PROJETO DE RELATÓRIO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PROJETO DE RELATÓRIO"

Transcrição

1 Asamblea Parlamentaria Euro-Latinoamericana Euro-Latin American Parliamentary Assembly Assemblée Parlementaire Euro-Latino Américaine Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana Parlamentarische Versammlung Europa-Lateinamerika ASSEMBLEIA PARLAMENTAR EURO LATINO-AMERICANA Comissão dos Assuntos Económicos, Financeiros e Comerciais PROJETO DE RELATÓRIO Suficiência alimentar na perspetiva União Europeia - América Latina e Caraíbas Correlatora PE: Correlator ALC: Esther Herranz García (PPE) Roberto Gómez Alcívar (Parlandino) DR\ doc AP v02-00

2 ÍNDICE Página PROJETO DE PROPOSTA DE RESOLUÇÃO...3 AP v /9 DR\ doc

3 PROJETO DE PROPOSTA DE RESOLUÇÃO Suficiência alimentar na perspetiva UE-ALC A Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana, Tendo em conta o Regulamento (CE) n.º 1905/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de dezembro de 2006, que institui um instrumento de financiamento da cooperação para o desenvolvimento, Tendo em conta a Comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu intitulada: «Estratégia temática em favor da segurança alimentar: promover a agenda da segurança alimentar a fim de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM)» (COM(2006)021), adotada em 25 de janeiro de 2006, Tendo em conta a Comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu intitulada «Quadro estratégico da UE para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem os desafios no domínio da segurança alimentar» (COM(2010)0127), adotada em 31 de março de 2010, e as Conclusões do Conselho adotadas em 10 de maio de 2010, Tendo em conta o relatório da Comissão do Desenvolvimento do Parlamento Europeu, de 19 de julho de 2011, sobre o quadro estratégico da UE para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem os desafios no domínio da segurança alimentar, Tendo em conta a Comunicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu intitulada «Ajuda Alimentar Humanitária» (COM(2010)0126), adotada em 31 de março de 2010, e as Conclusões do Conselho adotadas em 10 de maio de 2010, Tendo em conta a Declaração de Roma sobre Segurança Alimentar Mundial aprovada em 1996 por ocasião da Cimeira Mundial da Alimentação, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Tendo em conta o relatório anual de 2011 da FAO sobre o estado da insegurança alimentar no mundo, Tendo em conta o boletim de segurança alimentar e nutricional do Gabinete Regional da FAO para a América Latina e as Caraíbas para o período de janeiro a março de 2012, Tendo em conta a Declaração de Los Cabos dos líderes do G20, de 19 de junho de 2012, e o Relatório dos Vice-Ministros da Agricultura do G20 aprovado na Cidade do México, em 18 de maio de 2012, A. Considerando que o artigo 25.º, n.º 1, da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 reconhece o direito de todas as pessoas a um nível de vida adequado que lhes assegure, a si e à sua família, a saúde, o bem-estar e, em particular, a alimentação; B. Considerando que na Cimeira Mundial da Alimentação (Roma, 1996) os dirigentes de 185 países reiteraram, na Declaração de Roma sobre Segurança Alimentar Mundial, o seu compromisso de progredir no sentido da segurança alimentar, entendida como a situação DR\ doc 3/9 AP v02-00

4 em que todos os seres humanos têm sempre acesso físico e económico a alimentos sãos e nutritivos e em quantidade suficiente, por forma a permitir-lhes satisfazer as suas necessidades energéticas e preferências alimentares e usufruírem de uma vida sã e ativa; C. Considerando que a crise alimentar vivida em fez com que 39 países do mundo, na sua maioria nações africanas e asiáticas, enfrentassem emergências alimentares críticas que requereram ajuda externa urgente e tiveram graves consequências para a população mais vulnerável de cada região; D. Considerando que o número de emergências alimentares duplicou nos últimos trinta anos e que se prevê a manutenção desta tendência durante as próximas décadas, em resultado da combinação de uma série de fatores, entre os quais se destacam: as alterações climáticas e o agravamento dos fenómenos meteorológicos extremos, o aumento da população mundial e o forte crescimento das economias emergentes, a modificação dos hábitos e padrões de consumo das sociedades tradicionais, as distorções no funcionamento da cadeia de abastecimento e de comercialização dos alimentos, o aumento do preço da energia, a expansão dos biocombustíveis e a crescente especulação financeira sobre os produtos de base; E. Considerando que, apesar dos progressos realizados nas últimas décadas, a luta contra a fome e a má nutrição estagnou nos últimos cinco anos na maioria das regiões, devido, entre outras razões, à inflação dos preços dos produtos de base; F. Considerando que o problema da insuficiência alimentar atinge com especial gravidade a população mais vulnerável, que vê o seu poder de compra diminuir, ao mesmo tempo que aumenta o limiar de pobreza; considerando, além disso, que a má nutrição infantil e juvenil tem efeitos severos e irreversíveis sobre o desenvolvimento físico e intelectual, limitando o potencial da população a longo prazo; G. Considerando que na América Latina a fome e a pobreza se concentram sobretudo nas zonas rurais, onde os pequenos produtores locais praticam uma agricultura de subsistência em solos degradados e pouco férteis e onde as suas receitas dependem dos excedentes de produção que sejam capazes de obter; H. Considerando que, apesar da região da América Latina contar com um setor agrícola forte e ser um exportador líquido de produtos de base, não beneficiou, no seu conjunto, com os preços elevados de tais produtos nos mercados internacionais; I. Considerando que, além de ser um grave problema humanitário, a insuficiência alimentar representa uma importante ameaça à estabilidade, paz e segurança a nível mundial; J. Considerando que, em resultado do acima referido, assistiu-se nos últimos anos a uma tomada de consciência mundial sobre este problema, que serviu de catalisador dos esforços para reforçar a coordenação e a governação internacional nesta matéria; K. Considerando a tendência cada vez maior para o abandono da atividade agrícola por parte dos profissionais europeus devido a um conjunto de fatores, entre os quais a volatilidade dos preços e a perda de competitividade nos mercados internacionais; AP v /9 DR\ doc

5 L. Considerando que alguns acordos comerciais bilaterais concluídos pela União Europeia com países terceiros estão a pôr em risco a viabilidade das explorações agrícolas europeias, acentuando o crescente abandono da atividade agrícola; M. Considerando que os agricultores europeus têm de incorrer em custos de produção muito elevados em consequência da exigente regulamentação da União Europeia em matéria de ambiente, segurança alimentar e bem-estar animal, bem como em relação às normas sociolaborais; N. Considerando que nos últimos anos, o desmantelamento progressivo das medidas de apoio aos mercados na União Europeia agudizou o fenómeno da volatilidade e os produtores têm muitas dificuldades em se adaptar à oscilação dos preços; O. Considerando os desequilíbrios que existem na cadeia alimentar, resultantes de práticas comerciais abusivas, e tendo em conta que os produtores primários são normalmente as primeiras vítimas dos referidos desequilíbrios; P. Considerando que hoje em dia, na União Europeia, os produtores com idade inferior a 35 anos apenas representam 6% do total e que mais de 4,5 milhões preveem deixar a atividade nos próximos dez anos; Q. Considerando que a FAO alertou já para as consequências que podem decorrer de um desenvolvimento excessivo dos biocombustíveis procedentes de culturas agrícolas energéticas e que a União Europeia mantém uma perspetiva muito prudente a este respeito; 1. Incita os países da União Europeia (UE) e da América Latina e das Caraíbas (ALC) a prosseguir a sua luta a fim de alcançar o primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milénio, que tem como meta a redução para metade - entre 1990 e da proporção de pessoas com rendimentos inferiores a um dólar por dia e da percentagem de pessoas que passam fome; recorda a estreita relação entre a falta de alimentos e a pobreza e manifesta a sua preocupação a este respeito porque, longe de se alcançar o referido objetivo, atualmente mais de um sexto da população mundial vive ainda em situação de fome e pobreza; 2. Manifesta a sua preocupação com o elevado nível dos preços dos alimentos com que se defrontam atualmente ambas as regiões, assim como com as previsões da FAO de que a referida tendência de aumento dos preços dos alimentos e da sua volatilidade se irá manter durante as próximas décadas; 3. Regista o crescente consenso em relação à natureza estrutural, e não cíclica, das alterações fundamentais na oferta e na procura de alimentos a nível mundial que têm dado azo a uma crescente inflação nos preços dos mesmos; considera que tal desajuste estrutural tem a sua origem numa grande variedade de fenómenos, tantos reais como financeiros; 4. Partilha a consternação expressa por numerosos organismos internacionais relativamente à cada vez mais estreita vinculação entre os mercados agroalimentares e os mercados financeiros. partilha também a convicção de que as fortes posições assumidas pelos fundos de investimento e de pensões nos mercados de derivados financeiros sobre DR\ doc 5/9 AP v02-00

6 produtos de base contribuíram de maneira decisiva para a instabilidade e a distorção nos mercados durante os últimos anos; 5. Constata que, apesar de se tratar de um fenómeno difícil de quantificar, a aquisição de terras agrícolas em grande escala cresceu de forma exponencial durante os últimos anos na América Latina, favorecida pelo aumento dos preços dos alimentos e pela elevada rentabilidade esperada; embora este tipo de operações possa ser vantajosa para comprador e vendedor, a diferença de poder negocial entre as duas partes pode dar origem a um resultado pouco favorável para o pequeno produtor e ter como consequência a perda de acesso à terra por parte da população autóctone e a concentração e "estrangeirização" das terras; 6. Insta os governos da UE e da ALC a prosseguir o seu trabalho conjunto nos vários fóruns multilaterais de governação sobre suficiência alimentar e a utilizar os diversos espaços de diálogo bilateral para aproximar e coordenar as suas posições nesta matéria; recomenda que, na procura de soluções globais, ambas as regiões levem a cabo processos de consulta junto dos diversos setores da sociedade civil e, em particular, das organizações agrícolas e dos povos indígenas; 7. Considera conveniente incentivar a procura de soluções sustentáveis e de longo prazo para o problema da insuficiência alimentar, embora saliente a necessidade de reforçar os programas de acesso imediato a alimentos e de transferência de receitas que permitam fazer face às situações de emergência alimentar; manifesta, para este efeito, o seu firme compromisso para com o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas pela grande eficácia demonstrada, fazendo chegar alimentos com grande urgência às populações mais vulneráveis em situações de emergência alimentar; considera, ainda, urgente a criação de reservas alimentares de emergência, conjugadas com sistemas de transporte e de informação eficazes e que gozem de uma localização estratégica suscetível de permitir tempos de resposta rápidos; 8. Apela a que os esforços se concentrem na procura de soluções de desenvolvimento rural e de aumento da produtividade, pelo que frisa a necessidade de optar por políticas que favoreçam o aproveitamento das oportunidades de crescimento da agricultura; destaca a melhoria dos métodos de produção e das condições do terreno, assim como a investigação e o desenvolvimento no domínio das culturas, das sementes e dos transgénicos; será ainda conveniente, para explorar o referido potencial de crescimento, investir na formação dos agricultores através de programas de capacitação específicos e em infraestruturas no âmbito rural que melhorem as possibilidades de negócio dos pequenos agricultores e ajudem a dinamizar os mercados locais; 9. Recomenda o aprofundamento das políticas de adaptação da produção e do consumo de produtos de base, favorecendo o cultivo das variedades mais bem adaptadas às necessidades alimentares da população local, mas também às condições climáticas e do terreno; realça também a necessidade de evitar práticas não sustentáveis que contribuam para a degradação da terra e a importância de conduzir políticas de diversificação da produção em alternativa às monoculturas, muito expostas a riscos climáticos, pragas e à flutuação dos preços; estas medidas, complementadas com o alargamento da cobertura da educação alimentar, permitiriam reintroduzir produtos de base tradicionais que ampliem a base alimentar, melhorando o estado nutricional das populações; AP v /9 DR\ doc

7 10. Exorta os governos a tomar medidas específicas de apoio à agricultura familiar, em especial as que são orientadas para o desenvolvimento de sistemas eficazes de gestão de riscos e de facilitação do acesso ao crédito; observa que a agricultura familiar, de um modo geral, não beneficiou dos elevados preços dos alimentos, devido ao reduzido nível de concorrência nos mercados, aos elevados preços dos fatores de produção e à imprevisibilidade das suas receitas, vendo-se pelo contrário muito prejudicada por uma volatilidade de preços que dificultou a planificação da sua atividade, desincentivando as suas decisões de investimento e limitando o seu acesso ao crédito; 11. Manifesta o desejo de que a reforma da política agrícola comum da UE garanta um horizonte de estabilidade que incentive a permanência dos agricultores no setor, apoie os jovens agricultores, garanta uma gestão eficaz dos riscos no quadro da regulamentação relativa ao desenvolvimento rural e favoreça o investimento em métodos de produção que permitam um aumento da produtividade agrícola; 12. Apela à UE e aos seus Estados-Membros para que mantenham os seus esforços no âmbito da cooperação para o desenvolvimento, inclusive num momento de fortes restrições orçamentais como o atual; destaca, além disso, que a UE e os seus Estados-Membros contribuem com mais de metade da ajuda oficial para o desenvolvimento a nível mundial e que uma parte substancial da mesma é orientada para programas de suficiência alimentar, especialmente nos países considerados mais vulneráveis em matéria de recursos alimentares - caso das Honduras, de Nicarágua, de Cuba e do Haiti nesta região; salienta igualmente o bom funcionamento do Mecanismo Alimentar (food facility) de milhões de euros, com o qual a UE deu resposta à crise alimentar de ; 13. Saúda a aprovação, em junho de 2011, do plano de ação sobre a volatilidade dos preços dos alimentos e da agricultura por parte dos Ministros da Agricultura do G20 e, em particular, a criação do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS, na sigla em inglês); reconhece, a este respeito, o importante papel que a melhoria da informação e a transparência nos mercados desempenha na redução da volatilidade nos mercados de produtos de base; 14. Solicita aos governos a adoção das medidas necessárias para combater o excesso de especulação, os abusos e as manipulações nos mercados de produtos de base; reitera que, para serem eficazes, os esforços para regular os mercados financeiros devem ser realizados à escala mundial; apoia, neste sentido, a recomendação do G20 para a melhoria da regulação e supervisão dos mercados de derivados de produtos de base e saúda os Princípios para a Regulação e Supervisão dos Mercados de Derivados de Produtos de Base apresentados pela Organização Internacional das Comissões de Valores Mobiliários (IOSCO, na sigla em inglês), em setembro de 2011; solicita igualmente à IOSCO a rápida elaboração de recomendações sobre o procedimento mais adequado para colocar em prática tais princípios; 15. Reconhece que as estratégias de suficiência alimentar têm que pertencer e ser próprias de cada país, estabelecendo um equilíbrio adequado entre o apoio à produção nacional e a cobertura das necessidades de alimentos através do comércio; assim, para poder avançar no sentido de alcançar a suficiência alimentar e o aumento da produtividade agrícola, é essencial poder contar com um sistema de comércio estável, previsível, sem distorções e transparente; DR\ doc 7/9 AP v02-00

8 16. Insta os governos nacionais, em conformidade com as recomendações da FAO, a absterem-se de adotar políticas comerciais restritivas para fazer face a problemas internos de insuficiência alimentar, pois este tipo de práticas favorece uma escalada dos preços nos mercados internacionais e a volatilidade dos mesmos; apela, neste sentido, aos governos para que referendem o acordo alcançado no seio do G20 para eliminar, e não impor no futuro, as restrições à exportação de alimentos e os impostos extraordinários aplicados aos alimentos adquiridos para fins humanitários não comerciais pelo Programa Alimentar Mundial; insta, além disso, os governos a prosseguir as negociações para converter o referido acordo num compromisso global vinculativo perante a Organização Mundial do Comércio; 17. Observa a análise do Banco Mundial que destaca o forte aumento dos custos logísticos e de transporte dos últimos anos como elemento importante na inflação dos preços dos produtos de base; exorta, por esta razão, ambas as partes a aprofundar as políticas de facilitação de comércio e de liberalização do transporte, tanto na sua dimensão intrarregional como entre a ALC e a UE; 18. Exorta os governos a integrar a suficiência alimentar nas suas políticas e a garantir a coerência entre as suas políticas agrícola, comercial, energética e de desenvolvimento; considera conveniente, neste quadro, que as economias mais desenvolvidas da UE e da ALC efetuem uma reflexão profunda sobre as medidas que poderão tomar para assegurar, no futuro, o abastecimento seguro de alimentos e uma maior estabilidade nos rendimentos dos agricultores, bem como preços justos aos consumidores; 19. Alerta para as eventuais consequências nefastas na atividade agrícola europeia, caso seja retirado o apoio que os produtores da UE recebem, o qual é necessário para evitar um abandono massivo da atividade e um aumento da dependência alimentar, com todas as consequências que tal facto poderia acarretar para os preços dos alimentos, em especial em relação às populações europeias mais desfavorecidas; 20. Defende que a nova reforma da política agrícola comum deve melhorar os instrumentos de gestão dos mercados e de prevenção de crises agrícolas, a fim de fazer face de forma mais eficiente à volatilidade dos preços; 21. Considera excessivos os novos requisitos em matéria de "ecologização" das culturas que a Comissão Europeia propõe impor aos agricultores europeus, uma vez que estes já têm de cumprir os requisitos ambientais, de segurança alimentar e de bem-estar animal mais elevados do mundo; 22. Entende que a nova reforma da PAC deve promover de forma mais eficiente o acesso dos jovens à atividade agrícola através tanto do regime de ajudas diretas como da política de desenvolvimento rural; 23. Insta a Comissão Europeia para que a negociação dos acordos bilaterais entre a União Europeia e os países da América Latina vele por chegar a acordo sobre concessões mútuas equilibradas que não ponham em risco a viabilidade dos agricultores de ambas as regiões e que incluam uma maior reciprocidade em matéria de ambiente, segurança alimentar e bem-estar animal, bem como o respeito pelas normas sociolaborais mínimas; AP v /9 DR\ doc

9 24. Salienta a necessidade de dar um maior impulso ao desenvolvimento dos biocombustíveis produzidos a partir de matérias-primas que não interfiram com os mercados de bens alimentares, como os biocombustíveis denominados de "segunda geração"; 25. Defende a introdução na União Europeia de medidas destinadas a melhorar a posição negocial dos agricultores na cadeia alimentar e solicita a criação de normas que ponham termo às práticas comerciais abusivas; 26. Encarrega os seus Copresidentes de transmitirem a presente resolução à presidência da Cimeira UE-ALC, ao Conselho da União Europeia e à Comissão Europeia, aos parlamentos dos Estados-Membros da União Europeia e de todos os países da América Latina e das Caraíbas, ao Parlamento Latino-Americano, ao Parlamento Centro-Americano, ao Parlamento Andino, ao Parlamento do Mercosul, ao Secretariado da Comunidade Andina, à Comissão dos Representantes Permanentes do Mercosul, ao Secretariado Permanente do Sistema Económico Latino-Americano, e aos Secretários-Gerais da OEA e da UNASUL. DR\ doc 9/9 AP v02-00