Os desafios quanto à ampliação do acesso à creche, universalização da pré-escola e avaliação da Educação Infantil

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1 Os desafios quanto à ampliação do acesso à creche, universalização da pré-escola e avaliação da Educação Infantil Uso dos Indicadores de Qualidade na/da Educação Infantil na política de avaliação de Educação Infantil Mata de São João Bahia 17/06/15

2 que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem com barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós. Manoel de Barros

3 Fundamentos para a elaboração da proposta metodológica de uso dos Indicadores EI na política de avaliação na/da Educação Infantil Contexto do debate sobre avaliação na/da educação infantil Documento produzido pelo Grupo de Trabalho MEC (Subsídios para construção de uma sistemática de avaliação) Monitoramento do uso dos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil Iniciativa De Olho nos Planos: uso dos Indicadores da Qualidade na Educação na construção e revisão dos Planos de Educação Comentários e sugestões Grupo Técnico dos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil

4 Debate sobre avaliação da/na educação infantil no PNE Plano Nacional de Educação Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (art. 11) Meta 1 - estratégia 6: 1.6) implantar, até o segundo ano de vigência deste PNE, avaliação da educação infantil, a ser realizada a cada 2 (dois) anos, com base em parâmetros nacionais de qualidade, a fim de aferir a infraestrutura física, o quadro de pessoal, as condições de gestão, os recursos pedagógicos, a situação de acessibilidade, entre outros indicadores relevantes

5 Indicadores da Qualidade na Educação Infantil São um instrumento de autoavaliação participativa das creches e pré-escolas; Consiste numa proposta metodológica de avaliação participativa e em um conjunto de indicadores por meio dos quais a comunidade escolar analisa a situação de diferentes aspectos de sua realidade, identifica problemas, prioridades, estabelece planos de ação, implementa propostas e monitora seus resultados; Tem como objetivo envolver toda a comunidade escolar em processos de melhoria da qualidade na educação.

6 Grupo coordenador dos Indicadores de Qualidade na Educação Infantil Ação Educativa MEC/ SEB / Coordenação Geral de Educação Infantil Unicef Undime

7 Objetivos Foi construído com o objetivo de auxiliar as equipes que atuam na educação infantil, juntamente com famílias e pessoas da comunidade, a participar de processos de autoavaliação da qualidade de creches e préescolas provocando mudanças concretas no cotidiano das instituições e nas políticas de educação infantil, na perspectiva de ampliar a demanda social por direitos e a garantia do direito humano à educação.

8 Objetivos Proporcionar subsídios para o debate coletivo e formulação de uma política nacional de avaliação da/na educação infantil. Aprimorar a política de educação infantil no município Elaborar planos de ação das unidades de educação infantil (PPP); Elencar propostas para a política de educação infantil.

9 Nasci para administrar o à-toa, o em vão, o inútil. Pertenço de fazer imagens. Opero por semelhanças. Retiro semelhanças de pessoas com árvores, de pessoas com rãs, de pessoas com pedras, etc. Retiro semelhanças de árvores comigo. Não tenho habilidades para clarezas. Preciso de obter sabedoria vegetal. (Sabedoria vegetal é receber com naturalidade uma rã no talo.) E quando esteja apropriado para pedra, terei também sabedoria mineral. Manoel de Barros

10 Etapas do projeto Constituição da comissão Implementação Publicização do Plano de Recomendações Elaboração do Plano de Recomendações Sistematização (Comissão) Comissão: formação e planejamento Elaboração do diagnóstico da educação infantil Evento público Processo de adesão Análise da sistematização pelas unidades EI Apresentação dos problemas e propostas (perguntas-filtro) Formação das unidades de EI Processo de uso dos Indicadores

11 Comissão de Acompanhamento Composição da Comissão Destaques: MIEIB, representação das entidades conveniadas, grupo de apoio aos conselhos de escola Desafio: participação de representantes de demais áreas, da universidade e do movimento sindical Importância da Comissão para a continuidade do processo Caráter formativo Encontro de formação inicial Ao longo das reuniões Na relação com as unidades de educação infantil

12 Comissão de Acompanhamento Uso dos Indicadores articulado a processos formativos Encontros de formação: Autoavaliação institucional nas unidades Análise e sistematização para o PPP e para a política de educação infantil Destaque: traballho conjunto entre as unidades da rede direta e unidades conveniadas.

13 Sistematização das informações produzidas pelas unidades da educação infantil Instrumento utilizados: Pelas unidades de educação infantil (Uso dos Indicadores) Pela Comissão: categorizar as informações recebidas

14 Sistematização das informações produzidas pelas unidades da educação infantil

15 Sistematização das informações produzidas pelas unidades da educação infantil

16 Sistematização das informações produzidas pelas unidades da educação infantil Sistematização a partir do uso dos Indicadores Plano de recomendações Instâncias Período ( curto, médio e longo prazo) Acesso Insumos Processos Eqüidade

17 Sistematização das informações produzidas pelas unidades da educação infantil Trabalho a partir de um conceito de qualidade ancorado em quatro dimensões Acesso ampliação da oferta e estímulo à manifestação da demanda por direito à educação. Insumos condições objetivas de realização do trabalho educacional e pedagógico. Processos ações continuadas e articulação entre as políticas públicas. Equidade superação de desigualdades e das discriminações e valorização da diversidade.

18 Questões e desafios Intersetorialidade O processo de uso dos Indicadores proporciona e exige maior diálogo entre as áreas dentro da própria secretaria de educação e entre outras secretarias da administração municipal. Limitado investimento na construção de políticas intersetoriais. Acesso e fluxo de informações Consolidação e publicização de dados sobre a educação infantil Desafio: obtenção de informações sobre financiamento da educação, articulação com demais processos de formulação da política educacional (ex: Plano Municipal de Educação)

19 Questões e desafios Tempos e condições institucionais Como a participação às vezes se restringe a declaração de um princípio, e ainda não como algo planejado, não são garantidas condições institucionais e o tempo necessário para que essa se concretize de forma mais ampla. Predomínio da participação figurativa ou controlada. Horário: reuniões, plenárias, audiências e conferências tensão entre os tempos da gestão X dos profissionais de educação X tempo das famílias. Desafio: construção de uma cultura de planejamento educacional, de médio e longo prazo, de forma pública e democrática.

20 Questões e desafios Famílias Predominantemente, há uma forte deslegitimação das famílias como atores do processo (sobretudo, das famílias pobres e negras). Jogo de culpas: escolas X famílias Predomínio de uma visão de família idealizada centrada no modelo nuclear (gênero/raça/sexualidade). Horários das reuniões, plenárias, etc. Ainda há pouca disposição em inovar em mobilizações, metodologias e formatos mais amigáveis para famílias e outros sujeitos que não os do campo educacional. Dificuldade em mobilizar e garantir a participação e opinião das mães, pais e demais familiares.

21 Impressões e aprendizagens A metodologia possibilita uma autoavaliação criteriosa e abrangente. Com a intereção entre professores, funcionários e pais foi possível perceber as dificuldades enfrentadas no cotidiano por todos os seguimentos e oportunizou um olhar diferenciado para o outro. Acho que é meio mais democratico porque todos tem a oportunidade de se manifestarem.

22 No descomeço era o verbo. Só depois é que veio o delírido verbo. O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos. A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som. Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira E pois. Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos O verbo tem que pegar delírio. Grata! Manoel de Barros

23 Contatos Tel: (11) r. 130, 152

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