O SETOR DE PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE E A SAÚDE DO TRABALHADOR: que rumo devemos seguir?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O SETOR DE PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE E A SAÚDE DO TRABALHADOR: que rumo devemos seguir?"

Transcrição

1 Agência Nacional de Saúde Suplementar Fórum de Debates sobre Saúde Suplementar ANS 2003 Área Temática: O Objeto da Regulação Tema: Saúde do Trabalhador e o Seguro Acidente do Trabalho O SETOR DE PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE E A SAÚDE DO TRABALHADOR: que rumo devemos seguir? Autora: Isabela Soares Santos Julho de

2 2 Apresentação Em 2003 está ocorrendo uma série de debates sobre Políticas Públicas relacionadas ao setor de planos e seguros privados de saúde, organizada no Fórum de Saúde Suplementar. A ampla regulamentação do setor de saúde suplementar é bastante recente, dado que até a criação do Departamento de Saúde Suplementar no âmbito da então Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde, no início de 1998, a única ação governamental existente era proveniente da Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda, cuja ação era residual e muito mais voltada ao setor seguros como um todo que ao saúde. Assim, temos poucos anos de experiência acumulada na elaboração e realização da regulamentação do setor suplementar pela área da Saúde, tendo sido sempre realizada sob a égide de uma mesma lógica políticaeconômica-social até a mudança governamental que se deu no país com a gestão de Lula na presidência da República após duas gestões de Fernando Henrique. Pelo irrisório tempo de regulamentação e a forma como esta se deu já se tem todas as justificativas para sua revisão e, se considerado necessária, a reorientação desta. Esta demanda é reforçada pelo fato de este ser um momento histórico-político do país que requer a revisão dos objetivos da regulamentação do setor suplementar de saúde. Ademais, neste momento já existe grande experiência acumulada em políticas de saúde orientadas ao SUS, e talvez seja a hora de os elaboradores de políticas, gestores, intelectuais, sociedade civil, as diversas organizações e representatividades, etc., que vêm pensando o SUS e participando na sua implementação, incorporar na agenda de política de saúde o tema do setor de planos e seguros de saúde, para a otimização das políticas do sistema de saúde brasileiro como um todo. Neste sentido deve ser aproveitada a realização deste Fórum, que foi organizado nos mesmos grandes temas que já vêm sendo debatidos, o que

3 3 por um lado gera a crítica dado a possível indução à perpetuação dos argumentos já existentes e públicos, e por outro lado pode ser útil para desenvolver os temas ainda pouco explorados e aprimorar os temas já no foco dos debates. A encomenda deste trabalho o integra no tema Objeto da Regulação e tem por objetivo descrever o campo da saúde do trabalhador e o seguro acidente do trabalho, resgatando o processo histórico na saúde suplementar, bem como desenvolver a opinião da autora acerca do papel a ser cumprido pela ANS que, sendo positiva, deve apresentar o formato do modelo regulatório. Buscando dar conta da encomenda, este trabalho analisou as articulações estabelecidas entre os órgãos e instituições envolvidos na atenção à saúde em geral e na do trabalhador em particular, assim como o modelo de atenção desta última. Para tanto, foi feita uma pesquisa bibliográfica sobre o processo de trabalho e emprego no Brasil e a história e as políticas de atenção à saúde do trabalhador e, por fim, foi analisado o modelo do sistema de saúde brasileiro visando a relacionar os setores público e privado de assistência à saúde e a saúde do trabalhador para poder elencar alguns aspectos relevantes na definição de políticas de saúde. A Primeira Parte deste artigo é introdutória da dimensão do setor de planos e seguros de saúde, destacando os planos coletivos dos planos individuais, pois são aqueles que grande parte dos trabalhadores formais possuem enquanto estes são a principal opção aos trabalhadores sem vínculo empregatício, em geral os autônomos. Para levantar as questões cruciais à saúde do trabalhador, na Segunda Parte foi revista a história das políticas de atenção à saúde do trabalhador no contexto do processo de trabalho e emprego no Brasil, identificando-se os órgãos e instituições responsáveis pela sustentação do modelo de atenção à saúde do trabalhador. Na Terceira Parte, de conclusões e recomendações, foi feita uma discussão sobre as competências dos principais órgãos envolvidos na saúde suplementar e na do trabalhador tendo em vista os princípios

4 4 constitucionais da saúde e os princípios do SUS que norteiam a construção do modelo de atenção à saúde brasileiro. Foi verificado que a existência das diferentes lógicas de atenção à saúde que convivem no sistema brasileiro de saúde é conflituosa para o próprio e, conseqüentemente, para a população como um todo: a lógica da atenção referida à população em geral, de responsabilidade governamental (gerida majoritariamente pelo Ministério da Saúde); a destinada ao trabalhador (gerida pelos Ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde e da Previdência e Assistência Social, considerando que o movimento sindical exerce papel fundamental); a das operadoras de planos de saúde; a das empresas empregadoras e a da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Assim, visando a oportunidade de contribuição neste momento do país, as conclusões e recomendações ao órgão responsável pela definição das políticas públicas para a regulamentação do setor de planos e seguros privados de assistência à saúde, foram feitas com relação aos pontos colocados no corpo do artigo, tendo como referência os princípios de atenção à saúde que rezam sobre a universalidade no acesso e a integralidade da ações desta.

5 5 Parte I Introdução: As Políticas de Saúde no Brasil e o peso dos Planos e Seguros Privados de Saúde Coletivos Existem diferentes abordagens para compreender o início do mercado de planos e seguro de saúde. De qualquer forma, é fato que este está diretamente associado aos esquemas de prestação de assistência médicahospitalar à trabalhadores. Se observamos a história do sistema de saúde brasileiro, percebemos que a assistência médica-hospitalar dos trabalhadores já era diferenciada, organizada em Caixas de Assistência específicas por categoria profissional, posteriormente transformadas nem IAPs e depois unificadas no Instituto Nacional de Previdência Social, INPS, cuja clientela permanecia definida pelo vínculo empregatício (trabalhadores e dependentes). Mas é nos anos 50, com a implantação das grandes empresas estatais e de várias multinacionais que a política diferenciada de benefícios para os trabalhadores destas empresas implicou na montagem de esquemas próprios de assistência médico-hospitalar, em especial na região do ABC paulista. Nos anos 60, surgiram empresas médicas 1 direcionadas para o atendimento de segmentos de trabalhadores da indústria de transformação, metalurgia e química. O surgimento dessas empresas foi estimulado pela Previdência Social pela forma de pagamento da assistência médicahospitalar que se deu via empresas médicas, deixando de recolher uma parcela da contribuição devida e, portanto, contribuindo para ao financiamento e à estruturação de um mercado que hoje chamamos de planos privados de assistência à saúde 2. Essa forma de cobertura de assistência médico-hospitalar se preservou para além década, mesmo quando os subsídios diretos da Previdência Social se tornaram irrisórios no fim dos anos 60, e outros incentivos fiscais foram implementados, como o Plano de Pronta Ação (PPA) 1 Conhecidas como Cooperativas Médicas e Medicina de Grupo. Para mais informação sobre este assunto, ver BAHIA, 2001.

6 6 elaborado pelo INPS em 1974 e que criou mecanismos para a ampliação da cobertura dos beneficiários da previdência por credenciamentos, contratos e convênios com o setor privado, tanto com médicos autônomos quanto com setores empresarial (CORDEIRO, 1980: 165). Posteriormente, uma pesquisa 3 verificou que no fim da década de 1970 grande parte desses convênios não eram homologados na Previdência Social para que as empresas médicas pudessem se desobrigar de oferecer a cobertura médicahospitalar dos serviços mais caros. Enfim, até a década de 80, os planos de saúde estavam voltados, quase que exclusivamente, para os clientes empresa que era onde estava a clientela beneficiária da Previdência Social. Eram planos coletivos acessíveis somente pela posse de contrato de trabalho. A partir da segunda metade dessa década, as operadoras de planos de saúde captaram as demandas de clientes individuais, em especial trabalhadores autônomos, profissionais liberais, aposentados e trabalhadores de empresas de pequeno porte, bem como a de trabalhadores formalmente empregados não envolvidos com os planos privados de assistência à saúde, como os de algumas empresas da administração pública das três esferas de governo. Nesta mesma época, outras instituições governamentais optaram por implantar ou incrementar planos próprios de assistência à saúde, constituindo entidades de previdência fechada, em conjunto com seus sindicatos e associações profissionais, ampliando a cobertura de planos privados de saúde com considerável contingente de funcionários públicos. Esse é também o momento da entrada das seguradoras no mercado de assistência suplementar que passam a disputar clientes de planos coletivos e individuais com as outras modalidades de operadoras (medicinas de grupo e cooperativas médicas), se tornando mais uma alternativa ao mercado supletivo. A relação entre a oferta pública e a privada de assistência médicohospitalar é, também complexa. Apesar do processo de municipalização da 2 Para mais informação sobre este assunto, ver CORDEIRO, 1980; SANTOS, 2000; BAHIA, 2001; BRASIL, 2001.

7 7 década de 1990 em que a quantidade de hospitais públicos aumentou em conseqüência da descentralização dos recursos para construção dos estabelecimentos pelas próprias secretarias de saúde locais, verifica-se que, entre o total de estabelecimentos com internação no Brasil, a maior parte ainda é composta pelos privados, ou seja, 66,53% do total, segundo a pesquisa Assistência Médico-Sanitária (AMS/IBGE) realizada em Existem diferentes formatos para o credenciamento dos estabelecimentos de saúde privados, sendo que um mesmo estabelecimento pode ser conveniado ao SUS, credenciado a uma ou mais operadoras de plano e/ou seguro de saúde, e ainda pode vender seus serviços para indivíduos e famílias de forma privada direta. Dependendo do prestador, ele também pode ser a própria operadora de planos de saúde, como é o caso de vários hospitais filantrópicos. Para o profissional médico, desde a década de 1920 com as Caixas de Assistência à Saúde, sua prática deixou de ser exclusivamente liberal. Este profissional foi se tornando assalariado, tanto pelo setor público como pelo privado. De acordo com pesquisa de Machado (1997), a grande parte dos médicos têm mais de uma das formas de inserção no mercado de trabalho (66,1%), sendo que 33,1% trabalham no setor público, privado e ainda mantém consultório. Considerando a remuneração dos procedimentos, os valores pagos variam de acordo com a clientela que realiza o procedimento, resultado da busca dos prestadores de serviço e dos profissionais de saúde, do maior ganho possível com a venda dos seus serviços, a conseqüência disso é que muitos estabelecimentos de saúde oferecem diferentes formas de atendimento, que podem se refletir tanto na qualidade do serviço prestado, como na forma como é prestada a assistência. Embora ainda não haja dados que permitam realizar uma análise do ponto de vista da qualidade do serviço, seguramente a hotelaria do serviço e o pagamento aos profissionais de saúde comumente são diferenciados de acordo com a clientela do plano de saúde. 3 Pesquisa A assistência médica no Rio de Janeiro, coordenada por José Luís Fiori e Hésio Cordeiro,

8 8 No que diz respeito às clientelas que utilizam os serviços do setor de planos e seguro de saúde, é certo que este é sustentado principalmente pelos beneficiários que possuem planos coletivos, sendo a grande parte deste mercado composta por trabalhadores ou seus familiares, cuja posse do plano está condicionada ao vínculo empregatício. Uma pesquisa 4 investigou como o entrevistado possui o plano, isto é, se é era coberto por plano individual, ou plano coletivo. Neste último caso, se era financiado integralmente pela empresa ou em conjunto com os beneficiários. O resultado é que 66% dos beneficiários o são pelo vínculo empregatício (RODRIGUES, 1998). Dados do Suplemento Saúde da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar de 1998 (PNAD/IBGE), da Pesquisa sobre Padrões de Vida de 1999 (PPV/IBGE) e da Towers Perrin (2000) mostram que o perfil deste mercado de planos coletivos 5 é de concentração de seus beneficiários nas grandes empresas empregadoras, que o custo total do plano representa, para a grande parte das empresas empregadoras, mais de 5% da folha de salários, o que também foi verificado em outras pesquisas de campo em empresas empregadoras que estudaram aspectos da assistência médicahospitalar que estas proporcionavam aos seus trabalhadores 6. Outro dado importante é que os entrevistados pela PNAD que possuem plano coletivo são principalmente da indústria de transformação, de atividades sociais e administração pública, enquanto que os que possuem plano individual exercem atividades no comércio e prestação de serviços (BAHIA) 6. Os dados da ANS ainda mostram que os beneficiários de planos coletivos estão concentrados na região sul e sudeste do Brasil, justamente onde está a situada a maior parte das grandes empresas empregadoras realizada para o IMS/UERJ. In CORDEIRO, Pesquisa realizada em conjunto pelo IBOPE, Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e a Fundação Nacional de Saúde (FNS). 5 Ver também texto de Bahia, L disponível na página do Fórum do Setor Suplementar no site da ANS (www.ans.gov.br, dia 11/07/2003, às 18h00), intitulado Os planos de saúde empresariais no Brasil: Notas para a Regulação Governamental. 6 Relatório Final de pesquisa feita para o Ministério da Saúde em 1999, com a equipe Aloísio Teixeira,Isabela Soares Santos,M. Lucia Werneck Vianna, M. Paula Gomes e Ricardo C. Costa, com coordenação de Ligia Bahia (BRASIL, 2000c).

9 9 estão apresentando um crescimento progressivo na composição dos planos e seguros de saúde: enquanto 66,3% dos beneficiários eram vinculados a planos coletivos em dezembro de 2001, esta porcentagem passou para 70,2% em dezembro de 2002, e os dados mais recentes, de dezembro de 2003, mostram que 72,5% dos registros de beneficiários informados à ANS 7 possuem planos coletivos. A posse de plano privado de assistência à saúde entre as famílias com pelo menos um membro no setor informal é menor que em relação às que não possuem membros no setor informal (Pesquisa de Condições de Vida da Fundação SEADE in: CUT, 2000). A pesquisa de RODRIGUES (1998), já mostrava que entre os entrevistados que já foram beneficiários de plano privado de assistência à saúde, mas que não o eram quando realizada a entrevista, praticamente a metade deixou de ter o plano devido à perda do emprego (48%), nas palavras da pesquisa: por que saiu da empresa. A informação analisada até aqui permite que ainda nos dias atuais a associação entre a posse de plano ou seguro privado de saúde é direta com o vínculo empregatício da pessoa trabalhador-beneficiário. Por outro lado, em relação às clientelas que utilizam os serviços do setor público e do setor supletivo de saúde, a pesquisa de RODRIGUES (1998) mostra que a clientela que possui planos e seguros de saúde utiliza tanto os serviços públicos como os privados: somente 16 % dos entrevistados declara não utilizar os serviços dos SUS, o que permite supor que pelo menos 84% da população brasileira utiliza o setor público com alguma intensidade. Portanto se observa uma sobreposição da clientela, pois uma parcela dos beneficiários das empresas de planos e seguros de saúde, também é usuária do Sistema Único de Saúde SUS. Dado este quadro, parece que a concepção da qualidade dos serviços de saúde tem uma representação para o usuário que, quando comparado o setor público com o privado, pode estar mais ligada ao acesso por envolver tempo em filas de espera, possibilidade de ser atendido dentro das especialidades e pelo profissional desejado, ao invés da incerteza de ser 7 Os dados foram apresentados à reunião da Câmara de Saúde Suplementar realizada em Brasília no dia

10 10 atendido do que à critérios de elaboração do conceito de qualidade e de indicadores que a dimensionem. Os elementos acima colocados permitem conferir a complexidade da relação entre a oferta pública e privada de serviços de saúde, o que leva a autora a considerar que o Estado deve ser o mediador dessa relação, para atingir níveis que sejam socialmente aceitos de igualdade e justiça social. Isto significa considerar que é fundamental que todo o setor supletivo de assistência médico-hospitalar, continuando com o processo iniciado em 1998 com a Lei n.º 9.656, tenha uma legislação específica que regulamente a atuação das suas operadoras no mercado. Partindo do princípio que o Estado deve ser o mediador da complexa relação entre a oferta pública e privada de serviços de saúde, para atingir níveis que sejam socialmente aceitos de igualdade e justiça social e elaborar políticas públicas nesta área da saúde guiadas pelo princípio da equidade, é considerado fundamental que o setor supletivo de assistência médicohospitalar tenha uma legislação específica que regulamente a atuação das suas operadoras no mercado, continuando o processo iniciado em 1998 com a Lei n.º A seguir, na Parte II, será caracterizado e dimensionado o campo da saúde do trabalhador para na Parte III poder associar este campo com o mercado do setor suplementar e levantar questões acerca da pertinência e responsabilidade institucional em reação à organização, estrutura, planejamento, enfim das políticas públicas que devem nortear este campo tendo em vista todo o setor Saúde. 19/12/2002 e à reunião ocorrida no Ministério da Saúde no dia 11/03/2003.

11 11 Parte II: A Saúde do Trabalhador Na Constituição Federal de 1988 é definida a execução das ações de saúde do trabalhador como competência do SUS, mas é na Lei n.º de 1990 que é feita a delimitação desta área: Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): (...) 3º Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo: I - assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho ou portador de doença profissional e do trabalho; II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho; III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), da normatização, fiscalização e controle das condições de produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador; IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde; V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidentes de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional; VI - participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas; VII - revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das entidades sindicais; e VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde dos trabalhadores. (...) Também é na Lei que estão definidas as competências do SUS, entre elas a de participar na formulação e implementação de políticas relativas às condições e ambientes de trabalho, bem como definir e coordenar os sistemas de vigilância epidemiológica e sanitária: Art. 16. A direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete:

12 12 I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição; II - participar na formulação e na implementação das políticas: a) de controle das agressões ao meio ambiente; b) de saneamento básico; e c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho; III - definir e coordenar os sistemas: a) de redes integradas de assistência de alta complexidade; b) de rede de laboratórios de saúde pública; c) de vigilância epidemiológica; e d) vigilância sanitária; IV - participar da definição de normas e mecanismos de controle, com órgão afins, de agravo sobre o meio ambiente ou dele decorrentes, que tenham repercussão na saúde humana; V - participar da definição de normas, critérios e padrões para o controle das condições e dos ambientes de trabalho e coordenar a política de saúde do trabalhador; VI - coordenar e participar na execução das ações de vigilância epidemiológica; VII - estabelecer normas e executar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras, podendo a execução ser complementada pelos Estados, Distrito Federal e Municípios; VIII - estabelecer critérios, parâmetros e métodos para o controle da qualidade sanitária de produtos, substâncias e serviços de consumo e uso humano; IX - promover articulação com os órgãos educacionais e de fiscalização do exercício profissional, bem como com entidades representativas de formação de recursos humanos na área de saúde; X - formular, avaliar, elaborar normas e participar na execução da política nacional e produção de insumos e equipamentos para a saúde, em articulação com os demais órgãos governamentais; XI - identificar os serviços estaduais e municipais de referência nacional para o estabelecimento de padrões técnicos de assistência à saúde; XII - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde; XIII - prestar cooperação técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o aperfeiçoamento da sua atuação institucional; XIV - elaborar normas para regular as relações entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e os serviços privados contratados de assistência à saúde; XV - promover a descentralização para as Unidades Federadas e para os Municípios, dos serviços e ações de saúde, respectivamente, de abrangência estadual e municipal; XVI - normatizar e coordenar nacionalmente o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados; XVII - acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde, respeitadas as competências estaduais e municipais; XVIII - elaborar o Planejamento Estratégico Nacional no âmbito do SUS, em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal;

13 13 XIX - estabelecer o Sistema Nacional de Auditoria e coordenar a avaliação técnica e financeira do SUS em todo o Território Nacional em cooperação técnica com os Estados, Municípios e Distrito Federal. Parágrafo único. A União poderá executar ações de vigilância epidemiológica e sanitária em circunstâncias especiais, como na ocorrência de agravos inusitados à saúde, que possam escapar do controle da direção estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) ou que representem risco de disseminação nacional. Como pode ser observado, o campo da Saúde do Trabalhador é amplo e possui interfaces com outras áreas que as diretamente vinculadas ao campo da Saúde 8. Utilizando Médici que denomina esta área de sistema de saúde ocupacional, pode-se dizer que esta área contempla os aspectos relacionados à financiamento; prevenção e promoção; tratamento, recuperação e reabilitação; benefícios e pensões; avaliação do risco; e regulação, fiscalização e controle (MÉDICI, 1999: 4). Para este autor, diferente de alguns países, o modelo da saúde ocupacional no Brasil é caracterizado pela divisão de responsabilidades entre Estado e Empresas no cumprimento dos temas. Como nem no Brasil, tampouco no restante do mundo o campo da Saúde do Trabalhador não se iniciou com todos esses aspectos e atribuições atualmente mencionados pela legislação, nesta parte do trabalho primeiramente foi organizado um breve histórico das políticas de assistência à saúde ao trabalhador, desde o aparecimento do profissional médico no interior das empresas nos séculos XVIII e XIX (quando se desenvolveu a Medicina do Trabalho), a criação de organizações como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no início do século XX, depois da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial de Saúde (OMS) pós - II Guerra Mundial, o desenvolvimento da Saúde Ocupacional a partir da metade do século XX, e a Saúde do Trabalhador na década de Existe uma vasta produção acerca da dimensão da Saúde do Trabalhador, destacando-se os trabalhos realizados no âmbito do Centro de Saúde do Trabalhador (CESTH/ENSP/FIOCRUZ), do Departamento de Medicina Preventiva da UNICAMP, da Universidade de São Paulo, da UFMG (em especial Elizabeth Dias), ente outros.

14 14 Com a estória contextualizada, e dada a dificuldade de interferência no processo de trabalho, foi observado o campo saúde do trabalhador em seus aspectos legais, na ótica dos trabalhadores e das organizações sindicais, bem como na visão de especialistas do tema. Percebeu-se que a organização desse modelo de sobreposição de responsabilidades, da administração e do financiamento, se mostra ineficaz para responder às necessidades da sociedade e afeta o resultado da cobertura social com a qual o trabalhador está provido, em especial aquela derivada da articulação entre a Previdência e a Saúde. Também foi incorporado à este debate o papel do empresariado que, através de suas políticas de recursos humanos, torna-se sujeito estratégico da assistência à saúde que chega ao trabalhador brasileiro seja pela assistência contratada de empresas de planos e seguro privados de saúde, ou pelo departamento médico localizado no interior das empresas, ou pelos serviços do SUS ou mesmo a proposta pelos serviços do sistema S (SESI, SESC, SENAI e SENAC). 2.1.Políticas de Assistência à Saúde do Trabalhador Breve Histórico A filosofia de manutenção do trabalhador sadio se fortalece no século XVIII pela necessidade de dar respostas às demandas dos empregadores daqueles que trabalhavam nas fábricas, em péssimas condições de trabalho, o que contribuiu para a mudança do perfil epidemiológico do trabalhador (FRIAS JUNIOR, 1999). Neste momento já era possível verificar a atuação do profissional médico no interior de empresas francesas que se preocupavam com a capacidade do trabalhador de produzir (OLIVEIRA, 1998), modelo difundido nos demais países europeus no século XIX (MENDES & DIAS, 1991). No início do século atual os trabalhadores londrinos reivindicam 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas para dormir, o que significou uma forte interferência no processo de produção, surgida pela necessidade de melhoria das condições de trabalho e vida desses trabalhadores ao

15 15 propor a adaptação do trabalho às necessidades do ser humano trabalhador e não o contrário como era a tendência da atuação médica no interior das empresas. Em 1919 é criada a Organização Internacional do Trabalho (OIT) que desde então reconhece a existência de doenças profissionais. Após a II Guerra Mundial aparece mais claramente a idéia de Saúde Ocupacional, acompanhada de movimentos que levaram à criação da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945, Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1946 e a I Sociedade Mundial de Ergonomia em 1949, de modo que na década de 1950 já está incorporada a Medicina do Trabalho. Na década de 1970, ganha forças a Saúde do Trabalhador com o movimento de trabalhadores da indústria automobilística de Turim (Itália) que reivindica o direito de participar de decisões relativas às condições de trabalho. Este é o momento em que o trabalhador se fortalece como ator na história da Saúde do Trabalhador. Em 1970 o Canadá estabelece juridicamente a necessidade de proteção prévia ao risco de modo a não necessitar a utilização de equipamento de proteção industrial (EPI) pelo trabalhador. É também nesta década que a Medicina do Trabalho ganha força no Brasil, e a Saúde Ocupacional começa a se expressar no fim desta década (1978). São realizadas mudanças estruturais; como a transferência do seguro-acidente obrigatório aos trabalhadores e as Normas Regulamentadoras que designa às empresas a responsabilidade da realização dos exames relativos ao PCMSO 9 e PPRA 10 e ainda são criados os Programas de Saúde do Trabalhador (PST) onde se atribui responsabilidade do Estado no tocante à formação de uma política nacional de saúde do trabalhador. Na década de 80 a idéia de Saúde do Trabalhador é ampliada com a criação dos Programas de Saúde do Trabalhador, a realização da VIII Conferência Nacional de Saúde (1986) e a promulgação da Constituição Federal de Mesmo assim, é possível verificar que as Constituições 9 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 10 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

16 16 Estaduais incorporam um conceito restrito de saúde do trabalhador às competências estaduais ao resgatarem a fiscalização e inspeções para a responsabilidade do SUS enquanto as questões relativas às informações via Comunicado de Acidente do Trabalho (CAT) ficaram resignadamente destinadas à Previdência Social que é a instituição que paga os benefícios. De acordo com Oliveira et alli, esta separação das competências não colaborou com um maior enfoque para as ações preventivas ao acidente e doenças do trabalho (Oliveira et allii, 1992). Este tema foi desenvolvido posteriormente, na Lei Orgânica da Saúde n.º de 1990 (OLIVEIRA et allii, 1997). Com essas alterações, destacam-se dois importantes articuladores das demandas da saúde do trabalhador que são a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador CIST e o Grupo Executivo Interministerial de Saúde do Trabalhador GEISAT. Os Ministérios da Saúde, do Trabalho e Emprego e da Previdência e Assistência Social, participam na formulação e na implementação das políticas relativas às condições e aos ambientes de trabalho, pela definição de normas, critérios e padrões para o controle das condições e dos ambientes de trabalho, coordenando a política de Saúde do trabalhador no âmbito nacional, tanto na esfera pública como na esfera privada. Considera-se que o desenvolvimento destas atividades seja negociado e pactuado nesses locus, ratificado pelo Conselho Nacional de Saúde. Ainda foram promulgadas mais 2 Leis a respeito da saúde do trabalhador. A Lei n.º 8.213, de 1991, que assegura estabilidade no emprego para os incapacitados de trabalhar por mais de 15 dias e a Lei n.º de 1995, que modifica a legislação de acidentes do trabalho; vinculando o seguro do acidente do trabalho exclusivamente ao trabalhador formalmente empregado pela da contribuição para o Seguro de Acidentes do Trabalho (SAT),não abrangendo, dessa forma, aqueles que estão na economia informal. O SAT é gerido pelo INSS e se constitui em uma das fontes de custeio do Fundo de Previdência e Assistência Social, no âmbito do MPAS.

17 17 Os benefícios do INSS auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez, pensão por morte, serviço social e reabilitação profissional 11 são concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa. As empresas empregadoras contribuem para o SAT conforme o grau de risco da atividade preponderante - com 1, 2 ou 3% do total de remunerações pagas aos segurados. Embora os acidentes do trabalho possam ter aspectos relacionados com a assistência à saúde, o financiamento é destinado à contemplação da assistência à saúde relacionada exclusivamente ao acidente e à doença do trabalho. Ora, se considera-se que a garantia de atenção à saúde com qualidade deve levar em conta os princípios de integralidade da atenção e universalidade do acesso, o fato de o financiamento do SAT somente contemplar a assistência à saúde relacionada ao acidente e à doença do trabalho permite afirmar que, além dos benefícios do INSS, nada garante que os trabalhadores formais estejam num patamar superior de atenção à saúde recebida em relação aos informais. Talvez a maior diferença seja em relação à possibilidade que os formalmente empregados têm de pleitearem assistência médico-hospitalar específica para si e seus dependentes. Problema decorrente dessas questão é que, além de não haver informações acerca dos acidentes do trabalho ocorridos com os trabalhadores informais, não há capacitação suficiente ao estabelecimento do grau de risco correspondente à atividades informais (MÉDICI, 1999), o que demonstra como o Estado brasileiro necessita ampliar o conhecimento existente acerca de sua estrutura produtiva. Analisando a história da saúde do trabalhador sob o ângulo destes, na região do ABC paulista o movimento sindical se estruturou para tratar, dentre outras, dessas questões. Há sindicatos cuja história é fortemente marcada pela atuação em questões no campo da saúde, devido à necessidades de introduzir formas de trabalhar a prevenção ao acidente de trabalho, insalubridade, etc., além da necessidade de contemplar as demandas dos trabalhadores em relação à forma de assistência à saúde, 11 Lei de Benefícios n.º de 1991 e Lei de Custeio n.º de 1991.

18 18 diretamente relacionada aos benefícios que pleiteiam (exemplo clássico disso é as famosas greves durante a década de 1980, onde a assistência privada à saúde freqüentemente estava em pauta). Os sindicatos têm o apoio institucional do DIESAT (Departamento Intersindical de Estudos de Saúde e Ambiente do Trabalho) sociedade civil fundada em 1980 por sindicatos e ligada ao DIEESE, cuja função abrange os serviços relativos à saúde e condições de trabalho, ao trabalhador em geral. Sua estrutura conta com assessoria de técnicos em sindicatos filiados; estudos e pesquisas sobre saúde e trabalho; perícia técnica nas empresas a pedido dos sindicatos; encontros, seminários e cursos para direções de sindicatos, para cipeiros 12, biblioteca; etc. Além do DIESAT há órgãos como o INST, Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador, diretamente vinculado à CUT, com objeto de trabalho semelhante. Por outro lado, outro ramo do movimento sindical diferente da CUT que merece ser realçado é a Força Sindical que, apesar de ter sido fundada recentemente, em 1991, também é atuante na área de saúde do trabalhador, possui em seu organograma a Secretaria Nacional de Saúde que opera junto com a Coordenadoria Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador e também congrega um número significativo de representações em instituições ligadas ao governo (comissões e grupos técnicos). A forma como a saúde do trabalhador é tratada no Brasil é duramente criticada, tanto pelo movimento sindical como por especialistas. Considera-se a legislação incapaz de dar conta das reais necessidades do trabalhador já que, ao invés desta cuidar do ambiente do trabalho, tem como objeto o acidente, atuação vinculada à lógica da insalubridade vigente em toda a legislação como acima comentado. Assim, ao invés de garantir e incentivar ambientes sadios de trabalho e nos quais são prevenidos possíveis acidentes, a legislação estabelece penalidades como o adicional de periculosidade e insalubridade definidas pelo nível de risco em que cada produção se classifica, de forma que acaba por legitimar o risco através da indenização pelo trabalho insalubre e

19 19 perigoso (OLIVEIRA et allii, 1992:154). Dessa forma mantém-se o âmbito da discussão fora do processo de trabalho, não levando em conta que o fator risco não é inerente ao trabalho, mas sim ao modo como os homens o idealizam e concretizam (FRIAS JUNIOR, 23: 1999). Essa lógica permite que ocorra no país o chamado processo de adoecimento do ambiente de trabalho. O quadro de morbi-mortalidade dos trabalhadores brasileiros é grave, mesmo não sabendo se os números oficiais correspondem à realidade, ainda há os casos de acidentados do trabalho informal e os casos dos trabalhadores rurais, pouco registrados na Previdência Social (OLIVEIRA et allii, 1992). A questão que se coloca até os dias de hoje, é sobre a possibilidade de interferência na organização da produção, ou seja, no processo de trabalho O Debate em torno da Regulação da Saúde do Trabalhador: Sistema de Informações, Financiamento e Instituições Integração ou Sobreposição? Formas de regulamentação da saúde do trabalhador e do ambiente de trabalho, bem como equipamentos utilizados e de proteção, dizem respeito ao processo de trabalho. As Normas Regulamentadoras editadas pelo MTE têm como objeto serviços, recursos humanos e indicadores de medição da segurança, saúde e condições de trabalho que, pela sua própria natureza, estão, ou ao menos deveriam estar, interligados. Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) têm como objeto os riscos à que o trabalhador está exposto, devendo a equipe se integrar com a CIPA. O PPRA, por sua vez, opera mais diretamente com a prevenção dos acidentes de trabalho. O PCMSO que trata diretamente com as questões da saúde ocupacional, deve discutir os relatórios dos planejamentos anuais com os integrantes da CIPA, deve integrar o trabalho de seus membros com os do 12 Membros da CIPA, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

20 20 SESMT, e o responsável pela sua execução deve ser um dos médicos do trabalho da equipe do SESMT. Já a CIPA, que é formada por representantes do empregador e dos empregados, deve participar na implementação do PCMSO, do PPRA e na atuação do SESMT. Ou seja, é um dos principais instrumentos de participação e controle dos trabalhadores quanto ao processo de trabalho. Quanto às questões relacionadas à FUNDACENTRO, a emissão de CAT, não sendo realizada por serviços do setor público, como os Centros de Referência de Saúde do Trabalhador, deve ser feita pelo médico coordenador do PCMSO, que também deve indicar afastamento do trabalhador da exposição ao risco se considerado necessário. Esse trabalhador vai ser encaminhado à Previdência Social que avaliará sua incapacidade, orientará o empregador e intermediará a remuneração do trabalhador. Também o CAT pode ser importante fonte de informação tanto para aplicar a legislação como para prevenir o acidente. Entretanto, alguns autores supõem que não sejam emitidos todos os CAT correspondentes aos acidentes ocorridos (OLIVEIRA et allii, 1997). A subnotificação das doenças profissionais, assim como dos CAT, tem como conseqüência erros no já frágil sistema de informações e nas vigilâncias epidemiológica e sanitária do trabalhador. É estabelecido pelas Normas Regulamentadoras que, tanto a instalação como a manutenção dos SESMT são de responsabilidade do empregador, que também os deve financiar integralmente. O mesmo vale para os procedimentos do PCMSO. Como uma parcela importante das empresas empregadoras proporciona assistência à saúde aos seus funcionários através de contratos com empresas de planos e seguros de saúde, é pertinente destacar que grande parte dos serviços do PCMSO e do SESMT são freqüentemente realizados por intermédio da própria operadora contratada, incluindo-se os exames admissionais e demissionais. Em uma parte significativa das empresas empregadoras em especial nas de médio e grande porte os serviços acima citados são

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS APRESENTAÇÃO O presente documento é resultado de um processo de discussão e negociação que teve a participação de técnicos

Leia mais

Sistema Único de Saúde (SUS)

Sistema Único de Saúde (SUS) LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE Lei nº 8.080 de 19 de setembro de 1990 Lei nº 8.142 de 28 de dezembro de 1990 Criadas para dar cumprimento ao mandamento constitucional Sistema Único de Saúde (SUS) 1 Lei n o 8.080

Leia mais

O Congresso Nacional decreta:

O Congresso Nacional decreta: PROJETO DE LEI Nº, do Sr. Roberto Gouveia Dispõe sobre a garantia dos trabalhadores à prevenção dos riscos decorrentes do trabalho e à promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, no âmbito

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

NORMAS REGULAMENTADORAS

NORMAS REGULAMENTADORAS NORMAS REGULAMENTADORAS As Normas Regulamentadoras estabelecem critérios e procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho, que devem ser seguidos por empresas de acordo com

Leia mais

PORTARIA Nº 1.944, DE 27 DE AGOSTO DE 2009

PORTARIA Nº 1.944, DE 27 DE AGOSTO DE 2009 PORTARIA Nº 1.944, DE 27 DE AGOSTO DE 2009 Institui no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR

POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR I Congresso Piauiense de Educação em Educação Primária à Saúde Terezina PI, 15 de novembro de 2008 Marco Antonio Gomes Pérez SMS - Campinas g.perez@ig.com.be Um

Leia mais

DECRETO No- 7.602, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2011

DECRETO No- 7.602, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2011 DECRETO No- 7.602, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2011 Dispõe sobre a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho PNSST. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos

Leia mais

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778 ORGANIZAÇÃO DAS AÇÕES EM SAÚDE DO TRABALHADOR NA ATENÇÃO BÁSICA NOS MUNICÍPIOS DA 20ª REGIONAL DE SAÚDE DO PARANÁ 1 Viviane Delcy da Silva 2 Neide Tiemi Murofuse INTRODUÇÃO A Saúde do Trabalhador (ST)

Leia mais

Institucional Serviços Especialidades Laboratórios Conveniados Treinamentos Clientes Localização

Institucional Serviços Especialidades Laboratórios Conveniados Treinamentos Clientes Localização 1º FORUM LISTER DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO GESTÃO DE SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO Antônio Sampaio Diretor Técnico INTRODUÇÃO Institucional Serviços Especialidades Laboratórios Conveniados Treinamentos

Leia mais

Seminário Preparatório da 3ª CEST A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e os seus desafios para a garantia do direito à Saúde

Seminário Preparatório da 3ª CEST A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e os seus desafios para a garantia do direito à Saúde Seminário Preparatório da 3ª CEST A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e os seus desafios para a garantia do direito à Saúde Profª Dolores Sanches Wünsch NEST/UFRGS 1 Questões Iniciais Papel das

Leia mais

CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL

CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1 Art. 196: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

DECRETO Nº 1948 QUE REGULAMENTA A POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO

DECRETO Nº 1948 QUE REGULAMENTA A POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO DECRETO Nº 1948 QUE REGULAMENTA A POLÍTICA NACIONAL DO IDOSO Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 1.948, DE 3 DE JULHO DE 1996. Regulamenta a Lei n 8.842, de 4 de janeiro

Leia mais

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO)

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) Objeto, princípios e campo de aplicação 35.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece princípios e requisitos para gestão da segurança

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA

CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA RESOLUÇÃO CFFa nº 467, de 24 de abril de 2015. Dispõe sobre as atribuições e competências relativas ao profissional fonoaudiólogo Especialista em Fonoaudiologia do Trabalho, e dá outras providências. O

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Institui as diretrizes gerais de promoção da saúde do servidor público federal, que visam orientar os órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL Seção II Da Saúde Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante

Leia mais

CAPÍTULO I DA FINALIDADE

CAPÍTULO I DA FINALIDADE LEI Nº 1.392, DE 11 DE SETEMBRO DE 2009. DISPÕE SOBRE A POLÍTICA MUNICIPAL DO IDOSO, CRIA O CONSELHO MUNICIPAL DO IDOSO E O FUNDO MUNICIPAL DOS DIREITOS DO IDOSO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Alterado pela

Leia mais

SÚMULA DAS NORMAS REGULAMENTADORAS NR S. Objetivo: Instruir quanto ao campo de aplicação das NR s e direitos e obrigações das partes.

SÚMULA DAS NORMAS REGULAMENTADORAS NR S. Objetivo: Instruir quanto ao campo de aplicação das NR s e direitos e obrigações das partes. SÚMULA DAS NORMAS REGULAMENTADORAS NR S NR-1 DISPOSIÇÕES GERAIS O campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de segurança e medicina do trabalho urbano, bem como os direitos e obrigações do

Leia mais

Prefeitura Municipal de Itanhangá Gestão 2005/2008

Prefeitura Municipal de Itanhangá Gestão 2005/2008 LEI Nº 019/2005 DATA: 10 DE MARÇO DE 2005. SÚMULA: CRIA O CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTENCIA SOCIAL DA OUTRAS PROVIDÊNCIS. O Sr. VALDIR CAMPAGNOLO, Prefeito Municipal de Itanhangá, Estado de Mato Grosso,

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DA EDUCAÇÃO BÁSICA LEI N. 1.694, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2005 Institui o Sistema Público da Educação Básica do Estado do Acre, face às diretrizes da Educação Nacional e demais instrumentos legais relativos ao regime de colaboração

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

Campus Governador Lamenha Filho - Rua Jorge de Lima, 113, Trapiche da Barra, CEP 57.010.382, Maceió/AL.

Campus Governador Lamenha Filho - Rua Jorge de Lima, 113, Trapiche da Barra, CEP 57.010.382, Maceió/AL. NÚCLEO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR NAISST REGIMENTO INTERNO Capítulo I Das Disposições Preliminares Art 1º. Este Regimento Interno estabelece e disciplina a estruturação e o

Leia mais

Consultor/a Local Pesquisa OPM Nordeste exceto Bahia e Maranhão

Consultor/a Local Pesquisa OPM Nordeste exceto Bahia e Maranhão PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES CCBB SCES, Trecho 2, Lote 22 Edifício Tancredo Neves, 1º andar Cep 70200-002 Brasília / DF Telefone (61) 3313-7101 Central de Atendimento

Leia mais

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos

Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Atribuições federativas nos sistemas públicos de garantia de direitos Características da Federação Brasileira Federação Desigual Federação

Leia mais

Regulamenta o art. 26 da Lei n.º 10.205, de 21/3/2001 - Decreto 3990 de 30/10/2001

Regulamenta o art. 26 da Lei n.º 10.205, de 21/3/2001 - Decreto 3990 de 30/10/2001 Regulamenta o art. 26 da Lei n.º 10.205, de 21/3/2001 - Decreto 3990 de 30/10/2001 Ementa: Regulamenta o art. 26 da Lei n.º 10.205, de 21 de março de 2001, que dispõe sobre a coleta, processamento, estocagem,

Leia mais

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil?

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil? Perguntas Frequentes 1. O que é a Funpresp Exe? É a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo, criada pelo Decreto nº 7.808/2012, com a finalidade de administrar

Leia mais

TÍTULO V DA SEGURANÇA, SAÚDE E AMBIENTE DE TRABALHO DOS SERVIDORES DA SES/MT CAPITULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

TÍTULO V DA SEGURANÇA, SAÚDE E AMBIENTE DE TRABALHO DOS SERVIDORES DA SES/MT CAPITULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS TÍTULO V DA SEGURANÇA, SAÚDE E AMBIENTE DE TRABALHO DOS SERVIDORES DA SES/MT CAPITULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 29 Para efeitos desta lei complementar considera-se segurança, saúde e ambiente de trabalho

Leia mais

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013 Institui o Programa Nacional de Segurança do

Leia mais

LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009.

LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009. LEI Nº 310/2009, DE 15 DE JUNHO DE 2009. DISPÕE SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE SAÚDE, CRIAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL, DA DIVISÃO DE MEIO-AMBIENTE E

Leia mais

Fachesf de FUNDAÇÃO CHESF DE ASSISTÊNCIA E SEGURIDADE SOCIAL www.fachesf.com.br

Fachesf de FUNDAÇÃO CHESF DE ASSISTÊNCIA E SEGURIDADE SOCIAL www.fachesf.com.br Fachesf de Você está em nossos planos Criada em 10 de abril de 1972, pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), sua patrocinadora, a Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social é uma

Leia mais

GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM MACEIÓ CONSELHO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RECOMENDAÇÃO Nº 02, DE 02 DE MARÇO DE 2005

GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM MACEIÓ CONSELHO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RECOMENDAÇÃO Nº 02, DE 02 DE MARÇO DE 2005 GERÊNCIA EXECUTIVA DO INSS EM MACEIÓ CONSELHO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RECOMENDAÇÃO Nº 02, DE 02 DE MARÇO DE 2005 O Plenário do Conselho de Previdência Social em sua 6ª Reunião Ordinária, realizada em 02/03/2005,

Leia mais

F. Tratamento fora do domicílio

F. Tratamento fora do domicílio F. Tratamento fora do domicílio artigos 197 e 198 da Constituição Federal de 1988; Lei Orgânica da Saúde nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, disciplinada pela Portaria Federal nº 055, de 24 de fevereiro

Leia mais

Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). MINISTÉRIO DA SAÚDE GABINETE DO MINISTRO DOU de 05/10/2015 (nº 190, Seção 1, pág. 669) Institui o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições

Leia mais

Prefeitura Municipal de Nova Mutum

Prefeitura Municipal de Nova Mutum LEI Nº 1.854, DE 20 DE ABRIL DE 2015. Dispõe sobre a Política Municipal dos Direito da Pessoa Idosa e cria o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e dá outras providências. O Sr. Leandro Félix

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

ORIENTAÇÕES E ESCLARECIMENTOS

ORIENTAÇÕES E ESCLARECIMENTOS COAP 06/13 ORIENTAÇÕES E ESCLARECIMENTOS 1.0 O que é o Contrato Organizativo da Ação Pública - COAP? O COAP é um acordo de colaboração firmado entre os três entes federativos, no âmbito de uma Região de

Leia mais

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AUTARQUIA MUNICIPAL DE SAÚDE PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR 2005

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AUTARQUIA MUNICIPAL DE SAÚDE PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR 2005 PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA AUTARQUIA MUNICIPAL DE SAÚDE PLANO MUNICIPAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR 2005 LONDRINA PR 2005 PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA Nedson Luiz Micheleti - Prefeito AUTARQUIA

Leia mais

Proposta Especialidade FONOAUDIOLOGIA DO TRABALHO segundo os critérios da CBO e outros

Proposta Especialidade FONOAUDIOLOGIA DO TRABALHO segundo os critérios da CBO e outros Proposta Especialidade FONOAUDIOLOGIA DO TRABALHO segundo os critérios da CBO e outros CATECE Comissão de Análise de Títulos de Especialistas e Cursos de Especialização Complexidade da especialidade O

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios LEI N. 1.343, DE 21 DE JULHO DE 2000 Institui a Política Estadual do Idoso - PEI e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado

Leia mais

O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH

O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH Departamento de Medicina Preventiva Faculdade de Medicina da USP - FMUSP Núcleo de Pesquisa em Direito

Leia mais

FÓRUM PRESENÇA AMIMT - 2012 POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO (DECRETO7.602 DE 07 DE NOVEMBRODE 2011) Interministerial

FÓRUM PRESENÇA AMIMT - 2012 POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO (DECRETO7.602 DE 07 DE NOVEMBRODE 2011) Interministerial FÓRUM PRESENÇA AMIMT - 2012 POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO (DECRETO7.602 DE 07 DE NOVEMBRODE 2011) Interministerial Elizabeth Costa Dias 08 novembro de 2012 Decreto 7.602, de 07/11/2011

Leia mais

DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE

DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE DISCIPLINA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I MSP 0670/2011. SISTEMAS DE SAÚDE Paulo Eduardo Elias* Alguns países constroem estruturas de saúde com a finalidade de garantir meios adequados para que as necessidades

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE PARNAMIRIM Casa Antônio Lustosa de Oliveira Cabral CNPJ n.º 35.446.376/0001-09

CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE PARNAMIRIM Casa Antônio Lustosa de Oliveira Cabral CNPJ n.º 35.446.376/0001-09 Lei n 763/2010. EMENTA: Dispõe sobre a política municipal de segurança alimentar e nutricional sustentável do município de Parnamirim-PE e dá outras providências. A MESA DIRETORA DA CÂMARA MUNICIPAL DE

Leia mais

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL Profª Carla Pintas O novo pacto social envolve o duplo sentido de que a saúde passa a ser definida como um direito de todos, integrante da condição de cidadania social,

Leia mais

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas

VI política de recursos humanos. Gestão de Pessoas VI política de recursos humanos Gestão de Pessoas mensagem presidencial GESTÃO DE PESSOAS O Governo Federal estabeleceu, em todos os setores, um processo amplo de diálogo e de participação. Assim, a opção

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO

REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO Art. 1º A Diretoria Executiva, subordinada ao Presidente da Fundação, é responsável pelas atividades

Leia mais

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172

Mercado de Saúde no Brasil. Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro residecoadm.hu@ufjf.edu.br 40095172 Constituição de 1988 Implantação do SUS Universalidade, Integralidade e Participação Social As instituições privadas participam

Leia mais

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL Eixos Temáticos, Diretrizes e Ações Documento final do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (Ouro Preto - MG, 17 a 21 de julho

Leia mais

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR

Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE. Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR 1 Anexo PROPOSTA DOCUMENTO BASE Versão Consulta Pública SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL - SINAPIR A Definição e organização do sistema: 1 O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Leia mais

NOTA TÉCNICA 02 2014

NOTA TÉCNICA 02 2014 NOTA TÉCNICA 02 2014 DEFINIÇÃO DAS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE VOLTADOS PARA VIGILÂNCIA, PREVENÇÃO E CONTROLE DE ZOONOSES E DE ACIDENTES CAUSADOS POR ANIMAIS PEÇONHENTOS E VENENOSOS, DE RELEVÂNCIA PARA A

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO E SAÚDE. Os Impactos da Judicialização na Saúde Pública e Privada

IV CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO E SAÚDE. Os Impactos da Judicialização na Saúde Pública e Privada IV CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO E SAÚDE Os Impactos da Judicialização na Saúde Pública e Privada 25/11/2015 HISTÓRICO: Período anterior a CF de 1988 INAMPS População e procedimentos restritos Movimento

Leia mais

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global

data PROJETO DE LEI N 8035/2010. 1 Supressiva 2. Substitutiva 3. Modificativa 4. Aditiva 5. Substitutivo global Página Artigo: 6º Parágrafo: Único Inciso Alínea EMENDA MODIFICATIVA O parágrafo único do Artigo 6º do PL n 8035 de 2010, passa a ter a seguinte redação: Art. 6º... Parágrafo único. O Fórum Nacional de

Leia mais

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo:

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo: FINANCIAMENTO DO SUAS: GESTÃO MUNICIPAL E AS DESIGUALDADES REGIONAIS Financiamento Foco: competências da gestão municipal, especialmente no enfrentamento das desigualdades regionais exige o debate sobre

Leia mais

regionalização e contratos organizativos de ação pública.

regionalização e contratos organizativos de ação pública. A Regulamentação da Lei 8.080/90: A Regulamentação da Lei 8.080/90: regionalização e contratos organizativos de ação pública. Seminário Nacional PRÓ Saúde e PET Saúde Brasília, 19 de outubro de 2011.,

Leia mais

SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO DIRETRIZES BÁSICAS

SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO DIRETRIZES BÁSICAS SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO DIRETRIZES BÁSICAS Elaborado em: 05/01/2011 Autor: Borges 1.Introdução É comum entre empregadores e colaboradores que exerçam cargos de confiança a preocupação em gerir

Leia mais

GABINETE DO MINISTRO

GABINETE DO MINISTRO GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 1.007, DE 9 DE OUTUBRO DE 2013. Altera a Portaria MEC nº 168, de 07 de março de 2013, que dispõe sobre a oferta da Bolsa-Formação no âmbito do Programa Nacional de Acesso

Leia mais

MINISTÉRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA

MINISTÉRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA MINISTÉRIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA BRASIL Ü 2025 32 milhões de idosos 6º LUGAR NO MUNDO 2002 15 milhões de Idosos LEGISLAÇÃO DE PROTEÇÃO SOCIAL PARA O IDOSO Lei Orgânica da Assistência

Leia mais

Complexidade da especialidade. Proposta Especialidade FONOAUDIOLOGIA DO TRABALHO segundo os critérios da CBO e outros. Complexidade da especialidade

Complexidade da especialidade. Proposta Especialidade FONOAUDIOLOGIA DO TRABALHO segundo os critérios da CBO e outros. Complexidade da especialidade Complexidade da especialidade Proposta Especialidade FONOAUDIOLOGIA DO TRABALHO segundo os critérios da CBO e outros CATECE Comissão de Análise de Títulos de Especialistas e Cursos de Especialização O

Leia mais

LEI N 280 DE 18 DE SETEMBRO DE 2007

LEI N 280 DE 18 DE SETEMBRO DE 2007 LEI N 280 DE 18 DE SETEMBRO DE 2007 Súmula: Dispõe sobre o Sistema de Controle Interno Municipal, nos termos do artigo 31 da Constituição Federal e do artigo 59 da Lei Complementar n 101/2000 e cria a

Leia mais

Art. 2º Ao Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA-SC - compete:

Art. 2º Ao Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA-SC - compete: LEI Nº 12.911, de 22 de janeiro de 2004 Dispõe sobre a criação do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA-SC - e do Fundo Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional - FUNSEA-SC

Leia mais

Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro 4009 5172 residecoadm.hu@ufjf.edu.br

Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro 4009 5172 residecoadm.hu@ufjf.edu.br Constituição de 1988 Implantação do SUS Mercado de Saúde no Brasil Jaqueline Castro 4009 5172 residecoadm.hu@ufjf.edu.br Universalidade, Integralidade e Participação Social As instituições privadas participam

Leia mais

REGIMENTO INTERNO CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

REGIMENTO INTERNO CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS REGIMENTO INTERNO CENTRO DE PESQUISA CLÍNICA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS CAPÍTULO I DAS FINALIDADES E OBJETIVOS Artigo 1º - O Centro de Pesquisas Clínicas (CPC)

Leia mais

ipea políticas sociais acompanhamento e análise 7 ago. 2003 133 ASSISTÊNCIA SOCIAL

ipea políticas sociais acompanhamento e análise 7 ago. 2003 133 ASSISTÊNCIA SOCIAL ASSISTÊNCIA SOCIAL Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social Decreto n o 2.173, de 5 de março de 1997 aprova o Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social. Decreto n

Leia mais

PAUTAS NEGOCIADORAS DA RED

PAUTAS NEGOCIADORAS DA RED MERCOSUL/GMC/RES. Nº 39/00 PAUTAS NEGOCIADORAS DA RED TENDO EM VISTA: o Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e a Resolução Nº 76/98 do Grupo Mercado Comum e a Recomendação N 1/00 da RED. CONSIDERANDO:

Leia mais

ESTADO DO PARANÁ EDIFÍCIO ODOVAL DOS SANTOS - CNPJ. 76.290.691/0001-77 www.santaceciliadopavao.pr.gov.br LEI Nº. 720/2013

ESTADO DO PARANÁ EDIFÍCIO ODOVAL DOS SANTOS - CNPJ. 76.290.691/0001-77 www.santaceciliadopavao.pr.gov.br LEI Nº. 720/2013 LEI Nº. 720/2013 SÚMULA: ALTERA A LEI Nº. 593/2010 QUE INSTITUIU O FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE (FMS) E INCLUI O CAPÍTULO IX COM OS ARTIGOS 12º E 13º E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. Faço saber que a Câmara Municipal

Leia mais

FTST Formação Técnica em Segurança do Trabalho. Módulo de Saúde Ocupacional AULA 3

FTST Formação Técnica em Segurança do Trabalho. Módulo de Saúde Ocupacional AULA 3 FTST Formação Técnica em Segurança do Trabalho Módulo de Saúde Ocupacional AULA 3 Competências a serem trabalhadas nesta aula Estabelecer os parâmetros e diretrizes necessários para garantir um padrão

Leia mais

Como se Tornar um Município Amigo do Idoso. Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso

Como se Tornar um Município Amigo do Idoso. Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso Como se Tornar um Município Amigo do Idoso Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso 2 3 GERALDO ALCKMIN Governador do Estado de São Paulo ROGERIO HAMAM Secretário de Estado de Desenvolvimento

Leia mais

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 2.031, DE 23 DE SETEMBRO DE 2004

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 2.031, DE 23 DE SETEMBRO DE 2004 Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 2.031, DE 23 DE SETEMBRO DE 2004 Dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no

Leia mais

Programa Nacional de Controle do Tabagismo AMBIENTE LIVRE DO TABACO

Programa Nacional de Controle do Tabagismo AMBIENTE LIVRE DO TABACO Programa Nacional de Controle do Tabagismo AMBIENTE LIVRE DO TABACO Coordenação de Vigilância em Saúde do Trabalhador Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador Superintendência de

Leia mais

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Leia mais

Uma Nova Agenda para a Reforma do

Uma Nova Agenda para a Reforma do Uma Nova Agenda para a Reforma do Setor Saúde: Fortalecimento das Funções Essenciais da Saúde Pública e dos Sistemas de Saúde FORO REGIONAL ANTIGUA/GUATEMALA 19-22 DE JULHO DE 2004 PERSPECTIVAS NACIONAIS

Leia mais

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) são mantidos, obrigatoriamente, pelas

Leia mais

OPERADORAS DE SAÚDE. Mariana Braga Shoji Barbosa Enfermagem UNIFESP mariana_shoji@yahoo.com.br

OPERADORAS DE SAÚDE. Mariana Braga Shoji Barbosa Enfermagem UNIFESP mariana_shoji@yahoo.com.br OPERADORAS DE SAÚDE Mariana Braga Shoji Barbosa Enfermagem UNIFESP mariana_shoji@yahoo.com.br O que são Operadoras de saúde? O que são Operadoras de saúde? Operadora é a pessoa jurídica que opera ( administra,

Leia mais

DADOS. Histórico de lutas

DADOS. Histórico de lutas MULHERES O partido Solidariedade estabeleceu políticas participativas da mulher. Isso se traduz pela criação da Secretaria Nacional da Mulher e por oferecer a esta Secretaria completa autonomia. Acreditamos

Leia mais

ENGENHARIA E ARQUITETURA PÚBLICA UMA VISÃO SISTÊMICA DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA A HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL.

ENGENHARIA E ARQUITETURA PÚBLICA UMA VISÃO SISTÊMICA DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA A HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL. ENGENHARIA E ARQUITETURA PÚBLICA UMA VISÃO SISTÊMICA DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA A HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL. 1- Apresentação A Constituição de 1988, denominada pelo saudoso Deputado

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

Norma Regulamentadora - NR 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Histórico e Momento Atual

Norma Regulamentadora - NR 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Histórico e Momento Atual Norma Regulamentadora - NR 12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos Histórico e Momento Atual A NR 12 teve sua redação substancialmente alterada pela Portaria MTE nº 197/2010 e encontra-se em

Leia mais

A POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

A POLÍTICA NACIONAL DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR http:///br/resenhas.asp?ed=4&cod_artigo=73 Copyright, 2006. Todos os direitos são reservados.será permitida a reprodução integral ou parcial dos artigos, ocasião em que deverá ser observada a obrigatoriedade

Leia mais

Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI)

Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) Presidência da República Controladoria-Geral da União Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL (PETI) O PETI é um programa do Governo Federal que

Leia mais

SESMT - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO

SESMT - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO SESMT - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Aline Barbosa Pinheiro Prof. Andréia Alexandre Hertzberg Centro Universitário Leonardo da Vinci UNIASSELVI Graduação Tecnológica

Leia mais

NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional(107.000-2)

NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional(107.000-2) Página 1 de 6 NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional(107.000-2) 7.1. Do objeto. 7.1.1. Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte

Leia mais

LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007.

LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007. LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007. Dispõe sobre a criação do Instituto Escola de Governo e Gestão Pública de Ananindeua, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui, e eu

Leia mais

ANEXO XI Saúde Indígena Introdução

ANEXO XI Saúde Indígena Introdução ANEXO XI Saúde Indígena Introdução A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, aprovada na 114ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (em 8/11/2001) e sancionada pelo Ministro

Leia mais

SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO - SST No Brasil a Segurança e Medicina no Trabalho é regulamentada pela portaria 3214/78, atualmente com 36 Normas Regulamentadoras do Ministério

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

Previdência no Brasil. Regime de Previdência Complementar. Regimes Próprios dos Servidores Públicos. Regime Geral de Previdência Social

Previdência no Brasil. Regime de Previdência Complementar. Regimes Próprios dos Servidores Públicos. Regime Geral de Previdência Social As Entidades Fechadas de participantes desta pesquisa, conhecidas como Fundos de Pensão, fazem parte do Sistema de. Os Fundos de Pensão desenvolveram-se e modernizaram-se ao longo dos últimos anos graças

Leia mais

Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais.

Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais. RESOLUÇÃO Nº 306, DE 5 DE JULHO DE 2002 Estabelece os requisitos mínimos e o termo de referência para realização de auditorias ambientais. O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das competências

Leia mais

A Segurança consiste na responsabilidade de saber e agir da maneira correta.

A Segurança consiste na responsabilidade de saber e agir da maneira correta. Segurança do Trabalho É o conjunto de medidas que versam sobre condições específicas de instalações do estabelecimento e de suas máquinas visando à garantia do trabalhador contra riscos ambientais e de

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 6.094, DE 24 DE ABRIL DE 2007. Dispõe sobre a implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pela União

Leia mais

Texto para Discussão

Texto para Discussão Convênio: Fundação Economia de Campinas - FECAMP e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE Termo de Referência: Reforma Trabalhista e Políticas Públicas para Micro e Pequenas Empresas Texto

Leia mais

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 1 de 13 24/11/2008 13:08 Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 DOU de 20/09/1990 Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços

Leia mais

Seminário Empresarial de Segurança e Saúde no Trabalho : trabalhador seguro, indústria saudável

Seminário Empresarial de Segurança e Saúde no Trabalho : trabalhador seguro, indústria saudável Seminário Empresarial de Segurança e Saúde no Trabalho : trabalhador seguro, indústria saudável Manoel Messias Melo Secretário Nacional de Saúde do Trabalhador CUT Brasil 1 ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE

Leia mais

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006

Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Curso de Formação de Conselheiros em Direitos Humanos Abril Julho/2006 Realização: Ágere Cooperação em Advocacy Apoio: Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR Módulo III: Conselhos dos Direitos no

Leia mais

5º WORSHOP DO ALGODÃO AMPASUL NOÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO RURAL

5º WORSHOP DO ALGODÃO AMPASUL NOÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO RURAL 5º WORSHOP DO ALGODÃO AMPASUL NOÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA DO TRABALHO RURAL Instituto Algodão Social Missão Promover aos associados do setor algodoeiro a responsabilidade social empresarial, a cidadania,

Leia mais

EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 ANEXO 9 DO CONTRATO PLANO DE TRANSFERÊNCIA OPERACIONAL (PTO)

EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 ANEXO 9 DO CONTRATO PLANO DE TRANSFERÊNCIA OPERACIONAL (PTO) EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 CONCESSÃO PARA AMPLIAÇÃO, MANUTENÇÃO E EXPLORAÇÃO DOS AEROPORTOS INTERNACIONAIS BRASÍLIA CAMPINAS GUARULHOS EDITAL DO LEILÃO Nº 2/2011 ANEXO 9 DO CONTRATO PLANO DE TRANSFERÊNCIA

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJUBÁ Av. Jerson Dias, 500 - Estiva CEP 37500-000 - Itajubá Minas Gerais

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJUBÁ Av. Jerson Dias, 500 - Estiva CEP 37500-000 - Itajubá Minas Gerais Lei nº 2677 BENEDITO PEREIRA DOS SANTOS, Prefeito do Município de Itajubá, Estado de Minas Gerais, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele

Leia mais