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1 Artigo TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO: UMA ABORDAGEM JURÍDICA DA CONTROVÉRSIA * Rodolfo de Camargo Mancuso 1 RESUMO: O artigo trata da questão da transposição das águas do Rio São Francisco, destacando que o tema é multifacetado e pluridisciplinar. O autor defende que o conflito em torno da transposição deve ser equacionado sob o enfoque de política pública de recursos hídricos e que o princípio direcionador no caso é o da precaução. Defende, também, a possibilidade de intervenção judicial, que se legitima como um contraste sobre política pública. No caso de judicialização, o artigo demonstra o cabimento da reunião das ações por conexão e a remessa ao Juízo que ficará prevento para julgamento. Por fim, é destacado que a eficácia do julgado não pode ficar restrita aos limites da competência territorial do órgão prolator, posto que questão não é de competência e que a extensão da eficácia do julgado é parametrizada pela expansão do interesse judicializado, coincidente, no caso considerado, com a própria extensão do rio, além das bacias a ele interligadas e adjacentes. Palavras chave: processos coletivos, processo ambiental, recursos hídricos, conflito de interesses metaindividuais. ABSTRACT: The article deals with the question of the transposition of waters of the San Francisco River, highlighting that the subject is * Estudo originalmente publicado na Revista de Direito Ambiental v. 10, nº37, p , jan./mar , ora revisto e atualizado 1 Doutor em Direito, Livre-Docente e Professor Associado (FADUSP). Procurador, aposentado, do Município de São Paulo Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/

2 MANCUSO, R. C. a multifaceted and multidisciplinary one. The author defends that the conflict around the transposition must be tackled under the approach of public politics of water resources and that precaution is the driving principle in the case. It also stands for the possibility of judicial intervention, which is legitimized as a contrast on public politics. In the case of judicialization, the article shows the convenience of the reunion of the connected actions and its remittance to the Court which competency for judgment will be acknowledged. Finally, it is detached that the effectiveness of the judgment cannot be restricted to the limits of the territorial jurisdiction of the sentencing agency, for the question is not of competence, and that the extension of the effectiveness of the judgment is set by the expansion of the judicialized interest, concordant, in the case under analysis, with the proper extension of the river, beside the linked and adjacent basins. Keywords: multiparty litigation, environmental process, water resources, conflict of multiparty interests. 1. A questão sob exame, reportada pela mídia jornalística A polêmica sobre a transposição das águas do Rio São Francisco vem repercutindo em todo o país, o que não é de estranhar, considerandose a relevância sócio-econômico-histórica desse corpo d água, a justo título cognominado rio da unidade nacional e (carinhosamente) conhecido como o velho Chico. O tema já mereceu reportagem jornalística com título instigante: O velho Chico, o rio da desunião nacional. Na matéria, apresenta-se uma síntese da extensa área de influência desse rio: 504 municípios, em sete Estados, fazem parte da bacia do São Francisco. Ela é dividida em quatro regiões: Alto (da Serra da Canastra até Pirapora), Médio (até Remanso, na Bahia), Submédio (até Paulo Afonso, na Bahia) e o Baixo (até a sua foz). 2 A reportagem segue retratando as circunstâncias e vicissitudes que singularizam esse venerando curso d água: Ao longo de quilômetros, da nascente na Serra da Canastra, em Minas, até desaguar no Oceano Atlântico, na divisa de Sergipe e Alagoas, o São Francisco sintetiza as desigualdades de um país desigual. Miséria e riqueza, chão de pedra e terras irrigadas, águas poluídas e cristalinas, destruição e recuperação, fome e fartura, caatinga e cerrado, morte e vida da natureza. Tudo isso se materializa no Velho Chico. A controvérsia alcança até mesmo o aspecto terminológico, havendo quem questione a expressão transposição, que vem sendo alardeada. Assim o depoimento do agrônomo José Célio de Araújo, citado na referida reportagem: Foi muito infeliz quem escolheu essa palavra, transposição. O que vai haver é só um bombeamento de água. Em outra matéria jornalística, dá-se noticia de outro qui-pro-quo semântico, já agora reportando o ocorrido em certo evento político em Alagoas: À primeira vista, Lula estava apenas confundindo, no calor do palanque, revitalização com transposição. As duas palavras podem, até devem, andar juntas na Bacia do São Francisco, mas estão longe de ser a mesma coisa. Uma se refere a programas que pretendem matar a sede do rio. Quem promete matar a sede do nordestino é a outra. 3 (Possivelmente, a nomenclatura mais adequada fosse interligação de bacias, em vista da longa extensão do rio, que atravessa regiões de características ecológicas distintas, estando os Comitês de Bacia Hidrográfica autorizados a atuarem em grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contínuas - art. 37, III, da lei 9433/ 97). A preocupação com o melhor aproveitamento das águas do rio não é de hoje e respalda-se na constatação da diversidade das situações ocorrentes ao longo de seus meandros por Estados do leste-nordeste brasileiros. Há séculos, o Velho Chico carrega o fardo da desigualdade. Seja próximo de suas margens, no chamado Vale 2 Reportagem de Eduardo Nunomura, jornal O Estado de São Paulo, , p. A 18 e A19. 3 Artigo de Marcos Sá Corrêa, O milagre do São Francisco, jornal O Estado de São Paulo, , cad. A Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/2008

3 TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO: UMA ABORDAGEM JURÍDICA DA CONTROVÉRSIA do São Francisco, onde projetos de irrigação criam oásis de prosperidade bem ao lado de áreas paupérrimas. Seja longe dele, no sertão nordestino, onde a pouca oferta hídrica faz com que muitos vejam a transposição como a única solução para resolver os dramas sociais. D. Pedro II, assim como os últimos presidentes, já dizia que o projeto era prioritário para o Brasil. A celeuma em torno da utilização desse curso d água não é de hoje: O velho São Francisco, descoberto por Américo Vespuccio num dia de São Francisco de Assis, assiste à disputa como sempre fez em seus 503 anos: seguindo rumo a um futuro desconhecido. 4 Em outro artigo, o jornalista Washington Novaes, acenando para um de seus estudos sobre o tema (jornal O Estado de São Paulo, ) averba: Não é o caso de retornar à nebulosa e pouco edificante história da transposição nas últimas décadas, nem seu desmonte pelo Tribunal de Contas da União, tantas eram as irregularidades. 5 Ressalte-se que a idéia de transposição de águas de um rio não é nova, nem criação nacional, reportando esse jornalista o caso recente da Espanha, onde o governo anterior (Aznar) havia aprovado um projeto de transposição das águas do Rio Ebro para outras regiões carentes sob protestos da bacia cedente. O novo governo (Zapatero) cancelou a decisão. E optou, para suprir as carências das regiões que seriam beneficiadas, por um projeto de dessalinização de águas do mar mais caro, mas que não prejudica a bacia do Ebro. 6 No entrechoque de opiniões sobre a obra em causa vale citar a contribuição do Dep. Marcondes Gadelha (PTB-PB), argumentando que o Rio São Francisco tem três condições simultâneas não existentes em nenhum outro lugar no mundo. A primeira é a relação caudalvazão derivada. Por aí afora, nunca é feita uma transposição de menos de 10% da vazão firme. Aqui, nós estamos falando de uma transposição mínima de 26 metros cúbicos por segundo (1% da vazão do São Francisco), o que é irrisório. O segundo aspecto relevante é que os pontos de captação são muito distantes das nascentes do rio, já próximos do trecho final, quase 2 mil quilômetros abaixo das nascentes. Isso não se encontra em outros projetos pelo mundo afora. O terceiro ponto é a complementaridade entre os ciclos hidrológicos do São Francisco e dos rios do Nordeste. Quando chove nas cabeceiras do São Francisco, é quando há mais necessidade de água no semi-árido. E vice versa. Quando o São Francisco está mais baixo, ocorrem as chuvas na Região Nordeste, não precisando de muita água. Portanto não há concorrência simultânea pela mesma água. 7 Em paralelo aos debates jornalísticos, a controvérsia polariza ainda outras instâncias, tais o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (criado por Decreto federal de DJU , p. 17), os Ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional, e, a par disso, impende ter presente que a matéria já está sub judice (tratando-se, pois, de coisa litigiosa: CPC, art. 219), mercê de ações de natureza coletiva apresentadas em Seções Judiciárias diversas da Justiça Federal, do que se dará notícia no item 9º deste estudo. Por ora, registre-se o informado no Boletim da Associação Juízes para a Democracia, nº 44, dez./2.007 fev./2.008, p. 10: Há 14 ações que comprovam ilegalidades e irregularidades ainda não julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. Mas o governo colocou o Exército para as obras iniciais, abusando do papel da Forças Armadas, militarizando a região. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, de dezembro deste ano, obrigando a suspensão das obras, comprova o caráter problemático do projeto governamental. 2. A natureza multifacetada e pluridisciplinar do problema O propalado empreendimento apresenta-se pluridisciplinar e por isso deve merecer abor- 4 Reportagem citada, jornal O Estado de São Paulo, , p. A 18 e A Jornal O Estado de São Paulo, cad. A No São Francisco, tudo em jogo. Jornal o Estado de São Paulo, , cad. A-2. 7 Desfazendo equívocos. Jornal O Estado de São Paulo, , cad. A-2. Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/

4 MANCUSO, R. C. dagem holística, abrangente de várias searas do conhecimento, como a Sociologia (a repercussão do projeto para as populações ribeirinhas, em princípio beneficiárias de tal inclusão social), a Economia (a diminuição das desigualdades regionais com a democratização do desenvolvimento e aumento da produção) e, naturalmente, o Direito, campo em que o tema se refrata em focos de interesse para os ramos constitucional, administrativo, ambiental e processual. Não é de estranhar essa multidisciplinaridade, porque ela é necessária na análise de empreendimentos de grande porte, donde a exigência de que o EIA estudo de impacto ambiental seja elaborado por equipe multidisciplinar (engenheiros, biólogos, economistas, sociólogos, antropólogos, geólogos, juristas), o que bem se compreende, por que a concepção de meio ambiente, hoje, é polissêmica, compreendendo, além da preservação da natureza, o patrimônio cultural, o meio ambiente dito artificial, e ainda o do trabalho. Aquela exigência da equipe multidisplinar constava do art. 7º da Res. Conama 001/86, cabendo observar que, mesmo após a revogação desse dispositivo pelo art. 21 da Res. Conama 237/97, remanesce, segundo Álvaro Luiz Valery Mirra, a necessidade de habilitação legal dos profissionais encarregados do EIA e a responsabilidade destes, em conjunto com o empreendedor, pelas informações técnicas apresentadas, sujeitando-se, eventualmente, a sanções administrativas, civis e penais (art. 11, caput e parágrafo único, da Resolução n. 237/97). Quer nos parecer mantido, ainda, pese embora a omissão normativa atual, o caráter multidisciplinar da equipe incumbida da feitura do EIA, inerente a essa modalidade de estudo, em função do seu conteúdo, como condição inafastável, na quase totalidade dos casos, para a seriedade do trabalho. 8 De fato, consultando-se o RIMA concernente ao Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, do Ministério da Integração Nacional (julho/2.004), 9 constata-se que nesse trabalho intervieram profissionais de áreas diversas, como engenheiros de distintas especialidades, desenhista, geólogo, jornalista, professora de português, fotógrafa, sociólogo, biólogo, estatístico, pedólogo, contadora-demógrafa, arqueóloga, técnico em cartografia, espectro esse que evidencia as muitas vertentes sob as quais pode ser examinado o mega-empreendimento. De outra banda, explica-se também essa multidisciplinaridade porque ela mesma se constitui numa característica do Direito Ambiental, ao qual, segundo Édis Milaré, cabe congregar conhecimentos de uma série de outras disciplinas e ciências, jurídicas ou não. Está ele, neste sentido, em contato direto com a Ecologia (estudo e caracterização dos ecossistemas, p.ex.), a Economia (avaliação econômica do dano ambiental, p.ex.), a antropologia (levantamento de populações indígenas, p.ex.), a Sociologia (valores e comportamentos sociais, p.ex.), a Estatística (cálculos de probabilidades em estudos de impacto ambiental, p.ex.) etc.. Por outro lado, o Direito Ambiental retira de certas disciplinas tradicionais seus fundamentos, princípios e instrumentos, que servem para, presentemente, lhe dar autonomia. É o caso do Direito Constitucional (o meio ambiente como direito fundamental da pessoa humana, como princípio da ordem econômica e componente da ordem social, p.ex.), do Direito Administrativo (as autorizações, licenças ambientais e sanções administrativas, p. ex.), do Direito Civil (o regramento do dano ambiental, p.ex.), do Processo Civil (a ação civil pública ambiental, p.ex.), do Direito Tributário (os mecanismos tributários de proteção ao meio ambiente, p.ex.) e do Direito Penal (os crimes ambientais, p.ex.). 10 A latitude e complexidade do problema em pauta não podem ser minimizadas, ao risco de se empobrecer a análise de um tema que, à toda evidência, apresenta multifacetados ângulos e intercorrências. Do contrário, a validade da avaliação final pode ficar comprometida, seja por 8 Impacto ambiental aspectos da legislação brasileira, 2ª ed., Juarez de Oliveira, São Paulo, 2.002, p Nossos agradecimentos à Dra. Luciana Espinheira da Costa Khoury, diligente Promotora de Justiça no Estado da Bahia, Coordenadora do Projeto de Defesa do Rio São Francisco que, gentilmente, encaminhou-nos cópia do RIMA e de outros subsídios de interesse no tema. 10 Direito do Ambiente, ed. RT, São Paulo, 2.000, p Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/2008

5 TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO: UMA ABORDAGEM JURÍDICA DA CONTROVÉRSIA uma extremada percepção naturalista do meio ambiente, que o veja como algo intocável, seja pelo egoísmo de uma visão tão-só antropocêntrica, que coloque a natureza, incondicionalmente, a serviço do homem e de suas conveniências. Há que se encontrar o medium virtus entre essas posições exacerbadas, de sorte que possa o homem viver com e pela natureza e, não, de modo a levá-la à exaustão, tragédia de que o homem se tornaria a primeira vítima, como já se verifica em tantos sítios que antes eram hígidos e hoje se encontram degradados, assim como tantos cursos d água, outrora fartos e piscosos, que hoje apenas deixaram um vestígio do antigo vigor no leito poeirento. Por ocasião da Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio de Janeiro 1992) estabeleceu-se, como princípio nº 1, um axioma que à primeira vista prioriza a posição antropocêntrica: Os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimento sustentável. Têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza. Nesse enunciado, todavia, há que se dar o devido peso à cláusula final a convivência homo et natura - que marca o ponto de equilíbrio entre o patrimônio natural do planeta e os seres humanos que nele habitam, por modo que se extraia da mãe-terra apenas o necessário e suficiente para a existência digna, por meio de um desenvolvimento sustentado. Não se concebe que em pleno século XXI se regrida às priscas eras onde a fauna e a flora eram res nullius, expostas ao livre desfrute e até mesmo à recreação das gentes. A própria ordem normativa brasileira sinaliza para esse desejável ponto médio entre os extremos do antropocentrismo e do naturalismo, na medida em que o art. 3º, I, da lei 6938/81 conceitua o meio ambiente como um conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas ; o art. 225 da CF, à sua vez, reporta-se a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo a todos Poder Público e coletividade o encargo comum de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. (Nada obstante, Jair Lima Gevaerd Filho perscruta ainda uma certa deficiência naquele conceito do art. 3º, I, da lei 6938/81, na medida em que ali não se incluem os dados social e econômico: Se partimos do conceito imobilista, estreito e parcial que elege como princípio fundamental a conservação em estado natural e intocado da fauna e da flora, podemos encontrar motivação para a interdição de toda e qualquer transformação antrópica da natureza. A prevalecer, às últimas conseqüências, tal posição, é imperativo que destruam-se as cidades para que nelas a fauna e a flora voltem a existir em seu estado de natureza primitivo!! Porém, se ao contrário, partimos do conceito de meio-ambiente como um conjunto de interações físicas, químicas, biológicas, sociais e econômicas, dentro de um determinado espaço geográfico, podemos chegar à aferição, num caso concreto, da medida do razoável ). 11 Na última parte do pré-citado art. 225, caput, da CF reside o caráter transgeracional do direito ao meio ambiente, qualificativo aquele que se coaduna com a interdependência dos bens ambientais, fenômeno facilmente observável quando ocorre a ruptura num dos elos da cadeia alimentar num dado ecossistema, levando à drástica redução ou até à eliminação de uma espécie, com isso desorganizando todo o sistema, por exemplo: a eliminação radical das cobras num dado sítio faz com que suas presas os roedores proliferem em larga escala, aproximando-se das casas dos habitantes e acarretando doenças. Para Álvaro Luiz Valery Mirra, ninguém mais duvida hoje em dia que a ruptura do equilíbrio de um sistema ambiental qualquer, mesmo localizado espacialmente, pode provocar uma reação em cadeia, suscetível, por sua vez, de levar à desorganização de diversos outros sistemas, muito além, inclusive, dos limites territoriais do Município, Estado ou Re- 11 Anotações sobre os conceitos de meio-ambiente e dano ambiental. Revista de Direito Agrário e Meio-Ambiente, Curitiba, Instituto de Terras, Cartografia e Florestas, 1987, 2:16. Apud Edis Milaré, Processo coletivo ambiental, in Dano ambiental prevenção, reparação e repressão, coord. Antonio Hermann V. Benjamin, ed. RT, São Paulo, 1988, p. 263, rodapé nº 10). Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/

6 MANCUSO, R. C. gião onde se verificou a ocorrência inicial. Essa realidade revela o que se convencionou denominar de dimensão transfronteiriça das degradações ambientais. 12 Pode-se dizer que, gradualmente, vai sendo superada a dicotomia entre as polarizações exacerbadas do naturalismo puro e do antropocentrismo exclusivista, até pela curial constatação de que o homem tem que viver junto e com as disponibilidades da natureza, de tal arte que a qualidade da vida do homem encontra-se na razão direta do modo como ele maneja a natureza: agredida, ela se revolta contra o homem; preservada, ela o protege. Um exemplo claro disso está na relação direta entre o volume de água dos mananciais e as matas ciliares. Ao propósito, Paulo Roberto Pereira Souza, reportandose a Luís Filipe Colaço Antunes, fala na revolta do objeto, que é por assim dizer a voz da natureza, deixando claro que não aceitará a continuidade das agressões, sob pena do comprometimento do futuro da espécie. A natureza agredida, na verdade não responde: vinga-se. 13 Um caso de convivência razoavelmente exitosa entre o homem e a natureza pode ser localizado no Estado de São Paulo, região de Iguape-Cananéia, coberta por remanescente de Mata Atlântica, e, como tal, de preservação permanente. Dada a escassez de emprego, alguns habitantes dedicam-se à extração desordenada e predatória do palmito, atividade que não só poderia levar ao extermínio deste, como em si mesma é agressiva à floresta, habitat natural de espécies ameaçadas (caso do mico-leão dourado) já que as incursões pela mata implicam em abertura de picadas, clareiras, deixam resíduos não degradáveis, provocam risco de incêndio, etc.. Num caso como esse, presente a concepção abrangente que hoje se deve ter do manejo ambiental, não se poderia, isoladamente, preservar a flora e a fauna deixando o ser humano morrer à míngua, nem caberia, por outro lado, permitir que, em nome da sobrevivência, pudesse o habitante local degradar a natureza, a qual, na expressiva dicção do art. 225 da CF, é um bem de uso comum de todos. No exemplo dado, aos poucos se vem conseguindo equilibrar os termos da equação, com providências em vários flancos: educação ambiental, informando-se os mateiros sobre os riscos da atividade extrativista predatória, que, inclusive, configura crime ambiental (art. 38 da lei 9605/98); plantação intensiva de mudas, inclusive de espécie mais precoce, como é o palmito pupunha; corte programado de espécimes adultos, preservando-se os ainda em crescimento; organização dos trabalhadores em cooperativas de produção, para beneficiamento do produto in natura, acondicionamento e posterior colocação no mercado; aproveitamento, para outros fins, dos restos da cultura, especialmente a palhada e as palmas dos coqueiros. Nesse singelo exemplo, nota-se que a relação homem-flora-fauna, se é complexa e delicada, pode todavia ser bem equacionada, desde que planejada e executada com critério, assim permitindo a todos homens, plantas, animais - a experiência da vida. Por conta disso, a pré-citada dicotomia entre antropocentrismo e naturalismo vem sendo suplantada por uma abordagem conciliadora, que Edis Milaré chama biocêntrica: É de inquestionável sabedoria considerar que o mundo natural antecede o Homem: por mais antiga que seja a origem ou o aparecimento da espécie humana sobre a Terra (são muitos e muitos milhões de anos ), o ser humano se fez presente quando infinitas outras espécies vivas tinham aparecido (e algumas desaparecido). Seria, então, o caso de concluir que o Homem, recapitulação das outras formas de vida, só poderia habitar o planeta quando este tivesse o habite-se dado pelo Criador, cabendo à espécie humana o glorioso papel de conservá-lo e desenvolvê-lo, como um demiurgo. 14 Também nessa linha conciliadora, José Rubens Morato Leite fala num antropocentrismo alargado, perspectiva que propõe não uma 12 Impacto ambiental... cit., 2ª ed.,2.002, p A tutela jurisdicional do meio ambiente e seu grau de eficácia. In Aspectos processuais do Direito Ambiental, coord. José Rubens Morato Leite e Marcelo Buzaglo Dantas, ed. Forense Universitária, Rio de Janeiro-São Paulo, 2.003, p Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/2008

7 TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO: UMA ABORDAGEM JURÍDICA DA CONTROVÉRSIA restritiva visão de que o homem tutela o meio ambiente única e exclusivamente para proteger a capacidade de aproveitamento deste, considerando precipuamente satisfazer as necessidades individuais dos consumidores, em uma definição economicocêntrica. Com efeito, esta proposta visa, de maneira adversa, a abranger também a tutela do meio ambiente, independentemente da sua utilidade direta, e busca a preservação da capacidade funcional do patrimônio natural, com ideais éticos de colaboração e interação. Mais adiante, Morato Leite fornece um conceito, analítico, de meio ambiente: a) a lei brasileira adotou um conceito amplo de meio ambiente, que envolve a vida em todas as suas formas. O meio ambiente envolve os elementos naturais, artificiais e culturais; b) o meio ambiente, ecologicamente equilibrado é um macrobem unitário e integrado. Considerando-o macrobem, tem-se que é um bem incorpóreo e imaterial, com uma configuração também de microbem; c) o meio ambiente é um bem de uso comum do povo. Trata-se de um bem jurídico autônomo de interesse público; e, d) o meio ambiente é um direito fundamental do homem, considerado de quarta geração, necessitando, para sua consecução, da participação e responsabilidade partilhada do Estado e da coletividade. Trata-se, de fato, de um direito fundamental intergeracional, intercomunitário, incluindo a adoção de uma política de solidariedade. 15 Para Fernanda de Salles Cavedon, Francelise Pantoja Diehl, Silvia Domingos, Jeane Jacob Duarte de Medeiros e Michelly de Mattos, esse antropocentrismo alargado vem estreitar as interfaces entre sociedade e ambiente, superando antagonismos e concepções já ultrapassadas do homem como senhor absoluto e dominador do seu meio, da natureza como mero instrumento de satisfação das necessidades imediatas da espécie humana e, posteriomente, do mercado. As normas direcionadas ao ambiente não visam apenas garantir a disponibilidade de um recurso dotado de utilidade para os seres humanos. Passam a tutelar o ambiente tanto pelo seu valor intrínseco como pelas funções ecológicas que desempenham na manutenção e perpetuação da vida em todas as suas formas, numa escala intergeracional. 16 É dizer, com Álvaro Luiz Valery Mirra: o direito brasileiro protege ao mesmo tempo o meio ambiente em si mesmo considerado e o homem, titular desse bem juridicamente protegido. À necessidade da proteção desse bem coletivo indisponível corresponde o dever de todos Estado e coletividade atuarem no sentido da sua preservação para as presentes e futuras gerações. À necessidade da proteção do homem, na sua dimensão coletiva e intergeracional, corresponde o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. São as duas faces de uma mesma medalha, como o reconhece expressamente o art. 225, caput, da Constituição Federal de A controvertida questão da transposição das águas do Rio São Francisco é pluridisciplinar não só pelo fato de concernir, como antes visto, a mais de um ramo do conhecimento, mas também porque, mesmo ao interno da Ciência do Direito, a matéria interessa a mais de um ramo ou especialidade, como a seguir se verá. 3. A questão concerne a mais de um ramo do Direito Por definição, a incidência precípua do tema em exame recai sobre o Direito Ambiental, até porque o legislador brasileiro adotou um conceito largo (para além do naturalismo puro e do antropocentrismo exclusivista), de meio ambiente: o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas (art. 3º, I, da lei 6938/81). 14 Responsabilidade ética em face do meio ambiente. Revista de Direito Ambiental, vol. 2, abr./jun.1996, p , especialmente p Dano ambiental: do individual ao coletivo extrapatrimonial, 2ª ed., RT, São Paulo, 2.003, p. 76 e Considerações ético-jurídicas acerca do estatuto jurídico do animal: novos sujeitos de direito? In Fauna, Políticas Públicas e instrumentos legais, coord. Antonio Hermann Benjamin (Anais do 8º Congresso Internacional de Direito ambiental, São Paulo, a , co-patrocínio M.P. SP e Instituto O Direito por um planeta verde, ed. Imprensa Oficial do Estado). 17 Ação civil publica e a reparação do dano ao meio ambiente, 2ª ed., Juarez de Oliveira, São Paulo, 2.004, p. 64. Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/

8 MANCUSO, R. C. Por isso, naturalmente, ao longo deste estudo a referência preponderante é ao Direito Ambiental; sem embargo, o tema repercute em outros ramos do Direito Objetivo, o que bem se compreende, se considerarmos as várias vertentes e critérios de abordagem que o tema oferece. ( A ) Sob a óptica constitucional, impende saber se são ou não compossíveis os princípios que, direta ou indiretamente, incidem sobre a controvérsia em exame: a diminuição das desigualdades sociais e regionais (art. 3º, III; art. 170, VII ); a preservação do meio ambiente, sob o pálio do princípio da precaução (art. 225, IV, VII); a independência entre os Poderes (art. 2º); a busca do pleno emprego e o fomento ao livre exercício de atividade econômica (art. 170, VIII e único). Não raro, o texto constitucional alberga princípios e diretrizes que ora se tangenciam, ora têm difícil convivência: por exemplo, a verdade dos fatos deve ser extraída no bojo do devido processo legal, garantidos o contraditório e a ampla defesa (art. 5º, LV), mas as provas que justamente servem para evidenciar os fatos não podem ser obtidas por meio ilícito (art 5º, LVI); é garantida a liberdade de informação e veda-se a censura prévia (art. 5º, XIV, IX) mas ao mesmo tempo é preservado o direito à intimidade e à privacidade (art. 5º, X, XI). Nesse sentido, Teori Albino Zavaski fala em fenômenos de tensão entre direitos fundamentais, e, invocando lições de J.J. Gomes Canotilho e Karl Larenz, observa que os direitos fundamentais não são absolutos, dado que sofrem, além de restrições escritas na própria Constituição, também restrições não escritas, mas imanentes ao sistema, já que inevitavelmente impostas pela necessidade prática de harmonizar a convivência entre direitos fundamentais eventualmente em conflito. (...) Em qualquer caso, considerada a inexistência de hierarquia, no plano normativo, entre os direitos fundamentais previstos na Constituição, a solução do conflito há de ser estabelecida mediante a devida ponderação dos bens e valores concretamente colidentes, de modo a que se identifique uma relação específica de prevalência de um deles. Prossegue o autor, lembrando que a concordância prática entre os princípios colidentes ou atritivos pode dar-se ou por via legislativa ou por via judicial; mas, em qualquer caso haverá, necessária e invariavelmente, uma limitação de um em benefício do outro. 18 O caso da transposição das águas do Rio São Francisco parece propício a engendrar colisão de princípios fundamentais, já que não se pode, a pretexto de reduzir desigualdades sociais e regionais (CF, arts. 3º, III e 170, VII), colocar em risco a higidez do corpo d água (CF, art. 225, IV e VII), certo que o vulto do projeto e a própria dimensão da polêmica ao nível nacional induzem a percepção de que não há parâmetros seguros para uma projeção futura quanto às conseqüências que podem advir do mega - empreendimento. Essa intrínsenca conflituosidade, aliás, é uma das características que identificamos aos conceituar os interesses difusos: São interesses metaindividuais que, não tendo atingido o grau de agregação e organização necessários à sua afetação institucional junto a certas entidades ou órgãos representativos dos interesses já socialmente definidos, restam em estado fluído, dispersos pela sociedade civil como um todo (vg., o interesse à pureza do ar atmosférico), podendo, por vezes, concernir a certas coletividades de conteúdo numérico indefinido (vg., os consumidores). Caracterizam-se: pela indeterminação dos sujeitos, pela indivisibilidade do objeto, por sua intensa litigiosidade interna e por sua tendência à transição ou mutação no tempo e no espaço. 19 Nos casos de conflito entre princípios fundamentais, quando está em jogo o o meio ambiente, é de ser aplicada a prudente regra in dubio pro natura, que, segundo Paulo José Leite Farias, deve constituir um princípio inspirador da interpretação. Isto significa que, nos casos em que não for possível uma interpretação unívoca, a escolha deve recair sobre a interpretação mais favorável à proteção ambiental. Esse princípio é particularmente atuante quando ocorre sobre- 18 Antecipação da tutela e colisão de direitos fundamentais. In Reforma do Código de Processo Civil, coord. Sálvio de Figueiredo Teixeira, ed. Saraiva, São Paulo, 1996, p. 144, Cf. o nosso Interesses difusos conceito e legitimação para agir, 6ª ed., RT, São Paulo, 2.004, p Revista Internacional de Direito e Cidadania, n. 2, p , outubro/2008

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