ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS

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1 ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS NO CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO DE BENS COMPREENDE-SE EM SENTIDO ESTRITO, A ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS ADMITINDO UNICAMENTE SUA UTILIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO SEGUNDO A DESTINAÇÃO NATURAL OU LEGAL DE CADA COISA, E EM SENTIDO AMPLO ABRANGE TAMBÉM A ALIENAÇÃO DOS BENS QUE SE REVELAREM INÚTEIS OU INCONVENIENTES AO DOMÍNIO PÚBLICO E A AQUISIÇÃO DE NOVOS BENS, NECESSÁRIOS AO SERVIÇO PÚBLICO. QUANTO À ONERAÇÃO, NÃO ADMITIMOS QUE POSSA INCIDIR SOBRE BEM PÚBLICO, SALVO QUANDO INCORPORADO A ENTIDADE PARAESTATAL. A ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS REGE-SE PELAS NORMAS DO DIREITO PÚBLICO, APLICANDO-SE SUPLETIVAMENTE OS PRECEITOS DO DIREITO PRIVADO NO QUE AQUELAS FOREM FALHAS OU OMISSAS. OBSERVE-SE, DESDE LOGO, QUE A TRANSFERÊNCIA DA PROPRIEDADE DOS BENS IMÓVEIS SE OPERA SEGUNDO AS NORMAS E INSTRUMENTOS CIVIS (ESCRITURA E REGISTRO). TODO BEM PÚBLICO FICA SUJEITO AO REGIME ADMINISTRATIVO PERTINENTE AO SEU USO, CONSERVAÇÃO OU ALIENAÇÃO. EMBORA UTILIZADOS COLETIVAMENTE PELO POVO OU INDIVIDUALMENTE POR ALGUNS USUÁRIOS, CABEM SEMPRE AO PODER PÚBLICO A ADMINISTRAÇÃO E A PROTEÇÃO DE SEUS BENS, PODENDO VALER-SE DOS MEIOS JUDICIAIS COMUNS E ESPECIAIS PARA A GARANTIA DA PROPRIEDADE E DEFESA DA POSSE. UTILIZAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS OS BENS PÚBLICOS OU SE DESTINAM AO USO COMUM DO POVO OU AO USO ESPECIAL. EM QUALQUER DESSES CASOS O ESTADO INTERFERE COMO PODER ADMINISTRADOR, DISCIPLINANDO E POLICIANDO A CONDUTA DO PÚBLICO E DOS USUÁRIOS ESPECIAIS, A FIM DE ASSEGURAR A CONSERVAÇÃO DOS BENS E POSSIBILITAR SUA NORMAL UTILIZAÇÃO, TANTO PELA COLETIVIDADE, QUANTO PELOS INDIVÍDUOS COMO, AINDA, PELAS REPARTIÇÕES ADMINISTRATIVAS. - USO COMUM DO POVO- É TODO AQUELE QUE SE RECONHECE À COLETIVIDADE EM GERAL SOBRE OS BENS PÚBLICOS, SEM DISCRIMINAÇÃO DE USUÁRIOS OU ORDEM ESPECIAL PARA SUA FRUIÇÃO. É O USO QUE O POVO FAZ DAS RUAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS, DOS RIOS NAVEGÁVEIS, DO MAR E DAS PRAIAS NATURAIS. ESSE USO COMUM NÃO EXIGE QUALQUER QUALIFICAÇÃO OU CONSENTIMENTO ESPECIAL. PARA ESSE USO SÓ SE ADMITEM REGULAMENTAÇÕES GERAIS DA ORDEM PÚBLICA, PRESERVADORAS DA SEGURANÇA, DA HIGIENE, DA SAÚDE, DA MORAL E DOS BONS COSTUMES, SEM PARTICULARIZAÇÕES DE PESSOAS OU CATEGORIAS SOCIAIS.

2 NO USO COMUM DO POVO OS USUÁRIOS SÃO ANÔNIMOS, INDETERMINADOS, E OS BENS UTILIZADOS O SÃO POR TODOS OS MEMBROS DA COLETIVIDADE UTI UNIVERSI - RAZÃO PELA QUAL NINGUÉM TEM DIREITO AO USO EXCLUSIVO OU A PRIVILÉGIOS NA UTILIZAÇÃO DO BEM: O DIREITO DE CADA INDIVÍDUO LIMITA-SE À IGUALDADE COM OS DEMAIS NA FRUIÇÃO DO BEM OU NO SUPORTAR OS ÔNUS DELE RESULTANTES. O QUE CONVÉM FIXAR É QUE OS BENS PÚBLICOS DE USO COMUM DO POVO, NÃO OBSTANTE ESTEJAM À DISPOSIÇÃO DA COLETIVIDADE, PERMANECEM SOB A ADMINISTRAÇÃO E VIGILÂNCIA DO PODER PÚBLICO, QUE TEM O DEVER DE MANTÊ-LOS EM NORMAIS CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO PELO PÚBLICO EM GERAL. TODO DANO AO USUÁRIO, IMPUTÁVEL A FALTA DE CONSERVAÇÃO OU A OBRAS E SERVIÇOS PÚBLICOS QUE ENVOLVAM ESSES BENS, É DA RESPONSABILIDADE DO ESTADO, DESDE QUE A VÍTIMA NÃO TENHA AGIDO COM CULPA. - USO ESPECIAL É TODO AQUELE QUE, POR UM TÍTULO INDIVIDUAL, A ADMINISTRAÇÃO ATRIBUI A DETERMINADA PESSOA PARA FRUIR DE UM BEM PÚBLICO COM EXCLUSIVIDADE, NAS CONDIÇÕES CONVENCIONADAS. É TAMBÉM USO ESPECIAL AQUELE A QUE A ADMINISTRAÇÃO IMPÕE RESTRIÇÕES OU PARA O QUAL EXIGE PAGAMENTO, BEM COMO O QUE ELA MESMA FAZ DE SEUS BENS PARA A EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS, COMO É O CASO DOS EDIFÍCIOS, VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS POR SUAS REPARTIÇÕES. TODOS OS BENS PÚBLICOS, QUALQUER QUE SEJA A SUA NATUREZA, SÃO PASSÍVEIS DE USO ESPECIAL POR PARTICULARES, DESDE QUE A UTILIZAÇÃO CONSENTIDA PELA ADMINISTRAÇÃO NÃO OS LEVE A INUTILIZAÇÃO OU DESTRUIÇÃO, CASO EM QUE SE CONVERTERIA EM ALIENAÇÃO. NINGUÉM TEM DIREITO NATURAL A USO ESPECIAL DE BEM PÚBLICO, MAS QUALQUER INDIVÍDUO OU EMPRESA PODE OBTÊ-LO MEDIANTE CONTRATO OU ATO UNILATERAL DA ADMINISTRAÇÃO, NA FORMA AUTORIZADA POR LEI OU REGULAMENTO OU SIMPLESMENTE CONSENTIDA PELA AUTORIDADE COMPETENTE. ASSIM SENDO, O USO ESPECIAL DO BEM PÚBLICO SERÁ SEMPRE UMA UTILIZAÇÃO INDIVIDUAL - UTI SINGULI - A SER EXERCIDA PIVATIVAMENTE PELO ADQUIRENTE DESSE DIREITO. O QUE TIPIFICA O USO ESPECIAL É A PRIVATIVIDADE DA UTILIZAÇÃO DE UM BEM PÚBLICO, OU DE PARCELA DESSE BEM, PELO BENEFICIÁRIO DO ATO OU DO CONTRATO, AFASTANDO A FRUIÇÃO GERAL E INDISCRIMINADA DA COLETIVIDADE OU DO PRÓPRIO PODER PÚBLICO. ESSE USO PODE SER CONSENTIDO GRATUITA OU REMUNERADAMENTE, POR TEMPO CERTO OU INDETERMINADO, CONSOANTE O ATO OU CONTRATO ADMINISTRATIVO QUE O AUTORIZAR, PERMITIR OU CONCEDER. UMA VEZ TITULADO REGULARMENTE O USO ESPECIAL, O PARTICULAR PASSA A TER UM DIREITO SUBJETIVO PÚBLICO AO SEU EXERCÍCIO, OPONÍVEL A TERCEIROS E À PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO, NAS CONDIÇÕES ESTABELECIDAS OU CONVENCIONADAS. A ESTABILIDADE OU PRECARIEDADE DESSE USO, ASSIM COMO A RETOMADA DO BEM PÚBLICO, COM OU SEM INDENIZAÇÃO AO PARTICULAR, DEPENDERÃO DO TÍTULO ATRIBUTIVO QUE O LEGITIMAR.

3 AS FORMAS ADMINISTRATIVAS PARA O USO ESPECIAL DE BEM PÚBLICO POR PARTICULARES VARIAM DESDE AS SIMPLES E UNILATERAIS AUTORIZAÇÃO DE USO E PERMISSÃO DE USO ATÉ OS FORMAIS CONTRATOS DE CONCESSÃO DE USO E CONCESSÃO DE USO COMO DIREITO REAL SOLÚVEL, ALÉM DA IMPRÓPRIA E OBSOLETA ADOÇÃO DOS INSTITUTOS CIVIS DO COMODATO, DA LOCAÇÃO E DA ENFITEUSE, COMO VEREMOS A SEGUIR. AUTORIZAÇÃO DE USO: É O ATO UNILATERAL, DISCRICIONÁRIO E PRECÁRIO PELO QUAL A ADMINISTRAÇÃO CONSENTE NA PRÁTICA DE DETERMINADA ATIVIDADE INDIVIDUAL INCIDENTE SOBRE UM BEM PÚBLICO. NÃO TEM FORMA NEM REQUISITOS ESPECIAIS PARA SUA EFETIVAÇÃO, POIS VISA APENAS A ATIVIDADES TRANSITÓRIAS E IRRELEVANTES PARA O PODER PÚBLICO, BASTANDO QUE SE CONSUBSTANCIE EM ATO ESCRITO, REVOGÁVEL SUMARIAMENTE A QUALQUER TEMPO E SEM ÔNUS PARA A ADMINISTRAÇÃO. ESSAS AUTORIZAÇÕES SÃO COMUNS PARA A OCUPAÇÃO DE TERRENOS BALDIOS, PARA A RETIRADA DE ÁGUA EM FONTES NÃO ABERTAS AO USO COMUM DO POVO E PARA OUTRAS UTILIZAÇÕES DE INTERESSE DE CERTOS PARTICULARES, DESDE QUE NÃO PREJUDIQUEM A COMUNIDADE NEM EMBARACEM O SERVIÇO PÚBLICO. PERMISSÃO DE USO: É O ATO NEGOCIAL, UNILATERAL, DISCRICIONÁRIO E PRECÁRIO ATRAVÉS DO QUAL A ADMINISTRAÇÃO FACULTA AO PARTICULAR A UTILIZAÇÃO INDIVIDUAL DE DETERMINADO BEM PÚBLICO. COMO ATO NEGOCIAL, PODE SER COM OU SEM CONDIÇÕES, GRATUITO OU REMUNERADO, POR TEMPO CERTO OU INDETERMINADO, CONFORME ESTABELECIDO NO TERMO PRÓPRIO, MAS SEMPRE MODIFICÁVEL E REVOGÁVEL UNILATERALMENTE PELA ADMINISTRAÇÃO, QUANDO O INTERESSE PÚBLICO O EXIGIR. CESSÃO DE USO: É A TRANSFERÊNCIA GRATUITA DA POSSE DE UM BEM PÚBLICO DE UMA ENTIDADE OU ÓRGÃO PARA OUTRO, A FIM DE QUE O CESSIONÁRIO O UTILIZE NAS CONDIÇÕES ESTABELECIDAS NO RESPECTIVO TERMO, POR TEMPO CERTO OU INDETERMINADO. É ATO DE COLABORAÇÃO ENTRE REPARTIÇÕES PÚBLICAS, EM QUE AQUELA QUE TEM BENS DESNECESSÁRIOS AOS SEUS SERVIÇOS CEDE O USO A OUTRA QUE DELES ESTÁ PRECISANDO. CONCESSÃO DE USO: É O CONTRATO ADMINISTRATIVO PELO QUAL O PODER PÚBLICO ATRIBUI A UTILIZAÇÃO EXLUSIVA DE UM BEM DE SEU DOMÍNIO A PARTICULAR, PARA QUE O EXPLORE SEGUNDO SUA DESTINAÇÃO ESPECÍFICA. O QUE CARACTERIZA A CONCESSÃO DE USO E A DISTINGUE DOS DEMAIS INSTITUTOS ASSEMELHADOS - AUTORIZAÇÃO E PERMISSÃO É O CARÁTER CONTRATUAL E ESTÁVEL DA OUTORGA DO USO DO BEM PÚBLICO AO PARTICULAR, PARA QUE O UTILIZE COM EXCLUSIVIDADE E NAS CONDIÇÕES CONVENCIONADAS COM A ADMINISTRAÇÃO. A CONCESSÃO PODE SER REMUNERADA OU GRATUITA, POR TEMPO CERTO OU INDETERMINADO, MAS DEVERÁ SER SEMPRE PRECEDIDA DE AUTORIZAÇÃO LEGAL E, NORMALMENTE, DE LICITAÇÃO PARA O CONTRATO. CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO: É O CONTRATO PELO QUAL A ADMINISTRAÇÃO TRANSFERE O USO REMUNERADO OU GRATUITO DE TERRENO PÚBLICO A PARTICULAR, COMO

4 DIREITO REAL RESOLÚVEL, PARA QUE DELE SE UTILIZE EM FINS ESPECÍFICOS DE URBANIZAÇÃO, INDUSTRIALIZAÇÃO, EDIFICAÇÃO, CULTIVO OU QUALQUER OUTRA EXPLORAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL. A CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO PODE SER OUTORGADA POR ESCRITURA PÚBLICA OU TERMO ADMINISTRATIVO, CUJO INSTRUMENTO FICARÁ SUJEITO A INSCRIÇÃO NO LIVRO PRÓPRIO DO REGISTRO IMOBILIÁRIO COMPETENTE. ENFITEUSE OU AFORAMENTO: É O INSTITUTO CIVIL QUE PERMITE AO PROPRIETÁRIO ATRIBUIR A OUTREM O DOMÍNIO ÚTIL DE IMÓVEL, PAGANDO A PESSOA QUE O ADQUIRE (ENFITEUTA) AO SENHORIO DIRETO UMA PENSÃO OU FORO, ANUAL, CERTO E INVARIÁVEL. JÁ ACENTUAMOS A INUTILIDADE DO REGIME ENFITÊUTICO E SUA INCONVENIÊNCIA MESMO NA PRÁTICA ADMINISTRATIVA. MUITOS ESTADOS JÁ O EXCLUÍRAM DE SUAS LEIS ORGÂNICAS, E OS QUE O CONSERVAM NÃO ENCONTRARÃO RAZÕES PONDERÁVEIS PARA SUA SUBSISTÊNCIA, QUANDO A ADMINISTRAÇÃO DISPÕE DE TANTOS OUTROS MEIOS DE TORNAR PRODUTIVO SEU PATRIMÔNIO E DE AJUDAR OS DESFAVORECIDOS QUE DESEJAM CULTIVAR SUAS TERRAS. ALIENAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS A ADMINISTRAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS COMPREENDE NORMALMENTE A UTILIZAÇÃO E CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO, MAS, EXCEPCIONALMENTE, PODE A ADMINISTRAÇÃO TER NECESSIDADE OU INTERESSE NA ALIENAÇÃO DE ALGUNS DE SEUS BENS, CASO EM QUE DEVERÁ ATENDER ÀS EXIGÊNCIAS ESPECIAIS IMPOSTAS POR NORMAS SUPERIORES. É O QUE VEREMOS A SEGUIR. ALIENAÇÃO É TODA TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE, REMUNERADA OU GRATUITA, SOB A FORMA DE VENDA, PERMUTA, DOAÇÃO, DAÇÃO EM PAGAMENTO, INVESTIDURA, LEGITIMAÇÃO DE POSSE OU CONCESSÃO DE DOMÍNIO. QUALQUER DESSAS FORMAS DE ALIENAÇÃO PODE SER UTILIZADA PELA ADMINISTRAÇÃO, DESDE QUE SATISFAÇA AS EXIGÊNCIAS ADMINISTRATIVAS PARA O CONTRATO ALIENADOR E ATENDA AOS REQUISITOS DO INSTITUTO ESPECÍFICO. EM PRINCÍPIO, TODA ALIENAÇÃO DE BEM PÚBLICO DEPENDE DE LEI AUTORIZADORA, DE LICITAÇÃO E DE AVALIAÇÃO DA COISA A SER ALIENADA. FEITAS ESSAS CONSIDERAÇÕES GERAIS, VEJAMOS AS VÁRIAS FORMAS DE ALIENAÇÃO. Venda: venda, ou, mais propriamente, venda e compra, é o contrato civil ou comercial pelo qual uma das partes (vendedor) transfere a propriedade de um bem à outra (comprador), mediante preço certo em dinheiro. Toda venda, ainda que de bem público, é contrato de direito privado. Não há venda administrativa; AS FORMALIDADES ADMINISTRATIVAS PARA A VENDA DE BEM PÚBLICO IMÓVEL SÃO, COMO JÁ VIMOS, A AUTORIZAÇÃO COMPETENTE, A AVALIAÇÃO PRÉVIA E A LICITAÇÃO, NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO PERTINENTE. TRATANDO-SE DE BEM DE USO COMUM DO POVO OU DE USO

5 ESPECIAL, HAVERÁ NECESSIDADE DE DESAFETAÇÃO LEGAL, QUE PODERÁ CONSTAR DA MESMA NORMA QUE AUTORIZE A ALIENAÇÃO. DOAÇÃO: É O CONTRATO PELO QUAL UMA PESSOA (DOADOR), POR LIBERALIDADE, TRANSFERE UM BEM DO SEU PATRIMÔNIO PARA O DE OUTRA (DONATÁRIO), QUE O ACEITE. É CONTRATO CIVIL, E NÃO ADMINISTRATIVO, FUNDADO NA LIBERALIDADE DO DOADOR, EMBORA POSSA SER COM ENCARGOS PARA O DONATÁRIO. A DOAÇÃO SÓ SE APERFEIÇOA COM A ACEITAÇÃO DO DONATÁRIO, SEJA PURA OU COM ENCARGO. A ADMINISTRAÇÃO PODE FAZER DOAÇÕES DE BENS MÓVEIS OU IMÓVEIS DESAFETADOS DO USO PÚBLICO, E COMUMENTE O FAZ PARA INCENTIVAR CONSTRUÇÕES E ATIVIDADES PARTICULARES DE INTERESSE COLETIVO. MODERNAMENTE, A DOAÇÃO DE TERRENOS PÚBLICOS VEM SENDO SUBSTITUÍDA - E COM VANTAGENS PELA CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO, QUE EXAMINAMOS PRECEDENTEMENTE. DAÇÃO E PAGAMENTO: É A ENTREGA DE UM BEM QUE NÃO SEJA DINHEIRO PARA SOLVER DÍVIDA ANTERIOR. A COISA DADA EM PAGAMENTO PODE SER DE QUALQUER ESPÉCIE E NATUREZA, DESDE QUE O CREDOR CONSINTA NO RECEBIMENTO EM SUBSTITUIÇÃO DA PRESTAÇÃO QUE LHE ERA DEVIDA. A DAÇÃO EM PAGAMENTO, EMBORA CONSUBSTANCIE UMA ALIENAÇÃO DE BEM PÚBLICO, NÃO EXIGE LICITAÇÃO, POR SE TRATAR DE UM CONTRATO COM DESTINATÁRIO CERTO, QUE É O CREDOR QUE CONSENTE NO PAGAMENTO POR ESSA FORMA. PERMUTA: PERMUTA, TROCA OU ESCAMBO É O CONTRATO PELO QUAL AS PARTES TRANSFEREM E RECEBEM UM BEM, UMA DA OUTRA, BENS, ESSES, QUE SE SUBSTITUEM RECIPROCAMENTE NO PATRIMÔNIO DOS PERMUTANTES. HÁ SEMPRE NA PERMUTA UMA ALIENAÇÃO E UMA AQUISIÇÃO DE COISA, DA MESMA ESPÉCIE OU NÃO. A PERMUTA PRESSUPÕE IGUALDADE DE VALOR ENTRE OS BENS PERMUTÁVEIS, MAS É ADMISSÍVEL A TROCA DE COISAS DE VALORES DESIGUAIS COM REPOSIÇÃO OU TORNA EM DINHEIRO DO FALTANTE. A PERMUTA DE BEM PÚBLICO, COMO AS DEMAIS ALIENAÇÕES, EXIGE AUTORIZAÇÃO LEGAL E AVALIAÇÃO PRÉVIA DAS COISAS A SEREM TROCADAS, MAS NÃO EXIGE LICITAÇÃO, PELA IMPOSSIBILIDADE MESMA DE SUA REALIZAÇÃO, UMA VEZ QUE A DETERMINAÇÃO DOS OBJETOS DA TROCA NÃO ADMITE SUBSTITUIÇÃO OU COMPETIÇÃO LICITATÓRIA. QUALQUER BEM PÚBLICO, DESDE QUE DESAFETADO DO USO COMUM DO POVO OU DE DESTINAÇÃO PÚBLICA ESPECIAL, PODE SER PERMUTADO COM OUTRO BEM PÚBLICO OU PARTICULAR, DA MESMA ESPÉCIE OU DE OUTRA. INVESTIDURA: É A INCORPORAÇÃO DE UMA ÁREA PÚBLICA, ISOLADAMENTE INCONSTRUTÍVEL, AO TERRENO PARTICULAR CONFINANTE QUE FICOU AFASTADO DO NOVO ALINHAMENTO EM RAZÃO DE ALTERAÇÃO DO TRAÇADO URBANO.ASSIM SENDO, ÁREA INAPROVEITÁVEL ISOLADAMENTE É AQUELA QUE NÃO SE ENQUADRA NOS MÓDULOS ESTABELECIDOS POR LEI PARA EDIFICAÇÃO URBANA OU APROVEITAMENTO PARA FINS AGROPECUÁRIOS, CONSOANTE A LIÇÃO DE ANTONIO MARCELLO DA SILVA, CONCLUINDO QUE A INAPROVEITABILIDADE DA ÁREA,

6 ISOLADAMENTE, É JUSTIFICATIVA SUFICIENTE PARA A ALIENAÇÃO E TAMBÉM PARA A DISPENSA DE LICITAÇÃO, POIS NÃO PODERIA SER USADA POR OUTREM QUE NÃO O PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL LINDEIRO. A FORMALIZAÇÃO DA INVESTIDURA SE FAZ POR ESCRITURA PÚBLICA OU TERMO ADMINISTRATIVO, SEMPRE SUJEITOS A REGISTRO IMOBILIÁRIO. CONCESSÃO DE DOMÍNIO: ATUALMENTE, SÓ É UTILIZADA NAS CONCESSÕES DE TERRAS DEVOLUTAS DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS, CONSOANTE PREVÊ A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. QUANDO FEITA POR UMA ENTIDADE ESTATAL A OUTRA, A CONCESSÃO DE DOMÍNIO FORMALIZA-SE POR LEI E INDEPENDE DE REGISTRO; QUANDO FEITA A PARTICULARES EXIGE TERMO ADMINISTRATIVO OU ESCRITURA PÚBLICA E O TÍTULO DEVE SER TRANSCRITO NO REGISTRO IMOBILIÁRIO COMPETENTE, PARA A TRANSFERÊNCIA DO DOMÍNIO. A CONCESSÃO DE DOMÍNIO DE TERRAS PÚBLICAS NÃO DEVE SER CONFUNDIDA COM A CONCESSÃO ADMINISTRATIVA DE USO DE BEM PÚBLICO, NEM COM A CONCESSÃO DE DIREITO REAL DE USO DE TERRENOS PÚBLICOS PORQUE IMPORTA ALIENAÇÃO DO IMÓVEL, ENQUANTO ESTAS CONCESSÕES DE USO COMO DIREITO PESSOAL OU REAL - POSSIBILITAM APENAS A UTILIZAÇÃO DO BEM CONCEDIDO, SEM A TRANSFERÊNCIA DE SUA PROPRIEDADE. LEGITIMAÇÃO DE POSSE: É MODO EXCEPCIONAL DE TRANSFERÊNCIA DE DOMIÍNIO DE TERRA DEVOLUTA OU ÁREA PÚBLICA SEM UTILIZAÇÃO, OCUPADA POR LONGO TEMPO POR PARTICULAR QUE NELEA SE INSTALA, CULTIVANDO-A E OU LEVANTANDO EDIFICAÇÃO PARA SEU USO. EXPEDIDO O TÍTULO DE LEGITIMAÇÃO DE POSSE QUE NA VERDADE, É TÍTULO DE TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO SEU DESTINATÁRIO, OU SUCESSOR, DEVERÁ LEVÁ-LO A REGISTRO. NÃO HÁ USUCAPIÃO DE BEM PÚBLICO COMO DIREITO DO POSSEIRO MAS, SIM, RECONHECIMENTO DO PODER PÚBLICO DA CONVENIÊNCIA DE LEGITIMAR DETERMINADAS OCUPAÇÕES, CONVERTENDO-AS EM PROPRIEDADE EM FAVOR DOS OCUPANTES QUE ATENDAM ÀS CONDIÇÕES ESTABELECIDAS NA LEGISLAÇÃO DA ENTIDADE LEGITIMANTE. ESSA PROVIDÊNCIA HARMONIZA-SE COM O PRECEITO CONSTITUCIONAL DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE (ART. 170, III) E RESOLVE AS TÃIO FREQÜENTES TENSÕES RESULTANTES DA INDEFINIÇÃO DA OCUPAÇÃO, POR PARTICULARES, DE TERRAS DEVOLUTAS E DE ÁREAS PÚBLICAS NÃO UTILIZADAS PELA ADMINISTRAÇÃO. TERRAS PÚBLICAS O CÓDIGO CIVIL DECLARA QUE: SÃO PÚBLICOS OS BENS DO DOMÍNIO NACIONAL, PERTENCENTES À UNIÃO, AOS ESTADOS OU AOS MUNICÍPIOS. TODOS OS OUTROS SÃO PARTICULARES, SEJA QUAL FOR A PESSOA A QUE PERTENÇAM. AS TERRAS PÚBLICAS COMPÕEM-SE DE TERRAS DEVOLUTAS, PLATAFORMA CONTINENTAL, TERRAS OCUPADAS PELOS SILVÍCOLAS, TERRENOS DE MARINHA, TERRENOS ACRESCIDOS, ILHAS DOS RIOS PÚBLICOS E OCEÂNICAS, ÁLVEOS ABANDONADOS, ALÉM DAS VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS E ÁREAS OCUPADAS COM AS FORTIFICAÇÕES E EDIFÍCIOS PÚBLICOS, COMO VEREMOS ADIANTE.

7 TERRAS DEVOLUTAS - SÃO TODAS AQUELAS QUE, PERTENCENTES AO DOMÍNIO PÚBLICO DE QUALQUER DAS ENTIDADES ESTATAIS, NÃO SE ACHAM UTILIZADAS PELO PODER PÚBLICO, NEM DESTINADAS A FINS ADMINISTRATIVOS ESPECÍFICOS. SÃO BENS PÚBLICOS PATRIMONIAIS AINDA NÃO UTILIZADOS PELOS RESPECTIVOS PROPRIETÁRIOS. PLATAFORMA CONTINENTAL - A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 CONSIDERA COMO BENS DA UNIÃO OS RECURSOS NATURAIS DA PLATAFORMA CONTINENTAL. A PLATAFORMA CONTINENTAL COMPREENDE O LEITO E O SUBSOLO DAS ÁREAS SUBMARINAS QUE SE ESTENDEM ALÉM DE SEU MAR TERRITORIAL, EM TODA A EXTENSÃO DO PROLONGAMENTO NATURAL DE SEU TERRITÓRIO TERRESTRE, ATÉ O BORDO EXTERIOR DA MARGEM CONTINENTAL, OU ATÉ UMA DISTÂNCIA DE DUZENTAS MILHAS MARÍTIMAS DAS LINHAS DE BASE. TERRAS TRADICIONALMENTE OCUPADAS PELOS ÍNDIOS - AS TERRAS OCUPADAS PELOS ÍNDIOS, A QUE SE REFERE A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA (ARTS. 20, XI, E 231), SÃO AS PORÇÕES DO TERRITÓRIO NACIONAL NECESSÁRIAS À SOBREVIVÊNCIA FÍSICA E CULTURAL DAS POPULAÇÕES INDÍGENAS QUE AS HABITAM (CF. ART. 231, 1º). REALMENTE, ESTE DISPOSITIVO ASSEGURA AOS ÍNDIOS A POSSE PERMANENTE DAS TERRAS POR ELES HABITADAS E O USUFRUTO EXCLUSIVO DAS RIQUEZAS NATURAIS E DE TODAS AS UTILIDADES NELAS EXISTENTES (ART. 231, 2º). CONSTITUINDO BENS PÚBLICOS DA UNIÃO COM DESTINAÇÃO ESPECÍFICA, AS TERRAS OCUPADAS PELOS ÍNDIOS SÃO INALIENÁVEIS E INDISPONÍVEIS, E OS DIREITOS SOBRE ELAS, IMPRESCRITÍVEIS (ART. 231, 4º), SENDO DEMARCÁVEIS ADMINISTRATIVAMENTE, NOS TERMOS DO DEC. 1775, DE TERRENOS DE MARINHA - SÃO TODOS OS QUE, BANHADOS PELAS ÁGUAS DO MAR OU DOS RIOS NAVEGÁVEIS, EM SUA FOZ, VÃO ATÉ A DISTÂNCIA DE 33 METROS PARA A PARTE DAS TERRAS, CONTADOS DESDE O PONTO EM QUE CHEGA O PREAMAR MÉDIO. A UTILIZAÇÃO DOS TYERRNOS DE MARINHA, INCLUSIVE PARA EDIFICAÇÕES DEPENDE DE AUTORIZAÇÃO FEDERAL, MAS, TRATANDO-SE DE ÁREAS URBANAS OU URBANIZÁVEIS, AS CONSTRUÇÕES E ATIVIDADES CIVIS NELAS REALIZADAS FICAM SUJEITAS A REGULAMENTAÇÃO E A TRIBUTAÇÃO MUNICIPAIS, COMO AS DEMAIS REALIZAÇÕES PARTICULARES. A RESERVA DOMINIAL DA UNIÃO VISA, UNICAMENTE, A FINS DE DEFESA NACIONAL, SEM RESTRINGIR A COMPETÊNCIA ESTADUAL E MUNICIPAL NO ORDENAMENTO TERRITORIAL E URBANÍSTICO DOS TERRENOS DE MARINHA, QUANDO UTILIZADOS POR PARTICULARES PARA FINS CIVIS. TERRENOS ACRESCIDOS - SÃO TODOS AQUELES QUE SE FORMAM COM A TERRA CARREADA PELA CAUDAL. TAIS TERRENOS PERTENCEM AOS PROPRIETÁRIOS DAS TERRAS MARGINAIS A QUE ADERIREM, NA FORMA QUE O CÓDIGO CIVIL ESTABELECE. TERRENOS RESERVADOS - SÃO AS FAIXAS DE TERRAS PARTICULARES, MARGINAIS DOS RIOS, LAGOS E CANAIS PÚBLICOS, NA LARGURA DE QUINZE METROS. ESSA SERVIDÃO COMO TODA SERVIDÃO, É ÔNUS REAL SOBRE A PROPRIEDADE ALHEIA. TRATANDO-SE, COMO SE TRATA, DE UMA SERVIDÃO PÚBLICA OU ADMINISTRATIVA, DESTINA-SE UNICAMENTE A POSSIBILITAR A

8 REALIZAÇÃO DE OBRAS OU SERVIÇOS PÚBLICOS PELA ADMINISTRAÇÃO, NO INTERESSE DA MELHOR UTILIZAÇÃO DAS ÁGUAS, DO APROVEITAMENTO DAS SUAS RIQUEZAS E DO SEU POLICIAMENTO. ILHAS AS ILHAS DOS RIOS E LAGOS PÚBLICOS INTERIORES PERTENCEM AOS ESTADOS-MEMBROS E AS DOS RIOS E LAGOS LIMÍTROFES COM ESTADOS ESTRANGEIROS SÃO DO DOMÍNIO DA UNIÃO. É O QUE SE INFERE DO DISPOSTO NO ART. 20, IV, DA CF, QUE, EMBORA NÃO SE REFIRA ÀS ÁGUAS PÚBLICAS INTERNAS, DECLARA EXPRESSAMENTE QUE SE INCLUEM ENTRE OS BENS DA UNIÃO AS ILHAS FLUVIAIS E LACUSTRES NAS ZONAS LIMÍTROFES COM OUTROS PAÍSES. ESSA RESERVA DAS ILHAS DAS ZONAS LIMÍTROFES PARA A UNIÃO IMPORTA RECONHECIMENTO DE QUE AS DEMAIS, DAS ÁGUAS PÚBLICAS INTERIORES, PERMANECEM NO DOMÍNIO DOS ESTADOS-MEMBROS, À SEMELHANÇA DAS TERRAS DEVOLUTAS QUE LHES FORAM TRANSFERIDAS PELO ART. 64 DA CF DE ÁLVEOS ABANDONADOS - O ÁLVEO ABANDONADO PELAS ÁGUAS PÚBLICAS PASSA A PERTENCER AOS PROPRIETÁRIOS RIBEIRINHOS DAS RESPECTIVAS MARGENS, SEM QUE TENHAM DIREITO A INDENIZAÇÃO ALGUMA OS DONOS DOS TERRENOS POR ONDE A CORRENTE ABRIR NOVO CURSO (CÓDIGO DE ÁGUAS, ART. 26), MAS, SE A MUDANÇA DO PRIMITIVO LEITO OCORRER POR OBRA DO PODER PÚBLICO, O ANTIGO ÁLVEO PASSA A PERTENCER-LHE (CÓDIGO DE ÁGUAS, ART. 27, QUE SUBSTITUIU E REVOGOU O ART. 544 DO CC). FAIXA DE FRONTEIRA - A FAIXA DE FRONTEIRA, DESTINADA À DEFESA NACIONAL PELA LEI 6.634, DE (REGULAMENTADA PELO DEC , DE ), É DE CENTO E CINQUNETA QUILÔMETROS DE LARGURA, PARALELA À LINHA DIVISÓRIA DO TERRITÓRIO BRASILEIRO (CF, ART. 20, 2º). NESSA FAIXA AS ALIENAÇÕES E AS CONSTRUÇÕES FICAM SUJEITAS ÀS LIMITAÇÕES IMPOSTAS PELOS REGULAMENTOS MILITARES E LEIS DE DEFESA DO ESTADO, NOTADAMENTE O DEC.-LEI 3.437, DE , QUE DISPÕE SOBRE ZONAS FORTIFICADAS E ATIVIDADES VEDADAS NESSAS REGIÕES E NOS ARREDORES DE FORTALEZAS. VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS - AS TERRAS OCUPADAS COM AS VIAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS PERTENCEM ÀS ADMINISTRAÇÕES QUE OS CONSTRUÍRAM. TAIS ÁREAS PODEM CONSTITUIR BENS DE USO COMUM DO POVO OU BENS DE USO ESPECIAL. PRESENTEMENTE, AS RUAS E AS ESTRADAS ADMITEM DISCRIMINAÇÃO DE USO, CONTRARIANDO A REGRA EXPRESSA NO INC. I DO ART. 66 DO CC, QUE, AO SEU TEMPO, DESCONHECIA AS LIMITAÇÕES DE TRÂNSITO E TRÁFEGO MODERNAMENTE ESTABELECIDAS PARA AS VIAS DE CIRCULAÇÃO. ESTRADAS HÁ QUE, EMBORA DE DOMÍNIO PÚBLICO, SÃO RESERVADAS A DETERMINADAS UTILIZAÇÕES OU A CERTOS TIPOS DE VEÍCULOS, TENDO EM VISTA SUA DESTINAÇÃO OU SEU REVESTIMENTO; NOUTRAS O USO É PAGO, MEDIANTE TARIFA DE PEDÁGIO OU RODÁGIO; NOUTRAS O TRÂNSITO É CONDICIONADO A HORÁRIO OU A TONELAGEM MÁXIMA, O QUE AS TORNA VERDADEIROS INSTRUMENTOS ADMINISTRATIVOS, DE USO ESPECIAL, SEM A GENERALIDADE DAS UTILIZAÇÕES DO PASSADO, QUE AS CARACTERIZAM COMO BENS DE USO COMUM DE TODOS RES COMMUNES OMNIUM. AS MESMAS OBSERVAÇÕES VALEM PARA AS ÁREAS DE TERRENOS OCUPADAS PELAS ESTRADAS DE FERRO.

9 AS ESTRADAS DE RODAGEM COMPREENDEM, ALÉM DA FAIXA DE TERRA OCUPADA COM O REVESTIMENTO DA PISTA, OS ACOSTAMENTOS E AS FAIXAS DE ARBORIZAÇÃO, ÁREAS, ESSAS, PERTENCENTES AO DOMÍNIO PÚBLICO DA ENTIDADE QUE AS CONSTRÓI, COMO ELEMENTOS INTEGRANTES DA VIA PÚBLICA. A LEGISLAÇÃO RODOVIÁRIA GERALMENTE IMPÕE UMA LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA AOS TERRENOS MARGINAIS DAS ESTRADAS DE RODAGEM, CONSISTENTE NA PROIBIÇÃO DE CONSTRUÇÕES A MENOS DE QUINZE METROS DA RODOVIA, CONTANDO O RECUO DA DIVISA DO DOMÍNIO PÚBLICO COM O PARTICULAR.

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