MOBILIDADE: UMA ABORDAGEM SISTÊMICA 1. Renato Balbim 2

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MOBILIDADE: UMA ABORDAGEM SISTÊMICA 1. Renato Balbim 2"

Transcrição

1 MOBILIDADE: UMA ABORDAGEM SISTÊMICA 1 Renato Balbim 2 O objetivo deste texto é apresentar o conceito de mobilidade e as diversas formas que esta adquire. A tentativa é de ilustrar rapidamente cada uma delas e, em seguida, revelar como cada uma dessas formas se relacionam num processo sistêmico em que uma pode possibilitar, impedir, estimular, transformar o conteúdo e a realização de todas as outras. Antes disso, é importante revelar, ainda que rapidamente, o significado da questão da mobilidade para o urbanismo moderno. Para tanto, propõe-se uma pequena abordagem acerca do termo circulação, seu surgimento e desenvolvimento. A idéia de circulação surge, em 1628, em referência ao movimento do sangue no corpo. Sua aplicação de forma conjunta com a respiração teve que esperar por Lavoisier no, século XVIII, que foi quem falou pela primeira vez em sistema de circulação. Foi a partir da generalização dos paradigmas da circulação, sobretudo das teorias do aerismo durante o século 19, que se passou a conhecer várias e profundas alterações nas cidades, sobretudo com o higienismo, a engenharia civil e o planejamento público. Neste momento, o contrário da insalubridade é o próprio movimento. O pensamento aerista pregava a ventilação como fonte de purificação, o que deu surgimento às primeiras recomendações urbanísticas de alargamento de vias, direção, continuidade e mesmo perspectiva. A partir daí a saúde do homem passou a ser vista como dependente do ambiente e das condições de salubridade. No entanto, a idéia de circulação só foi usada em referência aos deslocamentos dos homens depois destas revoluções. Na economia a idéia de circulação foi utilizada a partir do final do século 17, quando a noção de valor monetário passa a fundamentar a idéia das trocas. A partir de todas essas inovações aqui apenas citadas, a circulação de bens, pessoas, do ar, da água, etc, começou a ser vista como benéfica em si, gerando economia, melhorias ambientais, de saúde, oportunidades, diversidades. O primeiro urbanista a efetivamente realizar um plano urbano a partir desse novo 1 Este texto surgiu de apontamentos para palestra proferida na CETESB / Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, em 07 de outubro de Doutor em Geografia Humana. Pesquisador e Consultor na área de planejamento urbano, trânsito, transporte e mobilidade. 1

2 elemento, a circulação, foi Ildefonso Cerdà, com o Plano de Reformas de Barcelona de 1868, antes mesmo de Hausmman, que muitos tomam como o grande idealizador da cidade moderna. No entanto, a cidade do movimento já havia sido projetada e estava em execução bem ao sul de Paris. Apenas para que fique claro, até esse momento, as cidades, evidentemente, também eram projetadas com vistas a permitir o movimento. No entanto, não se podia falar em urbanismo como ciência, mas sim em arte urbana, baseada no pensamento clássico, a partir do qual o traçado viário estava subjugado às determinações arquitetônicas, não sendo pensado apenas para o trânsito, como forma de assegurar a circulação urbana e suas diversas formas, mas segundo práticas religiosas, sociais, culturais, políticas e simbólicas. A importância da circulação para o urbanismo moderno e para a própria idéia de cidade e do modo de vida urbano foi brilhantemente tratada pelo geógrafo Max Sorre, já nos anos Para este autor existe uma clara diferença entre o mundo rural e o urbano e ela reside na força criadora da circulação, que estaria vinculada à existência das cidades e ao seu desenvolvimento histórico. Para Sorre (1984:116), participar de uma vida de relações extensas cria esta atmosfera para a qual foram criadas as palavras civilidade e urbanidade. Para os olhos de um geógrafo, diz Sorre, a cidade não é um acidente da paisagem, seus traços fisionômicos são a expressão concreta e durável do gênero de vida urbano, dominado pela atividade da circulação, oposto aos gêneros de vida rurais. O gênero de vida, para aqueles que não estão acostumados com a terminologia geográfica, é a combinação de técnicas empregadas num determinado lugar, por uma determinada sociedade organizada, para assegurar sua reprodução. Os elementos do gênero de vida de cada grupo estabelecem um equilíbrio que assegura a coesão interna do grupo, garantindo, ao mesmo passo, a sua própria perenidade, que é uma de suas características essenciais dos gêneros de vida. Ou seja, Sorre quis dizer que a circulação, o movimento, é a característica que imprime não apenas os traços e traçados essenciais das cidades modernas, mas é a característica que dá coesão ao gênero de vida urbano, a essa maneira de viver que nos faz se identificar, em certa medida, com qualquer outra pessoa que também more numa cidade. A partir desta breve introdução sobre a idéia de circulação, a importância que adquire para cada um de nós, e o papel que tem na explicação das cidades, pode-se passar a discutir a idéia de mobilidade. 2

3 O conceito de mobilidade e suas acepções. O conceito de mobilidade nasce da influência da mecânica clássica, na qual os fluxos seguem a lógica de atração proporcional às massas e inversamente proporcional às distâncias. Nas ciências sociais, sua vocação foi, desde sempre, ligar o tráfego à sociedade que o faz a cada dia mais intenso. Deve-se ter claro que a noção de mobilidade supera a idéia de deslocamento, pois traz para a análise suas causas e conseqüências, ou seja, a mobilidade não se resume a uma ação. Ao invés de separar o ato de deslocamento dos diversos comportamentos individuais e de grupo, presentes no cotidiano, o conceito de mobilidade tenta integrar a ação de se deslocar, quer seja uma ação física, virtual ou simbólica, ao conjunto de atividades do indivíduo e da sociedade. Em parte a mobilidade está relacionada às determinações individuais: vontades ou motivações, esperanças, limitações, imposições, etc. Mas a sua lógica apenas se explica através da análise conjunta dessas determinações com as possibilidades reais e virtuais apresentadas pela sociedade e pelo lugar de vida para que ela se concretize, ou seja, levando em conta a organização do espaço, as condições econômicas, sociais e políticas, os modos de vida, o contexto simbólico, as características de acessibilidade, o desenvolvimento tecnológico. Ou seja, de maneira extremamente sintética, mobilidade, nas ciências sociais, designa formas de movimento de homens, bens ou idéias, além de suas motivações, possibilidades e constrangimentos que influem, tanto na projeção, quanto na realização dos deslocamentos. Para que se torne mais claro o que se quer tratar por mobilidade é relevante depararmo-nos com as diversas acepções dadas ao conceito. Max Sorre (1955), por exemplo, fala da existência de uma mobilidade essencial, traduzida pela pressão contínua exercida sobre os limites do ecúmeno para fazê-lo coincidir com a terra habitável. Mas, o que significa isso? A mobilidade essencial refere-se à vontade presente no ser humano de se deslocar, de conhecer novos mundos, de explorar. Ecúmeno é o termo aplicado para se referir ao mundo habitado, transformado pela ação humana. Ou seja, a mobilidade essencial é aquela que explica a vontade do homem de expandir as fronteiras do mundo. Sem essa mobilidade essencial, pergunta o autor, como explicar a mescla de tipos que caracteriza as regiões da terra? Essa mesma mobilidade essencial continua impulsionando o homem, agora para fora da terra, para que o ecúmeno seja enfim transponível. 3

4 Isaac Joseph (1984), por sua vez, aponta a existência de três mobilidades de base. A primeira responde à característica própria do homem de ser um ser capaz de locomoção, que realiza encontros e experiências de co-presença. A segunda mobilidade se refere ao lugar específico do habitat urbano, fruto de uma relação particular entre a mobilidade social e a mobilidade residencial, é o que se chama mais à frente de mobilidade cotidiana. A terceira mobilidade é aquela que George Simmel chama de mobilidade sem deslocamento, em referência à versatilidade do habitante da cidade em viver, por exemplo, o passar da moda como modo de vida, movendo-se, transmutando-se, sem que haja mudanças de um lugar para outro. No dicionário crítico de geografia editado por Brunet, Ferras e Théry (1993), a mobilidade é definida como uma forma de movimento que se exprime pela mudança de posição (geográfica ou social). Segundo os autores, existem vários tipos de mobilidade: A mobilidade social é vista através das classes sociais, na verdade classes de renda ou apenas indicações exteriores de renda. Ela é invocada apenas como ascensão, sendo mais ou menos difícil conforme a sociedade em questão. A mobilidade profissional é traduzida por mudança de profissão e tem relações com a precedente. Já a mobilidade do trabalho é medida pelo tempo passado em média pelo trabalhador numa mesma empresa, o que também é chamado de mercado de trabalho. Essas três formas podem alimentar mobilidades geográficas, que implicam mudança de lugar, migrações etc. A mobilidade geográfica pode constituir-se de deslocamentos cotidianos recorrentes, fruto da separação entre lugar de trabalho e habitação (migração pendular), de movimentos destinados às compras e ao lazer, ou, ainda, resultar de ritmos sazonais, imposições de ordem natural, etc. Os deslocamentos duráveis, com mudança de residência, podem ser impostos (deportação, exílio, êxodo) ou desejados (mudanças de vida). Afinal, os tipos de mobilidade apenas no espaço geográfico poderiam ser sistematizados através de uma tipologia articulada em volta das dimensões temporal e espacial do movimento: 1 temporal: intenção de retorno num curto espaço de tempo (movimento circular de ida e volta), ou, ao contrário, ausência de intenção de retorno breve (movimento linear). 2 espacial: deslocamento interno ao lugar de vida ou deslocamento para fora desse lugar. Como resultado, têm-se quatro tipos de mobilidade espacial ou geográfica, aqui não considerados o sedentarismo e o nomadismo. 4

5 São eles: mobilidade cotidiana (movimento interno e cíclico); mobilidade residencial (movimento interno e linear); as viagens e o turismo (movimento externo e cíclico); as migrações (movimento externo e linear). A cada um desses quatro tipos correspondem temporalidades sociais específicas: - mobilidade cotidiana: temporalidades curtas, ritmos sociais da vida cotidiana. É um tempo recorrente, repetitivo, que implica retorno cotidiano à origem. Sua repetição forja hábitos e práticas espaciais. Esse é o termo mais correto para se referir aos deslocamentos, às estratégias de deslocamento, aos orçamentos espaço-temporais, aos modos de transporte e às condições de acessibilidade. Mobilidade urbana, forma que muitos utilizam, não é um termo preciso. Como dito antes, o gênero de vida é urbano, e todas as formas de mobilidade aqui tratadas são também urbanas. Nesse sentido há que se fazer a correta distinção, além do fato que o termo cotidiano tem um desenvolvimento próprio nas ciências humanas, emprestando diversas determinações específicas na definição e na explicação desta forma de mobilidade. - Viagens e turismo: temporalidade mais longas, excedendo um dia. Esse tempo também é recorrente, uma vez que cada nova viagem permite o acúmulo de novas experiências. - Mobilidade residencial: temporalidade ligada ao percurso da vida, é definitiva, pois reenvia à história de vida da pessoa. A mobilidade residencial, na cidade de São Paulo, por exemplo, revela uma seqüência histórica do mapa eleitoral da capital. A realidade é que existe uma baixa mobilidade residencial que decorre das variáveis que permitiram a formação do mito da casa própria e de uma baixa participação do mercado de aluguel no Brasil como um todo. Isso, por sua vez, se traduz numa baixa mobilidade eleitoral. Podese, pois falar de redutos de um ou outro candidato ou, ano após ano, percebe-se que a coloração do mapa pouco se transforma porque as regiões da cidade também pouco se transformam. - Migração: temporalidade ligada ao conjunto total da vida, marca a identidade do sujeito. É também definitiva e independente do possível retorno do indivíduo. Como visto até agora, existem várias definições e acepções acerca do termo mobilidade. Essas derivações, como visto, estão relacionadas, de uma forma ou outra, à duração do deslocamento, ao lugar de permanência que o deslocamento implica (origens e destinos) e às técnicas colocadas em uso para sua efetivação. Decorre desta premissa a existência de tipos principais de mobilidade que serão analisados de forma sistêmica: 1 - a mobilidade cotidiana, que tem duração máxima de uma jornada, circunscrita ao espaço 5

6 urbano, sendo identificada com os deslocamentos domicílio-trabalho, domicílio-escola, trabalho-escola, etc. Essa forma de mobilidade, a mais comum, é tanto consequência da organização urbana quanto fator de reorganização da cidade 2 - a mobilidade sazonal, que se repete a cada ano seguindo ciclos climáticos, podendo durar vários dias dependendo das técnicas empregadas; 3 - as migrações, que são deslocamentos de longa duração entre contextos espaço-temporais distintos, são movimentos que podem durar por toda a vida após realizados; 4 - a mobilidade residencial, que implica na mudança de domicílio numa mesma aglomeração e também é de longa duração; 5 - a mobilidade profissional, que pode ser uma alternativa à mobilidade residencial e pode implicar uma mobilidade social; 6 - a mobilidade social, que é uma forma de deslocamento simbólico que tem como referência uma escala de renda ou de valores; 7 - a mobilidade ocasional, que não obedece a nenhum padrão e está ligada sobretudo às viagens de trabalho. Cada um desses tipos de mobilidade têm ligações fortes entre si, o que leva à idéia de que os fluxos de mobilidade não são isolados uns dos outros, mas estabelecem relações de causalidade, complementaridade, substituição, incompatibilidade, etc. Mobilidade cotidiana como sistema As relações existentes entre cada tipo de mobilidade permitem levantar a hipótese de que os deslocamentos, dos mais diversos tipos, efetivam-se em sistema, implicando-se mutuamente no cotidiano e ao longo do percurso de vida. Ou seja, cada prática de deslocamento e forma de mobilidade (cotidiana, migrações, turismo, residencial, etc) tem sua projeção e efetivação balizada pelas necessidades, complementaridades, imposições, acessos e impedimentos relacionados com todas as demais formas de mobilidade, quer seja na escala individual ou da sociedade. Primeiro temos que considerar que a história aqui tratada se desenrola num quadro único que é o espaço geográfico. Além disso, essa mesma história dos movimentos é também a história de cada indivíduo. A ligação entra a sua história de movimentos individuais e a história dos movimentos no espaço geográfico se dá através daquilo que outro geógrafo, Peter Hägerstrand, chamou de trilhas espaço-temporais. As trilhas espaço-temporais são os roteiros que vamos escrevendo ao longo de nossas 6

7 vidas. A partir dessas trilhas, dos caminhos empregados, dos objetos e ações associados, dos lugares vividos, efetuam-se diferentes aptidões individuais para a mobilidade, uma característica do ser humano, sobretudo na contemporaneidade. Cada indivíduo, sua formação e história, suas trilhas espaço-temporais, o tornam mais ou menos apto para a efetivação das diversas formas de mobilidade. Os extremos são caracterizados pelo sedentarismo e pelo nomadismo. Aí já estamos chegando a uma visão sistêmica das diversas formas de mobilidade, mas a partir somente dos indivíduos. Ou seja, um indivíduo, segundo sua história de vida, estará mais ou menos apto a realizar uma ou outra forma de mobilidade. Se o indivíduo carrega uma bagagem de ter sido criado na estrada, por exemplo, conhecendo diversos lugares, culturas, etc, é mais fácil que ele consiga uma maior mobilidade social, que seja afeito a uma maior mobilidade residencial ou de turismo e por aí vai. Mas isso é pouco, estamos até agora apenas na escala dos indivíduos e isso se aplica apenas a psicogeografia, que é um dos campos que deveriam ser levados em consideração na compreensão das cidades e das sociedades. A característica sistêmica das formas de mobilidade reside no fato de que todas essas formas partem de um mesmo lugar de permanência. Ou seja, o turismo, a mobilidade cotidiana, as migrações, a mobilidade residencial, a mobilidade social, etc, possuem um mesmo ponto de origem do movimento, que é o lugar de permanência. Lugar não entendido apenas como o lugar físico, mas também social e simbólico. A partir do momento em que uma forma de movimento se efetua, devido às transformações nas condições de vida do sujeito do deslocamento, a condição em que se encontra, ou seja, o lugar de permanência ou de origem, também se transforma. Isso decorre tanto da alteração daquilo que chamamos de orçamento espaçotemporal do indivíduo quanto do seu capital simbólico. Por exemplo: uma viagem ao exterior irá alterar completamente o orçamento financeiro de um indivíduo, que não poderá mais comprar o segundo carro a prestação, alterando as condições de mobilidade de seus filhos, mas, por outro lado, o seu capital simbólico pode subir significativamente, permitindo uma ascensão na empresa, que mais a frente pode se reverter na mudança de endereço, num outro padrão social, em novas motivações para novas viagens, dado o novo circulo de relações, em novas condições de acesso, dado ao novo endereço e por aí vai... Já os tipos de mobilidade que alteram claramente o ponto de permanência, aquelas que partem de movimentos lineares, migrações ou mudança residencial, ocasionam alterações em 7

8 todas as outras formas de mobilidade, pela simples mudança do ponto de permanência ou origem do movimento. Além disso, a mobilidade não pode ser considerada de forma isolada da sociedade. A mobilidade é uma prática de inserção. Inserção no mercado de trabalho, na vida social, numa esfera cultural ou religiosa etc. Sua realização apenas acontece em relação a um meio social, que lhe confere sentido e estrutura. Havendo esse sentido e essa estrutura, quem está conferindo a condição sistêmica as formas de mobilidade é a sociedade em si. A mobilidade cotidiana, essa que nos é mais clara, não pode preceder de suas relações com outras formas de mobilidade social. Não se deve isolar a cotidianeidade de outras temporalidades sociais. Nesse sentido, parecem existir ao menos duas possibilidades para ligar mobilidade espacial e social. A primeira considera que todo o movimento no espaço físico implica uma superação de um espaço social. Sabe-se, por exemplo, que a mobilidade obrigada, que utiliza um modo específico de transporte, traduz uma posição social também específica. Dessa forma, mudar do transporte coletivo para o individual, por exemplo, traria não apenas transformações nas características espaciais da mobilidade mas, também, seria em si um deslocamento de posição social, uma mobilidade social, que, na maior parte dos lugares, seria vista como ascensão social. A segunda possibilidade considera a mobilidade social tal como definida na tradição sociológica, a partir da posição socioprofissional e de classe e sua evolução temporal. Nesse sentido, me parece, é ainda mais clara a ligação. Afinal, havendo uma mudança social, o enriquecimento, por exemplo, é natural que o indivíduo mude de casa, ou mude o modo de transporte, ou, apenas, tenha mudada a sua agenda, revelando novos percursos, uma nova mobilidade espacial. Retomemos essa questão. Se a mobilidade espacial não fosse acompanhada de mobilidade social seria válido falarmos em desigualdades, fragmentação ou segregação socioespacial para explicar as diferentes realidades de um mesmo lugar? A mobilidade cotidiana, assim como a mobilidade residencial, o turismo e as migrações expressam alguma forma de mobilidade social, pois revelam um certo capital simbólico que pode estar associado ao modo de transporte empregado ou aos lugares visitados (o interior do estado ou o exterior do país, por exemplo). O que se vem tentando afirmar é que as estratégias de mobilidade que sustentam a projeção da prática de deslocamento implicam reciprocamente todas as demais estratégias de 8

9 mobilidade, assim como suas efetivações. O princípio sistêmico para lidar com a questão da mobilidade foi objeto de longo estudo presente na tese de doutorado que embasa este pequeno texto. A importância desta noção para as políticas públicas urbanas é enorme. Primeiro porque define mobilidade como uma forma sintese de política urbana, segundo porque deixa de pensar o urbanismos apenas a partir de seus fixos e dá o necessário valor aos fluxos urbanos de todas ordem e, o principal, porque permite pensar nos necessários novos instrumentos urbanísticos que poderão transformar padrões historicamente criticados no urbanismo brasileiro. Como exemplo de tal integração, tome-se o mercado de aluguel de residências nas cidades brasileiras. Sabe-se que desde o inicio da segunda metade do século XX, o mercado de aluguel vem perdendo força como forma de acesso a habitação, foi contraposto a essa maneira de morar o conhecido mito da casa própria. Mas o que significa levar cada vez mais pessoas a buscarem casa próprias. Primeiro há a cristalização de enormes economias para aceder a propriedade fundiária, economias essas que poderiam ser gastas de outras formas, inclusive com a melhoria de outros aspectos da vida. Segundo, e mais grave para a estrutura urbana, as pessoas ficam invariavelmente menos móveis no contexto urbano. Dessa forma, o ponto de origem dos deslocamentos é de difícil alteração, enquanto que é de amplo conhecimento que o mercado de trabalho se torna cada vez mais flexível. Isso implica que o indivíduo, preso a casa própria, deve sobrecarragar as infraestruturas de transporte para adaptar sua origem aos diversos destinos que lhe são impostos. Com um mercado de aluguel exíguo, caro e de difícil acesso, também devido a sua extensa burocracia, os indivíduos perdem em mobilidade residencial, onerando a cidade, gerando deseconomias e, muitas vezes, perdendo melhores oportunidades. Sabe-se, por exemplo, que a mobilidade sazonal, que se repete em ciclos, e pode estar ligada com períodos de colheitas na agricultura, tem forte impacto nos padrões de mobilidade de determinadas cidades em algumas épocas do ano (veja, por exemplo, o ciclo da cana-deaçúcar). O mesmo acontece a partir das migrações, que são deslocamentos de longa duração, marcando profundamente a vida das pessoas e suas variadas condições de acesso. Há, também, a mobilidade residencial, que implica na mudança de domicílio numa mesma aglomeração e altera outras formas de mobilidade por alterar o ponto de origem. Este pequeno texto, fruto de uma palestra ministrada na Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, em outubro de 2004, toma como base premissas elaboradas durante diversos anos de pesquisa na área da mobilidade das quais resultou uma tese de doutorado. Durante esse percurso tornei convicto quanto a necessidade premente de que 9

10 urbanistas e planejadores passem a considerar a mobilidade como uma das principais condições para a compreensão das cidades no mundo atual, abandonando um visão obtusa que parte e chega aos pontos de permanência, à simples distribuição dos objetos como explicação das cidades e do urbanismo. Bibliografia BALBIM, Renato Práticas Espaciais e Informatização do Espaço da Circulação. Mobilidade Cotidiana em São Paulo. Tese de Doutorado, FFLCH-USP, São Paulo, CERDÀ, Ildefonso - Teoria general de la urbanizacion y aplicacion de sus principios y doctrinas a la reforma y ensanche de Barcelona. Tomo 1: Teoria general de la urbanizacion. Editons Ariel y Editorial Vincens Vives, Barcelona, 832p., JOSEPH, Isaac El transeunte y el espacio urbano. Gedisa, Buenos Aires, Paris, SORRE, Max - A noção de gênero de vida e sua evolução. Reproduzido de SORRE, Max La notion de genre de vie et son évolution. In: Les fondements de la géographie humaine. Paris, A. Colin, Traduzido por Januário Francisco Megale, in: Coleção Grandes Cientistas Sociais, n.46, Ática, SORRE, Max - Les migrations des peuples. Essai sur la mobilité géographique. Flammarion, Paris,

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES. Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa

PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES. Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa MESTRADO EM ECONOMIA PORTUGUESA E INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES UNIDADES CURRICULARES OBRIGATÓRIAS Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa 1. Identificação

Leia mais

Graduanda em Geografia pela Universidade de São Paulo. Bolsista de iniciação científica da FUSP/BNDES. Contato: ca-milafranco@hotmail.

Graduanda em Geografia pela Universidade de São Paulo. Bolsista de iniciação científica da FUSP/BNDES. Contato: ca-milafranco@hotmail. Implementação de bancos de dados georeferenciados das Viagens Filosóficas Portuguesas (1755-1808) e a criação de um material didático com o uso do Google Earth. Camila Franco 1 Ermelinda Moutinho Pataca

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia PRGRA Pró-Reitoria de Graduação DIRPS Diretoria de Processos Seletivos

Universidade Federal de Uberlândia PRGRA Pró-Reitoria de Graduação DIRPS Diretoria de Processos Seletivos GEOGRAFIA Gabarito Final - Questão 1 A) Dentre os fatores que justificam a expansão da cana-de-açúcar no Brasil, destacam-se: Aumento da importância do álcool ou etanol na matriz energética brasileira;

Leia mais

A Turma da Tabuada 3

A Turma da Tabuada 3 A Turma da Tabuada 3 Resumo Aprender brincando e brincando para aprender melhor. É dessa forma que a turma da tabuada nos levará a mais uma grande aventura pelo mundo do espaço e das formas. Na primeira

Leia mais

EVOLUÇÃO DAS CIDADES A PARTIR DOS PERÍDOS HISTÓRICOS 1

EVOLUÇÃO DAS CIDADES A PARTIR DOS PERÍDOS HISTÓRICOS 1 EVOLUÇÃO DAS CIDADES A PARTIR DOS PERÍDOS HISTÓRICOS 1 ZANON, Lurdes Maria Moro 2 ; GEREMIA, Arivane 3 ; SANTOS, Leonardo Pinto 4 ; OLIVEIRA, Talitha Tomazetti Ribeiro 5 ; KAUFMANN, Angélica Inês 6 ; FRUET,

Leia mais

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR RESENHA Neste capítulo, vamos falar acerca do gênero textual denominado resenha. Talvez você já tenha lido ou elaborado resenhas de diferentes tipos de textos, nas mais diversas situações de produção.

Leia mais

O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO. Reflexões sobre as dimensões teórico-metodológicas da educação profissional

O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO. Reflexões sobre as dimensões teórico-metodológicas da educação profissional O TRABALHO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO Reflexões sobre as dimensões teórico-metodológicas da educação profissional O louco No pátio de um manicômio encontrei um jovem com rosto pálido, bonito e transtornado.

Leia mais

A importância do estudo das diferenças de percepção entre ciclistas e aspirantes para o planejamento.

A importância do estudo das diferenças de percepção entre ciclistas e aspirantes para o planejamento. A importância do estudo das diferenças de percepção entre ciclistas e aspirantes para o planejamento. AUTORES ALVES, Felipe Alberto Martins¹; ANDRADE, Beatriz Rodrigues². ¹Universidade Federal do Ceará.

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

Gestão de projetos aplicado a paradas de manutenção em concentradores de minério de ferro.

Gestão de projetos aplicado a paradas de manutenção em concentradores de minério de ferro. Gestão de projetos aplicado a paradas de manutenção em concentradores de minério de ferro. Edmar de Souza Borges Resumo: O presente artigo tem a intenção de descrever e demonstrar que as paradas de manutenção

Leia mais

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles)

Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular [1999], (de Katia Lund e João Moreira Salles) FACULDADE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE Curso de Bacharel em Direito Turma A Unidade: Tatuapé Ana Maria Geraldo Paz Santana Johnson Pontes de Moura Análise Sociológica do Filme -Notícias de Uma Guerra Particular

Leia mais

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias

MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS. 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias MESTRADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS 1.1 Matriz Curricular Disciplinas obrigatórias C/H Memória Social 45 Cultura 45 Seminários de Pesquisa 45 Oficinas de Produção e Gestão Cultural 45 Orientação

Leia mais

AS LEIS DE NEWTON PROFESSOR ANDERSON VIEIRA

AS LEIS DE NEWTON PROFESSOR ANDERSON VIEIRA CAPÍTULO 1 AS LEIS DE NEWTON PROFESSOR ANDERSON VIEIRA Talvez o conceito físico mais intuitivo que carregamos conosco, seja a noção do que é uma força. Muito embora, formalmente, seja algo bastante complicado

Leia mais

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Ricardo Dantas SECRETÁRIA EXECUTIVA

Leia mais

Mobilidade urbana: realidade e perspectivas

Mobilidade urbana: realidade e perspectivas Mobilidade urbana: Josef Barat realidade e perspectivas Fórum Nordeste 2030 Visão Estratégica Recife, 14 de Agosto de 2013 Importância da mobilidade urbana Econômica: Necessária para o bom desempenho das

Leia mais

META Refl etir acerca da atividade turística numa perspectiva geográfica.

META Refl etir acerca da atividade turística numa perspectiva geográfica. GEOGRAFIA E TURISMO: UMA BREVE DISCUSSÃO Aula 2 META Refl etir acerca da atividade turística numa perspectiva geográfica. OBJETIVOS Ao fi nal desta aula, o aluno deverá: compreender o turismo como importante

Leia mais

OS DILEMAS DA DICOTOMIA RURAL-URBANO: ALGUMAS REFLEXÕES.

OS DILEMAS DA DICOTOMIA RURAL-URBANO: ALGUMAS REFLEXÕES. OS DILEMAS DA DICOTOMIA RURAL-URBANO: ALGUMAS REFLEXÕES. Fausto Brito Marcy R. Martins Soares Ana Paula G.de Freitas Um dos temas mais discutidos nas Ciências Sociais no Brasil é o verdadeiro significado,

Leia mais

GESTÃO PÚBLICA RELACIONAL. Antecedentes e contexto

GESTÃO PÚBLICA RELACIONAL. Antecedentes e contexto GESTÃO PÚBLICA RELACIONAL. Antecedentes e contexto O presente curso de capacitação está inserido no sistema intermunicipal de capacitação em planejamento e gestão local participativa a partir da experiência

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

Terceira Clínica de Integração entre Uso de Solo e Transporte, e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática

Terceira Clínica de Integração entre Uso de Solo e Transporte, e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática Terceira Clínica de Integração entre Uso de Solo e Transporte, e sua Conexão com a Qualidade do Ar e a Mudança Climática Outubro 2011 1. Ferramentas de Financiamento e seu Uso a) Que ferramentas para a

Leia mais

Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação

Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação Exercícios sobre Competindo com a Tecnologia da Informação Exercício 1: Leia o texto abaixo e identifique o seguinte: 2 frases com ações estratégicas (dê o nome de cada ação) 2 frases com características

Leia mais

RESPONSABILIDADE INTERPRETATIVA - TECNOLOGIA E SPED SUPERANDO O LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO

RESPONSABILIDADE INTERPRETATIVA - TECNOLOGIA E SPED SUPERANDO O LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO RESPONSABILIDADE INTERPRETATIVA - TECNOLOGIA E SPED SUPERANDO O LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO Guilherme Villela de Viana Bandeira Introdução No Brasil, confundimos direito tributário com contencioso em direito

Leia mais

4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR

4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR 4º CONFERENCIA ESTADUAL DAS CIDADES 07 a 09 abril 2010 Foz do Iguaçu PR CIDADE PARA TODOS E TODAS COM GESTÃO DEMOCRÁTICA, PARTICIPATIVA E CONTROLE SOCIAL Avanços, Dificuldades e Deságios na Implementação

Leia mais

MONTIJO, CIDADE SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL DA CICLOVIA A UMA REDE PEDONAL E CICLÁVEL

MONTIJO, CIDADE SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL DA CICLOVIA A UMA REDE PEDONAL E CICLÁVEL MONTIJO, CIDADE SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL DA CICLOVIA A UMA REDE PEDONAL E CICLÁVEL Identificação do ponto de partida: O Município de Montijo: - Integra a Rede Portuguesa das Cidades Saudáveis, com quatro

Leia mais

Duplo sentido ciclável. Experiência de Paris.

Duplo sentido ciclável. Experiência de Paris. Duplo sentido ciclável. Experiência de Paris. Thiago Máximo É preciso pensar a mobilidade urbana, como um sistema. Muitas vezes a questão da circulação nas grades cidades é pensada apenas para sanar problemas

Leia mais

MÓDULO VI. Mas que tal estudar o módulo VI contemplando uma vista dessas...

MÓDULO VI. Mas que tal estudar o módulo VI contemplando uma vista dessas... 1 MÓDULO VI Como podemos observar, já estamos no MÓDULO VI que traz temas sobre matemática financeira (porcentagem, juros simples e montante), bem como, alguma noção sobre juros compostos e inflação. Mas

Leia mais

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa

1 INTRODUÇÃO. 1.1 Motivação e Justificativa 1 INTRODUÇÃO 1.1 Motivação e Justificativa A locomoção é um dos direitos básicos do cidadão. Cabe, portanto, ao poder público normalmente uma prefeitura e/ou um estado prover transporte de qualidade para

Leia mais

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira SENAR INSTITUTO FICHA TÉCNICA Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Senadora Kátia Abreu Secretário Executivo do SENAR Daniel Carrara Presidente do Instituto CNA Moisés Pinto

Leia mais

PROCESSO DE METROPOLIZAÇÃO. desigualmente mudando de natureza e de composição, exigindo

PROCESSO DE METROPOLIZAÇÃO. desigualmente mudando de natureza e de composição, exigindo Geografia urbana Costa, 2002 1 PROCESSO DE METROPOLIZAÇÃO! As porções do território ocupadas pelo homem vão desigualmente mudando de natureza e de composição, exigindo uma nova definição. As noções de

Leia mais

AS INTERFACES DO PLANEJAMENTO URBANO COM A MOBILIDADE

AS INTERFACES DO PLANEJAMENTO URBANO COM A MOBILIDADE AS INTERFACES DO PLANEJAMENTO URBANO COM A MOBILIDADE Quando focalizamos a condição de sermos moradores de um aglomerado, isso nos remete a uma posição dentro de um espaço físico, um território. Esse fato,

Leia mais

AGENDA DA FAMÍLIA. 1 O que é a Agenda da Família?

AGENDA DA FAMÍLIA. 1 O que é a Agenda da Família? AGENDA DA FAMÍLIA Marcelo Garcia é assistente social. Exerceu a Gestão Social Nacional, Estadual e Municipal. Atualmente é professor em cursos livres, de extensão e especialização, além de diretor executivo

Leia mais

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado.

As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. CAPÍTULO 3 PROCURA, OFERTA E PREÇOS Introdução As leis da procura e oferta são fundamentais para o entendimento correcto do funcionamento do sistema de mercado. O conhecimento destas leis requer que, em

Leia mais

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu Beatriz Fleury e Silva bfsilva@iem.br Msc. Engenharia Urbana. Docente curso de arquitetura Universidade Estadual de Maringá Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação

Leia mais

LIVRO IRATI, SONHO DE CRIANÇA Claudia Maria Petchak Zanlorenzi Kátia Osinski Ferreira Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG RESUMO

LIVRO IRATI, SONHO DE CRIANÇA Claudia Maria Petchak Zanlorenzi Kátia Osinski Ferreira Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG RESUMO LIVRO IRATI, SONHO DE CRIANÇA Claudia Maria Petchak Zanlorenzi Kátia Osinski Ferreira Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG RESUMO Este trabalho aborda a conclusão de uma pesquisa que tinha por

Leia mais

Sociologia Organizacional. Aula 1. Contextualização. Organização da Disciplina. Aula 1. Contexto histórico do aparecimento da sociologia

Sociologia Organizacional. Aula 1. Contextualização. Organização da Disciplina. Aula 1. Contexto histórico do aparecimento da sociologia Sociologia Organizacional Aula 1 Organização da Disciplina Aula 1 Contexto histórico do aparecimento da sociologia Aula 2 Profa. Me. Anna Klamas A institucionalização da sociologia: August Comte e Emile

Leia mais

Reestruturação: Uma Noção Fundamental para o Estudo das Transformações e Dinâmicas Metropolitanas.

Reestruturação: Uma Noção Fundamental para o Estudo das Transformações e Dinâmicas Metropolitanas. Reestruturação: Uma Noção Fundamental para o Estudo das Transformações e Dinâmicas Metropolitanas. Sandra Lencioni A importância que o termo reestruturação vem assumindo na Geografia requer uma reflexão

Leia mais

Ministério Público do Estado de Mato Grosso 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística de Cuiabá

Ministério Público do Estado de Mato Grosso 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística de Cuiabá Ministério Público do Estado de Mato Grosso 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística de Cuiabá Carlos Eduardo Silva Promotor de Justiça Abr. 2015 Direito à Cidade/Mobilidade Urbana O ambiente

Leia mais

O RURAL E O URBANO. CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL, 35, Natal (RN). Anais... Natal (RN): Sober, 1997. p. 90-113.

O RURAL E O URBANO. CONGRESSO BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL, 35, Natal (RN). Anais... Natal (RN): Sober, 1997. p. 90-113. O RURAL E O URBANO 1 - AS DEFINIÇÕES DE RURAL E URBANO 1 Desde o final do século passado, a modernização, a industrialização e informatização, assim como a crescente urbanização, levaram vários pesquisadores

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

GESTÃO DO TURISMO Profa. Andreia Roque

GESTÃO DO TURISMO Profa. Andreia Roque GESTÃO DO TURISMO Profa. Andreia Roque Conteúdo Programático 1- Introdução ao Turismo: Gestão Local Conteúdo Programático TEMA GERAL : Abordagem sistêmica do fenômeno turismo. Inclui aspectos de mercado

Leia mais

Cinco principais qualidades dos melhores professores de Escolas de Negócios

Cinco principais qualidades dos melhores professores de Escolas de Negócios Cinco principais qualidades dos melhores professores de Escolas de Negócios Autor: Dominique Turpin Presidente do IMD - International Institute for Management Development www.imd.org Lausanne, Suíça Tradução:

Leia mais

Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO. Christian Jean-Marie Boudou

Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO. Christian Jean-Marie Boudou Aula 4 A FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO OBJETIVOS Compreender a abordagem geográfica da fome; Discorrer sobre fome e desnutrição; Conhecer a problemática de má distribuição de renda e alimentos no Brasil

Leia mais

Aula 5 DESAFIOS DO ESPAÇO RURAL. Cecilia Maria Pereira Martins

Aula 5 DESAFIOS DO ESPAÇO RURAL. Cecilia Maria Pereira Martins Aula 5 DESAFIOS DO ESPAÇO RURAL META Analisar os atuais desafios do espaço rural brasileiro a partir da introdução de novas atividades e relações econômicas, sociais, culturais e políticas. OBJETIVOS Ao

Leia mais

VAMOS PLANEJAR... As três palavras mágicas para um bom planejamento financeiro...

VAMOS PLANEJAR... As três palavras mágicas para um bom planejamento financeiro... FASCÍCULO IV VAMOS PLANEJAR... Se você ainda não iniciou seu planejamento financeiro, é importante fazê-lo agora, definindo muito bem seus objetivos, pois, independentemente da sua idade, nunca é cedo

Leia mais

O saber cotidiano: a casa e a rua como lugares do conhecimento

O saber cotidiano: a casa e a rua como lugares do conhecimento O saber cotidiano: a casa e a rua como lugares do conhecimento O que mobiliza esta aula é a vida cotidiana, o significado da casa e da vida doméstica, da rua e do espaço público como conformadores de nosso

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 ano: 9º disciplina: geografia professor: Meus caros (as) alunos (as): Durante o 2º trimestre, você estudou as principais características das cidades globais e das megacidades

Leia mais

Nosso campo está no olho do furacão

Nosso campo está no olho do furacão Radis nº 38 Outubro de 2005 Debates na Ensp/Fiocruz Epidemiologia (3/3) Nosso campo está no olho do furacão O professor Jairnilson Paim, do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia,

Leia mais

mhtml:file://c:\documents and Settings\Angela Freire\Meus documentos\cenap 2...

mhtml:file://c:\documents and Settings\Angela Freire\Meus documentos\cenap 2... Page 1 of 5 Emilia Ferreiro, psicóloga e pesquisadora argentina, radicada no México, fez seu doutorado na Universidade de Genebra, sob a orientação de Jean Piaget e, ao contrário de outros grandes pensadores

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE PROCESSO DE INGRESSO NA UPE SOCIOLOGIA 2º dia 1 SOCIOLOGIA VESTIBULAR 11. A Sociologia surgiu das reflexões que alguns pensadores fizeram acerca das transformações ocorridas na sociedade do seu tempo.

Leia mais

Tempo e Clima. Episódios: Luz solar e temperatura, Montanhas, Nuvens, Tempestades, Tempestades, ciclones e furacões, Ventos.

Tempo e Clima. Episódios: Luz solar e temperatura, Montanhas, Nuvens, Tempestades, Tempestades, ciclones e furacões, Ventos. Tempo e Clima Episódios: Luz solar e temperatura, Montanhas, Nuvens, Tempestades, Tempestades, ciclones e furacões, Ventos. Resumo A série Tempo e Clima constitui-se de documentários que descrevem grandes

Leia mais

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO SECRETARIA MUNICIPAL DA DEFESA SOCIAL E DA CIDADANIA EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO EducAção Cidadania em Ação RESUMO DIA ANTERIOR 1 Função do Agente de Trânsito Orientar e prestar informações a qualquer cidadão

Leia mais

O céu. Aquela semana tinha sido uma trabalheira! www.interaulaclube.com.br

O céu. Aquela semana tinha sido uma trabalheira! www.interaulaclube.com.br A U A UL LA O céu Atenção Aquela semana tinha sido uma trabalheira! Na gráfica em que Júlio ganhava a vida como encadernador, as coisas iam bem e nunca faltava serviço. Ele gostava do trabalho, mas ficava

Leia mais

Alunos dorminhocos. 5 de Janeiro de 2015

Alunos dorminhocos. 5 de Janeiro de 2015 Alunos dorminhocos 5 de Janeiro de 2015 Resumo Objetivos principais da aula de hoje: entender a necessidade de se explorar um problema para chegar a uma solução; criar o hábito (ou pelo menos entender

Leia mais

Lista de Exercícios: Vantagem Estratégica. Exercício 1

Lista de Exercícios: Vantagem Estratégica. Exercício 1 Lista de Exercícios: Vantagem Estratégica Exercício 1 Pedido: Escreva abaixo de cada definição o nome do termo correspondente, entre os citados abaixo: Termos Ação estratégica de diferenciação Ação estratégica

Leia mais

TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR

TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR Refere-se ao conjunto de atividades desenvolvidas pelo professor/pesquisador no âmbito das relações estabelecidas com a instituição de ensino, considerando seus fins

Leia mais

Trabalhar as regiões

Trabalhar as regiões A U A UL LA Trabalhar as regiões Nesta aula, vamos aprender como a organi- zação espacial das atividades econômicas contribui para diferenciar o espaço geográfico em regiões. Vamos verificar que a integração

Leia mais

ROTEIROS TURÍSTICOS: DEFININDO UMA BASE CONCEITUAL

ROTEIROS TURÍSTICOS: DEFININDO UMA BASE CONCEITUAL ROTEIROS TURÍSTICOS: DEFININDO UMA BASE CONCEITUAL WEISSBACH, Paulo Ricardo Machado. 1 Palavras-chave: Turismo. Roteiro/itinerário turístico. Percurso turístico. Introdução O crescimento do turismo no

Leia mais

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS

A FORMAÇÃO DE REDES SOCIAIS MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO/EDUCAÇÃO INTEGRAL Retirado e adaptado de: LEITE, L. H. A., MIRANDA, S. A. e CARVALHO, L. D. Educação Integral e Integrada: Módulo

Leia mais

DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS

DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS DOUTORADO EM MEMÓRIA SOCIAL E BENS CULTURAIS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Tópicos Avançados em Memória Social 45 Tópicos Avançados em Cultura 45 Tópicos Avançados em Gestão de Bens Culturais 45 Seminários

Leia mais

Tipos de Migrações. podem ser quanto ao espaço. Êxodo Rural Êxodo Urbano Intracontinental Intercontinental

Tipos de Migrações. podem ser quanto ao espaço. Êxodo Rural Êxodo Urbano Intracontinental Intercontinental Migrações Humanas O acto migratório envolve ou a necessidade de mobilizar-se em função da sobrevivência (defesa da própria vida, liberdade, possibilidades económicas, causas ecológicas) ou bem a vontade

Leia mais

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis Fabiana Cristina da Luz luz.fabiana@yahoo.com.br Universidade Cruzeiro do Sul Palavras-chave: Urbanização

Leia mais

Física. Física Módulo 1 Leis de Newton

Física. Física Módulo 1 Leis de Newton Física Módulo 1 Leis de Newton Cinemática x Dinâmica: A previsão dos movimentos Até agora apenas descrevemos os movimentos : cinemática É impossível, no entanto, prever movimentos somente usando a cinemática.

Leia mais

6. Considerações finais

6. Considerações finais 84 6. Considerações finais Nesta dissertação, encontram-se registros de mudanças sociais que influenciaram as vidas de homens e mulheres a partir da chegada das novas tecnologias. Partiu-se da Revolução

Leia mais

ACS Assessoria de Comunicação Social

ACS Assessoria de Comunicação Social O tempo e a espera Ministro fala de projetos em andamento e ações do governo para a área educacional Entrevista do ministro publicada na Revista Educação no dia 26 de maio de 2004. Tarso Genro é considerado

Leia mais

TAG 4/2010 STC-6. Trabalho realizado por: Vera Valadeiro, nº 20

TAG 4/2010 STC-6. Trabalho realizado por: Vera Valadeiro, nº 20 TAG 4/2010 STC-6 Trabalho realizado por: Vera Valadeiro, nº 20 1 Índice Introdução A Migração As Diversas Formas de migração humana As Causas ou motivos de migração humana Os grandes fluxos de migratórios

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1 Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva 1 Resposta do Exercício 1 Uma organização usa algumas ações para fazer frente às forças competitivas existentes no mercado, empregando

Leia mais

Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico Turma 11 A mobilidade no Brasil Eudes Santana Araujo (*)

Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico Turma 11 A mobilidade no Brasil Eudes Santana Araujo (*) Curso de Gestão da Mobilidade Urbana Ensaio Crítico Turma 11 A mobilidade no Brasil Eudes Santana Araujo (*) Sabe-se que, as mazelas vividas pela sociedade brasileira, têm suas raízes na forma que se deu

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010 EMPREENDIMENTOS DE USO MISTO Profa.Dra.Eliane Monetti Prof. Dr. Sérgio Alfredo Rosa da Silva Empreendimentos de uso misto

Leia mais

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia.

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Leianne Theresa Guedes Miranda lannethe@gmail.com Orientadora: Arlete Moysés

Leia mais

Historia das relações de gênero

Historia das relações de gênero STEARNS, P. N. Historia das relações de gênero. Trad. De Mirna Pinsky. Sao Paulo: Contexto, 2007. 250p. Suellen Thomaz de Aquino Martins Santana 1 Historia das relações de gênero aborda as interações entre

Leia mais

Teorias de Media e Comunicação

Teorias de Media e Comunicação Teorias de Media e Comunicação (4) Teóricos Contemporâneos Rita Espanha Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação 1º Semestre 2012/2013 terça-feira, 20 de Novembro de 2012 Página 2 Jürgen

Leia mais

Exercícios Processo de Urbanização no Brasil

Exercícios Processo de Urbanização no Brasil Exercícios Processo de Urbanização no Brasil 1. Nota intitulada Urbano ou rural? foi destaque na coluna Radar, na revista Veja. Ela apresenta o caso extremo de União da Serra (RS), município de 1900 habitantes,

Leia mais

1.3. Planejamento: concepções

1.3. Planejamento: concepções 1.3. Planejamento: concepções Marcelo Soares Pereira da Silva - UFU O planejamento não deve ser tomado apenas como mais um procedimento administrativo de natureza burocrática, decorrente de alguma exigência

Leia mais

ASSOCIAÇÃO UNIVERSIDADE EM REDE

ASSOCIAÇÃO UNIVERSIDADE EM REDE Como Associação que abarca as instituições de educação superior públicas tendo como finalidade o desenvolvimento da educação a distância, a UniRede apresenta abaixo as considerações relativas aos três

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 1F

CADERNO DE EXERCÍCIOS 1F CADERNO DE EXERCÍCIOS 1F Ensino Fundamental Ciências da Natureza I Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 Subtração e divisão com decimais H16 2 Divisão com números decimais H16 3 Área Transformação

Leia mais

Gestão de Intangíveis nas MPEs e Questões sobre Território e Territorialidade. Eloi Fernández y Fernández eloi@puc-rio.br

Gestão de Intangíveis nas MPEs e Questões sobre Território e Territorialidade. Eloi Fernández y Fernández eloi@puc-rio.br Gestão de Intangíveis nas MPEs e Questões sobre Território e Territorialidade Eloi Fernández y Fernández eloi@puc-rio.br Camilo Augusto Sequeira camilo@puc-rio.br Instituto de Energia, Universidade Católica,

Leia mais

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi

Objetivos da aula: Emile Durkheim. Ciências Sociais. Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia. Profa. Cristiane Gandolfi Ciências Sociais Profa. Cristiane Gandolfi Emile Durlheim e o estatuto da cientificidade da sociologia Objetivos da aula: Compreender o pensamento de Emile Durkheim e sua interface com o reconhecimento

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO

ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO ANÁLISE DO USO INDISCRIMINADO DOS RECURSOS NATURAIS NO TERRITÓRIO RIO METROPOLITANO: O PAPEL DO CONSUMISMO NESTE PROCESSO Silvia A Guarnieri ORTIGOZA Magda Adelaide LOMBARDO Programa de Pós-Graduação em

Leia mais

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos.

No modo de produção escravista os trabalhadores recebiam salários muito baixos. Atividade extra Fascículo 2 Sociologia Unidade 3 Questão 1 Leia com atenção o texto de Paul Lovejoy sobre escravidão: Enquanto propriedade, os escravos eram bens móveis: o que significa dizer que eles

Leia mais

A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO. Palavras-chave: Inclusão. Pessoas com deficiência. Mercado de trabalho.

A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO. Palavras-chave: Inclusão. Pessoas com deficiência. Mercado de trabalho. 1 A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO Marlene das Graças de Resende 1 RESUMO Este artigo científico de revisão objetiva analisar importância do trabalho na vida das pessoas portadoras

Leia mais

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO Ao longo da história da humanidade, crer na existência de Deus sempre esteve na preocupação do ser pensante, e foi no campo da metafísica

Leia mais

1. Aumento do Poder dos Usuários: impacto na TI! 2. Análise de Redes Sociais : impacto na engenharia de software!

1. Aumento do Poder dos Usuários: impacto na TI! 2. Análise de Redes Sociais : impacto na engenharia de software! 1. Aumento do Poder dos Usuários: impacto na TI! 2. Análise de Redes Sociais : impacto na engenharia de software! Aumento do Poder dos Usuários: impacto na TI! Dr. Manoel Veras 28.09 Jornada Goiana de

Leia mais

O Brasil Sem Miséria é um Plano de metas para viabilizar o compromisso ético ousado do Governo da presidenta

O Brasil Sem Miséria é um Plano de metas para viabilizar o compromisso ético ousado do Governo da presidenta O Brasil Sem Miséria é um Plano de metas para viabilizar o compromisso ético ousado do Governo da presidenta Dilma Rousseff. É também um desafio administrativo e de gestão ao impor ao setor público metas

Leia mais

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE

URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE URBANIZAÇÃO LUGAR É A BASE. DA REPRODUÇÃO DA VIDA E PODE SER ANALISADO PELA TRÍADE HABITANTE- IDENTIDADE-LUGAR. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A. Caracterizar o fenômeno da urbanização como maior intervenção humana

Leia mais

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches A presença de tecnologias digitais no campo educacional já é facilmente percebida, seja pela introdução de equipamentos diversos,

Leia mais

MATÉRIAS SOBRE QUE INCIDIRÁ CADA UMA DAS PROVAS DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

MATÉRIAS SOBRE QUE INCIDIRÁ CADA UMA DAS PROVAS DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MATÉRIAS SOBRE QUE INCIDIRÁ CADA UMA DAS PROVAS DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Prova de: GEOGRAFIA Conteúdos: 1. A posição de Portugal na Europa e no Mundo 1.1. A constituição do território nacional 1.2.

Leia mais

O ESPAÇO URBANO DE VILA VELHA-ES E A SEGREGAÇÃO SÓCIO ESPACIL ENTRE 1970 E 2010

O ESPAÇO URBANO DE VILA VELHA-ES E A SEGREGAÇÃO SÓCIO ESPACIL ENTRE 1970 E 2010 O ESPAÇO URBANO DE VILA VELHA-ES E A SEGREGAÇÃO SÓCIO ESPACIL ENTRE 1970 E 2010 Eder Lira Universidade federal do Espírito Santo-UFES. Brasil ederlira@hotmail.com INTRODUÇÃO O projeto lança uma proposta

Leia mais

Assim nasce uma empresa.

Assim nasce uma empresa. Assim nasce uma empresa. Uma história para você que tem, ou pensa em, um dia, ter seu próprio negócio. 1 "Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam" (Sl 115,1) 2 Sem o ar Torna-te aquilo

Leia mais

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1

Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Educação, crescimento e desenvolvimento económico: notas e reflexões 1 Carlos Nuno Castel-Branco 2 24-03-2011 Introdução A discussão da ligação entre educação, crescimento económico e desenvolvimento precisa

Leia mais

Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo. II Cimeira de Presidentes de Parlamentos. Lisboa, 11 de maio de 2015

Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo. II Cimeira de Presidentes de Parlamentos. Lisboa, 11 de maio de 2015 Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo II Cimeira de Presidentes de Parlamentos Lisboa, 11 de maio de 2015 Senhora Presidente da Assembleia da República, Senhores Presidentes, Senhores Embaixadores,

Leia mais

MATRIZ DA PROVA DE EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA SOCIOLOGIA (CÓDIGO 344 ) 12ºAno de Escolaridade (Dec.-Lei nº74/2004) (Duração: 90 minutos)

MATRIZ DA PROVA DE EXAME DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA SOCIOLOGIA (CÓDIGO 344 ) 12ºAno de Escolaridade (Dec.-Lei nº74/2004) (Duração: 90 minutos) 1. Unidades temáticas, conteúdos e objetivos/competências I O que é a Sociologia Unidades temáticas/conteúdos* 1. Sociologia e conhecimento sobre a realidade social 1.1. Ciências Sociais e Sociologia 1.2.

Leia mais

Fundamentos e procedimentos para uma análise de mercado na elaboração de projetos de investimentos Parte I

Fundamentos e procedimentos para uma análise de mercado na elaboração de projetos de investimentos Parte I Fundamentos e procedimentos para uma análise de mercado na elaboração de projetos de investimentos Parte I! Como fazer a análise de mercado?! Qual a diferença entre análise de mercado e análise da indústria?!

Leia mais

Unidade: O que é a Literatura comparada. Unidade I:

Unidade: O que é a Literatura comparada. Unidade I: Unidade: O que é a Literatura comparada Unidade I: 0 Unidade: O que é a Literatura comparada O que é a Literatura Comparada Quando nos deparamos com a expressão literatura comparada, não temos problemas

Leia mais

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1

Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Desenvolvimento Sustentável: idéias sobre a perspectiva da integração 1 Juliano Varela de Oliveira 2 O Desenvolvimento Sustentável é uma proposta alternativa ao modelo de desenvolvimento com viés puramente

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

Observar a paisagem. Nesta aula, vamos verificar como a noção de

Observar a paisagem. Nesta aula, vamos verificar como a noção de A U A UL LA Observar a paisagem Nesta aula, vamos verificar como a noção de paisagem está presente na Geografia. Veremos que a observação da paisagem é o ponto de partida para a compreensão do espaço geográfico,

Leia mais