GABRIEL FERNANDES CLAUDINO II ASPECTOS DA REPRODUÇÃO EQUINA: INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES

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1 GABRIEL FERNANDES CLAUDINO II CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS UNIFMU ASPECTOS DA REPRODUÇÃO EQUINA: INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL E TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÕES SÃO PAULO 2009

2 Gabriel Fernandes Claudino II Aspectos da Reprodução Eqüina: Inseminação Artificial e Transferência de Embriões Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Medicina Veterinária das Faculdades MetropolitanasUnidas/FMU. Orientadora Prof(a). Cynthia Maria Carpegiani Teixeira. SÃO PAULO 2009

3 Nome do autor: CLAUDINO II, Gabriel Fernandes Título: Aspectos da Reprodução Eqüina Inseminação Artificial e Transferência de Embriões Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Medicina Veterinária das Faculdades Metropolitanas Unidas/FMU. Orientadora Prof(a). Dra. Cynthia Maria Carpegiani Teixeira. Data: / / Banca Examinadora Prof(a).Dra. Cynthia Maria Carpegiani Teixeira Instituição: Faculdades Metropolitanas Unidas/FMU Assinatura: Julgamento: Prof(a). Dra. Carolina Amália de Souza Muniz Instituição: Faculdades Metropolitanas Unidas/FMU Assinatura: Julgamento: Prof(a). MSc Aline Machado De Zoppa Instituição: Faculdades Metropolitanas Unidas/FMU Assinatura: Julgamento:

4 AGRADECIMENTOS Agradeço principalmente a Deus por ter me dado muita força e saúde para atingir mais essa conquista em minha vida. Aos meus pais Gabriel e Darcy que se esforçaram ao máximo em todos os momentos de minha vida para que não me falte. A minha namorada Thaylise que sempre me incentivou em todos os momentos da minha vida. Aos meus queridos professores que tanto se dedicaram nesses cinco anos que convivemos junto passando todos os seus conhecimentos e experiência a todos nós. Agradeço a todos do fundo do meu coração por terem acreditado que esse dia chegasse, pela dedicação, paciência, esforço que tiveram comigo nesses últimos anos.

5 Resumo Claudino II, G. F.; Reprodução Eqüina Inseminação Artificial e Transferência de Embriões, Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Medicina Veterinária das Faculdades Metropolitanas Unidas/FMU. Sob Orientação da professora Cynthia Maria Carpegiani Teixeira, São Paulo O conceito de inseminação artificial refere-se ao processo de deposição do sêmen no sistema genital feminino da égua, através de manipulação artificial no momento adequado, visando à fertilização do óvulo. O sêmen é colhido artificialmente, por vários métodos, segundo a espécie diluído ou mesmo usado in natura, preservando suas características fundamentais, com o objetivo de inseminar um grande numero de éguas com um ejaculado. Segundo a história, consta que a primeira inseminação artificial em eqüinos foi realizada no Século XIV. A transferência de embriões em eqüinos é uma biotécnica reprodutiva que teve seus estudos iniciados no início da década de 70, sendo que no Brasil as transferências ocorreram na década de 80. Desde então suas técnicas foram aprimoradas e as associações de criadores de cavalos, diferentes raças começaram a aceitar o registro de produtos oriundos desta técnica. Diversos são os fatores que afetam as taxas de sucesso de uma transferência. A seleção da doadora deve levar em consideração o guia de registro da raça, a história reprodutiva da égua, fertilidade e valor potencial do produto. A receptora deve ser avaliada quanto ao seu histórico e exames reprodutivos, tamanho, peso, idade e disponibilidade. Éguas jovens e férteis são as melhores candidatas a receptoras que éguas velhas e/ou subférteis. A sincronização do estro pode ser obtida de diferentes maneiras, sendo o protocolo de aplicação de prostaglandina mais hcg o mais empregado. Inicialmente, acreditavase que a sincronização da ovulação era um fator crucial para o sucesso da transferência de embrião. A qualidade e tipo de sêmen utilizado e o momento da inseminação da doadora, são fatores que podem afetar a taxa de recuperação embrionária. Recomenda-se a inseminação da doadora de 2 horas antes até 12 horas após a ovulação. Os procedimentos de coleta são feitos por meio de lavagens uterinas. O embrião coletado é medido, avaliado e pode ser transferido imediatamente, resfriado ou congelado. A transferência pode ser realizada de forma cirúrgica ou não-cirúrgica, sendo esta última menos invasiva e dispendiosa, apesar de, historicamente, ter resultado em menores taxas de prenhez em relação à transferência cirúrgica. Palavras-chaves: Reprodução Equina Inseminação Artificial Transferência de embriões.

6 Abstract Claudino II, G. F.; Reprodução Equina Inseminação Artificial e Transferência de Embriões, Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Medicina Veterinária das Faculdades Metropolitanas Unidas/FMU. Sob Orientação da professora Cynthia Maria Carpegiani Teixeira, São Paulo The concept of artificial insemination refers to the process of deposition of semen in the female genital system of the mare, through artificial manipulation when appropriate, aiming at the fertilization of the ovum. The semen is collected artificially, by various methods, according to the species diluted or even used in natura, preserving its essential characteristics and aiming at the insemination of a large number of mares with semen. According to the story, the first artificial insemination in horses was held at the XIV Century. The embryo transfer in equines is a reproductive biotechnology that had their studies begun in the early 70's, where the transfer occurred in Brazil in the 80s. Since then its techniques were refined and the associations of horse breeders, different breeds began to accept the registration of products from this technique. Several are the factors that affect the success rates of transfer. The selection of the donor should take into account the guide of register of the race, the mare's reproductive history, fertility and potential value of the product. The recipient must be evaluated according to her history and reproductive examination, size, weight, age and availability. Young and fertile mares are better candidates for receiving then old mares and/or subfertile. The synchronization of the estrus can be obtained in different ways, and the protocol for the application of prostaglandin more hcg the most used. Initially, it was believed that the synchronization of the ovulation was a crucial factor for the success of embryo transfer. The quality and kind of semen used and the moment of the donor s insemination, are factors that can affect the rate of embryo recovery. It is recommended the insemination of the donor from 2 hours before until 12 hours after the ovulation. The procedures for collection are made through uterine lavage. The collected embryo is measured, evaluated and can be transferred immediately, cold or frozen. The transfer can be in a surgical or non-surgical way, being the last one less invasive and expensive, although, historically, have resulted in lower rates of pregnancy in relation to the surgical transference. Key words: Equine Reproduction Artificial Insemination Embryo Transfer.

7 Lista de Figuras Figura 1 Padrão bifásico do FSH e níveis de LH Figura 2 Botuteiner Figura 3 Botu-Box Figura 4 Vagina Artificial Figura 5 Colheita de Sêmen Figura 6 Coleta de Embriões Figura 7 Técnica de Transferência de Embriões Figura 8 Esquema do Procedimento de Recuperação Embrionária Figura 9 Material Usado na Colheita Figura 10 Vesícula Embrionária... 39

8 Lista de Quadros Quadro 1 Transferência de embriões em eqüinos em Quadro 2 Circular ABCCH... 43

9 Lista de Abreviaturas e Siglas hcg Gonadotrofina Coriônica Humana FSH Hormônio Folículo Estimulante LH Hormônio Luteínico GH Hormônio do Crescimento ACTH Hormônio Adrenocorticotrófico PRL Prolactina TSH Hormônio Estimulante da Tireóide P4 Progesterona CL Corpo Lúteo ecg Gonadotrofina Coriônica Equina GnRH Hormônio Liberador de Gonadotrofina IA Inseminação Artificial PGF2α Prostaglandina EPE Extrato Pituitário Equino ABCCMM Associação Brasileira dos Criadores da Cavalo Mangalarga Marchador ABQM Associação Brasileira do Quarto de Milha SRGCQM Serviço de Registro Genealógico do Cavalo Quarto de Milha TE Transferência de Embriões CDT Capítulo Deliberativo Técnico

10 ABCCC Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Crioulo SRG Serviço de Registro Genealógico SBBrCA Stud Book Brasileiro Cavalo Árabe ABCCA Associação Brasileira dos Criadores Cavalo Árabe PREMIART Permissão para Inseminação Artificial RUTS Relatório de Uso Transporte de Sêmen SB Stud Book

11 Sumário 1. Introdução Revisão Literatura Neuro-Endocrinologia da Reprodução Hipotálamo Hipófise Classificação e Liberação dos Hormônios Mecanismo de Ação dos Hormônios Inter-Relação Hormonal Hipotálamo, Hipófise e Gônadas Ciclo Estral Inseminação Artificial Técnica de Conservação de Sêmen Principais Vantagens da Inseminação Artificial Principais Desvantagens da Inseminação Artificial Técnica de Colheita de Sêmen Transferência de Embriões Seleção e Manejo de Éguas Doadoras e Receptoras Sincronização Colheita de Embriões Dos Regulamentos das Associações Associação Brasileira dos C. do Cavalo Mangalarga Marchador Associação Brasileira do Quarto de Milha Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo de Hipismo Stud Book Brasileiro do Puro Sangue Inglês Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Crioulo Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe Conclusão Referências... 49

12 13 1 INTRODUÇÃO O conceito de inseminação artificial refere-se ao processo de deposição do sêmen no sistema genital feminino, através de manipulação artificial, e no momento adequado, visando à fertilização do óvulo. Este sêmen, colhido artificialmente, por diferentes métodos, segundo a espécie diluído ou mesmo usado a fresco preservando suas características fundamentais, de modo que seja possível inseminar um numero máximo de animais com um só ejaculado (BOCHIO; 2006). A transferência de embriões (TE) é uma importante ferramenta que visa acelerar o melhoramento genético, conferindo maior precisão e rapidez no processo de seleção animal. O primeiro relato envolvendo a TE em eqüinos foi feito por pesquisadores japoneses, em 1972, embora incremento nas pesquisas só ocorresse uma década depois. No Brasil a TE vem sendo realizada desde a segunda metade dos anos 80, ocupando hoje, lugar de destaque no mundo, junto com os Estados Unidos e Argentina (CARMO & ALVARENGA; 2003). A transferência de embriões (TE) é uma biotécnica reprodutiva que consiste na retirada de um embrião do interior do útero de uma égua doadora e em sua transferência para o útero de uma égua receptora. A receptora se encarregará de levar a gestação a termo e assegurará igualmente a lactação. A principal finalidade da TE é a obtenção de mais de uma cria ao ano por égua, além disso, permite também que éguas velhas com histórico reprodutivos pobres ou incapazes de produzirem potros por monta natural ou inseminação artificial (IA) bem como éguas de corrida, pólo ou de outros eventos competitivos deixem descendentes sem se afastarem de competições por conta da gestação e cuidados com a prole. Outras vantagens da TE incluem a obtenção de embriões de potras de dois anos, já que nesta fase a gestação é contra-indicada e pode prejudicar o desenvolvimento da potra. As taxas de sucesso obtidas com a TE variam de acordo com a associação de dois fatores: a taxa de recuperação embrionária e a taxa de prenhez após a transferência do embrião da doadora para a receptora. Fatores que afetam a

13 14 recuperação embrionária incluem o dia da coleta, número de ovulações, idade e histórico reprodutivo da doadora e qualidade do sêmen do garanhão. Dentro dos fatores que afetam a taxa de prenhez após a transferência, podemos citar o método de transferência, sincronização da ovulação entre doadora e receptora, qualidade do embrião, histórico reprodutivo e manejo da receptora. O objetivo deste trabalho é passar as nossos básicas da reprodução eqüina, na inseminação artificial e transferência de embriões, para que com isso possa aprimorar meus conhecimentos a respeito do tema.

14 15 2 Revisão de Literatura O êxito na reprodução eqüina depende de sólido conhecimento da anatomia reprodutiva, fisiologia, endocrinologia, conduta de criação, prevenção de doenças, dos tratamentos como indicados e da manutenção de registros completos e precisos. 2.1 Neuro-Endocrinologia da Reprodução O sistema neuro-endócrino da reprodução é indispensável para o bom funcionamento reprodutivo tanto nos machos como nas fêmeas. Esse sistema deve manter uma relação direta e harmônica entre os centros hipotalâmicos, hipofisários e gônadais, relação essa que deve estar em funcionamento pleno e sincrônico para que os animais manifestem seu potencial reprodutivo. Qualquer interferência nesse processo leva a transtornos reprodutivos (MEIRA; 2007). O controle neuro-endócrino ocorre por comunicação celular neuro-endócrina e endócrina tendo como mensageiro os neurotransmissores, entre eles os hormônios e neurohormônios são essenciais. Outros fatores comos os de crescimento são importantes nas fases de desenvolvimento folicular pré-antral e antral exercendo influencia na inter-relação dos hormônios (MEIRA; 2007). 2.2 Hipotálamo O hipotálamo é uma glândula neuro-endocrina localizada na base do cérebro abaixo do 3 ventrículo cerebral. Essa região apresenta vasta irrigação e inervação, permitindo contato com hormônios circulantes no organismo, bem como a interação dessa região com informações neuro-endócrinas geradas pelo próprio cérebro ou por estímulos externos (MEIRA; 2007).

15 16 O hipotálamo é constituído por neurônios que se encontram agrupados formando núcleos hipotalâmicos especializados, cada um com sua função. Dentre os diversos núcleos, os de maior interesse no processo reprodutivo são: o núcleo arqueado e ventro-medial que constitui o centro tônico de liberação de gonadotrofinas (FSH hormônio folículo estimulante; LH hormônio luteinizante), área hipotalâmica anterior e principalmente o núcleo pré-ótico e supra-quiasmático que constituem o centro de liberação pré-ovulatória de gonadotrofinas; núcleo supraótico e paraventricular sintetizam a ocitocina (MEIRA; 2007). 2.3 Hipófise A hipófise também conhecida como glândula pituitária é constituída por dois lobos, o lobo posterior denominado de neurohipofise e o anterior a adenohipofise. Assim como o hipotálamo, localiza-se na base do cérebro, abaixo do 3 ventrículo cerebral. Está alojada em uma depressão denominada sela túrsica localizada no osso diâmetro esfenóide, apresenta intimo contato com o hipotálamo por meio do pedículo hipofisário (MEIRA; 2007). A adenohipófise possui cinco tipos celulares que se encontram próximo aos vasos sanguíneos e secretam seis hormônios relacionados direta ou indiretamente com os processos reprodutivos. As células somatotróficas (sintetizam a somatotrofina ou hormônio do crescimento - GH); corticotróficas (hormônio adrenocorticotrófico - ACTH); mamotróficas (prolactina - PRL), tireotróficas (hormônio estimulante da tireóide TSH e as células gonadotróficas que sintetizam e liberam o FSH e LH (MEIRA; 2007). O sistema de irrigação da adenohipófise é próprio e denominado de sistema porta-hipofisário, permitindo a troca de substâncias hormonais entre adenohipófise e o hipotálamo. Esse sistema é constituído a partir da artéria hipofisária superior, a qual origina o plexo capilar primário localizado na região do pedículo hipofisário e o plexo capilar secundário localizado no corpo da glândula. A comunicação entre esses dois plexos se faz através dos vasos porta hipofisários e a comunicação com o sistema circulatório corporal ocorre a partir do plexo secundário (MEIRA; 2007).

16 17 O suprimento sanguíneo da neurohipófise se faz a partir da ramificação da artéria carótida em comunicação com um enovelado de pequenas artérias e veias localizadas na glândula. 2.4 Classificação e Liberação dos Hormônios O hipotálamo sintetiza como a ocitocina e fatores liberadores e a adenohipófise o FSH, LH e prolactina citados anteriormente. Os ovários sintetizam o estrógeno e outros fatores intrafoliculares por meio dos folículos ovarianos e a progesterona (P4) pelo corpo lúteo (CL). Outras glândulas como a pineal que secretam a melatonina e a adrenal os glicocorticóides, P4 e estradiol são importantes no processo reprodutivo. No útero observa-se a produção de prostaglandina e na placenta, o estrógeno, prosgestágeno, relaxina e lactogênico placentário, cada um com funções especificas durante o ciclo reprodutivo. No caso da égua e da mulher gestante detecta-se respectivamente, a secreção de gonadotrofina coriônica eqüina (ecg) e gonadotrofina coriônica humana (hcg) (MEIRA; 2007). Quanto ao modo de ação, são classificados em hormônios de ação primária aqueles que atuam de forma direta estimulando o sistema reprodutivo (ex. FSH e LH) que contribuem no desenvolvimento folicular e ovulação, e de ação secundária ou metabólica como o GH, essencial para o desenvolvimento corporal e o TSH importante na manutenção do metabolismo celular (MEIRA; 2007). A ocitocina sintetizada nos núcleos hipotalâmicos supra-ótico e paraventricular, sendo transportada para a neurohipófise por meio dos axônios dos neurônios que partem desses núcleos e terminam com a porção sináptica nos vasos da neurohipófise. Na sua porção terminal, os neurônios armazenam esse hormônio que é liberado na corrente circulatória sempre que necessário frente a estímulos específicos, por exemplo: o reflexo da mamada, o reflexo de Ferguson, o estimulo cervical, levam a liberação de ocitocina (MEIRA; 2007). A síntese do GnRH ocorre em neurônios específicos, localizados em maior número no centro pré-ovulatório de GnRH, especialmente nos núcleos hipotalâmicos pré-ótico e supra-quiasmático. Os neurônios de GnRH com corpo celular nos centros

17 18 pré-ovulatório e tônico, terminam com suas sinapses nos vasos do plexo primário que compõe o sistema porta hipofisário da adenohipófise. O neuropeptídeo GnRH oferece comunicação entre sistema nervoso e endócrino, e em resposta a estímulos neurais, são liberados em forma de pulsos no sistema porta hipofisário, promovendo assim, a síntese e liberação de gonadotrofinas da adenohipófise. A freqüência dos pulsos de GnRH sofre influência pelas fases do ciclo estral (estrogênico ou progesterônico) e estão diretamente correlacionados aos pulsos de LH. No entanto, a liberação de FSH não apresenta correlação aos pulsos de GnRH (MEIRA; 2007). Os hormônios glicoprotéicos são moléculas formadas por seqüencias de aminoácidos compostos por duas cadeias polipeptídeas, consistindo em subunidade α e β. As cadeias α e β encontram-se ligadas entre si por pontes de hidrogênio. No FSH e LH a sub-unidade α é determinada pelo mesmo gene e é comum a todas as espécies animais, porem a sub-unidade β é especifica a cada espécie e a cada hormônio glicoprotéico, esta sub-unidade determina a especificidade do hormônio e sua interação ao receptor. A ativina e inibina são hormônios glicoprotéicos encontrados nos folículos ovarianos e estão envolvidos na dinâmica do desenvolvimento folicular (MEIRA; 2007). Os esteróides são primariamente produzidos pelas gônadas, porem a adrenal e a placenta também secretam estes hormônios. São derivados do colesterol e sintetizados a partir de um núcleo básico comum a todos os esteróides, denominado núcleo pentanopridrofenantreno. Por ser de natureza lipídica, são insolúveis em água e para serem transportados através da corrente circulatória devem estar ligadas a proteína plasmática. O conjugado se torna hidrossolúvel e não possui ações biológicas, necessitando que essa união seja desfeita para exercer sua ação (MEIRA; 2007). 2.5 Mecanismos de Ação dos Hormônios A secreção e liberação de gonadotrofinas hipofisárias se faz pela ligação do GnRH em receptores de proteína-g, localizadas na membrana das células gonadotróficas. Com a ativação de proteína-g, inicia-se processos bioquímicos intra-

18 19 celulares envolvendo a fosfolipase-c, inositol difosfato, trifosfato, diacilglicerol e proteína Kinase-C que levam a fosforilação de proteínas finalizando com síntese e liberação de gonadotrofinas (FSH,LH) (MEIRA; 2007). O FSH e LH liberados na corrente circulatória são transportados até os ovários onde atuam em células foliculares ou luteínicas. O mecanismo de ação também se faz por ativação de receptores de proteína-g na membrana dessas células. Neste caso, envolve ativação da enzima adenilciclase tendo o AMPc como segundo mensageiro, bem como a ativação da proteína kinase-a que leva a fosforilação de proteínas induzindo a resposta celular, resultando na síntese de esteróides (MEIRA; 2007). Ao chegarem à célula alvo, os esteróides se dissociam da proteína carreadora e por serem lipossolúveis atravessam a membrana celular por difusão chegando até o núcleo. No núcleo se ligam e ativam receptores nucleares específicos, estimulando a transcrição gênica para síntese de RNAm, este nos ribossomos ira induzir a síntese de outras proteínas específicas, as quais influenciam no processo reprodutivos, por exemplo: síntese protéica pelas glândulas endometriais (MEIRA; 2007). 2.6 Inter-relações Hormonal Hipotálamo, Hipófise e Gônadas A regulação endócrina do ciclo estral envolve os sistemas hipotálamo, hipófise e gônadas. Como mencionado anteriormente, as gonadotrofinas liberadas estimulam o crescimento folicular e ovulação. Tanto o FSH quanto o LH hipofisário contribuem para o desenvolvimento folicular e estimulam a síntese de estradiol pelo folículo. Outros hormônios são sintetizados pelo folículo, entre eles a inibina que juntamente com o estradiol agem sobre a adenohipófise reduzindo a liberação de FSH (efeito negativo) (MEIRA; 2007). Após o desvio folicular observa-se o aumento na concentração de estradiol plasmático, que por sua vez atua sobre a adenohipófise e hipotálamo ocasionando retro-alimentação positiva sobre a liberação de LH, especialmente nos centros préovulatórios de LH (MEIRA; 2007).

19 20 O GnRH secretado chega à adenohipófise por meio do sistema porta hipofisário, onde estimula a síntese e liberação de LH em forma de pulsos. Desta forma, a concentração de LH circulante se eleva de forma lenta no caso da égua, o que acelera o processo de desenvolvimento e maturação folicular culminando com a ovulação (MEIRA; 2007). Após a ovulação, a concentração plasmática de P4 aumenta gradativamente para atingir valores máximos até o 5 ou 6 dia do diestro, permanecendo elevada e com pequenas variações durante a fase lútea. A P4 também modifica o padrão de síntese de gonadotrofinas por reduzir a sensibilidade da adenohipófise ao GnRH, tendo como resultado a diminuição da concentração de LH circulante. Esse efeito é denominado de retro-alimentação negativa da P4 e dura enquanto o corpo lúteo estiver ativo, com a sua luteólise novo estro pode ser observado (MEIRA; 2007).

20 21 3. Ciclo Estral O ciclo estral é tipicamente definido como início com a ovulação (dia 0) e término no dia anterior a próxima ovulação. A média de intervalo entre as ovulações, para a maioria das éguas, é de 12 dias, mas pode oscilar entre 18 e 24 dias. Intervalo muito curto ou muito extenso pode ser considerada uma anormalidade (LEY; 2006). A fase estral( fase folicular ) pode durar de 3 a 7 dias e é dominada por um ou mais folículos pré-ovulatórios grandes > 30mm diâmetro, por estradiol- 17β(estrógeno) e por sinais comportamentais de cio ou receptividade ao garanhão (LEY; 2006). A progesterona durante o estro é tipicamente menor de 1ng/mL no sangue periférico. O diâmetro folicular, na ovulação varia de 30 a 70 mm, mais comum ao redor de 40 a 45 mm. A égua ovula 24 a 48 horas antes dos sinais de comportamento do cio desaparecer. Isso é um evento fisiológico muito importante de se lembrar, muitas éguas são cobertas ou inseminadas após a ovulação simplesmente porque ainda demonstram sinais de cio. Se a inseminação ou cobertura ocorrer depois de 12 a 14 horas da ovulação, o ovulo será muito velho para ser prontamente fertilizado ou se fertilizado, falhará ao desenvolver um embrião viável (LEY; 2006). Durante o período intermediário de 1 a 4 dias após a ovulação, o estrógeno diminui e antes de o corpo lúteo começar produzir quantidades significantes de progesterona, a égua demonstra sinais equívocos de cio ou receptividade ao garanhão (LEY; 2006).

21 22 A fase de diestro(fase luteínica) dura 13 a17 dias e é dominada por um corpo lúteo, pela progesterona e por sinais comportamentais indicando ausência de receptividade à aprovação do garanhão (LEY; 2006). O corpo lúteo em desenvolvimento, após a ovulação primaria, tipicamente tem vida útil de até 85 dias. Se o endométrio não liberar a prostaglandina ele continuará a produção de progesterona e não sofrerá regressão (LEY; 2006). Acredita-se que o reconhecimento materno da gestação na égua que ovula e é adequadamente coberta ou inseminada resulte de o embrião, com livre movimentação, produzir e secretar estrógeno que suprime a liberação endometrial de prostaglandina. Isso deve ocorrer entre os dias 12 e 14 após a ovulação produtiva (LEY; 2006). A égua que falha em conceber ou que não foi coberta ou exposta a um garanhão ou que apresentou morte embrionária precoce (antes de 12 a 14 dias), o endométrio secreta prostaglandina que, pela circulação sistêmica, afeta o corpo lúteo e induz à sua regressão (luteólise). A produção de progesterona declina em 4 a 40 horas seguintes e a égua começa a mostrar sinais de receptividade conforme entre em seu próximo ciclo estral (LEY; 2006). Na Figura 1, podemos observar o padrão bifásico entre o FSH e LH, com suas respectivas curvas e bicos entre o intervalo de um cio e outro.

22 Concentrações plasmáticas de FSH e LH (ng/ml) 23 Estágio do ciclo (dias) Figura 1. Padrão bifásico do FSH e níveis de LH Fonte: Allen, Inseminação Artificial O conceito de inseminação artificial refere-se ao processo de deposição do sêmen no sistema genital feminino, através de manipulação artificial, e no momento adequado, visando à fertilização do óvulo. Este sêmen, colhido artificialmente, por diferentes métodos, segundo a espécie diluído ou mesmo usado in natura, preservando suas características fundamentais, de modo que seja possível inseminar um número máximo de animais com um só ejaculado (BOCHIO; 2006). Segundo a história, consta que a primeira inseminação artificial em eqüinos foi realizada no Século XIV, por um xeique Árabe, desejando obter um produto do garanhão do xeique inimigo, excitou o animal com algodão embebido com secreções de uma égua em cio, transferiu o sêmen colhido, também em algodão para o interior da vagina de outra égua em cio, assim obtendo um produto. A introdução da inseminação artificial com sêmen congelado é um temo polêmico dentro da eqüinocultura brasileira, devido ao fato de muitas associações não aceitarem, ate o momento a introdução dessa tecnologia, por pensarem que a

23 24 mesma traz falhas e se presta para a fraude no controle de registro genealógico (BOCHIO; 2006). Esse problema foi solucionado com a introdução da técnica de tipificação sanguínea, na qual se compara o tipo sanguíneo de um animal com o de seus pais, comprovando cientificamente o parentesco e eliminando o problema de fraude. Atualmente todas as raças de eqüinos que se utilizam desta técnica exigem a verificação de parentesco para que possa ser efetuado o registro de um animal no Serviço de Registro Genealógico, o que é controlado e regulamentado pelo Ministério da Agricultura visando preservar a veracidade das informações constantes nos pedigrees (BOCHIO; 2006). A utilização da técnica de inseminação artificial é aceita, atualmente pela grande maioria das Associações de Registro, a recente regulamentação da utilização do sêmen congelado por importantes raças como o Quarto de Milha, Árabe, Mangalarga, etc; tem despertado grande interesse em muitas equipes de pesquisa de todo o mundo, visando o desenvolvimento desta técnica (SQUIRES et al, 1999) Técnicas de Conservação do Sêmen Quando nos referimos à utilização da inseminação artificial, normalmente há uma diferenciação relativa ao tipo de técnica utilizada na conservação do sêmen a ser utilizado e ao tempo decorrido entre a colheita e sua utilização. Inseminação com sêmen fresco consiste na utilização do sêmen, normalmente acrescido de diluentes apropriados, em um período de até duas horas. Inseminação com sêmen refrigerado nesta técnica, o sêmen devidamente é diluído com diluentes ricos em açucares, lipídeos e antibióticos, sendo mantido a uma temperatura de aproximadamente 5 C e podem ser utilizadas por um período de ate 48 horas após a colheita sem comprometer sua capacidade fecundante e, conseqüentemente, os resultados obtidos.

24 25 Inseminação com sêmen congelado o sêmen deve passar pelo mesmo processo que na refrigeração, porem faz a utilização de diluente próprio para o congelamento, com isso possa proteger a integridade da membrana tanto no processo de congelamento como no descongelamento, sendo que após o sêmen ter sido congelado com sucesso, pode ser armazenado por anos, ficando conservado em temperatura de 196 C em tanques de nitrogênio líquido. Citados por (BOCHIO; 2006). Nas figuras 2 e 3 podemos observar dois meios de transporte para sêmen refrigerado, sendo que a figura 2 mantém o sêmen por 36 horas a 5 C, já na figura 3 mantém o sêmen por 24 horas a 15 C. Figura 2: Botutainer ( 36 horas a 5 C ) Figura 3: Botu-Box ( 24 horas a 15 C ) Fonte: Acesso em 15/06/ Principais Vantagens da Inseminação Artificial São inúmeras as vantagens na utilização da inseminação artificial, entre elas podemos citar:

25 26 Redução dos riscos de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, pois o contato sexual direto entre garanhões e éguas reprodutoras é evitado. Aumento dos índices de fertilidade, devido a um maior controle sobre a qualidade do sêmen utilizado e também sobre a sanidade reprodutiva das éguas, resultando no acréscimo da eficiência reprodutiva. Acelerar o processo de melhoramento genético das raças. Em um período normal de estação de monta, através da monta natural, um garanhão poderia cobrir um número máximo de 80 éguas, enquanto através da inseminação artificial poderia fecundar um número muito maior, chegando até 300 éguas. Reduz a possibilidade de injúrias para a égua e o garanhão. Permite o uso de garanhões que tenham desenvolvido hábitos deficientes de cobertura ou que apresentem lesões limitantes (claudicações). Permite a identificação de problemas reprodutivos. Permite o uso de éguas impossibilitadas para a monta natural ou capacidade de manter a gestação. Permite o uso de garanhões que apresentem sêmen de qualidade inferior ou animais que já tenham ido a óbito. Um garanhão de alto valor zootécnico, com qualidades devidamentes comprovadas pode, dessa maneira, disseminar seus caracteres desejáveis muito rapidamente, constituindo uma grande vantagem no que diz respeito a melhoramento genético (BOCHIO; 2006) Principais Desvantagens da Inseminação Artificial Dentre as desvantagens da utilização da inseminação artificial podemos citar: Aumento nos custos nos trabalhos relacionados ao manejo reprodutivo do haras.

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