ANÁLISE DA PUBLICIDADE DAS PROPAGANDAS DE MEDICAMENTOS VEICULADAS EM EMISSORAS DE TELEVISÃO

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1 ANÁLISE DA PUBLICIDADE DAS PROPAGANDAS DE MEDICAMENTOS VEICULADAS EM EMISSORAS DE TELEVISÃO ANALYSIS OF THE PUBLICITY OF THE PROPAGANDAS OF MEDICINES TRANSMITTED IN TELEVISION CHANNELS Azevedo, Germana Santos¹; Pereira, Orcione Aparecida Vieira² RESUMO O uso dos meios de comunicação, principalmente o televisivo, influencia de forma significante os consumidores de produtos farmacêuticos, uma vez que se utiliza de estratégias publicitárias, como o slogan e não seguem as leis vigentes para a exibição das mesmas. Neste sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar a propaganda/publicidade de medicamentos veiculadas em duas emissoras de televisão, utilizando os métodos elaborados pelo Projeto de Monitoramento de Propagandas de Produtos Sujeitos a Vigilância Sanitária. A captação das peças publicitárias ocorreu durante os 31 dias do mês de agosto do ano de A análise foi realizada através da verificação de todos os itens sugeridos pelo Manual de Monitoramento estabelecido pela ANVISA. Durante o período de observação, foram identificadas 51 peças publicitárias referentes a 19 produtos. Em 100% das peças constatou-se no mínimo um tipo de infração de acordo com a RDC 102/2000, sendo que todas infringiram o Art.10 IV, ou seja, sugeriam um diagnóstico, aconselhando um tratamento correspondente. Desta forma, foi possível evidenciar que a fiscalização das propagandas de medicamentos deve ter maior rigor, uma vez que estas estão sendo divulgadas como meros produtos de consumo, sem esclarecer os perigos do uso incorreto de medicamentos. Palavras-chave: publicidade, propagandas de medicamentos, ANVISA. ABSTRACT The use of the medias, mainly the televising one, influences of significant form the consumers of pharmaceutical products, a time that if uses of strategies advertising executives, as `slogan' and they do not follow the effective laws for the exhibition of the same ones. In this direction, the objective of this work was to evaluate the propaganda/medicine advertising propagated in two senders of television, using the methods elaborated for the Project of Monitoramento de Propagandas de Produtos Citizens the Sanitary Monitoring. The captation of the parts advertising executives occurred during the 31 days of the month of August of the year of The analysis was carried through the verification of all the item suggested for the Manual of Monitoramento established for the ANVISA. During the period of comment, the 19 products had been identified to 51 parts referring advertising executives. In 100% of the parts a type of infraction was evidenced at least in accordance with RDC 102/2000, being that all had infringed the Art.10 IV, that is, suggested a diagnosis, advising a corresponding treatment. In such a way, it was possible to evidence that the fiscalization of the medicine propagandas must have greater severity, a time ¹Graduada em Farmácia pelo Cento Universitário do Leste de Minas Gerais UnilesteMG ²Mestre em Meio Ambiente e Sustentabilidade UNEC; Docente do Curso de Farmácia do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais UnilesteMG. Contato:

2 4 that these are being divulged as mere products of consumption, without clarifying the perigos of the incorrect medicine use. Key words: medicine advertising, propagandas, ANVISA. INTRODUÇÃO De acordo com a Pesquisa Anual de Comércios (PAC), referente ao ano de 2004, as empresas destinadas à revenda de produtos farmacêuticos, médicos, dentre outros produtos para a saúde, apresentam-se em segundo lugar em despesas gastas. Os investimentos somam 14,1%, ou seja, R$ 44,2 bilhões, atrás somente das empresas de combustível (IBGE, 2004). De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), divulgada em marco de 2007, o setor farmacêutico investiu cerca de R$ mil em publicidade durante os meses de julho a setembro de Ao comparar com o mesmo período do ano de 2005, notou-se um aumento de 23%. Desse total, R$ mil são destinados a publicidade veiculada em televisão (IBOPE, 2007). A interferência mercadológica da indústria pode favorecer esse quadro, pois consegue atuar, desde a prescrição do médico até a venda de um medicamento por um estabelecimento, aumentando o consumo de medicamentos pela população. Os medicamentos não são mais utilizados por necessidade e sim como alternativa para diminuir sintomas e promover uma melhoria imediata da saúde. Assim, os produtos farmacêuticos passaram a sofrer um uso indiscriminado e irracional principalmente proporcionado pelo marketing que o divulga como simples produtos de consumo (BARROS, 2000). Devido à abordagem do marketing, os medicamentos são considerados como mera mercadoria e são apresentadas como tal. Essa característica se evidencia pelo uso de recursos publicitários que não possuem compromisso com a ética. Este recurso se caracteriza pela conciliação do slogan publicitário à marca do medicamento, acrescentando um valor simbólico ao medicamento tornando a propaganda inesquecível. O slogan pode facilitar a lembrança da marca, contribuindo de maneira significativa para a venda de um produto, pois tem características de serem positivos, breves, simpáticos e por sempre chamarem a atenção (MARTINS, 1997). Assim, para a realização do marketing farmacêutico são adotados vários tipos de mídias sendo a mais utilizada a mídia televisiva, por ser a mais abrangente e promover um melhor retorno financeiro. Porém, o controle das mensagens transmitidas nessa mídia é de fundamental

3 5 importância, uma vez que o teor das propagandas pode ser utilizado apenas como uma estratégia de venda (HEINECK, 1998). Após a consolidação da legislação de 2000, o Projeto de Monitoração de Propaganda de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária, criado pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no ano de 2002, teve como objetivo não apenas reduzir a exposição da população à propaganda abusiva e enganosa, como também minimizar a influência exercida pelas propagandas na automedicação, nas intoxicações e no uso inadequado de medicamentos (BRASIL, 2005). A publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº. 102 (2000) estabeleceu critérios para a divulgação das propagandas de medicamentos como, por exemplo, a obrigatoriedade da divulgação das contra-indicações e da advertência obrigatória ao final das mensagens publicitárias (BRASIL, 2000). Com base nesta legislação, o Projeto de Monitoração de Propaganda de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária, elaborado pela ANVISA no ano de 2002, passou a monitorar as propagandas através da análise da publicidade e do teor das informações transmitidas. Desta forma, esta pesquisa objetivou avaliar a propaganda/publicidade de medicamentos veiculadas em duas emissoras de televisão utilizando os métodos elaborados pelo Manual de Monitoramento de Propaganda de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária. MATERIAIS E MÉTODOS Tratou-se de um estudo descritivo com corte transversal e foram utilizadas propagandas de medicamentos veiculadas em duas emissoras de televisão, sendo uma nacional e outra local, provenientes da monitoração diária da programação televisiva. Cabe ressaltar que as propagandas analisadas foram contadas como uma peça publicitária, independentemente se fossem iguais ou diferentes. Desta forma, o número de peças utilizadas para a execução do projeto foi variável, uma vez que a transmissão das peças publicitárias farmacêuticas veiculadas é de responsabilidade da emissora. O material coletado foi analisado a partir da verificação de todos os itens sugeridos pelos formulários de captação e avaliação da propaganda de medicamentos fornecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), através do Manual de Monitoramento de

4 6 Propaganda de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (BRASIL, 2005). A captação das peças publicitárias seguiu um cronograma pré-estabelecido, e ocorreu durante os 31 dias consecutivos do mês de agosto do ano de 2007 com gravação de duas horas diárias em horários alternados (Tabela 1). Tabela 1 - Cronograma mensal de monitoração de propagandas de medicamentos em duas emissoras de televisão. HORÁRIOS DE GRAVAÇÃO MENSAL DAS 2 EMISSORAS DE TV, MONITORADAS NO PERÍODO DE 01/08/2007 A 31/08/2007 DIA DA SEMANA EMISSORA A EMISSORA B SEGUNDA-FEIRA 8h 10 h 10h 12h TERÇA-FEIRA 10h 12h 12h 14h QUARTA-FEIRA 12h 14h 14h 16h QUINTA-FEIRA 14h - 16h 16h 18h SEXTA-FEIRA 16h 18h 18h 20h SÁBADO 18h 20h 20h 22h DOMINGO 20h 22h 22h 24h Foi adotada a estatística descritiva para tratar os dados, e a confecção de tabelas e figuras a fim de relacionar e quantificar os dados coletados durante a execução da pesquisa e para melhor visualização dos resultados. Como procedimentos éticos adotados, foram garantidos o anonimato das emissoras monitoradas e os nomes comerciais dos produtos divulgados pelas propagandas. RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante o período de monitoração de propagandas, foram identificadas 51 peças publicitárias, sendo que 100% apresentaram no mínimo um tipo de infração de acordo com a RDC 102, publicada em 01/12/2000 (em vigor desde o dia 01/06/2001) e demais legislações sanitárias vigentes. Constatou-se que a frequência de propagandas de medicamentos na emissora local foi relativamente maior quando comparada com a nacional, que possui maior abrangência, sendo respectivamente de 73% e 27%. Dentre as peças captadas no período de monitoração, foi possível verificar que todos os produtos se classificam como medicamentos isentos de prescrição médica, ou seja, são produtos

5 7 de fácil acesso pelo cliente/paciente. Este fato ficou evidenciado em uma pesquisa apresentada pelo IBOPE (2007) que evidenciou que os medicamentos para gripe, resfriado e dores em geral, seguidos pelas vitaminas, são os principais anunciantes do segmento. Este fato está evidenciado na Figura 1, onde é possível observar que os analgésicos representaram 45% das apresentações, seguido dos medicamentos auxiliares na perda de peso com 20% e os descongestionantes nasais com 10% (IBOPE, 2007). Figura 1. Distribuição dos medicamentos por subgrupos, segundo a RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais). Percebeu-se no presente estudo que os medicamentos de venda livre podem ser utilizados como ferramenta de estímulo à automedicação, uma vez que o alívio imediato dos sintomas se torna prioridade para o paciente. Porém, o uso irracional de medicamentos pode, por exemplo, mascarar diagnósticos na fase inicial da doença. Fatos como esses são exemplificados na publicidade das propagandas medicamentosas, onde em seu contexto, sugerem diagnósticos e ao mesmo tempo aconselham um tratamento correspondente (LUCHESSI, 2005) Desta forma, o setor farmacêutico utiliza-se do marketing televisivo e da propaganda de medicamentos para conduzir e aumentar a venda de produtos farmacêuticos e isto se justifica pela capacidade de abrangência das redes de televisão em todo o território nacional (FREITAS, 2005). Porém, para utilizar estes recursos, as indústrias farmacêuticas deveriam seguir a formalidade legal com base na regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BRASIL, 2000). Para a veiculação de propaganda de medicamentos em qualquer meio de comunicação, a publicidade deve ser realizada de maneira a evidenciar o caráter promocional da mensagem e

6 8 deve sujeitar-se às disposições normativas descritas na RDC nº. 102/2000. Em contrapartida, não é permitida a apresentação de propaganda ou publicidade enganosa, abusiva e indireta (BRASIL, 2000). A propaganda enganosa se caracteriza por apresentar de alguma forma qualquer informação em relação ao produto, inteira ou parcialmente falsa, ou até mesmo por omitir dados essenciais que possam induzir o consumidor ao erro. A propaganda abusiva é aquela que através do marketing consegue induzir o usuário a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde. Outra forma de promover o medicamento, sem ter que exaltar as suas reais características, é utilizar a publicidade indireta, onde não se menciona o nome dos produtos, utiliza a marca, símbolos, designações que são capazes de correlacionar a publicidade com o produto (BRASIL, 2000). Com base na RDC nº. 102/2000 da ANVISA e com os resultados obtidos durante a monitoração das emissoras de TV foi possível identificar os artigos e incisos da resolução que foram infringidos. Verificou-se que entre as 51 peças analisadas, 25 (49%) infringiram o Art. 4. IV que trata dos requisitos de caráter geral, e 23 peças (45%) infringiram o Art. 10 VII que estabelece os requisitos para os medicamentos de venda livre (Figura 2). De acordo com o Art. 4. IV é vedado provocar temor ou angústia no usuário por não usar tal medicamento, ou seja, não é permitido o uso de linguagem que provoque medo ou angústia, que são caracterizadas por alegações com forte apelo emocional, imagens apelativas ou utilizar frases que sugerem ou afirmam que a pessoa terá prejuízo se não utilizar o medicamento. Exemplo desse tipo de infração pode ser visualizado quando na peça publicitária fica em evidência a situação antes e depois do uso do medicamento, levando a entender que o uso daquele produto deve ser indispensável para se ter uma vida saudável (BRASIL, 2000).

7 9 100% 75% 50% 25% 0% c 100% 100% 10% 49% 45% 24% Art 4 IV Art 4 VII Art 10 II Art 10 IV Art 10 VII Art 11 Figura 2. Porcentagem de peças publicitárias que infringiram os artigos: Art. 4, Art. 10 e Art. 11. O Art. 10 VII veda a exploração de enfermidades, lesões ou deficiências de forma grotesca, abusiva ou enganosa. Situações do cotidiano como estresse, obesidade, problemas no trabalho são exemplos clássicos dessa infração, uma vez que a publicidade dos medicamentos relaciona-o como algo insubstituível para a promoção do bem-estar social (BRASIL, 2000). Observou-se que 100% das peças publicitárias infringiram o Art. 4 VII que veda a utilização de linguagem/símbolos que exalte alta tolerabilidade, tradição, confiança ou para sugerir que o medicamento pode ser utilizado por qualquer pessoa (Figura 2). Desta forma, evita sugerir diminuição de risco, em qualquer grau, pois apresentações como esta induzem o entendimento de que por ser um medicamento muito utilizado ou seguro, este pode ser usado por todos, sem ressaltar os cuidados e advertências do princípio ativo, incentivando o uso indiscriminado de remédios (BRASIL, 2000). Baseado no Art. 10 IV, no presente estudo foram encontradas inconformidades em todas as peças publicitárias, ou seja, em todas as publicidades são descritos sintomas e características e logo em seguida são apresentadas a solução para o seu mal estar. Nesses casos, a publicidade não considera que algumas situações podem acontecer por outros motivos e não por aqueles exemplificados na peça. Assim, sintomas são mascarados e a consulta ao médico retardada, levando ao agravamento do caso clínico do usuário (BRASIL, 2000). Dentre as peças captadas, somente cinco peças (10%) apresentaram crianças e adolescentes como público alvo. Portanto, ao serem analisadas em grupo, a porcentagem

8 10 encontrada para a infração do Art. 10 II é de apenas 10%. Seria um pequeno índice, se esse tipo de mensagem não fosse totalmente proibido pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 102/2000 (Figura 2). Constatou-se a presença de profissionais em 24% das propagandas, este item é regulamentado pelo Art. 11 da RDC 102/2000, onde ao ser utilizado/mencionado o nome e/ou imagem de tal, a propaganda deve apresentar o nome do profissional, seu número de matrícula no conselho ou outro órgão de registro profissional. Além desse regulamento, esta condição também se encontra na Lei n 9.294/1996 que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas. No Art. 7 2, fica definido que não poderão ser utilizados depoimentos de profissionais que não sejam legalmente qualificados para fazê-lo. Sendo assim, 12 peças entre as 51 encontradas neste estudo que fizeram o uso de atriz/ator, cantor, modelos e outros, como respaldo das propriedades anunciadas pelo medicamento estão totalmente ilegais por não exibirem o registro para realizarem tal função. A propaganda de medicamentos deveria ater-se a informações racionais e corretas a fim de diminuir os riscos gerados pela automedicação, no entanto, o que se observou através da qualidade da publicidade e do teor da informação veiculada nas peças publicitárias foi a prevalência de apelos emocionais, indicação de medicamento e poluição audiovisual, sendo assim, o maior prejudicado é o próprio usuário do medicamento, uma vez que as campanhas para minimizar os perigos da automedicação não se equivalem com as intensas propagandas de medicamentos disseminadas em todos os meios de comunicação (LUCHESSI, 2005). Este fato pôde ser comprovado nesta pesquisa, pois em todas as peças publicitárias há a omissão de informações fundamentais a respeito de cuidados, reações adversas e contraindicações e quando estes itens estavam presentes na propaganda, apresentavam irregularidades. Fatos como esses podem ser visualizados através da Figura 3, onde está representado a relação das conformidades da propaganda com a RDC 102/2000.

9 11 Figura 3. Ausência X Presença dos principais requisitos para análise de conformidade com a RDC 102/2000. Entre as 51 peças, foram identificadas não conformidades em todos os pontos analisados. Em relação à presença do Número de Registro do medicamento, 67% das peças publicitárias estavam conforme a legislação, mas ao mesmo tempo em que apresentaram, estas infringiram a Lei nº 6.360/1976 que dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos. A infração está explícita no artigo 57, que fiscaliza a legibilidade da frase: que deve se apresentar com o tamanho nunca inferior a 50% do tamanho das letras e caracteres do nome comercial ou marca. De acordo com a RDC 102/2000, a questão da proibição de propagandas de medicamentos não registrados é proibida, independente da categoria do produto. Ao mesmo tempo, fica proibida a utilização de mensagens que façam alusão a aprovação pelo Ministério da Saúde. Este registro é importante para permitir a rastreabilidade do produto junto à ANVISA. A ausência de informações sobre cuidados e advertências, obteve a maior freqüência entre as peças, pois somente 6% apresentaram esse tipo de informação (Figura 3). A sua ausência caracteriza o produto como sendo totalmente seguro e eficaz, pois eleva somente os pontos positivos. Outro agravante para esta situação é a ausência da contra-indicação em português assim como a legibilidade da frase em 57% das peças como preconiza a RDC 102/2000. Em todas as peças analisadas foi possível verificar que a publicidade apresentava claramente a indicação do medicamento, ou seja, se sugeria um diagnóstico e automaticamente

10 12 apresentava um tratamento correspondente. Porém, somente em 24% das peças foi evidenciada a posologia do tratamento, o que denota que além de praticar a automedicação, o indivíduo fará uso do medicamento por indicação própria, na dose que lhe convém e na hora em que achar conveniente. Desde o ano de 2000, com a implantação da RDC102/2000, que regulamenta sobre as propagandas de medicamentos, vem sendo realizada pela ANVISA a monitoração dos meios de comunicação a fim de minimizar as infrações cometidas, adotando punições para as indústrias, para assim conseguir melhorar a qualidade das propagandas. Já se completaram quatro anos de monitoração e fiscalização de propagandas pelo Projeto de Monitoração de Propagandas Sujeitas à Vigilância Sanitária, e a partir dos resultados obtidos pelo programa, a necessidade de atualizar o principal regulamento, a RDC 102/2000 de 30 de novembro de 2000 se fez necessário. No ano de 2005 foi apresentada a nova versão do regulamento a qual foi submetida à Consulta Pública e durante os 120 dias de aprovação, foram enviadas manifestações, críticas e sugestões de alterações em vários itens da legislação. No ano de 2007, após a análise das sugestões recebidas, foi estabelecida uma nova versão da RDC, que passará no primeiro semestre de 2008 pela audiência pública para aprovar ou não a nova minuta. Após este momento, o texto será enviado para análise de aprovação e deliberação da Diretoria Colegiada (Dicol) da ANVISA (BRASIL, 2005). As principais mudanças da legislação estão concentradas para melhorar a qualidade das peças produzidas pelo mercado publicitária e conseqüentemente reduzir os riscos à população originados pelo uso irracional de medicamentos adquiridos com base apenas em propagandas (BRASIL, 2005). Encontra-se na nova minuta a elaboração de um novo conceito para a apresentação de advertências e contra indicações. De acordo com o Art. 24 da nova legislação, a propaganda de medicamentos isentos de prescrição médica deve também veicular a advertência relacionada à substância ativa do medicamento. Como, por exemplo: caso o medicamento tenha o ácido ascórbico como princípio ativo, a advertência veiculada deve estar de acordo com o especificado na legislação: Não use X se você tem doença grave dos rins. Alterações como estas ajudam a minimizar e alertar o público/paciente sobre o uso indevido de medicamentos (BRASIL, 2007). Também o Art. 24 II estabelece que, caso a publicidade não contemple alguma

11 13 substância ativa ou associação no anexo da legislação, a propaganda deve veicular a seguinte advertência: (nome comercial do medicamento ou, no caso dos medicamentos genéricos, a substância ativa) É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS E REAÇÕES ADVERSAS. CONSULTE O MÉDICO OU ORIENTAÇÃO DE UM FARMACÊUTICO E LEIA SEMPRE A BULA. A locução das advertências não sofreu alterações, sendo assim deve ser cadenciada, pausada e perfeitamente audível e deverá ser exibida em cartela única, com fundo azul em letras brancas, de forma a permitir a perfeita legibilidade e visibilidade, permanecendo imóvel no vídeo (BRASIL, 2007). Acredita-se que alterações como essas sejam de grande contribuição para a publicidade dos medicamentos, pois de maneira simples pode-se conseguir esclarecer para a população que os medicamentos não são apenas soluções de todos os problemas e sim que são drogas e que o seu uso pode trazer riscos à saúde. CONCLUSÃO A partir dos resultados obtidos foi possível evidenciar que o uso da mídia televisiva pode influenciar de forma significativa os consumidores/usuários de produtos farmacêuticos, independente da sua necessidade, uma vez que se tem a ilusão da melhoria imediata da saúde por consumir o medicamento X, simplesmente pelo fato deste ser apresentado como o único meio de se ter qualidade de vida. Fatos como estes foram identificados durante as análises dos resultados, os quais o uso do marketing televisivo para a exibição das propagandas de medicamentos se tornou uma grande arma do setor farmacêutico para conduzir e aumentar a venda de seus produtos. No entanto, para o uso da televisão ou de qualquer outro meio de comunicação para promover a publicidade dos medicamentos, antes as indústrias farmacêuticas deveriam seguir a risca as formalidades legais de maneira a evidenciar o caráter promocional da mensagem, contendo informações racionais e corretas visando à diminuição dos riscos causados pela automedicação e não usar de apelos emocionais para promover a venda, tornando a publicidade como um meio de prescrição de medicamentos. Cabe ressaltar a evolução do Brasil segundo a fiscalização e monitoramento dessas propagandas desde a implantação do Projeto de Monitoramento de Produtos Sujeitos a Vigilância

12 14 Sanitária que iniciou com a aprovação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 102 do ano de 2000 que passou por revisão e alterações no ano de 2005, e aguarda a aprovação final para o segundo semestre de Acredita-se que, com a intensa fiscalização e aplicação da nova legislação, o uso das propagandas de medicamentos será um ganho importante para a população, pois a publicidade legal será não só uma maneira de divulgação e sim um meio de esclarecer que os medicamentos podem trazer riscos, causar reações adversas e que o seu uso incorreto pode ser prejudicial à saúde. REFERÊNCIAS BARROS, J. A. C. A (des)informaçao sobre medicamentos: o duplo padrão de conduta das empresas farmacêuticas. Caderno Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p , abr./jun Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v16n2/2091.pdf>. Acesso em: 19 ago BRASIL. Gerência de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos Sujeitos a Vigilância Sanitária (GPROP). Seminário Nacional sobre Propaganda e Uso Racional de Medicamentos. - Brasília : Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde. Manual: Monitoramento de Propaganda de Produtos Sujeitos a Vigilância Sanitária. - Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde. Lei N 9.294, de 15 de julho de Brasília : [s.n.], Ministério da Saúde. Lei N 6.360, de 23 de setembro de Brasília : [s.n.], Ministério da Saúde. ANVISA. Nova Minuta Proposta [Online], de maio de Ministério da Saúde. Resolução de Diretoria Colegiada N 102 de 30 de novembro de Brasília : Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2000.

13 15 FREITAS, J. S. et al. Análise da Publicidade de Medicamentos Veiculada, Goiás. Brasil, Revista Eletrônica de Farmácia, Goiás, v. 2. n. 2, p , Disponível em: < Acesso em: 10 ago HEINECK, I. et al. Análise da publicidade de medicamentos veiculada em emissoras de rádio do Rio Grande do Sul, Brasil. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p , jan./mar INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Anual de Comércio. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Disponível em: < Acesso em: 5 set INSTITUTO BRASILEIRO DE OPINIÃO E PESQUISA (IBOPE). Preocupação com a saúde e aumento da concorrência impulsionam investimento publicitário do mercado farmacêutico. IBOPE, 13 mar Disponível em: <www.ibope.com.br>. Acesso em: 30 abr LUCHESSI, A. D. et al. Monitoração de propaganda e publicidade de medicamentos: âmbito de São Paulo. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo, v. 41, n. 3, p , set Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 20 ago MARTINS, J. Redação publicitária. São Paulo: Atlas, Recebido em: 10/09/10 Publicado em: 15/12/10

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