CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CONSTITUCIONAL

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1 CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO CONSTITUCIONAL CRISTIANE PEREIRA DOS SANTOS MARTINS A QUESTÃO DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS NO BRASIL Campo Grande - MS 2009

2 1 CRISTIANE PEREIRA DOS SANTOS MARTINS A QUESTÃO DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS NO BRASIL Monografia apresentada no Curso de Pósgraduação em Direito Constitucional da Faculdade Estácio de Sá, como exigência para a aprovação do mesmo, sob orientação da professora Ana Paula Delgado. Campo Grande - MS 2009

3 2 À família, pelo apoio irrestrito e compreensão em relação às necessidades pedidas pelos trabalhos de pesquisa.

4 3 AGRADECIMENTOS A Deus, cuja força foi constante durante todas as etapas da realização da pesquisa que originou este trabalho; A toda a família e colegas pelo apoio prestado em todos os momentos em que este foi necessário.

5 4 A gente quer é um lugar pra gente, a gente quer é de papel passado... (Da música Descobrimento do Brasil - Renato Russo )

6 5 RESUMO Este trabalho trata da questão demarcatória de terras indígenas no Brasil. Sob vários aspectos, a questão foi debatida, e critica-se que foi ignorada pelo Estado, inclusive documentalmente, através das Constituições antigas, durante muito tempo, até receber ampla contemplação pela Constituição Federal de Esse é um marco na história da atenção à questão indígena, e é chamada por determinados autores, de uma Constituição corajosa, no concernente ao tema. Mas o trabalho foca também aspectos históricos, como a situação embrionária do órgão administrativo do Estado, que é encarregado atualmente de efetivar medidas em relação aos índios, e que nasceu pela atitude legendária de Cândido Mariano Rondon, com seu lema sobre os silvícolas morrer, se preciso for, matar, nunca e não sobreviveu, ainda assim às denúncias de corrupção. Outro importante ponto é visitado, a demarcação da área conhecida como Raposa da Serra do Sol, entre outros que trazem as considerações finais. O trabalho, de cunho exploratório, foi realizado através do método bibliográfico, com verificação principal em artigos hodiernos sobre o tema e trouxe como principal conclusão o fato de que a Instituição Judiciária tem agido coerentemente no tocante à questão indígena, no entanto é necessário se ver efetivado um novo Estatuto do Índio. PALAVRAS-CHAVE: Questão demarcatória de terras indígenas no Brasil. Constituição corajosa. Novo Estatuto do Índio.

7 6 ABSTRACT This paper addresses the issue demarcatória indigenous lands in Brazil. In many respects, the issue was discussed, and criticized that it was ignored by the state, including documentation, through the ancient constitutions, long, even receive extensive contemplation the Constitution of This is a milestone in the history of attention to the indigenous question, and is called by some authors, of a constitution "courageous", with regard to the subject. But the work also focuses on historical aspects, as the situation created by the administrative authority of the state, which is currently responsible for effective measures in relation to Indians, and that was the attitude of legendary Candido Mariano Rondon, with its motto on the forest "die, if necessary, kill, never "and did not survive, yet the complaints of corruption. Another important point is visited, the demarcation of the area known as Raposa Serra do Sol, and others who bring the final considerations. The work of exploratory nature, was conducted as a bibliography, with check in main article on the modern theme and has a principal conclusion of the fact that the judicial institution has acted consistently with regard to the indigenous question, however it is necessary to see effective a new Statute of the Indian. KEYWORDS: Question demarcatória indigenous lands in Brazil. Constitution "courageous." New Statute of the Indian.

8 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO SITUAÇÃO CONCEITUAL E HISTÓRICA ÍNDIOS TERRAS INDÍGENAS DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS CONSTITUCIONALIDADE ESTATUTO DO ÍNDIO ASPECTOS CONSTITUCIONAIS PANORAMA ATUAL CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS...47

9 8 INTRODUÇÃO A questão territorial é mundial. Uma busca superficial sobre conflitos envolvendo disputa de territórios pode demonstrar que há ainda, por exemplo, países com receio de avanço soviético em suas terras, por questão econômica, como busca de petróleo, por exemplo. E antigos resquícios que misturam questões culturais e religiosas, contém também a questão de reclamação sobre determinadas áreas, como aconteceu na região dos Bálcãs, na história recente, com envolvimento da OTAN e grandes movimentações políticas e financeiras no mundo todo. No Brasil, a preocupação com território é de natureza interna e tem relação com dois grandes grupos, dos chamados sem-terra e população indígena. Embora o primeiro grupo mereça todo tipo de atenção científica possível, em busca do entendimento e solução de antiga questão, é o segundo grupo que despertou interesse para a pesquisa proposta neste projeto. Os conflitos territoriais marcados por violência iniciaram junto com a formação do país e os desfechos mostraram-se ao final, amplamente desfavoráveis aos indígenas. Não somente a questão foi negativa no sentido de perda territorial, mas a própria identidade de vários povos foi profundamente alterada, quando não extinta. Extintas, dizimadas, também o foram várias comunidades ao longo da busca desenfreada de determinados grupos em busca de vantagens financeiras, ausentes em si de escrúpulos ou cuidados quaisquer com os índios ou a natureza. As atuais preocupações internacionais com a preservação da natureza como fator preponderante nas chances de sobrevivência das gerações futuras também é influente na questão territorial dos indígenas, pois é comprovado que suas culturas de interação com as reservas não é de natureza depredadora, ou seja, tira da terra e todos seus elementos aquilo que precisa deixando-a de tal modo intacta que as gerações futuras poderiam ali continuar, sem dificuldades, o seu sustento. No tocante à natureza do índio que se vê envolvido num grande choque cultural em que fica indeciso sobre ser de fato indígena ou buscar se adequar à natureza dos não-indígenas com todas as vantagens tecnológicas ou materiais, enfim, que disso podem vir, muito se discute. É uma questão que polêmica, quando se fala em tratá-los como seres mentalmente menos dotados

10 9 na compreensão de mundo, portanto indefesos em relação às várias questões e suscetíveis à exploração de indivíduos ou grupos mal-intencionados e necessitados de proteção estatal neste aspecto. Todas essas questões e várias outras, como as maneiras adequadas ou não de se constituir regulamentos e aplicá-los de maneira coerente em questões como a exploração mineral, por exemplo, que tem a problemática de riquezas sob e subsolo com diferentes procedimentos técnicos e legais em relação à correta exploração, vieram à tona principalmente após a homologação da Reserva Raposa Serra do Sol, pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva em 15 de abril de Esse evento demarcatório não só reacendeu antigas discussões como suscitou novas polêmicas e disputas, pois há envolvimento de vários grupos interessados direta e indiretamente. Diretamente pelo fato de que é uma região bastante grande e que vinha sendo já explorada por diversos grupos, de maneira inadequada ou ilegalmente apossados, que em confusas relações com indígenas que requeriam a posse e ali procuravam se instalar de maneira ou outra. E de maneira indireta, pois é um símbolo da grande questão e todos os desdobramentos do ato governamental servirão de parâmetros para outros atos da mesma natureza social, política e jurídica. Entende-se que não haja uma pacificação plena sobre a questão, principalmente pelo grande número de grupos que se envolve na questão. Pode-se dizer que além da divisão institucional nos interesses, por exemplo, a FUNAI certamente terá uma diferente visão primária sobre qualquer questão com índios, de uma visão também inicial de um grupo de fazendeiros, organizados, de determinada região ou instituições, como a União Democrática Ruralista (UDR). Embora o assunto seja nacional e a esfera pública dominante sobre o tema seja federal, há questões particulares a cada estado onde se encontram comunidades indígenas com necessidades territoriais diversas, defesa de território onde se instalam, ou busca de um território para si. Outro aspecto presente na questão é o envolvimento de religiosos, fato que se iniciou no evento do descobrimento do País, e é ainda presente na polêmica, pois há duas correntes principais sobre tal questão; de um lado se pensa ser viável que os indígenas cultuem seus deuses

11 10 ou, enfim, tratem a questão a seu modo; e de outro, pensa-se que é salutar optarem pela cristandade. Este trabalho traz, portanto, uma proposta sobre todas estas questões, que é a construção de uma pesquisa monográfica com objetivos visando uma situação atualizada sobre o tema demarcação de terras indígenas. Para tal, toma-se como principal baliza o objetivo geral seguinte: atualizar a questão demarcatória referente às terras indígenas destacando pontos de interesse à área do Direito e indícios de solução sobre antigos aspectos da questão temática, bem como revelar o que está ainda por ser verificado e solucionado. Nesta direção entende-se ser necessária a consecução de objetivos específicos: realizar conceituações e históricos introdutórios a propósito de adentrar adequadamente ao entendimento do tema; verificar a legislação existente no tocante à evolução das leis e resultados atualizados; promover o registro das vozes autorais sobre o tema, buscando a elucidação dos principais pontos polêmicos e ainda sem solução sobre a demarcação de terras indígenas. Esta pesquisa, exploratória, se valerá do tipo bibliográfico/documental, com análise e descrição sobre as fontes encontradas sobre o tema, sejam livros de autores reconhecidos quanto ao domínio temático ou artigos gráficos ou on line com semelhante distinção de idoneidade. A divisão capitular é de três capítulos, sendo que no primeiro se tratará de conceituação e histórico, no segundo serão analisados os aspectos legais presentes no tema, com destaque ao aspecto constitucional; e o capítulo terceiro terá a verificação sobre a voz dos doutrinadores e teóricos que trabalharam sobre o tema, além de aspectos gerais relevantes.

12 11 1 SITUAÇÃO CONCEITUAL E HISTÓRICA Quem me dera/ao menos uma vez/ter de volta todo o ouro/que entreguei a quem/ Conseguiu me convencer que era prova de amizade/se alguém levasse embora/até o que eu não tinha... Quem me dera/ao menos uma vez/ Provar que quem tem mais/do que precisa ter/quase sempre se convence/que não tem o bastante/fala demais/por não ter nada a dizer... Quem me dera ao menos uma vez/como a mais bela tribo/dos mais belos índios/não ser atacado/por ser inocente... 1 Entende-se que embora pareça para muitos uma questão simples conceituar e historicizar a situação indígena no tocante à demarcação de terras, não se trata de tarefa fácil e objetiva. Pois ao conceituar, através do posicionamento de teóricos que tratam o assunto, vê-se que as conceituações surgem ligadas muitas vezes a interesses eticamente válidos ou não, e que também os posicionamentos históricos são divergentes. Desta forma buscou-se valorizar mais as opiniões contidas em fontes governamentais ou de caráter científico, embora aqui não se tenha desprezado informações jornalísticas que foram consideradas idôneas. Observa-se que a busca de conceituação e evolução histórica da demarcação e de parâmetros que orientam para uma situação da questão se serve também do caráter interdisciplinar, portanto não se trata aqui de colocar apenas a objetiva visão da matéria de Direito, mas também de outras a ele ligadas, como sociologia, história e outras, através de vozes autorais que tratam a questão indígena de maneira geral, de objetos e parâmetros a esta ligada, e 1 RUSSO, Renato. Índios. (música)

13 12 principalmente da questão demarcatória, para que seja compreendida com todos os recursos reflexivos pertinentes. 1.1 ÍNDIOS Embora se perceba em determinados trabalhos a presença de expressões como silvícolas, aborígenes, nativos e outras, a utilização terminológica mais frequente, e considerada adequada para os indivíduos pertencentes a comunidades nativas, anteriores à colonização são os termos índios ou indígenas, que constam nos dicionários Aurélio e Houaiss, mais populares do Brasil, como justamente aqueles que povoaram nativamente um território antes de processo colonizador. Rezende (2005) lembrando que o vocábulo índio e também seu plural são encontrados em vários dispositivos legais brasileiros, como a própria Constituição Federal de 1988 (capítulo VIII), e também no Estatuto do Índio, nota que também se utiliza o termo silvícola na mesma legislação, como sinônimo. Luciano 2 esclarece que a denominação índio ou indígena é o resultado de um mero erro náutico. O navegador italiano Cristóvão Colombo, em nome da Coroa Espanhola, empreendeu uma viagem em 1492 partindo da Espanha rumo às Índias, na época uma região da Ásia. Castigada por fortes tempestades, a frota ficou à deriva por muitos dias até alcançar uma região continental que Colombo imaginou que fossem as Índias, mas que na verdade era o atual continente americano. A Lei 6.001/73 define o índio: todo indivíduo de origem e ascendência précolombiana que se identifica e é identificado como pertencente a um grupo étnico cujas características culturais o distinguem da sociedade nacional. Conforme Rezende (2005, p.15) traço do índio é, pois, a sua pertença a um grupo étnico com características culturais diferentes das dos demais indivíduos que compõem a sociedade nacional, os não índios. 2 LUCIANO, Gersen dos Santos. Os índios no Brasil quem são e quantos são. 2006, p.

14 13 Ao construir a imagem do indígena, o professor Arruda 3, antropólogo da PUC-SP, da área de Pesquisas ambientais critica: Hoje o significado do índio, o argumento do índio, submete-se a uma redefinição de sua significação por referência aos argumentos da pobreza e do desenvolvimento econômico. Este duplo argumento contemporâneo, apresentado em inúmeras variantes, justifica sob a denominação de questão social, o estímulo à invasão de terras indígenas por qualquer frente de expansão da sociedade nacional que se pretenda produtora de riquezas, ou amenizadora da pobreza, como o garimpo, a mineração, a pecuária, os projetos de colonização, de geração de energia e outros [...] o índio é visualizado como um entrave arcaico ao crescimento econômico, que erradicaria a pobreza, realizando a justiça social. Ou ainda, o índio passa a ser visto como um espécie de latifundiário improdutivo, ignorante, indolente e desqualificado, injustificadamente detentor da posse de vastas extensões de terras, que, se abertas ao trabalho produtivo, supostamente resolveriam a questão da pobreza e do desenvolvimento. Ou seja, a partir desta visão do antropólogo, estudioso da PUC-SP, é possível verificar no tom crítico, talvez um ponto de princípio para se pensar a questão demarcatória como não simplesmente a busca de uma solução territorial espacial. Ou seja, nas afirmações de outro estudioso 4, deve se principiar em qualquer questão indígena, seja ela demarcatória ou outras, observando que são intrínsecas à realidade do indígena atual uma série histórica complexa de fatores sócio-econômicos. No que o Direito é obrigado a também a ser repensado na afirmação de que é produto social, sujeito justamente às variantes sócio-econômicas, por mais que tenha cada vez mais preocupação ética, a moral que delineia o pensamento acertado sobre qualquer tema é originado a partir dos fatos históricos com todos seus elementos. Portanto, sem se esquecer um só momento da preponderância legal a partir da Constituição Federal, os raciocínios sobre a questão indígena, a partir de se entender o próprio ser indígena e o que são de fato terras indígenas devem ser rigorosos em análise, portanto requerendo que sejam observados características particulares às comunidades e geografias a estas ligadas, pois, por exemplo uma comunidade indígena que tem na pesca sua cultura alimentar, não entenderá como terra sua uma região em que é instalado a partir de concessão governamental, e que não tem rios para que este seja, sob um conceito de estar em sua terra. 3 ARRUDA, Rinaldo S. V. Existem realmente índios no Brasil? p. 3 (grifo em aspas do autor, em negrito, nosso). 4 GALLOIS, Dominique Tilsin. O que são Terras Indígenas

15 14 Sob esta proposta de conceituação, Arruda 5 ainda chama a atenção para outro equívoco ao se conceituar o índio, que é a proposta da visualização de um índio bom... vestindo os atributos e modos idealizados de um personagem misto de o bom selvagem, com o cidadão ocidental exemplar, progressista e/ou cristão. Pois, conforme o autor, isso se trata também de um laço reducionista. Quanto ao histórico de nossos índios, pode-se dizer que ele começa por discussões científicas de várias áreas da Geografia, como Antropologia e Arqueologia, e da História que ainda não são totalmente conclusivas. Bueno 6 observa que De acordo com a teoria mais plausível e mais aceita, a América teria sido povoada por caçadores nômades que migraram da Ásia, cruzando pela ponte de gelo que, durante as eras glaciais, unia a Sibéria ao Alasca, através do estreito de Bering. Esse movimento migratório teria começado há cerca de 11 mil anos, data dos vestígios mais antigos descobertos até agora. Se os carvões encontrados por Niéde Guidon de fato forem indícios de fogueiras acesas por seres humanos, toda a teoria da ocupação da América terá de ser revista. O historiador 7 corrobora com a ainda não definitiva explicação da presença nativa no Brasil: Cinco séculos depois do primeiro encontro, os índios brasileiros permanecem sendo um mistério para o homem branco. Além disso, observa: Não se pode afirmar com certeza de onde vieram, embora a teoria da migração via estreito de Bering continue sendo a mais provável. Ao questionar a personalidade indígena: passados 500 anos de convivência sempre conflituada, o índio continua sendo pouco mais do que um mito brasileiro. Afinal... Pergunta:...quem são eles?: defensores da ecologia, ou apenas selvagens, pessimistas suicidas, empresários bem-sucedidos, como os caiapós? Podem ser três, como os xetás, ou 23 mil, como os ticunas. E à pergunta: Para onde vão?, responde: A resposta não depende deles. O autor também indaga sobre a memória no tocante aos destaques indígenas: A história brasileira não registra um único herói indígena nem aqueles que ajudaram os portugueses a conquistar a terra, como Tibiriçá, que salvou São Paulo, Araribóia, que venceu os franceses, ou Felipe Camarão. 5 ARRUDA, Rinaldo S. V. Existem realmente índios no Brasil? BUENO, Eduardo. O Brasil Indígena. 1998, p Idem, ibidem.

16 15 Este último teria ajudado nos conflitos com holandeses. Ele lembra que houve o Juruna, mas, observa que acabou abandonado em Brasília. E quanto a Raoni, foi herói de Sting, não brasileiro. No tocante à história, em relação aos números de indígenas, há várias controvérsias, no entanto a média aceita é de que, sem se saber com certeza o número real, estima-se que à chegada dos portugueses na Bahia os índios brasileiros somavam mais de 2 milhões quase três e hoje dizimados por gripe, sarampo e varíola, escravizados aos milhares e exterminados pelas guerras tribais e pelo avanço da civilização, não passam de menos do que dois maracanãs lotados. Ainda assim, são 215 nações e 170 línguas diferentes 8. Entende-se como pertinente assinalar algumas comunidades indígenas em razão de os nomes serem ligados a determinadas localidades, portanto pertinente assunto a este trabalho. Bueno 9 esclarece que: Dos baixios lamacentos do Maranhão às longas extensões arenosas da costa do Rio Grande do Sul, praticamente todo o litoral brasileiro estava ocupado por tribos do grupo tupi-guarani quando, em abril de 1500, Pedro Álvares Cabral desembarcou nas areias faiscantes de Porto Seguro. Havia cerca de 500 anos, tupinambás e tupiniquins tinham assegurado a posse dessa longa e recortada costa, expulsando, para os rigores do agreste, as tribos bárbaras, que chamavam de tapuias. O autor 10 nota que o que os conduzira não foi impulso nômade, sim, ao redor do ano 1000 da Era Cristã em razão de migração religiosa em busca da Terra Sem Males. Mas, ao invés do Paraíso, depararam cinco séculos depois, com estranhos homens barbudos e pálidos, vindos do Leste. Diz: A história desse encontro é a história de um genocídio. As seguintes tribos, portanto ocupavam as praias brasileiras, de norte a sul: Potiguar: senhoravam a costa desde São Luís até as margens do Parnaíba, e das margens do Rio Acaraú, no Ceará, até a cidade de João Pessoa, na Paraíba; Tremenbé: não-tupis, viviam do sul domaranhão ao norte do Ceará, entre os dois territórios potiguares; Tabajara: viviam entre a foz do Rio Paraíba e a ilha de Itamaracá; Caeté: viviam desde a ilha de Itamaracá até as margens do Rio São Francisco; tupinambás: povo tupi por excelência, ocupavam da margem direita do rio São Francisco até o Recôncavo Baiano; Aimoré: viviam do sul da Bahia ao norte do Espírito Santo; Tupiniquim: viviam no sul da Bahia e em São Paulo, entre Santos e Bertioga; Temiminó: ocupavam a ilha do Governador, na baía de Guanabara, e o sul do Espírito Santo; Goitacá: ocupavam a foz do Rio Paraíba; Tamoio: verdadeiros senhores da baia de Guanabara; Carijó: Seu território ia de Cananéia (SP) até a Lagoa dos Patos (RS). 8 BUENO, Eduardo. O Brasil Indígena. 1998, p Idem, ibidem, p Idem, ibidem.

17 16 A aposição se deteve mais a mostrar a ligação de cada grupo indígena aos seus territórios, pois este trabalho se detém mais nos aspectos geográficos no que tange ao espaço em razão do principal tema ser a demarcação. No entanto entende-se, inclusive como já se verificou no desenvolvimento, dentro de um ponto de vista antropológico sobre a questão demarcatória, que todas as características são relacionadas à questão geográfica. Não se pode falar da história do índio sem falar dos indigenistas ou personagens que se destacaram no tocante à prática da alteridade, ou seja, se colocar no lugar dos índios para analisar de maneira mais ampla as questões indígenas. E não somente estes, mas de várias maneiras determinados teóricos, inclusive de fora do país, em algum momento se interessaram pela situação dos silvícolas brasileiros. Entre estes destaca-se o etnólogo Claude Lévi-Strauss, que tendo vindo para o Brasil em 1935 para se juntar a um grupo de professores franceses da recém-inaugurada USP, acabou se interessando de forma tão intensa pela vida indígena que assim relata Bueno 11 sobre o caso: [...] manteve contato, estudou e apaixonou-se pelos cadiueus e bororos de Mato Grosso e pelos nhambiquaras, de Rondônia. A pesquisa profunda que fez de suas estruturas de parentesco, de suas tatuagens e de sua riqueza linguística ajudou a romper com o evolucionismo linear e a dar uma nova dimensão para a etnologia. Entre os indigenistas, destacam-se os irmãos Villas Boas, Orlando, Cláudio e Leonardo, que para Bueno 12 foram continuadores do trabalho de Rondon, o tenaz marechal, descendente de terenas, que criou o lema morrer se preciso for, matar nunca, e mais importante, criou o embrião do que seria a FUNAI, o SPI (Serviço de Proteção ao Índio). Além disso, Rondon prestou vasto serviço na área de telégrafos, administrando o processo de instalação de linhas para a citada área. Seu trabalho pacifista como indigenista ganha mais destaque quando se vê a observação de Bueno 13 que em sua época os índios eram abatidos a tiros ao primeiro encontro..., que observa: ao substituir o ódio pela ternura, a suspeita pela confiança e as carabinas por miçangas, Rondon se tornou o maior dos humanistas brasileiros e o mais respeitado defensor dos índios em todo o continente. 11 BUENO, Eduardo. O Brasil Indígena. 1998, p Idem, ibidem. 13 Idem, ibidem.

18 17 Quanto aos irmãos Villas Boas, seus trabalhos começaram a partir de muita insistência em participar como mateiros, pois havia recusa a eles por se tratarem de pessoas que sempre trabalharam em escritórios, com nenhuma prática no mato. Mas obtiveram autorização e acabaram fazendo parte da expedição por determinação do próprio Rondon, para atravessar o Rio das Mortes e participar da pacificação dos xavantes, jurunas e caiabis. Bueno 14 relata um importante fato que teria grandes consequências no histórico indígena: Em 1951, terminada a expedição, Orlando iniciou uma campanha pela criação de um parque nacional no Xingu, no qual a vida selvagem e especialmente as tribos indígenas pudesse sobreviver. Dez anos mais tarde, quando o parque, enfim, foir criado, Orlando Villas Boas tornou-se seu primeiro diretor. Sobre a morte do pioneiro indigenista no caso da luta por uma opção de proteção ao índio no que tange a um espaço particular, publicou-se em 2002: Morreu ontem em São Paulo, aos 88 anos, Orlando Villas Boas, último sobrevivente dos três irmãos Villas Boas, sertanistas e indigenistas, prosseguidores da obra de defesa das populações indígenas iniciada por Cândido Rondon, fundadores do Parque do Xingu, primeira reserva indígena brasileira. O sertanista morreu às 14h27, em decorrência de falência de múltiplos órgãos, "desencadeada por um processo agudo de infecção intestinal", segundo boletim emitido pelo hospital. Seu corpo está sendo velado no Salão Nobre da Assembléia Legislativa de São Paulo e será enterrado hoje, no cemitério do Morumbi 15. O antropólogo, escritor, historiador e também indigenista Darcy Ribeiro teria escrito sobre Orlando Villasboas e seus irmãos: [...] compuseram as vidas mais extraordinárias e belas de que tenho notícia. Pequenoburgueses paulistas, condenados a vidinhas burocráticas medíocres, saltaram delas para aventuras tão ousadas e generosas que seriam impensáveis se eles não tivessem vivido. Só se compara à de Rondon a façanha desses três irmãos que se meteram pelo Brasil adentro por matas e campos indevassados ao encontro de índios intocados pela civilização. Portanto, em se tratando das palavras de um historiador, não pode restar dúvida da influência que os Villas Boas tiveram, deixando-se julgamentos subjetivos à vontade, porém, não é possível excluí-los da influência dos destinos indígenas brasileiros, uma vez que a história é feita de encadeamentos e de exemplos são feitas as novas ações. 14 BUENO, Eduardo. O Brasil Indígena. 1998, p CMI. Morreu Orlando Villas Boas, cacique branco do Parque do Xingu

19 TERRAS INDÍGENAS Ramos 16 observa que o conceito de terra indígena para o próprio indígena vai além da subsistência, representa para ele o suporte de todas as suas crenças e conhecimento, além de representar o lugar, por excelência de suas interações sociais. Quase que invariavelmente, os autores a tocar numa definição sobre terras indígenas tocam na Constituição Federal de 1988, se a conceituação se refere ao Brasil: No Brasil, quando se fala em Terras Indígenas, há que se ter em mente, em primeiro lugar, a definição e alguns conceitos jurídicos materializados na Constituição Federal de 1988 e também na legislação específica, em especial no chamado Estatuto do Índio (Lei 6.001/73), que está sendo revisto pelo Congresso Nacional 17. O que se entende como razoável, uma vez que se contém no centro da questão, justamente a ausência de decisões definitivas e definitivamente aceitas no tocante à legalidade e cobrança do justo em relação às leis existentes. A autora 18 observa que a citada Constituição consagrou o princípio de que os índios são os primeiros e naturais senhores da terra e que a definição de terras tradicionalmente ocupadas pelos índios encontra-se no parágrafo primeiro do artigo 231 desta Carta Magna que traz são aquelas por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições. Observando-se que o artigo 20 do mesmo documento estabelece o estado de propriedade de tais terras pela União. Gallois 19 ao perguntar em um de seus artigos direcionados aos interessados em 16 RAMOS, Alcida Rita apud FUNAI. As Terras Indígenas GALLOIS, Dominique Tilsin. O que são Terras Indígenas p GALLOIS, Dominique Tilsin. O que são Terras Indígenas. 2009, p Idem. Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades? 2009, p. 38 (grifos -aspas- da autora).

20 19 Antropologia pergunta: Terra indígena é o mesmo que território indígena?, e responde: São comuns idéias como imemorialidade da ocupação indígena em determinada região, assim como é corrente a caracterização do modo de vida indígena através de seus vínculos com a natureza, ou com algum nicho ecológico que acabaria configurando o que seria a sua terra. Aparentemente, provar a ocupação continuada de um grupo indígena numa área e, a partir dessa relação histórica, caracterizar um modo de vida indígena a partir de sua adaptação ao ambiente ocupado seria suficiente para configurar a relação que um grupo indígena mantém com esta sua terra. Apesar desta afirmação, a própria autora sugere que não é tão simples e a complexidade aparece justamente na resposta que os indígenas dão ao conceito de territorialidade. Gallois 20 observa que vários trabalhos acadêmicos de produção antropológica demonstram desconhecimento indígena sobre o que seja território, inclusive com a inexistência dessa noção para determinados grupos. E adiantando-se em vários destes estudos chega-se à conclusão da diversidade de entendimento sobre o que é território, portanto, o que são as terras indígenas, naturalmente, e que deveriam ser de direito e de fato. Ou seja, um dos caminhos para se perceber o conceito acertado do que sejam essas terras indígenas, é o de perceber que: a abordagem da territorialidade exige uma avaliação cuidadosa das intrincadas relações entre terras ocupadas em caráter permanente, terras utilizadas para atividades produtivas, terras imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural. Ocorre, conforme a autora, uma constante sobreposição entre essas citadas dimensões e estas devem ser entendidas a partir da análise da forma organizacional territorial de cada grupo indígena. Deve ser levado em conta que há uma lógica territorial particular a cada grupo, pois do contrário haverá risco de se reduzir a abrangência das relações territoriais à produção e às atividades de subsistência. A questão aparece mais complexa ainda sobre um real trabalho de conceituação sobre terra indígena se for de fato levado a sério a percepção antropológica sobre a questão, em que alerta Gallois 21 : Se descrevermos apenas tais relações a partir da suposta adaptação cultural (habitualmente tida por tradicional ) a nichos ecológicos, toda a riquíssima variação de formas de territorialização indígena se verá reduzida à definição de limites da terra como modo de produção. 20 GALLOIS, Dominique Tilsin. Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades? 2009, p. 38 (grifos -aspas- da autora). 21 Idem, ibidem.

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