Perspectivas renovadas. INDA fecha contrato de compra da nova sede. Índice. Acontece. Entrevista. Estatísticas. Sindisider. Análises.

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1 Perspectivas renovadas As ações desenvolvidas pelo INDA e pelo SIN- DISIDER nesta reta final de 2006 apontam para o fortalecimento da representatividade das instituições frente ao governo, aos setores consumidores e à própria rede nacional de distribuição. Primeiramente, tivemos um retorno favorável das campanhas à presidência dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Heloísa Helena à Carta aberta emitida pelo Sindisider. A Carta foi elaborada considerando-se as reivindicações dos distribuidores de produtos siderúrgicos, colhidas por meio de um formulário disponibilizado no site da entidade, assim como as análises e opiniões de seus especialistas. Os candidatos parabenizaram a iniciativa do debate público e se comprometeram a levar as reivindicações em conta nos grupos de trabalhos que serão formados. Neste mês, o Sindisider estará promovendo uma palestra com o advogado tributarista Ricardo Godoi para esclarecer seus associados sobre a questão da cobrança de PIS/Cofins com incidência de ICMS sobre o faturamento das empresas. A idéia é reunir o setor para entrar com ações individuais de restituição dos valores cobrados indevidamente entre 2001 e 2005, tendo em vista a iminência de aprovação de recurso extraordinário sobre o tema. Visando fortalecer a responsabilidade social do setor siderúrgico e da rede de distribuição, o INDA abre neste mês as inscrições para o Prêmio de Ação Social Poderão concorrer os projetos sociais mantidos pelas empresas produtoras e distribuidoras de produtos siderúrgicos no ano corrente. Mas, sem dúvida, a notícia mais auspiciosa desta edição é a assinatura do contrato de compra da nova sede do INDA. Com melhores instalações e mais bem localizada, a nova sede possibilitará começar o ano de 2007 fortalecendo o relacionamento do instituto com seus associados. Índice Acontece Estatísticas Análises Entrevista Sindisider Expediente Revista brasileira do aço - Ano 15 nº set/15 out INDA fecha contrato de compra da nova sede Em sua última reunião de Diretoria e do Conselho Diretor, realizada em 19 de setembro, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço INDA assinou o contrato de compra de sua nova sede. As dependências atuais do Instituto entraram como parte da operação da compra. A aquisição de uma nova sede constitui o cumprimento de uma das principais metas da atual gestão, que, desde sua posse, em 2003, vem trabalhando para a definição de um local mais adequado para as atividades do INDA, que possa facilitar a interação e a aproximação do Instituto com seus associados e os representantes das empresas de distribuição. Após um período de muitas discussões e reuniões com associados, a Comissão de Negociação deliberou pela compra de um imóvel no Ipiranga com 340 m 2 de área privativa. A futura sede do INDA será no Edifício Ipiranga Offices II, localizado na rua Silva Bueno, nº 1660, no primeiro andar. O espaço comporta quatro salas com pé direito duplo, o que representa a possibilidade de uma área construída de 340 m 2. A idéia é aproveitar a estrutura para construir um mezanino feito em aço, com salas para as atividades sociais do Instituto e com um auditório para os cursos, palestras e cafés da manhã do INDA, explicou Alberto Piñera Graña, da Comissão de Negociação. A Comissão de Negociação, composta pelos senhores Alberto Graña e Christiano Freire, participou ativamente da identificação do imóvel e das negociações de compra, auxiliada pelo Diretor Financeiro, Walter Areias, que coordenou a alocação de recursos para a viabilização do projeto. Restam ainda na operação cinco parcelas a serem quitadas até janeiro de 2007 com a verba do rateio extra, que está sendo feito entre os associados. O edifício está com toda infra-estrutura pronta. Para a efetivação da transferência, o INDA aguarda apenas o acabamento interno de sua nova sede, o que deve acontecer no começo de Foram mais de três anos de trabalho, que só se concretizou devido à brilhante atuação dos membros da Comissão de Negociação, Alberto e Christiano, e à dedicação incansável do Walter, que sempre incentivou essa idéia. É, sem dúvida, um marco na história de nossa instituição, que contou com o apoio irrestrito de todos os nossos diretores e conselheiros, ressaltou André Zinn, presidente do INDA.

2 China exporta mais do que importa em 2006 Demanda chinesa deve elevar o preço do minério de ferro Acontece no setor 02 As exportações chinesas de aço cresceram 58% de janeiro a julho deste ano, para 20,7 milhões de toneladas métricas, de acordo com o escritório chinês de estatísticas. A Baosteel Group, maior siderúrgica da China, espera que o país se torne exportador líquido de aço pela primeira vez em 2006, devido aos preços internacionais mais altos. As importações no mesmo período caíram 28,7%, para 10,94 milhões de toneladas, em relação ao ano anterior. O resultado foi um saldo de exportações líquidas de 9,73 milhões de toneladas. Xu Lejiang, presidente da Baosteel, afirmou que não espera que as exportações causem tensão comercial porque a China não irá reduzir agressivamente os preços de seus produtos nem quebrar as regras mundiais de comércio. Demanda por aço continuará em ascensão Os preços do minério de ferro terão novo aumento no ano que vem, informou a Daiwa Securities SMBC. Isso por conta ao aumento da demanda chinesa pelo produto. Os preços dos contratos de minério de ferro vêm subindo há quatro anos consecutivos, enquanto as siderúrgicas chinesas quase dobraram sua produção no período. No mês passado, a China importou 32,8 milhões de toneladas de minério de ferro, maior quantidade desde setembro de 2000, de acordo com os dados do Departamento Geral de Alfândega da China em Pequim. As importações representam 54% da demanda da China pelo produto, segundo o Credit Suisse Group. Para a Goldman Sachs JBWere Pty, os preços do minério de ferro deverão subir 10% no ano que vem. As negociações iniciais entre as siderúrgicas e as maiores mineradoras mundiais começarão no início de novembro. Produção de aço nos próximos cinco anos deve ser duplicada Para 2006, a demanda mundial por aço deve ser 9% superior a Já para 2007, o aumento será de apenas 5%. A previsão é do Instituto Internacional do Ferro e do Aço (IISI). Com isso, o consumo em 2006 será de 1,121 bilhão de toneladas. O principal motivo para a expansão continua sendo a demanda chinesa pelo produto, que deverá crescer 14% neste ano. A Índia também tem contribuído para o aquecimento da demanda, que deve subir 10%. A capacidade instalada para a produção de aço bruto no Brasil duplicará nos próximos cinco anos, passando das atuais 36 milhões de toneladas por ano para cerca de 72 milhões de toneladas anuais. Os investimentos no setor siderúrgico brasileiro deverão atingir R$ 46,4 bilhões no período, um aumento real de 140% nos recursos aplicados na siderurgia (média de 16% ao ano) em relação ao período 2001/2005.

3 Comentários: Vendas continuam aquecidas Pelo terceiro mês consecutivo, as vendas dos associados em agosto mantêm o ritmo ascendente, subindo 25,2% em relação a agosto de 2005 e 21,9% em relação a julho de Este crescimento está em linha com as previsões do INDA, que previu crescimento entre 7 e 12% para este ano e o acumulado do período registra alta de 11,5% nas vendas dos associados. Veja a seguir, o desempenho dos associados. Estatísticas 03

4 Vendas de automóveis deverão manter-se aquecidas até o final de 2007 Análises 04 Apesar de um crescimento de 7,7% nas vendas em agosto em relação a julho e de 17,7% sobre agosto de 2005 (se considerada as vendas de veículos nacionais, o crescimento foi de 14,6%), segundo melhor desempenho histórico do setor, atrás apenas do de dezembro do ano passado, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mantém a previsão de vendas de 7,1% para o ano. No acumulado de janeiro a agosto, o crescimento é de 10,5%. Já, a Tendências Consultoria Integrada, empresa comandada pelo ex-ministro Maílson da Nóbrega, projeta para o setor crescimento anual de 8,2%. Segundo a empresa, as vendas internas de automóveis e comerciais leves deverão atingir 1,75 milhão de unidades. O cenário continua aquecido em 2007, com a venda de 1,89 milhão de unidades. Os motivos que mantêm o setor aquecido, segundo as duas entidades e empresas do setor, são a expansão do crédito, os prazos de financiamento mais alargados (de até 60 meses) e a queda dos juros. Hoje, 70% das vendas são financiadas. Os juros estão em 33,2%, mas devem cair para 29% até o final de Caminhões e ônibus Segundo a Tendências Consultoria Integrada, após uma queda de 6% prevista para este ano, a venda interna de caminhões em 2007 deve recuperar-se, com crescimento de 4,5%, atingindo unidades. A razão é a queda continuada da TJLP, índice utilizado pelo BNDES para empréstimos para a compra de caminhões. A previsão é de que a taxa caía para 7% até o final do ano. Já, o crescimento de 16% na venda de ônibus para este ano é apoiado apenas pelas eleições; o consumo deverá experimentar uma queda de 3,5% para o ano que vem. Distribuição de Aço pelo Mundo - Primeira Parada: China A China é um país de números e proporções gigantescas. Seu território beira os 10 milhões de km 2 e é habitado por 1,3 bilhão de pessoas. Seria estranho pensar que a indústria siderúrgica do país não fosse igualmente grandiosa. Entre 2000 e 2005, a produção de aço bruto da China cresceu 174,7%. No ano passado, o país asiático respondeu por 31% de todo o aço bruto produzido no planeta, com 349,9 milhões de toneladas. Este ano, a produção deverá atingir 400 milhões. O consumo não ficará para trás, devendo registrar aumento de 20%, totalizando 397 milhões de toneladas, de acordo com dados da China Iron & Steel Association (Cisa). A indústria de aço da China é muito fragmentada. A maior usina do país é a Baosteel, com capacidade produtiva de 22,7 milhões de toneladas/ano. Somente oito siderúrgicas chinesas têm uma produção anual superior a 10 milhões de toneladas, e existem centenas de pequenas empresas cuja capacidade de produção é inferior a um milhão de toneladas. Estima-se que existam cerca de 150 mil distribuidores na China. A maioria de pequeno porte, com negócios locais. Cerca de 15% têm seus próprios armazéns, enquanto a maior parte aluga seu espaço. De acordo com a Cisa, a China tem aproximadamente 210 centros de serviços equipados para processar laminados planos e longos. Os centros de serviços operados pelas usinas são maiores e mais bem equipados. Cerca de 70% estão limitados a operações básicas como estocagem, corte transversal e longitudinal. Novos centros de serviços vêm sendo instalados em locais onde já há indústrias consumidoras estabelecidas. CANAIS DE VENDA Diferentemente do Brasil, a rede de distribuição responde por 62% de todo o aço comercializado no país. As vendas realizadas diretamente pela usina ao consumidor final ficam em torno de 20%; 12% das vendas são feitas pelos escritórios regionais das usinas, enquanto cerca de 6% são exportados. De uma forma geral, as usinas somente fornecem aço para os distribuidores por meio de contratos anuais. As siderúrgicas de médio porte solicitam depósitos antecipados. As maiores fazem grande investigação sobre a saúde financeira dos interessados em assinar contratos anuais, mas não exigem pagamento antecipado. Aqueles que não conseguem comprar das usinas recorrem aos próprios distribuidores para adquirir aço. PRODUÇÃO DE AÇO BRUTO NA CHINA Ano Variação Volume 127,2 150,9 182,2 222,4 280,5 349,4 174,7% Fonte: IISI / milhões de toneladas métricas

5 O cenário externo para 2007 João Luiz Mascolo Conforme esperado pela ampla maioria do mercado, o Comitê de Política Monetária do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, em sua reunião de setembro passado, manteve estável sua taxa básica, a Fed Fund, em 5,25% ao ano, embora fazendo as ressalvas de praxe quanto aos riscos da inflação. Em nossa opinião, trata-se mais de uma tentativa de manter o mercado alerta e evitar uma inversão muito forte na curva de juros (até aqui infrutífera), pois com a queda nos preços das commodities, em especial do petróleo, e com indicadores de atividade dando nítidos sinais de uma desaceleração, parece claro que a taxa básica de juros já atingiu seu pico neste ciclo de aperto atual. A dúvida que permanece é quanto ao grau desta desaceleração. A taxa anualizada de crescimento do PIB norte-americano no segundo trimestre foi de 2,6%, contra uma taxa de crescimento, também anualizada, no primeiro trimestre, de 5,6%. Para efeitos de comparação, também é bom lembrar que, no ano passado, este crescimento se situou em torno de 3,3%, o que deixa bastante claro o efeito da alta dos juros sobre o nível de atividade sem, no entanto, caracterizar um hard landing (desaceleração brusca). Tem-se, assim, uma alta probabilidade de que, em 2007, o cenário norte-americano seja marcado por uma combinação de um pouso suave da economia, com uma inflação próxima à zona de conforto do Fed, o que sugere que a Autoridade Monetária pode começar a reduzir a taxa básica de juros em meados do ano. Este cenário, associado à expectativa de continuidade do crescimento asiático, ainda que a taxas menores do aquelas verificadas nos últimos anos, também reduziria os riscos de uma queda acentuada nos preços das commodities. Dólar forte A percepção de que o desaquecimento da economia norte-americana é inevitável, com a conseqüente inversão da yield curve (curva de rendimento), somado a um déficit na Conta Corrente do Balanço de Pagamentos, que beira 8% do PIB, levaria a crer que o dólar se enfraquecesse frente às demais moedas fortes. As relações entre as principais moedas, no entanto, têm se mantido razoavelmente estáveis, o que, a nosso ver, retrata em boa parte o ajuste da demanda agregada norte-americana, tanto pública quanto privada. Embora muito pouco alardeado, tem sido notável o progresso verificado nas contas públicas norteamericanas, esperando-se para o final do atual ano fiscal que o déficit do setor público volte a cerca de 2% do PIB, contra uma cifra de 4,5% do PIB no final do primeiro mandato do Presidente George Bush. Ao lado desta menor demanda do setor público tem-se, conforme já discutido, uma contenção da demanda privada, como conseqüência do aperto da política monetária, o que, naturalmente, reduz a demanda agregada, tendendo a minorar o problema nas contas externas norte-americanas, e reduzindo o peso de uma eventual desvalorização do dólar neste ajuste. Como acreditamos que o crescimento econômico na Europa e no Japão não serão brilhantes e que, portanto, seus Bancos Centrais também não devam elevar adicionalmente suas taxas básicas de juros, vemos como provável um cenário de dólar forte a médio prazo contra as principais moedas do G-7. Esta hipótese poderá ganhar mais força, caso a China atenda aos apelos gerais e permita uma maior flutuação de sua moeda. Assim, o cenário externo que julgamos mais provável para o próximo ano contempla um desaquecimento, ainda que não dramático, da economia mundial, o início da redução da Fed Fund por volta do meio do ano e um dólar inicialmente mais valorizado. Uma vez definidas nossas eleições e conhecidas as linhas mestras do programa econômico do próximo Governo, traçaremos o cenário interno mais provável para 2007,tendo como pano de fundo o ambiente macroeconômico internacional acima descrito. Análises 05

6 Germano Mendes de Paula Entrevista 06 É professor do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia, é Bacharel em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (1987), Mestre e Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992 e 1998), com Pós-Doutorado em Economia pela University of Oxford, Inglaterra (1999). Desde 1989, vem se dedicando à análise da indústria mundial de minério de ferro e siderúrgica, tendo publicado livros, estudos e artigos sobre o tema. Atualmente, é também colunista das seguintes revistas: Steel Times International, Aluminium International Today e Metalurgia & Materiais. 1- O movimento das consolidações das siderúrgicas no mundo é irreversível? Por quê? É muito provável que o processo de consolidação continuará sendo muito intenso na siderurgia mundial ao longo de toda esta década. Eu considero que existem quatro fatores primordiais que estimulam este processo: a) a busca de uma maior diversificação geográfica, reduzindo a dependência de um determinado país; b) a apropriação de sinergias, resultando em redução de custos; c) a reação ao processo de consolidação verificado tanto em setores fornecedores, quanto em setores consumidores; d) a busca por maiores economias de escala e o chamado efeito dominó. Enfatizando o efeito dominó, o processo de consolidação ao alterar as condições de escala mínima ótima das empresas acaba se retroalimentando. Ou seja, fusões e aquisições desencadeiam novas transações patrimoniais; um processo, aliás, que está longe de se restringir à indústria siderúrgica. 2- Qual é o cenário que o senhor imagina, no curto prazo, para as siderúrgicas no Brasil e no mundo? As siderúrgicas nacionais serão consolidadoras ou consolidadas? A história recente da siderurgia mundial mostra que uma empresa tida por muitos como consolidadora (a Arcelor) pode se tornar alvo de uma aquisição. No caso brasileiro, observamos tanto empresas que são consolidadoras (Gerdau, CSN e Usiminas, por exemplo), quanto companhias que foram adquiridas (Villares, CST, Açominas, apenas para citar alguns casos). Não vejo motivos para ser diferente; devemos continuar a ter empresas nos dois pólos. 3- E no longo prazo? É possível arriscar a previsão de quantas as empresas estarão consolidadas e quais? Acho muito difícil acertar quais as empresas poderiam ser adquiridas, muito em função da estrutura patrimonial. De um lado, temos várias companhias siderúrgicas no mundo que são de controle familiar. Assim, num primeiro momento, aparentemente, elas não seriam alvo, mas a situação pode se alterar quando o bastão passar para outra geração. De outro, empresas de controle acionário pulverizado, como revelam a experiência da Dofasco e Arcelor, podem ser alvo de take-over hostil. Olhando somente estes dois últimos casos, a aquisição da Dofasco seria muito mais previsível do que a da Arcelor. Surpresas não faltam na arena competitiva da siderurgia mundial. 4- Como ficará o setor da distribuição de aço neste cenário das consolidações? O mercado de distribuição não é algo homogêneo em termos mundiais. Em alguns lugares, observam-se a predominância de distribuidores independentes. Em outros, as companhias siderúrgicas entendem a distribuição com uma parte importante de sua cadeia de valor. Por isso, é necessário prestar a atenção na configuração efetiva da distribuição de cada país. Guardada esta ressalva, o processo de consolidação de uma atividade tende a estimular o de outras. Se o processo de consolidação na mineração de ferro é freqüentemente entendido como um motivador do processo de consolidação da siderurgia, por que este último não estimulará processo semelhante na distribuição 5- Quais são os principais indicadores econômicos do consumo de aço no Brasil? O que o governo pode fazer para incentivar este consumo? Eu acompanho a indústria siderúrgica desde Uma das primeiras coisas que me ensinaram era de que o consumo per capita de aço no Brasil era muito reduzido (sempre no patamar de 100 quilogramas por habitante). De tempos em tempos, você consulta a estatística, e ele continua no mesmo nível. O governo pode incentivar o consumo de dois modos: a) diretamente, ao estimular a construção civil, como agora; b) indiretamente, ao fomentar o crescimento do PIB e, principalmente, do nível de investimento. Se é verdade que a economia brasileira dá sinais de estabilidade de preços, em compensação, tem registrado um crescimento tímido e instável, o que não nada estimulador para investimentos. Somente com investimentos substanciais teremos condições de nos afastar do insistente nível de 100 quilogramas por habitante. 6- Por que o consumo per capita de aço no Brasil é relativamente baixo frente às outras nações emergentes? Depende de que países emergentes você está se referindo. Com certeza, o consumo brasileiro é muito inferior aos níveis de Taiwan, Coréia do Sul e China, que são grandes exportadores de produtos intensivos em aço. Mas é bastante superior ao da Índia, por exemplo. Acho que a explicação do reduzido consumo per capita está relacionado com a estrutura produtiva do país, a pauta exportadora e também aos fatores sociais. No caso da China, a crescente urbanização tem sido um motivador importante do crescimento do consumo per capita. No Brasil, este processo praticamente já se encerrou. Temos uma estrutura de consumo de produtos siderúrgicos (no sentido da divisão de aços planos e longos) mais próxima da verificada nos países industrializados do que nos outros emergentes, o que induz à conclusão de que o crescimento do consumo per capita tenderá a se alterar mais gradualmente.

7 Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos Sindisider vai recorrer à Justiça para defender seus associados 07 O Sindisider e a Godoi e Aprigliano Advogados Associados estabeleceram uma parceria com vistas a representar os interesses da rede nacional de distribuição de aço. Em reunião na sede do Sindicato, ficaram estabelecidas as seguintes medidas a serem tomadas: Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), em nome do Sindisider, objetivando obter a redução para zero da alíquota do IPI incidente sobre portas, janelas, seus caixilhos, alizares e soleiras de aço. O embasamento jurídico é o princípio constitucional da isonomia, pois o Decreto Federal 5.804/06 reduz a alíquota do IPI para as portas, janelas, seus caixilhos, alizares e soleiras de alumínio e, com isso, provoca situação anti-isonômica em relação ao ferro e ao aço, matérias-prima para esses mesmos produtos, esclareceu Ricardo Godoi. A conseqüência desse fato é o tratamento discriminatório aos produtos de aço no mercado da construção civil. Ação para devolução do PIS e da Cofins recolhidos nos últimos cinco anos ( ) sobre o valor do ICMS incidente no faturamento da empresa. Atualmente, uma empresa com faturamento mensal de R$ 100 mil recolhe R$ 18 mil de ICMS (18%) e sobre o valor de R$ 118 mil é recolhido o PIS e a Cofins, totalizando R$ (9,25%). Caso o recurso extraordinário interposto por uma distribuidora mineira de autopeças, pedindo a exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins, seja acatado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o valor recolhido do PIS/Cofins seria de R$ 9.250, uma economia mensal de R$ 1665,00. A ação objetiva recuperar o dinheiro pago irregularmente nos cinco anos anteriores à sua impetração, o que representa para uma empresa de faturamento mensal de 100 mil reais quase um faturamento mensal, explicou Godoi. Ao analisar, sob o prisma constitucional, o STF acolheu os argumentos do contribuinte para reconhecer a inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins, invertendo decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até o momento, seis juízes votaram favoravelmente ao recurso, de um total de 11. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), uma vitória para o contribuinte significa uma perda de R$ 22,3 bilhões aos cofres públicos, ou R$ 40 bilhões, se corrigidos pela Selic, somente em restituições. Isso, se todos pedissem na Justiça a devolução do PIS/Cofins recolhidos nos últimos cinco anos. Por ano, o governo deixaria de arrecadar R$ 6,3 bilhões, um impacto de 5,5%. Palestra sobre a cobrança da PIS/Cofins Para falar deste tema e esclarecer dúvidas, o advogado Ricardo Godoi estará proferindo uma palestra no próximo dia 26 de outubro, com início às 9h, na sede do Sindisider, localizada na rua Cardeal Arcoverde, 1745, em Pinheiros, São Paulo. A palestra é gratuita e aberta aos associados do Sindicato. Os interessados devem confirmar presença pelo tel (11) , com Solange, ou pelo

8 Expediente Diretoria executiva Presidente André Zinn Diretor administrativo e finaceiro Walter Roberto Areias Diretor para assuntos extraordinários Heuler de Almeida Conselho diretor Alberto Piñera Graña Newton Roberto Longo Paulo Musetti Valdecir Bersaghi Superintendente Gilson Santos Bertozzo Revista brasileira do aço Fone: Editor Fábio Luís Pedroso (Mtb 41728) Projeto gráfico, diagramação e editoração criatura.com.br Impressão H Rosa Gráfica Editora Distribuição exclusiva para Associados ao Inda. Os artigos e opiniões publicados não refletem necessariamente a opinião da Revista Brasileira do Aço e são de inteira responsabilidade de seus autores 08 Agenda: Inscrições abertas para o Prêmio INDA de Ação Social 2006 Já encontra-se disponível no site do INDA (www. inda.org.br) a ficha de inscrição de projetos sociais mantidos pelas empresas produtoras e distribuidoras de produtos siderúrgicos em As inscrições podem ser feitas de 02 a 31 de outubro. O Prêmio INDA de Ação Social é uma certificação conferida às empresas por seu envolvimento em atividades e projetos de relevância social no ano corrente. Os projetos inscritos são avaliados segundo indicadores específicos nas categorias Desenvolvimento de Projetos Sociais; Apoio a Projetos Sociais; e Mecenato. O objetivo é estimular as empresas do setor siderúrgico e da rede de distribuição a se envolverem em projetos de natureza social, assim como gerar práticas que possam servir de referência para as empresas do setor, explica Gilson Santos Bertozzo, superintendente do INDA. Na última edição do Prêmio, foram inscritos 14 projetos e cinco foram contemplados, porque atingiram os 800 pontos mínimos previstos no regulamento (veja no site). A premiação acontecerá no jantar de confraternização do setor no final de ano. IDAM realiza sua Assembléia durante o ILAFA O Instituto dos Distribuidores de Aço do Mercosul IDAM realizará sua Assembléia Geral no próximo dia 30 de outubro, na cidade de Santiago do Chile. O IDAM convida a todos os associados do INDA, presentes na cidade por ocasião do Instituto Latino-americano de Ferro e Aço - ILAFA, a comparecerem à reunião. Os associados interessados devem confirmar sua presença pelo

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