Habilidades e competências no Cuidado à pessoa idosa. Karla Giacomin, MD, PhD

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1 Habilidades e competências no Cuidado à pessoa idosa Karla Giacomin, MD, PhD

2 Roteiro Seminário Preâmbulo Envelhecimento ativo Cuidado Habilidades e competências Ferramentas da gestão

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4 2003 Estatuto do Idoso 2002 Plano Internacional para o Envelhecimento 1994 Política Nacional do Idoso 1992 Conferência Mundial sobre o Envelhecimento 1988 Constituição Federal 1948 Declaração Universal dos Direitos Humanos Preâmbulo

5 Nos próximos 30 anos, de cada quatro brasileiros, um será idoso. Estas pessoas já nasceram: os velhos do presente e do futuro do Brasil.

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9 Os homens, de fato, não nascem nem livres nem iguais. A liberdade e a igualdade dos homens são um ideal a perseguir, um valor, um dever ser. BOBBIO, 2004, p A dignidade também.

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12 Vivemos em uma sociedade onde ninguém quer ser, parecer ou reconhecer que está velho.

13 Homem: animal simbólico Simbólico e político são indissociáveis

14 O que você quer ser quando crescer? O que você quer ser quando envelhecer?

15 Que idade você teria se não soubesse a idade que tem? Leroy Satchel Paige

16 Sociedade mais humana Para que estamos aqui? Como construir solidariedade?

17 Sociedade mais humana Para que estamos aqui? Pela força da lei?

18 Sociedade mais humana Para que estamos aqui? No grito?

19 Sociedade mais humana Para que estamos aqui? Com o exemplo.

20 Para que estamos aqui? Sociedade mais humana

21 Como influir na cultura Existe uma velhice menos doente, menos fraca, feita de velhos que não aceitam ser tratados como crianças nem como coitadinhos...

22 Como influir na cultura Existe uma velhice que precisa aprender a deixar de atuar como visita da festa e passar a ser o dono e a estrela da festa.

23 A Velhice é múltipla Vencedores Perdedores

24 A Velhice é múltipla Vencedores Vencedores

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26 Envelhecimento ativo Conceito É o processo de otimizar as oportunidades para a saúde física, mental e social, de modo a capacitar as pessoas mais velhas a tomar parte ativa na sociedade, sem discriminação e usufruir de uma qualidade de vida boa e independente. HEALTHY AGEING PROJECT, 2007

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28 As fases da vida Promoção da Saúde Pré-natal Primeira idade Segunda idade Terceira idade Quarta idade Duração da vida

29 As fases da vida Promoção da Saúde Qual deve ser o público-alvo para as políticas públicas? Pré-natal Primeira idade Segunda idade Terceira idade Quarta idade Duração da vida

30 Resposta da ONU: o grupo com mais de 50 anos É importante promover a saúde ao longo da vida e começar cedo, mas a ONU define o grupo de meia-idade o público-alvo das ações próenvelhecimento ativo. Por que este interesse?

31 Respostas da ONU As evidências indicam que é possível prolongar o tempo de vida e melhorar sua qualidade, de modo que as pessoas mais velhas possam permanecer saudáveis, ativas, independentes e produtivas.

32 Respostas da ONU As recomendações em termos de políticas, pesquisa e clínica devem ter como princípios: Reconhecer que as pessoas idosas são de valor para a sociedade Disseminar a ideia de que nunca é tarde para promover a saúde Respeitar e valorizar a heterogeneidade e a autonomia Buscar a equidade na saúde

33 Quem se importa

34 Na sua fase atual Como otimizar as oportunidades para a saúde física, mental e social dos cidadãos e capacitá-los para tomar parte ativa na sociedade, sem discriminação, e usufruir de uma qualidade de vida boa e independente

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36 Educação Pré-requisitos para a Saúde Carta de Ottawa (1986) Segurança Alimentação Ecossistema saudável Justiça social Eqüidade Recursos renováveis Paz Habitação Renda

37 Os pré requisitos devem ser garantidos por políticas Carta de Ottawa, 1986 Educacionais, Agrícolas e ambientais, De transporte urbano; Voltadas para saúde, qualidade de vida e desenvolvimento humano, Orientadas por valores democráticos de justiça e equidade.

38 Estratégia de Promoção da Saúde É um processo que confere ao povo os meios para assegurar um maior controle na melhoria de sua própria saúde, não se limitando a ações de responsabilidade do setor saúde. Carta de Ottawa, 1986 Propõe a capacitação das pessoas para uma gestão mais autônoma da sua saúde e dos seus determinantes.

39 Estratégia de Promoção da Cidadania... Portanto, as formas pelas quais o povo pode controlar o governo, seu grau e qualidade, tornam-se os aspectos centrais no exame do caráter democrático de um regime político (...). A partir disso, poderíamos estabelecer uma escala da participação, em que o grau máximo estaria na tomada de decisões políticas pelo povo, e o grau mínimo, na eleição periódica de representantes como a única decisão tomada pelo povo. Maués, 1998

40 Precisamos conquistar o direito Juventude Vida Adulta Velhice de envelhecer com dignidade para Infância todos os brasileiros. Adolescência Antes de nascer

41 A abelha não pode mudar o projeto da colmeia, mas nós podemos mudar o projeto da nossa cidade.

42 Estratégia de Promoção do Envelhecimento ativo Na velhice, cada pessoa fala de uma história de vida singular...

43 Promoção da Cidadania e do Envelhecimento ativo

44 Quem se importa

45 Como melhorar o Cuidado a pessoas idosas Recomendações da Sociedade Americana de Geriatria para a melhora da qualidade diagnóstica em idosos

46 Princípios A pessoa é única no seu processo de envelhecimento abordagem individualizada. Todo profissional deve conhecer seus sentimentos e atitudes frente à velhice e à morte e como eles influenciam a sua relação com a pessoa idosa e consigo enquanto envelhece.

47 Revendo nossos conceitos acerca do envelhecimento A maneira como nós pensamos o envelhecimento influencia fortemente a maneira como nós cuidamos. Muitos de nós temos estereótipos acerca do envelhecimento e das pessoas idosas. Precisamos manter a cabeça aberta a outras formas de ver e de viver a velhice.

48 Hoje, quantas pessoas que você atende têm mais de 60 anos? (a) 0 a 5% (b) 6 a 10% (c) 11 a 25% (d) 26 a 50% (e) mais de 50% Nos últimos 5 anos você viu a proporção de idosos no serviço: ( ) aumentar ( ) diminuir

49 Revendo nossos conceitos acerca do envelhecimento Velho: coitado Velho: infantil Velho: ultrapassado Velho: sem perspectivas Velho: carga econômica e social Velho: incapaz de aprender coisas novas Velho: caro para o sistema de seguridade

50 Por que é tão difícil? O que significa envelhecer? O que você quer ser quando envelhecer? O seu projeto de vida supõe fragilidade? O seu projeto de vida aceita desacertos? O seu projeto de vida inclui a velhice das pessoas que você ama? O seu projeto de vida inclui a sua velhice?

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52 Princípios gerais para melhorar o cuidado à pessoa idosa A atenção e concentração do examinador A intenção primeira deveria ser ajudar Você deve estar totalmente focado no paciente sem pensamentos ou diálogos internos: ofereça a sua atenção integral Eu acredito ser possível orientar, apoiar ou aliviar?

53 Princípios gerais para melhorar o cuidado à pessoa idosa Aumento da sua capacidade perceptiva Tipos de conhecimentos: geral: enciclopédia, livros especializado: o que uma pessoa muito interessada deve saber perceptivo: como agir em uma situação Ex: Basquete Que habilidades eu preciso aprender a fim de saber como fazer?

54 Princípios gerais para melhorar o cuidado à pessoa idosa Melhorar a comunicação Iluminação adequada (evitar a contra-luz) Reduzir a distância entre o profissional e a pessoa idosa Falar diante da pessoa e em um tom de voz firme e claro Assentar-se para ouvir. A aparência de pressa e impaciência inibe a comunicação.

55 Princípios gerais para melhorar o cuidado à pessoa idosa Mostrar reverência Isso significa saber olhar, saber tocar, com um sentido de apreciação, respeito e reverência. Criar uma atmosfera de escuta A atitude do profissional influencia fortemente a qualidade da informação disponível na história

56 Princípios gerais para melhorar o cuidado à pessoa idosa Prestar atenção ao processo único de envelhecimento da pessoa Cada pessoa, não importa a idade, precisa ser reconhecida como ator essencial da construção da sociedade. Ampliar oportunidades de convívio entre as gerações.

57 Princípios gerais para melhorar o cuidado à pessoa idosa Isso vale para crianças, jovens, adultos e velhos, para homens, mulheres, pessoas de qualquer orientação sexual; independentemente da cor da pele; de ter ou não estudado; da profissão que exerce; do local onde mora.

58 Quem se importa

59 Princípios gerais para melhorar o cuidado à pessoa idosa Não é fácil fazer junto, esperar o tempo do outro, mudar hábitos, rever conceitos, duvidar do que julgamos conhecer. Ferrigno, 2011 Por isso há tantas pessoas cansadas de tentar fazer sozinhas tarefas que exigem a participação de todos.

60 Projeto é a tomada de consciência do mundo ao redor e de sua existência neste mundo.

61 Promoção da Cidadania e do Envelhecimento ativo É possível optar por valores de relacionamento humano que não se desgastem com o tempo ou o contexto social, com valores humanistas universais e permanentes, tais como honestidade, cordialidade, justiça e respeito. Salles. 2010

62 Promoção da Cidadania e do Envelhecimento ativo A velhice revela os direitos exercidos e conquistados ou não ao longo de todo o curso da vida. Para que a velhice de cada um seja digna, os direitos devem ser materializados em políticas que promovam justiça social ao longo de todo o curso da vida. O envelhecimento ativo é o reflexo de afetos e de um projeto de vida, de comunidade, de país.

63 Promoção da Cidadania e do Envelhecimento ativo Acreditar que é possível construir uma cidade, realmente forte em igualdade e em políticas eficientes para pessoas de todas as idades.

64 Promoção da Cidadania e do Envelhecimento ativo

65 O que envelhecer tem a ver comigo? Acorda!!!

66 O que o envelhecimento ativo tem a ver comigo? Onde começa a minha parte nesta história?

67

68 Componente individual Informações Autocuidado Interesse e possibilidades de transformação Incorporação do problema

69 Componente Social Meio familiar Recursos financeiros Informações Violência Recursos materiais Escolarização Barreiras culturais Interesse Transformação Indivíduo Incorporação do problema Autocuidado

70 As chaves da gestão

71 Criação de Fóruns Controle social Indicadores de qualidade Articulação intersetorial Planejamento horizontal

72 Educação permanente Investimento público Políticas de Cuidados Monitoramento Atuação Intergeracional

73 O que as pessoas dizem que querem e o que estão dispostas a fazer são duas coisas diferentes. - Hugh MacLeod

74 FAÇA ALGUMA COISA

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76 Obrigada!

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