ANÁLISE DA INCOSTITUCIONALIDADE DE PATENTE PIPELINE: REVALIDAÇÃO OU CONCESSÃO ORIGINÁRIA?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ANÁLISE DA INCOSTITUCIONALIDADE DE PATENTE PIPELINE: REVALIDAÇÃO OU CONCESSÃO ORIGINÁRIA?"

Transcrição

1 ANÁLISE DA INCOSTITUCIONALIDADE DE PATENTE PIPELINE: REVALIDAÇÃO OU CONCESSÃO ORIGINÁRIA? SONEGO, Elisabetha Leal. Aluna do curso de Direito Unifra; CEZNE, Andrea Nárriman. Orientadora Doutora UFRGS, Professora do Curso de Direito. Trabalho de Pesquisa_UNIFRA Curso de Direito do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil RESUMO O presente trabalho tem por finalidade uma análise da possível inconstitucionalidade das patentes pipeline levantada pelo STF na ADIn 4234, devido a sua natureza jurídica de revalidação e não como requisito de concessão originária. Por isso, faz-se um breve estudo sobre patentes de medicamentos, a legislação envolvida, os requisitos para concessão, a produção e o desenvolvimento de medicamentos como mecanismo de promoção da saúde. Analisa-se a aplicação de princípios constitucionais como a primazia do interesse público, especificamente o direito à saúde, o princípio da exclusividade sobre o novo e a função social das patentes de medicamentos. O estudo será realizado através do método de abordagem dialético, partindo-se da análise da Lei de Propriedade Industrial LPI nº9279/96. Palavras-chave: Patente; Medicamentos; Saúde; Revalidação; Propriedade Industrial. 1.INTRODUÇÃO: O tema em questão escolhido, das patentes na Indústria Farmacêutica, desperta interesse entrelaçando a área farmacêutica e a proteção à propriedade, confrontando com o direito à saúde, e outros princípios constitucionais. Discute-se a inconstitucionalidade dos artigos 230 e 231 da LPI nº 9279/96(Lei da Propriedade Industrial), que tratam das patentes Pipeline, do qual resultou na ADIn 4234, ainda não julgada pelo Superior Tribunal Federal. Questiona-se a natureza jurídica de revalidação dos produtos patenteados por este mecanismo e não como uma concessão originária, visto que esta patente está vinculada ao primeiro depósito do invento no país de origem e por isto não deve seguir as mesmas regras aplicadas a concessão de patentes de produtos novos. É um tema interessante, pois permite analisar a relação da LPI com os princípios constitucionais e os interesses da sociedade, principalmente quanto à primazia do interesse público, no que se refere à promoção da saúde. Quanto ao princípio constitucional da primazia do interesse público, convém ressaltar que se trata do fundamento principal para qualquer legislação. Com isto as limitações que são impostas ao setor privado quanto às suas descobertas visam buscar um equilíbrio entre o público e o privado (que tem direitos em relação a sua descoberta), porém sempre privilegiando a função social. 1

2 A produção e o desenvolvimento de medicamentos constitui uma análise primeiramente quanto à sua principal finalidade que é a promoção da saúde. Porém outros aspectos relevantes devem ser analisados, como a produção de riquezas das indústrias envolvidas neste processo e o desenvolvimento científico na busca de novas descobertas. Analisa-se a importância da proteção patentária, os requisitos para a concessão da patente, como é tratada tal proteção na Legislação Brasileira e o que levou à inconstitucionalidade levantada em relação aos artigos 230 e 231 da LPI. Justifica-se também a análise do tema observando que os interesses econômicos envolvidos da indústria farmacêutica constituem elevados valores, fazendo-se necessário a interferência estatal para que seja assegurada a finalidade maior que é a saúde e os interesses sociais. A produção de medicamentos tem por natureza destinar-se ao comércio, cujas aquisições são feitas tanto pelo setor público, quanto pelo setor privado. O setor público de países com grande disparidade social, como é o caso do Brasil, faz com que o governo necessite de elevados gastos com medicamentos para tratar tanto doenças simples decorrentes da falta de saneamento básico quanto doenças graves como medicações para o tratamento de câncer, visto que o direito à saúde está garantido conforme artigos 6º e 196º da Constituição Federal, e é invocado por quem de fato necessita. Entretanto o direito à saúde muitas vezes torna-se prejudicado com a proteção dada a medicamentos (através das patentes) que inclusive já caíram em domínio público (caso da patente Pipeline), pois não permite a concorrência na sua produção, elevando assim os preços. O Brasil preocupou-se em colocar na Lei nº9279/96 uma proteção na forma de patentes de medicamentos novos, como forma de estímulo à pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, e também como forma de recuperar parte do investimento feito pela Indústria para a comercialização destes novos produtos, visto que se trata de altos valores investidos em pesquisas e desenvolvimento. O objetivo principal do trabalho é explorar a questão da inconstitucionalidade das patentes Pipeline devido a sua natureza jurídica de revalidação e não como requisito de concessão originária. Essas patentes Pipeline foram inseridas no ordenamento jurídico em violação à CF/88 em seu artigo 5º, inciso XXIX, que trata do Principio da exclusividade sobre o novo, o que gerou a ADIn 4234, pois faltaria o requisito da novidade absoluta necessário para a concessão de uma patente. A patente Pipeline é um dispositivo legal transitório que permite o reconhecimento de patente para produtos e processos, desde que não tenham sido colocados em nenhum mercado do mundo. Este período de transição ocorre entre a revogação de uma antiga Lei e o início de vigência de outra, nova, que preveja o reconhecimento de patentes em áreas que 2

3 a antiga não previa. O Brasil, em 1945, deixou de reconhecer patentes para produtos das áreas química, farmacêutica e alimentícia e 24 anos mais tarde estendeu a proibição aos processos farmacêuticos, confirmada na Lei nº5772 (Código de Propriedade Industrial) vigente até 14 de maio de Com a sanção da Lei nº9279, em 14 de maio de 1996, que admitiu o patenteamento de produtos e processos farmacêuticos, iniciou-se o período de transição entre as Leis, no qual se aplicou o Pipeline. Portanto, em 14 de maio de 1997, quando a Lei nº9279 entrou em vigor, o pipeline perdeu a sua eficácia. O prazo de vigência desta patente transitória é limitado no máximo em 20 anos. O conhecimento que está em domínio público pode ser explorado de acordo com o sistema da livre concorrência o que pode gerar uma redução nos custos e preços em benefício da sociedade. Em razão a estes argumentos apresentados e outros que serão tratados no trabalho verifica-se a importância deste tema para a promoção da saúde na sua forma mais ampla, pois atualmente observa-se a grande demanda por medicamentos principalmente por uma população hipossuficiente de recursos que acaba requisitando ao setor público a satisfação de suas necessidades. 2.DESENVOLVIMENTO: 2.1. A LEGISLAÇÃO SOBRE PATENTES NO CENÁRIO BRASILEIRO, O CONCEITO DO MECANISMO DE PROTEÇÃO APLICADO AOS PRODUTOS FARMACÊUTICOS E SEUS REQUISITOS. No período de 1945 a 1969, o Brasil concedia patentes apenas para processos farmacêuticos e não para produtos. Com o advento do Código de Propriedade Industrial de 1971, foi excluído qualquer tipo de proteção patentária de processos e produtos farmacêuticos, ficando assim um intervalo sem regulação na área. A Lei nº9279/96 é uma decorrência de acordos internacionais assumidos pelo Brasil, como por exemplo, o Acordo TRIPS (Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights) e a Convenção de Paris. A Lei nº 9279/96 trouxe então ao cenário brasileiro a regulamentação das invenções patenteáveis, que desde então pouco se falava. A nova Lei respeitando as regras de Tratados e Convenções Internacionais que regulam o assunto prevê a concessão de patentes em todos os setores tecnológicos, inclusive para produtos químicos, alimentos e fármacos que eram excluídos da proteção patentária pelo Código da Propriedade Industrial de Lei nº5772/71. Dispõe a Convenção de Paris: As nações podem formular suas leis de patentes, desde que as regras básicas sejam respeitadas. Cabe, então, a cada nação o direito de disciplinar a concessão de patentes conforme seus interesses ou anseios socioeconômicos e até mesmo políticos. (DI BLASI, pag 35) Inicialmente se faz necessário analisar o conceito de patente, sua previsão legal no ordenamento jurídico brasileiro e o uso para produtos farmacêuticos. Patente é um conjunto de regras destinadas a proteger as invenções. É um direito concedido pelo Governo de uma 3

4 nação a uma pessoa (física ou jurídica) que lhe confere exclusividade na exploração de sua invenção, durante um determinado período, em todo território nacional. É uma forma de gratificar o inventor pelo seu esforço e investimentos na pesquisa e desenvolvimento de um novo produto. Assim proporciona equilibrar os interesses do inventor pela sua criação e permitir à sociedade usufruir do benefício da descoberta. Conceitua PICARELLI em sua obra: A patente é título de propriedade temporário concedido pelo Estado, que confere aos inventores ou a empresas um direito exclusivo de exploração da invenção protegida. Ao inventor que oferece à sociedade um produto ou um processo novo, é reconhecido, mediante sua demanda, um direito privativo em troca da relação dos meios de sua invenção. (PICARELLI,2011.pag.39) O desenvolvimento de novos produtos não seria possível, ou então eficiente se não houvesse a proteção da propriedade industrial e a garantia de um retorno financeiro com o monopólio de exploração permitido pela patente. Cada vez mais se torna necessário o desenvolvimento de produtos mais sofisticados e no caso dos medicamentos mais eficientes, com menos efeitos colaterais, contra doenças que até então não eram conhecidas. O fenômeno mundial da globalização permite o acesso à informação, atualidades, estudos de caso, matérias primas, tecnologia para um aprimoramento neste setor de grande importância, para proporcionar uma evolução nos tratamentos de saúde. É notório o grande salto que houve na área de saúde quanto ao descobrimento de medicamentos nas últimas décadas e isto se deve, em parte, ao retorno financeiro que os laboratórios possuem com suas descobertas. Aparentemente esse direito antagônico de promoção da saúde X lucro das empresas é importante para que se desenvolvam novos produtos mais elaborados, mesmo sabendo que isto só ocorrerá se houver uma lucratividade considerável para a empresa que o produz. O direito de propriedade e a proteção das invenções estão previstos na Constituição Federal em seu artigo 5º, incisos XXII e XXIX e dependem de regulamentação especial. A Lei nº9279/96 determina quais os requisitos para obtenção de patente para um determinado produto farmacêutico. O primeiro requisito para a concessão de patente é o caráter de novidade da invenção. Segundo o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, uma invenção é considerada nova se, à data do correspondente depósito do pedido de patente, não se encontrar compreendida pelo estado de técnica. Este estado de técnica é tudo que se tornou acessível ao público, através de divulgação, publicação ou comercialização. No Brasil, segundo a doutrina, aplica-se o princípio da novidade Absoluta, ou seja, produtos patenteáveis não podem ter entrado no estado de técnica, conforme dispõe o artigo nº11 da Lei 9279/96: Art. 11. A invenção e o modelo de utilidade são considerados novos quando não compreendidos no estado da técnica. 4

5 1º O estado da técnica é constituído por tudo aquilo tornado acessível ao público antes da data de depósito do pedido de patente, por descrição escrita ou oral, por uso ou qualquer outro meio, no Brasil ou no exterior, ressalvado o disposto nos arts. 12, 16 e 17. 2º Para fins de aferição da novidade, o conteúdo completo de pedido depositado no Brasil, e ainda não publicado, será considerado estado da técnica a partir da data de depósito, ou da prioridade reivindicada, desde que venha a ser publicado, mesmo que subsequentemente. 3º O disposto no parágrafo anterior será aplicado ao pedido internacional de patente depositado segundo tratado ou convenção em vigor no Brasil, desde que haja processamento nacional. O segundo requisito para concessão de patente é a atividade inventiva, ou seja, refere-se à capacidade de criação humana, que é quando uma criação, para um técnico no assunto, não é consequência óbvia do estado da técnica, como determina o artigo 13º da Lei nº9279/96: A invenção é dotada de atividade inventiva sempre que, para um técnico no assunto, não decorra de maneira evidente ou óbvia do estado da técnica. O terceiro requisito para obtenção da patente é a utilização industrial que está relacionada ao fator econômico e a possibilidade de ser materializada, produzida inclusive em escala industrial, como descrito no artigo 15º da Lei nº9279/96: Art.15: A invenção e o modelo de utilidade são considerados suscetíveis de aplicação industrial quando possam ser utilizados ou produzidos em qualquer tipo de indústria. Assim, podemos resumir que são patenteáveis as invenções que atendam aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial, conforme determina o artigo 8º da Lei nº9279/96. Declarado aceito o pedido de patente a Constituição Federal de 1988 confere ao titular do direito a exploração, a produção, a utilização, a comercialização da invenção e os lucros patrimoniais obtidos com a devida exclusividade, conforme descrito no artigo 5º, inciso XXIX: Art.5º, inciso XXIX: a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País O CONCEITO DE PATENTE PIPELINE E SUA RELAÇÃO COM OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA NOVIDADE E O DIREITO À SAÚDE; ANÁLISE DOS ARTIGOS 230 E 231 DA LEI DE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUA POSSÍVEL INCONSTITUCIONALIDADE Como houve uma transição entre o Código de 1971 que não previa nenhuma proteção patentária aos produtos farmacêuticos e a Lei de 1996 que prevê tais medidas protetivas, esta última lei criou um mecanismo de transição, chamado Patente Pipeline. Trata-se de regra transitória e excepcional, inserida no ordenamento por iniciativa exclusiva do legislador interno, visto que não consta no acordo TRIPS que determina em seu artigo 70: não haverá obrigação de restabelecer proteção da matéria, que, na data de aplicação 5

6 deste Acordo para o Membro em questão, tenha caído no domínio público. A Lei 9279/96, que entrou em vigor em 14 de maio de 1996, estabeleceu o prazo de um ano, contado da data da publicação, para a solicitação do privilégio pipeline, prazo este que se encerrou em 15 de maio de A proteção terá o prazo máximo de vigência de 20 anos, como no registro de pedido de patente originária. O mecanismo de transição Pipeline gera controvérsias quanto a sua constitucionalidade por ter uma possível natureza jurídica de revalidação, patenteando produtos que se encontram em domínio público, resultando na ADIn nº4234. Assim conceitua-se a patente pipeline como: É a denominação dada a um dispositivo legal transitório que permite o reconhecimento de patente para produtos e processos, desde que estes mesmo que já pesquisados ou desenvolvidos não tenham sido colocados em nenhum mercado do mundo. Isto ocorre no período de transição, entre a revogação de uma antiga lei e o início de vigência de outra, nova, que preveja o reconhecimento de patentes em áreas que a antiga não previa. (DI BLASI, Pag.159) Este mecanismo tem como finalidade proporcionar a proteção para produtos e processos, dos inventores nacionais e estrangeiros, de criação já divulgada, mas anteriormente não patenteável. A patente Pipeline está prevista no artigo 230 da Lei nº 9279/96 que assim dispõe: Art.230: Poderá ser depositado pedido de patente relativo às substâncias, matérias ou produtos obtidos por meios ou processos químicos e as substâncias, matérias, misturas ou produtos alimentícios, químicofarmacêuticos e medicamentos de qualquer espécie, bem como os respectivos processos de obtenção ou modificação, por quem tenha proteção garantida em tratado ou convenção em vigor no Brasil, ficando assegurada a data do primeiro depósito no exterior, desde que seu objeto não tenha sido colocado em qualquer mercado, por iniciativa direta do titular ou por terceiro com seu consentimento, nem tenham sido realizados, por terceiros, no País, sérios e efetivos preparativos para a exploração do objeto do pedido ou da patente. O referido artigo busca a proteção das substâncias descritas no Brasil, de acordo com a data do primeiro depósito no exterior, desde que o objeto da descoberta não tenha sido colocado em qualquer mercado. Trata-se de uma forma de revalidação de patentes concedidas no exterior, e como não havia previsão legal na Lei anterior, estas substancias não eram protegidas no território brasileiro, sendo assim muitos pedidos de patentes de substancias farmacêuticas foram depositados no estrangeiro, observados os requisitos impostos no território de origem. Dispõe também sobre o assunto o artigo 231 da Lei nº 9279/96: Art.231: Poderá ser depositado pedido de patente relativo às matérias de que trata o artigo anterior, por nacional ou pessoa domiciliada no País, ficando assegurada a data de divulgação do invento, desde que seu objeto não tenha sido colocado em qualquer mercado, por iniciativa direta do titular ou por terceiro com seu consentimento, nem tenham sido realizados, por terceiros, no País, sérios e efetivos preparativos para a exploração do objeto do pedido. 6

7 Com a leitura deste artigo verifica-se que um dos principais problemas levantados em relação à patente Pipeline é quanto ao requisito da novidade absoluta, previsto na mesma Lei 9279/96 em seu artigo 8º, que assim dispõe: É patenteável a invenção que atenda aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Já foi visto que para a concessão da patente é indispensável que se trate de um produto novo e aí se encontra um dos motivos da inconstitucionalidade, uma vez que a natureza jurídica da patente Pipeline é de revalidação de algo que já se encontra no domínio público, logo não há motivos para se criar um monopólio de tecnologias de produção. A patente Pipeline tem caráter de revalidação porque está vinculado ao primeiro depósito do invento no país de origem. Não há o caráter da novidade absoluta aplicado na legislação brasileira, pois se a tecnologia para a qual se pede a proteção já entrou no estado da técnica em qualquer lugar, não se pode falar em privilégio e exclusividade de direitos. Este monopólio considerado ilegítimo afetou principalmente a indústria farmacêutica e como leciona o Procurador Geral da República Antonio Fernando Souza: A pretexto de incentivar a pesquisa científica acabou-se por tornar patenteável e, portanto, sob controle monopolístico de algumas indústrias farmacêuticas, a produção de determinados medicamentos que se encontravam em escala de produção de mercado por diversas fontes dentro da política econômico-social de oferta de genéricos e de produtos medicamentosos a preços mais acessíveis à população mais carente. Este monopólio tem influencia direta nos preços, pois a ausência de concorrência gera aumento considerável de preços que é repassado ao consumidor, prejudicando assim o direito à saúde e o interesse social. 2.3 A SITUAÇÃO DA ADIN Nº 4234 E OS ARGUMENTOS LEVANTADOS PELOS INTERESSADOS A Procuradoria Geral da República ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade ADIn 4234 no Superior Tribunal Federal, em 24 de Abril de 2009, contra os artigos 230 e 231 da Lei nº 9279/96, que tratam da regulamentação das patentes Pipeline. O debate foi iniciado a partir da solicitação feita pela FENAFAR (Federação Nacional dos Farmacêuticos), pela REBRIP (Rede Brasileira pela Integração dos Povos) e ABIA (Agência Brasileira Interdisciplinar de AIDS) junto à Procuradoria Geral da União. Vários são os motivos levantados de inconstitucionalidade das patentes pipeline e questionados na ADIn 4234, como violação ao princípio da novidade absoluta, do direito à saúde, do interesse público, interesse social, do devido processo legal, função social da propriedade, princípio da isonomia, entre outros. Os artigos 230 e 231 da Lei nº 9279/96 em questão permitem a revalidação de patentes de produtos que já se encontram em domínio público, mas que anteriormente não eram protegidos, em detrimento direto ao princípio da novidade. Além disso, a patente Pipeline permite que as indústrias ingressem com o pedido de reconhecimento de patentes 7

8 de produtos estrangeiros sem análise técnica e anuência prévia da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como é exigido para o registro de produtos nacionais, ou seja, para os produtos estrangeiros são aceitos os requisitos para concessão de patente do país de origem. Este tratamento de pedido de patente diferenciado entre nacional e estrangeiro afronta o Princípio da Isonomia. Outro argumento analisado é que as patentes Pipeline não constam nos Acordos Internacionais, ou seja, foram inseridas no ordenamento jurídico brasileiro por iniciativa do legislador interno, levando em conta interesses de particulares, em detrimento ao interesse público violando assim o princípio da primazia do interesse público. Como pode observar-se a patente Pipeline possui natureza jurídica de revalidação e não de concessão de patente originária, visto que está vinculada ao primeiro depósito do invento no país de origem e por isto não deve seguir as mesmas regras aplicadas a concessão de patentes de produtos novos. Desta forma verifica-se que se não há o requisito da novidade, não há que se falar em exclusividade na produção destes medicamentos, e isto seria de grande interesse da população brasileira, pois vários remédios poderiam custar até 50% menos se fossem permitidos os genéricos destes produtos protegidos. Desde a data de início da questão, até hoje, a ADIn 4234 não foi julgada, pois está em questão interesses políticos que dificultam a celeridade do julgamento. Ao todo foram realizados pedidos de patentes Pipeline, incluindo medicamentos importantes para saúde pública, como os usados no tratamento da AIDS, câncer, saúde mental, entre outros (Pedro VILLARDI, 2010). Alguns medicamentos usados para o tratamento de leucemia e AIDS, por exemplo, estão com monopólio de produção em função da patente Pipeline. A decretação de inconstitucionalidade destes artigos terá reflexo direto no preço de muitos medicamentos uma vez que será possível a livre concorrência favorecendo o acesso a medicamentos mais baratos, diminuindo consideravelmente os gastos com medicamentos custeados pelo poder público e pela população em geral. De acordo com a Federação Nacional dos Farmacêuticos (FENAFAR): Um parecer de economistas que integrou o pedido para ajuizamento da ADI diz que, especificamente no caso de cinco medicamentos utilizados no combate ao vírus da Aids, o Brasil gastou a mais US$ 420 milhões (em comparação com os preços mínimos da Organização Mundial de Saúde - OMS), entre 2001 e Porém, há argumentos de uma corrente contrária a decretação da inconstitucionalidade onde alegam que a Lei nº9279/96 e a Constituição Federal de 1988 não fazem menção expressa para a necessidade do requisito da novidade Absoluta, que esta foi fruto de entendimentos doutrinários. Os que defendem este mecanismo, como por exemplo, o constitucionalista CANOTILHO, em sua obra sobre o assunto, alega que a patente pipeline é uma forma de corrigir uma omissão da antiga Lei de 1971 compensando assim os inventores, pelas suas criações. Como o Código de 1971 é anterior a Constituição 8

9 de 1988, para esta corrente, não há como cogitar que as invenções, anteriores a 1996, teriam caído em domínio público e a necessidade da novidade absoluta, pois não havia legislação determinando estes requisitos e a própria Constituição Federal de 1988, não faz referência à novidade absoluta, sendo objeto de Lei infraconstitucional. 3. METODOLOGIA: Será usado na pesquisa o método de abordagem Dialético, partindo da análise da Lei de Propriedade Industrial nº9279/96 e dos princípios da novidade e o direito à saúde. Verifica-se um conflito na interpretação dos artigos 230 e 231 da LPI e os requisitos para a concessão de uma proteção pelo mecanismo de patente. 4.CONCLUSÃO: O estudo mostrou que um dos aspectos controvertidos levantados pela ADIn 4234 é quanto ao requisito da novidade absoluta que não é considerado, nas já estudadas patentes Pipeline.Note-se que muitos interesses econômicos e políticos estão envolvidos nesta briga judicial entre os órgãos que desejam a extinção dos artigos 230 e 231 da Lei 9279/96 e os que defendem a continuação e aplicação destes dispositivos legais. Controvérsias a parte deve-se optar pela posição que melhor represente a população em geral, o bem estar social e a aplicação dos princípios constitucionais do direito à saúde e a primazia do interesse público, aqui representado pelo acesso aos medicamentos. 5.REFERÊNCIAS: BARBOSA, Denis Borges. Inconstitucionalidade das Patentes Pipeline. Maio de Disponível em: Acesso em 20/05/2012. BASSO, Maristela. O Direito Internacional da Propriedade Intelectual. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2000.Revista da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual ABPI 66, set/out. 2003, p BEZERRA, Matheus Ferreira. Patente de Medicamentos: quebra de patente como instrumento de realização de direitos. Curitiba: Juruá, BRASIL. Lei 9.279, de 14 de maio de Regula Direitos e Obrigações relativos à Propriedade Industrial. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 mai CANOTILHO,J.J. Gomes; MACHADO, Jónatas. A questão da Constitucionalidade das Patentes Pipeline à luz da Constituição Federal Brasileira de Coimbra: Almedina SA, CLEVE, Clemerson Merlin; RECK, Melina Breckenfeld. A repercussão, no regime da patente Pipeline, da declaração de nulidade do privilégio originário. Disponível em: 9

10 Acesso em 01/06/2012. DI BLASI, Gabriel; GARCIA, Mario Soerensen; MENDES, Paulo Parente M. A Propriedade Industrial: Os sistemas de marcas, patentes e desenhos industriais analisados a partir da Lei nº9279, de 14 de maio de Rio de Janeiro: Forense, FENAFAR. Inconstitucionalidade das patentes Pipeline. Disponível em: Acesso em 12/04/2012. HERINGER, Astrid. Patentes Farmacêuticas e Propriedade Industrial no Contexto Internacional. Curitiba:Juruá,2001. MPF. Norma questionada criou patentes em detrimento do princípio da novidade. Disponível em: Acesso em 15/05/ Petição Inicial da ADIn Disponível em: Acesso em 15/05/2012. PICARELLI, Márcia Flávia Santini; ARANHA, Márcio Lorio. Política de Patentes em Saúde Humana. São Paulo: Atlas,

Propriedade Intelectual O que é/para que serve? Renata Reis Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual GTPI/ABIA/REBRIP

Propriedade Intelectual O que é/para que serve? Renata Reis Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual GTPI/ABIA/REBRIP Propriedade Intelectual O que é/para que serve? Renata Reis Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual GTPI/ABIA/REBRIP Propriedade Intelectual É o conjunto de direitos que incidem sobre as criações

Leia mais

As Patentes e o Futuro da Indústria Nacional de Fármacos

As Patentes e o Futuro da Indústria Nacional de Fármacos Seminário As Patentes e o Futuro da Indústria Nacional de Fármacos Dando sequência a quatro seminários em 2011 sobre patentes e inovação, o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos

Leia mais

Patentes Conceitos Básicos

Patentes Conceitos Básicos Patentes Conceitos Básicos O que é patente O que é patenteável O que não é patenteável Como é um documento de patente Como definir o escopo de proteção Como é o processo de patenteamento 2014 www.axonal.com.br

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL:

PROPRIEDADE INTELECTUAL: PROPRIEDADE INTELECTUAL: LEGISLAÇÃO - 2 Profa. Dra. Suzana Leitão Russo Prof. Gabriel Francisco Silva Profa. Dra. Ana Eleonora Almeida Paixão Art. 1º Esta Lei regula direitos e obrigações relativos à propriedade

Leia mais

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário 196 Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário Luiz Alberto Carvalho Alves 1 O direito de propriedade consiste nos atributos concedidos a qualquer sujeito de direito, de usar, gozar, fruir e

Leia mais

Patentes na Indústria Farmacêutica

Patentes na Indústria Farmacêutica Patentes na Indústria Farmacêutica 1. PATENTES 2. O MERCADO FARMACÊUTICO 3. COMPETIVIDADE DO SETOR 4. A IMPORTÂNCIA DAS PATENTES NO MERCADO FARMACÊUTICO PATENTES PATENTES Definiçã ção o ( LEI 9.279 DE

Leia mais

Direito Comercial. Propriedade Industrial

Direito Comercial. Propriedade Industrial Direito Comercial Propriedade Industrial Os Direitos Industriais são concedidos pelo Estado, através de uma autarquia federal, o Instituo Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O direito à exploração

Leia mais

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37

BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 BIBLIOTECA ARTIGO Nº 37 PELA MANUTENÇÃO DO INJUSTIFICÁVEL Autor Marcos Lobo de Freitas Levy Em longa entrevista concedida à Revista do IDEC neste mês de agosto, o Dr. Luis Carlos Wanderley Lima, ex-coordenador

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA PATENTE PIPELINE PARA A SAÚDE COLETIVA NO BRASIL*

A IMPORTÂNCIA DA PATENTE PIPELINE PARA A SAÚDE COLETIVA NO BRASIL* A IMPORTÂNCIA DA PATENTE PIPELINE PARA A SAÚDE COLETIVA NO BRASIL* Renato da Silva Gomes** RESUMO: O artigo propõe-se a analisar o instituto da patente pipeline e sua relação com a saúde coletiva no Brasil,

Leia mais

Aplicação em concurso

Aplicação em concurso Marcelle Franco Espíndola Barros (TRF-3 2011 CESPE objetiva) André, Bruno e César realizaram uma mesma invenção, respectivamente, nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2011. As invenções foram depositadas

Leia mais

(REPRESENTANTE DA CONECTAS DIREITOS HUMANOS) Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente; ilustríssimos

(REPRESENTANTE DA CONECTAS DIREITOS HUMANOS) Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente; ilustríssimos A SRA. HELOÍSA MACHADO DE ALMEIDA (REPRESENTANTE DA CONECTAS DIREITOS HUMANOS) Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente; ilustríssimos representantes dos Estados, senhoras e senhores. Em primeiro lugar,

Leia mais

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial:

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial: PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV 1. História e conceito do Direito Industrial: - Como referência ao direito industrial encontramos o uso da expressão marca e patente. Este ramo do direito teve início na Inglaterra

Leia mais

PROJETO DE LEI N o, DE 2008

PROJETO DE LEI N o, DE 2008 PROJETO DE LEI N o, DE 2008 (Do Srs. Paulo Teixeira e Dr. Rosinha) Acrescenta incisos ao art. 10 da Lei n 9.279, de 14 de maio de 1996, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.

Leia mais

Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal.

Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal. Turma e Ano: Flex B (2014) Matéria / Aula: Propriedade industrial / Aula 01 Professor: Marcelo Tavares Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal.

Leia mais

REDAÇÃO DE PATENTES. Parte I - Revisão de Conceitos

REDAÇÃO DE PATENTES. Parte I - Revisão de Conceitos REDAÇÃO DE PATENTES Parte I - Revisão de Conceitos Maria Fernanda Paresqui Corrêa 1 Juliana Manasfi Figueiredo 2 Pesquisadoras em Propriedade Industrial 1 DIALP - Divisão de Alimentos, Plantas e Correlatos

Leia mais

Por que o Brasil paga. mais por. medicamentos. importantes. para a saúde pública

Por que o Brasil paga. mais por. medicamentos. importantes. para a saúde pública Por que o Brasil paga mais por medicamentos importantes para a saúde pública? Os 10 anos de vigência da Lei de Patentes no Brasil (Lei nº 9.279/96) tornaram evidentes que a proteção patentária de produtos

Leia mais

PATENTES - CURSO BÁSICO

PATENTES - CURSO BÁSICO PATENTES - CURSO BÁSICO Maria Fernanda Paresqui Corrêa 1 Juliana Manasfi Figueiredo 2 Pesquisadoras em Propriedade Industrial 1 DIALP - Divisão de Alimentos, Plantas e Correlatos 2 DIMOL - Divisão de Biologia

Leia mais

III CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL NÍVEL BÁSICO 1º SEMESTRE DE 2010 PARANÁ EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL APOIO

III CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL NÍVEL BÁSICO 1º SEMESTRE DE 2010 PARANÁ EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL APOIO III CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL NÍVEL BÁSICO 1º SEMESTRE DE 2010 PARANÁ APOIO 1 III CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL NÍVEL BÁSICO - 1º SEMESTRE

Leia mais

ACORDOS INTERNACIONAIS SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUA INTERNALIZAÇÃO NO ORDENAMENTO JÚRICO BRASILEIRO

ACORDOS INTERNACIONAIS SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUA INTERNALIZAÇÃO NO ORDENAMENTO JÚRICO BRASILEIRO ACORDOS INTERNACIONAIS SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL E SUA INTERNALIZAÇÃO NO ORDENAMENTO JÚRICO BRASILEIRO Isabella Petini de Oliveira 1 Nivaldo dos Santos 2 PALAVRAS-CHAVE: Propriedade Intelectual; Tratados

Leia mais

VIOLAÇÕES DE PATENTES E DESENHOS INDUSTRIAIS NO BRASIL E O SISTEMA INTERNACIONAL DE PATENTES

VIOLAÇÕES DE PATENTES E DESENHOS INDUSTRIAIS NO BRASIL E O SISTEMA INTERNACIONAL DE PATENTES VIOLAÇÕES DE PATENTES E DESENHOS INDUSTRIAIS NO BRASIL E O SISTEMA INTERNACIONAL DE PATENTES MILTON LEÃO BARCELLOS & CIA. LTDA. PROPRIEDADE INTELECTUAL DESDE 1957 Milton Lucídio Leão Barcellos Advogado

Leia mais

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALTER PINHEIRO

PARECER Nº, DE 2015. RELATOR: Senador WALTER PINHEIRO PARECER Nº, DE 2015 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei do Senado n 689, de 2011, do Senador Vital do Rêgo, que acrescenta 3º ao art. 84 da Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996, para

Leia mais

Apoio: CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ P517

Apoio: CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ P517 ABIA - Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS Av. Presidente Vargas, 446/13 o andar - Centro Rio de Janeiro - RJ - Cep: 20071-907 Tel: +55 21 2223-1040 - Fax: +55 21 2253-8495 Email: abia@abiaids.org.br

Leia mais

Propriedade Industrial

Propriedade Industrial Propriedade Industrial Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996 Constituição Federal, Artigo 5º, XXIX Instituto Nacional da Propriedade Industrial Instituto Nacional da Propriedade Industrial - Autarquia Federal,

Leia mais

PATENTES E MODELOS DE UTILIDADE

PATENTES E MODELOS DE UTILIDADE PATENTES E MODELOS DE UTILIDADE Existem mentes privilegiadas, capazes de inventar produtos ou processos que em muito têm contribuído para o progresso da humanidade. Falamos, por exemplo de um medicamento,

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. In: Internet: (com adaptações).

Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. In: Internet: <www.planalto.gov.br> (com adaptações). Texto para os itens de 1 a 15 A Constituição Federal, em seu artigo 5.º, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, estabelece o direito à proteção das criações intelectuais. No inciso XXVII,

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

Inovação tecnológica e empreendedorismo:

Inovação tecnológica e empreendedorismo: Inovação tecnológica e empreendedorismo: Ciência, desenvolvimento tecnológico, proteção industrial e geração de novos negócios Prof. Dr. Cleber Gustavo Dias 22/09/2015 Programação da oficina 1. Relações

Leia mais

PROPRIEDADE INDUSTRIAL

PROPRIEDADE INDUSTRIAL PROPRIEDADE INDUSTRIAL A vigente Lei de Propriedade Industrial (LPI Lei n. 9.279/96) aplica-se à proteção das invenções, dos modelos de utilidade, dos desenhos industriais e das marcas. Para que a invenção

Leia mais

RETALIAÇÃO CRUZADA E PROPRIEDADE INTELECTUAL: O PROJETO DE LEI Nº 1893, DE 2007

RETALIAÇÃO CRUZADA E PROPRIEDADE INTELECTUAL: O PROJETO DE LEI Nº 1893, DE 2007 RETALIAÇÃO CRUZADA E PROPRIEDADE INTELECTUAL: O PROJETO DE LEI Nº 1893, DE 2007 Gustavo Starling Leonardos(*) Rodrigo de Azevedo Souto Maior(**) O IAB, na Sessão Plenária de 26/8/2009, aprovou por unanimidade

Leia mais

Resolução nº 02-07 CONSUNI

Resolução nº 02-07 CONSUNI Resolução nº 02-07 CONSUNI O Conselho Universitário da Universidade de Caxias do Sul UCS, no uso das suas atribuições estatutárias e regimentais, e considerando a Portaria n. º 170, de 15 de maio de 1998,

Leia mais

ões Instituto Nacional da Propriedade Industrial Departamento de Patentes e Modelos de Utilidade

ões Instituto Nacional da Propriedade Industrial Departamento de Patentes e Modelos de Utilidade A A protecção das invenções ões Instituto Nacional da Propriedade Industrial Departamento de Patentes e Modelos de Utilidade 1 A protecção das invenções Sumário rio: 1. Modalidades de protecção 2. O que

Leia mais

Referência eletrônica de material para concurso: Propriedade Industrial Aplicada Reflexões para o magistrado.

Referência eletrônica de material para concurso: Propriedade Industrial Aplicada Reflexões para o magistrado. Turma e Ano: Flex B (2014) Matéria / Aula: Propriedade industrial / Aula 04 Professor: Marcelo Tavares Conteúdo: Patente de Invenção e de Modelo de Utilidade. Referência eletrônica de material para concurso:

Leia mais

XXIX CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL

XXIX CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL XXIX CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL NÍVEL BÁSICO - 1º SEMESTRE DE 2014 RIO DE JANEIRO Objetivo Apresentar conceitos e o procedimento administrativo inerente à Propriedade Industrial.

Leia mais

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Direito Empresarial II Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Aula 05 Proteção Conferida Pela Patente: Impedir que terceiros explorem (art. 42). Sem fins comerciais possível exploração

Leia mais

Flexibilidades do Acordo Trips e o Instituto da Anuência Prévia.

Flexibilidades do Acordo Trips e o Instituto da Anuência Prévia. Flexibilidades do Acordo Trips e o Instituto da Anuência Prévia. Luis Carlos Wanderley Lima Coordenação de Propriedade Intelectual-COOPI Agência Nacional de Vigilância Sanitária-Anvisa Ministério da Saúde-MS

Leia mais

O Sistema de Propriedade Intelectual no Brasil

O Sistema de Propriedade Intelectual no Brasil O Sistema de Propriedade Intelectual no Brasil Propriedade intelectual É o conjunto de direitos que incidem sobre as criações do intelecto humano. Sistema criado para garantir a propriedade ou exclusividade

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014

PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 PROJETO DE LEI Nº, DE 2014 (Da Sra. Flávia Morais) Altera o art. 20 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 Lei Orgânica da Assistência Social, e o art. 34 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003

Leia mais

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Semana de Produção e Consumo Sustentável Mauricio Pellegrino de Souza FIEMG Convenção de Viena 1969 Direito dos Tratados

Leia mais

Os interesses privados e a conivência do Estado: o caso das patentes farmacêuticas e a atuação da ANVISA

Os interesses privados e a conivência do Estado: o caso das patentes farmacêuticas e a atuação da ANVISA Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2011 Os interesses privados e a conivência do Estado: o caso das patentes farmacêuticas e a atuação da ANVISA Quem Somos O Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual

Leia mais

Os direitos da propriedade industrial adquirem-se mediante o seu registo.

Os direitos da propriedade industrial adquirem-se mediante o seu registo. 1. Registo Os direitos da propriedade industrial adquirem-se mediante o seu registo. O registo das modalidades da Propriedade Industrial, compete a todos operadores das actividades económicas que nisso

Leia mais

DIRETRIZ DE EXAME DE PATENTES DE MODELO DE UTILIDADE

DIRETRIZ DE EXAME DE PATENTES DE MODELO DE UTILIDADE DIRETRIZ DE EXAME DE PATENTES DE MODELO DE UTILIDADE DIRPA- DIRETORIA DE PATENTES MAIO 2012 DIRPA/CGPAT II 1/10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO...1 2 DIFERENÇAS ENTRE PATENTE DE MODELO DE UTILIDADE E PATENTE DE INVENÇÃO...1

Leia mais

Fórum Latino Americano da Indústria Farmacêutica 2013. Cartagena Colômbia

Fórum Latino Americano da Indústria Farmacêutica 2013. Cartagena Colômbia Fórum Latino Americano da Indústria Farmacêutica 2013 Cartagena Colômbia ANTONIO CARLOS DA COSTA BEZERRA Agência Nacional Coordenação de Propriedade Intelectual-COOPI Breve histórico das patentes farmacêuticas

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL : Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério da

Leia mais

Limites de Atuação das Agências Reguladoras na Disciplina da Propaganda de Produtos Comerciais: Poder de Polícia Reforçado ou Poder Normativo?

Limites de Atuação das Agências Reguladoras na Disciplina da Propaganda de Produtos Comerciais: Poder de Polícia Reforçado ou Poder Normativo? 46 Limites de Atuação das Agências Reguladoras na Disciplina da Propaganda de Produtos Comerciais: Poder de Polícia Reforçado ou Poder Normativo? Flávia de Azevedo Faria Rezende Chagas O palestrante iniciou

Leia mais

ILUSTRÍSSIMO SENHOR PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA DR. ANTONIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA REPRESENTAÇÃO

ILUSTRÍSSIMO SENHOR PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA DR. ANTONIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA REPRESENTAÇÃO ILUSTRÍSSIMO SENHOR PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA DR. ANTONIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS FARMACÊUTICOS FENAFAR, entidade Sindical de 2º grau, fundada em 25 de outubro de 1974

Leia mais

NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL INPI, AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA 2009.5101.808389-5 - ANVISA

NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL INPI, AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA 2009.5101.808389-5 - ANVISA Nona Vara Federal (antiga 39ª VF) Ação ordinária processo no 2009.5101.808389-5 Parte Autora: CRISTÁLIA PRODUTOS QUIMICOS FARMACÊUTICOS LTDA Parte Ré: INSTITUTO NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL INPI,

Leia mais

I IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DIREITO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL II EMENTA

I IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DIREITO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL II EMENTA SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS DEPARTAMENTO DE DIREITO Campus Universitário - Trindade - Caixa Postal 476 88040-900 - Florianópolis - Santa

Leia mais

A UNIÃO ESTÁVEL NO NOVO CÓDIGO CIVIL

A UNIÃO ESTÁVEL NO NOVO CÓDIGO CIVIL 76 A UNIÃO ESTÁVEL NO NOVO CÓDIGO CIVIL CLAUDIA NASCIMENTO VIEIRA¹ O artigo 226 da Constituição Federal equiparou a união estável entre homem e mulher ao casamento, dispondo em seu parágrafo 3º que é reconhecida

Leia mais

MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB

MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB Anexo(5), da Port nº 26/2011, da SecCTM MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB 1 PROPÓSITO Estabelecer orientações

Leia mais

directamente o estabelecimento e o funcionamento do mercado interno; Considerando que é pois necessário criar um certificado complementar de

directamente o estabelecimento e o funcionamento do mercado interno; Considerando que é pois necessário criar um certificado complementar de Regulamento (CEE) nº 1768/92 do Conselho, de 18 de Junho de 1992, relativo à criação de um certificado complementar de protecção para os medicamentos Jornal Oficial nº L 182 de 02/07/1992 p. 0001-0005

Leia mais

692.903 518.590 385.512 246.617 126.965 53.171. Fonte: Empresas Associadas Pró Genéricos

692.903 518.590 385.512 246.617 126.965 53.171. Fonte: Empresas Associadas Pró Genéricos Geração de impostos Valores Acumulados em R$ (000) 692.903 518.590 385.512 246.617 53.171 126.965 1999 2000 2001 2002 2003 2004 Estaduais Federais Fonte: Empresas Associadas Pró Genéricos Geração de empregos

Leia mais

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 ASPECTOS HISTÓRICOS Em passado remoto, o Estado de São Paulo tentou instituir a cobrança do ICMS na importação de mercadorias e o fez por decreto.

Leia mais

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQUERENTE(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQUERIDO(A/S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO REQUERIDO(A/S) :

Leia mais

Curso de Capacitação em Biossegurança de OGMS MMA/ SEAB. Curitiba, 8 a 12 de novembro de 2004

Curso de Capacitação em Biossegurança de OGMS MMA/ SEAB. Curitiba, 8 a 12 de novembro de 2004 Curso de Capacitação em Biossegurança de OGMS MMA/ SEAB Curitiba, 8 a 12 de novembro de 2004 OGMS - A Atuação da Procuradoria Geral do Estado/PR Ana Cláudia Graf SUMÁRIO 1. Tratamento constitucional 2.

Leia mais

COMO PROTEGER SUA INVENÇÃO NO BRASIL UTILIZANDO AS PATENTES

COMO PROTEGER SUA INVENÇÃO NO BRASIL UTILIZANDO AS PATENTES COMO PROTEGER SUA INVENÇÃO NO BRASIL UTILIZANDO AS PATENTES Dr Rockfeller Maciel Peçanha Conselheiro e Diretor do CREA-RJ Esta apresentação é de responsabilidade do autor não refletindo necessariamente

Leia mais

NOTA INFORMATIVA Nº 1.385, DE 2015

NOTA INFORMATIVA Nº 1.385, DE 2015 Consultoria Legislativa NOTA INFORMATIVA Nº 1.385, DE 2015 Relativa à STC nº 2015-03673, do Senador Ricardo Ferraço, que solicita a análise sobre a legislação federal e estadual, acerca da possibilidade

Leia mais

LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010 O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A Altera as Leis nos 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.958, de 20 de dezembro de 1994, e 10.973, de 2 de dezembro de 2004;

Leia mais

CURSO DE EMPREENDEDORISMO E VALORIZAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO

CURSO DE EMPREENDEDORISMO E VALORIZAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO c E v I CURSO DE EMPREENDEDORISMO E VALORIZAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO MÓDULO: Ideia Empresarial/Protecção da Ideia José Paulo Rainho Coordenador do UAtec Universidade de Aveiro Curso de Empreendedorismo e Valorização

Leia mais

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO CURSO BÁSICO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL PARA GESTORES DE TECNOLOGIA 13 a 17 de abril de 2009 São João Del-Rei- MG

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO CURSO BÁSICO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL PARA GESTORES DE TECNOLOGIA 13 a 17 de abril de 2009 São João Del-Rei- MG CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO CURSO BÁSICO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL PARA GESTORES DE TECNOLOGIA 13 a 17 de abril de 2009 São João Del-Rei- MG OBJETIVO: Apresentar uma visão atualizada dos mecanismos de proteção

Leia mais

AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 2008.72.01.003023-7/SC AUTOR : REAL PLASTIC LTDA/ ADVOGADO : ROBSON BELLI CAVALLI : ANDRESA AMORIM

AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 2008.72.01.003023-7/SC AUTOR : REAL PLASTIC LTDA/ ADVOGADO : ROBSON BELLI CAVALLI : ANDRESA AMORIM AÇÃO ORDINÁRIA (PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO) Nº 2008.72.01.003023-7/SC AUTOR : REAL PLASTIC LTDA/ ADVOGADO : ROBSON BELLI CAVALLI : ANDRESA AMORIM RÉU : FORZA IND/ DE PLASTICOS LTDA/ ADVOGADO : SANDRO

Leia mais

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS

PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS MERCOSUL/CMC/DEC N 16/98 PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS EM MATERIA DE DESENHOS INDUSTRIAIS TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto e a Decisão Nº 8/95 do Conselho do Mercado

Leia mais

BRUNO PENA & ADVOGADOS ASSOCIADOS S/S

BRUNO PENA & ADVOGADOS ASSOCIADOS S/S PARECER Interessado: Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás - SINPOL. SERVIDOR PÚBLICO. INGRESSO EM 2004. APOSENTADORIA. PARIDADE. INTEGRALIDADE DE PROVENTOS. RELATÓRIO Trata-se de consulta feita

Leia mais

REGULAMENTO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UTFPR CAPÍTULO I DA FINALIDADE E LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA

REGULAMENTO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UTFPR CAPÍTULO I DA FINALIDADE E LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA REGULAMENTO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UTFPR CAPÍTULO I DA FINALIDADE E LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA Art. 1º O presente Regulamento tem por finalidade regulamentar as atividades de propriedade intelectual

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO. PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 1.893, DE 2007 Dispõe sobre medidas de suspensão e diluição temporárias ou extinção de da proteção de direitos de propriedade

Leia mais

O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1

O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1 O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1 RESUMO O artigo refere-se á análise da decisão proferida, no mês de setembro de 2008, pelo Supremo Tribunal Federal

Leia mais

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação Fl. 101 Fls. 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 4 Data 6 de fevereiro de 2014 Origem DRF/BSB/DF (E PROCESSO Nº 10104.720008/2013 12) ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO

Leia mais

E O IUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO, AINDA EXISTE???

E O IUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO, AINDA EXISTE??? E O IUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO, AINDA EXISTE??? Esta é uma antiga discussão que, até a presente data, perdura em hostes trabalhistas. Existe o ius postulandi na Justiça do Trabalho? A Carta

Leia mais

Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País.

Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País. MEDIDA PROVISÓRIA N 495, DE 19 DE JULHO DE 2010 Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País. Altera as

Leia mais

CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA TEXTO X

CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA TEXTO X CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA CICLO 2012 TEXTO X A Previdência Social do Servidor Público Valéria Porto Ciclos de Debates - Direito e Gestão Pública A Previdência Social do Servidor Público

Leia mais

HISTÓRIA. Alvará, de 28 de abril de 1.809 - Isenta de direitos as matérias primas do uso das fábricas e concede outros favores aos fabricantes e

HISTÓRIA. Alvará, de 28 de abril de 1.809 - Isenta de direitos as matérias primas do uso das fábricas e concede outros favores aos fabricantes e Page 1 of 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO HISTÓRIA HISTÓRICO DAS LEIS DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL NO BRASIL PROPRIEDADE INTELECTUAL QUE É PATENTE? QUEM PODE REQUERER UMA PATENTE REQUISITOS BÁSICOS PARA PROTEÇÃO INDUSTRIAL

Leia mais

Perguntas e respostas sobre patentes da Fiocruz

Perguntas e respostas sobre patentes da Fiocruz Perguntas e respostas sobre patentes da Fiocruz Em que momento procurar a área de Patentes da Gestec? O pesquisador pode procurar a área de Patentes da Gestec através do Núcleo de Inovação Tecnológica

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Estado KWY editou norma determinando a gratuidade dos estacionamentos privados vinculados a estabelecimentos comerciais, como supermercados, hipermercados, shopping

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL DIRETORIA DE PATENTES

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL DIRETORIA DE PATENTES MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL DIRETORIA DE PATENTES Perguntas Frenquentes - PPH 1. O que é o PPH? O PPH é uma modalidade de exame prioritário.

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2014 Disciplina: Direito Internacional Departamento IV Direito do Estado Docente Responsável: Fernando Fernandes da Silva Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO 1) IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA Disciplina Direitos do Autor Código

Leia mais

XXIII CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL

XXIII CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL XXIII CURSO DE TREINAMENTO PROFISSIONAL EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL NÍVEL BÁSICO - 1º SEMESTRE DE 2015 SÃO PAULO Objetivo Apresentar conceitos e o procedimento administrativo inerente à Propriedade Industrial.

Leia mais

Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso O IMPACTO DAS PATENTES FARMACÊUTICAS NO ACESSO AOS MEDICAMENTOS

Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso O IMPACTO DAS PATENTES FARMACÊUTICAS NO ACESSO AOS MEDICAMENTOS Pró-Reitoria de Graduação Curso de Direito Trabalho de Conclusão de Curso O IMPACTO DAS PATENTES FARMACÊUTICAS NO ACESSO AOS MEDICAMENTOS Autor: Jonas Cabral Santos Orientador: Prof. Esp. Fabrício Jonathas

Leia mais

Prof. Cristiano Lopes

Prof. Cristiano Lopes Prof. Cristiano Lopes CONCEITO: É o procedimento de verificar se uma lei ou ato normativo (norma infraconstitucional) está formalmente e materialmente de acordo com a Constituição. Controlar significa

Leia mais

http://www.endeavorid.com/projects/tavares/newsletter200812/index_pt.html

http://www.endeavorid.com/projects/tavares/newsletter200812/index_pt.html Page 1 of 5 Editorial por Márcio Ney Tavares CONFIANÇA, ESPERANÇA, FELIZ NATAL E PRÓSPERO 2009!!! De repente surgiram os sinais da desordem econômica que vem se alastrando por todos os países, não apenas

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 1.922, DE 1999 Inclui a invenção de medicamentos para prevenção e tratamento da Síndrome de Imunodeficiência Adquirida SIDA/AIDS e de seu processo

Leia mais

A PROTEÇÃO DOS PROGRAMAS DE COMPUTADOR

A PROTEÇÃO DOS PROGRAMAS DE COMPUTADOR A PROTEÇÃO DOS PROGRAMAS DE COMPUTADOR Divisão de Registro de Programa de Computador Victor Pimenta M. Mendes Fortaleza - CE Setembro- 2010 Propriedade Intelectual Propriedade Intelectual Propriedade Industrial

Leia mais

O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol. Florianópolis

O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol. Florianópolis O entendimento e os benefícios de aplicação da Lei Federal de Inovação Tecnol ológica Florianópolis polis,, 02 de abril de 2008. 1 CRONOLOGIA OS TRABALHOS: 1. Indicativos do quadro brasileiro de inovação;

Leia mais

Inovação da Ideia ao Mercado

Inovação da Ideia ao Mercado Inovação da Ideia ao Mercado Como proteger minha Inovação 26.05.2015 AHK-SP Henrique Steuer I. de Mello henrique@dannemann.com.br dannemann.com.br 2013 2013 Dannemann Dannemann Siemsen. Siemsen. Todos

Leia mais

Patentes e a CTIT. Rodrigo Dias de Lacerda Setor de Propriedade Intelectual. Abril de 2012

Patentes e a CTIT. Rodrigo Dias de Lacerda Setor de Propriedade Intelectual. Abril de 2012 Patentes e a CTIT Rodrigo Dias de Lacerda Setor de Propriedade Intelectual Abril de 2012 TÓPICOS A SEREM ABORDADOS Propriedade Intelectual Propriedade Industrial O que é Patente? O que é patenteável? Como

Leia mais

CARGA HORÁRIA: 40 horas QUADRO DE HORÁRIOS. Segunda 05/04. Terça 06/04. Quarta 07/04. Quinta 08/04. Sexta 09/04. Horário.

CARGA HORÁRIA: 40 horas QUADRO DE HORÁRIOS. Segunda 05/04. Terça 06/04. Quarta 07/04. Quinta 08/04. Sexta 09/04. Horário. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO CURSO BÁSICO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL PARA GESTORES DE TECNOLOGIA 05 a 09 de abril de 2010 Centro de Treinamento do INPI- Praça Mauá, 07/ 10 o andar, RJ Informações: cursos@inpi.gov.br

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.050.659 - RJ (2008/0086178-5) RELATOR : MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA RECORRENTE : GRENDENE S/A ADVOGADOS : DANILO KNIJNIK E OUTRO(S) MARCELLE VALPAÇOS FONSECA LIMA E OUTRO(S)

Leia mais

Uso Estratégico de Patentes em Negócios com foco em informações tecnológicas. Henry Suzuki Axonal Consultoria Tecnológica

Uso Estratégico de Patentes em Negócios com foco em informações tecnológicas. Henry Suzuki Axonal Consultoria Tecnológica Uso Estratégico de Patentes em Negócios com foco em informações tecnológicas Henry Suzuki Axonal Consultoria Tecnológica www.clevercaps.com.br Ministrante Henry Suzuki Sócio Diretor da Axonal Consultoria

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988...

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988... CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO VIII DOS ÍNDIOS Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL José, brasileiro, desempregado, domiciliado no Município ABC, capital do Estado X, chegou a um hospital municipal que não possui Centro de Tratamento Intensivo (CTI)

Leia mais

Por que somos contrários ao capital estrangeiro na atenção à saúde: Veta Presidenta Dilma!

Por que somos contrários ao capital estrangeiro na atenção à saúde: Veta Presidenta Dilma! Por que somos contrários ao capital estrangeiro na atenção à saúde: Veta Presidenta Dilma! As entidades do Movimento da Reforma Sanitária que subscrevem essa nota, entendendo a gravidade da situação da

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Nº 5301 -PGR-RG MANDADO DE SEGURANÇA Nº 30.585 IMPETRANTE : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS AMB : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES FEDERAIS DO BRASIL AJUFE : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

Abertura ao capital estrangeiro na oferta de serviços de saúde

Abertura ao capital estrangeiro na oferta de serviços de saúde Abertura ao capital estrangeiro na oferta de serviços de saúde Lenir Santos 1 O título destas breves notas é o do capítulo XII do Projeto de Lei de Conversão n. 18, de 2014, da Medida Provisória n. 656,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

Patentes e saúde: o impacto no acesso a medicamentos no Brasil

Patentes e saúde: o impacto no acesso a medicamentos no Brasil Seminário As patentes e o futuro da indústria nacional de fármacos Mesa II: Anuência prévia da ANVISA e proteção de dados de teste Patentes e saúde: o impacto no acesso a medicamentos no Brasil Marcela

Leia mais

Controle de Constitucionalidade. Desenvolvido por :

Controle de Constitucionalidade. Desenvolvido por : Controle de Constitucionalidade Desenvolvido por : Prof. Raul de Mello Franco Júnior e-mail: raul@mp.sp.gov.br Página: www.raul.pro.br Versão para Impressão www.tonirogerio.com.br Conceito Controlar a

Leia mais

Resolução 158/Reitoria/Univates Lajeado, 23 de novembro de 2011

Resolução 158/Reitoria/Univates Lajeado, 23 de novembro de 2011 Resolução 158/Reitoria/Univates Lajeado, 23 de novembro de 2011 Estabelece a Política Institucional de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia do Centro Universitário UNIVATES O Reitor do

Leia mais

REGULAMENTO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA. Preâmbulo

REGULAMENTO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA. Preâmbulo REGULAMENTO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA Preâmbulo Tendo em conta que a UFP: É titulada pela Fundação Ensino e Cultura Fernando Pessoa, sua entidade Instituidora e a quem

Leia mais