UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION "DIREITOS DAS MULHERES ONLINE" Por: Alsácia Atanásio. Coordenadora do Projecto

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1 UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION "DIREITOS DAS MULHERES ONLINE" Por: Alsácia Atanásio Coordenadora do Projecto SIITRI, Moçambique

2 Ò o UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTO DA WORLD WIDE WEB FOUNDATION "DIREITOS DAS MULHERES ONLINE" O SIITRI é o Parceiro Local da World Wide Web Foundation (WWWF) do Projecto intitulado Direitos das Mulheres Online, que é uma iniciativa de pesquisa e advocacia global sobre o empoderamento das mulheres através das TICs e da web, patrocinado pela Agência Sueca para o Desenvolvimento Internacional (ASDI). Informação sobre o Projecto 10/14/15 Ò A WWWF acredita que a internet deve ser universalmente barata, acessível e empoderando ambos homens e mulheres. Através desta pesquisa, a Fundação procura compreender como as mulheres e os homens actualmente acessam e usam a internet. Ò A WWWF vai usar esta pesquisa para interagir/ ajudar os governos a desenhar políticas e programas que permitam às mulheres e homens acessar a internet de forma igual e para usá-la livremente, sem restrição ou prejuízo de qualquer ordem. 2

3 ANTECEDENTES DO PROJECTO - ESTATÍSTICAS E SITUAÇÃO GLOBAL DA INTERNET E TICS A Internet e as TICs são ferramentas poderosas para combater a desigualdade de género e garantir a autonomia das mulheres em todo mundo para reivindicar seus direitos. No entanto, apesar dos recentes progressos, há uma grande desigualdade de género persistente online. Aqui estão algumas estatísticas globais: Estima-se que menos 25% mulheres do que homens usam a Web em todo o mundo em desenvolvimento, com esta lacuna subindo para 45% na África Sub-sahariana. (Intel) Em termos globais, as chances das mulheres beneficiarem das vantagens da sociedade da informação são um terço a menos do que os homens. (Intel) 3

4 ANTECEDENTES DO PROJECTO - ESTATÍSTICAS E SITUAÇÃO GLOBAL DA INTERNET E TICS Ò Cerca de 200 milhões a menos de mulheres estão online do que homens. (Intel, GSMA) Mais de 1,7 bilião de mulheres não possuem telefones celulares em países de baixa e média renda (GSMA) O custo médio da Internet de banda larga nos países em desenvolvimento varia de 11% a 30% dos rendimentos médios mensais (A4AI) 62% das pessoas usam a internet através de pontos de acesso público em primeiro lugar, mas telecentros públicos podem não ser sempre acessíveis às mulheres devido à inaceitabilidade social/barreiras culturais, ou devido à falta de segurança pessoal (IDRC) 4

5 ANTECEDENTES DO PROJECTO - ESTATÍSTICAS E SITUAÇÃO GLOBAL DA INTERNET E TICS Em 51% dos países, informações sobre os direitos e serviços de saúde sexual e reprodutiva ou não estão disponíveis on-line, ou não é fácil de encontrar, ou fácil de entender (WWWF) 65% dos países não estão a tomar medidas eficazes contra a violência baseada no género online (WWWF) 87% dos países não incluiu metas concretas de equidade de género nos seus planos nacionais de TICs, ou não têm políticas nacionais que incentivam o aumento do acesso, treinamento e uso da Web por mulheres e meninas (WWWF) 5

6 ANTECEDENTES DO PROJECTO - ESTATÍSTICAS E SITUAÇÃO INTERNET E TICS-NO CASO DE MOÇAMBIQUE Ò O que as tendências sociais refletem, por exemplo, sobre o acesso e o uso das TICs e da Internet por mulheres? Ò A tendência de analfabetismo é maior nas mulheres do que nos homens, e, consequentemente, os índices do acesso e o uso das TICs e da Internet por mulheres são baixos. Ò Por exemplo, em 2010 a taxa de analfabetismo era maior em mulheres (48%) do que nos homens (31,3%) com uma média de 37,7%, enquanto que outros factores de género indicam que as mulheres se relacionam com menor renda, menor escolaridade e menos emprego. 6

7 ANTECEDENTES DO PROJECTO - ESTATÍSTICAS E SITUAÇÃO INTERNET E TICS-NO CASO DE MOÇAMBIQUE Ò No que diz respeito à idade e posse de telefone móvel, verificou-se, por exemplo, que uma média de cerca de 26% dos indivíduos de 16 anos ou mais possuía um telefone celular ou um cartão SIM activo, sendo em torno de 22% para os homens e 33% para as mulheres. Ò A despesa média mensal com o telemóvel foi de cerca de 6,26 USD, sendo 7,44% para os homens e 4,89% para as mulheres. Ò Nas áreas rurais, há menos internet cafés, menos cobertura móvel do que em áreas urbanas. Ò Mesmo assim, o acesso e utilização das TICs e da Internet está a aumentar uma vez que mesmo com baixos níveis de escolaridade, as mulheres usam-nas, principalmente para as suas actividades do dia-adia, e também usam redes sociais. 7

8 PORQUE É QUE ESTE NOVO PROJECTO É NECESSÁRIO q Mulheres e meninas estão sendo excluídas online; estima-se que menos 25% mulheres e meninas do que homens usam a Web nos países em desenvolvimento, com este fosso cada vez maior na África Sub-Sahariana que atinge 45%. q Além disso, mesmo que a Internet permita que as mulheres exerçam as liberdades de expressão e de associação, a censura, vigilância e violência e assédio contra as mulheres persistem online. q Muitos têm reconhecido a necessidade de mudança, com o Grupo de Trabalho da Comissão de Banda Larga da UIT a fazer advocacia sobre banda larga, e apelo aos decisores políticos para integrarem políticas nacionais de banda larga das TICs e de género nos seus planos, e para iniciarem a implementação de planos de acção para alcançar a equidade de género no acesso à banda larga. 8

9 O QUE A WWWF E PARCEIROS ESTÃO FAZENDO PARA IMPULSIONAR A MUDANÇA? Em Primeiro Lugar: Estamos destacando os principais desafios e oportunidades para o empoderamento das mulheres através da web por meio de uma pesquisa primária (Pesquisa sobre Empoderamento das Mulheres através da Web / Internet ou Direitos das Mulheres Online) Já estamos colaborando numa pesquisa de 10 países, que irá lançar uma nova luz sobre as áreas vitais, tais como a forma como as mulheres urbanas com poucos recursos (pobres) estão usando as TICs e a Web. A investigação decorreu em 10 países de África, Ásia e América Latina (Quénia, Uganda, Moçambique, Nigéria, Camarões, Egipto, Colômbia, Índia, Filipinas e Indonésia). 9

10 O QUE A WWWF E PARCEIROS ESTÃO FAZENDO PARA IMPULSIONAR A MUDANÇA? Em segundo lugar, nós vamos desenvolver soluções viáveis, ao combinar ideias com dados baseados em evidência (usando técnicas comprovadas), nós vamos fazer recomendações de políticas adaptadas às regiões e países. Em terceiro lugar, nós vamos defender a iniciativa: Vamos direccionar políticos, legisladores e formadores de opinião directamente - através de eventos como workshops e mesas-redondas. Vamos usar a Web e outros meios de comunicação para disseminar nossas mensagens. E nós vamos contar histórias pessoais reais de mulheres de todo o mundo (vídeos/entrevistas) para enfatizar a importância dessas questões/ constrangimentos e fazer com que venham à tona para quem de direito levar a cabo acções concretas para a sua solução. 10

11 OBJECTIVO GERAL DO PROJECTO Ò Havendo grandes expectativas sobre as TICs e a Internet como ferramentas para transformar a vida das mulheres / sendo um alegado facilitador para o empoderamento, Ò Há necessidade de pesquisas baseadas em evidências sobre como actualmente as mulheres acedem e usam TICs /web e a natureza do fosso digital. 11

12 Pesquisa OBJECTIVOS ESPECÍFICOS DO PROJECTO Ò Conseguir uma melhor compreensão do acesso das mulheres à utilização das TICs e Internet no contexto da evolução social, económica e política / capacitação (foco tanto na participação como nos direitos das mulheres) Ò Apresentar dados claros e robustos para influenciar a agenda política baseada na evidência Política de Advocacia Ò Fornecer um quadro (através da investigação, kits de ferramentas, capacitação, divulgação de políticas) para incentivar a programação a nível nacional em áreas de TICs / internet que abraça e encoraja a participação activa das mulheres e seu empoderamento. 12

13 O QUE GOSTARÍAMOS MUITO DE VER: Ò Maior integração das questões de género nas políticas e programas nacionais e sectoriais das TICs; Ò Planos de acção nacionais com funções claras para o governo, sector privado e sociedade civil; Ò Sensibilização dos decisores políticos e reguladores sobre empoderamento / direitos das mulheres e questões de género / capacitação dos decisores políticos sobre estes assuntos; Ò Capacitação de mulheres e meninas sobre o uso das TICs/Web através de implementação de programas de formação massiva das mesmas, principalmente em zonas peri-urbanas e rurais. 13

14 DIREITOS DIGITAIS SÃO DIREITOS DA MULHER! Temos de garantir que a revolução digital é uma revolução para as mulheres e meninas. As mulheres devem ser capazes de participar plenamente online, com seus direitos respeitados e melhorados através da web. Junte-se a nós no apoio á causa #womensrightsonline#! 14

15 Muito obrigado pela atenção 15

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