ENCONTRO DA LAVOURA DURIENSE RÉGUA 22 DE ABRIL DE O Douro é a Vinha e o Vinho e, por isso, somos o Douro Vinhateiro, Património Mundial.

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1 Avª Ovar Edifício Santa Rita I Sala Peso Régua Telef / Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro Filiada: ENCONTRO DA LAVOURA DURIENSE RÉGUA 22 DE ABRIL DE 2012 Regina Ferro (Membro da AVIDOURO) Minhas Senhoras e meus Senhores Caros Participantes neste nosso Encontro O Douro é a Vinha e o Vinho e, por isso, somos o Douro Vinhateiro, Património Mundial. Mas o Douro também tem outras e importantes culturas permanentes. Destaque para o Olival e Fruticultura, com a maçã, a cereja e a amêndoa. O Douro também tem floresta e até tem os matos mediterrânicos. Sim, o Douro produz azeitona, azeite e frutas de excelente qualidade e em áreas de produção com algum significado económico e paisagístico. Porém, é necessário afirmar que, no Douro, estas produções não podem substituir a Vinha e Vinho.

2 Mas são, sem dúvida produções importantes que é necessário apoiar e promover por parte da lavoura duriense e por parte dos governantes. São produções que também sofrem de problemas mais gerais como a falta de escoamento e os baixos preços à produção. Por outro lado, também são caros e especulativos os preços dos principais factores de produção, como os combustíveis e os custos com os tratamentos. O nosso bom azeite, anda a uma média de 2,5 /litro na produção. A azeitona em média, está a 20 cêntimos o Kg. Cada hectare de olival produz menos de 200 Kg de azeite. Para serem preços mais justos à produção, precisamos que nos paguem o azeite a 4 ou 5 Litro. A Cereja sai, no início, a 1 /kg e, depois, cai para metade, a 50 cêntimos o kilo. A Maçã Bravo, ou Bravo de Esmolfe, a nossa melhor qualidade de maçã, anda a 75 cêntimos o kilo na produção. A Amêndoa tem agora a ajuda desligada da produção e sofre uma concorrência ruinosa por parte das importações provenientes de outros Países. Assim, a amêndoa e o amendoal passam a ser culturas essencialmente destinadas à paisagem. E se não forem mais apoiadas tende para desaparecer.

3 Senhoras e Senhores: Como sabemos, as condições climáticas afectam muito a Vinha e afectam a Fruticultura Duriense. É a chuva e é a seca. É o calor e é o frio. Neste contexto, os Seguros agrícolas estão agora ainda mais caros do que já eram e não cobrem todos os riscos. Esta é uma situação da qual o Governo não pode lavar as mãos como Pilatos. Precisamos de muito melhores Seguros Agrícolas. A comercialização do azeite e da fruta é outro problema. Nós produzimos e, depois, ou não vendemos os nossos produtos ou temos que nos desfazer deles a preços da chuva. O Sector Cooperativo ligado ao azeite e à fruta tem-se desenvolvido mas necessita de consolidar para poder corresponder melhor às necessidades dos seus sócios, os olivicultores e os fruticultores. O sector Cooperativo deve prosseguir na constituição de Agrupamentos de Produtores de Azeite e de Frutas com as suas marcas tradicionais/regionais. E, para isso, deve ser apoiado pelo Governo e pela União Europeia. O Nosso azeite de qualidade está a ser sujeito à concorrência do azeite produzido em regime super intensivo e com baixos preços de produção. Há hoje, em Portugal, olivais super intensivos com milhares de hectares, regados gota a gota, a desgastarem rapidamente os solos, a água e o ambiente. O Ministério do Ambiente e o Governo gostam de exibir este tipo super intensivo de produção de azeite. Mas, entretanto, o

4 nosso olival tradicional está a ser arruinado o que contribui para a desertificação humana do nosso meio rural. As grandes superfícies comerciais impõem condições insuportáveis para as nossas produções e para as nossas Cooperativas de Azeite e de Fruta. É, pois, necessário que o Governo regule a actividade das grandes superfícies comerciais e que controle melhor as importações de azeite e de fruta. A AVIDOURO, reclama ainda ao Ministério da Agricultura e ao Governo: A criação de condições para escoamento e melhores preços à produção para o azeite e para as frutas. O pagamento imediato das ajudas em falta e correspondentes a 2010 e 2011, bem como a atribuição de ajudas para a seca. A criação de Seguros Agrícolas mais abrangentes e mais baratos para os produtores de azeite e frutas. A redução dos custos dos principais factores de produção e o aumento do subsídio para o gasóleo agrícola. Apoios específicos para as produções e variedades tradicionais/regionais, e apoios para as produções biológicas e integradas. Apoios para a dinamização de certames e mercados locais no Douro, para a azeitona, azeite, frutas. Minhas Senhoras e meus Senhores:

5 Pode parecer muito aquilo que reclamamos. Podem até dizernos que é a crise, mas é disto que o Douro necessita para dar condições de trabalho e de vida às suas Gentes. Quem aqui persiste, quem aqui trabalha e produz As Gentes do Douro merecem e têm direito a isso e a muitos mais. Com a AVIDOURO, VAMOS DEFENDER OS NOSSOS INTERESSES. VIVA OS DURIENSES! VIVA A AVIDOURO!

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