A REFORMA DA PAC E O APOIO À ACTIVIDADE DE RESINAGEM. Francisco Avillez (Prof. Emérito do Isa/UTL e Coordenador Científico da AGROGES)

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1 A REFORMA DA PAC E O APOIO À ACTIVIDADE DE RESINAGEM Francisco Avillez (Prof. Emérito do Isa/UTL e Coordenador Científico da AGROGES)

2 Esquema da apresentação: Objectivos da PAC pós-2013 Orientações propostas pela CE para a concretização dos Objectivos Composição futura da PAC pós-2013 Alterações propostas pela CE e aplicação das novas orientações Principais questões em debate sobre a PAC pós-2013 Como é que a PAC pós-2013 pode influenciar o futuro do sector florestal em Portugal Nota final 2

3 Objectivos da PAC pós 2013 Objectivo 1: promover a viabilidade da produção de bens alimentares Objectivo 2: promover uma gestão sustentável dos recursos naturais e a estabilidade climática Objectivo 3: promover um desenvolvimento territorial equilibrado 3

4 Orientações propostas pela CE para a concretização do Objectivo 1: apoio ao rendimento dos produtores e combate à respectiva volatilidade; promoção da competitividade dos sistemas de produção agrícola e florestal e reforço da posição dos produtores agrícolas na partilha do valor gerado nas respectivas fileiras; compensação das dificuldades com a produção agrícola em zonas com vulnerabilidade d naturais específicas e em risco crescente de abandono da actividade económica. 4

5 Orientações propostas pela CE para a concretização do Objectivo 2: promoção de práticas e de sistemas de ocupação e uso dos solos agrícolas e florestais fornecedores de bens públicos ambientais i (biodiversidade, id d paisagem, estabilidade d climática, gestão sustentável dos solos e da água e resiliência aos incêndios e àsinundações); promoção da inovação no âmbito das tecnologias, processos produtivos e padrões de consumo; promoção de acções favoráveis à mitigação dos efeitos das alterações climáticas e à respectiva adaptação. 5

6 Orientações propostas pela CE para a concretização do Objectivo 3: fortalecimento do tecido económico e social das zonas rurais com base, nomeadamente, em medidas de apoio ao emprego em meio rural; melhoria da qualidade de vida das zonas rurais, com base na promoção da diversificação do respectivo tecido económico e social; promoçãodos sistemasde pequena agricultura e dos mercados de proximidade de modo a contribuir para a manutenção da diversidade sócio estrutural dos agricultores da UE. 6

7 Composição futura da PAC pós 2013: Manutenção do 1º e 2º Pilares: 1º pilar pagamentos anuais suportados integralmente pelo orçamento da UE; 2º pilar pagamentos plurianuais co financiados pela UE e EM Alterações nas medidas de políticano contexto: da regulação dos mercados agrícolas (1º Pilar); do sistema de pagamentos pg directos aos produtores (1º Pilar); das políticas de desenvolvimento rural (2º Pilar). 7

8 Alterações propostaspelapela CE para as medidas deregulação dos mercados agrícolas PAC actual Preços de intervenção Direitos de importação Subsídios à exportação PAC pós 2013 Safety net Regulação da formação de preços nas fileiras alimentares Medidas de gestão dos riscos de mercado (estabilização de rendimentos e seguros agrícolas) Medidas de protecção Medidas de estabilização 8

9 Alterações propostas pela CE para o sistema de pagamentos directos aos produtores PAC actual Pagamentos directos aos produtores ligados à produção Regime de pagamento único PAC pós 2013 Pagamento base de apoio ao rendimento (PB) Pagamento complementar ambiental (PCA) Pagamento específico aos produtores de zonas vulneráveis (PZV) Apoio aos pequenos agricultores (APA) Pagamentos baseados em valores históricos i que se distribuem ib de forma muito desigual entre e dentro dos EM Pagamentos a basear numa repartição mais equitativa entre e dentro dos EM 9

10 Alterações propostas pela CE para as medidas de política de desenvolvimento rural PAC actual Apoio ao investimento de promoção da competitividade Indemnizações compensatórias (IC) às regiões desfavorecidas (RD) Medidas agro ambientais (MAA) Apoios ao reforço e diversificação do tecido económico e social não agrícola nas zonas rurais PAC pós 2013 Promoção da investigação e demonstração agrícola Apoios ao investimento de promoção da competitividade e inovação (combate às alterações climáticas) IC às RD Medidas agro ambientais (MAA) Apoios ao reforço e diversificação do tecido económico e social ilnão agrícola nas zonas rurais 10

11 Sistema depagamentos directos aos produtores globalmente favoravel aos produtores agrícolas portugueses Explorações agrícolas......que só produzem bens alimentares e matérias primas agrícolas e florestais...que também fornecem bens públicos ambientais remunerados complementarmente pela PAC...localizadas em zonas sem vulnerabilidades naturais Pagamento base (PB) Pagamento base (PB) + Pagamento complementar ambiental (PCA) + Medidas agro ambientais (MAA)...localizadas em zonas com vulnerabilidades naturais Pagamento base (PB) + Pagamento aos agricultores em zonas vulneráveis (PZV) + Indemnizações compensatórias (IC) Pagamento base (PB) + Pagamento complementar ambiental (PCA) + Pagamento aos agricultores em zonas vulneráveis (PZV) + Medidas agro ambientais (MAA) + Indemnizações compensatórias (IC)...de pequena dimensão Apoios aos pequenos agricultores (APA) + Medidas agro ambientais (MAA) 11

12 A aplicação das novas orientações vai enfrentar grandes dificuldades na UE Euros/ ha /ha 0 Grécia Bélgica Alemanha Hungria Eslovenia R. Checa Reino Unido Espanha EU 12 Romenia EM 12

13 A aplicação das novas orientações em Portugal vai enfrentar ainda maiores dificuldades /ha de SAU /ha 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% AD/ ha de SAU Series2 % da SAU 13

14 Principais i i questões em debate sobre a PAC pós 2013 Orçamento agrícola da UE 27 Chave de repartição dos fundos do 1º e do 2º Pilar entre os diferentes EM da UE 27 Peso a atribuir aos apoios ao rendimento e aos outros tipo de apoios directos aos produtores dentro de cada EM Forma de distribuiçãoib i dos apoios pagamentos directos aos produtores dentro de cada EM; Futura afectação dos fundos disponíveis em cada EM no contexto do 2º Pilar. 14

15 Como é que a PAC pós 2013 pode influenciar o futuro do sector florestal em Portugal A PAC 2013 não vai ter uma influência directa sobre o sector florestal O nível e composição dos pagamentos directos aos produtores agrícolas podem, indirectamente, contribuir para a viabilidade futura dos povoamentos florestais pertencentes às explorações agrícolas portuguesas; 15

16 Como é que a PAC pós-2013 pode influenciar o futuro do sector florestal em Portugal (continuação) A expansão das áreas florestadas pode vir a ser (ou não) incentivada pela forma: como vierem a ser integradas as actividades silvícolas na definição de produtor activo como os apoios à florestação vierem a ser contemplados nas futuras medidas do 2º pilar. O apoio a actividades silvícolas (exemplo da resinagem) pode vir a ser promovido através da criação de um sistema de pagamentos eco silvícolas orientados para o fornecimento de bens públicos ambientais florestais (biodiversidade, paisagem, gestão de solos e águas, estabilidade climática e resiliência dos fogos e inundações) 16

17 Nota final O objectivo do trabalho que iremos desenvolver visa, no essencial: identificar as medidas a privilegiar no âmbito da PAC pós 2013 no apoio ao sector florestal nacional; propor medidas de apoio ao investimento e um sistema de pagamentos eco silvícolas l susceptíveis de permitir a expansão futura das actividade de resinagem em Portugal. 17

18 Gracias Grâce Obrigado

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