Rafael Rodrigues de Oliveira

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Rafael Rodrigues de Oliveira"

Transcrição

1 Curso de Engenharia de Computação Trabalho de Conclusão de Curso FUNDAMENTOS DE GERENCIAMENTO DE REDES CORPORATIVAS E PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO UTILIZANDO SNMP Rafael Rodrigues de Oliveira Itatiba 2010

2 ii RAFAEL RODRIGUES DE OLIVEIRA R.A FUNDAMENTOS DE GERENCIAMENTO DE REDES CORPORATIVAS E PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO UTILIZANDO SNMP Monografia apresentada à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II, do curso de Engenharia de Computação da Universidade São Francisco, sob a orientação do Prof. Marcelo Augusto Gonçalves Bardi, como exigência parcial para conclusão do curso de graduação. Orientador: Prof. Marcelo Augusto Gonçalves Bardi Itatiba 2010

3 Aos meus pais Roberto e Elisabete. iii

4 iv Agradecimentos Agradeço, primeiramente, a Deus. Ao Prof. Marcelo Augusto Gonçalves Bardi, meu orientador, que acreditou no meu trabalho e auxiliou-me para que o mesmo fosse concluído com sucesso. Aos meus companheiros de sala: Paulo, David, Marcio, Leandro, Gustavo e João Paulo, pela amizade e todo o auxílio durante o curso. A todas as pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para que este trabalho fosse produzido, principalmente, a todos os professores que durante todo curso me instruíram nas aulas e enriqueceram meu conhecimento.

5 v O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário Albert Einsten

6 vi RESUMO Atualmente, corporações de mais variados portes e ramos de atividade, são totalmente dependentes da tecnologia. Com as redes de computadores e a Internet, as informações são transmitidas através de longas distâncias em poucos segundos e, assim, é difícil imaginar a execução manual de muitos processos realizados nas corporações. Desta forma, é inevitável a ocorrência de prejuízos financeiros substanciais caso algum sistema fique inoperante por algum tempo, o que torna indispensável a utilização de soluções de gerenciamento e monitoramento de redes de comunicação. Assim, este trabalho apresenta os fundamentos do gerenciamento de redes com vistas à estrutura do protocolo Simple Network Management Protocol (SNMP), cuja utilização é potencializada com o auxílio de ferramentas de monitoramento, tais como Zabbix. Como estudo de caso, foi proposta a implantação de uma solução de monitoramento para todos os equipamentos vitais ao negócio da corporação Finamax S/A C.F.I (Jundiaí, SP), que possui uma estrutura de tecnologia composta por diversos equipamentos, tais como, servidores, roteadores, switches, links de internet, terminais de saque, no-break, storage e, dois rádios, que interligam os prédios da empresa. Ela permitiu à equipe de tecnologia da informação prever e detectar falhas mais rapidamente, além de armazenar dados de performance e disponibilidade, visando facilitar o planejamento de expansão da estrutura, caso seja detectada a necessidade. Antes dessa solução, muitas verificações eram realizadas de forma manual, inclusive com algumas omissões que só eram descobertas depois da paralisação total do serviço. Agora, com o monitoramento, o departamento de informática maximizou a disponibilidade dos serviços, prevendo e diminuindo o tempo de recuperação das falhas. Além disso, um histórico dos dados fica armazenado, possibilitando a consulta posterior visando detectar a necessidade de melhorias. Finalmente, os colaboradores do departamento foram desonerados de tarefas repetitivas de monitoramento dos equipamentos e, com isso, ficam livres para realizar outras tarefas. Palavras-chave: monitoramento de redes, ambientes corporativos, SNMP.

7 vii ABSTRACT Nowadays, corporations are totally dependent of information technology. By computer networks and Internet, information is transmitted through long distances in a few seconds and, because of this, it s hard to imagine manual execution of many processes performed in the corporation. Thus, it is inevitable the occurrence of substantial financial losses if a system become unreachable for some time, forcing the use of solutions for managing and monitoring networks. So, this work has shown the fundamentals of network management using the Simple Network Management Protocol attached to monitoring tools, such as Zabbix. As a case study, it was proposed the deployment of a monitoring solution for all vital network devices to the business of Finamax S/A C.F.I (Jundiaí-SP), which has a technology infrastructure with many types of equipment such as servers, routers, switches, Internet links, cash dispensers, no-break, storage and two radios, which connect the buildings of the company. It enabled the information technology department to predict and detect problems faster, and store performance and availability data to help the expansion plans if the need is detected. Before this solution, many verifications were performed manually and some of them were excluded and discovered only after complete breakdown of the service. Now, with the monitoring, the IT department has maximized the availability of services, anticipating and reducing the recovery time of failures. In addition, a log database is constantly fed, enabling a future query to detect the need for improvements. Finally, the department s employees were relieved of repetitive tasks to monitor the equipment and, therefore, are free to perform other tasks. Key words: network monitoring, corporations, SNMP.

8 viii LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Estrutura de funcionamento do SNMP... 6 Figura 2 Estrutura hierárquica da MIB... 8 Figura 3 Gráfico gerado pelo Zabbix através da coleta dos dados do host Figura 4 Item de disco configurado no Zabbix Figura 5 Item de memória no Zabbix Figura 6 Item de serviço configurado no Zabbix Figura 7 Item uptime para um host Windows no Zabbix Figura 8 Item de interface no Zabbix Figura 9 Tela de configuração do evntwin Figura 10 - Tela geral do Zabbix com os triggers que foram ativados acusando problemas Figura 11 enviado pelo Zabbix informando que um problema foi corrigido Figura 12 Gráfico de utilização do processador em um servidor Windows Figura 13 Gráfico de utilização de disco em um servidor Windows Figura 14 Gráfico de utilização de memória em um servidor Windows Figura 15 Gráfico de tráfego de rede em um servidor Windows Figura 16 Gráfico de temperatura do processador em um servidor Dell Figura 17 Gráfico de temperatura da bateria do no-break Figura 18 Gráfico de tráfego de rede entrante no rádio situado na Matriz da empresa Figura 19 Gráfico de utilização de CPU do servidor de banco de dados Figura 20 Dados coletados do link no decorrer do tempo Figura 21 alertando um erro no log de eventos do Windows Figura 22 alertando que um serviço não foi iniciado no servidor Figura 23 Televisão LCD instalada no departamento de TI, exibindo o painel de indicadores do Zabbix

9 ix LISTA DE TABELAS Tabela 1 Mensagens do protocolo SNMP...7 Tabela 2 Ativos de rede contidos na corporação...13 Tabela 3 Itens monitorados nos ativos de rede...14 Tabela 4 Itens de CPU criados no Zabbix e os respectivos OIDs SNMP...16 Tabela 5 Intervalos para verificação dos itens de disco Tabela 6 Processos e os respectivos executáveis verificados...23 Tabela 7 OID dos itens que armazenam os valores do tráfego de rede na MIB SNMP...25 Tabela 8 Parâmetros do script trafegointerface.sh que identifica cada sub-rede da empresa Tabela 9 Itens do OpenManage situados na MIB SNMP...30 Tabela 10 Itens verificados no no-break e os respectivos OIDs SNMP Tabela 11 Itens do Zabbix, respectivos triggers e valores de comparação utilizados...34 Tabela 12 Itens, respectivos triggers e valores de comparação utilizados para os servidores da fabricante Dell...36

10 x LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AMD Advanced Micro Devices ASN.1 Abstract Syntax Notation One BMC Baseboard Management Controller CPU Central Process Unit DHCP Dynamic Host Configuration Protocol DNS Domain Name Service DVR Digital Video Recorder IANA Internet Assigned Numbers Authority IPv6 Internet Protocol Version 6 ISA Internet Security and Acceleration ISO International Organization for Standardization LCD Liquid Crystal Display MIB Management Information Base MRTG Multi Router Traffic Grapher OID Object Identifier PDU Protocol Data Unit PHP PHP Hypertext Preprocessor POS Point of Sale RAM Random Access Memory RFC Request for Comments RPM Rotações por minuto SLA Service Level Agreement SNMP Simple Network Management Protocol TCP/IP Transmission Control Protocol/Internet Protocol TI Tecnologia da informação UDP User Datagram Protocol

11 xi Sumário 1. Introdução Objetivos Organização do trabalho Aspectos teóricos Gerenciamento de redes corporativas SNMP MIB Abstract Syntax Notation One Ferramentas de monitoramento Zabbix Estudo de caso Recursos Computacionais Servidor Ativos de rede Itens monitorados Metodologia de Desenvolvimento Instalação e configurações Monitoramento Servidores Switches No-Break Rádios Roteadores Storage Triggers do Zabbix Alertas... 38

12 xii Gráficos Resultados e Discussão Conclusão Contribuições Extensões Bibliografia Apêndice A Shell scripts de consulta ao disco Apêndice B Shell scripts de verificação da memória Apêndice C Shell script de verificação dos serviços Apêndice D Shell scripts de monitoramento da interface de rede ANEXO 1 Certificado de participação no 5º SoLiSC... 58

13 1 1.Introdução Nos tempos atuais, é difícil imaginar nossa vida sem os computadores. Se observarmos, veremos que em várias de nossas tarefas diárias, eles estão presentes. Deparamo-nos com as máquinas quando vamos à farmácia, abastecer o carro, a um restaurante e tantos outros lugares. Uma grande rede de supermercados em um dia de grande movimento, mesmo com um sistema informatizado, costuma ter filas grandes. Porém, se tudo fosse realizado de forma manual, com certeza, essas filas seriam muito maiores e os clientes perderiam várias horas do dia para pagar as mercadorias. Na maioria das vezes, damos o devido valor às máquinas quando elas param de funcionar e nossa rotina é comprometida. Uma falha no provedor de Internet, por e- xemplo, pode nos impedir de enviar um importante para o professor fazendo com que o trabalho seja entregue fora do prazo. Assim, surge a questão sobre como se recuperar ou se prevenir para que tais falhas aconteçam. Investimentos são feitos visando prover alta disponibilidade caso um equipamento falhe e outro possa manter o processo em operação. Mesmo assim, em uma rede com dezenas ou centenas de ativos, o administrador necessita ter conhecimento das falhas para que elas possam ser corrigidas. Em um primeiro momento, poderia se pensar na idéia de dedicar algum tempo, diariamente, para a verificação do status de todos os dispositivos da rede. Por exemplo, conectar em cada servidor e verificar o espaço livre em disco, verificar a utilização de processador e a existência de algum erro nos logs, checar se todos os links de Internet estão respondendo normalmente, etc. Entretanto, os computadores permitem que tarefas repetitivas sejam automatizadas fazendo com que o ser humano tenha mais tempo livre para criar. Com isso, existe uma incoerência em verificar manualmente aparelhos que são utilizados para a automação de processos. Outro ponto é que as corporações possuem equipes enxutas e, desta forma, fica difícil alocar um colaborador para, unicamente, verificar os ativos em razão de haver outros problemas mais urgentes de serem solucionados. Desta forma, surgiram as ferramentas de monitoramento e gerenciamento de redes. Com elas, o trabalho de verificar a disponibilidade dos ativos de rede foi automatizado. Assim, centenas de ativos podem ser consultados e, de forma automática, alertas

14 2 são gerados visando prever que uma anomalia ocorra. Por exemplo, o aparecimento de erros na transmissão de uma interface de rede pode indicar que em breve ela falhará e, com isso, pode-se providenciar a substituição antes que o serviço seja interrompido. A automatização da tarefa de monitoramento permite que: O administrador dedique seu tempo para novos projetos e melhorias para a corporação; Contratos sejam cumpridos, para aqueles que exigem um tempo mínimo de disponibilidade do serviço; O responsável seja notificado, mesmo estando fora da corporação; Seja verificado se algum equipamento está sobrecarregado e necessita ser substituído ou melhorado. No mercado existem várias ferramentas desta categoria. Algumas delas são específicas para determinada tarefa, por exemplo, para gerar gráficos, e outras são mais completas e incorporam vários recursos no mesmo pacote. Em uma sociedade tão dependente dos computadores, as soluções de monitoramento e gerenciamento de rede tornam-se indispensáveis e devem estar presentes nas corporações que desejam economizar nos custos e melhorar a disponibilidade dos serviços. Neste contexto, a Finamax é uma corporação do ramo financeiro que além de e- fetuar operações de crédito a pessoas físicas e jurídicas, opera como administradora de cartão de crédito de alguns estabelecimentos, tais como, farmácias e supermercados, que operam todos os dias da semana e, alguns, 24 horas por dia. Assim, em razão de não haver pessoal da equipe de infraestrutura disponível todo o tempo, a solução de monitoramento ajuda na detecção de problemas em qualquer horário e permite que o responsável seja notificado em qualquer lugar através de uma mensagem no celular, por exemplo. Além da plena implementação do trabalho, deve-se destacar sua seleção para a- presentação oral, de acordo com o certificado de participação contido no anexo 1, no 5º SoLiSC, Congresso Catarinense de Software Livre, que aconteceu nos dias 22 e 23 de outubro de 2010 na cidade de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina.

15 3 1.1.Objetivos Este trabalho tem por objetivo implementar o protocolo SNMP no monitoramento e gerenciamento dos ativos da rede de uma corporação privada, utilizando como ferramenta de apoio o Zabbix, permitindo o envio de alertas aos administradores, criação de mapas da rede, gráficos de uso dos dispositivos, relatórios de disponibilidade, etc. Além disso, neste estudo será possível analisar, com detalhes, o conteúdo das MIBs do protocolo SNMP contidas nos mais variados dispositivos, tais como: Switches, no- Break, storage, servidores, etc. Nos casos em que a MIB básica não atenda, serão desenvolvidas novas para suprir a demanda da corporação. 1.2.Organização do trabalho O início do trabalho contém uma breve teoria acerca de técnicas de gerenciamento de redes corporativas. Em seguida, é feita referência ao protocolo SNMP enumerando detalhes sobre sua estrutura e funcionamento. Logo após, há uma breve introdução acerca das ferramentas de monitoramento de rede, descrevendo suas características e citando algumas delas e, finalmente, encerra-se a parte teórica discursando-se sobre o Zabbix, o software utilizado nesta implementação, mostrando sua estrutura de funcionamento e suas funcionalidades, de acordo com o desenvolvedor. Parte-se então para a parte metodológica onde é mostrado o servidor no qual a ferramenta foi instalada. Depois, são listados todos os ativos de rede considerados vitais e com necessidade de verificação. Em seguida, é citado em detalhes como foram aplicados os monitoramentos dos itens dos hosts, tais como, uso de processador, de disco, memória, tempo ligado, temperatura, etc.

16 4 2.Aspectos teóricos Neste capítulo, são apresentados alguns aspectos teóricos que permitem a melhor compreensão da aplicação do estudo caso de caso, que será apresentado posteriormente, iniciando-se com a introdução e apresentação de alguns conceitos acerca do gerenciamento de redes corporativas, mostrando sua importância e os desafios enfrentados pelas corporações. Em seguida, é descrito o protocolo padrão da Internet, utilizado na gerência dos dispositivos, o SNMP. Finalmente, são relatadas as ferramentas de monitoramento de redes, que permitem suprir as deficiências do SNMP, agregando várias funções muito úteis ao mesmo. 2.1.Gerenciamento de redes corporativas Em uma corporação, a rede pode ser formada por centenas ou milhares de componentes interligados através de cabos ou transmissão sem fio. Desta forma, é normal algum deles apresentar problemas por falhas, configuração incorreta ou, ainda, estar sobrecarregado ou com baixa utilização. O administrador precisa manter toda esta estrutura funcionando normalmente, de um local centralizado, pois a corporação pode possuir vários escritórios interligados e o departamento de tecnologia é, geralmente, situado na matriz. Assim, é necessário que haja algo para auxiliar nesta tarefa. Vamos citar, por exemplo, uma usina nuclear. Uma falha em seu funcionamento pode provocar algum vazamento e, com isso, trazer consequências catastróficas para o ambiente local, pois o resíduo é altamente tóxico. Assim, deve existir um monitoramento crítico de todos os componentes e qualquer problema necessita ser avisado imediatamente, evitando que a repercussão seja mínima. Quando as redes surgiram, na ocorrência de algum problema, o mesmo era verificado utilizando-se o comando ping e, então eram realizadas alterações nas configurações, o dispositivo era reiniciado ou solicitava-se através do telefone para outro colaborador verificar o equipamento. Entretanto, a Internet cresceu e, hoje, interliga o mundo todo e as redes locais aumentaram em complexidade e no número de hosts. O administrador precisa detectar falhas em uma interface de rede, por exemplo. Se ele trabalha em uma corporação prestadora de serviços de TI, é necessário que os

17 5 níveis de performance e disponibilidade estabelecidos em um contrato com o cliente sejam respeitados e, com isso, é necessário monitorá-los. Em relação à segurança, por exemplo, ele precisa ser notificado acerca da tentativa de invasão a rede da corporação. A ISO criou um modelo de gerenciamento de redes de computadores que é definido em cinco categorias exemplificadas abaixo [Kurose, 2006]: No gerenciamento de performance deve-se controlar e analisar a utilização de todos os componentes da rede; Na categoria de gerenciamento de falhas o objetivo é detectar e corrigir um problema, além de registrá-lo; No gerenciamento de configuração, o administrador precisa enumerar todos os dispositivos contidos na rede e as configurações de hardware e software contidas em cada um deles; Na área de gerenciamento de privilégios é especificado que se deve gerenciar e registrar o acesso dos usuários aos equipamentos fazendo uso de quotas e privilégios; No gerenciamento de segurança o controle de acesso aos recursos é definido a- través de uma política. Por exemplo, uma autoridade certificadora, que emite certificados aos usuários e o uso de firewalls para registrar e controlar o acesso a rede, estão nesta categoria. Assim, pode-se concluir que o gerenciamento de rede visa integrar todos os componentes, seja de hardware ou software e, permitir que os mesmos sejam analisados e configurados, de acordo com a necessidade, visando prover um serviço com qualidade e segurança necessárias. 2.2.SNMP De acordo com [Cisco, 2010], o SNMP é um protocolo da camada de aplicação que facilita a troca de informações de gerenciamento entre dispositivos de rede. Ele é parte da suíte do protocolo TCP/IP. Além disso, ele permite aos administradores gerenciar a performance, encontrar e resolver problemas, e planejar o crescimento da rede. O SNMP está definido na RFC1157 e atualmente está na terceira versão a qual possui várias melhorias, principalmente, na área de segurança. Tornou-se um padrão na Internet e, hoje em dia, está contido em vários ativos de rede, como impressoras, swit-

18 6 ches, no-breaks, pontos de acesso wireless, roteadores, modems e, além disso, em vários sistemas operacionais. A estrutura de funcionamento do SNMP é composta, basicamente, de quatro i- tens, tal como ilustra a Figura 1: Gerente SNMP, também conhecido como sistema de gerenciamento de rede, sendo responsável por se comunicar com todos os agentes contidos na rede monitorando o status e alterando configurações quando for necessário; Dispositivo gerenciado, que é um ativo de rede, tal como, impressora, servidor, roteador etc., que contém instalado o agente SNMP; Agente SNMP, utilizado pelo gerente SNMP para a obtenção dos dados contidos no dispositivo gerenciado; Management Information Base, que representa a base de dados de itens gerenciáveis contido em um dispositivo, tais como o uso de disco em determinada partição, a temperatura do processador, o tempo do sistema operando desde a última inicialização, a quantidade de erros na transmissão de pacotes TCP etc. Figura 1 Estrutura de funcionamento do SNMP (Cisco, 2010). O tráfego do protocolo SNMP faz uso do UDP, que faz parte da família TCP/IP. Em razão de ele não realizar nenhum tipo de verificação com relação à integridade ou

19 7 confirmação de recebimento dos dados, o uso de recursos do dispositivo é mínimo. Com isso, o serviço de monitoramento não influencia no desempenho do ativo. De acordo com [Chesani, 2010], a troca de informações entre o agente e o gerente ocorre através de mensagens SNMP. Elas são formadas pela versão do protocolo, a comunidade e um dos sete tipos de mensagens, que são chamadas de PDU. Os sete tipos de mensagens SNMP, utilizadas na troca de informações de gerenciamento, estão enumerados na Tabela 1: Tabela 1 Mensagens do protocolo SNMP. Tipo de PDU GetRequest GetNextRequest GetBulkRequest InformRequest SetRequest Response Trap Descrição Obtenção do valor de algum objeto da MIB pelo gerente SNMP do dispositivo gerenciado. Obtenção do próximo valor contido MIB. De acordo com [Kurose, 2006] obtenção de valores em grandes blocos de dados, por exemplo, valores em uma grande tabela. Exibe ao gerente SNMP todos os dados que estão disponíveis no ativo para serem gerenciados. Altera no dispositivo um ou mais valores contidos na MIB. É uma resposta gerada a uma das outras ações já listadas na tabela. Por exemplo, se houve erro ou sucesso na operação. Esta mensagem é enviada do dispositivo para o gerente, informando a ocorrência de algum evento importante, por exemplo, a falha de um componente de hardware. Por fim, define-se comunidade (community) SNMP como um conjunto de caracteres que funciona como uma senha. Assim, ao acessar o dispositivo para a obtenção dos dados, o gerente deverá fornecer a comunidade que foi configurada no dispositivo gerenciado MIB Conforme descrito na seção 2.1, a MIB é um banco de dados que possui o status de todos os itens gerenciáveis contidos em determinado equipamento, que podem ser escaláveis ou tabulares. No primeiro, é definida uma instância única do objeto, por e- xemplo, nome do host. Já no segundo, os itens são agrupados em tabelas dentro da mesma, podendo-se citar os serviços em execução no sistema operacional, por exemplo.

20 8 A organização da MIB é dada de forma hierárquica, sendo organizada através de números separados por pontos, tal como ilustra a Figura 2. Isso se deve porque existem vários tipos de dispositivos diferentes compatíveis com o SNMP e muitos deles possuem itens específicos a serem monitorados. Além disso, muitos fabricantes de software ou hardware também criam instâncias próprias de objetos. Existe um ramo chamado private ( ) que possui o código de várias corporações registradas na IANA. Por exemplo, MIBs criadas pela Cisco para o monitoramento de seus roteadores estão situadas nesta área da árvore. Para os objetos padronizados e comuns a todos os equipamentos, existe um ramo específico chamado management ( ). Figura 2 Estrutura hierárquica da MIB (Cisco, 2010) Abstract Syntax Notation One O monitoramento de diferentes dispositivos que possuem arquiteturas distintas de software e hardware requer que exista uma padronização na apresentação dos dados de status do mesmo. Por exemplo, processadores de diferentes arquiteturas armazenam dados na memória de variadas formas. Assim, o SNMP sendo um protocolo utilizado como padrão para monitoramento na Internet, deve garantir que não haja conflitos entre os equipamentos.

21 9 Para sanar este problema, surge o ASN.1 o qual define como os dados devem ser apresentados para a transmissão através da rede pelo protocolo SNMP. Ele fornece uma linguagem para a descrição dos dados e algumas regras para a codificação das informações. O formato tem a estrutura Tipo, Comprimento e Valor (TLV). Assim, na transmissão de cada item remetido, primeiramente, é enviado o tipo, em seguida, o comprimento e, finalmente, o valor. 2.3.Ferramentas de monitoramento Apesar de o protocolo SNMP prover uma excelente estrutura para o gerenciamento dos mais variados dispositivos, alguns recursos importantes não são cobertos por ele. O administrador pode coletar os valores contidos na MIB do equipamento e verificar se alguma falha ocorreu ou está próxima, porém, não é possível, por exemplo, obter um histórico dos dados coletados para a montagem de relatórios e gráficos. Além disso, não se pode enviar alertas através do ou mensagem de texto no celular, entre outras coisas. Com isso, torna-se necessário agregar a ele outra solução para que o monitoramento da rede seja ainda mais eficaz. Desta forma, entram em ação as ferramentas de monitoramento de rede, que permitem agregar estas funcionalidades não supridas pelo protocolo. Estes softwares podem fazer uso do SNMP para a coleta dos dados e, então, encarregam-se de armazená-los para a geração de gráficos e históricos. Além disso, permitem o envio de alertas através das mais variadas mídias ( , mensagem de texto para um celular ou pager, etc.), baseando-se em valores ideais pré-determinados, a geração de mapas da rede para melhor visualização do problema, entre outras funcionalidades. No mercado estão disponíveis dezenas de opções proprietárias e gratuitas, tais como, Zabbix 1 (desenvolvido por Zabbix SIA), Nagios 2 (desenvolvido por Ethan Galstad), Cacti 3 (desenvolvido por The Cacti Group), MRTG 4 (desenvolvido por Tobi Oeti- 1 O Zabbix pode ser obtido em 2 O Nagios pode ser obtido em 3 O Cacti pode ser obtido em

22 10 ker), etc. Cabe, assim, ao administrador escolher aquela que mais se encaixa ao perfil da corporação Zabbix O Zabbix é uma ferramenta gratuita desenvolvida pela empresa Zabbix SIA, a qual disponibiliza o download gratuito e vende serviços de suporte, treinamento e consultoria. Foi desenvolvida utilizando as linguagens C e PHP e para o armazenamento das informações é compatível com vários bancos de dados, tais como: MySQL 5, PostgreSQL 6 e Oracle 7. A configuração e visualização das informações são feitas através de uma interface web acessível através de qualquer navegador (Figura 3). Os ativos devem ser todos cadastrados e a eles devem ser associados os itens que serão coletados, que podem ser através do protocolo SNMP ou através do agente da ferramenta que é fornecido para vários sistemas operacionais. Figura 3 Gráfico gerado pelo Zabbix através da coleta dos dados do host (Autor, 2010). 4 O MRTG pode ser obtido em 5 O MySQL pode ser obtido em 6 O PostgreSQL pode ser obtido em 7 O Oracle pode ser obtido em

23 11 Ele utiliza o conceito de templates para facilitar a associação de itens aos respectivos ativos. Por exemplo, pode-se criar um template que possua todos os itens que necessitam de monitoramento em um switch (Uptime, tráfego das portas, status das portas, erros de transmissão, etc.), os triggers, que disparam os alertas na ocorrência de uma anomalia, e associá-los a todos os dispositivos semelhantes. Desta forma, não é necessário tratar cada ativo de forma individual, mas sim, em grupos baseados na sua característica. De acordo com [Zabbix SIA, 2010], ele possui várias características. Algumas delas estão enumeradas abaixo: Configuração e acesso aos dados centralizados; Apto a monitorar hosts simultaneamente; Processa milhares de verificações de disponibilidade e performance por segundo; Envia alertas através de diversas mídias diferentes; Possui mapas, gráficos e permite ao usuário criar visualizações próprias; Relatório de SLA em tempo real. A sigla exibida, de acordo com [Overby, 2006], é um contrato entre um fornecedor de serviços de TI e um cliente especificado, em geral em termos mensuráveis, quais serviços o fornecedor vai prestar; Possui recurso de descoberta automática de hosts e monitora-os automaticamente; Possui permissões de usuário flexíveis e proteção contra ataques de força bruta para acesso a interface de administração; Suporta o IPv6; Suporta SNMP versões 1, 2 e 3, além de traps SNMP; Possui agentes para vários sistemas operacionais.

24 12 3.Estudo de caso Nesta seção, inicia-se a aplicação do estudo de caso. Aqui é relatado de que forma foi implementada a ferramenta de monitoramento Zabbix, juntamente com o protocolo SNMP para a verificação dos ativos de rede, na corporação Finamax. 3.1.Recursos Computacionais Servidor O computador utilizado para o monitoramento da rede tem a seguinte configuração: Sistema operacional: Ubuntu Server AMD_64. Processador: AMD Athlon 64 X2 2.3 GHz. Memória RAM: 4 GBytes. Disco rígido: 80 GBytes. Ferramenta de monitoramento: Zabbix Banco de dados: MySQL 5.1. De acordo com o manual da ferramenta [Zabbix SIA, 2010], a configuração de hardware descrita acima, cobre o monitoramento de até 500 dispositivos. O número de ativos monitorados é 81. Desta forma, o servidor atende tranquilamente os requisitos necessários Ativos de rede A Finamax é uma corporação do ramo financeiro que atua na área de crédito, financiamento e investimento e, também, administra cartões de alguns estabelecimentos. Desta forma, baseando-se no negócio da corporação e a dependência dele em relação aos equipamentos de tecnologia, foi possível enumerar quais necessitam de monitora-

Funcionalidades da ferramenta zabbix

Funcionalidades da ferramenta zabbix Funcionalidades da ferramenta zabbix Jordan S. Romano¹, Eduardo M. Monks¹ ¹Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC PELOTAS (FATEC PELOTAS) Rua Gonçalves Chaves,

Leia mais

SETIS- III Seminário de Tecnologia Inovação e Sustentabilidade 4 e 5 de novembro de 2014.

SETIS- III Seminário de Tecnologia Inovação e Sustentabilidade 4 e 5 de novembro de 2014. Sistema de Monitoramento Zabbix Eduardo Jonck jonck.info@gmail.com Jeferson Catarina catarinajeferson@gmail.com Resumo: O Sistema Zabbix é um código aberto free lançado em 2001. Em 2005 foi fundada a Empresa

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO SOFTWARE LIVRE CACTI PARA GERENCIAMENTO DE REDES LOCAIS DE COMPUTADORES

UTILIZAÇÃO DO SOFTWARE LIVRE CACTI PARA GERENCIAMENTO DE REDES LOCAIS DE COMPUTADORES UTILIZAÇÃO DO SOFTWARE LIVRE CACTI PARA GERENCIAMENTO DE REDES LOCAIS DE COMPUTADORES Filipe Herbert da Silva 1, Marco Aurélio G. de Almeida 1, Jonhson de Tarso Silva 1, Karina Buttignon 1 1 Fatec Guaratinguetá,

Leia mais

Gerenciamento de Equipamentos Usando o Protocolo SNMP

Gerenciamento de Equipamentos Usando o Protocolo SNMP Gerenciamento de Equipamentos Usando o Protocolo SNMP Diego Fraga Contessa, Everton Rafael Polina Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento - CP Eletrônica S.A. Rua da Várzea 379 - CEP 91040-600 - Porto

Leia mais

5º Semestre. AULA 02 Introdução a Gerência de Redes (Arquitetura e Áreas de Gerenciamento)

5º Semestre. AULA 02 Introdução a Gerência de Redes (Arquitetura e Áreas de Gerenciamento) Disciplina: Gerência de Redes Professor: Jéferson Mendonça de Limas 5º Semestre AULA 02 Introdução a Gerência de Redes (Arquitetura e Áreas de Gerenciamento) 2014/1 Agenda de Hoje Evolução da Gerência

Leia mais

Implantação do Zabbix para monitoramento de infraestrutura

Implantação do Zabbix para monitoramento de infraestrutura Implantação do Zabbix para monitoramento de infraestrutura Raphael Celuppi Curso de Especialização em Redes e Segurança de Sistemas Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, Setembro 2009 Sumário

Leia mais

Revisão para a prova B2. Conteúdo das Aulas: 10, 11 e 14

Revisão para a prova B2. Conteúdo das Aulas: 10, 11 e 14 Revisão para a prova B2 Conteúdo das Aulas: 10, 11 e 14 Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor: Fernando Santorsula fernando.santorsula@esamc.br Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor:

Leia mais

GOVBR- UEM-MARINGA PREFEITURA MUNICIPAL DE PEROLA

GOVBR- UEM-MARINGA PREFEITURA MUNICIPAL DE PEROLA GERENCIAMENTO DE PROJETOS PRONIM, IMPLANTAÇÃO SQL SERVER GOVBR- UEM-MARINGA PREFEITURA MUNICIPAL DE PEROLA Cliente GOVBR, UEM-MARINGA / Prefeitura Municipal de PEROLA Data 10/09/2015 Versão 1.0 Objeto:

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Prof. Macêdo Firmino Princípios de Gerência de Redes Macêdo Firmino (IFRN) Redes de Computadores Maio de 2011 1 / 13 Introdução Foi mostrado que uma rede de computadores consiste

Leia mais

Gerência de Redes e Serviços de Comunicação Multimídia

Gerência de Redes e Serviços de Comunicação Multimídia UNISUL 2013 / 1 Universidade do Sul de Santa Catarina Engenharia Elétrica - Telemática 1 Gerência de Redes e Serviços de Comunicação Multimídia Aula 4 Ferramentas de Gerência de Redes Sistema de Gerência

Leia mais

Rede de Computadores II

Rede de Computadores II Rede de Computadores II Slide 1 SNMPv1 Limitações do SNMPv1 Aspectos que envolvem segurança Ineficiência na recuperação de tabelas Restrito as redes IP Problemas com SMI (Structure Management Information)

Leia mais

Gerência de Redes. Profa. Márcia Salomão Homci mhomci@hotmail.com

Gerência de Redes. Profa. Márcia Salomão Homci mhomci@hotmail.com Gerência de Redes Profa. Márcia Salomão Homci mhomci@hotmail.com Plano de Aula Histórico Introdução Gerenciamento de Redes: O que é Gerenciamento de Redes? O que deve ser gerenciado Projeto de Gerenciamento

Leia mais

Software de gerenciamento do sistema Intel. Guia do usuário do Pacote de gerenciamento do servidor modular Intel

Software de gerenciamento do sistema Intel. Guia do usuário do Pacote de gerenciamento do servidor modular Intel Software de gerenciamento do sistema Intel do servidor modular Intel Declarações de Caráter Legal AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE DOCUMENTO SÃO RELACIONADAS AOS PRODUTOS INTEL, PARA FINS DE SUPORTE ÀS PLACAS

Leia mais

INTERCONEXÃO DE REDES DE COMPUTADORES

INTERCONEXÃO DE REDES DE COMPUTADORES 1 Resumo 2 INTERCONEXÃO DE REDES DE COMPUTADORES Parte 7 Introdução à Gerência de Redes Introdução Segurança SNMPv1, SNMPv2 Segurança SNMPv3 Prof. Pedro S. Nicolletti (Peter), 2013 Introdução 3 4 Com o

Leia mais

GLADIADOR INTERNET CONTROLADA v.1.2.3.9

GLADIADOR INTERNET CONTROLADA v.1.2.3.9 GLADIADOR INTERNET CONTROLADA v.1.2.3.9 Pela grande necessidade de controlar a internet de diversos clientes, a NSC Soluções em Informática desenvolveu um novo produto capaz de gerenciar todos os recursos

Leia mais

Requisitos do Sistema

Requisitos do Sistema PJ8D - 017 ProJuris 8 Desktop Requisitos do Sistema PJ8D - 017 P á g i n a 1 Sumario Sumario... 1 Capítulo I - Introdução... 2 1.1 - Objetivo... 2 1.2 - Quem deve ler esse documento... 2 Capítulo II -

Leia mais

MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com. Gerenciamento e Administração de Redes

MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com. Gerenciamento e Administração de Redes MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com Gerenciamento e Administração de Redes 2 Gerência de Redes ou Gerenciamento de Redes É o controle de qualquer objeto passível de ser monitorado numa estrutura de

Leia mais

Aula 1 Windows Server 2003 Visão Geral

Aula 1 Windows Server 2003 Visão Geral Aula 1 Windows Server 2003 Visão Geral Windows 2003 Server Introdução Nessa Aula: É apresentada uma visão rápida e geral do Windows Server 2003. O Foco a partir da próxima aula, será no serviço de Diretórios

Leia mais

TECNOLOGIA WEB INTERNET PROTOCOLOS

TECNOLOGIA WEB INTERNET PROTOCOLOS INTERNET PROTOCOLOS 1 INTERNET Rede mundial de computadores. Também conhecida por Nuvem ou Teia. Uma rede que permite a comunicação de redes distintas entre os computadores conectados. Rede WAN Sistema

Leia mais

Capítulo 9. Gerenciamento de rede

Capítulo 9. Gerenciamento de rede 1 Capítulo 9 Gerenciamento de rede 2 Redes de computadores I Prof.: Leandro Soares de Sousa E-mail: leandro.uff.puro@gmail.com Site: http://www.ic.uff.br/~lsousa Não deixem a matéria acumular!!! Datas

Leia mais

Descritivo Técnico. SLAView - Descritivo Técnico Build 5.0 release 4 16/02/2011 Página 1

Descritivo Técnico. SLAView - Descritivo Técnico Build 5.0 release 4 16/02/2011 Página 1 Descritivo Técnico 16/02/2011 Página 1 1. OBJETIVO O SLAview é um sistema de análise de desempenho de redes IP por meio da monitoração de parâmetros de SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Gerenciamento de Redes Prof. Thiago Dutra Agenda n Introdução n O que Gerenciar? n Definição n Modelo de Gerenciamento n Infraestrutura de Gerenciamento

Leia mais

Estudo da Ferramenta Cacti, para análise de desempenho de rede

Estudo da Ferramenta Cacti, para análise de desempenho de rede Estudo da Ferramenta Cacti, para análise de desempenho de rede Eduardo Perez Pereira 1, Rodrigo Costa de Moura 1 1 Centro Politécnico Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Félix da Cunha, 412 - Pelotas

Leia mais

Sistemas de Monitoração de Rede. Resumo

Sistemas de Monitoração de Rede. Resumo Sistemas de Monitoração de Rede Roberto Majewski Especialização em Redes e Segurança de Sistemas Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, novembro de 2009 Resumo Com o grande crescimento da

Leia mais

Gerência e Administração de Redes

Gerência e Administração de Redes Gerência e Administração de Redes IFSC UNIDADE DE SÃO JOSÉ CURSO TÉCNICO SUBSEQUENTE DE TELECOMUNICAÇÕES! Prof. Tomás Grimm Agenda! Apresentação da disciplina! Introdução! Tipos de Gerência! Ferramentas

Leia mais

Infracontrol versão 1.0

Infracontrol versão 1.0 Infracontrol versão 1.0 ¹Rafael Victória Chevarria ¹Tecnologia em Redes de Computadores - Faculdade de Tecnologia SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) Rua Gonçalves Chaves 602-A Centro 96015-560

Leia mais

Faculdade de Tecnologia SENAC Goiás. Disciplina: Gerenciamento de Rede de Computadores. Goiânia, 16 de novembro de 2014.

Faculdade de Tecnologia SENAC Goiás. Disciplina: Gerenciamento de Rede de Computadores. Goiânia, 16 de novembro de 2014. Faculdade de Tecnologia SENAC Goiás Disciplina: Gerenciamento de Rede de Computadores : Goiânia, 16 de novembro de 2014. Faculdade de Tecnologia SENAC Goiás Professor: Marissol Martins Alunos: Edy Laus,

Leia mais

Gerência de Redes e Serviços de Comunicação Multimídia

Gerência de Redes e Serviços de Comunicação Multimídia UNISUL 2013 / 1 Universidade do Sul de Santa Catarina Engenharia Elétrica - Telemática 1 Gerência de Redes e Serviços de Comunicação Multimídia Aula 3 Gerenciamento de Redes Cenário exemplo Detecção de

Leia mais

Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte

Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte O TCP/IP, na verdade, é formado por um grande conjunto de diferentes protocolos e serviços de rede. O nome TCP/IP deriva dos dois protocolos mais

Leia mais

Curso de extensão em Administração de redes com GNU/Linux

Curso de extensão em Administração de redes com GNU/Linux Eduardo Júnior Administração de redes com GNU/Linux Curso de extensão em Administração de redes com GNU/Linux Eduardo Júnior - ihtraum@dcc.ufba.br Gestores da Rede Acadêmica de Computação Departamento

Leia mais

MANUAL DE INSTRUÇÕES

MANUAL DE INSTRUÇÕES MANUAL DE INSTRUÇÕES 1 Conteúdo 1. LogWeb... 3 2. Instalação... 4 3. Início... 6 3.1 Painel Geral... 6 3.2 Salvar e Restaurar... 7 3.3 Manuais... 8 3.4 Sobre... 8 4. Monitoração... 9 4.1 Painel Sinóptico...

Leia mais

ALGUNS CONCEITOS. Rede de Computadores

ALGUNS CONCEITOS. Rede de Computadores ALGUNS CONCEITOS Rede de Computadores Prof. Airton Ribeiro de Sousa E-mail: airton.ribeiros@gmail.com 1 OBJETIVO 1. Compartilhar recursos computacionais disponíveis sem considerar a localização física

Leia mais

Uc-Redes Técnico em Informática André Luiz Silva de Moraes

Uc-Redes Técnico em Informática André Luiz Silva de Moraes Roteiro 2: Conceitos Básicos de Redes: parte 1 Neste roteiro são detalhados os equipamentos componentes em uma rede de computadores. Em uma rede existem diversos equipamentos que são responsáveis por fornecer

Leia mais

Uc-Redes Técnico em Informática André Luiz Silva de Moraes

Uc-Redes Técnico em Informática André Luiz Silva de Moraes Roteiro 2: Conceitos Básicos de Redes: parte 1 Neste roteiro são detalhados os equipamentos componentes em uma rede de computadores. Em uma rede existem diversos equipamentos que são responsáveis por fornecer

Leia mais

Uma poderosa ferramenta de monitoramento. Madson Santos - madson@pop-pi.rnp.br Técnico de Operação e Manutenção do PoP-PI/RNP

Uma poderosa ferramenta de monitoramento. Madson Santos - madson@pop-pi.rnp.br Técnico de Operação e Manutenção do PoP-PI/RNP Uma poderosa ferramenta de monitoramento Madson Santos - madson@pop-pi.rnp.br Técnico de Operação e Manutenção do PoP-PI/RNP Abril de 2008 O que é? Características Requisitos Componentes Visual O que é?

Leia mais

Gerência de Redes de Computadores. 05 Gerência de Hospedeiros (Hosts)

Gerência de Redes de Computadores. 05 Gerência de Hospedeiros (Hosts) Gerência de Redes de Computadores 05 Gerência de Hospedeiros (Hosts) UFCG / DSC / JPS * 05 GERÊNCIA DE HOSPEDEIROS 1 TIPOS DE HOSPEDEIROS DOIS TIPOS DE HOSPEDEIROS o Servidores o Estações Clientes HÁ GRANDE

Leia mais

Copyright 2015 Mandic Cloud Solutions - Somos Especialistas em Cloud. www.mandic.com.br

Copyright 2015 Mandic Cloud Solutions - Somos Especialistas em Cloud. www.mandic.com.br Sumário 1. Boas vindas... 4 2. Dashboard... 4 3. Cloud... 5 3.1 Servidores... 5 o Contratar Novo Servidor... 5 o Detalhes do Servidor... 9 3.2 Cloud Backup... 13 o Alteração de quota... 13 o Senha do agente...

Leia mais

Professor: Macêdo Firmino Configuração TCP/IP no Windows 7

Professor: Macêdo Firmino Configuração TCP/IP no Windows 7 Professor: Macêdo Firmino Configuração TCP/IP no Windows 7 Se você tem mais que um computador ou outros dispositivos de hardware, como impressoras, scanners ou câmeras, pode usar uma rede para compartilhar

Leia mais

MRS. Monitoramento de Redes e Sistemas

MRS. Monitoramento de Redes e Sistemas MRS Monitoramento de Redes e Sistemas Origem Crescimento rede REGIN de 16 para 293 municípios. Diversidade de tipos de erros. Minimizar esforço e tempo humano gastos na detecção e eliminação de problemas.

Leia mais

MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 UTILIZANDO O VMWARE PLAYER

MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 UTILIZANDO O VMWARE PLAYER MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 UTILIZANDO O VMWARE PLAYER TÁSSIO JOSÉ GONÇALVES GOMES tassiogoncalvesg@gmail.com MINICURSO WINDOWS SERVER 2008 TÁSSIO GONÇALVES - TASSIOGONCALVESG@GMAIL.COM 1 CONTEÚDO Arquitetura

Leia mais

DHCP. Definindo DHCP: Fundamentação teórica do DHCP. Esquema visual

DHCP. Definindo DHCP: Fundamentação teórica do DHCP. Esquema visual Definindo DHCP: DHCP O DHCP é a abreviatura de Dynamic Host Configuration Protocol é um serviço utilizado para automatizar as configurações do protocolo TCP/IP nos dispositivos de rede (computadores, impressoras,

Leia mais

Gerenciamento de Redes

Gerenciamento de Redes Gerenciamento de Redes As redes de computadores atuais são compostas por uma grande variedade de dispositivos que devem se comunicar e compartilhar recursos. Na maioria dos casos, a eficiência dos serviços

Leia mais

PAINEL MANDIC CLOUD. Mandic. Somos Especialistas em Cloud. Manual do Usuário

PAINEL MANDIC CLOUD. Mandic. Somos Especialistas em Cloud. Manual do Usuário Mandic. Somos Especialistas em Cloud. PAINEL MANDIC CLOUD Manual do Usuário 1 BEM-VINDO AO SEU PAINEL DE CONTROLE ESTE MANUAL É DESTINADO AO USO DOS CLIENTES DA MANDIC CLOUD SOLUTIONS COM A CONTRATAÇÃO

Leia mais

Gerenciamento de Redes de Computadores. Introdução ao Gerenciamento de Redes

Gerenciamento de Redes de Computadores. Introdução ao Gerenciamento de Redes Introdução ao Gerenciamento de Redes O que é Gerenciamento de Redes? O gerenciamento de rede inclui a disponibilização, a integração e a coordenação de elementos de hardware, software e humanos, para monitorar,

Leia mais

INTERCONEXÃO DE REDES DE COMPUTADORES

INTERCONEXÃO DE REDES DE COMPUTADORES 1 INTERCONEXÃO DE REDES DE COMPUTADORES Parte 7 Introdução à Gerência de Redes Prof. Pedro S. Nicolletti (Peter), 2013 Resumo 2 Conceitos Básicos de SNMP Introdução Arquitetura MIB Segurança SNMPv1, SNMPv2

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA

MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA FAZENDA Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional PGFN Departamento de Gestão Corporativa - DGC Coordenação-Geral de Tecnologia da Informação - CTI CATÁLOGO DE SERVIÇOS DE TECNOLOGIA Infraestrutura

Leia mais

INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial

INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial 2 1. O Sistema PrinterTux O Printertux é um sistema para gerenciamento e controle de impressões. O Produto consiste em uma interface web onde o administrador efetua o cadastro

Leia mais

Gerenciamento de Redes - Evolução. Gerenciamento de Rede. Gerenciamento de Rede NOC NOC

Gerenciamento de Redes - Evolução. Gerenciamento de Rede. Gerenciamento de Rede NOC NOC s - Evolução 1970s 1970s 1980s 1980s Dispositivos 1990s 1990s Browser A Web Server Mainframe Estação Gerenciadora Browser C Browser B NOC (Network( Operation Center) Conjunto de atividades para manter

Leia mais

Capítulo 8 - Aplicações em Redes

Capítulo 8 - Aplicações em Redes Capítulo 8 - Aplicações em Redes Prof. Othon Marcelo Nunes Batista Mestre em Informática 1 de 31 Roteiro Sistemas Operacionais em Rede Modelo Cliente-Servidor Modelo P2P (Peer-To-Peer) Aplicações e Protocolos

Leia mais

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação 1 Introdução à Camada de Transporte Camada de Transporte: transporta e regula o fluxo de informações da origem até o destino, de forma confiável.

Leia mais

DELL POWERVAULT SÉRIE MD ARMAZENAMENTO DE DADOS MODULAR ARMAZENAMENTO DE DADOS DELL POWERVAULT SÉRIE MD

DELL POWERVAULT SÉRIE MD ARMAZENAMENTO DE DADOS MODULAR ARMAZENAMENTO DE DADOS DELL POWERVAULT SÉRIE MD ARMAZENAMENTO DE DADOS MODULAR ARMAZENAMENTO DE DADOS DELL POWERVAULT SÉRIE MD Simplificação da TI O Dell série MD pode simplificar a TI, otimizando sua arquitetura de armazenamento de dados e garantindo

Leia mais

Aula 07 - Ferramentas para Administração e Gerência de Redes

Aula 07 - Ferramentas para Administração e Gerência de Redes Arquitetura do Protocolo da Internet Aula 07 - Ferramentas para Administração e Gerência de Redes Prof. Esp. Camilo Brotas Ribeiro cribeiro@catolica-es.edu.br Revisão AS ou SA; IGP e EGP; Vetor de Distância,

Leia mais

Tutorial de TCP/IP Parte 21 Roteiro Para Resolução de Problemas

Tutorial de TCP/IP Parte 21 Roteiro Para Resolução de Problemas Introdução: Tutorial de TCP/IP Parte 21 Roteiro Para Resolução de Problemas Prezados leitores, esta é a primeira parte, desta segunda etapa dos tutoriais de TCP/IP. As partes de 01 a 20, constituem o módulo

Leia mais

Revisão Gerenciar consiste em supervisionar e controlar seu funcionamento para que ele satisfaça aos requisitos tanto dos seus usuários quanto dos

Revisão Gerenciar consiste em supervisionar e controlar seu funcionamento para que ele satisfaça aos requisitos tanto dos seus usuários quanto dos Revisão Gerenciar consiste em supervisionar e controlar seu funcionamento para que ele satisfaça aos requisitos tanto dos seus usuários quanto dos seu proprietários. A sua rede deve está rigorosamente

Leia mais

BlackBerry Enterprise Server

BlackBerry Enterprise Server BlackBerry Enterprise Server Versão: 5.0 Service pack: 3 Guia de monitoramento Publicado: 2011-04-02 SWD-1398426-0402045748-012 Conteúdo 1 Solução de monitoramento do BlackBerry Enterprise Server... 5

Leia mais

Laboratório Configuração do SNMP

Laboratório Configuração do SNMP Topologia Tabela de Endereçamento Objetivos Dispositivo Interface Endereço IP Máscara de Sub-Rede Gateway padrão R1 G0/1 192.168.1.1 255.255.255.0 N/A S0/0/0 192.168.2.1 255.255.255.252 N/A R2 S0/0/0 192.168.2.2

Leia mais

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III 1 REDE DE COMPUTADORES III 1. Introdução MODELO OSI ISO (International Organization for Standardization) foi uma das primeiras organizações a definir formalmente

Leia mais

Laboratório de Gerência de Redes Introdução. Departamento de Ciência da Computação Universidade Federal de Minas Gerais

Laboratório de Gerência de Redes Introdução. Departamento de Ciência da Computação Universidade Federal de Minas Gerais Laboratório de Introdução Departamento de Ciência da Computação Universidade Federal de Minas Gerais Gerência de redes Monitoração e controle da rede a fim de garantir seu funcionamento correto e seu valor

Leia mais

Disciplina Fundamentos de Redes. Introdução ao Endereço IP. Professor Airton Ribeiro de Sousa Outubro de 2014

Disciplina Fundamentos de Redes. Introdução ao Endereço IP. Professor Airton Ribeiro de Sousa Outubro de 2014 Disciplina Fundamentos de Redes Introdução ao Endereço IP 1 Professor Airton Ribeiro de Sousa Outubro de 2014 PROTOCOLO TCP - ARQUITETURA Inicialmente para abordamos o tema Endereço IP, é necessário abordar

Leia mais

Ferramentas Livres para Monitoração de Servidores

Ferramentas Livres para Monitoração de Servidores Ferramentas Livres para Monitoração de Servidores Arlindo Follador Neto 1, Joaquim Quinteiro Uchôa 2 1 Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia Elétrica Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Leia mais

Monitoramento Inteligente:

Monitoramento Inteligente: Ebook Exclusivo Monitoramento Inteligente: Melhore a eficiência operacional, automatize processos e aumente a produtividade. E s pec i a li s ta em S e rv i ços G e r e n c i a do s Segurança de de Perímetro

Leia mais

Intranets. FERNANDO ALBUQUERQUE Departamento de Ciência da Computação Universidade de Brasília 1.INTRODUÇÃO

Intranets. FERNANDO ALBUQUERQUE Departamento de Ciência da Computação Universidade de Brasília 1.INTRODUÇÃO Intranets FERNANDO ALBUQUERQUE Departamento de Ciência da Computação Universidade de Brasília 1.INTRODUÇÃO As intranets são redes internas às organizações que usam as tecnologias utilizadas na rede mundial

Leia mais

Utilizando o Cricket para monitoração de Servidores. Sérgio A. Meyenberg Jr. Especialização em Redes e Segurança de Sistemas

Utilizando o Cricket para monitoração de Servidores. Sérgio A. Meyenberg Jr. Especialização em Redes e Segurança de Sistemas Utilizando o Cricket para monitoração de Servidores Sérgio A. Meyenberg Jr Especialização em Redes e Segurança de Sistemas Curitiba, outubro de 2010 Resumo O objetivo deste Artigo é demonstrar as funcionalidades

Leia mais

SMTP, POP, IMAP, DHCP e SNMP. Professor Leonardo Larback

SMTP, POP, IMAP, DHCP e SNMP. Professor Leonardo Larback SMTP, POP, IMAP, DHCP e SNMP Professor Leonardo Larback Protocolo SMTP O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) é utilizado no sistema de correio eletrônico da Internet. Utiliza o protocolo TCP na camada

Leia mais

Especificação Técnica

Especificação Técnica Especificação Técnica Última atualização em 31 de março de 2010 Plataformas Suportadas Agente: Windows XP e superiores. Customização de pacotes de instalação (endereços de rede e dados de autenticação).

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES 09/2013 Cap.3 Protocolo TCP e a Camada de Transporte 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura da bibliografia básica. Os professores

Leia mais

SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE)

SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE) SISTEMA DE ARMAZENAMENTO (STORAGE) Possuir capacidade instalada, livre para uso, de pelo menos 5.2 (cinco ponto dois) TB líquidos em discos SAS/FC de no máximo 600GB 15.000RPM utilizando RAID 5 (com no

Leia mais

MANUAL DO USUÁRIO SUMÁRIO

MANUAL DO USUÁRIO SUMÁRIO SUMÁRIO 1. Home -------------------------------------------------------------------------------------------------------- 7 2. Cadastros -------------------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

SISTEMA DE GERÊNCIA - DmView

SISTEMA DE GERÊNCIA - DmView Sistema de Gerenciamento DmView O DmView é o Sistema de Gerência desenvolvido para supervisionar e configurar os equipamentos DATACOM, disponibilizando funções para gerência de supervisão, falhas, configuração,

Leia mais

Conceitos sobre TCP/IP. Endereços IP (Internet Protocol) Introdução

Conceitos sobre TCP/IP. Endereços IP (Internet Protocol) Introdução Conceitos sobre TCP/IP Endereços IP (Internet Protocol) Introdução O uso de computadores em rede e, claro, a internet, requer que cada máquina tenha um identificador que a diferencie das demais. Para isso,

Leia mais

O endereço IP (v4) é um número de 32 bits com 4 conjuntos de 8 bits (4x8=32). A estes conjuntos de 4 bits dá-se o nome de octeto.

O endereço IP (v4) é um número de 32 bits com 4 conjuntos de 8 bits (4x8=32). A estes conjuntos de 4 bits dá-se o nome de octeto. Endereçamento IP Para que uma rede funcione, é necessário que os terminais dessa rede tenham uma forma de se identificar de forma única. Da mesma forma, a interligação de várias redes só pode existir se

Leia mais

Análise do Monitoramento de Redes com Software Livre Utilizando Nagios

Análise do Monitoramento de Redes com Software Livre Utilizando Nagios Análise do Monitoramento de Redes com Software Livre Utilizando Nagios Thiago Guimarães Tavares 1 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO) Araguatins TO Brasil {thiagogmta}@gmail.com

Leia mais

A EMPRESA. A Future Technology é uma divisão da Do Carmo voltada para o mercado de soluções em tecnologia.

A EMPRESA. A Future Technology é uma divisão da Do Carmo voltada para o mercado de soluções em tecnologia. A EMPRESA A Future Technology é uma divisão da Do Carmo voltada para o mercado de soluções em tecnologia. A experiência da Future Technology nas diversas áreas de TI disponibiliza aos mercados público

Leia mais

Organização do Curso. Instalação e Configuração. Módulo II. Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores

Organização do Curso. Instalação e Configuração. Módulo II. Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores 1 Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores Sistemas Operacionais de Redes I - Linux Prof.: Nelson Monnerat Instalação e Configuração 1 Sistemas Operacionais de Redes I - Linux Módulo

Leia mais

Parceiro Oficial de Soluções Zabbix no Brasil

Parceiro Oficial de Soluções Zabbix no Brasil Apresentação A Vantage TI conta uma estrutura completa para atender empresas de todos os segmentos e portes, nacionais e internacionais. Nossos profissionais dedicam-se ao desenvolvimento e criação de

Leia mais

Grid e Gerenciamento Multi-Grid

Grid e Gerenciamento Multi-Grid Principais Benefícios Alta disponibilidade, Escalabilidade Massiva Infoblox Oferece serviços de rede sempre ligados através de uma arquitetura escalável, redundante, confiável e tolerante a falhas Garante

Leia mais

REDES ESAF. leitejuniorbr@yahoo.com.br 1 Redes - ESAF

REDES ESAF. leitejuniorbr@yahoo.com.br 1 Redes - ESAF REDES ESAF 01 - (ESAF - Auditor-Fiscal da Previdência Social - AFPS - 2002) Um protocolo é um conjunto de regras e convenções precisamente definidas que possibilitam a comunicação através de uma rede.

Leia mais

Redes de Computadores II. Professor Airton Ribeiro de Sousa

Redes de Computadores II. Professor Airton Ribeiro de Sousa Redes de Computadores II Professor Airton Ribeiro de Sousa 1 PROTOCOLO IP IPv4 - Endereçamento 2 PROTOCOLO IP IPv4 - Endereçamento A quantidade de endereços possíveis pode ser calculada de forma simples.

Leia mais

TRAINING PARTNER TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO OFICIAL ZABBIX

TRAINING PARTNER TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO OFICIAL ZABBIX TRAINING PARTNER TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO OFICIAL ZABBIX A VANTAGE Educacional é parceira oficial da ZABBIX SIA para oferecer o Treinamento e Certificação Oficial Zabbix Certified Specialist e Certified

Leia mais

Controlar Aplicações e Serviços com Monitoramento de Rede

Controlar Aplicações e Serviços com Monitoramento de Rede Controlar Aplicações e Serviços com Monitoramento de Rede White Paper Autor: Daniel Zobel, Chefe de Desenvolvimento de Software Paessler AG Publicado em: março/2014 PÁGINA 1 DE 8 Índice Introdução: Evite

Leia mais

Guia de Conectividade Worldspan Go Res! A V A N Ç A D O

Guia de Conectividade Worldspan Go Res! A V A N Ç A D O Guia de Conectividade Worldspan Go Res! A V A N Ç A D O Í n d i c e Considerações Iniciais...2 Rede TCP/IP...3 Produtos para conectividade...5 Diagnosticando problemas na Rede...8 Firewall...10 Proxy...12

Leia mais

O que são DNS, SMTP e SNM

O que são DNS, SMTP e SNM O que são DNS, SMTP e SNM O DNS (Domain Name System) e um esquema de gerenciamento de nomes, hierárquico e distribuído. O DNS define a sintaxe dos nomes usados na Internet, regras para delegação de autoridade

Leia mais

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Conhecer os modelo OSI, e TCP/IP de cinco camadas. É importante ter um padrão para a interoperabilidade entre os sistemas para não ficarmos

Leia mais

Troubleshooting Versão 1.0

Troubleshooting Versão 1.0 Troubleshooting Versão 1.0 As informações contidas neste documento estão sujeitas a alteração sem notificação prévia. Os dados utilizados nos exemplos contidos neste manual são fictícios. Nenhuma parte

Leia mais

MANUAL DE INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO

MANUAL DE INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO PÉGASUS (ETHERNET) STUDIO V2.02 MANUAL DE INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO Rua Coronel Botelho, 64 - Alto da Lapa - CEP: 05088-020 São Paulo - SP - Brasil +55 (11) 3832-6102 PÉGASUS (ETHERNET) STUDIO V2.02 - MANUAL

Leia mais

Manual de Instalação

Manual de Instalação Manual de Instalação Produto: n-mf Xerox Versão do produto: 4.7 Autor: Bárbara Vieira Souza Versão do documento: 1 Versão do template: Data: 09/04/01 Documento destinado a: Parceiros NDDigital, técnicos

Leia mais

Lista 3 Exercícios de Gestão de Redes

Lista 3 Exercícios de Gestão de Redes 1. Quais os fatores que contribuem para o sucesso de uma operação de gerenciamento? O sucesso de uma operação de Gerenciamento depende dos seguintes fatores: O sistema de gerenciamento invocador deve ter

Leia mais

SolarWinds Kiwi Syslog Server

SolarWinds Kiwi Syslog Server SolarWinds Kiwi Syslog Server Monitoramento de syslog fácil de usar e econômico O Kiwi Syslog Server oferece aos administradores de TI o software de gerenciamento mais econômico do setor. Fácil de instalar

Leia mais

A partir do XMon é possível:

A partir do XMon é possível: Monitoramento XMon É uma ferramenta para gerenciar o seu ambiente de TI de forma centralizada e constante, obtendo informações precisas da performance de todos os seus ativos e previna possíveis problemas

Leia mais

Universidade de Brasília

Universidade de Brasília Universidade de Brasília Introdução a Microinformática Turma H Redes e Internet Giordane Lima Porque ligar computadores em Rede? Compartilhamento de arquivos; Compartilhamento de periféricos; Mensagens

Leia mais

Administration Kit. Parte de Kaspersky Business Space Security Kaspersky Enterprise Space Security Kaspersky Total Space Security

Administration Kit. Parte de Kaspersky Business Space Security Kaspersky Enterprise Space Security Kaspersky Total Space Security Administration Kit Parte de Kaspersky Business Space Security Kaspersky Enterprise Space Security Kaspersky Total Space Security O Kaspersky Administration Kit é uma ferramenta de administração centralizada

Leia mais

SISTEMAS OPERACIONAIS LIVRES GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS NO WINDOWS. Professor Carlos Muniz

SISTEMAS OPERACIONAIS LIVRES GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS NO WINDOWS. Professor Carlos Muniz SISTEMAS OPERACIONAIS LIVRES GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS NO WINDOWS Se todos os computadores da sua rede doméstica estiverem executando o Windows 7, crie um grupo doméstico Definitivamente, a forma mais

Leia mais

Nesta sessão introduziremos os conceitos básicos do Cacti, e como fazer para instalá-lo em seu computador.

Nesta sessão introduziremos os conceitos básicos do Cacti, e como fazer para instalá-lo em seu computador. Cacti é uma ferramenta gráfica de gerenciamento de dados de rede que disponibiliza a seus usuários uma interface intuitiva e bem agradável de se usar, sendo acessível a qualquer tipo de usuários. Este

Leia mais

LIGANDO MICROS EM REDE

LIGANDO MICROS EM REDE LAÉRCIO VASCONCELOS MARCELO VASCONCELOS LIGANDO MICROS EM REDE Rio de Janeiro 2007 LIGANDO MICROS EM REDE Copyright 2007, Laércio Vasconcelos Computação LTDA DIREITOS AUTORAIS Este livro possui registro

Leia mais

Segurança na Rede Local Redes de Computadores

Segurança na Rede Local Redes de Computadores Ciência da Computação Segurança na Rede Local Redes de Computadores Disciplina de Desenvolvimento de Sotware para Web Professor: Danilo Vido Leonardo Siqueira 20130474 São Paulo 2011 Sumário 1.Introdução...3

Leia mais

Roteiro 4: Replicação/Active Directory DHCP e Wins

Roteiro 4: Replicação/Active Directory DHCP e Wins Roteiro 4: Replicação/Active Directory DHCP e Wins Objetivos: Explorar as configurações para replicação de domínios com Active Directory; Configurar os serviços DHCP e WINS em servidores Windows; Ferramentas

Leia mais

OptiView. Total integração Total controle Total Network SuperVision. Solução de Análise de Rede. Ninguém melhor que os. Engenheiros de Rede e a Fluke

OptiView. Total integração Total controle Total Network SuperVision. Solução de Análise de Rede. Ninguém melhor que os. Engenheiros de Rede e a Fluke Ninguém melhor que os OptiView Solução de Análise de Rede Total integração Total controle Total Network SuperVision Engenheiros de Rede e a Fluke Networks para saber o valor de uma solução integrada. Nossa

Leia mais

LIGANDO MICROS EM REDE

LIGANDO MICROS EM REDE LAÉRCIO VASCONCELOS MARCELO VASCONCELOS LIGANDO MICROS EM REDE Rio de Janeiro 2007 ÍNDICE Capítulo 1: Iniciando em redes Redes domésticas...3 Redes corporativas...5 Servidor...5 Cliente...6 Estação de

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 2 - MODELO DE REFERÊNCIA TCP (RM TCP) 1. INTRODUÇÃO O modelo de referência TCP, foi muito usado pela rede ARPANET, e atualmente usado pela sua sucessora, a Internet Mundial. A ARPANET é de grande

Leia mais

Software de gerenciamento de impressoras

Software de gerenciamento de impressoras Software de gerenciamento de impressoras Este tópico inclui: "Usando o software CentreWare" na página 3-10 "Usando os recursos de gerenciamento da impressora" na página 3-12 Usando o software CentreWare

Leia mais