Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito. Banco Central do Brasil Fevereiro de 2015

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1 Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito Banco Central do Brasil Fevereiro de 215

2 Indicadores de Condições de Crédito Objetivos: Verificar o sentimento dos últimos meses sobre o mercado de crédito e identificar tendências; Inferir o sentimento atual - comportamento nos últimos três meses (out-dez/14) e as expectativas para os próximos três meses (jan-mar/15). Data-Base: dezembro / 214 (16ª coleta) Dados coletados entre 8 e 19/12/214, de questionários respondidos por 46 conglomerados / instituições financeiras. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 1

3 Segmentos abordados Pessoas Jurídicas: empréstimos para capital de giro e financiamento aos investimentos conforme o porte das empresas. Grandes Empresas (PJG) ~92% do SFN Endividamento maior de R$ 1 milhões. Micro, Pequenas e Médias Empresas (PJM) ~92,9% do SFN Endividamento menor que R$ 1 milhões. Pessoas Físicas: empréstimos conforme a modalidade do tomador. Consumo (PFC) ~9,1% do SFN Cheque especial, cartão de crédito, crédito pessoal (sem e com consignação e financiamento de veículos). Crédito Habitacional (PFH) ~99,6% do SFN. * Fonte: Trabalho para Discussão no 245 Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito no Brasil. Banco Central do Brasil, junho de 211. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 2

4 Estrutura das avaliações Questionários compostos por seis grupos de perguntas qualitativas, três relacionados às condições de oferta de crédito, dois às da demanda e um à aprovação de novas linhas de crédito ESCALA Consideravelmente desfavoráveis Moderadamente desfavoráveis Basicamente inalteradas Moderadamente favoráveis Consideravelmente favoráveis Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 3

5 Fatores determinantes da oferta PJG - Grandes empresas PJM - Micro, pequenas e médias empresas PFC - Pessoas físicas crédito voltado ao consumo PFH - Pessoas físicas crédito habitacional Condições gerais da economia Condições específicas dos clientes Nível de emprego e condições salariais Nível de emprego e condições salariais Condições específicas da indústria / setor ou da empresa Nível de inadimplência Nível de comprometimento da renda do consumidor Evolução dos preços dos imóveis Percepção de risco do cliente Composição do portfólio do banco Nível de inadimplência do mercado Captação de novos clientes Participação do BNDES Competição de outros bancos Nível de inadimplência da carteira Concorrência de outros bancos Competição de outros bancos (excetuando-se o BNDES) Situação de capital do banco Concorrência de outros bancos Concorrência de instituiçõe não bancárias Competição do mercado de capitais Custo de funding Concorrência de instituições não bancárias Custo / disponibilidade de funding Situação de capital do banco Condições de mercado para cessão de crédito Custo / disponibilidade de funding Nível de tolerância ao risco Custo de funding Nível de tolerância ao risco Nível de tolerância ao risco Mudança no portfólio do banco Condições de liquidez do mercado doméstico Ambiente institucional (arcabouço normativo e jurídico) Mudança na composição do portfólio do banco Ambiente institucional (arcabouço normativo e/ou jurídico) Condições de liquidez do mercado externo Repasses do BNDES e Finame Ambiente institucional (arcabouço jurídico / regras operacionais dos órgãos) Nível de tolerância ao risco Captação de novos clientes Captação de novos clientes Nível de comprometimento da renda do consumidor * Fonte: Trabalho para Discussão no 245 Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito no Brasil. Banco Central do Brasil, junho de 211. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 4

6 Fatores determinantes da demanda PJG - Grandes empresas PJM- Micro, pequenas e médias empresas PFC - Pessoas físicas crédito voltado ao consumo PFH - Pessoas físicas crédito habitacional Necessidade de capital de giro Necessidade de capital de giro Nível de emprego / condições salariais Nível de emprego / condições salariais Necessidade de investimento em ativo fixo (aumento da capacidade instalada) Necessidade de investimento em ativo fixo (aumento da capacidade instalada) Nível de comprometimento da renda do consumidor Nível de comprometimento da renda do consumidor Financiamento com capital próprio da empresa Utilização de capital próprio Confiança do consumidor Confiança do consumidor Concorrência de outros bancos Concorrência de outros bancos Concorrência de outros bancos Concorrência de outros bancos Concorrência de instituições não bancárias Concorrência de instituições não bancárias Concorrência de instituições não bancárias Concorrência de instituições não bancárias Concorrência com o mercado de capitais Alterações regulamentares de política econômica / fiscal Alterações regulamentares de política econômica / fiscal Alterações regulamentares de política econômica / fiscal Condições do mercado externo (fatores que Alteração nas taxas de juros facilitariam / dificultariam a captação no exterior) Alteração nas taxas de juros Alterações nas taxas de juros Nível de aplicações financeiras do consumidor Financiamento para fusões e aquisições Perdas de períodos anteriores Nível de aplicações financeiras do consumidor Evolução dos preços dos imóveis * Fonte: Trabalho para Discussão no 245 Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito no Brasil. Banco Central do Brasil, junho de 211. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 5

7 Condições de demanda - Pessoa Jurídica 1,8 PJG,6,4,2 -,2 -,4 -,6 IF DATA US GAAP,13 Segundo pesquisa do Banco Central, as expectativas para o próximo trimestre das condições de demanda de crédito para pessoa jurídica estão basicamente inalteradas para as grandes empresas (PJG) e moderadamente desfavoráveis para as micro, pequenas e médias empresas (PJM). Destaca-se que a concretização do cenário prospectivo representará o nível mais baixo para o segmento PJM. 1,8,6,4,2 -,2 -,4 -,6 PJM,32 -,29 Desde o início da série, os índices para as condições observadas dos segmentos PJG e PJM oscilam entre as escalas moderadas, sendo que para PJG há uma queda em relação à 213, embora com alguma melhoria ao longo de 214. Para PJM, o comportamento é semelhante, ainda que em um patamar mais positivo. Em grande parte da série histórica, tanto o segmento PJG como o PJM apresentam um diferencial de percepções negativo entre as condições observadas e esperadas. Isto indica tendência das instituições financeiras terem uma perspectiva mais otimista para o trimestre do que foi realmente observado para o período estimado. * Fonte: Banco Central do Brasil/Elaboração ABBC. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 6

8 Condições de demanda - Pessoa Física 1,8 PFC,6,4,2 -,2 -,4 -,6 1,8,6,4 -,13 PFH -,3 A expectativa das condições de demanda de crédito para consumo (PFC) mostra-se moderadamente desfavorável para o próximo trimestre. Já o crédito habitacional (PFH) apresenta perspectiva estável. Durante toda a série, o indicador das condições de demanda PFC orbitou entre moderadamente favorável e moderadamente desfavorável. Apesar de contar com expectativas mais favoráveis, a série PFH apresentou evolução negativa desde o início da série. Durante grande parte do período analisado, ambos os segmentos apresentaram resultados negativos entre a diferença das condições esperadas e observadas, demonstrando relativo otimismo das instituições financeiras quanto às condições da demanda de crédito para pessoa física para o trimestre seguinte.,2,22 -,2 -,4 -,6 * Fonte: Banco Central do Brasil/Elaboração ABBC. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 7

9 Condições de oferta - Pessoa Jurídica,4 PJG,2 -,2 -,4 -,6 -,8-1 -1,2,4,2 -,2 -,5 PJM -1 A expectativa em relação às condições de oferta de crédito para PJG e para PJM mostrase ao longo da série histórica desfavorável, ainda que de forma moderada. Isso pode ser reflexo da aversão de risco das instituições financeiras. Para o primeiro trimestre de 215, espera-se uma deterioração maior dessas condições. Ao contrário das condições de demanda, as condições de oferta para PJG têm apresentado diferença positiva entre as esperadas e observadas, demonstrando o pessimismo recorrente das instituições em relação às condições do segmento. Já para PJM, essa diferença mostra-se na maioria das vezes negativa, o que denota ligeiro otimismo em relação às condições futuras que acabam não se concretizando. -,4 -,6 -,65 -,8-1 -,68-1,2 * Fonte: Banco Central do Brasil/Elaboração ABBC. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 8

10 Condições de oferta - Pessoa Física,6 PFC,4,2 -,2 -,4 -,6 -,5 A expectativa para as condições de oferta ao segmento PFC é que se mantenham inalteradas. Já no segmento de PFH, a perspectiva é moderadamente desfavorável. Provavelmente por causa das medidas macroprudenciais, a série PFC iniciou no campo moderadamente desfavorável com as expectativas, melhorou de forma gradual, permanecendo no momento relativamente estável. Por outro lado, o segmento de PFH mostrou ao longo de 214 uma deterioração das percepções para as condições de oferta.,6,4,2 PFH A comparação entre as condições esperadas e efetivadas para o segmento PFC mostra oscilações. Já o segmento PFH, na maior parte do tempo, apresenta resultados negativos ou uma percepção de melhora nas condições de oferta que não se confirma. -,2 -,4 -,22 -,22 -,6 * Fonte: Banco Central do Brasil/Elaboração ABBC. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 9

11 Condições de aprovações - Pessoa Jurídica,6 PJG,4,2 -,2 -,4 -,6,6,8 PJM -,29 Em relação às condições de aprovações, o segmento PJG apresenta expectativa moderadamente desfavorável para o próximo trimestre. O mesmo se aplica ao segmento PJM. Vale lembrar que as expectativas para o semento PJG (-,29) e (-,56) para o PJM constituem o nível mais baixo da série das percepções futuras. As condições para o segmento de PJG apresentaram queda até o ano de ano de 212. A partir desse momento, houve relativa melhora, de modo que a série passou a oscilar em níveis próximos à estabilidade das condições. Já o segmento PJM apresentou deterioração relevante a partir do final de 212.,4,2 -,2 -,4 -,18 O segmento de PJG apresentou diferença positiva entre as condições esperadas e observadas na maior parte do período. Tal comportamento se inverte na comparação do segmento PJM, que apresentou na maioria das vezes diferença negativa, ou seja, expectativas otimistas em relação às mudanças de cenário para as aprovações de crédito. -,6 -,56 * Fonte: Banco Central do Brasil/Elaboração ABBC. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 1

12 Condições de aprovações - Pessoa Física,6 PFC,4,2 -,2 -,18 -,9 A expectativa para as aprovações nos segmentos PFC e PFH mostra-se como moderadamente desfavoráveis para o primeiro trimestre do ano de 215. Ainda que moderadamente no nível negativo, o segmento PFH exibe a pior expectativa da série histórica. -,4 -,6 Vale lembrar que as expectativas para o primeiro trimestre de 215 para PJG (-,29) e (-,56) para o PJM constituem o nível mais baixo da série das percepções futuras.,6,4,2 -,2 -,4 -,6 PFH,22 -,22 A série de PFC manteve-se quase que exclusivamente no terreno moderadamente desfavorável. Enquanto que no segmento de PFH o comportamento foi inverso, ou seja, moderadamente favorável em quase que em todo período da amostra. As diferenças entre as percepções esperadas e observadas das condições de aprovações para ambos os segmentos mantiveram-se quase todo o tempo em campo negativo, evidenciando mais uma vez uma frustação de melhora no mercado de crédito para pessoa física. * Fonte: Banco Central do Brasil/Elaboração ABBC. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 11

13 Síntese EXPECTATIVA PARA OS PRÓXIMOS 3 MESES SEGMENTO PJG PJM PFC PFH APROVAÇÃO DE NOVAS LINHAS OFERTA DEMANDA -,29-1,, -,56 -,68 -,29 -,9, -,3 -,22 -,22, * Fonte: Banco Central do Brasil/Elaboração ABBC. Pesquisa de Indicadores das Condições de Crédito Página 11

14 Assessoria Econômica Av. Paulista, 949 6º andar Bela Vista CEP: São Paulo SP Telefone: (5511) Fax: (5511)

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105,9% 105,4% 102,5% 102,8% 102,9% 101,1% 102,7% 104,0% 105,5% 30,7% 31,1% 30,5% 31,0% 31,5% 32,2% 32,2% 32,8% 33,9% 35,5% FINANCIAMENTO EMPRESAS, GOVERNO E FAMÍLIAS INFORMATIVO MENSAL DEZEMBRO/2011 1. FINANCIAMENTO GERAL DE ENTIDADES NÃO FINANCEIRAS: DÍVIDA CONSOLIDADA. O Financiamento geral consolidado de entidades não financeiras,

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