DO RELIGIOSO AO CULTURAL: A (RE)SIGNIFICAÇÃO DA IDENTIDADE JUDAICA EM PERNAMBUCO

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1 DO RELIGIOSO AO CULTURAL: A (RE)SIGNIFICAÇÃO DA IDENTIDADE JUDAICA EM PERNAMBUCO Isabela Andrade de Lima UFPE Mestranda do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE, Membro do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre o Judaísmo da UFPE e Pesquisadora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco - AHJPE Rua: Desembargador Freitas, 33 Estância Recife PE, CEP: Fone: (81) ; Durante a década de 30, o governo brasileiro iniciando uma campanha de nacionalização, negava legitimidade ao pluralismo étnico privilegiando a assimilação como base da formação nacional. O discurso étnico do governo baseava-se em critérios simbólicos primordialistas, através da proibição da imprensa estrangeira e do uso da língua estrangeira em público, mudanças nas redes de ensino e nas sociedades recreativas Nesse mesmo contexto, cresce o número de imigrantes europeus, sobretudo dos judeus perseguidos pelos regimes nazifascistas. Em Pernambuco, a interventoria Agamenon Magalhães juntamente com a Delegacia de Ordem Política e Social- DOPS/PE tomou medidas restritivas, de controle e de vigilância aos indivíduos que não enquadravamse à nova ordem social que estava se estabelecendo. O objetivo deste trabalho é identificar até que ponto essas medidas tiveram consequências para identidade do judeu. A metodologia utilizada baseia-se na análise da documentação presente no acervo da DOPS/PE e nas entrevistas realizadas com os imigrantes judeus, com o objetivo de recuperar tanto parte do passado através da coleta das histórias de vida dos imigrantes como a noção de identidade que está associada à idéia de memória. O que se observou é que mesmo diante de um discurso assimilacionista por parte do governo brasileiro, a comunidade judaica que estabelecia-se em Pernambuco sofreu alterações em seu patrimônio histórico e cultural, configuradas através do deslocamento do núcleo religioso para o núcleo cultural, entendidas como re-significação de sua identidade étnica.

2 DO RELIGIOSO AO CULTURAL: A (RE)SIGNIFICAÇÃO DA IDENTIDADE JUDAICA EM PERNAMBUCO * Isabela Andrade de Lima UFPE Mestranda do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE, Membro do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre o Judaísmo da UFPE e Pesquisadora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco - AHJPE Rua: Desembargador Freitas, 33 Estância Recife PE, CEP: Fone: (81) ; Segundo Kaufman (2000) a identidade do imigrante judeu em Pernambuco durante o século XX foi configurada através do deslocamento do núcleo religioso para o núcleo cultural, processos denominados como secularização do judaísmo religião e sacralização do judaísmo cultura. Inúmeros foram os fatores que possibilitaram essa inovação cultural e identitária. O objetivo desta comunicação é identificar até que ponto os fatores políticos tiveram influência para o estabelecimento dessa identidade do pernambucano-judeu. Tratar da identidade do judeu não é fácil, haja visto que ela repousa sobre múltiplas bases de identificação. Os indivíduos podem identificar-se na qualidade de judeu a partir de diferentes categorias ou componentes religiosos, étnicos, culturais, históricos, etc. Entretanto, meu objeto de estudo não é descrever o conteúdo cultural, histórico ou religioso do judeu, mas analisar como os judeus conseguiram, a partir de uma relação interétnica, manter a diferença, e construir uma identidade do judeu pernambucano baseado na ênfase do cultural em detrimento do religioso. Essa construção identitária foi reforçada também pelas relações que os imigrantes judeus estabeleceram com a Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco DOPS/PE, enquanto uma instituição de controle, vigilância, censura e repressão. Para isso, irei fazer um estudo que tome como base a questão identitária a partir da perspectiva antropológica contemporânea. Nessa perspectiva, segundo Agier (2001) devemos abordar o objeto de maneira contextual, relacional, construtivista e situacional. Para Cuche (1999:201/202) a análise da identidade não pode se contentar com um abordagem sincrônica, deve ser feita também em um plano diacrônico. Esta comunicação baseia-se ainda numa abordagem interdisciplinar que procura aproximar o discurso antropológico do discurso histórico, tomarei como base as documentações presentes no acervo da Delegacia de Ordem Política e Social de Pernambuco DOPS/PE e do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco AHJPE. O acervo da DOPS/PE possibilita identificar, por um lado, como os investigadores desta delegacia utilizavam-se dos estereótipos e estigmas criados sobre os imigrantes judeus para vigiar e censurar esses indivíduos, e por outro lado, como os judeus diante dessas rotulações, vigilância e censura conseguiram estabelecer algumas estratégias para construir uma identidade baseada na continuidade através da mudança. No acervo do AHJPE as entrevistas com os imigrantes judeus possibilitam, através da memória individual de cada imigrante, reconstruir a memória coletiva do grupo.

3 No Brasil, entre 1840 e 1942 entraram aproximadamente imigrante judeus, que se concentraram nas metrópoles urbanas como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. Em Pernambuco 90% dos imigrantes judeus vindos nesse período são de origem ashkenazim, ou seja, vindos da Europa Central e Oriental, das regiões como Bessarábia, Lituânia, Ucrânia, Polônia e Rússia. As decisões de para emigrar são, principalmente as condições de vida a que os judeus estavam submetidos nessas regiões. M. L. imigrante polonês, nascido em 1912 relata que: a vida era dura lá, muito anti-semitismo e por isso, meu pai e meu irmão mais velho, viajaram e chegaram aqui em 1928, depois de 2 anos nós chegamos aqui, em 1930, eu, minha mãe, duas irmãs e meu cunhado...medo não tinha não, havia limites, não vivia com medo porque depois de melhorou muito, não tinha perseguição muita não. Mas o judeu não tinha direito a isso ou aquilo, o judeu não podia cultivar, não tinha o direito de ter terra, não podia cultivar nada. Sobre as perseguições às famílias judias M. L. relata os apedrejamentos: apedrejavam, jogavam pedras, quando sabiam que era judia. R.B, imigrante da Bessarábia, também nascida em 1912 relata algumas perseguições: As próprias pessoas da aldeia, não judeus vinham contra os judeus. E, assim, eles quebravam as casas, destruíam as coisas, as lojas... Roubavam e matavam... pessoas da comunidade judaica...só porque eram judeus...não havia nenhuma outra razão para isso. É sob essas condições que o Brasil se transformava na terra prometida para esses imigrantes. M.L. nos conta que meus pais viram que não tinha futuro pra gente, então eles resolveram vir pra cá, "machn América". Já J G. conta que seu pai A.I.G, nascido em Viena, chegou ao Brasil em 1922, com o desejo de fazer a independência econômica e fazer a América. Normalmente, a vinda para Pernambuco era motivada pelo fato de já existir um parente ou amigo próximo estabelecido que, eventualmente, iria oferecer ajuda ao recém-chegado. Primeiro vinham os homens, após algum tempo estabelecido, mandavam buscar da Europa suas famílias. C.S. imigrante da Bessarábia, conta-nos que primeiro vieram seus irmãos J.C de 16 anos e L.C. de 18 anos, chegaram em 1909 e vieram porque não queriam servir ao exército russo, que, na época, recrutava judeus. Cinco anos depois, em 1914, veio seu pai: Ele veio para o Brasil para alugar uma casa, estabelecer, botar tudo direitinho para buscar a gente (sua mãe e mais quatro filhos) Mas, justamente, logo que ele saiu, quando ele só passou a fronteira estourou a Guerra (Primeira Guerra Mundial). Aí ele não podia, nem mandar dinheiro, nem telegramas, nem nada. Isso foi até De 1914 até Terminada a Guerra, o restante da família chegou em Pernambuco. Os imigrantes judeus já estabelecidos em Pernambuco, davam acolhida aos recém chegados da Europa, oferecendo-lhes moradia, alimentação, etc. R.B., imigrante da Bessarábia, lembra que seu pai chegou ao Brasil em 1911, indo primeiro para São Paulo trabalhar com um irmão já estabelecido, depois viera para Recife

4 trabalhar com um amigo. Depois de estabelecido, dedicou-se a ajudar os imigrantes: A casa de meu pai, lá na Rua Leão Coroado tinha um sótão, enorme. E toda família que chegava, eles recebiam as famílias, botava lá no sótão, dava comida a eles e ajudava para eles se estabelecerem. Quando eles viam que eles já estavam ganhando, aí eles: vocês tem que sair porque tem uma outra pessoa. E durantemuitotempo meu pai ajudou a muitos emigrantes (...) ajudavaporque eles chegavam com uma mão na frentee outra atrás, sem dinheiro, sem nada. A prática dessa solidariedade, é um dos preceitos do judaísmo, a Tzedack, a prática da caridade com justiça, instituída também pela Cooperativa do Banco Popular Israelita de Pernambuco cujo objetivo era proporcionar crédito aos seus sócios, por meio de mutualidade e da economia, mediante juros razoáveis, auxiliando em particular o pequeno trabalho, seja de ordem agrícola ou profissional, seja de ordem industrial ou comercial 1. Segundo a nossa informante B., o Banco funcionava da seguinte maneira: Pessoas que passavam por situação difícil, iam lá para pegar empréstimo, então havia uma comissão que analisava a situação daquela pessoa que foi pedir, se ela realmente estava precisando e tal. E que tipo de pessoa era com relação ao seu comportamento, comportamento social, é, como é que era o comportamento dela, e se emprestava o dinheiro. O que dava crédito à essa pessoa era o fato dela pagar as parcelas em dia, então se precisasse novamente, isso já credenciava. E como é que eles conseguiam esse dinheiro para essa tal cooperativa? Judeus abastados, emprestavam esse dinheiro. Esse dinheiro era repassado pra aqueles que precisavam que quando era devolvido voltava para o bolso de quem emprestou. Isso chamava-se Guemilut Chassadim, é que tem relação com prática de boas ações A organização social dos imigrantes judeus em Pernambuco, foi realizada a partir dessas instituições, que serviam também como uma forma de reforçar ou criar laços de solidariedade dentro do grupo, manter, preservar, e até mesmo re-significar algumas tradições judaicas. Uma outra instituição cuja finalidade era proporcionar diversos divertimentos aos seus sócios, foi o Centro Cultural Israelita de Pernambuco, que promovia festas, casamentos, bailes, pic-nic aos seus sócios 2. Esses espaços são também símbolos de mobilização coletiva da distinção étnica, é através deles que os atores mantém uma solidariedade difusa e persistente. Esta solidariedade, segundo Poutignat (1998) não é um aspecto inerente da essência do grupo, mas recursos que são explorados com a finalidade de enfrentar um meio ambiente social hostil ou incerto. Mas o estabelecimento dos judeus no Brasil também não foi fácil. Durante a década de 30, sobretudo após 1937 com o Estado Novo, foram instituídas as campanhas de nacionalização, estas, segundo Seyferth (1997), visavam ao caldeamento de todos os alienígenas em nome da unidade nacional. Com uma proposta homogeneizadora, a campanha nacionalista implementada pelo governo, não tolerava o pluralismo étnico. Os

5 atos de nacionalização atingiram o sistema de ensino de língua estrangeira, a imprensa estrangeira, as atividades religiosas e as organizações comunitárias. É também durante o governo Vargas que é criada a DOPS, seu objetivo enquanto polícia repressiva é coibir a desordem social, protegendo a sociedade dos inimigos do regime. A preocupação da DOPS/PE era combater o comunismo, haja visto que Pernambuco era considerado um Estado de grande concentração do foco vermelho em face de ter sediado a Intentona Comunista em Os judeus de origem ashkenazim, traziam consigo o estigma de terem sua imagem associada às utopias revolucionárias do século XX. Michael Löwy (1989) explica que a atração existente entre o messianismo judaico e as utopias revolucionárias levou uma multidão imensa e variada de intelectuais judeus a se sentirem atraídos pelas correntes socialistas, marxistas ou anarquistas. É nesse perspectiva que começa a se construir no imaginário político a imagem do judeu como imigrante indesejável. Os judeus já traziam um legado de serem nocivos, desde a Antiguidade eram considerados como deicidas e desrespeitadores da fé cristã, a partir do século XIX com o advento do Iluminismo e o surgimento as Ciências do Homem, serão considerados cientificamente como uma anomalia do ponto de vista racial e social. É também no início do século XIX, que circula a obra Os Protocolos dos Sábios de Sião, onde os judeus serão apontados como aqueles que pretendiam dominar o mundo secretamente através de uma organização que visava controlar a imprensa, o governo e as finanças. Diante dessa imagem criada acerca dos judeus, somando-se à imagem de agente comunista, tem-se a construção imaginária do judeu como inimigo a ser contido. O duplo estigma judeu e comunista, fará com que os judeus tornem-se um dos grupos mais visados pelos órgãos de repressão, o DEOPS de São Paulo, segundo Wiazovski (2001), durante todo o seu tempo de existência teve os comunistas como objeto principal de perseguição, porém o fato de o suspeito ser de origem judaica também contava como critério de julgamento. Em Pernambuco, a atuação da DOPS não foge à regra. A comunidade judaica torna-se alvo de controle e vigilância. Os investigadores estavam atentos aos passos dos judeus e das instituições judaicas. O Centro Cultural de Pernambuco, por exemplo, deveria pedir autorização para realização de cultos religiosos, festas, bailes que por ventura viesse a oferecer aos seus sócios, até mesmo para realização de um pic-nic, na praia de Gaibu 3, no dia 29 de Outubro de 1945, o vice-presidente do Centro Cultural Israelita envia ao Delegado de Ordem Política e Social a seguinte solicitação: O Centro Cultural Israelita de Pernambuco, pretendendo realizar um pic-nic no próximo dia 4, na praia de Gaibu, vem pedir a V.S. a devida permissão para a realização do referido pic-nic. Todo o cotidiano e até mesmo o lazer da comunidade era alvo de investigação. Diante desse contexto, interessa saber como os judeus agiram e/ou reagiram. O projeto assimilacionista pregado pela campanha nacionalista não surtiu efeito, pelo contrário, garantiu a manutenção das fronteiras

6 identitárias, na medida em que os judeus, assim como outros imigrantes, desenvolveram várias maneiras, bem sucedidas, de tornarem-se aceitos como cidadãos do país e ao mesmo tempo preservar sua identidade. 4 A finalidade do Colégio Idiche Brasileiro é exposta num relatório enviado à DOPS: O Colégio Idiche Brasileiro, tem por fim primordial a educação das crianças descendentes de israelitas, no conhecimento perfeito da língua e história brasileira, ensinando-as o respeito, a guarda dos feriados e dias santificados nacionais, incentivando-as no amor a pátria e nacionalidade brasileira (...) O Corpo docente acima, aquém está confiado a fiel observância do programa do ensino, é constituído de professores brasileiros... 5 Note-se que a reação à campanha nacionalista se dá através da contribuição com ela. O Colégio Idich Brasileiro funcionava ensinado também história e religião israelita, mas sua principal finalidade é a exposta acima. Segundo Kaufman (2000), a imigração e a integração do europeu de origem judaica no Brasil, teve como cenário um processo que incluía, por um lado, o temor de novas perseguições - que o levava a buscar estratégias para ser aceito como cidadão do país de destino e, por outro lado, a vontade de preservar o patrimônio religioso-cultural. Na raiz deste processo está o desejo do judeu de ser aceito como cidadão do país, e ao mesmo tempo, de preservar a cultura judaica. Esses traços são observados na comunidade judaica presente na sociedade pernambucana durante o período varguista. Por um lado, tentava-se preservar sua identidade cultural, haja visto o número de solicitações enviadas à DOPS/PE, para realizações de festas, cultos e bailes. E, por outro lado, o desejo de ser aceito como cidadão do país é evidenciado quando a própria comunidade envia à DOPS/PE essas solicitações. Em abril de 1932, o presidente do Centro Cultural Israelita de Pernambuco escreve para o Chefe da Seção de Ordem Social, descrevendo as finalidades da instituição: Aconselhados por um funcionário da seção acima, (Seção de Ordem Social) vimos, por meio deste, apresentar a comissão dirigente da nossa sociedade e descrever os fins dela. Fins: 1º)Proporcionar aos sócios os meios de conhecer a literatura israelita, brasileira e outras, por meio de biblioteca, jornais, noites literárias, etc. 2º) comemorar datas nacionais, israelitas e brasileiras. 3º) Proporcionar diversos divertimentos aos sócios, como bailes, recreios, etc. 4º) Pequenos esportes, como ping-pong, xadrez e outros. 6 Assim, foi se construindo a identidade hifenizada do pernambucano-judeu, a qual formou-se deslocando o núcleo religioso do cultural. As políticas implementadas durante a década de 30 contribuíram para esse deslocamento, na medida em que foi o conteúdo cultural que serviu de fonte de mobilização e de negociação, pois é no campo da cultura que as sociedades conseguem articular seus processos de resistência à sociedade envolvente. É o capital simbólico cultural que possibilita fazer frente à dominação e aos elementos que lhes são impostos pela sociedade dominante e que são continuamente reinterpretado por elas. A partir das considerações

7 que envolvem a esfera cultural que se pode entender que as diferenças entre as sociedades não são suprimidas, mas reformuladas (Novaes:1993). Notas: * Esta comunicação é parte da pesquisa para Dissertação de Mestrado que está sendo desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Pernambuco, sob orientação da Prof. Tânia Neumann Kaufman. 1 Fundo SSP-DOPS/PE Prontuário Funcional nº 27687, Anexo II APEJE/PE. 2 Fundo SSP-DOPS/PE - Prontuário Funcional nº 413, Anexo II - APEJE/PE. 3 Idem. 4 Sobre as estratégias de alguns imigrantes ver: OLIVEIRA, Lúcia L. O Brasil dos Imigrantes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001; LESSER, Jeffrey. A negociação da identidade nacional: Imigrantes, minorias e a luta pela etnicidade no Brasil. São Paulo: UNESP, Fundo SSP-DOPS/PE - Prontuário Funcional nº 413, Anexo II - APEJE/PE.. 6 Idem. Bibliografia: AGIER, Michel. Distúrbios identitários em tempos de globalização. In. MANA. Outubro, 2001, vol. 7, nº 2, p CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. O Anti-semitismo na Era Vargas: fantasmas de uma geração: São Paulo: Brasiliense, CUCHE, Denys. Cultura e Identidade. In. A noção de cultura nas ciências sociais. Bauru: EDUSC, HALBWACHS, Maurice. Memória Coletiva. São Paulo: Vértice, KAUFMAN, Tânia Neumann. Passos Perdidos - História Recuperada: a presença judaica em Pernambuco. Recife: Edição do Autor, LESSER, Jeffrey. A negociação da identidade nacional: Imigrantes, minorias e a luta pela etnicidade no Brasil. São Paulo: UNESP, O Brasil e a Questão Judaica: imigração, diplomacia e preconceito. Rio de Janeiro: Imago Ed., LÖWY, Michael. Redenção e Utopia: O judaísmo libertário na Europa Central: um estudo de afinidade eletiva. Tradução Paulo Neves São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

8 NOVAES, Sylvia Caiuby. Jogo de Espelhos: Imagens da Representação de si através dos outros. São Paulo: Edit. da USP, 1993 OLIVEIRA, Lúcia L. O Brasil dos Imigrantes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO. São Paulo: Centauro Editora, POUTIGNAT, Philippe e STREIFF-FENART, Jocelyne. Teorias da Etnicidade. Seguido de Grupos étnicos e suas fronteiras de Fredrik Barth. São Paulo: Editora da UNESP, SCHWACZ, L.M. (org) Antropologia e História: Debate em região de fronteira. Belo Horizonte: Autêntica, SEYFERTH, Giralda. A assimilação dos imigrantes como questão nacional. In. Mana, Abril 1997, vol. 3, nº 1, p SILVA, Marcília G. DOPS e o Estado Novo : Os bastidores da Repressão em Pernambuco, Dissertação apresentada ao curso de mestrado na UFPE, WIAZOVSKI, Taciana. Bolchevismo e judaísmo: a comunidade judaica sob o olhar do DOPS. São Paulo: Arquivo do Estado: Imprensa Oficial, 2001.

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