XXXVII Congresso Nacional APAVT - Turismo: Prioridade Nacional Viseu, 01 a 04 de Dezembro de Diogo Gaspar Ferreira

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1 XXXVII Congresso Nacional APAVT - Turismo: Prioridade Nacional Viseu, 01 a 04 de Dezembro de 2011 Diogo Gaspar Ferreira

2 1. PONTOS FRACOS E FORTES DO TURISMO RESIDENCIAL PORTUGUÊS 2. PLANO ESTRATÉGICO A MÉDIO PRAZO PARA O TURISMO RESIDENCIAL EM PORTUGAL 3. SÍNTESE DE AÇCÕES A PROPOR PARA ESTA ESTRATÉGIA 4. CONCLUSÕES

3 1. Pontos Fracos e Fortes do Turismo Residencial Português Ponto Fracos O nosso principal cliente (Turismo Tradicional e Turismo Residencial), o Inglês, ainda não recuperou totalmente. A sua recuperação é fundamental, pois este é o principal comprador de 2ª habitação na Europa. Os bancos irão continuar a ter grandes restrições a financiamento de segundas habitações e nos casos de financiamento exigirão capitais próprios não inferiores a 35%. Esta nova política já levou ao desinteresse do cliente investidor o qual foi, nos últimos cinco anos e em todo o mundo, o principal sustentáculo do crescimento do mercado de segunda habitação. O cliente português dificilmente, nos próximos anos, terá capacidade financeira para ser um comprador importante destes novos resorts. Assim, a grande maioria dos novos resorts de qualidade dependerão, na sua quase totalidade, do cliente internacional. Imagem do PAÍS no estrangeiro é fundamental para a decisão de aquisição de 2ª habitação. A actual situação de Portugal (baillout), cria enorme desconfiança por parte do cliente estrangeiro. Ex: Imaginase a comprar hoje uma casa na Grécia? 3

4 1. Pontos Fracos e Fortes do Turismo Residencial Português ( continuação) Pontos Fortes Apesar da crise, a população mundial entende que as viagens são um factor fundamental para a sua qualidade de vida Apesar da crise, as pessoas continuam a ter dinheiro disponível para comprar uma segunda casa no estrangeiro e muitas continuam a ter como objectivo viver no estrangeiro após a reforma A crise demonstrou que apesar de todas as aquisições especulativas em destinos ilógicos (ex: Dubai), a compra de uma 2ª casa é em 95% dos casos uma compra regional e não global. 4

5 1. Pontos Fracos e Fortes do Turismo Residencial Português ( continuação) Pontos Fortes ( continuação) O cliente europeu continua a ser o maior comprador de segunda habitação no estrangeiro. Destes, os ingleses representam cerca de 66% do total de aquisições de segunda habitação na Europa. Portugal é para os ingleses um destino muito conhecido, com enormes tradições de relacionamento e com inúmeras vantagens sobre todos os pretensos novos destinos : distância, segurança, fluência em diversos idiomas, etc. Os principais países nossos compradores de 2ª habitação começam a sair da crise e já apresentam níveis de crescimento interessantes (Alemanha, Holanda e países nórdicos), esperando-se que o cliente inglês, principal comprador de 2ª habitação na Europa, recupere rapidamente. Prevê-se que o mercado de aquisição de 2ª habitação na Europa continue a representar cerca de novas unidades vendidas por ano. Portugal em 2007 terá vendido cerca de unidades, o que representaria hoje uma quota de 3%. Há portanto uma grande margem de crescimento para Portugal quando comparado com quase 50% de quota em Espanha, especialmente na faixa superior de mercado. 5

6 1. Pontos Fracos e Fortes do Turismo Residencial Português ( continuação) Pontos Fortes ( continuação) Em termos internacionais, Portugal é ainda hoje, muito bem visto, pelos principais países europeus (segurança, simpatia, ausência de conflitos, acessibilidades, línguas) Assim, temos reunidas as condições, para ocupar uma posição de relevo neste sector, caso sejamos capazes de desenvolver uma estratégia para o Turismo Residencial de forma profissional, participada por todos e rápida. Após momentos de crise, em todos os sectores e especialmente no sector imobiliário, os primeiros promotores a recuperarem são os melhores e os imóveis que sentem menos a crise são os mais os caros. Esses são os produtos seguros, consolidados e já conhecidos. No final desta crise, acreditamos que Portugal será um dos primeiros destinos a recuperar! 6

7 2. Plano Estratégico a médio prazo para o Turismo Residencial em Portugal Deverá ser definida uma estratégia a médio prazo para o sector do Turismo Residencial. Esta estratégia, deverá contemplar múltiplas acções, integradas e orientadas para uma campanha intensa Buy a house in Portugal, envolvendo os principais players do sector : promotores, banca, Turismo de Portugal e Ministério da Economia / Secretaria de Estado do Turismo, com o objectivo concreto de Portugal vender por ano, unidades novas de Turismo Residencial, num prazo de 5 anos. O principal foco deste Plano deverá ser : - Melhorar actual imagem económica negativa do país - Desenvolver um plano fiscal atractivo para os estrangeiros - Apresentar propostas concretas de financiamento - Formar profissionais nas áreas de marketing e vendas - Avaliar potencias financiamentos via QREN - VENDER, VENDER, o que quer dizer: EXPORTAR, EXPORTAR 7

8 3. Síntese de Acções a propor para esta Estratégia Propõe-se assim desenvolver as seguintes acções : Website dedicado Filme promocional Apresentação da estratégia nas Embaixadas das principais capitais europeias Revista gratuita a ser distribuída nos aeroportos de origem (Europa), sobre Turismo Residencial em Portugal 8

9 3. Síntese de Acções a propor para esta Estratégia (continuação) Brochura de prestigio para compradores internacionais Forte campanha de meios (revistas, jornais, outdoors ) Acções de relações públicas nas principais capitais europeias Gabinete ao comprador a instalar nas delegações do AICEP nas principais cidades europeias Apresentações comerciais (venda) em Hotéis de prestigio nas principais cidades europeias 9

10 4. Conclusões Portugal tem condições para aumentar a sua quota de mercado de 4 para 10% no sector do Turismo Residencial Europeu. Isto é, vender unidades por ano. Para se atingir esse objectivo, será necessário que se consiga definir e implementar uma estratégia a 5/10 anos para o Turismo Residencial em Portugal. Para que a estratégia seja um sucesso, os principais players terão que estar verdadeiramente envolvidos: - Promotores - Governo: Finanças, Economia/ Turismo e Negócios Estrangeiros (Embaixadas) - Bancos 10

11 4. Conclusões (continuação) De que forma poderão todos os players estar totalmente envolvidos? O Estado português quer criar emprego e aumentar exportações, pelo que poderá participar nas seguintes áreas: - Campanha de promoção internacional, Turismo de Portugal e Turismos Regionais - Criação de vantagens fiscais para estrangeiros. - Envolvimento das Embaixadas neste esforço - Envolver os Fundos QREN nesta estratégia 11

12 4. Conclusões (continuação) Os bancos querem reduzir a sua exposição ao sector e assim poderiam : - Financiar os compradores estrangeiros e promotores, quando credíveis - Colocar as suas redes internacionais a ajudarem na promoção - Participar em reuniões internacionais, para credibilizarem os projectos Os promotores imobiliários querem viabilizar as suas empresas e postos de trabalho, vender o actual stock e pode relançar projectos em standby. Assim, as suas prioridades deverão ser: - Elaborar planos de negócio exequíveis, com preços e ritmos de venda realistas - Ajudar a elaborar um plano estratégico para o sector. - Atrair talento para o sector, profissionalizar e formar, especialmente a nível estratégico, marketing e vendas - Reforçar capitais próprios 12

13 4. Conclusões (continuação) A venda de unidades de Turismo Residencial por ano, pode representar para Portugal exportações na ordem dos 2 mil milhões de euros directos (mais que a Auto Europa), criando paralelamente milhares de novos postos de trabalho directos e indirectos. Estas vendas anuais permitirão : - o escoamento de centenas de imóveis actualmente em stock - o crescimento de vendas em centenas de milhões de euros em outros negócios paralelos, tais como restaurantes, hotéis, companhias de aviação, etc. - redução da forte exposição bancária ao sector - relançar projectos de novos Resorts, actualmente em análise, que ajudarão entre outros, o sector da construção civil e a enorme criação de emprego. 13

14 OBRIGADO

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