixo custo, formação de mão de obra qualificada e preenchendo uma lacuna deixada pela gestão pública no setor de ensino superior. Palavras-Chave: Private Equity. Venture Capital. AnhangueraEducacional. Ensino superior * Economista pela Faculdade Boa Viagem. Agente Autônomo de Investimentos pela CVM (2009). CFA Candidate Level II, Fundador do escritório de investimentos IM Advisors. 43 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

2 ABSTRACT The outstanding success in fostering the U.S. entrepreneurial sector attained by Private Equity and Venture Capital (PE/VC) has encouraged several countries to import it. To demonstrate the benefits of this activity when modeled depending on the environment, this monograph seems to probe the study about the experience with Private Equity and Venture Capital on Brazilby an empirical research of realized works about the industry of risky management capital. Classifying the organizations according to their maturity stage, highlights the main participators and theirs functions and the macroeconomics conditions favorable to the development of this kind of investment in the country. Doing this, with the case study of the AnhangueraEducacional, became possible analyze the organization s sustained growth owing to financing and to management methods implemented by the private equity fund managers, which yielded great benefits not only in monetary ways to the investors, but also to the whole society by offering quality undergraduate programs in a low cost, training of skilled labor and filling a gap left by the government in the higher education. Keywords: Private Equity.Venture Capital.Anhanguera Educacional. Highereducation. 44 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

3 OS FUNDOS DE PRIVATE EQUITY E SUA IMPORTÂNCIA PARA AS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NO BRASIL: O CASO DA ANHANGUERA EDUCACIONAL Marcelo Bacelar INTRODUÇÃO Com as recentes abordagens de financiamento às empresas, novas opções encontram-se disponíveis não apenas para gerar eficiência aos processos produtivos e de gestão, mas também para o desenho de uma abordagem financeira que possibilite bases ao crescimento sustentável da organização. Nesse contexto, observa-se uma crescente atuação de sociedades gestoras de fundos denominados Private Equity, destinados a compra de participação em empresas, contribuem não só com o aporte de capital a estas companhias que, considerando seu estágio de desenvolvimento, não dispõem ainda de fluxos de caixa e garantias reais expressivas necessários para a obtenção de empréstimos e financiamentos tradicionais -, mas também acelerando o seu crescimento através de uma participação ativa na administração, mediante a celebração de acordo de acionistas e a 47 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

4 Marcelo Bacelar ocupação de cargos-chaves para a tomada de decisões nas companhias investidas. Criar negócios e os denominados times empreendedores administrá-los estrategicamente, monitorar o processo de criação de valor e garantir rodadas sucessivas de financiamento constituem as funções características dos investimentos de Private Equity. O objetivo deste trabalho é o de estudar como esses fundos apareceram no Brasil, como vêm contribuindo para o crescimento sustentado das empresas e, conseqüentemente, o fortalecimento da economia nacional, investindo em empreendimentos de alto risco com elevadas perspectivas de retorno. A Anhanguera Educacional, fundada em 1994 e até o começo da década de 2000 considerada uma pequena instituição de ensino superior com unidades no interior de São Paulo, é certamente um dos casos de private equity mais interessantes do Brasil. Trata-se de um projeto inovador, que teve uma implementação complexa, passou por diferentes fases de desenvolvimento e resultou em um negócio de sucesso, com alto retorno tanto para seus empreendedores quanto para seus investidores. Em razão desse desempenho, este trabalho estuda em detalhes as estratégias financeiras e de gestão utilizadas na organização. 46 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

5 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional 1. REFERENCIAL TEÓRICO 1.1 História e desenvolvimento dos fundos de private equity Segundo Giacomet(2009), o desenvolvimento de um mercado organizado em torno das operações de Private Equity remonta ao pós 2ª. Guerra Mundial, mais precisamente ao ano de 1946 nos Estados Unidos. Naquele ano, foi criada a ARD (American Research and Development), composta por membros do MIT, Havard Business Schoole o Federal Reserve de Boston, que realizava investimentos de alto risco em companhias em estágio inicial de desenvolvimento, além de oferecer experiência administrativa e consultoria especializada. O mercado americano evoluiu lentamente até o final da década de 70, quando o governo em 1978 permitiu que as empresas e investidores institucionais através do ERISA, colocassem recursos em empresas privadas, o que provocou um aquecimento na economia. Nos EUA, os fundos de pensão são os grandes investidores deste setor e mais de 80% dos investimentos são feitos através de Limited Partnership, sociedade comercial onde a responsabilidade financeira de parte dos associados é limitada. Fica mais fácil o desenvolvimento desse modelo de investimento à medida que as economias apresentem requisitos adequados, com PIBs superiores a US$ 500 bilhões, instituições garantidoras do cumprimento de contratos, mercado de capitais ativo que apresente facilidade para abertura de capital, 47 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

6 Marcelo Bacelar estabilidade institucional e macroeconômica, governos com atitudes e políticas favoráveis à criação de novas empresas Ribeiro (2005). No Brasil, segundo o artigo Creating a Venture Ecosystem in Brazil, da Havard Business School, publicado em 2012, as primeiras ações realizadas pelo governo para o desenvolvimento da atividade datam de 1974, por meio de programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Verifica-se que o primeiro investidor de Private Equity surgido no Brasil foi a CRP Companhia de Participações, fundada em 1981, tendo feito 68 investimentos até 2012, saindo de 41 companhias, e continuando com 15 empresas no portfólio. Em 1982 surgiu o BNDESpar, braço do BNDES destinado aos investimentos em capital de risco. Entre o começo dos anos 80 e a primeira metade dos anos 90, dois fatores determinantes para o desenvolvimento do Private Equity ocorreram no Brasil. A primeira foi a privatização de indústrias estatais, tais como seguros, minério, petróleo e telecomunicações. Não menos importante, a estabilização de um governo democrático e esse influiu diretamente na diminuição das barreiras para investidores estrangeiros, em 1991 eles receberam permissão para investir no mercado acionário brasileiro através da Bovespa. Conforme a Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity ABVCAP, em julho de 1991 a BNDESPar criou um veículo especialmente para apoiar as pequenas e médias empresas tecnológicas por meio de 48 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

7 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional participações minoritárias, o Condomínio de Capitalização de Empresas de Base Tecnológica (CONTEC). Entre 1991 e 1995, o CONTEC, analisou cerca de 300 oportunidades de negócio, tendo investido em 24 delas inclusive a Pernambuco Participações S.A., que foi estruturada como uma holding para realizar investimentos de Private Equity em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Ela captou US$ 8 milhões de 81 investidores no Nordeste, além da BNDESPar. O surgimento da GP Investimentos em 1994, fundada por Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcelo Hermann Telles, sócios do banco garantia, atraiu investidores institucionais dos Estados Unidos predominantemente bancos dadas suas combinações de técnicas clássicas de compra e presença no mercado local. A GP foi a primeira organização gestora de Private Equity a levantar um grande veículo de investimentos dedicado ao Brasil Sonho Grande(2013). Segundo a ABVCAP, até 1994, as holdings eram estruturas jurídicas bastante utilizadas no mercado brasileiro de PE/VC, mesmo apresentando deficiências como sua duração ilimitada, seu tratamento fiscal desfavorável aos ganhos de capital e suas restrições à entrada de recursos estrangeiros. Visando implantar uma estrutura mais adequada para os investimentos nesse mercado, a CVM instituiu os Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE), regulados pela Instrução CVM no. 209/1994. Com essa nova estrutura foram reduzidas as restrições 49 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

8 Marcelo Bacelar quanto à entrada de recursos internacionais, adotando-se um tratamento fiscal mais adequado, duração limitada ao fundo e previsão para cobrança de taxas de administração e performance. No mesmo ano o controle da inflação por meio do Plano Real, tendo passado a média anual de 764% entre 1990 e 1994 para 8,6% entre 1995 e 2000, tornou o ambiente de negócios atrativo para os investidores. A onda de crises financeiras ao redor do mundo em 1997 e 1998 suspendeu temporariamente a entrada de capital no país. A rápida expansão entre 1999 e 2001 mostrou uma forte correlação com a redução dos preços de ativos Brasileiros em Dólar, assim como o boom da Internet. O período de 2001 a 2003 foi novamente difícil. Após o declínio das estratégias de negócios de internet, o mundo enfrentou os ataques terroristas de 11 de Setembro de Além da crise energética e eleições presidenciais de 2002, trazendo alta volatilidade e grande desvalorização do real. Em 2003 a categoria mais ampla dos fundos de Private Equity recebeu regulamentação no país, com a criação da figura jurídica dos Fundos de Investimento em Participações (FIP), regulados pela Instrução CVM no. 391/03. Os FIP se destinam à aquisição de ações ou valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias abertas ou fechadas, abrindo caminho para a maior participação dos fundos de pensão como investidores, aumentando suas alocações no país Ribeiro(2005). 50 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

9 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional Em 2008, passando sem maiores problemas pela crise financeira e com a elevação ao status de Investment Grade, o Brasil passou a representar um importante foco de oportunidades para investimentos de longo prazo pelo tamanho de sua população, o potencial de consumo e ascensão econômica desta população somada ao potencial agrícola e a perspectiva de tornar-se um grande produtor de alimentos e petróleo. Segundo os dados do último censo da indústria do Centro de Estudos em Private Equity da Fundação Getúlio Vargas (GVcepe), o crescimento médio da indústria ficou ao redor de 50% ao ano, saindo de R$ 6 bilhões em 2004, para R$ 34 bilhões em Um montante mais de cinco vezes superior ao de Assim, a indústria de fundos de participações em empresas saltou de 1% para 2,2% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) em cinco anos Definição e principais características dos fundos de private equity A indústria de Capital de Risco (Private Equity/Venture Capital) tem como principal característica a participação em empresas com alto potencial de crescimento e rentabilidade e, como conseqüência, de alto risco. As organizações que realizam esta atividade são responsáveis pela 51 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

10 Marcelo Bacelar gestão de veículos de investimento que congregam recursos de um ou mais investidores para investimentos de longo prazo. Em geral, tais recursos são direcionados para empresas não cotadas em bolsa de valores. As participações são assumidas na forma de ações (ordinárias ou preferenciais), quotas de participação, debêntures conversíveis, opções, bônus de subscrição ou warrants. O aporte de PE/VC pode ser categorizado segundo o estágio de desenvolvimento da empresa que o recebe, no momento que o recebe. Na literatura, o termo Venture Capital(VC) é empregado como sinônimo de investimento em empresa que se encontra em fase inicial de desenvolvimento e de alto potencial de crescimento, e, da mesma forma, Private Equity (PE) para empresas em estágios mais maduros. Em mercados mais desenvolvidos os gestores tendem a se especializar segundo o estágio dos investimentos, permitindo que se façam estudos incluindo apenas um dos segmentos. A seguir, veremos como é feito cada tipo de investimento e como eles se encaixam com o ciclo de vida das empresas (Figura 1), segundo o 2º Censo Brasileiro sobre A Indústria de Private Equity e Venture Capital (2010). 52 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

11 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional Figura 1 Fonte: ABDI 2010 Estágio Inicial: Seed: Também chamado de capital semente, esse tipo de investimento é um pequeno aporte feito em fase pré-operacional para desenvolvimento de uma idéia, de um projeto ou ainda para testes iniciais de mercado ou registro de patentes; Startup: Aporte de capital p ara empresas em fase inicial de estruturação, geralmente no primeiro ou segundo ano de seu funcionamento, quando ainda não comercializa seus produtos e serviços. Nesta fase a empresa já 53 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

12 Marcelo Bacelar iniciou a contratação de profissionais e já efetuou todos os estudos necessários para se colocar em prática o plano de negócios. O principal objetivo do aporte é destinado ao desenvolvimento de produto e marketing inicial. Desenvolvimento / Venture Capital: EarlyStage: Esta é a fase em que as empresas já apresentaram produtos ou serviços testados no mercado. Possuem até quatro anos de operação e faturamento inferior a R$ 8 milhões. Later Stage: A empresa já atingiu a fase de comercialização plena do produto e a sua rápida expansão requer mais recursos do que podem ser criados pela geração interna de caixa, necessitando de veículos de investimento para ampliar a comercialização, melhoria de produto, aumento da capacidade produtiva, distribuição, etc. Expansão: Private Equity Growth: Esse aporte tem como objetivo o crescimento de um negócio já consolidado no mercado, servindo para a empresa expandir sua planta e/ou sua rede de distribuição e ainda para capital de giro. Maturidade: 54 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

13 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional Private Equity Later Stage: Nesse estágio as seguintes características são apresentadas: taxa de crescimento alta e estável, fluxo de caixa expressivo, marca consolidada e pode ser caracterizada como plataforma de expansão e aquisição de empresas do mesmo setor. Distressed: Investimentos feitos com o objetivo de reestruturar empresas já consolidadas no mercado, porém a caminho ou que já se encontram no estado de dificuldade financeira. Um investimento desse tipo aconteceu recentemente no Brasil na incorporadora PDG Realty, após ter um prejuízo líquido no 2º trimestre de 2012 de US$222,6 milhões, a gestora de recursos Vinci Partners propôs um aumento de capital através da emissão de novas ações e debêntures no valor total de R$799,98 milhões e uma injeção no caixa da companhia estimado em R$436 milhões. Greenfield: Investimentos feitos em uma nova planta que geralmente possui pouca ou nenhuma estrutura física. Investimentos deste tipo geralmente são feitos nos seguintes empreendimentos: a) Infra-Estrutura: Investimentos em atividades públicas como construção de pontes, túneis, rodovias, aeroportos, etc. Além disso, aportes em empreendimentos voltados para a produção ou venda Fonte: de- recursos- vinci- vira- maior- acionista- da- pdg.html 55 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

14 Marcelo Bacelar de energia, incluindo extração, manufatura, refinaria, distribuição e transmissão. b) Imobiliário: Investimentos em shoppings centers, loteamentos residenciais, imóveis comerciais e industriais. c) Florestal: Investimentos utilizados para explorar de forma sustentável, mudar a estrutura de propriedade, desenvolver o manejo e ampliar florestas para uso industrial e comercial. Além dessas, ainda há mais duas formas de investimentos que também podem ser consideradas como Private Equity, são elas: Mezanino: Feitos através da compra de debêntures conversíveis em ações ou de outras modalidades e direitos de subscrição de empresas que possuem um alto potencial de geração de caixa (2º Censo de Private Equity 2010). PIPE (Private Investiment in PublicEquity): Modalidade na qual um fundo de Private Equity adquire uma expressiva participação em uma companhia que já é de capital aberto, mas tem baixa liquidez/volume de negócios na bolsa, com o objetivo de implantar melhores práticas de governança e interferir nas definições estratégicas da empresa por meio de seu conselho de administração (Pasin, Martelanc, Pereira, 2010). 56 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

15 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional A indústria de Private Equity/Venture Capital é composta por basicamente quatro participantes: organizações gestoras, veículos de investimentos, investidores e empresas investidas. Os investidores fazem aporte financeiro nos veículos de investimento, chamados fundos de Private Equity, onde podem ser constituídos tanto por uma empresa holding como por um fundo de investimentos propriamente dito e que serve para reunir o capital dos investidores e administrar sua aplicação na aquisição das empresas selecionadas. É comum que o dinheiro dos investidores entre na empresa como um aumento de capital (subscrição de novas quotas/ações). Nessa modalidade os recursos vão para o caixa da empresa, apenas diluindo a participação dos sócios originais com o objetivo de mantê-los como sócios e conseqüentemente comprometidos com a valorização futura da empresa. O perfil desses intermediários, denominados para fins deste trabalho como gestores, varia bastante. Podem ser empresas ligadas a instituições financeiras, ligadas a grandes grupos econômicos ou independentes, podem ser nacionais ou dependências de grupos do exterior, podem administrar apenas fundos voltados para a indústria de capital de risco ou serem administradores de fundos autorizados pela CVM, mas, de forma geral, seu papel na gestão dos investimentos é fundamentalmente o mesmo.no Brasil, os principais gestores independentes, em termos de 57 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

16 Marcelo Bacelar volume de recursos administrados para investimentos no país, são: Advent, AIG, Gávea, GP Investimentos, Pátria e Tarpon. Entre os principais gestores internacionais atuando no país estão: Blackstone, Carlyle, GE Capital, Morgan Stanley e CVC (Pasin, Martelanc, Pereira, 2010). As organizações gestoras, por sua vez, antes de concretizarem o investimento, estudam os dados disponíveis da empresa, seu segmento, região, perspectivas, fazem visitas à empresa, reuniões com a diretoria, fornecedores, credores, clientes, advogados e etc. Essa fase é vital para se ter uma compreensão ampla da empresa e seu ambiente, seu modelo de negócios e do seu potencial futuro. Com governança ativa, monitoram o negócio e criam valor por muitos anos antes de venderem sua participação no negócio. Por isto recebem remuneração e incentivos fortemente vinculados à criação de valor resultante do investimento. Um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers publicada em 2008 mostra que apenas no ano de 2007, os fundos de Private Equity e Venture Capital levantaram mais de US$ 4 bilhões em recursos para investimentos no Brasil. Segundo esse mesmo estudo, a participação nas fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras, em 2008, atingiu 20% da quantidade total de transações, enquanto em 2007 essa participação não superou os 15%. A Figura 2 descreve a relação entre os diversos agentes da indústria de PE/VC que se organizam em torno do veículo de investimento. 58 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

17 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional Investidores aportam recursos financeiros e, em troca, esperam retornos financeiros condizentes com o risco a que se expõem. O gestor relacionase tanto com seus investidores quanto com os profissionais das empresas investidas (Ribeiro 2005). Figura 2 Fonte: Ribeiro (2005) De acordo com a classificação da ABVCAP (2010) as organizações gestoras podem ser divididas em: 59 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

18 Marcelo Bacelar Independentes: Gestoras de recursos independente, comumente chamadas de asset management, se caracterizam por captar e gerir recursos de terceiros. Possuem equipes profissionais exclusivamente para os investimentos de Private Equity. Em sua maioria são empresas de capital fechado, mas em alguns casos, aberto em bolsa de valores. No Brasil, temos apenas um caso de capital aberto que é do grupo Tarpon. Corporate Venture: São estruturas criadas dentro das próprias corporações com foco em investimentos de PE/VC em empresas inovadoras e de alto impacto. Gestores do Setor Público: Atuando prioritariamente como investidor, temos no Brasil o BNDES como uma estrutura gestora típica do setor público e a FINEP Venture Capital, que serve como uma intermediação entre investidores institucionais e empreendedores. Ainda segundo a ABVCAP(2010), existem variações das estruturas tradicionais de PE/VC. Em alguns casos, os próprios investidores atuam como organizações gestoras e administram recursos proprietários, podendo ser por meio de investimentos diretos ou utilizando empresas de participações (holdings). Em poucos casos, os veículos de investimento não possuem comprometimento de capital definido. Os veículos são classificados em: Fonte: BMF & Bovespa / www. tarponinvest.com.br 60 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

19 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional Limited Partnership: A organização que realiza investimentos nessa modalidade assume a posição de sócio-administrador, denominada General Partner (GP) e os demais investidores no veículo de investimento são chamados de LimitedPartner (LP), possuindo distanciamento da gestão e não assumem responsabilidade legal sobre os passivos que ultrapassem o valor do capital investido. FIPs (Fundos de Investimentos em Participação): São chamados condomínios de investimentos. A ausência de regulação para o setor obrigou a criação da instrução CVM 391 que instituiu os fundos de investimentos em participação (FIP) em Investimentos diretos: Nesse caso não há a segregação entre investidor e empresa investida. O gestor atua da forma como é definida na constituição de uma companhia de PE/VC, porém não administra recursos de terceiros. Empresas de Participação (Holding): Organização gestora que realiza seus investimentos por meio de uma empresa de participações e pode ter, na sua estrutura acionária, vários investidores. No mundo dos investimentos de PE/VC há uma grande sazonalidade quanto à busca e à mudança na oferta de capital de um país para outro, sendo o mercado brasileiro alternativa para investimentos na China e Índia, isso ocorre devido a fatores Macroeconômicos como taxa de juros, IPOs, crescimento do PIB, capitalização bursátil, mobilidade de mão-de- 61 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

20 Marcelo Bacelar obra (em especial qualificada), qualidade dos padrões contábeis, bem como o tamanho e o crescimento do mercado de previdência privada(giacomet, 2009). Segundo Ribeiro (2005), os IPOs, momento da abertura de capital na bolsa de valores, servem como fator preponderante do tamanho do mercado. Investimentos do tipo later stage são especialmente sensíveis ao grau de atividade do mercado de IPO. No Brasil apenas as empresas mais maduras têm acesso à bolsa de valores, dentre os principais fatores que contribuem para esse cenário estão o alto custo da operação e a concentração de liquidez registrada nos pregões, privilegiando apenas um número limitado de empresas de primeira linha. A existência de um mercado ativo para saídas é saudável para todos os segmentos da atividade. Em 2010, a BMF&Bovespa idealizou um segmento especial, chamado Bovespa Mais, para tornar o mercado de ações brasileiro acessível a empresas de pequeno e médio porte, sendo as negociações feitas em mercado de balcão organizado, onde as operações de compra e venda de títulos são fechadas diretamente entre as partes ou com a intermediação de instituições financeiras. A taxa de juros afeta a demanda por capital e seu aumento está positivamente correlacionada com o tamanho do mercado. Com juros mais elevados, o financiamento por PE/VC torna-se uma alternativa mais Fonte: mais.asp?tabindex=3 62 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

21 Os fundos de Private Equity e sua importância para as pequenas e médias empresas no Brasil: O caso da Anhanguera Educacional atrativa de financiamento. O autor também nota que o fluxo de PE/VC tem covariância com a evolução do PIB, pois em períodos de crescimento surgem maior número de oportunidades. Outro fator importante que influencia positivamente o mercado são os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) por parte das empresas, universidades e instituições de apoio do governo. 2. O CASO DA ANHANGUERA EDUCACIONAL: ALGUNS RESULTADOS. O início do grupo Anhanguera Educacional remonta a 1994 ** com a fundação das Faculdades Integradas Anhanguera, na cidade de Leme, no Estado de São Paulo, por um grupo de professores liderado por Antônio Carbonari Netto e José Luis Poli com o intuito de oferecer ensino superior de qualidade a preços acessíveis ao público da região. Em três anos, o bom desenvolvimento da escola possibilitou a criação de um novo campus na cidade de Pirassununga e outro na cidade de Valinhos. Entre os anos de 2000 e 2002, foram inauguradas mais duas faculdades nas cidades de Jundiaí e Campinas. Até 2003, o grupo Anhanguera ** Fonte: REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

22 Marcelo Bacelar Educacional era formado por quatro instituições que juntas somavam uma média de alunos matriculados em suas sete unidades, localizados em seis cidades no estado de São Paulo, todas mantidas por instituições sem fins lucrativos. Ainda em 2003 a Anhanguera Educacional S.A. ( AESA ), mediante a incorporação das quatro instituições que formavam o grupo Anhanguera Educacional à época, foi transformada em sociedade com fins lucrativos e seus fundadores receberam um sócio investidor: a Anhembi Morumbi, uma das maiores universidades de São Paulo, que realizou um aporte de capital na Anhanguera Educacional. Segundo Pasin, Martelanc, Pereira (2010) em 2005 a gestora de recursos Pátria, por já ter tido contato com o mercado de educação superior através de consultoria e assessoria realizados para empresas desse setor, constituiu o Fundo de Educação para o Brasil, nome do Fundo de Investimentos em Participações FIP para investir na Anhanguera Educacional, contando com recursos de poucos investidores. O primeiro deles foi o professor Gabriel Rodrigues, fundador da Anhembi Morumbi, que transferiu a participação de sua universidade na Anhanguera Educacional tornando-se diretamente cotista do FIP. Também foi captado, em meados de 2006, uma dívida no banco Mundial por meio do IFC (InternationalFinance Corporation) no valor de US$12 milhões, com juros correspondentes à Libor, acrescida de 3,25% ao ano e prazo de vencimento previsto para O professor AntonioCarbonari Netto, com outros fundadores, 64 REVISTA NOVAS IDEIAS Recife, vol. 1, n. 1, julho dezembro 2014, p

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