Trânsito e barulho incomodam mais os ricos; buracos e iluminação, os pobres

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1 Paulo, domingo, 28 de setembro de 2008 DNA PAULISTANO - SÃO PAULO TOTAL Ricos reclamam de trânsito e barulho; pobres, de buracos e iluminação Ayrton Vignola, Henrique Marenza, Fernando Donasci, Eduardo Anizelli e Lalo de Almeida/Folha Imagem As principais queixas dos paulistanos variam conforme sua classe socioeconômica, aponta Datafolha RETRATO DE SÃO PAULO Trânsito e barulho incomodam mais os ricos; buracos e iluminação, os pobres Conservação das ruas é o maior problema apontado por 12,5% dos paulistanos, principalmente dos distritos mais periféricos DA REPORTAGEM LOCAL Trânsito e poluição sonora incomodam os distritos mais ricos de São Paulo. Buracos nas ruas e falta de iluminação pública são os principais problemas nos locais mais pobres. Essa é uma das principais constatações da pesquisa DNA Paulistano, que fez um retrato inédito da cidade de São Paulo, distrito a distrito. A Folha publica hoje, no nono e último caderno da série, a comparação dos dados dos 96 distritos da capital.

2 Quando os entrevistadores do Datafolha perguntaram aos moradores qual é o principal problema da sua rua, nos distritos mais periféricos, como Marsilac, Parelheiros, Jaraguá e Anhangüera, os percentuais chegam a 49%. Em áreas mais ricas, os percentuais ficaram sempre abaixo da média da cidade, de 12,6%. No total, 30 distritos têm como maior reclamação os buracos das ruas. Em 28 deles, prevalecem famílias de classe C. Também em áreas mais periféricas surge como destaque negativo a reclamação da falta de iluminação pública. Na Freguesia do Ó, a reclamação chega a 23% -na Casa Verde e na Brasilândia, é de 20% e 19%, respectivamente. A média da cidade é de 9,7%. Em Pinheiros, por exemplo, só 2% apontam a iluminação pública como o maior problema. Dos 13 distritos que mais reclamam de iluminação, em 11 predominam famílias de classe C. Já os distritos mais ricos reclamam principalmente de trânsito -no Itaim Bibi e na Vila Leopoldina, esse índice é de 30%. Outros exemplos são Jardim Paulista (27%) e Moema (26%). A média da cidade é de 11,9%. Em São Mateus, 6%. Nos 36 distritos onde o trânsito é o maior problema, 22 são de classes A ou B. O excesso de barulho é o maior problema para os moradores Pinheiros (24%) e Consolação (21%). Em Ermelino Matarazzo, 2%. Na média da cidade, 6,8%. São três os distritos que mais reclamam da poluição sonora (dois de classes A ou B) e seis que apontam este como o segundo maior problema. Pesquisa O DNA Paulistano se baseia na maior pesquisa de opinião já feita na cidade, que marca o aniversário de 25 anos do instituto Datafolha. A pesquisa mapeou a realidade paulistana com dados como renda, sexo, idade, time de futebol, atividades de lazer e os maiores problemas e virtudes de cada um dos 96 distritos. O estudo constatou ainda quais os distritos em que os moradores se sentem mais satisfeitos ou insatisfeitos com as condições locais -o índice de satisfação de cada distrito está apresentado no mapa ao lado. (EVANDRO SPINELLI) Veja SATISFAÇÃO POR DISTRITO e DO QUE MAIS RECLAMAM

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4 Frase "O DNA paulistano traça um retrato em alta definição da cidade. A massa de dados revelada pelo estudo, inédita pela abrangência e por mostrar o ponto de vista dos moradores, permite o monitoramento de políticas públicas e do desenvolvimento dos 96 distritos da cidade" Mauro Paulino, diretor do Datafolha HORIZONTE DE CONCRETO Paulistano sofre e sonha com vida melhor Somente com ensino fundamental e vivendo na periferia, Maria de Lourdes exemplifica o paulistano radiografado pelo Datafolha WILLIAN VIEIRA DA REPORTAGEM LOCAL As mãos calejadas de Maria de Lourdes Clemente Novaes, 42, tremiam. É que fazia duas décadas que ela não estudava e agora apresentaria um seminário de administração. Não, não é faculdade -ela fez só a oitava série-, mas um curso profissionalizante (com aulas de telemarketing e atendimento) que, ela tem fé, vai alçá-la ao seu sonho de sua vida: ser secretária. Maria ajeita o cabelo "vermelho intenso" e sorri, sem supor que é o exemplo vivo do morador médio da maior metrópole do país -aquele que enfrenta o dia-a-dia da periferia (onde vive a maioria de São Paulo), com trânsito e violência demais; lazer, saúde, cultura de menos -, que sente o peso real das estatísticas sem sonhar com números. Tudo, com um sorriso. "Acho gostoso falar com as pessoas", diz Maria, certa da nova profissão. Em Guaianases (extremo leste) há 40 anos, fazendo unhas para engordar a pensão -ainda que a alergia à acetona inche os dedos cortados-, ela quer mudar de vida. Por isso, há dois meses, vai de Guaianases a Itaquera fazer o curso (a pé, sem dinheiro para o ônibus). Leva uma hora e meia, todo dia. Nunca faltou. O que a move é a "fé em Deus" de que vai se sentar em uma cadeira, maquiada e produzida, e "atender bem às pessoas", com o salário fixo caindo no fim do mês. "Um emprego numa recepção, meio período, seria maravilhoso", suspira. Uma vaga integral seria inviável, já que o filho Henrique, 9, tem diabetes tipo 1 e precisa de insulina duas vezes ao dia. E é Maria quem o leva, três vezes por mês, ao hospital na zona sul (só a ida são duas horas, dois ônibus e dois metrôs). O dinheiro do marido (só no papel) paga só o aluguel. Ela faz bico de manicure -para alimentar os sonhos da família. O filho menor quer um quarto (hoje os três dividem dois cômodos) e o maior, ser engenheiro mecatrônico. "Ele diz: "Mãe, se a gente tivesse carro pra passear seria tão bom". E eu digo: "Nem carro nem dinheiro, paciência, a vida é assim." "Já foi pior" Maria gosta da zona leste, mais de Itaquera, onde leva os filhos ao shopping -"só para passear", diz, rindo às lágrimas. É que "já foi pior". Quando chegou a São Paulo, bebê,

5 com os pais, lavradores de Minas, "não tinha o que comer nem o que vestir. Mas era melhor que lá." Casou aos 21 e teve três filhos. Por eles, virou corintiana e, por eles, engoliu a depressão. "Ela chegou aqui sem vontade de viver", diz o padre Rosalvino. "Hoje está feliz, graças a Deus." Assim pensa Maria, católica que reza toda noite, por um emprego ou por proteção. "Guaianases é perigoso, não tem escola, hospital, nem baile pra ir" (sertanejo, que adora, como boa parte dos paulistanos). Ouve no rádio e na TV, de Leonardo a Edson e Hudson. Assim, Maria, agonia e resignação, é o retrato da gente de São Paulo; que vive na periferia torcendo a cada dia para que tudo dê certo; mas que, enquanto não dá, aproveita os pequenos luxos da vida. Os dela são os celulares -dois, um deles novo. Só falta usar. Ela não sabe nenhum de seus números.

6 Frase "O morador de São Paulo é um lutador. Primeiro, porque é geralmente migrante, quando não imigrante; segundo, porque vive na periferia. Apesar de a cidade ter muitos encantos, eles raramente lhe são acessíveis. Ele enfrenta a cidade, seu trânsito, a busca por emprego e ainda tem que se enraizar em uma cidade que não é a sua" Maria Arminda do Nascimento Arruda, professora de sociologia da USP RANKING SP Alto de Pinheiros e Jardim Paulista são os melhores para se viver Os dois distritos da zona oeste empatam com as notas mais altas da cidade, 7; Brasilândia, na região noroeste, tem média 4,1, a mais baixa de SP EVANDRO SPINELLI DA REPORTAGEM LOCAL Cerca de 20 km separam uma região da outra. Mas é como se fossem dois países diferentes. Nos vizinhos Alto de Pinheiros e Jardim Paulista (zona oeste), os moradores são os mais satisfeitos com o próprio bairro, com média 7. Na Brasilândia (noroeste), impera a maior insatisfação: média 4,1. "É um bairro triste para se viver", diz Severina Josefa da Conceição, 70, moradora há 20 anos na Vila Terezinha, um dos bairros da Brasilândia. "Se eu tiver que dar uma nota para o bairro, digo é nota nada, porque nem zero cabe." Tudo é problema no distrito ao pé da serra da Cantareira: iluminação, limpeza, áreas de lazer, quantidade de escolas públicas e particulares, falta de segurança. A lista é enorme. Transporte coletivo, por exemplo. Foi a qualidade dos ônibus que atendem a região que fez com que Severina parasse de trabalhar, no ano passado. "Ônibus não pára para idoso. Falta educação." No Alto de Pinheiros, é o contrário. O ônibus que passa vazio pelas ruas sossegadas do distrito atormenta a vida dos moradores. "Já tentamos mudar isso, mas não conseguimos", diz Maria Helena Bueno, vice-presidente da Saap (Sociedade Amigos do Alto de Pinheiros) Maria Helena aponta ainda que a insegurança incomoda, mas seu alvo não é a polícia, é o próprio morador. "Quando tem assalto no fim de semana, a culpa é do vizinho, que não cuida da casa do outro, não quer nem saber se está em casa ou foi viajar. O vizinho não conhece quem mora ao lado dele." Na Brasilândia, é só o vizinho quem cuida. "Polícia aqui, você chama dez vezes e não vem. De vez quando passa um [carro de polícia]. De noite, não vem de jeito nenhum", diz Severina. O Jardim Paulista, onde 49% dos moradores vivem com mais de dez salários mínimos por mês, o problema já foi equacionado. "Segurança nós conseguimos resolver com segurança privada mesmo", diz o arquiteto urbanista Candido Malta, morador do Jardim Paulistano e presidente da Sajeb (Sociedade Amigos dos Jardins América, Europa e Paulistano). A nota para a segurança no distrito é 6,6, a maior da cidade empatada com

7 Alto de Pinheiros. Para aumentar a sensação de insegurança na Brasilândia tem iluminação pública precária. "É mais apagado que aceso", diz a aposentada Severina. Nem sempre. Na rua Clara Nunes, no Jd. Elisa Maria, a reportagem achou várias lâmpadas acesas. Só que era meio da tarde e o sol rachava a cabeça das crianças que corriam de um lado para outro -também faltam creches na região. Se a Brasilândia tem crianças (e adultos) nas ruas a qualquer hora do dia, no Alto de Pinheiros isso é raridade. É difícil encontrar gente na rua, indo a pé ao supermercado, por exemplo. Vizinhos conversando na calçada, então, não existe. "Não existe mentalidade do bem comum. As pessoas não estão nas ruas e temem ser abordadas", diz a vice-presidente da Saap. Maria Helena concorda que o Alto de Pinheiros é o melhor local de São Paulo para viver. "Aqui é muito bonito, muito arborizado, as ruas são tranqüilas e o trânsito está só nos corredores". Mas alerta: "Eu amo meu bairro, é por aqui mesmo que eu fico. Mas não ando na rua, não." A nota 7 do distrito do Jardim Paulista só não é maior por causa do trânsito, que recebeu nota 3. "Se não fosse o trânsito, seria perfeito", diz Candido Malta. "O trânsito traz intranqüilidade, e o que o morador mais preza é a tranqüilidade." Ele admite que os moradores colaboram para a piora do trânsito, mas diz que o problema é grave porque a região é rota de passagem de quem vem de bairros mais distantes. Se o transporte coletivo fosse bom, ele diz, as pessoas deixariam seus carros em casa. "Muitos moradores dos Jardins transferiram seus escritórios para o bairro. E não foi por causa da violência. Foi por causa do trânsito", diz Malta. Segundo o Datafolha, 32% dos moradores do Jardim Paulista vão trabalhar a pé e 32% usam o carro. Na Brasilândia, onde só 5% usam carro, 46% vão trabalhar de ônibus.

8 Veja NO QUE SEU DISTRITO SE DESTACA Frase "O melhor caminho para a política urbana metropolitana é aquele que articule a habitação, o saneamento básico, o transporte público, estimulando o adensamento de áreas já providas de infra-estrutura" Regina Meyer, urbanista e professora da FAU-USP

9 Frase "São Paulo apresenta alta segregação na escala metropolitana, com áreas centrais bastante homogêneas e quase exclusivas, mas periferias com razoável e crescente heterogeneidade social" Eduardo Marques, diretor do Centro de Estudos da Metrópole Mooca tem a maior auto-estima DA REPORTAGEM LOCAL Continuamos os mesmos. Foi assim que reagiu Crescenza Giannoccaro de Souza Neves ao saber que a nota que os moradores auto-atribuíram à Mooca foi a maior da cidade. Conhecida como dona Zina, ela preside a Associação dos Moradores e Amigos da Mooca, entidade conhecida pela sugestiva sigla de AmoaMooca. Pergunte a ela ou a outro morador tradicional por que gostam tanto dali. "Porque isso aqui é um país maravilhoso". Para o mooquense, trata-se de uma nação. Até o jeito de falar é característico. "É uma região que não abandona suas raízes, que mantém suas características", diz dona Zina. A nota que os moradores atribuíram ao distrito não condiz com a satisfação com a estrutura oferecida. Na média de 27 itens apontados pelo Datafolha, a Mooca recebeu nota 6,6, a sétima maior da cidade. Mas para o bairro, a nota é 8,4, a maior entre todos os distritos. A boa qualidade de vida fez com que a região sofresse um boom imobiliário -foram 24 lançamentos só nos últimos quatro anos. Para o subprefeito Eduardo Odloak, nascido no distrito, a explosão é positiva, principalmente para melhorar o comércio local. Segundo ele, o trânsito não sofrerá impacto, porque os empreendimentos estão próximos das principais vias de escoamento. (ES) MÃO NA BUZINA Reclama mais do trânsito quem chega mais rápido Moradores dos distritos que acham o trânsito o principal problema são os que levam menos tempo para chegar ao trabalho Henrique Marenza/Folha Imagem

10 Trânsito carregado na marginal Pinheiros; no Itaim Bibi, 30% consideram trânsito o principal problema, enquanto no Grajaú, só 9% RICARDO SANGIOVANNI DA REPORTAGEM LOCAL JOÃO PEQUENO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Quem gasta menos tempo para chegar ao trabalho é quem mais reclama do trânsito. Já quem mora longe e leva mais tempo para se deslocar não considera o trânsito um problema tão grave, apontam os dados da pesquisa realizada pelo instituto Datafolha. Da janela de seu apartamento na rua Pedroso Alvarenga, no Itaim Bibi (zona oeste), a desenhista Mônica Freitas, 50, reclama do trânsito. "Não tem uma horinha que eu olhe e veja que os carros deram uma folga", diz ela, que evita sair com o automóvel há um ano, desde que se mudou para o bairro. A média de tempo gasto para ir de casa até o trabalho por moradores do Itaim Bibi - distrito que mais reclama do trânsito- é de 26,2 minutos. Menos da metade dos 61,9 minutos que gasta o morador do Grajaú, no extremo sul. Mas, mesmo assim, no Itaim Bibi, trânsito é o principal problema para 30% dos moradores -no Grajaú, só 9% se incomodam com isso. Outros distritos centrais, como Vila Leopoldina (média de 30 minutos) e Jardim Paulista (25,4), completam a lista dos incomodados com o trânsito (30% e 27%, respectivamente). "Só saio de carro para levar minha filha à faculdade, na Liberdade. Levo mais de uma hora se sair às 18h. Nota zero [para o trânsito]", afirma Mônica. Já a vendedora Ana Cláudia de Jesus, 22, tinha outra preocupação quando morava no Grajaú, a 25 km do centro. Era tão longe que ela mentia o endereço em entrevistas de emprego, com medo de que os possíveis patrões associassem a distância a futuros atrasos e desistissem de contratá-la. O consultor de transportes, urbanista e ex-técnico da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) Flamínio Fichmann diz que, embora perca menos tempo, o morador da região central está "mais exposto" ao trânsito -os carros "tendem a se espalhar dos corredores principais para vias menores" e o fluxo é intenso durante todo o dia. Na periferia, diz Fichmann, o trânsito não se espalha tanto, e os congestionamentos se concentram nos horários de pico. "O resultado [da pesquisa] é coerente, já que estamos

11 falando da percepção do morador." A incidência de reclamações do trânsito, porém, nem sempre corresponde à nota dada pelos moradores à qualidade do transporte coletivo no bairro. Em Parelheiros, embora só 3% considerem o trânsito um problema, o transporte coletivo ganhou nota 4,7. Já na Vila Leopoldina, onde o trânsito é problema para 30%, o transporte coletivo tirou 7,5. O distrito de Moema (zona sul) é recordista no uso de carro para trabalhar (45%) e está entre os que menos usam o ônibus (16%), apesar do corredor para coletivos que corta o bairro pela avenida Ibirapuera. A média de tempo que os moradores de Moema demoram para chegar ao trabalho é de 25,8 minutos, uma das menores da cidade. A nota para o transporte coletivo pouco usado no distrito é de 5,9. Em Anhangüera (noroeste), 51% usam ônibus para ir trabalhar (maior percentual da cidade) e a média de tempo casa/ trabalho é de 39 minutos. A nota para o transporte coletivo é 6,3. Para o engenheiro aposentado e psicólogo Ion de Freitas, criador do curso de engenharia de transportes da USP, a diferença de percepção tem também explicação qualitativa. "Para quem mora mal há problemas mais graves que o trânsito. Quem mora no Itaim Bibi tem tudo, então o que "pega" são esses minutos de tráfego." Nos quatro bairros da periferia onde o trânsito é considerado problema menor, a principal reclamação é de buracos na calçada e no asfalto. "Não está ligado a tempo, mas a conforto no transporte", diz Freitas. Para o professor de engenharia de transportes da USP Jaime Waisman, o tempo de quem mora no centro [e tem maiores renda e escolaridade] é mais caro que o de quem mora na periferia. "Perder tempo incomoda mais o empresário que o operário", diz ele, que considera o morador da periferia "menos crítico" e mais "conformado" com serviços ruins. Freitas discorda. "Raiva, frustração, incômodo são sentimentos, não passam pela razão. O homem é sempre homem, independentemente de escolaridade", afirma. Frase "Para quem mora mal [na periferia] há problemas mais graves que o [tempo gasto no] trânsito. Quem mora no Itaim Bibi tem tudo, então o que 'pega' são esses minutos de tráfego" Ion de Freitas, criador do curso de engenharia de transportes da USP Artur Alvim é o que usa mais metrô DA REPORTAGEM LOCAL COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Os moradores de Artur Alvim, no leste da cidade, são os que mais usam metrô para ir ao trabalho: 41%. Embora levem 36,7 minutos, em média, para chegar ao trabalho, os moradores do distrito estão entre os que menos reclamam do transporte coletivo (nota 7,6). E entre os que menos acham que o trânsito é um problema (7%). Morador antigo do bairro, Valmir Vieira, 51, presidente de uma cooperativa de empregos, conta que sai de casa às 7h e leva uma hora até o trabalho, em Pinheiros, na

12 zona oeste. Apesar da distância e das duas baldeações que precisa fazer em cada viagem, ele ainda prefere o metrô e o trem, que toma na Barra Funda. "Se for de carro, tenho que acordar às 5h30, por causa do trânsito. Isso sem contar a dificuldade para arrumar vaga e estacionar." Bicicleta A maior incidência de uso da bicicleta para ir trabalhar é do Jardim Helena, no extremo leste: 6%. Segundo o cicloativista André Pasqualini, o uso da bicicleta é mais disseminado fora do centro expandido, onde a renda não permite que parte dos moradores tenha carro. Ele observa, entretanto, que pedalar longe do centro é mais arriscado, já que os carros costumam andar a velocidades maiores e tendem a desrespeitar os ciclistas -que, por sua vez, se descuidam mais do uso de equipamentos de proteção. Levantamento do Ciclobr, Ong coordenada por Pasqualini, aponta que metade das mortes de ciclistas no trânsito, nos últimos anos, resulta de traumatismo craniano -cujo risco pode ser minimizado pelo uso do capacete. (RS e JP) Finok ilustra última edição do DNA Paulistano COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Foi em 2002, ao assistir um grafiteiro disparando um "throw-up" -uma modalidade de grafite feita rapidamente, geralmente com duas cores fortes e contrastantes no- muro da Eletropaulo, na avenida do Estado, que Finok sentiu o estalo com que decidiu fazer ele mesmo seus desenhos. O estilo é adotado por Finok -ou Raphael Sagorra, 22- todo domingo, "dia sagrado", quando ele borrifa azul e verde-limão, cores que suas são marcas registradas, em muros por toda a cidade -"Não gosto de me restringir ao meu bairro", diz o morador do Cambuci (região central), onde nasceu seu apelido. "Na minha rua, me chamavam de Figo, mas, como imaginei que alguém poderia usar este nome, mudei para Finok", explica. O grafiteiro costuma usar os tons fazer letras. "Gosto, especialmente, de fazer rostos, dentro da letra "O" e acho que elas dão um contraste legal", resume. Nesta última edição do DNA Paulistano, porém, ele optou por fazer desenhos, como costuma fazer em murais. "Nesses espaços, prefiro fazer desenhos mais trabalhados. Mas não deixo de pintar as letras, sempre aos domingos", diz. (JP) SEGURANÇA Morador se sente seguro em bairro violento No Jaçanã, o risco de violência é de 34%, mas a sensação de insegurança é de 26%; Moema tem risco de 9%, mas 18% se sentem inseguros

13 Henrique Marenza/Folha Imagem Lanças protegem casa na Brasilândia (noroeste); para especialistas, morador de região violenta tem maior tolerância à violência TALITA BEDINELLI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA Na rua de Odair de Oliveira, no Jaçanã, um vizinho matou os tios, outra vizinha e o cachorro dela e depois se matou. Tempos depois, um ladrão entrou armado na padaria da esquina quando ele estava comprando pão. Em outra ocasião, ele também sofreu uma tentativa de assalto à mão armada. Mesmo colecionando histórias de violência no distrito onde mora há 57 anos, Odair, vice-presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) do Jaçanã, diz sentirse seguro. Já a farmacêutica Cynthia Sack, 40, que nunca foi assaltada no bairro, diz que não anda sozinha à noite pelas ruas por medo de ser assaltada. Ela mora em Higienópolis (centro). Esses dois casos exemplificam bem uma contradição captada pela pesquisa Datafolha: moradores das regiões mais violentas da cidade sentem-se seguros onde moram; os de áreas menos violentas, não. A pesquisa perguntou a moradores dos 96 distritos de São Paulo se eles foram assaltados, roubados ou agredidos no último ano no bairro; se, no mesmo período, alguém entrou na casa deles e roubou ou tentou roubar algo; se sofreram algum seqüestro relâmpago nos últimos doze meses no bairro e se tiveram parente ou amigo assassinado no último ano no bairro. Também foi perguntado a eles qual o grau de segurança que eles sentem ao andar depois de escurecer pelas ruas próximas ao local onde moram. No Jaçanã, 34% disseram ter sofrido algum dos quatro episódios de violência -maior percentual da cidade. Mas 26% se disseram muito inseguros nas ruas à noite -valor que coloca o distrito atrás de outros cinco. Na Consolação, distrito em que fica Higienópolis, apenas 13% foram vítimas de alguma das agressões citadas, mas 20% se disseram muito inseguros. "A sensação de insegurança e o medo são formados por outras coisas além da experiência individual. Os conhecidos terem passado por uma situação de violência e um discurso do medo construído na cidade influenciam de maneira determinante essa

14 percepção", diz Paula Miraglia, diretora-executiva do Ilanud (Instituto Latino Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente). "Às vezes, uma pessoa sofreu um episódio anos atrás e as marcas ficaram", completa a coordenadora-adjunta do NEV (Núcleo de Estudos da Violência da USP), Nancy Cardia. Para ambas, em regiões onde a violência é mais freqüente, ela pode ser mais tolerada pelos moradores. "Alguns grupos podem achar isso absolutamente intolerável. Em outros, por acontecer tanto, com tanta freqüência e ser tão inescapável, pode ser que o medo seja menor", afirma Cardia. O fato pode ser observado em Capão Redondo (extremo sul), segundo local com maior número de homicídios em São Paulo no segundo trimestre de 2008, segundo o Mapa da Violência publicado pela Folha no mês passado. Na pesquisa do Datafolha, o distrito tem o segundo maior risco de violência (30%) e uma percepção de insegurança de 20%. A porcentagem é menor que a de Moema (zona sul), onde 21% disseram sentir-se muito inseguros, apesar de o risco ser de apenas 9%. Vizinhança Para o vice-presidente do Conseg do Jaçanã, a segurança que ele sente no bairro é proporcionada pelos vizinhos. "Todo mundo conhece todo mundo, os vizinhos ficam de olho, se ajudam", explica. "Em bairros onde se tem casas, as pessoas conhecem os vizinhos, a rotina da rua, sentem um maior controle da situação", concorda Cardia. "Onde você tem um grande número de prédios e maior anonimato, mais fácil para as pessoas se sentirem inseguras. É muito difícil saber quem é do bairro." No Jaçanã, 94% moram em casas; no Capão Redondo, 89%. Já na Consolação, esse número é de apenas 5% e, em Moema, de 18%. Para se sentirem mais seguros, moradores de bairros mais ricos contam com vigias, janelas especiais e grades. "As pessoas não desistem das seguranças individuais privadas, mas isso não garante a segurança da cidade. Enquanto a cidade não estiver segura, ninguém vai estar", diz Miraglia. Frase "Há um caráter desigual da distribuição da violência da cidade. Na periferia você tem muito mais chances de morrer assassinado do que no centro da cidade. Mas no lugar onde você tem mais chance de morrer, isso não aparece no topo das preocupações" Paula Miraglia, antropóloga e diretora executiva do Ilanud Falta de luz aumenta sensação de insegurança COLABORAÇÃO PARA A FOLHA A sensação de insegurança detectada nos distritos de São Paulo não é promovida apenas pela violência propriamente dita ou pela pouca quantidade de policiais nas ruas: a falta de iluminação também contribui para que as pessoas sintam medo de andar por seus bairros após escurecer.

15 "Realmente, o bairro aqui é complicado. A iluminação deixa muito a desejar. Você anda por aqui e na esquina pode dar de cara com alguém mal-intencionado e só perceber quando já for tarde", diz o representante comercial Sérgio Manna, 64, morador do Jaçanã. No distrito, 26% disseram que se sentem muito inseguros ao andar na rua à noite após escurecer e 11% reclamam da iluminação -segundo maior problema apontado pelos moradores na pesquisa do Datafolha, atrás apenas da conservação e asfaltamento das ruas (18%). "Percepção de insegurança também é formada pelo meio onde as pessoas circulam", afirma o representante regional do Unodc (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), Giovanni Quaglia. "Aumentar a iluminação é uma das formas de diminuir essa percepção. Assim como melhorar condições para que as pessoas possam estar em uma praça com segurança. Hoje, as pessoas estão na rua correndo, sempre com medo", ressalta. A sensação de insegurança também é grande em outros distritos em que a iluminação pública liderou as reclamações. Na Brasilândia, 28% reclamam de insegurança e 19% dizem que a iluminação pública é o pior problema do bairro. Na Freguesia do Ó, 20% se dizem muito inseguros e 23% reclamam da energia elétrica. Na Casa Verde, 21% se sentem muito inseguros e 20% criticam a iluminação das ruas. Os três distritos ficam na região noroeste, que foi a campeã da cidade em reclamações sobre a iluminação pública, com quase 15% de queixas. Segundo o Ilume (Departamento de Iluminação Pública), órgão da Prefeitura de São Paulo, a região ainda possui algumas lâmpadas de mercúrio, que são mais antigas, mas o maior problema no local são os furtos de cabos de cobre da rede elétrica. A região é a segunda colocada nesse tipo de furto na cidade, de acordo com o Ilume. Medo da delegacia O representante comercial Sérgio Manna já foi assaltado duas vezes. Em uma terceira, teve o carro roubado. Fazer boletim de ocorrência na delegacia do Jaçanã é desanimador, afirma ele. "Na rua da delegacia a iluminação é uma beleza", ironiza. "Já não era maravilhosa antes, mas fizeram uma troca de lâmpadas para economizar energia e ficou pior", explica. Atrás da delegacia citada pelo morador fica uma praça, que é o lugar do distrito onde há mais furtos de carro, segundo o vice-presidente do Conseg (Conselho de Segurança) local, Odair de Oliveira. Na rua da praça fica também um comando da Polícia Militar e um hospital. "As pessoas trazem alguém para socorrer no hospital e deixam o carro aqui. Quando voltam, não encontram mais", conta. O Jaçanã também sofre com a falta de carros policiais. De acordo com Oliveira, são apenas oito para atender uma população de moradores, segundo estimativa populacional da Secretaria Municipal de Planejamento. (TB) MENOS PARA QUEM TEM MENOS Áreas pobres têm serviços piores

16 Moradores da periferia avaliam pior os serviços públicos; oferta de lazer e conservação de ruas são melhores em áreas nobres Henrique Marenza/Folha Imagem Ônibus percorre rua de Marsilac, o distrito mais pobre da cidade DA REPORTAGEM LOCAL Quanto mais pobre o bairro, piores são os serviços públicos. Nas áreas "nobres", tudo é muito melhor. Isso é o que dizia o senso comum. Agora, a opinião é comprovada pela percepção do morador apontada na pesquisa do instituto Datafolha. Nas áreas mais ricas, os moradores avaliam melhor os serviços públicos que nos distritos mais pobres e periféricos. O contraste é mais visível quando se avaliam serviços não-prioritários, como áreas de lazer, atividades de cultura e ações para jovens e idosos. A pior nota (1,9) para áreas de lazer (parques, praças, centros esportivos e culturais, etc.) é do Lajeado (extremo leste), onde 35% dos moradores vivem com até dois salários mínimos mensais e 43% estão desempregados ou subempregados. A melhor nota para este item vem do Alto de Pinheiros (zona oeste), onde 73% dos moradores pertencem às classes A ou B e 31% têm renda superior a dez salários mínimos. O parque Villa-Lobos, por exemplo, fica no Alto de Pinheiros. A Brasilândia, distrito com o pior índice de satisfação da cidade, tem a terceira pior nota para o item áreas de lazer. Essa é uma das brigas da aposentada Maria Nazareth da Silva, 69, fundadora de uma ONG que atende pessoas carentes. "Aqui falta tanta coisa... Não tem uma área de lazer para as crianças brincarem, para elas fazerem um esporte. Já lutei para ver se conseguia um espaço para elas, mas não consegui", diz Maria Nazareth. O cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), aponta que a falta de poder de pressão dos moradores é um dos fatores que faz com que o serviço seja pior na periferia. Outro aspecto a considerar é a falta de interesse dos políticos no desenvolvimento das regiões onde eles atuam. "Como é a relação do político com a comunidade? Ele procura resolver os problemas da comunidade ou atua somente como despachante local? Há casos em que ele não quer que o problema seja resolvido para que ele possa ajudar individualmente cada cidadão", diz. Segundo ele, as notas apontadas na pesquisa demonstram que o governo não atua como deveria nas regiões mais carentes porque, quando há uma intervenção governamental para melhorar alguma área, "a população não tem como omitir".

17 A conservação das ruas e avenidas é outro exemplo de como as áreas mais ricas têm melhor avaliação dos serviços públicos. O tema obtém sua pior avaliação no distrito de Marsilac (extremo sul), que tem os mais baixos índices socioeconômicos da capital - mais da metade da população vive com até 2 salários mínimos (54%) e está desempregada ou subempregada (51%). Alto de Pinheiros tem também a melhor avaliação para a conservação de ruas. Sem governo "As necessidades são maiores na periferia, onde o poder público não se faz tão presente", afirmou Mário Pascarelli, coordenador do curso de gerente de cidade da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). "O governo governa para os ricos, não para os pobres. Não estou falando deste ou daquele governo, mas de todos os governos. Não há presença governamental na periferia." Andrea Matarazzo, secretário das Subprefeituras, contesta. Para ele, a impressão de que não há ação do governo na periferia apontada, por exemplo, nas baixas avaliações da limpeza pública e da conservação das ruas, se dá pela própria desorganização dos bairros. "A sensação de limpeza é pior porque a área é mais desorganizada, tem mais terreno baldio, mais mato", afirmou. Matarazzo aponta ainda que a ocupação irregular de áreas periféricas, como regiões de mananciais, impede a realização de investimentos públicos. "Eu só posso fazer contrato de varrição em ruas oficiais. Se a área é irregular, não tem como varrer", disse Matarazzo. Para o coordenador do curso de gerente de cidade, "é fácil dizer que os problemas são maiores porque a ocupação é irregular". "A administração deixa acontecer [a ocupação] e depois força uma situação de não dar atenção para ver se o invasor se toca e vai embora", afirmou Pascarelli. (ES) Veja INDICADORES SOCIOECONÔMICOS

18 Frase "Para o político, muitas vezes interessa que o poder público não seja eficiente. Ele não quer que resolva o problema do bairro para que ele atue como um despachante, resolvendo cada questão pontualmente" Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político da FGV Marsilac é o mais pobre e o menos urbanizado DA REPORTAGEM LOCAL O tempo passa diferente em Marsilac. A 45 km da praça da Sé, Marsilac é o distrito com os piores indicadores econômicos de São Paulo: tem a maior taxa de desempregados e trabalhadores informais e o maior percentual de moradores que vivem com menos de dois salários mínimos por mês. Problemas não faltam na região que no papel é urbana, mas, na prática, rural. Água, só de poço. Rua esburacada é um luxo, já que a regra é não ter asfalto. Conseguir consulta com um médico é demorado. Lazer, só quando a comunidade faz festa. Mas parece que ninguém liga. "É um lugarzinho sossegado", diz Tarzan, como é conhecido Jailton dos Santos, "mais ou menos 40 anos".

19 Tarzan ganha um salário mínimo e uma cesta básica por mês, o que sustenta ele, a mulher e os três filhos. Passa o tempo abrindo picadas no mato e bolindo com tartarugas das nascentes. "Nosso relógio biológico é diferente, sim", diz Maria Lúcia Cirillo, presidente da associação dos moradores do bairro de Engenheiro Marsilac. Não fosse o trem de hora em hora levando e trazendo carga de Santos, Marsilac seria o paraíso para seus moradores. Paulo Rodrigues, 50, nasceu ali, trabalha de caseiro e nem cogita se mudar. Ele vive com a mulher e uma filha e ganha salário mínimo. Acorda às 4h e dorme antes das 21h. Quando dá, vai à "vila" (centro do bairro) buscar a filha na escola. Espera dar a hora na praça, conversando. Quase todo mundo tem história de violência para contar, de seqüestro a roubo em chácara. Mas medo, quase ninguém tem. Nem de andar à noite pelas ruas escuras. Entre os pontos positivos, estão a qualidade do ar, o contato com a natureza (de vez em quando aparece onça ou jibóia) e a vizinhança. Tudo se resume ao "sossego", coisa que o paulistano médio não sabe bem o que é. (ES) ACESSO RESTRITO "Capital cultural" é para poucos A maioria dos paulistanos não vai a cinema, teatro nem a espetáculos; equipamentos se concentram em locais onde a renda é maior MARIANA BARROS DA REPORTAGEM LOCAL Em uma das apresentações de agosto do Grupo Corpo, uma das mais conceituadas companhias de dança do país, uma perua vinda do Capão Redondo, no extremo sul, estacionou no Teatro Alfa, na zona sul, uma das mais sofisticadas casas de espetáculos de São Paulo. A inspetora de alunos da rede municipal Lígia Harder, 43, que ganha R$ 600 por mês, era uma das passageiras. Aproveitou o programa de uma ONG da região onde vive que leva moradores a atividades culturais e dividiu com mais 11 pessoas o custo do transporte. "Se não fosse de perua, não dava para chegar, demora muito", diz ela. O interesse e a disposição de Lígia em aproveitar a vida cultural que a cidade oferece é exceção entre os paulistanos. Segundo a pesquisa Datafolha, a maioria dos habitantes da cidade não vai ao cinema nem ao teatro nem a shows. São maioria também os que não freqüentam bares ou boates e é grande a parcela dos que não vão sequer a restaurantes (39%) ou a parques (43%). "Há o problema do deslocamento, do preço das atividades e de oferecer algo que atenda ao gosto do público", afirma a professora de marketing da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Tânia Vidigal. Segundo a pesquisadora, há ainda um aumento no número de pessoas que preferem ficar em casa em seu tempo livre por conta da dificuldade de se locomover na cidade, da exaustão causada pelo trabalho e das novas tecnologias de entretenimento, como internet, DVD e videogame. "Quem faz mais lazer fora de casa é quem mora perto de equipamentos culturais", diz. A pesquisa Datafolha confirma isso: enquanto na zona oeste, onde 58,7% dos moradores são de classes A e B, 40,3% vão ao cinema e 21,7% vão a espetáculos ao menos uma vez por mês. Já no extremo sul, onde apenas 27,7% são de classes A e B,

20 são 23,4% os que vão ao cinema e 18,2% os que assistem a espetáculos todos os meses. Lígia integra essa parcela. "Já vi "Quebra-Nozes" no Municipal, Almeida Júnior na Pinacoteca, fui ao planetário no Ibirapuera, vi peças no Parlapatões, mostra de cinema no Itaú Cultural... Até assisti ao [grupo] Havana Brasil no Bourbon Street, porque fiquei amiga de um dos seguranças", conta. Lígia diz que não se incomoda com o fato de os outros freqüentadores terem mais dinheiro. "Não me sinto inferior. Tem gente que tem mais grana, que vai lá e toma uísque. Eu não e tudo bem", diz. Todas as quintas a inspetora se informa da programação gratuita da cidade, aproveitando os dias em que museus como o Masp e a Pinacoteca abrem as portas sem cobrar entrada. "Sou da resistência. As pessoas não deixam de ir por falta de interesse. É que é difícil mesmo". O custo é impeditivo. Nas salas de cinema Kinoplex, no Itaim Bibi, um ingresso custa R$ 20; salas do Bristol e do Reserva Cultural, na avenida Paulista, cobram R$ 19 -sem contar os gastos com pipoca, estacionamento, ônibus ou metrô. O maior intervalo entre os ônibus nos finais de semana e o fechamento do metrô nas madrugadas é outro obstáculo. Uma solução para diminuir os deslocamentos é ampliar o lazer nas áreas periféricas. Para o supervisor de programação da Secretaria Municipal de Cultura José Mauro Gnaspini, é preciso oferecer o que a comunidade gosta e ainda apresentar algo novo, além de abrigar e fortalecer ações espontâneas que já ocorram nesses locais. Isso, no entanto, não impede a segregação cultural. "Quem mora nos bairros centrais tem receio de se deslocar [para atividades na periferia] porque a imagem que nós temos aqui é a imagem da violência", diz a professora da FGV.

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