Desenho Técnico I. Engenharia Mecânica. UMC Universidade de Mogi das Cruzes Reprodução não autorizada 1º sem. 2015

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1 1 Desenho Técnico I Engenharia Mecânica 1º semestre de 2015

2 2 EXPRESSÃO GRÁFICA I O objetivo da disciplina é estudar essa linguagem, obtendo conhecimento para realizá-la e interpretá-la corretamente. O êxito do aluno nesta matéria será indicado não somente pela sua habilidade na execução, mas também pela sua capacidade de interpretar linhas e símbolos e visualizá-los claramente no espaço. (French & Vierck, 2005, p.17) 1. Desenho Técnico NBR Desenho Técnico O desenho técnico é uma forma de expressão gráfica que tem por finalidade a representação de forma,dimensão e posição de objetos de acordo com as diferentes necessidades requeridas pelas diversas modalidades de engenharia e também da arquitetura. Utilizando-se de um conjunto constituído por linhas,números, símbolos e indicações escritas normalizadas internacionalmente, o desenho técnico é definido como linguagem gráfica universal da engenharia e da arquitetura. A geometria descritiva é a base do desenho técnico moderno. Apesar da evolução tecnológica e dos meios disponíveis pela computação gráfica, o ensino de desenho técnico ainda é imprescindível na formação de qualquer modalidade de engenheiro ou técnico industrial. Além do aspecto da linguagem gráfica que permite que as idéias concebidas por alguém sejam executadas por terceiros, o desenho técnico desenvolve o raciocínio, o senso de rigor geométrico, o espírito de iniciativa e de organização e deve transmitir com exatidão todas as características do objeto que representa. Tipos de Desenho Técnico Desenho não projetivo na maioria dos casos corresponde a desenhos result antes dos cálculos algébricos e compreendem aos desenhos de gráficos, diagramas, fluxogramas, organogramas,.etc. Desenho projetivo são os desenhos resultantes de projeções do objeto em um ou mais planos de projeção e correspondem às vistas ortográficas e as perspectivas, como por exemplo, máquinas, edificações, refrigeração, climatização, tubulações, móveis, produtos industriais, etc. Grau de Elaboração do Desenho Técnico Esboço desenho, em geral à mão livre, uma representação rápida de uma idéia, não responde a uma norma, não tem uma escala definida, porém, deve respeitar as proporções. Desenho Preliminar é passível de modificações Desenho Definitivo corresponde a solução final do projeto, ou seja, é o desenho de execução. Detalhe (desenho de produção) desenho de componente isolado ou de uma parte de um todo, geralmente utilizado para sua fabricação. Desenho de conjunto (montagem) desenho mostrando vários componentes que se associa para formar um todo, geralmente utilizado pra a montagem e manutenção. Desenho com instrumentos (ou com prancheta) O desenho técnico tradicional é realizado manualmente, sem o uso de recursos computacionais.

3 MATERIAL BÁSICO: A execução do desenho técnico requer que nas aulas de Desenho Técnico I trazer a seguinte lista de materiais: Folha A3 (dimensões= 297 mm x 420 mm) de preferência papel manteiga é opaco, transparente e sem margens. Qtde: aproximadamente 5 folhas. Lápis ou Lapiseiras (opcional): utilizaremos 3 tipos segundo o grau de dureza do grafite: traços claros são obtidos com um grafite mais duro, enquanto que traços escuros são obtidos com um grafite macio. Grau de Dureza Tipo de Lápis Lapiseira Linha Macios Grossa B (Black), 2B, 3B, 4B, 5B, 6B, 7B, 8B 0,7 mm Médios Média F (Firm), HB 0,5 mm Duros Fina H (hard), 2H, 3H, 4H, 5H, 6H, 7H, 8H, 9H 0,3 mm Borracha branca macia Apontador, se a opção for lápis Par de esquadros O jogo de esquadros (um de 45º e outro de 30º/60º), em forma de triângulos, permitem traçar paralelas, perpendiculares, ângulos próprios (30º, 45º, 60º e 90º). Traçam-se, também os múltiplos de 15º, obtidos pela combinação dos dois esquadros. 3 Régua acrílica ou plástico transparente de 40 cm, utilizada para tomar medidas e apoiar os esquadros no traçado de retas paralelas ou perpendiculares Fita crepe, se não utilizar a prancheta, o uso de fita adesiva, de baixa aderência, facilita a fixação da folha de desenho Compasso,(lixa para apontá-lo). São empregados para traçar circunferências, arcos e também para transportar medidas. Possui uma ponta seca e outra com grafite. A ponta seca deve ser um pouco maior que a outra e deve ser colocada perpendicularmente à folha. Escalímetro Permite marcar e tomar medidas dos desenhos realizados em escala. Desta forma, elimina cálculos com conversão de medidas, reduzindo o tempo de realização de um projeto. O escalímetro triangular que apresenta seis escalas diferentes (em metros) 1:20; 1:25; 1:50; 1:75; 1:100; e 1:125 Pasta ou canudo para transporte de folhas

4 4 OPCIONAIS Pasta ou canudo para transporte de folhas* (não deverá estar amassada nem dobrada) Prancheta Régua Paralela e Régua T A Régua paralela e a régua T apresentam a mesma função. Permitem traçar linhas paralelas entre si e apoiar esquadros. A régua paralela freqüentemente é vendida com a prancheta. Normas técnicas Uma norma técnica de desenho técnico não é mais do que um conjunto de regras ou recomendações a seguir quando da execução ou da leitura de um desenho técnico (Silva et al, 2006, p.3). A normalização estuda, com fins econômicos, e sugere soluções de problemas: de definições e terminologia; de representações gráficas convencionais e simbólicas; de forma e dimensões; de qualidade; de procedimento, métodos de prova e de medida. A padronização gera economia, rapidez, qualidade, segurança, sendo imprescindível para a entrada no mercado internacional. Há organismos internacionais que produzem normas técnicas, entre elas: ISO (Internacional Organization for Standardization); EN (Euro normas); ANSI (American National Standards Institute); IPO (Instituto Português de Qualidade); e BSI (British Standards Institute) No Brasil a normalização é feita pela ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. É possível, também, haver normas internas adotadas por uma empresa ou grupo de trabalho. Abaixo estão listadas as principais normas técnicas da ABNT dirigidas ao Desenho Técnico, que serão estudadas nesse curso: Geral NBR Desenho Técnico NBR Folha de desenho Leiaute e dimensões NBR Apresentação da folha para desenho técnico NBR Desenho técnico - Dobramento de cópia NBR 8402 Execução de caracter para escrita em desenho técnico NBR 8196 Desenho técnico - Emprego de escalas NBR 8403 Aplicação de Linhas em desenhos - Tipos de Linhas Larguras das linhas NBR Princípios gerais de representação em desenho técnico

5 5 Escrita Técnica NBR 8402 Execução de caracter para escrita em desenho técnico Com o objetivo de criar uniformidade e legibilidade para evitar prejuízos na clareza do esboço ou desenho e até a possibilidade de interpretações erradas, esta norma citada acima fixou as características da escrita em desenho técnico Proporções e dimensões de símbolos gráficos Há relações permitidas entre a altura de letras maiúsculas (h) e minúsculas (c), espaçamentos entre caracteres (a), linhas (b) e palavras (e), espessuras (d), segundo tabela abaixo: Características Relação Dimensões (mm) Altura de letras maiúsculas Altura de letras minúsculas h c (10/10)h (7/10)h 2,5-3,5 2,5 5 3, Distância mínima entre caracteres Distância mínima entre linhas de base Distância mínima entre palavras a b e (2/10)h (14/10)h (6/10)h 0,5 3,5 1,5 0,7 5 2, ,4 10 4, ,8 20 8, Largura da linha d (1/10)h 0,25 0,35 0,5 0,7 1 1,4 2 Exemplo de caracteres usados (fonte ISOCP.TTF que acompanha o AutoCAD) ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuwvxyz ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuwvxyz

6 6 Também é comum usar a fonte Simplex no AutoCAD, em versões anteriores ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ abcdefghijklmnopqrstuwvxyz Escala NBR 8196 Desenho Técnico Emprego de escalas Definição A Escala indica a relação dimensional entre a representação de um objeto no desenho e suas dimensões reais. (Neilzel, 1974, p.23). Para designá-la emprega-se a palavra ESCALA ou, abreviadamente, ESC., seguida da indicação da relação: Esc. 1 : 500 Medida do Desenho Medida Real Nesse exemplo, a cada unidade do desenho corresponde a 500 unidades reais. Lê-se escala um por quinhentos, ou escala um para quinhentos. Recomendações Para a escolha de uma escala considera-se o tamanho do objeto, as dimensões do papel e a clareza do desenho. As cotagens são realizadas pela medida real, independentemente do tipo de escala. Na ampliação e na redução, as medidas angulares são preservadas. A escala é apresentada na legenda. Em desenhos sem escala, esta informação deve constar como Esc. S/E (sem escala). Havendo mais de uma escala na mesma folha, elas devem ser apresentadas próximas aos respectivos desenhos.

7 7 Tipos Há três tipos de escala: Escala Natural (Esc. 1:1) Permite representar objetos em seu tamanho real. Escala de Redução (Esc. 1: x) As medidas do desenho são menores do que as medidas naturais do objeto. Fórmula para cálculo: R D R: medida real D: medida do desenho 1 x : fator de redução x, onde: ESC. 1:5 D = = 50

8 8 Escala de Ampliação (Esc. x:1) As medidas do desenho são maiores do que as medidas naturais do objeto. Fórmula para cálculo: Rx D, onde: R: medida real D: medida do desenho : fator de ampliação x Esc. 2:1 D = = 40 Folha lay-out e dimensões NBR Folha de desenho Lay-out e dimensões A norma NBR padroniza as características dimensionais das folhas e a disposição de margens, quadro, legenda, marcas de centro, escala, sistema de referência de malhas e marcas de corte. As folhas de desenho podem ser utilizadas nas posições horizontal ou vertical.

9 Formatos A norma esclarece que o original deve ser executado em menor formato possível, sem prejudicar a clareza do desenho. Formatos da série A O formato básico é denominado A0, e apresenta área igual a 1m 2. A razão entre a 2 altura e a largura é de, para todos os formatos. Do formato básico derivam os demais, de modo que o formato A1 apresenta a metade da área do formato A0 e assim por diante: Folha Dimensões (mm) Área (m 2 ) A0 841 x A1 594 x 841 0,5 A2 420 x 594 0,25 A3 297 x 420 0,125 A4 210 x 297 0, Observa-se, partindo do formato A4, que o lado maior de cada formato é igual ao lado menor do formato anterior. O dobro do lado menor de um formato é a medida do lado maior do formato anterior. Há também outros formatos maiores e menores que os indicados, mantendo a proporção indicada. Margem e quadro O quadro delimita o espaço para o desenho. As margens são delimitadas pelo contorno externo da folha e pelo quadro. formato da série A: As dimensões das margens e a largura da linha no quadro variam para cada Formato Margem Esquerda (mm) Demais Margens (mm) Largura da linha no quadro (mm) A ,4 A A ,7 A ,5 A ,5 Legenda A legenda é uma região da folha, delimitada por um retângulo situado no canto inferior direito, junto à margem, que fornece informações de identificação e interpretação do desenho. A direção da leitura deve ser a mesma do desenho.o tamanho da legenda varia de acordo com o formato da série A: Formatos Comprimento (mm) A0, A1 175 A2, A3, A4 178 Permite-se, no formato A4, na vertical, que a legenda seja apresentada ao longo da largura da folha.

10 10 Folha - apresentação NBR Apresentação da folha para desenho técnico Espaços O espaço da folha de desenho é subdividido nas seguintes regiões: Espaço para desenho Os desenhos são apresentados nas posições horizontal ou vertical. Havendo mais de um desenho, o principal é apresentado no canto superior esquerdo. Se possível, a disposição deve considerar o dobramento das cópias. Espaço para texto Os textos são inseridos em espaço próprio e visam a esclarecer o desenho, se necessário. Contém informações de explanação, instrução, referência e tábua de revisão. São inseridos no canto direito, junto à margem ou na margem inferior e, nesse caso, a altura é variável. A largura do espaço para texto é igual a da legenda ou, no mínimo, 100mm. É separado em colunas e, se possível, a disposição deve considerar o dobramento das cópias. Explanação Contém as informações necessárias a leitura do desenho, como símbolos especiais, designação, abreviaturas e tipos de dimensões. Instrução Contém informações necessárias à execução do desenho, como lista de material, estado de superfície, local de montagem e número de peças. Havendo mais de um desenho, as instruções podem, também, ser inseridas próximas a cada um deles. outros documentos. Referência Contém informações referentes a outros desenhos e/ou Tábua de Revisão Contém as eventuais alterações no desenho, após sua aprovação inicial e apresenta as seguintes informações: Designação de revisão: número ou letra seqüencial; Referenda da malha; Informação do assunto da revisão; Assinatura do responsável pela revisão; Data da revisão.

11 11 Espaço para legenda A legenda consolida as seguintes informações, podendo ter supressões ou acréscimo de dados relevantes ao entendimento do desenho: Designação da firma; Nome do projetista, responsável pelo conteúdo do desenho; Local, data e assinatura; Nome e localização do projeto; Conteúdo do desenho; Escala; Número do desenho; Designação da revisão; Indicação do método de projeção; Unidade utilizada no desenho.

12 12 Margens Formato A3 em mm Exemplo de Legenda 178 Logotipo Curso: Turma/período: Nome: Data: Título do projeto: Esc.: Visto professor: Cada linha 10 4 linhas = 4 altura OBS.: As divisões da coluna e altura da legenda não está na norma pode variar.

13 13 Dobramento de cópia NBR Desenho técnico Dobramento de cópia A norma NBR define critérios para a realização padronizada do dobramento das cópias do desenho técnico dos formatos da série A. Regras para a execução do dobramento Após o dobramento as folhas A0, A1, A2, A3 e também as de tamanhos maiores, permanecem com as dimensões da folha A4 (210 mm x 297 mm). O dobramento permite que a legenda continue visível. Ele se inicia pelo lado direito, em dobras verticais, de acordo com as medidas indicadas para cada formato. No caso de arquivamento, o canto superior esquerdo é dobrado para trás. Esquemas para cada formato da série A

14 14 9. Linhas NBR 8403 Aplicação de linhas em desenhos Tipos de Linhas - Largura de linhas A norma NBR 8403 fixa os tipos de linhas permitidos em desenho técnico e suas interpretações. Tipos de linhas Linha Denominação Aplicação A Contínua larga A1 contornos visíveis A2 - arestas visíveis B Contínua estreita B1 - linhas de intersecção imaginárias B2 - linhas de cotas B3 - linhas auxiliares B4 linhas de chamadas B5 hachuras B6 contornos de seções rebatidas na própria vista B7 linhas de centros curtas. C Contínua estreita a mão livre C1 - limites de vistas ou cortes parciais ou interrompidas se o limite não coincidir com linhas traço e ponto D Contínua estreita em ziguezague D1 - para desenhos confeccionados por máquinas E Tracejada larga E1 - contornos não visíveis E2 - arestas não visíveis F Tracejada estreita F1 - contornos não visíveis F2 - arestas não visíveis G Traço e ponto estreita G1 - linhas de centro G2 linhas de simetrias G3 - trajetórias H Traço e ponto estreita, larga nas extremidades e na mudança de direção H1 - planos de corte J Traço ponto larga J1 - indicação das linhas ou superfícies com indicação especial

15 15 10 Teoria da Projeção O desenho funciona como elo de ligação entre a concepção e a fabricação. (Silva et al, 2006, p.41) A palavra projeção é oriunda do latim projectione e denomina o processo de incidência dos raios sobre um objeto em um determinado plano. A idéia de projeção está vinculada com o fato de necessitarmos representar modelos tridimensionais em um plano (folha). A imagem que se pode obter por projeção em 2D de um objeto existente em 3D, resulta de uma relação entre três entidades: OBSERVADOR, OBJETO e PLANO DE PROJEÇÃO. As infinitas combinações entre essas três entidades resultam em infinitas projeções. Estudaremos, em particular, a projeção ortogonal, pois é a mais empregada no desenho técnico, por ser a representação mais fie a forma do modelo.

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17 17 Projeção Ortogonal Primeiras Definições Projeção Ortogonal de um ponto sobre um plano Chama-se projeção ortogonal de um ponto sobre um plano ao pé da perpendicular ao plano conduzida pelo ponto. Traçamos uma reta perpendicular (linha projetante) ao plano que passa por A e intersecta o plano no ponto A (projeção ortográfica do ponto A). Projeção Ortogonal de uma figura sobre um plano Chama-se projeção ortogonal de uma figura sobre um plano ao conjunto formado pelas projeções ortogonais dos pontos dessa figura sobre o plano. Projeção Ortogonal de segmento sobre um plano segmento AB ( AB ), que determinam no plano os pontos A e B. Traçamos duas projetantes a partir dos extremos do Segmento paralelo ao plano: A projeção é um segmento de reta de mesma medida do segmento original, ou seja, a projeção mantém a verdadeira grandeza de AB.

18 18 Segmento oblíquo ao plano: A projeção é um segmento de reta menor que o segmento original, ou seja, a projeção não preserva a verdadeira grandeza de AB. Segmento perpendicular ao plano: A projeção não preserva a verdadeira AB grandeza de, pois a projeção de um segmento perpendicular ao plano é um ponto. Projeção Ortogonal de um retângulo sobre um plano Traçamos as projetantes a partir dos pontos A, B, C e D, que determinam, no plano, os pontos A B C e D. Unindo os pontos de projeção obtemos o retângulo A B C D. Retângulo paralelo ao plano: A projeção é um retângulo de mesma medida do retângulo original, ou seja, a projeção preserva a verdadeira grandeza do polígono ABCD.

19 19 Retângulo oblíquo ao plano: A projeção é um retângulo menor que o retângulo original, ou seja, a projeção não preserva a verdadeira grandeza do polígono ABCD. Retângulo perpendicular ao plano: A projeção não preserva a verdadeira grandeza do polígono ABCD, pois a sua projeção é um segmento de reta. Planos de Projeção - elementos Planos de Projeção São planos que se intersectam perpendicularmente: plano vertical e plano horizontal. Linha de Terra (LT) Reta determinada pelo encontro dos planos de projeção. Diedros São as quatro regiões limitadas pelos planos de projeção. Épura É a planificação do diedro. Permite a visualização do objeto em um só plano e consiste na rotação do plano horizontal no sentido horário, enquanto que o vertical permanece imóvel. No plano vertical, as alturas são denominadas COTAS e no plano horizontal as distâncias são denominadas AFASTAMENTOS. Épura é, portanto, a representação de uma figura espacial pelas suas projeções no plano. A LT serve de referência para a tomada de medidas na épura.

20 20 No desenho técnico não se utilizam o 2º e o 4º diedros, porque a planificação provoca superposição de projeções, o que dificulta a interpretação do objeto projetado. A representação no 1º diedro é chamada de MÉTODO EUROPEU e a representação no 3º diedro é chamada de MÉTODO AMERICANO. Vistas Ortográficas NBR Princípios gerais de representação em desenho técnico A norma NBR fixa a forma de representação aplicada em desenho técnico. Vista Chama-se VISTA a projeção ortogonal paralela de um objeto num plano de projeção. Em particular, a projeção ortogonal é o método de representar a forma

21 exata de um objeto por meio de duas ou mais projeções desse objeto sobre planos que, em geral, estão em ângulo reto entre si baixando-se perpendiculares do objeto ao plano. O conjunto das vistas sobre esses planos descreve totalmente o objeto (French e Vierck, 1995, p.151). A Norma Brasileira recomenda a representação em projeção ortogonal segundo o Sistema Europeu (representação no 1º diedro) sempre que possível. A disposição das vistas é realizada segundo um dos dois métodos: 21 Método Europeu (1º diedro) plano de projeção. Nesse método, o objeto se encontra entre o observador e o Posição Relativa das vistas no 1º Diedro: Fixando a Vista Frontal (A), as posições relativas das demais vistas são: (B) Vista Superior (abaixo) (C) Vista Lateral Esquerda (à direita) (D) Vista Lateral Direita (à esquerda) (E) Vista Inferior (acima) (F) Vista Posterior (à direita ou à esquerda) Símbolo que indica que o desenho técnico está representado no 1º diedro. Deve ser apresentado no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos ou na legenda.

22 Método Americano (3º diedro) Nesse método, o plano de projeção encontra-se entre o observador e o objeto. Este sistema é adotado pela ASA (American Standard Association). 22 Posição Relativa das vistas no 3º Diedro: Fixando a Vista Frontal (A), as posições relativas das demais vistas são: (B) Vista Superior (acima) (C) Vista Lateral Esquerda (à esquerda) (D) Vista Lateral Direita (à direita) (E) Vista Inferior (abaixo) (F) Vista Posterior (à direita ou à esquerda) Símbolo que indica que o desenho técnico está representado no 3º diedro. Deve ser apresentado no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos ou na legenda. Escolha das Vistas A escolha das vistas segue as seguintes recomendações: Vistas Necessárias Emprega-se a posição mais simples entre todas, colocandose o objeto de maneira que as faces principais fiquem perpendiculares às direções de observação das vistas e paralelas aos planos de projeção. A vista principal deve ser escolhida de modo a fornecer a maior quantidade de informação sobre a peça. Quando existirem dúvidas quanto à vista a ser utilizada para a visa principal, deve ser usada a posição de serviço da peça, ou seja, a vista de frente dessa peça no desenho do conjunto de peças onde ela se localiza (Silva et al, 2006, p.55). As vistas devem ser em número necessário e suficiente. As projeções devem conter o menor número possível de linhas invisíveis. Nenhum detalhe deve ser invisível em todas as vistas. O espaçamento entre vistas deve ser constante, permitindo a correspondência entre pontos das diferentes vistas (Silva et al, 2006, p.56).

23 23 Vistas Auxiliares São projeções parciais, representadas em planos auxiliares para evitar deformações e facilitar a interpretação. É aplicável obrigatoriamente quando existem detalhes a serem projetados que não são paralelos aos planos de projeção, ou seja, em nenhuma das projeções ortogonais se conseguem projetar a verdadeira grandeza desses detalhes. Simplificações Para abreviar a execução do desenho, em algumas situações em que o entendimento não é comprometido, é possível realizar simplificações: Simetria: não é necessário representar totalmente determinadas vistas. Nesses casos, desenha-se apenas uma das partes do objeto. A linha de simetria é representada por linha traço e ponto estreita. 1/2 vista ¼ de vista

24 24 Vistas Encurtadas: representam-se peças longas somente pelas partes da peça que contém detalhes. Os limites das partes retidas são representados por linha contínua estreita em ziguezague. Faces Planas: para indicar que determinada área de uma vista corresponde a uma região plana, costuma-se traçar suas diagonais com linhas contínua estreita. Repetições - múltiplos furos: em peças com múltiplos furos idênticos, pode-se representar apenas um dos furos e, para os restantes, definir unicamente os respectivos centros. Ampliações Detalhes devem ser evidenciados quando, no desenho inicial, for omitido detalhes ou cotagem. Nesse caso o detalhe é circundado com linha estreita contínua e denominado com letra maiúscula. O detalhe correspondente é desenhado em escala ampliada e identificada.

25 Perspectivas Definição Perspectiva é o desenho que mostra objetos da maneira como eles são vistos, na realidade. Ela representa graficamente as três dimensões do objeto em um único plano. Além da representação de vistas ortográficas (frontal, lateral e superior), o desenho técnico contém outras informações capazes de transmitir a idéia tridimensional do modelo. Ao observar a representação das vistas ortográficas de um modelo, o observador deve ser capaz de identificar a perspectiva que corresponde a estas vistas e por outro lado, ao observar a representação de um modelo em perspectiva, o observador deve ser capaz de imaginar como são as vistas ortográficas do modelo. Modelos de Representação As representações são divididas em dois grupos: 25 Extraído de Silva et al, 2006, p.97 Projeção Paralela ou Cilíndrica Projeção de centro impróprio, ou seja, a distância entre o observador e o objeto é infinita. Desta forma, os raios incidentes são paralelos entre si. isometria e cavaleira. Perspectiva Isométrica projeção. Nesse curso estudaremos somente as perspectivas Na projeção ortogonal, os raios são perpendiculares ao plano de x,y, z: eixos isométricos. Formam entre si ângulos de mesma medida, iguais a 120º. O: origem Os eixos isométricos e as suas respectivas paralelas guardam a verdadeira grandeza do objeto.

26 26 Perspectiva Cavaleira Na projeção oblíqua, os raios são oblíquos ao plano de projeção. Apresenta uma face paralela ao quadro, em verdadeira grandeza. As arestas que representam a profundidade sofrem redução, de acordo com o seu grau de inclinação: Inclinação de 30º Inclinação de 45º Inclinação de 60º redução de 1 3 redução de 1 2 redução de :1: 3 1 1:1: 2 1 1:1: 3

27 27 Cotagem NBR Cotagem em Desenho Técnico A norma NBR fixa os princípios gerais de cotagem. Definição Segundo a norma, cotagem é a representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida. Considera-se elemento uma das partes características de um objeto, tal como uma superfície plana, uma superfície cilíndrica, um ressalto, um filete de rosca, uma hachura, um contorno, etc. As cotas são apresentações das medidas reais do objeto e das posições relativas entre seus elementos. Permitem também registrar quantidades, códigos, ordem de montagem, entre outros. Lembramos que redução ou ampliação determinadas na escala, impactam o desenho, mas não as cotas. Elementos de Cotagem A cotagem requer os seguintes elementos: Linha auxiliar, de chamada ou de extensão É perpendicular ao elemento a ser cotado e permite delimitar as linhas de cotas. São representadas por linha contínua estreita. Distam do elemento cerca de 3mm, impedindo que se toquem. Prolongam-se cerca de 2mm após a intersecção com a linha de cota. Apresentam-se também obliquamente ao elemento (cerca de 60º). Linha de cota É a linha na qual a dimensão é inserida. É representada por linha contínua estreita. É perpendicular às linhas auxiliares e paralela ao elemento a ser cotado. É inserida no desenho, preferencialmente fora da vista. Ela se encerra nas linhas de chamadas, nas linhas de eixos ou nos contornos visíveis da vista. A linha auxiliar ultrapassa a linha de cota em cerca de 3mm. As linhas de cotas distam entre si cerca de 7mm, assim como uma linha de cota e o elemento cotado.

28 O limite da linha de cota, que é a intersecção entre as linhas de chamada e as linhas de cotas, pode ser representado por: Setas, mais utilizadas na engenharia elétrica. A proporção ente a largura e a altura da seta é, respectivamente, aproximadamente a e a/3. Formam ângulos de 15º com a linha de cota. A seta pode ser aberta ou preenchida. 28 Pontos, mais utilizados na arquitetura. Traços de 45º em relação ao elemento cotado, mais utilizados na engenharia civil. O limite da linha de cota deve ser o mesmo em todo o desenho, exceto em espaço muito pequenos, em que traços e setas podem ser apresentados. Ainda em espaços pequenos, permite-se que as setas sejam apresentadas externamente, no prolongamento da linha de cota. Cota elemento cotado. Indica, numa determinada unidade, a dimensão do É inserida acima e paralelamente às respectivas linhas de cota, preferivelmente no centro, ou ainda na interrupção central da linha de cota. Quando a linha de cota for vertical, a cota será inserida preferencialmente no lado esquerdo. Se a linha da cota estiver em posição inclinada, situa-se conforme indicado ao lado.

29 As letras, símbolos e algarismos são padronizados, em tamanho que permita a legibilidade (dos originais e das cópias). Para melhorar a interpretação da medida, usam-se os seguintes símbolos em precedência à cota. O símbolo do diâmetro e do quadrado podem ser omitidos quando a forma do elemento for claramente indicada: Diâmetro Raio Quadrado Diâmetro esférico Raio esférico 29 Exemplos: Linha de Referência desenho. São linhas utilizadas para apresentar observações do São representadas por linha contínua estreita e colocadas obliquamente, preferivelmente num ângulo de 30º, 45º ou 60º, em relação ao elemento. Cotagem nas vistas ortogonais Recomenda-se observar os itens abaixo listados, para a cotagem nas vistas ortogonais: Regras gerais As cotas são feitas com o objetivo de apresentar as dimensões da peça, sem deixar margem para dúvidas ou realização de contas por parte de quem interpreta o desenho. As cotas são distribuídas entre todas as vistas, evitando-se cotar determinado elemento na vista em que ele não é visível. Podem-se cotar as dimensões máximas (largura,

30 comprimento e altura) entre as duas vistas as quais tais dimensões sejam comuns. As cotas maiores são colocadas depois das menores, evitando cruzamentos de linhas auxiliares e linhas de cota. Caso ocorra, as linhas não devem ser interrompidas nos cruzamentos. Cada cota deve ser mostrada uma única vez. O elemento a ser cotado não poderá ser utilizado como linha de cota. 30 A linha de centro, de simetria e os elementos do desenho não podem ser usados como linhas de cotas. As linhas de centro e de simetria podem ser usadas como linhas auxiliares. Neste caso, a linha de centro deve continuar como tal até a linha de contorno do objeto. Nas vistas encurtadas, a cota informada refere-se ao elemento completo. Para espaços estreitos, omitem-se as setas das linhas de cotas. Cotagem de circunferências As circunferências são cotadas pelos diâmetros ou raios. A cotagem pelo raio apresenta somente uma seta de limitação da linha de cota, podendo ser dentro ou fora do contorno. Cotada pelo diâmetro, a linha de cota apresenta duas setas. Pode-se ainda cotá-la com o auxilio de linhas de referência.

31 31 Cotagem de cordas A cotagem de cordas é realizada conforme exemplo: Cotagem de superfícies chanfradas Podem ser cotadas conforme exemplos abaixo: Cotagem de ângulos Na cotagem de ângulos, a cota será preferencialmente centrada, alinhada com a linha de cota. Podem-se também empregar linhas de referência para espaços pequenos.

32 32 A ilustração ao lado apresenta a correta posição das cotas Cotagem de arcos abaixo: A cotagem de arcos pode ser feita conforme os exemplos Para arcos muitos grandes, cujos centros não estão definidos no desenho, apresenta-se a linha de cota quebrada. Cotagem de tolerância nominal, precedida de + ou -. As tolerâncias 1 são acrescentadas após o valor da cota Entende-se por cota nominal a dimensão a partir da qual são derivadas as dimensões limites, pela aplicação dos afastamentos (inferior e superior). 1 Tolerância: variação permissível da dimensão de um elemento, dada pela diferença entre a dimensão máxima e mínima.

33 33 Cotagem em paralelo As linhas de cotas são paralelas entre si e se iniciam a partir de um mesmo elemento. Pode ser utilizada em uma ou mais direções. Cotagem por coordenadas Consideram-se as coordenadas x e y e as cotas são dadas a partir do P(0,0). Cotagem de desenhos em perspectiva Empregam-se as linhas auxiliares, linhas de cota e cota. As linhas de cota e de extensão devem ser colocadas de forma que fiquem dentro da face à qual a cota se refere ou perpendicular a ela. Os algarismos das cotas são colocados de forma que fiquem no plano no qual estão as linhas de cota e de extensão; As cotas são desenhadas em perspectiva, por letras do tipo vertical. As linhas de cota acompanham a direção das arestas.

34 34 ESCALIMETRO SUA FINALIDADE E UTILIZAÇÃO: O escalímetro, escala ou régua triangular, é dividido em três faces, cada qual com duas escalas distintas. Pode-se, nesse caso, através da utilização de múltiplos ou submúltiplos dessas seis escalas, extrair um grande número de outras escalas.o escalímetro convencional utilizado na engenharia e na arquitetura é aquele que possui as seguintes escalas 1:20; 1:25; 1:50; 1:75; 1:100; 1:125. Cada unidade marcada nas escalas do escalímetro correspondem a um metro. Isto significa que aquela dada medida corresponde ao tamanho de um metro na escala adotada Para ler ou redigir desenhos com auxílio de um escalímetro, é necessário saber que: 1 Identificar visualmente se o desenho foi reduzido, ampliado ou está representado na escala natural 2 As indicações de escala existentes nos escalímetros vendidos no comércio só contêm escala de redução, 1:20;1:25; 1:50;1:100; 1:75; 1:125, etc, 3 Todos os escalímetros existentes no sistema ISO são baseados no metro. Leitura com Escalas de redução Tome como exemplo a peça abaixo, Figura 1, que foi redigida numa escala de 1:20, significa que a peça foi desenhada vinte vezes menor do que ela realmente é, uma leitura com um escalímetro 1:20 deve ser realizada da seguinte forma: 1º) Determinar quanto vale a menor divisão do escalímetro: verifique quantas divisões existem de 0 a 1m (existe escalímetro indicando de 0 a 10m, e de 0 a 100m, deve-se proceder da mesma forma), neste caso existem 50 divisões, logo cada divisão vale 0,02 metros, (no de 0 a 10 valeria 0,2 m e no de 0 a 100 valeria 2m), 2º) Contamos quantas divisões existem de zero até o final da peça, no exemplo abaixo são 65 divisões, 3º) A dimensão real da peça é 1,3 metros que é resultado do produto de 65 (número de divisões no escalímetro do início ao final da peça) vezes 0,02 metros (valor da menor divisão deste escalímetro). Fig. 1 Escala de Redução Nota: A leitura das outras escalas existente no escalímetro, deve ser realizada de forma idêntica ao apresentado. Leitura com escala de ampliação: Como ler ou redigir desenhos ampliados com o auxílio de escalímetros? Foi visto no exemplo anterior que é fácil ler e redigir desenhos diretamente sem qualquer artifício

35 utilizando o escalímetro, desde que as escalas sejam de redução, mas com um pequeno artifício podemos utilizá-lo em desenhos ampliados. Seja um desenho redigido numa escala de 5:1, que é uma das escalas de ampliação padronizadas, vamos re-escrevê-la das seguinte forma: 35 isto quer dizer que podemos ler ou redigir desenhos na escala de 5:1, utilizando o escalímetro de 1:20, desde que ao fazermos a leitura se tenha em mente que a dimensão real da peça é 100 vezes menor do que o valor apresentado no escalímetro. Como cada divisão da escala de 1:20 vale 0,02 metros, isto quer dizer,que cada divisão na nova escala de 5:1 passará a valer 100 vezes menos.!!!, isto é valerá 0,0002 metros. O desenho abaixo foi redigido na escala de 5:1, a leitura do escalímetro deve ser realizada da seguinte forma: na escala de 1:20, a dimensão indicada vale 1,3m, como já foi visto, mas como a escala no qual foi redigido é 5:1, teremos que dividir este valor por 100, para encontrarmos a dimensão real da peça. Realizando esta simples operação encontramos para dimensão real 13 mm. Fig 2 Escala de ampliação Fig 3 Escala de ampliação

36 36 - Escala 1:125 (lê-se um por cento e vinte e cinco) Essa escala é pouco usada, pois proporciona ao projeto uma redução muito acentuada, não permitindo a visualização perfeita de detalhes.nela, a cada cinco metros no sentido horizontal, equivale no projeto um traçado de quatro centímetros, ou a cada dois metros e meio, a equivalência é de dois centímetros. - Escala 1:100 (lê-se um por cem) Essa escala também é pouco utilizada, mais podemos vê-la em alguns projetos que não precisam ter muitas especificações técnicas.a conversão nela é a cada metro, equivale a um centímetro.

37 37 Escala 1:75 (lê-se um por setenta e cinco) É raro de se ver um projeto executado nesta escala, mais temos que conhecê-la, para não nos atrapalhar quando vermos um projeto em que ela é utilizada.sua conversão é um pouco complicada, pois a cada dois metros e meio, equivale no traçado em torno de três centímetros e três milímetros, por isso quase nunca é utilizada. - Escala 1:50 (lê-se um por cinquenta) Essa é a escala mais usada e preferida por quase todos os Engenheiros, Arquitetos e Projetistas, pois proporciona um projeto desenhado no tamanho ideal para leitura e interpretação, levando-se em conta o tamanho do papel encontrado no comércio em geral para esse tipo de trabalho.nela, cada metro de parede no sentido horizontal, equivale a dois centímetros no desenho do projeto.

38 38 - Escala 1:25 (lê-se um por vinte e cinco) Essa escala proporciona uma boa redução no desenho, permitindo uma maior visualização dos detalhes, mas ficando o projeto desenhado muito grande, causando a utilização de papel em tamanho extenso, daí sua pouca utilização. Nela, cada metro equivale a quatro centímetros no desenho. - Escala 1:20 (lê-se um por vinte) O projeto desenhado nesta escala fica em tamanho desproporcional, dificultando, dificultando seu manuseio, transporte e arquivamento, sendo utilizado somente em situações muito especiais, e sua equivalência é de cada metro, equivale a cinco centímetros no desenho, tornando assim o desenho do projeto em tamanho enorme. Como desenhar objetos na escala de ampliação com o escalímetro convencional que apresenta escalas de redução, é necessário que convertamos inicialmente a escala 2:1 para uma escala de redução próxima. Isto significa que a escala 2:1 = 1:0,5. Como esta última é uma escala de redução, basta tentarmos verificar no escalímetro convencional uma escala mais próxima para podermos trabalhar. Essa escala é a 1:50 que é 100 vezes menor que a escala de 1:0,5. Assim, para desenhar um objeto na escala 1:0,5 ou 2:1 basta ler as unidades do escalímetro 1:50. A diferença é que cada unidade em vez de corresponder a 1 m, será igual a 1m/100 = 1 cm ou 10 mm. Assim, em vez de ler 1m para cada unidade, deve-se ler, para cada unidade, o valor de 1 cm ou 10 mm.

39 39 Estado de Superfícies NBR 8404 Indicação do estado de superfícies em desenhos técnicos A norma NBR 8404 apresenta os símbolos e indicações complementares para a identificação do estado de superfície em desenhos técnicos. Simbologia O símbolo básico é constituído por duas linhas de comprimento desigual, inclinadas 60º em relação ao traço que representa a superfície. Só pode ser usado quando seu significado for complementado por uma indicação. Remoção de material facultativa. Exigência de remoção de material. Caracteriza uma superfície usinada sem maiores detalhes. Remoção de material não permitida. Pode informar, também, que a superfície deve permanecer como foi obtida no estágio precedente de fabricação. Indicação de características especiais. Disposição do estado de superfície no símbolo A disposição geral das indicações do estado de superfície no símbolo é: a: valor da rugosidade Ra, ou classe de rugosidade N1 à N12. b: método de fabricação, tratamento ou revestimento. c: comprimento de amostra, em mm. d: direção de estrias e: sobremetal para usinagem, em mm. f: outros parâmetros de rugosidade (entre parênteses). Indicações relativas a rugosidade, processo de fabricação ou sobremetal, são inseridas no desenho quando são importantes para a função da peça e tão somente nas superfícies em que forem necessárias. A escrita no símbolo é feita com letra vertical, obedecendo a NBR Rugosidade (a) O valor que indica a característica principal da rugosidade é inserido

40 40 sobre os símbolos apresentados anteriormente. Se o valor for único então indica o valor máximo permitido de rugosidade. Se forem indicados dois valores os mesmos indicam os limites máximos (a) e mínimos (b) da característica principal da rugosidade. Característica Principal de Rugosidade A característica principal de rugosidade Ra é indicada pelos números da classe de rugosidade correspondente: Indicação das Características Especiais do Estado de Superfície Classe de Rugosidade Desvio Médio Aritmético (R a), em Método de Fabricação (b) N12 50 N11 25 N10 12,5 N 9 6,3 N 8 3,2 N 7 1,6 N 6 0,8 N 5 0,4 N 4 0,2 N 3 0,1 N 2 0,05 N 1 0,025 m Indica-se um processo específico de fabricação para o estado de superfície, inserindo seu nome sobre um traço horizontal complementar ao símbolo. Comprimento da amostra (c) O comprimento da amostra é tratado na NBR6405. Exemplificando, o comprimento da amostra é igual a 2,5 mm. Direção de Estrias (d) Indica-se a direção das estrias por um dos símbolos apresentados na seqüência. Considera-se a direção predominante das irregularidades, resultado do processo de fabricação.

41 41 Símbolo Símbolos para direção de estrias Interpretação Paralela ao plano de projeção da vista sobre o qual o símbolo é aplicado Perpendicular ao plano de projeção da vista sobre o qual o símbolo é aplicado Cruzadas em duas direções oblíquas em relação ao plano de projeção da vista sobre o qual o símbolo é aplicado Muitas direções Aproximadamente central em relação ao ponto médio da superfície ao qual o símbolo é referido Aproximadamente radial em relação ao ponto médio da superfície ao qual o símbolo é referido Na necessidade de indicar uma outra direção das estrias, a mesma deve constar em nota no desenho. Sobremetal para usinagem (e) Exemplificando, o sobremetal para usinagem é igual a 2 mm. Outros parâmetros de rugosidade (f) Exemplificando, indicação entre parênteses de um parâmetro de rugosidade diferente do Ra, no caso, R = 0,4 m.

42 42 Indicação nos desenhos Quando necessário utiliza-se uma linha de indicação. Caso contrário, o vértice do símbolo toca o lado externo da peça. Se a peça apresenta o mesmo estado de superfície para toda a sua extensão, o símbolo é apresentado junto à vista da peça, próximo a legenda ou, ainda, pode constar na própria legenda. Cortes e Secções NBR Princípios gerais de representação em desenho técnico NBR Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico A norma NBR fixa as condições exigíveis para representação de áreas em corte em desenho técnico. A norma NBR apresenta também definições de cortes, secções e tipos de corte. Corte Corte é o desenho de uma peça depois de ser seccionada por um plano imaginário convenientemente dirigido, e retirada da sua parte mais próxima do observador. Corte significa divisão ou separação imaginária. Os cortes são utilizados em desenhos de peças e facilitam a interpretação de detalhes internos.

43 Representação Os cortes são representados nas vistas atingidas. Para desenhar uma projeção em corte, é necessário indicar o local em que a peça foi cortada por meio de setas e letras que mostram a posição do observador. 43 Sob a vista representada em corte é indicado o nome do corte. Ex. corte AA. Os planos de cortes são indicados por uma linha de traço e ponto estreita, larga nas extremidades e na mudança de direção. Na vista hachurada, as linhas tracejadas podem ser omitidas, desde que isso não dificulte a leitura do desenho. Tipos de Corte Corte Total O plano de corte intersecta a peça em toda a sua extensão.

44 44 Meio-Corte Corte típico de peças simétricas. A metade da representação da peça é mostrada em corte, permanecendo a outra metade em vista. Quando uma peça é simétrica, não há necessidade de empregarmos o corte total para mostrar seus detalhes internos. O meio-corte apresenta a vantagem de indicar, em uma só vista, as partes interna e externa da peça. Em peças com eixo de simetria horizontal, o meio corte é representado na parte inferior, e nas peças com eixo de simetria vertical o meio corte é representado à direita. Corte Parcial O plano de corte intersecta parte da extensão da peça. Corte destinado a focalizar um detalhe específico. Nesse caso o corte é representado por uma linha estreita em zigue-zague.

45 Corte em desvio A peça é intersectada por mais de um plano de corte em toda a sua extensão. Destina-se a apresentar peculiaridades da peça. 45 Hachuras Na projeção em corte, a superfície do objeto atingido pelo corte é preenchido com hachuras. Elas podem também indicar o tipo de material a ser empregado na produção do objeto representado. Na representação geral de qualquer material, emprega-se a hachura representada pelo desenho abaixo, cujos traços apresentam inclinação de 45º em relação às linhas de contorno ou eixos de simetria. Os traços são realizados com linha estreita contínua, numa mesma direção em toda a peça. Utilizando a representação geral, a identificação do material pode ser listada em tabela. O espaçamento mínimo dos segmentos que compõem a hachura é de 0,7 mm. A NBR especifica as hachuras para os seguintes materiais:

46 46 Elastômeros, vidros cerâmica e rochas Concreto Líquido Madeira Terra Cotagem Unidades Empregam-se as seguintes unidades: Unidade Designação Metro (m) Dimensões iguais ou superiores a 1m Centímetro (cm) Dimensões inferiores a 1m Milímetro (mm) São indicados como expoente Exemplo: 2,20 5 (dois metros, vinte centímetros e 5 milímetros) As linhas de cota permanecem fora do desenho, sempre que possível, afastando-se aproximadamente 25 mm do último elemento a ser cotado. As demais linhas de cota afastam-se cerca de 10 mm da última. As linhas de chamada são interrompidas de 2 a 3mm do ponto dimensionado. Os números (cotas) apresentam 3 mm de altura, afastando-se 1,5 mm da linha de cota. Na impossibilidade de manter a dimensão da cota, ela é inserida ao lado, indicando seu local exato com uma linha. Nos cortes, marcam-se as cotas verticais. As cotas são apresentadas em níveis: subdivisão de paredes e esquadrias, cotas das peças e paredes e finalmente as cotas totais externas. Evitar a duplicação de cotas.

47 47 Bibliografia Normas Técnicas NBR 6158 Sistema de Tolerâncias e Ajustes NBR 6492 Representação de projetos de Arquitetura NBR 8196 Desenho técnico - Emprego de escalas NBR 8402 Execução de caracter para escrita em desenho técnico NBR 8403 Aplicação de Linhas em desenhos - Tipos de Linhas Larguras das linhas NBR 8404 Indicação do estado de superfícies em desenhos técnicos NBR Princípios gerais de representação em desenho técnico NBR Folha de desenho Leiaute e dimensões NBR Cotagem em desenho técnico NBR Apresentação da folha para desenho técnico NBR Desenho Técnico NBR Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico NBR Desenho técnico - Dobramento de cópia Livros BUENO, C.P.; PAPAZOGLOU, R.S. Desenho Técnico para Engenharias. Curitiba: Juruá, DAGOSTINO, F.R. Desenho Arquitetônico Contemporâneo. São Paulo: Hemus,. FRENCH, Thomas Ewing; VIERK, Charles J. Desenho técnico e tecnologia gráfica. 5 ed. São Paulo: Globo, MAGUIRE, D. E; SIMMONS, C. H. Desenho Técnico: problemas e soluções gerais de desenho. São Paulo: Hemus, MONTENEGRO, G. A. Desenho Arquitetônico. 4.ed. São Paulo: Blucher, NEIZEL, E. Desenho Técnico para a Construção Civil. v.1. São Paulo: EPU, Coleção Desenho Técnico. SILVA, Arlindo et al. Desenho Técnico Moderno. 3 ed. Rio de Janeiro: LTC, VENDITTI, M. Desenho Técnico sem Prancheta com Autocad Florianópolis: Visual Books, 2007.

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