A REPRODUÇÃO ASSISTIDA APLICADA EM CASOS DE INFERTILIDADE ASSOCIADOS À ENDOMETRIOSE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A REPRODUÇÃO ASSISTIDA APLICADA EM CASOS DE INFERTILIDADE ASSOCIADOS À ENDOMETRIOSE"

Transcrição

1 ENCONTRO DE BIOÉTICA DO PARANÁ Bioética início da vida em foco. 1, 2009, Curitiba. Anais eletrônicos... Curitiba: Champagnat, Disponível em: A REPRODUÇÃO ASSISTIDA APLICADA EM CASOS DE INFERTILIDADE ASSOCIADOS À ENDOMETRIOSE 109 Marjuriquelli de Souza 1 Leide Conceição Sanches 2 Maria Cecilia Da Lozzo Garbelini 3 Resumo A endometriose caracteriza-se pela presença de tecido endometrial fora do seu sítio habitual, podendo ocorrer em locais diversos da cavidade abdominal, como ovários, ligamentos uterinos, septo reto-vaginal entre outros. A endometriose atinge hoje cerca de sete milhões de mulheres no Brasil, sendo uma patologia muitas vezes incapacitante, pois em sua sintomatologia apresenta quadros de dor pélvica, representada por dismenorréia, dispareunia, disúria e disquezia. Tem sido observada em mulheres com idade entre 12 e 80 anos, sendo a idade média de diagnóstico em torno de 28 anos. Muitas teorias tentam explicar o surgimento da endometriose, embora nenhuma tenha sido comprovada efetivamente. O tratamento da endometriose varia de acordo com o grau das lesões, podendo ser realizado desde o tratamento farmacológico ate o tratamento cirúrgico radical, onde é realizada uma histerotectomia. Um dos sintomas que pode estar associado à endometriose é a infertilidade. Em muitos casos, mulheres com endometriose, para conseguirem engravidar, necessitam recorrer a métodos de reprodução assistida com a implicação de procedimentos caros e ainda de difícil e demorado acesso no Sistema Único de Saúde. Palavras-chave: Endometriose. Infertilidade. Reprodução assistida. 1 Acadêmica do Curso de Graduação em Biomedicina das Faculdades Pequeno Príncipe. 2 Mestranda em Sociologia, pela UFPR. Professora de Antropologia e Sociologia dos Cursos de Biomedicina, Enfermagem e Farmácia das Faculdades Pequeno Príncipe. 3 Doutora em Biologia Celular e Tecidual. Professora dos Cursos de Biomedicina, Enfermagem e Farmácia das Faculdades Pequeno Príncipe.

2 110 1 INTRODUÇÃO Conceitua-se endometriose como sendo doença não neoplásica, na qual o tecido endometrial ativo, com glândulas e estroma, é encontrado fora do útero, ou seja, fora do seu sítio habitual, que é a cavidade uterina (PIATO, 2002, p. 179). Embora a endometriose tenha sido descrita há mais de um século atrás, a patologia continua a ser uma das enfermidades polêmicas e não completamente elucidada que afeta as mulheres (KISTNER, 1989, p. 420). O local mais comum dos implantes é a cavidade peritoneal, mas lesões têm sido ocasionalmente encontradas na cavidade pleural, fígado, rim, músculos glúteos e bexiga. A localização anatômica e a resposta inflamatória a essas lesões parecem ser responsáveis pelos sinais e sintomas associados ao binômio endometriose / infertilidade (KONDO, 2009, p. 35). Atualmente a mulher assumiu uma dupla jornada de trabalho, ficando assim muitas vezes exposta a uma má alimentação e estresse, condições essas que podem favorecer a uma diminuição do sistema imune deixando-a susceptível ao aparecimento de novas doenças. A nova rotina das mulheres também leva ao adiamento da reprodução, expondo-a a um maior número de ciclos menstruais, o que pode contribuir para o surgimento da endometriose. As condições de endometriose associada à infertilidade apresentam um caráter socioeconômico importante, visto que se houver a necessidade de um tratamento para a infertilidade, o mesmo é de valor alto, sendo de difícil acesso no Sistema Único de Saúde (SUS). O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão da literatura referente aos aspectos gerais da endometriose e sua relação com a infertilidade feminina, assim como a perspectiva da bioética referente ao acesso de pacientes ao tratamento da infertilidade por técnicas de reprodução assistida (RA). Os dados referentes à etiologia da doença, aos números de pacientes afetados e a relação entre a endometriose e infertilidade, são bastante conflitantes e devido a esses fatos compreender as principais características da patologia se faz necessário. Esta revisão bibliográfica tem caráter exploratório e foi realizada através de pesquisa bibliográfica em livros técnico-científicos e artigos científicos encontrados em bases de dados eletrônicas como Scielo, Bireme e Google acadêmico utilizando as seguintes palavras-chave: endometriose, infertilidade, bioética e reprodução assistida.

3 111 2 EPIDEMIOLOGIA A endometriose tem sido observada em mulheres com idade entre 12 e 80 anos, sendo a idade média de diagnóstico em torno de 28 anos. A exposição aos hormônios ovarianos parece ser essencial para o desenvolvimento desta condição (KONDO, 2002, p. 34). Hesla e Rock (1997) afirmaram que a prevalência da endometriose situa-se entre 2% e 5% da população feminina em idade reprodutiva. Para Wes (1990) e Candiani (1991) a prevalência varia entre 5% e 10% (PIATO, 2002, p. 180). No Brasil acredita-se que hoje cerca de sete milhões de mulheres sejam afetadas pela endometriose (NAVARRO, 2006). Em mulheres com infertilidade, a prevalência varia de 20 a 50% e acredita-se que a endometriose tenha um papel deletério no potencial de fertilidade dessas mulheres (NAVARRO, 2006). A endometriose pode acometer em ordem decrescente de frequência os seguintes locais: (1) os ovários; (2) os ligamentos uterinos; (3) o septo reto-vaginal; (4) o peritônio pélvico; (5) as cicatrizes de laparotomias; e (6) raramente o umbigo, a vagina e o apêndice. Sendo que desses, o local de acometimento mais comum é o ovário e em 50% das pacientes ambos os ovários estão acometidos (KUMAR, 2002, p e KISTNER, 1989, p. 426). É mais comum em mulheres que adiam a procriação. Os fatores de risco para a endometriose podem ser menarca precoce; menstruações regulares com ciclos mais curtos (<27 dias); duração maior do período menstrual (>7 dias) ou fluxo intenso; dor menstrual maior e familiar de primeiro grau acometida (PORTH, 2006, p. 976). É importante ressaltar que em mulheres que têm familiares de primeiro grau afetadas com a enfermidade, a possibilidade de desenvolvimento da endometriose é sete vezes maior, sugerindo que ela pode ser transmitida de uma forma poligenética multifatorial (BADALOTT, 1997). 3 SINTOMATOLOGIA Esta afecção pode cursar com uma grande diversidade de manifestações clínicas. Podemos encontrar desde pacientes assintomáticas até quadros de dor pélvica intensa, sintomas decorrentes de lesão em órgãos não reprodutivos e infertilidade. Os sintomas associados a esta doença geram repercussão em todos os aspectos na vida de suas portadoras, devendo-se dispensar especial atenção a todas as queixas (NAVARRO, 2006). A dor pélvica, representada por dismenorréia, dispareunia, disúria e disquezia, está presente na maior parte das mulheres com endometriose. Geralmente se inicia antes da

4 112 menstruação e continua durante todo o período menstrual. A dor pode se referida em regiões músculo-esquelético como flancos, região lombar baixa ou panturrilha (KONDO, 2009, p. 33). As irregularidades menstruais são comuns, e a infertilidade corresponde à queixa de 30% a 40% das mulheres (KUMAR, 2002, p. 1131). Dentre todos os sintomas é mais comum que a paciente com endometriose esteja acompanhada da tríade sintomática clássica, dismenorréia, dispareunia e infertilidade (PIATO, 2002, p. 179). 4 ETIOPATOGENIA Ao longo dos anos foram apresentadas várias teorias para explicar a etiopatogenia do processo endometriótico. Nenhuma delas se aplica totalmente em todos os casos e é possível até que as diversas teorias se interajam (PIATO, 2002, p. 181). Estudos clínicos e laboratoriais suportam a idéia de que a endometriose é uma patologia estrógeno dependente, sendo necessária a concentração de estradiol superior a 60 pg/ml para proliferar as lesões endometrióticas. Fatores de crescimento e polipeptídios, estimulados pelos estrógenos, são produzidos nas células peritoneais e colaboram para a proliferação endometriótica. Merece destaque especial o PGF (fator de crescimento de plaquetas), relacionado especialmente com a proliferação estromal. Existem também fatores de crescimento derivados dos macrófagos em concentração aumentada no fluido peritoneal de mulheres com endometriose (PIATO, 2002 p. 181). Existem três explicações possíveis com respeito à origem dessas lesões dispersas, que não são mutuamente excludentes (KUMAR, 2006, p. 1132). 5 TEORIA DA MENSTRUAÇÃO RETRÓGRADA Essa hipótese, também conhecida como teoria da implantação, foi proposta por Sampson, em 1892, e segundo a mesma, o transporte do tecido endometrial se dá de forma retrógrada, através das tubas uterinas, mediante condições predisponentes, como a retroflexão uterina (PIATO, 2002, p. 182). A menstruação retrógrada ocorre com regularidade mesmo em mulheres normais e pode possibilitar a disseminação do tecido endometrial pela cavidade peritoneal. A implantação pode ocorrer na superfície peritoneal ou em qualquer outro órgão da cavidade abdominal (PIATO, 2002, p. 183 e KUMAR, 2006, p. 1132).

5 113 Esta teoria é a mais aceita para explicar boa parte dos implantes peritoneais (PIATO, 2002, p. 183). Se a laparoscopia é realizada durante a menstruação, pode-se demonstrar o fluxo menstrual retrógrado em 90% das mulheres (BADALOTTI, 1997, p. 155). 6 TEORIA DA DISSEMINAÇÃO LINFÁTICA OU HEMATOGÊNICA Como a endometriose pode ocorrer em órgãos à distância, inacessíveis pela menstruação retrógrada (endometriose pulmonar, por exemplo), são impossíveis explicar todos os casos da doença pela teoria anterior. A disseminação através de vasos sanguíneos e linfáticos pélvicos explicaria a presença de lesões endometrióticas nos pulmões como no exemplo citado (PIATO, 2002, p. 183 e KUMAR, 2002, p. 1132). 7 TEORIA DA METAPLASIA CELÔMICA Essa teoria foi proposta por Iwanoff, em 1898 e fundamenta-se na afirmação de que o tecido endometrial ectópico é fruto da diferenciação do epitélio celômico que, embriologicamente, é o tecido precursor da mucosa genital (PIATO, 2002, p. 183). Resumidamente a teoria defende que o endométrio surgiria diretamente do epitélio celômico, a partir do qual os ductos müllerianos e posteriormente o próprio endométrio se originaria durante o desenvolvimento embrionário (KUMAR, 2002, p. 1130). 8 DEFICIÊNCIA IMUNOLÓGICA Essa teoria propõe que alterações no sistema imunitário possibilitam o desenvolvimento de endometriose. A literatura descreve que mulheres com endometriose apresentam uma deficiência na imunidade celular, na habilidade de reconhecer o material endometrial e uma diminuição da citotoxicidade mediada por células T para antígenos do tecido endometrial (OLIVE et al, 1985 e OOSTERLYNCK et al, 1992, p. 296). Em mulheres com endometriose a alteração mais consistente na função do sistema imunológico é ressaltada ao nível do sistema monócito-macrófago. A principal observação refere-se ao número aumentado de macrófagos peritoneais bem como modificação na sua atividade, mas a função citotóxica está suprimida, especialmente em pacientes com endometriose grave (BADALOTTI, 1997, p. 156). Segundo Hesla e Rock (1997) a resposta citotóxica às células endometriais deve-se a

6 114 um defeito na atividade das células NK (natural killer), favorecendo o aparecimento de tecido endometrial ectópico (PIATO, 2002, p. 184). 9 DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO A confirmação diagnóstica é sempre dependente da microscopia, mas a análise diagnóstica é feita por parâmetros clínicos, laparoscópicos, ultra-sonográficos e bioquímicos (PIATO, 2002, p. 184). Embora seja mais complexo e caro, a ressonância magnética tem demonstrado ser mais confiável, apresentando 90% de sensibilidade e 98% de especificidade para lesões endometrióticas ocultas à laparoscopia (PIATO, 2002, p. 185). O tratamento clínico da endometriose varia de acordo com sua extensão, localização e sintomas, assim como com a idade da paciente (JEFFCOATE, 1979, p. 441). O tratamento deve ser individualizado, considerando sempre os sintomas da paciente e o impacto da doença e do tratamento sobre a qualidade de vida (NAVARRO, 2006). As modalidades de tratamento incidem em três categorias: alívio da dor, supressão endometrial e cirurgia (PORTH, 2006, p. 976). 10 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO Em mulheres jovens e não-casadas, a simples observação e analgésicos à base de antiprostaglandina (drogas antiinflamatórias não esteroidais) podem ser suficientes para o tratamento (PORTH, 2006, p. 977). O uso de terapia medicamentosa para endometriose é baseada no fato de que a endometriose responde a hormônios. Duas condições fisiológicas, gravidez e menopausa, estão freqüentemente associadas à resolução da dor provocada pela endometriose. Os análogos farmacológicos destas condições são os progestágenos e contraceptivos orais combinados, que levam a condições hormonais semelhantes a ocorrida durante a gravidez, e os androgênios e GNRHa, que promovem supressão do estrogênio endógeno (NAVARRO, 2006). O danazol é um androgênio que suprime as gonadotrofinas e age inibindo a ovulação. Seu uso no tratamento da endometriose está descrito desde 1971 (NAVARRO, 2006). O danazol apresenta pelo menos quatro propriedades farmacológicas que seriam responsáveis pela eficácia no tratamento da endometriose: (1) supressão do hormônio liberador da gonadotrofina; (2) interação direta com os receptores de andrógenos e progesterona

7 115 endometriais; (3) inibição direta da esteróidogênese ovariana e (4) aumento do clearance metabólico do estradiol e progesterona. Estas propriedades produzem uma condição endócrina que inibe o crescimento do tecido endometrial (KISTNER, 1989, p. 429). 11 TRATAMENTO CIRÚRGICO A cirurgia é o tratamento mais definitivo para muitas mulheres com endometriose (PORTH, 2002, p. 977). Se tratando de lesões com mais de 2 cm o tratamento deve ser cirúrgico. O objetivo da cirurgia deve ser a restauração das relações anatômicas, devendo-se ressecar ou fulgurar o máximo possível de focos de endometriose (PIATO, 2002, p. 185). A opção entre laparoscopia e laparotomia depende da experiência do cirurgião, da disponibilidade dos equipamentos, da extensão da doença e das condições locais da pelve. A cirurgia pode ser conservadora ou radical (PIATO, 2002, p. 187). O tratamento cirúrgico radical, só é recomendado em casos de intensa proliferação de focos endometrióticos, causando sintomatologia exuberante, em mulheres sem intenção de reprodução futura. Nesta cirurgia inclui-se a histerectomia (BASTOS, 1991, p. 229). 12 INFERTILIDADE ASSOCIADA À ENDOMETRIOSE A associação de endometriose e infertilidade já mostra evidencias, através de números, porém é difícil afirmar qual é a causa e qual é o efeito (JEFFCOATE, 1979, p. 446). Alguns estudos relatam que 20 a 50% das mulheres inférteis têm endometriose e 30 a 50% das mulheres com endometriose são inférteis, sugerindo um possível papel da endometriose na etiopatogênese da infertilidade (NAVARRO, 2006). Em casos mais graves de endometriose, em que é possível a observação de alterações da anatomia pélvica, não fica difícil entender que exista uma clara associação entre a endometriose e a infertilidade subsequente. Nestes casos, a fibrose, aderências, grandes destruições ovarianas nos dão uma explicação com base mecânica (MAHMOOD; TEMPLETON, 1990, p. 770). Vários mecanismos têm sido propostos para justificar a menor fertilidade em mulheres portadoras de endometriose, incluindo alteração na foliculogênese, levando à disfunção ovariana e pior qualidade dos oócitos, assim como os defeitos na fase lútea, levando a uma taxa de fertilização diminuída e a embriogênese anormal (KONDO, 2009, p. 34).

8 FOLICULOGÊNESE A foliculogênese alterada em mulheres com endometriose pode contribuir para disfunção ovulatória, pior qualidade dos oócitos, taxas de fertilização reduzidas, piores embriões e menores taxas de implantação (PELLICER et al, 2000). Mulheres portadoras de endometriose ovulam precocemente ou tardiamente. Os oócitos podem apresentar-se com capacidade de fertilização diminuída ou imatura no momento de sua liberação através dos ovários (ISAIA FILHO, 2006). 14 REAÇÃO INFLAMATÓRIA A endometriose está associada com alterações inflamatórias no fluido folicular e no fluido peritoneal. Concentrações aumentadas de linfócitos B, células natural killer, monócitos-macrófagos, interleucinas (IL-6, IL-1b, IL-10) e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), assim como diminuição do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) têm sido documentados no fluido folicular de parentes com endometriose e infertilidade (PELLICER et al, 1998). A reação inflamatória também é responsável por aderências nas tubas uterinas, ovários, útero e intestinos. Quando isto acontece, temos o comprometimento de maior gravidade, principalmente, quando estas aderências envolvem tubas uterinas e ovários, trazendo um real impedimento para que ocorra a fecundação e, consequentemente, a gravidez (ISAIA FILHO, 2006). 15 FUNÇÃO ESPERMÁTICA A reação inflamatória constante na cavidade peritoneal pode dificultar a mobilidade dos espermatozóides no interior das tubas uterinas dificultando ou até impedindo a fecundação (ISAIA FILHO, 2006). 16 TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE ASSOCIADA À INFERTILIDADE Alguns ensaios clínicos randomizados e controlados demonstraram que a administração de danazol, progestágenos ou agonistas do GnRHa não foi efetiva no tratamento da infertilidade associada a endometriose mínima ou leve. Assim, a supressão da

9 117 função ovariana por meio de terapia hormonal para melhorar a fertilidade nos casos de endometriose mínima e leve não é efetiva, retarda a possibilidade de gravidez e não deve ser oferecida como abordagem terapêutica única (NAVARRO, 2006). Os objetivos principais da cirurgia em pacientes com endometriose são retirar a maior quantidade de tecido possível e restabelecer a anatomia normal da pelve. O manejo delicado do tecido e a hemostasia meticulosa são fundamentais para evitar a formação de novas aderências e focos endometrióticos (NAVARRO, 2006). A cirurgia apresenta papel importante no tratamento de pacientes com endometriose grave acompanhada de alterações anatômicas, pois através da técnica cirúrgica é possível o restabelecimento da anatomia normal (KISTNER, 1989, p. 431). 17 TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA E FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV) A realização de estimulação ovariana controlada com citrato de clomifeno ou gonadotrofinas, associada à inseminação intra-uterina, melhora a fertilidade em pacientes com endometriose mínima e leve (NAVARRO, 2006). Habitualmente, ocorrem divergências quanto à indicação das técnicas de reprodução assistida, na situação em que a presença de endometriose não esteja causando distorções nas tubas uterinas. Nesse caso, alguns médicos preferem a estimulação ovariana seguida de inseminação artificial com o esperma do marido (KIM et al,1996, p. 399). Para outros, a técnica de transferência intratubária de gametas seria a melhor alternativa terapêutica, particularmente nas pacientes com estádios mais leves de endometriose. Em geral, nas pacientes com endometriose mínima e leve, os resultados com o emprego da técnica de FIV são semelhantes aos observados nas pacientes sem endometriose (CHILLIK et al, 1985, p. 58). Naquelas pacientes com endometriose moderada e severa a aplicação da técnica de FIV pode apresentar resultados ruins (CHILLIK et al, 1985, p. 58). Por outro lado, segundo alguns autores os resultados com FIV são semelhantes nos diferentes estágios de evolução da doença (NAVARRO, 2006). 18 ENDOMETRIOSE, UMA DOENÇA DA MULHER MODERNA A endometriose ataca milhões de mulheres no mundo inteiro de maneira progressiva. Atualmente as mulheres têm menos filhos e consequentemente mais menstruações. Além

10 118 disso, com a dupla jornada de trabalho, a mulher de hoje está sujeita a uma má alimentação, estresse, condições desfavoráveis a manutenção da homeostase do organismo e principalmente do sistema imunológico. Esses fatores contribuem então para o aparecimento de patologias. Embora ainda não completamente elucidados, esses fatores podem contribuir para o surgimento da endometriose. Como foi descrito anteriormente, a endometriose pode ter uma relação direta com infertilidade. A endometriose apresenta um caráter socioeconômico importante, pois embora alguns autores já tenham relacionado esta patologia com mulheres de níveis sociais mais elevados, hoje sabe-se que ela pode afetar mulheres de todas as classes sociais. Em casos de infertilidade, a bioética a ser discutida é o acesso a técnicas de reprodução assistida, por mulheres de baixo poder aquisitivo, visto que o valor desses procedimentos em âmbito particular é de um valor elevado. 19 ACESSO À REPRODUÇÃO ASSISTIDA ATRAVÉS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Elaborada pelo campo da medicina reprodutiva, a Reprodução Assistida (RA) descreve um conjunto de técnicas conceptivas que possibilitam a manipulação, seleção, doação e congelamento de gametas, tais como a Inseminação Artificial (IA), a Fertilização In Vitro (FIV), a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI), entre outras (ALFANO, 2008). Muitas mulheres e homens com problemas de fertilidade ainda se deparam com condições econômicas desfavoráveis para arcar com as despesas de um tratamento que chega a custar R$ 12 mil por tentativa (SAMRSLA, 2007). Instituído pela Constituição Federal de 1988, o SUS preconiza o acesso integral, universal e eqüitativo à saúde como direito de cidadania. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) de 1948, no artigo XVI, prevê: "Os homens e as mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar a família", entendendo-se por família, marido, mulher e filhos (SAMRSLA, 2007). Em 2003, das 117 clínicas cadastradas na Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), nada menos que 47% estavam concentradas no estado de São Paulo e, destas, 54% estavam localizadas na capital. Até o ano de 2008, existiam apenas seis unidades de saúde pública oferecendo o tratamento de RA (SAMRSLA, 2007). No caso da reprodução humana assistida, a desigualdade no acesso a este serviço de saúde, é agravada pela inexistência, até o momento, de uma regulamentação específica sobre RA no Brasil, que

11 119 estivesse baseada nos preceitos do SUS e nos acordos internacionais de direitos fundamentais do indivíduo (ALFANO, 2008). As técnicas de RA deixam um campo aberto de discussão bioética. Com o desenvolvimento das novas tecnologias reprodutivas, o objeto de estudo da bioética se desloca tanto para a discussão do acesso igualitário à técnica de reprodução assistida, assim como para discussões no que diz respeito ao destino dos embriões supranumerários provenientes de procedimentos já realizados. Segundo Loyola (2005), poucos são os departamentos universitários especializados em bioética no Brasil, deixando clara a importância da criação de comitês responsáveis por essas discussões. 20 CONCLUSÃO A endometriose é uma patologia enigmática e embora ainda não completamente elucidada, apresenta alta taxa de prevalência entre as mulheres. Sendo uma doença progressiva o diagnóstico precoce e preciso é fundamental para o sucesso do tratamento. Em casos mais graves de endometriose é possível encontrar uma relação entre o binômio endometriose e infertilidade. O impacto bio-psico-social desta doença é elevado, tanto em nível individual, como de saúde pública. O tratamento deve ser individualizado, sendo importante não somente o diagnostico clínico como o diagnostico laboratorial complementar. É importante buscar com o tratamento não somente a cura da patologia como a melhoria no bem estar da paciente. Em casos de infertilidade, é importante buscar soluções no que se refere ao acesso das pacientes de baixo poder aquisitivo às técnicas de RA. Hoje são poucos os serviços públicos de saúde que disponibilizam técnicas de RA gratuitamente. Os objetivos do trabalho foram alcançados, à medida que foi possível apresentar as características gerais da endometriose e sua relação com a infertilidade, assim como deixar claro que o acesso ao tratamento por técnicas de RA, no SUS ainda é deficitário. REFERÊNCIAS ALFANO, Bianca, Reflexões sobre a universalidade e a eqüidade no acesso aos serviços de reprodução assistida no SUS: Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder, Florianópolis, Ago Disponível em: Acesso em: 05 Set BADALOTTI, Mariangêla; TELOKEN, Claudio. Fertilidade e infertilidade humana. São Paulo: Medsi, 1997.

12 120 CHILLIK C. F. et al. The role of in vitro fertilization in infertile patients with endometriosis. Fertil. Steril., 44, BASTOS, Alvaro C. Noções de ginecologia. 8. ed. São Paulo: Atheneu, JEFFCOATE, Norman. Princípios de ginecologia. 4. ed. São Paulo: Manole, KIM C. H; CHO Y. K; MOK J. E. Simplified ultralong protocol of gonadotrophin-releasing hormone agonist for ovulation induction with intrauterine insemination in patients with endometriosis. Hum. Reprod., 11, KISTNER, Robert W. Ginecologia: princípios e prática. 4. ed. São Paulo: Manole, KONDO, William et al. Endometriose e infertilidade: causa ou consequência? Jornal Brasileiro de Reprodução Assistida, v. 13, n. 2, abr.-jun KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K; FAUSTO, Nelson. Robins & Cotran Patologia - Bases Patológicas das doenças, 7. ed. São Paulo: Elsevier, LOYOLA, Maria A. Bioética: reprodução e gênero na sociedade contemporânea. Rio de Janeiro); Brasília: Associação Brasileira de Estudos Populacionais ABEP; Letra Livres, MAHMOOD T. A; TEMPLETON, A. Pathophysiology of mild endometriosis : review of literature. Hum. Reprod., 5 : NAVARRO, Paula A. A. S. et al. Tratamento da endometriose. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10. oct Disponível em: Acesso em: 15 Set OLIVE D. L; WEINBERG J. B; HANEY A. F. Peritoneal macrophages and infertility : the association between cell number and pelvic pathology. Fertil. Steril., 44, OOSTERLYNCK D. J. et al. The natural killer activity of peritoneal fluid lymphocytes is decreased in women with endometriosis. Fertil. Steril., 58, Disponível em: Acesso em: 10 Set PELLICER A. Outcome of patients with endometriosis in assisted reproduction : results from in-vitro fertilization and oocyte donation. Hum. Reprod., 9, Disponível em: Acesso em: 10 Set PIATO, Sebastião. Tratado de ginecologia. 2. ed. São Paulo: Artes Médicas, PORTH, Carol M. Fisiopatologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, SAMRSLA, Mônica et al. Expectativa de mulheres à espera de reprodução assistida em hospital público do DF estudo bioético. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 53, n. 1, jan./feb Disponível em: Acesso em: 15 Set

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS UNIPAC

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS UNIPAC UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS UNIPAC Campus BOM DESPACHO Endometriose Integrantes: Amanda Gabriela Silva Alves Amanda Xavier Zica Graciete Meire Andrade Docente : Eduardo Nogueira Cortez Isa Raquel

Leia mais

Para compreender como os cistos se formam nos ovários é preciso conhecer um pouco sobre o ciclo menstrual da mulher.

Para compreender como os cistos se formam nos ovários é preciso conhecer um pouco sobre o ciclo menstrual da mulher. Cistos de Ovário Os ovários são dois pequenos órgãos, um em cada lado do útero. É normal o desenvolvimento de pequenos cistos (bolsas contendo líquidos) nos ovários. Estes cistos são inofensivos e na maioria

Leia mais

Diagnóstico de endometriose

Diagnóstico de endometriose Diagnóstico de endometriose Endometriose se caracteriza pelo achado de glândulas e/ou estroma endometrial em locais anormais. Acomete aproximadamente 15% das mulheres em idade fértil tornando-se uma doença

Leia mais

GUIA PARA PACIENTES. Anotações

GUIA PARA PACIENTES. Anotações Anotações ENTENDENDO DO OS MIOMAS MAS UTERINOS GUIA PARA PACIENTES 1620641 - Produzido em maio/2010 AstraZeneca do Brasil Ltda. Rodovia Raposo Tavares, km 26,9 CEP 06707-000 - Cotia/SP ACCESS net/sac 0800

Leia mais

Unidade 1 - REPRODUÇÃO E MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE

Unidade 1 - REPRODUÇÃO E MANIPULAÇÃO DA FERTILIDADE Que modificações ocorrem no organismo feminino após a nidação? A nidação e as primeiras fases de gestação encontram-se sob estreito controlo hormonal. A hormona hcg estimula o corpo lúteo a produzir hormonas,

Leia mais

TESTE DE AVALIAÇÃO ESCRITA º 2 MÓDULO 2. Prova Escrita de Consulta da Disciplina de Saúde Infantil

TESTE DE AVALIAÇÃO ESCRITA º 2 MÓDULO 2. Prova Escrita de Consulta da Disciplina de Saúde Infantil TESTE DE AVALIAÇÃO ESCRITA º 2 MÓDULO 2 Curso Profissional de Técnico de Apoio à Infância/Ensino Secundário Prova Escrita de Consulta da Disciplina de Saúde Infantil Turma [I] do 10º Ano de Escolaridade

Leia mais

ZOLADEX 3,6 mg e ZOLADEX LA 10,8 mg acetato de gosserrelina

ZOLADEX 3,6 mg e ZOLADEX LA 10,8 mg acetato de gosserrelina ZOLADEX 3,6 mg e ZOLADEX LA 10,8 mg acetato de gosserrelina I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO ZOLADEX acetato de gosserrelina Atenção: seringa com sistema de proteção da agulha APRESENTAÇÃO Depot de 3,6

Leia mais

Clomifeno Citrato. Aplicações. Possibilidade do uso de diferentes dosagens de acordo com a necessidade do paciente. Indicações

Clomifeno Citrato. Aplicações. Possibilidade do uso de diferentes dosagens de acordo com a necessidade do paciente. Indicações Material Técnico Identificação Fórmula Molecular: C 26 H 28 ClNO.C 6 H 8 O 7 Peso molecular: 598,08 DCB/ DCI: 02293 citrato de clomifeno CAS: 50-41-9 INCI: Não aplicável Sinonímia: Citrato de Clomifeno

Leia mais

CONCEPÇÃO DE MULHERES DE 18 A 45 ANOS SOBRE A ENDOMETRIOSE NO MUNICÍPIO DE GUANAMBI-BAHIA

CONCEPÇÃO DE MULHERES DE 18 A 45 ANOS SOBRE A ENDOMETRIOSE NO MUNICÍPIO DE GUANAMBI-BAHIA CONCEPÇÃO DE MULHERES DE 18 A 45 ANOS SOBRE A ENDOMETRIOSE NO MUNICÍPIO DE GUANAMBI-BAHIA Adriana da Silva Lima¹, Hermínia de Oliveira Santos¹, Kelly Jayame Alves de Souza¹, Rita de Cássia Vital Santos

Leia mais

ZOLADEX 3,6 mg e ZOLADEX LA 10,8 mg (acetato de gosserrelina)

ZOLADEX 3,6 mg e ZOLADEX LA 10,8 mg (acetato de gosserrelina) ZOLADEX 3,6 mg e ZOLADEX LA 10,8 mg (acetato de gosserrelina) I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO ZOLADEX acetato de gosserrelina APRESENTAÇÃO Atenção: seringa com sistema de proteção da agulha Depot de 3,6

Leia mais

ZOLADEX (acetato de gosserrelina) AstraZeneca do Brasil Ltda. Depot. 3,6 mg e 10,8 mg

ZOLADEX (acetato de gosserrelina) AstraZeneca do Brasil Ltda. Depot. 3,6 mg e 10,8 mg ZOLADEX (acetato de gosserrelina) AstraZeneca do Brasil Ltda. Depot 3,6 mg e 10,8 mg ZOLADEX 3,6 mg e ZOLADEX LA 10,8 mg acetato de gosserrelina I) IDENTIFICAÇÃO DO ZOLADEX acetato de gosserrelina Atenção:

Leia mais

SOLUÇÃO PARA A INFERTILIDADE

SOLUÇÃO PARA A INFERTILIDADE Revista: Carta Capital 28 de Agosto de 2002 SOLUÇÃO PARA A INFERTILIDADE DOIS ESPECIALISTAS DIZEM O QUE É CIÊNCIA E O QUE É MITO, ESCLARECEM AS POSSÍVEIS CAUSAS DO PROBLEMA E AS MELHORES ALTERNATIVAS PARA

Leia mais

Indux (citrato de clomifeno) EMS Sigma Pharma Ltda. comprimido 50 mg

Indux (citrato de clomifeno) EMS Sigma Pharma Ltda. comprimido 50 mg Indux (citrato de clomifeno) EMS Sigma Pharma Ltda. comprimido 50 mg I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Nome comercial: Indux Nome genérico: citrato de clomifeno APRESENTAÇÕES: Comprimidos de 50 mg: embalagem

Leia mais

7ª série / 8º ano U. E. 11

7ª série / 8º ano U. E. 11 7ª série / 8º ano U. E. 11 Os sistemas genitais masculino e feminino A espécie humana se reproduz sexuadamente. As células reprodutivas femininas os óvulos são produzidas nos ovários da mulher, e as células

Leia mais

CAPÍTULO 1 AVALIAÇÃO BÁSICA DA INFERTILIDADE CONJUGAL. Adner Nobre Elfie Tomaz Figueiredo Francisco C Medeiros. 1 Definição:

CAPÍTULO 1 AVALIAÇÃO BÁSICA DA INFERTILIDADE CONJUGAL. Adner Nobre Elfie Tomaz Figueiredo Francisco C Medeiros. 1 Definição: CAPÍTULO 1 1 Definição: AVALIAÇÃO BÁSICA DA INFERTILIDADE CONJUGAL Adner Nobre Elfie Tomaz Figueiredo Francisco C Medeiros Incapacidade de engravidar após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares

Leia mais

Hipotireoidismo. O que é Tireóide?

Hipotireoidismo. O que é Tireóide? Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Hipotireoidismo O que é Tireóide? É uma glândula localizada na parte anterior do pescoço, bem abaixo

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

Aparelho Reprodutor Feminino

Aparelho Reprodutor Feminino Aparelho Reprodutor Feminino Profa Elaine C. S. Ovalle Aparelho Reprodutor Feminino Composto por: - ovários - tubas uterinas - útero - vagina - glândulas mamárias 1 Ovários Funções do Sistema Genital Feminino

Leia mais

Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri.

Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri. Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri. Menstruação. É a perda periódica que se origina na mucosa uterina, caracterizada por sangramento uterino, que ocorre na mulher desde

Leia mais

10º Imagem da Semana: Ultrassonografia Transvaginal

10º Imagem da Semana: Ultrassonografia Transvaginal 10º Imagem da Semana: Ultrassonografia Transvaginal Enunciado Paciente de 28 anos, nuligesta, procura atendimento devido à infertilidade conjugal presente há 1 ano. Relata também dismenorreia, disúria

Leia mais

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P.

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. CARDOSO, Michel¹; DELFINO, Gabriel Felipe Lima¹; NEGRETTI, Fábio² ¹Acadêmico do curso de Medicina da Unioeste ²Professor de Anatomia e Fisiologia Patológica da

Leia mais

endometriose Dr. Iúri Donati Telles de Souza iuritelles@hotmail.com

endometriose Dr. Iúri Donati Telles de Souza iuritelles@hotmail.com Endométrio e endometriose Dr. Iúri Donati Telles de Souza iuritelles@hotmail.com Endométrio eutópico proliferativo IÚRI TELLES O útero é um órgão endócrino com importantes funções autócrinas e parácrinas...

Leia mais

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Curso Inicial & Integração Novos Representantes

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO. Curso Inicial & Integração Novos Representantes ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO Curso Inicial & Integração Novos Representantes 1 SISTEMA REPRODUTOR FEMININO O conjunto de órgãos do sistema reprodutor feminino tem como função principal

Leia mais

PARTE I QUESTÕES 1 A 5 (RESPOSTAS ESCRITAS)

PARTE I QUESTÕES 1 A 5 (RESPOSTAS ESCRITAS) Instruções Prova teórico-prática de Ginecologia A prova teórico-prática de Ginecologia compõe-se de 5 (cinco) questões respondidas de forma escrita e 2 (duas) questões respondidas de forma oral. Para cada

Leia mais

vulva 0,9% ovário 5,1%

vulva 0,9% ovário 5,1% endométrio 12,3% ovário 5,1% vulva 0,9% colo uterino 13,3% câncer de mama 68,4% Maior incidência nas mulheres acima de 60 anos ( 75% ) Em 90% das mulheres o primeiro sintoma é o sangramento vaginal pós-menopausa

Leia mais

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ENFERMAGEM (Currículo iniciado em 2010)

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ENFERMAGEM (Currículo iniciado em 2010) EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE ENFERMAGEM (Currículo iniciado em 2010) ANATOMIA HUMANA CH 102 (2372) Estudo morfológico dos órgãos e sistemas que constituem o organismo humano, com ênfase para os

Leia mais

HORMÔNIOS SEXUAIS SISTEMA ENDÓCRINO FISIOLOGIA HUMANA

HORMÔNIOS SEXUAIS SISTEMA ENDÓCRINO FISIOLOGIA HUMANA HORMÔNIOS SEXUAIS SISTEMA ENDÓCRINO FISIOLOGIA HUMANA GLÂNDULAS SEXUAIS GÔNADAS MASCULINAS = TESTÍCULOS GÔNADAS FEMININAS = OVÁRIOS PRODUZEM GAMETAS E HORMÔNIOS SEXUAIS CONTROLE HORMONAL DO SISTEMA TESTÍCULOS

Leia mais

Estadiamento dos cancros ginecológicos: FIGO 2009

Estadiamento dos cancros ginecológicos: FIGO 2009 A Estadiamento dos cancros ginecológicos: FGO 2009 Sofia Raposo e Carlos Freire de Oliveira O estadiamento dos cancros é preconizado com o intuito de permitir uma comparação válida dos resultados entre

Leia mais

XIII Reunião Clínico - Radiológica XVII Reunião Clínico - Radiológica. Dr. RosalinoDalasen. www.digimaxdiagnostico.com.br/

XIII Reunião Clínico - Radiológica XVII Reunião Clínico - Radiológica. Dr. RosalinoDalasen. www.digimaxdiagnostico.com.br/ XIII Reunião Clínico - Radiológica XVII Reunião Clínico - Radiológica Dr. RosalinoDalasen www.digimaxdiagnostico.com.br/ CASO CLÍNICO IDENTIFICAÇÃO: S.A.B. Sexo feminino. 28 anos. CASO CLÍNICO ENTRADA

Leia mais

Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada

Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada Imagem da Semana: Tomografia Computadorizada Imagem 01. Tomografia computadorizada da pelve após injeção endovenosa de meio de contraste iodado, tendo havido ingestão prévia do mesmo produto. Paciente,

Leia mais

SISTEMA REPRODUTOR. Sistema reprodutor feminino

SISTEMA REPRODUTOR. Sistema reprodutor feminino SISTEMA REPRODUTOR A reprodução é de importância tremenda para os seres vivos, pois é por meio dela que os organismos transmitem suas características hereditariamente e garantem a sobrevivência de suas

Leia mais

CARCINOMA DO OVÁRIO EM MULHER JOVEM QUANDO CONSERVAR?

CARCINOMA DO OVÁRIO EM MULHER JOVEM QUANDO CONSERVAR? CARCINOMA DO OVÁRIO EM MULHER JOVEM QUANDO CONSERVAR? JP Coutinho Borges, A Santos, A Carvalho, J Mesquita, A Almeida, P Pinheiro Serviço de Ginecologia e Obstetrícia ULSAM Viana do Castelo OBJETIVO Apresentação

Leia mais

MARCADORES CARDÍACOS

MARCADORES CARDÍACOS Maria Alice Vieira Willrich, MSc Farmacêutica Bioquímica Mestre em Análises Clínicas pela Universidade de São Paulo Diretora técnica do A Síndrome Coronariana Aguda MARCADORES CARDÍACOS A síndrome coronariana

Leia mais

TD DE CIÊNCIAS 8ª. série PROFa. Marjory Tôrres. INTRODUÇÃO À GENÉTICA Os princípios básicos da Hereditariedade

TD DE CIÊNCIAS 8ª. série PROFa. Marjory Tôrres. INTRODUÇÃO À GENÉTICA Os princípios básicos da Hereditariedade TD DE CIÊNCIAS 8ª. série PROFa. Marjory Tôrres INTRODUÇÃO À GENÉTICA Os princípios básicos da Hereditariedade Todas as pessoas são diferentes, cada um é único, apresentam características que são próprias

Leia mais

Prolapso dos Órgãos Pélvicos

Prolapso dos Órgãos Pélvicos Prolapso dos Órgãos Pélvicos Autor: Bercina Candoso, Dra., Ginecologista, Maternidade Júlio Dinis Porto Actualizado em: Julho de 2010 No prolapso dos órgãos pélvicos, a vagina e os órgãos adjacentes, uretra,

Leia mais

Ciclo Menstrual. Ciclo Menstrual. Ciclo ovariano. Ciclo ovariano 17/08/2014. (primeira menstruação) (ausência de menstruação por 1 ano)

Ciclo Menstrual. Ciclo Menstrual. Ciclo ovariano. Ciclo ovariano 17/08/2014. (primeira menstruação) (ausência de menstruação por 1 ano) CICLO MENSTRUAL Ciclo Menstrual A maioria das mulheres passará por 300 a 400 ciclos menstruais durante sua vida Os ciclos variam entre 21 a 36 dias, em média 28 dias O sangramento dura de 3 a 8 dias A

Leia mais

CAPA. Arquivo Pessoal

CAPA. Arquivo Pessoal CAPA Arquivo Pessoal Aline e Rogério: mesmo com a Endometriose, casal não perde as esperanças de realizar o sonho de ter um filho, nem que seja por meio da fertilização in vitro 48 A endometriose rouba

Leia mais

Como prever a falência ovariana? Taxas de sucesso com congelamento/fiv

Como prever a falência ovariana? Taxas de sucesso com congelamento/fiv Como prever a falência ovariana? Taxas de sucesso com congelamento/fiv Serviço de Ginecologia HUCFF Tamara Paz (R2) Orientadora: Dra. Juraci Ghiaroni Envelhecimento feminino e infertilidade Ao nascimento:

Leia mais

Tipos de tumores cerebrais

Tipos de tumores cerebrais Tumores Cerebrais: entenda mais sobre os sintomas e tratamentos Os doutores Calil Darzé Neto e Rodrigo Adry explicam sobre os tipos de tumores cerebrais. CONTEÚDO HOMOLOGADO "Os tumores cerebrais, originados

Leia mais

Conduta no endometrioma na mulher que quer engravidar. Dr. Iúri Telles

Conduta no endometrioma na mulher que quer engravidar. Dr. Iúri Telles Conduta no endometrioma na mulher que quer engravidar Endometrioma em pacientes com prole definida Se dor: Laparoscopia com excisão completa da cápsula Se não tem dor: conduta expectante ativa USTV e CA125

Leia mais

FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO 1 UNIVERSIDADE DE CUIABÁ Atividade Presencial: estudo através de Textos e Questionários realizado em sala de aula SOBRE A FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO CADA ESTUDANTE DEVERÁ IMPRIMIR E LEVAR

Leia mais

Estimulação Ovariana. Dr. João Pedro Junqueira

Estimulação Ovariana. Dr. João Pedro Junqueira Estimulação Ovariana Dr. João Pedro Junqueira Abordagem da Paciente com Baixa Resposta Prof Dimitris Loutradis,, (GRC) Abordagem da Paciente com Baixa Resposta Definição 1) < 3 53 5 folículos dominantes

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. Projeto Gestar

Mostra de Projetos 2011. Projeto Gestar Mostra de Projetos 2011 Projeto Gestar Mostra Local de: São José dos Pinhais Categoria do projeto: I - Projetos em implantação, com resultados parciais Nome da Instituição/Empresa: Instituto Ser-Vir Cidade:

Leia mais

Estratégias de preservação da fertilidade em pacientes com câncer. Iúri Donati Telles de Souza Especialista em Reprodução Humana USP Ribeirão Preto

Estratégias de preservação da fertilidade em pacientes com câncer. Iúri Donati Telles de Souza Especialista em Reprodução Humana USP Ribeirão Preto Estratégias de preservação da fertilidade em pacientes com câncer de mama Iúri Donati Telles de Souza Especialista em Reprodução Humana USP Ribeirão Preto Câncer de mama e fertilidade Por que? Como o tratamento

Leia mais

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 42 APARELHO REPRODUTOR FEMININO

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 42 APARELHO REPRODUTOR FEMININO BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 42 APARELHO REPRODUTOR FEMININO Fixação 1) (UERJ) O gráfico abaixo ilustra um padrão de níveis plasmáticos de vários hormônios durante o ciclo menstrual da mulher. a) Estabeleça

Leia mais

ASPECTOS SÓCIO POLÍTICO DA SAÚDE Noções básicas de políticas sociais, com ênfase nas do setor saúde.

ASPECTOS SÓCIO POLÍTICO DA SAÚDE Noções básicas de políticas sociais, com ênfase nas do setor saúde. 1º PERÍODO ANATOMIA HUMANA Unidade I - Anatomia sistemática-generalidades - Nomenclatura anatômica. Sistema ósseo. Articular. Muscular. Sistema nervoso. Sistema circulatório. Sistema digestivo. Sistema

Leia mais

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS. Professora Daiana Escola La Salle Águas Claras 8º ano

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS. Professora Daiana Escola La Salle Águas Claras 8º ano MÉTODOS CONTRACEPTIVOS Professora Daiana Escola La Salle Águas Claras 8º ano METODOS DE BARREIRA Imobilizam os espermatozoides, impedindo-os de entrar em contato com o óvulo e ocorrer a fecundação. Espermicidas

Leia mais

CONSEQÜÊNCIAS DA HISTERECTOMIA LEIOMIOMA UTERINO - METÁSTESE MÓRBIDA

CONSEQÜÊNCIAS DA HISTERECTOMIA LEIOMIOMA UTERINO - METÁSTESE MÓRBIDA CONSEQÜÊNCIAS DA HISTERECTOMIA LEIOMIOMA UTERINO - METÁSTESE MÓRBIDA Protocolo de Pesquisa Joselma Lira Alves Maisa Homem de Mello Romeu Carillo Jr Clínica de Homeopatia do HSPM-SP LEIOMIOMA UTERINO Sinonímia

Leia mais

SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA

SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA NORMAS PARA CREDENCIAMENTO E RECREDENCIAMENTO DE SERVIÇOS DE TREINAMENTO EM NEFROLOGIA Curso de Especialização em Nefrologia OBJETIVOS DO PROGRAMA OBJETIVO GERAL Capacitar o profissional médico no conteúdo

Leia mais

A BOA SORTE NÃO É SENÃO A S. MARDEN CAPACIDADE DE APROVEITAR BEM OS MOMENTOS FAVORÁVEIS.

A BOA SORTE NÃO É SENÃO A S. MARDEN CAPACIDADE DE APROVEITAR BEM OS MOMENTOS FAVORÁVEIS. A BOA SORTE NÃO É SENÃO A CAPACIDADE DE APROVEITAR BEM OS MOMENTOS FAVORÁVEIS. S. MARDEN Fertilidade Natural: Homeopatia CAPÍTULO 12 Homeopatia HOMEOPATIA E UNIÃO INFÉRTIL Unir-se em uma família e ter

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia de tórax

Imagem da Semana: Radiografia de tórax Imagem da Semana: Radiografia de tórax Figura: Radiografia de tórax em PA. Enunciado Paciente masculino, 30 anos, natural e procedente de Belo Horizonte, foi internado no Pronto Atendimento do HC-UFMG

Leia mais

Raniê Ralph GO. 24 de Setembro de 2008. Professor Sobral. Ciclo Menstrual

Raniê Ralph GO. 24 de Setembro de 2008. Professor Sobral. Ciclo Menstrual 24 de Setembro de 2008. Professor Sobral. Ciclo Menstrual Fisiologia O ciclo menstrual para ocorrer depende de uma série de intercomunicações entre diversos compartimentos femininos. Todo o ciclo menstrual

Leia mais

Por que a Varicocele causa Infertilidade Masculina?

Por que a Varicocele causa Infertilidade Masculina? O Nosso protocolo assistencial tem como base as diretrizes e normas elaboradas pela Society of Interventional Radiology (SIR) O Que é a Varicocele? Entende-se por varicocele à dilatação anormal (varizes)

Leia mais

Milagre do Nascimento

Milagre do Nascimento Milagre do Nascimento A ciência colabora com o sonho de casais que não poderiam ter filhos por métodos tradicionais. Por Viviane Bittencourt A inseminação artificial é um dos métodos da reprodução assistida

Leia mais

SISTEMAS RENAL E URINÁRIO. Enf. Juliana de S. Alencar HC/UFTM Dezembro de 2011

SISTEMAS RENAL E URINÁRIO. Enf. Juliana de S. Alencar HC/UFTM Dezembro de 2011 SISTEMAS RENAL E URINÁRIO Enf. Juliana de S. Alencar HC/UFTM Dezembro de 2011 CONSIDERAÇÕES GERAIS É de extrema importância para a vida a função adequada dos sistemas renal e urinário. A principal função

Leia mais

PREVALÊNCIA DE OSTEOPOROSE E CONDUTA TERAPÊUTICA EM MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA ATENDIDAS POR UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE MANDAGUAÇU - PR

PREVALÊNCIA DE OSTEOPOROSE E CONDUTA TERAPÊUTICA EM MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA ATENDIDAS POR UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE MANDAGUAÇU - PR ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 PREVALÊNCIA DE OSTEOPOROSE E CONDUTA TERAPÊUTICA EM MULHERES NA PÓS-MENOPAUSA ATENDIDAS POR UMA UNIDADE

Leia mais

PADRÕES DE SANGRAMENTO COM OS NOVOS CONTRACEPTIVOS

PADRÕES DE SANGRAMENTO COM OS NOVOS CONTRACEPTIVOS XXIII JORNADA PARAIBANA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA V CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM PATOLOGIA DO TRATO GENITAL INFERIOR E COLPOSCOPIA PADRÕES DE SANGRAMENTO COM OS NOVOS CONTRACEPTIVOS Prof. Dr. José Maria

Leia mais

3º ano-lista de exercícios-reprodução humana

3º ano-lista de exercícios-reprodução humana 1. (Udesc) Observe o gráfico a seguir em que estão representadas as curvas de crescimento (médias) de diferentes partes do corpo. (HARRISON, G. A. et al., apud SANTOS, M. A. dos. BIOLOGIA EDUCACIONAL.

Leia mais

06/02/2012. Sinais e Sintomas SINAIS E SINTOMAS APARELHO REPRODUTOR FEMININO SEMIOLOGIA. Anamnese Sistema Genital Feminino

06/02/2012. Sinais e Sintomas SINAIS E SINTOMAS APARELHO REPRODUTOR FEMININO SEMIOLOGIA. Anamnese Sistema Genital Feminino CENTRO UNIVERSITÁRIO - UNA CURSO: ENFERMAGEM APARELHO REPRODUTOR FEMININO SEMIOLOGIA Anamnese Sistema Genital Feminino Idade da menarca Duração do fluxo Periodicidade ou intervalo entre as menstruações.

Leia mais

UTILIZAÇÃO DA MEIA ELÁSTICA NO TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

UTILIZAÇÃO DA MEIA ELÁSTICA NO TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE

Leia mais

SISTEMAS GENITAIS HUMANOS

SISTEMAS GENITAIS HUMANOS https://naturalmath.wikispaces.com/birds+and+learning SISTEMAS GENITAIS HUMANOS Maximiliano Mendes 2015 maxaug.blogspot.com Youtube.com/maxaug 1 Somos uma espécie: Dioica: cada organismo possui apenas

Leia mais

Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos

Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos Prof. Rivaldo Assuntos Enfermagem em Oncologia e Cuidados Paliativos Administração e Gerenciamento de Enfermagem Enfermagem na Atenção à Saúde da Mulher e da Criança Enfermagem nas Doenças Transmissíveis

Leia mais

PIOMETRA: TÉCNICAS CIRÚRGICAS E CLÍNICAS PARA O TRATAMENTO.

PIOMETRA: TÉCNICAS CIRÚRGICAS E CLÍNICAS PARA O TRATAMENTO. PIOMETRA: TÉCNICAS CIRÚRGICAS E CLÍNICAS PARA O TRATAMENTO. BOCARDO, Marcelo HAMZÈ, Abdul L. Discentes de Medicina Veterinária FAMED- GARÇA ZAPPA, Vanessa Doscente de Medicina Veterinária FAMED- GARÇA.

Leia mais

METODOS CONTRACEPTIVOS ENF. MARIANA P. JUSTINO

METODOS CONTRACEPTIVOS ENF. MARIANA P. JUSTINO METODOS CONTRACEPTIVOS ENF. MARIANA P. JUSTINO METODOS DE BARREIRA Imobilizam os espermatozóides, impedindo-os de entrar em contato com o óvulo e de haver fecundação. Espermicidas (sob a forma de óvulos,

Leia mais

Hipogonadismo. O que é Hipogonadismo? Causas 25/02/ 2015. Minhavida.com.br

Hipogonadismo. O que é Hipogonadismo? Causas 25/02/ 2015. Minhavida.com.br Hipogonadismo O que é Hipogonadismo? Hipogonadismo é uma doença na qual as gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais, como a testosterona

Leia mais

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 43 MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 43 MÉTODOS CONTRACEPTIVOS BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 43 MÉTODOS CONTRACEPTIVOS Como pode cair no enem? (UFC) A pílula do dia seguinte é composta de hormônios, os mesmos da pílula anticoncepcional comum, só que em doses mais elevadas.

Leia mais

A Introdução dos Biológicos no Tratamento da Psoríase: experiência da Enfermagem em um Centro de Infusões

A Introdução dos Biológicos no Tratamento da Psoríase: experiência da Enfermagem em um Centro de Infusões A Introdução dos Biológicos no Tratamento da Psoríase: experiência da Enfermagem em um Centro de Infusões Enfª Resp. Téc. Ana Cristina de Almeida CIP-Centro de Infusões Pacaembú Agente Biológicos Os biológicos

Leia mais

Unidade II Vida e ambiente Aula 7.1 Conteúdo: Métodos Contraceptivos.

Unidade II Vida e ambiente Aula 7.1 Conteúdo: Métodos Contraceptivos. Unidade II Vida e ambiente Aula 7.1 Conteúdo: Métodos Contraceptivos. 2 Habilidade: Compreender o funcionamento dos principais métodos contraceptivos (comportamentais, químicos, de barreira e definitivos).

Leia mais

Amenorréia Induzida: Indicações. XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco

Amenorréia Induzida: Indicações. XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco Amenorréia Induzida: Indicações XIX Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte XVI Jornada da Maternidade Escola Januário Cicco I. Amenorréia Amenorréia secundária é um distúrbio que se

Leia mais

SAÚDE DA MULHER FACULDADE PITÁGORAS BETIM PROFª DANIELE REZENDE FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

SAÚDE DA MULHER FACULDADE PITÁGORAS BETIM PROFª DANIELE REZENDE FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO SAÚDE DA MULHER FACULDADE PITÁGORAS BETIM PROFª DANIELE REZENDE FISIOLOGIA DO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO SISTEMA REPRODUTOR FEMININO As estruturas reprodutivas femininas externas e internas desenvolvem-se

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Introdução Boa parte do funcionamento do corpo humano depende da comunicação entre as células por meio de mensageiros químicos que viajam pelos sangue. Conjunto de células produtoras de hormônios. Hormônios

Leia mais

TÍTULO: ENDOMETRIOSE COM FOCO EM DIAGNÓSTICO DE IMAGEM VIA ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL COM PREPARO INTESTINAL.

TÍTULO: ENDOMETRIOSE COM FOCO EM DIAGNÓSTICO DE IMAGEM VIA ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL COM PREPARO INTESTINAL. TÍTULO: ENDOMETRIOSE COM FOCO EM DIAGNÓSTICO DE IMAGEM VIA ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL COM PREPARO INTESTINAL. CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO:

Leia mais

ANEXO I - RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO (Artigo 4º-A da Directiva 65/65/CEE na sua última redacção)

ANEXO I - RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO (Artigo 4º-A da Directiva 65/65/CEE na sua última redacção) ANEXO I - RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO (Artigo 4º-A da Directiva 65/65/CEE na sua última redacção) RESUMO DAS CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO 1. DENOMINAÇÃO DA ESPECIALIDADE FARMACÊUTICA GONAL-F

Leia mais

Ela te enlouquece? Conheça mitos e verdades sobre a TPM 27/04/ 2015. Ibmed.com.br. Postado por Redação IBMED

Ela te enlouquece? Conheça mitos e verdades sobre a TPM 27/04/ 2015. Ibmed.com.br. Postado por Redação IBMED Ela te enlouquece? Conheça mitos e verdades sobre a TPM Postado por Redação IBMED 1) Toda Mulher tem TPM. MITO Nem toda mulher sofre com Tensão Pré-Menstrual e há algumas, muito poucas, que não exibem

Leia mais

Programa Analítico de Disciplina MED222 Mecanismos Básicos do Processo Saúde-Doença II

Programa Analítico de Disciplina MED222 Mecanismos Básicos do Processo Saúde-Doença II Programa Analítico de Disciplina Departamento de Medicina e Enfermagem - Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Número de créditos: 10 Teóricas Práticas Total Duração em semanas: 15 Carga horária semanal

Leia mais

ABORDAGEM DO CASAL INFÉRTIL

ABORDAGEM DO CASAL INFÉRTIL ABORDAGEM DO CASAL INFÉRTIL DEFINIÇÃO Infertilidade é a incapacidade do casal engravidar, após um ano de relações sexuais regulares, sem uso de método contraceptivos. A chance de um casal normal engravidar

Leia mais

HANSENÍASE Diagnósticos e prescrições de enfermagem

HANSENÍASE Diagnósticos e prescrições de enfermagem HANSENÍASE Diagnósticos e prescrições de enfermagem HANSENÍASE Causada pela Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que é um parasita intracelular obrigatório, com afinidade por células cutâneas e por

Leia mais