MANUAL do Curso de Equilíbrio Ácido-Base e Hidroelectrolítico

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MANUAL do Curso de Equilíbrio Ácido-Base e Hidroelectrolítico"

Transcrição

1 MANUAL do Curso de Equilíbrio Ácido-Base e Hidroelectrolítico Abril de 2009

2 AUTORES António Carneiro (Medicina Intensiva) João Pedro Pimentel (Nefrologia) Paulo Paiva (Medicina Interna) Ana Ventura (Nefrologia) Irene Marques (Medicina Interna) Josefina Santos (Nefrologia) Versão Abril Editado para: Reanima Associação para Formação em Reanimação e Medicina do Doente Crítico UCIP - Hospital de Sto António PORTO Tel ; FAX:

3 ÍNDICE Capítulos Página Sequência Universal de Avaliação 2 1. Introdução ao equilíbrio ácido-base e hidroelectrolítico 3 2. Avaliação sistemática da gasometria: A Regra dos Acidose metabólica Alcalose metabólica Potássio Sódio Cálcio, fósforo e magnésio 85

4 SEQUÊNCIA UNIVERSAL DE AVALIAÇÃO I - Avaliação CLÍNICA Informação clínica relevante Avaliação da volémia e hidratação Antecipação dos desvios esperados II Identificação de situações de PERIGO IMINENTE Choque PaO2 < 50 mmhg Acidemia grave (ph < 7,1) Potássio < 2,5 ou > 7 mmol/l Na + < 115 ou > 160 mmol/l, sintomático Ca ++ ionizado >1,5 mmol/l III Análise da GASOMETRIA arterial e do IONOGRAMA 1. Oxigenação 2. Ácido-Base 3. Iões 1. CO2 2. Gradiente A-a 3. Resposta ao da FiO2 1. Desvio primário 2.Compensações 3. Gap Aniónico 1. Sódio 2. Potássio 3. Cálcio ionizado

5 Capítulo 1 Introdução ao equilíbrio ácido-base e hidroelectrolítico Objectivos Compreender os conceitos de concentração e pressão parcial Reconhecer acidoses, alcaloses e respectivos desvios do ph Identificar o estado de hidratação e circulatório Introduzir a sequência universal de avaliação de um doente com desequilíbrio ácido-base e/ou hidroelectrolítico Conceitos básicos Concentração: quantidade de uma substância dissolvida numa solução. Os medicamentos vêm embalados com especificações como: Lidocaína a 1% Glicose a 5% Adrenalina numa diluição de 1: Adrenalina numa diluição de 1: Sabe que quantidade de medicamento existe em cada uma destas embalagens? Para o saber basta conhecer a convenção para representar as concentrações: Lidocaína a 1% = 1 g de Lidocaína em 100 ml Glicose a 5 % = 5 g de glicose em 100 ml Adrenalina numa diluição de 1:1 000 = 1 g de adrenalina por ml Adrenalina numa diluição de 1: = 1 g de adrenalina por ml Solução molar = solução que contém o peso molecular de uma substância, expresso em g por litro. Ex.: a concentração molar do cloreto de sódio é a concentração em g por litro = 58,4 g (peso molecular do sódio = 23 g de Na ,4 g de Cl - ). Mas como no corpo humano as concentrações são muito mais baixas, há casos em que é necessário usar unidades mais pequenas, como por ex: Definição Abreviatura Valor relativo Mole Peso molecular em g/l mol 1M milimole Um milésimo de mole/l mmol 10-3 x M micromole Um milionésimo de mole/l µmol 10-6 x M nanomole Mil milionésimos de mole/l nmol 10-9 x M O conceito de solução molar é importante porque o peso molecular em gramas, de todas as substâncias, tem exactamente o mesmo nº de moléculas = 6x Assim sendo quando comparamos soluções de igual molaridade já sabemos que têm exactamente o mesmo nº de moléculas e por isso é válida a confrontação dos respectivos pesos moleculares.

6 A concentração de um ião pode ser apresentada em unidades de equivalentes (ex. 140 meq/l de Na + ) em vez de unidades molares, referindo-se ao número de cargas iónicas. Isto significa que a concentração em meq de um ião com 2 cargas (ex. Ca ++ ) será o dobro da mesma em mmol/l. No caso dos gases a sua concentração é habitualmente referida em percentagem. Ex.: Se a percentagem parcial de oxigénio do ar que respira é 21%, isso quer dizer que por cada L de ar que inspira 210 ml são de O 2. Composição habitual do ar atmosférico ao nível do mar: Azoto = 78,06%, Oxigénio = 20,98%, Dióxido de Carbono = 00,04% e gazes inertes = 00,92% A percentagem de O 2 no ar inspirado pode ser aumentada até 100%. Por convenção a fracção de O 2 no ar inspirado representa-se por FiO 2 e expressa-se como fracção de 1. FiO 2 =1 significa que a percentagem de O 2 no ar inspirando é 100%. Assim se o ar inspirado tiver 50% de O 2 diz-se que tem uma FiO 2 = 0,5. Nota: quando referimos percentagens não explicitamos Figura Diferença entre percentagem e concentração. Nestes dois recipientes a percentagem de cada uma das e + é igual mas a concentração de moléculas no recipiente da direita é o dobro da concentração de moléculas no recipiente da esquerda, por isso é preciso acrescentar à percentagem outra especificação. Este facto levou à introdução do conceito de: Pressão parcial = soma de todas as moléculas desse gás em colisão com as paredes do contentor. Se o gás é uma mistura, como é o caso do ar, a pressão parcial é a soma das pressões parciais de cada um dos seus componentes. Tendo em consideração a composição habitual do ar teremos: Pressão atmosférica = pressão parcial do Azoto (= 78,06%) + Oxigénio (= 20,98%) + Dióxido de Carbono (= 00,04%) + gazes inertes (= 00,92%). Se a pressão atmosférica for 760 mmhg, a pressão parcial de cada um dos seus componentes será respectivamente: 593,2 mmhg mmhg + 0,3 mmhg + 6,9 mmhg Estes valores foram obtidos a partir da percentagem de cada gás, dividida por cem (percentagem) e multiplicada pela pressão total da mistura. Ex:PO 2 = 20,98:100 x 760 mmhg = 159 mmhg

7 Contudo se o gás estiver em contacto com um líquido, parte desse gás dissolve-se no líquido, o que é muito importante em fisiologia humana, já que a maior parte do organismo é líquido. O volume que se dissolve no líquido depende de duas forças: a pressão parcial que empurra o gás para dentro do líquido e a solubilidade = que reflecte a facilidade com que as moléculas desse gás se misturam com o líquido. O CO 2, por ex., é 20 vezes mais solúvel no plasma do que o O 2, o que quer dizer que para a mesma pressão parcial, o CO 2 se dissolve no plasma vinte vezes mais do que o O 2. Se o gás ficar em contacto com o líquido sem interferências, as moléculas que se dissolvem no líquido acabam por se equilibrar com as do gás, sendo possível determinar a pressão parcial desse gás no líquido. Por isso, para que não haja confusões é necessário explicitar onde é que a pressão parcial do gás foi medida. No caso do O 2, essas variáveis são simbolizadas da seguinte forma: PO 2 = pressão parcial de O 2 na atmosfera PAO 2 = pressão parcial de O 2 no alvéolo PaO 2 = pressão parcial de O 2 no sangue arterial PvO 2 = pressão parcial de O 2 no sangue venoso Os valores da pressão parcial são representados em mmhg ou em kpa (quilo Pascal), sendo que 1 kpa = 7,5 mmhg Ex: PaO 2 = 90 mmhg = 12 kpa PaCO 2 = mmhg = 2,7 6 kpa Ácidos, Bases e Alcalis Ácido é toda a substância capaz de fornecer hidrogeniões (H + ), quando está em solução. Um ácido forte fornece facilmente muitos H + ; um ácido fraco fornece poucos H +. De entre os ácidos habituais no nosso organismo salientam-se: ácido clorídrico, ácido láctico, ácido carbónico, cetoácidos, ácido pirúvico, ácido úrico, proteínas. Base é toda a substância que aceita hidrogeniões quando está em solução. As bases mais importantes no controlo do equilíbrio ácido-base (Eq a-b), são: bicarbonato fosfatos, proteínas, amónia. As proteínas são compostos com propriedades particulares porque podem funcionar como dadoras e como aceitadoras de H +.

8 Alcalis = substância dadora de OH, por ex. NaOH, mas que também é capaz de aceitar H + e por isso pode comportar-se como alcali e como base. Por isso todos os alcalis são bases mas nem todas as bases são alcalis. ph, alcalemia e acidemia A acidez de uma solução é uma propriedade que resulta do nº de hidrogeniões nela dissolvidos. No organismo a concentração de H + ([H + ]) é baixíssima, quando comparada com a concentração de outros iões essenciais à vida, por ex.: [H + ] = 0, mmol/l [Na + ] = mmol/l Para representar uma concentração tão baixa usa-se uma variável matemática, criada em 1909, que se designa por ph e representa o inverso da concentração logarítmica de H +. Daqui resultam duas consequências: quando a [H + ] sobe, o ph baixa e quando a [H + ] baixa, o ph sobe O ph normal varia entre 7,36 7,44. Por definição quando o ph sai dos limites normais diz-se que o doente está em: acidemia se a [H + ] subir e o ph 7,35 alcalemia se a [H + ] baixar e o ph 7,45 A pequenas variações do ph correspondem grandes variações da [H + ], por ex., a passagem do ph de 7,4 para 7,1 traduz uma variação da [H + ] de 40 para 80 nmol/l; ou seja, a uma variação de 0,3 do ph corresponde a duplicação da [H + ]. Acidose e alcalose Acidose e alcalose são termos que definem processos fisiopatológicos e identificam a origem da perturbação, ao passo que as designações acidemia e alcalemia se referem apenas ao valor do ph independentemente dos mecanismos fisiopatológicos que lhes dão origem. As alterações do Eq a-b ocorrem primariamente dentro da célula, mas se não forem corrigidas e a perturbação persistir acabam por se repercutir no plasma provocando acidemia ou alcalemia. Do ponto de vista fisiopatológico poderemos considerar que: Acidose metabólica = diminuição do HCO 3 - Alcalose metabólica = aumento do HCO 3 - Acidose respiratória = aumento do CO 2 Alcalose respiratória = diminuição do CO 2 Assim sendo, compreende-se que pode existir acidose com ph normal e alcalose com ph normal, por isso é necessário distinguir acidemia de acidose e alcalemia de alcalose. Com base nesta definição também se compreende que pode existir ao mesmo tempo mais do que uma perturbação fisiopatológica a alterar

9 o ph em sentidos opostos, p. ex: acidose respiratória (retenção de CO 2 ) + alcalose metabólica (retenção de HCO 3 - ). Olhar só para o ph não chega para definir o estado do Eq. a-b. Pode haver acidose sem acidemia (desde que esteja compensada), mas não pode haver acidemia sem acidose. A actividade metabólica normal liberta grande quantidade de hidrogeniões intracelulares. Se nada fosse feito, a acumulação desses H + provocaria graves alterações de ph a curto prazo. Como os enzimas, essenciais à vida, só funcionam se o ph estiver numa estreita margem, sempre que o ph se desvia grandemente da margem fisiológica há risco de vida. Felizmente, há moléculas capazes de aceitar e ceder H + para equilibrar o ph, que se designam por tampões. Os tampões, em presença de bases fortes, são igualmente capazes de ceder H +, para equilibrar o ph. Cerca de ¾ da capacidade de tamponamento intracelular é assegurada pelas proteínas e pelos fosfatos (existentes em grande concentração dentro das células). A hemoglobina é um dos principais protagonistas deste processo de tamponamento porque tem grande apetência e facilidade para receber e dar H +. O restante ¼ da capacidade tampão do organismo é assegurado por proteínas séricas e pelo sistema bicarbonato - ácido carbónico. Enquanto as proteínas plasmáticas se encarregam de levar o H + ao rim para ser eliminado, o sistema bicarbonato - ácido carbónico mantém o equilíbrio gerindo a associação e a dissociação do H 2 CO 3 em H 2 O + CO 2 numa relação representada pela fórmula: H + + HCO 3 - H 2 CO 3 H 2 O + CO 2 A capacidade de tamponamento das proteínas é limitada, o que não acontece com o sistema do bicarbonato porque neste caso a reacção não acaba no bicarbonato, prossegue até H 2 O + CO 2. E assim a H 2 O, sendo o principal componente do organismo, dissolve-se no plasma enquanto o CO 2 é eliminado com a respiração. Esta reacção tende para a direita ou para a esquerda, conforme a pressão do ambiente metabólico. Quando as reacções para a direita tendem a igualar as reacções para a esquerda atinge-se um estado de equilíbrio que contribui para regular o ph. Importante: o sistema do bicarbonato/ ácido carbónico nunca se satura porque há sempre a possibilidade de o desdobrar em CO 2 e H 2 O que são continuamente eliminados ou incorporados no plasma. O nível de bicarbonato é influenciado quer pelo funcionamento do aparelho respiratório quer pelos rins (que têm a função de eliminar hidrogeniões e regenerar HCO 3 - ). A medição do bicarbonato sérico, por si só, não nos diz quantos hidrogeniões foram absorvidos pelos restantes tampões, nomeadamente as proteínas. Para o sabermos temos de calcular a quantidade de ácidos fortes ou de bases fortes que seria necessário adicionar à solução para que o ph fosse de 7,4. Ora, esse valor necessário para corrigir o ph para 7,4 designa-se por base excess (BE) e o seu interesse reside no facto de permitir demonstrar o tipo de desvio metabólico existente. BE < 2mmol/L = acidose metabólica BE > + 2mmol/L = alcalose metabólica BE < 2mmol/L = défice de bases BE > + 2mmol/L = excesso de bases

10 Produção e eliminação de ácidos Cada um de nós produz, como subproduto dos mecanismos de produção de energia, cerca de 1 mmol/kg/dia de H +. A este valor soma-se a produção contínua de CO 2. Se estas substâncias não fossem eliminadas ou neutralizadas a vida seria impossível. Para compensar de imediato a produção desses tóxicos, o organismo socorre-se de tampões. Mas os tampões têm uma capacidade limitada e por isso o organismo tem de se libertar dos excedentes. Essa função é desempenhada pelo pulmão que elimina o CO 2 e pelo rim que elimina os H +. O objectivo é atingir cerca de 40 nmol/l (40 x 10-9 mol/l) que é a concentração normal de H +. A eliminação de CO 2 5% do CO 2 circula no plasma ligado às proteínas e uma quantidade idêntica dissolve-se no plasma e líquido intracelular, mas 90% do CO 2 liga-se à água e forma HCO 3 - e H +. Nesta perspectiva o CO 2 comporta-se como um ácido porque promove a libertação de H +. Quanto mais CO 2 existir mais H + se liberta. Um indivíduo normal excreta diariamente pelos pulmões o equivalente à produção de cerca de nmol de H + e, por isso, se hipoventilar esses H + podem ficar retidos, provocando acidose respiratória. Quando a capacidade dos sistemas tampão se esgota acumulam-se H + que podem atingir valores tais que o ph se desvia para baixo dos 7,35, o que se designa acidemia. A eliminação de H + Os cerca de nmol de H + /kg produzidos por dia são neutralizados pelos tampões de tal forma que não devem existir mais de 40 nmol/l de H + livres, no organismo. A maioria de H + é tamponada pelo HCO 3 - e eliminada no rim, onde se regenera o HCO 3 -, que é então reposto em circulação. O rim é o principal regenerador de HCO 3 -, por acção da anídrase carbónica que cataliza a formação de HCO 3 -, a partir do CO 2 e H 2 O. O rim dispõe ainda de outros dois mecanismos que são a produção de NH 4 + e os fosfatos que funcionam como aceitadores de H +, eliminados na urina como ácidos tituláveis. A ligação entre o sistema respiratório e metabólico faz-se pela produção de H 2 CO 3. A velocidade dos dois ramos da reacção é rápida quando reage no sentido da associação do HCO H + e muito mais lenta quando ocorre a dissociação em H 2 O e CO 2. Essa reacção é acelerada pela anídrase carbónica (localizada preferencialmente no eritrócito e rim). É esta ligação que permite que o sistema respiratório (eliminando CO 2 ) compense o metabólico e vice-versa (eliminando H + ). Liquídos corporais e hemodinâmica O corpo humano é constituído por um conjunto articulado de blocos líquidos, as estruturas celulares, formando no seu conjunto o líquido intracelular (LIC, cerca de 40% do peso corporal), imersas numa matriz mais ou menos líquida que constitui o líquido extracelular (LEC, cerca de 20% do peso corporal). Um pequena porção do LEC encontra-se em circulação permanente dentro dos diversos compartimentos vasculares e constitui o volume intravascular (cerca de 1/5 do LEC). A manutenção do volume destes compartimentos é regulada pela deslocação livre da água entre as membranas semipermeáveis que os separam, de acordo com as forças oncóticas, osmolares, hidrostáticas e a permeabilidade capilar. O teor de água corporal total é de cerca de 70% do peso em jovens e decresce com a idade, sendo de

11 cerca de 60% nos adultos masculinos e de 50% nas mulheres adultas. Nos idosos estes valores são de cerca de 50% nos homens e de 45% nas mulheres. O equilíbrio ácido-base e hidrolelectrolítico está fortemente relacionado com o estado dos diversos compartimentos e com a dinâmica do compartimento intravascular (hemodinâmica). I. Variáveis hemodinâmicas e eficácia circulatória O funcionamento de todas as células depende do fornecimento de nutrientes e da sua capacidade de produção de energia. Se tal não acontecer não há equilíbrio possível. Por essa razão é da maior importância assegurar o bom funcionamento dos sistemas cardio-circulatório e respiratório, porque são eles os principais responsáveis pelo fornecimento de condições para a homeostasia celular além de serem dois dos componentes mais importantes na depuração dos produtos do catabolismo celular. Os dados clínicos mais relevantes são os que traduzem a eficácia da circulação: 1. Pressão arterial e características dos pulsos periféricos 2. Estado de preenchimento do leito vascular 3. Estado da perfusão dos tecidos e órgãos nobres 1. Pressão arterial e características dos pulsos periféricos A pressão arterial é a resultante da relação entre o fluxo e a resistência oferecida pelos vasos. Neste caso o fluxo é gerado pelo volume sistólico multiplicado pela frequência cardíaca ou seja o débito cardíaco. PAM (Pressão arterial média) = DC (Débito cardíaco) x RVS (Resistências Vasculares Sistémicas) DC = VS (Volume sistólico) x FC (Frequência Cardíaca) Contudo, apesar de a PAM ser um indicador clínico da perfusão dos órgãos periféricos muito útil na clínica, o seu valor absoluto é condicionado porque só é interpretável: no contexto de acontecimentos médicos recentes (cirurgia, pós operatórios recentes, infecções com expressão sistémica, trauma, queixa de toracalgia, administração de sedativos, doente em ventilação mecânica, ) e quando confrontada com a pressão arterial habitual nesse indivíduo. Para fins epidemiológicos e para a investigação clínica, é clássico definir hipotensão se PA sistólica < 90mmHg, se PAM < 65mmHg e/ou se há uma queda da PA sistólica habitual > 40-50mmHg. Estes dados só têm valor se forem clinicamente contextualizados, p.ex. um jovem, habitualmente hipotenso pode estar sem qualquer queixa e/ou manifestação de hipoperfusão celular apesar de ter PA = mmhg, mas ficará sintomático antes da sistólica cair 40mmHg. No outro extremo é possível ter um indivíduo de 70 anos hipertenso não controlado, habitualmente com PA = mmHg que evidencia sinais de hipoperfusão porque a pressão arterial baixou para mmhg. Por esta razão a valorização da pressão arterial deve ser associada à avaliação do funcionamento dos órgãos nobres que manifestam alterações clínicas quando a perfusão é insuficiente, designadamente: Cérebro: Síncope, deterioração do nível da consciência (que pode chegar ao coma), tonturas, alterações do conteúdo da consciência (agitação, alucinações, alterações da memória e da percepção, modificações do comportamento, ). Tem a grande vantagem de permitir uma monitorização imediata / instantânea;

12 Rim: que apesar de representar apenas 4% do peso corporal recebe 20% do débito cardíaco pelo que é muito sensível aos estados de hipoperfusão e traduz essas alterações na variação da diurese que pode ser pronta e facilmente medida. Tem a grande vantagem de permitir uma monitorização fácil e quantificável a médio prazo; Pele: traduzida pelo arrefecimento das extremidades (frequentemente associada a redireccionamento do sangue para órgãos vitais), pela aparência marmórea (a traduzir alterações da microcirculação). Tem a vantagem de ser uma manifestação sensível, facilmente acessível, mas com o inconveniente de ser pouco específica; Territórios com estenose prévia da circulação arterial: coronárias: angor; carótidas e seus ramos: défices neurológicos focais; mesentéricas: angina intestinal; artérias distais dos membros = isquemia, claudicação intermitente. São indicadores de gravidade a sugerir necessidade de intervenção focal imediata. Ou seja, a baixa da pressão arterial associada a uma ou mais destas manifestações consolida a noção de que os órgãos /tecidos estão em sofrimento por alterações da perfusão tecidular. Mecanismos de compensação: Por outro lado o organismo esforça-se por compensar as alterações circulatórias que podem influenciar a perfusão dos órgãos nobres, activando o sistema neuro-endócrino, com particular ênfase para o sistema nervoso autónomo, o sistema renina-angiotensina e, secundariamente, o sistema da hormona antidiurética (ADH). Por isso é importante que na avaliação clínica se pesquisem manifestações que sugerem a activação dos mecanismos de compensação, entre as quais se salientam a taquicardia, outros sinais de hiperactividade adrenérgica (sudação profusa, piloerecção, vasoconstrição periférica) e a taquipneia (sinais de esforço respiratório). Os doentes com reserva fisiológica conseguem compensar a disfunção, mantendo parâmetros de monitorização em valores normais, enquanto as reservas fisiológicas não se esgotam, à custa da vasoconstrição, do aumento do débito cardíaco (aumento do inotropismo e da frequência cardíaca) e da retenção de fluídos (activação do sistema renina-angiotensina e do sistema da ADH). Os doentes com reservas fisiológicas diminutas/insuficientes descompensam rapidamente. 2. Estado de preenchimento do leito vascular O preenchimento do leito vascular é essencial para assegurar um débito cardíaco eficaz e por essa via a perfusão periférica. O débito cardíaco depende do volume sistólico (o volume que o coração ejecta em cada sístole) e da frequência cardíaca (nº de sístoles por minuto). Ora, o volume sistólico, além do inotropismo e da afterload está na dependência do volume intravascular porque depende da préload (indicador indirecto do volume de sangue existente no ventrículo no fim da diástole). DC (Débito cardíaco) = VS (Volume sistólico) x FC (Frequência Cardíaca) VS depende e correlaciona-se com: préload (tensão sobre a parede do ventrículo no final da diástole) inotropismo (força de contracção do miocárdio) afterload (resistência à ejecção do sangue dos ventrículos) Assim se percebe que para optimizar o débito é necessário que o leito vascular esteja adequadamente preenchido (para que no final da diástole o ventrículo esteja bem preenchido), porque o volume sistólico depende do volume de sangue existente no ventrículo no final da diástole. Importa pois saber se, no caso concreto que estamos a tratar, a depleção de volume intravascular é relevante ou não. A melhor forma de o fazer é: Rever a existência de sintomas (sede, tonturas, hipotensão ortostática, ) e sinais clínicos de depleção de volume (colapso inspiratório da onda de pulso, oligúria, colapso jugular );

13 Enquadrar estas manifestações na situação clínica concreta; Nos casos em que há instabilidade hemodinâmica fazer um teste de sobrecarga ( fluid challenge ) = perfundir 500 ml de cristalóides, em 20-30min, avaliando de 10 em 10 min a resposta da pressão arterial, frequência do pulso e respiratória, pressão venosa central, SatO 2, sinais de sobrecarga de volume (edema pulmonar) e evolução da função dos órgãos (cérebro, coração, rim e pele). Uma resposta positiva sem efeitos indesejáveis sustenta o diagnóstico de depleção do volume intravascular. O preenchimento das jugulares é critério major na avaliação clínica do volume vascular. Contudo, só é correctamente valorizável se for feito com o doente com o tronco elevado (de 30 a 45º). Nestas condições aceita-se que o limite superior do ingurgitamento jugular pode ir até aos 3-5cm acima da clavícula. Contudo, se as jugulares forem avaliadas com o doente na horizontal ficam preenchidas, já que as jugulares não têm válvulas e portanto têm todo o sangue que retorna ao coração direito (sem que daí se possa deduzir que há hipertensão venosa). Clinicamente será preocupante se as jugulares, com o doente na horizontal, estiverem colapsadas, o que sugere que há grave depleção de volume intravascular. Pelo contrário jugulares túrgidas, com o doente a 45ºC, traduzem hipertensão venosa que sugere sempre patologia associada. Se a PVC (pressão venosa central) estiver a ser avaliada, medida por catéter venoso central considera-se normal se for < 10mmHg. Na maioria das situações clínicas está entre 0-5 mmhg. PVC > 15 mmhg é hipertensão venosa que na maioria das vezes, mas nem sempre, traduz estados de hipervolémia. Em situação de depleção de volume intravascular o organismo tenta corrigir em primeiro lugar essa deficiência e assegurar a perfusão de órgãos, condicionando a correcção de outros desequilíbrios. Principais causas de depleção de volume Gastrointestinais: Gástricas vómitos, aspiração nasogástrica Intestinal - pancreática, biliar, diarreia, fístulas, ostomias, drenagem Hemorragia Renais: Sódio e água diuréticos, diurese osmótica, insuficiência suprarrenal, nefropatias perdedoras de sódio Água diabetes insípida Pele e respiratórias: Perdas insensíveis Suor Queimaduras Outras lesões cutâneas, derrame pleural ou ascite Terceiro espaço: Oclusão intestinal ou peritonite Traumatismos com fracturas Pancreatite aguda Hemorragia Obstrução veia central Alterações laboratoriais que sugerem deplecção de volume: Sódio urinário inferior a 25 mmol/l. No caso do sódio estar a ser excretado com outro anião (por exemplo bicarbonato na alcalose metabólica) ou quando há utilização actual de diuréticos é o cloro baixo na urina que indica depleção de volume. Excreção fraccional de sódio inferior a 1. Aumento de osmolaridade de urina.

14 Ureia plasmática desproporcionadamente elevada em relação à creatinina. Acidose láctica (mau prognóstico proporcional ao aumento). Em resumo, podemos dizer que há 3 janelas para avaliar a volémia, atravez das quais o clínico deve observar sistematicamente o estado circulatório do doente: Uma janela arterial pressão arterial, hipotensão ortostática, estado circulatório periférico e central. Uma janela venosa turgescência venosa jugular, hepatomegalia, refluxo hepato-jugular e edemas. Uma janela pulmonar ortopneia, dispneia paroxística nocturna, sinais de estase pulmonar, presença de S3. 3. Estado da perfusão dos tecidos e órgãos nobres O objectivo da circulação é fornecer à célula O 2 e nutrientes em qualidade e quantidade suficiente para assegurar as funções metabólicas essenciais à vida. Se a circulação não é eficaz a célula não produz energia suficiente e todos os processos metabólicos entram em falência. A razão pela qual a utilização de O 2 é essencial tem a ver com dois pontos principais: 1º Se a célula não conseguir utilizar O 2 não pode activar o ciclo de Krebs e nesse caso por cada molécula de glicose só se produzem 2 moléculas de ATP, ao passo que se a célula for capaz de utilizar O 2 pode produzir 38 moléculas de ATP por cada molécula de glicose. Quando não há O 2 (condições de anaerobiose), a clivagem da glicose produz duas moléculas de piruvato que se transformam em lactato, que quando acumulado pode provocar hiperlactacidemia. Se a célula puder utilizar O 2 o piruvato é encaminhado para o ciclo de Krebs em vez de gerar lactato. 2º De cada vez que se forma uma molécula de ATP, por fusão de ADP + Pi, liberta-se H +, para o meio interno. A forma normal do organismo compensar esta acumulação de H + é conjugá-lo com O 2, para formar H 2 O e repor a electroneutralidade. Estes conceitos constituem a base da definição dos estados de choque: Choque = incapacidade da célula utilizar O 2 (estado de disóxia celular) Há duas razões fundamentais para que se instale o choque: 1ª o fornecimento de O 2 é inadequado (solução: optimizar o DO 2 = fornecimento de O 2) 2ª a célula está tão doente que já não consegue utilizar o O 2 que lhe chega (solução: reconhecer os estados de hipoperfusão o mais precocemente possível para optimizar o DO 2 e o tratamento da causa em tempo oportuno) Com base neste conceito afirmaremos que a optimização do fornecimento de O 2 é uma prioridade no tratamento de todo o doente crítico e a precocidade do reconhecimento dos estados de hipoperfusão é essencial para que o tratamento chegue a tempo de ser eficaz. Assim se percebe que pode haver hipotensão sem haver choque (desde que a perfusão celular seja suficiente para assegurar o fornecimento de O 2 de que o organismo precisa nessa circunstância) e pode haver choque (porque há incapacidade de utilização de O 2 e por isso células em disóxia) sem que haja hipotensão.

15 Normalmente a célula não extrai todo o O 2 do sangue. O que é normal é que extraia apenas o necessário, deixando uma reserva para as situações de crise / necessidades acrescidas. Esse O 2 de reserva pode ser medido no sangue venoso sob a forma de SvcO 2 (Saturação do sangue venoso obtido por catéter central > 70%). Quando a célula tem necessidades acrescidas e a DO 2 não aumenta em proporção às necessidades verifica-se uma baixa da SvO 2, a traduzir um estado de disóxia celular (choque) que pode não ter ainda tradução hemodinâmica explícita (choque críptico). De forma equivalente os doentes com reserva fisiológica suficiente podem manter-se hemodinamicamente compensados mas já com disóxia significativa (choque) traduzido pela elevação dos lactatos > 4mmol/L (anaerobiose por incapacidade de utilização de O 2). Com base no que fica revisto, do ponto de vista hemodinâmico, o tratamento de todo o doente em estado crítico deve centrar-se em três pontos essenciais: 1º Reconhecimento precoce, que significa valorização dos sinais de alerta (incluindo as manifestações de SIRS, elevação dos lactatos e descida da SvcO 2 = estados de choque críptico) e antecipação dos desvios esperados; 2º Optimização da DO 2, que significa estabilização do débito cardíaco e assegurar a melhor oxigenação possível, guiado pelas regras expressas nas fórmulas: DO 2 = DC (Débito cardíaco) x CaO 2 (conteúdo arterial em O 2) x 10 DC = VS (Volume sistólico) x FC (Frequência Cardíaca) CaO 2 = (Hb x 1,37 x SatO 2 ) + (0,003 x PaO 2 ) 3º Correcção da causa II. Estado de hidratação e do líquido extracelular A avaliação do estado de preenchimento intravascular deve ser associada à pesquisa de manifestações do estado de hidratação celular e extravascular (3ºespaço). Os sinais de desidratação/hiperhidratação refletem sobretudo o estado de hidratação do espaço intracelular e, portanto, são muito dependentes da osmolaridade plasmática. Em situações de aumento da osmolaridade plasmática (desidratação com perda de água superior à de partículas osmóticas) a água do compartimento intracelular desloca-se para o exterior e o doente apresenta manifestações neuropsíquicas (ver Hipernatrémia ) e cutâneo-mucosas (pele seca, olhos encovados, prega cutânea aumentada). Em situações de perda de partículas osmóticas superior à perda de água há deslocação intracelular da água e a clínica neuropsíquica pode ser fruste até haver colapso circulatório (ex. golpe de calor). Os estados de hiperhidratação cursam habitualmente com acumulação de líquido no espaço extravascular (edemas, derrames nas serosas) embora isso seja mais frequente por alterações oncóticas, hidrostáticas ou da permeabilidade vascular interferindo no equilíbrio entre o líquido intravascular e o terceiro espaço. Nestes casos o doente tem habitualmente um volume circulante efectivo diminuído embora com LEC aumentado (ex. cirrose, insuficiência cardíaca congestiva, sépsis). Interpretação dos desequilíbrios a-b A interpretação das alterações do equilíbrio ácido-base e hidroelectrolítico deve fazer-se com uma sequência universal de avaliação: 1º avaliação dos dados clínicos e antecipação dos desvios esperados; 2º identificação e tratamento de situações de perigo iminente

16 3º análise sistemática dos dados da gasometria e ionograma. Esta 3º análise pode ser sistematizada, por sua vez, em 3 avaliações: 1. Como está a oxigenação 2. Como está o equilíbrio ácido-base 3. Como estão os iões Como veremos, cada uma destas avaliações passa pela resposta a 3 perguntas. A esta série de 3, decidimos chamar A Regra dos 3 (Cap. 2). SEQUÊNCIA UNIVERSAL DE AVALIAÇÃO I - Avaliação CLÍNICA Informação clínica relevante Avaliação da volémia e hidratação Antecipação dos desvios esperados II Identificação de situações de PERIGO IMINENTE Choque PaO2 < 50 mmhg Acidemia grave (ph < 7,1) Potássio < 2,5 ou > 7 mmol/l Na + < 115 ou > 160 mmol/l, sintomático Ca ++ ionizado >1,5 mmol/l III Análise da GASOMETRIA arterial e do IONOGRAMA 1. Oxigenação 2. Ácido-Base 3. Iões 1. CO2 2. Gradiente A-a 3. Resposta ao da FiO2 1. Desvio primário 2.Compensações 3. Gap Aniónico 1. Sódio 2. Potássio 3. Cálcio ionizado Figura Sequência universal de avaliação ácido-base e hidroelectrolítica.

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Sequência de interpretação e estratificação de risco 08/01/2013 Daniela Carvalho Objectivos da Tertúlia Sequência de interpretação da GSA - Método dos 3

Leia mais

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel Insuficiência respiratória aguda O que é!!!!! IR aguda Incapacidade do sistema respiratório de desempenhar suas duas principais funções: - Captação de oxigênio para o sangue arterial - Remoção de gás carbônico

Leia mais

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H +

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Sistema tampão Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Quando se adiciona um ácido forte na solução de ácido fraco HX X - + H + HA A - H + X - H + H + HA A

Leia mais

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial GASOMETRIA ARTERIAL Processo pelo qual é feita a medição das pressões parciais dos gases sangüíneos, a partir do qual é possível o cálculo do PH sangüíneo, o que reflete o equilíbrio Ácido-Básico 2 GASOMETRIA

Leia mais

CONCEITOS DE ÁCIDO, BASE E ph

CONCEITOS DE ÁCIDO, BASE E ph ÁGUA, ph E TAMPÕES- DISTÚRBIOS ÁCIDO-BÁSICOS (Adaptado de http://perfline.com/cursos/cursos/acbas) A regulação dos líquidos do organismo inclui a regulação da concentração do íon hidrogênio, para assegurar

Leia mais

Abordagem do Choque. Disciplina de Terapia Intensiva Ricardo Coelho Reis

Abordagem do Choque. Disciplina de Terapia Intensiva Ricardo Coelho Reis Abordagem do Choque Disciplina de Terapia Intensiva Ricardo Coelho Reis CONCEITO Hipóxia tecidual secundária ao desequilíbrio na relação entre oferta e consumo de oxigênio OU a incapacidade celular na

Leia mais

EQÚILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO E ACIFICAÇÃO URINÁRIA. Profa. Dra. Monica Akemi Sato

EQÚILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO E ACIFICAÇÃO URINÁRIA. Profa. Dra. Monica Akemi Sato EQÚILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO E ACIFICAÇÃO URINÁRIA Profa. Dra. Monica Akemi Sato Introdução Homeostasia: constância do meio interno Claude Bernard Parâmetros fisiológicos constantes: temperatura, volume, pressão,

Leia mais

05/10/2013 SISTEMA CIRCULATÓRIO. Evolução do sistema circulatório. Fisiologia do Sistema Circulatório ou Cardiovascular

05/10/2013 SISTEMA CIRCULATÓRIO. Evolução do sistema circulatório. Fisiologia do Sistema Circulatório ou Cardiovascular SISTEMA CIRCULATÓRIO Prof.Msc.MoisésMendes professormoises300@hotmail.com www.moisesmendes.com Fisiologia do Sistema Circulatório ou Cardiovascular Esse sistema é constituído por um fluido circulante (o

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo Sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo Sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo Sgrillo.ita@ftc.br A água é a substância mais abundante nos seres vivos, perfazendo 70% ou mais da massa da maioria dos organismos. A água permeia todas as porções de

Leia mais

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração

Sistema circulatório. Componentes: - Vasos sanguíneos. - Sangue (elementos figurados e plasma) - Coração Fisiologia Humana Sistema circulatório Componentes: - Sangue (elementos figurados e plasma) - Vasos sanguíneos - Coração Vasos sanguíneos Artérias Vasos com paredes espessas e elásticas por onde circula

Leia mais

- Miocardiopatias. - Arritmias. - Hipervolemia. Não cardiogênicas. - Endotoxemia; - Infecção Pulmonar; - Broncoaspiração; - Anafilaxia; - Etc..

- Miocardiopatias. - Arritmias. - Hipervolemia. Não cardiogênicas. - Endotoxemia; - Infecção Pulmonar; - Broncoaspiração; - Anafilaxia; - Etc.. AULA 13: EAP (EDEMA AGUDO DE PULMÃO) 1- INTRODUÇÃO O edema agudo de pulmão é uma grave situação clinica, de muito sofrimento, com sensação de morte iminente e que exige atendimento médico urgente. 2- CONCEITO

Leia mais

PRINCÍPIO FÍSICO E TRANSPORTE DOS GASES

PRINCÍPIO FÍSICO E TRANSPORTE DOS GASES PRINCÍPIO FÍSICO E TRANSPORTE DOS GASES Prof. Me Tatiane Quaresma O sangue tem várias funções, entre as quais o transporte de gases respiratórios essenciais ao funcionamento do nosso organismo. O2 das

Leia mais

TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE. Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular Setor de Ciências Biológicas

TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE. Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular Setor de Ciências Biológicas TRANSPORTE DE GASES NO SANGUE Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular Setor de Ciências Biológicas ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO ESTRUTURA DAS VIAS AÉREAS ESQUERDO WEST 2002 VASOS ALVEOLARES

Leia mais

Fenômenos Osmóticos nos Seres Vivos

Fenômenos Osmóticos nos Seres Vivos Fenômenos Osmóticos nos Seres Vivos Referências: Margarida de Mello Aires, Fisiologia, Guanabara Koogan 1999 (612 A298 1999) Ibrahim Felippe Heneine, Biofísica Básica, Atheneu 1996 (574.191 H495 1996)

Leia mais

REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL

REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL Bioquímica Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes Referências Bioquímica Clínica M A T Garcia e S Kanaan Bioquímica Mèdica J W Baynes e M H Dominiczack Fundamentos

Leia mais

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA Respiração A função da respiração é essencial à vida e pode ser definida, de um modo simplificado, como a troca de gases (O 2 e CO 2 ) entre as células do organismo e a atmosfera.

Leia mais

Planejamento de PIE- Guilherme de Almeida. 2º EM Biologia Frente B. Prof. Jairo José Matozinho Cubas

Planejamento de PIE- Guilherme de Almeida. 2º EM Biologia Frente B. Prof. Jairo José Matozinho Cubas Planejamento de PIE- Guilherme de Almeida 2º EM Biologia Frente B Prof. Jairo José Matozinho Cubas 3º Trimestre: Fisiologia animal e humana: a)fisiologia e relações entre sistemas respiratório e circulatório

Leia mais

6/1/2014 DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO. Perfusão sanguínea

6/1/2014 DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO. Perfusão sanguínea DEFINIÇÃO CHOQUE CARDIOGÊNICO Lilian Caram Petrus, MV, Msc Equipe Pet Cor de Cardiologia Doutoranda FMVZ-USP Vice- Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária Estado de baixa perfusão

Leia mais

TROCA E TRANSPORTE DE GASES

TROCA E TRANSPORTE DE GASES TROCA E TRANSPORTE DE GASES Difusão dos gases através da membrana respiratória Unidade Respiratória Cada alvéolo: 0,2 mm Parede Unidade respiratória: delgada Capilares Membrana Respiratória ou Membrana

Leia mais

TERAPÊUTICA DAS ALTERAÇÕES DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO

TERAPÊUTICA DAS ALTERAÇÕES DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO TERAPÊUTICA DAS ALTERAÇÕES DO EQUILÍBRIO ÁCIDOBÁSICO Introdução O ph do líquido extracelular é uma das variáveis mais rigorosamente reguladas do organismo. Os limites vitais da variação do ph para mamíferos

Leia mais

Organizador. Autores

Organizador. Autores ROSTO Apresentação O Guia de Emergências Clínicas foi estruturado a fim de orientar o profissional que lida a todo instante com situações diversas e que exigem diferentes abordagens na emergência clínica,

Leia mais

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA RENAL 01. A sudorese (produção de suor) é um processo fisiológico que ajuda a baixar a temperatura do corpo quando está muito calor ou quando realizamos uma atividade

Leia mais

Mecanismos renais de absorção e equilíbrio ácido-básico

Mecanismos renais de absorção e equilíbrio ácido-básico Mecanismos renais de absorção e equilíbrio ácido-básico A absorção no túbulo contornado proximal A característica base do túbulo contornado proximal é reabsorção ativa de sódio, com gasto energético, na

Leia mais

PROTOCOLO GERENCIADO DE SEPSE PACIENTE COM CONDUTA PARA SEPSE (OPÇÃO 2 E 3 - COLETA DE EXAMES/ANTIBIÓTICO)

PROTOCOLO GERENCIADO DE SEPSE PACIENTE COM CONDUTA PARA SEPSE (OPÇÃO 2 E 3 - COLETA DE EXAMES/ANTIBIÓTICO) DADOS DO PACIENTE PROTOCOLO GERENCIADO DE SEPSE PACIENTE COM CONDUTA PARA SEPSE (OPÇÃO 2 E 3 - COLETA DE EXAMES/ANTIBIÓTICO) Iniciais: Registro: Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino Data de nascimento: / /

Leia mais

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício Desde as décadas de 60 e 70 o exercício promove Aumento do volume sanguíneo Aumento do volume cardíaco e suas câmaras Aumento do volume sistólico Aumento do débito cardíaco que pode ser alcançado Aumento

Leia mais

Clínica Médica de Pequenos Animais

Clínica Médica de Pequenos Animais V e t e r i n a r i a n D o c s Clínica Médica de Pequenos Animais Reposição Hidroeletrolítica Introdução A meta da terapia com fluídos é a restauração do volume e composição de líquidos corporais à normalidade

Leia mais

UE Departamento de Química e Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas Júlio Morais

UE Departamento de Química e Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas Júlio Morais UE Departamento de Química e Instituto de Ciências Agrárias Mediterrânicas Júlio Morais O valor do ph FALAMOS DE QUÊ, QUANDO NOS REFERIMOS AO ph? Assim mesmo, com p minúsculo e H maiúsculo, ph designa

Leia mais

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA 01. O transporte de CO 2 no sangue dos vertebrados é feito, principalmente, sob a forma de: a) carboxi-hemoglobina b) íons bicarbonato pela ação da anidrase

Leia mais

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Cetoacidose Diabética Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Complicações Agudas do Diabetes Mellitus Cetoacidose diabética: 1 a 5% dos casos de DM1 Mortalidade de 5% Coma hiperglicêmico

Leia mais

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc Insuficiência Cardíaca Conceito É a incapacidade do coração em adequar sua ejeção às necessidades metabólicas do organismo, ou fazê-la

Leia mais

Água e Solução Tampão

Água e Solução Tampão União de Ensino Superior de Campina Grande Faculdade de Campina Grande FAC-CG Curso de Fisioterapia Água e Solução Tampão Prof. Dra. Narlize Silva Lira Cavalcante Fevereiro /2015 Água A água é a substância

Leia mais

Índice EQUILIUBRIO HIDROELECTOLITICO E ÁCIDO BASE. Unidade I Princípios Básicos, 2. 1 Revisão do Equilíbrio Hidroelectrolítico, 3

Índice EQUILIUBRIO HIDROELECTOLITICO E ÁCIDO BASE. Unidade I Princípios Básicos, 2. 1 Revisão do Equilíbrio Hidroelectrolítico, 3 Índice EQUILIUBRIO HIDROELECTOLITICO E ÁCIDO BASE Unidade I Princípios Básicos, 2 1 Revisão do Equilíbrio Hidroelectrolítico, 3 Composição dos Fluidos Corporais, 3 Água, 3 Solutos, 4 Espaços dos Fluidos,

Leia mais

Bibliografia: Capítulo 2 e 3 - Nowak Capítulo 12, 13 e 14 Fisiopatologia Fundamentos e Aplicações A. Mota Pinto Capítulo 4 S.J.

Bibliografia: Capítulo 2 e 3 - Nowak Capítulo 12, 13 e 14 Fisiopatologia Fundamentos e Aplicações A. Mota Pinto Capítulo 4 S.J. 1 3 Março INFLAMAÇÃO Conhecer os diferentes mecanismos fisiopatológicos que intervêm na resposta inflamatória Identificar os principais mediadores celulares e moleculares da inflamação Identificar os efeitos

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Componentes Vias Respiratórias A) Cavidades ou Fossas Nasais; B) Boca; C) Faringe; D) Laringe; E) Traqueia; F) Brônquios; G) Bronquíolos; H) Pulmões Cavidades ou Fossas Nasais; São duas cavidades paralelas

Leia mais

Pigmentos respiratórios: capacidade de se ligar reversivelmente ao oxigênio, aumentando muito a capacidade carreadora do sangue

Pigmentos respiratórios: capacidade de se ligar reversivelmente ao oxigênio, aumentando muito a capacidade carreadora do sangue PIGMENTOS RESPIRATÓRIOS RESPIRAÇÃO AULA 5 Pigmentos respiratórios: capacidade de se ligar reversivelmente ao oxigênio, aumentando muito a capacidade carreadora do sangue Ex: hemoglobina Mamíferos apresentam

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0

EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0 EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0 1- Que órgão do sistema nervoso central controla nosso ritmo respiratório? Bulbo 2- Os alvéolos são formados por uma única camada de células muito finas. Explique como

Leia mais

PRINCÍPIOS GERAIS DA HEMODINÂMICA: FLUXO SANGUÍNEO E SEU CONTROLE

PRINCÍPIOS GERAIS DA HEMODINÂMICA: FLUXO SANGUÍNEO E SEU CONTROLE PRINCÍPIOS GERAIS DA HEMODINÂMICA: FLUXO SANGUÍNEO E SEU CONTROLE Hemodinâmica = princípios que governam o fluxo sanguíneo, no sistema cardiovascular. Fluxo, Pressão, resistência e capacitância*: do fluxo

Leia mais

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg

Hemodinâmica. Cardiovascular. Fisiologia. Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fonte: http://images.sciencedaily.com/2008/02/080226104403-large.jpg Fisiologia Cardiovascular Hemodinâmica Introdução O sistema circulatório apresenta várias funções integrativas e de coordenação: Função

Leia mais

SISTEMA CARDIOVASCULAR

SISTEMA CARDIOVASCULAR SISTEMA CARDIOVASCULAR Professora: Edilene biologolena@yahoo.com.br Sistema Cardiovascular Sistema Cardiovascular Composto pelo coração, pelos vasos sanguíneos e pelo sangue; Tem por função fazer o sangue

Leia mais

PROF. ESP. Dra Thaiacyra Medeiros thaiacyra.fisio@hotmail.com

PROF. ESP. Dra Thaiacyra Medeiros thaiacyra.fisio@hotmail.com PROF. ESP. Dra Thaiacyra Medeiros thaiacyra.fisio@hotmail.com INTRODUÇÃO AO ATENDIMENTO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA UTI - "unidade complexa dotada de sistema de monitorização contínua que admite pacientes

Leia mais

Avaliação da Função Renal. Dr. Alexandre S. Fortini Divisão de Laboratório Central HC-FMUSP

Avaliação da Função Renal. Dr. Alexandre S. Fortini Divisão de Laboratório Central HC-FMUSP Avaliação da Função Renal Dr. Alexandre S. Fortini Divisão de Laboratório Central HC-FMUSP Funções do Rim Balanço hídrico e salino Excreção de compostos nitrogenados Regulação ácido-base Metabolismo ósseo

Leia mais

Sistema circulatório

Sistema circulatório Sistema circulatório O que é: também conhecido como sistema cardiovascular é formado pelo coração e vasos sanguíneos. Tal sistema é responsável pelo transporte de nutrientes, gases, hormônios, excreções

Leia mais

Equilíbrio Ácido-Básico. Água : solvente das reações químicas

Equilíbrio Ácido-Básico. Água : solvente das reações químicas Equilíbrio Ácido-Básico Água : solvente das reações químicas Introdução Polaridade molecular: moléculas que possuem uma maior concentração de cargas numa parte da molécula. Os elétrons são compartilhados

Leia mais

A Criança com Insuficiência Respiratória. Dr. José Luiz Cardoso

A Criança com Insuficiência Respiratória. Dr. José Luiz Cardoso Dr. José Luiz Cardoso CARACTERÍSTICAS DA CRIANÇA A CRIANÇA NÃO É UM ADULTO EM MINIATURA O nariz é responsável por 50 % da resistência das vias aéreas Obstrução nasal conduz a insuficiência respiratória

Leia mais

Regulação dos níveis iônicos do sangue (Na +, K +, Ca 2+, Cl -, HPO 4. , K +, Mg 2+, etc...)

Regulação dos níveis iônicos do sangue (Na +, K +, Ca 2+, Cl -, HPO 4. , K +, Mg 2+, etc...) Regulação dos níveis iônicos do sangue (Na +, K +, Ca 2+, Cl -, HPO 4 2-, K +, Mg 2+, etc...) Regulação do equilíbrio hidrossalino e da pressão arterial; Regulação do ph sanguíneo (H +, HCO 3- ); Síntese

Leia mais

Controle da Osmolaridade dos Líquidos Corporais

Controle da Osmolaridade dos Líquidos Corporais Controle da Osmolaridade dos Líquidos Corporais Qual é a faixa normal de osmolalidade plasmática? 260-290 - 310 mosm/kg H 2 0 Super-hidratação Desidratação NORMAL Osmolalidade é uma função do número total

Leia mais

A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia. 2 Letícia C. L. Moura

A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia. 2 Letícia C. L. Moura Alterações Circulatórias Edema, Hiperemiae e Congestão, Hemorragia, Choque e Hemostasia PhD Tópicos da Aula A. Patologias vasculares B. Choque C. Hemostasia 2 Patogenia Edema A. Patologias Vasculares Fisiopatogenia

Leia mais

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS

Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores. 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Disciplina de BIOQUÍMICA do Ciclo Básico de MEDICINA Universidade dos Açores 1º Ano ENSINO PRÁTICO DIABETES MELLITUS Diabetes Mellitus É a doença endócrina mais comum encontrada na clínica; - Caracterizada

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO

SISTEMA CIRCULATÓRIO SISTEMA CIRCULATÓRIO FUNÇÕES DO SISTEMA CIRCULATÓRIO: Transporte de substâncias : * Nutrientes para as células. * Resíduos vindos das células. *Gases respiratórios. * Hormônios. OBS: O sangue também pode

Leia mais

cateter de Swan-Ganz

cateter de Swan-Ganz cateter de Swan-Ganz Dr. William Ganz Dr. Jeremy Swan A introdução, por Swan e Ganz, de um cateter que permitia o registro de parâmetros hemodinâmicos na artéria pulmonar a partir de 1970 revolucionou

Leia mais

hidratação ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DAS BEBIDAS REFRESCANTES NÃO ALCOÓLICAS

hidratação ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DAS BEBIDAS REFRESCANTES NÃO ALCOÓLICAS hidratação ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DAS BEBIDAS REFRESCANTES NÃO ALCOÓLICAS O NOSSO CORPO É CONSTITUÍDO NA MAIOR PARTE POR ÁGUA A ÁGUA É O PRINCIPAL CONSTITUINTE DO ORGANISMO, É ESSENCIAL PARA A VIDA E TEM

Leia mais

DISTÚRBIO HIDRO- ELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO

DISTÚRBIO HIDRO- ELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO Preparatório Concursos- 2012 DISTÚRBIO HIDRO- ELETROLÍTICO E ÁCIDO-BÁSICO Prof. Fernando Ramos Gonçalves -Msc Distúrbio hidro-eletrolítico e ácido-básico Distúrbios da regulação da água; Disnatremias;

Leia mais

Professora: Ms Flávia

Professora: Ms Flávia Professora: Ms Flávia Sua principal função é: Transporte de nutrientes necessários à alimentação das células; Transporte de gás oxigênio necessário à respiração celular; Remoção de gás carbônico produzido

Leia mais

HIDRATAÇÃO NEONATAL. ISRAEL FIGUEIREDO JUNIOR israel@vm.uff.br

HIDRATAÇÃO NEONATAL. ISRAEL FIGUEIREDO JUNIOR israel@vm.uff.br ISRAEL FIGUEIREDO JUNIOR israel@vm.uff.br DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA NOS COMPARTIMENTOS 80 70 ÁGUA TOTAL 60 % ÁGUA 50 40 ÁGUA INTRA-CELULAR 30 20 10 ÁGUA EXTRA-CELULAR 0 3 6 9 1 3 5 7 9 11 13 15 IDADE EM MESES

Leia mais

Hidratação e Choque hipovolêmico

Hidratação e Choque hipovolêmico Hidratação e Choque hipovolêmico Dr. Marcelo Ruiz Lucchetti Médico da Enfermaria de Pediatria do HUAP Médico do Centro de Tratamento de Queimados Infantil do HMSA Líquidos Corporais Fisiologia Composição

Leia mais

DISTÚRBIOS DA CIRCULAÇÃO

DISTÚRBIOS DA CIRCULAÇÃO DISTÚRBIOS DA CIRCULAÇÃO Augusto Schneider Carlos Castilho de Barros Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas TÓPICOS ABORDADOS Resumo das alterações já abordadas: Hemorragia Hiperemia Trombose

Leia mais

Desportistas. Recomendações para Ondas de Calor. Saúde e Desenolvimento Humano

Desportistas. Recomendações para Ondas de Calor. Saúde e Desenolvimento Humano A prática regular e moderada da actividade física pode trazer benefícios substanciais para a saúde da população, como seja reduzir para metade o risco de doenças coronárias, baixar o risco de desenvolver

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

Sistema Circulatório. Sistema Circulatório. Ciências Naturais 9º ano

Sistema Circulatório. Sistema Circulatório. Ciências Naturais 9º ano Sistema Circulatório Índice Sangue Coração Ciclo cardíaco Vasos sanguíneos Pequena e grande circulação Sistema linfático Sangue Promove a reparação de tecidos lesionados. Colabora na resposta imunológica

Leia mais

Biologia. Sistema circulatório

Biologia. Sistema circulatório Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 10B Ensino Médio Equipe de Biologia Data: Biologia Sistema circulatório O coração e os vasos sanguíneos e o sangue formam o sistema cardiovascular ou circulatório.

Leia mais

Diabetes Tipo 1 e Cirurgia em Idade Pediátrica

Diabetes Tipo 1 e Cirurgia em Idade Pediátrica Diabetes Tipo 1 e Cirurgia em Idade Pediátrica Protocolo de atuação Importância do tema Cirurgia / pós-operatório -- risco de descompensação DM1: Hiperglicemia Causas: hormonas contra-reguladoras, fármacos,

Leia mais

OXIMETRIA DE BULBO JUGULAR. - saturação venosa é utilizada como indicador de hipóxia e isquemia cerebral

OXIMETRIA DE BULBO JUGULAR. - saturação venosa é utilizada como indicador de hipóxia e isquemia cerebral OXIMETRIA DE BULBO JUGULAR - indicações: trauma cranioencefálico grave hipertensão intracraniana - cateterização da veia jugular interna - saturação venosa é utilizada como indicador de hipóxia e isquemia

Leia mais

Distúrbios Hidro-eletrolíticos

Distúrbios Hidro-eletrolíticos Água Total do Organismo Distúrbios Hidro-eletrolíticos Fisioterapia Intensiva Professora Mariana Pedroso Idade H2O Feto: 90% Peso RN termo : 70% Peso Adultos: 50 a 60% do peso Corporal Mulheres e Obesos

Leia mais

DENGUE. Médico. Treinamento Rápido em Serviços de Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac

DENGUE. Médico. Treinamento Rápido em Serviços de Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac DENGUE Treinamento Rápido em Serviços de Saúde Médico 2015 Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac O Brasil e o estado de São Paulo têm registrado grandes epidemias de dengue nos últimos

Leia mais

TURMA EMESCAM - QUÍMICA 1º SEMESTRE

TURMA EMESCAM - QUÍMICA 1º SEMESTRE TURMA EMESCAM - QUÍMICA 1º SEMESTRE Prof. Borges TESTES - DESCOLAMENTO DE EQUILÍBRIO 1. (Enem) Os refrigerantes têm-se tornado cada vez mais o alvo de políticas públicas de saúde. Os de cola apresentam

Leia mais

2- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1- METABOLISMO DA GLICOSE

2- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1- METABOLISMO DA GLICOSE 1- INTRODUÇÃO O lactato é um composto orgânico gerado no organismo de qualquer indivíduo. Podendo ser achado nos músculos, no sangue e em vários outros órgãos. Sendo os músculos esqueléticos responsáveis

Leia mais

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS Porção de 100g (1/2 copo) Quantidade por porção g %VD(*) Valor Energético (kcal) 64 3,20 Carboidratos 14,20 4,73 Proteínas 1,30 1,73 Gorduras

Leia mais

SISTEMA CARDIO-RESPIRATÓRIO. O Organismo Humano em Equilíbrio

SISTEMA CARDIO-RESPIRATÓRIO. O Organismo Humano em Equilíbrio SISTEMA CARDIO-RESPIRATÓRIO O Organismo Humano em Equilíbrio SISTEMA CARDIO-RESPIRATÓRIO As nossas células necessitam de: Oxigénio; Nutrientes; Eliminar Dióxido de Carbono; Entre outros. O nosso organismo

Leia mais

Direcção-Geral da Saúde

Direcção-Geral da Saúde Assunto: PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA ONDAS DE CALOR 2009 RECOMENDAÇÕES PARA DESPORTISTAS Nº: 29/DA DATA: 04/08/09 Para: Contacto na DGS: Todos os Estabelecimentos de Saúde Divisão de Saúde Ambiental INTRODUÇÃO

Leia mais

Bulhas e Sopros Cardíacos

Bulhas e Sopros Cardíacos O conceito de pressão máxima e pressão mínima Quando se registra uma pressão de 120 mmhg por 80 mmhg, indica-se que a pressão sistólica é de 120 mmhg e a pressão diastólica é de 80 mmhg, ou seja, que estas

Leia mais

EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - FISIOLOGIA

EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - FISIOLOGIA EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - FISIOLOGIA 1. Lipases são enzimas relacionadas à digestão dos lipídios, nutrientes que, em excesso, levam ao aumento da massa corporal. Certos medicamentos para combate à obesidade

Leia mais

BATERIA DE EXERCÍCIOS 8º ANO

BATERIA DE EXERCÍCIOS 8º ANO Professor: CRISTINO RÊGO Disciplina: CIÊNCIAS Assunto: SISTEMAS HUMANOS: EXCRETOR E CIRCULATÓRIO Belém /PA BATERIA DE EXERCÍCIOS 8º ANO 1. Coloque C ou E e corrija se necessário: ( ) Os rins recebem sangue

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Alburex 20 albumina humana

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Alburex 20 albumina humana IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Alburex 20 albumina humana APRESENTAÇÃO Alburex 20: embalagem contendo 1 frasco-ampola com 50 ml de solução hiperoncótica de albumina humana para infusão (20%). VIA INTRAVENOSA

Leia mais

PATOLOGIAS RESPIRATÓRIAS (continuação) LISBOA, 2008

PATOLOGIAS RESPIRATÓRIAS (continuação) LISBOA, 2008 PATOLOGIAS RESPIRATÓRIAS (continuação) LISBOA, 2008 DOENÇAS RESPIRATÓRIAS RESTRITIVAS As que se caracterizam por uma diminuição da expansão dos pulmões com diminuição da capacidade pulmonar com perda da

Leia mais

ENERGIA PARA ATIVIDADE CELULAR BIOENERGÉTICA

ENERGIA PARA ATIVIDADE CELULAR BIOENERGÉTICA ENERGIA PARA ATIVIDADE CELULAR BIOENERGÉTICA Fontes Energéticas Bioenergética Fontes de Energia A energia define-se como a capacidade de realizar trabalho. Neste sentido, assumimos o conceito de trabalho

Leia mais

INTERATIVIDADE FINAL EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA AULA. Conteúdo: Sistema cardiovascular no exercício físico

INTERATIVIDADE FINAL EDUCAÇÃO FÍSICA CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA AULA. Conteúdo: Sistema cardiovascular no exercício físico Conteúdo: Sistema cardiovascular no exercício físico Habilidades: Entender o sistema cardiovascular com a prática de atividades físicas. REVISÃO A Importância do sistema Muscular e a relação do mesmo com

Leia mais

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas Pós Operatório Cirurgias Torácicas Tipos de Lesão Lesões Diretas fratura de costelas, coluna vertebral ou da cintura escapular, hérnia diafragmática, ruptura do esôfago, contusão ou laceração pulmonar.

Leia mais

GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: MARIO NETO

GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: MARIO NETO GOIÂNIA, / / 2015 PROFESSOR: MARIO NETO DISCIPLINA: CIÊNCIAS NATURAIS SÉRIE: 2º ALUNO(a): No Anhanguera você é + Enem 1) Elabore o roteiro de estudos: a. Quais são as vias excretoras do nosso corpo? b.

Leia mais

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR. Esmeron 10 mg/ml solução injetável Brometo de rocurónio

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR. Esmeron 10 mg/ml solução injetável Brometo de rocurónio FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Esmeron 10 mg/ml solução injetável Brometo de rocurónio Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento. Conserve este folheto. Pode ter

Leia mais

Biofísica. Patrícia de Lima Martins

Biofísica. Patrícia de Lima Martins Biofísica Patrícia de Lima Martins 1. Conceito É uma ciência interdisciplinar que aplica as teorias, a metodologia, conhecimentos e tecnologias da Matemática, Química e Física para resolver questões da

Leia mais

Anatomia do Coração. Anatomia do Coração

Anatomia do Coração. Anatomia do Coração Objetivos Descrever a estrutura do sistema circulatório. Descrever o ciclo cardíaco e o sistema de condução cardíaca. Citar os mecanismos de controle da atividade cardíaca. A FUNÇÃO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

Leia mais

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO I BIOENERGÉTICA: CICLO DE KREBS

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO I BIOENERGÉTICA: CICLO DE KREBS FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO I BIOENERGÉTICA: CICLO DE KREBS Ciclo de Krebs Considerações Gerais Esta denominação decorre da homenagem ao bioquímico Hans Krebs, a qual lhe valeu o Prémio Nobel de Fisiologia

Leia mais

Pós operatório em Transplantes

Pós operatório em Transplantes Pós operatório em Transplantes Resumo Histórico Inicio dos programas de transplante Dec. 60 Retorno dos programas Déc 80 Receptor: Rapaz de 18 anos Doador: criança de 9 meses * Não se tem informações

Leia mais

PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA

PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA PROVA ESPECIALMENTE ADEQUADA DESTINADA A AVALIAR A CAPACIDADE PARA A FREQUÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR DOS MAIORES DE 23 ANOS PROVA DE QUÍMICA TEMAS 1. Estrutura da matéria 1.1 Elementos, átomos e iões 1.2

Leia mais

MEMBRANA PLASMÁTICA (Modelos da Ultra-Estrutura)

MEMBRANA PLASMÁTICA (Modelos da Ultra-Estrutura) MEMBRANA PLASMÁTICA (Modelos da Ultra-Estrutura) A membrana plasmática é uma estrutura altamente diferenciada, que delimita a célula e lhe permite manter a sua individualidade relativamente ao meio externo.

Leia mais

Fluxo sanguíneo - 21% do débito cardíaco.

Fluxo sanguíneo - 21% do débito cardíaco. Função renal: excreção, controle do volume e composição dos líquidos corporais. Composto por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga urinária e pela uretra. Os rins situam-se na parte dorsal do

Leia mais

DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DE COIMBRA PERMEABILIDADE DAS MEMBRANAS CELULARES

DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DE COIMBRA PERMEABILIDADE DAS MEMBRANAS CELULARES DEPARTAMENTO DE ZOOLOGIA FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DE COIMBRA FISIOLOGIA ANIMAL II AULA 4 PERMEABILIDADE DAS MEMBRANAS CELULARES CAETANA CARVALHO, PAULO SANTOS 2006 1 INTRODUÇÃO As

Leia mais

FUNÇÃO RENAL ACADÊMICO JOSÉ DE OLIVEIRA RODRIGUES

FUNÇÃO RENAL ACADÊMICO JOSÉ DE OLIVEIRA RODRIGUES ACADÊMICO JOSÉ DE OLIVEIRA RODRIGUES A função renal é formada por um conjunto de órgãos que filtram o sangue, produzem e excretam a urina. É constituída por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga

Leia mais

TÍTULO: Introdução ao stress térmico em ambientes quentes. AUTORIA: Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis, Lda)

TÍTULO: Introdução ao stress térmico em ambientes quentes. AUTORIA: Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis, Lda) TÍTULO: Introdução ao stress térmico em ambientes quentes AUTORIA: Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis, Lda) PUBLICAÇÕES: TECNOMETAL n.º 124 (Setembro/Outubro de 1999) Enquadramento do tema A temperatura interior

Leia mais

Bicarbonato de Sódio 8,4% Forma farmacêutica:solução injetável

Bicarbonato de Sódio 8,4% Forma farmacêutica:solução injetável Bicarbonato de Sódio 8,4% Forma farmacêutica:solução injetável MODELO DE BULA bicarbonato de sódio Forma farmacêutica e apresentações: Solução injetável. bicarbonato de sódio 8,4%: solução em frasco de

Leia mais

mu/mm /MûlOOSi HEtWNBk FACULDADE DE CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO PORTO SARA ISABEL OLIVEIRA DE CASTRO E ANDRADE 1998/99

mu/mm /MûlOOSi HEtWNBk FACULDADE DE CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO PORTO SARA ISABEL OLIVEIRA DE CASTRO E ANDRADE 1998/99 . - ; ; " FACULDADE DE CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO PORTO. I II nil,,111,,..-.,1...- " - - ' "«mu/mm /MûlOOSi HEtWNBk - - ii i SARA ISABEL OLIVEIRA DE CASTRO E ANDRADE 1998/99

Leia mais

Rogério Blasbalg Tessler. Declaração de conflito de interesse

Rogério Blasbalg Tessler. Declaração de conflito de interesse Rogério Blasbalg Tessler Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico

Leia mais

Propriedades Físicas das Soluções

Propriedades Físicas das Soluções Propriedades Físicas das Soluções Solução (def): é uma mistura homogénea de duas ou mais substâncias. Solvente: componente da solução do mesmo estado físico, por exemplo água numa solução aquosa Soluto:

Leia mais

Efeitos do exercício cio na fisiologia cardiovascular. Helena Santa-Clara

Efeitos do exercício cio na fisiologia cardiovascular. Helena Santa-Clara Efeitos do exercício cio na fisiologia cardiovascular Helena Santa-Clara Conteúdos Adaptações agudas e crónicas ao exercício Frequência cardíaca Volume sistólico e fracção de ejecção Débito cardíaco Pressão

Leia mais

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Programa de Educação Tutorial PET Medicina CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Paulo Marcelo Pontes Gomes de Matos OBJETIVOS Conhecer o que é Edema Agudo

Leia mais

Avaliação funcional do doente respiratório crónico. Testes de Exercício.

Avaliação funcional do doente respiratório crónico. Testes de Exercício. Avaliação funcional do doente respiratório crónico. Testes de Exercício. XX Congresso Português de Pneumologia Hermínia Brites Dias Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa Avaliação funcional

Leia mais

Interpretação da Gasometria Arterial. Dra Isabel Cristina Machado Carvalho

Interpretação da Gasometria Arterial. Dra Isabel Cristina Machado Carvalho Interpretação da Gasometria Arterial Dra Isabel Cristina Machado Carvalho Distúrbios Ácido-Base O reconhecimento dos mecanismos homeostáticos que controlam o equilíbrio ácido-base é fundamental, pois os

Leia mais

DO PACIENTE RENAL Tratamento conservador

DO PACIENTE RENAL Tratamento conservador aminidicionário DO PACIENTE RENAL Tratamento conservador Ao paciente e seus familiares, este pequeno dicionário tem a intenção de ajudar no entendimento da doença que passou a fazer parte das suas vidas.

Leia mais

Lista de Exercícios 4 Indústrias Químicas Resolução pelo Monitor: Rodrigo Papai de Souza

Lista de Exercícios 4 Indústrias Químicas Resolução pelo Monitor: Rodrigo Papai de Souza Lista de Exercícios 4 Indústrias Químicas Resolução pelo Monitor: Rodrigo Papai de Souza 1) a-) Calcular a solubilidade do BaSO 4 em uma solução 0,01 M de Na 2 SO 4 Dissolução do Na 2 SO 4 : Dado: BaSO

Leia mais

Sistemas Excretores. Professor Fernando Stuchi

Sistemas Excretores. Professor Fernando Stuchi Sistemas Excretores Definição Para manutenção da vida de um organismo animal, todo alimento e substancia que são digeridas, as células absorvem os nutrientes necessários para o fornecimento de energia.

Leia mais