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2 Editorial» EDITORIAL O turismo constitui uma oportunidade para muitos países e regiões que possuem uma abundância de recursos turísticos. Assim, alguns deles procuram compensar os défices das suas balanças comerciais, através de balanças do turismo excedentárias. Por sua vez, há outros, até agora inviáveis sob o ponto de vista turístico, que passaram a encarar o turismo como uma opção de desenvolvimento, dadas as preferências dos novos turistas pelo exotismo e pela variedade, sobretudo os provenientes dos países emissores mais ricos, que enfrentam restrições temporais e orçamentais cada vez menos activas. Por fim, a evolução dos principais indicadores do turismo internacional, sobretudo o das chegadas de turistas internacionais a nível mundial também favorece essa escolha, pois as estatísticas mostram uma tendência de longo prazo crescente, que têm resistido a crises temporárias. As oportunidades abertas pela especialização no turismo são sobretudo vantajosas para pequenos territórios insulares. Assim, se olharmos para a lista dos principais destinos turísticos mundiais em termos de número de chegadas de turistas per capita, publicada pela OMT, verificamos que

3 ela é dominada por ilhas, sobretudo as ilhas das Caraíbas. Por isso, o turismo parece ser uma solução viável nesses destinos, caracterizados por serem ecossistemas frágeis e vulneráveis, com poucas alternativas, excepto quando possuem petróleo para explorar. Nos destinos turísticos que adoptaram modelos especializados no turismo ecológico, dada a sua riqueza em recursos ambientais, as taxas de crescimento de longo prazo podem estar comprometidas pelo facto de se tratar de recursos não renováveis, cuja exploração, sem as devidas precauções, pode levar à sua exaustão. No curto prazo, os recursos humanos, combinados com abundantes quantidades de recursos ambientais, conduziriam a preços mais baixos. Este cenário pode, no entanto, ser contrariado se houver um enviesamento das preferências dos turistas, conduzindo a um aumento da procura mundial por esse tipo de destinos. Mas, a crescente globalização provoca uma acrescida concorrência, o que resulta numa descida dos seus preços, para níveis concorrenciais. As soluções que têm vindo a ser advogadas para colmatar esses problemas resumem-se às seguintes: apostar em produtos inovadores, de elevado valor acrescentado e qualidade; promover a diversificação qualificada da oferta; incentivar as transferências de tecnologia e know-how específicos ao turismo; apostar em novos segmentos de mercado, como por exemplo, os provenientes de novas origens; adoptar políticas públicas de incentivos à educação, investigação e desenvolvimento e infra-estruturação; promover o uso não destruidor do stock de capital natural, através de um correcto planeamento turístico, implementado, por exemplo, Planos de Ordenamento Turístico consentâneos com as políticas de ordenamento do território. É neste contexto, em que se realça a relevância de um desenvolvimento turístico sustentável, que o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, descreve, neste primeiro número da revista, as linhas estratégicas fundamentais para o sector, as quais visam a diversificação dos mercados emissores, o ordenamento turístico do território, a diversificação da oferta, apoiando as tipologias de qualidade superior, a qualidade e a diminuição da sazonalidade. É no mesmo contexto, e dada a importância do planeamento turístico, que o Secretário Regional da Economia, Professor Duarte Ponte, explicita a importância do Plano de Ordenamento Turístico dos Açores (POTRAA), um plano que visa definir as estratégias de crescimento sustentável para o sector do turismo. Incluímos outros temas de interesse para o desenvolvimento do destino Açores. Partindo de uma abordagem macro, de contextualização nacional e internacional, para uma análise regional, olhamos para as potencialidades e desafios com que o sector do turismo se depara no arquipélago. Com base em inquéritos, apresentamos o perfil do turista da região. Trata-se de uma análise fundamental para a adequação da estratégia de desenvolvimento turístico às necessidades dos turistas que nos visitam. Esta edição debruça-se ainda sobre os importantes desafios da sustentabilidade do turismo. Para se afirmarem como um destino turístico sustentável, os Açores deverão ser ambiental e socialmente responsáveis, mantendo uma dinâmica caracterizada por taxas de crescimento de longo prazo superiores à média nacional, de modo a aproximarem-se das regiões turísticas mais desenvolvidas do país. Temos de agir enquanto é tempo se queremos vencer os desafios do futuro! Tomar decisões bem fundamentadas no presente, com base em informação e conhecimento, fornecidos em tempo real, é fundamental para obter resultados compensadores no longo prazo. Ora, essa é justamente a missão do Observatório Regional de Turismo, a qual só poderá ser cumprida com a ajuda de todos vós! Votos de uma boa leitura e até à próxima revista! Carlos Santos Presidente do Observatório Regional do Turismo Observatório Regional do Turismo. 3

4 Mensagem do Presidente do Governo Regional dos Açores» 4. Turismo em Observação

5 MENSAGEM Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores Estamos convictos de que os esforços e as políticas que preconizamos são suficientes e adequados para se poder afirmar que os Açores são um destino turístico com futuro. O turismo assume-se, hoje, como uma das actividades que possui uma maior relevância em termos do desenvolvimento económico da Região. De facto, nos últimos anos, o crescimento desta área foi verdadeiramente significativo. O número de camas e estabelecimentos hoteleiros duplicaram e investiu-se em várias infra-estruturas primordiais para o desenvolvimen- Observatório Regional do Turismo. 5

6 Mensagem do Presidente do Governo Regional dos Açores» to do destino como, entre outras, centros de congressos ou núcleos de recreio náutico. Este aumento e a qualificação da oferta, a par com o esforço promocional que tem vindo a ser desenvolvido, nomeadamente pelo Governo dos Açores, visando a notoriedade das nossas ilhas, possibilitaram uma expressiva diversificação dos destinos emissores. Assim, passámos a dispor de inúmeras ligações directas com o estrangeiro, designadamente com os países nórdicos, Reino Unido, Holanda, Irlanda, Espanha, para além das ligações com o continente português, Alemanha, Estados Unidos e Canadá, as quais sofreram um visível incremento na sua frequência. O nosso desempenho turístico e o empenho que temos posto no que concerne à sustentabilidade do desenvolvimento económico na Região, nas vertentes ambientais, sociais e patrimoniais, permitiram-nos ser alvo de distinções de importantes publicações internacionais na área do turismo, como a National Geographic Traveler, que classificou os Açores como as segundas melhores ilhas do mundo em termos do turismo sustentável, o Blue List da Lonely Planet ou a revista Islands. Torna-se, agora, fundamental assegurar a continuidade da qualidade reconhecida do destino Açores. Por esse motivo, o Governo dos Açores decidiu elaborar um plano sectorial para a área do turismo. Este Plano, de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), tem como principal objectivo o desenvolvimento e afirmação de um sector turístico sustentável, que garanta o desenvolvimento económico, a preservação do ambiente natural e humano e que contribua para o ordenamento do território e para a atenuação da disparidade entre os diversos espaços constitutivos da Região. Em termos dos seus objectivos complementares, destacam-se a diversificação, a melhoria da competitividade, a compatibilização do POTRAA com as variadas políticas regionais de ocupação do território e o desenvolvimento de produtos turísticos, de acordo com as características naturais e humanas das diversas Ilhas. Entre muitos outros aspectos organizadores da oferta, este plano limita o número de camas turísticas que serão passíveis de construção na Região até o ano Torna-se, agora, fundamental assegurar a continuidade da qualidade reconhecida do destino Açores. Como complemento a este importante documento, os novos sistemas de incentivos, disponibilizados pelo Governo dos Açores, orientam, claramente, os investimentos no sector turístico para as tipologias mais elevadas e para estabelecimentos do tipo resort e conjuntos turísticos, bem como para equipamentos de animação que recorrem ao aproveitamento de recursos naturais. O nosso objectivo é assegurar que o desenvolvimento do turismo nos Açores se processe a um ritmo adequado aos seus recursos, com investimentos de qualidade que possibilitem atrair turistas apreciadores do nosso ambiente e cultura. Pretende-se, assim, que o aumento das receitas resulte do facto dos Açores serem um destino único, exclusivo e de qualidade, em detrimento de um incremento dos proveitos, pelo acréscimo descontrolado do número de turistas e dormidas. Queremos, ainda, aumentar os resultados desta actividade pela atenuação da sazonalidade. Por conseguinte, temos procurado alargar o período da procura pela parte dos mercados prioritários, como é o caso do continente português, da Alemanha e do Reino Unido. Pela mesma razão, temos apoiado o desenvolvimento de produtos, tais como, e em particular, o turismo de bem-estar, o golfe, os congressos e incentivos. Estamos, pois, convictos de que os esforços e as políticas que preconizamos são suficientes e adequados para se poder afirmar que os Açores são um destino turístico com futuro. 6. Turismo em Observação

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8 Artigo» ambientalistas, na procura de consensos e conciliação dos diversos interesses da sociedade açoriana. POTRAA PLANO DE ORDENAMENTO TURÍSTICO DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES Duarte Ponte, Secretário Regional da Economia A crescente visibilidade externa de que os Açores têm beneficiado, enquanto destino turístico a explorar pelas suas características singulares, ocasionou, nos últimos anos, um significativo crescimento do sector turístico. Neste contexto e porque o destino Açores assenta, fundamentalmente, em valores culturais, paisagísticos e ambientais, haveria que dotar a Região de um instrumento capaz de regular e disciplinar esse mesmo crescimento evitando a degradação do destino e os irreversíveis danos ambientais, que um desenvolvimento não planeado poderia provocar. A elaboração do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA) decorreu, assim, da necessidade de dotar a Região de um instrumento regulador do desenvolvimento do sector, e de uma ferramenta orientadora da iniciativa privada, dentro da estratégica perspectivada para o turismo regional. A elaboração do POTRAA, enquanto plano transversal a diferentes domínios da economia e sociedade açorianas foi acompanhada por uma Comissão Mista de Coordenação, constituída por representantes dos diversos departamentos da Administração Regional e Local, pela Universidade dos Açores, Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, Federação Agrícola e por diferentes organizações e associações Os trabalhos de elaboração do plano decorreram de forma faseada: numa 1ª fase do plano procedeu-se à caracterização interna e externa do sistema turístico regional, à reflexão sobre as tendências do turismo mundial e seu significado para Região, incluindo a análise de outras experiências de desenvolvimento; na 2ª fase foram construídos e testados três cenários alternativos de desenvolvimento para o horizonte temporal de 2015, cada um com diferentes objectivos, a nível estratégico e de influência na economia regional, permitindo adoptar um cenário de referência para a implementação da estratégia de desenvolvimento perseguida; numa 3ª fase estabeleceram-se medidas para a construção da estratégia para o sector, definiu-se o modelo de organização do território, e estabeleceu-se um conjunto de normas de execução. O POTRAA define-se, assim, como o quadro de referência para o desenvolvimento e afirmação de um sector turístico sustentável, que garanta o desenvolvimento económico, a preservação do ambiente natural e humano e que contribua para o ordenamento do território insular e para a atenuação das disparidades na Região, sendo este o seu objectivo global. O POTRAA, na sua forma e conteúdo finais, e após rectificação e aprovação em Conselho do Governo, será brevemente apresentado como proposta do Governo dos Açores à Assembleia Legislativa Regional. Importa sublinhar que este cenário de referência adoptado para o desenvolvimento do turismo traduz um modelo de crescimento assente no actual padrão de oferta turística, incorporando os compromissos assumidos e incluindo a continuidade do crescimento da oferta e da procura que se pretende controlado (o POTRAA estabelece um tecto máximo de camas até final de 2015 correspondente a um crescimento médio anual da oferta entre 6,5 e 7,5 %), garantindo máximos efeitos positivos no domínio socio-económico, num contexto de sustentabilidade do processo. Paralelamente ao controle do crescimento, o POTRAA aposta no desenvolvimento futuro da oferta turística fora dos centros urba- 8. Turismo em Observação

9 nos. Criam-se condições favoráveis para a diversificação e inovação da oferta turística, quer de forma a minimizar o fenómeno da sazonalidade, a exemplo do golfe e resorts associados, quer de forma a consolidar a visibilidade externa de produtos relacionados com a Natureza, com a Paisagem e com as características singulares do destino, colocando no mercado novos produtos. Um aspecto essencial da visão estratégica que o POTRAA encerra e porventura o seu aspecto mais inovador é preconizado pelo posicionamento estratégico de cada uma das ilhas no todo regional. Até agora desenvolvemos um sistema turístico bastante rígido, essencialmente estruturado pelo produto ver a natureza, pouco acompanhado por outros produtos alternativos susceptíveis de atrair novos segmentos de mercado e marcado por fortes contrastes entre centros e periferias turísticas: Um centro principal, protagonizado pela ilha de S. Miguel, e dois centros secundários, assumidos pelas ilhas Terceira e Faial; uma periferia próxima, constituída pelas ilhas do Pico e S. Jorge, uma periferia intermédia que inclui as ilhas de Santa Maria, Graciosa e Flores e, por último, uma periferia distante assumida pela ilha do Corvo. A introdução de novos produtos, o aprofundamento e alargamento dos produtos tradicionais, a diversificação da oferta de alojamento, a conquista de novos mercados, o desenvolvimento da animação turística, e o surgimento de diferentes perfis de turistas, terão no seu conjunto reflexos importantes nas formas tradicionais de integração regional das ilhas, no seu posicionamento estratégico e, idealmente, nas suas próprias estratégias de desenvolvimento turístico. É assim importante detectar as dimensões/produtos turísticos susceptíveis de maximizar a centralidade de cada uma das ilhas, estabilizando os respectivos posicionamentos estratégicos mais favoráveis. Um exemplo claro desta nova geometria do sistema turístico é o caso da ilha do Pico: numa análise global, o Pico constitui uma periferia próxima, contudo, se equacionadas duas dimensões específicas da oferta disponível produto baleia e vinho a ilha do Pico assume um incontornável posicionamento de centro de primeira grandeza. O POTRAA maximiza, assim, as centralidades em cada uma das ilhas, definindo quais as apostas estratégicas a efectuar para melhorar o posicionamento de cada ilha no contexto de um sistema turístico. Em conclusão e a propósito do tema central deste 1º número da revista trimestral do Observatório Regional do Turismo, Os Açores e o Turismo: A Opção do Presente e o Desafio do Futuro, é necessário adoptar medidas proactivas, de resposta à necessidade de reforçar os seus argumentos competitivos, planeando e antecipando a mudança, justificando o esforço, por vezes inglório, efectuado pelas diversas entidades, sejam locais, regionais, nacionais ou internacionais, em detectar tendências e produzir previsões. O futuro, embora incerto, é uma peça fundamental da gestão sustentada do presente e, por acréscimo de razão, um elemento fundamental do planeamento estratégico do turismo. Observatório Regional do Turismo. 9

10 Contextualização Nacional e Internacional» DESAFIOS TURISMO NO MUNDO O ano de 2007 foi positivo para o turismo mundial, que alcançou melhores resultados que o esperado, atingindo cerca de 900 milhões de chegadas de turistas internacionais, segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT). Esse indicador é tão mais expressivo se tivermos em conta que o desempenho do sector foi confrontado com o aumento dos preços do petróleo e das taxas aeroportuárias, as subidas das taxas de juro e as flutuações nos mercados financeiros. No entanto, apesar do Turismo Internacional ter demonstrado, assim, a sua resistência, a sua sustentabilidade enfrenta agora um dos maiores desafios de sempre: O Ambiente e as Alterações Climáticas. As mudanças do clima, nomeadamente o aumento dos fenómenos de seca e de inundações são sinais claros de que o processo de alterações climáticas está em curso, pelo que as gerações futuras enfrentam riscos acrescidos. As alterações climáticas, dada a sua importância à escala global, estão na agenda da Organização Mundial do Turismo e do sector em geral. Assim, o ano de 2008 será inteiramente dedicado ao debate e sensibilização sobre estas questões. Em particular, o Dia Mundial do Turismo, que será celebrado a 27 de Setembro, será dedicado ao tema da Resposta do Turismo ao Desafio das Alterações Climáticas. Como é que as considerações tecidas acima se devem reflectir na gestão do turismo mundial, e sobretudo em zonas que ainda constituem paraísos verdes, como é o caso dos Açores? Sem dúvida que nessas regiões o desenvolvimento turístico deve respeitar ainda mais o Ambiente e os Recursos Naturais. Por isso, deve apostar em energias renováveis e no emprego de técnicas economizadoras de recursos poluentes, por exemplo, em ramos de actividade, como o dos transportes aéreos, de modo a atenuar as emissões de gases para atmosfera, responsáveis pelo chamado efeito estufa. TURISMO EM PORTUGAL O Turismo é uma actividade fundamental para Portugal, geradora de riqueza, e de acordo com as estimativas da WTTC, com um peso significativo na economia. Assim, em 2007, por exemplo, o sector representaria 6,5% do Produto Interno Bruto Nacional e 7,7% do emprego. Num quadro geral de expectativas de crescimento dos fluxos turísticos a nível mundial, com a Europa a manter-se como o maior mercado quer receptor, quer emissor, a estratégia nacional deverá passar pelo melhor aproveitamento do seu enorme potencial turístico. Geograficamente bem posicionado, com um clima ameno, 1000 anos de História e uma diversidade concentrada de ofertas turísticas, Portugal oferece condições necessárias para que o sector do turismo continue a prosperar. No entanto, essas condições não são suficientes para garantir o sucesso da especialização produtiva de Portugal no turismo internacional. Assim demonstra a tradicional fraca competitividade do país no mercado turístico mundial, onde durante muitos anos não aparecia na lista dos principais quinze destinos turísticos mundiais. O ano 2007 foi positivo para o turísmo mundial, atingindo cerca de 900 milhões de chegadas de turístas internacionais. Fonte: Organização Mundial de Turismo (OMT) 10. Turismo em Observação

11 Actualmente, o investimento no aumento da competitividade do turismo português começa a dar bons resultados. O relatório de 2008 do Fórum Económico Mundial, que analisa a competitividade do sector do Turismo e Viagens, colocou Portugal na 15ª posição, num total de 130 países, o que representa uma subida de 7 posições face ao ano anterior. O documento analisou preferencialmente três indicadores relativos à regulamentação, infra-estruturas e ambiente económico e, aos recursos humanos, naturais e culturais. Foi neste último ponto que Portugal se distinguiu, ocupando o 11º lugar. O relatório identificou, ainda, algumas áreas a melhorar, nomeadamente, ao nível da qualidade do sistema de educação, número de camas hospitalares, áreas protegidas nacionais e qualidade do ambiente natural. A análise desses factos, permite concluir que, não obstante o potencial de crescimento do turismo português, continua a ser necessário dar passos concretos com o objectivo de aumentar ainda mais a competitividade e alterar o modelo de desenvolvimento turístico. A este propósito, um dos grandes problemas da nossa oferta turística tem residido na sua concentração quase exclusiva num produto sazonal, por vezes pouco elaborado, e sobretudo na imagem dominante de sol e praia. Isto apesar de existir um grande espaço para o desenvolvimento de outros produtos turísticos menos sazonais e de menores impactes ambientais. A aposta passa, obrigatoriamente, pela diversificação, com a tónica na qualidade, mais do que na quantidade. Mas, é precisamente no domínio da sustentabilidade que as opções de crescimento turístico em Portugal têm sido menos bem sucedidas, sobretudo no domínio das áreas protegidas, como apontam os resultados da publicação do Fórum Económico Mundial. Tem-se verificado uma certa polémica em torno dos denominados Projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN), a maioria dos quais na área do turismo e que estão a ser implementados em zonas ambientalmente sensíveis, sem respeito em alguns casos, pelas áreas protegidas. Assim, uma elevada percentagem de projectos PIN afecta áreas protegidas, da Rede Natura 2000 e/ou da Reserva Ecológica nacional (REN). Para ser sustentável, o turismo em Portugal deverá integrarse, de forma mais harmoniosa, nos valores naturais, patrimoniais e culturais das diferentes zonas do país, criando sinergias positivas, e afastar-se da indiferenciação massificada, que vai contra a vocação natural da nossa oferta turística. Observatório Regional do Turismo. 11

12 Os Açores e o Turismo» OS AÇORES E O TURISMO A Opção do Presente e os Desafios do Futuro O Arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas de origem vulcânica, divididas em três grupos nomeadamente: o grupo Oriental, composto pelas ilhas de São Miguel e Santa Maria; o grupo Central, formado pelas ilhas Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial; e o grupo Ocidental, que engloba as Ilhas das Flores e do Corvo. As fragilidades estruturais, ligadas à sua natureza arquipelágica, isolamento e pequena dimensão, ditaram a necessidade de se adoptarem modelos de desenvolvimento capazes de as vencer e de promoverem um crescimento sustentável da economia, apostando na diversificação da base económica. Historicamente trata-se de uma região caracterizada pela diversidade da produção e complementariedade entre ilhas, que passou por vários ciclos produtivos, entre eles do Trigo (século XV), do Pastel (século XVII), do Milho (século XVIII), da Laranja (até meados do século XIX) e 12. Turismo em Observação

13 outras culturas industriais, como o chá, a chicória e o ananás. Desde o ano 2000 que o turismo tem sido uma aposta clara dos sucessivos Governos Regionais, que têm implementado politicas turísticas destinadas a captar uma procura potencial, que já nessa altura se antevia, face à abundância de recursos, sobretudo naturais e ambientais, existentes nos Açores. De entre as principais políticas turísticas levadas a cabo, podemos destacar as direccionadas para as questões das acessibilidades, da promoção institucional do destino, do desenvolvimento do turismo sustentável, da formação profissional, de infraestruturação e de incentivos financeiros ao investimento. O resultado mais evidente das acções governamentais levadas acabo no âmbito dessa opção, reflectiu-se num crescimento quantitativo e qualitativo do lado da oferta, sobretudo ao nível do alojamento turístico, que se acentuou a partir do ano Assim, a médio prazo, entre 2000 e 2007, a capacidade instalada na região, medida em número de camas na hotelaria tradicional, aumentou de para cerca de Também no Turismo em Espaço Rural o crescimento de 404 camas em 2004 para 612 camas em 2007 representa um aumento significativo. Será que estas opções estratégicas de crescimento da oferta de alojamento turístico nos Açores têm sido justificadas pelo crescimento da procura? A resposta é positiva! Assim, do lado da procura, apesar de existirem desajustamentos conjunturais, que são normais neste sector de actividade, parece confirmar-se a existência de uma forte procura potencial, que tem permitido alimentar o referido crescimento da oferta. Mais concretamente, entre 2000 e 2007 a procura cresceu de modo significativo, passando de cerca de dormidas na hotelaria tradicional no ano 2000, para cerca de no ano O mesmo sucedeu em termos das dormidas no alojamento TER, que passaram de cerca de dormidas em 2000, para quase dormidas em Observatório Regional do Turismo. 13

14 Os Açores e o Turismo» As abundantes dotações ambientais do arquipélago permitem-lhe especializar-se num turismo ecológico, que valorize a natureza, transformando-o, aliás, na região portuguesa que melhor poderá contribuir para a estratégia nacional de promover um turismo ambientalmente sustentável. A variedade das paisagens, nestas ilhas de natureza vulcânica com característica únicas e pessoas genuínas, conferelhes um imenso potencial turístico, que ainda está por explorar. Nesta perspectiva, o crescimento do turismo passa por uma aposta na diversificação concentrada de produtos e mercados, de modo a ampliar a cadeia de valor do destino. O Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), o primeiro documento estratégico para o turismo português, permite identificar os mercados e produtos considerados prioritários para o sector turístico dos Açores, os quais apresentamos sumariamente.» Produtos de Turismo de Natureza e Touring Estes produtos ainda apresentam elevados níveis de défice estrutural no nosso país, exibindo uma oferta insuficiente de serviços, uma falta de experiência e uma fraca competitividade. Estas são as principais lacunas no sector, que enfrenta ainda um maior desafio, o de os desenvolver e comercializar, mas preservando, em simultâneo, o ambiente. Dada a diversidade paisagística das ilhas Açorianas (vulcões, lagoas) a estratégia nesse domínio deverá assentar no desenvolvimento de rotas temáticas, na requalificação dos actuais pólos de atracção turística e na implementação de novos sistemas de sinalização no terreno.» Produtos de Turismo de Saúde e Bem Estar O desenvolvimento do potencial dos Açores e da Madeira neste caso pode tornar Portugal num wellness destination, permitindo-lhe tirar proveito das elevadas expectativas de 14. Turismo em Observação

15 crescimento deste segmento a nível mundial, na ordem dos 5 a 10% até 2015, segundo dados do PENT. Os Açores reúnem todas as condições para desenvolver os seguintes produtos dirigidos a este segmento: Termas, Spas e Centros Talassa e, Clínicas de Saúde e Bem-Estar. A Região poderá criar uma oferta, com elevados níveis de diferenciação, nomeadamente apostando em spas temáticos, tais como, por exemplo, os ligados à exploração dos seus recursos geotérmicos.» Golfe A aposta no produto Turismo Náutico poderá ter um grande impacto para o Turismo em Portugal e particularmente nos Açores, mas requer o desenvolvimento de infra-estruturas de suporte. De acordo com os dados apresentados no PENT, o Turismo Náutico representa 2,8 milhões de viagens/ano na Europa sendo esperados 6,6 milhões de viagens em 2015, o equivalente a um crescimento anual de 9%. Os principais países de origem do turista de Turismo Náutico são a Alemanha (24%), a Escandinávia (15%) e o Reino Unido (9%). Em Portugal, o Turismo Náutico representa 1,2% das motivações de turistas, assumindo uma relativa importância nos Açores, Madeira e Algarve. Este produto pode ser dividido em 3 segmentos: cruzeiros, iates e marítimo-desportivo. O Turismo Náutico tem sido uma aposta defendida recentemente pela Direcção Regional do Turismo, como produto turístico estratégico, dado o potencial da geografia dos Açores, sobretudo no que se refere ao aproveitamento da sua intensiva zona costeira. A opção pelo turismo continua, portanto, a ser, justificadamente, a opção do presente! E OS DESAFIOS DO FUTURO? Embora o PENT considere o golfe como um produto complementar para o destino turístico Açores, por este ainda não possuir um número suficiente de campos, que lhe permitam posicionar-se estrategicamente neste segmento de mercado, esta região também possui vantagens comparativas na sua oferta. O incremento do golfe nos Açores passa pela construção de campos de elevada qualidade com uma arquitectura diferenciadora, integrada numa aposta clara de diversificação da oferta. Esta passa pela promoção de campos de golfe naturais, nas pastagens açorianas. O sucesso, neste produto, também depende da crescente inserção da Região em torneios de golfe com projecção nacional e, sobretudo, internacional.» Turismo náutico... o Turismo na Região continua a crescer acima da média nacional... O futuro exige que a definição dos produtos turísticos prioritários para os Açores seja devidamente enquadrada numa perspectiva mais genérica. Ou seja, o desenvolvimento do Turismo nos Açores deve enquadrar-se na definição daquilo que podem ser os grandes clusters regionais, elementos verdadeiramente diferenciadores do nosso modelo de desenvolvimento, incluindo o turístico. De imediato, é possível identificar os clusters do Mar, do Ambiente Natural, da Vulcanologia e das Ilhas. A aposta no desenvolvimento destes clusters nos Açores deve assumir-se principalmente como uma estratégia nacional, com o objectivo de manter Portugal no grupo dos quinze destinos turísticos mundiais, melhorando a sua posição, e não apenas como uma opção regional. Convém, no entanto, notar que o desenvolvimento dos produtos turísticos estratégicos definidos no Planos Estratégicos Nacional do Turismo exige a implementação, em paralelo, de um conjunto de políticas e acções transversais, relacionadas com acessibilidades, infra-estruturação, qualidade e ambiente, capazes de reforçar a competitividade do destino turístico Açores. São estes os principais desafios que se colocam ao futuro do turismo nos Açores, que têm de consolidar e qualificar a sua oferta turística organizada à volta de clusters competitivos, de modo a que o turismo na Região continue a crescer acima da média nacional, respondendo eficazmente às solicitações dos novos turistas. E, acima de tudo, conciliar esses objectivos com as exigências de um crescimento sustentável do nosso Arquipélago. Observatório Regional do Turismo. 15

16 Destaque às iniciativas do ORT» O Observatório tem previstos novos inquéritos sobre segmentos como o Turismo em Espaço Rural, o Golfe, os Congressos e a Náutica de Recreio. 16. Turismo em Observação INICIATIVAS ORT OBSERVATÓRIO REGIONAL DE TURISMO DOS AÇORES LANÇA PORTAL O Observatório Regional do Turismo dos Açores, na perspectiva de uma crescente preocupação com a produção de informação e divulgação das actividades de investigação, lança o novo portal web. Através de uma linguagem simples e actual e uma imagem prática e dinâmica, o site assume-se como veículo privilegiado de divulgação de notícias on time, estatísticas, estudos, inquéritos, conferências, entre outros. À disposição dos utilizadores estará ainda um conjunto de ferramentas como uma newsletter periódica e um calendário de eventos turísticos.» Visite-nos em www. observatorioturismoacores.com

17 INQUÉRITO À SATISFAÇÃO DO TURISTA NOS AÇORES O Observatório Regional do Turismo dos Açores deu início a um inquérito regular e representativo com vista a aprofundar o conhecimento do turista que visita os Açores e da sua experiência no destino. O inquérito tem como objectivo aferir a motivação do visitante e caracterizar a estada do turista, bem como avaliar o cruzamento entre a importância atribuída e a satisfação obtida com diferentes itens, tais como alojamento, transportes, actividades oferecidas e atributos do destino, entre outros. Neste contexto da avaliação da satisfação, o Observatório tem previsto publicar novos inquéritos sobre segmentos tais como, o Turismo em Espaço Rural, o Golfe, os Congressos e a Náutica de Recreio. ORT COM NOVOS PROTOCOLOS O Observatório Regional do Turismo oficializou as suas parcerias, através da assinatura de Protocolos de Colaboração com a ANA - Aeroportos de Portugal, SA, com o Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico e com as Casas Açorianas Associação Açoriana de Turismo em Espaço Rural. Estas iniciativas decorreram na Bolsa de Turismo de Lisboa 2008, onde foi apresentado o Plano de Actividades do ORT durante este contrato programa. Estes acordos de colaboração visam o aproveitamento de sinergias entre o Observatório e as restantes Instituições, para um melhor conhecimento da actividade turística da Região. HOTEL MONITOR NOS AÇORES O Observatório Regional do Turismo assinou um protocolo com a Associação da Hotelaria de Portugal, para a implementação do Hotel Monitor, junto das unidades hoteleiras da região. Trata-se de uma importante fonte de informação sobre a operação hoteleira nacional, que tem vindo a ser desenvolvida pelo Gabinete de Estudos e Estatísticas da AHP. O projecto visa fornecer aos hoteleiros na Região um valioso instrumento de trabalho, que lhes permita melhorar a gestão e estabelecer um benchmarking com a hotelaria nacional. PRODUÇÃO CIENTÍFICA O ORT, no âmbito da conferência internacional sobre Turismo em Ilhas: Modelos e Estratégias de Desenvolvimento, promovida em 2007, em parceria com a Universidade dos Açores e que contou com a participação de investigadores de várias universidades europeias, patrocinou, conjuntamente com o Instituto de Turismo de Portugal, a publicação neste mês de Março de um número especial da Revista Tourism Economics, intitulado Recent Advances in Tourism Research. No âmbito da mesma conferência, foi elaborado, a pedido do ORT, um estudo intitulado Um Modelo de Equilíbrio Geral para Simular o Impacto do Turismo na Economia Açoriana, que se encontra na sua fase final. O ORT tem participado em várias conferências nacionais e internacionais sobre temas de interesse para o turismo nos Açores. Observatório Regional do Turismo. 17

18 Barómetro» BARÓMETRO A grande maioria dos participantes considera o papel do Observatório muito relevante e manifesta optimismo sobre o desempenho do sector a nível regional para o ano Na sua missão de análise, acompanhamento e divulgação da actividade turística nos Açores, o Observatório Regional do Turismo pretende estabelecer uma relação estreita com os players de turismo locais. Para esse efeito, procurou conhecer a opinião dos representantes de diferentes instituições e empresas regionais. 18. Turismo em Observação

19 Como prevê a evolução em 2008 dos seguintes indicadores do turismo nos Açores, em comparação com 2007? Muito Pior Pior Igual Melhor Muito Melhor Não Responde Número de Dormidas (Hotelaria Tradicional) 0,0 % 13,3 % 13,3 % 73,3 % 0,0 % 0,0 % Receitas Turísticas 0,0 % 13,3 % 20,0 % 66,7 % 0,0 % 0,0 % Gasto Médio por Turista 0,0 % 13,3 % 53,3 % 20,0 % 6,7 % 6,7 % Estada Média 0,0 % 6,7 % 53,3 % 26,7 % 6,7 % 0,0 % Taxa de Ocupação 0,0 % 20,0 % 6,7 % 60,0 % 6,7 % 0,0 % Sazonalidade 0,0 % 6,7 % 40,0 % 33,3 % 13,7 % 0,0 % PARTICIPANTES: Agência de Promoção do Investimento nos Açores (APIA) - Álvaro Dâmaso; ANA- Aeroportos José Luís Alves; Associação de Guias Interpretes Regionais dos Açores (AGIRA) Ana Maria da Silva; Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) Delegação dos Açores - Humberto Pavão; Associação Portuguesa de Agentes de Viagem e Turismo (APAVT) Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA) - Berta Cabral; Associação de Restaurantes e Similares de Portugal (ARESP) Atlânticoline - Hermano Cabral; Câmara do Comércio e Indústria dos Açores - Carlos Costa Martins; Casas Açorianas - Gilberto Vieira; Delegação dos Açores - Catarina Cymbron; Delegação dos Açores - Maria João Paiva; Direcção Regional de Apoio à Coesão Económica (DRACE) Arnaldo Machado; Direcção Regional do Turismo - Isabel Barata; Grupo SATA António Gomes de Menezes; Grupo SIRAM Pilar Melo Antunes; Representante dos Directores de Hotéis - João Luís Cogumbreiro Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) Isabel Cristina; Skal Club dos Açores - Luís Cogumbreiro TAP Air Portugal - Alda Sousa; Universidade dos Açores Ana Isabel Moniz. Observatório Regional do Turismo. 19

20 Inquéritos à Satisfação» TURISTAS ESCOLHEM AÇORES PARA FÉRIAS E QUEREM REGRESSAR São estas as principais conclusões de um estudo divulgado pelo Observatório Regional do Turismo dos Açores. A sondagem resulta de uma parceria com a Equipa de Investigação, do Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico, das Universidades dos Açores e Madeira, liderada pelo Professor António Gomes Menezes. O inquérito contou com um total de 1000 turistas entrevistados e decorreu no Verão de 2007, entre Junho e Setembro, nos três principais aeroportos de saída dos Açores: Ponta Delgada, Lajes e Horta.» País de residência No que diz respeito ao perfil do visitante, o inquérito demonstra que metade dos inquiridos estão entre os 40 e os 59 anos, em situação profissional activa e com habilitações académicas ao nível do ensino superior (48%). A maior fatia provém do continente (33,1%). No entanto, é de destacar a importância de outros mercados emissores: Suécia (9,8%), Alemanha (6,2%) e Estados Unidos (5,4%). De acordo com o estudo, quase metade (48,5%) dos inquiridos viajava para Lisboa, sendo a Suécia o segundo destino de voo (9,2%). O inquérito procurou ainda apurar as motivações da viagem. Assim, 83% afirma visitar o arquipélago em férias e lazer. Por outro lado, uma grande parte dos inquiridos (70,2%) declara visitar os Açores pela primeira vez, sendo que a maioria» Motivo da visita 20. Turismo em Observação

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