Qual a relação dos jovens do concelho de Grândola com as toxicodependências Perspectiva dos Técnicos, Famílias e Jovens

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1 Qual a relação dos jovens do concelho de Grândola com as toxicodependências Perspectiva dos Técnicos, Famílias e Jovens 1

2 Resumo O presente estudo tem como objectivo analisar as principais perspectivas intervenientes na problemática do consumo de substâncias tóxicas por parte dos jovens, pretende-se então saber o que pensam os vários profissionais, os pais e os jovens. O acesso a estas perspectivas foi feito através de metodologias diferentes tendo em conta o tipo de população. Desta forma, a perspectiva das entidades foi obtida através de entrevistas presenciais junto dos vários profissionais. o caso dos pais e dos jovens foi necessário recorrer à aplicação de questionários. Todos os dados recolhidos foram alvo de uma análise de conteúdo e de tratamento estatístico. Os resultados permitem concluir que existem alguns pontos convergentes nas três perspectivas, ainda que nalguns aspectos as opiniões fiquem um pouco aquém da realidade dos jovens. 2

3 Objectivos gerais Com o objectivo de dar continuidade aos estudos anteriores da CPCJ de Grândola, e tendo em conta as mutações que ocorrem no consumo de substâncias por parte dos jovens, tornase imprescindível analisar qual a relação que os jovens do Concelho de Grândola estabelecem com as diferentes substâncias tóxicas. Será que já se verifica a introdução de outras drogas, nos consumos dos adolescentes, para além do haxixe? Um outro objectivo deste estudo é ter também em consideração as perspectivas das pessoas e profissionais que diariamente lidam com esta questão. Será que tanto os pais, como os diferentes profissionais têm a real noção do consumo de substâncias tóxicas por parte dos jovens? 3

4 Enquadramento a opinião de Pérez (2002), os comportamentos dos indivíduos, entre outros a toxicodependência, vão estar dependentes da interacção entre vários factores. o caso particular das dependências, os principais elementos que interagem entre si são as substâncias com determinadas propriedades farmacológicas, as características pessoais dos indivíduos e o contexto sócio-cultural em que o consumo ocorrer. A autora Perez (2002) apresenta para o conceito de Droga várias definições tendo em conta diferentes áreas. Para a Organização Mundial de Saúde, é toda a substância que, introduzida num organismo, pode modificar uma ou mais funções deste, provoca dependência caracterizada pela necessidade de consumo compulsivo, de um modo continuado, afim de obter os seus efeitos em por vezes, para evitar o mal-estar que provoca a sua falta. Segundo Funes, J. (1988) droga é qualquer das múltiplas substâncias que o Homem utilizou, utiliza ou inventará ao largo dos séculos, com capacidade para modificar as funções de um organismo vivo que estejam relacionadas com a sua conduta, o seu juízo, o seu comportamento, a sua percepção ou o seu estado de ânimo. Por fim, para Comas, D. droga podem ser muitas substâncias, mas só o são aquelas que culturalmente se qualificam como tais. Apesar das diferentes definições, o presente estudo tem por base a definição de droga enquanto uma substância que, introduzida no organismo, produz mudanças na percepção, nas emoções, no psiquismo ou no comportamento e é susceptível de gerar no consumidor uma necessidade de continuar a consumi-la. (Perez, 2002, pp.11). Para além de se ter em conta as características das substâncias há que atender principalmente à relação que o indivíduo estabelece com a substância em causa. As substâncias tóxicas definidas como drogas podem ser divididas em diferentes grupos. Álcool, Tabaco, Canabinoides, Opiáceos, Alucinógenios, Psicofármacos, Drogas de Sintese, Inalantes e Derivados da coca. Dentro de cada grupo encontram-se as diversas substâncias que possuem padrões de consumo e efeitos distintos. Embora, que algumas sejam socialmente aceites, todas elas causam dependência, que poder física e/ou psicológica, tendo sérias consequências para os seus consumidores. O consumo de drogas e álcool por parte dos adolescentes constitui um problema crescente na sociedade portuguesa, na medida em que cada vez mais os jovens consomem estas substâncias, começando a fazê-lo muito cedo. O consumo de álcool tem duas interpretações: pode ser visto como o espelho dos comportamentos dos adultos num mesmo espaço sóciocultural (Alexandre & Campbell, 1967 e Barnes (1977; 1981, citados por Carvalho, 1991), ou, por outro lado, na opinião de Barnes (1984, citado por Carvalho, 1991), este tipo de comportamento, se se tiver em conta o contexto da aprendizagem ao longo do processo de 4

5 socialização, será considerado normal. o entanto, perante um consumo excessivo, o autor argumenta que tal resulta de um processo de socialização incompleto. o que concerne ao consumo de drogas, são várias as razões, que os diferentes autores apresentam para esclarecer este tipo de comportamento no jovens. Segundo, Girdano & Girdano (1972, citado por Carvalho, 1991), o consumo por parte dos jovens pode dever-se ao sentimento de alienação ou desejo de pertença a uma outra sub-cultura. Outros estudos referidos por Carvalho (1991), indicam que o consumo de substâncias tem como possíveis justificações os conflitos psicológicos da adolescência, onde se insere a ambiguidade na definição da identidade, a necessidade de independência e a hostilidade para com as figuras representativas da autoridade. o que diz respeito às características individuais dos adolescentes, Brehen e Back (s/d, citado por Carvalho, 1991), ao estudarem a relação entre o consumo de drogas e o autoconceito, verificaram que os adolescentes que fazem auto-avaliações mais negativas exprimem uma maior vontade de utilizar drogas. Os autores concluíram, então, que tal se deveria ao ( ) desejo do indivíduo consumidor de drogas operar modificações no seu self, impossíveis de conseguir de outra forma senão através do recurso ao consumo de substâncias tóxicas (p.137). Samuels & Samuels (1974, citado por Carvalho, 1991), definiram também o auto-conceito relacionado com o consumo como o seu objecto de estudo. Os autores concluíram que o auto-conceito elevado possibilita a escolha por parte dos adolescentes de outras alternativas ao uso de drogas. Carvalho (1991) refere que o primeiro contacto com as drogas resulta basicamente de um processo de influência social. Os indivíduos são alvo de vários tipos de influência, incluindo a dos grupos de pares, que pressionam para a adopção de determinados comportamentos relacionados com o consumo de drogas lícitas ou ilícitas. Todos os aspectos abordados anteriormente, vêm enfatizar a importância da realização de um estudo com esta natureza. As temáticas que irão ser alvo do presente estudo irão ser analisadas individualmente de forma a obter uma perspectiva diferenciada. 5

6 PARTE I PERSPECTIVA DAS ETIDADES COM VALÊCIAS A ÁREA DE IFÂCIA E JUVETUDE DO COCELHO DE GRÂDOLA Objectivo específico O principal objectivo da primeira parte do presente estudo consiste em analisar a perspectiva dos diferentes profissionais, que directa ou indirectamente trabalham com jovens adolescentes, acerca do consumo de substâncias tóxicas por parte dos jovens (dos 10 aos 17 anos) no Concelho de Grândola. Pretende-se saber qual a sua opinião nalguns aspectos como a percentagem de jovens consumidores, as idades e locais em que o fazem, as razões, as responsabilidades e por fim, as sugestões de prevenção. Metodologia A recolha da percepção dos diferentes profissionais sobre a relação dos jovens com o consumo de substâncias tóxicas foi feita através de entrevista estruturada, com questões abertas (ver guião para entrevista em anexo 1). uma primeira fase foram seleccionadas as entidades que trabalham directa ou indirectamente com jovens adolescentes, das quais participaram as seguintes entidades: Ministério Público do Tribunal Judicial da Comarca de Grândola, Câmara Municipal de Grândola, todas as Juntas de Freguesia, Guarda acional Republicana, Centro de Saúde de Grândola, Escola Básica 2, 3 D. Jorge de Lencastre, de Grândola, Escola Secundária António Inácio da Cruz, Instituto de Emprego e Formação Profissional de Santiago do Cacém, Centro de Emprego de Alcácer do Sal, Casa do Povo de Azinheira dos Barros, Casa do Povo de Melides, e alguns estabelecimentos comerciais (bares). Após a selecção, todas as entidades foram contactadas através de ofícios. Em seguida procedeu-se aos contactos telefónicos para a marcação da entrevista consoante a agenda de cada entrevistado. As entrevistas iniciaram-se no dia 26 de Abril e terminaram a 2 de Junho de Cada entrevista teve a duração média de 20 minutos. uma segunda fase, e após a recolha de toda a informação necessária foi feita uma análise de conteúdo a cada questão que deu posteriormente origem a várias categorias que permitiram a inserção dos dados numa base de SPSS. A última fase contempla a análise estatística, onde apenas se efectuou uma análise de frequência, na medida em que a reduzida amostra não permitiu efectuar outro tipo de análise. 6

7 Análise de Conteúdo Cada entrevista foi analisada individualmente, de onde foram retirados padrões de resposta dos entrevistados. A possibilidade da mesma resposta incluir diferentes categorias, justifica-se pela diversidade de respostas obtidas ao longo das entrevistas. Concretizando, a complexidade de respostas dos entrevistados, permitiu encontrar para a mesma resposta um conjunto de situações que não poderiam ser excluídas, assim a análise foi feita categoria a categoria. Categorização Percentagem de Jovens consumidores Verificada a diversidade de respostas, e o facto de alguns entrevistados avançarem com respostas balizadas por intervalos surgiu a necessidade de enquadrar todas as respostas em intervalos de percentagem, assim, para análise foram criados os seguintes intervalos: <=5%; 6<=15%; >=16% a 30% e >40%. Tipos de Drogas Ao nível do tipo de drogas, foram várias as hipóteses avançadas pelos entrevistados permitindo a classificação das seguintes categorias: álcool; haxixe; ecstasy; cannabis; tabaco e as drogas leves. Poder-se-ia incluir nesta última categoria o haxixe e a cannabis, que são habitualmente reconhecidas pelo senso comum como drogas leves. Contudo, devido a uma clara distinção e identificação do tipo de substâncias tóxicas consumidas pelos jovens surgiu a necessidade de se fazer essa distinção entre as respostas e assim criar categorias distintas. Locais de Consumo Relativamente aos locais que os jovens elegem para consumir foram vários os sítios apontados pelos entrevistados. As respostas destes últimos permitiu analisar a questão através de categorias que surgiram naturalmente, e de categorias que foram criadas, pela agregação de alguns tipos de respostas. Categorias naturais: Carros, jardins, escola e imediações da escola. Categorias criadas: - Espaços privados, que inclui casas abandonadas, locais privados e casa de amigos. 7

8 - Bares (cafés), onde se encontram referências a cafés, bares e estabelecimentos públicos de diversão, referidos pelos entrevistados; - Via pública, a qual diz respeito a respostas como rua, via pública, espaços urbanos abertos e isolados, escadas, junto a edifícios; - Zonas de diversão nocturna, que engloba rua dos bares e zonas de diversão nocturna, - Festas, privadas ou públicas. Idade o que respeita à média de idades onde se registam maiores consumos, revelou-se fundamental criar 3 categorias, que poderão levantar algumas dúvidas por não serem mutuamente exclusivas, dos 13 aos 14 anos; dos 14 aos 15 anos e dos 14 aos 17 anos. A inclusão das faixas etárias nas categorias obedeceu a alguns critérios. o caso de valores que possam causar algumas dúvidas, nomeadamente em valores específicos como os 14 e os 15 anos, em que se poderiam incluir em mais do que uma categoria, estes foram inseridos na faixa etária dos 14 aos 15 anos, na medida em que é esta uma categoria mais específica. Um dos entrevistados referiu a faixa etária dos 13 aos 16 anos, esta foi inserida na categoria dos 14 aos 17 anos visto que, numa questão colocada posteriormente ao entrevistado, ele especifica que os consumos ocorrem mais nos jovens com idades mais próximas dos 16 anos, o que vem legitimar a inclusão da resposta na categoria anteriormente referida. Razões Com o objectivo de aprofundar a opinião dos entrevistados sobre a relação dos jovens adolescentes com as toxicodependências, foi-lhes colocada uma questão, onde se aborda as razões que levam os jovens a adoptar este tipo de comportamentos de risco. Após uma análise detalhada de cada entrevista foram criadas as seguintes categorias de resposta: família; sociedade; afirmação; divertimento; curiosidade, influência social; problemas; dinheiro; facilitismo e ocupação de tempos livres. Família. Os entrevistados ao referirem-se à família como um dos motivos que levam os jovens a consumirem drogas, neste caso estão a referir-se às características e aos problemas inerentes à família. Mencionam em especial as famílias desestruturadas, disfuncionais e com problemas, que não oferecem o suporte familiar necessário aos jovens acabando mesmo por os negligenciar. Um outro aspecto, também referido pelos entrevistados diz respeito à ausência de modelos comportamentais e à ausência de valores, a qual conduz a comportamentos não aceites pela actual sociedade. 8

9 Sociedade. Esta categoria inclui as respostas dos entrevistados que dizem respeito à banalização do consumo de drogas, por parte dos jovens e à permissão da sociedade de tais comportamentos. Ao longo do discurso de alguns entrevistados, nomeadamente na identificação dos locais que os jovens preferem para concretizar os seus consumos, é referida a banalização do consumo, bem como, o à vontade com que os jovens o fazem junto da população, sem qualquer tipo de pudor ou respeito pelos outros. o presente tipo de resposta também está implícita a aceitação da sociedade deste tipo de comportamentos. Afirmação. O uso de drogas aparece também associado a uma forma de evidência e de destaque perante os outros e/ou como forma de confrontar os pais e de marcarem a sua posição na dinâmica familiar. Esta categoria tem inerente a si a necessidade que os jovens sentem de se afirmarem e de se emanciparem no seio do seu grupo de pares e na sua família. A exclusão social é também incluída nesta categoria, pois foi analisada sob a perspectiva de exclusão dos grupos maioritários, que conduzirá a uma integração em grupos alternativos os quais serão preferencialmente aqueles que revelam condutas de aproximação ao tráfico. Divertimento. Algumas respostas dos entrevistados, no que se refere às razões que levam os jovens a consumir drogas, associam este comportamento a uma forma de divertimento e a um uso recorrente em festas que são frequentadas pelos jovens. Curiosidade. Uma outra categoria referida pelos entrevistados diz respeito à curiosidade, à descoberta e ao gosto pela aventura. Para os entrevistados os jovens consomem porque têm curiosidade, porque é algo proibido e desconhecido, despertando nos jovens um espírito de aventura. A curiosidade é encarada pelos entrevistados como algo intrínseco ao crescimento, à exploração e descoberta de novas experiências. Influência social. De acordo com a teoria, a influência social está relacionada com a mudança de comportamentos de um indivíduo em prol da influência que os outros exercem sobre o mesmo. Há uma tendência para que os comportamentos vão ao encontro das expectativas do grupo com que se identificam. Ou seja, esta procura de conformação com as regras grupais, a propensão para a obediência, e a necessidade de aceitação num grupo conduzem a erros de julgamento, que por sua vez poderão conduzir à adopção de comportamentos desviantes e que o individuo inicialmente não estaria disposto a adoptar. 9

10 Relativamente às respostas dos entrevistados que abordam este tema, estas aludem à influência social não considerando só a influência do grupo de pares, mas também da escola, da família e da toda a envolvente social, ou seja, aludem a todos os meios de socialização do individuo. Poder-se-á então encontrar nesta categoria respostas alusivas à imitação de comportamentos parentais e grupais que os jovens tendem a fazer; ao culto da imagem e a manutenção das aparências; à necessidade de pertencer a um grupo; ao facto do consumo de drogas estar na moda na envolvente dos jovens, e ainda, à relação de dependência que se estabelece entre quem lhes fornece as substâncias tóxicas e os jovens que as consomem. Problemas. Uma outra categoria também avançada pelos entrevistados como uma possível justificação para o consumo de substâncias tóxicas por parte dos jovens está directamente relacionada com os seus próprios problemas. Os jovens recorrem a estas substâncias como forma de gerir melhor os problemas que possam ter, os quais podem ser de carácter social, familiar ou pessoal. Dinheiro. De acordo com a opinião de alguns entrevistados a adopção deste tipo de comportamentos de risco poder-se-á dever ao facto deste tipo de substâncias estarem também associadas a formas rápidas de obter dinheiro e assim alcançarem objectivos imediatos. Facilitismo. A categoria - facilitismo surge na sequência de respostas que reportam ao excesso de oferta que os jovens têm ao seu dispor, à forma fácil com que se pode adquirir qualquer tipo de substância tóxica. os dias de hoje os jovens dispõem de valores monetários que lhes permitem facilmente ter acesso às várias substâncias tóxicas e em qualquer lugar. Ocupação dos tempos livres. a opinião de alguns entrevistados o consumo de substâncias tóxicas está relacionado com a ausência de ocupação dos tempos livres para os jovens. Responsabilidades A fim de perceber qual o tipo de atribuição de responsabilidades que os entrevistados fazem ao consumo de substâncias tóxicas por parte dos jovens foi-lhes colocada uma questão nesse sentido. A atribuição de responsabilidades a algo ou a alguém deu origem às seguintes categorias: próprios; família; escola; estado/sociedade e traficantes. 10

11 Próprios Jovens Quando os entrevistados consideram que os principais responsáveis, pelo uso de drogas são os próprios jovens, os inquiridos estão a referir-se à sua incapacidade de resistir aos diferentes aliciamentos, a que com frequência estão sujeitos. Para os entrevistados os jovens apresentam uma maturidade suficiente que lhes permite fazer escolhas informadas e em consciência. a opinião dos inquiridos, alguns jovens procuram o consumo de drogas por se sentirem sozinhos e isolados. Família. A família é também considerada uma das grandes responsáveis pelo início do consumo de drogas nos adolescentes. São abordadas, nesta categoria, as características das famílias (desestruturação e disfuncionalidade) e as dinâmicas das relações familiares (desinteresse, negligência e abandono). Os entrevistados expõem a importância das famílias estarem mais alerta para os problemas dos adolescentes e de acompanharem efectivamente o crescimento dos filhos. É ainda referida a relevância da transmissão de valores e a necessidade de abordar o assunto em casa. Escola. A categoria escola aparece como uma entidade a quem os entrevistados também atribuem responsabilidades. As escolas são responsabilizadas pela falta de atenção que dão aos alunos individualmente, e pela ausência de respostas para os casos de jovens que consomem de drogas. Estado/Sociedade. Os entrevistados responsabilizam ainda o Estado e a Sociedade. De acordo com os inquiridos, o Estado e/ou a Sociedade deveriam controlar e fiscalizar mais tais actos. Segundo os entrevistados, a evolução da sociedade permitiu a banalização do consumo de drogas e a facilidade de acesso às mesmas, para os entrevistados a sociedade está a atravessar uma crise de valores morais e educacionais. Traficantes. Esta categoria surgiu naturalmente, na medida em que os entrevistados referem claramente as pessoas que vendem ou os traficantes como os principais responsáveis. Medidas A penúltima questão da entrevista pedia aos entrevistados que referissem quais as medidas que tomariam se detectassem um jovem consumidor de substâncias tóxicas. Das suas respostas surgiram as seguintes categorias: alertar as autoridades/entidades; jovens; família e tratamento. 11

12 Alertar as Autoridades/Entidades Competentes. São várias as entidades referenciadas pelos entrevistados, desde comissões de luta contra a toxicodependência, bombeiros voluntários, médico de família e em especial a CPCJ entidade que é abordada com alguma frequência. Jovens. A categoria jovens contempla todas as medidas que são tomadas directamente com os adolescentes, na qual os entrevistados procuram evidenciar a importância de alertar, informar e aconselhar os jovens para as consequências dos seus actos. Esta medida aparece também associada a uma procura de perceber quais as razões que estão por detrás deste tipo de comportamentos. Família. A família surge como um factor determinante na resolução do problema. Os entrevistados referem que tomariam medidas que envolvessem directamente a família. Como exemplo desse tipo de medida, alguns entrevistados citam a importância de informar e aconselhar os pais sobre o comportamento dos seus filhos. Tratamento. A presente categoria ocorre quando os inquiridos revelam a importância do acompanhamento terapêutico aquando da identificação do jovem consumidor. O tratamento apresenta-se como uma forma de resolução do problema e de prevenir a reincidência. Prevenção A última questão colocada aos participantes deste estudo diz respeito às suas sugestões para a prevenção do consumo de substâncias tóxicas nos jovens adolescentes. Após a análise de conteúdo desta questão foi possível criar as categorias seguintes: acções de informação/sensibilização; ocupação dos tempos livres; acompanhamento por parte das várias entidades responsáveis e a articulação das diferentes áreas. Acções de Informação/Sensibilização. Esta categoria nasce na sequência de respostas que dão preferência às acções de formação, divulgação, e informação sobre o tipo de drogas e as suas consequências físicas, pessoais e sociais que o seu consumo implica, tanto para os jovens como para os pais. Estas acções podem estar também aliadas a outras actividades, nomeadamente lúdicas e desportivas. Alguns entrevistados referem que a sensibilização deveria ser feita através de um confronto directo dos jovens com a degradação que a toxicodependência provoca. Ocupação dos Tempos Livres. Os participantes afirmam nesta questão a necessidade de ocupar os jovens com projectos diferentes de modo a motivá-los e a mostrar-lhes outras alternativas. 12

13 Acompanhamento por parte das várias Entidades responsáveis. a última questão os inquiridos procuram incluir os diferentes intervenientes na prevenção. Ao longo dos diferentes discursos que abordam esta questão, há uma referência constante à necessidade de se fazer um melhor e maior acompanhamento dos jovens com estes problemas, seja por parte das escolas, cpcj s, profissionais de saúde ou pelos próprios pais. Acções/Projectos de Prevenção. Poderá parecer à partida que esta categoria está relacionada com a primeira acções de informação/sensibilização. Contudo, enquanto que a primeira apenas contempla acções que têm como objectivo a transmissão de informação, a presente categoria está mais associada aos projectos de prevenção. Estes projectos são entendidos como formas alternativas às acções de sensibilização, procuram prevenir através de acções criativas, estimulantes e em que as crianças e jovens tenham uma participação activa e não apenas de receptores de informação. Articulação das diferentes áreas. A última categoria que surgiu do discurso dos participantes refere-se à necessidade de existir uma articulação entre as diferentes áreas saúde, educação, reabilitação e reinserção social para que a prevenção possa ser feita de uma forma articulada com todos os intervenientes responsáveis. 13

14 Análise Estatística Caracterização da População Entrevistada A escolha dos entrevistados teve como critério base a ocupação de um cargo ou função com valências na área da infância e juventude, correndo o risco de não se obter uma amostra homogénea ao nível das variáveis, sócio-demográficas, as quais também serão de caracterização. Tabela 1 - Género o que respeita ao género dos entrevistados verifica-se que 57,1% dos entrevistados são do género masculino, sendo os restantes 42,9% do género feminino (ver tabela 1). Frequência Percentagem feminino 12 42,9 masculino 16 57, ,0 gráfico 1 - idade dos entrevistados o que concerne à idade encontra-se uma 40 grande dispersão, no sentido em que o entrevistado mais novo tem 27 anos e o 30 entrevistado mais velho encontra-se na casa dos 81 anos. A maioria dos entrevistados 35,7%, encontra-se na faixa etária dos 46 percentagem 20 anos aos 81. Segue-se a faixa etária dos 36 aos 44 anos onde se enquadram 32,1% dos 10 entrevistados. Por fim, em igual percentagem (32,1%) situam-se os entrevistados com idades entre os 27 e os 33 anos (ver gráfico 0 27 aos 33 anos 36 aos 44 anos idade dos entrevistados 46 aos 81 anos 1). a variável freguesia, os gráfico 2 - localidades entrevistados respondiam consoante a freguesia a que as 80 75,0% suas funções estavam afectadas. o entanto, não foi possível 60 obter uma igual representatividade de todas as freguesias, na medida em que não existe o mesmo número de Percentagem 40 equipamentos sociais em todas 20 as freguesias. Desta forma, a percentagem de representação de cada freguesia é a seguinte, 78,6% dos entrevistados ao 0 3,57% grandola 3,57% carvalhal 7,14% azinheira de barros 7,14% melides concelho / freguesias 3,57% sta margarida da serra concelho de grândola 14

15 responderem às questões reportavam-se ao Concelho de Grândola; 7,1% respondeu de acordo com a freguesia específica de Azinheira dos Barros, igualmente a mesma percentagem de entrevistados respondeu questões referindo-se apenas à realidade da freguesia de Melides; 3,6% das entrevistas aludem à realidade de Santa Margarida da Serra e em igual valor à freguesia do Carvalhal e Grândola (ver gráfico 2). Missing tabela 2 - grau de escolariades Frequencia Percentagem ensino superior 21 75,0 ensino secundario 2 7,1 ensino basico 3 10, ,9 System 2 7, ,0 Quanto ao grau de escolaridade é possível constatar que 75% dos entrevistados têm habilitações ao nível do ensino superior, 17,9% têm habilitações ao nível do ensino básico e por fim, 7,1% tem habilitações ao nível do ensino secundário (ver tabela 2). 15

16 Análise Geral do Padrão de Resposta dos Entrevistados Para si, e tendo em conta a sua experiência profissional, qual é a percentagem de jovens dos 10 aos 17 anos, que consome drogas, no concelho de Grândola? Uma primeira questão colocada pedia aos entrevistados que se reportassem à sua experiência profissional e à sua freguesia de acção para assim indicarem qual a sua percepção da percentagem de jovens consumidores com idades entre os 10 e os 17 anos. Através do gráfico 3 é possível observar uma maioria de 46,4% que situa a sua resposta no intervalo de 16 até 30%. Segue-se o intervalo mais elevado que situa a percentagem de jovens consumidores acima dos 40%, onde respondem 17,9% dos entrevistados. Os dois intervalos de percentagem mais baixos ou seja, <=5% e dos 6 aos 15% concentram o mesmo número de respostas. 14,3% dos entrevistados considera que são muito poucos os jovens que consomem substâncias tóxicas no Concelho de Grândola. gráfico 3 - percentagem de jovens consumidores de drogas entre os 10 e aos 17 anos no concelho de Grândola Percentagem Generalizando os resultados obtidos, 10 para 64,3% dos entrevistados mais de ¼ da população jovem (25%), com idades entre os 10 e os 17 anos, do 0 <=5% 6-15% 16-30% > 40% concelho de Grândola consome substâncias tóxicas. Quais são os tipos de drogas mais consumidas? gráfico 4 - haxixe A segunda questão colocada aos entrevistados diz respeito à sua opinião 70 sobre o tipo de substâncias tóxicas que os 60 jovens mais escolhem para consumir. Percentagem Dos 27 entrevistados, 60,7% considera que a droga mais consumida pelos jovens, com idades entre os 10 e os 17 anos, é o haxixe (ver gráfico 4). A cannabis é referida por 20 28,6% dos entrevistados, como uma das 10 0 sim haxixe não se aplica 16

17 drogas consumidas pelos jovens adolescentes (ver tabela 3). Missing Tabela 3 - cannabis Frequência Percentagem sim 8 28,6 não se aplica 19 67, ,4 System 1 3, ,0 Em igual valor percentual (28,6%) alguns entrevistados consideram também o álcool como uma substância tóxica, e referem-na como uma droga bastante consumida pelos jovens (ver tabela 4). tabela 4 - alcool Apenas 7,1% consideram o tabaco como uma Frequência Percentagem substância tóxica e a referem como uma droga sim 8 28,6 que os jovens adolescentes consomem com não se aplica 19 67,9 frequência ,4 Missing System 1 3, ,0 Relativamente ao ecstasy, somente 3,6% dos entrevistados a refere como uma substância consumida pelos jovens dos 10 aos 17 anos do Concelho de Grândola. Por fim, a responder de acordo com a categoria drogas leves é possível encontrar 28,6% das respostas. Estes consideram-nas como as mais consumidas pelos jovens adolescentes do Concelho de Grândola. Quais são os principais locais que os jovens escolhem para consumir? Os entrevistados foram também questionados sobre os locais que na sua opinião, os jovens adolescentes escolhem para efectuar o consumo das diferentes substâncias tóxicas (ver gráfico 5). A via pública é, na opinião de 42,9% dos entrevistados, o local a que os jovens mais recorrem para consumir algumas substâncias tóxicas. Com igual valor percentual, 28,6% dos entrevistados, considera os bares e os jardins como os locais onde os jovens mais consomem. Em terceiro lugar, surge a escola identificada por 17,9% dos entrevistados como um dos locais onde os jovens percentagem gráfico 5 - locais carros espaços privados bares via pública jardins escola imediações da escola locais zonas de diversão nocturna locais com pouca ilunimação festas 17

18 adolescentes consomem drogas. Para além da escola, 14,3% dos entrevistados aludem às imediações da escola. As zonas de diversão nocturna são locais também bastante referidas pelos entrevistados. De acordo com 14,3% dos entrevistados há uma associação entre as zonas de diversão nocturnas e o consumo de substâncias tóxicas. Em seguida, surgem os carros e os espaços privados, referidos por igual valor percentual de entrevistados. Para 10,7% dos entrevistados, estes são os locais a que os jovens recorrem para consumir as diferentes substâncias. As festas são referidas com locais de consumo, por apenas 7,1% dos entrevistados. Em média, qual é a idade onde se registam os maiores níveis de consumos? Aos entrevistados foi-lhes pedido que dentro da faixa etária dos 10 aos 17 anos referissem qual faixa etária onde se regista o maior índice de consumo. Para a maioria dos entrevistados (57,1%), os maiores níveis de consumo entre os 14 e os 17 anos. Referida por 25% dos entrevistados segue-se a faixa etária dos 14 aos 15 anos, como as idades onde se observam mais consumos. Por último, apenas 7,1% dos entrevistados referem que são os mais jovens, Percentagem gráfico 6 - Em média, qual a é idade onde se registam maiores níveis de consumo em média, qual a é idade onde se registam maiores níveis de consumo com idades entre os 13 e os 14 anos que consomem com maior regularidade (ver gráfico 6). 18

19 Quais são para si as principais razões que levam os jovens a consumirem drogas? Os entrevistados quando se deparam, com uma situação de identificação das razões que levam os jovens ao consumo de substância tóxicas, procuram remeter para as várias fontes de influência (ver gráfico 7). Assim, um dos principais motivos apontados pela maioria (82,1%) prende-se com a influência social. A família é colocada em segundo plano, quando considerada enquanto motivo percentagem gráfico 7 - razões dos consumo de drogas familiares sociedade afirmação divertimento curiosidade influência social problemas dinheiro de consumo de drogas. Apenas 32,1% dos entrevistados fazem referência a este aspecto como um possível potenciador de situações de consumo. facilitismo ausência de ocupação dos tempos livres Motivos como a necessidade de afirmação pessoal e a curiosidade também são referidos, mas em menor escala. Segundo 28,6% dos participantes a afirmação pessoal é uma das razões que leva os jovens a consumir. Por outro lado, a curiosidade que está inerente ao crescimento de qualquer jovem surge evidenciada por 25% dos entrevistados. Uma outra razão apontada diz respeito aos problemas que os jovens possam ter. De acordo com 14,3% dos inquiridos, estes constituem uma das causas para o consumo de substâncias tóxicas por parte dos jovens. Por fim, os consumos são ainda justificados com razões como a aceitação da sociedade de tais comportamentos, uma forma de diversão, como meio de aquisição de bens materiais de um modo mais fácil e rápido (dinheiro) e referem ainda a facilidade de acesso que os jovens hoje em dia têm de adquirir qualquer substância. Cada uma destas razões é apontada igualmente por 7,1% dos participantes. 19

20 A quem atribui essa responsabilidade? A atribuição de responsabilidades foi outra das questões levantadas ao longo da entrevista. esta questão pedia-se aos entrevistados que atribuíssem responsabilidades a algo ou a alguém, pelos consumos de substâncias por parte dos jovens. Através da análise do gráfico 8 conclui-se que 71,4% dos entrevistados considera que a família é a principal responsável por este tipo de comportamento de risco por parte dos jovens. gráfico 8 - atribuição de responsabilidade responsabilidades Posteriormente, as responsabilidades atribuídas percentagem próprios família escola estado/sociedade ao próprio jovem são referidas por 32,1% dos entrevistados. De acordo com 28,6% dos entrevistados as responsabilidades pelos comportamentos dos jovens são remetidas para o estado/sociedade. traficantes De acordo com 17,9% dos entrevistados a escola é a principal responsável por este tipo de comportamentos por parte dos jovens. Por último, os traficantes são referidos como os principais responsáveis pelos consumos por parte dos jovens, por cerca de 14,3% dos entrevistados. Quais as medidas que se devem adoptar perante a detecção de um jovem consumidor? A análise do gráfico 9 permite concluir que as medidas que implicam um gráfico 9 - medidas confronto directo com os jovens são as preferidas por 35,7% dos entrevistados. Para estes há que alertálos para as consequências do comportamento de risco é um dos exemplos que está inserido nesta medida. 32,1 21,4 35,7 alertar autoridades/entidade jovens família tratamento De acordo também com 35,7% dos 35,7 entrevistados, a melhor medida a 20

21 adoptar deve envolver o alerta às autoridades e entidades com responsabilidades nesta área. Importa ainda realçar que a CPCJ de Grândola, no contexto de alerta às autoridades competentes, foi referida por 17,9% dos entrevistados como uma das primeiras entidades a alertar. Em seguida, surgem as medidas que envolvem directamente a família, estas são referidas por 32,1% dos entrevistados, ou seja, para estes entrevistados a primeira medida a adoptar deve ser, por exemplo, alertar a família para o comportamento de risco do jovem. O encaminhamento dos jovens para um tratamento adequado ao seu comportamento de consumo é citado por 21,4% dos entrevistados, segundo estes, o tratamento constitui a melhor forma de resolver o problema. Quais são as suas sugestões para se fazer um bom trabalho de prevenção? A última questão colocada aos entrevistados alude às suas sugestões para a realização de projectos na área da prevenção. Como se pode concluir pelo gráfico 10, as acções de informação/sensibilização continuam a ser as principais apostas da maioria dos entrevistados, cerca de 53,6% dos entrevistados fazem esta sugestão. Por outro lado, 17,9% dos entrevistados referem a importância das acções/projectos de prevenção, para a diminuição do número de jovens consumidores. percentagem gráfico 10 - prevenção acções de informação/sensibilização ocupação dos tempos livres acompanhamento acções/projectos de prevenção articulação entre as várias áreas A principal diferença entre as acções de informação/sensibilização e as acções/projectos de prevenção prende-se com o grau de envolvimento dos participantes que cada uma das acções implica. o caso das acções de informação/sensibilização o mais importante será a transmissão de informação, sem que haja um envolvimento directo dos jovens. Por outro lado, os projectos de prevenção têm um carácter mais participativo, como por exemplo, serem os próprios jovens a construir a informação a transmitir aos outros. 21

22 Alguns entrevistados (17,9%) afirmam ainda que é necessário existir um maior acompanhamento por parte dos diferentes responsáveis. A ocupação dos tempos livres é referida por 14,3% dos entrevistados como uma das formas de evitar o início do consumo de drogas por parte dos jovens adolescentes. Apenas 10,7% referem a necessidade de articulação entre as diferentes áreas, como um dos caminhos para a prevenção do consumo de substâncias tóxicas. 22

23 Discussão Após a análise de todos os resultados é possível retirar várias conclusões relativamente à perspectiva das diferentes entidades sobre a relação dos jovens do Concelho de Grândola, com as toxicodependências. Relativamente ao número de jovens consumidores (dos 10 aos 17 anos), mais de metade dos profissionais entrevistados aponta para uma percentagem acima dos 16%. Este valor, implica que cerca de 2 em cada 10 jovens no Concelho de Grândola são consumidores deste tipo de substâncias. Igualmente, para mais de metade dos participantes a substância tóxica mais consumida entre os jovens é o haxixe. As drogas legais como o tabaco e o álcool são referidas por uma minoria dos entrevistados, em especial o tabaco, que é apenas referido por uma minoria dos participantes. Este detalhe poderá significar que o consumo destas duas substâncias, pelos jovens, tem uma melhor aceitação por parte da sociedade. Uma das razões pela qual o tabaco e o álcool não são categorias referidas com maior frequência está relacionada com o facto da questão ser colocada nos termos substâncias tóxicas em vez do termo drogas. Contudo, após a análise de conteúdo verifica-se que a maioria dos entrevistados não encaram o álcool e o tabaco como uma droga, na medida em que é algo aceite pela sociedade. Apesar de não ser considerada como uma droga, o álcool é identificado, pelos entrevistados como algo que os jovens consomem com muita regularidade. o que respeita aos locais que os jovens escolhem para concretizar os seus consumos, na opinião da maioria dos entrevistados há uma desinibição por parte dos jovens. De acordo com os entrevistados, os jovens preferem essencialmente locais públicos, como os jardins, a rua, as zonas de diversão e os bares. Toda a área escolar é também evidenciada por alguns dos entrevistados. Desta análise surgiu ainda a referência a um local que não tinha sido previsto inicialmente os carros. De um modo geral, poder-se-á concluir que para os entrevistados, os jovens não têm qualquer tipo de pudor em efectuar os seus consumos junto da população. A aceitação da sociedade deste tipo de comportamentos implica que os locais escolhidos possam ser mais expostos. O espaço escolar é também aqui encarado com um local onde é possível consumir substâncias tóxicas sem que haja algum controlo. 23

24 De acordo com a maioria dos entrevistados, a média de idades onde se registam maiores níveis de consumo nos jovens é na faixa etária entre os 14 e os 17 anos. Á luz das teorias do desenvolvimento de Piaget, Kohlberg e Erikson, os adolescentes entre os 12 anos e a idade adulta atravessam uma fase de definição da sua personalidade e da sua identidade social. Segundo Kohlberg há uma tendência para a conformidade para com as regras sociais e a normas impostas pelos pares, família ou outros grupos sociais. O seu reconhecimento enquanto pessoa só será alcançado através da obediência às regras impostas pelos membros que fazem parte do universo do jovem adolescente e a quem ele reconhece legitimidade para se conformar. um outro ponto de vista semelhante surge Piaget, que entende esta fase como uma capacidade de aprender no abstracto, ao que o autor chama a fase das operações formais. O adolescente não necessita de passar pelas experiências para comprovar que elas existem e quais vão ser os seus resultados. A construção do seu pensamento vai também incluir, para além da sua perspectiva, as opiniões dos outros que o rodeiam. É também uma fase onde procuram adaptar-se ao meio que o rodeia. Por outro lado, para Erikson esta faixa etária caracteriza-se pela procura de identificação com algo ou alguém, pela procura de definição dos seus papéis num contexto social e nas diferentes relações que os jovens estabelecem ao longo do seu percurso (Gleitman, 1999). Perante estas teorias, os entrevistados poderão ter avançado com esta faixa etária por ela estar directamente relacionada com a abertura dos jovens para os outros e com a sua necessidade de ser empático com os outros, de se conformar às suas regras e de estabelecer relações que vão contribuir para a construção da sua personalidade e identidade. uma análise geral das razões apresentadas para o consumo de drogas nos adolescentes, a maioria dos entrevistados apresenta como principal razão a influência social, seguindo-se a família e a afirmação pessoal. Para a maioria, aspectos relacionados com a necessidade de ser aceite pelos outros está na base do início do consumo de substâncias tóxicas. Segundo estes entrevistados os jovens sentem uma necessidade de se destacarem num qualquer grupo. A influência social faz parte do desenvolvimento pessoal de cada um, especialmente na adolescência. Os jovens têm necessidade de se identificarem com um grupo, de fazerem parte dele, o que os leva a obedecer, mesmo que discordem, às regras implícitas do 24

25 funcionamento do seu grupo de referência. Ao não confrontar o grupo é uma forma de se assemelhar aos membros do seu grupo tornando a sua aceitação mais fácil. A família é encarada pela presente amostra como uma provável fonte de problemas para o jovem, pela sua desestruturação e disfuncionalidade. Tendo em conta esta perspectiva, os jovens encontram no consumo de substâncias uma forma de compensarem a ausência de suporte familiar. a medida em que nestes grupos, onde poderão ocorrer os consumos, são estabelecidos laços afectivos/vínculos de amizade oferecendo-lhes atenção e afecto que muitas vezes é negligenciado pela família. o que respeita à afirmação pessoal, esta está forma relacionada com a necessidade de demarcação do seu papel em cada um dos grupos sociais a que pertence. o caso da família, ao consumir o jovem está a demonstrar claramente que não se identifica com os valores que lhe foram incutidos, pois o seu grupo de referência já não é a família, mas sim o grupo de pares, cujos valores não são por vezes compatíveis com os da sua família. Ao nível das responsabilidades estas vão na sua maioria recair sobre a família e em segundo lugar sobre os próprios jovens. Entendendo a família como um factor interno ao indivíduo, constata-se que há uma preocupação em fazer uma atribuição causal interna. Ou seja, os consumos devem-se mais às características intrínsecas ao individuo, à sua personalidade do que a factores externos como a influência da escola ou o funcionamento estatal, também referidos pelos entrevistados. Se por um lado os entrevistados identificam claramente os motivos que levam os jovens a consumir, por outro lado não mantém a coerência no seu discurso quando têm que atribuir responsabilidades. Sintetizando, ao considerarem a influência social como a principal razão para o consumo por parte dos jovens, era de esperar que o grupo de pares, que é a principal fonte de influência nesta fase do desenvolvimento, fosse responsabilizado. o entanto, esta categoria não foi identificada por nenhum dos entrevistados. Por outro lado, a família também é referida, por alguns entrevistados, como um dos motivos que levam os jovens a consumir, e quando têm que atribuir responsabilidades, este motivo aumenta o seu peso, e surge assinalada pela maioria dos inquiridos. Apesar de não ser vista como um dos principais motivos, a família aparece aqui com grandes responsabilidades ao nível da prevenção e controlo do consumo de substâncias tóxicas. As medidas mais referidas ao longo das entrevistas são especialmente as que envolvem as autoridades competentes, os jovens e as próprias famílias. Contudo, poder-se-á interpretar tais repostas do ponto de vista da desejabilidade social. Independentemente de tomarem ou 25

26 não essas medidas, perante o problema efectivo, estas não deixam de ser as medidas que a sociedade melhor aceita e que espera que sejam tomadas e referidas pelos entrevistados, dado que estes assumem posições perante a comunidade onde actuam. Da última questão da entrevista a principal conclusão que se pode retirar é que continua a existir uma preferência pelas acções de sensibilização/informação. a opinião dos entrevistados os jovens ainda não estão suficientemente informados do que são as drogas e do tipo de consequências que o seu consumo acarreta. Deste modo, há que continuar a apostar na transmissão de informação de uma forma mais incisiva e apelando a exemplos reais das sequelas que o consumo implica, especialmente nos jovens. Esta é também uma aposta mais segura. As campanhas de sensibilização são as acções de prevenção mais frequentes e que continuam ter um nível de aceitação elevado, embora os seus resultados não sejam totalmente alcançados, pois não implicam uma participação activa e lúdica por parte dos jovens. Ao não se sentirem envolvidos no projecto, os jovens não se vão identificar com a mensagem que lhes está a ser transmitida e esta não irá ter o efeito pretendido. 26

27 PARTE II PERSPECTIVA DOS ECARREGADOS DE EDUCAÇÃO DO COCELHO DE GRÂDOLA Objectivo específico Este estudo visa também obter a perspectiva dos encarregados de educação no que respeita aos diferentes aspectos que caracterizam o consumo de substâncias tóxicas por parte dos jovens adolescentes (10 aos 17 anos) do Concelho de Grândola. Os factores abordados referem-se aos tipos de substâncias consumidas, às razões que levam ao consumo, à atribuição de responsabilidades, medidas a adoptar, sugestões para a prevenção e a percentagem de jovens consumidores. Metodologia Com o objectivo de obter a perspectiva dos encarregados de educação relativamente à relação dos jovens com as toxicodependências foi criado um questionário com 17 questões, com as seguintes modalidades de resposta: em escala do tipo Likert, escolha múltipla, resposta aberta (ver questionário em anexo 1). Foram entregues 140 questionários na Escola Básica, 2º e 3º ciclos D. Jorge de Lencastre de Grândola, no dia 11 de Maio de 2006, à Direcção de directores de turma que se encarregou de os distribuir pelos directores de turma. Cada director de turma ficou responsável por entregar na sua turma 5 questionários, distribuídos aleatoriamente pelos alunos. Estes tinham que posteriormente os entregar aos seus encarregados de educação que depois de preenchidos reenviariam ao director de turma. a última instância os directores recolheriam os questionários e os entregariam no Conselho Executivo da escola. A recolha de questionários no Conselho Executivo terminou no dia 14 de Junho de 2006, foi possível recolher 107 questionários. Em seguida procedeu-se à análise de conteúdo das diferentes questões abertas de onde surgiram várias categorias para cada questão, que foram tratadas estatisticamente em SPSS. Após a introdução de todos os questionários numa base de dados de SPSS, foi efectuada a análise estatística cujos resultados serão apresentados em seguida. 27

28 Caracterização da amostra A presente amostra de inquiridos é na sua maioria do género feminino (80,4%) sendo os restantes do género masculino (18,7%). Um dos questionários foi considerado inválido ao nível da caracterização, pois as respostas nestes campos foram dadas consoante as características do educando e não do encarregado de educação. Como se pode constatar pela percentagem de Missing tabela 1 - Género Frequência Percentagem feminino 86 80,4 masculino 20 18, ,1 System 1, ,0 respostas do género feminino, as mulheres continuam a ter a responsabilidade de acompanhar o percurso escolar das crianças e dos jovens adolescentes (ver tabela 1). Relativamente à idade dos participantes, 51,9% dos gráfico 1 - género*idade encarregados de educação encontram-se na faixa etária dos 36 aos 45 anos, dos quais 81,8% são do género feminino e 18,2% 100,0% 80,0% idade < 35 anos anos > 46 anos são do género masculino. 29,2% dos encarregados de educação têm idades inferiores a 35 anos, sendo que 96,8% são mulheres e Percentagem 60,0% 40,0% 96,77% 81,82% os restantes 3,2% são homens. Apenas 18,9% da amostra têm 20,0% 55,0% 45,0% idades superiores aos 46 anos, e também aqui o género feminino está em maioria (55%) (ver gráfico 1). 0,0% feminino sexo 3,23% 18,18% masculino o que respeita ao grau de escolaridade dos encarregados de educação, constata-se que das 80,4% respostas recebidas no feminino as percentagens mais baixas encontram-se nos extremos dos níveis de habilitações literárias. Apenas 9,5% das inquiridas têm habilitações ao nível do ensino superior. Por outro lado, 14,3% das encarregadas de educação encontrase no nível de escolaridade mais baixo, ou seja, 1º ciclo. A maioria das inquiridas distribui-se pelas habilitações literárias que intermedeiam os dois extremos referidos anteriormente. Ao nível do ensino secundário poder-se-á encontrar 27,4% das encarregadas de educação, com uma percentagem muito semelhante de 26,2%, seguem-se as encarregadas de educação com habilitações literárias ao nível do 2º ciclo. Por fim, 22,6% das educadoras possuem habilitações literárias ao nível do 3º ciclo. 28

29 Conclui-se então que as habilitações literárias onde se concentra a maioria das encarregadas de educação (48,8%) são ao nível do ensino básico (2º e 3º ciclos). Relativamente ao género masculino a distribuição pelos níveis de habilitações é um pouco diferente. Dos 18,7% dos inquiridos do género masculino, uma maioria de 40% possui habilitações literárias ao nível do ensino secundário, enquanto que, o ensino básico concentra apenas 25% das respostas masculinas obtidas (2º ciclo 5%; 3º ciclo 20%). Ao nível do 1º ciclo, a percentagem de respostas é também de 25%. A percentagem mais baixa de inquiridos (10%) encontra-se no nível de escolaridade que se refere ao ensino superior (ver gráfico 2). Apesar de se ter uma gráfico 2 - género*grau de escolaridade amostra reduzida de 40,0% género feminino masculino encarregados de educação do género masculino, poder-se-á inferir, através do gráfico 2, que na sua 30,0% maioria as encarregadas de Percentagem 20,0% 10,0% educação não prosseguem os seus estudos muito para além do ensino básico (48,8%), comparativamente com os educadores, que continuam os estudos até ao ensino secundário (40%). 0,0% 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo ensino secundário grau de escolaridade ensino superior É possível verificar pelas análises anteriores que a amostra não é homogénea ao nível dos géneros, resultando numa distribuição desigual nas diferentes categorias. Este factor não foi possível controlar, na medida em que a distribuição dos questionários foi feita de forma aleatória. A questão relativa à profissão dos encarregados de educação foi primeiramente tratada através de análise de conteúdo de onde surgiram naturalmente várias categorias e foram criadas outras. Categorias naturais: doméstica, estudante, desempregado e reformado. Categorias criadas: Empregados por conta outrem: autoridades, profissionais das áreas da educação, saúde, alimentação, empregados de balcão e funcionários públicos. Empregados por conta própria: empresários, comerciantes, e prestadores de serviços. Outras profissões: profissões de diferentes classes 29

30 Através da tabela 2 poder-se-á verificar que a distribuição dos participantes pelas categorias é feita da seguinte forma: 44,9% dos participantes são empregados por conta de outrem, segue-se a categoria relativa ao trabalho doméstico, onde se encontram 20,6% dos participantes. A categoria de trabalhadores por conta própria concentra 14% do tabela 2 - profissão Frequência Percentagem total de pessoas que doméstica 22 20,6 emp. por conta d outrém 48 44,9 responderam ao questionário. emp. conta própria 15 14,0 Com uma percentagem próxima desempregado 1,9 à anterior (13,1%) encontram-se reformado 1,9 as várias profissões. estudante 2 1,9 Encarregados de educação que outras profissões 14 13,1 ainda se encontrem a frequentar ,3 o sistema de ensino constituem Missing System 4 3, ,0 apenas 1,9% dos participantes. Por fim, seguem-se as categorias - desempregados e reformados, ambas com 0,9% dos participantes. Apesar de constituírem uma percentagem minoritária houve a necessidade de considerar estas duas categorias em separado, na medida em que as suas características ao nível da ocupação do seu tempo são muito próprias e poderão ter influência nas suas respostas. ovamente devido à opção por uma distribuição gráfico 3 - freguesia aleatória dos questionários não foi possível controlar a variável localidade, ou seja, a distribuição dos questionários pelos sujeitos das diferentes freguesias não é feita de forma homogénea. Assim, 73,8% dos inquiridos são da freguesia de Grândola, os restantes 17,8% (8,4% não responderam a esta questão correctamente) distribuem-se pelas freguesias de Melides, Percentagem grândola melides carvalhal azinheira de barros freguesia Carvalhal e Azinheira dos Barros, como se poderá ver pelo gráfico 3. Da freguesia de 30

31 Melides obteve-se 12,1% dos inquiridos. o caso do Carvalhal a sua representatividade é apenas de 4,7%, sendo ainda menor no caso da freguesia de Azinheira dos Barros, onde se regista apenas 0,9% das respostas. Infelizmente, os encarregados de educação de Santa Margarida da Serra não têm qualquer representatividade. A caracterização da amostra contempla ainda o grau de escolaridade do educando. Dos 107 questionários recebidos, somente 100 participantes respondem correctamente a esta questão. A maior percentagem de participação de encarregados de educação no estudo verifica-se nos alunos do 5ºano (26,2%), seguem-se os educadores dos alunos do 6ºano (21,5%). Com uma representação um pouco menor que a anterior gráfico 4 - ano lectivo do filho encontram-se os encarregados de educação dos alunos do 8ºano (19,6%). o caso dos educandos do 7º ano, apenas 15,9% dos encarregados de educação participaram no estudo. Por fim, os educadores dos alunos do 9ºano encontram-se representados por uma minoria de 10,3% (ver gráfico 4). percentagem a impossibilidade de controlar todas as variáveis externas que possam ter influenciado a 0 5º ano 6º ano 7º ano 8º ano ano lectivo do filho participação dos encarregados de educação, pode-se só constatar que a maioria da participação (47,7%) é feita pelos encarregados de educação dos alunos do 2º ciclo. 9º ano Uma outra questão que também se levanta no questionário, e que completa a caracterização da amostra, diz respeito ao envolvimento dos encarregados de educação nas actividades escolares dos educandos. Esta questão foi operacionalizada através da questão: Com que frequência fala com o director de turma do seu filho? a qual apresentava as seguintes opções de resposta: uma vez por mês, duas vezes por mês, três vezes por mês e quatro vezes por mês. o entanto, após a recolha verificou-se que esta questão deveria ter ainda a opção de resposta no final de cada período, visto que alguns encarregados de educação colocaram essa opção de resposta nalguns questionários, mas que não foram consideradas válidas. Provavelmente pelo mesmo motivo a taxa de não resposta foi de 18,7%. ão obstante deste facto, foi possível apurar que 72,9% dos encarregados de educação vão uma vez por mês falar com o director de turma dos seus educandos e os restantes 8,4% contactam o director de turma duas vezes por mês, como se pode verificar pela tabela 3. 31

32 ão se verificou qualquer resposta nas opções que significavam um contacto mais frequente com o director de turma. tabela 3 - com que regularidade fala com o director de turma do seu filho? uma vez por mês duas vezes por mês Frequência Percentagem 78 72,9 9 8, ,3 Esperava-se que existisse uma relação Missing System 20 18,7 entre o ano lectivo dos educandos e ,0 número de vezes que os encarregados de educação contactam com os directores de turma, no entanto tal não se confirma, pois a relação existente não é estatisticamente significativa. Participação dos encarregados de educação nas actividades dos educandos Aos encarregados de educação foi-lhes pedido que indicassem o tempo que despendem com os seus educandos, bem como as actividades que realizam com eles. este âmbito, de um modo geral, relativamente ao tempo dispendido com os educandos, os educadores respondem numa escala do tipo Likert de 1 a 4, em média mais próximo gráfico 5 - quanto tempo passa com o seu filho? do valor da escala 2 algum tempo (média = 1,72), ou seja, consideram que passam algum tempo com os educandos ,6% 40 40,19% percentagem De uma forma mais descritiva, a maioria dos encarregados de educação (48,6%) considera que passam algum tempo com os seus educandos e 40,2% afirma que passa muito Percentagem tempo. Para 10,3% o tempo que passam com os seus gráfico 6 - actividades em conjunto muito tempo 10,28% 0,93% algum tempo pouco tempo muito pouco tempo quanto tempo passa com o seu filho? educandos é pouco. Somente um encarregado de educação (0,9%) confessa passar muito pouco tempo com o seu educando (gráfico 5). Relativamente ao tipo de actividades que habitualmente 0 passear ir ao cinema desporto trabalhos de casa actividades brincar ler ver televisão 32

33 realizam com os educandos, a análise foi feita individualmente a cada uma das categorias, dado que poderiam escolher mais do que uma actividade. Assim, como se pode verificar pelo gráfico 6, a maioria dos encarregados de educação (94,4%) tem por hábito ver televisão com os educandos. Uma outra actividade onde também se verifica uma elevada participação dos encarregados de educação é passear, 85% dos educadores revela que costuma passear com o seu educando. O acompanhamento dos trabalhos de casa é feito por mais de metade dos encarregados de educação (64,5%). Pode-se também constatar que a actividade brincar é pouco frequente entre os educadores e os educandos, na medida em que apenas 33,6% afirmam participar nas brincadeiras dos educandos. As actividades menos populares entre os encarregados de educação são o desporto, cinema e ler. o caso do desporto, 22,4% dos participantes revelam praticar desporto com os educandos. As actividades ler e ir ao cinema, são as que menos contam com a participação dos pais (cinema 21,5%; ler 20,6%). 33

34 Análise estatística das questões Tipos de substâncias tóxicas conhecidas pelos encarregados de educação A segunda parte do questionário tem como objectivo avaliar a perspectiva dos pais relativamente às diferentes questões que estão inerentes à média de respostas relação dos jovens com as toxicodependências tipos de substâncias conhecidas e mais consumidas, percentagem, informação, atribuição de Mean responsabilidades, razões para o consumo, sintomas, medidas a adoptar, e os tipos de prevenção. A fim de obter informação sobre os conhecimentos que 1,00 2,00 3,00 4,00 escala cocaína heroína pastilhas/ecstasy alcool tabaco cog. mágicos lsd haxixe cannabis encarregados de educação têm acerca dos tipos de substâncias tóxicas foi colocada a seguinte questão Quais os tipos de drogas que conhece ou que pelo menos já viu na televisão ou já leu sobre elas? onde teriam que responder numa escala do tipo Likert em que 1 corresponde a desconhecida e 5 muito conhecida. De um modo geral, como se pode ver pelo gráfico 7 o tabaco e o álcool são consideradas muito conhecidas, visto que a média de respostas situa-se mais próximo do ponto 5 da escala, enquanto que o haxixe, a cocaína, a cannabis, e as pastilhas/ecstasy são consideradas pouco conhecidas, ou seja as respostas situam-se em média no ponto 3 da escala de Likert. Por fim, o Lsd e os Cogumelos mágicos são em média desconhecidos pelos encarregados de educação. Ao nível da percentagem de resposta em cada um dos itens da escala a respostas dos encarregados de educação distribuem-se da seguinte forma. O tabaco e o álcool são as mais conhecidas pelos encarregados de educação, sendo que no caso do álcool 71% dos inquiridos a identifica como muito conhecida e no caso de tabaco 73,8% respondem no mesmo item. O haxixe é conhecido por 45,8% dos participantes, enquanto que a cannabis é conhecida só por 38,3%. A cocaína, a heroína e o ecstasy são menos populares do que as substâncias anteriores. o entanto, os encarregados de educação estão mais familiarizados com a heroína, na medida em que 37,4% afirma que esta substância é conhecida. Em relação à cocaína 35,5% revela 34

35 já ter ouvido falar ou ter lido algo sobre esta droga. o mesmo grupo de substâncias conhecidas surge o ecstasy, onde 29,9% dos inquiridos revela que esta é uma droga por si conhecida. Indo ao encontro da análise anterior, da média das respostas, surgem o lsd e os cogumelos mágicos, com uma percentagem de pessoas que as conhecem muito baixa, o lsd é conhecida por apenas 10 participantes e os cogumelos mágicos por 4 dos encarregados de educação. Um aspecto importante a verificar diz respeito à taxa de não resposta nalgumas substâncias, o que poderá também ser um indicador de desconhecimento destas substâncias. Regista-se uma taxa de não resposta mais eleva é nas substâncias como o ecstasy, cogumelos mágicos e lsd em que a taxa é de 7,5% e também na heroína (6,5%) (ver tabela 4 em anexo 2). Tipos de substâncias tóxicas mais consumidas pelos jovens Com o intuito de conhecer a noção que os encarregados de educação têm sobre o tipo de substâncias que os jovens consomem foi-lhes colocada a seguinte questão Qual é que acha ser o tipo de drogas que os jovens de hoje mais consomem?. Tal como na questão anterior os inquiridos teriam que localizar as suas respostas numa escala de 1 a 5 em que 1 corresponde a consomem com muita frequência e 5 corresponde a não consomem. Analisando a média de respostas dos encarregados de educação conclui-se que são o álcool e o tabaco as substâncias que os encarregados de educação pensam ser a mais consumida entre os jovens, pois situam as suas respostas mais próximas do item 1 da escala (álcool média =1,59; tabaco média =1,48). Para os inquiridos o haxixe, a cannabis, a cocaína e as pastilhas/ecstasy são consumidas com pouca frequência pelos jovens, pois as suas respostas são próximas do item 2 da escala (haxixe média =2,14; cannabis média =2,25; pastilhas/ecstasy média=2,29). As substâncias tóxicas que os encarregados consideram tabela 5 - qual o tipo de drogas mais consumidas pelos jovens? ser as menos consumidas Minimo Maximo Média Desvio junto dos jovens haxixe ,14 1,074 adolescentes são a heroína, cannabis ,25 1,034 os cogumelos mágicos e o cocaína ,56 1,163 lsd, na medida em que as heroína ,74 1,146 respostas para estas pastilhas ,29 1,280 alcool ,59 1,111 substâncias se localizam tabaco ,48 1,054 próximas do item 3 da cogumelos mágicos ,72 1,084 escala, o qual corresponde a lsd ,59 1,122 consomem com pouca Valid (listwise) 62 frequência (heroína média = 2,74; cogumelos mágicos média = 3,72; lsd média = 3,59) (ver tabela 5). 35

36 Relativamente às percentagens de respostas em cada uma das substâncias a distribuição vai ao encontro da análise anterior. Para 72% dos inquiridos a substância consumida com maior frequência pelos jovens é o tabaco, logo seguido do álcool com uma percentagem de 67,3%. Substâncias como a cannabis e o haxixe também revelam valores percentuais elevados, cerca de 44,9% dos encarregados de educação afirmam que a cannabis é com frequência consumida pelos jovens, e apenas com uma diferença de 5% surge o haxixe com a mesma frequência de consumo que a cannabis (39,3%). O ecstasy não é para os encarregados de educação algo que os jovens consumam com a mesma frequência, pois somente 29% revelam que é uma substância consumida com frequência pelos jovens. As drogas conhecidas pelo senso comum como drogas duras, que neste caso seria a heroína e a cocaína, também são, na opinião dos educadores, consumidas pelos jovens adolescentes. De acordo com 24,3% dos encarregados de educação os jovens consomem heroína com pouca frequência e mantêm a mesma opinião relativamente à cocaína (23,4%). o que respeita aos cogumelos mágicos e ao lsd, houve uma taxa de não resposta acima de 30%, o que vem confirmar o desconhecimento dos encarregados de educação em relação a estas duas substâncias. o entanto, 19,6% afirmam que os jovens adolescentes consomem cogumelos mágicos com pouca frequência e 21,5% considera que o lsd tem um consumo por parte dos jovens muito pouco frequente. (ver tabela 6 em anexo 2). A análise destes resultados permitem então concluir que para os educadores inquiridos as substâncias que integram o consumo frequente dos jovens são o álcool, o tabaco, a cannabis e o haxixe, e com uma percentagem mais baixa o ecstasy. Drogas conhecidas * Drogas consumidas Era de todo o interesse confirmar a existência de associações entre os conhecimentos sobre as drogas e as substâncias que os encarregados de educação consideram que os jovens do concelho de Grândola consomem. este sentido, realizaram-se várias associações onde as mais relevantes se revelaram ser entre o haxixe conhecido e o haxixe consumido, o tabaco e o álcool nas mesmas circunstâncias. As associações são vistas através de um teste de qui-quadrado que estabelece se as diferenças entre os resultados obtidos e os que são esperados são significativas. O Qui-Quadrado determina uma relação entre as variáveis escolhidas, consoante o seu valor será possível determinar se essa relação ocorre por um mero erro amostral ou se por outro lado a mesma relação vai ocorrer numa amostra independente. 36

37 Poder-se-á então saber se estes resultados são passíveis de generalização à população de onde foi retirada a amostra. o caso do haxixe o teste de Qui-Quadrado (sig.=0,000) (ver tabela de testes 7, em anexo 2) apresenta uma associação credível de generalização para a restante população. O que significa que de uma forma geral a maioria das pessoas associa o seu conhecimento acerca do haxixe com o consumo da mesma por parte dos jovens. Considera-se significativo quando o valor é inferior a 0,005 porque este é inferior ao intervalo de confiança que se escolheu, que neste caso será de 0,005. O intervalo de confiança corresponde à margem de erro que o teste pode ter, quanto maior for intervalo de confiança, maior será a margem de erro. Perante a associação é importante perceber qual a relação e em que sentido. Realizou-se uma análise de variância (AOVA) que confirma se as diferenças nas respostas são de facto significativas. Através desta análise sabe-se se a noção de consumo vai ter a influência dos conhecimentos sobre o haxixe. o caso desta associação as diferenças revelam ser significativas (sig.= 0,004) (ver tabela 7 AOVA, em anexo 2), confirmando que existe pelo menos um grupo que avalia de forma diferente o consumo de haxixe. Assim há que efectuar testes que permitam ver onde se registam as maiores diferenças entre as médias de resposta. A tabela de média de respostas 7, que se encontra em anexo 2, mostra que as principais diferenças se registam entre os muitos conhecimentos sobre o haxixe e os poucos conhecimentos ou muito poucos. a formação de grupos separa as respostas que revelam alguns conhecimentos sobre a substância em questão e as respostas que revelam muito poucos conhecimentos (ver tabela de testes posteriores 7, em anexo 2). Há uma tendência para os encarregados de educação que conhecem melhor o haxixe considerarem que os jovens o consomem com maior frequência do que aqueles que revelam poucos conhecimentos sobre a substância (ver tabela de respostas 7). O tabaco conhecido e consumido também se pode encontrar uma associação que é possível generalizar à restante população, na medida em que o valor do Qui-Quadrado é inferior ao intervalo de confiança (sig.= 0,000) (ver tabela 8 em anexo 2). Como se pode ver pela tabela 10 de respostas (em anexo 2) o maior número de respostas (60,6%) situa-se na categoria de substância muito conhecida e consumida com muita frequência pelos jovens. Assim, para os encarregados de educação que consideram o tabaco uma substância muito conhecida, esta é também uma das substâncias que os jovens mais consomem. 37

38 Relativamente às variáveis relacionadas com o álcool, álcool enquanto substância conhecida e álcool consumido pelos jovens, verificou-se a existência de uma relação que é possível generalizar à restante população, pois o resultado do teste de Qui-Quadrado é de sig.=0,000. o entanto ao efectuar a análise de variância (AOVA) não se verifica que a noção de consumo de álcool por parte dos jovens sofra a influência dos conhecimentos acerca do álcool, pois o valor da análise de variância (sig.=0,020) indica que não existe pelo menos um grupo que apresente uma resposta diferente (ver tabela 9, em anexo 2). A análise das respostas permite concluir que dentro do grupo de pessoas que afirma que o álcool é uma substância muito conhecida 70,7% dos encarregados de educação afirmam também que esta é uma substância que os jovens consomem com muita frequência. uma percentagem semelhante, também quando os educadores consideram o álcool uma droga conhecida, continuam a considerá-la como muito consumida pelos jovens (73,9%) (ver tabela de respostas 9, em anexo 2). Estes resultados indicam que para além do álcool ser uma substância conhecida por todos é também a substância que os educadores consideram que os jovens mais consomem. Provavelmente o seu consumo é mais conhecido pelos encarregados de educação porque o início do consumo de álcool é com muita frequência feito na companhia dos pais em diversas ocasiões sociais, como ficou comprovado em estudos anteriores realizados pela CPCJ de Grândola. Percentagem de jovens consumidores A questão que revelou resultados um pouco inesperados refere-se à percentagem de jovens consumidores no Concelho - De 0 a 100% qual é, para si, a percentagem de jovens que no concelho de Grândola consome drogas?. Um aspecto importante a referir nesta questão é a ausência de uma faixa etária que permitisse aos encarregados de educação situarem as suas respostas, na medida em que apenas lhe é referida a palavra jovem e esta não é especificada com um intervalo de idades. Todavia, ao nível do senso comum, entende-se por jovem alguém que tenha uma idade compreendida entre os 10 e os 18 anos, o que levará a crer que este aspecto não tenha tido influência nas repostas dos participantes. As respostas a esta questão foram exploradas através da análise de conteúdo de onde surgiram as seguintes categorias: <=5%; 6-15%; 16 30% e >40%. Os valores entre 30 e 40% não estão contemplados nos intervalos porque não existiram quaisquer respostas que referissem esses valores. 38

39 Como é possível verificar pelo gráfico 8 cerca de 50 gráfico 8 - valores percentuais de jovens consumidores encarregados de educação afirmam que 60,0% mais de 40% dos jovens adolescentes do 50,0% Concelho de Grândola consomem drogas. 40,0% Somente 4 inquiridos apresentam uma percentagem abaixo dos 5%. Poder-se-á Percentagem 30,0% então concluir que para 20,0% a maioria os encarregados de educação, no mínimo, 10,0% 4 em cada 10 jovens são consumidores de 0,0% substâncias tóxicas. <=5% 6 <=15% >=16-30% >40% Atribuição de responsabilidades Para além ser pedido aos encarregados de educação que expusessem os seus conhecimentos sobre os tipos de substâncias tóxicas foi-lhes também pedido que atribuíssem responsabilidades pelos consumos de drogas por parte dos jovens. de forma a facilitar a resposta dos inquiridos, estes tinham 5 opções de resposta aos próprios jovens, à escola, aos amigos, à família e aos filmes com uma escala de 1 a 5, em que 1 corresponde a toda a responsabilidade e 5 corresponde a nenhuma responsabilidade. Como é possível ver pelo gráfico 9 os encarregados de educação atribuem mais atribuição de responsabilidades responsabilidades pelo consumo de substâncias tóxicas, por parte dos adolescentes, aos próprios jovens (média = 1,95) e aos amigos (média = 2,34), na medida em as suas 3,5 respostas se situam no item 2 da escala muita responsabilidade. A família e a escola, no 3 entender dos educadores têm alguma responsabilidade (família média =3,05; escola 2,5 média = 3,30) no que se refere aos consumos de substâncias. Por fim, aos filmes a média de 2 atribuição de responsabilidades escala não vai além do item 3 da escala alguma responsabilidade) 1,5 (média = 3,38). 1 0,5 0 aos próprios jovens à escola aos amigos à família aos filmes 39

40 Cada categoria foi analisada separadamente afim se perceber qual a percentagem de inquiridos em cada uma das categorias de resposta. A maioria dos encarregados de educação considera que os próprios jovens têm toda a responsabilidade nas opções comportamentais que fazem (40,2%). o caso dos amigos as opiniões já não são tão concordantes, dividem-se entre muita responsabilidade (38,3%) e alguma responsabilidade (37,4%). Á família, uma maioria de 28% atribui apenas alguma responsabilidade, ocorrendo o mesmo tipo de resposta para a escola, onde 32,7% considera que a escola tem alguma responsabilidade nestes comportamentos de risco, por parte dos jovens. Por fim, aos filmes somente 33% considera que estes têm alguma responsabilidade (ver tabela 10). tabela 10 atribuição de responsabilidades próprios amigos Família escola filmes Freq. % Freq. % Freq. % Freq. % Freq. % toda a responsabilidade 43 40, ,1 9 8,4 5 4,7 3 2,8 muita responsabilidade 34 31, , , , alguma responsabilidade 10 9, , , pouca responsabilidade 5 4,7 4 3, , , ,6 nenhuma responsabilidade 6 5, , , , , , , , ,8 Missing system 9 8,4 8 7, , , , Razões Uma outra questão que se colocou aos encarregados de educação diz respeito às principais razões que levam os adolescentes a recorrer às substâncias tóxicas. esta questão cada categoria é analisada separadamente, pois cada participante poderia escolher mais do que uma razão. Como se pode verificar pelo gráfico 10, a maioria dos educadores (66,4%) afirma que é a curiosidade a 47,7% 32,7% 27,1% 24,3% gráfico 10 - razões 47,7% 10,3% 25,2% 66,4% amigos curiosidade amc problemas divertimento principal razão que leva os jovens a consumir. a opinião do mesmo número de participantes (47,7%) a necessidade de pertencer a um grupo e a influência dos amigos constituem os principais motivos da adopção deste comportamento de risco. Os problemas familiares surgem em terceiro lugar, considerados por 32,7% dos inquiridos. De acordo com 27,1% dos encarregados de educação as substâncias tóxicas são utilizadas pelos jovens adolescentes como uma forma de divertimento. Por outro lado, para alguns inquiridos pertença grupal disturbios familiares todas as opções 40

41 (25,2%) a principal razão de consumo de substâncias são os problemas que os adolescentes possam ter e os consumos de substâncias surgem como um fuga aos problemas. Somente para 10,3% dos encarregados de educação a ausência de modelos comportamentais (amc) constitui um factor que conduz ao consumo de substâncias por parte dos jovens. Os participantes dispunham ainda de uma opção que inclui todas as razões anterior referidas. A presente opção foi escolhida por 24,3% dos encarregados de educação, ou seja, para estes há todo um conjunto de factores que conduzem os jovens ao consumo de drogas. Responsabilidades * Razões De forma a tentar perceber se existia alguma relação entre a atribuição de responsabilidades e as principais razões que levam os jovens a consumir substâncias tóxicas foi efectuado um cruzamento entre variáveis que compõem a atribuição de responsabilidades e as principais razões. Assim foi encontrada uma associação entre a atribuição de responsabilidades aos amigos e a razão de consumo de substâncias tóxicas por causa dos amigos. o presente caso o valor do Qui-Quadrado sig.=0,002, ou seja as diferenças são significativas e é possível generalizar a relação para o resto da população (ver tabela de testes 11, em anexo 2). A fim de perceber como é que as respostas dos participantes se dividem realizou-se uma análise de variância (AOVA), que confirma se as diferenças nas respostas são de facto significativas. Simplificando, permite saber se a atribuição de responsabilidades dos amigos vai ter influência na escolha do motivo amigos. o presente caso, o valor da análise é de sig.=0,001, ou seja, existe uma influência da variável responsabilidades (ver tabela 11 AOVA, em anexo 2), que se reflecte na existência de pelo menos um grupo que considera de forma diferente a responsabilidade dos amigos, quando considera a razão amigos como uma causa de consumo. 41

42 tabela de respostas 11 quais são as principais razões que levam os jovens a consumir? por causa dos amigos sim não a quem atribui a responsabilidade? aos amigos toda a responsabilidade % within a quem atribui a responsabilidade? aos amigos ,3% 35,7% 100,0% % within quais são as principais razões que levam os jovens a consumir? por causa dos amigos 18,4% 10,2% 14,3% 9,2% 5,1% 14,3% muita responsabilidade % within a quem atribui a responsabilidade? aos amigos 67,5% 32,5% 100,0% % within quais são as principais razões que levam os jovens a consumir? por 55,1% 26,5% 40,8% causa dos amigos 27,6% 13,3% 40,8% alguma responsabilidade % within a quem atribui a responsabilidade? aos amigos 32,5% 67,5% 100,0% % within quais são as principais razões que levam os jovens a consumir? por causa dos amigos 26,5% 55,1% 40,8% 13,3% 27,6% 40,8% pouca responsabilidade % within a quem atribui a responsabilidade? aos amigos,0% 100,0% 100,0% % within quais são as principais razões que levam os jovens a consumir? por causa dos amigos,0% 8,2% 4,1%,0% 4,1% 4,1% % within a quem atribui a responsabilidade? aos amigos 50,0% 50,0% 100,0% % within quais são as principais razões que levam os jovens a consumir? por causa dos amigos 100,0% 100,0% 100,0% 50,0% 50,0% 100,0% A tabela de testes posteriores mostra que existem diferenças entre quem atribui muita responsabilidade e toda a responsabilidade e quem atribui alguma ou pouca responsabilidade, na medida em que separa em dois grupos distintos. Quem atribui toda e muita responsabilidade tem tendência a considerar também como causa dos consumos os amigos, enquanto que quem atribui alguma e pouca responsabilidade aos amigos tem tendência a não considerar os amigos como uma razão os amigos (ver tabela de testes posteriores 11, em anexo 2). Este facto também pode ser confirmado na tabela de respostas 11 onde se regista uma maior percentagem de pessoas que atribuem maior responsabilidade aos amigos e que também os consideram como uma causa para o consumo (73,5%) comparativamente com quem atribui alguma e pouca responsabilidade e considera os amigos uma causa (26,5%). 42

43 Por outro lado, quem atribui menor responsabilidade e não considera os amigos como uma causa constitui uma percentagem de 75,7%, sendo este valor maior em relação a quem atribui mais responsabilidade aos amigos e não os considera como uma razão (68,2%). Verificou-se que as razões de consumo de substâncias também se relacionam com a regularidade de contacto com o director de turma, especialmente a razão que engloba todo o conjunto de situações e a curiosidade. o caso da razão que engloba todas as situações há uma associação entre esta e a regularidade de contacto com o director de turma, e tendo em conta o resultado do Qui- Quadrado é possível fazer uma generalização dos resultados à restante população (sig.= 0,001) (ver tabela de testes 12, em anexo 2). Perante a existência de uma relação há que verificar se a regularidade de contacto com o director de turma vai ter influência na determinação da razão que engloba todas as restantes. Tendo em conta que o valor da análise de variância é de sig.= 0,000, conclui-se que existe uma influência desta variável na resposta. Como não existem grupos suficientes de respostas não é possível realizar os testes posteriores, no entanto através da tabela de respostas 12, que se encontra anexada é possível ver a distribuição das respostas pelas diferentes categorias. Constata-se que há um maior número de pessoas que apenas contacta com o director de turma uma vez por mês e que não considera o conjunto de situações como uma razão para o consumo (79,5%), do que aquelas que contactam com a mesma frequência e consideram esta razão (20,5%). Proporcionalmente, o número de pessoas que contacta com maior frequência com o director de turma mais facilmente considera que há todo um conjunto de situações que conduzem ao consumo (77,8%) que aquelas que não consideram esta hipótese (10,3%). A segunda relação que se encontrou entre as razões e a regularidade consiste na relação entre a razão curiosidade e a regularidade. O valor do Qui-Quadrado mostra que é possível a generalização desta relação à restante população (sig.=0,001) (ver tabela de testes 13, em anexo 2). Perante a análise da influência da regularidade de contacto com o director de turma na indicação da razão curiosidade, registam-se diferenças em pelo menos um grupo (AOVA sig. = 0,000) (tabela 13 AOVA, em anexo 2). Como não possível formar pelo menos três grupos não é possível realizar os testes posteriores, no entanto através da tabela 13 de respostas, em anexo, poder-se-á observar a distribuição das respostas dos inquiridos. De uma forma proporcional ao número de pessoas que respondeu em cada categoria, existem mais pessoas que contactam o director de turma uma vez por mês a associar ao consumo de substâncias tóxicas a curiosidade de experimentar (70,5%), enquanto que quem contacta cerca de duas vezes por mês com o director de turma desvaloriza essa razão (11,1%). 43

44 Estes aspectos permitem especular que os encarregados de educação que contactam uma vez por mês com os directores de turma dos educandos têm uma tendência a particularizar as razões específicas e não considerar como um conjunto de motivos como os factores implícitos ao consumo. Sintomas Com o objectivo de avaliar os conhecimentos dos encarregados de educação relativamente aos sintomas inerentes ao consumo de substâncias tóxicas, foi elaborada a seguinte questão Se um filho seu consumisse drogas, saberia identificar os sintomas? Dê um exemplo de um sintoma. Posteriormente esta questão foi analisada ao nível do gráfico 11 - identificação de sintomas seu conteúdo, de onde para tratamento estatístico surgiram três categorias de resposta sim, reconhece os sintomas, os encarregados de educação afirmam que reconheceriam os sintomas dos consumo e apresentam um sintoma válido; sim, mas não reconhece os sintomas, os educadores afirmam que conseguiriam identificar os sintomas, no entanto os seus exemplos não são válidos e não reconhece os Percentagem sim e reconhece sim, mas não reconhece não reconhece se um filho seu consumisse drogas, saberia identificar os sintomas? sintomas, quando de facto os educadores confessam não conhecer os sintomas. Através da análise do gráfico 11 é possível verificar que a maioria dos encarregados de educação (57%) apesar de afirmar que seria capaz de reconhecer os sintomas, quando lhes é pedido para darem um exemplo não o conseguem fazer. Esclarecendo um pouco melhor, todos os exemplos que apresentam não correspondiam efectivamente a sintomas que estejam inerentes ao consumo de substâncias tóxicas. Por outro lado, 17,8% dos participantes revela que se um filho seu consumisse substâncias tóxicas não seria capaz de identificar os sintomas de tal comportamento. Dos 98 inquiridos que responderam a esta questão apenas 16,8% sabe quais são os sintomas que estão por detrás do consumo de drogas. Importa ainda referir que nesta questão houve uma taxa de não resposta de cerca de 8,4%, o poderá ser também um indicador de desconhecimento dos sintomas, por parte dos encarregados de educação. 44

45 Estes resultados permitem concluir que os encarregados de educação, apesar de não quererem reconhecer, não detêm o melhor tipo de informação no que se refere aos sintomas que confirmam o uso de substâncias tóxicas por parte dos jovens adolescentes. Medidas percentagem O presente estudo procurou ainda saber quais as medidas que os encarregados adoptariam perante um caso de consumo de substâncias tóxicas, por parte do seu educando. A questão colocada apresentava várias alternativas de resposta, o que implica uma análise de cada medida separadamente. O gráfico 12 permite verificar que a opção preferida por 85% da iria ao centro de saúde iria à GR gráfico 12 -medidas a adoptar tentaria aprofundar o porquê com outras pessoas medidas iria a um centro para tentaria aprofundar o toxicodependentes porquê com o meu filho iria à escola amostra de inquiridos é o aprofundamento da situação de consumo com os próprios jovens. As outras percentagens resposta medidas apresentam de mais baixas, no entanto o recurso ao centro saúde é a medida que 15% dos encarregados de educação optaria se estivesse perante o consumo do seu educando. Seguem-se as medidas recorrer a centro para toxicodependentes e aprofundar a questão com outras pessoas que apresentam o mesmo valor percentual (9,3%). O recurso à escola não parece ser a forma de resolução preferida pela maioria dos encarregados de educação, pois somente 7,5% afirmam que iriam à escola para resolver o problema. A medida que os educadores menos recorreriam em caso de consumo de substância tóxicas seria o contacto com as autoridades, apenas dois educadores (1,9%) usariam esta medida para resolver a situação. Revelou-se interessante verificar a existência de relações entre as diferentes medidas, a fim de se perceber se existe alguma concordância entre o que se esperava e os resultados obtidos. Assim registou-se a existência de duas relações positivas - tentaria aprofundar o porquê dessa situação com outras pessoas * iria à escola ; tentaria aprofundar o porquê dessa situação com meu filho * iria ao centro de saúde. A existência de associações é possível ver através do valor do Qui-Quadrado, que no caso da associação entre tentaria aprofundar o porquê dessa situação com outras pessoas * iria à escola é de sig= 0,003, o que significa que a mesma associação irá ocorrer numa outra amostra independente da mesma população alvo. (ver tabela de testes 14, em anexo 2). 45

46 Através da tabela de respostas 14 é possível concluir que 86,7% dos encarregados de educação não procura aprofundar o assunto com outras pessoas e também não recorre à escola como forma de resolução do problema. tabela de respostas 14 o que faria nesse caso? iria à escola sim não o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com outras pessoas sim % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com outras pessoas ,0% 60,0% 100,0% % within o que faria nesse caso? iria à escola 50,0% 6,2% 9,5% 3,8% 5,7% 9,5% não % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com outras pessoas 4,2% 95,8% 100,0% % within o que faria nesse caso? iria à escola 50,0% 93,8% 90,5% 3,8% 86,7% 90,5% % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com outras pessoas 7,6% 92,4% 100,0% % within o que faria nesse caso? iria à escola 100,0% 100,0% 100,0% 7,6% 92,4% 100,0% A segunda associação encontrada é entre a medida tentaria aprofundar o porquê dessa situação com o meu filho e iria ao centro de saúde (sig=0,000) (ver tabela de testes 15, em anexo 2). 46

47 tabela de respostas 15 o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho sim não o que faria nesse caso? iria ao centro de saúde sim Expected ,7 2,3 17,0 % within o que faria nesse caso? iria ao centro de saúde 41,2% 58,8% 100,0% % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho 7,7% 71,4% 16,2% 6,7% 9,5% 16,2% não Expected 76,3 11,7 88,0 % within o que faria nesse caso? iria ao centro de saúde 95,5% 4,5% 100,0% % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho 92,3% 28,6% 83,8% 80,0% 3,8% 83,8% Expected 91,0 14,0 105,0 % within o que faria nesse caso? iria ao centro de saúde 86,7% 13,3% 100,0% % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho 100,0% 100,0% 100,0% 86,7% 13,3% 100,0% a tabela de respostas 15 é possível observar a distribuição das respostas dos inquiridos. A maioria dos encarregados de educação (80%) prefere não procurar a ajuda dos profissionais de saúde tentando por outro lado aprofundar a situação com o próprio filho. Após uma especulação foi possível verificar, no caso das variáveis sócio-demográficas, que o grau de escolaridade vai influenciar as respostas dos inquiridos relativamente às medidas a adoptar perante um educando consumidor. Assim consoante o grau de escolaridade assim será a preferência ou não por uma medida que envolve o confronto directo entre o encarregado de educação e o problema de consumo do jovem. O valor do Qui-Quadrado (0,002) revela a existência de uma associação entre as duas variáveis grau de escolaridade e o aprofundamento da questão com o próprio jovem (ver tabela de testes 16, em anexo 2). a tabela de respostas 16 observa-se que se esperava um maior número de pessoas a optar pela conversa com os jovens, ao nível do ensino básico e um número menor de pessoas na mesma opção com o grau de escolaridade ao nível do ensino secundário e ensino superior. 47

48 Importa agora perceber onde se encontram as maiores diferenças, já que se verifica a existência de uma diferença significativa ao nível das repostas dadas. Para tal há que realizar uma análise de variância (AOVA), a fim de verificar se a variância de respostas na medida tentaria aprofundar com o meu filho o porquê vai ter a influência do grau de escolaridade. O resultado da análise de variância é inferior a 0,005 (sig=0,002) (ver tabela 16, em anexo 2), o que significa que as diferenças entre grupos de níveis de escolaridade são significativas. Uma vez que a medida tentaria aprofundar a questão com o meu filho é uma variável dicotómica (a resposta possível só apresenta duas categorias possíveis - sim ou não), não se a pode ver as diferenças entre as médias, apenas se poderá constatar a formação de grupos tabela de respostas 16 grau de escolaridade 1º ciclo 2º ciclo 3º ciclo ensino secundário ensino superior o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho sim Expected % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho ,1 20,1 20,1 27,0 8,7 89,0 10,1% 21,3% 22,5% 34,8% 11,2% 100,0% % within grau de escolaridade 60,0% 82,6% 87,0% 100,0% 100,0% 87,3% 8,8% 18,6% 19,6% 30,4% 9,8% 87,3% não Expected 1,9 2,9 2,9 4,0 1,3 13,0 % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho 46,2% 30,8% 23,1%,0%,0% 100,0% % within grau de escolaridade 40,0% 17,4% 13,0%,0%,0% 12,7% 5,9% 3,9% 2,9%,0%,0% 12,7% Expected 15,0 23,0 23,0 31,0 10,0 102,0 % within o que faria nesse caso? tentaria aprofundar o porquê com o meu filho 14,7% 22,5% 22,5% 30,4% 9,8% 100,0% % within grau de escolaridade 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 14,7% 22,5% 22,5% 30,4% 9,8% 100,0% diferentes caso esta exista, através dos testes posteriores (post-hoc). o presente caso, os testes realizados forma dois grupos que acabam por não ser mutuamente exclusivos. Um primeiro grupo é formado pelas pessoas com habilitações entre o 2º ciclo e o ensino superior, o segundo grupo é formado pelas pessoas com habilitações ao nível do 1º ciclo (ver a tabela de testes posteriores tabela 16, em anexo 2). Conclui-se então que as diferenças de respostas mais significativas se situam entre as pessoas com o 1º ciclo e as restantes, mas especialmente entre o 1º ciclo e o ensino secundário e ensino superior (ver tabela de respostas 16). Informação Com o objectivo de conhecer a avaliação que os encarregados de educação fazem do tipo de informação a que os jovens têm acesso, foi colocada a seguinte questão Qual é a sua opinião sobre a informação que os jovens têm sobre as drogas. 48

49 Os inquiridos teriam que responder de acordo com a escala de Likert de 1 a 5, em que 1 corresponde a demasiada informação e 5 corresponde a muito pouca informação. De acordo com os resultados obtidos, a média de respostas dos inquiridos situa-se no item 3 da informação suficiente tabela 17). escala (ver qual é a sua opinião sobre a informação que os jovens têm sobre as drogas Valid (listwise) tabela 17 - média de respostas Minimo Maximo Mean Std. Deviation ,36 1, o que respeita à distribuição das respostas pelos vários itens da escala, o gráfico mostra que 40,4% dos encarregados de educação consideram que os jovens têm ao seu dispor pouca informação, enquanto que para 25% da população inquirida o tipo de informação disponível é suficiente. Concluindo, para mais de metade dos inquiridos (65,4%), os jovens têm ao seu dispor informação que baste para que possam fazer uma escolha consciente dos comportamentos que querem adoptar (ver tabela 18). tabela 18 - qual é a sua opinião sobre a informação que os jovens têm sobre as drogas demasiada informação muita informação informação suficiente pouca informação Frequência Percentagem 5 4, , , ,4 Missing muito pouca informação System 12 11, , Prevenção A prevenção foi também contemplada na segunda parte do presente estudo, assim, pedia-se aos encarregados de educação que dessem sugestões para se realizar um trabalho na área da prevenção. Todas as respostas foram tratadas através da análise de conteúdo de onde surgiram várias categorias: - Família todas as medidas que responsabilizem a família, como por exemplo, existir um ambiente familiar e aberto entre os pais e os jovens; - Informação e sensibilização medidas que apostam essencialmente nas acção de sensibilização e na transmissão de mais informação; - Escola medidas que envolvem a participação da escola; - Combate ao tráfico/traficantes; - Incentivo a modelos comportamentais positivos (IMCP) medidas que apelem a alternativas comportamentais saudáveis, como é o caso do desporto; - Imposição de regras; 49

50 - Medidas de protecção medidas que impliquem a participação de entidades que têm responsabilidades na área da protecção de menores; - Medidas de apoio a toxicodependentes medidas que envolvem a recuperação de jovens que já se encontram a consumir com frequência (exemplo: integrar os jovens num centro de toxicodependentes). Posteriormente, os dados foram introduzidos na base e foi possível obter os seguintes resultados, de acordo com a opinião de 35,2% dos encarregados de educação a principal sugestão para o combate ao consumo de substâncias é o recurso campanhas informação sensibilização. Seguem-se medidas às de e as que envolvem a família (20,9%) e o combate ao tráfico (18,7%) (ver gráfico 13). O incentivo aos modelos comportamento de positivos (IMCP) é uma medida Percentagem gráfico 13 - qual é a sua sugestão para combater este problema? família informação/sensi bilização escola combate ao tráfico preventiva que apenas é partilhada por 9,9% dos encarregados de educação. IMCP imposição de regras medidas de protecção medidas d apoio aos toxicodepentes Por um número ainda menor de participantes são referidas as medidas de protecção às crianças (5,5%) e as medidas de apoio aos toxicodependentes (5,5%). Ainda na opinião de 3 educadores (3,3%) cabe à escola a responsabilidade de alertar os jovens para os malefícios das substâncias tóxicas. Por fim, a categoria imposição de regras só é referida por um encarregado de educação, contudo, por ser uma resposta tão específica e por não ser possível inseri-la em qualquer uma das outras categorias, esta resposta constituiu por si só uma categoria. 50

51 Discussão A partir das respostas obtidas foi possível perceber que para a maioria dos encarregados de educação, estes passam algum tempo com os educandos essencialmente em actividades como passear, ver televisão e ajuda nos trabalhos de casa, com especial ênfase na actividade ver televisão. Apesar de despenderem algum tempo com os jovens nesta actividade, a mesma não promove o diálogo entre as pessoas, nem cria a abertura necessária para que haja uma partilha das diferentes experiências dos educandos com os encarregados de educação. a ajuda nos trabalhos de casa, o diálogo acaba por ser dirigido consoante os objectivos que estão presentes. O facto de não existir um diálogo constante e um interesse por tudo a quilo que rodeia e preocupa os jovens pode levar a um desconhecimento das suas actividades diárias. As questões mais específicas que implicam o conhecimento sobre as substâncias tóxicas revelaram dados interessantes. As substâncias tóxicas que os participantes melhor conhecem são o tabaco, o álcool, o haxixe e a cannabis, o que se vem a reflectir na questão seguinte que aborda o tipo de substâncias que os jovens mais consomem. Os encarregados identificaram como as substâncias mais consumidas pelos jovens o álcool, o tabaco, o haxixe a cannabis, especialmente as duas primeiras substâncias com consumos mais frequentes. À excepção do haxixe e da cannabis, o álcool e o tabaco são drogas legais, a partir dos 16 anos, e bem aceites socialmente. É possível concluir que as substâncias mais conhecidas pelos inquiridos são as drogas socialmente aceites, ou seja, o álcool e o tabaco. Contudo, os encarregados de educação do concelho de Grândola revelam ainda ter alguns conhecimentos relativamente a substâncias como o haxixe, a cannabis, a cocaína, heroína e o ecstasy. Estes resultados podem ter como principal justificação o facto de serem as substâncias que com maior frequência surgem nos meios de informação. Quando se coloca a questão do número de jovens consumidores no Concelho de Grândola constata-se que para a maioria dos participantes mais de 40% da população jovem do Concelho de Grândola consome substâncias tóxicas. Esta percentagem implica que num grupo de 10 jovens, cerca de 4 consomem substâncias tóxicas. Tal como nas entrevistas, os encarregados de educação também foram questionados acerca da atribuição de responsabilidades pelo consumo de substâncias tóxicas, por parte dos jovens, mas ao contrário das entrevistas, os inquiridos dispunham de opções de resposta específicas. 51

52 A maioria dos participantes atribui responsabilidades aos próprios jovens e aos amigos, ou seja, atribuições no sentido interno, características do próprio, e no sentido externo, factores exteriores que influenciam os comportamentos. A família, que é supostamente quem respondeu ao questionário, aparece em terceiro plano, na atribuição de responsabilidades. As características interna do indivíduo e a influência dos amigos assumem um papel preponderante no consumo de substâncias tóxicas, há como que uma desresponsabilização da família e uma desvalorização do seu papel preventivo no percurso de um jovem. Conclui-se então que para os encarregados de educação os principais responsáveis pelos comportamentos de risco dos jovens adolescentes são os próprios jovens e o seu grupo de pares, tendo a família e a escola um papel secundário. As principais razões apontadas para os consumos de substâncias tóxicas estão relacionadas com a influência social - curiosidade, a influência dos amigos e a necessidade de pertencer a um grupo - cada uma delas foi referida pela maioria dos encarregados de educação. as suas respostas está implícito não só a necessidade de explorar algo desconhecido que os jovens sentem e de testar os limites impostos pelos outros. A influência social é muito notória nas respostas, quando referem a pertença a um grupo e a influência dos amigos. Para os encarregados de educação há uma necessidade dos jovens se comportarem de acordo com as normas dos grupos e adoptarem os comportamentos por eles aceites. Os encarregados de educação mantém a coerência nas suas respostas relativamente à atribuição de responsabilidades e à identificação dos principais motivos do consumo. Estes relacionam as responsabilidades atribuídas aos amigos com a capacidade de influência dos mesmos. Quem atribui responsabilidades aos amigos também os vai, posteriormente considerar como um dos principais motivos de consumo. A questão que alude ao conhecimento dos educadores acerca dos sintomas mostra que a maioria dos inquiridos, apesar de afirmarem conhecer os sintomas do consumo de substâncias tóxicas, na realidade não conseguem identificar eficazmente um sintoma. Este facto revela que há uma falta de informação sobre o tema, possivelmente porque a maioria das campanhas de prevenção assentes na transmissão de informação sobre as drogas têm como principal alvo os jovens. Contudo, observa-se agora a necessidade de informar os encarregados de educação sobre os diferentes aspectos, como por exemplo os tipos de drogas, os sintomas e as principais consequências. Igualmente como nas entrevistas aos vários profissionais os encarregados de educação também foram questionados sobre as medidas a adoptar perante uma situação de consumo. De acordo com a opinião da maioria dos educadores a melhor forma de resolver o problema será através do confronto directo com os jovens, assumindo desta forma a responsabilidade 52

53 de resolução, não delegando para os outros o problema. Esta também seria a resposta esperada, apesar de ser anónimo existe uma necessidade de responder de acordo com aquilo que é socialmente desejável. O uso da conversa aberta com os jovens continua a ser algo que os encarregados de educação mais recorreriam em caso de detecção de comportamentos desviantes. ão obstante, como será possível abordar o assunto se não conseguem efectivamente reconhecer os sinais intrínsecos ao consumo de substâncias tóxicas? Por fim, a maioria dos inquiridos considera que os jovens possuem informação que baste sobre as substâncias tóxicas, mas quando lhes é pedido para referirem uma ideia para prevenir o problema, a sua principal sugestão tem como objectivos a sensibilização e a transmissão de informação, bem como o combate ao tráfico. Esta preferência pela formação pode dever-se ao facto destas campanhas serem as mais frequentes, como tal, já existe uma abertura para a continuação de um trabalho que siga a mesma forma de abordar o mesmo tema. A principal desvantagem das campanhas de sensibilização/informação diz respeito ao não envolvimento dos participantes o que irá implicar a não identificação com o problema, não sendo assim o seu principal objectivo alcançado. 53

54 PARTE III PERSPECTIVA DOS JOVES DO COCELHO DE GRÂDOLA Objectivo específico A terceira parte deste estudo tem como objectivo conhecer a perspectiva dos jovens relativamente ao consumo de substâncias tóxicas, por parte dos adolescentes. Procurou-se abordar uma multiplicidade de aspectos que estão geralmente inerentes ao consumo de substâncias, bem como as próprias dinâmicas familiares. Pretendeu-se saber qual a posição dos jovens face a esta questão e também avaliar o seu grau de conhecimentos acerca das diferentes substâncias. Após a análise da opinião dos jovens será, então possível verificar as principais diferenças existentes entre as três visões intervenientes na problemática em questão. Metodologia Para ter acesso à perspectiva dos jovens do Concelho de Grândola foi elaborado um questionário com cerca de 24 questões, com diferentes modalidades de resposta, escala do tipo Likert, escolha múltipla e resposta aberta (ver questionário em anexo 1). Posteriormente procedeu-se ao contacto com Escola Básica 2.º e 3.º ciclos D. Jorge de Grândola, a qual se mostrou muito interessada em colaborar e que para tal cedeu para a aplicação dos questionários as aulas de formação cívica de todas as turmas. A escolha desta escola deve-se ao facto desta ser a maior escola do litoral alentejano e visto que é nela que se encontra o maior número de alunos com idades entre os 10 e os 17 anos, faixa etária sobre a qual se debruça o presente estudo, bem como o facto de concentrar o maior número de alunos das várias freguesias do Concelho de Grândola. Foram aplicados cerca de 542 questionários de forma presencial, para controlar possíveis enviesamentos na interpretação das várias questões, por parte dos alunos. A aplicação decorreu durante o período de 23 a 27 de Outubro de 2006, com a maior colaboração por parte dos directores de turma, que disponibilizaram cerca de 30 minutos das suas aulas. Posteriormente procedeu-se à introdução e análise dos dados, recorrendo novamente ao SPSS, cujos dados serão de seguida apresentados. 54

55 Caracterização da amostra Tabela 1 - distribuição dos participantes por género e idade idade Foram inquiridos cerca de 540 alunos do 2.º e 3.º ciclos. A população escolhida para género feminino % within sexo % within idade 9-11 anos anos anos ,4% 46,1% 13,5% 100,0% 47,6% 50,2% 54,5% 49,6% 20,1% 22,9% 6,7% 49,6% avaliação encontra-se masculino distribuída de forma % within sexo 43,9% 45,0% 11,1% 100,0% homogénea por ambos os géneros, onde no género masculino se registam 50,4% dos inquiridos e no género % within idade % within sexo % within idade 52,4% 49,8% 45,5% 50,4% 22,1% 22,7% 5,6% 50,4% ,2% 45,5% 12,3% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 42,2% 45,5% 12,3% 100,0% feminino 49,6% dos participantes. Média das idades = 12,22 De uma forma mais detalhada poder-se-á observar na Tabela 1 que em ambos os géneros, a maioria dos sujeitos (45,5%), situa-se na faixa etária entre os 12 e os 14 anos, com uma diferença muito ligeira (género feminino 46,1%; género masculino 45,0%). Segue-se a faixa etária dos 9 aos 11 anos, à qual corresponde 42,2% da população inquirida, aqui já é possível verificar uma pequena diferença ao nível do género, na medida em que no género masculino se encontram 43,9% e no género feminino se registam 40,4% dos participantes. Por fim, a faixa etária com menor número de participantes compreende as idades entre os 15 e os 18 anos (12,3%). este caso, 13,5% dos participantes pertencem ao género feminino e apenas 11,1% pertencem ao género masculino. Em relação à média das idades dos participantes, esta situase nos 12 anos. Gráfico 1 - Ano Lectivo Em relação à representação de cada ciclo poder-se-á 30 constatar que o 2.º ciclo constitui a maioria da 25 população inquirida (54,0%), enquanto que o 3.º ciclo apenas representa 45,9% da amostra. O gráfico 1 permite observar qual a percentagem de inquiridos que se encontra em cada um Percentagem ,52% 25,56% 15,19% 15,56% 15,19% dos anos lectivos. Assim, a maioria dos alunos encontra- 0 5.º ano 6.º ano 7.º ano ano lectivo 8.º ano 9.º ano 55

56 se no 5.º ano (28,5%), seguindo-se os alunos do 6.º ano que constituem 25,5% da amostra. o 3.º ciclo, cada ano encontra-se representado de forma muito semelhante. O 7.º ano e o 9.º ano representam ambos 15,2% da população inquirida. A ligeira diferença encontra-se no 8.º ano, onde se encontra 15,5% dos participantes Foi ainda contemplada para a caracterização da população, a freguesia de residência dos inquiridos. A maioria dos alunos inquiridos é residente na freguesia de Grândola (67,1%), segue-se então a freguesia do Carvalhal com 19,2% dos participantes. A freguesia de Melides é representada por 7% dos inquiridos, segue-se então a freguesia de Azinheira dos Barros com 2,8% dos sujeitos. Dentro do Concelho de Grândola, a freguesia com menor representatividade é a de Santa Margarida da Serra, com apenas 0,9%. a presente população é ainda possível registar a presença de alunos residentes fora do Concelho de Grândola, mas que o escolheram para a continuação dos seus estudos, desta forma, os inquiridos que habitam Gráfico 2 - Freguesia noutras freguesias constituem 2,2% de toda a população que respondeu ao inquérito (ver gráfico 2). Percentagem ,79% azinheira dos barros 19,37% carvalhal 67,6% grândola freguesia 7,08% melides 0,93% santa margarida da serra 2,23% outras Para tentar perceber de que forma os jovens ocupam os seus tempos livres foi colocada uma questão que pretende identificar quais as actividade mais populares no entre os jovens. Desta forma, é possível verificar que a maioria (78,5%) passa parte dos seus tempos livres a ver televisão. Segue-se o uso do computador/playstation, actividade frequente em 67,7% dos participantes. Por outro lado, o Gráfico 3 - Actividades de tempos livres desporto concentra ainda 57,7% das 90 respostas. 75 Em seguida surgem os trabalhos de casa, onde 48,2% dos inquiridos dedicam o seu tempo livre. As actividades ligadas à música, onde se pode encontrar actividades como ouvir, tocar ou estudar música são também as escolhidas por 47,3% dos jovens. A permanência com os amigos em casa percentagem cinema livros desporto saídas com amigos jogar playstation / computador ver televisão trabalhos de casa act. Ligadas à musica em casa com os amigos outras actividades 56

57 ou na rua é menos vulgar no seio das actividades dos jovens. o entanto, prevalecem as saídas com os amigos (42,1%), mais do que a estadia com os mesmos em casa (33%). As actividades que registam um número mais baixo de jovens, são as outras duas actividades ligadas à cultura, cinema e leitura, escolhidas apenas por 21,3% e 25,4% respectivamente, dos participantes. Por fim, cerca de 10,2% ocupam os seus tempos livres com actividades como a dança, teatro, passeios a pé ou de bicicleta e andar de skate (ver gráfico 3). Poder-se-á então concluir que, as actividades multimédia são as preferidas pela maioria dos jovens às quais dirigem parte dos seus tempos livres. Importa ainda perceber onde se observam as principais diferenças na escolha das actividades de tempos livres consoante as faixas etárias. A maioria dos jovens que tem por hábito ver televisão nos seus tempos livres tem idades compreendidas entre os 12 e os 14 anos (47%), e o mesmo acontece com o uso da playstation/computador (45,1%) (ver tabelas 2 e 3, em anexo 3). Contudo, esta última constitui também uma rotina na faixa etária dos mais jovens, com idades compreendidas entre os 9 e os 11 anos (44,2%). Verifica-se ainda que o desporto é uma actividade mais frequente na classe mais jovem, dos 57,5% que praticam desporto, a maioria tem idades situadas entre os 9 e os 11 anos (56,2%) (ver tabela 4, em anexo 3). São também, na sua maioria, os mais novos (9 11 anos) que dedicam parte do seu tempo aos trabalhos de casa (54,7%) (ver tabela 5, em anexo 3). Por outro lado, os jovens na faixa etária seguinte, ou seja, com idades entre os 12 e os 14 anos, são os que mais optam pelas actividades relacionadas com a música (48,2%) (ver tabela 6, em anexo 3). Após as aulas, são vários os jovens que optam por ficar em casa com amigos, mas, esta opção é na sua maioria feita pelos mais pequenos com idades entre os 9 e os 11 anos (46,1%), ainda que não se registe uma diferença muito acentuada comparativamente com a faixa etária seguinte, dos 12 aos 14 anos (45,5%) (ver tabela 7, em anexo 3). Quando se trata de saídas com os amigos, aqui observa-se o inverso, cerca de 54,9% dos jovens que saem com os amigos têm idades que se situam na faixa etária entre os 12 e os 14 anos (ver tabela 8, em anexo 3). Poder-se-á ainda inferir que algumas das saídas com os amigos, nesta faixa etária passam pelas idas ao cinema, na medida em que dos 21,4% dos frequentadores das sessões de cinema, 63,5% pertencem a esta última faixa etária referida (ver tabela 9 em anexo 3). Por fim, no caso da leitura, esta actividade é mais habitual entre os mais jovens, dado 56,2% pertencem à faixa etária dos 9 aos 11 anos (ver tabela 10, em anexo 3). Ao nível dos géneros constata-se que as principais diferenças se registam ao nível das actividades ligadas à música, desporto e o uso do playstation/ computador. o caso dos jovens que têm actividades ligadas à música como hobbie, observa-se que na sua maioria são as raparigas que as preferem (67,6%) (ver gráfico 4, em anexo 3). Tanto no desporto como no uso da playstation/computador são os rapazes que predominam. o caso dos jovens que praticam desporto, a maioria são do género masculino (62,4%) (ver gráfico 5, 57

58 em anexo 3). O uso da playstation/computador é algo mais aliciante, na ocupação de tempos livres, para os rapazes, dado que 60,3% dos participantes masculinos o referem como algo que fazem habitualmente (ver gráfico 6, em anexo 3). Em relação aos locais onde os jovens passam a maior parte do seu tempo verifica-se que o local preferido da maioria dos jovens é a casa (65,2%), segue-se o estúdio jovem, local escolhido por 9,2% e as actividades de tempos livres (inglês, desporto, informática etc.) onde 6,9% passa grande parte do seu tempo. A biblioteca é ainda um dos serviços a que os jovens recorrem com alguma frequência (3,8%) (ver gráfico 7). Dada a taxa de respostas Percentagem ,79% biblioteca Gráfico 7- Onde passa a maior parte do seu tempo? 1,9% explicações 6,87% actividades de tempos livres incorrectas nesta questão, realizou-se uma análise qualitativa em separado desses questionários, onde se observa a mesma tendência de escolha de locais. 1,9% bares 9,24% estúdio jovem 65,17% em casa 0,24% casa do jovem 3,32% espaço jovem 7,58% outros Relação com os pais Com o objectivo de compreender quais as dinâmicas familiares destes jovens foram colocadas algumas questões relativamente ao tempo que passam com os pais e ao tipo de actividades que desenvolvem em conjunto. uma primeira questão Tabela 11 - Tempo que passam com os pais colocada, que se referia ao facto de Frequência Percentagem passarem ou não muito tempo com os passo demasiado tempo 35 6,6 seus pais ao que a maioria dos jovens passo muito tempo ,0 respondeu que sim (82,1%) (ver passo tempo suficiente ,4 gráfico 8, em anexo 3). passo pouco tempo 47 8,8 passo muito pouco tempo 12 2, ,0 a questão seguinte os participantes tinham oportunidade de descrever um Missing System pouco melhor o tempo que passam com os pais, onde a maioria dos jovens (55,4%) considera que passa tempo suficiente com os pais. De acordo, com a opinião de 27% dos jovens, estes consideram que passam muito 58

59 tempo com os pais. Somente, 2,2% indicam que passam muito pouco tempo com os pais (ver tabela 11). A média de respostas nesta questão é de 2,73, ou seja, de um modo geral as respostas dos jovens estão mais próximas da opção passo tempo suficiente. Considerou-se importante observar se, se registam diferenças de acordo com o género e com as faixas etárias. Relativamente ao género, observa-se um padrão de resposta tanto para o género feminino como masculino. Este padrão caracteriza-se pela localização da maioria das respostas entre passo muito tempo com os meus pais e passo tempo suficiente com os meus pais. o caso das raparigas, a maioria (51,3%) refere que passa tempo suficiente com os seus pais, aumentando este valor ligeiramente nas respostas dos rapazes (59,6%). Contudo, quando se trata de passar muito tempo com os pais, esta tendência verifica-se mais nas raparigas, dado que 31,1% que assim o refere, enquanto que são apenas 22,8% dos rapazes que partilha da mesma opinião (ver gráfico 9, em anexo 3). o caso das diferenças de acordo com as faixas etárias, apesar destas não se revelarem significativas, existem dados que são interessantes de observar, nomeadamente o facto da opção passo demasiado tempo com os meus pais, ser escolhida pela maioria dos participantes com idades entre os 12 e os 14 anos (52,9%). a opção seguinte, em que os jovens considerariam que passavam muito tempo com os seus pais verifica-se uma maior concentração das respostas dos jovens com idades entre os 9 e os 11 anos (49,0%). É novamente na faixa etária dos 12 aos 14 anos que se pode encontrar a maioria das respostas que dizem respeito à suficiência do tempo que passam com os seus pais. Em relação aos jovens que indicam que o tempo que passam com os seus pais não é tanto como gostariam, existe uma especial tendência para este tipo de resposta nos mais jovens, sendo que na opção passo pouco tempo, a maioria das respostas são por parte dos adolescentes com idades entre os 12 e os 14 anos (46,9%). Percentagem 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% Gráfico 10 - Tempo que passam com os pais relação com os pais passo demasiado tempo passo muito tempo passo tempo suficiente passo pouco tempo passo muito pouco tempo São os jovens na faixa etária dos 9 0,0% aos 11 anos que mais sentem que 9-11 anos anos idade anos o tempo que passam com os pais é 59

60 muito pouco (58,3%) (ver gráfico 10). O tempo que passam com os pais, foi ainda analisada tendo em conta a freguesia de residência dos jovens. As respostas que contemplam a opção passo demasiado tempo com os meus pais foi na sua maioria especialmente considerada pelos jovens da freguesia de Grândola (62,9%), logo seguida da freguesia do Carvalhal (22,9%). Segundo a opinião de 72,2% dos jovens de Grândola inquiridos e de 16% dos jovens da freguesia do Carvalhal é muito o tempo que passam com os seus pais. De acordo com a opção passo tempo suficiente com os meus pais responderam na sua maioria os jovens da freguesia de Grândola (66%), no entanto 20,7%, dos jovens da freguesia do Carvalhal partilha da mesma opinião. Quando a apreciação do tempo que passam não é tão positiva, são também os jovens destas freguesias que evidenciam este aspecto, 68,1% dos participantes de Grândola e 14,9% dos inquiridos da freguesia do Carvalhal, consideram que passam pouco com os seus pais, esta é também uma opinião partilhada por 10,6% dos jovens habitantes em Melides. Por fim, na opção passo muito pouco tempo com os meus pais, podem-se observar percentagens mais elevadas novamente nas freguesias de Grândola e do Carvalhal, 63,6% e 36,4%, respectivamente (ver tabela 12, em anexo 3). Foi ainda colocada uma questão relativa ao tipo de actividades que desenvolvem com os pais. Desta forma, foi possível verificar que a maioria dos jovens (81,8%) passam algum tempo com os pais a ver televisão. De seguida, 71,1% partilham as idas ao supermercado com os pais. As conversas entre pais e filhos são também comuns entre os jovens participantes, dado que 63,7% refere que costuma conversar com os pais. Os passeios são algo que também fazem parte das Tabela 13 - Como é que acha que se dá com os seus pais? Frequência Percentagem muito mal 6 1,1 mal 4,7 mais ou menos 50 9,3 bem ,0 muito bem , ,0 Missing System percentagem Gráfico 11 - Actividades com os pais , ,1 60,3 63, , ,7 20,1 0 passear ir ao cinema ir às compras desporto conversar jogar playstation/ computador dinâmicas familiares dos jovens inquiridos, dado que 60,3% os referem como algo que fazem com os pais. Seria de esperar uma maior taxa de resposta em relação às refeições que fazem em ver televisão peq. Almoço almoço conjunto, no entanto, é possível apurar que o jantar é a refeição em que mais jovens fazem com os seus pais (60,1%). O pequeno-almoço regista um ainda menor número de jovens a responder de forma afirmativa, somente 43,3%, tomam o 60 jantar 60,1

61 pequeno-almoço em conjunto com os pais. O almoço é sem dúvida a refeição que menos jovens partilham (39%) (ver gráfico 11). o que respeita à avaliação que os jovens fazem da sua relação com os seus pais, a maioria dos jovens (53,8%) considera que se relaciona muito bem com os seus pais. Apenas 1,1% avalia a relação com os pais de forma negativa, como é possível verificar através da tabela 13. Ao nível da média de respostas dos inquiridos, esta é de 4,40, o que significa que os jovens têm uma tendência a considerar boa a sua relação com os seus pais. Através do gráfico 12 é possível verificar qual a avaliação que os jovens fazem dependendo da faixa etária em que se encontram. As respostas que avaliam a relação como muito má encontram-se distribuídas de forma semelhante entre as faixas etárias dos 9 aos 11 anos e dos 15 aos 18 anos (50%). enhum jovem com idades entre os 12 e os 14 anos considerou que a sua relação com os pais fosse muito má. São também os mais jovens (9 aos 11 anos) que continuam a avaliar a relação como má (50%). As relações cordiais são maioritariamente referidas pelos jovens com idades entre os 12 e os 14 anos (60%). As avaliações positivas, ou seja, as relações que são consideradas como boas, são também na sua maioria feitas 70,0% 60,0% 50,0% Gráfico 12 - Como é que acha que se dá com os seus pais? idade 9-11 anos anos anos pelos jovens entre os 12 e os 14 anos (49,5%). Os mais jovens (9 aos 11 anos), são os que melhor avaliam a forma como se relacionam com os pais, 51,2% refere que se relaciona muito bem com os seus pais. Percentagem 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% Para além da análise consoante a idade, foi também feita uma análise por 0,0% muito mal mal mais ou menos bem muito bem freguesia, da qual se pode depreender que, de um modo geral as avaliações dos vários jovens das diversas freguesias avaliam de modo positivo as suas dinâmicas familiares. 61

62 Os jovens da freguesia de Azinheira dos Barros, na sua maioria (46,7%) avalia a sua dinâmica familiar como muito boa, o mesmo tipo de avaliação é também feita pelos jovens da freguesia do Carvalhal (47,1%). o caso dos jovens da freguesia de Grândola, estes maioritariamente consideram que a relação com os pais é muito boa (56,7%). Esta opção é também a mais escolhida pelos jovens da freguesia de Melides, dado que 50% dos participantes concentra as suas respostas na opção muito bem. Por fim, os jovens habitantes da freguesia de Santa Margarida, dividem-se um pouco nas suas respostas, pois 40% avalia a relação familiar como boa e em igual número de jovens avaliam como muito boa (ver tabela 14). Tabela 14 freguesia como é que acha que se dá com os seus pais? muito mal % within como é que acha que se dá com os seus pais? % within freguesia azinheira dos barros carvalhal grândola melides santa margarida da serra ,7% 66,7% 16,7%,0%,0%,0% 100,0% 6,7% 3,8%,3%,0%,0%,0% 1,1% outra,2%,7%,2%,0%,0%,0% 1,1% mal % within como é que acha que se dá com os seus pais?,0%,0% 100,0%,0%,0%,0% 100,0% % within freguesia,0%,0%,8%,0%,0%,0%,6%,0%,0%,6%,0%,0%,0%,6% mais ou menos % within como é que acha que se dá com os seus pais? 2,0% 20,0% 58,0% 6,0% 4,0% 10,0% 100,0% % within freguesia 6,7% 9,6% 8,1% 7,9% 40,0% 41,7% 9,4%,2% 1,9% 5,4%,6%,4%,9% 9,4% bem % within como é que acha que se dá com os seus pais? 3,2% 21,9% 65,8% 8,6%,5%,0% 100,0% % within freguesia 40,0% 39,4% 34,2% 42,1% 20,0%,0% 35,0% 1,1% 7,7% 23,0% 3,0%,2%,0% 35,0% muito bem % within como é que acha que se dá com os seus pais? 2,4% 17,0% 70,8% 6,6%,7% 2,4% 100,0% % within freguesia 46,7% 47,1% 56,7% 50,0% 40,0% 58,3% 53,9% 1,3% 9,2% 38,2% 3,6%,4% 1,3% 53,9% % within como é que acha que se dá com os seus pais? 2,8% 19,5% 67,4% 7,1%,9% 2,2% 100,0% % within freguesia 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 2,8% 19,5% 67,4% 7,1%,9% 2,2% 100,0% Tabela 15 - Com quem passa a maior parte do seu tempo? Frequência Percentagem avós 34 7,1 irmãos 39 8,2 amigos ,6 com os pais ,1 Pretendeu-se perceber com quem os jovens passam a maior parte do tempo, para tal, os inquiridos dispunham de uma questão onde ,0 Missing System

63 deveriam referir as pessoas com quem passam a maior parte do tempo. Realça-se então a família, como a companhia escolhida por 44% dos jovens, ocupando os amigos, um lugar de destaque para 40,6% dos jovens (ver tabela 15). Interessa ainda perceber quais as companhias dos jovens consoante as suas faixas etárias. Pode-se já adiantar que independentemente da faixa etárias, para os 476 jovens que responderam a esta questão de forma correcta, as principais companhias dos Gráfico 13 - Com quem os jovens passam a maior parte do seu tempo jovens são os amigos e os pais, como se poderá ver através do gráfico 13. o caso dos mais jovens, com idades entre os 9 e os 11 anos, uma maioria de 50% 60,0% 50,0% idade 9-11 anos anos anos passa a maior parte do seu tempo com os pais, no entanto os amigos também ocupam um lugar importante, dado que para 31% dos jovens os amigos são a sua principal companhia. a faixa etária seguinte, dos 12 aos 14 anos aos amigos começam a ter um Percentagem 40,0% 30,0% 20,0% 53,57% 46,36% 31,0% 50,0% 41,82% 30,36% papel de maior destaque, na medida em que 10,0% 46,4% afirma passar a maior parte do seu tempo com eles. Contudo, para 41,8% continua a passar parte do seu tempo com 0,0% 10,5% 8,93% 3,64% avós 8,18% 8,5% 7,14% irmãos amigos companhias com os pais os pais. Para os jovens com idades entre os 15 e os 18 anos, o grupo de pares tem um papel essencial nas suas vidas, pois a maioria (53,6%) passa a grande parte do seu tempo com o mesmo. Mas, apesar de ser em menor número de jovens, 30,4% refere que a maior parte do seu tempo é passado junto dos seus pais. Por se tratar de uma população oriunda de várias freguesias, há que ter estes aspecto em consideração para análise, a fim de perceber se o facto de terem que se deslocar diariamente irá limitar a suas opções ao nível das suas companhias. Para uma maioria de 50% dos jovens da freguesia de Azinheira dos Barros a sua principal companhia são a família, enquanto que no caso dos jovens da freguesia do Carvalhal, a maior parte deles (46,9%) prefere passar o seu tempo junto do grupo de pares. De acordo com as respostas da maioria dos participantes da freguesia de Grândola (47%), estes passam grande parte do seu tempo com os seus pais. o caso jovens da freguesia de Melides, as opiniões estão dividas entre a companhia dos pais e dos amigos, pois para igualmente 39,3% estas são as suas principais preferências. Por fim, segundo a maioria dos participantes da freguesia de Santa Margarida da Serra (75%) é no seio do grupo de pares que ocupam a maior parte do seu tempo (ver tabela 16). 63

64 Tabela 16 freguesia com quem passa a maior parte do seu tempo? avós % within com quem passa a maior parte do seu tempo? % within freguesia azinheira dos barros carvalhal grândola melides santa margarida da serra outra ,0% 21,2% 66,7% 6,1%,0% 6,1% 100,0%,0% 7,1% 6,9% 7,1%,0% 16,7% 6,9%,0% 1,5% 4,6%,4%,0%,4% 6,9% irmãos % within com quem passa a maior parte do seu tempo? 2,6% 20,5% 64,1% 10,3%,0% 2,6% 100,0% % within freguesia 8,3% 8,2% 7,8% 14,3%,0% 8,3% 8,2%,2% 1,7% 5,3%,8%,0%,2% 8,2% amigos % within com quem passa a maior parte do seu tempo? 2,6% 24,0% 64,1% 5,7% 1,6% 2,1% 100,0% % within freguesia 41,7% 46,9% 38,3% 39,3% 75,0% 33,3% 40,4% 1,1% 9,7% 25,9% 2,3%,6%,8% 40,4% com os pais % within com quem passa a maior parte do seu tempo? 2,8% 17,5% 71,6% 5,2%,5% 2,4% 100,0% % within freguesia 50,0% 37,8% 47,0% 39,3% 25,0% 41,7% 44,4% 1,3% 7,8% 31,8% 2,3%,2% 1,1% 44,4% % within com quem passa a maior parte do seu tempo? 2,5% 20,6% 67,6% 5,9%,8% 2,5% 100,0% % within freguesia 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 2,5% 20,6% 67,6% 5,9%,8% 2,5% 100,0% Coloca-se ainda outra questão que se Gráfico 14 - Relação com os pais prende com a relação que os jovens têm com os pais e de que forma isso irá condicionar a escolha das pessoas com quem passam mais tempo. De um modo geral o gráfico 14, permite 70,0% 60,0% 50,0% como é que acha que se dá com os seus pais? muito mal mal mais ou menos bem muito bem observar que quando a relação com os pais é positiva, o tempo dos jovens é partilhado entre a família e os amigos. A maioria dos jovens que refere que a Percentagem 40,0% 30,0% relação com os seus pais é cordial passa a 20,0% maior parte do seu tempo com os amigos (65,9%). 10,0% Por outro lado, nos jovens que consideram que se relacionam bem com os seus pais, 0,0% avós irmãos amigos com os pais a escolha já não é tão clara, dado que 43,6% indica que passa a maior parte do seu tempo 64

65 com os seus pais, enquanto que 41,1% diz que passa o seu tempo com os amigos. Aqueles que avaliam de forma muito positiva o relacionamento que têm com a família, procuram mais a companhia dos amigos (51,1%), não deixando também a família de ocupar um papel importante para 34,7% dos participantes. Ao se revelar uma associação importante, foi necessário verificar de facto esta seria significativa, ou seja, se seria uma associação passível de generalização à restante população. O teste do Qui-Quadrado, permitiu concluir que se trata de uma associação significativa, pois o seu valor é de Sig.= 0,002, abaixo do intervalo de confiança considerado 0,005 (ver tabela de testes 1, em anexo 3). O facto de esta se tratar de uma relação significativa, conduz a uma procura de mais detalhes desta relação, no sentido de perceber qual a influência que o tipo de relação que os jovens têm com os pais vai ter na escolha das suas companhias. Estes detalhes podem ser observados através de uma análise de variância (AOVA) que permite ver onde se encontram as principais diferenças. O resultado desta análise mostra que as diferenças entre os grupos de respostas são de facto significativas (ver tabela de testes 2, em anexo 3), especialmente entre os que indicam passar mais tempo com os pais, amigos e avós. De uma forma mais clara, os jovens que passam mais tempo com os avós ou com os amigos são os jovens cuja a avaliação da relação com os pais está mais próxima da cordialidade, enquanto que aqueles que indicam passar mais tempo com os seus pais, são os jovens que melhor avaliam as suas dinâmicas familiares (ver tabela de testes 3, em anexo 3). Relação dos jovens com as toxicodependências A segunda parte do questionário procura obter opinião dos jovens acerca das diferentes substâncias tóxicas, locais onde os jovens possam consumir, companhias com quem o fazem, razões e a forma como adquirem as próprias substâncias. Ao nível dos conhecimentos que os participantes têm sobre determinadas as respostas são muito interessantes. Através do gráfico 15, é possível observar que as drogas mais conhecidas entre os jovens participantes são tabaco (média=4,46), álcool média 5 4 Gráfico 15 - Média de respostas dos jovens 4,43 3,6 4,46 3,25 3 2,73 2,88 2,65 2 1,75 1 2,63 (média=4,43) e a cocaína 0 (média=3,6), pois a média das suas respostas está mais próxima da haxixe cannabis ecstasy alcool cocaína cogumelos mágicos lsd tabaco opção conhecida, a cannabis tem uma média de resposta na opção pouco conhecida. heroína 65

66 A distribuição das respostas vem ao encontro da análise anterior. o caso do haxixe, ao contrário do que seria esperado, para a maioria dos jovens (33,9%), esta é uma droga desconhecida, ainda que 25% dos jovens refira que conhece o haxixe (ver tabela 17, em anexo 3). As respostas em relação à cannabis estão distribuídas entre as opções conhecida, onde 28,5% dos jovens responderam e muito conhecida, nesta opção responderam 23,8% dos jovens (ver tabela 18, em anexo 3). Segue-se o ecstasy que revela um padrão de respostas muito semelhante ao padrão encontrado no caso do haxixe, 27,5% dos jovens desconhece a existência deste tipo de substância, contudo uma percentagem muito semelhante de jovens (26,3%) refere conhecer o ecstasy (ver tabela 19, em anexo 3). O álcool é sem dúvida uma das substâncias tóxicas mais conhecidas, 64,6% dos jovens indica que a conhece muito bem (ver tabela 20, em anexo 3). Os jovens revelaram conhecimentos acima do esperado no que respeita à cocaína, na medida em que as suas respostas se distribuem de forma muito semelhante entre as opções conhecida e muito conhecida. a opção conhecida poder-se-á encontrar 30,9% das respostas dadas pelos jovens participantes e, na opção muito conhecida responderam 32,9% dos jovens (ver tabela 21, em anexo 3). Os cogumelos mágicos e o LSD revelaram ser substâncias desconhecidas para a maior parte dos jovens, 63,9% dos jovens nunca sequer ouviu falar nessa substância. O mesmo acontece com o LSD, onde 69,1% dos participantes indica desconhecer tal substância (ver tabelas 22 e 23, em anexo 3). Tal como o álcool, o tabaco também revela uma taxa de resposta na opção muito conhecida bastante elevada, 66,9% dos inquiridos confirma que o tabaco é, das substâncias tóxicas, uma das mais conhecidas (ver tabela 24, em anexo 3). Por fim, as respostas dos jovens relativamente à heroína seguem um padrão de resposta muito semelhante ao encontrado para a cocaína e haxixe, pois encontram-se distribuídas entre a opção desconhecida e muito conhecida. a opção desconhecida, poder-se-á encontrar 35,7% das respostas dos jovens, e na opção conhecida 22,4% das respostas (ver tabela 25, em anexo 3). Os inquiridos tinham ainda uma outra questão onde poderiam dar a sua opinião sobre o tipo de consumos que os jovens fazem. O gráfico 16 mostra que para os participantes as substâncias tóxicas que os jovens mais consomem são o álcool, o tabaco, a cannabis e a cocaína, pois a média das respostas situase mais próxima das opções consomem algumas vezes e consomem muitas vezes. De acordo com a opinião de 29,3% dos média Gráfico 16 - Média de respostas dos jovens 5 3,99 4,07 4 3,09 2,94 3,07 3 2,52 2,48 1,83 1, haxixe cannabis ecstasy alcool cocaína cogumelos mágicos lsd tabaco heroína 66

67 participantes, os jovens consomem algumas vezes haxixe, esta opinião muda um pouco quando se trata da cannabis, dado que para 32,9% inquiridos refere que os jovens consomem muitas vezes esta substância (ver tabelas 26 e 27, em anexo 3). Relativamente ao ecstasy, 28,6% dos jovens consideram que os adolescentes consomem muitas vezes esta substância (ver tabela 28, em anexo 3). O álcool continua a ser a substância que os jovens melhor conhecem e que mais consideram que os adolescentes consomem, dado que 42,1% indicam estes consomem sempre (ver tabela 29, em anexo 3). A opinião dos jovens relativamente à cocaína, encontra-se mais dispersa, pois de acordo com 28,2% dos inquiridos os jovens consomem muitas vezes cocaína, e 27,3% considera que os jovens consomem cocaína algumas vezes (ver tabela 30, em anexo 3). o caso dos cogumelos mágicos e o lsd as opiniões são muito semelhantes, na medida em que cerca de 42% dos inquiridos considera que os jovens nunca consomem estas substâncias (ver tabelas 31 e 32, em anexo 3). O tabaco é das substâncias que mais jovens consideram que os adolescentes mais consomem, 47% dos inquiridos indica que os jovens fumam sempre (ver tabela 33, em anexo 3). Por fim, a heroína divide as opiniões dos jovens, 27,9% indica que esta é uma substância consumida algumas vezes pelos jovens, enquanto que 26,3% não considera que esta seja uma droga consumida pelos jovens (ver tabela 34, em anexo 3). O que os jovens sabem sobre as diferentes drogas * Idade Importa ainda verificar se existe uma relação entre o que os jovens conhecem sobre as diferentes substâncias tóxicas e as suas idades. Constata-se que a idade irá ser um factor determinante para o tipo de conhecimentos que os jovens têm sobre as diferentes substâncias tóxicas. Dentro da faixa etária entre os 9 e os 11 anos, 57,6% refere que o haxixe é para si uma substância desconhecida, ainda que a média de respostas seja de 2,05, ou seja, situa-se no ponto 2 da escala que corresponde ao item muito pouco conhecida. a faixa etária seguinte, dos 12 aos 14 anos, 30,8% dos jovens indicam que conhecem o haxixe. Aqui a média de resposta é de 3,14, o que indica uma maior tendência de resposta para o item pouco conhecida. a faixa etária dos 15 aos 18 anos, 35,5%, responde dentro do item conhecida. A média de respostas nesta faixa etária vem confirmar esta tendência, dado que é de 3,50, muito próxima da categoria conhecida (ver tabela 35, em anexo 3). Os resultados permitem concluir que a relação entre as substâncias referidas e as idades é significativa (sig.= 0,000) e positiva (sig.=0,379) (ver tabela de testes 4 e 5, em anexo 3), ou seja, à medida que a idade aumenta também aumentam os conhecimentos sobre esta substância. As principais diferenças entre as faixas etárias, observam-se entre a faixa etária dos 9 aos 11 anos e as restantes faixas, o que significa que o tipo de respostas dadas nesta faixa etária é diferente do tipo de respostas dadas entre os 12 e os 18 anos. 67

68 Relativamente à cannabis verifica-se uma maior dispersão das respostas. Dentro da faixa etária dos 9 aos 11 anos cerca de 30,7% refere não conhecer esta substância, contudo, 28,8% indica conhecer esta substância. A média de resposta na presente faixa etária evidencia a tendência de resposta no item muito pouco conhecida. Entre os 12 e os 14 anos, as respostas encontram-se igualmente distribuídas pelos itens conhecida e muito conhecida (30,4%) apesar, da média de respostas de 3,49, indicar que os jovens têm uma maior propensão a responder de acordo com o item conhecida. a faixa etária seguinte, as categorias com maior concentração de respostas continuam a ser conhecida e muito conhecida, no entanto, uma maioria de 36,5% responde dentro do item muito conhecida, ainda que a média de respostas de 3,83, revele que a principal inclinação dos jovens seja para responder de acordo com o item conhecida (ver tabela 36, em anexo 3). Também aqui se verifica a existência de uma relação positiva (sig.= 2,46) e significativa (sig.=0,000) entre a idade e esta substância, onde as principais diferenças encontradas mantém-se entre a faixa etária dos 9 aos 11 anos e as faixas etária dos 12 aos 14 anos e dos 15 aos 18 anos (ver tabela de testes 6 e 7, em anexo 3). Por fim, no caso do ecstasy, também se observa uma diferença ao nível das respostas, nos mais jovens, a maioria de 39,6% assinala que desconhece esta substância. Contudo, a média de respostas de 2,52, indica que apesar da maioria indicar que desconhece o ecstasy, a sua tendência de resposta situa-se mais próxima do item pouco conhecida. O mesmo não se observa nas faixas etárias seguintes, onde dos 12 aos 14 anos, a maioria (32,3%) refere que conhece o ecstasy, mas a média de 3,05 permite concluir que existe uma maior propensão a responder no item pouco conhecida. Dos 15 aos 18 anos, também aqui a maioria (36,7%) indica que conhece esta substância. este caso, a média de respostas de 3,48, vem corroborar a conclusão anterior, de que os jovens têm tendência a indicar que esta substância é por si conhecida (ver tabela 37, em anexo 3). A idade é também um factor determinante e que influencia o tipo de respostas dadas, dado que se constata que existe uma relação positiva (sig.=0,231) e significativa (sig. = 0,000), onde as principais diferenças observadas são entre a faixa etária dos mais novos, dos 9 aos 11 anos e as faixas etárias seguintes (ver tabela de testes 8 e 9, em anexo 3). De um modo geral, poder-se-á dizer que quanto mais velhos são os jovens mais conhecimentos revelam ter. O que os jovens sabem sobre as substâncias * o que os jovens consomem Procedeu-se a cruzamentos nomeadamente em relação aos conhecimentos que os jovens têm sobre determinadas substâncias tóxicas e o tipo de consumos que atribuem aos jovens, os quais se revelaram significativos e passíveis de generalização. Quando os jovens revelam não conhecer a cannabis enquanto substância tóxica, a maioria (53,4%) também não lhes atribui qualquer tipo de consumo. o entanto, quando referem 68

69 que esta é uma substância muito conhecida, a maioria (24,8%) revela que os jovens consomem sempre esta substância (ver tabela 38, em anexo 3). Através de uma análise da diferença entre a média de respostas é possível verificar que existe uma variação clara na atribuição de consumos e uma divisão em três grupos de resposta. Ou seja, quando a substância é considerada desconhecida a atribuição de consumos, por parte dos jovens é diferente, de quando a substância é muito pouco conhecida ou pouco conhecida. Por outro lado, também se regista uma diferença significativa (ver tabela de testes 10, em anexo 3), quando a cannabis é uma substância conhecida ou muito conhecida (ver tabela de testes 11, em anexo 3). Clarificando, à medida que os conhecimentos acerca da substância aumentam também irá modificar a opinião que os participantes têm acerca do tipo de consumos da mesma. Quando se cruza os conhecimentos sobre a cannabis e o tipo de consumos que os jovens fazem do haxixe, denota-se que quando esta substância é desconhecida pelos participantes, a maioria de 60,8% considera que os jovens nunca consomem haxixe. Por outro lado, quando a cannabis é muito conhecida pelos inquiridos, o tipo de consumos que atribuem é diferente, pois passam a considerar que os jovens consomem algumas vezes haxixe (44,2%) (ver tabela 39, em anexo 3). Ao efectuar a análise à média das respostas verifica-se que os conhecimentos sobre a substância vão ter influência na avaliação que fazem dos consumos de haxixe (ver tabela de testes 12, em anexo 3). Existe uma diferença entre as médias de resposta com a mesma separação em grupos que acontece no cruzamento anterior (ver tabela de testes 13, em anexo 3). Onde os jovens mais consomem De acordo com a opinião de 47,3% dos inquiridos, os jovens escolhem as discotecas para efectuarem os seus consumos, segundo eles os jovens consomem sempre nas discotecas. Seguem-se as festas, onde segundo 39,3% dos participantes referem que os jovens consomem algumas vezes. Os cafés/bares são referenciados por 32,5% como locais onde se fazem algumas vezes consumos, por parte dos jovens. Apesar de 38,4% dos adolescentes que participaram no estudo indicarem que raramente os jovens escolhem a rua e os jardins para consumirem, 25,5% elegem estes locais como os que os jovens mais recorrem para consumir, com frequência. Ainda, tendo em conta a opinião dos participantes, os jovens nunca consomem em casa (84,7%) (ver gráficos 17, 18, 19, 20 e 21 em anexo 3). Com quem os jovens consomem Ao nível das companhias que os jovens escolhem para efectuar os seus consumos as opiniões são muito claras. Para 70,3% dos inquiridos, os jovens escolhem como principal companhia para Tabela 40 - Com quem os jovens mais consomem? Frequência Percentagem amigos ,3 família 7 1,4 pessoas conhecidas 81 16,6 desconhecidas 57 11, ,0 Missing System

70 efectuarem os seus consumos os amigos. Apesar de ser uma percentagem bastante menor (16,6%) existe ainda uma referência às pessoas conhecidas, ou seja, pessoas que á partida não farão parte do seu grupo de amigos. (ver tabela 40) Razões que levam os jovens a consumir substâncias tóxicas a questão seguinte, os participantes teriam a oportunidade de qualificar as principais razões que levam os jovens a consumir, assim cerca de 52,3% indica que o grupo de pares é muito importante para que os jovens iniciem os seus consumos (ver tabela 41). Missing Tabela 41 - grupo Frequência Percentagem muito importante ,3 importante ,5 pouco importante 65 12,5 nada importante 76 14, ,0 System Os amigos, concentram 43,5% das respostas, ou seja, para os participantes, os amigos constituem uma razão muito importante para que os jovens consumam substâncias tóxicas (ver tabela 42, em anexo 3). Para apenas 37,3% os problemas que os jovens possam ter, são uma razão muito importante que pode levar a uma situação de consumo de drogas (ver tabela 43, em anexo 3). A curiosidade aparece como uma razão menos importante que as restantes enunciadas, 42,4% referem que esta é uma razão importante (ver tabela 44, em anexo 3). Por fim, o divertimento, não obtém um consenso por parte dos inquiridos, a maior percentagem regista-se na opção pouco importante (28,1%) (ver tabela 45, em anexo 3). Tornou-se pertinente analisar se existe uma relação entre as justificações dos jovens e a sua faixa etária. Assim constatou- 40,0% Gráfico 22 idade 9-11 anos anos anos se que existe uma relação passível de generalização entre 30,0% a idade e a razão divertimento (sig.=0,000) (ver tabela de testes 14, em anexo 3), verificando-se também diferenças Percentagem 20,0% 27,85% 30,16% 34,92% 26,75% 33,33% 26,98% 28,77% significativas entre as faixas 10,0% 27,19% 20,09% 23,29% etárias. A análise de variância indica que as diferenças mais 12,72% 7,94% significativas se registam entre 0,0% muito importante importante pouco importante nada importante razões que levam os jovens a consumir - divertimento 70

71 a faixa etária dos 9 aos 11 anos e a dos 15 aos 18 anos (ver tabela de testes posteriores 15, em anexo 3). A média de respostas nos mais novos situa-se mais próxima do item pouco importante, enquanto que na faixa etária dos 15 aos 18 anos, a média das suas respostas está mais próxima do item que se considera o divertimento uma causa importante para o consumo de substâncias por parte dos jovens. Poder-se-á então ver através do gráfico 22 que dentro da faixa etária dos 9 aos 11 anos, apesar das suas opiniões se dispersarem um pouco, existe uma ligeira tendência para estes jovens não atribuírem grande importância ao divertimento como uma causa para o consumo de substâncias por parte dos jovens (28,8%). a faixa etária seguinte, dos 12 aos 14 anos, as opiniões também se dispersam, contudo, uma maioria de 33,3%, indica que o divertimento é uma razão pouco importante para que os jovens optem por consumir as mais variadas substâncias. Por fim, na faixa etária dos 15 aos 18 anos, o divertimento assume um papel mais importante, dado que para 34,9% esta é uma razão importante que poderá implicar a procura do uso de drogas como uma forma de se divertirem. Ao analisar também a influência da variável género na atribuição de importância às diversas razões apresentadas, os dados são indicadores de que existe uma relação entre estas duas variáveis (sig=0,001) (ver tabela de testes 16, anexo 3) especialmente quando a razão se refere aos problemas. A análise de variância permite ainda afirmar que as diferenças Tabela 46 razões que levam os jovens a consumir - problemas muito importante importante pouco importante nada importante género feminino % within género 42,6% 29,3% 17,5% 10,6% 100,0% % within razões que levam os jovens a consumir - problemas 58,9% 53,1% 51,1% 32,9% 51,6% 22,0% 15,1% 9,0% 5,5% 51,6% masculino % within género 31,6% 27,5% 17,8% 23,1% 100,0% % within razões que levam os jovens a consumir - problemas 41,1% 46,9% 48,9% 67,1% 48,4% 15,3% 13,3% 8,6% 11,2% 48,4% % within género 37,3% 28,4% 17,6% 16,7% 100,0% % within razões que levam os jovens a consumir - problemas 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 37,3% 28,4% 17,6% 16,7% 100,0% entre os grupos são significativas (ver tabela de testes 17, em anexo 3) A maioria das raparigas (58,9%) tem tendência a atribuir muita importância aos problemas comparativamente com os rapazes, em que 67,1% considera que estes não são uma razão importante que possa levar os jovens a consumir substâncias tóxicas. 71

72 Acesso a substâncias tóxicas Algo que continua a preocupar, prende-se com o acesso dos jovens às diferentes substâncias tóxicas, segundo os participantes, os jovens não terão dificuldades em aceder a substâncias tóxicas, como se poderá ver através do gráfico 23. De acordo com 31,6% dos inquiridos, o acesso às várias substâncias tóxicas é fácil. Para alguns, cerca de 23,7%, o acesso é aliás muito fácil. Sendo que a principal forma de acesso serão essencialmente os amigos, dado que uma Tabela 47 - Através de quem os jovens têm acesso Frequência Percentagem amigos ,3 maioria de 48,3%, respondeu desta forma, como se poderá ver através da tabela 47. conhecidos desconhecidos familiares , ,1 8 1, ,0 Gráfico 23 - Como é o acesso dos jovens às substancias tóxicas? Missing System ,0% Percentagem 20,0% 31,64% Ocasiões de consumo 23,73% a questão que se refere às ocasiões em que os jovens mais consomem substâncias tóxicas 10,0% 9,98% 14,31% 20,34% mantém-se a tendência de resposta, ou seja, os jovens continuam a responder que as saídas á 0,0% muito dificil dificil pouco dificil facil muito facil noite e as idas à discoteca serão os momentos mais propícios a que tal aconteça. Gráfico 24 - Quando é que os jovens consomem mais vezes? Para, 36,8% dos participantes, as saídas à noite parecem ser a principal ocasião para que os consumos ocorram, no 11,86% festas amigos noite discoteca entanto, ainda 35,2% dos inquiridos referem as idas à discoteca como uma ocasião em que há uma maior tendência para os jovens 35,17% 16,16% efectuarem os consumos (ver 36,81% gráfico 24). 72

73 Consequências do consumo de substâncias Uma outra questão colocada aos jovens prende-se com as consequências que o consumo de substâncias tóxicas pode ter para os consumidores. Percentagem Gráfico 25 - Opinião dos jovens sobre as consequencias das Drogas 50,0% 40,0% 30,0% 43,86% 20,0% 31,8% 10,0% Assim, cerca de 43,9% dos inquiridos aponta como principal consequência a morte dos consumidores. A segunda consequência mais escolhida pelos jovens relaciona-se com os vícios, de acordo com 31,8% dos participantes, o principal problema do consumo de substâncias está relacionado com o facto de se ficar viciado nessa substância. É ainda referido pelos jovens o facto do consumo de drogas levar à violência (7,9%) e à doença (6,8%) (ver gráfico 25). 7,89% 6,8% 0,0% matar as pessoas tornar as pessoas viciadas 1,75% podem as pessoas ir presas tornar as pessoas violentas podem ficar doentes 1,32% podem perder dinheiro 3,29% podem perder os amigos 3,29% podem perder os familiares Medidas Uma das últimas questões colocadas aos jovens diz respeito às medidas a adoptar que podem para que os jovens não Gráfico 26 - Medidas propostas pelos jovens optem por consumir substâncias Percentagem 40,0% 30,0% 20,0% 35,15% 32,67% 25,74% 10,0% 6,44% 0,0% intervenção social intervenção punitiva erradicação apatia tóxicas. A esta questão apenas responderam 74,7% dos alunos. Encontrando-se as respostas distribuídas da seguinte forma, 35,1% escolhe como principal medida a intervenção social, ou seja, medidas que incluem as campanhas de prevenção, mais informação e intervenção junto da população consumidora. Segue-se a intervenção punitiva, escolhida por 32,7% dos jovens, a qual inclui uma maior intervenção das autoridades competentes e a dificultação do acesso às substâncias tóxicas. Por fim, também cerca de 25,7% considera que as melhores medidas passam pela erradicação do problema, ou seja a destruição de todas as substâncias tóxicas (ver gráfico 26). 73

74 Jovens consumidores Ao nível mais pessoal foram colocadas Tabela 48 - já experimentou alguma droga? algumas questões onde se aborda as Frequência Percentagem experiências dos jovens com as sim 94 17,6 substâncias tóxicas. Uma dessas não ,4 questões reporta-se ao primeiro ,0 contacto que os jovens tiveram com as Missing System 8 diferentes substâncias tóxicas, assim ,6% afirma já ter experimentado alguma droga (ver tabela 48) Relativamente às substâncias com que os jovens já tiveram algum tipo de contacto, destacase o álcool e o tabaco. Dos 91 jovens que revelam já ter experimentado estas substâncias tóxicas, 62,6% refere o álcool e 60,4% faz referência ao tabaco (ver tabelas 49 e 50, em anexo 3). o caso das substâncias consideradas ilícitas, há que salientar cannabis e o haxixe. Em relação à cannabis, 11,0% dos jovens indicam já ter tido algum contacto com esta substância. O haxixe, regista uma percentagem, ainda que mais baixa, muito próxima da anterior, cerca de 8,8% dos jovens já experimentou esta substância (ver tabelas 51 e 52, em anexo 3). A faixa etária, onde se verifica uma Gráfico 27 - Com que idade experimentou drogas? maior tendência para os jovens 50,0% 48,19% experimentarem substâncias tóxicas é entre os 10 e os 12 anos, na medida em que 48,2% dos jovens 40,0% 40,96% referem já ter experimentado pelo menos uma substância tóxica. Decresce o número de jovens que Percentagem 30,0% têm o primeiro contacto com as substâncias tóxicas na faixa etária 20,0% dos 13 aos 16 anos (41,0%). Entre os 6 e os 9 anos somente 10,8% é que refere ter experimentado algum 10,0% 10,84% tipo de substâncias tóxicas (ver 6-9 anos anos anos gráfico 27). Ao nível das idades com que contactaram com as diferentes substâncias tóxicas verifica-se que em relação ao álcool a maioria dos jovens tem o primeiro contacto entre os 10 e os 12 anos (47,2%), e com o tabaco entre os 13 e os 16 anos (46,2%). o caso da cannabis a maioria dos jovens inquiridos tem o primeiro contacto com esta substância entre os 13 e os 16 anos (85,7%). Por fim, no caso do haxixe, esta última tendência mantém-se, 57,1% 74

75 indica que a sua primeira experiência com esta substância foi entre os 13 e os 16 anos (ver gráficos 28, 29, 30 e 31 em anexo 3). Parece também importante perceber com quem se efectuam as primeiras experiências com as várias substâncias. Desta forma, no que respeita ao álcool, o primeiro contacto feito através dos amigos (58,2%), ainda que a família também seja uma companhia frequente (34,5%). o caso do tabaco, também é notória a presença dos amigos, dado que 72,2% indica que quando experimentou pela primeira vez, foi na companhia dos seus amigos. O mesmo padrão de resposta surge para as substâncias ilícitas (cannabis e haxixe). Relativamente à cannabis, a maioria dos jovens (77,8%), refere que já experimentou junto de amigos. Finalmente, no que se refere ao haxixe a maioria dos jovens inquiridos revela ter tido a primeira experiência através dos amigos (62,5%), no entanto, algumas experiências foram proporcionadas por familiares (37,5%) (ver tabelas 53, 54, 55 e 56, em anexo 3). Ao relacionar as idades com que efectuaram o primeiro contacto com as companhias com que o fizeram, Verifica-se, através do gráfico 32, que na faixa etária dos 6 aos 9 anos a tendência é para as experiências serem feitas junto de familiares (75%). a faixa etária seguinte, dos 10 aos 12 anos, esta tendência muda, os amigos passam a estar mais presentes na vida dos adolescentes, cerca de 53,8% indicam que quando experimentaram uma substância tóxica, o fizeram na companhia dos amigos. O mesmo acontece na faixa etária seguinte, dos 13 aos 16 anos, a principal companhia dos jovens para este tipo de experiências são os amigos (84,8%). Uma outra questão que foi abordada no questionário reporta-se aos locais onde os jovens efectuam os seus consumos. Contudo, há que relacionar os locais de consumo com os diferentes tipos de drogas consumidas. Desta forma, no que se refere ao álcool, a maioria dos jovens que indica já ter tido algum tipo de contacto com esta substância (32,1%) refere que o fez em casa, no entanto é Percentagem 100,0% 80,0% 60,0% 40,0% 20,0% 0,0% 12,5% 53,85% amigos 84,85% 12,5% 10,26% Gráfico 32 sozinho 3,03% 75,0% 35,9% familiares 12,12% com que idade experimentaram drogas 6-9 anos também salientar as festas, de acordo com 21,4% dos jovens, o álcool foi-lhes apresentado em ocasiões festivas (ver tabela 57, em anexo 3). o caso das substâncias que têm como principal forma de consumo a inalação, ou seja, tabaco, cannabis e haxixe, os anos anos 75

76 locais de consumo são um pouco diferentes. De uma forma geral existe uma preferência pelos locais públicos. Quando se trata do tabaco, a maioria (40,8%) experimentou em locais público como a rua ou jardins, no entanto 28,6% referem que o fizeram em casa (ver tabela 58, em anexo 3). A cannabis revela o mesmo padrão de preferência, pois 57,1% indica a rua e/ou os jardins como locais onde efectuaram os seus consumos. Contudo, 28,6% refere ainda as festas como o local onde consumiu esta substância (ver tabela 59, em anexo 3). Por fim, no caso do haxixe, a maioria apresenta a mesma preferência pelos locais públicos como a rua e/ou jardins (42,9%), contudo, existe ainda a referência a casa, como um dos locais onde o primeiro consumo foi efectuado (28,6%) (ver tabela 60, em anexo 3). A fim de saber se algumas das primeiras experiências resultaram em consumos continuados foi colocada uma questão nesse sentido. Assim, verificou-se que dos 92 jovens que já tinham experimentado substâncias tóxicas 38% mantém esses consumos. Interessa agora saber quais as Gráfico 33 substâncias que continuam a ser consumidas. Desta forma, observa-se que o álcool é a substância que mais atrai os jovens no sentido em que 84,8% dos jovens que continuam a consumir substâncias tóxicas, referem continuar a consumir álcool. Destes jovens 7,4% dos quais o fazem sempre que pode, 18,5% algumas vezes e 59,3% raramente consome álcool. O tabaco regista um consumo mais elevado, apenas 12,1% indicam continuar a consumir, sendo que 50,0% o faz muitas vezes. as substâncias como a cannabis e Percentagem 100,0% 80,0% 60,0% 40,0% 60,87% 20,0% 38,04% 0,0% 0,0% 0,23% sim não continua a consumir essa droga? o haxixe, a taxa de continuação dos consumos é menor, em ambas as substâncias somente 9,1% dos jovens que já experimentaram mantém o consumo das mesmas. o que concerne ao consumo de cannabis 33,3% revela consumir muitas vezes, observa-se a mesma frequência de consumo na maioria dos jovens que continuam a consumir haxixe (66,7%) (ver gráfico 33). já experimentou alguma droga? sim não 76

77 Contacto com o director de turma A última questão colocada aos jovens diz respeito ao contacto dos encarregados de educação com os directores de turma. Gráfico 34 - Regularidade de contacto com o Director de Turma 100,0% 80,0% ano lectivo 5.º ano 6.º ano 7.º ano 8.º ano 9.º ano Através do gráfico 34 é possível observar que independentemente do ano lectivo em que os alunos estejam, a sua percepção da participação dos encarregados de educação, é pouco Percentagem 60,0% 40,0% 20,0% clara. Pois houve alguma dificuldade em responder a esta questão. Os dados revelam que em cada um dos anos lectivos mais de 50% dos jovens indicam que os seus encarregados de educação só contactam o director de turma cerca de uma vez por mês. 0,0% uma vez por mês duas vezes por semana três vezes por mês quatro vezes por mês com que regularidade o seu encarregado de educação fala com o seu director de turma? 77

78 Discussão Os dados obtidos nesta última parte do estudo permitem retirar algumas conclusões sobre a perspectiva dos jovens em relação a vários aspectos, como as suas relações familiares, rotinas diárias, e em especial sobre a sua visão relativamente a tudo aquilo que rodeia a problemática do consumo de substâncias tóxicas. Ao nível das rotinas diárias, os jovens do concelho de Grândola procuram essencialmente ocupar os seus tempos livres com actividades que não implicam a interacção directa com os outros, como é por exemplo ver televisão, ou estar ao computador/playstation. o entanto, este tipo de actividades passa para segundo plano quando os jovens entram na adolescência e o grupo de pares passa a ser um factor determinante nas suas vidas, sendo então atribuída maior importância ao tempo que passam com os amigos. Possivelmente devido à falta de alternativas atraentes, a maioria dos jovens inquiridos refere que passa a maior parte do seu tempo em casa, limitando assim a diversidade de actividades que podem realizar. o que respeita ao tempo que os jovens passam com os pais a maioria considera que passa tempo suficiente. Estes jovens não sentem necessidade de estarem mais tempo com os seus pais, o que leva a concluir que o tempo passado na companhia dos pais será de qualidade. Segundo estes jovens as actividades que realizam em família com maior frequência são ver televisão, ir ás compras e conversar. Apesar de existir uma percentagem elevada de jovens a referir o diálogo junto dos pais, a grande maioria, tem por hábito realizar actividades cuja interacção e diálogos estarão quase pré-definidos e limitados, dependendo do programa de televisão ou do tipo de compras. Contudo a avaliação que a maioria dos faz da sua relação com os pais é bastante positiva, indicando que se relacionam bastante bem com os seus pais. A avaliação vai posteriormente ter influência na escolha das suas companhias. Perante a existência de um relacionamento muito bom e estável, a escolha das companhias irá concentrar-se mais nos amigos. Este aspecto poderá estar associado com o facto das relações familiares serem sentidas como um suporte base, que estará sempre presente nas suas vidas independentemente do tempo que passam em conjunto, não fomentando assim a necessidade de estarem em contacto permanente. A liberdade existente na vinculação permite aos jovens uma maior exploração de outros contextos sociais e de outras relações interpessoais. A segunda parte do questionário está direccionada para os conhecimentos dos jovens acerca das diferentes substâncias tóxicas. Assim as drogas mais conhecidas pelos jovens são sem margem de dúvidas o álcool, o tabaco, a cannabis e o haxixe. Existe ainda uma referência significativa à cocaína, o que poderá estar associado ao destaque que esta substância tem tido na comunicação social. Quando lhes é pedido que atribuam consumos aos jovens, as escolhas dos participantes vai recair especialmente nas substâncias referidas anteriormente, com especial destaque para o álcool, tabaco e a cannabis. 78

79 Importa ainda referir que o ecstasy começa a ganhar algum destaque junto dos jovens, pois mais de ¼ da população inquirida considera que esta substância é muito consumida pelos jovens. Este estudo permitiu ainda verificar alguns pressupostos colocados e que levaram em parte à realização do mesmo, nomeadamente a influência dos conhecimentos acerca das diferentes substâncias têm na atribuição de consumos. Assim, verifica-se que à medida que os conhecimentos aumentam mais consciente será a atribuição de consumos aos jovens. Os participantes tinham ainda oportunidade de indicar os locais onde os jovens mais consomem as várias substâncias. De acordo com estes jovens os principais locais de consumo são essencialmente as discotecas, as festas e os cafés e bares. Locais públicos, como a rua e/ou os jardins são na opinião dos inquiridos os locais onde os jovens preferem consumir com menor frequência. Uma outra questão que se procurou compreender prende-se com as razões que levam os jovens a consumir este tipo de substâncias. Segundo os inquiridos, as principais razões que levam os jovens a recorrer às várias substâncias estão relacionadas com a influência que os amigos e o grupo de pares exercem sobre os jovens. Os resultados revelam que é a necessidade de ser aceite no grupo de pares procurando não transgredir as regras implícitas do grupo a principal razão da adopção de alguns comportamentos de risco. Existe uma pressão por parte do grupo de pares para que os membros adoptem os comportamentos que vão ao encontro das expectativas. Os jovens estão então conscientes da influência a que são constantemente sujeitos por parte do seu grupo de pares. A pressão do grupo poderá ser diminuída com um reforço das competências interpessoais que permite aos jovens encontrar alternativas de resposta sem que o resultado venha a afectar a representação que têm de si próprios. Os inquiridos foram ainda questionados acerca do acesso às diferentes substâncias. Para a maioria dos participantes a aquisição de qualquer substância não constitui um problema, considerando o acesso como fácil. Esta opinião demonstra que existe um controlo pouco eficaz, por parte dos diferentes intervenientes, na forma como é feito o acesso dos jovens às diferentes substâncias, visto que a principal via de acesso são os próprios amigos. Surge aqui a necessidade de se estar mais atento à compra de bebidas alcoólicas e tabaco, por parte dos jovens e aos comportamentos dos grupos de pares em que se encontram inseridos. Este estudo permite também concluir que os jovens se encontram bem informados sobre as consequências que advém do consumo de drogas, dado que a maioria faz referência à possibilidade de se morrer e/ou ficar viciado. Contudo, estas consequências não são tidas em conta pelo próprio jovem consumidor, este terá sempre em mente que terá a capacidade de controlar toda a situação sem que esse consumo se transforme num vício. Quando questionados sobre as medidas a adoptar para evitar o aumento da presente problemática, a maioria dos participantes sugere medidas que implicam a transmissão de 79

80 informação e a sensibilização para as consequências do consumo. Por outro lado, existe nas sugestões uma especial ênfase na intervenção das autoridades, nomeadamente um maior controlo por parte das mesmas. Todas as medidas propostas passam pelas intervenções externas e não orientadas pelo próprio individuo. enhum dos jovens fez qualquer referência à importância da capacidade de não ceder às pressões do grupo. Os jovens esperam que sejam os outros a tornar a sua tarefa de resistência facilitada ao lhes serem facultadas as ferramentas a utilizar perante a eminência de um comportamento de risco. A terceira parte do questionário pretende recolher informação sobre os consumos dos próprios participantes. Constatou-se que perto de uma centena de jovens já tiveram contacto com as várias substâncias tóxicas, com especial destaque para o álcool, tabaco, cannabis e haxixe. Os resultados tornam-se ainda mais preocupantes quando a idade de inicio de consumo de enquadra na faixa etária dos 10 aos 12 anos. O primeiro contacto com o álcool é feito entre os 10 e os 12 anos, seguindo-se o tabaco, a cannabis e o haxixe na faixa etária seguinte. Esta iniciação é maioritariamente proporcionada pelos familiares ou amigos em ocasiões festivas. o que se refere aos locais onde consumiram, destacam-se novamente as festas, as quais podem ocorrer na própria casa do jovem, quando se trata do álcool. Por outro lado, quando as substâncias são inaláveis a escolha dos locais recai nos locais públicos. Apesar destes locais não se destacarem quando lhes é pedido que indiquem espaços de consumo, surgem agora quando se trata das suas próprias experiências. Constatou-se que algumas das primeiras experiências vão resultar em consumos continuados, ainda que se trate de uma pequena minoria de jovens, sendo as substâncias mais consumidas o álcool e o tabaco. O facto de não existir um aumento na percentagem de consumidores no Concelho de Grândola é um forte indicador dos resultados positivos das intervenções que têm tido lugar na escola alvo de estudo. Os resultados mostram que os jovens reconhecem a importância das campanhas de prevenção e estão interessados em ter uma participação activa nas mesmas, levando assim à necessidade de se continuar a apostar no trabalho em conjunto com os jovens. 80

81 Comparação dos resultados obtidos nas diferentes partes Os resultados das respectivas partes do presente estudo permitem efectuar algumas comparações entre as questões colocadas, nomeadamente no que respeita à percentagem de jovens consumidores, substâncias mais consumidas, as razões que podem conduzir a esta situação, e por fim, as sugestões que os diferentes intervenientes fazem. o que respeita à percentagem de jovens consumidores os dados divergem um pouco consoante se trata dos profissionais, encarregados de educação ou educandos. Enquanto que os profissionais avançam com uma percentagem de jovens consumidores de cerca de 16%, os encarregados de educação têm uma perspectiva mais negativa, para a maioria 40% da população jovem é consumidora de substâncias tóxicas. Contudo, os dados obtidos nos questionários realizados junto dos jovens indicam que cerca de 17% dos jovens inquiridos já tiveram um primeiro contacto com as mais diversas substâncias. Constata-se que existe uma pequena lacuna entre a visão dos encarregados de educação e a realidade dos jovens. Ao nível das substâncias a que os jovens recorrem com maior frequência, observa-se que à excepção do tabaco e álcool, identificado por todos, as substâncias variam um pouco de acordo com a perspectiva em questão. Os profissionais têm uma maior tendência a referir o haxixe como a substância mais consumida pelos jovens. Por outro lado, no caso dos encarregados de educação as opiniões distribuem-se pelo haxixe e cannabis, opinião essa partilhada pelos próprios jovens. o entanto, junto dos jovens surge ainda a referência ao ecstasy, como algo que os jovens consomem com frequência, substância esta que é muito pouco referida pelos encarregados de educação ou profissionais. Poder-se-á concluir que o ecstasy começa a ganhar o seu espaço junto dos jovens, e cujas consequências não estarão a ser tidas em conta pelos profissionais e educadores. Quando se trata de identificar as razões que conduzem ao consumo de substâncias por parte dos jovens, as opiniões não diferem, dado que tanto profissionais, como educadores, como os próprios jovens fazem referência ao mesmo aspecto Influência social. Todos os intervenientes estão conscientes de que o grupo de pares e a necessidade de se ser aceite pelos outros são factores determinantes no início ou não do consumo das substâncias referidas anteriormente. Perante tal, as sugestões para a prevenção deveriam ir ao encontro desta razão, mas não é esse o resultado que se observa. Qualquer um dos intervenientes representados neste estudo, quando lhe é pedido que faça sugestões para prevenção, vai basear as suas respostas nos trabalhos desenvolvidos anteriormente campanhas de prevenção, com o objectivo da transmissão de informação. Apesar de reconhecerem as razões, quando lhes é pedido que façam sugestões no sentido da prevenção, as medidas propostas vão ao encontro do desenvolvimento de competência individuais e não interpessoais. 81

82 Referências Carvalho, J.. (1991). Prevenção do Abuso do Álcool e Drogas nos Jovens. Porto: Instituto acional de Investigação Científica. Gleitman, H. (1999). Psicologia. Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa Pérez, A. (2002). Informação geral para a prevenção das toxicodependências. Madrid: fundación de Ayuda contra la Drogadicción. 82

83 Anexo I 83

84 Guião para a entrevista 1- Entidade 2- Cargo 3- Sexo 4- Idade 5- Freguesia 6- Profissão 7- Grau de escolaridade 8- Para si, e tendo em conta a sua experiência profissional qual é percentagem de jovens dos 10 aos 17 anos que consome drogas, no concelho de Grândola? 9- Quais são os tipos de drogas mais consumidas? 10- Quais são os principais locais que os jovens escolhem para consumir? 11- Em média, qual é a idade onde se registam maiores níveis de consumos? 12- Quais são para si as principais razões que levam os jovens a consumirem drogas? Por causa dos amigos Por curiosidade Por estarem com problemas Para se divertirem 13- A quem atribui essa responsabilidade? 14- Quais a medidas que se devem adoptar perante a detecção de um jovem consumidor? 15- Quais são as suas sugestões para se fazer um bom trabalho de prevenção? 84

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