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1 Ensaios sobre o pensamento de KARL POPPER Paulo Eduardo de Oliveira (organizador)

2 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 2 Não me considero especialista nem em ciência nem em filosofia. Tenho, contudo, tentado com afinco, durante toda a minha vida, compreender alguma coisa acerca do mundo em que vivemos. O conhecimento científico e a racionalidade humana que o produz são, em meu entender, sempre falíveis ou sujeitos a erro. Mas são também, creio, o orgulho da humanidade. Pois o homem é, tanto quanto sei, a única coisa no universo que tenta entendê-lo. Espero que continuemos a fazê-lo e que estejamos também cientes das severas limitações de todas as nossas intervenções. Karl Raimund Popper (O mito do contexto)

3 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 3 Copyright 2012 Todos os direitos desta edição reservados ao CÍRCULO DE ESTUDOS BANDEIRANTES OLIVEIRA, Paulo Eduardo de (org.) Ensaios sobre o pensamento de Karl Popper / Paulo Eduardo de Oliveira (org.). Curitiba: Círculo de Estudos Bandeirantes, ISBN Filosofia. 2. Filosofia da Ciência. 3. Epistemologia. 4. Filosofia Política. Inclui bibliografia.

4 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 4 CÍRCULO DE ESTUDOS BANDEIRANTES Afiliado à Pontifícia Universidade Católica do Paraná Rua XV de Novembro, Curitiba Paraná Fone: (41) Presidente: Prof. Dr. Clemente Ivo Juliatto Diretor: Prof. Sebastião Ferrarini Conselho Editorial Prof. Dr. Agemir de Carvalho Dias FEPAR Prof. Dr. Edilson Soares de Souza FTBP Prof. Dr. Eduardo Rodrigues Cruz PUCSP Prof. Drª Etiane Caloy Bovkalovski PUCPR Prof. Dr. Euclides Marchi UFPR Prof. Dr. Gerson Albuquerque de Araújo Neto UFPI Prof. Dr. Jean Lauand USP Prof. Dr. Jean-Luc Blaquart Universidade Católica de Lille (França) Prof. Dr. João Carlos Corso UNICENTRO Prof. Dr. Joaquín Silva Soler PUC-Chile Prof. Drª Karina Kosicki Bellotti UFPR Prof. Dr. Lafayette de Moraes PUCSP Prof. Drª Márcia Maria Rodrigues Semenov UNISANTOS Prof. Drª Maria Cecília Barreto Amorim Pilla PUCPR Prof. Dr. Paulo Eduardo de Oliveira PUCPR Prof. Dr. Silas Guerriero PUCSP Prof. Dr. Uipirangi Franklin da Silva Câmara FTBP Prof. Drª Wilma de Lara Bueno UTP

5 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 5 Nota do Organizador A sequência dos capítulos não obedece a um critério específico. No entanto, esta mesma sequência é utilizada para a apresentação da breve biografia dos respectivos autores dos capítulos, na sessão Sobre os Autores. Procurou-se, ao longo de toda a obra, dar certa homogeneidade aos formatos das citações e referências bibliográficas utilizadas. Contudo, na medida do possível, respeitou-se também o estilo de cada autor. As notas de rodapé têm numeração sequencial em toda a obra, independentemente do capítulo, de modo a manter a unidade do trabalho.

6 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 6 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 8 SOBRE OS AUTORES 14 TEORIA DAS PROPENSÕES Gerson Albuquerque de Araujo Neto O PLURALISMO DA TESE DO MUNDO 3 DE POPPER João Batista Cichero Sieczkowski POPPER, A DEMARCAÇÃO DA CIÊNCIA E A ASTROLOGIA Cristina de Amorim Machado POPPER E A QUESTÃO DA PSICANÁLISE Ney Marinho ALGUMAS NOTAS SOBRE A COSMOLOGIA DE KARL POPPER Julio Cesar R. Pereira O REALISMO EM POPPER E PEIRCE: UM CONTRAPONTO José Francisco dos Santos A HISTÓRIA DA CIÊNCIA E A EPISTEMOLOGIA DE POPPER Jézio Hernani Bomfim Gutierre AS RELAÇÕES ENTRE POPPER E KUHN Elizabeth de Assis Dias

7 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 7 VERDADE E VEROSSIMILHANÇA NA EPISTEMOLOGIA DE POPPER Gelson Liston NOTAS SOBRE A PROPENSÃO QUÂNTICA POPPERIANA Raquel Sapunaru APROXIMAÇÃO POPPERIANA À DISTINÇÃO EXPLICAÇÃO-COMPREENSÃO Gustavo Caponi A FILOSOFIA DE KARL POPPER E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENSINO DA CIÊNCIA Fernando Lang da Silveira POPPER E A ECONOMIA: EXISTE UM MÉTODO PRÓPRIO PARA AS CIÊNCIAS DA SOCIEDADE? Brena Paula Magno Fernandez INTERVENÇÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO EM KARL POPPER Solange Regina Marin NOTAS EM TORNO DO DEBATE POPPER ADORNO Túlio Velho Barreto LINGUAGEM E CONHECIMENTO: KARL POPPER E A QUESTÃO DA COMUNICAÇÃO Marcia Maria Rodrigues Semenov ÉTICA E TOTALITARISMO: A CRÍTICA DE POPPER AO HISTORICISMO E À DOUTRINA DO POVO ESCOLHIDO Paulo Eduardo de Oliveira

8 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 8 APRESENTAÇÃO Karl Popper é a principal referência da epistemologia contemporânea e suas ideias, como escreveu Imre Lakatos, constituem o mais importante desenvolvimento da filosofia do século XX. Para David Miller, um de seus discípulos e principal assistente ao longo de muitas décadas, poucos filósofos sentiram uma sede de conhecimento tão revigorante e insaciável. Segundo o professor Leônidas Hegenberg, tradutor da edição brasileira de A lógica da pesquisa científica, Popper se revela um dos pensadores mais fecundos de nosso tempo, digno sucessor de Kant e Russell, e que só tem uns poucos rivais de nota, como Carnap e Quine. A grandeza de seu pensamento decorre da fecundidade e alcance de sua obra, traduzida em mais de 20 idiomas, cujos principais títulos, em forma de livro, são: A lógica da pesquisa científica (1934), A miséria do historicismo ( ), A sociedade aberta e seus inimigos (1945), Conjecturas e Refutações (1963), Conhecimento Objetivo (1972), Autobiografia intelectual (1974), O eu e seu cérebro, escrito em parceria com John C. Eccles (1977), Os dois grandes problemas da teoria do conhecimento (preparado na década de 1930, mas publicado apenas em 1979), a trilogia Pós-Escrito à Lógica da Pesquisa Científica ( ), Um mundo de propensões (1990) e O mito do contexto (1994). Entre as publicações póstumas, destacam-se: Em busca de um mundo melhor (1995), A lição deste século (1996), O mundo de Parmênides (1998) e A vida é aprendizagem (1999).

9 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 9 No Brasil, a introdução do pensamento de Popper, em língua portuguesa, se deu em 1959, pela publicação de A sociedade aberta e seus inimigos, seguida por A lógica da pesquisa científica (1974) e Conhecimento Objetivo (1975). Nas décadas de 1980 e 1990, surgiram novas traduções, publicadas em Portugal e no Brasil, além de trabalhos de comentadores, incluindo dissertações e teses sobre elementos diversos do pensamento popperiano. Algumas notas biográficas poderão ser úteis para situar o filósofo em seu contexto. Karl Raimund Popper nasceu em Viena, em Estudou matemática, física, filosofia e psicologia, obtendo seu doutorado em 1928, na Universidade de Viena. Casou-se em 1930, imaginando que sua carreira seria definida pela dedicação ao ensino secundário de matemática e física. Porém, foi estimulado a apresentar para publicação as ideias que havia discutido com alguns intelectuais de Viena, inclusive com membros do Círculo de Viena. Assim nasceu sua primeira obra, Logik der Forschung [A lógica da pesquisa científica], em 1934: note-se que a tradução inglesa, sob o título The logic of scientific discovery, veio a público apenas em Nos anos seguintes, Popper fez uma série de viagens a convite de algumas universidades europeias e norteamericanas, realizando conferências e divulgando sua obra. Desse modo, tornou-se filósofo profissional. Em 1937, por ser filho de família judia, fugiu da perseguição nazista, emigrando com a esposa para a Nova Zelândia, onde permaneceu até o final da Segunda Grande Guerra. No início de 1946, partiu para a Inglaterra, para assumir a cadeira de Lógica e Método Científico, na London School of Economics. Membro da Royal Society, tornou-se Sir em Aposentado em 1969, foi eleito Professor Emérito da Universidade de Londres. Desde então, nunca deixou de estudar, escrever e fazer conferências em todo o mundo. Continuou a viver de forma simples e modesta, em

10 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 10 Buckinghamshire, nas proximidades de Londres, até sua morte, ocorrida em Popper é reconhecido pela originalidade de sua posição filosófica acerca da ciência. Considerado, como afirma Neurath, a oposição oficial do Círculo de Viena, desenvolveu uma abordagem crítica em relação à tendência positivista. Para ele, nosso conhecimento, incluindo o conhecimento científico, é sempre falível, conjectural e passível de erro. Desse modo, propõe a falseabilidade como critério de demarcação entre teorias científicas, de um lado, e teorias não científicas ou pseudo-científicas de outro lado (além da matemática, da lógica e da metafísica). Para tanto, Popper sugere que a construção de teorias científicas se apoie não mais na lógica indutiva, cujo problema ele afirma ter resolvido, mas na lógica dedutiva, em razão da assimetria lógica que descobre entre indução e dedução: enquanto, na indução, muitos casos particulares não conseguem provar a verdade de uma teoria, na dedução um só caso consegue provar sua falsidade. Com efeito, teorias devem ser apresentadas como conjecturas ousadas a serem submetidas a testes rigorosos com o intuito de falseá-las ou, eventualmente, de corroborá-las mas, jamais, de verificá-las ou confirmá-las de modo absoluto. Popper sustenta, então, que o que distingue a racionalidade científica é a atitude crítica, mais preocupada com a busca da verdade do que com a defesa de teorias que possam eventualmente ocultá-la ou dela se afastar: daí sua compreensão de que a ciência se assemelha a um pântano, onde de vez em quando se encontra uma pedra firme. Seu racionalismo crítico, como ficou conhecido o núcleo de seu pensamento, coloca-se frontalmente contra algumas das principais construções teóricas de seu tempo, sobretudo a Psicanálise de Freud, a Psicologia Individual de Adler e o Marxismo (além do Positivismo Lógico, como já dissemos). De

11 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 11 outro lado, Popper afirma inspirar-se em Einstein e também em Darwin, cujo pensamento científico denota a estrutura conjectural que ele tanto valoriza. A base ética do pensamento popperiano assenta-se na compreensão dos limites do conhecimento humano, de sua fragilidade, e da absoluta falta de condições de se estabelecer um critério de verdade. Desse modo, cabe-nos desenvolver a atitude da modéstia intelectual que, como Sócrates, admite a pequenez de nosso saber diante do abismo de nossa ignorância. Tal concepção ética terá reflexos em sua epistemologia e também em seu pensamento político. Expressão disso é a crítica popperiana aos regimes totalitários e às filosofias políticas que conduzem ao totalitarismo que, na sua opinião, estão expressas sobretudo no pensamento de Platão, Hegel e Marx. A concepção popperiana de racionalidade crítica vai se opor, de igual modo, a todas as expressões filosóficas obscuras, que fogem da simplicidade e da clareza, virtudes que devem ser a marca do discurso de todo intelectual, segundo Popper. O principal alvo das críticas de Popper, neste sentido, são os pensadores da Escola de Frankfurt, sobretudo Adorno e Habermas. No campo da epistemologia, principalmente, o pensamento de Popper não deixou de produzir reações críticas. Entre as expressões mais vigorosas dessa crítica devemos recordar os trabalhos de Imre Lakatos, Thomas Kuhn e Paul Feyerabend. Porém, tais posicionamentos críticos não foram capazes de ofuscar a grandeza da obra de Popper, que teve a oportunidade de discuti-los e replicá-los abertamente. Os ensaios reunidos neste volume constituem importante contribuição não apenas para a divulgação do pensamento de Karl Popper, mas também para abrir perspectivas críticas para a análise de sua obra e para uma avaliação ponderada de suas propostas. Pela forma como o

12 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 12 próprio Popper entende sua filosofia, desde as primeiras linhas, trata-se de propostas que obrigam-nos a tentar encontrar respostas novas e insuspeitadas 1. Nada estaria mais distante do racionalismo crítico que uma tentativa de transformá-lo em dogma e moda filosófica aceitos sem crítica. Não sem razão, Popper sempre esteve aberto às críticas, nascidas até mesmo de seus discípulos mais próximos, como Lakatos, Kuhn e Feyerabend, como já dissemos. Tentava ele, desse modo, viver o que ensinava ao insistir tantas vezes na seguinte expressão: Posso estar errado e vocês podem estar certos, mas por um esforço poderemos nos aproximar da verdade 2. Os autores destes ensaios, sem exceção, são pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, que se dedicaram, em cursos de mestrado e/ou doutorado, a apresentar pesquisas referentes à filosofia popperiana em seus mais diferentes aspectos. Alguns artigos resultam destas dissertações ou teses; outros são desenvolvimentos posteriores das pesquisas realizadas. Atualmente, como se pode ver na seção Sobre os Autores, estes pesquisadores se dedicam ao ensino em cursos de graduação e pós-graduação, em instituições espalhadas de norte a sul do país, representando assim a riqueza dos pontos de vista e das análises a partir de contextos diversos. Os temas aqui tratados abrangem os principais elementos da obra de Popper, permitindo ao leitor uma visão de amplo horizonte das temáticas desenvolvidas pelo filósofo austríaco, embora sem esgotar todos os aspectos que a obra de Popper apresenta. Não há uma ordem pré-estabelecida entre os capítulos, de modo a permitir uma leitura mais livre do conjunto da obra. 1 POPPER, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 1972, p POPPER, Karl. A sociedade aberta e seus inimigos. São Paulo: EDUSP; Belo Horizonte: Itatiaia, 1974, vol. 2, cap. 24, p. 232.

13 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 13 Quero manifestar minha mais profunda gratidão a todos os autores que participam desta publicação conjunta, cujo empenho e dedicação a este trabalho é de reconhecido mérito. Sem eles, esta obra não passaria de um sonho. Com eles, ela se tornou realidade e, hoje, pode ser oferecida aos leitores brasileiros que já conhecem a obra de Popper ou que a ela estão sendo apresentados. É nossa esperança que estes textos estimulem a todos para uma compreensão ampliada do pensamento de Popper que, em última instância, como ele mesmo afirmava, dedicou seu trabalho em prol da construção de um mundo melhor. Quero agradecer, de modo especial, ao Círculo de Estudos Bandeirantes, órgão cultural agregado à Pontifícia Universidade Católica do Paraná, que aceitou a publicação deste trabalho e envidou todos os esforços para sua produção editorial. Em nome dos meus co-autores, tomo a liberdade de oferecer este trabalho a todos os nossos alunos, que são a razão de nosso empenho em compreender sempre mais o valor do conhecimento e, ao mesmo tempo, em desenvolver a atitude da modéstia intelectual, que é, sem dúvida, a mais significativa lição da vida e da obra de Popper. Paulo Eduardo de Oliveira Pontifícia Universidade Católica do Paraná

14 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 14 SOBRE OS AUTORES GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO Graduado em Engenharia Civil e Filosofia pela UFPI. Fez Mestrado em Filosofia pela PUC-SP e Doutorado em Comunicação e Semiótica pela mesma universidade. Fez Pós- Doutorado em Filosofia pela UERJ. É professor Associado da UFPI, onde leciona no Departamento de Filosofia e no Mestrado em Ética e Epistemologia. JOÃO BATISTA CICHERO SIECZKOWSKI Professor na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e Doutor em Filosofia na área de Epistemologia pela PUCRS. Licenciado e bacharel em filosofia pela UFRGS e mestrado na PUCRS com a dissertação: A Falseabilidade, a tese dos três mundos e o mundo três em Karl Popper. Leciona nas áreas de metodologia científica e história e filosofia das ciências. Entre outras publicações, publicou O pluralismo da tese dos três mundos de Popper e a crítica de Habermas, em 2006, na Revista Princípios. CRISTINA DE AMORIM MACHADO Bacharel em Filosofia pela UERJ, mestre em Filosofia pela PUC-Rio e doutora em Letras também pela PUC-Rio. Lecionou nos Departamentos de Filosofia da UERJ, PUC e Bennett, e foi bolsista PCI do MAST, onde desenvolveu pesquisa sobre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA). Atualmente é

15 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 15 professora adjunta do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM). NEY MARINHO Psiquiatra e Psicanalista. Membro Efetivo com funções didáticas da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ). Coordenador dos cursos: Estudo da obra de W.R.Bion e Investigação Psicanalítica das Psicoses, no Instituto da SBPRJ. Doutor em Filosofia (PUC-Rio). Pós doutorando no Programa História das Ciências, Técnicas e Epistemologia (COPPE/UFRJ). Realiza atualmente pesquisa sobre a noção de loucura na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). JULIO CESAR R. PEREIRA Doutor em Filosofia pela PUCRS. Publicou: Epistemologia e Liberalismo Uma Introdução a Filosofia de Karl Popper e organizou: Popper As Aventuras da Racionalidade, além de vários artigos em jornais e revistas. Lecionou na PUCRS, UFSM, UEL, FACCAT. JOSÉ FRANCISCO DOS SANTOS É graduado em Filosofia pela FEBE (atual Unifebe Brusque- SC), especialista em Fundamentos da Educação pela FURB (Blumenau-SC), mestre e doutor em Filosofia pela PUC-SP. É professor na Faculdade São Luiz e Unifebe (Brusque-SC) e Faculdade Sinergia (Navegantes-SC). JÉZIO HERNANI BOMFIM GUTIERRE Professor de Filosofia da Ciência e Filosofia da Linguagem no departamento de Filosofia da Unesp-FFC-Marília. Sua área de pesquisa estende-se pelos debates da epistemologia anglo-saxã em torno do racionalismo e ontologia da ciência. Entre seus recentes trabalhos publicados encontra-se a organização e

16 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 16 tradução de Escritos sobre ciência e religião, de T. H. Huxley (2008). ELIZABETH DE ASSIS DIAS Doutora em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas, professora de Filosofia da Ciência da Faculdade de Filosofia e do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade Federal do Pará. Publicou o livro Popper e as Ciências Humanas. GELSON LISTON Gelson Liston é Doutor em Filosofia (UFSC, 2008) e Bolsista da CAPES (Proc. BEX 9362/11-8). Atualmente, é professor Adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina. Atua principalmente na Graduação em Filosofia e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia. RAQUEL SAPUNARU Graduada em Física pela UFRJ, mestrado e doutorado em Filosofia pela PUC-Rio. Atua como professora adjunta do Instituto de Ciência e Tecnologia da UFVJM, onde ministra as disciplinas de Fundamentos e Técnicas de Trabalho Intelectual, Científico e Tecnológico, Questões de Sociologia e Antropologia da Ciência e Questões de História e Filosofia da Ciência e coordena o Núcleo de Filosofia e História da Física Matemática (NUFIHM). GUSTAVO CAPONI Doutor em Lógica e Filosofia da Ciência (UNICAMP, 1992), é Professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina e bolsista do CNPq. Ele é autor de: Georges Cuvier: un fisiólogo de museo (UNAM: México, 2008); Buffon (UAM: México, 2010) e La segunda agenda darwiniana (Centro Lombardo Toledano: México, 2011).

17 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 17 FERNANDO LANG DA SILVEIRA Licenciado em Física e mestre em Física pela UFRGS. Doutor em Educação pela PUCRS. Professor associado, lotado no IF- UFRGS, lecionando na graduação e membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino da Física. Produção intelectual relacionada ao ensino de Física, com ênfase em Tópicos de Física Geral, História e Filosofia da Ciência e Métodos Quantitativos aplicados à Pesquisa em Ensino de Física. BRENA PAULA MAGNO FERNANDEZ Economista, formada pela UFRJ. Especialização em Filosofia Econômica pela FGV/RJ. Pós-Graduação em Lógica, Filosofia Pragmática e Filosofia Econômica pela Johann Wolfgang Von Goethe Universität Frankfurt/Alemanha. Mestrado em Filosofia e Doutorado em Ciências Humanas pela UFSC. Pós- Doutorado em Epistemologia pela USP. Atualmente trabalha como Professora Adjunta do Departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina. SOLANGE REGINA MARIN Graduada em Ciências Econômicas, Mestre em Desenvolvimento Rural e Doutora em Desenvolvimento Econômico, com estágio de doutoramento na Marquette University/WI-USA. Atualmente é professora do curso de Ciências Econômicas e do Mestrado em Economia e Desenvolvimento da UFSM.

18 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 18 TÚLIO VELHO BARRETO Cientista político e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco. Recentemente, publicou os livros Na Trilha do Golpe 1964 Revisitado (2004), A Nova República Visões da Redemocratização (2006) e 1964 O Golpe Passado a Limpo (2007). MARCIA MARIA RODRIGUES SEMENOV Filósofa, Pedagoga, Bacharel em Direito, Comunicóloga e Semioticista. Experiente em Magistério desde os 17 anos de idade. Doutora em Comunicação e Semiótica, Mestre em Filosofia, ambos pela PUC-SP; Bacharel e Licenciada em Filosofia na USP; Pedagoga pela UNIMES; Bacharel em Direito pela Católica UniSantos onde é Professora Titular. Leciona Filosofia da Ciência, Ontologia, Metodologia da Pesquisa Científica e Ética e Legislação. Publicou muitos artigos de Filosofia. Lecionou na UNISANTA e UNILUS. PAULO EDUARDO DE OLIVEIRA Filósofo, com Pós-Doutorado pela UFPR. Doutor e Mestre em Filosofia das Ciências Humanas pela PUCSP. Graduado em Filosofia pela PUCPR. Atualmente, é professor titular do Departamento de Filosofia da PUCPR, em Curitiba. Autor, entre outros, de Introdução ao pensamento de Karl Popper (Champagnat, 2010, em parceria com o Prof. Bortolo Valle) e Da ética à ciência: uma nova leitura de Karl Popper (Paulus, 2011).

19 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 19 CAPÍTULO 1 TEORIA DAS PROPENSÕES Gerson Albuquerque de Araujo Neto A obra de Karl Popper, um dos maiores filósofos do século XX, é bastante eclética. Abrange desde a questão da demarcação do conhecimento científico, o problema da indução, o marxismo, a história, a probabilidade, etc. Todos estes assuntos foram tratados com profundidade, apresentando respostas originais e polêmicas para muitas destas questões. O objetivo deste texto é analisar a Teoria das Propensões de Karl Popper. Esta é sua proposta para resolver algumas questões das teorias das probabilidades. Popper afirma que se aproximou dos problemas das probabilidades por acreditar que yet we still lack a satisfatory, consistent definition of probability; or what amouts to much the same, we still lack a satisfactory axiomatic system for the calculus of probability (POPPER, 1980, p. 146) 3. Acrescenta Popper que os epistemólogos precisam explicar melhor a relação entre a probabilidade e a 3 Na tradução brasileira de Leônidas Hegenberg e Octanny Silveira da Mota, publicada pela Edusp, com o título A Lógica da Pesquisa Científica, em 1993, 9ª ed., página 160, afirma: continua a faltar uma definição coerente e satisfatória de probabilidade, ou, o que vale aproximadamente dizer o mesmo, continua faltar um sistema satisfatório para o cálculo de probabilidades. Uma nota de esclarecimento precisa ser feita. As citações por nós utilizadas algumas vezes aparecem em inglês, outras vezes aparecem em português. Na escolha, utilizou-se o critério de maior clareza.

20 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 20 experiência. De fato, no mesmo texto, mais adiante, ele observa: the ralations between probability and experience are also still in need of clarification (POPPER, 1980, p. 146) 4. Alguns críticos de Popper entendiam que o cálculo das probabilidades entrava em conflito com sua teoria demarcatória da ciência, o falseacionismo. Contudo, para Popper, esse conflito era apenas aparente. Sobre esse fato, ele afirma: in investigating this problem we shaw discover what will at first seem na almost insuperable objection to my methodological views (POPPER, 1980, p. 146) 5. Ele resolveu, então, elaborar uma teoria do cálculo das probabilidades, tentando superar essa aparente confrontação, advertindo, no entanto, que desenvolverá esta sua teoria na linha adotada por Richard Von Mises, a teoria das probabilidades em termos de frequência. Observa, porém, que não adotará o axioma do limite ou axioma da convergência. Popper, também, se propõe a resolver o problema da relação entre probabilidade e experiência. A esse, ele chamou de problema de decidibilidade das sentenças probabilísticas. Queria com isso ajudar os físicos a sair de uma situação em que as teorias das probabilidades, à sua disposição, eram insatisfatórias. Isto está claro quando ele afirma: my hope is that investigations will help to relieve the present unsatisfactory situation in which physicists make much use of probabilities wilthout being able to say, consistently they mean by probability (POPPER, 1980, p ) 6. 4 Trad. brasileira, p. 160: As relações entre probabilidade e experiência também reclamam esclarecimento. 5 Trad. brasileira, p 160: Ao investigar esse problema, descobriremos o que, à primeira vista, parecerá um obstáculo quase insuperável a minhas concepções metodológicas. 6 Trad. brasileira, p. 161: Espero que essas investigações ajudem a afastar a insatisfatória situação atual em que os físicos se encontram, fazendo amplo uso das probabilidades sem estarem habilitados a dizer, coerentemente, o que pretendem dizer com probabilidade.

21 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 21 Embora Popper tenha começado a escrever sobre a Teoria das Propensões no seu livro Lógica da Pesquisa Científica, ele escreveu esta teoria no Pós-Escrito à Lógica da Descoberta Científica, como aponta seu discípulo David Miller numa conferência, de uma série realizada pelo Royal Institute of Philosophy, no período de outubro de 1994 e março de Posteriormente, essas conferências foram transformadas em livro, com o título Karl Popper: Philosophy and Problems. TEORIA DAS PROBABILIDADES A palavra probabilidade possui diversas acepções e diversas são as suas aplicações. Na economia, nos jogos, na estatística, etc. Podemos arriscar dizer que é difícil um campo de estudo que não aplique um pouco de probabilidade no seu trabalho. Observamos que a ciência da saúde, os diversos campos da tecnologia, a política e qualquer outra ciência sempre se defrontam com imprecisões ou situações que requerem o uso de probabilidade. Portanto, os teóricos dessas ciências precisam, em alguns casos, da aplicação da probabilidade. Na pior das hipóteses, um teórico de uma ciência qualquer precisa conhecer noções elementares de probabilidade. Dessa forma, ressaltando sua importância, Jan Von Plato se reporta à relação da probabilidade com a física: The developement of phisics has had a profund influence on our ideas about probability (PLATO, 1994, p. 10). O problema da teoria das probabilidades não pode, portanto, ser dissociado do estudo da filosofia da ciência, porque está ligado à ciência. Logo, qualquer reflexão sobre a ciência tem que envolver, em algum momento, a questão da probabilidade. Além do que David Miller, no seu livro Critical Rationalism a Restament and Defence, afirma: One of the principal challenges confronting any objectivist theory of the

22 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 22 scientific knowledge is to provide a satisfactory understanding of physical probabilities (MILLER, 1994, p. 176). NASCIMENTO E BREVE HISTÓRIA DA PROBABILIDADE Entre os primeiros grandes teóricos das teorias das probabilidades encontramos Bernouilli, Bayes e Laplace. Eles definiam a probabilidade como o quociente entre o número de casos favoráveis e o número de casos possíveis. A questão da probabilidade não foi discutida e nem desenvolvida pelos gregos e nem tampouco por nenhum matemático antigo. Durante a Idade Média, o assunto não interessou a nenhum pensador. A primeira obra de que se tem notícia que abordou a probabilidade foi um manual de matemática, escrito no século XVI, pelo italiano Girolamo Cardano. Porém, o assunto era tratado de forma superficial. A questão só veio a despertar interesse na França, a partir de Nessa época, o jogo era algo bastante popular na sociedade francesa. Cada vez mais, sofisticado e intrigante, ele despertou um interesse de alguns estudiosos em encontrar uma teoria matemática que conseguisse apresentar resultados relativos aos chamados jogos de azar. Um famoso jogador francês, chamado De Méré, desenvolveu um método para o estudo de tais jogos. Contudo, ele encontrou resultados diferentes entre os observados nos jogos e os previstos pelo seu método. Ele resolveu, então, inquirir o famoso matemático e filósofo Blaise Pascal sobre esse problema. Pascal, naquele momento vivendo em Paris, dedica-se ao problema e, nessa época, mantém uma correspondência com outro grande matemático, Pierre Fermat que residia em Toulouse. Dentre os inúmeros problemas discutidos entre os dois está o problema da probabilidade. A partir destas cartas, são estabelecidas as bases para todos os trabalhos sobre probabilidade. A conclusão de Pascal e Fermat

23 ENSAIOS SOBRE O PENSAMENTO DE KARL POPPER 23 foi a de que o cálculo de De Méré estava errado. Ele estava tentando aplicar fórmulas que só eram válidas em caso geral, não sendo aplicáveis em casos específicos. O primeiro tratado matemático formal sobre probabilidade foi escrito por Christiaan Huygens, em Para escrever esta obra, Huygens se baseou na correspondência Pascal-Fermat. Outra obra importante na história da probabilidade foi a Ars Conjectandi, de 1713, redigida pelo famoso matemático Jakob Bernoulli. Aliás, a família Bernoulli contribuiu muito para o desenvolvimento da probabilidade. Outros de seus membros, Daniel Bernoulli, por exemplo, escreveu tratados matemáticos sobre a probabilidade. Dentre os matemáticos que se preocuparam com o problema da probabilidade, podemos citar Abraham De Moivre, Leonhard Euler, Joseph Louis Lagrange e Pierre Simon Laplace. Essa definição clássica de probabilidade, mencionada acima, foi contestada por Hans Reichenbach e Richard Von Mises. Estes dois pensadores vão propor a substituição do número de casos pela medição de frequência relativa. Esta frequência relaciona um determinado número de casos com a classe a que estes casos pertencem. Já a frequência absoluta seria a classe por completo. Alguns pensadores acreditam que o problema da falta de certeza na previsão de alguns fenômenos está na incapacidade do sujeito que estuda estes fenômenos. Muitos pensadores, então, resolveram desenvolver teorias que trabalhassem as teorias das probabilidades pela ótica subjetiva, entre os quais estava Keynes. Lorde Maynard Keynes, um dos maiores economistas do século XX, desenvolveu uma teoria subjetiva da probabilidade. Esta era bem mais requintada que as anteriores. Nela, ele propõe um cálculo de medida de aproximação lógica entre os enunciados científicos. Assim, se tivermos dois

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