PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL DA MÃE PARA O BEBÉ

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL DA MÃE PARA O BEBÉ"

Transcrição

1

2

3 Resumo de Jornalistas sobre: Comunicando PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL DA MÃE PARA O BEBÉ em Moçambique

4 Conteúdo Índice Siglas usadas neste pacote de informações Glossário/ explicação de termos Contexto Posição da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) em relação à PTV Respostas nacionais iv v vi vi vi Secção 1: Introdução Por que temos o pacote de informações? A quem se destina o pacote de informações? Como usar o pacote de informações? Como está organizado o pacote de informações? 2 Secção 2: Visão Geral sobre o HIV e SIDA Como se transmite o HIV? A história natural do HIV Como funcionam os ARV? 4 Secção 3: Transmissão de Mãe para Filho (Transmissão Vertical) O que é a transmissão vertical? Será a transmissão vertical um grande problema? Quais são os factores de risco para a transmissão vertical? 7 ii

5 Secção 4: Prevenção da Transmissão Vertical Em que se baseiam as estratégias da PTV? Iniciativas Internacionais de PTV 11 Secção 5: Detalhes sobre as Estratégias de PTV Estratégia 1: Prevenção da infecção primária Estratégia 2: Prevenção de gravidezes indesejadas em mulheres infectadas pelo HIV Estratégia 3: Prevenção das infecções do HIV de mulheres infectadas para os seus filhos Estratégia 4: Provisão de tratamento, cuidados e apoio às mulheres infectadas pelo HIV, seus filhos e familiares. 22 Secção 6: Alimentação de Bebés no Contexto do HIV 26 Secção 7: Desafios Enfrentados pelos Programas de PTV 29 Referências 31 iii

6 Siglas usadas neste Pacote de Informações ARV ATV AZT CPRN CPSN HIV IP ITR ITS NVP ODM OMS PEPFAR PF PTV SIDA TAAA TARV TB TV Anti-retroviral Aconselhamento e Testagem Voluntária Azidovudina Cuidados pré-natais Cuidados Pós-natais Vírus de Imunodeficiência Humana Inibidor de Protease Inibidor da Transcriptase Reversa Infecções de Transmissão Sexual Nevirapina Objectivos de Desenvolvimento do Milénio Organização Mundial da Saúde Plano de Emergência do Presidente para o Combate ao SIDA Planeamento Familiar Prevenção da Transmissão Vertical Síndroma de Imunodeficiência Adquirida Terapia Anti-Retroviral Altamente Activa Terapia Anti-retroviral Tuberculose Transmissão Vertical iv

7 Glossário/ Explicação de termos Transmissão Vertical Factores de Risco Este é um termo usado para descrever a transmissão que ocorre directamente da mãe para o feto durante a gestação ou para a criança durante o parto ou durante a amamentação. São situações que tornam mais alta a probabilidade de que determinada coisa aconteça, ou seja, aumentam as possibilidades de Aleitamento Materno Exclusivo Quando um bebé é alimentado somente com leite materno, sem quaisquer líquidos ou alimentos adicionais. Alimentação Substituta Medicamentos Anti-retrovirais Semanas de Gestação Profilaxia Anti-retroviral Regime Contagem de Células CD4 Carga Viral Quando outra substância líquida ou sólida é dada ao bebé, no lugar de leite materno. Medicamentos que são tomados para reduzir a replicação viral, com o objectivo final de reduzir a quantidade de vírus no corpo de uma pessoa vivendo com o HIV. Duração da gravidez. Quando os medicamentos anti-retrovirais são tomados para impedir que a infecção pelo HIV ocorra. É uma série de alimentos prescritos, que pode ser composta por vários tipos de medicamentos, alimentos ou actividades. As células CD4 são glóbulos brancos responsáveis pela imunidade no corpo. A contagem de Células CD4 é um teste de sangue feito para medir o número de células CD4, como forma de avaliar a capacidade do sistema imunológico. Número de cópias virais no sangue. v

8 Contexto Posição da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) em Relação à PTV Em conformidade com o artigo 10 do protocolo da SADC sobre a saúde, que apela à harmonização das políticas de prevenção e controlo de doenças, a SADC estabeleceu padrões mínimos harmonizados e directrizes para a PTV em Eles foram estabelecidos depois de uma série de actividades, que incluem a revisão de documentos sobre políticas de PTV dos estados-membros, a reunião de peritos em PTV e discussões de políticas entre os estados-membros. Foram recomendados seis padrões mínimos, que foram aprovados por todos os 14 estados-membros, designadamente: a) Padrões mínimos de prevenção da infecção do HIV em mulheres; b) Padrões mínimos para prevenção de gravidezes indesejadas em mulheres infectadas pelo HIV; c) Padrões mínimos para prevenção da transmissão do HIV de mulheres infectadas para os seus filhos; d) Padrões mínimos para provisão de cuidados e apoio às mulheres infectadas pelo HIV, seus filhos e familiares; e) Padrões mínimos para o acesso à PTV; e f) Padrões mínimos para integração da PTV nos serviços de saúde materno-infantil e reprodutiva. Os documentos relativos aos padrões mínimos guiam os estados-membros em relação aos mecanismos e acordos institucionais para implementação nacional efectiva dos programas de PTV. Estes padrões mínimos regionais são inspirados no Quadro da OMS para uma abordagem abrangente sobre a prevenção de infecções de HIV em bebés e crianças menores. Respostas nacionais Os governos Moçambique têm feito progressos significativos na introdução de intervenções para reduzir a transmissão vertical do HIV. Entre os elementos fundamentais dessas intervenções incluem-se os seguintes: 1. Prevenção primária da infecção pelo HIV em mulheres em idade fértil e seus parceiros. 2. Prevenção de gravidezes indesejadas em mulheres vivendo com HIV. 3. Prevenção da transmissão do HIV de uma mãe infectada para o seu filho, através das seguintes formas: a. oferta de aconselhamento e testagem para todas as mulheres grávidas, b. oferta de tratamento anti-retroviral, e c. oferta de aconselhamento e apoio para alimentação segura para bebés. 4. Acompanhamento da mãe infectada, filho e família com vista a a. fortalecer os mecanismos de apoio psicossocial da comunidade, e b. avaliar a qualidade e cobertura dos serviços, bem como os resultados e o impacto das intervenções. vi

9 Em Moçambique, o Ministério da Saúde iniciou as actividades de PTV em Abril de Até final de 2002, oito locais de PTV haviam sido estabelecidos nas principais cidades. Em 2004, a componente PTV foi incluída no Plano Estratégico Nacional para HIV/SIDA do sector da saúde (PENSAUDE ), assim como no Plano Estratégico Nacional para o HIV/SIDA (PEN II ). De acordo com a Declaração de Cometimento da UNGASS sobre HIV e SIDA, o Governo de Moçambique tem a prevalência do HIV entre mulheres grávidas e a percentagem de crianças infectadas pelo HIV que nascem de mães infectadas como alguns dos principais indicadores de impacto para medir o efeito dos esforços nacionais de resposta à epidemia. Desde o seu início, em 2002, quando o Ministério da Saúde lançou um programa nacional abrangente, o programa nacional de PTV cresceu rapidamente. O número de locais de PTV em todo o país subiu para 744 até Outubro de 2009, contra 500 em 2008, 386 em 2007, 222 em 2006 e apenas 8 em Na tentativa de assegurar que o programa de PTV alcance o maior número possível de mulheres grávidas, ele foi integrado nas unidades de saúde materno-infantil existentes e aliado aos outros serviços, tais como nutrição, tratamento pediátrico e controlo da malária. O Ministério da Saúde pretende expandir os serviços de PTV para todos os estabelecimentos de saúde existentes no país, através de cuidados pré-natais e enfermarias para parturientes, com a meta de alcançar 861 estabelecimentos cerca de 90 por cento de todos os estabelecimentos de saúde até ao final de A meta nacional é de que até ao final de 2014, 85% de todas as mulheres grávidas seropositivas recebam a profilaxia anti-retroviral, das quais 26,9% serão sujeitas à Terapia Anti-Retroviral Altamente Activa (TAAA) para a sua própria saúde. O país também espera ter 83% das crianças expostas ao HIV a receber a profilaxia anti-retroviral e 76% testadas com Reacção em Cadeia da Polimerase (RCP). Todas estas metas deverão ser alcançadas até ao final de Todo o sistema de cuidados de saúde está organizado de tal forma que a PTV está a ser integrada nas actividades relacionadas com saúde materno-infantil, como parte do 4º e 5º Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Para ajudar a cumprir essas metas, o país conta com os seguintes parceiros financiadores: Fundo Global (GFATM), Rondas 2 e 6; Programa do PEPFAR para o país; PEPFAR Plus; Financiamento doméstico para Saúde; e Despesas do Governo na saúde, com uma percentagem de 12.6% das despesas totais. vii

10 Secção 1 Introdução 1.1 Por que temos o resumo de Jornalistas? Em 2006, a Panos África Austral realizou uma pesquisa em seis países, para avaliar a cobertura de matérias de HIV e SIDA, assim como determinar os principais recursos que estão disponíveis para jornalistas em matérias de HIV e SIDA. Enumeram-se abaixo, algumas das principais constatações dessa pesquisa: Os media cobrem o que o público já sabe, sem oferecer algo substancial de novo. Há uma cobertura limitada de HIV e SIDA nas zonas rurais. Houve uma significativa falta de conhecimento de questões actuais sobre HIV e SIDA em muitas instituições de formação de jornalistas da região. Aparentemente as instituições de formação de jornalistas não têm manuais de formação em matérias de HIV e SIDA. Há uma percepção de que tem que haver maior advocacia, comunicação e mobilização social para as questões da transmissão de mãe para filho. A advocacia estará orientada para os detentores de altos cargos políticos e administrativos, parlamentares, ministérios e ministros da saúde e finanças, líderes de negócios, líderes religiosos, instituições cívicas e culturais, organizações da sociedade civil e outros decisores, para mobilizarem apoio político e recursos para a PTV. Os media também desempenham um papel importante para criar consciência sobre o desenvolvimento de questões de PTV e colocar as questões de PTV na agenda pública, cobrindo tópicos relacionados regularmente e de forma responsável, de modo a aumentar a consciência sobre possíveis problemas e soluções. Isto pode ser feito através de cobertura dos jornais, televisão, Talk Shows de rádio, novelas e uso da imagem de celebridades. Entretanto, se os jornalistas não estiverem especificamente treinados e devidamente informados sobre questões de PTV, não poderão assumir este papel. Por isso, a Panos desenvolveu este manual /pacote de informações. Ela espera que o manual/pacote de informações seja útil, não apenas para informar os jornalistas sobre questões específicas de PTV, mas também para ajudar a orientar a formação em matérias de HIV e SIDA da comunicação, no geral. 1.2 A quem se destina este resumo de Jornalistas? Embora o pacote de informações possa ser usado por qualquer pessoa que procure informação sobre PTV, ele é especificamente direccionado a jornalistas e editores, de modo que eles possam confirmar os factos enquanto estiverem a exercer a sua actividades diária de informar. O pacote foi desenvolvido de tal forma que os repórteres de todas as áreas como política, negócios, saúde possam abordar com precisão as questões de PTV nas suas reportagens. O manual/pacote de informações pode ser 1

11 adaptado como uma fonte e material de referência para as instituições de formação de jornalistas. O material contido no pacote de informações pode ser reproduzido e distribuído para uso em folhetos, desde que seja com o consentimento da Panos África Austral. 1.3 Como usar o resumo de Jornalistas? Dado que este pacote de informações tem como objectivo fornecer aos jornalistas informação básica sobre PTV, ele pode ser usado de acordo com as necessidades. Assim, pode-se começar pela secção que melhor responda às necessidades específicas de cada caso. O pacote de informações pode ser usado como uma ferramenta de formação, com as secções a serem usadas como fichas, de modo que sejam úteis nas instituições de formação de jornalistas, tanto para os professores, assim como para os alunos. Cada capítulo/módulo pode ser leccionado como uma secção independente ou como parte de outras lições. Os jornalistas em exercício podem também usar o pacote de informações para comprovar os factos, quando escrevem reportagens ou artigos sobre PTV. Contudo, para maximizar o entendimento, é importante ir à secção que explica alguns dos termos técnicos. 1.4 Como está organizado o resumo de Jornalistas? Este pacote de informações está organizado nas seguintes secções: O pacote de informações inicia com uma secção que fornece a informação contextual sobre a posição da SADC em relação à PTV e um resumo de respostas nacionais específicas. A primeira secção apresenta o pacote de informações, com informações sobre como e para quem foi desenvolvido, etc. A secção seguinte fornece informação básica sobre HIV e SIDA, como forma de estabelecer as bases. A terceira secção descreve a transmissão de mãe para filho e explica quando é que ela ocorre, bem como os factores de risco. A quarta secção fornece uma informação contextual sobre prevenção da transmissão da mãe para o filho, isto é, em que estratégias se baseia e quais as iniciativas internacionais que estão em consonância ou que apoiam as actividades de PTV em Moçambique. A quinta secção fornece informação em detalhe sobre as estratégias de PTV. A sexta secção discute questões relacionadas com a alimentação de bebés. A última secção analisa os principais desafios que foram enfrentados pelos programas de PTV nos dois países. 2

12 É pertinente notar que este pacote de informações discute outras formas de reduzir a infecção da mãe para o filho, para além do método mais eficiente de uso da profilaxia anti-retroviral. Em Moçambique outras iniciativas estão a ser adoptadas para complementar os esforços baseados no uso de ARV. 3

13 Secção 2 Visão Geral sobre o HIV e SIDA Para entender, apreciar e colocar as questões de transmissão de mãe para filho na perspectiva adequada, é imperioso que vejamos algumas questões básicas sobre o HIV. 2.1 Como se transmite o HIV? Através do contacto directo com sangue infectado Através da actividade sexual não protegida, resultando em contacto directo com sémen, secreções vaginais ou cervicais infectadas. Através da transmissão vertical, isto é, infecção de feto ou bebé de uma mulher vivendo com HIV. A infecção pode ocorrer durante a gravidez, parto ou amamentação. 2.2 A história natural do HIV Quando o HIV entra no corpo de uma pessoa, identifica as células CD4, entra nelas, multiplica-se dentro delas e destrói-as durante esse processo. As novas cópias de HIV saem da célula destruída e cada uma procura novas células CD4 para atacar e destruir. Como resultado, aparecem muitas cópias de HIV no sangue e poucas células CD4. Como o número de células CD4 diminui e a quantidade de vírus aumenta, as defesas imunológicas são enfraquecidas, e a pessoa infectada com HIV torna-se vulnerável a infecções oportunistas. O HIV é uma infecção viral crónica sem cura conhecida. Sem o tratamento ARV, o HIV evolui para doença sintomática e SIDA. 2.3 Como funcionam os ARV Não há cura para o HIV. Uma vez que o vírus entre no sangue de alguém, não há tratamento para matar o vírus e limpar o sangue. Portanto, o vírus permanece no sangue da pessoa para o resto da vida. Entretanto, existem medicamentos anti-retrovirais que podem ser tomados para reduzir o ataque do HIV às células imunológicas. Os ARV dão às células imunológicas a possibilidade de recuperar e, por conseguinte, a pessoa que estaria no estágio do SIDA volta a ser assintomática depois de tomar os medicamentos. A administração destes medicamentos é normalmente conhecida como Terapia Antiretroviral Altamente Activa (TAAA). Para que o HIV se multiplique no interior da célula que tiver atacado, necessita de algumas enzimas indispensáveis para que o processo ocorra. Uma dessas enzimas é chamada Transcriptase Reversa. O grupo de ARV funciona parando a produção dessa enzima. Esses medicamentos são conhecidos como Inibidores de Transcriptase (RTIs) Depois de o HIV se ter multiplicado dentro da célula CD4, as várias cópias de HIV precisam de outra enzima para que sejam capazes de sair da célula e atacar mais células CD4. Desta vez, a enzima necessária para este processo é chamada Protease. Existe um grupo de ARV que impede a produção da Protease, que, por isso, se chamam Inibidores de Protease (IP). 4

14 Estão ainda em curso pesquisas para descobrir mais ARV que vão perturbar o processo de ataque às células imunológicas pelo vírus. Há esperanças de que esteja a caminho um novo grupo de ARV, que funcionam impedindo a entrada ou fusão do vírus na célula CD4. Para o HIV conseguir multiplicar-se, ele precisa de entrar na célula CD4. A entrada será impedida por um novo grupo de ARV Inibidores de entrada ou fusão. Os ARV são usados em combinações para maximizar a perturbação do processo de multiplicação do vírus e destruição das células CD4. Estas combinações são chamadas Cocktails, e é por isso que a TAAA é chamada Terapia de Combinação. Usando a terapia de combinação, a multiplicação do HIV é reduzida, dando ao corpo a possibilidade de reparar o sistema imunológico através da reprodução de mais células CD4 para substituir as que já foram atacadas pelo HIV. É possível medir ou determinar a extensão em que o sistema imunológico foi dizimado. Testes de sangue são feitos para contagem de células CD4. É aconselhável que as pessoas vivendo com HIV façam periodicamente a contagem de células CD4, de modo a que se possa avaliar o quão forte se encontra a sua imunidade, mesmo quando elas são assintomáticas. Isto vai ajudar a determinar o momento em que a pessoa deve começar a tomar os ARV. Quando alguém começa a TAAA, fazem parte da monitoria do tratamento testes periódicos de CD4 para verificar como é que o sistema imunológico está a recuperar. Se a medicação estiver a funcionar correctamente, o número de células CD4 deve aumentar, e a carga viral deve diminuir. O ONUSIDA estima que mais de 40 milhões de pessoas no mundo estejam a viver com HIV/SIDA, e 2.5 milhões das pessoas vivendo com HIV são crianças abaixo dos 15 anos. Acredita-se que mais de 90% das crianças vivendo com HIV tenham sido infectadas através da transmissão vertical. 5

15 Secção 3 Transmissão de Mãe para Filho (Transmissão Vertical) 3.1 O que é a transmissão vertical? Transmissão de mãe para filho é a que se verifica quando um bebé que nasce de uma mulher seropositiva é infectado. Isto é, algumas vezes, referido como transmissão vertical. O bebé pode ser infectado durante a gravidez, durante o parto ou durante a amamentação. Sem intervenção, cerca de 15 a 30% dos bebés nascidos de mulheres seropositivas são infectados com HIV durante a gravidez ou parto. Outros 5 a 20% são infectados durante a amamentação. Mesmo sem intervenção, nem todas as crianças nascidas de mulheres seropositivas são infectadas com o vírus. Isto é o que pode acontecer a 100 crianças nascidas de mulheres seropositivas que as alimentam sem nenhuma intervenção. 60 a 70 Não vão ficar infectadas com HIV Cerca de 5 a 10 vão ser infectadas durante a gravidez Cerca de 15 a 20 vão ser infectadas durante o trabalho de parto Cerca de 5 a 10 vão ser infectadas durante a amamentação 25 a 40 vão ser infectadas com HIV Figura 1: Ilustração esquemática dos possíveis resultados para crianças nascidas de mulheres infectadas com HIV O termo transmissão de mãe para filho tende a minimizar ou ignorar o papel do pai no processo de transmissão. Consequentemente, alguns materiais usam o termo Transmissão de Parente para Criança (TPC), ao invés de Transmissão de Mãe para Filho. Biologicamente, é o estado de HIV da mãe que determina directamente se o bebé vai ser infectado ou não. Entretanto, é preciso ter em mente que, se uma mulher se infecta durante a gravidez ou durante a amamentação, o feto ou o bebé pode ser infectado. Por isso, o papel dos pais seropositivos deve ser sempre parte da discussão e intervenção na prevenção da transmissão da mãe para o filho. 6

16 3.2 Será a transmissão vertical um grande problema? Em 2009, cerca de 400 mil crianças abaixo dos 15 anos foram infectadas pelo HIV, principalmente através da transmissão de mãe para filho. Cerca de 90% dessas transmissões de mãe para filho ocorreram em África, onde o SIDA começa a reverter décadas de progresso contínuo na sobrevivência das crianças. Nos países de altos rendimentos, a transmissão de mãe para filho foi virtualmente eliminada, devido à eficiência do aconselhamento e testagem voluntária, acesso à terapia anti-retroviral, práticas de parto seguras e a ampla disponibilidade e utilização segura dos substitutos do leite materno. Se essas intervenções fossem usadas em todo o mundo, poderiam ajudar a salvar a vida de milhares de crianças todos os anos. Na maioria dos países da África Austral, a transmissão vertical continua a ser um grande problema. Estes 20 países contribuem em mais de 80% para as transmissões globais de mãe para filho Top dos 20 países (pelo número de mulheres grávidas vivendo com HIV) 1 Nigéria 11 Camarões 2 África do Sul 12 RDC 3 Moçambique 13 Costa do Marfim 4 Quénia 14 Burundi 5 Tanzânia 15 Angola 6 Uganda 16 Lesoto 7 Zâmbia 17 Gana 8 Malawi 18 Botswana 9 Zimbabwe 19 Suazilândia 10 Etiópia 20 Namíbia Fonte: ONUSIDA (2009): Rumo ao Acesso Universal, Aumento da prioridade ao HIV/SIDA no Sector de Saude. Em seguida, cada país estabelece metas para a redução da transmissão vertical, através de iniciativas de prevenção da transmissão vertical de mãe para filho (PTV). As metas só podem ser alcançadas se as comunidades estiverem cientes de tudo sobre a transmissão vertical e sobre que programas existem para a PTV. Os media vão ajudar a informar as pessoas, de modo que os membros da comunidade procurem pelos serviços de PTV. Espera-se, igualmente, que os media destaquem questões que vão chamar a liderança a prestar contas em relação às promessas e compromissos assumidos, através de outras políticas relacionadas e estabelecimento de metas como equidade na saúde, saúde para todos, acesso gratuito aos serviços de saúde materno-infantil, etc. 3.3 Quais são os factores de risco para a transmissão? Uma grande questão agora é saber o que coloca a criança em maior risco de ser infectada pelo HIV da mãe. Os factores relativos ao vírus, à mãe, ao feto, de natureza obstétrica e relativos ao bebé influenciam o risco da transmissão vertical. O maior factor que influencia a transmissão vertical é a quantidade de vírus no sangue da mãe carga viral. O risco de transmissão é grande quando a carga viral é maior como ocorre no caso de infecções recentes ou avançadas. Por essa razão, é importante evitar que a mulher contraia novas infecções enquanto estiver grávida ou a amamentar. 7

17 Durante a gravidez Na maioria dos casos, durante a gravidez, o bebé é protegido de infecções pela mãe, através da Placenta. A maior parte das infecções sexualmente transmitidas normalmente não atravessa a placenta. O HIV não atravessa a placenta, a menos que m a mãe tenha uma infecção da placenta por vírus, bactéria ou parasita (especialmente malária) durante a gravidez; m a mãe se infecte pelo HIV durante a gravidez, desenvolvendo uma alta carga viral; m m a mãe tenha uma deficiência imunológica severa, associada ao SIDA; a mãe sofra de má nutrição durante a gravidez, o que pode contribuir directamente para a transmissão do HIV para o filho. Durante o trabalho de parto e parto Crianças de mães infectadas com HIV estão em maior risco de serem infectadas durante o nascimento. A maior parte das crianças que adquirem HIV durante o trabalho de parto ou parto infectam-se ao engolir ou inalar sangue ou secreções cervicais da mãe. Os factores associados ao alto risco de transmissão do HIV da mãe para o filho durante o trabalho de parto ou parto são os seguintes: m Longa duração, seguida de ruptura das membranas (rompimento de água), e m Técnicas de parto invasivas, que aumentam as possibilidades de o bebé se misturar com o sangue materno. Durante a amamentação O HIV está presente no leite materno, embora em níveis significativamente menores que no sangue. O risco de transmissão de mãe para filho através do leite materno depende do seguinte: m O tipo de aleitamento (bebés alimentados exclusivamente com leite materno têm menor risco de serem infectados do que os que misturam o tipo de alimentação); m Patologias da mama (seio inflamado, mamilos rachados, sangramento de mamilos e outras infecções da mama estão associados com o alto risco de transmissão vertical); m Carga viral da mãe (é alta em infecções recentes e em doença da mãe no estado avançado. O risco duplica quando a mulher se infecta pela primeira vez enquanto estiver a amamentar); m Estado imunológico da mãe SIDA no estado avançado; e m Estado de nutrição pobre por parte da mãe. Resumo dos factores de risco maternos que podem aumentar o risco da transmissão de mãe para filho. Gravidez m Alta carga viral da mãe infecções novas ou avançadas m Infecção da placenta por vírus, bactéria ou parasita m Infecções Sexualmente Transmissíveis m Má nutrição da mãe Trabalho de parto e parto m Alta carga viral da mãe infecções novas ou avançadas m Ruptura prolongada das membranas m Procedimentos de parto invasivos m Primeira criança em partos múltiplos Amamentação m Alta carga viral da mãe infecções novas ou avançadas m Duração da amamentação m Abcesso de mama, fissuras e inflamações nos mamilos m Estado pobre de nutrição na mãe m Doenças bucais no bebé Figura 2: Representação ilustrativa dos factores de risco para a transmissão de mãe para filho É importante notar que a maioria das estratégias de PTV têm como objectivo prevenir, reduzir ou reverter os riscos acima mencionados. 8

18 Secção 4 Prevenção da Transmissão Vertical Figura 3: Representação esquemática das estratégias de PTV 4.1 Em que se baseiam as estratégias de PTV? Em 2001, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu a meta de que 80% das mulheres grávidas e seus filhos tenham acesso à prevenção, tratamento e cuidados essenciais até 2010, de modo a reduzir a proporção de crianças infectadas pelo HIV em cerca de 50%. De acordo com a visão estratégica de PTV 2010 da OMS, o propósito da PTV é assegurar que a mulher e a criança estejam saudáveis. VISÃO: Mulher e criança vivas e livres do HIV META: Eliminar infecções pediátricas de HIV e melhorar a saúde e a sobrevivência materna, neo-natal e infantil no contexto do HIV. OBJECT IVOS: 1. Acelerar a expansão global e nacional dos serviços efectivos e abrangentes de PTV. 2. Melhorar a qualidade e demonstrar o impacto dos serviços de PTV na saúde pública. 9

19 3. Fortalecer os vínculos entre os serviços de saúde materna, neo-natal e infantil, serviços de saúde reprodutiva e serviços relacionados com HIV, para reduzir a mortalidade materno-infantil no geral. ALVOS: Actualmente, há uma série de alvos internacionais importantes relacionados com a PTV. Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), adoptados pela Assembleia Geral da ONU em 2000, comprometeram a comunidade internacional a reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde materna e combater o HIV/SIDA, malária e outras doenças até Durante a Sessão Especial da Assembleiageral das Nações Unidas (UNGASS), em 2001, os governos comprometeram-se ainda a reduzir em 50% a proporção de crianças infectadas pelo HIV até 2010, assegurando que 80% das mulheres grávidas tenham acesso aos cuidados pré-natais e recebam os serviços de PTV. A maior parte das iniciativas de PTV garantem que a mulher e seus familiares sejam adequadamente apoiados, e isto, consequentemente, melhora a saúde da mulher e reduz a mortalidade materno-infantil. Todas as iniciativas de PTV estão em conformidade com os seguintes Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), relacionados com a Mulher, Criança e HIV. ODM 4: Reduzir a mortalidade infantil Meta 4.A: Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade em crianças abaixo dos cinco anos. ODM 5: Melhorar a saúde materna Meta 5.A: reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna. Meta 5.B: Alcançar, até 2015, o acesso universal à saúde reprodutiva. ODM 6: Combater HIV/SIDA, Malária e outras doenças Meta 6.A: Reduzir para metade e ter iniciado a reversão do alastramento do HIV/SIDA, até Meta 6.B: Alcançar, até 2010, o acesso universal ao tratamento para HIV/SIDA por parte de todos os que necessitam. METAS DA UNGASS Até 2010, reduzir em 50% a proporção de crianças infectadas pelo HIV, assegurando que 80% das mulheres grávidas tenham acesso aos cuidados pré-natais e tenham informação sobre HIV, aconselhamento e outros serviços de prevenção do HIV disponíveis para elas. Uma prevenção eficiente da transmissão vertical requer uma estratégia de quatro pontos: Prevenção da infecção pelo HIV entre os futuros pais, através da testagem do HIV e outras intervenções de prevenção disponíveis nos serviços relacionados com a saúde sexual, tais como os cuidados pré-natais e pós-parto. Evitar gravidezes indesejadas entre as mulheres seropositivas, fornecendo aconselhamento apropriado e apoio que lhes permita tomar decisões informadas sobre as suas vidas reprodutivas. 10

20 Prevenção da transmissão do HIV de mães seropositivas para os seus filhos durante a gravidez, trabalho de parto, parto e amamentação, através do uso dos regimes de ARV. Integração dos cuidados, tratamento e apoio relacionados com HIV às mulheres que se constate serem seropositivas e suas famílias. 4.2 Iniciativas internacionais de PTV Existe uma série de iniciativas internacionais de larga escala para prevenir a transmissão do HIV de mãe para filho. Entre elas, incluem-se as seguintes: 1. Plano de Emergência do Presidente para o Combate ao SIDA (PEPFAR); 2. MTCT-Plus; 3. Fundo Global; 4. Projecto chamada para acção ; e 5. Equipa de Trabalho Inter-institucional da ONU sobre Transmissão Vertical Plano de Emergência para o Combate ao SIDA (PEPFAR) A 19 de Junho de 2002, o Presidente Norte-Americano, George Bush, anunciou uma nova iniciativa de prevenção da transmissão vertical, avaliada em 500 milhões de dólares, para prevenir a transmissão do HIV de mães para filhos e para melhorar a prestação de cuidados de saúde em África e Caraíbas. A iniciativa foi posteriormente integrada no Plano de Emergência para o Combate ao SIDA (PEPFAR). Em 2008, o PEPFAR foi renovado com um financiamento inicial de 15 mil milhões de dólares americanos e agora triplicou para 48 mil milhões para os próximos cinco anos. A iniciativa original tinha o objectivo de alcançar um milhão de mulheres com serviços de testagem e aconselhamento, fornecendo medicamentos preventivos a 80% das mulheres seropositivas até Tencionava, igualmente, reduzir a transmissão da mãe para o filho em 40% nos seus catorze países beneficiários, doze dos quais em África, sendo Moçambique um deles. Do ano fiscal de 2004 ao ano fiscal de 2007, o PEPFAR apoiou a prevenção da transmissão vertical em mais de 10 milhões de gravidezes, com medicamentos anti-retrovirais a serem fornecidos a mais de 827 mil grávidas. Isto resultou na prevenção da transmissão do HIV a uma estimativa de crianças. MTCT-Plus A Iniciativa MTCT-Plus foi estabelecida em 2002 e é coordenada pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia. Ela visa ir para além das intervenções destinadas apenas à prevenção da infecção da criança pelo HIV. A iniciativa faz isso apoiando a provisão de cuidados especializados para as mulheres infectadas pelo HIV, seus parceiros e seus filhos, que estão identificados nos programas de Transmissão Vertical. O financiamento desta iniciativa é fornecido por um grupo de fundações privadas, incluindo a Fundação Gates, a Fundação da Família Kaiser e a Fundação Rockefeller, assim como o PEPFAR, através da USAID. A iniciativa MTCT-Plus oferece financiamento operacional, medicamentos, formação e assistência técnica em 13 locais da África Subsaariana, incluindo Moçambique, assim como num local da Tailândia. Desde o seu início, a MTCT-Plus forneceu cuidados e formação a mais de 16 mil adultos e crianças. 11

DECLARAÇÃO DE CONSENSO

DECLARAÇÃO DE CONSENSO Consulta Técnica sobre HIV e Alimentação Infantil realizada em nome da IATT Equipe de Trabalho Inter Agencias sobre a Prevenção de infecções pelo HIV em mulheres grávidas, mães e seus bebes Genebra, 25

Leia mais

O PAPEL DAS PARTEIRAS TRADICIONAIS NA PREVENÇAO DA TRANSMISSAO VERTICAL DO HIV. Namibia International MdM HIV AIDS Conference 2005

O PAPEL DAS PARTEIRAS TRADICIONAIS NA PREVENÇAO DA TRANSMISSAO VERTICAL DO HIV. Namibia International MdM HIV AIDS Conference 2005 O PAPEL DAS PARTEIRAS TRADICIONAIS NA PREVENÇAO DA TRANSMISSAO VERTICAL DO HIV Namibia International MdM HIV AIDS Conference 2005 Prevençao da Transmissão Vertical: as estrategias da OMS O papel das parteiras

Leia mais

RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA

RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA Sexto Relatório de Balanço, 2013 Unidos pelas crianças Unidos contra o SIDA Os relatórios de balanço sobre as Crianças e o SIDA são as principais publicações

Leia mais

Estatuto da Criança e do Adolescente:

Estatuto da Criança e do Adolescente: PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL HIV e alimentação infantil Estatuto da Criança e do Adolescente: Livro I Parte Geral Título I Das disposições preliminares Art. 4º - é dever da família, da comunidade,

Leia mais

Organização Mundial da Saúde

Organização Mundial da Saúde TRADUÇÃO LIVRE, ADAPTADA AO PORTUGUÊS PELA OPAS/OMS BRASIL. Organização Mundial da Saúde Uma Resposta Sustentável do Setor Saúde ao HIV Estratégia mundial do setor da saúde contra o HIV/aids para 2011-2015

Leia mais

Alexandre O. Chieppe

Alexandre O. Chieppe Transmissão Vertical da Sífilis S e do HIV Alexandre O. Chieppe Coordenação Estadual de DST/AIDS-CVE Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro Câmara Técnica de AIDS do CREMERJ Do Início da Epidemia

Leia mais

Oportunidades para os Recém-nascidos em Africa

Oportunidades para os Recém-nascidos em Africa Oportunidades para os Recém-nascidos em Africa Dados práticos, políticas e apoios programáticos para a prestação de cuidados de saúde aos recém-nascidos em África Todos os anos morrem pelo menos 1,16 milhões

Leia mais

Propriedade, Prestação de Contas e Sustentabilidade na Resposta de VIH/SIDA, Tuberculose e Malária em África: Passado, Presente e o Futuro

Propriedade, Prestação de Contas e Sustentabilidade na Resposta de VIH/SIDA, Tuberculose e Malária em África: Passado, Presente e o Futuro SA10179 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA CIMEIRA ESPECIAL DA UNIÃO AFRICANA SOBRE O VIH/SIDA, TUBERCULOSE E MALÁRIA 12-16 DE JULHO DE 2013 ABUJA, NIGÉRIA Tema: Propriedade, Prestação de Contas

Leia mais

QUERO SABER... FIZ O TESTE E DEU ( POSITIVO ) Como é que uma pessoa se pode proteger do VIH/sida?

QUERO SABER... FIZ O TESTE E DEU ( POSITIVO ) Como é que uma pessoa se pode proteger do VIH/sida? Como é que uma pessoa se pode proteger do VIH/sida? Para NÃO APANHAR nas relações intimas e sexuais: 1. Não fazer sexo enquanto não se sentir preparado para usar o preservativo (pode experimentar primeiro

Leia mais

ACOMPANHAMENTO DA PUÉRPERA HIV* Recomendações do Ministério da Saúde Transcrito por Marília da Glória Martins

ACOMPANHAMENTO DA PUÉRPERA HIV* Recomendações do Ministério da Saúde Transcrito por Marília da Glória Martins ACOMPANHAMENTO DA PUÉRPERA HIV* Puerpério Imediato Acompanhamento da puérpera HIV* 1. Inibir a lactação através do enfaixamento das mamas com ataduras ou comprimindo-as com um top e evitando, com isso,

Leia mais

APROVEITE AS SUAS CONSULTAS PARA INFORMAR SOBRE O PLANEAMENTO FAMILIAR REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE

APROVEITE AS SUAS CONSULTAS PARA INFORMAR SOBRE O PLANEAMENTO FAMILIAR REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE APROVEITE AS SUAS CONSULTAS PARA INFORMAR SOBRE O PLANEAMENTO FAMILIAR REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA SAÚDE ACONSELHE SOBRE OS BENEFÍCIOS DO PLANEAMENTO FAMILIAR Permite aos casais tomarem decisões

Leia mais

Os objectivos primários deste encontro preparatório podem ser especificados conforme se indica abaixo:

Os objectivos primários deste encontro preparatório podem ser especificados conforme se indica abaixo: Envolvimento e Participação da Sociedade Civil nos Processos em direcção ao Acesso Universal na África Austral Uma Posição Comum Nairobi, 26 de Maio de 2008 Região em Crise A África Austral é o epicentro

Leia mais

DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO

DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO DIA DA LUTA CONTRA A SIDA 01 DE DEZEMBRO Presentemente, a infeçãovih/sida não tem cura e a prevenção é a única medida eficaz. A infeçãovih/sida tem uma história relativamente recente, mas já dramática

Leia mais

1.1 Informações Básicas para os Treinadores

1.1 Informações Básicas para os Treinadores 1. INTRODUÇÃO Foi estimado, até o final de 2003, que mais de 38 milhões de homens, mulheres e crianças estão vivendo com HIV. Quase 25 milhões dessas pessoas vivem na África do subsaara, de acordo com

Leia mais

Instituto de Higiene e Medicina Tropical/IHMT. Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento/FLAD. Fundação Portugal - África

Instituto de Higiene e Medicina Tropical/IHMT. Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento/FLAD. Fundação Portugal - África Instituto de Higiene e Medicina Tropical/IHMT APOIO: Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento/FLAD Casa de Cultura da Beira/CCB CERjovem ATENÇAÕ MULHER MENINA! Fundação Portugal - África RESPOSTAS

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO Grupo de Trabalho 4: Fortalecendo a educação e o envolvimento da sociedade civil com relação ao vírus HIV, malária

Leia mais

ACTIVIDADES ESCOLA Actividades que a SUA ESCOLA pode fazer

ACTIVIDADES ESCOLA Actividades que a SUA ESCOLA pode fazer ACTIVIDADES ESCOLA Actividades que a SUA ESCOLA pode fazer Crianças e jovens numa visita de estudo, Moçambique 2008 Produzir materiais informativos sobre cada um dos temas e distribuir em toda a escola

Leia mais

Consumo de drogas e HIV/SIDA

Consumo de drogas e HIV/SIDA ONUSIDA COLECÇÃO BOAS PRÁTICAS Consumo de drogas e HIV/SIDA Declaração da ONUSIDA apresentada na Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Drogas Programa Conjunto das Nações Unidas sobre

Leia mais

POSIÇÃO COMUM AFRICANO SOBRE ACABAR COM O CASAMENTO INFANTIL

POSIÇÃO COMUM AFRICANO SOBRE ACABAR COM O CASAMENTO INFANTIL AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA Addis Ababa, ETHIOPIAP. O. Box 3243Telephone +251 11 5517 700 Fax : 00251 11 5517844 www.au.int POSIÇÃO COMUM AFRICANO SOBRE ACABAR COM O CASAMENTO INFANTIL

Leia mais

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014 Introdução RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 4º TRIMESTRE DE 2014 O continente africano tem travado uma longa e árdua guerra contra a malária, em cada pessoa, cada aldeia, cada cidade e cada país. Neste milénio,

Leia mais

UNAIDS/99.43E - (Original em inglês: Agosto 1999)

UNAIDS/99.43E - (Original em inglês: Agosto 1999) UNAIDS/99.43E - (Original em inglês: Agosto 1999) Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA (ONUSIDA) 2001. Reservados todos os direitos de reprodução. Este documento, que não é uma publicação

Leia mais

Manual do facilitador

Manual do facilitador Manual do facilitador Introdução Este manual faz parte do esforço para institucionalizar o sistema de informação de uma maneira coordenada a fim de que as informações possam ser de acesso de todos que

Leia mais

Propriedade Intelectual nos Países de língua Portuguesa

Propriedade Intelectual nos Países de língua Portuguesa Propriedade Intelectual nos Países de língua Portuguesa Politicas de Saúde e AIDS Moçambique Eusébio Chaquisse, MD, MIH Universidade Lúrio - Nampula Introdução: Moçambique possui uma população 20 milhões

Leia mais

Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente

Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente P R E S S R E L E A S E Em pelo menos 56 países, as taxas de novas infecções pelo HIV estabilizaram ou diminuíram significativamente Novo relatório do UNAIDS mostra que a epidemia da aids parou de avançar

Leia mais

Prevenção da Transmissão Vertical do VIH

Prevenção da Transmissão Vertical do VIH RESUMO TÉCHNICO Outubro 2012 Prevenção da Transmissão Vertical do VIH Malawi: Lactente submetido a Teste VIH Introdução O objectivo desta ficha é de resumir as evidências mais recentes sobre a Prevenção

Leia mais

Combater. A SIDA, a Malária e outras doenças TU MERECES! HIV/SIDA. Estes são os sintomas mais dolorosos do vírus da SIDA!

Combater. A SIDA, a Malária e outras doenças TU MERECES! HIV/SIDA. Estes são os sintomas mais dolorosos do vírus da SIDA! Combater A SIDA, a Malária e outras doenças Estes são os sintomas mais dolorosos do vírus da SIDA! Confiei em ti! Metesme nojo! Não estou autorizado a falar contigo. Trouxeste vergonha à tua família! Como

Leia mais

HIV/AIDS Pediatria Sessão Clínica do Internato Revisão Teórica. Orientadora: Dra Lícia Moreira Acadêmico: Pedro Castro (6 Ano)

HIV/AIDS Pediatria Sessão Clínica do Internato Revisão Teórica. Orientadora: Dra Lícia Moreira Acadêmico: Pedro Castro (6 Ano) HIV/AIDS Pediatria Sessão Clínica do Internato Revisão Teórica Orientadora: Dra Lícia Moreira Acadêmico: Pedro Castro (6 Ano) AIDS Conceito Doença que manifesta-se por infecções comuns de repetição, infecções

Leia mais

Plano de Qualificação das Linhas de Cuidados da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis nos Estados do Semiárido e Amazônia Legal

Plano de Qualificação das Linhas de Cuidados da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis nos Estados do Semiárido e Amazônia Legal Plano de Qualificação das Linhas de Cuidados da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis nos Estados do Semiárido e Amazônia Legal O que é Transmissão Vertical HIV e Sífilis? A transmissão vertical do

Leia mais

cartões de bolso serié 2 SEXO SEGURO

cartões de bolso serié 2 SEXO SEGURO cartões de bolso serié 2 SEXO SEGURO 1 O que quer dizer sexo seguro? Sexo seguro quer dizer, práticas sexuais responsáveis sem riscos de engravidar, ou de contrair uma infecção transmitida sexualmente,

Leia mais

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 1º TRIMESTRE DE 2015

RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 1º TRIMESTRE DE 2015 RELATÓRIO DO RESUMO DA ALMA 1º TRIMESTRE DE 2015 Introdução A África alcançou um ponto de viragem crítico na sua luta contra a malária este ano à medida que objectivos, estratégias e planos globais e regionais

Leia mais

MOÇAMBIQUE. Para cada criança. Para cada criança Saúde, Educação, Igualdade, Protecção FAZENDO A HUMANIDADE AVANÇAR

MOÇAMBIQUE. Para cada criança. Para cada criança Saúde, Educação, Igualdade, Protecção FAZENDO A HUMANIDADE AVANÇAR MOÇAMBIQUE Para cada criança Para cada criança Saúde, Educação, Igualdade, Protecção FAZENDO A HUMANIDADE AVANÇAR Fundo das Nações Unidas para a Infância Janeiro de 2007 UNICEF Moçambique Av. do Zimbabwe,

Leia mais

Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos.

Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos. PARECER Nº121/2015 PAD: Nº 43/2015 Autora: Conselheira Renata Ramalho Da Cunha Dantas Solicitante: Dr. Ronaldo Miguel Beserra Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos. DO FATO

Leia mais

POLÍTICA DE HIV/SIDA NO LOCAL DE TRABALHO

POLÍTICA DE HIV/SIDA NO LOCAL DE TRABALHO POLÍTICA DE HIV/SIDA NO LOCAL DE TRABALHO Documento Final Submetido ao FORCOM Maputo, Agosto de 2011 Lista de Acrónimos FORCOM HIV IEC IST OIT OMS PARP PEN PNCS PVHS RH SIDA TB Forum Nacional das Rádios

Leia mais

REGULAMENTO DAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA, OBSTÉTRICA E GINECOLÓGICA

REGULAMENTO DAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA, OBSTÉTRICA E GINECOLÓGICA REGULAMENTO DAS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA, OBSTÉTRICA E GINECOLÓGICA APROVADO POR UNANIMIDADE EM ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DE 20 DE NOVEMBRO

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

Programas de prevenção da transmissão vertical do VIH de mãe para filho

Programas de prevenção da transmissão vertical do VIH de mãe para filho CAPÍTULO 7 III Programas de prevenção da transmissão vertical do VIH de mãe para filho Lily Kak, Inam Chitsike, Chewe Luo, Nigel Rollins Todos os anos, mais de meio milhão de recém-nascidos são infectados

Leia mais

Diagnóstico Precoce Infantil do HIV em Moçambique

Diagnóstico Precoce Infantil do HIV em Moçambique Diagnóstico Precoce Infantil do HIV em Moçambique Relatório Janeiro, 2009 Dezembro, 2011 República de Moçambique Ministério da Saúde 1. Sumário Executivo O presente Relatório do Progresso do Programa de

Leia mais

O que é a campanha. Continuamos à Espera pretende INFORMAR, INSPIRAR, MOBILIZAR e AGIR em torno da Agenda de Desenvolvimento. Continuamos à Espera 1/5

O que é a campanha. Continuamos à Espera pretende INFORMAR, INSPIRAR, MOBILIZAR e AGIR em torno da Agenda de Desenvolvimento. Continuamos à Espera 1/5 O que é a campanha Continuamos à Espera é uma campanha de Educação para o Desenvolvimento e para a Cidadania Global, centrada nas temáticas da Saúde Sexual e Reprodutiva, Justiça Social, Igualdade de Género

Leia mais

DOCUMENTO DE TRABALHO

DOCUMENTO DE TRABALHO ASSEMBLEIA PARLAMENTAR PARITÁRIA ACP-UE Comissão dos Assuntos Sociais e do Ambiente 26.2.2010 DOCUMENTO DE TRABALHO sobre "Cumprir os ODM: respostas inovadoras aos desafios sociais e económicos" Co-relatores:

Leia mais

O COMPROMISSO DE BRAZZAVILLE NO AVANÇO EM DIRECÇÃO AO ACESSO UNIVERSAL AO TRATAMENTO, CUIDADOS, APOIO E PREVENÇÃO DO VIH E SIDA EM ÁFRICA ATÉ 2010

O COMPROMISSO DE BRAZZAVILLE NO AVANÇO EM DIRECÇÃO AO ACESSO UNIVERSAL AO TRATAMENTO, CUIDADOS, APOIO E PREVENÇÃO DO VIH E SIDA EM ÁFRICA ATÉ 2010 O COMPROMISSO DE BRAZZAVILLE NO AVANÇO EM DIRECÇÃO AO ACESSO UNIVERSAL AO TRATAMENTO, CUIDADOS, APOIO E PREVENÇÃO DO VIH E SIDA EM ÁFRICA ATÉ 2010 Brazzaville, República do Congo 8 de Março de 2006 1.

Leia mais

UM CAMINHO UNIVERSAL. UM DIREITO DA MULHER À SAÚDE

UM CAMINHO UNIVERSAL. UM DIREITO DA MULHER À SAÚDE RESUMO EXECUTIVO O ESTADO DA OBSTETRÍCIA NO MUNDO 2014 UM CAMINHO UNIVERSAL. UM DIREITO DA MULHER À SAÚDE SAÚDE REPRODUTIVA GESTAÇÃO PARTO PERÍODO PÓS-NATAL Resumo Executivo O Estado da Obstetrícia no

Leia mais

PlanetaBio Artigos Especiais www.planetabio.com AIDS- SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

PlanetaBio Artigos Especiais www.planetabio.com AIDS- SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA AIDS- SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (texto de Marcelo Okuma) 1. Histórico e origem do vírus HIV Há fortes indícios para se acreditar que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) tenha evoluído

Leia mais

Avanço da Iniciativa Hospital Amigo da Criança em institucionais e comunidades

Avanço da Iniciativa Hospital Amigo da Criança em institucionais e comunidades PROJECTO DE NUTRIÇÃO INFANTIL RESUMO DAS ACTIVIDADES MOÇAMBIQUE Avanço da Iniciativa Hospital Amigo da Criança em institucionais e comunidades Apresentação do projecto IYCN em Moçambique O Projecto de

Leia mais

HIV-AIDS. Infecções Peri-natais

HIV-AIDS. Infecções Peri-natais Transmissão Relação sexual Transfusão de sangue Transmissão vertical Acidente de trabalho Retrato da epidemia de aids Nacionalmente estável e concentrada em populações-chave Casos acumulados de aids (até

Leia mais

Conhecendo o vírus v. Vírus da Imunodeficiência Humana VIH

Conhecendo o vírus v. Vírus da Imunodeficiência Humana VIH Conhecendo o vírus v da Sida Vírus da Imunodeficiência Humana VIH Conhecendo o Vírus da Sida O vírus entra na corrente sanguínea; Determina a posição exacta e reconhece os linfócitos T helper, fixando-se

Leia mais

UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION "DIREITOS DAS MULHERES ONLINE" Por: Alsácia Atanásio. Coordenadora do Projecto

UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION DIREITOS DAS MULHERES ONLINE Por: Alsácia Atanásio. Coordenadora do Projecto UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION "DIREITOS DAS MULHERES ONLINE" Por: Alsácia Atanásio Coordenadora do Projecto SIITRI, Moçambique Ò o UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTO DA WORLD

Leia mais

OS OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO NA PERSPECTIVA DE GÊNERO

OS OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO NA PERSPECTIVA DE GÊNERO OS OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO NA PERSPECTIVA DE GÊNERO Conjuntura Para além de enfrentarem a discriminação social e familiar, muitas mulheres ainda lutam para ultrapassar os obstáculos ao

Leia mais

RELATÓRIO DA PRESIDENTE DA CUA SOBRE ACTIVIDADES RELACIONADAS COM A SAÚDE

RELATÓRIO DA PRESIDENTE DA CUA SOBRE ACTIVIDADES RELACIONADAS COM A SAÚDE SA9430 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA Addis Ababa, ETHIOPIA P.O. Box 3243 Telephone: 5517 700 Fax: 5517844 www.africa-union.org CONFERÊNCIA DA UA DOS MINISTROS DA SAÚDE (CAMH6) Sexta Sessão

Leia mais

c) Conhecimentos aprofundados da função biológica, da anatomia e da fisiologia no domínio da obstetrícia e relativamente ao recém-nascido, bem como

c) Conhecimentos aprofundados da função biológica, da anatomia e da fisiologia no domínio da obstetrícia e relativamente ao recém-nascido, bem como Directiva 80/155/CEE do Conselho, de 21 de Janeiro de 1980, que tem por objectivo a coordenação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas relativas ao acesso às actividades de parteira

Leia mais

Tuberculosis Portuguese Tuberculose A tuberculose a doença, o tratamento e a prevenção

Tuberculosis Portuguese Tuberculose A tuberculose a doença, o tratamento e a prevenção Tuberculosis Portuguese Tuberculose A tuberculose a doença, o tratamento e a prevenção A tuberculose é uma doença infecciosa que normalmente afecta os pulmões, embora também possa afectar qualquer parte

Leia mais

IMPACTO DEMOGRÁFICO DO HIV/SIDA EM MOÇAMBIQUE

IMPACTO DEMOGRÁFICO DO HIV/SIDA EM MOÇAMBIQUE IMPACTO DEMOGRÁFICO DO HIV/SIDA EM MOÇAMBIQUE Instituto Nacional de Estatística (INE), Ministério da Saúde (MISAU), Ministério de Planificação e Desenvolvimento (MPD), Centro de Estudos Africanos da Universidade

Leia mais

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADO FEDERAL PREVINA O CÂNCER DO COLO DO ÚTERO SENADOR CLÉSIO ANDRADE 2 Previna o câncer do colo do útero apresentação O câncer do colo do útero continua matando muitas mulheres. Especialmente no Brasil,

Leia mais

O UNAIDS anuncia que o objetivo de alcançar 15 milhões de pessoas em tratamento para o HIV foi alcançado 9 meses antes do prazo

O UNAIDS anuncia que o objetivo de alcançar 15 milhões de pessoas em tratamento para o HIV foi alcançado 9 meses antes do prazo C O M U N I C A D O À I M P R E N S A O UNAIDS anuncia que o objetivo de alcançar 15 milhões de pessoas em tratamento para o HIV foi alcançado 9 meses antes do prazo O mundo superou as metas para AIDS

Leia mais

A INTRODUÇÃO DA VACINA DPT - HEPATITE B

A INTRODUÇÃO DA VACINA DPT - HEPATITE B A INTRODUÇÃO DA VACINA DPT - HEPATITE B INFORMAÇÃO AO PESSOAL DE SAÚDE MAIO - 2001 Ministério da Saúde Departamento de Saúde da Comunidade 1 INFORMAÇÃO AO PESSOAL DE SAÚDE No mês de Julho de 2001, o Programa

Leia mais

Empreender acções para apoiar o envolvimento activo e significativo do sector comunitário

Empreender acções para apoiar o envolvimento activo e significativo do sector comunitário Empreender acções para apoiar o envolvimento activo e significativo do sector comunitário 1.1. Como pode ser descrito o envolvimento activo e significativo do sector comunitário? O envolvimento do sector

Leia mais

O USO DE MEDICAMENTOS ANTIRRETROVIRAIS PARA TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA INFECÇÃO PELO VIH

O USO DE MEDICAMENTOS ANTIRRETROVIRAIS PARA TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA INFECÇÃO PELO VIH ORIENTAÇÕES DIRETRIZES CONSOLIDADAS SOBRE O USO DE MEDICAMENTOS ANTIRRETROVIRAIS PARA TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA INFECÇÃO PELO VIH RESUMO DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E RECOMENDAÇÕES JUNHO DE 2013 DIRETRIZES

Leia mais

INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA

INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA A MALÁRIA O norte-americano é um povo amável que se preocupa com a condição dos demais e com o futuro do nosso planeta. Todos nós nos podemos orgulhar do trabalho que a nossa

Leia mais

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Por Rodrigo Cunha 5 de junho de 1981. O Relatório Semanal de Morbidez e Mortalidade do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos

Leia mais

Situação das Crianças em Moçambique 2014

Situação das Crianças em Moçambique 2014 Situação das Crianças em Moçambique 2014 No decurso da última década, a situação das crianças em Moçambique avançou significativamente. Mais crianças estão a sobreviver e a ter acesso ao sistema de protecção

Leia mais

VAMOS FALAR SOBRE. AIDS + DSTs

VAMOS FALAR SOBRE. AIDS + DSTs VAMOS FALAR SOBRE AIDS + DSTs AIDS A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) atinge indiscriminadamente homens e mulheres e tem assumido proporções assustadoras desde a notificação dos primeiros

Leia mais

NOTA CONCEPTUAL Rev.5

NOTA CONCEPTUAL Rev.5 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA Addis Ababa, ETHIOPIA P. O. Box 3243 Telephone : 517 700 Fax : 517844 website: www. africa-union.org SEGUNDO FÓRUM PAN-AFRICANO SOBRE A POSIÇÃO COMUM AFRICANA

Leia mais

Ser Mãe, Ser Trabalhadora: a Protecção da Maternidade em Moçambique

Ser Mãe, Ser Trabalhadora: a Protecção da Maternidade em Moçambique Ser Mãe, Ser Trabalhadora: a Protecção da Maternidade em Moçambique Ruth Castel-Branco, Organização Internacional do Trabalho Conferencia do SASPEN Maputo, 2 de Setembro 2014 Sumário Contexto A Protecção

Leia mais

RECOMENDAÇÕES DA OMS PARA A PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA HEMORRAGIA PÓS-PARTO Destaques e principais mensagens das novas recomendações globais de 2012

RECOMENDAÇÕES DA OMS PARA A PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA HEMORRAGIA PÓS-PARTO Destaques e principais mensagens das novas recomendações globais de 2012 RECOMENDAÇÕES DA OMS PARA A PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA HEMORRAGIA PÓS-PARTO Destaques e principais mensagens das novas recomendações globais de 2012 Antecedentes Apesar do progresso feito nos últimos anos

Leia mais

A SituAção da 2015 PAternidAde no Mundo: resumo e recomendações

A SituAção da 2015 PAternidAde no Mundo: resumo e recomendações Situação a 2015 aternidade o Mundo: esumo e ecomendações ais são importantes. As relações pai-filho/a, em todas as comunidades e em todas as fases da vida de uma criança, têm impactos profundos e abrangentes

Leia mais

ÁREAS DE ENFOQUE PRINCÍPIOS GERAIS

ÁREAS DE ENFOQUE PRINCÍPIOS GERAIS PORTUGUESE (PT) ÁREAS DE ENFOQUE PRINCÍPIOS GERAIS A Fundação Rotária atesta que: 1. Suas metas visam aumentar a eficácia na outorga de subsídios e garantir a qualidade dos projetos; 2. As declarações

Leia mais

CONTAGEM REGRESSIVA ATÉ zero

CONTAGEM REGRESSIVA ATÉ zero CONTAGEM REGRESSIVA ATÉ zero Acredite. Faça sua parte. PLANO GLOBAL PARA ELIMINAR NOVAS INFECÇÕES POR HIV/VIH EM CRIANÇAS ATÉ 2015 E MANTER SUAS MÃES VIVAS 2011-2015 2011 - Programa Conjunto das Nações

Leia mais

Módulo 3: Diagnóstico do HIV na Criança

Módulo 3: Diagnóstico do HIV na Criança Módulo 3: Diagnóstico do HIV na Criança Módulo 3: Diagnóstico do HIV na Criança O Módulo 3 aborda os seguintes temas: Identificação de crianças com HIV ou em risco de infecção Desafios e vantagens do

Leia mais

PREVENÇÃO DA SIDA MAIS DE 10 MIL RESPOSTAS!

PREVENÇÃO DA SIDA MAIS DE 10 MIL RESPOSTAS! PREVENÇÃO DA SIDA Não baixar os braços Campanhas de prevenção frequentes, bem dirigidas e sem tabus são armas essenciais na luta contra a propagação da sida. O nosso inquérito a mais de 10 mil pessoas

Leia mais

Oportunidades para os Recém-Nascidos em Africa

Oportunidades para os Recém-Nascidos em Africa Oportunidades para os Recém-Nascidos em Africa Todos os anos, na África Sub-Sahariana, morrem 1,16 milhões de bebés no primeiro ano de vida, e mais um milhão de bebés são nados-mortos. Recentemente, vários

Leia mais

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia Porto Alegre, 21-24 de outubro 2008 Célia Landmann Szwarcwald celials@cict.fiocruz.br

Leia mais

Versão de 11 de Julho de 2013

Versão de 11 de Julho de 2013 Moçambique: Avaliação do Pessoal na Área de Saúde Materna e Neonatal Revisão Documental Sumário Executivo Com o apoio da H4+ High Burden Countries Initiative Preparado pelo: Secretariado e Grupo Técnico

Leia mais

ESTRATÉGIA DE ACELERAÇÃO DA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO PELO HIV

ESTRATÉGIA DE ACELERAÇÃO DA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO PELO HIV ESTRATÉGIA DE ACELERAÇÃO DA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO PELO HIV I. Introdução Desde que, em 1986, foi registado o primeiro caso de SIDA em Moçambique, o número de casos tem vindo a crescer rapidamente. Até

Leia mais

Saúde da Mulher. Ana Cristina Pinheiro. Saúde da Mulher

Saúde da Mulher. Ana Cristina Pinheiro. Saúde da Mulher Saúde da Mulher Realizado por: Ana Cristina Pinheiro (Maio de 2007) Saúde da Mulher Uma família equilibrada não pode ser produto do acaso ou da ignorância. O nascimento de uma criança deve ser o resultado

Leia mais

1.0 Preâmbulo. VERSÃO FINAL RATIFICADA a 7 de dezembro. República Unida da Tanzânia, Seicheles, Suazilândia, Sudão do Sul, Uganda, Zâmbia e Zimbabué.

1.0 Preâmbulo. VERSÃO FINAL RATIFICADA a 7 de dezembro. República Unida da Tanzânia, Seicheles, Suazilândia, Sudão do Sul, Uganda, Zâmbia e Zimbabué. Compromisso Ministerial sobre educação sexual abrangente e serviços de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes e jovens na África Oriental e Austral (AOA) 1.0 Preâmbulo Nós, Ministros da Educação

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO Gabinete do Vereador DR. JAIRINHO DECRETA:

CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO Gabinete do Vereador DR. JAIRINHO DECRETA: PROJETO DE LEI Nº 442/2005 Despacho DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE REALIZAÇÃO DE EXAME SOROLÓGICO PRÉ-NATAL EM MULHERES GRÁVIDAS PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE VÍRUS DA AIDS, DAS HEPATITES B E C E DOS

Leia mais

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 Talita da Conceição de Oliveira Fonseca. Economista Doméstica. Endereço: Rua João Valadares Gomes nº 210, bairro JK, Viçosa-MG. E-mail:

Leia mais

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

Objectivos de Desenvolvimento do Milénio Em 2000, 189 chefes de Estado e de Governo assinaram a Declaração do Milénio que levou à formulação de 8 objectivos de desenvolvimento, a alcançar entre 1990 e 2015. Os ODM - Objectivos de Desenvolvimento

Leia mais

Plano de Acção para o combate ao Estigma e HIV/SIDA* em África

Plano de Acção para o combate ao Estigma e HIV/SIDA* em África Plano de Acção para o combate ao Estigma e HIV/SIDA* em África Consulta Regional sobre o Estigma e HIV/SIDA em África 4-6 de Junho de 2001, Dar-es-Salaam Teve lugar em Dar-es-Salaam, Tanzânia, de 4-6 de

Leia mais

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Síndrome : Conjunto de sinais e sintomas que se desenvolvem conjuntamente e que indicam a existência de uma doença. A AIDS é definida como síndrome porque não tem

Leia mais

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011

ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE O GOVERNO DA AUSTRÁLIA. Novembro de 2011 ACORDO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO ENTRE O GOVERNO DE TIMOR-LESTE E O GOVERNO DA AUSTRÁLIA Novembro de 2011 Acordo de planeamento estratégico para o desenvolvimento Timor-Leste Austrália

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DA ESTRATÉGIA DO GRUPO DE LÍDERES DO MOVIMENTO SUN: EQUIPAS DE INTERVENÇÃO POR TEMAS 14 de Maio de 2012: Secretariado do Movimento SUN

DESENVOLVIMENTO DA ESTRATÉGIA DO GRUPO DE LÍDERES DO MOVIMENTO SUN: EQUIPAS DE INTERVENÇÃO POR TEMAS 14 de Maio de 2012: Secretariado do Movimento SUN INTERVENÇÃO POR TEMAS 14 de Maio de 2012: Secretariado do Movimento SUN 1) Um dos principais resultados da primeira reunião do Grupo de Líderes do Movimento SUN (a 10 de Abril de 2012) foi a obtenção de

Leia mais

Seleção de Temas. Questionário - Proficiência Clínica. Área: Imunologia Rodada: Julho/2008. Prezado Participante,

Seleção de Temas. Questionário - Proficiência Clínica. Área: Imunologia Rodada: Julho/2008. Prezado Participante, Seleção de Temas Prezado Participante, Gostaríamos de contar com a sua contribuição para a elaboração dos próximos materiais educativos. Cada questionário desenvolve um assunto (temas) específico dentro

Leia mais

Mantendo o Momento Contra a Malária: Salvando Vidas em África Quarto Relatório Anual Abril de 2010

Mantendo o Momento Contra a Malária: Salvando Vidas em África Quarto Relatório Anual Abril de 2010 Sumário Executivo Iniciativa Presidencial Contra a Malária Mantendo o Momento Contra a Malária: Salvando Vidas em África Quarto Relatório Anual Abril de 2010 LISA KRAMER/PMI INICIATIVA PRESIDENCIAL CONTRA

Leia mais

Communiqué da Reunião do. G(irls)20. Toronto, Canadá - 15-18 de Junho de 2010. Preâmbulo

Communiqué da Reunião do. G(irls)20. Toronto, Canadá - 15-18 de Junho de 2010. Preâmbulo Communiqué da Reunião do G(irls)20 Toronto, Canadá - 15-18 de Junho de 2010 Preâmbulo Nós, as 21 representantes da primeira reunião das G(irls)20, sabemos que garotas e mulheres têm o potencial para desempenhar

Leia mais

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...

Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro... Educação é a chave para um desenvolvimento duradouro...enquanto os líderes mundiais se preparam para um encontro em Nova York ainda este mês para discutir o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento do

Leia mais

Reforma institucional do Secretariado da SADC

Reforma institucional do Secretariado da SADC Reforma institucional do Secretariado da SADC Ganhamos este prémio e queremos mostrar que podemos ainda mais construirmos sobre este sucesso para alcançarmos maiores benefícios para a região da SADC e

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 660/X ESTABELECE O REGIME DE APLICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR

PROJECTO DE LEI N.º 660/X ESTABELECE O REGIME DE APLICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR PROJECTO DE LEI N.º 660/X ESTABELECE O REGIME DE APLICAÇÃO DA EDUCAÇÃO SEXUAL EM MEIO ESCOLAR Exposição de Motivos A garantia da saúde sexual e reprodutiva na sociedade contemporânea é condição necessária

Leia mais

NOVAS TECNOLOGIAS DE PREVENÇÃO CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA

NOVAS TECNOLOGIAS DE PREVENÇÃO CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA NOVAS TECNOLOGIAS DE PREVENÇÃO CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA Dr. Robinson Fernandes de Camargo Interlocução de DST/Aids da Coordenadoria Regional de Saúde - Sudeste CIRCUNCISÃO MÉDICA MASCULINA No início

Leia mais

SITUAÇÃO DA TUBERCULOSE NAS FAA

SITUAÇÃO DA TUBERCULOSE NAS FAA Forças Armadas Angolanas Estado Maior General Direcção dos Serviços de Saúde SITUAÇÃO DA TUBERCULOSE NAS FAA Capitão de M. Guerra/ Médico Isaac Francisco Outubro/2014 Caracterização de Angola Capital:

Leia mais

Estudo PARTNER. Foi convidado a participar neste estudo porque tem uma relação em que é o parceiro VIH positivo.

Estudo PARTNER. Foi convidado a participar neste estudo porque tem uma relação em que é o parceiro VIH positivo. Informação ao participante e consentimento informado para o parceiro VIH positivo Estudo PARTNER O estudo PARTNER é um estudo levado a cabo com casais em que: (i) um parceiro é VIH positivo e o outro é

Leia mais

MOÇAMBIQUE. Principais Resultados

MOÇAMBIQUE. Principais Resultados MOÇAMBIQUE Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais e Informação sobre o HIV e SIDA em Moçambique (INSIDA 2009) Principais Resultados O Inquérito Nacional de Prevalência, Riscos Comportamentais

Leia mais

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani.

DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis. Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. DSTS - Doenças Sexualmente Transmissíveis Alunas : Manuella Barros / Anna Morel /Elaine Viduani. O que são DSTS? São as doenças sexualmente transmissíveis (DST), são transmitidas, principalmente, por contato

Leia mais

LCANÇAR MA GERAÇÃO IVRE DO SIDA

LCANÇAR MA GERAÇÃO IVRE DO SIDA PROGRAMA DO HIV/SIDA DO UNICEF VISÃO E RUMO A SEGUIR 2014-2017 LCANÇAR MA GERAÇÃO IVRE DO SIDA Explicação de ÍCONES Este relatório é um arquivo PDF interactivo. Ao clicar nos ícones ao longo do texto,

Leia mais

Vigilância do VIH/SIDA. Objectivo: Duração: Objectivos: Conteúdo do curso:

Vigilância do VIH/SIDA. Objectivo: Duração: Objectivos: Conteúdo do curso: Vigilância do VIH/SIDA Objectivo: A vigilância desempenha um papel fundamental na saúde pública. Os sistemas de vigilância do VIH/SIDA monitorizam a magnitude e tendências na prevalência da infecção e

Leia mais

Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas

Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas Os esforços devem se concentrar em garantir que cesáreas sejam feitas nos casos em que são necessárias, em vez de buscar atingir uma taxa específica de cesáreas.

Leia mais

A i d s n a I n f â n c i a. Prof. Orlando A. Pereira FCM - UNIFENAS

A i d s n a I n f â n c i a. Prof. Orlando A. Pereira FCM - UNIFENAS A i d s n a I n f â n c i a Prof. Orlando A. Pereira FCM - UNIFENAS HISTÓRICO 1978- Em Nova York e San Francisco uma doença misteriosa e mortífera ataca homossexuais. 1981- A doença misteriosa ganha o

Leia mais

CONTAGEM REGRESSIVA ATÉ zero

CONTAGEM REGRESSIVA ATÉ zero CONTAGEM REGRESSIVA ATÉ zero Acredite. Faça sua parte. PLANO GLOBAL PARA ELIMINAR NOVAS INFECÇÕES POR HIV/VIH EM CRIANÇAS ATÉ 2015 E MANTER SUAS MÃES VIVAS 2011-2015 2011 - Programa Conjunto das Nações

Leia mais

Atraso na introdução da terapia anti-retroviral em pacientes infectados pelo HIV. Brasil, 2003-2006

Atraso na introdução da terapia anti-retroviral em pacientes infectados pelo HIV. Brasil, 2003-2006 Atraso na introdução da terapia anti-retroviral em pacientes infectados pelo HIV. Brasil, 2003-2006 Paulo Roberto Borges de Souza-Jr Célia Landmann Szwarcwald Euclides Ayres de Castilho A Terapia ARV no

Leia mais

VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. HIV

VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. HIV Instituto Federal de Santa Catarina Curso Técnico em Biotecnologia Unidade Curricular: Microbiologia VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. Prof. Leandro Parussolo O que é um retrovírus? É qualquer vírus que possui o

Leia mais