MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM PERNAMBUCO

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1 EXMO(A). SR(A). JUIZ(ÍZA) FEDERAL DA 5ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA EM PERNAMBUCO AÇÃO CIVIL PÚBLICA N. 10/2009 Distribuição por dependência à ação civil pública n O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pela Procuradora da República infra-assinada, vem, perante Vossa Excelência, no exercício de suas atribuições constitucionais e legais, propor AÇÃO CIVIL PÚBLICA, com pedido de liminar/tutela antecipada, contra CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, empresa pública, dotada de personalidade jurídica de direito privado, com endereço na Av. Governador Agamenon Magalhães, n. 4775, Ed. Thomas Edison, Ilha do Leite, Recife/PE; SUL AMÉRICA CIA NACIONAL DE SEGUROS, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/MF sob o n / , com sucursal localizada na Av. Engenheiro Domingos Ferreira n. 467, Boa Viagem, Recife/PE; PERPART PERNAMBUCO PARTICIPAÇÕES E INVESTIMENTOS S/A, pessoa jurídica de direito privado, com endereço na Rua Dr. João Lacerda n. 395, Cordeiro, Recife/PE pelas razões de fato e direito abaixo alinhadas.

2 2 Foi proposta ação civil pública pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco em face da Caixa Seguradora S/A, visando ao ressarcimento de danos materiais e morais sofridos pelos moradores de vários blocos do Conjunto Residencial Muribeca, bem como a resguardar o direito à restituição pelas quantias pagas pelos imóveis ou a reexecução/recuperação da obra com compensação pecuniária face a desvalorização dos imóveis, e, ainda, o custeio de moradia em caso de desocupação de algum bloco, entre outros pedidos. Posteriormente, a Caixa Econômica Federal ingressou naquela lide, sendo deslocada a competência para essa Justiça Federal processar e julgar a ação, a qual foi tombada sob o n No entanto, alguns blocos do Conjunto Residencial Muribeca não foram apontados na petição inicial daquela ação civil pública, apesar de a documentação dos moradores daqueles blocos ter sido acostada aos autos, razão pela qual vem o Ministério Público Federal propor a presente demanda, a fim de resguardar os direitos dos moradores dos blocos que deixaram de ser incluídos naquele processo. O motivo crucial da referida demanda, e da que ora se propõe, prende-se ao risco de desabamento dos blocos do Conjunto Residencial Muribeca, em razão de utilização de técnica de construção de edifícios em alvenaria resistente (prédios caixão) que se revelou inadequada, gerando um grave problema social de segurança à vida, à saúde e ao patrimônio dos moradores. Recentemente, inclusive, foi amplamente noticiado na imprensa que o bloco 155, localizado na Rua 04, Quadra 02, do Conjunto Residencial Muribeca, que não é objeto da Ação Civil Pública n , foi interditado pela Defesa Civil, em razão de afundamento, e, dessa forma, os moradores tiveram que abandonar suas residências às pressas (declaração de interdição e notícias às fls. 06 e 378/382 ). Dessa forma, vem o MPF propor a presente ação em defesa dos direitos individuais homogêneos e de natureza indisponível, em especial, o direito à vida e à moradia dos moradores do referido BLOCO 155, localizado na Rua 04, Quadra 02; dos BLOCOS 30, 38, 74, 160, 180 E 210, localizados na Rua 01 Quadra 03; dos BLOCOS 37, 57, 59 e 155, localizados na Rua 01, Quadra 04, todos do Conjunto Residencial Muribeca, edificações que não são objeto da referida ação n De outra banda, entende este Parquet Federal que a distribuição da presente ação deve ocorrer por dependência à ação civil pública , face a conexão verificada em razão da identidade de causa de pedir remota e pedido.

3 3 Nesse contexto, considerando que os argumentos utilizados, pelo Exmo. Promotor de Justiça Édipo Soares Cavalcante Filho, na exordial da referida ação civil pública n se aplicam, na íntegra, à presente hipótese, peço vênia para reproduzi-los, com as adequações necessárias ao caso concreto. DA LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DO MINISTÉRIO PÚBLICO E DOS INTERESSES PROTEGIDOS Reza a Constituição Federal: Art São funções institucionais do Ministério Público: [... ] III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; Por sua vez, a Lei n de , que trata da ação civil pública esclarece que: Art Regem-se pelas disposições dessa Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: (...) II - ao consumidor (...) Art A ação principal e a cautelar poderão ser propostas pelo Ministério Público, pela União, pelos Estados e Municípios. Poderão também ser propostas por autarquia, empresa pública, fundação, sociedade de economia mista ou por associação que: (...) Da Lei n /90, Código de Defesa do Consumidor: Art A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. Parágrafo único - A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base; III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente: I - O Ministério Público;

4 4 Não restam dúvidas que os moradores das unidades habitacionais do CONJUNTO MURIBECA enquadram-se na condição de adquirentes de produtos imobiliários e tomadores de serviços de natureza securitária, definidos no art. 3, 2, da Lei n /90 (Código de Defesa do Consumidor), onde se tem, claramente, um interesse individual homogêneo. Nesse diapasão o seguinte escólio jurisprudencial do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco: EMENTA: PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE AD CAUSAM DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNIOS. EXTINÇÃO DO FEITO SEM APRECIAÇÃO DO MÉRITO SOB O ARGUMENTO DE ILEGITIMIDADE ATIVA. RECURSO. PROVIMENTO. DECISÃO UNÂNIME. 1. O Ministério Público é legitimado para ação civil pública destinada à defesa dos direitos individuais homogêneos, consoante o que dispõe a combinação dos arts. 81, 82, inciso I e 117, da Lei n /90, art. 6, inciso VII, alínea d da Lei Complementar n 75/93 e art. 129, III da Constituição Federal de 1988, quando estes direitos tiverem relevância social, como por exemplo, à segurança das pessoas, que é caso dos autos. 2. Anulação da decisão com o conseqüente retorno dos autos à origem para o prosseguimento do feito. (T JPE Câmara Cível - Apelação Cível n , DJ: ReI.: Desembargador Jovaldo Nunes). Vale destacar, por oportuno, as seguintes palavras de Sua Excelência o Desembargador Jovaldo Nunes, que assim se posicionou no seu voto: Nas ações civis públicas onde o Ministério Público funciona como parte ativa na defesa de interesses individuais homogêneos deve-se verificar se tais direitos têm a chamada RELEVÂNCIA SOCIAL. O Parquet só tem legitimidade para propor ações coletivas em favor de direitos individuais homogêneos quando estes interessem à sociedade como um todo, ou seja, tiverem repercussão no interesse público. [... ] No caso em concreto, o direito reclamado diz respeito à MORADIA, SAÚDE E SEGURANÇA, direitos fundamentais esculpidos na Constituição Federal. Esse também é o entendimento do STJ, conforme se observa da EMENTA abaixo transcrita, da lavra do Exmo. Ministro Relator, Doutor Ari Pargendler: PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública cujo objeto seja a tutela de direitos de adquirentes de apartamentos residenciais. Ressalva do entendimento pessoal do relatar, que a restringe à defesa dos interesses individuais homogêneos indisponíveis. Recurso especial conhecido e provido. (STJ Turma - Resp. n DF, DJ: ReI.: Ministro Ari Pargendler).

5 5 Pois bem Exa., a presente ação cuida da proteção de dois tipos de interesses e direitos. Primeiro, tem-se os chamados interesses e direitos coletivos que são definidos pelo Código de Defesa do Consumidor (art. 81, II) como aqueles de natureza indivisível de que seja titular grupo de pessoas ligadas entre si ou à parte contrária por uma relação jurídica base. No caso, a relação jurídica base é a compra e venda que ligou cada um dos consumidores, compradores das unidades imobiliárias, aos fornecedores daquele produto e serviços. É INDIVISÍVEL, POIS O QUE SE BUSCA COMO INTERESSE COLETIVO É A CONSTATAÇÃO DO VÍCIO DE PROJETO E A CONSTRUÇÃO/CORREÇÃO DE TAL VÍCIO, DEVENDO SER REALIZADAS OBRAS DE PREVENÇÃO PARA QUE SE EVITE O SINISTRO EM PROTEÇÃO À MORADIA/HABITAÇÃO SEGURA, À SAÚDE E À VIDA DOS MORADORES/SUBSTITUÍDOS, DEIXANDO OS IMÓVEIS SEGUROS E BEM FEITOS COMO FORA CONTRATADO, OU PROVIDÊNCIAS POR PARTE DO JUÍZO QUE ASSEGUREM O RESULTADO PRÁTICO CORRESPONDENTE (art. 84 e 10, CDC). Segundo, têm-se os interesses e direitos individuais homogêneos, definidos pelo Código de Defesa do Consumidor (art. 81, III) como aqueles "decorrentes de origem comum". Tal significa que a imprestabilidade e o risco presente das unidades residenciais é a origem comum que une os consumidores. Quanto a esses últimos, uma observação se faz necessária, dada a grande celeuma provocada pela falta de esclarecimento de quais são estes direitos. Grande novidade trazida pelo Código de Defesa do Consumidor. Como se pode observar pelo art. 82, I, do CDC, ao Ministério Público foi conferida legitimidade para defender, além das outras categorias de direitos coletivos, os chamados individuais homogêneos. Quanto aos direitos individuais homogêneos, diferentemente dos difusos e dos coletivos, são eles divisíveis. Portanto, cada lesado terá direito a um ressarcimento individualizado, dependendo de caso a caso. Esses consumidores podem, efetivamente, dispor desse direito e desistir de receber o que Ihes caberia. Mas antes da individualização de cada quinhão existe o interesse público e social de que danos infligidos àquele grupo de pessoas sejam coibidos e ressarcidos, assim como seja estabelecido que o fornecedor faltoso terá que responder por seus atos. E tal direito, que é de toda a sociedade e que não se pode renunciar, é o direito individual homogêneo pelos quais é dever do Ministério Público velar. Dessa forma, é muito comum na maioria das vezes em que há violação a direito coletivo, também se verificar a violação a direitos e interesses

6 6 individuais homogêneos das pessoas lesadas. Por esse motivo, na mesma ação busca-se a tutela do interesse coletivo e formula-se pedido genérico referente à proteção desses direitos individuais homogêneos, devendo a habilitação (arts. 97 a 100 do CDC) para ressarcimento ser feita, a posteriori, por cada interessado individualmente - para o que o Ministério Público intervirá somente como custos legis. A propósito, o Supremo Tribunal Federal, em decisão proferida recentemente, assim colocou a questão: "No entanto, ao editar-se o Código de Defesa do Consumidor, pelo seu art. 81, inciso III, uma outra sub-espécie de direito coletivos fora instituída, dessa feita, com a denominação dos chamados interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. [... ] Por tal disposição vê-se que se cuida de uma nova conceituação no terreno dos interesses coletivos, sendo certo que esse é apenas um nomen juris atípico da espécie direitos coletivos. Donde se extrai que interesses homogêneos, em verdade, não se constituem como um tertium genus, mas sim como uma mera modalidade peculiar, que tanto pode ser encaixada na circunferência dos interesses difusos quanto na dos coletivos. [ ] Quer se afirme na espécie interesses coletivos ou particularmente interesses homogêneos, stricto sensu, ambos estão nitidamente cingidos a uma mesma relação jurídica-base e nascidos de sua mesma origem comum, sendo coletivos, explicitamente dizendo, porque incluem grupos, que conquanto atinjam as pessoas isoladamente, não se classificam como direitos individuais, no sentido do alcance da ação civil pública, posto que sua concepção finalística destina-se a proteção do grupo. Não está, como visto, defendendo o Ministério Público subjetivamente o indivíduo como tal, mas sim a pessoa enquanto integrante desse grupo. Vejo, dessa forma, que me permita o acórdão impugnado, gritante equívoco ao recusar a legitimidade do postulante, porque estaria a defender interesses fora da ação definidora de sua competência. DOS FATOS De conformidade com as notícias anexas, verifica-se que OS BLOCOS DO CONJUNTO RESIDENCIAL MURIBECA apontadas no início desta exordial se encontram em situação de latente risco de sinistro em face de vícios de construção, tendo ocorrido a interdição pela Defesa Civil em vários blocos, como os de n. 35, 37 e 129, e, recentemente, no bloco 155, localizado na Rua 04, Quadra 02 (fls. 378/382). Ressalte-se, oportunamente, que todos os blocos foram construídos sob a mesma concepção, com idêntica falha de projeto e edificação.

7 7 É oportuno registrar que a própria técnica de construção de edifícios em alvenaria resistente (prédios caixão) utilizada a partir da década de 70 se revelou inadequada, gerando um grave problema social de segurança à vida e saúde dos moradores desses prédios na região metropolitana do Recife, onde há cerca de edificações dessa natureza. O Ministério Público Federal, em conjunto com o Ministério Público do Estado de Pernambuco, vem envidando grandes esforços para encontrar uma solução coletiva para o problema, tendo ajuizado, inclusive, ação civil pública com vistas a obrigar os municípios da região metropolitana do Recife e a Caixa Econômica Federal a realizar estudos para diagnosticar a real situação das edificações e para indicar soluções para a sua recuperação, além de outras medidas. No curso dessa luta, contou com a colaboração de grupo coordenado pela Universidade de Pernambuco UPE, que tem se dedicado a encontrar soluções para o problema. Como se denota do documento colacionado às fls. 386/425, preparado pelo referido grupo da UPE, a técnica de construção de edifícios em alvenaria resistente se mostra inadequada, visto que utiliza unidades de vedação com finalidade estrutural, com o objetivo de suportar cargas além do seu próprio peso. Confira-se trecho do aludido documento que fala das características da alvenaria resistente: A alvenaria resistente é uma técnica construtiva que se caracteriza pela utilização de unidades de vedação (cerâmicas ou de concreto) com finalidade estrutural, ou seja, com o objetivo de suportar cargas além do seu próprio peso. As lajes são na sua maioria nervuradas, pré-moldadas tipo volterrana, com blocos cerâmicos ou de concreto e com capeamento de concreto. São assentadas diretamente sobre as paredes ou sobre cintas de concreto executadas no coroamento das paredes. As fundações são geralmente construídas em alvenaria simples ou dobrada, em continuidade às paredes da edificação, geralmente assentadas sobre sapatas corridas na forma de T invertido de concreto armado ou sobre componentes de fundação pré-moldados assentados sobre camada de concreto magro. Tem sido constatada a execução do piso do pavimento térreo em laje prémoldada, semelhante às empregadas nos demais pisos da edificação, em substituição ao preenchimento do caixão da obra com aterro compactado. O porão assim formado cria um ambiente potencialmente agressivo aos elementos do embasamento e à própria laje. É agravado pela inexistência de saneamento, em muitos casos. Neste tipo de edificação é freqüente não se dispor cintas de concreto armado na interface fundação-parede de elevação ou mesmo nas interfaces paredelaje em cada pavimento. É comum também a ausência de vergas e contravergas nos vãos de aberturas de portas e janelas.

8 8 As paredes de elevação são construídas em alvenaria singela de blocos cerâmicos ou de concreto, com espessura média de 9 cm, com juntas verticais descontínuas, assentadas com argamassa mista de cimento, cal e areia, de cimento saibro e areia ou simplesmente cimento e areia. Esta espessura das paredes é responsável, em grande parte, pela redução da já pequena capacidade de carga destes elementos resistentes devido à sua elevada esbeltez. Para os valores de pé-direito usualmente empregados neste tipo de construção 2,60m tem-se uma esbeltez próxima de 30 que é consideravelmente superior ao valor 20, admitido para construções em alvenaria estrutural. (...) Com efeito, arrimados em uma tecnologia não albergada por norma técnica, promoveu-se uma adaptação para a utilização de tijolo de vedação com função estrutural. Com o passar do tempo, devido ao elevado nível do lençol freático na região, aqueles tijolos não produzidos com a finalidade específica de servirem como elementos de sustentação das cargas das construções sofrem com a ação das águas e dos seus sais de forma que paulatinamente tenham reduzida sua capacidade de resistência até o dia em que, não suportando mais os pesos a que estiveram submetidos, provocam a ruína da edificação. Quanto à possibilidade de desmoronamento, vale lembrar que em casos tais e como consequência do modelo construtivo ora combatido, eles podem ocorrer de forma abrupta e inesperada, a exemplo do que ocorreu com os Edifícios Érica e Enseada de Serrambi, de sorte que há necessidade de intervenção em todas as construções produzidas daquela forma ("prédios-caixão"), a fim de modificar a forma de desencadeamento da ruína, eliminando a circunstância da surpresa, como foi nos casos experimentados pela sociedade e causadora de perdas de vidas humanas. É de se ter em mente que os mencionados vícios construtivos são do tipo oculto. O que se apresenta aos olhos dos leigos consumidores são as paredes revestidas em perfeito estado, conduzindo à falsa impressão de que a obra de engenharia é segura e confiável. Bem se vê que do prisma técnico não se podem classificar estes episódios senão como AMEAÇA DE DESMORONAMENTO DECORRENTE DE VÍCIO DE CONSTRUÇÃO. Pois bem Exa. tais fatos atingiram também os moradores do Bloco 155, localizado na Rua 04, Quadra 02, DO CONJUNTO RESIDENCIAL MURIBECA, e em decorrência de fissuras e recalque que indicava instabilidade na estrutura da edificação, que veio a afundar, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes interditou aquele bloco (fl. 06), e, dessa forma, os moradores que lá habitavam (fls. 03/05 e 272/273) foram despejados das próprias

9 9 residências, sendo vítimas do "efeito cascata" que atinge todo o conjunto residencial. Dessa forma, tais fatos estão alarmando também os moradores dos BLOCOS 30, 38, 74, 160, 180 e 210, localizados na Rua 01 Quadra 03; dos BLOCOS 37, 57, 59 e 155, localizados na Rua 01, Quadra 04, todos do Conjunto Residencial Muribeca, e em face das aludidas constatações, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, por requisição do Ministério Público, vem promovendo a análise administrativa dos mencionados blocos. Em outra frente, visando a solução mais rápida do problema, observou o Ministério Público em seus procedimentos investigatórios, que a cobertura securitária que poderia redundar até mesmo na recuperação dos prédios comprometidos através de recursos da seguradora contratada pelo agente financeiro, estava descartada no âmbito administrativo, conquanto a seguradora demandada, via de regra vinha fazendo interpretações restritivas das cláusulas da apólice de seguro habitacional de modo a sempre desfavorecer os consumidores/moradores, além de não observar os prazos a que estava obrigada a cumprir, apresentava laudos imprecisos e díspares da realidade, firmando irredutível negativa em relação às demandas dos consumidores atingidos. Por certo também o faria com os ora substituídos e estes não dispõem do tempo para essa infindável demanda administrativa, cujo resultado é sempre a negativa. Pior que isso. Nos poucos casos em que houve êxito nas negociações, no município de Olinda, para assegurar a recuperação dos prédios sinistrados, a solução técnica contida no projeto apresentado pela Caixa Seguradora S.A. não atendeu às expectativas, sendo alvo de críticas por parte do ITEP - Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco, cujos pareceres podem ser solicitados à Promotoria de Defesa da Cidadania. São os exemplos dos Edifícios Baronatt e Maria Elisa. Corroborando os erros apontados na concepção de recuperação dos prédios construídos em alvenaria portante, visualizam-se alguns exemplos de intervenções desastrosas da Seguradora. O Conjunto Residencial Parque Primavera e o Edifício EI Farol foram recuperados pela Caixa Seguradora S.A. e, posteriormente, voltaram a apresentar problemas. Outro exemplo é o do Bloco 15 do mesmo Condomínio Residencial Muribeca, que no ano de 1994 foi interditado por apresentar problemas na sua estrutura, tendo sido entregue restaurado aos moradores pela extinta COHAB no dia 18 de novembro do mesmo ano. Contudo, 12 anos depois, voltou a apresentar as mesmas patologias. Os consumidores precisam da mais absoluta garantia de segurança para poder abrigar as suas famílias, principalmente depois do pânico causado

10 10 pela sucessão de eventos nos prédios do tipo caixão. É, pois, inaceitável qualquer solução paliativa para a população atingida por esse drama. Apesar disso, ainda que venha a lograr êxito, a tentativa de recuperação dos edifícios pelo seguro inerente aos contratos de mútuo habitacional (Sistema Financeiro da Habitação), não se descarta também a responsabilidade do construtor, deve ser chamado a reparar o dano em questão, vez que foi o seu causador, conforme poderá ser evidenciado pelas perícias que deverão ser produzidas nos presentes autos. Também a seguradora ou sua sucessora, por ter a responsabilidade de fiscalizar as obras financiadas com os recursos do Sistema Financeiro da Habitação, não pode ser afastada no momento da reparação dos danos. Além disso, ao aceitar um seguro sobre determinado imóvel, ainda que ele não tenha sido edificado com recursos do SFH, a seguradora pode, querendo, vistoriá-io para certificar-se de que foi edificado dentro da técnica adequada. Se não o fez ou contentou-se com o exame procedido pelo estipulante, deve assumir a obrigação indenizatória decorrente do contrato de seguro, que neste caso é objetiva. De seu turno, é pacífico na jurisprudência pátria o entendimento de que a Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente financeira, é solidariamente responsável com a construtora pelos vícios de obra financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação. Responde a Caixa Econômica Federal, nesses casos, pela solidez e segurança da respectiva construção. Diante do caso concreto, vislumbra-se que o direito à moradia dos consumidores foi ferido pelo construtor que edificou e vendeu as unidades habitacionais concebidas dentro de um sistema construtivo equivocado, em que se privilegia o lucro fácil em detrimento da segurança. De igual modo, sob a ótica da apólice de seguro habitacional, o direito dos mutuários do SFH - Sistema Financeiro da Habitação também é sonegado pela seguradora demandada, bem como pela Caixa Econômica Federal. Por fim, é de se destacar que as famílias vitimadas não reúnem condições financeiras para arcar com a realização de vistorias e recuperação do prédio, para depois pleitear indenizações. Trata-se, portanto, de um gravíssimo problema social consistente na situação de fato acima narrado, que pode ser resumida da seguinte forma: desocupação pela impossibilidade de permanecer ocupando uma moradia insegura; impossibilidade de arcar com a recuperação do prédio e dificuldades em custear nova moradia enquanto o problema não é definitivamente resolvido. Desse modo vê-se que os consumidores e moradores dos Blocos em

11 11 comento do CONJUNTO RESIDENCIAL MURIBECA sofreram danos materiais diversos, tais como a desvalorização dos seus imóveis, e aqueles que tiveram que deixar suas casas sofreram ainda despesas com mudança de residência, despesas com novo aluguel, etc. Suportaram e ainda suportam danos morais de elevada grandeza, consistentes na dolorosa notícia de que se encontravam morando em um prédio inseguro que poderá desmoronar a qualquer tempo. Viram, pois, ruir o sonho da casa própria da classe humilde brasileira, que significa muito mais do que a constituição de um patrimônio imobiliário. É, na verdade, a materialização da realização de uma necessidade humana básica, que é a segurança de ter um teto para abrigar a família. Esse dano é merecedor de exemplar reparação. DO DIREITO DO CONTRATO DE SEGURO HABITACIONAL O contrato de seguro habitacional é INDEPENDENTE, AUTÔNOMO, com REGRAS PRÓPRIAS e LEGISLAÇÃO DEFINIDA, tanto subjetivamente como adjetivamente, sendo um CONTRATO BILATERAL ONEROSO E SINALAGMÁTICO, restrito entre as partes contratantes. Quanto a possibilidade de a Sul América Cia Nacional de Seguros ser condenada e desonerada do imóvel financiado fruto de sua total condenação de não habitabilidade, isto é um dos objetos do seguro habitacional, que é garantir ao agente financeiro o recebimento do seu investimento, benefício que tal agente não recusará a receber. Finalmente a Ação Civil Pública interposta não visa a quitação do contrato de financiamento, por morte ou invalidez do segurado, e sim a recomposição do imóvel para torná-io em condições de habitabilidade, justamente para que se evite a sua morte ou invalidez em face de um possível desmoronamento. CARACTERÍSTICA DO IMÓVEL FINANCIADO E SEGURADO Os substituídos mutuários e segurados adquiriram os seus imóveis por instrumento particular de compra e venda de unidade isolada e mútua com obrigação hipotecária - carta de crédito individual - FGTS - junto à CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Por serem os imóveis construídos e comprados através de financiamentos oferecidos pela Caixa Econômica Federal, vários substituídos aderiram compulsoriamente aos termos da Apólice do SEGURO HABITACIONAL COMPREENSIVO PARA OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTOS COM RECURSOS DO FGTS, o qual foi processado pela

12 12 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, passando a contar com a cobertura do seguro habitacional automaticamente contratado. Ocorre que com o decorrer do tempo os imóveis vêm apresentando rachaduras, que além de comprometer as estruturas dos blocos, encontramse na eminência de desmoronamento. O Conjunto Residencial Muribeca foi construído em alvenaria estrutural ou autoportante, técnica que não se utiliza de colunas e vigas vinculadas de concreto armado, recaindo a sustentação do conjunto arquitetônico exclusivamente sobre tijolos de cerâmica simples, que assumem, assim, função estrutural. Dada a baixa rigidez do Conjunto Arquitetônico, os edifícios em alvenaria estrutural ou "tipo caixão" exigem cuidados diferenciados no processo de construção, principalmente no tocante à edificação do material empregado e à qualidade da mão- de -obra. Isto é fundamentalmente importante no que diz respeito à capacidade de suporte dos tijolos ou bloquetes de cimento, a composição de argamassa e a estabilidade das fundações. Os tijolos e os bloquetes devem ser impermeáveis, maciços e especiais, de modo a atender a um regime ininterrupto de compressão elevada. As fundações dos prédios em alvenaria estrutural devem ser excepcionalmente firmes e estáveis, em razão da sua precária resistência à torção. Mas, como é público e notório, parte significativa da população de Jaboatão dos Guararapes e da Grande Recife é vítima inocente de inconsolável drama, por conta de ameaças de desmoronamentos de apartamentos construídos em alvenaria estrutural. Segundo as conclusões dos especialistas, o risco é causado por vícios de construção, dada a negligência das normas técnicas e por fatores externos, como a baixa resistência, a elevada acidez do solo, a superficialidade do lençol freático, movimentos de terras e outros. Por conta disso, alguns dos honrados cidadãos de Pernambuco passaram pela experiência extrema de verem desabar sobre os seus filhos o teto que devia protegê-ios. Os desmoronamentos dos Edifícios Érika e Enseada de Serrambi, com o saldo de onze pessoas soterradas e outras tantas inválidas, traumatizou o povo pernambucano e sensibilizou o País.

13 13 Moradores de outros prédios foram compelidos a abandonar emergencialmente os seus lares e se viram lançados nos azares de um jogo de culpas, cujas únicas certezas são as privações pessoais, a dor moral e as dívidas, a exemplo do que aconteceu recentemente com os moradores do bloco 155, da Rua 04, Quadra 02, do Conjunto Residencial Muribeca (fls. 03/05 e 272/273). Existem, ainda, aqueles que, impotentes, ficam e obrigam-se a deixar os seus filhos ficarem, porque não têm recursos para sair. Sofrem de medo crônico, de vergonha pública e um sentimento de frustração pessoal. Antes dos acontecimentos anteriormente citados, o Edifício Giselle, localizado em Jaboatão dos Guararapes, desabou em 1977 soterrando pessoas. Em 1979 o Edifício Anamália, em Piedade, caiu provocando vítimas fatais. Em 1998 o Edifício Aquarela, também localizado em Jaboatão, sofreu um afundamento grave, tendo conseguido os moradores, felizmente, desocupá-io a tempo. Em 2001 a queda do Edifício IJUÍ, em Piedade, provou a atualidade do problema e, a rigor, mostra a incapacidade do poder político encontrar uma solução cabal e definitiva para tão angustiante problema. Imagine Vossa Excelência o estado psicológico desses moradores que se sentem mais protegidos nas ruas do que nas suas próprias casas. São pais que quando vão trabalhar deixam as suas crianças sob um teto que pode cair a qualquer instante, permanecendo sob profunda tensão e dor psicológica. O Conjunto Residencial Muribeca é composto por blocos de apartamentos, construídos dentro da técnica de "prédio caixão", tendo todos os apartamentos uma só especificação, ou seja, há um apartamento padrão que se repete, de modo que todas as unidades possuem a mesma metragem, desenho e qualidade de acabamento. Constatando que o seguro habitacional garante os riscos de ameaça de desmoronamento, e que tais riscos, "in casu", se verificam essencialmente em razão de vícios de construção, é forçoso reconhecer que o seguro habitacional deve cobrir as despesas necessárias à recuperação dos imóveis em questão. DAS AMEAÇAS DE DESMORONAMENTO Alguns Blocos do Conjunto Residencial Muribeca foram vistoriados pela Defesa Civil do Município de Jaboatão dos Guararapes/PE, bem como por peritos solicitados pelo Ministério Público, havendo casos de interdição total e tomada de medidas judiciais pelo Ministério Público. Nesses casos, os especialistas concluíram que os prédios apresentavam recalques das

14 14 fundações e insuficiência estrutural, havendo probabilidade de desabamento integral da edificação. Em razão das conclusões alarmantes dos engenheiros especialistas em sinistro, estão os substituídos atualmente envolvidos num dilema crucial: devem ou não permanecer nos seus apartamentos mesmo sabendo que outros blocos já foram completamente desocupados por risco de desabamento, sem, contudo dispor de recursos suficientes para afastar a si e suas famílias do risco capital. Os segurados são vítimas indefesas do descaso da seguradora que foi especialmente contratada para defendê-ios precisamente destes infortúnios. A decisão crucial acerca do destino dos substituídos e das suas famílias, bem como de tantas outras pessoas que venham a bater na porta do Judiciário, terá que ser tomada com a mediação de Vossa Excelência. Os prejuízos de caráter patrimonial podem ser dados como irreversíveis porquanto a má fama do prédio solidificou-se para sempre. SEGURO DO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO O seguro habitacional constitui modalidade de seguro obrigatório, criado pelo Decreto-Lei 73/66, que visa preservar os recursos públicos aplicados nas construções das casas e apartamentos financiados pelo SFH, como facilitar e promover a moradia digna para a maioria da população brasileira. A partir da aquisição destes imóveis, os mutuários passam a contar com a cobertura compreensiva especial da apólice habitacional, na qual estão incluídas as garantias contra danos físicos nos imóveis, morte e invalidez permanente e responsabilidade civil do construtor. A contratação do seguro se dá de forma peculiar, porquanto a escolha das seguradoras é feita pelos agentes financeiros e porque a eleição fica adstrita a uma das participantes do pool de "Seguradoras Líderes" de cada região nacional do SFH. A formalização do seguro ocorre com a averbação dos cadastros dos mutuários na apólice habitacional em vigor na data da aquisição do imóvel, a qual passa a regular as relações entre os contratantes. A averbação é feita pelo agente financeiro e os substituídos após receberem cópia das CONDIÇÕES ESPECIAIS DA APÓLICE HABITACIONAL COMPREENSIVO PARA OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO COM RECURSOS DO FUNDO FGTS - CELEBRADAS A PARTIR DE 1º DE

15 15 AGOSTO DE 2001, cláusulas essas redigidas sob orientação das companhias de seguro, cujo conteúdo complexo os aderentes desconhecem. Os financiadores constituem os "elos de ligação burocrática" entre as companhias de seguro e os mutuários - conforme expressão já consagrada na jurisprudência - e toda e qualquer comunicação dos segurados para as seguradoras, e vice versa, dá-se através desses agentes. O valor do prêmio pago no seguro habitacional é o mais caro encontrado no mercado brasileiro, correspondente a 20% do preço de todos os imóveis financiados pelo SFH. Para efeitos de comparação, o seguro dos carros importados mais visados para furto e considerados de alto risco está entre 3% e 6% do seu preço. Os prêmios vêm incluídos nas prestações do financiamento, são pagos por todos os mutuários do Brasil e os financiadores além de repassá-ios mensalmente às companhias de seguro, são também os fiadores do seu pagamento. Pertine aqui transcrever as sábias palavras de Sua Excelência o Eminente Desembargador José Fernandes, do TJPE, no ensejo de julgar a Apelação Cível n /91, verbis: "Algumas seguradoras sempre se apresentam ávidas no momento de recebimento dos prêmios e avaras no momento do pagamento da indenização". A APÓLICE HABITACIONAL A Apólice do SFH é autodenominada "CONDIÇÕES ESPECIAIS DA APÓLICE HABITACIONAL COMPREENSIVO PARA OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO COM RECURSOS DO FUNDO FGTS". A cobertura é compreensiva porque compreende três modalidades diversas de garantias e é especial porque dada as suas peculiaridades, difere de todos os demais seguros disponíveis no mercado. Ela divide-se em três capítulos denominados de condições. São estas as "Condições Especiais", as "Condições Particulares" e as "Condições das Normas e Rotinas". As Condições Especiais traçam as linhas gerais do Seguro Habitacional, enquanto as Condições Particulares ocupam-se de cada modalidade de risco coberto. Existe por isso o capítulo das Condições Particulares dos Danos Físicos, outro das Condições Particulares de Morte e Invalidez Permanente e um das Condições Particulares de Responsabilidade Civil do Construtor.

16 16 O capítulo especial das Normas e Rotinas regulamenta os três capítulos citados. Em que pese desvirtuamentos visíveis, a apólice se insere no âmbito de um sistema nacional que objetiva facilitar e promover a moradia digna para a maioria da população brasileira. A jurisprudência e a doutrina captaram tais características, e, de importante acerca dos comentários abalizados sobre a Apólice do SFH, colhemos o seguinte: O contrato de seguro monopolístico e obrigatório se aproxima da figura do contrato coativo. Verdadeiramente, há contrato coativo quando alguém, contra a vontade, é compelido a participar de relações jurídicas normalmente oriundas de acordo de vontade e quando se envolve numa relação contratual sem ter emitido declaração de vontade. (TJSP, 1º CC, AC. N , SP, rei. Oes. Renan Lotufo). É seguro de massa. É seguro social. Se pudermos encontrar um tipo de contrato de adesão é este, em que a parte contratante, a hipossuficiente, não tem a mínima chance de sequer examinar o teor das cláusulas que está subscrevendo. Ela nem sabe que está contratando seguro. (TJRS, 53 CC., AC. N , rei. Des. Sérgio Pilla da Silva, 12/11/98). No contrato de financiamento da casa própria, o mutuário nem tem a faculdade de discutir com a outra parte sobre o conteúdo do já ordenado previamente. A ele cabe subordinar-se, aderindo às condições preestabelecidas, para ter financiada, pelos termos do sistema, a aquisição da moradia pretendida. (Arnaldo Rizzardo, in "Reajustes das Prestações do Banco Nacional da Habitação", pág. 8, Sérgio Fabris, Editor, 1977). OS RISCOS COBERTOS No capítulo das Condições Particulares de Danos Físicos é que estão discriminados os sinistros de danos que contam com cobertura da Apólice Habitacional. A sua Cláusula 5ª prevê que independentemente do fato gerador (ou "todos os riscos") estarão cobertos os seguintes sinistros que atinjam o imóvel financiado, assim: Cláusula 5ª - Riscos cobertos: Estão cobertos por estas Condições todos os riscos que possam afetar o objeto do seguro, ocasionando: - Incêndio; - Explosão; - Desmoronamento total; - Desmoronamento parcial, assim entendido a destruição ou desabamento de paredes, Vigas ou outro elemento estrutural; - Ameaça de desmoronamento, devidamente comprovada; - Destelhamento;

17 17 - Inundação ou alagamento. O risco que afeta os blocos do Conjunto Residencial Muribeca é a ameaça de sinistro de desmoronamento de elementos estruturais. Constituem os elementos estruturais dos prédios em alvenaria estrutural as fundações, as paredes e as lajes, visto a inexistência de colunas, vigas e pilotis. OS VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO Pelos fatos havidos e noticiados largamente pela imprensa, em especial as opiniões dos especialistas e as conclusões dos Engenheiros Civis da Prefeitura Municipal de Jaboatão dos Guararapes-PE, além da própria companhia seguradora, as causas dos sinistros com os prédios do Conjunto Residencial Muribeca, onde os substituídos são condôminos, converge para o somatório de causas externas com vícios de construção. No presente caso somente a prova pericial poderá determinar as exatas circunstâncias que levaram às ameaças de desmoronamentos. Independentemente disso, as duas hipóteses contam com a cobertura do Seguro Habitacional. A cláusula 5ª, subitem 5.2.1, acima transcrita, estatui que estão cobertos "todos os riscos" que possam afetar o objeto do seguro, para, em seguida, no subitem , dizer que somente os eventos de causa externa seriam indenizáveis. Se o mutuário recebeu o imóvel pronto, adquirido através do SFH, ele contará com a garantia da solidez do bem construído, inspecionado e financiado através do Sistema Financeiro da Habitação, como é o caso dos substituídos (tenham eles financiado ou quitado com o FGTS). O imóvel dos substituídos foi edificado pelos agentes autorizados a operar com recursos do SFH, com prévia aprovação dos projetos e com fiscalização periódica das obras, fiscalização essa que é feita inclusive pelas companhias seguradoras, havendo sim cobertura dos sinistros originados de vícios de construção. A par da expressa previsão do subitem a e dos parâmetros de exclusão do subitem 6.1 e 6.2, a cobertura compreensiva especial do seguro do SFH prevê um "pacote de garantias" que além da morte e invalidez permanente e dos danos físicos e de natureza material, protege o bem com o seguro de responsabilidade civil do construtor.

18 18 É importante ressaltar que as seguradoras do SFH são contratadas para garantir o objeto financiado desde antes da instalação do canteiro de obras. O seguro de responsabilidade do construtor, ou seguro de riscos de engenharia, possui tipicamente cobertura ALL RISKS, ou seja; contra todos os riscos que possam afetar a coisa. Decorre isso do direito do segurador de livremente fiscalizar a obra que está garantindo: As medidas especiais adotadas para a contratação deste seguro: inspeção de riscos realizada por engenheiros habilitados, análise dos cronogramas das construções, montagens, etc. (Maura de F. Bonatto & Cristiane M. Vieira, O Seguro Brasileiro e sua Prática nos dias atuais, 1 ed. LED Editora de Direito, 2000, pág.160). Em se tratando de seguro legal obrigatório, de relevante magnitude social, tal direito assume caráter de verdadeiro dever: A ré fez o seguro sobre os riscos da construção e como tal tinha o dever de fiscalizar se aquela estava sendo executada de acordo com as normas técnicas indicadas e com os materiais apropriados. Assim pelo indicado, tem o direito-dever de fiscalizar o objeto do seguro. Por isso, não se tem isenção da seguradora. Pelo contrário. Por serem possíveis construções afrontadoras dos padrões, por ser possível execução de obra temerária,cobriu-se o risco da atividade econômica e não se enquadrou da culpa. Se o agente financeiro não escolheu bem o financiado (construtor),isto é irrelevante para as relações de contrato de seguro. Aqui é clara a teoria do risco, de nada valendo a argumentação de que culpa cabe à construtora. (T JSP,7 CC, AC n /0-sp,rel. Dês.Combrea Filho,v.u,em ). Pretende a seguradora que tal espécie de vício de construção estivesse excluído do seguro. Mas, não podia invocar a exclusão de responsabilidade, pois cumpria-lhe, se pretendia aceitar o seguro de prédios não construídos pelos mutuários,verificar das condições técnicas de sua construção. (T JSP, 53 CDP,AC /2SP,reI. Des.Marco César,v.u em ) Por essas justas razões, os Tribunais têm reconhecido a responsabilidade das companhias de seguro ainda quando o sinistro resulte tão somente de vícios de construção. Tal entendimento foi pacificado em acórdão publicado no dia 13 de agosto de 2001 pelo STJ, no recurso Especial nº , cujo relator foi o Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira. A regulação de sinistro corresponde ao processo administrativo de investigação das causas dos sinistros e da extensão dos danos, para a tomada de decisão da indenização securitária. Os procedimentos de regulação dos sinistros de danos físicos estão definidos nas cláusulas especiais da Apólice.

19 19 Ocorrido o sinistro, o mutuário comunicará o fato ao agente financeiro e este encaminhará à seguradora o Aviso de Sinistro Compreensivo. Recebido o aviso, a seguradora providenciará "de imediato" a realização de vistoria, confiada a um engenheiro civil, cujo laudo objetivará: 1 ) Constatar a ocorrência de sinistro e suas causas; 2 ) As condições de habitabilidade do imóvel; 3 ) A existência, ou não, de vício de construção como fato gerador; 4 ) A extensão dos danos; 5 ) A preparação de orçamento para a recuperação dos estragos. Tratando-se de sinistros de danos físicos em imóveis, em razão da natureza dos riscos envolvidos, no próprio laudo de vistoria o engenheiro da seguradora "indicará empresa idônea" que executará as obras, e, no "prazo de trinta dias", a companhia deverá emitir Termo de Reconhecimento de Cobertura e mandar iniciar os serviços: "O termo de reconhecimento de cobertura funcionará também como instrumento de sub-rogação da seguradora nos direitos do segurado contra os responsáveis pela ocorrência do sinistro". Na hipótese de não existir sinistro será emitido Termo de Negativa de Cobertura. No caso concreto, os fatos atinentes à regulação do sinistro ocorrido nos apartamentos dos Substituídos estão devidamente documentados. São contumazes os processos administrativos de longa e penosa duração, sem que os mutuários sejam comunicados sobre os resultados dos laudos, a não ser após uma prolongada espera. Estudos anteriores demonstram a necessidade de se efetuar serviços de reforço nos elementos de infra-estrutura (viga de sustentação, baldrame e alvenaria dobrada - bloco de cimento), pois foram edificados sem revestimento, ficando sofrendo o ataque da umidade do terreno, tendo em vista que tal estrutura desprotegida se localiza abaixo do nível do solo. O MPF encontra-se preocupado com o descaso das demandadas pelo fato de que o BLOCO 155, localizado na Rua 04, Quadra 02; os BLOCOS 30, 38, 74, 160, 180 E 210, localizados na Rua 01 Quadra 03; os BLOCOS 37, 57, 59 e 155, localizados na Rua 01, Quadra 04, todos do Conjunto Residencial Muribeca, possuem a mesma característica dos demais blocos, e, foram construídos pela mesma construtora, sendo assim pesa sobre eles grande possibilidade de apresentar os mesmos problemas, ainda mais quando sinais característicos desses problemas já têm se

20 20 manifestado, ainda que de forma graduada. Mesmo diante dessa grave constatação, nenhuma solução foi dada a esses fatos e até hoje a seguradora mantém-se com intransigência e inconcebível irresponsabilidade. OS DANOS PROGRESSIVOS A natureza progressiva ou "caráter evolutivo" do sinistro, dá a certeza da destruição integral da coisa, que acontecerá num tempo qualquer, impossível de ser previsto com exatidão. Como já visto a cláusula 5ª das Condições Particulares de Danos Físicos elenca três variantes do sinistro de desmoronamento: o desmoronamento total, parcial e a ameaça de desmoronamento. Ao contrário do que possa parecer num primeiro instante o sinistro de ameaça de desmoronamento diferencia-se substancialmente do sinistro de desmoronamento total e dele não constitui forma atenuada. O objeto da garantia do sinistro de desmoronamento total é a reconstrução do bem imóvel. Já o objeto da garantia do sinistro de ameaça de desmoronamento é fundamentalmente de outra ordem. É a defesa da vida, da incolumidade física e psicológica, a proteção à saúde, o respeito moral e, em segundo plano, a preservação da coisa. A exposição da vida, a invalidez, o estado periclitante da saúde, a dor psicológica, a restrição de uso e o prejuízo patrimonial, são os danos que esta garantia visa prevenir. O caráter da cobertura por ameaça de desmoronamento é, portanto, preventivo, enquanto dos demais sinistros de danos físicos é reparatório. Estudando circunstância assemelhada, prevista no artigo 891 do novo Código Civil, o eminente Professor J. M. de Carvalho Santos, Código Civil Brasileiro Interpretado, Freitas Bastos, 9ª ed., vol. VII, p. 322, com acuidade proverbial, esclarece dizendo que: O Código concede ao proprietário um direito contra o dano possível. Previsto o dano, para segurar contra o prejuízo eventual, dá ao proprietário o direito de exigir a garantia. Prefere, assim, prevenir a remediar, dando ao proprietário o direito de exigir as seguranças contra o possível dano. O colendo Superior Tribunal de Justiça, em caso de responsabilidade civil, asseverou a suficiência do comprometimento da segurança do imóvel

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