FENASAN XXI Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente XXI Encontro Técnico AESABESP

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1 FENASAN XXI Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente XXI Encontro Técnico AESABESP Gustavo Justino de Oliveira Pós Doutor em Direito Administrativo Universidade de Coimbra Professor de Direito Administrativo USP(Largo São Francisco) Advogado e Consultor em Direito Público e Terceiro Setor

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3 Conceito normativo de Terceiro Setor não existe no Brasil; a legislação é esparsa, difusa, multifacetada, confusa e fragmentada Regulação das atividades do Terceiro Setor órgãos públicos diversos, com superposição de competências normativas, e com baixo ou nenhum poder de comunicação intersetorial Conceito operacional Anteprojeto de Lei Estatuto do Terceiro Setor

4 Minuta de Anteprojeto de Lei Federal, que institui o Estatuto do Terceiro Setor e dá outras providências Relatório Final apresentado em pelo Instituto Pro Bono à Secretaria de Assuntos Legislativos-SAL, do Ministério da Justiça

5 Projeto desenvolvido entre os meses de jun/08 a mar/09 (9 meses) Foi estudada toda a legislação brasileira preexistente sobre Terceiro Setor e analisados mais de 60 projetos de lei atualmente em tramitação no Congresso Nacional Foram estudadas a legislação dos seguintes países: Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha, Itália, Portugal e legislação da União Europeia Coordenador Geral Prof. Dr. Gustavo Justino de Oliveira

6 MINUTA ANTEPROJETO DE LEI ESTATUTO DO TERCEIRO SETOR Institui o Estatuto do Terceiro Setor e dá outras providências.

7 Dimensão 1 Regras jurídicas aplicáveis ao Terceiro Setor (Títulos I a VII; arts. 1º a 56) Dimensão 2 Política Pública para o Desenvolvimento do Terceiro Setor (Títulos VIII a XI; arts. 57 a 80)

8 Art. 1º É instituído o Estatuto do Terceiro Setor, destinado a estabelecer diretrizes, princípios e regras aplicáveis às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que compõem o Terceiro Setor.

9 Art. 2º Para os fins previstos nesta Lei, considera-se Terceiro Setor o conjunto de pessoas jurídicas de direito privado, de caráter voluntário e sem fins lucrativos, que: I - desenvolvam atividades de promoção e defesa de direitos, principalmente os coletivos e difusos; II realizem atividades de interesse público, assistência social ou utilidade pública, nos termos definidos em lei; ou III - prestem serviços sociais diretamente à população, em caráter complementar ou suplementar aos serviços prestados pelo Estado.

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11 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº , DE 5 DE JANEIRO DE Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis n os 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; revoga a Lei n o 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências

12 Art. 2 o Os serviços públicos de saneamento básico serão prestados com base nos seguintes princípios fundamentais: X-controle social; Art. 3 o Para os efeitos desta Lei, considera-se: IV - controle social: conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem à sociedade informações, representações técnicas e participações nos processos de formulação de políticas, de planejamento e de avaliação relacionados aos serviços públicos de saneamento básico;

13 Art. 9 o O titular dos serviços formulará a respectiva política pública de saneamento básico, devendo, para tanto: I - elaborar os planos de saneamento básico, nos termos desta Lei; V - estabelecer mecanismos de controle social, nos termos do inciso IV do caput do art. 3 o desta Lei;

14 Art. 11. São condições de validade dos contratos que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saneamento básico: 2 o Nos casos de serviços prestados mediante contratos de concessão ou de programa, as normas previstas no inciso III do caput deste artigo deverão prever: V - mecanismos de controle social nas atividades de planejamento, regulação e fiscalização dos serviços;

15 Art. 19. A prestação de serviços públicos de saneamento básico observará plano, que poderá ser específico para cada serviço, o qual abrangerá, no mínimo: 5 o Será assegurada ampla divulgação das propostas dos planos de saneamento básico e dos estudos que as fundamentem, inclusive com a realização de audiências ou consultas públicas.

16 Art. 23. A entidade reguladora editará normas relativas às dimensões técnica, econômica e social de prestação dos serviços, que abrangerão, pelo menos, os seguintes aspectos: X - padrões de atendimento ao público emecanismos de participação e informação;

17 CAPÍTULO VIII DA PARTICIPAÇÃO DE ÓRGÃOS COLEGIADOS NO CONTROLE SOCIAL Art. 47. O controle social dos serviços públicos de saneamento básico poderá incluir a participação de órgãos colegiados de caráter consultivo, estaduais, do Distrito Federal e municipais, assegurada a representação: I - dos titulares dos serviços; II - de órgãos governamentais relacionados ao setor de saneamento básico; III - dos prestadores de serviços públicos de saneamento básico; IV - dos usuários de serviços de saneamento básico; V de entidades técnicas, organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor relacionadas ao setor de saneamento básico.

18 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 7.217, DE 21 DE JUNHO DE Regulamenta a Lei n o , de 5 de janeiro de 2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, e dá outras providências.

19 Art. 25. A prestação de serviços públicos de saneamento básico observará plano editado pelo titular, que atenderá ao disposto no art. 19 e que abrangerá, no mínimo: 3 o O plano de saneamento básico, ou o eventual plano específico, poderá ser elaborado mediante apoio técnico ou financeiro prestado por outros entes da Federação, pelo prestador dos serviços ou por instituições universitárias ou de pesquisa científica, garantida a participação das comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil.

20 DO CONTROLE SOCIAL Art. 34. O controle social dos serviços públicos de saneamento básico poderá ser instituído mediante adoção, entre outros, dos seguintes mecanismos: I - debates e audiências públicas; II - consultas públicas; III - conferências das cidades; ou IV - participação de órgãos colegiados de caráter consultivo na formulação da política de saneamento básico, bem como no seu planejamento e avaliação.

21 3 o Nos órgãos colegiados mencionados no inciso IV do caput, é assegurada a participação de representantes: I - dos titulares dos serviços; II - de órgãos governamentais relacionados ao setor de saneamento básico; III - dos prestadores de serviços públicos de saneamento básico; IV - dos usuários de serviços de saneamento básico; e V de entidades técnicas, organizações da sociedade civil e de defesa do consumidor relacionadas ao setor de saneamento básico.

22 4 o As funções e competências dos órgãos colegiados a que se refere o inciso IV do caput poderão ser exercidas por outro órgão colegiado já existente, com as devidas adaptações da legislação. 5 o É assegurado aos órgãos colegiados de controle social o acesso a quaisquer documentos e informações produzidos por órgãos ou entidades de regulação ou de fiscalização, bem como a possibilidade de solicitar a elaboração de estudos com o objetivo de subsidiar a tomada de decisões, observado o disposto no 1 o do art o Será vedado, a partir do exercício financeiro de 2014, acesso aos recursos federais ou aos geridos ou administrados por órgão ou entidade da União, quando destinados a serviços de saneamento básico, àqueles titulares de serviços públicos de saneamento básico que não instituírem, por meio de legislação específica, o controle social realizado por órgão colegiado, nos termos do inciso IV do caput.

23 Art. 60. Com fundamento nos estudos de diagnóstico, será elaborada proposta de PNSB, com ampla participação neste processo de comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil organizada, que conterá: (...)

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25 NOVA REALIDADE POLÍTICO-INSTITUCIONAL - GOVERNANÇA PÚBLICA E FORTALECIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA EFETIVAÇÃO DE CANAIS E DE MECANISMOS PARTICIPATIVOS, ASSIM COMO DE CONTROLE SOCIAL ADMINISTRAÇÃO DEMOCRÁTICA E RESPONSIVIDADE DA AÇÃO PÚBLICA NA ÁREA DO SANEAMENTO BÁSICO

26 IMPORTÂNCIA DE UM ESTATUTO DO TERCEIRO SETOR (LEI GERAL DO TERCEIRO SETOR) - POLÍTICA PÚBLICA DE DESENVOLVIMENTO DO TERCEIRO SETOR NECESSÁRIO FORTALECIMENTO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E CAPACITAÇÃO DOS GESTORES PÚBLICOS NOVA REALIDADE POLÍTICO- INSTITUCIONAL ATUALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS ESTATAIS DE FISCALIZAÇÃO E DE CONTROLE

27 Prof. Dr. Gustavo Justino de Oliveira CONSULTORIA EM DIREITO PÚBLICO E TERCEIRO SETOR Al. Lorena, 800/1405 Jardins São Paulo SP Brasil CEP Tel.: +55 (11)

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