ENCERRAMENTO DE CONTAS PERÍODO DE TRIBUTAÇÃO DE 2014

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1 ENCERRAMENTO DE CONTAS PERÍODO DE TRIBUTAÇÃO DE 2014 José Soares Roriz 03 de março de 2015 A DECLARAÇÃO MODELO 22 1

2 A DECLARAÇÃO MODELO 22 3 A declaração modelo 22, a submeter até 31/05/2015, pode integrar os seguintes documentos: Anexo A Derrama Anexo B Regime Simplificado (rendimentos até 2010) Anexo C Regiões Autónomas Anexo D Benefícios Fiscais Anexo E Regime Simplificado (rendimentos de 2014) A DECLARAÇÃO MODELO 22 4 Na declaração referente a 2014 deve ser assinalada a dimensão da empresa: Caso assinalem Não, as empresas não poderão usufruir de todos os benefícios e deduções que exigem esta qualificação, entre os quais a DLRR, a remuneração convencional do capital., a aplicação da taxa de IRC de 17%. Caso não tenham solicitado a certificação junto do IAPMEI, devem estar em condições de comprovar a mesma. 2

3 A DECLARAÇÃO MODELO 22 Conceito de PME (DL n.º 372/2007, de 06/11) 5 Categoria de empresa Efetivos Volume de negócios Balanço total Média < 250 < 50 milhões de euros < 43 milhões de euros Pequena < 50 < 10 milhões de euros < 10 milhões de euros Micro < 10 < 2 milhões de euros < 2 milhões de euros 3

4 7 O Quadro 07 destina-se ao apuramento do lucro tributável/prejuízo fiscal, que corresponde ao resultado líquido do período apurado na contabilidade (campo 701), eventualmente corrigido nos termos do Código do IRC e outras disposições legais aplicáveis. (art.º 17.º CIRC) A DEDUTIBILIDADE DOS GASTOS (artigos 23.º e 23.º-A do Código do IRC) 4

5 A REFORMA DO IRC 9 Dedutibilidade de gastos (artigo 23.º) - Com a atual Reforma: 1 Para a determinação do lucro tributável, são dedutíveis todos os gastos e perdas incorridos ou suportados pelo sujeito passivo para obter ou garantir os rendimentos sujeitos a IRC. Comprovação A REFORMA DO IRC 10 Dedutibilidade de gastos (artigo 23.º) 3 Os gastos dedutíveis nos termos dos números anteriores devem estar comprovados documentalmente, independentemente da natureza ou suporte dos documentos utilizados para esse efeito. Já não será assim no caso de gastos relacionados com a aquisição de bens ou serviços (n. os 4 e 5). 5

6 A REFORMA DO IRC 11 Dedutibilidade de gastos (artigo 23.º) Estabelece-se que o documento comprovativo da aquisição de bens ou serviços terá de conter pelo menos os seguintes elementos: (i) nome ou denominação social do vendedor e do adquirente, (ii) NIF de ambas as entidades, se residentes em território nacional; (iii) quantidade e denominação dos bens adquiridos/dos serviços prestados; (iv) preço e (v) data de aquisição. Sempre que nos termos do Código do IVA haja obrigação de emissão de fatura, esta será o documento comprovativo exigível. A REFORMA DO IRC 12 Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais (artigo 23.º-A) Entendeu-se que a disposição contida no artigo 45.º, que definia os encargos não dedutíveis para efeitos fiscais, devia ficar, em termos de estrutura do Código, junto do artigo 23.º. Assim, o seu conteúdo, com as alterações que se achou por bem introduzir-lhe, passou a integrar o artigo 23.º-A. 6

7 A REFORMA DO IRC 13 Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais (artigo 23.º-A) Na alínea a) do n.º 1 deste artigo, passou a prever-se expressamente que as tributações autónomas não são fiscalmente aceites. A REFORMA DO IRC 14 Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais (artigo 23.º-A) Por ter sido alterada a fórmula prevista no artigo 23.º para a aceitação dos gastos e perdas, passou a preverse expressamente, agora na alínea b) do novo artigo 23.º-A, a não aceitação das despesas não documentadas. Pela mesma razão, também as despesas ilícitas foram previstas neste artigo 23.º-A, na alínea d) do n.º 1. (constavam no art.º 23.º, n.º 2). 7

8 A REFORMA DO IRC 15 Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais (artigo 23.º-A) Quanto às despesas ou encargos não devidamente documentados, que constavam da alínea g) do n.º 1 do artigo 45.º, não foram reproduzidos no artigo 23.º-A, já que passaram a integrar o artigo 23.º, nos n. os 3 e 4, e, por essa via, a alínea c) do n.º 1 do artigo 23.º-A passou a referir: encargos cuja documentação não cumpra o disposto nos n. os 3 e 4 do artigo 23.º. A REFORMA DO IRC 16 Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais (artigo 23.º-A) Relativamente a multas, coimas e demais encargos pela prática de infrações, que na alínea d) do artigo 45.º davam expressão autónoma aos juros compensatórios, passaram a incluir também os juros de mora, em qualquer caso se estiverem em causa infrações que não tenham origem contratual. Foram ainda acrescentados os gastos decorrentes de comportamentos contrários a qualquer regulamentação sobre o exercício da atividade. 8

9 A REFORMA DO IRC Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais (artigo 23.º-A) 17 Na alínea m) do n.º 1 do artigo 23.º-A está tratada a questão dos juros de suprimentos, que não são dedutíveis para efeitos de IRC na parte em que excedam a taxa definida em Portaria. A taxa em causa encontra-se definida na Portaria n.º 279/2014, de 31/12 taxa Euribor a 12 meses do dia da constituição da dívida acrescida de um spread de 6%, caso estejam em causa PME, ou de 2%, nos demais casos. A REFORMA DO IRC 18 Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais (artigo 23.º-A) O n.º 3 do novo artigo 23.º-A não corresponde a qualquer disposição pré-existente no Código do IRC e estabelece a não aceitação como gasto das perdas apuradas em partes de capital de sociedades off-shore. 9

10 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 19 Mas vejamos o conteúdo do artigo 23.º-A do Código do IRC, que nos indica quais os encargos que não são dedutíveis para efeitos fiscais. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 20 a) O IRC, incluindo as tributações autónomas, e quaisquer outros impostos que direta ou indiretamente incidam sobre os lucros. Engloba, entre outros, a estimativa do imposto (que inclui a derrama), as correções de estimativa de imposto de exercícios anteriores que tenham sido contabilizados como gastos, os impostos diferidos que tenham sido contabilizados a débito na conta 8122 Imposto diferido e ainda os pagamentos especiais por conta que sejam desreconhecidos como ativo, quando se tenha esgotado o prazo de dedução. 10

11 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 21 b) As despesas não documentadas. Inserem-se na previsão desta norma os encargos suportados que não tenham qualquer suporte documental, não permitindo, consequentemente, identificar a entidade beneficiária do pagamento efetuado. Estas despesas estão sujeitas a tributação autónoma. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 22 c) Os encargos cuja documentação não cumpra o disposto dos n.ºs 3 e 4 do art.º 23.º, bem como os encargos evidenciados em documentos emitidos por sujeitos passivos com número de identificação fiscal inexistente ou inválido ou por sujeitos passivos cuja cessação de atividade tenha sido declarada oficiosamente nos termos do n.º 6 do artigo 8.º. 11

12 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 23 d) As despesas ilícitas, designadamente as que decorram de comportamentos que fundadamente indiciem a violação da legislação penal portuguesa, mesmo que ocorridos fora do alcance territorial da sua aplicação. Trata-se de não permitir que o sujeito passivo tire vantagens de comportamentos (realização de despesas ilícitas) que violem a lei, nomeadamente a lei penal. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 24 e) As multas, coimas e demais encargos, incluindo os juros moratórios e compensatórios, de qualquer natureza, pela prática de infrações de qualquer natureza, que não tenham origem contratual, bem como por comportamentos contrários a qualquer regulamentação sobre o exercício da atividade 12

13 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 25 f) Os impostos, taxas e outros tributos que incidam sobre terceiros, que o sujeito passivo não esteja legalmente autorizado a suportar. Tendo em consideração esta limitação, deve ser dada especial atenção às situações em que o sujeito passivo, às vezes por razões de ordem comercial, decide suportar impostos, taxas e outros tributos que estão acometidos legalmente aos seus clientes ou parceiros comerciais. Um exemplo será o imposto do selo das letras, que é encargo legal do sacado, mas, por vezes, este liquida e paga o imposto do selo, mas não o debita ao sacado. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 26 g) As indemnizações pela verificação de eventos cujo risco seja segurável. Quando um sujeito passivo de IRC constitui um seguro para acorrer a determinado risco, os prémios pagos são, em regra, fiscalmente dedutíveis. É no âmbito da constatação de que, em cumprimento das regras de boa gestão, o sujeito passivo devia ter contratado um seguro, que se desconsideram fiscalmente os gastos incorridos com indemnizações concedidas a terceiros e que o sujeito passivo teve de suportar por não efetuado esse seguro. 13

14 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 27 h) As ajudas de custo e os encargos com a compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador, ao serviço da entidade patronal, não faturados a clientes, escriturados a qualquer título, sempre que a entidade patronal não possua, por cada pagamento efetuado, um mapa através do qual seja possível efetuar o controlo das deslocações a que se referem aqueles encargos, designadamente os respetivos locais, tempo de permanência, objetivo e, no caso de deslocação em viatura própria do trabalhador, identificação da viatura e do respetivo proprietário, bem como o número de quilómetros percorridos, exceto na parte em que haja lugar a tributação em sede de IRS na esfera do respetivo beneficiário. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 28 i) Os encargos com o aluguer sem condutor de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, na parte correspondente ao valor das depreciações dessas viaturas que, nos termos das alíneas c) e e) do n.º 1 do artigo 34.º, não sejam aceites como gastos. Abrange os contratos de aluguer efetuados por um período superior a três meses ou inferior a esse prazo, desde que renovável, quando pelas normas contabilísticas sejam classificados como locações operacionais. Pretende-se com esta disposição conceder-lhe tratamento fiscal semelhante ao da aquisição direta, em obediência ao princípio da neutralidade (Ver Circular n.º 24/91). 14

15 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 29 j) Os encargos com combustíveis na parte em que o sujeito passivo não faça prova de que os mesmos respeitam a bens pertencentes ao seu ativo ou por ele utilizados em regime de locação e de que não são ultrapassados os consumos normais. Resulta desta disposição que estão excluídos os encargos com combustíveis suportados pelo sujeito passivo, quando não digam respeito a viaturas que pertençam à empresa e que nela estejam registadas como ativo ou que sejam utilizadas pela empresa através de um contrato de locação (operacional). ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 30 k) Os encargos relativos a barcos de recreio e aeronaves de passageiros que não estejam afetos à exploração do serviço público de transportes nem se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo. 15

16 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 31 l) As menos-valias realizadas relativas a barcos de recreio, aviões de turismo e viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, que não estejam afetos à exploração de serviço público de transportes nem se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo, exceto na parte em que correspondam ao valor fiscalmente depreciável nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 34.º ainda não aceite como gasto. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 32 m) Os juros e outras formas de remuneração de suprimentos e empréstimos feitos pelos sócios à sociedade, na parte em que excedam a taxa definida por portaria do membro do Governo responsável pela área das finanças, salvo no caso de se aplicar o regime estabelecido no art.º 63.º. A portaria em causa é a Portaria n.º 279/2014, de 30 de dezembro, que fixa uma taxa correspondente à taxa Euribor a 12 meses do dia da constituição da dívida acrescida de um spread de 6% para as PME e de 2% para as restantes. 16

17 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 33 n) Os gastos relativos à participação nos lucros por membros de órgãos sociais e trabalhadores da empresa, quando as respetivas importâncias não sejam pagas ou colocadas à disposição dos beneficiários até ao fim do período de tributação seguinte. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 34 o) Sem prejuízo da alínea anterior, os gastos relativos à participação nos lucros por membros de órgãos sociais, quando os beneficiários sejam titulares, direta ou indiretamente, de partes representativas de, pelo menos, 1% do capital social, na parte em que exceda o dobro da remuneração mensal auferida no período de tributação a que respeita o resultado em que participam. 17

18 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 35 p) A contribuição sobre o setor bancário. A contribuição sobre o setor bancário foi instituída pela Lei do Orçamento do Estado para 2011 (Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro) e está regulamentada pela Portaria n.º 121/2011, de 30 de março. ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 36 q) A contribuição extraordinária sobre o setor energético. Trata-se de uma contribuição extraordinária criada pelo art.º 228.º da Lei n.º 83.º-C/2013, de 31 de dezembro (que aprovou o OE/2014). 18

19 ANÁLISE DO ARTIGO 23.º-A 37 r) As importâncias pagas ou devidas, a qualquer título, a pessoas singulares ou coletivas residentes fora do território português e aí submetidas a um regime fiscal identificado por portaria do Governo responsável pela área das Finanças como um regime de tributação claramente mais favorável, salvo se o sujeito passivo puder provar que tais encargos correspondem a operações efetivamente realizadas e não têm um caráter anormal ou um montante exagerado. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS NEGATIVAS (artigo 24.º do CIRC) 19

20 Exemplo 39 Uma empresa que iniciou a sua atividade em 2010, nunca distribuiu resultados, apesar de ter apurado lucros desde o início da atividade. No período de tributação de 2014 apurou um resultado líquido positivo de , tendo decidido atribuir gratificações aos funcionários no valor de Estas gratificações são dedutíveis no campo 704 do quadro 07 da declaração modelo 22 de VARIAÇÕES PATRIMONIAIS POSITIVAS (artigo 24.º do CIRC) 20

21 41 Exemplos de variações patrimoniais positivas: O acréscimo patrimonial resultante da aquisição de um bem do ativo fixo tangível na sequência de uma doação (contabilizada na conta 594 Doações). Os subsídios do Governo não reembolsáveis relacionados com ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis não depreciáveis. 42 Exemplo 1 - Doação de um imóvel Uma empresa recebeu uma doação de um imóvel, cujo valor de mercado ascende a euros. Na contabilidade a empresa registou o imóvel no ativo, por contrapartida da conta 594 Doações. Terá, contudo, de efetuar a seguinte correção no quadro 07: Campo 702 Variações patrimoniais positivas não refletidas no resultado do período (art.º 21.º) e quota parte do subsídio respeitante a ativos fixos tangíveis não depreciáveis e ativos intangíveis com vida útil indefinida [art.º 22.º, n.º 1 b)]

22 43 Exemplo 2 - Aquisição de um terreno com subsídio ao investimento não reembolsável Os dados desta operação são os seguintes: Custo de aquisição do terreno: O terreno não é depreciável Subsídio: 15% Cálculo do valor do rendimento (artigo 22.º): Subsídio (10 anos): : 10 = Correção a efetuar no quadro 07: Campo 702 Variações patrimoniais positivas não refletidas no resultado do período (art.º 21.º) e quota parte do subsídio respeitante a ativos fixos tangíveis não depreciáveis e ativos intangíveis com vida útil indefinida (art.º 22.º, n.º 1 b))

23 MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL 46 Apesar de a utilização do método da equivalência patrimonial nas contas individuais das empresas com participações financeiras ser obrigatória, desde que estas correspondam a participações com influência significativa superior a 20%, direta ou indiretamente, ou 20 % ou mais dos direitos de voto na investida, para efeitos de IRC o tratamento previsto é diferente. 23

24 47 Com efeito, os rendimentos e gastos, assim como quaisquer outras variações patrimoniais, relevados na contabilidade em consequência da utilização do método da equivalência patrimonial, não concorrem para a determinação do lucro tributável (n.º 8 do art.º 18.º). Ter ainda em atenção que a tributação dos lucros distribuídos poderá beneficiar da eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos, prevista no art.º 51.º do CIRC, desde que se encontrem cumpridas as condições nele referidas. 48 Exemplo de aplicação do método da equivalência patrimonial Em 31 de dezembro de 2014 a empresa X detinha 35% do capital social da empresa Y. O capital social da participada (empresa Y) é de Na assembleia de aprovação de contas de 2013, realizada em 31/03/2014, a empresa Y decidiu distribuir resultados de exercícios anteriores no montante de , cabendo à empresa X ( x 35%). Em 2014, esta participada registou resultados positivos, no montante de

25 Nestas condições, a empresa X terá de efetuar as seguintes correções no quadro 07: 49 A acrescer: Campo 712 A deduzir: Campo 758 Campo 771 Anulação dos efeitos do método da equivalência patrimonial e do método de consolidação proporcional no caso de empreendimentos conjuntos que sejam sujeitos passivos de IRC (art.º 18º, n.º 8) Anulação dos efeitos do método da equivalência patrimonial e do método de consolidação proporcional no caso de empreendimentos conjuntos que sejam sujeitos passivos de IRC (art.º 18º, n.º 8) Eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos e reservas distribuídos (artigos 51º e 51º- D) PERDAS POR IMPARIDADE EM ATIVOS 25

26 51 As normas contabilísticas referem-se a imparidades em ativos em diversas situações, tais como: Imparidades em ativos, no âmbito da NCRF 12 Imparidades em ativos, que se reporta a ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, propriedades de investimento, quando mensuradas pelo método do custo, e a ativos não correntes detidos para venda. Imparidades em ativos financeiros, no âmbito da NCRF 27 Instrumentos financeiros. 52 Para efeitos de IRC, podem ser deduzidas as perdas por imparidade nas seguintes situações (artigos 28.º-A e 28.º-B do CIRC): As relacionadas com créditos resultantes da atividade normal que, no fim do período de tributação, possam ser considerados de cobrança duvidosa e sejam evidenciados como tal na contabilidade; As relativas a recibos por cobrar reconhecidas pelas empresas de seguros. 26

27 53 Nos termos do art.º 31º-B do CIRC, podem ser aceites como gastos fiscais as perdas por imparidade que consistam em desvalorizações excecionais verificadas em ativos fixos tangíveis. PERDAS POR IMPARIDADE EM ATIVOS FINANCEIROS 27

28 55 No caso das perdas por imparidade relacionadas com créditos de cobrança duvidosa, estão previstos limites a estes gastos, relacionados com a antiguidade dos créditos, com processos de insolvência ou reclamações judiciais, conforme dispõe o art.º 36.º do CIRC. No caso de a perda por imparidade não ser aceite para efeitos fiscais, devemos proceder à sua regularização no quadro 07 da modelo Exemplo 1 Imparidade em dívidas a receber No final de 2013 uma entidade mantém os seguintes saldos na conta de um cliente: Faturas de vendas de mercadorias ,00 Fatura de juros por atraso no pagamento 2.650,00 Faturas de despesas de letras 1.950,00 Total do saldo da c/c do cliente ,00 28

29 57 Sabendo que a totalidade das parcelas que compõem aquela conta corrente se encontram em situação de mora entre 12 e 18 meses, e que a empresa, apesar de ter efetuado diligências para cobrar a dívida, não conseguiu recebê-la, decidiu considerar a perda por imparidade pela totalidade do saldo da conta corrente. Como, nos termos do n.º 2 do art.º 28.º-B do CIRC, o montante acumulado da perda por imparidade não pode ser superior a 50%, terá de ser efetuada a seguinte correção: 58 Cálculos: [( ) : 2] = A deduzir: Campo 718 Perdas por imparidade em inventários para além dos limites legais (art.º 28.º) e em créditos não fiscalmente dedutíveis ou para além dos limites legais (artigos 28.º-A a 28.º-C)

30 59 Exemplo 2 Reversão de perdas por imparidade em dívidas a receber No caso da situação do exemplo 1 ter ocorrido em 2013, vamos considerar que o cliente em causa procedeu em 2014 ao pagamento da totalidade da dívida. Neste caso, deverá ser efetuada a seguinte correção no quadro 07: 60 A deduzir: Campo 762 Reversão de perdas por imparidade tributadas (artigos 28.º n.º 3, 28.º-A, n.º 3) Em 2013 considerou uma perda por imparidade no montante de , sendo que acresceu no campo 718 da declaração modelo 22 daquele ano o montante de ( x 50%). De referir que a aceitação da imparidade sobre os juros de mora apenas se aplica a partir de

31 AJUSTAMENTOS EM INVENTÁRIOS 62 Na sequência da Reforma do IRC, as perdas por imparidade em inventários poderão ser consideradas dedutíveis, nas condições previstas no artigo 28.º do CIRC, mesmo que reconhecidas contabilisticamente em períodos de tributação anteriores. 31

32 63 Porém, nos termos do n.º 4 do art.º 26.º do CIRC, são havidos por preços de venda os constantes de elementos oficiais ou os últimos que em condições normais tenham sido praticados pela empresa ou ainda os que, no termo do exercício, forem correntes no mercado, desde que sejam considerados idóneos ou de controlo inequívoco. Esta disposição parece limitar o reconhecimento, para efeitos fiscais, dos ajustamentos em inventários, uma vez que a empresa pode não dispor de preços de venda ou de vendas de artigos semelhantes, ou, então, a venda dos inventários em imparidade pode não fazer parte da atividade normal da empresa (estarem em causa, por exemplo, matérias-primas). DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES 32

33 65 Para efeitos de IRC, são aceites como gastos as depreciações e amortizações de elementos do ativo sujeitos a deperecimento, considerando-se como tais: os ativos fixos tangíveis, os ativos intangíveis, os ativos biológicos que não sejam consumíveis e as propriedades de investimento contabilizadas ao custo histórico, que, com carácter sistemático, sofram perdas de valor resultantes da sua utilização ou do decurso do tempo. 66 Não são aceites como gastos, nos termos do n.º 1 do artigo 34.º, as depreciações e amortizações: De elementos do ativo não sujeitos a deperecimento; De imóveis, na parte correspondente ao valor do terreno ou na não sujeita a deperecimento; Que excedam os limites definidos, por resultarem da utilização de taxas de depreciação ou amortização superiores às previstas; Praticadas para além do período máximo de vida útil do bem, com exceção para os casos devidamente autorizados; 33

34 67 Das viaturas ligeiras de passageiros ou mistas, incluindo os veículos elétricos, na parte correspondente ao custo de aquisição ou ao valor de reavaliação que exceda o montante definido na Portaria n.º 467/2010, de 07/07, bem como dos barcos de recreio e aviões de turismo e todos os gastos com estes relacionados, desde que tais bens não estejam afetos à exploração do serviço público de transportes ou não se destinem a ser alugados no exercício da atividade normal do sujeito passivo. 68 Nos termos da Portaria n.º 467/2010, de 07/07, não são aceites como gastos, para efeitos fiscais, as depreciações das viaturas ligeiras de passageiros ou mistas na parte correspondente ao custo de aquisição ou ao valor de reavaliação excedente ao montante de: Ano Veículos elétricos Híbridos plug-in GPL GNV Outros

35 DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DE ATIVOS MENSURADOS TENDO COMO BASE O MODELO DE REVALORIZAÇÃO 70 Um item do ativo fixo tangível ou do ativo intangível deve ser mensurado pelo seu custo (valor de aquisição ou de produção). No entanto existe a opção de mensuração destes ativos pelo modelo revalorizado. Porém, de acordo com a legislação fiscal, a mensuração pelo modelo de revalorização (excluindo as reavaliações legais) não pode ter impacto no cálculo do imposto. Deste modo, apenas são aceites como gasto as depreciações e amortizações calculadas com base nos ativos mensurados ao custo histórico. 35

36 DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DE ATIVOS MENSURADOS TENDO COMO BASE UMA REAVALIAÇÃO EFETUADA AO ABRIGO DE LEGISLAÇÃO FISCAL 72 Relativamente às reavaliações ao abrigo de diplomas de carácter fiscal, não é aceite como gasto, para efeitos fiscais, o produto de 0,4 pela importância do aumento das depreciações resultantes dessas reavaliações. A correção deve ser efetuada no campo: Campo % do aumento das depreciações dos ativos fixos tangíveis em resultado de reavaliação fiscal (n.º 2 do art.º 15.º do Decreto Regulamentar n.º 25/2009, de 14 de setembro). 36

37 DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES DE ATIVOS MENSURADOS PELO MODELO DO CUSTO 74 Exemplo 1 Depreciação de viatura ligeira de passageiros sem acordo de utilização da viatura com qualquer trabalhador Dados da viatura: Data de aquisição janeiro/2012 Valor de aquisição Vida útil esperada 4 anos 37

38 75 Despesas com esta viatura em 2014: Depreciações ,00 Despesas de combustível 1.950,00 Seguro 550,00 Multa por excesso de velocidade 120,00 Portagens 250,00 IUC 260,00 Total das despesas ,00 Depreciação para efeitos fiscais: x 25% = A acrescer: Campo 719 Perdas por imparidades de ativos não correntes (art.º 31º-B) e depreciações e amortizações (art.º 34.º, n.º 1) não aceites como gastos

39 77 Taxas de tributação autónoma sobre encargos com viaturas a partir de 01/01/2014: Valor de aquisição Taxa de tributação se existir lucro tributável Taxa de tributação se existir prejuízo fiscal Até ,99 10,00% 20,00% De ,00 a ,99 27,50% 37,50% Mais ,00 35,00% 45,00% Os veículos movidos exclusivamente a energia elétrica não estão sujeitos a estas tributações autónomas. 78 Quadro 10 Campo 365 Tributações autónomas (*) (*) = x 35% Quadro 13 Campo 428 Encargos com viaturas - Se custo de aquisição > ,00 [art.º 88.º, n.º 3, al. c)]

40 Exemplo 2 Depreciações de viaturas ligeiras de passageiros com acordo de utilização da viatura com um trabalhador A tributação, em sede de IRS, do uso da viatura automóvel pelo trabalhador está definida no art.º 24.º, n.º 5, e corresponde ao produto de 0,75% do seu custo de aquisição ou produção pelo número de meses de utilização da mesma. Fazem parte da base de incidência da segurança social, estabelecida no artigo 46.º n.º 1 s) do Código Contributivo, as despesas resultantes da utilização pessoal pelo trabalhador de viatura automóvel que gere encargos para a entidade empregadora Considera-se que a viatura é para uso pessoal sempre que tal se encontre previsto em acordo escrito entre o trabalhador e a entidade empregadora, do qual conste: a) A afetação, em permanência, ao trabalhador, de uma viatura automóvel concreta; b) Que os encargos com a viatura e com a sua utilização sejam integralmente suportados pela entidade empregadora; c) Menção expressa da possibilidade de utilização para fins pessoais ou da possibilidade de utilização durante 24h/dia e o trabalhador não se encontre sob o regime de isenção do horário de trabalho. 40

41 81 Em IRC, excluem-se da tributação autónoma os encargos relacionados com viaturas automóveis relativamente às quais tenha sido celebrado o acordo previsto no n.º 9) da alínea b) do n.º 3 do artigo 2.º do Código do IRS. Considerando os mesmos dados do exemplo 1, as correções a efetuar serão, neste caso, as seguintes: 82 A acrescer: Campo 719 Quadro 10 Perdas por imparidades de ativos não correntes (art.º 31.º-B) e depreciações e amortizações (art.º 34.º, n.º 1) não aceites como gastos Campo 365 Tributações autónomas 0,00 41

42 Mapa comparativo 83 MAIS-VALIAS FISCAIS, MENOS-VALIAS FISCAIS E REINVESTIMENTO 42

43 85 De acordo com o artigo 46.º do CIRC, consideram-se mais-valias ou menos-valias realizadas os ganhos obtidos ou as perdas sofridas mediante transmissão onerosa, qualquer que seja o título por que se opere e, bem assim, os decorrentes de sinistros ou os resultantes da afetação permanente a fins alheios à atividade exercida Respeitantes a 86 Ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis, ativos biológicos que não sejam consumíveis e propriedades de investimento, ainda que qualquer destes activos tenha sido reclassificado como activo não corrente detido para venda; Instrumentos financeiros, com exceção dos reconhecidos pelo justo valor nos resultados, desde que, tratando-se de instrumentos do capital próprio, tenham um preço formado num mercado regulamentado e o sujeito passivo não detenha, direta ou indiretamente, uma participação no capital igual ou superior a 5% do respetivo capital social. 43

44 87 CORRECÇÃO MONETÁRIA Aplicação dos coeficientes de desvalorização da moeda, sempre que, à data da realização, tenham decorrido pelo menos dois anos desde a data da aquisição. Os coeficientes são publicados anualmente em portaria do Ministro das Finanças (para o ano de 2014 Portaria n.º 281/2014, de 30 de dezembro). A correcção monetária a que se refere o número anterior não é aplicável aos instrumentos financeiros, salvo quanto às partes de capital. REINVESTIMENTO Se for efetuado o reinvestimento do valor de realização de ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis e ativos biológicos não consumíveis, detidos por um período não inferior a um ano 88 a diferença positiva entre as mais e menos valias é tributada apenas em 50%, desde que 44

45 89 O valor de realização seja reinvestido, no exercício anterior, no próprio ou nos dois seguintes, na aquisição ou produção de ativos fixos tangíveis, ativos intangíveis e ativos biológicos não consumíveis e sejam detidos por um período de um ano, contado do fim do prazo do reinvestimento. Excluem-se os bens adquiridos em estado de uso a entidades em relações especiais. 90 No caso de se verificar apenas o reinvestimento parcial do valor de realização, o disposto nos diapositivos anteriores é aplicável apenas à parte proporcional da diferença entre as mais-valias e as menos-valias a que o mesmo se refere. 45

46 91 O caso das embarcações de recreio e aviões de turismo As menos-valias realizadas relativamente a estes meios de transporte não relevam para efeitos fiscais. 92 O caso das viaturas ligeiras de passageiros e mistas Na Circular n.º 6/2011 está sancionado o entendimento de que: no caso de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas que excedam o limite de custo de aquisição fixado na Portaria n.º 467/2010, de 7 de julho, para efeitos de cálculo das mais-valias/menos-valias devem ser consideradas as depreciações praticadas (as contabilísticas). 46

47 93 No cálculo das menos-valias destes elementos do ativo sempre que o custo de aquisição ultrapasse o limite fiscal, tem de se ter em atenção o disposto na alínea l) do n.º 1 do artigo 45.º. Para efeitos da aplicação deste preceito, a parcela da menosvalia passível de ser reconhecida fiscalmente como gasto é a proporcional ao valor fiscalmente depreciável, ou seja: Menos-valia fiscal dedutível = (valor limite / valor de aquisição) x menos-valia fiscal A parcela da menos-valia não dedutível, ou seja, a diferença entre a menos-valia fiscal apurada e a menos-valia fiscal dedutível, deve ser acrescida no campo Correções a efetuar Nos termos do artigo 23.º, n.º 1, alínea l), apenas são consideradas como gasto as menos-valias fiscais realizadas. Do mesmo modo, apenas concorrem para a determinação do resultado tributável as mais-valias fiscais realizadas, conforme disposto no artigo 20.º, n.º 1, alínea h). Desta forma, sempre que o resultado líquido do período, apurado nos termos da legislação contabilística, estiver a ser influenciado por mais-valias ou menos-valias contabilísticas, devem ser feitas as necessárias correções. 47

48 95 As mais-valias contabilísticas e as menos-valias contabilísticas deverão ser corrigidas no quadro 07, separadamente e de forma individualizada. Assim, as menos-valias contabilísticas são acrescidas no campo 736 e as mais-valias contabilísticas são deduzidas no campo 767. Se no mapa de mais e menos valias (modelo 31) forem apuradas, em simultâneo, mais-valias e menos-valias fiscais, a correção no quadro 07 é efetuada pelo valor da diferença. 96 Ou seja o total da coluna 13 do mapa modelo 31 é o montante que deverá ser corrigido no quadro 07 da declaração modelo 22. Esta correção deverá ser efetuada: No campo 739, se for mais-valia fiscal, sem intenção de reinvestimento; No campo 740, se for mais-valia fiscal, com intenção expressa de reinvestimento; No campo 769, se for menos-valia fiscal. 48

49 Exemplo 1 Mapa das mais e menos-valias de Valor realização Valor aquisição Ano aquisição Depreciações Acumuladas Mais menos valia contabilistica Coeficiente Mais e menos valia fiscal Máquima eletrónica , , , ,00 1, ,00 Viatura Ligeira passageiros A , , , ,00 1, ,00 Viatura Ligeira passageiros A , , , ,00 1, ,00 Edifício , , , ,00 2, ,00 Terreno , , , ,00 2, ,00 Total , , , , ,00 98 Tendo a empresa optado pelo reinvestimento dos valores de realização, deverá efetuar as seguintes correções no quadro 07 da declaração modelo 22 de 2014: A acrescer: Campo 736 Menos valias contabilísticas Campo % da diferença positiva entre as maisvalias e as menos-valias fiscais com intenção expressa de reinvestimento (art.º 48.º n.ºs 1, 4 e 5) A deduzir: Campo 767 Mais-valias contabilísticas

50 99 Exemplo 2 Não cumprimento da perspetiva de reinvestimento A empresa até 2014 apenas efetuou o reinvestimento em ativos afetos à exploração no montante de euros, que corresponde a 60% do valor de realização que se tinha comprometido reinvestir. Neste caso, terá de proceder à correção da mais-valia correspondente à parte não reinvestida, com um agravamento de 15% (n.º 6 do art.º 48.º). 100 Cálculos do valor a corrigir: Reinvestimento inicial previsto: Reinvestimento efetuado: % reinvestimento : = 60% Mais-valia não tributada: x 50% = Correção da mais-valia sobre a parte não reinvestida = x (1-0,6) = Acréscimo de 15% = x 1,15 = ,40 (n.º 6 do art.º 48.º) 50

51 101 A acrescer: Campo 741 Acréscimo por não reinvestimento ou pela não manutenção das partes de capital na titularidade do adquirente (art.º 48.º, n.ºs 6 e 7) ,40 AJUDAS DE CUSTO 51

52 Faturadas a clientes Não faturadas a clientes Tributadas em IRS Não tributadas em IRS Aceites Há boletim itinerário Não há boletim itinerário Aceites Objeto de tributação autónoma à taxa de 5% Não aceites Objeto de tributação autónoma à taxa de 5%, se suportadas por sujeitos passivos que apresentem prejuízo fiscal no exercício a que respeitam 104 Exemplo 1 - Determinada empresa pagou as seguintes ajudas de custo Funcionários Valor ajudas de custo Faturação a cliente Elaboração mapa justificativo Funcionário A Sim Sim Funcionário B 900 Não Não Funcionário C Não Sim 52

53 105 Cálculos: Valor a acrescer no quadro do funcionário B, por não ter mapa justificativo da deslocação (alínea h) do n.º 1 do art.º 23.º-A). Tributação autónoma: Estão sujeitas a tributação autónoma as ajudas de custo pagas ao funcionário C (n.º 9 do art.º 88.º): x 5% = A acrescer: Campo 730 Ajudas de custo e encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador B (art.º 23.º-A, n.º 1, alínea h)) 900 Quadro 10 Campo 365 Tributações autónomas 60 Quadro 13 Campo 415 Encargos com ajudas de custo e de compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador C (art.º 88.º, n.º 9)

54 107 Exemplo 2 Ajudas de custo em empresa com prejuízo fiscal (os mesmos dados do exemplo 1) Cálculos Valor a acrescer no quadro do funcionário B, por não ter mapa justificativo da deslocação. Tributação Autónoma: Estão sujeitas a tributação autónoma as ajudas de custo pagas aos funcionários B e C: (1.200 x 5%) + (900 x 5%)= A acrescer: Campo 730 Ajudas de custo e encargos com compensação pela deslocação em viatura própria do trabalhador B (art.º 23.º-A, n.º 1, alínea h)) 900 Quadro 10 Campo 365 Tributações autónomas 105 Quadro 13 Campo 415 Encargos com ajudas de custo e de compensação pela deslocação em viatura própria dos trabalhadores B e C (art.º 88.º, n.º 9)

55 LIMITES À DEDUÇÃO DE ENCARGOS DE FINANCIAMENTO 110 Os gastos de financiamento líquidos são dedutíveis até à concorrência do maior dos seguintes limites: ; ou 30% do resultado antes de depreciações, gastos de financiamento líquidos e impostos. Regime transitório: 70% em 2013; 60% em 2014; 50% em 2015; 40% em 2016; 30% em

56 Exemplo 111 Uma entidade apresenta em 2014 um resultado antes de depreciações, gastos de financiamento líquidos e impostos no montante de Os encargos financeiros desta entidade ascendem a Neste caso o maior dos limites é , uma vez que x 60% é inferior, pelo que a correção a efetuar é de: A acrescer: Campo 748 Limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento (art.º 67.º) CORREÇÕES AO VALOR DE TRANSMISSÃO DE IMÓVEIS 56

57 113 Contrariamente ao que acontecia anteriormente, deixou de ser possível a contabilização da compra pelo valor patrimonial tributário (VPT). Além disso, deixou de ser aceite o acréscimo de depreciações que resultava dessa contabilização. No entanto, para efeitos fiscais, o VPT é tomado em consideração na determinação de qualquer resultado tributável em IRC que venha a ser apurado relativamente ao imóvel. 114 Quando o sujeito passivo transmitir o imóvel, o resultado fiscal é apurado considerando como valor de aquisição o VPT (de valor superior ao de aquisição) e não o custo de aquisição que foi reconhecido no ativo. Sempre que nas transmissões onerosas de imóveis o valor constante do contrato seja inferior ao respetivo valor patrimonial tributário definitivo, é este o valor a considerar pelo alienante e pelo adquirente para determinação do lucro tributável. 57

58 Exemplo 1 Correção do valor de venda de um imóvel 115 Uma empresa alienou um imóvel em outubro de O valor de realização foi de Em dezembro de 2014, a empresa foi notificada do valor patrimonial tributário definitivo do imóvel: ,00. Neste caso, deverá fazer a seguinte correção: A acrescer: Campo 745 Diferença positiva entre o valor patrimonial tributário definitivo do imóvel e o valor constante do contrato (art.º 64.º, n.º 3 a)) Exemplo 2 Correção do valor de venda de um imóvel Se a notificação for efetuada, por exemplo, em junho de 2015, a empresa deverá enviar a declaração modelo 22 de 2014 em maio sem qualquer correção, devendo proceder ao envio de uma declaração de substituição em janeiro de

59 117 Exemplo 3 Efeitos da correção no adquirente O adquirente, comprou este imóvel por e reconheceu-o nos seus inventários pelo respetivo custo de aquisição ( ). Ao ser notificado do VPT ( ), deve integrar o respetivo documento no dossier fiscal previsto no art.º 130.º (art.º 64.º, n.º 5). Este documento poderá ser importante no momento em que decidir vender este imóvel. QUADRO 09 DA DECLARAÇÃO MODELO 22 59

60 QUADRO 09 DA DECLARAÇÃO MODELO APURAMENTO DA MATÉRIA COLETÁVEL Quadro 09 Prejuízo Fiscal Lucro tributável Prejuízos fiscais dedutíveis Campo 309 Benefícios fiscais à matéria coletável (campo 310) Campos de preenchimento obrigatório. Deve ser sempre apresentada a totalidade dos prejuízos fiscais dedutíveis, independentemente de serem deduzidos neste período ou não. Incluir o valor dos benefícios desta natureza Matéria coletável (campo 311) Lucro tributável menos prejuízos fiscais deduzidos e eventuais benefícios fiscais PREJUÍZOS FISCAIS 60

61 QUADRO 09 DA DECLARAÇÃO MODELO Período em que foram gerados os prejuízos Período de reporte anos [último ano 2011] Limite anos [último ano 2012] anos [último ano 2013] anos [último ano 2014] anos [último ano 2015] anos [último ano 2014] anos [último ano 2015] anos [último ano 2017] anos [último ano 2018] anos [último ano 2026] 75% do LT do período em que são deduzidos 75% do LT do período em que são deduzidos 70% do LT do período em que são deduzidos QUADRO 09 DA DECLARAÇÃO MODELO A dedução a efetuar em cada um dos períodos de tributação não pode exceder o montante correspondente a 70% do respetivo lucro tributável, não ficando, porém, prejudicada a dedução da parte desses prejuízos que não tenham sido deduzidos, até ao final do respetivo período de dedução. Havendo prejuízos de vários períodos a reportar, a dedução faz-se começando pelos prejuízos verificados há mais tempo. 61

62 QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO 22 QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO Cálculo do imposto Taxas aplicáveis no período de tributação de 2014 Pequenas e médias empresas Grandes empresas Matéria coletável (em euros) Taxas (%) Taxas (%) Até Superior a Ver conceito de PME no diapositivo seguinte 62

63 QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO Decreto-Lei n.º 372/2007, de 6 de novembro (define o que são PME) Categoria de empresa Efetivos Volume de negócios Balanço total Média < 250 < 50 milhões de euros < 43 milhões de euros Pequena < 50 < 10 milhões de euros < 10 milhões de euros Micro < 10 < 2 milhões de euros < 2 milhões de euros QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO À coleta do IRC são efetuadas as seguintes deduções, pela ordem indicada: a) A correspondente à dupla tributação jurídica internacional; b) A correspondente à dupla tributação económica internacional; c) A relativa a benefícios fiscais; d) A relativa ao pagamento especial por conta a que se refere o art.º 106.º; e) A relativa a retenções na fonte não suscetíveis de compensação ou reembolso nos termos da legislação aplicável. 63

64 DERRAMA MUNICIPAL QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO Os municípios podem deliberar lançar anualmente uma derrama municipal, até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC. Sempre que os sujeitos passivos tenham estabelecimentos estáveis ou representações locais em mais de um município e matéria coletável superior a , o lucro tributável imputável à circunscrição de cada município é determinado mediante proporção entre a massa salarial afeta a tais estabelecimentos ou representações. Essa repartição é demonstrada no Anexo A à modelo

65 DERRAMA ESTADUAL QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO Incide sobre a parte do lucro tributável superior a , mediante aplicação da seguinte tabela: Lucro tributável (euros) Taxas (percentagens) De mais de até De mais de a Superior a

66 Exemplo QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO 22 Uma empresa tem um lucro tributável de Qual a derrama estadual devida? 131 Lucro tributável até não tem derrama estadual Lucro tributável até = ( ) Derrama estadual de x 3% Lucro tributável remanescente = = Derrama estadual de x 5% Valor da derrama estadual: x 3% x 5% = PAGAMENTOS POR CONTA 66

67 QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO As entidades que exerçam, a título principal, atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, bem como as não residentes com estabelecimento estável, devem efetuar três pagamentos por conta (de montantes iguais, arredondados, por excesso, para euros): Em julho Em setembro Até 15 de dezembro do próprio ano a que respeita o lucro tributável. QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO Os pagamentos por conta ascendem a: 80% do montante do imposto liquidado, deduzido das retenções na fonte, caso o volume de negócios do período de tributação imediatamente anterior seja igual ou inferior a % do montante do imposto liquidado, deduzido das retenções na fonte, caso o volume de negócios do período de tributação imediatamente anterior seja superior a

68 PAGAMENTOS ESPECIAIS POR CONTA QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO As entidades que exerçam, a título principal, uma atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola e os não residentes com estabelecimento estável ficam sujeitas a um pagamento especial por conta, a efetuar: em março, ou em duas prestações, durante os meses de março e outubro do ano a que respeita. Os pagamentos especiais por conta não são devidos no período de tributação de início de atividade e no seguinte. 68

69 QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO Estão dispensados do PEC os sujeitos passivos que: Estejam totalmente isentos de IRC; Se encontrem com processos no âmbito do CIRE, a partir da data de instauração desse processo; Tenham deixado de efetuar vendas ou prestações de serviços e tenham entregue a correspondente declaração de cessação de atividade a que se refere o art.º 33.º do Código do IVA. QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO A dedução dos pagamentos especiais por conta é efetuada ao montante apurado na declaração modelo 22 do próprio período de tributação a que respeita ou, se insuficiente, até ao quarto período de tributação seguinte, depois de efetuadas as restantes deduções. 69

70 PAGAMENTOS ADICIONAIS POR CONTA QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO O pagamento da derrama estadual implica o pagamento de três pagamentos adicionais por conta: Em julho Em setembro Até 15 de dezembro Caso o valor dos pagamentos adicionais por conta seja superior à derrama estadual, há lugar ao respetivo reembolso ao sujeito passivo, pela respetiva diferença. 70

71 QUADRO 10 DA DECLARAÇÃO MODELO Tabela de cálculo dos pagamentos adicionais por conta: Lucro tributável (euros) Taxas (percentagens) De mais de até ,5 De mais de até ,5 Superior a ,5 TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 71

72 TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 143 Existem diversas despesas efetuadas pelos sujeitos passivos de IRC que estão sujeitas a tributação autónoma (art.º 88.º do CIRC). O valor total das tributações autónomas é incluído no campo 365 do quadro 10 da declaração modelo 22. No quadro 13 da declaração modelo 22 os sujeitos passivos de IRC devem incluir informação sobre as despesas incorridas que estejam sujeitas a tributações autónomas. TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS

73 TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 145 Encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros, motos ou motociclos, excluindo os veículos movidos exclusivamente a energia elétrica (taxas aplicáveis em 2014): Custo de aquisição (em euros) Taxa (em %) Inferior a Igual ou superior a e inferior a ,5 Igual ou superior a TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 146 De conformidade com a Lei da Reforma do IRC, as novas regras aplicam-se aos encargos efetuados ou suportados, independentemente da respetiva data de aquisição ou locação. N.º 6 Exclusão da tributação autónoma relativamente a todos os gastos relacionados com as viaturas relativamente às quais tenha sido celebrado o acordo previsto no n.º 9 da alínea b) do n.º 3 do artigo 2.º do Código do IRS, isto é, caso estejam em causa viaturas utilizadas por trabalhadores ou membros de órgão social no âmbito de acordo escrito entre estes e a entidade patronal, sujeitando-os a IRS. 73

74 TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 147 N.º 14 - mantém-se o agravamento de 10 pontos percentuais para todas as taxas de tributação autónoma quando o sujeito passivo apure prejuízo fiscal no período em causa, mas agora com a condição de se acharem relacionados com o exercício de uma atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola não isenta de IRC. Novo n.º 15 - estabelece a não sujeição dos sujeitos passivos integrados no regime simplificado às tributações autónomas dos n. os 7, 9, 11 e 13; Novo n.º 16 - vem estabelecer que o artigo em análise não tem aplicação em relação a despesas ou encargos de estabelecimento estável situado fora do território português e relativos à atividade exercida por seu intermédio. TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 148 A partir de 2015 e por força da Lei n.º 82-C/2014, de 31/12, as taxas de tributação autónoma sobre os encargos com viaturas passam a aplicar-se também às viaturas ligeiras de mercadorias referidas na alínea b) do n.º 1 do artigo 7.º do Código do ISV. Face a esta redação, as únicas viaturas ligeiras de mercadorias que não ficam sujeitas a tributação autónoma são as seguintes: Automóveis ligeiros de utilização mista, com peso bruto superior a 2500 kg, lotação mínima de sete lugares, incluindo o do condutor e que não apresentem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável; 74

75 TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 149 Automóveis ligeiros de utilização mista que, cumulativamente, apresentem peso bruto superior a 2300 kg, comprimento mínimo da caixa de carga de 145 cm, altura interior mínima da caixa de carga de 130 cm, medida a partir do respetivo estrado, que deve ser contínuo, antepara inamovível, paralela à última fiada de bancos, que separe completamente o espaço destinado ao condutor e passageiros do destinado às mercadorias, e que não apresentem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável; e Automóveis ligeiros de mercadorias, de caixa aberta ou sem caixa, com lotação superior a três lugares, incluindo o do condutor e sem tração às quatro rodas, permanente ou adaptável. TRIBUTAÇÕES AUTÓNOMAS 150 Estão, no entanto, sujeitos a esta tributação autónoma a partir de 2015, os veículos aparentemente semelhantes a automóveis ligeiros de passageiros, mas com uma homologação europeia N1 (ligeiro de mercadorias), não enquadráveis em nenhumas das taxas da tabela B do Código do Imposto Sobre Veículos. 75

76 ANEXO D DA DECLARAÇÃO MODELO 22 ANEXO D DA DECLARAÇÃO MODELO O anexo D à declaração modelo 22 deve ser preenchido, relativamente aos períodos de tributação de 2011 e seguintes, com informação sobre: Rendimentos isentos Deduções ao rendimento Deduções à matéria coletável Deduções à coleta Donativos previstos nos artigos 62.º e 62.º-A do EBF 76

77 ANEXO D RENDIMENTOS ISENTOS QUADRO 03 DO ANEXO D ANEXO D RENDIMENTOS ISENTOS 154 Rendimentos isentos As entidades que se enquadrem num dos regimes de isenção, definitiva ou temporária, devem submeter o Anexo D da declaração modelo 22, na qual identificam os rendimentos líquidos que beneficiam de isenção, incluindo os incrementos patrimoniais referidos no n.º 4 do art.º 54.º do CIRC. 77

78 ANEXO D RENDIMENTOS ISENTOS 155 ANEXO D DEDUÇÕES AO RENDIMENTO QUADRO 04 DO ANEXO D 78

79 ANEXO D DEDUÇÕES AO RENDIMENTO 157 Deduções ao rendimento Sempre que no quadro 07 da declaração modelo 22 seja utilizado o campo 774 Benefícios fiscais, deve ser preenchido o quadro 04 do anexo D à declaração modelo 22. (Exemplos: majoração de quotizações, majoração de donativos, primeiro emprego, remuneração convencional do capital, etc.) ANEXO D DEDUÇÕES AO RENDIMENTO

80 ANEXO D DEDUÇÕES AO RENDIMENTO 159 Donativos previstos nos artigos 62.º e 62.º-A do EBF Sempre que as entidades efetuem donativos com relevância fiscal no período a que respeita a declaração, devem proceder ao preenchimento do quadro 08 do anexo D à declaração modelo 22. Ver diapositivo seguinte. ANEXO D DEDUÇÕES AO RENDIMENTO

81 ANEXO D DEDUÇÕES AO RENDIMENTO 161 REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL 162 Na determinação do lucro tributável das sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, cooperativas, empresas públicas, e demais pessoas coletivas de direito público ou privado com sede ou direção efetiva em território português, que sejam qualificadas como PME, pode ser deduzida uma importância correspondente à remuneração convencional do capital social (artigo 41.º-A do EBF). Benefício 5 % do montante das entradas realizadas, por entregas em dinheiro, pelos sócios, no âmbito da constituição de sociedades ou do aumento do capital social. 81

82 REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL 163 Condições: a) A sociedade beneficiária seja qualificada como micro, pequena ou média empresa; b) Os sócios que participem na constituição da sociedade ou no aumento do capital social sejam exclusivamente pessoas singulares, sociedades de capital de risco ou investidores de capital de risco; c) O seu lucro tributável não seja determinado por métodos indiretos. REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL 164 Esta correção faz-se no quadro 07 da declaração modelo 22, no campo: Campo 774 Benefícios fiscais. No anexo D à declaração modelo 22 deve ser referida esta situação no campo 409 do quadro 04 - Remuneração convencional do capital social - PME (art.º 136.º da Lei n.º 55- A/2010, de 31/12 e art.º 41.º-A do EBF). 82

83 Exemplo: REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL 165 Por deliberação em assembleia geral de sócios da sociedade X, realizada em 31/03/2014, foi aprovado um aumento de capital, por entradas em dinheiro, sendo esse aumento de capital, no montante de , realizado por todos os sócios da empresa, que são pessoas singulares. Remuneração convencional do capital: x 5% = A deduzir: Campo 774 Benefícios Fiscais REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL 166 Nos anos de 2015 a 2017, esta empresa deverá fazer uma correção idêntica no quadro 07 da declaração modelo 22, uma vez que o benefício é aplicável no período de tributação em que ocorrem as entradas em dinheiro e nos três períodos de tributação seguintes. 83

84 REMUNERAÇÃO CONVENCIONAL DO CAPITAL 167 Limitação do benefício: O benefício fiscal previsto no presente artigo está sujeito às regras europeias aplicáveis em matéria de auxílio de minimis (Regulamento (UE) n.º 1407/2013, da Comissão, de 18 de dezembro de 2013, que vigorará para o período de 2014 a 2020). Os auxílios de minimis não podem exceder o montante máximo de euros durante um período de três anos. No que se refere às empresas que desenvolvam atividades no setor dos transportes, este limiar é de euros. ANEXO D DEDUÇÕES À COLETA QUADRO 07 DO ANEXO D 84

85 ANEXO D DEDUÇÕES À COLETA 169 Deduções à Coleta As entidades que pretendam utilizar benefícios fiscais à coleta, como por exemplo SIFIDE, RFAI, DLRR ou CFEI, devem submeter o anexo D à declaração de rendimentos modelo 22. ANEXO D DEDUÇÕES À COLETA

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