Relatório Final. Reflorestamento da Mata Atlântica através de Mecanismos Financeiros de Projetos de Carbono Florestal

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1 Relatório Final Reflorestamento da Mata Atlântica através de Mecanismos Financeiros de Projetos de Carbono Florestal Maio 2010 FBDS-Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável Rua Eng. Álvaro Niemeyer, 76 São Conrado Rio de Janeiro RJ Tel: (21) Fax: (21)

2 1 Introdução A recuperação de ecossistemas naturais ameaçados pela expansão das atividades agropecuárias e das cidades se tornou uma política pública em vários países do mundo. Muitas vezes, esses ecossistemas estão ligados a serviços ambientais fundamentais para a economia e o bem-estar social, como disponibilidade e qualidade de recursos hídricos, proteção do solo e valor de paisagem. Dentro desse espírito, a Secretária Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro iniciou um projeto que visa reflorestar uma quantidade considerável de hectares da Floresta Atlântica no estado, principalmente através de incentivos a pequenos proprietários rurais, que necessitam recuperar áreas de reserva legal e APPs. A Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) ficou responsável por estudos de mecanismos de financiamento do reflorestamento que melhor se adequassem às necessidades do Estado do Rio de Janeiro. As principais ações realizadas em nossa pesquisa foram o estudo dos mercados de carbono internacionais, a utilização de pagamentos por serviços ambientais (com foco nos recursos hídricos), a atração de empresas do setor de florestas comerciais para o estado e o desenvolvimento de fundos voluntários para captação de recursos voltados para o reflorestamento da Mata Atlântica. Também, foram realizadas entrevistas com grandes empresas sediadas no estado, assim como empresas com experiência no reflorestamento (empresas de energia e de florestas comerciais). Nessas entrevistas, sondamos o interesse das empresas em cooperar com um projeto nos moldes propostos pela Secretaria Estadual do Ambiente. Em seguida, foi produzido um mapa síntese das áreas prioritárias para a ação de reflorestamento, com ênfase para municípios com prevalência de pequenas propriedades rurais e próximos a unidades de conservação ou uso sustentável. Essa prioridade foi definida pela própria Secretaria do Ambiente, com o intuito de facilitar a adequação dos pequenos proprietários rurais às legislações ambientais e de construir uma rede de proteção e corredores ecológicos para a biodiversidade do estado. Esse relatório final contem a conclusão de nossos estudos. Todos os temas apresentados a seguir foram tratados de forma extensa nos relatórios preliminares. Porém, vale ressaltar que, após a definição de áreas prioritárias para a implementação de projetos de reflorestamento, novos estudos serão necessários para analisar com profundidade as áreas (onde estão as pequenas propriedades, quais respeitam as reservas legais e APPs, quem são os proprietários rurais), além da viabilidade econômica/financeira e técnica do projeto. A pedido da Secretária Estadual do Ambiente, foi incluído nesse estudo um cálculo preliminar do potencial de reflorestamento caso houvesse alguma obrigatoriedade de compensação das emissões de gases de efeito estufa por parte dos grandes emissores no estado. Esse exercício permite antevermos o total de áreas necessárias para a implementação de um programa de neutralização de emissões, assim como os custos para as instituições participantes. 1

3 2 Mecanismos de Financiamento para o Reflorestamento No caso de reflorestamento em áreas privadas como proposto pelo projeto da SEA existe a necessidade de se criar incentivos econômicos que façam o proprietário da terra aderir ao programa, uma vez que cabe a ele a decisão sobre que atividade implementar na área. Diferentemente de terras públicas, onde os custos do projeto de reflorestamento são expressos na quantidade de recursos necessária para a compra de mudas, preparação do solo e pagamento da mão-de-obra, no caso da propriedades privadas é necessário calcular também o custo de oportunidade da terra. Esse custo está associado a perda de renda que o proprietário terá ao deslocar uma atividade produtiva como agricultura, pasto ou expansão imobiliária de uma cidade para dedicar parte de sua área para o reflorestamento. Dessa forma, mecanismos que compensem a perda de receitas dos fazendeiros são primordiais para o sucesso de programas de reflorestamento nessas condições. Seguindo esse conceito, a FBDS pesquisou as principais ferramentas disponíveis para geração de renda em um programa de escopo similar ao proposto pela Secretaria Estadual de Ambiente. A seguir, um resumo desses mecanismos e sua adequação à realidade do Estado do Rio de Janeiro. 2.1 Mercados de Carbono Ao captar o carbono do ar e fixá-lo na biomassa durante seu crescimento, as vegetações contribuem para controlar a concentração de CO 2 na atmosfera. Assim, projetos de reflorestamento estão elegíveis para os principais mercados de carbono no mundo, sejam os obrigatórios, sejam os voluntários. Atualmente, praticamente não há contestação sobre o serviço ambiental prestado pelas florestas principalmente quando no estágio de crescimento na mitigação das mudanças climáticas globais. O pagamento do serviço ambiental de sequestro de carbono é um dos serviços providos pelas florestas com melhor estrutura de mercado. Desde que o aquecimento global entrou na agenda internacional, empresas, governos e ONGs demandam créditos de carbono como forma de compensar suas operações seja por obrigações legais, seja por uma demanda voluntária de redução de emissões líquidas de gases de efeito estufa. A principio, acreditou-se que os créditos de carbono seriam a solução para o financiamento de projetos de proteção florestal e reflorestamento. Porém, devido a problemas metodológicos e discordâncias políticas nas negociações do Protocolo de Kyoto, os projetos de carbono florestal foram se tornando marginais no mercado, com baixa demanda e preços inferiores ao cobrado por projetos de energias alternativas ou trocas de combustível. Levando em consideração a demanda e o preço, créditos de carbono florestal não devem ser encarados como uma solução definitiva para o financiamento de projetos florestais. Mesmo com o MDL Programático e metodologias de pequena escala que facilitam a implementação do projeto, assim como seu monitoramento e verificação, na nossa avaliação, o mercado de carbono regulado não tem a capacidade de ser utilizado como fonte primária de recursos do projeto proposto pela SEA. Existem outras alternativas no mercado de carbono para as florestas, como os mercados voluntários e a criação de uma legislação local que gere uma demanda exclusiva para o uso de créditos de carbono florestal. Nos mercados voluntários, os projetos com melhor preço para o 2

4 carbono utilizam metodologias parecidas com Kyoto (como VCS e GoldStandard) e também permanecem com dificuldades na sua implementação e venda. Para o caso de uma regulação estadual sobre o tema, foram estudados os casos do mercado australiano de crédito de carbono (que tem como característica ser o primeiro mercado obrigatório a utilizar créditos de reflorestamento), a regulação da Califórnia, que implicará numa série de medidas para reduzir a emissão per capita do estado americano, e o RGGI, uma iniciativa de estados do nordeste norte-americanos para controlar as emissões de GEE oriundas da geração termoelétrica com combustíveis fósseis. Após a apresentação dos resultados de nossa pesquisa, foi acordado entre a SEA e a FBDS o desenvolvimento de um exercício de cálculo sobre uma legislação que obrigasse grandes emissores de GEE do estado a compensar uma fração de suas emissões anuais através do financiamento de projeto de reflorestamento de mata nativa, nos moldes propostos pelo projeto inicial da SEA. A seguir, descreveremos esse exercício Exercício de Cálculo Compensação de Emissões de GEE Antes de procedermos com os cálculos, é importante salientar que todos os dados utilizados sobre o nível de emissões reguladas e a percentagem da neutralização nos foram disponibilizados pela SEA durante a reunião de apresentação dos resultados dos produtos anteriores (Mapa Síntese e Estudo de Mecanismos). Também, utilizamos informações sobre o sequestro de carbono realizado pelas espécies da Mata Atlântica, assim como os custos de reflorestamento, disponibilizados pela AES Tietê, em sua metodologia MDL para projetos de reflorestamento em reservatórios no Estado de São Paulo. Especificidades relacionadas à qualidade do solo, declividade, números de espécies utilizadas e outras condições climáticas podem alterar os resultados desse exercício, mas consideramos uma boa aproximação para o caso do Estado do Rio de Janeiro. Nesse exercício, iremos simular uma regulação para as emissões de gases de efeito estufa de grandes empresas localizadas no Estado do Rio de Janeiro. Essa regulação obrigará as empresas a neutralizar um percentual de suas emissões através de um programa de reflorestamento de Mata Atlântica em pequenas propriedades rurais. Cada hectare de floresta plantada terá o potencial de seqüestrar um quantidade de carbono da atmosfera ao longo de seu processo de crescimento. No final, estabeleceremos a quantidade de hectares necessários para neutralizar as emissões das empresas reguladas pelos próximos 30 anos, assim como os custos totais esperados do programa. Variáveis exógenas: Quantidade de Emissões Reguladas: segundo a SEA, cerca de 30 milhões de tco 2 e anuais poderiam ser consideradas a base de cálculo para as emissões no Estado do Rio de Janeiro que estariam sob algum programa de compensação de emissões. Esse número diz respeito as emissões de siderúrgicas e outras grandes indústrias já instaladas no estado, ou que tem como plano se instalar até o final da década. Taxa de Neutralização das Emissões: essa taxa será de 5% das emissões e é uma escolha do regulador e define quanto das emissões totais deverão ser neutralizadas através do programa de reflorestamento criado pela Secretaria Estadual do Ambiente. 3

5 Sequestro de Carbono por Hectare: segundo os dados da AES Tietê, para a florestas da Mata Atlântica é esperado um sequestro médio de 268 tco 2 por hectare ao longo de 22 anos. Depois dessa data, a taxa de sequestro anual cai significativamente e podemos simplificar nossos cálculos considerando que o estoque se estabiliza a partir do 23º ano. Preço do Reflorestamento: também utilizando dados da AES Tietê, vamos estimar os custos do reflorestamento em R$ 9.000,00 por hectare. Nesses custos estão incluídos a aquisição das espécies a serem reflorestadas, cercas para isolar a área, mão-de-obra e manutenção nos dois primeiros anos. Contando com projetos de instalação de grandes siderúrgicas e termoelétricas, além de um pólo petroquímico no estado, as emissões de gases de efeito estufa do Rio de Janeiro tendem a aumentar consideravelmente nos próximos anos. Como estratégia de mitigação das mudanças climáticas, o Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciaria uma regulação sobre as principais fontes emissoras. Essa compensação deveria ser realizada através da neutralização de 5% das emissões de gases de efeito estufa através do financiamento de um programa de reflorestamento de mata nativa em áreas do estado. Pelos dados do exercício, deveriam ser neutralizadas tco 2 e anualmente. Ao longo de 30 anos, as emissões totais inseridas no programa seriam de tco 2 e. Em termos de área florestada, serão necessários cerca de hectares por ano, totalizando hectares de reflorestamento de Mata Atlântica no Estado. Um programa de reflorestamento dessa envergadura impactará nos preços tanto das mudas quanto da mão-de-obra especializada. Dessa forma, as estimativas dos custos totais de iniciativa para as empresas reguladas não deve ser entendido como um número definitivo, mas como uma indicação de ordem de grandeza. Utilizando os custos atuais do programa de reflorestamento implementado pela AES Tietê no Estado de São Paulo, podemos estimar que o programa de compensação de emissões em R$ ,00 anualmente. Ao longo dos 30 anos do programa, estimamos em aproximadamente R$ ,00 os custos totais das empresas com reflorestamento. É importante ressaltar que nos cálculos de custo não estão inseridas as aquisições de propriedades para esse fim, pois, segundo a SEA, existem áreas de reserva legal e APPs em áreas privadas que necessitam ser reflorestadas. Também, vale ressaltar que a neutralização das emissões de carbono nesse programa não seguem um critério de temporalidade, uma vez que as emissões realizadas no ano 1, por exemplo, continuaram sendo compensadas no ano 22 pelas árvores plantadas no passado. Com a previsão de emissões constantes ao longo do tempo e o período de validade de 30 anos para o programa, a neutralização total das emissões reguladas só será concluída 52 anos após o primeiro ano Caso o programa de compensação não tenha um período de validade (como os 30 anos previstos no exemplo acima), seriam necessárias áreas adicionais de reflorestamento nos primeiros 21 anos do projeto para compensar todas as emissões reguladas, pois, durante esse intervalo, a captação de carbono pelos hectares de florestas seriam inferiores às tco 2 e emitidas pela indústria. Isso deriva do fato que o sequestro de carbono florestal em cada hectare acontece ao longo de 22 anos, enquanto as emissões industriais são realizadas anualmente. O gráfico abaixo ilustra a questão. 4

6 Gráfico 1: Déficit na Compensação de Emissões Deficit na Compensação de Emissões Deficit na Compensação de Emissões Anos do Projeto Fonte: Elaboração própria A área entre a curva e o eixo dos Anos do Projeto é o déficit total de carbono dos 21 anos em que o sequestro é inferior às emissões anuais da indústria. O valor dessa medida é de aproximadamente tco 2 e. Considerando a capacidade de sequestro total de carbono por hectare da Mata Atlântica de 268 tco 2 e (segundo os dados utilizados nesse exercício), temos a necessidade extra de hectares de florestas para neutralizar esse gap de compensação, provocado pelas características do sequestro de carbono florestal. Levando em consideração que, a partir do 22º ano do projeto, as florestal estarão seqüestrando anualmente tco 2 e, distribuímos essa área extra pelos primeiros 21 anos. Chegamos, assim, ao número de hectares anuais adicionais nesse intervalo de tempo. Resumindo, caso o programa de compensação por reflorestamento da Mata Atlântica não tenha um limite de tempo estabelecido, o cronograma de reflorestamento seguiria a seguinte forma: Nos primeiros 21 anos de projeto, seriam reflorestados anualmente hectares; A partir do 22º ano, seriam reflorestados anualmente hectares. Nesse caso, os custos anuais do projeto seriam de R$ ,00 nos primeiros 21 anos e de R$ ,00 a partir do 22º ano. Não há como estimar os custos totais do projeto, pois a hipótese inicial desse cenário é exatamente a ausência de uma data final para o programa. Incêndios, pragas e desmatamentos ilegais podem atrapalhar a capacidade das florestas em compensar as emissões das indústrias. Seria prudente incluir um percentual de segurança na Taxa de Neutralização das Emissões para cobrir possíveis emissões oriundas das florestas. Esse percentual seria calculado levando em conta os riscos de cada um desses problemas no Estado do Rio de Janeiro. 5

7 2.2 Pagamentos de Serviços Ambientais Recursos Hídricos O pagamento pelos recursos hídricos já está sendo utilizado em todo o mundo como forma de financiar o reflorestamento. O pagamento pela utilização das águas de uma bacia hidrográfica é uma realidade, inclusive no próprio Estado do Rio de Janeiro. Muitas vezes, as florestas tem um papel fundamental na conservação de importantes mananciais que abastecem grandes cidades e importantes indústrias. Contudo, ainda não é comum que parte do dinheiro da outorga pelo uso da água vá para o incentivo à conservação florestal, com o acréscimo da renda dos agricultores da região. O caso mais notório de pagamentos de serviços de água para capitalizar um projeto de reflorestamento para proteção de mananciais é o da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. Desde 1991, foram destinados cerca de US$ 2 bilhões para o pagamento de agricultores que protegem os mananciais o equivalente à US$ 5.000,00 por hectare. O programa foi desenhado quando estimou-se o preço de uma nova unidade de filtragem de água entre US$ 4 bilhões e US$ 8 bilhões. A conservação das florestas e o reflorestamento, em algumas regiões, tornou desnecessária a construção da unidade. Outras regiões do mundo também tem programas parecidos. No Brasil, podemos citar o programa ProdutorES, do Estado do Espírito Santo, que começou um projeto de pagamento de serviços ambientais ligados à água. Em 2009, foram destinados R$ 17,5 mil para a proteção de 112 hectares em um projeto piloto. Consideramos a regularização de um sistema de pagamentos de agricultores que protegem ou reflorestam mananciais uma atitude estratégica para o Estado do Rio de Janeiro. Esse modelo pode ser aplicado em paralelo a outros mecanismos de financiamento para o reflorestamento e tem o benefício de gerar incentivos para reduzir o consumo de água e os custos com a manutenção da qualidade do recurso. 2.3 Fundos Voluntários Nos moldes do Fundo Amazônia, que capta recursos para serem usados em programas e pesquisas que efetivamente contribuem para a redução do desmatamento da Amazônia, seria possível desenvolver um fundo para o reflorestamento da Mata Atlântica. Inclusive, existe um Mecanismo da Mata Atlântica, criado pela SEA e gerido pelo FUNBIO, que administra recursos de compensações ambientais de investimentos no estado e os utiliza para capitalizar projetos em unidades de conservação públicas (como exigido pela lei). Porém, dentro desse mesmo mecanismo, já existe a possibilidade de captação de recursos voluntários que poderiam ser utilizados em projetos em áreas privadas. Com uma campanha de fund raising, a SEA poderia alavancar a utilização desse instrumento. Existem outros fundos, nacionais e internacionais, que podem ter recursos elegíveis para projetos de reflorestamento em áreas particulares como por exemplo, Fundo de Mudanças Climáticas do governo brasileiro e o BIO CARBON FUND do Banco Mundial. A adequação dos projetos de reflorestamento do Estado do Rio de Janeiro, contudo, deve ser analisada caso a caso. 6

8 2.4 Florestas Comerciais A atração de empresas de florestas comerciais para o Estado do Rio de Janeiro pode ser um bom incentivo para a recuperação de florestas nativas, devido à necessidade dessas empresas e de seus fornecedores estarem em conformidade com as legislações ambientais como forma de inserção em mercados competitivos. Em muitas ocasiões, as próprias empresas prestam auxílio técnico e financeiro (como garantia em bancos) para os fazendeiros regularizarem suas propriedades com relação à reserva legal e às APPs. Recentemente, o Estado do Rio de Janeiro alterou a sua legislação sobre florestas plantadas. A legislação antiga criava restrições para a implementação desses projetos, tornando o Rio de Janeiro um dos únicos estados do centro-sul brasileiro a não figurar na lista dos principais produtores do país. Consideramos uma boa alternativa para o estado a atração de empresas do setor de florestas comerciais como estratégia para o reflorestamento da Mata Atlântica. 3 Mapa Síntese Para a preparação do Mapa Síntese de Áreas Prioritárias para Reflorestamento foram utilizados os seguintes dados: Mapa de Uso e Cobertura da Terra do Zoneamento Ecológico Econômico 2007 (SEA) Tabulação especial do Censo Agropecuário 2006 (IBGE) Mapa Unidades de Proteção Ambiental 2008 (SEA) A elaboração do Mapa Síntese seguiu as recomendações da SEA para o programa de reflorestamento. Foram definidos como prioridade as regiões que concentram pequenas propriedades rurais e que estão próximas de unidades de proteção ambiental, tanto federais quanto estaduais. Foram identificadas áreas de prioridade muito alta na Região Serrana, no Norte do estado e nas proximidades dos municípios de Rio Bonito, Silva Jardim e Casimiro de Abreu. É importante salientar que essas áreas devem ser melhor especificadas caso a Secretaria Estadual do Ambiente decida prosseguir com o projeto de reflorestamento em áreas privadas. A escala do mapa não permite analisar quais as propriedades específicas, assim como não é possível avaliar onde a reserva legal e as APPs podem ser recuperadas. 7

9 4 Conclusão A busca de mecanismos de financiamento para reflorestamento em áreas privadas é uma prioridade para implementadores de políticas públicas e fundamental para a restauração da Mata Atlântica, uma vez que a região abarcada pelo bioma é constituída por inúmeras propriedades rurais e cidades. Seguindo o desenho do projeto proposto pela Secretaria Estadual do Ambiente, priorizando a recuperação de reservas legais e APPs em pequenas propriedades, a FBDS analisou alguns dos mecanismos de incentivos que mais tiveram sucesso em outras experiências no mundo. Os mercados de carbono e de água, fundos voluntários e a atração de indústrias florestais foram aquelas que apresentaram melhores resultados considerando também a adequação às realidades do estado. A FBDS recomenda que a Secretaria Estadual do Ambiente inicie seu projeto de reflorestamento elegendo duas ou três regiões de alta prioridade no estado para aprofundar seus estudos nos seguintes temas: Áreas realmente disponíveis para o reflorestamento Adequação das propriedades à legislação ambiental Vontade de participação dos proprietários rurais da região Viabilidade técnica do reflorestamento Estrutura financeira de implementação do reflorestamento Desafios econômicos para o sucesso do projeto ELABORAÇÃO: Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável EQUIPE: Walfredo Schindler Luis Alberto Saporta Maio de

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