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5 EDIÇÃO 33 Junho de Palavra Deles 08 Vera Silveira em DoisToques 10 Satélite 12 Via Brasília 14 Coluna Ivan Lopes da Silva POLÍTICA 16 INÍCIO DA CAMPANHA FICHADOS FORA DO PLEITO 19 INDEFINIÇÃO SOBRE PROPAGANDA 20 DESCOMPROMISSOS DOS PRESIDENCIÁVEIS 22 FINANCIADOR DE CAMPANHA 23 CONFUSÃO NA PROPAGANDA CAPA 26 ELEIÇÕES 2010 : ESCOLHA BEM SEU CANDIDATO 28 Quando votar nulo, em branco ou na legenda 30 Renovar 60% do Congresso Índice ESPECIAL 32 ELEIÇÃO 2010 NA WEB 34 CAMPANHA NA INTERNET 35 MAIS ELEITORES NA REDE 38 POLÍTICA EM 140 TOQUES 40 CUSTO/BENEFÍCIO 42 Servidores da Câmara e do Senado 44 POLÍTICA DO CAOS 48 MANEJO DO LIXO NO BRASIL 50 Brasil recicla apenas 13% do que é jogado fora 51 Morro do Bumba: triste símbolo do problema do lixo SANTA CATARINA 52 Governador Leonel Pavan é multado por propaganda antecipada 53 TRE mantém cassação de vereador de Caçador COLUNAS 54 Gente 56 Vida & Saúde 58 De tudo um pouco, por Meg Gonzaga Editorial Você já sabe em quem votar nas eleições do próximo dia 3 de outubro. Há opções para todos os gostos entre os partidos dos 27 estados brasileiros na disputa pelos cargos de presidente, senador, deputado federal, estadual e governador nas eleições deste ano. Além de todos estes, há mais duas opções de voto: o nulo e o branco. Com tanta gente na jogada, dá para saber o melhor para cada cargo? Para responder esta e outras perguntas, a edição de julho da Revista Exxtra traz reportagem especial sobre o assunto, com destaque para os opções de voto branco e nulo e os truques dos candidatos para induzir o voto de cada brasileiro. Veja todos os detalhes do processo eleitoral 2010 nas páginas de sua Revista Exxtra. Ivan Lopes da Silva Diretor Geral Diretor Geral: IVAN LOPES DA SILVA Editora: VERA SILVA SILVEIRA Coordenação de Redação: SOLEDAD URRUTIA DE SOUSA Administração e Comercial : KARINA RAMOS Assinatura: LUCIANE JUNQUEIRA - Circulação: PATRÍCIA JUNQUEIRA Endereço: Crispim Mira 124, Centro - Florianópolis - Santa Catarina - CEP Fone: EXXTRA Julho, Exxtra é uma publicação da Editora Exxtra Com Dois Xis e Multimídia Ltda. A revista não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados. Distribuição dirigida e comercial.

6 Palavra deles Ela (Dilma) optou por não nos ajudar no projeto de SC e eu respeito a decisão. Angela Amin candidata ao Governo do Estado pelo PP. Estou aguardando os acontecimentos. Não quero me manifestar neste momento, mas não posso deixar de reconhecer que a senadora Ideli Salvatti está sendo uma grande madrinha de Florianópolis nestes últimos tempos. Prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB). O mote da nossa campanha não é contra ninguém, mas a favor de Santa Catarina. Deputado federal Cláudio Vignatti, candidato ao Senado pelo PT. "O presidente Lula quando assumiu em 2003 os repasses aos municípios eram de 13%. Hoje são de 19%. Os prefeitos reconhecem e querem a continuidade". Prefeito de Joinville Carlito Merss (PT). Julho, 2010 EXXTRA

7 Fiquei com pena. Estava bem encaminhada minha candidatura a deputado federal. Mas o partido achou melhor colocar meu nome como vice na chapa de Angela Amin visando à unificação". Manoel Maneca Dias (PDT), candidato a vicegovernador na chapa de Angela Amin (PP). Quem tem na bancada um deputado como Marcos Vieira não pode reclamar da oposição. Governador Leonel Pavan (PSDB). Não faço parte do pacote negociado (tríplice aliança). Eduardo Moreira abandonou as bases e nos deixou a ver navios. Deputado federal João Matos, presidente interino do PMDB. "Precisamos do primeiro voto do PSDB e do segundo voto dos aliados para que eu possa estar em Brasília com José Serra, ajudando aos prefeitos e vereadores de Santa Catarina". Deputado federal Paulo Bauer, candidato ao Senado pelo PSDB. A Ideli (Salvatti PT) começa a mostrar que está candidata ao governo apenas para ser cabo eleitoral da Dilma. Isso é um desrespeito ao eleitor catarinense". Deputado estadual Kennedy Nunes (PP). A fórmula que deu certo no Brasil, com o presidente Lula e o vice Alencar, vai dar certo também em Santa Catarina, Estado, que é referência nacional. Senadora Ideli Salvatti, candidata ao Governo doe Estado pelo PT. EXXTRA Julho, 2010

8 Vera Silveira em Dois Toques Sem grandes avanços A desigualdade de gênero nas instâncias de poder é um problema internacional. Em 1995 foi realizada em Pequim a IV Conferência Mundial da Mulher, um verdadeiro marco no avanço dos direitos femininos. Mas muitas das recomendações feitas às delegações oficiais dos países participantes não foram implementadas. As propostas legislativas que visavam a garantir o direito das mulheres ao patrimônio, à saúde e à liberdade sexual não se concretizaram em sua plenitude. Com a população feminina sub-representada nas áreas de comando e compondo apenas 20% dos legisladores em todo o mundo, segundo dados da ONU, estamos muito distantes das metas fixadas em Pequim. Nesse compasso, serão ainda necessárias muitas décadas para haver paridade de gênero nos cargos políticos de relevância. Será que o noticiário dos últimos meses envolvendo barbaridades contra as mulheres, não tem um pouco desta falta de representação nas esferas do poder? Mulher A minha mãe nasceu em Neste mesmo ano, com a aprovação do Estatuto da Mulher Casada, algumas liberdades fundamentais foram conferidas às mulheres, como o direito de viajar sem autorização do marido ou de gerenciar seus bens patrimoniais. Mais tarde, a Lei do Divórcio (1976) possibilitou que casamentos fracassados pudessem ser oficialmente desfeitos, permitindo a dissolução do vínculo matrimonial, que, enfim, deixou de ser para sempre. A mesma lei igualou os direitos dos filhos, independentemente da situação dos pais. Esses passos aparentemente elementares, no entanto, resultaram de muito esforço de persuasão das militantes feministas. A verdadeira emancipação feminina só ocorreu com a Constituição de 1988, que equiparou homens e mulheres em direitos e obrigações. Em que pesem os avanços legais, convivemos ainda com os resquícios culturais dessa antiga situação de subalternidade. Elas - Mulheres já foram eleitas presidente ou primeira-ministra na Índia, Alemanha, Noruega, Inglaterra, Argentina e no Chile, para citar alguns exemplos, mas uma andorinha só não faz verão. A emancipação efetiva só será realidade quando atingir todas as mulheres, em todas as classes sociais. Enquanto houver violência doméstica, discriminação no trabalho fora do lar e abusos sexuais, nenhuma sociedade poderá dizer que a igualdade de gênero foi alcançada. Por isso, fortalecer e proteger a população feminina deve ser um projeto de governo. 08 Julho, 2010 EXXTRA

9 Vera Silveira em Dois Toques EXEMPLO Um exemplo de divisão justa do poder foi adotado por Michelle Bachelet (FOTO), no Chile, e por José Luiz Zapatero, na Espanha, que decidiram nomear um Ministério paritário (metade homens e metade mulheres). Essa medida, na esfera do Poder Executivo, é fundamental para promover o respeito a uma parcela da população até hoje subjugada e menosprezada pelos padrões patriarcais. Se as mulheres não estiverem no poder, suas reivindicações não serão concretizadas e os projetos que as beneficiam estarão fadados ao esquecimento. Milagre - A ressurreição, após a morte anunciada, da tríplice aliança PMDB, PSDB e DEM em torno de um repeteco de projeto político, surgiu mais com cara de feitiçaria do que milagre, propriamente dito. E, como diz a fábula popular, o feitiço pode virar contra o feiticeiro, parece que não deu outra. No entanto, quando se fala em feitiçaria política em Santa Catarina, não sei baseado em quê, mas lembrase logo do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (foto). Faxina - É durante uma eleição democrática que o cidadão eleitor exerce o direito de participar de uma faxina geral na política. Tucano - O tucano-mor, governador Leonel Pavan não esconde o sentimento encrenqueiro. Em pleno encerramento da convenção do PSDB (de coração partido, como revelaram alguns de seus amigos), conclamou para que o partido se empenhasse nas candidaturas tucanas a deputado federal, estadual e, para senador, Paulo Bauer. Enquanto isso, talvez por um lapso de memória, esqueceu de mencionar Raimundo Colombo e o outro postulante ao Senado, Luiz Henrique. De olho na ficha - Pelo que se tem notado, mesmo com uma lei aprovada com a pressão das ruas, para expurgar os sujos destas eleições, poucos foram alcançados pela Ficha Limpa. Mas já é um bom começo. Um passo importante que deve ser dado pelo eleitor é observar com atenção a ficha de cada candidato. EXXTRA Julho,

10 Satélite Região Sul supera Sudeste com menor número de pobres, diz Ipea De 1995 a 2008, a pobreza caiu proporcionalmente mais na região Sul, que, apesar de registrar o menor crescimento médio per capita do PIB nesse período, passou a ocupar o lugar do Sudeste como a região brasileira com o mais baixo percentual de pobres. As conclusões são de estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada), realizado a partir de dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE. No Sul, o total de pobres (renda até meio salário mínimo per capita) correspondia a 34% da população em O percentual caiu para 18% em Já no Sudeste, passou de 29,9% para 19,5%. Curiosamente, a região Sul foi a com menor crescimento médio do PIB per capita de 1995 a 2008: 2,3%, abaixo dos 3,1% da média nacional. "O crescimento econômico é necessário, embora não seja suficiente", disse Marcio Pochmann (foto), presidente do Ipea. Segundo ele, o Sul tem uma estrutura industrial forte, que irradia seu crescimento para o setor de serviços --o que não ocorre, por exemplo, com o Centro- Oeste, onde ocorreu a maior expansão per capita do PIB (5,3%). No Centro-Oeste, a pobreza baixou de 42,4% para 37%. Lá, diz, o efeito do agronegócio, que assegura o crescimento, não se espalha com tanta força para outros setores. Na média do país, a proporção de pobres era de 28,8% em 2008, abaixo dos 43,4% de Segundo o Ipea, os Estados com as menores taxas de pobreza eram Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. As mais altas foram registradas Piauí, Maranhão e Alagoas. TSE lança site sobre história da urna eletrônica Entrou no ar o hotsite "Urna Eletrônica", desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o intuito de esclarecer as dúvidas mais frequentes dos eleitores sobre o sistema eletrônico de votação adotado no País, considerado o mais seguro do mundo. A página pode ser acessada por meio de link disponível no Portal do Tribunal, ou diretamente no endereço Valendo-se de linguagem bastante acessível, o novo site pretende aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral dos cidadãos, oferecendo aos eleitores todas as informações sobre a história do sistema eletrônico de votação e as peculiaridades da urna que será usada nas eleições gerais de Onze governadores fora do cargo De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concorrerão a vagas no Senado nas eleições de 2010 onze candidatos que até o começo do ano governavam seus estados. Eleitos em 2006, eles deixaram seus cargos para tentar ocupar uma cadeira no Senado. São eles: Eduardo Braga (AM), Waldez Goes (AP), Aécio Neves (MG), Blairo Maggi (MT), Wellington Dias (PI), Vilma Faria (RN), Ivo Cassol (RO), Roberto Requião (PR) e o catarinense Luiz Henrique da Silveira (foto). Também eleitos governadores em 2006, concorrerão ao Senado Cássio Cunha Lima (PB) e Marcelo Miranda (TO). Eles tiveram seus diplomas cassados pelo TSE e deixaram os mandatos antes de completá-los. Em 3 de outubro haverá eleições para 54 das 81 vagas no Senado, o que representa dois terços da Casa. Dos atuais senadores, 31 deles buscam a reeleição. 10 Julho, 2010 EXXTRA

11 Satélite Comissão de Defesa do Consumidor aprova pagamento de contas em qualquer banco A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga os estabelecimentos bancários a receberem o pagamento de contas de água, luz, telefone, conexão à internet e TV por assinatura, além de impostos, multas ou quaisquer cobranças oriundas do Poder Público. A regra só valerá quando existir contrato de prestação de serviço entre o banco cobrador e o órgão público. A medida está prevista no substitutivo apresentado pelo deputado (foto) Luiz Bittencourt (PDMB-GO) ao Projeto de Lei 3559/08, do deputado federal Arnon Bezerra (PTB-CE). O projeto original previa o pagamento em qualquer banco, mesmo sem haver contrato de prestação de serviço. Bittencourt afirmou, no entanto, que a proposta não teria efeitos práticos sem essa exigência. CURIOSIDADE A população eleitoral catarinense somava , em 2006, e na contagem apresentada pelo TSE no último dia 15 de julho apresenta , ou seja, uma elevação de 8,9%.No entanto, o percentual do estado dentro do eleitorado nacional permanece 3,3% Ex-presidente do PV é multado por propaganda negativa no Twitter O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina decidiu, por maioria de votos, reformar decisão monocrática para condenar o ex-presidente do diretório estadual do Partido Verde (PV), Gerson Basso, ao pagamento de multa de R$ 5 mil por entender que ele realizou uma propaganda antecipada negativa no Twitter. Da decisão, registrada no Acórdão nº , cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Basso foi acusado pelo Partido Progressista (PP) de ter cometido propaganda negativa contra a pré-candidata da sigla ao governo, deputada federal Angela Amin, com a seguinte postagem no Twitter: "O site congresso em foco [sic] divulga Angela Amin, Décio Lima e Nelson Goetten COMO FICHAS SUJAS". Cresce nível de escolaridade do eleitorado catarinense Os eleitores que elegerão seus representantes nos 293 municípios catarinenses em 2010 possuem níveis de escolarização melhores em relação às últimas eleições gerais, que aconteceram em Conforme as estatísticas dos eleitores apresentadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, atualmente há uma quantidade expressivamente maior de cidadãos aptos a votar que possuem ensino médio e superior do que há quatro anos. Isso porque muitos dos atuais eleitores não possuíam diplomas em 2006, e também em decorrência de um incremento nas transferências de domicílio eleitoral, seja entre as cidades catarinenses, ou quanto à recepção de pessoas de outros estados que buscaram residir em Santa Catarina. A porcentagem de eleitores que se declaravam analfabetos em 2006 era de 2,21%, hoje é de 1,99%, denotando uma redução, principalmente, quando comparada ao crescimento do número de votantes no Estado. EXXTRA Julho,

12 Via Brasília Senado terá 54 vagas em disputa Estarão em disputa nas eleições de 3 de outubro dois terços das vagas do Senado, sendo que 27 senadores terão mais quatro anos de mandato porque foram eleitos em Destes, alguns disputarão outros cargos eletivos. Dos outros 54 senadores, 31 vão concorrer à reeleição - um deles como suplente -, 13 disputarão outros cargos e dez não participarão do pleito Entre os que estão terminando seus mandatos, devem concorrer a outros cargos os seguintes senadores: Almeida Lima (PMDB-SE), Adelmir Santana (DEM-DF), Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Sérgio Guerra (PSDB-PE), tentarão vaga na Câmara dos Deputados; Aloizio Mercadante (PT-SP), Hélio Costa (PMDB-MG); Ideli Salvatti (PT-SC) e Osmar Dias (PDT-PR) disputarão o governo de seus estados; Flávio Arns (PSDB-PR) é candidato a vicegovernador do Paraná; Marina Silva (PV-AC) é candidata a presidente da República; Patrícia Saboya (PDT-CE) e José Nery (PSOL-PA) são candidatos a deputados estaduais. Desistiram de disputar a reeleição e não tentarão outros cargos os senadores Augusto Botelho (PT-RR); Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC); Gerson Camata (PMDB-ES); João Tenório (PSDB-AL); Mauro Fecury (PMDB- MA); Neuto do Conto (PMDB-SC); Régis Fichtner (PMDB-RJ); Sérgio Zambiasi (PTB-RS); Serys Slhessarenko (PT-MT); e Valter Pereira (PMDB-MS). O senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), vai compor, como suplente, a chapa de seu partido que disputará uma das vagas pela Bahia no Senado. O Senado tem atualmente 14 partidos representados. São 18 senadores do PMDB; 14 do PSDB; 14 do DEM; nove do PT; sete do PTB; seis do PDT; quatro do PR; dois do PSB; dois do PRB; já PCdoB, PP, PSC, PSOL e PV têm um senador cada. Emenda que acelera o divórcio As novas regras que aceleram o processo de divórcio, aprovadas pelo Senado começaram a valer no mês de julho. Em sessão do Congresso, os parlamentares promulgaram a chamada PEC do Divórcio. Ao se separar hoje, um casal é obrigado a esperar dois anos para conseguir o divórcio. Com a emenda é possível formalizar a separação logo, liberando imediatamente o casal para se casar novamente. Além de eliminar o tempo de espera para a confirmação da separação, a mudança simplificará o processo de divórcio, reduzindo gastos com advogado e custas judiciais. A emenda reduz a burocracia, suprimindo do processo o requisito de separação judicial prévia. De acordo com as regras anteriores, um casal que se separava era obrigado a esperar, pelo menos, um ano de separação judicial ou dois anos da separação de fato até conseguir o divórcio e somente com o processo finalizado era possível casar-se novamente. As novas regras vão facilitar a tramitação de processos como a guarda de filhos. Segundo o relator da proposta no Senado, senador (foto) Demóstenes Torres (DEM- GO), a emenda elimina tempo e processos judiciais, reduzindo também gastos com advogados e outros custos. A previsão é de um abatimento de 50% dos custos judiciais.

13 Eleitorado de 2010 no país é 7,8% maior que o da eleição geral de 2006 De acordo com números registrados até 14 de julho, Santa Catarina terá pessoas aptas a votar. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, no mês de julho, os números oficiais do eleitorado das Eleições 2010, que mostram que eleitores estarão aptos a votar neste ano, um aumento de 7,8% em relação aos cerca de 125 milhões em 2006, ano das últimas eleições gerais. Desse total de 2010, haverá eleitores que votarão no exterior, apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República. De acordo com números registrados até 14 de julho, Santa Catarina terá pessoas aptas a votar, um crescimento de 8,9% em comparação aos eleitores de No entanto, o percentual do estado dentro do eleitorado nacional permanece 3,3%. Em SC, haverá eleitoras (51%) e eleitores (49%), além de seis pessoas que não informaram o gênero. Em 2006, as mulheres representaram 50,7% do eleitorado catarinense, enquanto os homens foram 49,3%. Desconto em folha para pagamento de aluguel A Câmara analista o Projeto de Lei 7266/10, do deputado federal Eliene Lima (foto), que permite o débito, em folha de pagamento, do valor de aluguel residencial. A proposta cria a possibilidade ao inserir dispositivos na Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei 5.452/43) para facilitar a assinatura de contratos de aluguel sem fiador. A proposta limita o débito em folha para pagamento de aluguel residencial em 25% da remuneração líquida (remuneração total menos contribuição previdenciária e imposto de renda na fonte). O desconto pode ser suspenso a qualquer tempo, mas a empresa e o locador devem ser informados com 30 dias de antecedência. É vedada a cobrança de taxas pela empresa para efetuar o desconto. Dispensa do fiador "Uma das maiores dificuldades para a assinatura de um contrato de aluguel reside na oferta de garantias ao locador. O débito em folha representaria uma segurança para o empregado, que poderá dispensar a figura do fiador, exigida na quase totalidade dos contratos de locação firmados no País", assinala o deputado. "Além disso, o projeto, se aprovado, poderá dar um grande impulso ao mercado imobiliário. Os valores dos aluguéis seriam consideravelmente reduzidos a curto e médio prazos, com a entrada no mercado de milhares de imóveis que, hoje, permanecem fechados por opção do proprietário", afirmou Eliene Lima.

14 Ivan Lopes da Silva A campanha na internet Alguns candidatos e partidos ainda não se deram conta que a internet será a principal ferramenta de campanha destas eleições. O Tribunal Superior Eleitoral já incluiu a propaganda na internet na hora de definir o que será permitido ou não no período eleitoral. Em tese a busca por votos iniciou no dia 6 deste mês, mas, na prática continua estagnada. Twitter Serviços como o Twitter aproximam, de certa forma, os eleitores de seus candidatos. Isso porque muitas vezes o candidato dispõe de alguns minutos em sua agenda para responder a mensagens enviadas por eleitoresseguidores. As trocas de farpas e acusações também aparecem com frequência. Em Santa Catarina o governador Leonel Pavan (PSDB) - FOTO-, tem usado o miniblog, nos últimos dias, para desferir sua contrariedade política, ao ser excluído pelo seu próprio partido para disputar a reeleição. Não engole a tríplice aliança. "Renovação" A eleição deste ano está mostrando um discurso irreal quando se confere na prática o que se exerce nos partidos. A palavra renovação é de fácil expressão, mas difícil de empregar. Basta ver as nominatas registradas - para todos os cargos, para compreender que de novidade, os partidos apresentam só alguns nomes inscritos para fazer número. 14 Julho, 2010 EXXTRA On-line Até o dia 3 de outubro de 2010, data do pleito, a internet terá papel crucial para candidatos e eleitores. Twitter, blogs, Orkut e Facebook são ferramentas da chamada era 2.0 da web e já são usadas massiçamente pelos candidatos. Cada candidato se mobiliza na web, alguns há mais tempo e com mais desenvoltura, outros ainda engatinham nesse novo espaço de luta política partidária. JOVENS A gente tem que parar de confundir renovação com troca de nome. Se você troca de nome e as práticas continuam as mesmas, você não tem renovação. Mesmo que entre outro, porém, se continuar fazendo a mesma coisa, você praticamente não mudou. Além da falta de renovação, também, chama a atenção o desinteresse dos mais jovens por política. Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que em 2008 pouco mais de 12 mil, dos quase 180 mil candidatos a prefeito, vice-prefeito ou vereador, nas eleições municipais tinham menos de 25 anos.

15 Veja também as colunas diárias no site: Pesquisas A importância da divulgação de pesquisas no processo eleitoral é inquestionável, tanto para os partidos e candidatos, como para o eleitor em geral. Queiram ou não elas costumam influenciar o eleitorado. Com isso, a manipulação de índices também é recorrente, principalmente, nas últimas semanas de campanha. Ainda sobre pesquisas Na eleição 1985 era proibido divulgar pesquisas eleitorais nos 15 dias que antecediam a votação. Fernando Henrique Cardoso e Jânio Quadros disputavam a Prefeitura de São Paulo e os resultados de pesquisas realizadas pelos institutos Gallup e Datafolha, que apontavam empate técnico entre os dois candidatos, vazaram para a imprensa e foram publicados nas capas dos principais jornais paulistas. Foi um fiasco e aconteceu a maior "barriga" do jornalismo brasileiro. A divulgação tinha como objetivo, segundo analistas políticos, favorecer Fernando Henrique Cardoso, mas foi Jânio Quadros quem ganhou aquela eleição. Nesse episódio chegou-se à conclusão de que a pesquisa foi utilizada para influenciar o chamado voto útil, e, desde então, os levantamentos sobre as intenções de voto deixaram de ser vistos apenas como apoio de estratégia de marketing e passaram a ter um papel próprio e específico dentro das campanhas. Tucanos - A consumação, de direito, fez ressuscitar a tríplice aliança DEM, PMDB e PSDB. Porém, na prática, além das alquimias e bruxarias do exgovernador Luiz Henrique (PMDB), será necessário um profissional para adestrar feras, se é que o verbo cabe para ser empregado a tucanos. No reino animal, sua plumagem é vistosa e muito variada, de acordo com a espécie. No entanto, quando é lembrado como símbolo do PSDB, fica mais parecido com outra espécie da fauna brasileira: uma arara. FATO DA HISTÓRIA Durante grande parte da História do País, as mulheres não tiveram direitos civis nem cidadania plena. A elas eram negados os mais elementares direitos políticos, como votar e ser votadas. Só em 1932, no governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito ao voto, depois de muita luta do movimento sufragista. Mesmo assim, apenas mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria votavam. Angela vence - Não sou eu que estou dizendo. Está lá, para quem quiser conferir, na pesquisa Ibope/RBS divulgada no mês de junho. Angela Amin, candidata do PP ao Governo do Estado, está com 37% da preferência do eleitorado. Já os demais candidatos, somados os números, ficam atrás da candidata progressista. Vejam: Raimundo Colombo (DEM) cravou 20%, seguido por Ideli Salvatti (PT), marcando 13%; enquanto Gilmar Salgado (PSTU) desvirginou-se com 1%; e os demais nanicos Rogério Novaes (PV) e Valmir Martins (PSOL) rodaram com zero bem redondinho. Portanto, duas vezes 0 = 34. Resultado: = 3. Para entender melhor - É considerado voto branco quando o eleitor manifesta sua vontade de não votar em nenhum candidato ou partido político, apertando a tecla BRANCO na urna eletrônica. O voto branco, assim como o voto nulo, é apenas registrado para fins de estatísticas. Antes da Lei 9.504/ 97, o voto branco era considerado válido. Desde então não é mais. EXXTRA Julho,

16 política Propaganda eleitoral iniciou no dia seis de julho INÍCIO DE CAMPANHA ANHA 2010 Desde o dia 6 de julho os aspirantes aos cargos eletivos na eleição de outubro deste ano fazem o registro da propaganda eleitoral, dentro dos limites previstos na Resolução do TSE. As regras valem, inclusive, para o período de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que começa no dia 17 de agosto e termina no dia 30 de setembro. Os partidos políticos e as coligações, por exemplo, podem inscrever, na fachada de suas sedes e dependências, os nomes de seus candidatos, sem licença de qualquer autoridade pública ou pagamento de contribuição. Também poderão instalar, até a véspera das eleições, das 8h até as 22h, alto-falantes ou amplificadores de som em suas sedes ou em veículos. Esses alto-falantes deverão manter distância de 200 metros das sedes dos poderes Executivo e Legislativo da União, Estados, Distrito Federal e municípios, além de órgãos judiciais, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros quando em funcionamento. Até a véspera das eleições poderá ser distribuído material gráfico além da realização de caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos. Na realização de comícios, poderá ser utilizada aparelhagem de som e trio elétrico. No entanto, é proibida a realização de showmícios para a promoção de candidatos e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar a reunião eleitoral. Essa proibição se estende aos candidatos profissionais da classe artística. Outras vedações Durante a campanha eleitoral, a legislação proíbe a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. 16 Julho, 2010 EXXTRA

17 Todo material impresso de campanha eleitoral deverá conter o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do responsável pela confecção, bem como de quem a contratou, e a respectiva tiragem. FIQUE ATENTO Também é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza - inclusive pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes e faixas - nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, e nos de uso comum, como postes de iluminação pública e sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos. Para fins eleitorais, bens de uso comum são aqueles a que a população em geral tem acesso, como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios, ainda que de propriedade privada. Quem desrespeitar a norma será notificado para remover a propaganda e restaurar o bem, sob pena de multa que varia entre R$ 2 mil a R$ 8 mil. Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, e também em muros, cercas e tapumes divisórios, não é permitida a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza. É permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. Em bens particulares, a veiculação de propaganda eleitoral poderá ser feita por meio da fixação de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições, desde que não excedam a quatro metros quadrados e não contrariem a legislação eleitoral. Esse tipo de propaganda deve ser gratuita e espontânea. Acima de quatro metros quadrados, a propaganda é considerada outdoor, o que é vedado pela legislação. Todo material impresso de campanha eleitoral deverá conter o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do responsável pela confecção, bem como de quem a contratou, e a respectiva tiragem. No entanto, é vedada a propaganda de guerra, de processos violentos para subverter o regime, a ordem política e social, ou de preconceitos de raça ou de classes; que provoque animosidade entre as Forças Armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e as instituições civis; de incitamento de atentado contra pessoa ou bens; de instigação à desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública; que implique oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer natureza; que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; por meio de impressos ou de objeto que pessoa inexperiente possa confundir com moeda; que prejudique a higiene e a estética urbana; que caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa, bem como atingir órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública e que desrespeite os símbolos nacionais. A penalidade para quem não observar a regra incluindo veículo de divulgação, partidos, coligações e candidatos beneficiados é de multa entre R$ 1 mil a R$ 10 mil, ou o equivalente ao da divulgação da propaganda paga, se este for maior. A divulgação de opinião favorável a candidato, partido político ou coligação pela imprensa escrita, desde que não seja matéria paga, não será vedada, mas os abusos e os excessos, assim como as demais formas de uso indevido do meio de comunicação, serão apurados e punidos. Ainda de acordo com a resolução, o candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à sua campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito para sua propaganda, no rádio e na televisão. EXXTRA Julho,

18 política FICHADOS FORA DO PLEITO Deputado federal de Santa Catarina, João Pizzolatti caiu no Filha Limpa STF nega liminar a políticos que tentavam escapar da ficha limpa: um é catarinense. Ovice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, negou no dia 2 de julho três pedidos de liminar para suspender a Lei da Ficha Limpa. As medidas foram apresentadas pelo deputado federal de Santa Catarina João Pizzolatti, do PP, pelo ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e o exvice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho e pelo candidato a vereador paranaense Juarez Firmino de Souza Oliveira. A Lei da ficha limpa veta a candidatura de políticos condenados crimes eleitorais por um colegiado de juízes. A norma foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 4 de junho. Também ficam inelegíveis aqueles que renunciaram para escapar da cassação e os cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades nas eleições de Ayres Britto está no exercício da presidência da Suprema Corte e negou os pedidos alegando que não poderia suspender individualmente 18 Julho, 2010 EXXTRA uma decisão tomada por um colegiado de juízes. O ministro afirma que não está totalmente convencido da possibilidade de concessão do efeito suspensivo por decisão monocrática, ao analisar uma decisão de colegiado. Se não é qualquer condenação judicial que torna um cidadão inelegível, mas unicamente aquela decretada por um órgão colegiado, apenas o órgão igualmente colegiado do tribunal ad quem [instância superior] é que pode suspender a inelegibilidade, argumenta Ayres Britto em seu despacho. A negativa de Britto aos pedidos de suspensão da lei da Ficha Limpa ocorre depois de colegas ministro Dias Toffoli e ministro Gilmar Mendes de Ayres Britto terem concedido duas sentenças favoráveis a políticos atingidos pela norma, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e a deputada estadual de Goiás, Isaura Lemos (PDT). Casos Ao negar o pedido do deputado federal catarinense João Pizzolatti (PP), Ayres Britto alegou que o parlamentar, condenado por improbidade administrativa, não foi penalizado pelo exercício de seu mandato, mas por ser sócio de uma empresa que teve um contrato com a Prefeitura de Pomerode (SC) considerado irregular pela Justiça. O mesmo argumento foi utilizado por Britto no caso do exprefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e do ex-viceprefeito Sued Kennedy Parrela Botelho, condenados pela Justiça Eleitoral de Minas. Já para Juarez Firmino de Souza Oliveira, condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Ayres Britto afirmou que o Supremo não poderia suspender um recurso da Justiça Eleitoral. Oliveira teve suas contas de campanha para vereador de 2008 rejeitadas pelo Juízo Eleitoral da 66ª Zona de Maringá (PR). O TRE do estado extinguiu o recurso apresentado pelo candidato, que recorreu ao STF para garantir efeito suspensivo a recurso especial eleitoral contra a decisão do TRE, evitando a inelegibilidade.

19 INDEFINIÇÃO SOBRE PROPAGANDA TSE limitou participação de presidenciáveis em propaganda regional OTribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu no dia 1º de julho reavaliar em agosto, por causa do recesso do Judiciário, a definição tomada pelo plenário no dia 29 de junho, que vetou o uso de imagem e voz de presidenciáveis e militantes em programas eleitorais de partidos com coligações diferentes nas disputas nacional e regional. Na prática, a decisão causou controvérsias e dúvidas ao sugerir a limitação da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos candidatos à Presidência da República em campanhas de aliados considerados importantes nos estados. A matéria é extremamente complexa e o que nós temos que fazer é uma segunda reflexão sobre o tema aguardando o pronunciamento do tribunal sobre o assunto em agosto Presidente do TSE, ministro Ricardo LewandowskiO presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, admitiu que ocorreu uma confusão causada pela resposta do tribunal à consulta feita pelo PPS. Para ele, a revisão do assunto pode esperar, uma vez que a propaganda eleitoral no rádio e na televisão começa no dia 17 de agosto e vai até 30 de setembro. A matéria é extremamente complexa e o que nós temos que fazer Dúvida sobre Lula se pode ou não fazer propaganda eleitoral é uma segunda reflexão sobre o tema aguardando o pronunciamento do tribunal sobre o assunto em agosto, avaliou o presidente do TSE. A definição no dia 29 de junho deve causar desconforto para os comandos de campanha nos estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, o candidato ao governo pelo PV, Fernando Gabeira, tem aliança regional com o PSDB. Dessa forma, ele não poderá ter em sua propaganda eleitoral a participação da candidata à Presidência da República do próprio partido, Marina Silva, nem do candidato tucano, José Serra. O candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin, também não poderia ter a participação do candidato à Presidência do próprio partido, José Serra, pois no estado se coligou com o PHS, que lançou Oscar Silva na disputa para presidente. Os ministros do TSE começaram a analisar nesta quinta-feira consulta do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) que fazia perguntas semelhantes. Lewandowski pediu vista e propôs ainda congelar a publicação do resultado da decisão de terça-feira, até que outras consultas sobre o assunto sejam respondidas e o tema reexaminado. Sem a publicação, a orientação do TSE ainda não tem validade. Consulta A consulta foi apresentada pelo PPS que queria saber se, em tese, um candidato a governador, vicegovernador ou senador pode contar com a participação na propaganda eleitoral do estado de candidato à Presidência da República ou militante de partido, mesmo se as siglas forem rivais na disputa nacional. Além disso, a legenda perguntou se um partido que tenha coligação regional com determinado candidato ao Palácio do Planalto, mas que também lançou concorrente à Presidência, poderia ter imagem e voz dos dois nomes em sua propaganda na região. Relator da consulta, o corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, respondeu negativamente às questões. No julgamento de terça-feira, ele entendeu que a permissão contraria a lei eleitoral e poderia confundir o eleitor. EXXTRA Julho,

20 eleições DESCOMPROMISSOS DOS PRESIDENCIÁVEIS Confira à íntegra as diretrizes de governo apresentadas ao TSE pelos nove candidatos à Presidência. Cientista político diz que descuido com propostas mostra que a principal preocupação deles é mesmo ganhar a eleição. Candidata Dilma Rousseff Um candidato junta dois discursos e os encaminha à Justiça eleitoral como resumo de suas principais linhas de ação de governo. Sua principal adversária manda registrar uma proposta por equívoco, pede para trocar o documento e admite, por fim, que sequer leu o texto enviado. Na primeira vez em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu dos candidatos a presidente o registro de suas diretrizes de campanha, a falta de cuidado com as propostas chamou mais a atenção do que o próprio conteúdo das cartas de intenção. Para o cientista político Leonardo Barreto, a falta de compromisso dos presidenciáveis com o registro de suas ideias revela que a principal preocupação deles é com a própria eleição, e não com a melhoria das condições de vida da população. Muita gente acredita que os políticos buscam se eleger para executar projetos que eles constroem previamente. Mas isso é falso. O que acontece é que você cria projetos para ser eleito. O foco é sempre a eleição, nunca a política pública ou a administração, avalia o professor da Universidade de Brasília (UnB). Segundo Leonardo, as propostas serão definidas no andamento 20 Julho, 2010 EXXTRA Cientista político Leonardo Barreto do processo eleitoral, a partir das pesquisas qualitativas, aquelas que mostram quais são as áreas mais sensíveis do governo, que problemas ou ações de governo chamam mais a atenção do eleitor, quais questões têm maior demanda e o eleitor gostaria de ver resolvidas. Em vez de definirem o que consideram, de fato, prioritário, eles vão direcionar seus discursos atrás daquilo que rende voto, observa o cientista político. Hoje, Serra pega uma pesquisa sobre o governo Lula e vê que ele está sendo mal avaliado em segurança pública e saúde. Ele, então, vai apoiar seu discurso nesses dois pontos. Todos vão construindo de acordo com as pesquisas, porque a preocupação é sempre com a eleição, exemplifica. Na falta de propostas confiáveis, o eleitor tem de investigar o passado dos candidatos e a forma de atuação do partido, afirma Leonardo Barreto. O passado é a única coisa concreta que você tem. O resto é só intenção, afirma Leonardo Barreto. Mais importante que a carta de intenções é olhar para a história do partido, que tipo de linha vem desenvolvendo, comparar a linha dele com as demais, acrescenta. Comparações O cientista político acredita que as eleições presidenciais deste ano serão pautadas pela comparação entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, o que deixa a discussão sobre as propostas de um candidato e outro em segundo plano. Por mais que o Serra não queira, isso é uma realidade. Teve oito anos de governo Lula, oito de FHC. A maior parte dos eleitores vivenciou os dois momentos. Existe um convite para avaliação desses dois governos. Mais que acusações, existe uma comparação sensorial, o que as pessoas sentiram e se lembram do governo FHC e do governo Lula.

21 Candidato José Serra Candidata Marina Silva Na segunda-feira, dia 5 de julho, prazo final para o pedido de registro das candidaturas, o candidato do PSDB, José Serra, enviou dois discursos um feito em Brasília, e outro em Salvador como resumo de suas propostas. A coordenação da campanha de Serra promete apresentar na semana que vem as 40 diretrizes de seu programa de governo. No mesmo dia, a candidata do PT, Dilma Rousseff mandou trocar o documento que havia entregado horas antes. Alegou que a primeira versão se restringia às diretrizes do PT e não traduzia os anseios da coligação. Tirou pontos considerados polêmicos, como a taxação de grandes fortunas e a defesa da desapropriação para reforma agrária de qualquer propriedade que tenha sido invadida, para agradar aos aliados. Como as críticas não cessaram, disse ter enviado os documentos sem ler. Terceira colocada nas pesquisas, a candidata do PV, Marina Silva, apresentou as diretrizes para o programa de governo, que havia divulgado no dia da convenção do partido à Presidência. Assim como a maioria dos presidenciáveis, entregou um texto marcado pela superficialidade e com poucas ações concretas. Entre os demais candidatos à esquerda, o tom impresso foi de manifesto. O passado é a única coisa concreta que você tem. O resto é só intenção Leonardo Barreto Recall de políticos O professor da UnB Leonardo Barreto explica que a natureza do sistema representativo, pelo qual o eleitor escolhe seus representantes, dá grande liberdade de ação para os políticos eleitos. O cientista político defende a instituição de mecanismos de controle que garantam ao cidadão, inclusive, abreviar o mandato de seu representante quando ele muda radicalmente de postura ou abandona suas propostas iniciais. O cientista política cita como exemplo o instrumento do recall político, que existe nos Estados Unidos, a exemplo das trocas de peças que ocorrem com veículos que vêm com defeitos graves. Lá, a partir de determinado período, você pode chamar determinado político para destituí-lo, afirma. O ator Arnold Schwarzenegger, por exemplo, foi eleito em 2003 governador da Califórnia a partir de um processo de recall que destituiu do cargo Gray Davis. No ano passado, por iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou uma proposta de emenda à Constituição que institui o recall. De acordo com o texto, ainda em análise no Senado, até 2% dos eleitores poderão solicitar ao TSE a convocação de uma eleição para que a população diga se o eleito deve ou não permanecer no mandato. O referendo valeria para prefeitos, governadores e presidente da República. A obrigatoriedade de os candidatos a cargo no Executivo registrarem, a partir deste ano, suas propostas de campanha foi introduzida pela Lei /09, a chamada minirreforma eleitoral. A partir destas eleições, todos os candidatos a presidente da República e a governador de estado ou do Distrito Federal deverão entregar suas propostas no momento de pedir o registro da candidatura. A documentação ficará disponível no Sistema de Divulgação de Candidaturas, na página do TSE na internet. A exigência foi incluída na lei por emenda do deputado Octávio Leite (PSDB-RJ). Segundo o deputado, a intenção é exigir mais coerência entre as promessas de campanha e as realizações no exercício do mandato. EXXTRA Julho,

22 eleições FINANCIADOR DE CAMPANHA ANHA Doador deverá informar CPF ao partido que receber recurso por meio de cartão de crédito. Proposta apresentada pelo ministro Arnaldo Versiani para alteração de norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre doação por cartão de crédito para campanha eleitoral foi aprovada por unanimidade pelos ministros da Corte. Com a decisão, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) deve ser informado pelo doador diretamente ao partido no momento da doação, fato que retira a responsabilidade das administradoras de cartão de crédito em fornecer a identificação dos recursos com o CPF do doador. Em análise à Instrução 2206, o Plenário decidiu retirar a expressão com a identificação do CPF do doador contida no final do artigo 15, da Resolução , do TSE. Esta norma trata sobre a arrecadação de recursos financeiros de campanha eleitoral por cartão de crédito. A instrução previa a obrigatoriedade de administradora de cartão de crédito fornecer aos partidos políticos, candidatos e comitês a identificação dos recursos com o CPF. As administradoras alegavam que seria inviável prestar a informar a identificação por falta de condições operacionais, tendo em vista que precisariam criar outro elemento nessa transação financeira a fim de apresentar tal dado. Segundo o ministro Arnaldo Versiani, no estante da doação, que é feita pela internet, é apresentado esse campo próprio do CPF, então não há necessidade de as administradoras fornecerem aos partidos, candidatos e comitês o CPF porque esses dados já constarão do próprio recibo eleitoral. O ministro explicou que o preenchimento desse campo é obrigatório e o recibo eleitoral só é impresso com o fornecimento do CPF, portanto os partidos políticos, candidatos e comitês quando prestarem as suas contas aos tribunais eleitorais já prestarão as contas com a identificação do CPF. Dessa forma, agora, o doador no momento da doação informará diretamente no próprio site do partido o número de seu CPF e essa informação constará na impressão do recibo eleitoral. Em relação à nova redação, a disposição original do artigo 15 continha apenas o detalhamento de as doações recebidas serem identificadas com o CPF do doador. Assim, o tribunal resolveu alterar o dispositivo que passa a ter a seguinte redação: Art. 15. As operadoras de cartão de crédito, demais participantes do sistema de operações com cartão de crédito e instituições financeiras deverão informar aos candidatos, comitês financeiros e partidos políticos, antes do prazo final para entrega da Ministro Arnaldo Versiani prestação de contas de campanha, inclusive na hipótese de segundo turno, o detalhamento das doações recebidas. Regras A doação para campanha eleitoral por meio de cartão de crédito é uma novidade instituída pela Lei /09. As contribuições recebidas por cartões de crédito devem observar os mesmos requisitos das demais contribuições. As doações por meio do cartão de crédito poderão ser feitas até o dia da eleição - inclusive na hipótese de segundo turno. A resolução deixa claro que só podem utilizar esse sistema as pessoas físicas e que não podem ser usados cartões corporativos (de empresas ou órgãos da administração pública) ou emitidos no exterior. Outro ponto especificado no texto reafirma o limite de doação, que é de 10% dos rendimentos brutos recebidos pelo doador no ano anterior à eleição. Os partidos e candidatos devem emitir recibo eleitoral das doações, contendo o nome e o número de CPF do doador, entre outras informações. 22 Julho, 2010 EXXTRA

23 CONFUSÃO NA PROPAGANDA OTribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu no dia1º de julho reavaliar em agosto, por causa do recesso do Judiciário, a definição tomada pelo plenário no dia 29 de junho, que vetou o uso de imagem e voz de presidenciáveis e militantes em programas eleitorais de partidos com coligações diferentes nas disputas nacional e regional. Na prática, a decisão causou controvérsias e dúvidas ao sugerir a limitação da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos candidatos à Presidência da República em campanhas de aliados considerados importantes nos estados. O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, admitiu que ocorreu uma confusão causada pela resposta do tribunal à consulta feita pelo PPS. Para ele, a revisão do assunto pode esperar, uma vez que a propaganda eleitoral no Ministro Ricardo Lewandowski rádio e na televisão começa no dia 17 de agosto e vai até 30 de setembro. A matéria é extremamente complexa e o que nós temos que fazer é uma segunda reflexão sobre o tema aguardando o pronunciamento do tribunal sobre o assunto em agosto, avaliou o presidente do TSE. A definição tomada na última terça-feira (29) deve causar desconforto para os comandos de campanha nos estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, o candidato ao governo pelo PV, Fernando Gabeira, tem aliança regional com o PSDB. Dessa forma, ele não poderá ter em sua propaganda eleitoral a participação da candidata à Presidência da República do próprio partido, Marina Silva, nem do candidato tucano, José Serra. O candidato tucano ao governo paulista, Geraldo Alckmin, também não poderia ter a participação do candidato à Presidência do próprio partido, José Serra, pois no estado se coligou com o PHS, que lançou Oscar Silva na disputa para presidente. Os ministros do TSE começaram a analisar nesta quintafeira consulta do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) que fazia perguntas semelhantes. Lewandowski pediu vista e propôs ainda congelar a publicação do resultado da decisão de terça-feira, TSE limitou participação de presidenciáveis em propaganda regional. até que outras consultas sobre o assunto sejam respondidas e o tema reexaminado. Sem a publicação, a orientação do TSE ainda não tem validade. Consulta A consulta foi apresentada pelo PPS que queria saber se, em tese, um candidato a governador, vicegovernador ou senador pode contar com a participação na propaganda eleitoral do estado de candidato à Presidência da República ou militante de partido, mesmo se as siglas forem rivais na disputa nacional. Além disso, a legenda perguntou se um partido que tenha coligação regional com determinado candidato ao Palácio do Planalto, mas que também lançou concorrente à Presidência, poderia ter imagem e voz dos dois nomes em sua propaganda na região. Relator da consulta, o corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, respondeu negativamente às questões. No julgamento de terça-feira, ele entendeu que a permissão contraria a lei eleitoral e poderia confundir o eleitor. EXXTRA Julho,

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26 CAPA ELEIÇÕES 2010 : ESCOLH Há opções para todos os gostos entre os partidos dos 27 estados brasileiros na disputa pelos cargos de presidente, senador, deputado federal, estadual e governador nas eleições deste ano. Além de todos estes, há mais duas opções de voto: o nulo e o branco. Com tanta gente na jogada, dá para saber o melhor para cada cargo? Por onde começar? Esqueça horário político eleitoral. Não é por aí que você vai descobrir quem é cada uma daquelas figuras que estão tentando chegar em Brasília através do seu voto. Ali você só vai ter uma noção de quem fala bem, tem boa lábia e carisma. E isso conta Zero na hora de colocar a mão na massa. Não confie na TV. A TV é emoção, não é raciocínio. É assim nos telejornais, na novela e no horário eleitoral gratuito, que também usa truques de novela para emocionar o eleitor, recomenda o especialista em Marketing Político Antônio Eduardo Negrão, membro da ABCOP (Associação Brasileira de Consultoria Política). Tampouco leve tão a sério o Programa de Governo dos candidatos. Programas de Governo do partido não são uma fonte boa para avaliá-los porque eles não são contratos e, em geral, os políticos não têm o menor compromisso com eles. Programa de Governo é um documento obrigatório pela Legislação Eleitoral, e os partidos contratam profissionais para fazê-lo, junto com um profissional de marketing, e só tem um objetivo: falar o que as pesquisas qualitativas apontam e vencer a eleição, alerta Negrão. Há dois pontos básicos a serem avaliados, segundo os especialistas: 1. Diga-me com quem andas que te direi quem és ; 2. Conheça o seu passado. O principal no discurso de um político é verificar até que ponto aquilo que ele diz é condizente com aquilo que ele fez quando estava em um cargo público, explica o cientista político Cláudio Couto, professor do departamento de Política da PUC- SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Para saber do passado de um político, a melhor fonte é a imprensa, sites de organizações que fiscalizam o trabalho dos políticos, os sites dos partidos e os do próprio governo, que geralmente divulgam tudo sobre a vida dos parlamentares, como o site da Câmara, do Senado, do TSE. Fique de olho Prestar bem atenção em quem são as pessoas próximas ao candidato é essencial. Não só seus colegas de partido, mas seus amigos, investidores. No Julho, 2010 EXXTRA caso dos candidatos a presidente, tente adivinhar quem poderia formar o ministério dele. Se você não tem a menor idéia, é porque você não tem a menor idéia de quem seu cadidato é, diz Negrão. Esses dois quesitos valem para você avaliar tanto seu candidato à presidente, deputado, senador ou governador. A partir daí, para cada um há quesitos específicos. Em cada um dos casos, o primeiro passo é saber o papel de cada uma dessas figuras nacionais.

27 A BEM SEU CANDIDATO Especialista em Marketing Político, Antônio Eduardo Negrão. Atitudes suspeitas Todos os especialistas concordam: desconfie sempre dos políticos que dão respostas simples a questões complexas, e os que se colocam numa posião autosuficiente, como se independessem de partido. Se um candidato diz, por exemplo, que vai acabar com a fome, e não diz como, não dá para acreditar. Da mesma forma, se ele diz que vai acabar com os impostos. Sempre que um candidato diz que vai investir numa área, a primeira pergunta a se fazer é: e vai tirar recursos de onde?, diz o cientista político Rogério Schmidt, consultor da Tendências Constultoria. Então, desconfie de propostas genéricas, abstratas, que não especificam meios para serem implementadas. Fique atento também a candidatos que tentam se desvincular de seu próprio passado, com um discurso do tipo esqueçam o meu passado. Todo mundo erra. E daqueles cujas credenciais democráticas não sejam muito nítidas, ou seja: se mostram com um viés autoritário, sem muito respeito por questões como liberdade de opinião, religiosa, direitos individuais em geral. Além disso, não vá na conversa de quem fica o tempo todo apontando defeito em seus opositores e acusando-os de falta de vontade política. Em política, não basta querer. Fazer o eleitor acreditar nisso é vender ilusões, alerta Couto. Temas urgentes Todos os candidatos vão falar de Educação, Saúde, Segurança. Mas, fazendo entre os especialistas um levantamento geral sobre os temas mais importantes no momento atual, dentro dessas áreas, chegamos a alguns consensos. Os candidatos deveriam estar preocupados principalmente com: Reforma Previdência e Legislação Trabalhista Estes são temas obrigatórios para o próximo presidente, alerta Schmidt. O mundo hoje é cada vez mais integrado e os países competem por investimentos. O Brasil tem crescido menos do que poderia. O ponto a ser abordado pelos candidatos deve ser: o que pode ser feito para mudar isso e assegurar a viabilidade do Brasil enquanto país competitivo na Economia mundial? É aí é que entra as reformas nas leis e na constituição, para que os obstáculos sejam removidos, explica. Violência Todos os especialistas apontaram a questão da segurança como primordial. É urgente uma melhor organização das forças repressoras e uma melhor integração entre as polícias federais e o judiciário. Quando as forças são sectárias, isso facilita a corrupção dentro delas, diz Negrão. SEGUE>> EXXTRA Julho, 2010

28 CAPA Corrupção Dentro deste quesito, cada especialista apontou iniciativas cuja conseqüência seria a melhoria do sistema no sentido de não dar mais brecha para a corrupção. Couto, por exemplo, falou da pro-fissionalização do Estado brasileiro. Hoje, cada vez que muda um governo, temos algo próximo a 17 mil cargos que podem ser ocupados por indicações políticas, a despeito de qualquer coisa. É um número absurdo, que reflete o tipo de Estado que temos no Brasil: patrimonialista, capturado por interesses privados. Se queremos ter de fato um estado profissionalizado e eficiente, em que haja menos corrupção, é fundamental que nos profissionalizemos e que todos os cargos administrativos abaixo de Ministros, Secretários Executivos e Assessores sejam ocupados por funcionários de carreira, opina. Outra forma indireta de acabar com a corrupção seria o investindo na Educação básica, fundamental e média, segundo Negrão. O brasileiro tem um déficit de linguagem devido à má condição escolar que, se ele tiver boas condições financeiras, pode chegar até a fazer mestrado que continua com esse déficit. Até os docentes têm dificuldades fortíssimas de linguagem. E quando é assim, a pessoa não entende o discurso de um político, não consegue expressar o que quer nem para si própria, e não consegue entender o que se quer dele. Assim, não tem como cobrar, explica. Quando votar nulo, em branco ou na legenda Ao contrário do que muita gente pensa, votar nulo não é a mesma coisa de votar em branco. Por muito tempo, eles pareceram a mesma coisa porque, antes da urna eletrônica, muita gente votava nulo por não saber como preencher a cédula. Escreviam recadinhos para seus candidatos ou marcavam mais de um candidato. E o voto acabava sendo anulado, sem o eleitor querer. Agora, o nulo e o branco voltaram a ter os seus respectivos papéis originais. O voto em branco é o voto da apatia. Quem vota em branco está dizendo: eu não estou nem aí para estas eleições. Não gosto de política, sou alienado. Escolham por mim. Já o voto nulo é uma forma de protesto. Você está dizendo: não gosto destes candidatos, não me sinto representado por nenhum deles. Não só o significado de cada um é diferente, bem como o efeito. Existe, sim, a possibilidade do voto nulo resultar no cancelamento das eleições. Segundo o artigo 224 do Código Eleitoral que diz que se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do município nas eleições municipais, julgarse-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias. Apesar da Constituição Federal, no artigo. 77, definir que votos nulos e brancos não são computados - contrapondo-se assim à determinação do Código Eleitoral -, vai depender da decisão de um juiz se as eleições seriam válidas, segundo o TRE. O problema, no entanto, é que as novas eleições seriam feitas com os mesmos candidatos, o que acaba não fazendo sentido. Além disso, as novas eleições acarretariam um rombo nos cofres públicos, uma vez que custaria ao país R$ 20 bilhões, explica o juiz do TRE-SP (Tribunal Regional de São Paulo) José Joaquim dos Santos. Para alguns especialistas, o voto nulo é tido como um retrocesso democrático. Quem vota nulo está dizendo me comandem, porque eu não sei dirigir, vou sentar no banco de trás. Voto nulo é tiro no pé, diz Negrão. O cientista político Charles Pessanha, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também é contra votar nulo. Na época da ditadura, poderia até fazer sentido. Mas agora você tem todo o direito de votar num candidato e, se ele não for bom, você pode trocar o candidato nas próximas eleições. Todas as pessoas têm direito à representação. Todas as tendências têm direito à representação. Então, tudo quanto é grupo foi trazido para dentro do sistema político. A oferta de candidatos é muito grande. Não faz sentido votar nulo, diz. Jairo Nicolau, cientista político do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), também contesta o nulo: Não é possível que, entre os milhares de candidatos que existem, não se encontre algum que possa ser digno de voto. Julho, 2010 EXXTRA

29 A Campanha da MTV Ovos e Tomates, feita na campanha de 2006, foi confundida por alguns como uma ode ao voto nulo. Mas, segundo Zico Góes, diretor de programação da emissora e um dos autores da campanha, foram mal interpretados. Somos contra o político nulo e contra o eleitor nulo, argumenta. Ele descreve o político nulo como aquele que não tem compromisso com a legalidade. E o eleitor nulo é quem não tem interesse pela política, tolera as ilegalidades que acontecem como se fosse normal. É também quem se deixa enganar ou vota de acordo com interesses pessoais. Somos a favor do voto indignado, conclui. Além do nulo e do branco, você pode ser daqueles que não vota em pessoas, mas em ideologias. Neste caso, a sua praia é o voto de legenda, ou seja: o voto no partido. Quando você vota na legenda, seus votos vão para os deputados mais votados do partido, que são os que têm mais chances de irem para o Congresso. O efeito disso é ajudar a eleger uma bancada maior no Congresso. A vantagem de votar na legenda é que, no Legislativo, quanto mais quorum tiver um partido, mais peso ele terá nas decisões, aprovações ou veto de leis. Em 80% das vezes, os parlamentares seguem de maneira disciplinada a orientação de seus partidos, diz Couto. Este tipo de voto, segundo Schmidt, está crescendo, apesar da nossa cultura ser muito personalista. O povo acha que o presidente faz tudo sozinho, basta ter vontade política. E não basta, afirma Schmidt. Apesar de muitos acreditarem que atualmente os partidos são todos iguais e que não existe mais ideologia, muitos cientistas políticos contestam este pensamento. Os partidos têm, sim, diferenças, nuances. Principalmente na maneira de se comportar no Legislativo, explica Couto. Segundo ele, as políticas econômicas geralmente são semelhantes porque as alternativas Além do nulo e do branco, você pode ser daqueles que não vota em pessoas, mas em ideologias. Neste caso, a sua praia é o voto de legenda. factíveis não são tantas. Mas eles se diferenciam em Educação, nas políticas sociais, na Saúde, no modo como conduzem a Política Externa, os procedimentos administrativos, a relação entre Estado e sociedade. Alguns enfatizam mais a participação, outros acreditam que a melhoria de mecanismos de representação é mais proveitosa, diz Couto. Apesar desta vantagem, os especialistas concordam que hoje, os partidos têm pouca influência sob as decisões do presidente eleito. No Brasil, o presidente tem muita força, e toma decisões independentemente do partido, que é apenas uma de suas fontes de consulta, explica Negrão. É por isso que a maioria dos candidatos à presidência busca fazer aliança com outros partidos, quanto mais alianças, mais ele terá força para aprovar suas medidas no Congresso. Todas as orientações acima são válidas para você começar agora a avaliar os candidatos. Mas, na verdade, o ideal seria que a sua pesquisa sobre a vida deles já tivesse começado há mais tempo, não só na boca das eleições. E que não fosse meramente uma pesquisa, mas uma interação contínua com a política. A gente tem que assumir o governo como sendo nosso e não usar só o voto como expressão política. O voto é apenas uma das expressões políticas possíveis. Nós deveríamos ter ações políticas cotidianas: reclamar em relação aos serviços públicos, se filiar a ONGs, fazer trabalho voluntário, defender nossos direitos de consumidor, acompanhar pela imprensa e pela internet a atuação dos políticos, entrar em contato com eles, cobrar, diz Daniel Cara, vice-presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), órgão da Secretaria-Geral da Presidência da República. Isso porque, acompanhando a vida dos políticos por um bom tempo, lendo a respeito, é que você vai ter subsídios para saber se o discurso que ele faz hoje no debate na televisão ou o que ele declara à imprensa condiz com a atuação dele no passado. Ou seja: mais do que informação, o ideal é que você tenha formação política. Para isso, é essencial ter uma boa educação. A falta de informação e de uma boa base escolar da população deixa as lideranças de todas as instâncias à vontade para fazer o que quiserem, diz Negrão. SEGUE >> EXXTRA Julho,

30 CAPA RENOVAR 60% DO Rosângela Giembinsky, uma das coordenadoras do Voto Consciente CONGRESSO Objetivo da ofensiva é barrar eleição de candidatos com ficha suja e elevar qualidade da representação parlamentar. Ameta é ambiciosa: conseguir a renovação de 60% dos deputados e senadores do Congresso Nacional nas eleições de A menos três meses do pleito, as principais entidades civis de combate à corrupção do País começaram a trabalhar para barrar o maior número de candidatos com problemas na vida pregressa e tentar coibir fraudes e desvios na campanha. Entidades como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Transparência Brasil, Contas Abertas, Voto Consciente, Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), entre outras, se organizam para entrar nas eleições de 2010 com uma campanha massiva na internet para elevar a qualidade da representação parlamentar do País. Os trabalhos vão desde a seleção dos nomes dos candidatos com ficha suja, que já está sendo preparada, aos relatórios de desempenho da atividade legislativa dos que já ocupam cargos no Congresso, tabelas de gastos com verba indenizatória, quadro de doadores de campanha, emendas 30 Julho, 2010 EXXTRA apresentadas ao Orçamento entre outras. Considerada pelas organizações não-governamentais a principal ferramenta para a conquista de uma renovação recorde no Congresso, a campanha da ficha limpa - que prega a rejeição de voto para os políticos com processos na Justiça - será usada pela primeira vez para a escolha dos 513 deputados e 54 dos 81 senadores no próximo ano. Nas últimas eleições, o índice de novos parlamentares eleitos do Congresso foi de 45% (em 2006) e de 41% (em 2002). Só em 1990 foi registrada renovação de 62%, mas apenas na Câmara. A ideia é que a ficha suja sirva como filtro para escolha dos eleitos. As pessoas acompanham tantos escândalos na política e às vezes ainda não sabem separar os bons dos ruins. Não achamos que todo político é desonesto. Mas sabemos que existe uma classe desqualificada e desonesta, e que as pessoas não querem mais votar nela. Há uma tendência de se votar em novos nomes, afirma Rosângela Giembinsky, uma das coordenadoras do Voto Consciente, uma ONG que, desde 1987, monitora e avalia o trabalhos dos parlamentares da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal de São Paulo. Atualmente, levantamento feito pelo projeto Excelências da Transparência Brasil mostra que, dos 513 deputados, 208 têm problemas com a Justiça ou com os tribunais de contas - 41%. No Senado, dos 81 parlamentares, são 29-36%. A grande novidade das eleições de 2010 vai ser uma sociedade desatrelada de partidos políticos e com os olhos voltados para a vida pregressa dos candidatos, para os casos de corrupção e compra de votos, diz o juiz eleitoral Marlon Reis, um dos fundadores do MCCE e presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais. Para isso, o material de pesquisa elaborado pelas entidades para ajudar o eleitor a escolher melhor seu candidato ficará (boa parte já está) disponível nos sites de mais de 200 ONGs já cadastradas.

31 CRITÉRIO DE CORTE A proposta de criar a ficha limpa como critério de corte para candidaturas de políticos com condenação em primeira instância por crimes graves ou contra a administração pública com processo ainda em trâmite na Justiça foi inicialmente formalizada nas eleições municipais de 2008 pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Na ocasião, o pedido foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, ela foi amplamente divulgada pelas entidades civis e pela imprensa. Para as eleições de 2010, a ficha limpa pode virar lei. O MCCE obteve, após um ano e meio de coleta de assinaturas, 1,3 milhão de apoiadores, o que permitiu que ela fosse enviada ao Congresso em forma de projeto de lei de iniciativa popular. O MCCE não vai deixar que esse projeto seja engavetado. Já enviamos mais de 250 mil s para o Congresso e se precisar vamos fazer uma vigília cívica em Brasília para que essa regra apoiada por mais de 1 milhão de pessoas seja votada, afirmou Marlon Reis. O cientista político Alberto Carlos Almeida, autor de duas obras que se tornaram referência no segmento políticoeleitoral (A Cabeça do Brasileiro e a A Cabeça do Eleitor), faz uma crítica, no entanto, ao conteúdo do discurso das entidades. A discussão não é usada da forma correta. Falta conectividade. O discurso tem de ser: você paga muito imposto no Brasil porque tem muita corrupção, explica. É preciso deixar de tratar a corrupção como um problema ético. É uma questão pragmática, para as pessoas passarem efetivamente a se interessar em resolver a questão, é preciso mostrar que isso encarece seu custo de vida. Juiz eleitoral Marlon Reis,um dos fundadores do MCCE ONDE SE INFORMAR: Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) Elaborou projeto de lei para barrar os fichas-sujas. Realiza também pesquisas em bancos de dados para avaliar cassações Transparência Brasil Fundada em 2000, formou banco de dados de fácil acesso na internet com informações sobre o Legislativo de todo o Brasil. Coleta informações, documentos, registros eleitorais. Contas Abertas Faz levantamentos de gastos dos parlamentares, disponibiliza planilhas com uso de verbas indenizatórias, gastos de emendas, aplicações de recursos tanto do Legislativo como do Executivo www. contasabertas.uol.com.br Voto Consciente Movimento fundado em 1987, em São Paulo, para acompanhar e fiscalizar ações na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa. Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo) Entidade do interior de Minas Gerais que congrega centenas de outras organizações de combate à corrupção em todo o País EXXTRA Julho,

32 Política ELEIÇÃO 2010 NA Por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaram recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pedia a retirada do ar de um blog que promove a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Ao proferir seu voto, o ministro Henrique Neves, relator do processo, concluiu que não pode ser atendido o pedido do MPE, pois suspender todo o conteúdo implicaria em determinar a retirada não só daquelas 32 Julho, 2010 EXXTRA informações que, eventualmente, infrijam a legislação, mas também todas as demais que constituem meras opiniões e estão abarcadas pela garantia da livre expressão do pensamento. O MPE ajuizou o recurso contra a Google do Brasil por considerar que a empresa hospeda site no qual não se podem identificar os responsáveis por seu conteúdo e que o site deveria ser retirado imediatamente do ar, a fim de que a disputa eleitoral obedeça aos ditames de equilíbrio entre os candidatos, uma vez que a propaganda eleitoral só é permitida após o dia 5 de julho. Inicialmente, o ministro Henrique Neves, relator do caso, solicitou informações à Google do Brasil, que forneceu alguns dados sobre o responsável pela criação e manutenção do blog. Além disso, a Google alegou que para remover o conteúdo eleitoral de suas ferramentas, é imprescindível a apreciação prévia pelo poder Judiciário, para que seja verificado se há ou não conteúdo lesivo, na forma da legislação vigente.

33 WEB TSE decide sobre utilização da internet para divulgar opiniões sobre candidatos Julgamento Ao levar a questão ao Plenário da Corte, o ministro Henrique Neves esclareceu que, na maioria das vezes, a operação de identificação de conteúdo na internet demanda tempo e uma série de medidas técnicas que nem sempre permite chegar a um resultado positivo. Em entendimento anterior, o ministro afirmou que a viabilidade da ação cautelar para que se examinasse o pedido de suspensão do sítio apontado, dependeria da prévia identificação dos responsáveis. Reconsiderando seu posicionamento, o ministro destacou que nos sítios de internet em que ocorra a veiculação de propaganda irregular a Justiça Eleitoral deve atuar a partir da análise do conteúdo veiculado. E, havendo irregularidade, a suspensão da propaganda deve ser imediata porque, ao contrário dos demais meios de comunicação social, a transmissão de dados pela internet não se exaure no momento em que se realiza. No rádio e na televisão, uma vez divulgada a notícia, o espaço de divulgação passa a ser ocupado pela programação que se segue, enquanto a internet é estática e a manutenção da informação na rede permite o acesso contínuo a qualquer hora de qualquer lugar do mundo, destacou. Por isso, o ministro afirmou que diante de comprovada irregularidade eleitoral, a Justiça Eleitoral pode, por meio de decisão fundamentada, determinar a suspensão do conteúdo veiculado na internet em representação que identifique o responsável pelo conteúdo ou em ação cautelar que busque tal identificação. Liberdade de expressão na internet No entanto, a suspensão deve ser apenas e tão somente do quanto tido como irregular, preservando a liberdade de expressão. Para o ministro, diante de alegação da prática de propaganda irregular, de um lado, não pode ser sacrificado o direito à livre expressão do pensamento do cidadão que se identifica, de outro, não é possível permitir que essa manifestação ofenda princípios constitucionais de igual relevância ou afronte as leis vigentes. A internet é, sem dúvida, o maior espaço já concebido para o debate democrático, disse o ministro ao afirmar que os blogs e outros mecanismos são importantes veículos que permitem o debate de ideias e troca de informações o que é elemento essencial à democracia. Isso, porém, não significa dizer que em nome dessa liberdade de expressão tudo possa ser estampado, afirmou. Por fim, o ministro explicou que se alguém se sentir ofendido por conteúdo veiculado em determinada página e, o tal material houver sido postado por terceiro que não seja o responsável pelo site, o ofendido poderá notificar o provedor de conteúdo sobre a ofensa, para que o provedor possa tomar as providências. Caso o provedor ignore a notificação, O ministro Henrique Neves, relator do recurso contra a Google do Brasil poderá ser responsabilizado judicialmente junto com o autor da ofensa. Manifestações de apoio, ainda que expressas, ou revelações de desejo pessoal que determinado candidato seja eleito, bem como críticas ácidas que não transbordem para a ofensa pessoal, quando emanadas de pessoas naturais que debatem política na Internet, não devem ser consideradas como propaganda eleitoral, finalizou o ministro ao ressaltar ainda que a suspensão de conteudos na internet deve atingir apenas e tão somente o quanto tido como irregular, resguardando-se o máximo possível do pensamento livremente expressado. Por fim, o ministro Henrique Neves disse que a criminalização do debate político deve ser evitada. Para o relator, uma pessoa que não seja candidata ou que não haja a mando de um, somente pratica propaganda irregular quando esta se configura de forma abusiva, clara e evidente. EXXTRA Julho,

34 Política Propaganda eleitoral na rede tem regras próprias. CAMPANHA ANHA NA INTERNET A legislação permite a propaganda eleitoral na internet a partir do dia 6 de julho, sendo vedada a censura prévia, o anonimato e a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na rede. Na internet, a propaganda poderá ser feita em sítio do candidato, do partido ou coligação, com endereços eletrônicos informado à Justiça Eleitoral e hospedados, direta ou indiretamente, em provedor do serviço estabelecido no País. Além disso, a propaganda eleitoral pela internet poderá ser feita por s transmitidos para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação. A propaganda poderá ser feita também através de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer cidadão. No entanto, as mensagens eletrônicas remetidas pelo candidato, partido ou coligação, por qualquer meio, deverão conter mecanismo que permita que o destinatário solicite seu descadastramento. A partir da chegada desse pedido, o responsável pelo envio da mensagem tem prazo de 48 horas para retirar o nome de sua listagem. As mensagens eletrônicas enviadas ao destinário que pediu sua saída do cadastro, após o fim desse prazo de 48 horas, sujeitam os responsáveis à multa de R$ 100,00 por mensagem transmitida. A Resolução do TSE, que trata da propaganda eleitoral e das condutas vedadas na campanha de 2010, proíbe, ainda que de forma gratuita, a propaganda eleitoral em sítios de empresas, com ou sem fins lucrativos, e em sítios oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, estados, Distrito Federal ou municípios. A violação dessa regra sujeita o responsável pela propaganda irregular e seu beneficiário, quando for comprovado seu prévio conhecimento do fato, a uma multa que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil. A legislação eleitoral assegura o direito de resposta, inclusive por outros canais de comunicação como , a quem se sentir ofendido por alguma manifestação veiculada pela internet durante a campanha. A lei proíbe ainda a determinadas entidades a cessão de cadastro eletrônico de seus clientes para candidatos, partidos ou coligações; e a venda de cadastro de s. O provedor de conteúdo e de serviços multimídia, que hospeda propaganda eleitoral de candidato, de partido ou coligação, é passível das sanções previstas na Resolução do TSE se não interromper a divulgação da propaganda irregular no prazo fixado pela Justiça Eleitoral, contado a partir da notificação da decisão sobre a existência da respectiva propaganda. No entanto, esse provedor só será considerado responsável pela propaganda ilegal se for provado seu prévio conhecimento sobre a publicação do material. A resolução do TSE autoriza, por sua vez, a reprodução virtual de páginas de jornal impresso na internet, desde que ocorra no sítio do próprio jornal, independentemente do seu conteúdo, devendo ser respeitado integralmente o formato gráfico e o conteúdo editorial da versão impressa, atendidas determinadas condições. Outro ponto importante é o que pune com multa que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil, sem prejuízo de outras sanções, quem realiza propaganda eleitoral pela internet, atribuindo indevidamente sua autoria a terceiro, inclusive a candidato, partido ou coligação. Além disso, candidato, partido, coligação ou o Ministério Público poderão requerer à Justiça Eleitoral a suspensão por 24 horas do acesso a todo o conteúdo informativo de sítios da internet, quando estes deixarem de cumprir as regras contidas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97). Durante o tempo de suspensão, o sítio da internet deverá informar que se encontra temporariamente inoperante por desobediência à lei eleitoral. Se a conduta irregular for reiterada, o período de suspensão será duplicado. 34 Julho, 2010 EXXTRA

35 Avanço da internet condiciona campanha de presidenciáveis PT discute estratégias da campanha Site da pré-campanha tucana MAIS ELEITORES NA REDE Em plena expansão no Brasil, a internet promete ser uma ferramenta fundamental nas campanhas eleitorais deste ano no país. Atentos ao potencial de instrumentos como mídias sociais e softwares para arrecadação online, os principais précandidatos à Presidência já articulam estratégias para fisgar o eleitor na rede. E não são poucos votos. Se em 1998 o índice de brasileiros com acesso à internet era inferior a 3% do total de eleitores, hoje há 67,5 milhões de brasileiros de 16 anos ou mais (35% da população) com acesso à rede em qualquer ambiente, como casa e trabalho, segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online. Outros números acendem o radar das campanhas. Do total de usuários, 31,7 milhões costumam navegar por redes sociais (como Twitter e Facebook), blogs e outros sites de relacionamento. O uso eleitoral da internet ganhou relevância com a eleição de Barack Obama nos EUA, em Ferramentas como o my.barackobama.com ajudaram a organizar eventos reais e revolucionaram a captação de recursos para a campanha, que atingiu US$ 500 milhões, com 3,2 milhões de doadores. Tendência que não passou despercebida pelo mundo político. Até então novatos na chamada Web 2.0, por exemplo, os principais pré-candidatos à Presidência se tornaram em pouco tempo tuiteiros (usuários do Twitter), adaptando seus discursos ao universo de 140 caracteres do microblog. PSDB e Serra Como vocês dizem, chegando da balada...rs escreveu no Twitter José Serra, pré-candidato do PSDB, em 28 de abril. Há pouco mais de um ano no microblog, o tucano reúne 238 mil seguidores no site em que comprova a fama de notívago publicou a mensagem acima, por exemplo, às 4h12 da madrugada. De olho no número de eleitores conectados desde seguidores históricos do PSDB até jovens que acabam de tirar o título - a pré-campanha de Serra investe em engajamento na internet. A ideia é fornecer informação, fomentar discussões e formar embaixadores da campanha. À frente de um núcleo duro com cerca de dez pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, o publicitário Sérgio Caruso, 41 anos, diz que o principal objetivo é gerar conversas. A internet é mais simples do que as pessoas costumam imaginar, diz. O principal site mantido pela précampanha é o Mobiliza PSDB. A página ensina o bê-á-bá da rede para o militante ou simpatizante tucano. Há dicas para o Twitter, blogs, Orkut e Facebook, para divulgar vídeos pelo YouTube e até informações para melhorar o resultado em buscas no Google. O Mobiliza PSDB tem filhotes como o Rede Mobiliza, que oferece transmissão ao vivo de eventos, programas sobre mobilização e interação com internautas. Apresentadores acompanham eventos ao vivo e conversam com os internautas do estúdio e via redes sociais. Todos os contatos são medidos, de comentários dos internautas ao número de interações. O resultado, diz Caruso, é pura informação qualitativa. Algumas ferramentas da internet são enquetes ao vivo. Com uma boa leitura, é possível saber o que está interessando e o que vai bombar. Outro site criado pela pré-campanha é o Brasil de Verdade, no ar desde abril. Sob a ótica do partido e de governos tucanos, reúne dados sobre temas como Bolsa-Família, educação e infraestrutura. Também na linha verdades e mentiras, a pré-campanha conta com a página Gente que Mente, criada pelo PSDB. Polêmico, o site foi alvo de representação do PT, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou improcedente a acusação de propaganda eleitoral negativa. Não é um site que diz você não presta, você é feio, você é gordo. Ele diz nós não aceitamos essa mentira, diz Caruso. EXXTRA Julho,

36 Política PT e Dilma Na trincheira da comunicação digital, o PT também mostra suas armas e aposta na fidelização da militância virtual. Bom dia, boa tarde, boa noite p/ quem me lê em qquer lugar do mundo. Começo hoje minha aventura no twitter. Quero aprender c/ vcs, escreveu a pré-candidata Dilma Rousseff em 11 de abril, ao estrear sua conta no Twitter, hoje com 67,4 mil seguidores. A internet não é para ganhar o voto, mas para fidelizar e ganhar o discurso, afirma o deputado federal André Vargas (PR), secretário nacional de Comunicação da sigla. A pré-campanha de Dilma ganhou uma batalha dessa guerra ao conseguir a consultoria da Blue State Digital, que coordenou a campanha de Obama na internet em Sob o comando da agência Pepper Interativa, contratada pelo PT para a campanha digital de Dilma, um software da Blue State permitirá organizar, por níveis de engajamento, os militantes cadastrados. O programa permite saber, por exemplo, se o internauta abriu e retransmitiu s recebidos. Como na campanha de Obama, os mais ativos receberão tratamento vip, sendo chamados, por exemplo, para reuniões de campanha em suas cidades. Para o front das mídias sociais, o PT recrutou Marcelo Branco, ativista do projeto Software Livre Brasil, que defende o uso liberado de programas de computador, e ex-diretor geral do Campus Party Brasil, maior evento de internet do país. Membro do partido desde a fundação, em 1980, Branco tem encabeçado eventos nos Estados para organizar a militância virtual petista. Desde 21 de maio, já passou por nove Estados (GO, MT, MS, SP, AP, RR, PA, PR e BA). Julho, 2010 EXXTRA 36 Nossa estratégia é organizar as pessoas para fazer a campanha dentro e fora da rede, estimulando a produção de conteúdos - textos, fotos, opiniões, vídeos e podcasts - vindos dos próprios apoiadores da campanha, afirma o coordenador. No início da atuação de Branco, ele opinou pelo Twitter que enxergava na campanha de 45 anos da Rede Globo uma mensagem subliminar em apoio ao précandidato do PSDB, José Serra, número 45. A Rede Globo suspendeu a veiculação da campanha e informou que o texto havia sido criado em Esse e outros episódios como a inclusão da foto da atriz Norma Bengell no principal site da pré-campanha, o Dilma na Web, em meio à biografia da pré-candidata levaram a uma redistribuição de tarefas na comunicação da pré-campanha. Branco passou a cuidar exclusivamente das redes sociais, sem interferência sobre o conteúdo de blogs e sites oficiais. São ajustes da coordenação de campanha. É natural nesta fase, afirma André Vargas. PV e Marina Diferentemente de PT e PSDB, o PV da pré-candidata Marina Silva vê na internet um instrumento para atrair novos simpatizantes, e não para mobilizar a militância. A idéia geral é mobilizar principalmente quem não é filiado. PT e PSDB querem mobilizar a própria militância e acaba virando um Fla-Flu, afirma Fabiano Carnevale, secretário nacional de Comunicação do PV. O principal espaço da précandidata na rede é o Movimento Marina Silva, criado em 2007 por ativistas que defendiam à candidatura à Presidência de Marina _que naquele momento ainda integrava o PT e Portal do Movimento Marina Silva comandava o ministério do Meio Ambiente. Estruturado como uma rede autogestionada, com fóruns, grupos e notícias publicadas pelos próprios internautas, o site foi suspenso ainda em 2007, a pedido de Marina. Retomou atividades após a saída da senadora do governo e do PT, e diz hoje contar com 17 mil integrantes em todos os Estados brasileiros. A campanha da pré-candidata mantém ainda um blog e uma conta no Twitter, hoje com 49,8 mil seguidores. Críticas Gil Giardelli, professor de inovação digital na Escola Superior de Propaganda e Marketing, diz desaprovar a forma como os précandidatos têm usado a internet. A campanha está caminhando para ter profissionais trabalhando para criar embates na internet, afirma. Para o especialista, políticos e partidos brasileiros ainda não sabem usar as mídias sociais da melhor maneira. Todos estão achando que vão fazer um case como o do Obama, e não é assim. Nos EUA a conexão à internet é maior, e o atual presidente tinha presença em 72 redes sociais, afirma.

37 POVO TUITEIRO Brasileiros são os que ficam mais tempo no twitter Ranking dos usuários do Twitter (dezembro de 2009): OBrasil é o país que apresenta a maior média de tempo gasto no Twitter: 56 minutos por mês, quase o dobro dos EUA, onde cada pessoa passa 31 minutos mensais, segundo dados do Ibope Nielsen Online. O número de páginas visitadas mensalmente pelos brasileiros também é maior do que a média. São 138, ante 67 dos EUA. Em média, os brasileiros acessam o Twitter uma vez a cada quatro dias, frequência maior do que de americanos e europeus que é uma vez a cada cinco dias. Em janeiro deste ano, o país possuía 150 mil usuários. Em outubro, o site chegou aos 8,7 milhões. Brasil é o segundo país com mais usuários no Twitter Segundo estudo da Sysomos, o Brasil é o segundo país em números de usuários no Twitter, perdendo somente para os Estados Unidos. Ainda de acordo com o levantamento, São Paulo é a terceira cidade com maior número de usuários. Os Estados Unidos possuem 50,88% do usuários do Twitter, em segundo com larga diferença vem o Brasil com 8.79%, em terceiro o Reino Unido com 7,20%. EXXTRA Julho,

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