UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO COPPEAD DE ADMINISTRAÇÃO FELIPE SALZER E SILVA MOBILE PAYMENT: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO COPPEAD DE ADMINISTRAÇÃO FELIPE SALZER E SILVA MOBILE PAYMENT: DESAFIOS E PERSPECTIVAS"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO COPPEAD DE ADMINISTRAÇÃO FELIPE SALZER E SILVA MOBILE PAYMENT: DESAFIOS E PERSPECTIVAS RIO DE JANEIRO 2009

2 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO COPPEAD DE ADMINISTRAÇÃO FELIPE SALZER E SILVA MOBILE PAYMENT: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação do Instituto Coppead de Administração, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Administração de Empresas. Área de Concentração: Organizações, Estratégia e Sistemas de Informação. Orientador: Professor Dr. Antônio Roberto Ramos Nogueira. RIO DE JANEIRO 2009

3 3 Felipe Salzer e Silva MOBILE PAYMENT: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação do Instituto Coppead de Administração, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Administração de Empresas. Área de Concentração: Organizações, Estratégia e Sistemas de Informação. Orientador: Professor Dr. Antônio Roberto Ramos Nogueira. Banca Examinadora: Prof. Dr. Antônio Roberto Ramos Nogueira Instituto Coppead / UFRJ Prof. Dr. José Afonso Mazzon FEA / USP Prof. Dr. Nicolau Reinhard FEA / USP

4 4 Dedico este trabalho aos meus queridos pais, Elizabeth e Augusto, pelo exemplo que são como pessoas e por nunca terem medido esforços para me proporcionar todas as condições necessárias para meu desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional.

5 5 Agradecimentos A elaboração e conclusão do presente trabalho representam um momento muito importante em minha vida, principalmente, pelos desafios e dificuldades enfrentados ao longo desta jornada. Tenho certeza de que nada disso teria sido possível sem a colaboração de pessoas muito especiais, que em todos os momentos, fáceis ou difíceis, estiverem sempre ao meu lado, sempre dispostas a estender uma mão amiga, sem esperar nada em troca por isso. Assim, gostaria de agradecer à minha família: minha mãe Elizabeth, meu pai Augusto, meu irmão Fernando e meus sobrinhos Gabriela e Pedro, por representarem tudo que de mais importante tenho na vida! À Carol, o amor da minha vida, companheira inseparável, uma pessoa tão especial que espero poder viver o resto de minha vida ao seu lado! À minha querida família Kabbes por terem me adotado com tanto amor e carinho e pela visão de mundo que eles me proporcionaram 1. Aos meus verdadeiros amigos. São muitos! Mas não poderia deixar de mencionar algumas pessoas que realmente fizeram e ainda fazem muita diferença em minha vida. À Galera do Piriá: Edu, Mateus, Marcão, Renatim, Cristiano, Vandir, Fred, Moa, Piruca, Pedrim, Julim, Tiaguim, Carioca, Rodrigão e muitos outros que fazem essa família crescer cada dia mais. Aos professores, colegas e amigos do curso de Administração de Empresas, da Campe Consultoria Jr., do Departamento de Administração e do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (CRITT). A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foi onde tudo isso começou! 1 Aan mij lieve familie Kabbes bedankt voor mij aangenomen met zoveel liefde en genegenheid en voor het wereldbeld dat ik heb door hun gekregen.

6 6 Aos amigos da Macroplan, onde os relacionamentos superaram a barreira profissional e uma verdadeira família foi formada. Ao Claudio Porto por ser o grande idealizar e realizador desta empresa incrível. Ao Aluisio pelos valiosos momentos de reflexão e inspiração. Ao Silveira por compartilhar de forma tão generosa seus conhecimentos. Aos meus tutores Alexandre, Gláucio, Léo e Renato Naegele pelas orientações, sempre coerentes e úteis. Aos meus companheiros de estrada Paulo, Daniel, Sandro e Cassol, por terem se tornado meus irmãos, permitindo que me sentisse sempre em casa, mesmo a quilômetros de distância. Aos amigos juizforanos que moram no Rio e que tornaram minha ambientação ainda mais fácil e divertida, em especial ao Thiagão, companheiro da República do Pão de Queijo, onde passamos momentos inesquecíveis na companhia de grandes amigos como Eduardo, Edim, Stefanio e muitos e muitos outros. Aos colegas do Coppead. Ao meu orientador Roberto Nogueira pela atenção e pelo apoio oferecidos. Aos demais professores pelos ensinamentos compartilhados. Aos funcionários pelo carinho com que sempre fomos tratados. Aos amigos de turma pelas alegrias proporcionadas! Às pessoas que contribuíram para a elaboração da presente dissertação. Ao Caio pela ajuda com o trabalho de revisão de literatura. Ao Marconi Laia pela orientação para utilização do NVivo. Finalmente, gostaria de agradecer a todas as pessoas que contribuíram para a realização do trabalho de coleta de campo, oferecendo dicas, sugestões e indicações. Em especial, quero agradecer aos varejistas de Juiz de Fora que disponibilizaram conhecimentos valiosos, forjados no desafio diário de gerir seus negócios em busca do sucesso, possibilitando, assim, enriquecer o referencial teórico pesquisado com a experiência oferecida pela prática.

7 7 Resumo O presente estudo procurou compreender o fenômeno de introdução da tecnologia de pagamentos móveis no Brasil, concentrando-se na identificação de fatores que influenciam sua adoção e utilização por parte do comércio varejista. Para isso, foram utilizados modelos consagrados de adoção de inovações, com o objetivo de embasar o levantamento empírico realizado. Como resultado, foi identificado que questões relacionadas a custo, conveniência e situação de uso podem contribuir para a adoção e utilização de meios de pagamento móveis, enquanto aspectos relacionados à segurança e confiabilidade, velocidade e visibilidade podem inibir a difusão deste tipo de inovação.

8 8 Abstract This study sought to understand the phenomenon of the introduction of mobile-payment technology in Brazil, focusing on identifying factors that influence their adoption and use by traders. For this, we used established models of adoption of innovations, with the aim of basing the empirical study conducted. As a result, it was reported that issues related to cost, convenience and use situation may contribute to the adoption and usage of mobile payment methods, while aspects related to safety and reliability, speed and visibility may inhibit the spread of this type of innovation.

9 9 Sumário 1 O PROBLEMA Introdução Objetivos do Estudo Delimitação do Estudo relevância do Estudo REFERENCIAL TEÓRICO Histórico de Desenvolvimento dos Meios de Pagamento Sistema de Pagamento de Varejo Instrumentos tradicionais de Pagamento de varejo Moeda Manual Cheque Cartões de Débito Cartões de Crédito Débito Direto Transferência de Crédito Situação Atual do Sistema de Pagamentos de Varejo no Brasil Desenvolvimento dos Sistemas de Pagamento de Varejo Inovação em Sistemas de Pagamento de Varejo Demanda por Novos Serviços Oferta de Novos Serviços Aspectos Legais e Regulatórios Meios de pagamento como mercados de dois lados Sistemas de Pagamento de Loop Fechado e Aberto Competição em Mercados de Dois Lados Mobilidade Características da Tecnologia Móvel O Setor de Telefonia Móvel no Brasil A Indústria de Meios de Pagamento móveis Atores Envolvidos Modalidades de Pagamento Móveis Pagamentos Móveis no Brasil Pagamentos Móveis no Mundo...59

10 Adoção de Novas Tecnologias Teoria da Difusão de Inovações Modelo de Aceitação de Tecnologias Teoria do Comportamento Planejado Modelo Teórico Proposto para o Estudo METODO DE PESQUISA Questões a serem Respondidas Tipo de Pesquisa Seleção dos Casos Estudados Seleção e Perfil dos Sujeitos Entrevistados Modelo de Coleta de Dados A Estrutura da Entrevista Modelo de Análise dos Dados Qualitativos ORGANIZAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS Organização dos Dados Codificação dos dados em nós livres Redução dos Nós livres em nós de árvore Análise dos Dados Características da Inovação Norma subjetiva Controle comportamental percebido Características individuais Intenção Comportamental Comportamento de uso CONCLUSÕES Considerações Preliminares Insumos Produzidos pela Análise dos Dados O que muda: quais as principais mudanças introduzidas pelo desenvolvimento das soluções de pagamentos móveis? Porque muda: quais as principais motivações para a adoção de meios de pagamento móveis?...149

11 Como muda: quais as principais oportunidades e desafios relacionados à introdução dos meios de pagamentos móveis? Oportunidades Desafios Verificação das conclusões a partir da confrontação dos pressupostos teóricos com as evidências empíricas CONSIDERAÇÕES FINAIS Contribuições para os Pesquisadores em Relação à Teoria Contribuições para os Pesquisadores em Relação ao Método Contribuições para os Profissionais da Área Limitações da Pesquisa Recomendações para Pesquisas Futuras REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Anexo A Roteiro de entrevista Anexo B Tabela completa dos nós livres criados Anexo C Tabela completa com o agrupamento dos nós livres em nós de árvore171 Anexo D Proposta de escalas para pesquisa quantitativa

12 12 1 O PROBLEMA 1.1 INTRODUÇÃO A indústria de meios de pagamento contempla os processos por meio dos quais fundos são transferidos de um agente pagador para um agente recebedor, diretamente ou via algum intermediário (Dahlberg e Oorni, 2007). Ao longo do tempo, diversos instrumentos foram desenvolvidos para facilitar a realização de transações financeiras entre as partes envolvidas. Nos últimos anos, o desenvolvimento de novas tecnologias tem ampliado a oferta de soluções para a realização de transações entre as partes envolvidas (BIS, 1999). Tais inovações propiciam o aparecimento de novos entrantes e podem alterar a configuração da rede de valor da indústria. As mudanças em curso também criam oportunidade para a introdução de meios de pagamentos móveis, mas também geram incertezas sobre seu impacto nos modelos de negócios tradicionais. Dentro deste contexto, surgem alguns questionamentos: O que muda: Quais as principais mudanças introduzidas pelo desenvolvimento das soluções de pagamentos móveis? Porque muda: Quais as principais motivações para a adoção de meios de pagamento móveis? Como muda: Quais as principais oportunidades e desafios relacionados à introdução dos meios de pagamento móveis?

13 13 Um melhor entendimento sobre estas questões podem oferecer indicações sobre possíveis desdobramentos futuros e suas implicações para os atores envolvidos. 1.2 OBJETIVOS DO ESTUDO O presente estudo tem como objetivo aprofundar o entendimento sobre os fatores que podem contribuir para o sucesso da introdução de novos instrumentos de pagamento baseados em tecnologia móvel. Dentro deste contexto, os requisitos necessários para a utilização de novos meios de pagamento serão avaliados junto a pontos de venda, uma vez que a opinião dos varejistas sobre o tema é importante para compreender os fatores que determinam a oferta de diferentes alternativas de pagamento. 1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO Conforme será visto mais adiante, a indústria de meios de pagamento pode ser analisada a partir da perspectiva sugerida pela teoria de mercado de dois lados (Rochet e Tirole; 2004), uma vez que o objetivo de um sistema de pagamento é facilitar transações econômicas entre dois grupos distintos: consumidores e pontos de venda. Contudo, o número e a diversidade de publicações que abordam o desenvolvimento dos sistemas de pagamento móveis sob a ótica dos varejistas é significativamente menor do que o número de estudos que investigam o tema sob o ponto de vista dos consumidores (Dahlberg et al.; 2007). Desta forma, buscando suprir essa deficiência, o presente irá se concentrar no levantamento e análise da percepção dos lojistas em relação aos fatores que promovem ou inibem a difusão das tecnologias de pagamento móveis.

14 RELEVÂNCIA DO ESTUDO Os avanços tecnológicos testemunhados nos últimos anos possibilitaram o desenvolvimento de novos meios de pagamento, apresentando novas oportunidades e desafios, tanto para os atuais atores desta indústria, quanto para os novos entrantes que começam a surgir. Além disso, o desenvolvimento de alternativas de pagamento mais eficientes do que o papel-moeda também contribuiu para a redução do custo do dinheiro para a sociedade (Banco Central; 2005), maximizando a eficiência econômica e possibilitando o aumento do bem-estar da sociedade. Por estes e outros motivos a elaboração de estudos sobre o desenvolvimento da indústria de pagamentos se mostra oportuna e relevante (Mantel; 2000). Após esta breve introdução será apresentada, a seguir, a revisão de literatura realizada sobre o tema, de forma a identificar os conhecimentos existentes sobre o fenômeno a ser estudado.

15 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 HISTÓRICO DE DESENVOLVIMENTO DOS MEIOS DE PAGAMENTO O desenvolvimento dos meios de pagamento se confunde com a própria evolução dos sistemas econômicos ao longo do tempo. Segundo Rossetti (1993), os primeiros registros relatam o desenvolvimento de um sistema primitivo conhecido como escambo. Este sistema era baseado na troca dos excedentes das atividades econômicas por outros produtos e serviços. Entretanto, apresentava o inconveniente de depender da existência de necessidades inversamente coincidentes entre os envolvidos. Para superar tais dificuldades as sociedades economicamente organizadas passaram a recorrer aos meios de pagamento baseados em instrumentos monetários. Pinho e Vasconcelos (2002) sugerem que o advento deste sistema permitiria vender os excedentes de produção por uma determinada quantidade de moeda que seria utilizada, posteriormente, para a compra de outros produtos e serviços. Os primeiros sistemas de pagamento monetários surgiram com o emprego das chamadas mercadorias-moeda, utilizadas para viabilizar trocas indiretas. Com o passar do tempo, os metais se destacaram como os principais instrumentos monetários em virtude de suas qualidades econômicas e físicas, dando origem a um sistema que ficou conhecido como metalismo (Rossetti, 1993).

16 16 As dificuldades geradas pela necessidade de pesagem e avaliação dos metais a cada operação de pagamento foram superadas a partir do processo de cunhagem, dando origem à moeda simbólica. De acordo com Pinho e Vasconcelos (2002), as moedas cunhadas passaram a ter seu valor oficialmente marcados, facilitando as operações de troca, aumentando a confiança dos que recebiam e generalizando sua aceitação. Com a disseminação do uso da moeda, surgiram as primeiras casas de custódia que se responsabilizam pela guarda de moedas e, em contrapartida, emitiam certificados de depósitos. Com o tempo, segundo Pinho e Vasconcelos (2002), os próprios certificados de depósitos passaram a ser negociados como substitutos das moedas físicas. Segundo Rossetti (1993), as casas de custódia transformaram-se em casas bancárias, ao compreenderem que, dentro de certos limites, poderiam emitir notas bancárias a partir de uma simples operação de crédito e não em decorrência de um depósito em espécies metálicas. Assim, surgiram as primeiras formas de papelmoeda ou moeda fiduciária, que introduziram uma importante mudança nas instituições monetárias ao eliminarem a necessidade de lastro metálico, provocando a desmaterialização dos meios de pagamento. Apesar dos benefícios relacionados à utilização do papel-moeda, os riscos inerentes à sua utilização conduziram os poderes públicos a regulamentar o poder de emissão de notas bancárias. A atribuição das atividades emissoras aos Bancos Centrais e a reformulação das funções e da sistemática operacional do sistema bancário, aumentaram a confiança dos agentes econômicos (Rossetti; 1993).

17 17 As novas regras estabelecidas para o funcionando do sistema bancário passam a permitir também a realização de transações escriturais, que não envolvem a movimentação de dinheiro em espécie, sendo viabilizadas por operações contábeis, de débito e crédito, entre contas. Apesar de representar um avanço na forma de realizar as operações de pagamento, o primeiro instrumento escritural, o cheque, ainda era baseado em papel. Contudo, os avanços tecnológicos experimentados nas últimas décadas, permitiram o surgimento de instrumentos eletrônicos como os cartões de débito e crédito. Segundo Rossetti (1993), em virtude de sua maior segurança e facilidade de uso, a utilização de instrumentos escriturais se expandiu rapidamente, consolidando sua importância no desenvolvimento dos meios de pagamento. 2.2 SISTEMA DE PAGAMENTO DE VAREJO O sistema de pagamentos de varejo, também conhecido como sistemas de pagamento de baixos valores, pode ser definido como o conjunto de regras, instituições, mercados, instrumentos e contratos, que torna possível as transferências de baixo valor entre os agentes econômicos (Banco Central; 2003). De acordo com o Banco Central (2005), o conceito de pagamento de varejo está relacionado, principalmente, ao valor da transação e, em geral, envolve as seguintes características:

18 18 a) Grandes quantidades de transações, geralmente de valores individuais baixos e relacionados a compras de bens e serviços; b) Diversidade de instrumentos de pagamento, comparativamente com os de grande valor; e c) Uso intensivo de sistemas de propriedade do setor privado, sobretudo nas etapas de transação e de compensação. A forma e os meios utilizados para realizar pagamentos, sobretudo os de varejo, têm sofrido alterações significativas em todo o mundo. De acordo com o Banco Central (2003), o principal fator que impulsionou essas mudanças foi o rápido desenvolvimento da tecnologia da informação aplicada aos sistemas de pagamento. Seguindo esta mesma linha, o BIS (2006) sugere que os sistemas de pagamento de todo o mundo estão convergindo para um modelo de crescente utilização dos instrumentos eletrônicos de pagamento em substituição aos instrumentos de papel. As razões fundamentais dessa tendência são a maior eficiência e segurança que os instrumentos de pagamento eletrônicos apresentam se comparados aos em papel (Banco Central; 2003). 2.3 INSTRUMENTOS TRADICIONAIS DE PAGAMENTO DE VAREJO Os pagamentos de varejo são caracterizados por elevados volumes de transações e baixos valores médios movimentados (BIS, 1999). Segundo o FFIEC (2004), os usuários costumam utilizar meios de pagamento de varejo nas seguintes situações:

19 19 Compra de produtos e serviços: Pagamentos realizados à vista para a aquisição de produtos e serviços. Incluem pagamentos realizados por meio de vendedores (varejo tradicional), máquinas (vending machines) ou remotamente (internet ou telefone). Pagamento de contas: Pagamentos realizados por serviços e produtos adquiridos previamente. Podem ser pontuais, quitados em uma única parcela, ou recorrentes, realizado em uma determinada periodicidade, de forma contínua ou temporária. Pagamentos de pessoa para pessoa (P2P): Pagamentos realizados de um consumidor para outro. A maior parte destes pagamentos é realizada por meio de dinheiro em espécie ou em cheques, sendo que algumas transações também podem ser realizadas de forma eletrônica. Saques ou adiantamentos: Utilização de instrumentos de pagamentos de varejo para a obtenção de dinheiro em espécie. Normalmente, este tipo de transação é realizado em agências bancárias ou caixas automáticos. Na realização de pagamentos de varejo são utilizados diferentes tipos de instrumentos. Os mais comuns são moeda manual, cheques, cartão de débito, cartão de crédito, débito direto e transferência de crédito. A seguir serão detalhadas as principais características destes instrumentos.

20 Moeda Manual Os pagamentos realizados em moeda manual consideram transações realizadas em papel-moeda ou em moeda metálica. Em geral, este tipo de instrumento é utilizado em pagamentos de baixo valor, relacionados com as pequenas compras do dia-a-dia (Banco Central, 2008). Segundo o Banco Central (2005), a utilização de moeda manual apresenta benefícios exclusivos associados ao seu curso forçado, ao anonimato do pagador, a ausência de risco de crédito e a sua liquidação imediata, sem a interferência de intermediários Cheque O cheque é uma ordem de débito, em papel. Pode ser recebido diretamente na agência em que o emitente mantém conta ou depositado em outra agência, para ser compensado e creditado na conta de seu beneficiário. Em algumas situações, o cheque também pode ser entregue ao beneficiário para ser sacado em data futura, situação na qual ele funciona como instrumento de crédito. De acordo com o Banco Central (2005), por ser um instrumento utilizado há muito tempo, o cheque possui uma base legal e regulamentar bem desenvolvida o que representa uma vantagem na sua utilização e aceitação. Contudo, a utilização de cheque pode representar riscos ao seu recebedor caso o emitente não tenha fundos suficientes para cobrir o valor informado, se o cheque for fraudado ou, de alguma outra forma, inválido.

21 Cartões de Débito Os cartões de débito podem ser utilizados em caixas automáticos ou em pontos de venda que contam com máquinas apropriadas para a realização de transferências eletrônicas de fundos a partir do ponto de venda. Segundo o Banco Central (2008), o débito na conta do titular do cartão é normalmente feito no momento do pagamento, reduzindo o risco de inadimplência. Por sua vez, o crédito na conta do estabelecimento comercial é feito em determinado prazo, conforme o contrato estabelecido com a administradora do cartão. O cartão de débito é sempre emitido pela instituição financeira onde o usuário mantém sua conta e pode ser utilizado nos pontos de venda associados ao prestador de serviços de pagamento. A rede do prestador de serviço de pagamento, conhecido como adquirente, interliga, por meio de terminais de acesso, o ponto de venda ao banco emissor Cartões de Crédito O cartão de crédito é um instrumento de pagamento eletrônico de varejo que permite ao seu portador efetuar pagamentos de bens e serviços em pontos de vendas credenciados, além de permitir saques nos caixas automáticos da rede conveniada. Para tal, o portador dispõe de um limite de crédito para cobrir despesas de compras e saques em espécie até determinado valor.

22 22 O limite de crédito fica disponível para o portador do cartão por, geralmente, um mês. Ao final deste período, é emitida uma fatura onde estão demonstradas as despesas efetuadas. O usuário pode efetuar o pagamento de todas as despesas incorridas, sem a incidência de juros, ou optar pela quitação de um montante maior ou igual ao valor mínimo informado, financiando o restante até o vencimento da próxima fatura (Banco Central, 2005). Em geral, o cartão de crédito é adquirido junto a um banco que, por meio de parceria com as administradoras de cartões de crédito, realiza a sua venda, efetua a entrega ao portador, gerencia o crédito e faz a cobrança das faturas Débito Direto O débito automático em conta, ou débito direto, é normalmente utilizado para pagamentos recorrentes, isto é, pagamentos que observam certa periodicidade, tais como os referentes aos serviços de água, luz e telefone. Trata-se de um instrumento com o qual o cliente autoriza seu banco e a empresa contratante do serviço de débito direto a realizar débitos automáticos e periódicos em sua conta de depósitos. Esse instrumento é amplamente utilizado em diversos países, sobretudo devido à sua alta eficiência no que diz respeito à comodidade para os clientes e ao baixo custo para o sistema bancário (Banco Central, 2003).

23 Transferência de Crédito No Brasil, segundo dados do Banco Central (2005), a utilização das transferências de crédito como meios de pagamento incluem as Transferências Eletrônicas Disponíveis (TEDs), os Documentos de Crédito (DOCs) e os bloquetos de cobrança. O DOC e a TED são normalmente utilizados nas transferências de fundos entre titulares de contas de depósito nas instituições financeiras. A utilização do Bloqueto de Cobrança pressupõe a existência de uma relação comercial entre os clientes envolvidos na transação. O pagamento por transferência de crédito pode ser realizado nos caixas das agências bancárias, em máquinas de atendimento automático ou pela Internet. 2.4 SITUAÇÃO ATUAL DO SISTEMA DE PAGAMENTOS DE VAREJO NO BRASIL A utilização dos meios de pagamento de varejo no Brasil é acompanhada pelo Banco Central, a partir de dados coletados junto às instituições financeiras e aos prestadores de serviços de pagamentos. A análise destes dados sobre pagamentos não em espécie pode revelar importantes características do mercado de pagamentos brasileiros. Em relação ao total de transações realizadas, houve um aumento de 53% nos últimos 5 anos. Neste mesmo período, apenas o cheque apresentou redução em sua utilização, na ordem de 37%. O instrumento que apresentou a maior taxa de crescimento foi o cartão de débito, com um aumento de 277%.

24 24 Tabela 1 Quantidade de transações realizadas (milhões) Instrumentos de Pagamento % a 2007 TACC a 2007 Cheque % -8,8% Cartão de débito % 30,4% Cartão de crédito % 17,4% Débito direto % 14,3% Transf. crédito interbancária % 12,2% Total % 8,9% Nota 1: Cheques com liquidação interbancária. Nota 2: = % = Variação percentual Nota 3: TACC = Taxa anual de crescimento composto (da sigla em inglês CAGR = Compound annual growth rate). Fonte: Banco Central do Brasil (2007) O forte crescimento apresentado pelos cartões de crédito e débito o status de instrumentos mais utilizados no Brasil em Tal percepção pode ser confirmada pela quantidade de transações per capta, conforme apresentado na tabela 2. Tabela 2 Quantidade de transações realizadas por habitante Instrumentos de Pagamento % a 2007 TACC a 2007 Cheque % -10,0% Cartão de débito % 28,8% Cartão de crédito % 16,0% Débito direto % 12,8% Transf. crédito interbancária % 10,8% Total % 7,8% Nota 1: Cheques com liquidação interbancária. Nota 2: = % = Variação percentual Nota 3: TACC = Taxa anual de crescimento composto (da sigla em inglês CAGR = Compound annual growth rate). Fonte: Banco Central do Brasil (2007) O gráfico 1 apresenta a participação relativa de cada instrumento de pagamento e confirma a perda de representatividade do cheque que respondia por 45,9% do total de transações em 2002, enquanto que, em 2007, esse percentual ficou abaixo de 19%. Já a participação dos cartões de débito e crédito subiu de 28,8% em 2002 para mais de 50% em 2007.

25 25 A representatividade dos pagamentos eletrônicos, que incluem as transações realizadas por meio de cartões de débito e crédito, débitos diretos e transferências de crédito interbancárias, cresceu de 54,1% para 81,1% nos últimos 5 anos. Gráfico 1 Quantidade de transações realizadas (%) 46% 28% 19% 9% 22% 19% 9% 11% 17% 20% Cheque Cartão de débito Cartão de crédito Débito direto Transf. crédito interbancária Fonte: Banco Central do Brasil (2007) A análise dos valores transacionados revela a importância dos instrumentos de pagamento não em espécie, responsáveis pela movimentação de R$ 6,2 trilhões em 2007, representando um aumento de 44% nos últimos 5 anos. Considerando o volume de recursos movimentados, os instrumentos mais importantes passam a ser a transferência de crédito interbancária e o cheque. Tabela 3 Volume de recursos movimentados (R$ bilhões) Instrumentos de Pagamento % a 2007 TACC a 2007 Cheque % -8,3% Cartão de débito % 32,9% Cartão de crédito % 22,9% Débito direto % 18,5% Transf. crédito interbancária % 13,2% Total % 7,5% Nota 1: Cheques com liquidação interbancária. Nota 2: = % = Variação percentual Nota 3: TACC = Taxa anual de crescimento composto (da sigla em inglês CAGR = Compound annual growth rate). Fonte: Banco Central do Brasil (2007)

26 26 De acordo com os dados apresentados no gráfico 2, pode-se perceber também um movimento de substituição do cheque pela transferência de crédito interbancária ao longo do período analisado. Este comportamento reforça a importância dos instrumentos eletrônicos no mercado de pagamentos brasileiro. Gráfico 2 Volume de recursos movimentados (%) 76% 59% 37% 17% 0% 1% 2% 3% 2% 3% Cheque Cartão de débito Cartão de crédito Débito direto Transf. crédito interbancária Fonte: Banco Central do Brasil (2007) A diferença na participação relativa entre os dados referentes as quantidade de transações realizadas e ao volume de recursos movimentados pode ser explicada pela análise dos valores médios transacionados por cada instrumento, conforme apresentado na tabela 4. Tabela 4 Valores médios movimentados (R$) Instrumentos de Pagamento % a 2007 TACC a 2007 Cheque % 0,5% Cartão de débito % 2,3% Cartão de crédito % 4,7% Débito direto % 3,8% Transf. crédito interbancária % 0,8% Total % 1,0% Nota 1: Cheques com liquidação interbancária. Nota 2: = % = Variação percentual Nota 3: TACC = Taxa anual de crescimento composto (da sigla em inglês CAGR = Compound annual growth rate). Fonte: Banco Central do Brasil (2007)

Impactos da nova regulação de meios de pagamento para o setor supermercadista Em 3 aspectos principais: aceitação, emissor e empregador

Impactos da nova regulação de meios de pagamento para o setor supermercadista Em 3 aspectos principais: aceitação, emissor e empregador Impactos da nova regulação de meios de pagamento para o setor supermercadista Em 3 aspectos principais: aceitação, emissor e empregador 25 de Abril de 2014 1 Somos uma consultoria especializada em Varejo

Leia mais

Audiência Pública sobre Cartões de Pagamento. Câmara dos Deputados 08 de outubro de 2009

Audiência Pública sobre Cartões de Pagamento. Câmara dos Deputados 08 de outubro de 2009 Audiência Pública sobre Cartões de Pagamento Câmara dos Deputados 08 de outubro de 2009 Agenda Estrutura do Mercado de Cartões Principais Números da Indústria de Cartões no Brasil Situação Atual da Indústria

Leia mais

TERMOS E CONDIÇÕES GERAIS DE USO DO APLICATIVO CONTROLY E DO CARTÃO CONTROLY

TERMOS E CONDIÇÕES GERAIS DE USO DO APLICATIVO CONTROLY E DO CARTÃO CONTROLY TERMOS E CONDIÇÕES GERAIS DE USO DO APLICATIVO CONTROLY E DO CARTÃO CONTROLY Os presentes termos e condições gerais de uso (os Termos de Uso ) definem os direitos e obrigações aplicáveis aos usuários do

Leia mais

Entenda o Novo Sistema de Pagamentos Brasileiro O Novo SPB O que muda com o novo SPB Saiba o que não muda com o novo SPB Saiba mais

Entenda o Novo Sistema de Pagamentos Brasileiro O Novo SPB O que muda com o novo SPB Saiba o que não muda com o novo SPB Saiba mais * Informações de janeiro/2002 * Sumário Entenda o Novo Sistema de Pagamentos Brasileiro O Novo SPB Benefícios do Novo SPB O que é Porque mudar O que muda O que muda com o novo SPB Transferências só com

Leia mais

Manutenção de Domicílio Bancário no Mercado de Cartões

Manutenção de Domicílio Bancário no Mercado de Cartões Manutenção de Domicílio Bancário no Mercado de Cartões Página 1 de 9 Manutenção de Domicílio Bancário no Mercado de Cartões A partir de 1º de julho de 2010, com a quebra da exclusividade, os Estabelecimentos

Leia mais

CARTÃO DE CRÉDITO CARTÃO DE DÉBITO

CARTÃO DE CRÉDITO CARTÃO DE DÉBITO TIPOS DE CARTÃO CARTÃO DE CRÉDITO Instrumento de pagamento que possibilita ao portador adquirir bens e serviços nos estabelecimentos credenciados mediante um determinado limite de crédito. O cliente poderá

Leia mais

Cartilha de Câmbio. Envio e recebimento de pequenos valores

Cartilha de Câmbio. Envio e recebimento de pequenos valores 2009 Cartilha de Câmbio Envio e recebimento de pequenos valores Apresentação O Banco Central do Brasil criou esta cartilha para orientar e esclarecer você, que precisa negociar moeda estrangeira, sobre

Leia mais

Fortaleza, 4 de novembro de 2013.

Fortaleza, 4 de novembro de 2013. Fortaleza, 4 de novembro de 2013. Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil, no V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira Senhoras e senhores, boa tarde a todos.

Leia mais

Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamento

Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamento Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamento Audiência Pública CAE junho de 2009 Agenda 2 Introdução Relatório Metodologia e Fonte de Dados Aspectos Abordados Introdução 3 Projeto de Modernização

Leia mais

Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.

Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País. Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2013 Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País. OBJETIVOS A Pesquisa

Leia mais

Módulo 11 Corretora de Seguros

Módulo 11 Corretora de Seguros Módulo 11 Corretora de Seguros São pessoas físicas ou jurídicas, que se dedicam a angariar e promover contratos entre as Sociedades Seguradoras e seus clientes. A habilitação e o registro do corretor se

Leia mais

4 A Telefonia Móvel no Brasil

4 A Telefonia Móvel no Brasil 4 A Telefonia Móvel no Brasil 4.1 Breve Histórico da Telefonia Móvel O uso da telefonia móvel teve início no Brasil no final de 1990. Em 30 de dezembro deste ano o Sistema Móvel Celular (SMC) começou a

Leia mais

Arranjos de Pagamento SEMARC 2014. Brasília, 4 de agosto de 2014

Arranjos de Pagamento SEMARC 2014. Brasília, 4 de agosto de 2014 Arranjos de Pagamento SEMARC 2014 Brasília, 4 de agosto de 2014 Sistema de Pagamentos de Varejo Linha do Tempo Projeto institucional de modernização de pagamentos de varejo Publicação do Diagnóstico do

Leia mais

GUIA DE SERVIÇOS E BENEFÍCIOS

GUIA DE SERVIÇOS E BENEFÍCIOS GUIA DE SERVIÇOS E BENEFÍCIOS VEJA COMO UTILIZAR O DE FORMA PRÁTICA E SEGURA. DESBLOQUEIO DO CARTÃO Sua senha foi enviada anteriormente para seu endereço. Caso não a tenha recebido, ligue para a Central

Leia mais

Resumo do Regulamento de Utilização do Cartão American Express Business

Resumo do Regulamento de Utilização do Cartão American Express Business Resumo do Regulamento de Utilização do Cartão American Express Business IMPORTANTE: LEIA ESTE SUMÁRIO COM ATENÇÃO Este Sumário apresenta um resumo das principais informações que a Empresa Associada e o

Leia mais

Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamento. CARDS 28 de abril de 2009

Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamento. CARDS 28 de abril de 2009 Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamento CARDS 28 de abril de 2009 Agenda 2 Introdução Relatório Metodologia e Fonte de Dados Aspectos Abordados Introdução 3 Projeto de Modernização dos Instrumentos

Leia mais

Audiência Pública sobre Cartões de Pagamento. Senado Federal 23.jun.2009

Audiência Pública sobre Cartões de Pagamento. Senado Federal 23.jun.2009 Audiência Pública sobre Cartões de Pagamento Senado Federal 23.jun.2009 O que representa a indústria de cartões... 38 bancos emissores 500 milhões de plásticos e 5,5 bi de transações mais de 60% dos domicílios

Leia mais

Pagamentos de varejo e canais de atendimento. Detalhamento para o envio de informações

Pagamentos de varejo e canais de atendimento. Detalhamento para o envio de informações Pagamentos de varejo e canais de atendimento Detalhamento para o envio de informações 1 Objetivos da pesquisa Vigilância dos sistemas e dos instrumentos de pagamentos de varejo do Sistema de Pagamentos

Leia mais

MANUAL DO USUÁRIO SISTEMA SERVELOJA

MANUAL DO USUÁRIO SISTEMA SERVELOJA MANUAL DO USUÁRIO SISTEMA SERVELOJA A Serveloja soluções empresariais é uma empresa de tecnologia, especialista em consultoria, serviços financeiros e softwares. Disponibilizamos diversas soluções de cobranças

Leia mais

M = C. (1 + (i. T)) Juros compostos:- Como calcular juros compostos: montante, capital inicial, fórmula, taxa, tempo, etc.

M = C. (1 + (i. T)) Juros compostos:- Como calcular juros compostos: montante, capital inicial, fórmula, taxa, tempo, etc. Material de Estudo para Recuperação 9 ano. Juros Simples O regime de juros será simples quando o percentual de juros incidirem apenas sobre o valor principal. Sobre os juros gerados a cada período não

Leia mais

SAC: Fale com quem resolve

SAC: Fale com quem resolve SAC: Fale com quem resolve A Febraban e a sociedade DECRETO 6523/08: UM NOVO CENÁRIO PARA OS SACs NOS BANCOS O setor bancário está cada vez mais consciente de seu papel na sociedade e deseja assumi-lo

Leia mais

Financiamento de Veículos Posicionamento

Financiamento de Veículos Posicionamento Financiamento de Veículos Posicionamento Market Share de Produção em % Ranking Novos Financiamentos (3º Trim 14) 15,5% 1º 13,8% 14,5% 2º 2º 3º 1ºT 14 2ºT 14 3ºT 14 Pesados Autos Novos Motos Autos Usados

Leia mais

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:

Leia mais

CONSULTA PÚBLICA ANATEL NÚMERO 241 INTRODUÇÃO

CONSULTA PÚBLICA ANATEL NÚMERO 241 INTRODUÇÃO CONSULTA PÚBLICA ANATEL NÚMERO 241 INTRODUÇÃO A Associação GSM, por meio desta, apresenta por escrito as suas contribuições à Consulta Pública da ANATEL número 241 e respeitosamente solicita que as mesmas

Leia mais

PRODUTOS E SERVIÇOS BANCÁRIOS. Programa de Remessas e Capacitação para Emigrantes Brasileiros e seus Beneficiários no Brasil

PRODUTOS E SERVIÇOS BANCÁRIOS. Programa de Remessas e Capacitação para Emigrantes Brasileiros e seus Beneficiários no Brasil PRODUTOS E SERVIÇOS BANCÁRIOS Programa de Remessas e Capacitação para Emigrantes Brasileiros e seus Beneficiários no Brasil Programa de Remessas e Capacitação para Emigrantes Brasileiros e seus Beneficiários

Leia mais

Cartões Private Label

Cartões Private Label Cartões Private Label Quando implementar? Como ativar? Por que ir além? Walter Rabello Quando Implementar Como Ativar Por que Ir além O que é Private Label? Para quem trabalha no mercado de cartões: Cartão

Leia mais

Technology and Security Risk Services. Novembro, 2003

Technology and Security Risk Services. Novembro, 2003 Technology and Security Risk Services Novembro, 2003 1. Por que escrevemos o livro? 2. Objetivo do livro 3. Conteúdo do livro 4. Dúvidas Acesso aos sites financeiros cresceu 199% em dois anos; Os sites

Leia mais

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA

VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA VERTICALIZAÇÃO OU UNIÃO ESTRATÉGICA ABRAMGE-RS Dr. Francisco Santa Helena Presidente da ABRAMGE-RS Sistema ABRAMGE 3.36 milhões de internações; 281.1 milhões de exames e procedimentos ambulatoriais; 16.8

Leia mais

BRADESCO MINICARD VISA NACIONAL

BRADESCO MINICARD VISA NACIONAL BRADESCO MINICARD VISA NACIONAL Ele foi criado para lhe oferecer um conjunto de benefícios e facilitar seu dia-a-dia, especialmente nos momentos em que você mais precisa de um Cartão. Para o Bradesco,

Leia mais

Governança de TI. ITIL v.2&3. parte 1

Governança de TI. ITIL v.2&3. parte 1 Governança de TI ITIL v.2&3 parte 1 Prof. Luís Fernando Garcia LUIS@GARCIA.PRO.BR ITIL 1 1 ITIL Gerenciamento de Serviços 2 2 Gerenciamento de Serviços Gerenciamento de Serviços 3 3 Gerenciamento de Serviços

Leia mais

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES

NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES NOTAS DE AULA - TELECOMUNICAÇÕES 1. Conectando a Empresa à Rede As empresas estão se tornando empresas conectadas em redes. A Internet e as redes de tipo Internet dentro da empresa (intranets), entre uma

Leia mais

Cartões de Crédito e Concorrência. César Mattos Conselheiro do CADE

Cartões de Crédito e Concorrência. César Mattos Conselheiro do CADE Cartões de Crédito e Concorrência César Mattos Conselheiro do CADE Mercado de Cartão de Crédito como Mercado de Dois Lados Plataforma Portadores do Cartão Externalidades Positivas Vendedores que Aceitam

Leia mais

Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito do HSBC

Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito do HSBC Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito do HSBC Leia estas informações importantes para aproveitar todas as vantagens do seu novo cartão de crédito. Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito do

Leia mais

Manutenção de Domicílio Bancário no Mercado de Cartões. Cartilha.

Manutenção de Domicílio Bancário no Mercado de Cartões. Cartilha. Manutenção de Domicílio Bancário no Mercado de Cartões. Cartilha. Índice Introdução O Que é o Que Bandeira Credenciadoras Domicílio Bancário Estabelecimentos Manutenção de Domicílio Bancário Máquinas de

Leia mais

REGULAMENTO DO SERVIÇO DE MENSAGEM BRADESCO

REGULAMENTO DO SERVIÇO DE MENSAGEM BRADESCO REGULAMENTO DO SERVIÇO DE MENSAGEM BRADESCO O Banco Bradesco S.A., com sede na Cidade de Osasco, Estado de São Paulo, à Cidade de Deus, s/nº, inscrito no CNPJ sob o nº 60.746.948/0001/12, disponibilizará

Leia mais

ANEXO III TRANSAÇÕES SEM CARTÃO PRESENTE

ANEXO III TRANSAÇÕES SEM CARTÃO PRESENTE ANEXO III TRANSAÇÕES SEM CARTÃO PRESENTE O presente Anexo III faz parte integrante do Contrato de Credenciamento ao Sistema Elavon ( CONTRATO ) registrado no 5º Oficial de Registro de Títulos e Documentos

Leia mais

Amigo varejista, Boa leitura e aproveite para promover melhorias em sua loja! Conheça o Instituto Redecard:

Amigo varejista, Boa leitura e aproveite para promover melhorias em sua loja! Conheça o Instituto Redecard: Mercearia Amigo varejista, A partir deste mês outubro - o Tribanco traz novidades no Projeto Capitão Varejo, pois conta agora com a parceria do Instituto Redecard. Juntos, irão levar até você mais informação

Leia mais

Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito Instituto HSBC Solidariedade

Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito Instituto HSBC Solidariedade Resumo do Contrato de seu Cartão de Crédito Instituto HSBC Solidariedade Leia estas informações importantes para aproveitar todas as vantagens do seu novo cartão de crédito. Resumo do Contrato de seu

Leia mais

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Brasília, 02 de janeiro de 2015. Ministra Miriam Belchior, demais autoridades, parentes e amigos aqui presentes.

Leia mais

REGULAMENTO DO AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO

REGULAMENTO DO AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO REGULAMENTO DO AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO O presente instrumento estabelece as normas regulamentares do AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO, destinado ao atendimento de Pessoas Jurídicas de direito público,

Leia mais

1.8. Cartões emitidos para pagamento de benefícios ou repasse de programas sociais devem ser considerados?

1.8. Cartões emitidos para pagamento de benefícios ou repasse de programas sociais devem ser considerados? PAGAMENTOS DE VAREJO E CANAIS DE ATENDIMENTO Perguntas freqüentes 1. Arquivo ESTATCRT.TXT Informações relativas aos cartões com função saque e e-money 1.1. Devo informar os saques efetuados sobre linhas

Leia mais

Sr (ª). Prefeito (a),

Sr (ª). Prefeito (a), Sr (ª). Prefeito (a), O Banco do Brasil é um dos principais parceiros dos Governos Federal, Estaduais e Municipais na implantação de políticas públicas, projetos e programas impulsionadores do desenvolvimento.

Leia mais

BRADESCO VISA NACIONAL. Índice. Facilidades e Benefícios Serviços de Emergência Reposição Emergencial de Cartão Saques de Emergência

BRADESCO VISA NACIONAL. Índice. Facilidades e Benefícios Serviços de Emergência Reposição Emergencial de Cartão Saques de Emergência BRADESCO VISA NACIONAL Índice Facilidades e Benefícios Serviços de Emergência Reposição Emergencial de Cartão Saques de Emergência Formas de Pagamento Parcelamento de Compras Crédito Rotativo Parcelamento

Leia mais

4.1 I tr t o r dução M ed e as a s e ban a co c s C p a í p tul u o o I V 4.1 I tr t o r dução 4.2

4.1 I tr t o r dução M ed e as a s e ban a co c s C p a í p tul u o o I V 4.1 I tr t o r dução 4.2 4.1 Introdução Moedas e bancos Capítulo IV Estudar a moeda é uma atividade que tem fascinado os homens desde a Antigüidade. Nossa sociedade é inconcebível sem a moeda, pois seu papel informacional e eliminador

Leia mais

Regulamento da MultiConta Prestige

Regulamento da MultiConta Prestige Regulamento da MultiConta Prestige Mais serviços e mais benefícios feitos para quem recebe seu crédito de salário ou aposentadoria no Itaú Personnalité. A MultiConta Prestige oferece um maior número de

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador FLEXA RIBEIRO

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador FLEXA RIBEIRO PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÃO, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 677, de 2007, que dispõe sobre o compartilhamento da infraestrutura

Leia mais

Valor Inovação Gestão de Negócios

Valor Inovação Gestão de Negócios Valor Inovação Gestão de Negócios Valor Inovação Definição de Negócios Assessorar o empresariado brasileiro para o desenvolvimento dos setores comercial, industrial e de serviços. Ser um agente eficiente

Leia mais

SECRETARIA DA JUSTIÇA E DA DEFESA DA CIDADANIA FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR DIRETORIA DE ESTUDOS E PESQUISAS

SECRETARIA DA JUSTIÇA E DA DEFESA DA CIDADANIA FUNDAÇÃO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR DIRETORIA DE ESTUDOS E PESQUISAS Resultados dos estudos sobre a redução de taxas de juros praticadas por bancos públicos e privados. Orientações aos consumidores. Face aos diversos anúncios de redução de juros veiculados na mídia a partir

Leia mais

O que é ERP e suas vantagens

O que é ERP e suas vantagens Sistema 8Box ERP O que é ERP e suas vantagens Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa, possibilitando a automação e

Leia mais

Universidade Federal de Itajubá EPR 806 Sistemas de Informação

Universidade Federal de Itajubá EPR 806 Sistemas de Informação Tipos de Sistemas de Informação Sistemas sob a Perspectiva de Grupos Usuários Sistemas de apoio ao executivo (SAE); Universidade Federal de Itajubá EPR 806 Sistemas de Informação Segundo semestre de 2012

Leia mais

relativas às listas provisórias nacionais dos serviços mais representativos associados a contas de pagamento e sujeitos a comissões

relativas às listas provisórias nacionais dos serviços mais representativos associados a contas de pagamento e sujeitos a comissões EBA/GL/2015/01 11.05.2015 Orientações da EBA relativas às listas provisórias nacionais dos serviços mais representativos associados a contas de pagamento e sujeitos a comissões 1 Obrigações em matéria

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

TARIFAS BANCÁRIAS VOCÊ VALORIZA CADA CENTAVO DO SEU DINHEIRO. E A CAIXA TAMBÉM.

TARIFAS BANCÁRIAS VOCÊ VALORIZA CADA CENTAVO DO SEU DINHEIRO. E A CAIXA TAMBÉM. TARIFAS BANCÁRIAS VOCÊ VALORIZA CADA CENTAVO DO SEU DINHEIRO. E A CAIXA TAMBÉM. Por norma do Conselho Monetário Nacional (CMN), foram padronizados os Serviços Prioritários e os serviços isentos para Pessoa

Leia mais

Abril/2012. Apresentação PAGGO

Abril/2012. Apresentação PAGGO Abril/2012 Apresentação PAGGO AGENDA 1. Histórico da Oi Paggo 2. Nova Paggo 1. Portfólio de Produtos 2. Vantagens da Paggo 3. Formalização de novos mercados AGENDA 1. Histórico da Oi Paggo 2. Nova Paggo

Leia mais

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa.

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa. DIREITO DOS CLIENTES O que esperar de sua empresa de Executive Search Uma pesquisa de executivos envolve um processo complexo que requer um investimento substancial do seu tempo e recursos. Quando você

Leia mais

Atualizado em 10/09/2015

Atualizado em 10/09/2015 Atualizado em 10/09/2015 O Cartão BB Pesquisa é um produto oferecido pelo Banco do Brasil para facilitar o dia a dia dos pesquisadores. Destina-se ao pagamento de bens, serviços e demais despesas autorizadas.

Leia mais

Meio de pagamento do Itaú na Internet Itaú Shopline, o jeito seguro de pagar pela internet!

Meio de pagamento do Itaú na Internet Itaú Shopline, o jeito seguro de pagar pela internet! Meio de pagamento do Itaú na Internet Pagamento à vista por transferência, Crediário Automático Itaú, Bloqueto Bancário. Itaú Shopline O Itaú está disponibilizando para o site de sua empresa, que vende

Leia mais

Mensagem do Administrador

Mensagem do Administrador Educação Financeira Índice 1. Mensagem do administrador... 01 2. O Cartão de crédito... 02 3. Conhecendo sua fatura... 03 4. Até quanto gastar com seu cartão... 07 5. Educação financeira... 08 6. Dicas

Leia mais

CIRCULAR Nº 2792. a) pagos pela utilização de cartões de crédito emitidos no País; e. II - a apresentação mensal ao Banco Central do Brasil de:

CIRCULAR Nº 2792. a) pagos pela utilização de cartões de crédito emitidos no País; e. II - a apresentação mensal ao Banco Central do Brasil de: CIRCULAR Nº 2792 Documento normativo revogado pela Circular 3280, de 09/03/2005. Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes Alteração nº 48 - Cartões de Crédito Internacionais A Diretoria Colegiada do Banco

Leia mais

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Sendo uma organização que representa os interesses de fabricantes e fornecdores de produtos e sistemas para

Leia mais

A sociedade conectada: smartphone e tablet banking

A sociedade conectada: smartphone e tablet banking Perspectivas, impactos e desafios Nilton Omura (nilton.omura@br.ey.com) Abril, 2012 As condições estruturais para viabilizar a massificação de smartphones e tablets no Brasil estão criadas, e irão transformar

Leia mais

CARTÃO BRADESCO VISA NACIONAL

CARTÃO BRADESCO VISA NACIONAL CARTÃO BRADESCO VISA NACIONAL Bem-vindo ao grupo de Associados do Cartão de Crédito Bradesco Visa Ele foi criado para lhe oferecer um conjunto de benefícios e facilitar seu dia-a-dia. Especialmente nos

Leia mais

Estudo: Crédito e Taxas de Juros no Cartão de Crédito

Estudo: Crédito e Taxas de Juros no Cartão de Crédito Estudo: Crédito e Taxas de Juros no Cartão de Crédito 25 de junho de 2010 Sobre este estudo Este estudo foi desenvolvido no início de 2009 e atualizado parcialmente em junho de 2010 2 A operação do cartão

Leia mais

Meios de Pagamento. IBRAC 18 de setembro de 2015

Meios de Pagamento. IBRAC 18 de setembro de 2015 Meios de Pagamento IBRAC 18 de setembro de 2015 1 OBSERVAÇÕES 1. As informações que serão apresentadas refletem uma visão geral, não se relacionando com casos concretos ou investigações em curso na SG;

Leia mais

Deve-se proibir a diferenciação de preços entre compras à vista e com cartão de crédito? Paulo Springer de Freitas 1

Deve-se proibir a diferenciação de preços entre compras à vista e com cartão de crédito? Paulo Springer de Freitas 1 Deve-se proibir a diferenciação de preços entre compras à vista e com cartão de crédito? Paulo Springer de Freitas 1 De tempos em tempos a sociedade debate se deve ser permitida a diferenciação de preços

Leia mais

APTRA PASSPORT DA NCR. Um núcleo empresarial para captura remota de depósitos

APTRA PASSPORT DA NCR. Um núcleo empresarial para captura remota de depósitos APTRA PASSPORT DA NCR Um núcleo empresarial para captura remota de depósitos Uma maneira melhor para os seus clientes depositarem cheques Bancos e instituições financeiras continuam a enfrentar os desafios

Leia mais

Você sabia que... O pagamento numa loja virtual. Guia #6 Como as formas de pagamento podem interferir nas minhas vendas

Você sabia que... O pagamento numa loja virtual. Guia #6 Como as formas de pagamento podem interferir nas minhas vendas Guia #6 Como as formas de pagamento podem interferir nas minhas vendas Você sabia que... Hoje, 77% dos brasileiros já utilizam cartão de crédito, aponta estudo do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro

PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro Anexo 3 PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro 1. Capa 2. Sumário 3. Sumário executivo 4. Descrição da empresa 5. Planejamento Estratégico do negócio 6. Produtos e Serviços 7. Análise de Mercado 8. Plano de Marketing

Leia mais

Transações Monetárias na Internet

Transações Monetárias na Internet Comércio Eletrônico Faculdade de Tecnologia SENAC Curso Superior de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Unidade Curricular: Comércio Eletrônico Edécio Fernando Iepsen (edecio@terra.com.br) Transações

Leia mais

Infoestrutura: Pagamento Eletrônico

Infoestrutura: Pagamento Eletrônico Infoestrutura: Pagamento Eletrônico 1. Introdução O advento do comércio eletrônico significou que os sistemas de pagamento precisavam lidar com estas novas exigências. Com a ampla utilização da Internet,

Leia mais

6. Considerações finais

6. Considerações finais 84 6. Considerações finais Nesta dissertação, encontram-se registros de mudanças sociais que influenciaram as vidas de homens e mulheres a partir da chegada das novas tecnologias. Partiu-se da Revolução

Leia mais

TARIFAS BANCÁRIAS. Para abrir uma conta, os bancos exigem um depósito inicial, que varia conforme a instituição.

TARIFAS BANCÁRIAS. Para abrir uma conta, os bancos exigem um depósito inicial, que varia conforme a instituição. TARIFAS BANCÁRIAS A utilização de bancos é praticamente indispensável aos cidadãos. Contas e impostos, salários e seguros-desemprego são exemplos de transferência de dinheiro normalmente intermediada por

Leia mais

2015 Manual de Parceiro de Educação. Suas soluções. Nossa tecnologia. Mais inteligentes juntos.

2015 Manual de Parceiro de Educação. Suas soluções. Nossa tecnologia. Mais inteligentes juntos. 2015 Manual de Parceiro de Educação Suas soluções. Nossa tecnologia. Mais inteligentes juntos. Prêmios Reais, a Partir de Agora Bem-vindo ao Intel Technology Provider O Intel Technology Provider é um programa

Leia mais

Cobre Bem Tecnologia

Cobre Bem Tecnologia Cobre Bem Tecnologia A Empresa Fundada em 1995, a Cobre Bem Tecnologia, sempre visou produzir softwares que automatizassem cada vez mais as cobranças utilizando para isso uma tecnologia de ponta. Com a

Leia mais

TEF Transferência Eletrônica de Fundos

TEF Transferência Eletrônica de Fundos 1. VISÃO GERAL 1.1 OBJETIVOS: O TEF é uma solução eficiente e robusta para atender as necessidades do dia a dia de empresas que buscam maior comodidade e segurança nas transações com cartões, adequação

Leia mais

Cartão BRB Pré-Pago. Como adquirir

Cartão BRB Pré-Pago. Como adquirir Cartão BRB Pré-Pago O Cartão BRB Pré-Pago facilita a sua vida e da sua família. Com ele você tem mais controle dos seus castos, paga pequenas despesas do dia a dia, usa em vários lugares do País e pode

Leia mais

Unidade III. Operadores. Demais instituições financeiras. Outros intermediários financeiros e administradores de recursos de terceiros

Unidade III. Operadores. Demais instituições financeiras. Outros intermediários financeiros e administradores de recursos de terceiros MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS Unidade III 6 O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL O sistema financeiro nacional é o conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilita a transferência de recursos

Leia mais

ENTIDADES AUTO-REGULADORAS DO MERCADO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO

ENTIDADES AUTO-REGULADORAS DO MERCADO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO BM&FBOVESPA A BM&FBOVESPA é muito mais do que um espaço de negociação: lista empresas e fundos; realiza negociação de ações, títulos, contratos derivativos; divulga cotações; produz índices de mercado;

Leia mais

Cartões private label: modelo de negócio e cadeia de valor

Cartões private label: modelo de negócio e cadeia de valor Cartões private label: modelo de negócio e cadeia de valor Gustavo Melo da Costa Marcio Rocha Gonçalves Marco Antonio da Silveira Santos Newton de Souza Lima Junior MBA Executivo Internacional Turma 34

Leia mais

FORMAÇÃO DE PREÇO DE SERVIÇO

FORMAÇÃO DE PREÇO DE SERVIÇO CONTEÚDO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE PREÇO DE SERVIÇO PROMOVIDO PELA www.administrabrasil.com.br - CONCEITO DE PREÇO NOS SERVIÇOS - FATORES DETERMINANTES DOS PREÇOS - ESTRATÉGIAS E ASPECTOS IMPORTANTES PARA

Leia mais

PRODUTOS E SERVIÇOS CARTÕES BRADESCO

PRODUTOS E SERVIÇOS CARTÕES BRADESCO L2 6 PRODUTOS E SERVIÇOS CARTÕES BRADESCO Em março, o Bradesco firmou parceria com a American Express Company, pela qual assumiu suas operações de cartões de crédito e atividades correlatas no Brasil,

Leia mais

Unidade IV MERCADOLOGIA. Profº. Roberto Almeida

Unidade IV MERCADOLOGIA. Profº. Roberto Almeida Unidade IV MERCADOLOGIA Profº. Roberto Almeida Conteúdo Aula 4: Marketing de Relacionamento A Evolução do Marketing E-marketing A Internet como ferramenta As novas regras de Mercado A Nova Era da Economia

Leia mais

OPERAÇÕES DE CÂMBIO. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

OPERAÇÕES DE CÂMBIO. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda OPERAÇÕES DE CÂMBIO CÂMBIO Câmbio é toda compra, venda ou troca de moeda nacional por moeda estrangeira ou papéis que o representem ou vice-versa. No Brasil em decorrência da atual legislação, sempre uma

Leia mais

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Certificate in Financial Management - CFM. Valter Nakashima IMPACTO DA FRAUDE NO MERCADO DE CARTÃO DE CRÉDITO

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Certificate in Financial Management - CFM. Valter Nakashima IMPACTO DA FRAUDE NO MERCADO DE CARTÃO DE CRÉDITO Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Certificate in Financial Management - CFM Valter Nakashima IMPACTO DA FRAUDE NO MERCADO DE CARTÃO DE CRÉDITO São Paulo 2014 1 Valter Nakashima IMPACTO DA FRAUDE NO

Leia mais

Estratégias para avaliação da segurança da computação em nuvens

Estratégias para avaliação da segurança da computação em nuvens Academia de Tecnologia da IBM White paper de liderança de pensamento Novembro de 2010 Estratégias para avaliação da segurança da computação em nuvens 2 Proteção da nuvem: do desenvolvimento da estratégia

Leia mais

As exportações de bens podem ocorrer, basicamente, de duas formas: direta ou indiretamente.

As exportações de bens podem ocorrer, basicamente, de duas formas: direta ou indiretamente. Capitulo 10: Tipos de exportação As exportações de bens podem ocorrer, basicamente, de duas formas: direta ou indiretamente. Diretamente: quando o exportador fatura e remete o produto ao importador, mesmo

Leia mais

Cadastramento de Computadores. Manual do Usuário

Cadastramento de Computadores. Manual do Usuário Cadastramento de Computadores Manual do Usuário Agosto 2006 ÍNDICE 1. APRESENTAÇÃO 1.1 Conhecendo a solução...03 Segurança pela identificação da máquina...03 2. ADERINDO À SOLUÇÃO e CADASTRANDO COMPUTADORES

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF

MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico. Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria de Acompanhamento Econômico Parecer Analítico sobre Regras Regulatórias nº 83/COGEN/SEAE/MF Brasília, 10 de agosto de 2012. Assunto: Contribuição à Consulta Pública nº

Leia mais

Gestão. Práticas. Editorial. Geovanne. Acesse online: 01. Indicador de motivo de não venda 02. DRE (demonstração dos resultados do exercício) 03 e 04

Gestão. Práticas. Editorial. Geovanne. Acesse online: 01. Indicador de motivo de não venda 02. DRE (demonstração dos resultados do exercício) 03 e 04 Práticas de Gestão Editorial Geovanne. 02 01. Indicador de motivo de não venda 02. DRE (demonstração dos resultados do exercício) Como faço isso? Acesse online: 03 e 04 www. No inicio da década de 90 os

Leia mais

cada fator e seus componentes.

cada fator e seus componentes. 5 CONCLUSÃO Conforme mencionado nas seções anteriores, o objetivo deste trabalho foi o de identificar quais são os fatores críticos de sucesso na gestão de um hospital privado e propor um modelo de gestão

Leia mais

Nos últimos anos, o setor de seguros brasileiro vem sofrendo uma. série de transformações. Algumas delas podem ser visualizadas na

Nos últimos anos, o setor de seguros brasileiro vem sofrendo uma. série de transformações. Algumas delas podem ser visualizadas na Visão das Seguradoras: Uma análise da distribuição de seguros no Brasil Francisco Galiza Mestre em Economia (FGV), membro do Conselho Editorial da FUNENSEG, catedrático pela ANSP e sócio da empresa "Rating

Leia mais

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA VICE-DIRETORIA ADMINISTRATIVA

POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA VICE-DIRETORIA ADMINISTRATIVA POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO FINANCEIRA VICE-DIRETORIA ADMINISTRATIVA ABRIL 2011 1 1. APRESENTAÇÃO A expansão das atividades de ensino e melhoramento da infraestrutura física ofertada tem exigido da Faculdade

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001 INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, Eng. MBA Maio de 2001 Apresentação Existe um consenso entre especialistas das mais diversas áreas de que as organizações bem-sucedidas no século XXI serão

Leia mais

Ministério da Justiça Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE

Ministério da Justiça Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE Ministério da Justiça Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE ATO DE CONCENTRAÇÃO nº 08012.011090/2004-79 Requerentes: Itaucard Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento e Rio Elba

Leia mais

PENSAR O LIVRO 6. Legal modelos desenvolvidos na Europa para a digitalização, armazenamento, o registo e acesso a material digital em bibliotecas

PENSAR O LIVRO 6. Legal modelos desenvolvidos na Europa para a digitalização, armazenamento, o registo e acesso a material digital em bibliotecas PENSAR O LIVRO 6 Fórum Ibero-americano sobre o livro, a leitura e as bibliotecas na sociedade do conhecimento Junho 2009 Legal modelos desenvolvidos na Europa para a digitalização, armazenamento, o registo

Leia mais

Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido

Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido Apoiar a empregabilidade pela melhora da qualidade do ensino profissionalizante UK Skills Seminar Series 2014 15 British Council UK Skills Seminar

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

Mercado de Crédito Consignado. Agosto 2014

Mercado de Crédito Consignado. Agosto 2014 Mercado de Crédito Consignado Agosto 2014 EMPRÉSTIMO CONSIGNADO EM FOLHA DE PAGAMENTO O empréstimo consignado é o melhor produto financeiro de crédito do país e seu desenvolvimento só foi possível por

Leia mais