HÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP

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1 HÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP Oral hygiene habits of family enrolled in a Family Health Program in Ribeirão Preto - SP, Brazil Mariângela Aparecida Pace 1, Jamyle Calencio Grigoletto 2, Rosa Cristina Bertoldi 3, Marlívia Gonçalves de Carvalho Watanabe Polachini 4, Janete Cinira Bregagnolo 5 RESUMO Este estudo teve por objetivo verificar os hábitos de higiene oral de famílias do Programa de Saúde da Família de Ribeirão Preto-SP, com a finalidade de dar subsídio para a implantação de ações de promoção, prevenção e recuperação de saúde bucal condizentes com a realidade desta comunidade. A pesquisa foi realizada utilizando-se as fichas de cadastro de 798 famílias do Núcleo de Saúde da Família-5, que foram consultadas no período de outubro de 2003 a janeiro de 2004, indicando dados de 2943 pessoas. Das famílias estudadas (21%) eram cobertas por planos de saúde privados, 926 pessoas apresentavam o Ensino Fundamental incompleto. Os dados revelam que grande parte das pessoas (45%) procura o dentista apenas em caso de urgência e somente 1% das famílias afirmou usar coletivamente a escova dental. A maioria das famílias (63%) informou que realizavam 3 ou mais escovações diárias, e 65% fazem o uso do fio dental. Quase a totalidade delas (96%) respondeu fazer uso do creme dental. As famílias estudadas apresentam bons hábitos de higiene bucal, no entanto, alguns pontos precisam ser enfatizados através de atividades educativas motivadoras. PALAVRAS-CHAVE Hábitos, higiene oral, PSF ABSTRACT The objective of this study was to assess the oral hygiene habits of families enrolled in health programs in Ribeirão Preto SP, Brazil, and to inform health promotion, prevention and recuperation actions suitable to the community s reality. In order to conduct the study, data were collected from medical records of 798 families registered at the Núcleo de Saúde da Família - 5 (Family Health Unit 5). Such records were 1 Odontóloga. Mestranda em Enfermagem Fundamental-Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo - EERP/USP. Departamento de Enfermagem Geral e Especializada. End.: Rua Goiás, 892, Campos Elíseos, CEP: Telefones: (16) / (16) Odontóloga. Mestranda em Saúde Pública. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo - EERP/USP. Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública. 3 Cirurgiã Dentista do Núcleo de Saúde da Família 5 de Ribeirão Preto - SP. 4 Doutora em Saúde Pública. Professora do Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Preventiva e Social da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo FORP/USP. 5 Doutora em Reabilitação Oral. Professora do Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Preventiva e Social da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo FORP/USP. C ADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62,

2 M ARIÂNGELA APARECIDA PACE, JAMYLE CALENCIO GRIGOLETTO, ROSA CRISTINA BERTOLDI, M ARLÍVIA GONÇALVES DE CARVALHO WATANABE POLACHINI, JANETE CINIRA BREGAGNOLO studied from October 2003 through January 2004 and covered 2943 people. Among the families studied 21% had a private health insurance and 926 people had not completed elementary school. The data revealed that many of them (45%) saw a dentist only in an emergency situation and that only 1% of the families reported the use of a tooth brush collectively. Most families (63%) reported using the toothbrush three or more times a day, 65% of the families do use dental floss and tha vast majority (96%) use toothpaste. The families studied presented good oral hygiene habits, however, some aspects of oral hygiene are yet to be clarified through encouraging and educative actions. KEY WORDS Habits, oral hygiene, Family Health Program 1. INTRODUÇÃO O modelo assistencial curativista predominante em vários países, inclusive no Brasil, trouxe como conseqüência um modelo de assistência à saúde que demandava um alto custo para os cofres públicos devido à sua grande densidade tecnológica, e grande número de especialistas, sobretudo não conseguia proporcionar acesso igualitário, gerando um atendimento ineficaz, pouco efetivo e resolutivo. As práticas de saúde e especificamente as práticas de saúde bucal no Brasil caracterizaram-se durante muitos anos por apresentar um caráter mercantilista, individualista, elitista, mutilador, centrado no paradigma biomédico, cientificista e ineficaz, desconsiderando sua relação com as condições sócio-econômico-culturais dos indivíduos (Freitas, 1993). Entre os anos 50 e fins dos anos 80, a assistência pública em saúde bucal no Brasil se caracterizava pela presença de um modelo hegemônico de assistência a escolares, e para o resto da população a assistência se dava de forma pulverizada entre várias instituições como as secretarias estaduais de saúde, entidades filantrópicas e aquelas conveniadas com o Sistema Previdenciário (Narvai, 1994; Zanetti, 1993; Zanetti et al., 1996). Surgindo assim, a necessidade de um modelo que priorizasse a promoção da saúde, prevenção das doenças, bem como o tratamento e a reabilitação, por meio de ações programáticas abrangentes e o desenvolvimento de ações intersetoriais, e a busca de um profissional de saúde, que tenha a família como objeto de atenção e uma visão ampla dos determinantes da saúde. O médico da família aparece na Roma antiga, sendo extinto com a hegemonia do modelo biomédico. Em 1948, na Inglaterra, ressurge a concepção do médico de família, porém, com enfoque clínico (assistencial e curativo) (Dominguez, 1998). Em meados da década de 70, surge a Promoção da Saúde, como uma nova concepção de saúde, devido ao amplo debate realizado em várias partes do mundo, na década de 60, sobre a determinação social e econômica da saúde, e a busca por uma nova concepção que fosse além do modelo da história natural 50 CADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62, 2006

3 H ÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP da doença. Propunha uma perspectiva mais holística, implicando na necessidade de um profissional de saúde com formação e desempenho, não somente clínico, mas também com uma concepção epidemiológica e social, para um modelo de atenção voltado para promoção e prevenção, sem detrimento da atenção curativa, com uma relação humanizada entre profissional, indivíduo, família e comunidade. Nesse sentido, são apontados vários acontecimentos importantes, como: Informe de Marc Lalonde (1974), ministro de Saúde e Bem-estar Social do Canadá, que introduziu os determinantes da saúde (biologia humana, ambiente, estilo de vida e organização do serviço de saúde); a Conferência de Alma Ata, na Rússia, em 1978, que propôs a Atenção Primária à Saúde como estratégia fundamental para se alcançar Saúde Para Todos, no ano 2000; a Conferência de Ottawa (1986), que resultou na Carta de Ottawa, a qual passa a ser referência básica e fundamental no desenvolvimento da Promoção da Saúde em todo o mundo (Dominguez, 1998). Cabe ressaltar que, ao longo dos anos, outros eventos vêm sendo realizados e cada um deles vem desempenhando importante papel na manutenção da motivação e interesse sobre o tema. Sob influência internacional do campo da Atenção Primária à Saúde, foi criado no Brasil, em 1994, pelo Ministério da Saúde, o Programa de Saúde da Família (PSF), como estratégia de reorganização do sistema de saúde, com o objetivo de melhorar os índices epidemiológicos da população. Entretanto, antes da regulamentação do PSF, o programa já havia sido implantado em alguns municípios, subsidiando a implantação e conformação do novo modelo, como: Niterói (RJ), em 1991; Itacarambi (MG), em 1993 (Franco & Merhy, 2003); bem como o Programa de Agentes de Saúde, instituído pela Secretaria Estadual de Saúde do Ceará, em 1987, como parte de um plano de emergência de combate à seca que obteve resultados positivos na redução da mortalidade infantil, sendo estendido a todo país pelo Ministério da Saúde, em 1991, com a denominação de Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) (Mendes, 2002). O Programa de Saúde da Família surgiu como uma nova proposta de modelo de assistência à saúde, visando à reorganização da prática de atenção à saúde em novas bases, substituindo o modelo tradicional, incorporando o agente comunitário de saúde às Unidades Básicas de Saúde, levando, assim, a saúde para mais perto das famílias e, com isso, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da comunidade (Brasil, 2005c). O Programa prioriza ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e contínua. Está estruturado a partir de Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Núcleos de Saúde da Família (NSF), que trabalham com base nos princípios de caráter substitutivo, buscando a integralidade da C ADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62,

4 M ARIÂNGELA APARECIDA PACE, JAMYLE CALENCIO GRIGOLETTO, ROSA CRISTINA BERTOLDI, M ARLÍVIA GONÇALVES DE CARVALHO WATANABE POLACHINI, JANETE CINIRA BREGAGNOLO assistência, a hierarquização e a territorialização, através do cadastramento da clientela, num trabalho realizado com uma equipe multiprofissional (Brasil, 2005c). A Equipe de Saúde da Família (ESF) é composta por, no mínimo, um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e quatro a seis agentes comunitários de saúde, podendo também compor a equipe com outros profissionais de saúde e com a equipe de saúde bucal, de acordo com as demandas e características da organização dos serviços de saúde locais (Brasil, 2005c). A equipe é capacitada para conhecer a realidade das famílias por meio do cadastramento e do diagnóstico de suas características sociais, demográficas e epidemiológicas, identificando seus problemas de saúde, elaborando, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os problemas de saúde previamente identificados. As Equipes de Saúde da Família (ESF) trabalham com uma população adscrita, ou seja, com um número fixo de famílias e, de uma forma geral, recomenda-se que cada ESF assista de 600 a 1000 famílias, totalizando o número máximo de 4500 pessoas (Brasil, 2005c). Um modelo de atenção integral à saúde não pode excluir a atenção à saúde bucal (Cardoso, et al., 2002) e, visto a necessidade de se melhorar os índices epidemiológicos de saúde bucal e de se ampliar o acesso da população brasileira às ações a ela relacionadas, tendo em vista que, segundo dados do Ministério da Saúde, 45% da população brasileira não têm condições de comprar escova e pasta dental e 30 milhões de brasileiros nunca compareceram a uma consulta odontológica (Brasil, 2005a), impulsionou a decisão de reorientar as práticas de intervenção, valendo-se, para tanto, de sua inclusão na estratégia de saúde da família (Brasil, 2005b). A inclusão da saúde bucal no PSF em nível nacional foi estabelecida pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria MS nº 1444 de 28 de dezembro de 2000, regulamentada pela Portaria nº 267 (São Paulo, 2001), permitindo o desenvolvimento de ações promotoras, preventivas e curativo-reabilitadoras de forma integrada, beneficiando grupos prioritários, com enfoque em nível educacional da população, assim como nos padrões de cultura e tradição popular, que regulam a formação de hábitos alimentares e as condutas de higiene pessoal e coletiva (Pinto apud Gontijo, 2002). Neste contexto foi elaborado o Plano de reorganização das ações de saúde bucal na atenção básica, contido na Portaria nº 267, de 06/03/2001, com os seguintes objetivos: melhorar as condições de saúde bucal da população brasileira; orientar as práticas de atenção à saúde bucal, consoante ao preconizado pelo Programa de Saúde da Família (PSF); 52 CADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62, 2006

5 H ÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP assegurar o acesso progressivo de todas as famílias residentes nas áreas cobertas pelas equipes de saúde da família às ações de promoção e de prevenção, bem como àquelas de caráter curativo-restauradoras de saúde bucal; capacitar, formar e educar permanentemente os profissionais de saúde bucal necessários ao PSF, por articulação das instituições de ensino superior e de serviço do SUS; avaliar os padrões de qualidade e o impacto das ações de saúde bucal desenvolvidas, de acordos com os princípios do PSF (Brasil, 2005b). As equipes de saúde bucal são compostas por cirurgiões-dentistas, atendentes de consultório dentário e/ou técnicos em higiene dental, que atuam nas áreas de abrangência das equipes de saúde da família (Brasil, 2005c). O trabalho de implantação do PSF trata-se, além de um trabalho de natureza técnica, de uma mudança paradigmática no sistema de serviços de saúde (Mendes, 2002). É uma estratégia de reformulação do processo de trabalho. Logo, a inclusão da Equipe de Saúde Bucal deve reordenar a prática odontológica (Oliveira et al., 1999). A inserção da equipe odontológica no PSF deve fazer com que os cirurgiõesdentistas repensem suas práticas, valores e conhecimentos envolvidos no processo saúde-doença, e o uso de ferramentas do PSF tem que ajudar a entender que o processo cárie, em algumas famílias, envolve mais do que o dente e a placa bacteriana, mostrando a importância das relações familiares, crenças e costumes (Silva et al., 2003). Os profissionais da equipe de saúde bucal do PSF devem investir em modelos de promoção de saúde bucal, com o desenvolvimento de ações intersetoriais, uma vez que a melhoria na qualidade de vida envolve vários outros setores, não se limitando ao setor saúde, entre outras ações priorizar atividades educativas, capacitando os indivíduos para o autocuidado, e, para isso, devem levantar o perfil epidemiológico das populações, bem como suas crenças, costumes, conhecimentos e os hábitos de higiene oral, para que os programas sejam adequados às reais necessidades da população. Frente ao exposto, o presente estudo visa a conhecer os hábitos de higiene oral de famílias cadastradas no PSF de Ribeirão Preto-SP, com a finalidade de dar subsídio para a implantação de ações de promoção, prevenção e recuperação de saúde bucal nesta comunidade. 2. METODOLOGIA Trata-se de um estudo descritivo, que tem como referencial teórico os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) vigente no país, que busca a integralidade e a universalidade, dentro do conceito de acessibilidade. C ADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62,

6 M ARIÂNGELA APARECIDA PACE, JAMYLE CALENCIO GRIGOLETTO, ROSA CRISTINA BERTOLDI, M ARLÍVIA GONÇALVES DE CARVALHO WATANABE POLACHINI, JANETE CINIRA BREGAGNOLO A investigação foi desenvolvida em um Núcleo de Saúde da Família (NSF-5) do município de Ribeirão Preto-SP, onde o PSF está implantado há cerca de cinco anos. Existem vinte e quatro equipes de saúde da família (ESF) trabalhando em núcleos de saúde da família (NSF), distribuídos em zonas distritais do município. Dentre os NSF, cinco deles estão localizados dentro da área básica da UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) do Sumarezinho, denominada CSE - Cuiabá- Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, que concentra grande parte das atividades docente-assistenciais e de pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP), e atualmente da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP). O NSF-5 está em funcionamento desde 11 de abril de 2001, e no ano de 2003, de acordo com os dados do SIAB (Sistemas de Informação de Atenção Básica), apresentava em torno de 800 famílias cadastradas, significando um total de cerca de 3000 pessoas subdivididas em 5 micro-áreas. O SIAB é composto por fichas que contêm informações do cadastramento familiar (Ficha A), de monitoramento de pacientes de risco, como hipertensos, diabéticos, hansenianos, tuberculosos e gestantes (Ficha B), de acompanhamento de crianças (Ficha C) e a Ficha D, que é o registro quantitativo das atividades de procedimentos e notificações realizadas por cada membro da equipe. Essas fichas, junto com os relatórios gerados pelo sistema, servem para o planejamento de ações, monitoramento e avaliação das atividades realizadas. A Ficha A contém dados sobre as condições de vida das pessoas, idade, sexo, escolaridade, ocupação, quantidade de crianças em idade escolar fora da escola, condições socioeconômicas e sanitárias da área adscrita, participação em grupos comunitários, utilização de meios de transporte e comunicação, uso de plano de saúde. Cabe ressaltar que essa ficha apresenta um modelo padrão, entretanto, ela pode ser modificada de acordo com a realidade dos municípios. No município de Ribeirão Preto-SP foram acrescentadas algumas perguntas referentes à saúde bucal na Ficha A, com relação aos hábitos de higiene oral, utilizadas na nossa pesquisa: motivo da procura do serviço odontológico, número de escovas dentais na família, uso do fio dental, uso de creme dental, número de escovações diárias. A equipe do NSF-5 é composta por um médico, uma enfermeira, dois auxiliares de enfermagem, cinco agentes comunitárias de saúde, um auxiliar de serviços gerais. O NSF-5 não possui Equipe de Saúde Bucal cadastrada, entretanto, existe um cirurgião-dentista que integra a Equipe Odontológica do CSE-Cuiabá, o qual representa a primeira referência (UBDS) para a equipe do núcleo em questão, 54 CADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62, 2006

7 H ÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP promovendo ações educativas, participando das reuniões da ESF e realizando exame clínico para selecionar pacientes que necessitam de encaminhamento para tratamento dentário. A pesquisa foi realizada por meio de coleta de dados secundários. Para isso utilizou-se da ficha de cadastro (Ficha A) de 798 famílias do NSF-5, a qual é preenchida pelas agentes comunitárias de saúde (ACS) na primeira visita ao domicílio das famílias, compondo o prontuário familiar. As fichas foram consultadas no período de outubro de 2003 a janeiro de 2004, indicando dados de 2943 pessoas. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram pesquisadas 798 fichas de cadastramento das famílias do NSF-5 (Ficha A) sendo coletados dados de 2943 pessoas, a maioria composta por adultos jovens (20-59 anos), sendo 53% mulheres. Quanto ao nível de escolaridade, identificou-se que das 2943 pessoas, 11% não freqüentavam a escola, 114 pessoas eram analfabetas (4%), 31% das pessoas apresentavam o Ensino Fundamental (1 0 grau) incompleto e 3,5% completo; 7% das pessoas apresentavam o Ensino Médio (2 0 grau) incompleto, sendo que 9% já tinham concluído o Ensino Médio; 2% das pessoas tinham Ensino Superior incompleto e apenas 3% tinham completado o Ensino Superior; 0,27% das pessoas tinham cursos técnicos concluídos e 0,13% tinham cursos técnicos incompletos; e 0,10% faziam supletivo; 29% das fichas não tinham informação sobre o nível de escolaridade. Os dados obtidos das fichas mostraram que, das pessoas, 21%, ou seja, 962 eram cobertas por planos de saúde privados, sendo que a maioria (em torno de 79% ou 1981 pessoas) dependia exclusivamente do Sistema Único de Saúde para receber assistência médica à saúde. O NSF-5 é dividido em 5 micro-áreas, sendo que as micro-áreas 1, 2, 3 e 4 apresentam, segundo os dados do SIAB 100% de abastecimento de água pela rede pública, casas de tijolo, destino de lixo por coleta pública, destino de fezes/urina por sistema de esgoto e energia elétrica. Ressalta-se que a microárea 5 apresenta uma região de favela que se diferencia um pouco do restante da área do NSF-5, apresentando 100% de abastecimento de água pela rede pública, 96,25 % de casas de tijolo, 0,63% de taipa, 2,5% de madeira e 0,63% de material aproveitado, o destino de lixo é realizado 96,88% por coleta pública, 1,88% é queimado e 1,25% é deixado a céu aberto, o destino de fezes/urina se dá pelo sistema de esgoto (43,75%) e através de fossa (56,25%), e 99,38% tem energia elétrica Estes dados foram coletados para elucidar a condição sócio-econômico-sanitária e cultural da população da nossa investigação, visto que estas condições influenciam C ADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62,

8 M ARIÂNGELA APARECIDA PACE, JAMYLE CALENCIO GRIGOLETTO, ROSA CRISTINA BERTOLDI, M ARLÍVIA GONÇALVES DE CARVALHO WATANABE POLACHINI, JANETE CINIRA BREGAGNOLO os hábitos, comportamentos e atitudes das pessoas, principalmente no que diz respeito à saúde bucal. O primeiro questionamento relacionado à saúde bucal refere-se à ida ao dentista. Observa-se na Figura 1 que 50% das famílias responderam que procuram atendimento odontológico rotineiramente (394 famílias). Entretanto, os dados do levantamento de saúde bucal realizado pelo Ministério da Saúde, no ano de 2003 (Brasil 2005d), evidenciaram que apenas 34,11% da população brasileira procuravam atendimento de rotina. Figura 1 Motivo da procura do serviço odontológico. Ainda relacionado à mesma figura, verifica-se que 45%, ou seja, 361 famílias responderam procurar o dentista somente em caso de urgência e 5% das fichas não tinham esta informação. O segundo item da Ficha A, relacionado à saúde bucal, aborda o uso de escova dental. Por meio da Figura 2 pode-se identificar que apenas 1% das famílias entrevistadas, ou seja, 7 famílias, responderam fazer uso coletivo de escova dental. Figura 2 Padrão de uso de escovas dentais. Em sua pesquisa com 4310 alunos feita pela Equipe de Saúde Bucal do Escritório Regional de Saúde de Casa Branca, na faixa etária de 7 a 14 anos, matriculados em escolas estaduais de cinco municípios de sua abrangência, Paschoal e Rotta (1992) encontraram uma porcentagem de 13,42% que utilizavam a escova dental coletivamente, assim como Borges et al. (1996), que observaram em seu 56 CADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62, 2006

9 H ÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP estudo realizado com crianças de 1 a 14 anos de baixa renda do município de Alfenas-MG, num estudo sobre verificação de contaminação de escovas de dente por coliformes fecais com crianças de 1 a 14 anos de baixa renda, que 17,97% das 98 entrevistadas compartilhavam o uso de uma mesma escova. Em um estudo realizado no município de Pirangi-SP, Grigoletto et al. (2001) verificaram que uma pequena parcela dos escolares avaliados (1,8%) utilizavam a escova de maneira coletiva. No entanto, Alves et al. (1998) constataram em seus estudos que a maioria dos adolescentes usava a mesma escova dental de outro membro da família, ignorando a transmissibilidade da cárie e os hábitos de higiene preventiva. O uso coletivo de escova dental é um dado relevante, embora seja um número pequeno, nos atentando para a necessidade de esclarecimento sobre este comportamento, visto que a escova dental pode ser um objeto de transmissão de infecções das mais variadas. Este comportamento pode estar associado à dificuldade de acesso à informação e também à falta de condições financeiras para adquirir uma escova dental para cada membro da família, aspecto que sugere a necessidade de uma investigação. Pode-se constatar, com base na Figura 3, a informação da Ficha A relativa ao número de escovações diárias, sendo que a maior parte das famílias (63%) respondeu escovar 3 vezes/dia ou mais os dentes. Corbacho et al. (2001) encontraram que 41,6% das famílias, entrevistadas em uma escola comunitária do subúrbio ferroviário em Salvador-BA, afirmaram escovar os dentes 3 vezes/dia, sendo que 50% delas afirmaram escovar 2 vezes/dia, mostrando que em nosso estudo tivemos um resultado positivo no que se refere ao número de escovações diárias. Figura 3 Número de escovações diárias. O uso do creme dental está ilustrado pela Figura 4, e como era de se esperar, quase a totalidade das famílias (96%) responderam fazer uso do creme dental. Estes dados se assemelham aos achados de Corbacho et al. (2001), que observaram que a totalidade das famílias por elas entrevistadas faziam o uso de pasta dental, assim como Dimbarre e Wambier (1996), que pesquisaram C ADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62,

10 M ARIÂNGELA APARECIDA PACE, JAMYLE CALENCIO GRIGOLETTO, ROSA CRISTINA BERTOLDI, M ARLÍVIA GONÇALVES DE CARVALHO WATANABE POLACHINI, JANETE CINIRA BREGAGNOLO 141 escolares de anos, encontraram que 100% das crianças que escovavam seus dentes utilizavam creme dental. Figura 4 Utilização de creme dental. O uso de fio dental está evidenciado na Figura 5, onde observa-se que 65% das famílias responderam fazer uso deste recurso para higiene oral e 28% relataram não utilizar, sendo que as demais fichas não apresentavam esta informação. Este dado contraria os achados de Corbacho et al. (2001), que encontraram que apenas 16,6% das famílias entrevistadas mencionaram utilizar o fio dental. A baixa freqüência do uso do fio dental pela população foi observada também por Pileggi-Vinha et al. (1993). No entanto, Todescan (1991) encontrou que 66,07% dos 4310 entrevistados disseram fazer uso do fio dental, semelhante ao observado nesse estudo. Figura 5 Utilização de fio dental. 4. CONCLUSÃO Os achados desse estudo referem-se a uma amostra da população da periferia do município de Ribeirão Preto-SP, constituída de famílias cadastradas no NSF-5 do PSF, residentes no bairro Sumarezinho, localizado na zona urbana, predominantemente adultos jovens (20-59 anos). Ressalta-se que uma proporção considerável das famílias (45%) respondeu procurar o dentista somente em caso de urgência, no entanto, faz-se necessária a realização de novos estudos para elucidar as causas desse comportamento. 58 CADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62, 2006

11 H ÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP Com relação ao uso coletivo de escova dental, apenas 1% das famílias abordadas (7 famílias) afirmaram ter esse hábito. Quase a totalidade das famílias (96%) respondeu fazer uso do creme dental, e a maior parte delas (63%) respondeu escovar 3 vezes/dia ou mais os dentes. Quanto ao uso do fio dental, a maioria das famílias (65%) respondeu fazer o uso deste acessório para higiene oral e 28% relataram não utilizar. Os dados levantados têm grande relevância para subsidiar o planejamento de ações de promoção, prevenção e recuperação de saúde bucal para essa população, visto que, para se realizar o planejamento de ações, é necessário se conhecer a realidade de vida das pessoas e, principalmente, seus hábitos para que as ações sejam realmente eficazes. A pesquisa deve ainda seguir com a realização de um estudo epidemiológico, para embasar o diagnóstico da situação de saúde bucal, com a finalidade de completar os dados para o planejamento das atividades a serem desenvolvidas. R EFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, M. U.; TATO, N. A.; SEMERARO, B.; SILVA, F. R.; ARAKAKI, G. Educação em saúde bucal: sensibilização de pais de pacientes. IV Mostra de Iniciação Científica da UFF, 4., 1998, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: UFF, BRASIL. Ministério da Saúde. Brasil Sorridente. Mais brasileiros com água fluoretada. Brasília, DF, 2005a. 8 p.. Ministério da Saúde. Informe da Atenção Básica. Saúde Bucal. A reorganização das ações de saúde bucal na atenção básica. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/psfinfo7.pdf>. Acesso em: 20 mai. 2005b.. Saúde da Família. Guia Saúde da Família. Disponível em: <http://dtr2001.saude.gov.br/bucal/publicacoes/guia_psf2.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2005c.. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Projeto SB Brasil 2003: condições de saúde bucal da população brasileira Resultados principais. Brasília, DF, 2005d. 67 p. BORGES, E. J. S.; YOXINO, J.; MIRANDA, A. V.; CORREA, L. R.; SILVEIRA, S. R. A.; SIQUEIRA, R. V.; CHAVASCO, J. K. Verificação da contaminação de escovas de dente por coliformes e parasitas intestinais. Revista Universidade de Alfenas. Alfenas, v. 2, p , C ADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62,

12 M ARIÂNGELA APARECIDA PACE, JAMYLE CALENCIO GRIGOLETTO, ROSA CRISTINA BERTOLDI, M ARLÍVIA GONÇALVES DE CARVALHO WATANABE POLACHINI, JANETE CINIRA BREGAGNOLO CARDOSO, A. C. C.; SANTOS JÚNIOR, R. Q.; SOUZA, L. E. P.; BARBOSA, M. B. C. B. Inserção da equipe de saúde bucal no PSF: um desafio para a melhoria da qualidade de atenção à saúde. Revista Baiana de Saúde Pública. v. 26, n.1/2, p , CORBACHO, M. M.; SOUSA, F. A.; ROCHA, M. C. B. S.; CANGUSSU, M. C. T.; ALVES, A. A. N. Percepção da saúde bucal - uma análise de famílias participantes do programa de saúde, Salvador-BA. Revista da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia. v. 22, p. 6-11, DIMBARRE, D. T.; WAMBIER, D. S. A influência da motivação e supervisão profissional na redução de placa bacteriana em escolares. Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo. v. 10, n. 3, p , DOMINGUEZ, B. N. R. O Programa de Saúde da Família: como fazer. Havana, FRANCO, T. B.; MERHY, E. E. Programa de Saúde da Família (PSF): contradições de um programa destinado à mudança do modelo tecnoassistencial. In: MERHY, E. E., MAGALHÃES JÚNIOR, H. M.; RIMOLI, J.; FRANCO, T. B.; BUENO, W. S. O trabalho em saúde: olhando e experenciando o SUS no cotidiano. São Paulo: Hucitec, p FREITAS, S. F. T. Políticas de formação de recursos humanos ou programas comunitários de saúde bucal. Saúde em Debate. v. 40, n. 1, p , GONTIJO, L. P. T. A saúde bucal coletiva na visão do estudante de odontologia: estudo de uma experiência Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. EERP- USP, Ribeirão Preto. GRIGOLETTO, J. C.; WATANABE, M. G. C.; GASPAR, D.; BREGAGNOLO, J. C. Hábitos de higiene e utilização de uma mesma escova dental por mais de um membro da mesma família no município de Pirangi-SP In: II CONGRESSO MUNDIAL DE ODONTOLOGIA DE LONDRINA, 2., 2001, Londrina. Anais. Londrina: II Congresso Mundial de Odontologia, MENDES, E. V. A atenção primária à saúde no SUS. Fortaleza: Escola de Saúde Pública do Ceará, p. NARVAI, P. C. Odontologia e saúde bucal coletiva. São Paulo: Hucitec, p. OLIVEIRA, A. G. R. C.; ARCIERI, R. M.; UNFER, B.; COSTA, I. C. C.; MORAES, E.; SALIBA, N. A. Modelos assistenciais em saúde bucal no Brasil: tendências e perspectivas. Ação Coletiva. v. II, n. 1, p. 9-14, PASCHOAL, A. D.; ROTTA, J. C. P. Conservação e uso das escovas. Revista Gaúcha de Odontologia. v. 40, n. 4, p , CADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62, 2006

13 H ÁBITOS DE HIGIENE ORAL DE FAMÍLIAS CADASTRADAS EM PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE RIBEIRÃO PRETO - SP PILLEGI-VINHA, P.; BIGNELLI, P.; MANSOR, P. R. G.; SPINOLA, L. F.; VINHA, D. O uso do fio dental junto ao público. Revista Paulista de Odontologia. v. 15, n. 2, p , SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Saúde. A organização das ações de saúde bucal na atenção básica - uma proposta para o SUS-São Paulo. São Paulo, p. SILVA, L. L.; NASCIMENTO, M. I.; RIBEIRO, S. J. P. Utilização de ferramentas do Programa de Saúde da Família em Odontologia. In: VII CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA, 7., 2003, Brasília. Anais Saúde, Justiça e Cidadania. Livro de Resumos-I. Brasília: ABRASCO, p TODESCAN, J. H. Prevenção - usos e costumes da higiene bucal - III. Revista Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas. v. 45, n. 6, p , ZANETTI, C. H. G.; LIMA, M. A.; UMBELINA RAMOS, L.; COSTA, M. A. B. T. Em busca de um paradigma de programação local em saúde bucal mais resolutivo no SUS. Divulgação em Saúde para Debate. n. 13, p , ZANETTI, C. H. G. As marcas do mal-estar social no Sistema Nacional de Saúde: o caso das políticas de saúde bucal, no Brasil dos anos Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Escola Nacional de Saúde Pública. ENSP, Rio de Janeiro. C ADERNOS SAÚDE COLETIVA, RIO DE JANEIRO, 14 (1): 49-62,

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