Novo ano lectivo... novos espaços para usufruir

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1 Quadro de honra Os melhores alunos de P 2 Jantar 40 anos O Colégio fez a festa no dia em que celebrou o 40º aniversário. P 4 lisboa, gerês, londres... Conhece as visitas que os nossos alunos realizaram e o que com elas aprenderam. P 8, 9, 12 e 13 clubes e ateliers Confere algumas das actividades e propostas que o Colégio tem para oferecer. P 7 Campanha para a associação de estudantes Mais um ano com uma campanha muito disputada. Houve muita animação junto do Bloco IV e este ano, pela primeira vez, um debate. Damos a conhecer, nesta edição, alguns dos melhores registos fotográficos deste ano. P 16 JORNAL DO COLÉGIO LICEAL DE SANTA MARIA DE LAMAS. TRIMESTRAL. ANO XIV. SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO ,75 Novo ano lectivo... novos espaços para usufruir Salas de convívio do bloco V abrem portas, valorizando comunidade escolar

2 2 40 ENTRElinhas SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO º Bárbara Castro Barbosa (5.º D) Carolina Frade Moreira (5.º F) Daniela Silva Paiva (5.º E) Diana Silva C. P. Leitão (5.º B) Diogo Almeida P. Oliveira (5.º A) Hugo Bernando S. Lebre (5.º J) Joana Sofia F. Alves (5.º A) Maria Costa e Castro (5.º J) 6º Renato Cardoso da Rocha (5.º C) Ricardo Cardoso (5.º L) António Dória (5.ºJ) Ana dos Santos Oliveira (6.º C) Carolina Carvalho Costa (6.ºM) Fabiana Sousa Relvas (6.ºF) Gonçalo Pinto Soares (6.º B) Íris Vieira Patelli (6.ºM) João Fernandes Ramos (6.ºD) Joel Eduardo B. Peixoto (6.ºE) Luís Miguel P. Azevedo (6.ºB) Natália Ramos da Costa (6.ºF) Pedro Marques Nunes (6.ºG) Raquel Oliveira Marques (6.ºL) Raquel Ribeiro Santos (6.ºF) Sara Gonçalves Aguiar (6.ºE) 7º Sara Sousa Rocha (6.ºJ) Ana Raquel Oliveira Leça (7.ºG) Artur João Costa Santos (7.ºL) Daniela da Silva Couto (7.ºI) Joana Alves Moreira Félix (7.ºH) João Almeida Santos (7.ºD) Rita Maria Silva Reis (7.ºG) Vanessa Pais Oliveira (7.ºE) 8º Ana da Silva Ribeiro (8.ºH) Ana Gonçalves Machado (8.ºL) Bárbara Frade Moreira (8.ºE) Francisco Oliveira Brito (8.ºL) Inês Perestrelo Lima (8.ºF) João Pereira Soares (8.ºG) João Paulo Ribeiro Cruz (8.ºB) Márcia Mendes Rocha (8.ºA) 9º Renato Costa Amorim (8ºI) Flávio Ferreira Couto (8.ºG) Ana Silva Monteiro (9.ºI) Catarina Vilar Marques (9.ºF) Gonçalo Figueiredo Rocha (9.ºJ) Jorge Nogueira de Sousa (9.ºF) Luís Amaral de Oliveira (9.ºF) Mariana Ramos Costa (9.ºB) 10º Mariana Oliveira Sá (9.ºF) Natasha Oliveira Rosário (9.ºG) Paulo Cardoso Reis (9.ºL) Isa Pereira Afonso (10.ºB) Diana dos Santos Pereira (10.ºD) Filipe Barros Alves (10.ºA4) Mafalda Martins (10.ºA4) Ricardo Sá Reis Veloso (10.º A2) 11º Sandra Batista Cardoso (10.ºA3) Tânia Monteiro Ferreira (10.ºA) Telma Santos Alves (10.º BD) Ana Lúcia Santos e Silva (11.ºA3) Anita Oliveira Marques (11.ºA1) Daniel Oliveira Santos (11.ºA2) Joana de Fontes (11.ºA1) Joana da Silva Lamas (11.ºA2) quadro de honra Joana da Cruz Monteiro (11.ºA) Joana Oliveira Reis (11.ºA4) Karim Barros (11.ºA5) Miguel Relvas da Silva (11.ºA2) Rúben Pereira de Sousa (11.ºA6) Ana Rita Silva Relvas (12.º A4) Catarina Martins Cosme (12.ºA) Frederico Rodrigues (12.ºA1) Isabel Vilar Marques (12.ºA4) Leonardo Santos (12.ºC) Vânia Gomes Pereira (12.º A2) entrega de prémios O melhor aluno dos Cursos Científico-Humanísticos e o melhor aluno dos cursos Profissionais do Colégio receberam o Prémio de Mérito do Ministério da Educação. A cerimónia decorreu no Pequeno Auditório, no dia 11 de Setembro, e os prémios foram entregues pela Directora Pedagógica à Catarina Martins Cosme, do 12º A, Ciências e Tecnologias, e ao Pedro Miguel Oliveira Ferreira, do 12º ano de Electrónica. Parabéns a ambos e que continuem no caminha da excelência! 12º

3 SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 ENTRElinhas 40 3 entrega de prémios o sarau de fim-de-ano 2008/09 foi o momento escolhido para premiar os Melhores Alunos, tendo sido chamados ao palco para a entrega de Diplomas. Igualmente se distinguiu um dos Notáveis do nosso Colégio, o Dr. Américo Azevedo, ilustre professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Sempre Natal! RESULTADOS DOS EXAMES NACIONAIS 2008/2009 Das 162 candidaturas, 133 colocações: prémio pelo empenho de Alunos e Professores ao longo do ano lectivo 2008/2009. Colocados 133 ( 82 % ) Universidades 82 Não colocados 29 ( 18 % ) Exames 2010 Nos meses de Junho e Julho decorrerão, como habitualmente, os exames nacionais e de equivalência à frequência para os alunos do ensino básico e secundário. Nesta coluna procuraremos, como tem sido norma, divulgar informação que consideramos útil e necessária a todos os intervenientes no processo de exames. No corrente ano lectivo, serão realizadas, ainda, as provas de aferição a aplicar a todos os alunos matriculados no sexto ano de escolaridade. Atempadamente serão comunicadas as instruções e respectivos calendários das provas, de acordo com as directrizes do Ministério da Educação. Admissão aos Exames Nacionais de Língua Portuguesa e de Matemática do 9.º ano São admitidos aos exames nacionais do 9.º ano de escolaridade todos os alunos, excepto os que, após a avaliação sumativa interna, no final do 3.º período, tenham obtido: a) Classificação de frequência de nível 1 simultaneamente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática; b) Classificação de frequência inferior a 3 em três disciplinas, excepto se alguma delas for Língua Portuguesa e/ ou Matemática e nestas tiver obtido nível 2. A não realização de uma das provas de exame nacional implica, automaticamente, a não aprovação do aluno no 9º ano de escolaridade. No 3.º ciclo do ensino básico regular o aluno progride e obtém a menção de Aprovado desde que não se encontre numa das seguintes situações: a) Tenha obtido classificação inferior a 3 simultaneamente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática; b) Tenha obtido classificação inferior a 3 em três disciplinas, ou em duas disciplinas e a menção de Não Satisfaz na área de projecto. Institutos 47 Escolas Superiores 4 Colocados por curso Enfermagem 2 História 2 Matemática 2 Arquitectura 3 Design 3 Gestão 3 Psicologia 4 Economia 5 Línguas 5 Medicina 7 Biologia 8 Ciências (de, da ) 12 Engenharias (outras) 16 Outros cursos 61 Exames do Ensino Secundário Os exames dos cursos científico-humanísticos instituídos pelo Decreto-Lei nº 74/2004, de 26 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei nº 24/2006, de 6 de Fevereiro, revestem duas modalidades: a) Exames finais de âmbito nacional na disciplina de Português da componente de formação geral, na disciplina trienal e nas duas disciplinas bienais da componente de formação específica, a realizar obrigatoriamente no ano terminal das mesmas; b) Provas de equivalência à frequência nas restantes disciplinas e área não disciplinar não sujeitas ao regime de exame final nacional, a realizar obrigatoriamente no ano terminal das mesmas. As provas do 12º ano das disciplinas trienais dos cursos científico humanísticos incidem sobre o programa do 12 ano. As provas das disciplinas bienais dos cursos científicohumanísticos incidem sobre as aprendizagens correspondentes à totalidade dos anos de escolaridade em que a disciplina é leccionada. A terminar recomendamos a consulta imprescindível e a leitura atenta de duas páginas disponíveis na Internet. No GAVE (www.gave.min-edu.pt) encontram importantes informações sobre provas de exame. Aí são, disponibilizados, à medida que se vão realizando, os enunciados das provas e respectivos critérios de classificação dos exames do ensino básico e secundário. Na página da Direcção-Geral do Ensino Superior (www. dges.mctes.pt) é fornecida toda a informação necessária para preparar o acesso universitário, assim como a oferta formativa e os cursos do Ensino Público e Privado. O Secretariado de Exames A realidade do Natal ou Nascimento do Filho de Deus não nos mostra apenas o Jesus que veio, mas, muito mais do que isso, mostra-nos o Jesus que está connosco. O mistério foi afirmado por Ele mesmo: Eu estarei convosco todos os dias até ao fim dos tempos. Jesus, de condição divina Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, assumiu, pela Encarnação no seio de Nossa Senhora, outra natureza, a humana, com todas as suas consequências, excepto o pecado. Assim, Ele, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, cresceu como nós crescemos, tornou-se adulto como nós nos tornamos. E foi na Sua idade adulta que pregou, ensinou, fez milagres e afirmações que mais ninguém tinha feito ou pôde fazer. E uma delas foi precisamente aquela que nos foi transmitida através do Evangelho segundo S. Mateus: Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim dos tempos. A nossa natureza humana é demasiado pobre para compreender todo o mistério que envolve a vida de Jesus. Por mais que queiramos, não somos capazes de compreender, mas fazemos os possíveis para viver com Ele e merecer que Ele viva connosco. É que não nos podemos limitar a uma presença qualquer. Devemos procurar uma presença viva e actuante, de modo a ser testemunhas da Sua presença. Se nos contentamos com uma simples presença, corremos o risco de, ao fim de um certo tempo, já não darmos a razão dessa presença, que nunca foi consciencializada, personalizada, ficando para sempre adultos no corpo, mas infantis na Fé. Ora, para termos Jesus connosco precisamos da força de uma fé adulta, amadurecida, que passe todos os dias por um contacto com Ele. Por exemplo, quantos são os cristãos que já leram António Vieira um bom livro sobre Jesus? Quantos foram os que leram aquele livro que o Papa escreveu e nos deu com o título Jesus de Nazaré? Uns queixaram-se da sua densidade e não chegaram ao fim; outros nem o adquiriram; outros talvez fizessem dele um livro de estante, mas ainda não saiu de lá. [...]a palavra da Mas há mais e talvez não conseguíssemos lê-los todos. Porém, um cristão que se preza de o ser não pode Sagrada Escritura, deixar de ter lido ou ler ainda um bom livro sobre a nossa Oração, Jesus, partindo da leitura dos Evangelhos, continuando pelo livro dos Actos dos Apóstolos, das Cartas de S. os Sacramentos Paulo e dos outros Apóstolos. Depois, podemos continuar com outros livros. e a Comunidade É muito conhecida a afirmação de João Paulo II sobre os quatro pilares da vida cristã: a palavra da onde temos de Sagrada Escritura, a nossa Oração, os Sacramentos e a Comunidade onde temos de viver a nossa fé. Se tivéssemos consciência disso, Jesus não era apenas do viver a nossa fé. Se tivéssemos Natal, da Páscoa e da festa da terra. Era o Jesus que está connosco todos os dias, sabendo que Ele nos garante essa presença, mais ainda, que Ele nunca nos consciência disso, abandona. Nós é que podemos abandoná-lo a Ele. Jesus não era Esquecê-Lo é uma das grandes faltas do cristão. Cristão é o que quer viver a sua vida religiosa a partir de Jesus Cristo, distintivo e lema que nos envolve apenas do Natal, e compromete numa vida diferente da dos que não da Páscoa e da querem viver a partir d Ele. Outra falta é a daqueles que, tendo-o conhecido, d Ele se afastaram, passaram festa da terra. Era a discuti-lo, embora o afirmem. Pior quando passam o Jesus que está a negá-lo para abafar o grito da sua consciência e se desculparem de não viverem a partir d Ele. connosco [...] Há uma expressão muito simples, mas muito forte, repetida por Jesus Cristo e comunicada por S. João: Eu Sou. Bento XVI refere-se a ela no fim do seu livro e cita-nos o texto e o contexto em que essa expressão foi dita. Afirmação solene, em momentos solenes, da qual nunca volta atrás, uma característica muito importante da vida e da personalidade de Jesus. O Papa chega a dizer que a raiz-espiritual dessa expressão não deve ser procurada num lugar qualquer, mas no mundo familiar a Jesus no Antigo Testamento e no Judaísmo em que Ele vivia. Relacionando tal expressão (Eu sou) com a palavra do Antigo Testamento, com que se designava o nome de Deus (IAVE), diz o Papa: É suficiente recordar que este Deus se define simplesmente: Eu Sou. Ele simplesmente É. Naturalmente isto significa que Ele está sempre presente com os homens, ontem, hoje, amanhã tornando-se o Eu sou mais enérgico e também mais claro, embora o mistério permaneça. Se o povo do Antigo Testamento aprendeu essa fórmula, então aprendeu também a compreender plenamente a diferença e a novidade do seu Deus, essencialmente infinito, eterno, omnisciente, omnipotente, única razão absoluta de tudo quanto existe. Quando Jesus diz Eu Sou, assume toda essa história e aplica-a a Si mesmo, no mistério da Cruz, no mistério da Palavra, no mistério dos Sacramentos, no mistério da Comunidade. Podemos aprendê-lo ao longo do Ano Litúrgico e de todos os anos litúrgicos que possamos viver; Também nós podemos compreender a diferença e a novidade do nosso Jesus, o que é e está sempre connosco. Celebremos, pois, condignamente, o Nascimento do Filho de Deus, o Verbo Encarnado, que, destruindo o pecado pelo sacrifício de Si mesmo, redimiu a Humanidade e recria uma nova, marcada pelo Sacramento do Baptismo, que, vivido e testemunhado conscientemente, nos torna seus discípulos e irmãos e filhos de Deus, como Ele. Um Santo e Feliz Natal.

4 4 40 ENTRElinhas SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO de Julho de 2009 Jantar comemorativo dos 40 anos do Colégio O ano lectivo de será lembrado pela comemoração dos 40 anos de existência do Colégio. Muitas foram as iniciativas de parabéns levadas a cabo pela comunidade escolar, tendo-se fechado com chave de ouro esse ciclo de comemorações com a realização do Jantar de Gala dos 40 Anos. Este jantar festivo teve lugar nas instalações do novo refeitório do Colégio e reuniu um alargado número de pessoas, desde professores a antigos alunos e encarregados de educação. Foi um momento de grande emoção para todos quantos estiveram presentes, tendo, mais uma vez, sido reforçado o sentimento de pertença a esta comunidade tão especial. EXTERIOR a Orquestra foi responsável pela animação que acolheu os convidados. jantar comemorativo dos 40 amos do Colégio CANTINA a boa disposição foi presença constante no jantar.

5 SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 ENTRElinhas 40 5 Antigos alunos do Colégio distinguem-se na vida activa Os notáveis IX Amaro Fernandes de Sousa Professor Auxiliar da Universidade de Aveiro e Membro Investigador do Instituto de Telecomunicações Amaro Sousa e Carlos Azevedo estudaram vários anos no Colégio de Lamas e, posto isto, empreenderam carreiras de reputado mérito nas áreas da Engenharia e Direito, respectivamente. Pelas razões Percurso no Habilitações Literárias Colégio 5º ao 12º ano Licenciatura em Engenharia Electrónica e Telecomunicações pela Universidade de Aveiro Mestrado em Engenharia de Telecomunicações pela University College of North Wales, Reino Unido Doutoramento em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Aveiro Percurso Profissional enunciadas, passam a integrar o rol de destacados antigos alunos deste estabelecimento de ensino. Professor Gautier de Oliveira Foi monitor no Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro Foi bolseiro de investigação científica na University College of NorthWales, Reino Unido e na Universidade de Aveiro Foi assistente no Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro É professor no Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro É membro investigador do Instituto de Telecomunicações, pólo de Aveiro, desde a sua fundação, em 1993 Carlos Alberto Casas Azevedo Juiz de Direito no Círculo Judicial de Santa Maria da Feira 5º ao 11º ano Licenciatura em Direito, no Ramo de Ciências Jurídico-Económicas, pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (Porto) Foi secretário da APIFER- Associação Portuguesa dos Industriais de Ferragens Realizou o Estágio Profissional da Magistratura Judicial no Tribunal Judicial de Ovar Exerceu as funções de juiz nos Tribunais de Ovar, Murça e Sabrosa, Cíveis de Lisboa, Família e Menores de Vila Franca de Xira, Círculo Judicial da Guarda, Arouca, Estarreja e S. J. da Madeira Foi, por inerência, presidente dos Tribunais de Murça, Sabrosa, Arouca, Estarreja e S. J. da Madeira. Educar para a paz na escola Paz é o desejo do ser humano em estar bem consigo mesmo, é a aspiração de uma sociedade reconciliada, é a ausência de guerra. Podemos dividir a paz em dois tipos: a paz exterior e a paz interior. A paz exterior costuma ser entendida como ausência de conflitos, mas deve ser vista também como a criação de espaços de concórdia. A paz espiritual paz interior significa calma, sossego, tranquilidade. A calma não pode ser aqui entendida no sentido negativo da indolência ou da apatia, mas no sentido da aceitação serena de diferentes acontecimentos, mesmo aqueles que têm uma carga elevada de adversidade. É uma atitude mansa e doce que caminha unida com grande elevação e firmeza de espírito, que nos leva a ver sempre o lado bom das coisas e a confiar na bondade do próximo. Um ser humano manso é confiante, mas não necessariamente ingénuo; é bondoso, mas não fraco. Só podemos educar para a paz quando estivermos pacificados interiormente, quando dialogarmos com sinceridade, quando rejeitarmos toda e qualquer injustiça, quando lutarmos pela verdade e pela justiça, quando vivermos a verdade e a justiça; porque a paz não é uma coisa pronta, é um contínuo fazer, é obra da justiça e do amor. O processo educativo para a paz pode começar por pequenos passos: aceitar a si mesmo, uma reconciliação, um perdão, uma confissão, uma aproximação carinhosa, uma palavra, um diálogo, uma denúncia construtiva, uma luta corajosa. Mais vale um gesto pacífico, do que muitos discursos sobre a paz. Vale a pena recordar aqui o seguinte pensamento de Martin Luther King: O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons. Educar para a paz significa incutir nos alunos a necessidade de se envolverem na construção de uma sociedade justa, tolerante, livre e solidária. Não basta esclarecer ideias e propor valores, é urgente e necessária uma intervenção construtiva e responsável, é necessário retirar os alunos da passividade. Desejar a paz não pode ficar apenas pelo lamento de acontecimentos violentos que ocorrem à nossa volta. Tem de haver uma atitude pró-activa da parte de quem deseja a paz. A educação para a paz precisa de ser concebida a todo instante como um processo de desenvolvimento da personalidade, contínuo e permanente, inspirado numa forma positiva de aprender a viver consigo mesmo e com os demais, em ambientes de não-violência e de criação de espaços de respeito e harmonia. É, consequentemente, uma educação para a construção de uma ética pessoal e social de convivência baseada na cultura da tolerância e do respeito mútuo. A educação para a paz implica questionar e rejeitar conscientemente aqueles valores que a agridem, como é o caso, por exemplo, da falta de solidariedade, da discriminação, do conformismo, do individualismo e da injustiça. Em todos os programas de educação para a paz devem ser estabelecidos dois tópicos básicos de reflexão e acção: em primeiro lugar, a educação na não violência e na criação de estruturas e situações de justiça, tanto no plano das vivências pessoais como no das relações sociais de projecção universal; em segundo lugar, a educação na resolução positiva, dialogada e harmoniosa dos conflitos, buscando formas criativas para resolvêlos e soluções que considerem o respeito do ser humano e, muito especialmente, a dignidade e os direitos dos mais desfavorecidos. A educação para a convivência, para a tolerância e o respeito, para a compreensão dos colegas e para os direitos humanos são temáticas intimamente relacionadas com os dois tópicos de reflexão acima propostos e que devem ser abordadas de forma concreta, exigindo dos alunos acções concretas. Na escola, a educação para o valor da paz implica, necessariamente, uma profunda mudança nas relações que se estabelecem no dia-a-dia, dentro e fora da sala de aula, pois essas relações muitas vezes têm carácter negativo em função da dinâmica escolar que propicia a competitividade, o individualismo e a discriminação. José Maria Samuco Concurso de postal de natal 2009 Entrega do prémio e do certificado ao José Nogueira do 12.º B, pelo Professor Arq. Adalberto. O Postal de Natal tem uma edição limitada e pode ser adquirido na papelaria do Colégio. 1.º PRÉMIO José Nogueira, 12.º B 2.º lugar Joana Bernardo, 12.º B 3.º lugar Ana Ramalho, 12.º B JORNAL DO COLÉGIO LICEAL DE SANTA MARIA DE LAMAS TRIMESTRAL. ANO XIV SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO Rua do Colégio - Apartado Sta Maria de Lamas Director: Joana Vieira Editor: Luis Filipe Aguiar Design e Paginação: Daniel Pedrosa NOTA: os artigos assinados são da responsabilidade dos autores. Colaboram nesta Edição: Textos de: Rita Beleza - 11ºB, Clube da Saúde, Ana Oliveira - 7ºJ, António Pedrosa -7ºJ, Ana Ferreira - 10º D, Liliana Assunção - 10º D, Fabiana Oliveira - 12ºCD, Juliana Pinto - 12º B, Joana Reis da Silva - 10ºA5, Inês Lopo - 10ºA5, Fabiana Teixeira - 10ºA5, Tiago Oliveira - 10º A5, Fabiana Teixeira - 10ºA5, João Pedro Guedes - 7º, Raquel Santos - 7º, Maria André - 7º, Fabiana Relvas - 7º, Sara Belinha - 7º, Tiago Teixeira 7º, Estephany Adelaide - 7º, João Barros Baptista 7º e Gustavo Monteiro - 10º A5. Professores António Joaquim Vieira, Joana Vieira, Daniel Pedrosa, Margarida Coelho, Hernâni Mendes, Gautier de Oliveira, Secretariado de Exames, José Maria Samuco, Fernando Vicente e Alexandra Salomé, José Eduardo Pascoal, Susana Ferreira (Conservadora do Museu de Santa Maria de Lamas), Mário César Correia, João Sousa, Fátima Janeiro e Mª João Rodrigues, Paulo Costa, Pedro Almeida, Jorge Santiago Alves, Fernando Correia, Manuel Jasmim, Orlando Sá Couto e Luís Filipe Ferreira. Fotografias de: Rafael Santos, Leandro Barroso, professores Luis Filipe Aguiar, Nuno Vieira, Margarida Coelho, Daniel Pedrosa, Fernando Vicente. ficha técnica

6 6 Salas de Convívio 40 ENTRElinhas SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 O novo edifício escolar que é conhecido por bloco V está já em pleno funcionamento desde o início do ano lectivo e contempla refeitório, cozinha, salas de aulas e gabinetes, balneários e salões de convívio. Estes últimos chamam especialmente a atenção da comunidade escolar porque no Colégio não existia, ainda, um espaço com estas características. Trata-se de um amplo espaço de lazer distribuído por dois pisos, em que é possível a alunos passarem algum do seu tempo livre de uma forma mais agradável e em convívio. Sala de convívio a nova sala, integrada no novo bloco V, tem vindo a ser muito utilizada pelos alunos... O valor do voluntariado: Age apartir de ti Durante a primeira semana de Novembro, os alunos do Secundário do nosso Colégio usufruíram, de uma forma diferente, da presença especial de algumas pessoas, presbíteros e leigos, cuja vida colocam, de uma forma simples e radical, ao serviço do outro, principalmente daquele que mais necessita. Na verdade, esta forma de vida esteve bem patente dos diversos momentos da actividade proposta. Assim, esta actividade constou de três momentos distintos: num primeiro, os alunos foram convidados a observar e a trabalhar, sobre imagens de alguns painéis, segundo questões previamente preparadas, após o que se seguia um momento de partilha; o segundo momento consistiu na visualização de um filme onde se salientavam experiências concretas: com sem-abrigo, em África, e em momentos de emergência, sobretudo em catástrofes naturais. De facto, as doze imagens retratadas não são pinturas imaginadas por alguém; elas são a consequência imediata de realidades existentes neste nosso mundo: pobreza, desespero, guerra, degradação, Contudo, sem nos determos somente na imagem, pudemos ver, nestas mesmas imagens, outras realidades também existentes: a partilha, a simplicidade de um sorriso, a luz do conhecimento, Numa perspectiva geral, e pelas partilhas transmitidas, é oportuno afirmar que os nossos alunos estão abertos a novas descobertas e sensíveis a realidades existentes à sua volta, mas que, fruto de uma sociedade convenientemente materialista, não se vão dando conta dos inúmeros problemas, quer ao nível material ou espiritual. Os missionários da Boa Nova são um grupo que ajuda aqueles que mais precisam. Neste momento, estão a desenvolver um novo projecto chamado «AGE(NDA) age apartir de ti» que abrange duas vertentes essenciais: «AGE», cujo objectivo consiste em nos incentivar a ajudar os outros e «NDA», onde procuram demonstrar que cada um deve construir o seu percurso e agir por si próprio (ADN). Num primeiro momento, a pobreza no Mundo foi o aspecto mais discutido, sendo a observação de imagens e a sua interpretação a base para o trabalho de grupo que desenvolvemos. Num segundo momento, «Quem somos? Para onde caminhamos? Onde mora a felicidade?» assim como a importância da diferença que cada voluntário pode fazer na vida dos outros foram questões que geraram um debate bastante enriquecedor. A presença destas pessoas trouxe-nos uma nova forma de encararmos o voluntariado, agindo a partir de nós, tal como está escrito na pulseira que nos foi oferecida. Rita Beleza, 11ºB e Professor Jorge Santiago Alves SEMANA DE 9 A 13 DE NOVEMBRO Visita dos missionários passionistas No passado dia treze de Novembro, na aula de Educação Moral e Religiosa Católica, vivemos a experiência de conhecer dois Missionários Passionistas. Esta actividade contou com a presença de todas as turmas de sétimo ano, bem como as turmas do segundo ciclo. Fomos acompanhados pela nossa Professora, Dra. Daniela Rodrigues. A nós, juntou-se, também, uma turma do quinto ano, orientada pelo professor Cândido Ribas. Quando chegámos ao pequeno auditório, conhecemos a Irmã Luísa e o Padre Nuno, ambos missionários. Depois de se apresentarem, o Pe. Nuno desafiou-nos com uma canção que acompanhou com a guitarra Ah, não podemos esquecer os gestos que acompanharam o ritmo da alegre melodia De seguida, a irmã Luísa falou-nos um pouco da sua vida: a razão pela qual decidiu dedicar a sua vida a Deus e os projectos que tem para o futuro, nomeadamente com as crianças que ajuda a crescer O Pe. Nuno tomou a palavra e falou da sua missão em Angola. Apresentou-nos um pequeno filme, com imagens retiradas com a sua própria máquina fotográfica. É sempre diferente observar a vida em Angola através de testemunhos reais e saber que o que nos mostram é a realidade: as Igrejas com tecto de palha; as escolas ao ar livre, sem cadeiras nem cobertos, condicionadas ao estado do tempo; a água imprópria para consumo; a roupa em más condições; os brinquedos Tudo isto fez-nos reflectir: a vida que temos parece-nos insuficiente, mas do outro lado do mundo, existem vidas que rezam e acreditam e que vivem com um sorriso na face Gostámos muito desta visita, que nos cativou e nos tocou profundamente e no nosso caso, alterou a nossa maneira de pensar Ana Oliveira e António Pedrosa, 7ºJ ENCONTRO MUSICAL E SOLIDÁRIO DE GERAÇÕES Todos os anos, a 1 de Outubro, celebra-se o Dia Mundial da Música e o Dia Internacional do Idoso. Para celebrar, de uma forma diferente, estas datas tão significativas, a turma do 10ºD, no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, decidiu visitar, nesse dia, a Associação de Bem-Estar de Santa Maria de Lamas. Professor Daniel Pedrosa A nossa visita foi bem preparada, pois quisemos que o nosso encontro fosse especial. Preparámos um cesto com fruta, por ser um tipo de alimento saudável e por simbolizar, também, a vida juvenil que cresce em nós. Cada um de nós escolheu um tipo de fruto para que o cesto fosse bem variado. Escolhemos, também, algumas canções e ensaiámo-las antes de ir para o lar de idosos. A expectativa era grande e sentíamos, até, um nervoso miudinho. Chegámos e eles estavam sentados à volta da sua sala de estar. Cumprimentámo-los e, imediatamente, se criou empatia e amizade. A alegria deles sentiu-se logo. O ambiente estava cheio de felicidade e os seus rostos soltaram sorrisos e até algumas lágrimas. Sentámo-nos no chão, por entre os idosos e oferecemos-lhes o cesto de fruta e um ramo de flores, que simbolicamente foi entregue à senhora mais idosa do lar, a D. Auxilia, com 94 anos de idade. Esta senhora era o verdadeiro exemplo de quem luta, e via-se no seu olhar a vontade de viver, pois não vale a pena desistir apesar das dificuldades e problemas da vida e vale a pena por saber que ainda há pessoas que gostam dela e que com ela querem conviver. De seguida, cantámos algumas canções ao som da guitarra do professor Paulo Costa. Eram músicas populares e, também, algumas melodias actuais que nós gostamos de ouvir e cantar. Os nossos amigos, com uma abertura e jovialidade fora de série, acompanharam-nos em algumas das canções. A Joana Maia preparou e interpretou, em flauta transversal, algumas músicas clássicas e outras mais populares. Os idosos ficaram encantados com a doçura e o talento da nossa colega. Depois, foi a vez das estrelas da casa brilharem. Duas senhoras e um senhor ofereceram-se para cantar algumas músicas da sua época. Entre as duas senhoras notavase uma engraçada rivalidade, pois ambas queriam impressionar tão ilustre público jovem, mostrando o seu inegável talento vocal e interpretativo. Depois destas actuações efusivamente aplaudidas por todos, e porque o tempo disponível estava a esgotarse, nós e os nossos amigos da casa pusemonos de pé, demos as mãos e fizemos uma roda bem curiosa. A juventude entrelaçada com a velhice. A intimidade saudável de várias gerações. O encontro de múltiplas formas de viver e pensar. O professor dinamizou um jogo musical, com gestos e sons esquisitos e engraçados. As gargalhadas e a boa disposição transbordaram. Infelizmente, nem todos os nossos amigos puderam participar devido a problemas físicos. Chegara, finalmente, a hora da despedida! Na verdade, ninguém queria que nos despedíssemos. Com agradecimentos, beijinhos, abraços e muitas palavras queridas, disseram-nos um até breve e nós afirmámos que gostaríamos de regressar, um dia. A sensação com que todos saímos dali foi a de que nós é que tínhamos que lhes agradecer, pois foi uma manhã em que muito aprendemos e vivemos com eles. Demos-lhes algumas coisas, mas, sobretudo, demo-nos a nós mesmos e não há maior felicidade do que isso. Muito obrigado a eles por termos vivido uma experiência fantástica de alegria e solidariedade, de braço dado com a música. Ana Ferreira e Liliana Assunção, 10º D

7 SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 ENTRElinhas 40 7 Club de Français Recriação da Civilização Francesa no Colégio O Club de Français, pelo terceiro ano consecutivo sob a nossa supervisão, tem em vista desenvolver um conjunto de actividades, ao longo do ano lectivo, a que dá o nome de Mergulho Virtual na Cultura e Civilização Francesa. Este mergulho virtual tem proporcionado, desde Outubro, aos dois grupos de alunos que frequentam o Clube, às terças e sextas-feiras, mediante um trabalho consciente, um conjunto de actividades lúdicas que lhes tem permitido, em simultâneo, melhorar as suas competências específicas da disciplina de Francês (sobretudo a oralidade) e obter um maior conhecimento sobre aspectos da civilização e cultura francesas. Assim, neste primeiro período, a identidade francesa foi interiorizada, através do estudo do Hino Nacional da França La Marseillaise -, que os alunos aprenderam, com entusiasmo, a entoar, e cuja letra compararam com a de A Portuguesa (Hino Nacional do nosso país), sobretudo tendo em conta a semelhança que existe entre alguns versos das duas composições: Aux armes, citoyens (no Hino Francês), Às armas, às armas (no Hino Nacional), e também Marchons, marchons (La Marseillaise), Marchar, marchar (A Portuguesa). Já na parte final do período, os alunos aprenderam e cantaram algumas canções de Natal (dada a proximidade da quadra) em que se apela à generosidade das pessoas, nomeadamente no que à realidade dos Sans Domicile Fixe (os Sem-Abrigo) diz respeito. Para terminar, o Club de Français formula votos de um Santo e Feliz Natal a todos os leitores do Entrelinhas. Professores Fernando Correia e Manuel Jasmim Clube da Saúde O Clube da Saúde pretende, ao longo deste ano lectivo, contribuir para a assimilação de um conjunto de hábitos e comportamentos pessoais, junto da comunidade educativa, dirigidos ao desenvolvimento de competências de relacionamento harmonioso do corpo com o espaço, numa perspectiva pessoal e interpessoal promotora da saúde e da qualidade de vida. O Clube da Saúde é constituído por alunos do Segundo Ciclo e do Secundário, que trabalham em áreas de intervenção diferentes. Os alunos do quinto ano estão a desenvolver actividades associadas ao tema Saúde e Higiene Pessoal, que poderão passar por elaboração de panfletos informativos, cartazes, pequenos vídeos e rastreios, enquanto os mais velhos começaram por planificar as actividades que gostariam de ver desenvolvidas durante este ano. Assim, surgiram propostas como um concurso para o logótipo do clube, um curso de socorrismo, a elaboração de cartões de sócio, a realização de rastreios, a organização de campanhas alusivas a dias nacionais de prevenção da saúde, entre outras actividades. Até agora, o grupo desenvolveu e dinamizou uma campanha como forma de chamar à atenção para o dia nacional da prevenção do cancro da mama, que ocorreu a 30 de Outubro, com a entrega de laços cor de rosa aos elementos da comunidade escolar. Esta primeira actividade foi muito bem acolhida, pois a procura de laços foi superior às expectativas. Esperamos que todos continuem a apreciar e a colaborar com o nosso trabalho. O Clube da Saúde /2010 GEOCLUBE Novos candidatos a geógrafos integram o Geoclube O GEOCLUBE Clube de Geografia do Colégio, que já vai no terceiro ano de funcionamento, recrutou novos membros em 2009/2010. Os candidatos a Geógrafos integram três grupos orientados, respectivamente, pelos seguintes professores: Grupo I Professor: José Eduardo Pascoal / Alunos: 8º F - Ana Queirós, Irina Silva, Diogo Rocha, Patrícia Alves; 9º I - Hugo Rodrigues, Fernando Ferreira; 9º J - Ricardo Santos. Grupo II Professor: Carlos Filipe Almeida / Alunos: 7º H Américo, Nelson, Rúben, Tiago, Vasco; 7º B Bárbara, Beatriz, Daniela, Diana Ferreira, Joel, Mariana Duarte, Micael, Nelson, Tiago. Grupo III Professora: Margarida Castro / Alunos: 6º B Ana Filipa, Nuno Miguel, João Paulo, Catarina, Luís Miguel, Bruna Filipa, Filipa, Inês Lopes ; 6º J - Rui Ao longo do primeiro período lectivo, o GE- OCLUBE propôs-se realizar algumas actividades relacionadas com a Geografia, tais como: - a comemoração do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza - 17 de Outubro. No âmbito do valor do Colégio Responsabilidade Social - foram realizados inquéritos aos professores que, posteriormente, foram tratados estatisticamente com vista à elaboração de gráficos. Esta informação foi exposta num Painel Temático colocado no Átrio de acesso à Reprografia/Bar principal. - a construção de Globos e Rosas-dos-Ventos em papel e cartolinas. - a comemoração do Dia Internacional das Montanhas - 11 de Dezembro, com a elaboração de um trabalho de investigação sobre as Cadeias Montanhosas mundiais, apresentado à Comunidade Escolar em formato Power-Point e Painel Temático. Encontram-se actualmente em curso outros trabalhos lúdico-didácticos, que envolvem o desenvolvimento de conhecimentos e competências geográficas. Saudações Geográficas e nunca percam o Norte! Professor José Eduardo Pascoal atelier de fotografia No passado mês de Março, o atelier de fotografia do Colégio de Lamas participou em mais uma edição do Concurso de Inovação e Criatividade. Promovido pela Câmara Municipal, este concurso procura incentivar diferentes talentos e promover o espírito competitivo dos jovens em diversas áreas de estudo, designadamente: artes visuais, ciência e tecnologia. Pela segunda vez consecutiva o atelier de fotografia do Colégio venceu o primeiro prémio para o ensino secundário. As imagens aqui apresentadas são o trabalho dos alunos do ate- lier levado a concurso. A abordagem e técnicas foram deixadas à consideração dos alunos. Em site do atelier encontram todas as imagens e a do Diogo Pinto, vencedor do prémio. Professor Daniel Pedrosa Galeria do Bar acolheu a exposição. Uma imagem, mil palavras Anthony Suau Foto vencedora do World Press Photo 2009 A fotografia que mostra a grave crise económica que atingiu os EUA e o mundo, na fotografia vencedora pode-se ver um polícia a revistar uma casa, que terá sido abandonada por uma família que por não ter pago a hipoteca. A força desta fotografia está nas suas contradições. Tem um duplo sentido. Parece uma fotografia clássica de um conflito, mas é apenas o despejo de pessoas de uma casa. Actualmente, a guerra no seu sentido clássico está a chegar à casa das pessoas porque elas não conseguem. grupo crearte clubes

8 8 40 ENTRElinhas SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 Responsabilidade Social Pior do que querer fazer e não poder, é poder fazer e não querer! No âmbito do valor em reflexão este ano lectivo, Responsabilidade Social, os alunos de Psicologia B, do décimo segundo ano, turma CD, leccionada pelo Dr. Américo Couto, tendo ingressado na vertente do voluntariado, decidiram fazer uma exposição com centenas de pirilampos mágicos, de várias cores, a fim de sensibilizar a comunidade escolar para o valor da solidariedade e do voluntariado. Queres ser pirilampo? Hoje vivi mais! Fui pirilampo com outros pirilampos! Fui capaz de chamar a tua atenção, não para mim, mas para os outros, que clamam, com vozes enrouquecidas, por auxílio. Hoje cresci mais enquanto pessoa, pois sofri com quem sofre e ri com quem fiz feliz! Hoje tu és feliz? Se não és, sê tu também pirilampo! 12º CD Com a colaboração de todos os alunos, conseguimos colar todos os pirilampos, previamente recortados, durante os noventa minutos da aula do dia 29 de Outubro, pelo que o placard ficou imediatamente exposto à entrada da secretaria. Neste dia, sentíamo-nos quase como os pirilampos que estávamos a expor, na medida em que não parávamos em lado algum, estando sempre em grande agitação e euforia, desejosos que o nosso objectivo fosse bem sucedido. São inúmeros os pirilampos patentes neste placard, contudo, cada um é importante, cada um é diferente e cada um representa o nosso esforço. Decidimos retratar o Pirilampo Mágico visto ser um dos maiores, senão o maior símbolo de solidariedade social em Portugal, e por ser conhecido de toda a gente. Esperamos, deste modo, fazer com que a mensagem passe por todos e sensibilize para a ideia de que o trabalho voluntário, mais do que um direito, deveria ser um dever de qualquer cidadão! Fabiana Oliveira, 12ºCD em visita de estudo À Gulbenkian e Arte Lisboa No passado dia 20 de Novembro, os alunos da turma B do 12º ano do nosso Colégio foram visitar a 9º edição da Arte Lisboa que se realizou na FIL, entre os dias 18 e 23 de Novembro. Esta feira de arte contemporânea, com vista para o Tejo, dedica-se a mostrar ao público interessado artistas emergentes e consolidados quer a nível nacional, quer internacional. Esta feira contou com a colaboração de quase 70 galerias provenientes de Portugal, Espanha, Hungria, Coreia e Cuba e ainda com obras de grandes artistas como Picasso, Nadir Afonso, Almada Negreiros... Os alunos puderam ainda visitar o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o primeiro espaço de exposição permanente de arte moderna e contemporânea existente em Portugal. No CAM tivemos a oportunidade de observar os magnificos jardins existentes e ainda duas grandes exposições temporárias: Jesper Just e Anos 70 - Atravessar Fronteiras. Esta visita de estudo foi organizada no âmbito da disciplina de Área Projecto pelo grupo Arte Para Todos, do Projecto VIV ARTE, com a colaboração da Professora Margarida Coelho e da Professora Olinda Coelho. Juliana Pinto, grupo vivarte projectos na área No primeiro sábado de cada mês, a arte vive no Porto, mais precisamente na Rua Miguel Bombarda. Dia 7 de Novembro não foi excepção e alguns dos alunos do 12º ano de Artes, no âmbito do Projecto VIV ARTE desenvolvido na disciplina de Área Projecto, participaram activamente neste evento: BOMBARTE 06. Enquanto se preparava a rua e as gentes, nós explorávamos a galeria Arthobler: conhecíamos todos os intervenientes deste processo (desde a directora da galeria ao artista em questão) e participávamos na montagem. Marcámos a nossa presença na inauguração e tivemos ainda a oportunidade de visitar as outras galerias, que enchem uma rua de originalidade e excentricidade. Não percam a próxima! Juliana Pinto, grupo viv arte tribuna de história A Responsabilidade Social, valor primo do presente ano lectivo, deve manifestar-se em toda a amplitude da acção humana, num movimento de si para si, pelo que é de fundamental importância preservarmos, através de espaços para tal, a nossa memória colectiva, cristalizada nas mais diversas formas de expressão e nos mais variados tipos de materialização da vontade e da acção humanas. E porquê? Porquê esta responsabilidade de nós, Humanidade, preservarmos o nosso passado? Talvez porque os caminhos que já conhecemos nos permitam tomar a opção certa na próxima encruzilhada com que nos depararmos de si para si! Por isso, os museus, bastiões da nossa identidade, comportam, para além do simples usufruto estético ou do relato histórico, os mapas que nos devem guiar no longo devir dos tempos. O lembrar para cuidar é, portanto, um desafio ao bem-estar da humanidade. E todos somos responsáveis! Se assim o pensou, Solomon Robert Guggenheim, melhor o fez! Deparando-se com o desafio de, num único espaço, expor a evolução da produção artística desde os alvores da modernidade, através de um espólio de duzentos anos recolhido por si e pela sua sobrinha, Peggy Guggenheim, encontrou um arquitecto, também ele arrojado, que fez evoluir a concepção do espaço-museu, acompanhando a evolução do paradigma arte. Da acção conjunta de Solomon Guggenheim e Frank Lloyd Right nasceria o Museu Guggenheim, em Manhattan, Nova Iorque, propriedade da Fundação Solomon Robert Guggenheim. Este edifício, cuja construção se processou entre 1956 e 1959, enquadra-se na arquitectura funcional orgânica, já que os seus volumes, reduzidos a formas geométricas puras, são dispostos imitando o crescimento dos organismos vivos através da metáfora evidenciada pelo efeito plástico da sobreposição de planos, em que os pisos flutuam sobre si. Recentemente, numa política de expansão da Fundação e de protecção à cultura, foram criados o Museu Guggenheim de Bilbao, o Guggenheim Hermitage Museum, em Las Vegas, o Deutsche Guggenheim, em Berlim, e a Colecção Peggy Guggenheim, em Veneza, estando já concluída a construção de um novo pólo em Abu Dhabi, que é o maior museu da fundação americana, projectado pelo arquitecto Frank Gehry (que apresentara também para o Parque Mayer, em Lisboa, um projecto.). Nas próximas edições do Entrelinhas, continuaremos a divulgar os frutos da responsabilidade sócio-cultural de homens como Solomon. (Exposições: new-york/calendar-and-events)

9 SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 ENTRElinhas alunos do Colégio em Inglaterra No dia um do passado mês de Julho, o aeroporto Francisco Sá Carneiro foi invadido por uma gigantesca nuvem verde-alface carregada de muito entusiasmo e feliz ansiedade. Um recorde de 100 alunos do 3º ciclo e secundário exibiam orgulhosamente as suas T-shirts verde-alface onde se lia Colégio de Lamas e sobressaia o inconfundível logotipo Semper Ascendens. Nova Iorque por que não? New York why not? Depois de um check-in ordeiro e eficiente, os alunos e professores do Colégio mereceram um elogio rasgado por parte dos representantes da Companhia Aérea Ryanair pela excelente organização e pelo civismo e colaboração dos alunos. Chegados a Inglaterra e posteriormente à escola de Peterborough, os alunos tiveram um primeiro contacto com a cidade e conheceram as suas famílias de acolhimento. Os seus olhares, gestos e conversas transbordavam de animação e alegria. E esta animação e alegria contagiante acompanhou-os constantemente durante os cinco dias que permaneceram em Inglaterra tendo aulas, visitando locais históricos, absorvendo muita cultura e participando em diversas actividades lúdicodidácticas. Durante a estadia, os alunos tiveram oportunidade de interagir com os habitantes, participando num divertido Pedipaper cultural sobre a cidade de Peterborough e usufruíram de uma tarde divertida nas piscinas municipais, contactando a população local, desfrutando em simultâneo do sol e de uns bons mergulhos, recheados de boa disposição. Realizaram, ainda, uma visita guiada à famosa e histórica Catedral local onde se encontram sepultados Catarina de Aragão e Mary, Quenn of Scots e fizeram ainda um tour pela cidade de Peterborough, conhecendo as suas ruas mais movimentadas e centrais, os seus jardins e locais históricos. Ao final do dia, os alunos recolhiam às suas famílias de acolhimento, onde tinham oportunidade de contactar directamente com as tradições e hábitos britânicos, assim como de praticar o Inglês no seio da família, conversando durante o jantar e, depois, sobre o que tinham feito ao longo do dia, entre outros assuntos. Um dos pontos altos da visita foi sem dúvida a deslocação à cidade universitária de Cambridge, onde os alunos puderam conhecer a famosa Universidade, os mercados locais e as ruas movimentadas e características desta linda cidade. A cereja em cima deste bolo delicioso culminou com a visita à cidade de Londres. Em Londres, os alunos conheceram a plataforma onde foi gravado o filme de Harry Potter, na estação de Kings Cross; visitaram Piccadilly; o Palácio de Buckingham; a Abadia de Westminster; o Big Bem; a House of Guards; a Trafalgar Square e a Leicester Square. Desceram a White Hall, passaram por Dawning Street e vaguearam por Oxford Circus e Covent Garden. Finalmente, estacionaram na Madame Tussaud s, o famoso museu de cera, onde se deleitaram a fotografar os seus ídolos. E, por onde passava, a nossa nuvem verde suscitava curiosidade, admiração e elogios, pois não é comum encontrar-se um grupo enorme de 100 jovens tão disciplinados e que respondiam com orgulho e alegria às dezenas que perguntavam: We are from Colégio de Lamas, in Portugal. Enfim, mais um dia intenso, repleto de surpresas, cultura e diversão! Mas, como tudo o que é bom acaba depressa, chegámos ao nosso último dia desta profícua estadia. Os alunos receberam os seus diplomas entre aplausos e elogios.as despedidas das famílias fizeram-se entre sorrisos, abraços e algumas lágrimas. Correu tudo tão bem que ficou a natural saudade de tudo aquilo que traz boas recordações e nos faz sorrir! Decorrente da iniciativa pioneira, levada a cabo já no final do ano lectivo transacto, e da qual damos notícia neste espaço, no âmbito da disciplina de Inglês - um curso para os nossos alunos em Inglaterra e visitas a vários locais/ cidades de interesse cultural durante uma semana - as professoras Fátima Amorim e Berenice Marques consideraram oportuno dar continuidade ao projecto. Deste modo, está em curso a organização, para o presente ano lectivo, de uma visita/curso de Inglês à cidade de Nova Iorque, durante as férias da Páscoa. Este projecto inclui um curso intensivo de inglês, durante a manhã e visitas guiadas, à tarde, aos principais os pontos de interesse de Nova Iorque: o Times Square, o Empire State Building, a Statue of Liberty & Ellis Island, Wall Street, o Metropolitan Museum, o Central Park, a Brooklyn Bridge Tour, o Ground Zero, entre outros. Todos estão expectantes em relação a este ambicioso projecto e, também, convictos de que tudo correrá na perfeição, à imagem do que aconteceu em Julho passado. visitas de estudo

10 10 40 ENTRElinhas SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 cantinho do museu MUSEU DE LAMAS Álbum de Memórias do Museu Novo ano lectivo, novas actividades educativas no Museu de Santa Maria de Lamas. Com o início do novo ano lectivo, o Serviço Educativo do Museu de Santa Maria de Lamas (MSML) lançou novas actividades dirigidas aos mais diversos públicos. Muitas são as propostas educativas do Museu, dirigidas a alunos desde o ensino pré-escolar ao universitário e também aos seniores. Através das colecções do MSML, são promovidos percursos temáticos que proporcionam novas abordagens ao mundo da arte (Turistas de palmo e meio; Descobre os animais do Museu!; Em torno da cortiça; Uma viagem pelo Barroco; Oficina de Artes Plásticas As Estações do Na;, A colecção de Imaginária Mariana no Museu Maleta pedagógica Calendário dos Santos ; Desenho no Museu e o peddypaper À descoberta do Museu). Todas as visitas poderão ser complementadas por actividades lúdicas ou oficinas. Além destas, ao longo de todo o ano, o MSML promove igualmente diversas oficinas alusivas a determinadas épocas do ano ou quadras festivas. Neste âmbito, em Outubro festejou-se o Dia da Música e do Idoso com a obra Pedro e o lobo, de Prokofiev, explorada através de um teatro de sombras e oficina de instrumentos musicais e, em Novembro, foi celebrado o dia de S. Martinho. Apelo à colaboração Neste novo ano lectivo, o Museu lançou igualmente um projecto educativo que visa a criação de um Álbum de Memórias, da fundação ao presente, sem esquecer os objectivos futuros para este espaço museológico, sobretudo no que concerne a um dos locais mais emblemáticos do Museu a sala da cortiça. Ao longo do ano, vamos explorar diversas temáticas associadas ao fundador, história e colecções do Museu utilizando para tal diferentes abordagens artísticas, da pintura, ao desenho, passando pela escrita e teatro, até à fotografia, o vídeo, entre outras. No âmbito deste projecto pretende-se reunir o maior número de imagens e outra informação (nomeadamente testemunhos orais) relacionadas com o Museu. Todos terão um papel preponderante na construção deste álbum de memórias. Como tal, solicitamos a colaboração de todos nesta recolha. As imagens devem ser entregues no próprio Museu ou enviadas por ou via CTT para o seguinte endereço: Museu de Santa Maria de Lamas, Apartado 22, Santa Maria de Lamas. Agradecemos a colaboração e convidamos toda a comunidade escolar a visitar o Museu e a participar nas actividades que propomos! Terceira edição do Concurso de Artes Plásticas Figuras Recriadas No âmbito do reconhecimento e reorganização do espólio do Museu, em curso desde 2004, foram identificados e removidos diversos elementos acrescentados sem critério ou qualidade à colecção original. Entre estes elementos, destacaram-se um número considerável de figuras angelicais em gesso. Procurando aproveitar estas peças e, simultaneamente, apostando na divulgação, o MSML promove desde 2006 o Concurso de Artes Plásticas Figuras Recriadas. No presente ano (2009/2010), o Museu lançou a terceira edição do Concurso dirigido à população sénior. A iniciativa consistirá na livre decoração artística das referidas imagens, fomentando desta forma a criação artística, o potencial imaginativo e a saudável ocupação dos tempos livres dos seniores participantes. As inscrições estão abertas até ao final de Dezembro e os trabalhos serão apresentados a público no próximo Dia Internacional dos Museus (18 de Maio) no Museu. Em paralelo, o MSML alarga as suas ofertas educativas e promove a Oficina Figuras Recriadas. Aqui, os mais pequenos (crianças dos 4 aos 12 anos) vão ter oportunidade de recriar uma figura em gesso à sua medida, isto é, com uma dimensão inferior às figuras cedidas para o mencionado Concurso Figuras Recriadas. Entretanto, há outras actividades que marcarão a dinâmica do museu, como as Oficinas de Natal. Feliz Natal e esperamos recebê-los em breve no Museu! Conservadora do Museu de S. Maria de Lamas, Drª Susana Ferreira Sarau de fim de ano Como acontece no final de cada ano lectivo, também no termo de 2008/2009 se realizou, no nosso Colégio, o Sarau de Fim de Ano. Desta vez, aconteceu num domingo à tarde, tendo sido o ponto alto do extenso programa a entrega dos Prémios de Mérito aos melhores alunos de A festa foi animadíssima, com assistência numerosa e entusiasta, e o programa variado e de grande qualidade. Destacou-se também o momento final em que o novo Hino do Colégio foi cantado por alunos, professores, pais e funcionários. Parabéns a todos quantos tornaram possível este momento tão especial, fechando o ano lectivo com alegria e optimismo! espectáculos

11 SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 ENTRElinhas Olimpíadas Portuguesas de Matemática 2009 Os alunos do Colégio estiveram em mais uma jornada das OPM as OPM são um desafio para testar os conhecimentos sobre Matemática Flávio Henrique Couto (9.º G) participou nas Olimpíadas Portuguesas de Matemática e aceitou responder a umas breves perguntas. ou não o interesse dos alunos. P: Esta é a tua segunda participação nas Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM). Qual é o interesse que este evento tem para os alunos e para ti, em particular? R: Tanto eu como outros alunos consideramos que as OPM são um desafio para testar os conhecimentos sobre Matemática. P: A Matemática é, para muitos alunos, pouco atractiva. Qual é a tua posição? R: Eu considero que a Matemática permite desenvolver capacidades de raciocínio, compreensão e resolução de problemas de várias áreas, podendo despertar P: Na tua opinião, quais os motivos para os alunos gostarem pouco da Matemática? R: Não creio que os alunos não gostem de Matemática, apenas não conseguem adquirir alguns conhecimentos essenciais para a sua compreensão e acabam por menosprezar a Matemática. P: Achas que eventos como as OPM podem contribuir para melhorar a aceitação da Matemática por parte dos alunos? R: Creio que sim. Porém, as OPM destinam-se a um reduzido número de alunos da comunidade escolar, não contemplando aqueles alunos que possuem um menor gosto pela Matemática. Professores Mário César e Orlando Sá Couto Eis os cinco primeiros classificados de cada categoria Pré-Olimpíadas (7º ano) Sara Ribeiro 7º I 30 Fernando Pinho 7º D 29 João Ramos 7º G 26 Pedro Correia 7º L 23 Joel Peixoto 7º A 21 Categoria A (8º, 9º anos) Flávio Couto 9º G 27 Daniel Magalhães 8º C 10 João Pinto 8º E 10 João Alves 8º B 9 Ana Sousa 8º F 8 Categoria B (10º,11º,12º anos) Inês Lopo 10º A5 29 Tânia Ferreira 11º A 29 Jorge Sousa 10º A3 28 Pedro Tavares 12º A 26 Ana Rodrigues 12º A2 23 Semana Aberta da Ciência e Tecnologia na Universidade de Aveiro Alunos do Colégio visitam Universidade e despertam para a ciência Como já vem sendo hábito, algumas turmas do nosso Colégio tiveram oportunidade de participar em várias actividades científicas que se desenrolaram na semana de 23 a 27 de Novembro, na universidade de Aveiro. Neste evento, as actividades são sempre muito diversificadas e abrangentes, permitindo aliar a abordagem dos conteúdos, feita nas aulas, a demonstrações, que resultam em verdadeiros shows e espectáculos de Ciência! Nesta Semana Aberta da Ciência e Tecnologia, a UA proporciona aos alunos um contacto directo com professores/investigadores e, paralelamente, leva a efeito uma forte campanha, divulgando não só a sua oferta educativa, mas também o seu fantástico campus universitário. Uma experiência para repetir no futuro, certamente! Texto e fotografias, Professor Fernando Vicente O ENIGMA DAS 7 PONTES DE KÖNIGSBERG É provável que Kalinegrado (nome actual da cidade e situada na Rússia) não tenha, hoje, o encanto que tinha Königsberg com a imponência das suas 7 pontes lançadas sobre o caprichoso rio Preguel (hoje Pregolya). Até porque, das sete pontes originais, uma foi demolida e reconstruída em 1935; duas foram destruídas durante a segunda Guerra Mundial; outras duas foram demolidas para dar lugar a uma única via. Actualmente, apenas 2 pontes são da época em que a cidade era, como capital da Prússia Central, um centro de grande importância para a cultura europeia moderna, tendo sido berço do filósofo Immanuel Kant e do Matemático David Hilbert. O curso fluvial do rio Preguel dividia a cidade em quatro sectores que se ligavam entre si pelas sete pontes. Dessa época reza a lenda que os cidadãos de Königsberg entretinham os seus passeios pela cidade com o seguinte jogo: - Fazer um percurso que, saindo de qualquer um dos quatro sectores da cidade, consiga visitar os outros três, passando, apenas uma vez, por cada uma das pontes regressando no final ao ponto de partida. Para os mais distraídos talvez tenha sido necessário enfatizar bem as regras: Devem percorrer-se todas e cada uma das pontes; Apenas se pode passar uma e uma só vez por cada uma das pontes; Os quatro sectores da cidade devem ser visitados pelo menos uma vez (pode-se entrar e sair de um sector várias vezes); Veio-se a saber que os cidadãos que conheciam e praticavam o jogo voltavam sempre para as suas casas com a frustração de não terem conseguido fazer o percurso. Ou deixavam um dos sectores por visitar ou recorriam duas vezes à mesma ponte ou deixavam uma das sete pontes por atravessar. Será que é possível realizar o passeio em tais condições? Deixa-se ao leitor o desafio de tentar resolver este quebra-cabeças. Para tal fica a sugestão: tente percorrer o trajecto da figura sem levantar o lápis e sem repetir uma linha. A solução será apresentada num dos próximos números do Entrelinhas, onde se destacará a genialidade do matemático suíço Leonhard Euler ( ) na forma como, em 1736, abordou e solucionou o problema. Prof. Mário César Correia ciência e tecnologia

12 12 40 ENTRElinhas SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 Visita ao PNPG Parque Nacional da Peneda-Gerês visitas de estudo A caminho do Parque Nacional da Peneda-Gerês (dia 6 de Novembro, à tarde) pudemos desde logo começar a percepcionar aspectos bem diferentes daqueles que estamos habituados a presenciar no nosso modo de vida urbano. Começámos pelas mudanças a nível topográfico: à medida que nos aproximávamos do Parque, o relevo começou a acentuar-se, aumentando a altitude, alterando-se a vegetação (mais densa) e diminuindo a temperatura, dado o gradiente térmico (menos 6 graus a cada quilómetro que se sobe). Chegámos à barragem de Vilarinho das Furnas, que armazena água do rio Homem. Durante o caminho, que percorremos a pé, pudemos descobrir algumas ruinas daquela que havia sido em tempos a aldeia de Vilarinho da Furna, situada entre a serra Amarela e a serra do Gerês, zona de cruzamento entre o Ribeiro das Furnas e o rio Homem. Devido à construção da barragem (1971/72), que acabou por inundar toda a área em seu redor, a aldeia de Vilarinho subsiste em ruínas. Estava estabelecido o nosso primeiro contacto com o espaço rural: com os caminhos lamacentos, a vegetação densa e o clima frio e húmido. A partir da barragem, seguimos em direcção à Pousada da Juventude de Vilarinho das Furnas, onde nos acomodámos, jantámos, convivemos e preparámo-nos para passar a fronteira para Espanha, em direcção à piscina natural da localidade de Lovios. No sábado levantámo-nos às 8:00h, preparámo-nos e fomos todos juntos tomar o pequeno-almoço, armazenando energia para a longa caminhada que se seguiu pelo Trilho das Geiras (uma antiga via Romana que liga o Campo do Gerês à mata da Albergaria). Percorremos cerca de 13 km a pé, tomando contacto com o meio natural: vimos deslumbrantes paisagens (montanha, cascatas, ribeiros...) conhecemos várias espécies de flora e fauna tipicamente locais, como o feto-do-gerês ou o sapo parteiro, e observámos, da outra margem, as ruinas de Vilarinho da Furna. Depois de terminarmos o percurso, recolhemos ao autocarro e seguimos para as termas do Gerês, onde nos foi proporcionada uma visita guiada pelas várias salas do edifício com respectiva explicação acerca dos tratamentos aí efectuados. No fim da visita fizemos uma abordagem geral, concluindo que os serviços mais utilizados eram os programas românticos (particularmente a massagem Cupido). Daí seguimos para o Cantinho do Antigamente, um espaço dedicado à gastronomia típica e vocacionado para um conjunto de outras actividades: preservação dos produtos locais como o pão, o azeite, o vinho, as compotas, etc. Este espaço insere-se na Fundação Calcedónia, apoiada pelo programa LEADER+ responsável pela revalorização desta área. Seguimos directamente para o Centro Hípico do Garrano, onde fomos acompanhados por um guia que nos esclareceu acerca desta raça autóctone. No Domingo, último dia da nossa aventura, começámos logo pela manhã com uma visita ao Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna (uma das cinco portas de entrada do PNPG), onde abordámos aspectos como a morfologia do terreno, fauna e flora, geologia, etc. Em relação à parte etnográfica, que diz respeito ao modo de vida, costumes e tradições da população, aprendemos também várias coisas relacionadas com as gentes da extinta aldeia de Vilarinho da Furna. No que diz respeito à primeira temática, discutimos a formação das Serras do Gerês (Gerês, Soajo, Amarela e Peneda), nomeadamente o período de glaciação (Wurm) que influenciou as características do relevo e a formação de glaciares de vale, que no Gerês são de caracter rectilíneo. Em relação à geologia, tendo em conta que nos encontrávamos no Maciço Hespérico ou Antigo, predominava o granito, que resulta de um arrefecimento muito lento dos seus vários constituientes, processo que ocorre, geralmente, antes do afloramento (chegada à superfície). Quando à segunda temática, a etnografia, o aspecto principal sobre o qual incidimos foi o comunitarismo e a forma de vida das gentes rurais. O comunitarismo tratava-se de uma forma de cooperação entre os habitantes locais, que dividiam o trabalho, principalmente em relação às práticas agrícola e silvopastoril. Contudo, os habitantes de Vilarinho dedicavam-se também a outras actividades: os homens construíam estábulos, casas, carros de bois, arados e outros utensílios agrícolas, enquanto as mulheres se dedicavam à cozinha, à confecção do pão, à tecelagem, e ainda ao pastoreio e à agricultura. Após termos almoçado na pousada e recolhido a nossa bagagem, fomos de autocarro até Brufe, localidade situada no concelho de Terras de Bouro. Nesta aldeia podemos, mais uma vez, verificar a acção do programa LEA- DER (vocacionado para o desenvolvimento rural) que já tinha possibilitado a reabilitação de várias casas. Contudo, pudemos também constatar que poucas delas tinham sido reabitadas e dada a falta de acessibilidades, serviços, indústria é pouco provável que esta situação se altere. A única âncora (pólo de atracção) que pude observar na zona foi um restaurante (O Abocanhado), excepcionalmente apoiado pelo programa LEADER e que constitui a única actividade económica dinamizadora desta aldeia perdida no meio da serra.

13 SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 ENTRElinhas Com o Visionarium aqui ao pé No passado dia 16 de Outubro de 2009, teve lugar uma visita de estudo ao Visionarium, em Santa Maria da Feira, no âmbito da disciplina de Biologia. Os alunos do 12º A1, sob a coordenação da Drª. Elisa Ferreira, concretizaram uma saída de campo com o intuito de realizar uma actividade relacionada com DNA recombinante. Durante a experiência laboratorial procedeuse ao estudo da molécula de DNA, utilizando, para isso, técnicas do ramo da Genética Molecular, aplicadas em Biologia Forense, tais como a extracção, purificação e ampliação de DNA. Apesar de a actividade se ter realizado com base num assunto não leccionado até ao momento, revelou-se muito interessante, tendo permitido um maior contacto dos alunos com novas tecnologias e métodos, possivelmente associados às suas ambições futuras. Por último e para terminar em beleza, os alunos foram presenteados com um pequeno workshop relacionado com a criação e gestão de um blog, onde estão presentes alguns momentos da visita, e que pode ser acedido através do seguinte sítio: sapo.pt/605.html. Em conclusão, foi uma tarde agradável, onde foi possível conciliar conhecimento e diversão. Daniel Santos, Miguel Relvas, 12º A1 visitas de estudo Professores Fernando Vicente e Alexandra Salomé Olá amigos! Estamos de volta! Queremos continuar a contribuir para o desenvolvimento do gosto científico: tal como diria Sir Isaac Newton «o que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano». Nesse sentido, daremos a conhecer melhor essa grande personalidade que foi Isaac Newton. Falaremos ainda de um processo físico-químico, o efeito fotoeléctrico, explicado pelo nosso bem conhecido Albert Einstein, que tem inúmeras aplicações. Daremos importância também às questões relacionadas com a nossa alimentação, fundamentais sempre e principalmente nesta fase do calendário. A terminar, não esquecemos mais uma Semana Aberta da Ciência e Tecnologia na Universidade de Aveiro, com a participação de várias turmas dos 11º e 12º anos. No nosso Colégio, esta data não passou incólume: o Clube de Física e Química desenvolveu actividades de divulgação no dia 24 de Novembro. Sir Isaac Newton Vamos recuar no tempo É dia 4 de Janeiro de Estamos em Inglaterra, mais precisamente no condado de Lincolnshire. Nesse condado, numa aldeia chamada Woolsthorpe-by-Colsterworth, existe uma casa designada Woolsthorpe Manor. Hoje, nesta casa, nasce Isaac Newton. Quem é Newton? Ninguém. Vamos regressar ao século XXI E agora? Quem é Newton? No dia do seu nascimento, ele era apenas um entre tantos outros, mas hoje, quatro séculos mais tarde, é considerado um dos cientistas que maior impacto causou na História da Ciência. A principal razão para tal reconhecimento é a formulação das célebres Leis de Newton: Lei da Inércia, Lei Fundamental da Dinâmica e Lei do Par Acção-Reacção. Estas leis foram publicadas num trabalho de três volumes intitulado Philosophiae Naturalis Principia Mathematica em 1687 e explicam vários comportamentos do movimento dos corpos. Por exemplo, a Primeira Lei de Newton, a Lei da Inércia, diz que um corpo que está a mover-se tem tendência para se continuar a mover, assim como um corpo em repouso tem tendência para continuar em repouso. Para além da enunciação destas três Leis, Newton foi a primeira pessoa a entender que a força exercida pela Terra sobre a Lua é do mesmo tipo que a força que a Terra exerce sobre, por exemplo, uma maçã. São ambas forças gravíticas e apontam ambas para o centro da Terra, sendo a massa dos corpos que está na origem destas forças. Esta é a Lei da Gravitação Universal, uma das Leis mais importantes da Física e uma das maiores descobertas da mente humana. Isaac Newton foi respeitado como nenhum outro cientista, a sua obra marcou, sem dúvida, uma revolução científica e os seus estudos foram chave para as portas de diversas áreas No entanto, Newton era uma pessoa bastante modesta. Segundo ele, «se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes» e «o que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano». Como seria formidável se todos conservássemos uma mentalidade assim... Mariana Leal, 11ºA Efeito fotoeléctrico O efeito fotoeléctrico consiste na emissão de electrões por um material, geralmente metálico, quando exposto a uma radiação electromagnética (como a luz) de frequência suficientemente alta, que depende do material. Pode ser observado quando a luz incide numa placa de metal, literalmente arrancando electrões da placa. Os Electrões que giram à volta do núcleo são aí mantidos por forças de atracção. Se a estes for fornecida energia suficiente, eles abandonarão as suas órbitas. O efeito fotoeléctrico implica que, normalmente sobre metais, se faça incidir um feixe de radiação com energia superior à energia de remoção dos electrões do metal, provocando a sua saída das órbitas: sem energia cinética (se a energia da radiação for igual à energia de remoção) ou com energia cinética, se a energia da radiação exceder a energia de remoção do electrões. A explicação satisfatória para este efeito foi dada em 1905, por Albert Einstein e em 1921 este cientista recebeu o prémio Nobel de Física. São muitas as aplicações do efeito fotoeléctrico, sendo a mais conhecida a célula fotoeléctrica, utilizada nas portas automáticas, painéis solares, regulação da iluminação de vários sistemas... Artem, 10ºA6 Alimentação A alimentação é um ponto de partida para a construção de um pleno bem-estar. Todavia, com frequência, esquecemo-nos de seguir regras básicas que desde cedo nos vão transmitindo, quer em casa, quer na escola. Factos científicos são, muitas vezes, corroborados pela sabedoria popular, transmitida sobre a forma de provérbios. És capaz de fazer a relação entre uns e outros? PROVÉRBIOS 1-Apressado come cru! 2-Homem em jejum não ouve nenhum! 3-Nem sempre galinha, nem sempre sardinha! 4-Fartas ceias estão as sepulturas cheias! 5-Muito come o tolo, mas mais tolo é quem lho dá! FACTOS CIENTÍFICOS O pequeno-almoço é a primeira e de muita importância refeição. De manhã, precisamos de fornecer energia ao nosso corpo para que funcione bem! A obesidade infantil é um problema da sociedade actual. As crianças devem ter regras alimentares dadas pelos adultos isso não acontecendo, mais tolo é quem o dá Actualmente, na sociedade ocidental os erros alimentares são por excesso de alguns nutrientes; esse excesso causa doenças que podem matar: a diabetes, a obesidade, problemas no coração, tudo questões relacionadas com maus hábitos alimentares.logo possível de corrigir e assim prevenir! Alimentação variada é o princípio de alimentação equilibrada. Como em tudo na vida, gostamos e precisamos de variar! Alimentos de cor, sabor, textura, proveniência diferente é uma forma de garantir que fornecemos ao organismo nutrientes variados! Viva a variedade! :) Comer com calma! A comer, nada de pressas! Olhar, cheirar, saborear, mastigar tudo com calma também assim estamos a contribuir para a nossa saúde! Agora que as férias espreitam, aproveita o tempo livre para estar com a família, por exemplo, os teus avós e faz uma recolha de outros provérbios e saberes populares sobre este e outros temas do teu interesse! Boas férias, bom Natal e bons hábitos alimentares :) Professora Alexandra Salomé Semana Aberta da Ciência e Tecnologia Tal como em anos anteriores, este ano decorreu, na Universidade de Aveiro, mais uma Semana Aberta da Ciência e Tecnologia. Foram várias as turmas do 11º e 12º anos que tiveram oportunidade de participar em algumas das actividades programadas para esta semana: Show de Física, Química por tabela, Química em espectáculo, Esparguete à estrutuguesa, Efeito de estufa e alterações climáticas um leque de actividades muito variado, que permitiu organizar uma visita de estudo interessante e diversificada. A receptividade dos alunos foi muito boa! A experiência é para repetir! Professor Fernando Vicente cantinho da ciência

14 14 40 ENTRElinhas SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 A Adolescência em reflexão Já tentaram explicar tanta coisa sobre como é ser um adolescente, mas fica sempre algo por completar. A adolescência é provavelmente uma das fases mais difíceis Joana Reis da Silva, 10ºA5 na vida de um ser humano. Engloba todos os aspectos, visões e responsabilidades que se possa imaginar. Para além das várias discussões com os pais, a pressão que sobre nós exercem para termos boas notas, temos que escolher bem cedo a primeira etapa do nosso futuro escolar. A nossa única fuga são os amigos, são aqueles a quem confiamos tudo, até os pormenores de uma conquista... Não pensem que estou a exagerar, pois nada disto é mentira, porque os adolescentes têm muita mania de confiar tudo aos amigos, até que se apercebem de que nem todos são verdadeiros, como pensavam. Alguns influenciam-nos a experimentar algo que nunca pensámos vir a fazer, humilham-nos e, até mesmo, obrigam-nos a provar que pertencemos ao grupo. Umas das maiores angústias dos adolescentes são as relações amorosas. Qualquer adolescente fica devastado com uma tampa, mas será que ela marca? Não, não marca profundamente, porque até a curam depressa, pois sabem que como esta, muitas virão e que são essas pequenas coisas que nos fazem querer crescer. A vontade de ser rebelde, nesta fase em que tudo parece estar ao nosso alcance, quando na realidade não está, levanos sempre a cometer erros, com os quais iremos sempre aprender, mesmo sendo eles maus. Daí a expectativa que paira sobre a nossa mente como adolescentes, isto é, a vontade de sermos livres, de descobrirmos novos horizontes, de fumar, de beber e de sair à noite, tudo exemplos de descobertas que tanto queremos fazer e que estão ao alcance da nossa imaginação. A adolescência provoca também problemas a nível da saúde. A maior parte das raparigas não gosta do seu corpo, o que origina a necessidade de fazer algo para o mudar, até mesmo provocar o vómito e deixar de comer. Isto afecta mais as raparigas, pois os rapazes têm o seu próprio estilo e não se importam com o que as outras pessoas pensam. Ao contrário dos rapazes, as raparigas querem estar sempre conforme a moda e detestam concorrência. Apesar destas confusões todas, todos temos o nosso próprio estilo, a nossa personalidade, que vamos construindo a longo prazo, e é na adolescência que vamos abrir os olhos para o nosso ciclo, para uma fase em que só nos queremos integrar, ter amigos e um pouco de liberdade. Vivam-na bem, pois quando olharem para o passado, vão querer regressar e voltar a errar e a fazer tudo o que fizeram. Rumo ao futuro Quando penso em tudo o que mudou em tão pouco tempo, fico pasmada. Pertenço ao grupo de alunos que teve de mudar de escola. Catarina Sousa, 10ºA5 Prepararam-nos bem para a mudança e ajudaram-nos na escolha do curso e da escola. Ouvimos imensos conselhos de pessoas que nos querem bem e que se preocupam e acho que fizemos bem em aproveitar muitos desses conselhos, mas a força para tudo vem de nós próprios. É claro que sentimos alguma diferença - pelo menos falo por mim -, já que estávamos habituados a outra escola, a outro ambiente e, num instante, tudo mudou e tivemos de nos adaptar, Recomeçar Acabado o 9ºano, está na altura de tomar duas grandes decisões: escolher a área a seguir e a escola a frequentar. A escolha da área foi fácil, pois sempre tive uma Inês Lopo, 10ºA5 ligação mais forte com a Matemática e Físico-Química do que com as letras e, também, por ser a mais abrangente, visto que ainda não tenho uma profissão em mente. A escola a escolha da escola foi mais complicada, pois no dia da matrícula inscrevi-me naquela onde tinham andado os meus dois irmãos, onde um deles ainda completa o 12ºano. Mas, por amizades, pressões e outras razões que eu própria não assumia, mas sentia, razões estas que nunca deveriam estar presentes na hora de uma decisão, acabei por andar num correcorre durante as minhas férias e, de um dia para o outro, a transferência foi feita. Se me arrependo? Não. Às vezes penso numa vida que não vivi, algo imaginário, como seria em Espinho, mas porquê pensar em algo que não alcancei? Então, muda para as coisas boas que e não quero dizer com isto que não gosto de onde estou agora. Adoro a escola, os professores e tudo o resto! E encarei todas estas mudanças como um benefício para a minha vida escolar. Mas é nestas alturas que nos apercebemos de que, mesmo sendo ainda jovens, já percorremos um longo caminho: primária, 2º ciclo, 3º ciclo e agora o secundário percebemos também que ainda temos muito que batalhar para conseguirmos o que queremos. Vemos, então, que o nosso passado está repleto de memórias boas e más e que o nosso futuro é uma incógnita em que tudo pode acontecer, mas para a qual temos planos e ambições que não devemos largar. Chegamos à conclusão, por fim, de que o presente é a nossa rampa de lançamento e de que devemos aproveitá-lo e valorizá-lo para assim irmos rumo ao nosso futuro. já aconteceram; amizades que já existiam e que engrandeceram, e novos laços que se criaram. Se todos os motivos que entraram nesta decisão se tornaram em aspectos positivos? Alguns sim, outros, se calhar, com o tempo irão tornar-se, não sei. Em relação às diferenças que se fizeram sentir eu realço, em termos de Ciclo, um aumento do grau de dificuldade, o que é normal disciplinas novas, mais exigentes. Relacionadas com a escola, notei um ambiente mais distante, já que, sendo a minha anterior escola mais pequena, o ambiente era mais familiar. O mais negativo é o facto de me afastar de alguns amigos que me marcaram realmente. Mas, no fundo, encarei bem a mudança, já estava na altura de a fazer! Passaram já meses e vejo que há tanto para contar; já são experiências, aventuras, alegrias, algumas desilusões. Mas tudo devido aos meus amigos, aos quais se deve toda a minha boa disposição e que me fazem crescer; a eles e a mais que, de uma forma mais discreta, me fazem lutar até ao fim. Faço então um balanço positivo da minha, para já curta, passagem no colégio e, agora, resta-me esperar e lutar para poder alcançar todos os meus objectivos com o apoio de todos aqueles que me fazem feliz! Do 3.º Ciclo para o Ensino Secundário e a mudança de escola Os alunos que transitam do Terceiro Ciclo para o Ensino Secundário sentem grandes mudanças. Estas Tiago Oliveira, 10º A5 mudanças podem ser ainda mais acentuadas quando os alunos mudam de escola. No Ensino Secundário, o nível de exigência é bastante mais elevado do que no Ensino Básico. Regra geral, os programas das disciplinas são mais extensos, o que exige aos alunos um maior ritmo de trabalho. De facto, no Ensino Básico, a matéria é dada mais calmamente e os professores dedicam mais tempo à resolução de exercícios e fichas de trabalho. No Ensino Secundário, os professores não têm essa possibilidade. Resolvem dois ou três exercícios e depois esperam que os alunos pratiquem em casa e apresentem dúvidas, caso as tenham. Por outro lado, os alunos que têm perspectivas de ingressar no Ensino Superior sentem a necessidade de tirar melhores notas, pelo facto de estas contarem para a média final, o que faz com que estejam sujeitos a uma maior pressão. A mudança de escola pode ainda agravar mais as dificuldades sentidas pelos alunos, pois estes têm de se integrar numa escola que não conhecem e numa turma onde já não estão os seus amigos/colegas. Tudo é novo para eles. Os alunos têm de se adaptar às regras da nova escola, que por vezes são bastante mais rígidas, e criar novas amizades. Em suma, a mudança de escola e de nível de ensino, que eu estou a enfrentar, constitui um desafio para os alunos e é importante que os professores (n)os ajudem a vencer as dificuldades que sentem/sentimos. O Nosso Mundo Que mundo é este onde vivemos? Todos já nos confrontámos com esta pergunta e provavelmente já a colocámos a muita gente. As respostas andam sempre à volta do básico e do mais óbvio: guerras, cobardia, egoísmo, barbaridade, Fabiana Teixeira. 10ºA5 arrogância, insolência, desumanidade. Palavras que, na verdade, vão dar ao mesmo, mas não nos levam a uma resolução. Para muita gente, é difícil ser confrontado com questões deste género e saber que por mais difícil que seja dar uma resposta, nada do que poderá ser dito irá tirar o sentimento de revolta. Não basta dizer vamos mudar o mundo para que tudo se transforme. As palavras não chegam para alterar o mundo onde vivemos. A solução é apenas uma: AGIR! Sim, isto poderá ser a minha mente infantil e sem qualquer noção da realidade a falar mais alto. Mas eu acredito que, por mais que seja impossível fazer os impossíveis, é sempre possível fazer uma parte dos impossíveis. O objectivo disto não é, apenas, deixar uma pessoa perturbada e com a queda para o realismo não! É apenas uma maneira de impressionar e, se possível, tentar transformar esses defeitos que poderiam trazer um sorriso a muita gente. Pensemos: quantas e quantas crianças desejam um Natal como o nosso? Quantas e quantas crianças aceitariam um brinquedo que nós, à partida, desprezámos por ser de fraca qualidade? Ou quantas crianças não aceitariam um bocado de pão que nós, muitas vezes, deitámos fora, só porque a mãezinha não o besuntou com o doce de morango preferido? Se negarmos estas evidências, estaremos a ser muito cobardes. Temos de admitir que no mundo onde vivemos estes problemas são demasiadamente ignorados. Mas sabem o que é mais indecente no meio disto tudo? É enchermo-nos de razão e de superioridade quando sabemos que estamos a agir da pior maneira. Quando é que as pessoas vão perceber que a vida não depende apenas de nós próprios? Temos que começar a pôrnos no lugar destas crianças que não têm um quarto daquilo que nós temos. Será possível pararmos um minuto, em vinte e quatro horas que temos em cada dia, para pensar nesta realidade? Se durante o ano de 2009 não fizemos nada por aqueles que necessitam, tentemos fazer algo neste novo ano, que está prestes a chegar. Pensemos só que a vida teria outra cor se todos contribuíssemos para o bem-estar de quem precisa. Quadras alusivas a S. Martinho, feitas por alunos do 7º C, numa actividade inserida no âmbito da unidade didáctica Património Oral, da disciplina de Língua Portuguesa. S. Martinho deu a capa Com muito amor Mas não sabia Que a dava ao Senhor João Pedro Guedes Nesse dia especial Dedicado à castanha Faz-se uma festa tamanha, É o dia ideal! Raquel Santos Castanhas quentinhas No lume a estalar Pelo S. Martinho Vou comer até me fartar. Maria André O nosso S. Martinho, Santo muito Bondoso, Mudou o tempo chuvoso Para um Verão quentinho. Fabiana Relvas Eu vou comer castanhas No dia de S. Martinho. Ó Sol, não faças manhas, Continua quentinho! Sara Belinha Um mendigo cheio de frio S. Martinho acolheu. De repente o frio Foi embora, desapareceu. Tiago Teixeira Pelo S. Martinho O Verão aparece, de repente Para Deus mostrar a todos Como ficou contente. Estephany Adelaide S. Martinho a chegar, As castanhas a assar. As pessoas a festejar, Para depois as mastigar. João Barros Baptista

15 SETEMBRO. OUTUBRO. NOVEMBRO. DEZEMBRO 2009 ENTRElinhas LEITURAS O Relatório de Brodeck de Philippe Claudel Asa, 256 páginas O Relatório de Brodeck, de Philippe Claudel, conta a história de Brodeck, que, quando regressa à sua aldeia depois de ter sido prisioneiro de guerra num campo de concentração, onde viu e sofreu as maiores atrocidades, retoma o seu antigo trabalho de escrivão. Quando um estrangeiro vai viver para a aldeia, o seu comportamento diferente levanta suspeitas nos rudes aldeões. Faz longas e solitárias caminhadas e, apesar de ser extremamente cordial e educado, nada diz sobre si mesmo. A desconfiança dá lugar à fúria assassina quando retrata a aldeia e os seus habitantes em pinturas perturbadoras. As autoridades da aldeia, que nada fizeram para impedir o linchamento, ordenam a Brodeck que escreva um relatório que branqueie o assassinato. O que lemos não é exactamente esse relatório, mas uma história paralela, que revelará quem é Brodeck, como regressou de um campo de concentração e como foi lá parar. O livro de Philippe Claudel é uma magnífica reflexão sobre o medo e a culpa que não deixa o leitor indiferente. Professor João Sousa As escolas portuguesas estão cada vez mais estratificadas. Há cada vez mais os famosos grupinhos, desde os Cromos aos Famosos, passando pelos Góticos, Skaters, etc. Há de todos os tipos! Em geral, os seus membros têm as mesmas características e são estas que os distinguem dos outros. Todos estes grupos têm o mesmo objectivo, o de pertencerem ao grupo dos Famosos. Este grupo é composto essencialmente pelos mais bonitos e pelos que têm mais poder económico em cada escola, sendo estes os respectivos manda-chuva - os mais admirados, os alta sociedade! Nalguns grupos, para entrar, é necessário fazer testes (uma espécie de praxes, como na universidade), alguns deles humilhantes, maus para a saúde e mesmo pouco higiénicos. Não se tem uma biblioteca para arrumar os livros, mas para guardar aqueles que é preciso ler. Umberto Eco Contos de Vampiros de vários autores Porto Editora, 144 páginas As histórias de vampiros estão de novo na moda, quer na literatura quer no cinema, sobretudo devido ao estrondoso sucesso da saga Crepúsculo, que tem apaixonado os mais jovens em todo o mundo. A Porto Editora lançou, recentemente, uma colectânea com nove originais contos de vampiros de nove escritores portugueses contemporâneos, entre os quais podemos destacar Miguel Esteves Cardoso e José Eduardo Agualusa. Estas histórias têm os habituais ingredientes: dentes afiados, pescoços mordidos, sustos e, sobretudo, sangue, muito sangue. Um conto para ler por dia e a emoção está garantida. Professor João Sousa A estratificação nas escolas portuguesas Gustavo Monteiro, 10º A5 Vendo a paisagem do recreio de uma escola, podemos observar pequenos aglomerados de alunos distribuídos pelo espaço, sendo a interacção entre estes quase nula. Esta estratificação não é nada positiva, pois, na generalidade, estes grupos são rivais, fomentando o mal-estar na escola e o aumento do bullying. Um dos principais motivos da existência destes grupos é o tamanho da instituição, pois, se uma escola for pequena o que não é o caso da nossa -, há uma maior familiaridade entre os alunos, não havendo tanto estas diferenças. Cada escola deveria incentivar mais convívio entre os alunos dos diversos grupos, organizando palestras sobre este aspecto negativo e promovendo mais actividades em que haja a interacção entre todos, tudo isto com o objectivo de uma melhor relação entre todos os alunos. Direitos Reservados Agenda Cultural Sugestões de eventos artísticos relacionados com as áreas de intervenção dos projectos a decorrer na turma do 12.º artes. Grupo VIV Arte Arte para todos Até 07 MAR PORTO Serralves 2009 A Colecção Museu de Serralves Até 30 DEZ S. J. DA MADEIRA Isa Santos Contornos de Mulher Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo Até 31 DEZ S. M. DA FEIRA Vício das Letras - Colectiva de Pintura Vício das Letras Até 31 JAN SANTO TIRSO Fotografias de Pedro Leite THAI Espaço Pedra e as Artes em Santo Tirso Até 16 FEV PORTO Fotográfias de João Margalha Ínsulas Centro Português de Fotografia De 4 a 7 JAN Tomar Curso Livre de Fotografia Aplicada à Arqueologia Grupo VIV Arte EnCineArte Até 31 DEZ Maia IMAGENS E LETRAS Cumunidade de Leitores Biblioteca Municipal Vieira de Carvalho De 22 FEV até 07 MAR PORTO FANTASPORTO Rivoli-Teatro Municipal Milagre em Santa Ana Filme em exibição já nos Cinemas Grupo VIV Arte Perform Arte Teatro 19 Nov e 20 Dez Porto Otelo - de William Shakespeare ACE/ Teatro do Bolhão - Auditório 15 a 31 Dez Porto Eu Sou a Minha Própria Mulher - de Dough Wright Teatro do Campo Alegre 17 Dez Nogueira da Regedoura A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform Arte JI do Souto 15.30h 18 Dez Sta. Maria de Lamas A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform Arte EB1 das Agras 9.00h 19 Dez S. Paio de Oleiros A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform Arte MASSPO 21h 22 Dez Paços de Brandão A Menina que não sabia o que era o Natal - de Perform Arte Centro Social de Paços de Brandão, Música 18 e 19 Dez Porto Gotta Dance - Concertos de Natal Casa da Música - Sala Suggia 18.00h 22 Dez Porto Remix Ensamble Ulisses em Copacabana - Concerto de Natal Casa da Música - Sala Suggia 19.30h Dança 30 Nov a 30 Dez Porto O Quebra-Nozes - de Tchaikovski - Moscow Classical Ballet Coliseu do Porto 21.30h COM LICENÇA, SOU O JC! Olá a todos! O meu nome é Cristo. Jesus Cristo. JC para os amigos! Nasci no dia 25 de Dezembro. Por isso, a celebração do meu aniversário está próxima. Há dois mil e nove anos, na cidade de Belém, a minha mãe deu-me à luz. Foi um acontecimento tão especial para a Humanidade que toda a história ficou dividida em duas partes: antes de mim e depois de mim. Durante muitos séculos, muita gente esperou e pediu a Deus que eu viesse. O projecto inicial do Altíssimo foi manchado e o que era uma bela história de amor entre o céu e a terra e entre a divindade e a humanidade corrompeu-se. Os homens e as mulheres quiseram viver sem o seu Criador e Senhor. Mas Deus respeitou-os. É que Ele não vos fez como se fôsseis robôs ou computadores programados para fazerdes apenas o que Ele quisesse. Deu-vos o dom da liberdade por amor. Quem ama não pode obrigar. A vossa história podia ter sido de outra maneira, mas foi esta a que aconteceu. Deus não desistiu de vós, apesar do pecado e foi enviando profetas que falaram em seu nome e fez de vós o seu povo querido e fez convosco uma aliança. A determinada altura, Deus decidiu adoptar outra estratégia e Ele próprio quis vir ter convosco. Chegada a plenitude dos tempos, foi, então, que eu apareci em cena, de uma forma única e radical. Podia ter aparecido de uma forma espectacular. Talvez num avião, num helicóptero, numa nave espacial ou até tipo super-homem. Mas não. Eu, a segunda pessoa da Santíssima Trindade surgi no vosso planeta da forma mais bela e singela: sob a forma de um bebé. Uma criança frágil e indefesa. Encarnei no seio de uma jovem mulher, chamada Maria. Já deveis ter ouvido falar dela, muitas vezes. Ela foi escolhida e convidada pelo meu Pai para ser a minha mãe humana. Através dela, chegaria o Messias prometido. Ela não compreendeu muito bem como seria aquilo possível, mas, na sua humildade, acreditou naquele desígnio divino e aceitou tão especial projecto de vida. A minha mãe estava noiva de um carpinteiro chamado José. Ele também teve dificuldade em compreender tudo aquilo que estava a acontecer. A minha mãe estava grávida e ele não era o pai. Aos poucos, foi entendendo o tamanho milagre que ocorria ali. Percebeu a origem sobrenatural da gravidez da minha mãe, pois a minha encarnação era obra do Espírito Santo. Ele tornou-se o meu querido pai adoptivo. Quando os meus papás humanos já tinham casado e viviam na sua simples casinha de Nazaré, saiu um édito de César Augusto, obrigando todas as pessoas sob domínio do império romano a recensearse. O meu pai tinha que deslocar-se a Belém e como a minha mãe estava grávida, para não ficar sozinha, acompanhou-o. Mas o seu estado não era muito favorável a viagens e aqueles dias foram muito complicados. Ao chegarem a Belém, a minha mãe já estava com dores de parto. O meu pai procurou uma hospedaria para ficarem por uns dias e para a minha mãe me gerar. Mas não havia lugar algum porque a cidade e as redondezas estavam cheias de gente naquela ocasião. Não dava para esperar mais. Tinha que ser num sítio qualquer. Um pobre homem, vendo o desespero do meu pai e a aflição da minha mãe, disponibilizou tudo quanto tinha: uma grutinha, onde guardava os seus animais. E foi ali, não num palácio ou numa maternidade, mas num humilde curral, que eu nasci para a minha vida terrena. Naquela noite fria eu nasci e fui colocado entre panos numa manjedoura com palhinhas. Não havia médicos, riqueza ou comodidade. Apenas o muito carinho e alegria dos meus pais e o calor de uma vaca e de um burro. Alguns anjos cantavam e davam glória a Deus. Havia uma magia especial em tudo quanto estava a acontecer. Pouco tempo depois, os meus pais foram surpreendidos com a visita de vários pastores que tinham recebido a notícia do meu nascimento e muito felizes se prostraram e ofereceram coisas dos seus trabalhos de pastorícia. Posteriormente, chegaram, também, guiados por uma estrela e fugindo de Herodes, três magos do Oriente. Também se curvaram em solene veneração e ofereceram ouro, incenso e mirra. Todos me adoravam, desde as pessoas mais simples do povo até às mais sábias e poderosas. Tudo aquilo era misterioso e intrigante. A minha mãe escutava tudo quanto se dizia de mim e guardava todas aquelas coisas no seu coração. Este foi o início dos meus 33 anos de vida no vosso planeta. Vim como caminho, verdade e vida, fazer-vos um convite de salvação e realização em que tudo se resume no mandamento do Amor. Deus é amor e o amor é a chave da autêntica felicidade. A poucos dias da minha festa de anos, queria dizer-vos que gostava de voltar a nascer na vossa vida e no vosso coração. Nasci criança para que não tenhais medo de mim. Que mal poderia fazer um Deus Menino? Não tenho força para abrir a porta da vossa casa. Volto a bater e se quiserdes, abri-a. Gostava de festejar o meu aniversário convosco. Ao fim e ao cabo, a razão de ser do Natal sou eu. E há tanta gente que celebra a minha festa sem mim, que sou o aniversariante Quero desejar-vos também eu, um feliz Natal! Afinal de contas, sabeis bem quem eu sou. Com licença, sou o JC! Professor Paulo Costa

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