Anotações sobre a tributação do serviço de conexão à internet em alta velocidade

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Anotações sobre a tributação do serviço de conexão à internet em alta velocidade"

Transcrição

1 Estudo Técnico Anotações sobre a tributação do serviço de conexão à internet em alta velocidade Considerações preliminares O acentuado desenvolvimento tecnológico no campo das telecomunicações desde a edição, em 1997, da Lei Geral das Comunicações - LGT 1 vem suscitando intermináveis controvérsias versando sobre a tributação, pelo ICMS, do serviço de conexão à internet em alta velocidade prestado por operadoras de redes de telecomunicações. No centro das discussões sobressai a questão relativa à natureza da atividade de provimento de acesso à internet, pressuposto de fato ainda não integralmente assimilado pelos operadores do Direito, especialmente em razão das transformações tecnológicas ocorridas nas últimas duas décadas e dos impactos por elas acarretados nas conceituações firmadas no contexto da legislação dos anos 90. Sabemos que a interpretação dos conceitos e definições legais precisa ser devidamente contextualizada, o que pressupõe, por necessário, a consideração do estágio de evolução tecnológica existente à época em que formulados esses conceitos e definições. Na verdade, antes mesmo da LGT, que criou a Agência Nacional de Telecomunicações Anatel, o Ministério das Comunicações já havia aprovado, por meio da Portaria 148, de 31 de maio de 1995, a Norma 004/95, editada com o objetivo de regular o uso de meios da Rede Pública de Telecomunicações para o provimento e utilização de Serviços de Conexão à Internet. Importante salientar que esse instrumento normativo é conhecido por haver firmado a obrigatoriedade de contratação de provedores dedicados unicamente ao serviço de acesso à internet, excluindo dessa atividade as centrais telefônicas concessionárias de serviços de telecomunicação. Embora teoricamente produzindo efeitos até os dias atuais, as definições e procedimentos instituídos por esse ato se entremostram em visível descompasso com a 1 Lei 9.472, de 16 de julho de 1997.

2 evolução tecnológica iniciada pela implementação dos serviços de conexão à internet em alta velocidade, com a tecnologia ADSL. Nem decorridos cinco anos da edição da Norma 004/95, perceptível já era a defasagem das definições e regras aí contidas, pouco depois retomadas e ampliadas pela LGT em 1997, em relação ao patamar tecnológico alcançado com a conexão rápida à internet em banda larga operada pelas empresas prestadoras de serviços de telecomunicações. O fato é que o progresso verificado no setor de telecomunicações trouxe implicações profundas ao conceito de provimento de acesso à internet tal como definido ao tempo da edição da Norma 004/95 e da Lei Geral das Telecomunicações, quando a conexão à internet se realizava necessariamente por intermédio de provedores que operavam no fornecimento dos meios lógicos necessários à viabilização da referida conexão, tendo por suporte uma infraestrutura física de telefonia fixa. Nessa época, a conexão era discada e o usuário tinha de permanecer todo o tempo plugado na linha telefônica, que ficava indisponibilizada para a realização e recebimento de chamadas. A evolução tecnológica operou-se em duas frentes distintas. De um lado, a partir das próprias redes de telefonia fixa, com a introdução da tecnologia ADSL, que substituiu a conexão discada pela conexão em banda larga e possibilitou o acesso direto e automático à rede mundial de computadores, tornando a rigor desnecessário o serviço de valor adicionado prestado pelos provedores de acesso tradicionais. De outro lado, por meio das redes de televisão por assinatura, com suporte em cabeamento físico ou ondas de radiofrequência, realizando a transmissão de sinais multimídia em diversas modalidades de serviços, inclusive de provimento de acesso à internet em alta velocidade, quer por meio de suas próprias redes ou mediante cessão de uso a terceiras empresas provedoras. De 2010 para cá, intensificaram-se as propostas e recomendações no sentido de ser revisada e atualizada a Norma 004/95. Naquele ano foi constituído, no âmbito do Ministério das Comunicações, Grupo de Trabalho com a finalidade de reavaliar o modelo de provimento de conexão à internet consagrado no referido instrumento normativo. Pesaram sobremaneira na decisão de formação do referido grupo as dificuldades de operacionalização das definições e regras contidas na Norma 004/05 em face do quadro atual de evolução tecnológica no setor de telecomunicações. 2 2 Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, igualmente contribuíram para reforçar a necessidade de revisão da Norma 004/95 as recomendações ao referido Ministério e à Anatel levadas ao relatório da CPI da Pedofilia, do Senado Federal, no sentido de ser melhor regulamentada e fiscalizada a atividade de prestação de serviços de internet, em face das dificuldades dos provedores em armazenar

3 Em julho de 2011, a Anatel foi instada pelo Ministério das Comunicações a empreender, com a possível brevidade, a atualização da mencionada norma, inclusive para o fim de verificar a manutenção do modelo atual no que respeita à necessidade de separação formal entre a prestação de serviços de conexão lógica à internet, realizada pelos provedores de serviço de valor adicionado, e o fornecimento da infraestrutura de conexão, promovida quer pelas redes de telefonia fixa ou pelas redes de TV por assinatura. Não se tem notícia, até o presente, sobre a conclusão da providência recomendada pelo Ministério das Comunicações. O exame da natureza do provimento de acesso à internet, à luz do atual estágio de desenvolvimento tecnológico no campo das telecomunicações, põe-se como essencial para a interpretação do efetivo alcance da regra de redução de base de cálculo do ICMS instituída pelo Convênio ICMS 78, de 6 de julho de 2001, implementado na legislação do Estado de São Paulo pelo Decreto , de 22 de agosto de Como sabido, a referida redução teve por objeto o imposto incidente na prestação onerosa de serviço de comunicação, na modalidade de acesso à Internet, de forma que a carga tributária resulte no percentual de 5% (cinco por cento) do valor da prestação. 3 Para determinação do âmbito de abrangência do benefício fiscal, importa proceder, antes de tudo, à contextualização histórica na qual teve origem a regulamentação da atividade de provimento de acesso à internet, o que requer, por necessário, a adequada compreensão do patamar tecnológico subjacente a essa produção normativa. É o que será a seguir explanado. O provimento de acesso à internet à época da Norma 004/95 A edição da Norma 004/95 precedeu, em três meses, a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 8, de 15 de agosto de 2005, que abriu a possibilidade jurídica de quebra do monopólio estatal no campo das telecomunicações. Mas o objetivo do governo federal, à época, não era apenas viabilizar a privatização das empresas do antigo Sistema Telebrás, mas criar um modelo concorrencial para uma imensa gama de serviços de telecomunicações, a serem explorados comercialmente por empresas privadas. informações sobre o acesso de seus assinantes à rede mundial de computadores, com isso criando problemas para a investigação policial. 3 O benefício vigorou até o dia 31 de março de 2012, como consequência da revogação do citado dispositivo regulamentar pelo Decreto , de 27 de dezembro de 2011.

4 Nesse contexto se insere a diretriz do Ministério das Comunicações, então comandado pelo Ministro Sérgio Motta, no sentido de impedir o monopólio estatal do serviço de acesso à internet, fazendo com que este fosse explorado em regime de livre competição, num mercado formado por crescente número de empresas prestadoras do serviço de conexão à rede mundial de computadores. Para tanto, tornou-se imprescindível delimitar juridicamente o campo de atuação dos provedores de acesso à internet, que deveria ter natureza distinta da atividade típica das operadoras de telecomunicação. Decidiu-se, então, que as empresas prestadoras de serviços de telecomunicação ficariam com o fornecimento dos meios físicos necessários à conexão dos usuários à internet, enquanto os provedores de acesso, com suporte na infraestrutura de rede oferecida pelas teles, teriam a incumbência de fornecer os meios lógicos para que essa conexão pudesse ser estabelecida. Dentre as definições terminológicas moldadas pela Norma 004/95, até hoje balizadoras da produção normativa voltada para as empresas prestadoras de serviços de conexão à internet, sobressaem os conceitos correlatos de Serviço de Conexão à Internet SCI e o Serviço de Valor Adicionado SVA, ambos prestados pelo Provedor de Serviço de Conexão à Internet PSCI, definido na alínea d do item 3 como entidade que presta Serviço de Conexão à Internet. da norma: O Serviço de Comunicação à Internet SCI está assim delineado no item Para efeito desta Norma, considera-se que o Serviço de Conexão à Internet constitui-se: a. dos equipamentos necessários aos processos de roteamento, armazenamento e encaminhamento de informações, e dos "software" e "hardware" necessários para o provedor implementar os protocolos da Internet e gerenciar e administrar o serviço; b. das rotinas para administração de conexões à Internet (senhas, endereços e domínios Internet); c. dos "softwares" dispostos pelo PSCI: aplicativos tais como - correio eletrônico, acesso a computadores remotos, transferência de arquivos, acesso a banco de dados, acesso a diretórios, e outros correlatos -, mecanismos de controle e segurança, e outros; d. dos arquivos de dados, cadastros e outras informações dispostas pelo PSCI;

5 e. do "hardware" necessário para o provedor ofertar, manter, gerenciar e administrar os "softwares" e os arquivos especificados nas letras "b","c" e "d" deste subitem; f. outros "hardwares" e "softwares" específicos, utilizados pelo PSCI. Ainda que genérico, o conceito de SCI tem seu âmbito de abrangência limitado à atividade comunicacional desenvolvida pela empresa prestadora de provimento de acesso à internet, não chegando a alcançar a infraestrutura física das redes das concessionárias de telefonia fixa. A alínea a descreve os elementos componentes da atividade realizada pelos provedores: (i) os equipamentos indispensáveis ao roteamento, armazenamento e transmissão de informações e (ii) os programas dedicados ao gerenciamento de sua atividade, principalmente os que viabilizam a implementação dos protocolos da internet aos assinantes ou usuários de seus serviços. Esta dualidade bem se estampa na utilização das expressões hardware e software, de resto retomadas nos itens subsequentes do dispositivo. Com efeito, para poderem realizar sua atividade, os provedores precisam ter por suporte (físico) diversos equipamentos, como servidores, modems e cabos utilizados para a recepção e transmissão de informações, dentre outros dispositivos eletrônicos. Mas também precisam de programas ( softwares ) que realizem a mais importante função do provedor de acesso: fornecer ao usuário um número de IP ( Internet Protocol ). O IP corresponde ao endereço eletrônico do computador do usuário, que dele precisa para ser reconhecido na rede mundial de computadores, para receber ou enviar informações e acessar domínios. É um endereço lógico, não físico, identificado por quatro conjuntos numéricos de 32 bits (ou 4 bytes), podendo ser fixo ou temporário. No Brasil, a entidade responsável pela alocação de endereços IP aos provedores de acesso à internet, bem como pelo registro de nomes de domínio, é o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR NIC.br, órgão do Comitê Gestor da Internet no Brasil CGI.br. 4 A função típica do provedor de acesso à internet é, pois, a partir das faixas de endereçamentos recebidos do NIC.br, alocá-los a seus usuários, de modo permanente 4 O Comitê Gestor da Internet no Brasil CGI.br foi criado pelo Decreto 4.829, de 3 de setembro de 2003, com a missão de gerir e integrar todos os serviços de internet prestados no país. Até dezembro de 2005, a gestão dos serviços de internet estava sob responsabilidade da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo FAPESP.

6 (IP fixo) ou temporário (IP dinâmico). O provedor, por seu turno, está conectado ao tronco central da internet, denominado backbone ou "backbone IP", rede principal pela qual transitam os dados de todos os usuários do serviço. O backbone é dividido em várias redes menores para acelerar a transferência de dados, divididos em pacotes formados por conjuntos de bits, que não são transmitidos de modo sequencial nem percorrem, necessariamente, uma mesma e única rota. Os roteadores se encarregam de encontrar os caminhos mais curtos para os conjuntos lógicos até o IP do destinatário. Lá chegados, o provedor realiza o ressequenciamento dos pacotes, assim reconstituindo a sequência original dos dados. Retornando aos termos empregados na alínea a do item 4.1 da Norma 004/95, verificamos, em resumo, que o procedimento essencial do Provedor de Serviço de Conexão à Internet - PSCI consiste em implementar os protocolos da Internet, além de gerenciar e administrar o serviço. A atividade descrita na alínea b apenas reforça a dicção da alínea a, na medida em que incorpora ao SCI a execução de rotinas para administração de conexões à Internet (senhas, endereços e domínios Internet). Na verdade, tais rotinas constituem um procedimento preliminar, ordenado à identificação, autorização e conexão do usuário ao PSCI, normalmente realizado por meio de login e senha. Didaticamente, os provedores de internet, no modelo traçado pela Norma 004/95, realizam três atividades sequenciais: a) Identificam e autorizam o usuário, conectando-o a seus servidores; b) Atribuem ao usuário um endereço IP (lógico), para que possa ser reconhecido no ambiente virtual da internet, e assim enviar e receber dados; c) Conectam o usuário ao tronco central da internet (backbone), por onde trafegam os fluxos de dados na forma de pacotes. Seja salientado, por relevante, que, ao teor da configuração desenhada na Norma 004/95, os dados recebidos e transmitidos pelo usuário devem necessariamente transitar pelo servidor (ou servidores) do Provedor de Serviço de Conexão à Internet. As alíneas c e d da Norma 004/95 indicam serviços de caráter complementar que podem ser prestados pelo PSCI. Basicamente, trata-se do gerenciamento de aplicativos diversos, que representam utilidades adicionais para os usuários de seus serviços. Como exemplos de aplicativos complementares podemos

7 citar: o correio eletrônico, os softwares de navegação na internet (browsers) 5, os programas de proteção contra invasões de hackers (firewalls), de vírus (malwares) ou de cookies, os programas de hospedagem de dados e de fornecimento de conteúdos, entre outros. A oferta de tais utilidades, como é óbvio, agrega maior valor à empresa do provedor de internet, que assim se torna mais competitiva no mercado, hoje integrado por provedores 6. O Serviço de Valor Adicionado na Norma 004/95 e na LGT No intuito de evitar que o serviço de conexão com a internet tivesse sua exploração concentrada nas empresas concessionárias de telecomunicações, o Ministério das Comunicações recorreu à estratégia de qualificar o Serviço de Conexão à Internet SCI como Serviço de Valor Adicionado SVA, consoante se verifica da definição do primeiro, nos termos da alínea c do item 3 da referida Norma 004/95: Serviço de Conexão à Internet (SCI): nome genérico que designa Serviço de Valor Adicionado que possibilita o acesso à Internet a Usuários e Provedores de Serviços de Informações. Para poderem operar, as empresas de telecomunicações precisam obter autorização oficial, concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações Anatel. Já os Provedores de Serviço de Conexão à Internet - PSCIs não necessitam de permissão para exercerem sua atividade, uma vez que seus serviços não se definem como sendo de telecomunicações, mas de valor adicionado - justamente porque prestados com suporte numa rede de telecomunicações preexistente, como se vê da definição de SVA na alínea b do item 3 da Norma 004/95: Serviço de Valor Adicionado: serviço que acrescenta a uma rede preexistente de um serviço de telecomunicações, meios ou recursos que criam novas utilidades específicas, ou novas atividades produtivas, relacionadas com o acesso, armazenamento, movimentação e recuperação de informações. Esta foi, na verdade, a alternativa jurídica arquitetada pelo governo para enquadrar os Provedores de Serviço de Conexão à Internet PSCIs num patamar 5 Como o Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google e outros. 6 Dado fornecido em maio de 2012 pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação CETIC.br, setor do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR NIC.br, órgão integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil CGI.br (Link: pdf)

8 autônomo de atividade, distinto do ocupado pelas redes de telefonia fixa, qualificadas na LGT como prestadoras de Serviço Telefônico Fixo Comutado STFC. Apenas estas últimas são definidas como prestadoras de serviços de telecomunicações, atividade para a qual se requer autorização oficial, concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações Anatel. Já os Provedores de Serviço de Conexão à Internet - PSCIs não necessitam de autorização oficial para exercerem sua atividade, uma vez que seus serviços não se definem como sendo de telecomunicações, mas de valor adicionado - justamente porque prestados com suporte numa rede de telecomunicações preexistente, como se vê da definição de SVA na alínea b do item 3 da Norma 004/95: Serviço de Valor Adicionado: serviço que acrescenta a uma rede preexistente de um serviço de telecomunicações, meios ou recursos que criam novas utilidades específicas, ou novas atividades produtivas, relacionadas com o acesso, armazenamento, movimentação e recuperação de informações. Como se observa, o SVA pressupõe a existência de um serviço de telecomunicações que com ele não se confunde, na medida em que as utilidades fornecidas pelo PSCI são produzidas numa camada essencialmente lógica, separada da camada física de infraestrutura em que operam as prestadoras de Serviço Telefônico Fixo Comutado - STFC. Dentre as possíveis utilidades a serem oferecidas pelas empresas de conexão à internet, duas são especialmente referidas na transcrita definição do SVA contida na Norma 004/95: a) Utilidades relacionadas ao acesso e movimentação de dados na internet, como identificação e conexão do usuário ao provedor, atribuição de endereço IP e conexão do usuário ao tronco central da internet, utilidades já mencionadas anteriormente; b) Utilidades relacionadas ao armazenamento e recuperação de dados na internet, como hospedagem de informações e provimento de conteúdo. De notar, a propósito das utilidades acima citadas, que a Norma 004/95 estabelece clara distinção entre provedores de acesso à internet e provedores de informações. As utilidades relacionadas ao acesso e movimentação de dados, mencionadas na letra a, são aquelas típicas do Provedor de Serviço de Comunicação com a Internet PSCI, enquanto as utilidades relacionadas ao armazenamento e

9 recuperação de dados na internet, referidas na letra b, são aquelas fornecidas pelo Provedor de Serviço de Informações - PSI, assim definido na alínea e da citada norma: Provedor de Serviço de Informações: entidade que possui informações de interesse e as dispõem na Internet, por intermédio do Serviço de Conexão à Internet. 7 De todo modo, tanto um como outro provedor atuam na camada lógica delimitada pela Norma 004/95, firmando-se ambos como prestadores de Serviço de Valor Adicionado SVA. Com o advento da Lei Geral de Telecomunicações, editada em julho de 1997, a definição de SVA acabou sendo retomada no caput do artigo 61, a seguir transcrito: Art. 61. Serviço de valor adicionado é a atividade que acrescenta, a um serviço de telecomunicações que lhe dá suporte e com o qual não se confunde, novas utilidades relacionadas ao acesso, armazenamento, apresentação, movimentação ou recuperação de informações. 1º Serviço de valor adicionado não constitui serviço de telecomunicações, classificando-se seu provedor como usuário do serviço de telecomunicações que lhe dá suporte, com os direitos e deveres inerentes a essa condição. 2 É assegurado aos interessados o uso das redes de serviços de telecomunicações para prestação de serviços de valor adicionado, cabendo à Agência, para assegurar esse direito, regular os condicionamentos, assim como o relacionamento entre aqueles e as prestadoras de serviço de telecomunicações. Como se observa, o caput do dispositivo legal aperfeiçoa a definição de SVA versada na Norma 004/95, explicitando que este não deve ser confundido com o serviço de telecomunicações que lhe dá suporte. Às quatro utilidades já referidas na norma, é acrescentada apenas a de apresentação de dados. 7 As atividades atribuídas ao PSI na época da Norma 004/95 são atualmente conceituadas como "serviços de conteúdo e informação", um dos campos mais promissores da tecnologia de informação e comunicação, que alcança desde os serviços de oferta de filmes, como Video On Demand (VOD) ou Pay Per View (PPV), passando por sites veiculadores de informações multimídia como, dentre milhares de outros, o popular YouTube, até os moderníssimos serviços de armazenamento e recuperação de dados em servidores remotos denominados "nuvens", na tecnologia conhecida como Cloud Computing ou "Computação em Nuvem", setor hoje experimentando notável expansão no mundo corporativo.

10 Em benefício da clareza, o 1º explicita que o SVA não constitui serviço de telecomunicações, sendo o provedor qualificado como usuário do serviço de telecomunicações que lhe dá suporte. 8 O 2º proclama o direito dos provedores ao uso das redes de serviços de telecomunicações para a prestação dos serviços de valor adicionado. Em suma, pelo exposto até este passo, e tendo por pano de fundo o sistema de telefonia fixa 9, ficou assentado, em primeiro lugar, que, na conformidade das diretrizes do Ministério das Comunicações firmadas em 1995 (Norma 004/95) e 1997 (Lei Geral das Telecomunicações - LGT), para o acesso à internet exigia-se o concurso de dois agentes: (i) (ii) um provedor de conexão (PSCI) operando numa camada lógica em que executados serviços de identificação de usuários, de atribuição de endereços IP e de transmissão de dados; e um prestador de serviços de telecomunicação, operando no fornecimento da infraestrutura física de suporte às atividades do primeiro, formada pela rede de telefonia fixa (STFC). Ficou igualmente assentado, em segundo lugar, que o acesso à internet fazia-se por meio da conexão discada, também conhecida como conexão dial-up, pela qual o usuário fazia contato com o PSCI por meio de programa que efetuava a discagem do respectivo número telefônico. O advento da conexão à internet por meio da banda larga fixa A evolução das telecomunicações não tardou a alterar radicalmente o panorama tecnológico que servira de referência à produção normativa consubstanciada na Norma 004/95 e na Lei 9.472/97 (LGT). A inovação se deu a partir da implementação de modems com a tecnologia ADSL, sigla indicativa de Asymmetric Digital Subscriber Line, ou Linha Digital Assimétrica de Assinante. Também se utiliza a expressão 8 Vale ressaltar, apenas de passagem, que este último aspecto pesou sobremaneira nas decisões do Superior Tribunal de Justiça que afastaram a incidência do ICMS sobre os serviços de valor adicionado prestados pelos provedores de conexão à internet (Cfr. Súmula 334), no pressuposto de que apenas as operadoras de telecomunicações efetivamente se sujeitam ao tributo estadual. 9 Mais à frente será abordada questão do provimento de acesso à internet efetuado pelas operadoras de TV a Cabo, que se tornou possível com a regulamentação, em 1999, dos Serviços de Valor Adicionado a serem prestados pelas TVs por Assinatura.

11 DSL para designar a nova tecnologia, desenvolvida exclusivamente para as operadoras de telefonia fixa (STFC). A tecnologia ADSL possibilita a transmissão de dados em alta velocidade numa linha telefônica comum conectada ao modem, a qual é dividida em duas por um chip denominado splitter, sendo uma para voz e outra para dados; esta última, por sua vez, é dividida assimetricamente em outras duas, uma de maior velocidade para download (ou downstream, na direção provedor/usuário) e outra de menor velocidade para upload (ou upstream, na direção usuário/provedor). As partições nas linhas são possíveis porque a faixa utilizada para a voz, além de não ocupar toda a capacidade de transmissão da linha telefônica, utiliza uma frequência de onda muito baixa, que oscila entre 300 a Hz. A tecnologia ADSL ocupa toda a capacidade de transmissão da linha telefônica, utilizando frequências maiores. As especificações do primeiro modelo de ADSL foram ratificadas pela International Telecomunication Union em 1999, com capacidade de transmissão de downstream de até 8 Mb/s (megabits por segundo) e de upstream de até 1 Mb/s. Em 2002 surgiu o ADSL2, com maior velocidade de transmissão, de até 24 Mb/s em downstream. Novas tecnologias estão continuamente a aperfeiçoar os sistemas de transmissão, aumentando consideravelmente a velocidade de tráfego dos dados. Para que se tenha uma ideia do incremento da velocidade de transmissão na tecnologia ADSL, basta considerar que no modem comum de conexão discada a taxa é de apenas 56 Kb/s (kilobits por segundo) 10. Tendo por parâmetro esta última taxa de transmissão, de 56 KB/s, um modem ADSL operando com taxa de 2 Mb/s representa incremento de velocidade da ordem de 3.557,14%. Com base na Pesquisa TIC conduzida no período de outubro de 2011 a janeiro de 2012 pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação CETIC.br, tendo por a amostragem domicílios situados em 317 municípios brasileiros distribuídos por todas as regiões do país, apurou-se que em 10% dos domicílios brasileiros seus moradores acessam a internet por meio de conexão discada, enquanto que em 68% dos domicílios por meio de conexão em banda larga fixa Observe-se que kilobytes correspondem a 1 megabyte. 11 Apenas para completar os dados pesquisados, apurou-se na referida Pesquisa TIC que 18% dos domicílios acessam a internet por meio de banda larga móvel, com emprego da tecnologia 3G. Observe-se que esta porcentagem ultrapassa a dos domicílios que se utilizam da conexão discada (10%), como notado.

12 Dados divulgados no Portal Brasil apontam que, ao final de agosto de 2012, foram registrados 18,9 milhões de acessos em banda larga fixa e 62,4 milhões em banda larga móvel, num total de 81,3 milhões de acessos. 12 Na verdade, a tecnologia de banda larga fixa permite manter o usuário permanentemente conectado à central telefônica por meio do modem ADSL, em linha dedicada, não sendo mais necessário efetuar a discagem para estabelecer essa conexão e nem pagar por pulsos telefônicos, como ocorria com a internet discada. A central telefônica, por seu turno, por meio de seus roteadores, também se mantém permanentemente conectada com a internet. Assim, sob o aspecto estritamente técnico, resulta totalmente dispensável a utilização de Provedor de Serviço de Conexão à Internet PSCI, nos moldes definidos pela Norma 004/95. Por isso, é a empresa concessionária de telecomunicações que atua, na prática, como prestadora do serviço de provimento de acesso à internet. Forçoso é reconhecer, no entanto, que nos primeiros anos de implementação das regras fixadas pelo Ministério das Comunicações e pela Anatel, os provedores do serviço de conexão à rede mundial realmente executavam por inteiro as atividades típicas fixadas na legislação pertinente. Em tal contexto, as empresas de telefonia fixa (STFC) e seja ressaltado por relevante também as empresas de TV por Assinatura, em especial as de TV a Cabo, se limitavam a fornecer a infraestrutura física de cabeamento que viabilizava a conexão com a internet em alta velocidade (banda larga). Em outras palavras, sua atividade se resumia ao puro e simples transporte de sinais multimídia, aspecto que será adiante retomado a partir da análise das empresas prestadoras de Serviço de Comunicação Multimídia - SCM. Quando muito, as empresas de STFC empreendiam parcerias com empresas provedoras de conexão com a internet 13, estruturadas com base no figurino traçado na Norma 004/95 e na LGT. Tais parcerias, no entanto, deram origem a expressivo volume de ações judiciais em todo país, nas quais as empresas de telefonia fixa eram acusadas de empregar artifício popularmente conhecido como venda casada. O argumento mais incisivamente sustentado pelos autores é que tal parceria obrigava o consumidor a contratar os serviços de uma empresa de provimento de acesso à internet quando este 12 Cfr. link: 13 Como exemplo, a pareceria Speedy/Uol, sendo o Speedy um serviço da Telefônica, operadora de telefonia fixa, e a Uol uma das mais tradicionais e conhecidas empresas do ramo de provimento de acesso à internet.

13 mister poderia ser perfeitamente executado pelas prestadoras de STFC. Provas técnicas acabaram sendo produzidas nos tribunais que, com poucas exceções, prestigiaram as teses esgrimidas pelos autores das ações judiciais. 14 Mas o fato é que, com o passar do tempo, as tarefas características dos chamados provedores de SVA, em especial a atribuição de endereçamentos IP ao usuário antes de sua conexão ao tronco central da internet, acabaram sendo absorvidas e implementadas pelas empresas de telefonia fixa fornecedoras de banda larga, seguidas de algumas empresas do ramo de TV a Cabo. Mais do que isso, os dados recebidos e transmitidos pelo usuário passaram a trafegar exclusivamente pelos servidores de tais empresas, exceto na hipótese de correio eletrônico. Com isso, elas passaram a atuar não apenas na camada física, mas igualmente na camada lógica de conexão à rede mundial. Tratando-se do ponto principal de conexão do computador do usuário ao modem ADSL, por exemplo, o acesso à internet se processa automaticamente, sem necessidade de qualquer intervenção específica nesse sentido. Nem mesmo a digitação do login e senha se faz necessária em tal hipótese, em razão de prévia configuração. Estabelecida a conexão tão logo concluídos os procedimentos de inicialização do computador, o usuário já começa a receber mensagens automáticas de aplicativos instalados, como de programas de proteção antivírus. Não se tratando do ponto principal de conexão ao modem, como ocorre quando o usuário tenta acessar seu webmail a partir de outro computador conectado em banda larga à internet, a função do provedor de acesso tradicional (PSCI) limita-se à identificação, autenticação e autorização do usuário, por meio da digitação do login e senha. Nesse caso, a companhia de telecomunicações envia um sinal ao provedor a fim de que este possa habilitar o usuário a ingressar na rede. Convenhamos, pois, que, em decorrência do desenvolvimento tecnológico que viabilizou a internet de alta velocidade, o PSCI acabou tendo suas funções completamente esvaziadas, reduzindo-se a mero simulacro do modelo estruturado na Norma 004/95. A rigor, até mesmo a função de habilitação do usuário poderia ter ficado a cargo das redes de telefonia fixa; isso só não aconteceu pela necessidade de manter-se um nível mínimo de conformidade com a legislação vigente, conquanto defasada. Isso não obstante, a tendência hoje verificada é no sentido de que esse modelo seja mantido, sem embargo da prometida atualização dos conceitos e regras consagrados na 14 Uma das mais importantes sentenças nesse sentido foi a exarada pela 3ª Vara Federal de Bauru. Durante a tramitação do processo comprovou-se que a empresa de STFC local realizava o acesso e a conexão dos usuários com a internet em todo o Estado de São Paulo.

14 Norma 004/95 e na Lei Geral das Telecomunicações. 15 A uma porque a conexão discada à internet com suporte nos provedores de acesso tradicionais (SVA) continua sendo utilizada no país, como notado, em especial nas regiões mais remotas e pela população de baixa renda. A duas porque, caso liberada por completo a exigência de contratação de provedor para acesso à internet tornar-se-ia ainda mais acentuada a atual tendência de concentração das conexões nos grandes provedores, assim frustrando o objetivo do governo federal no sentido de incentivar um modelo concorrencial para o setor. Com efeito, a Pesquisa TIC anteriormente referida revela que, num universo de provedores de acesso à internet, 78% das conexões se concentram em 6 (seis) grandes provedores de acesso. Pelo que se expôs até o presente, ficou claro que o Ministério das Comunicações e a Anatel sempre relutaram em reconhecer que as concessionárias de telefonia fixa, assim como as empresas de TV por Assinatura, acabaram criando uma nova modalidade de provimento de acesso à internet, de alta velocidade. O Serviço de Comunicação Multimídia SCM Premida pelos efeitos da evolução tecnológica na área de telecomunicações, estando já implantada a tecnologia ADSL pelas concessionárias de telefonia fixa, em 2001 a Agência Nacional de Telecomunicações decidiu regulamentar as condições de prestação e fruição de uma série de atividades de telecomunicação, agrupando-as sob a denominação genérica de Serviços de Comunicação Multimídia SCM. Assim é que, por meio da Resolução 272, de 9 de agosto de 2001, a Anatel provou o Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia, já se referindo, em um dos consideranda, à possibilidade da prestação de serviços multimídia em banda larga pelos operadores de telecomunicações. Eis como se define o SCM pelo artigo 3º do regulamento: Art. 3º. O Serviço de Comunicação Multimídia é um serviço fixo de telecomunicações de interesse coletivo, prestado em âmbito nacional e internacional, no regime privado, que possibilita a oferta de capacidade de transmissão, emissão e recepção de informações multimídia, utilizando quaisquer meios, a assinantes dentro de uma área de prestação de serviço. 15 Em reunião realizada em 16 de setembro de 2011, o Comitê Gestor da Internet no Brasil aprovou a Resolução CGI.br/RES/2011/004/P Sobre NORMA 004/95, Anatel, pela qual houve por bem reafirmar que, sem prejuízo de revisões e atualizações sempre necessárias ao estamento vigente, considera os conceitos previstos na Norma 4/95 do Ministério das Comunicações, essenciais para o correto entendimento da natureza dos serviços necessários ao desenvolvimento da Internet.

15 Importante atentar, por primeiro, para os serviços expressamente excluídos do âmbito do SCM, nos termos do parágrafo único do referido artigo: Parágrafo único. Distinguem-se do Serviço de Comunicação Multimídia, o Serviço Telefônico Fixo Comutado destinado ao uso do público em geral (STFC) e os serviços de comunicação eletrônica de massa, tais como o Serviço de Radiodifusão, o Serviço de TV a Cabo, o Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) e o Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura via Satélite (DTH). Em resumo, não se incluem no âmbito conceitual do SCM três grupos de serviços de comunicação: 1º grupo: Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC); 2º grupo: Serviço de Radiofusão, prestado pelas emissoras abertas de rádio e TV, que realizam a transmissão de sons (radiofusão sonora) e de sons e imagens (televisão); 3º grupo: Serviço de TV por Assinatura, este último compreendendo: a) Serviço de TV a Cabo (TVC) 16 ; b) Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS), conhecido como Wireless Cable 17 ; c) Serviço Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura via Satélite (DTH) 18. As tecnologias atualmente em uso para prestação de serviços de TV por Assinatura foram recentemente rotuladas de Serviço de Acesso Condicionado SeAC, em regulamento aprovado por meio da Resolução 581, de 26 de março de As redes de TV a Cabo realizam a transmissão de dados entre seus servidores e o terminal do assinante por meio de cabos coaxiais, geralmente interligados a fibras óticas, de notável desempenho em termos de velocidade, estabilidade e qualidade. Nas modalidades mais avançadas de transmissão, os cabos de fibra ótica podem chegar até o terminal do assinante; nas mais econômicas, são utilizados apenas nas linhas principais. 17 Este serviço opera geralmente em áreas de baixa densidade populacional, utilizando-se de micro-ondas na faixa de 2,5 GHz. Oportuno lembrar que a faixa de frequência ocupada pelo MMDS passou recentemente a despertar o interesse de grandes empresas de telefonia celular que estão investindo nas tecnologias 4G e WiMax. 18 Abreviatura de Direct to Home.

16 Feitas as exclusões, importa reter o alcance do conceito de Serviço de Comunicação Multimídia, definido como aquele que, prestado para assinantes situados em determinada área do país, possibilita a oferta de capacidade de transmissão, emissão e recepção de informações multimídia, utilizando quaisquer meios. Em suma, presta SCM a empresa que promove o transporte de sinais multimídia. Visível a amplitude do SCM, não apenas pela possibilidade de ser oferecida a transmissão, emissão e recepção de informações multimídia em geral (como sons, imagens, sons conjugados com imagens, textos e quaisquer caracteres), mas especialmente de poderem ser utilizados quaisquer meios para o tráfego dessas informações. Os serviços de conexão à internet em alta velocidade (banda larga) representam, sem dúvida, os mais importantes oferecidos pelas prestadoras de SCM. Todavia, outras modalidades de serviço também se fazem presentes eu seu âmbito conceitual, tais como: a) Provimento de acesso à internet via radiofrequência, popularmente conhecido como internet via rádio, operando em diversas faixas de frequência; 20 b) Provimento de acesso à internet via satélite, com comunicação de mão dupla e protocolo de internet, ideal para localidades remotas; c) Serviço de Voz sobre IP (VoIP); 21 d) Serviço de fornecimento de sinais de áudio e vídeo, de forma eventual, mediante contrato ou pagamento por evento (pay per view); 22 e) Serviços realizados com alarmes e câmeras de segurança, de monitoramento de tráfego de veículos etc. 19 Às três modalidades de serviço de TV por Assinatura do terceiro grupo foi acrescentado um terceiro serviço, o Serviço Especial de Televisão por Assinatura (TVA), definido pela Anatel como aquele no qual a programadora transmite o sinal até o headend da operadora, que envia a programação ao assinante por meio de sinais UHF codificados, sendo permitida, a critério do poder concedente, a utilização parcial sem codificação. 20 De a 2.483,5 MHz e a MHz. 21 O aplicativo Skype é o mais conhecido serviço VoIP. 22 Sendo este serviço prestado de forma eventual, com fundamento no artigo 67 do Regulamento do SCM, não pode ser confundido com os serviços prestados por empresas de TV a Cabo, MMDS ou DTH, conforme deliberação adotada na Reunião nº 192 do Conselho Diretor da Anatel, em 23/01/2012.

17 As prestadoras de SCM devem necessariamente obter autorização da Anatel para iniciarem suas atividades, segundo prescreve o artigo 10 do Regulamento, sendo dispensadas dessa autorização as prestadoras de Serviço de Valor Adicionado - SVA, consoante notado. O artigo 7º determina que a Anatel deverá estabelecer regras que assegurem a utilização das redes SCM para suporte ao provimento de SVA, dispondo também sobre o relacionamento entre provedores destes serviços e prestadoras do SCM. O artigo 8º, por seu turno, firma o direito de as prestadoras de SCM se utilizarem de redes ou de elementos de redes de outras prestadoras de serviços de telecomunicações. Importante esclarecer que, quando operam somente como empresas de telefonia fixa, as empresas do setor sujeitam-se às regras do STFC; do mesmo modo, quando operam apenas como empresas transmissoras de sinais de TV por Assinatura, as emissoras sujeitam-se às regras do SeAC. Numa e noutra situação, pois, não se cogita da prestação de serviço de provimento de acesso à rede mundial. Mas, ao revés, quando atuam especificamente como empresas fornecedoras de provimento de acesso à rede mundial, tanto as redes de telefonia fixa como as operadoras de TV por Assinatura se subsumem às regras do SCM. Ao lado das prestadoras de Serviço de Comunicação Multimídia SCM e de Serviço de Acesso Condicionado SeAC, alinham-se as prestadoras de Serviço Móvel Pessoal SMP, operantes no sistema de telefonia celular, cuja atividade é disciplinada por Regulamento aprovado pela Resolução 477, de 7 de agosto de 2007, pelo Conselho Diretor da Anatel. 23 Como se vê, três são os grandes grupos nos quais se concentra a maior parte das empresas de telecomunicações em operação no país: (i) (ii) (iii) prestadoras de Serviço de Comunicação Multimídia SCM; prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado SeAC; e prestadoras de Serviço Móvel Pessoal SMP. Em termos de volume de conexões com a internet, preponderam as prestadoras de SCM operantes na modalidade de banda larga fixa, consoante Pesquisa TIC 23 Seja observado, apenas de passagem, que as prestadoras de Serviço Móvel Pessoal SMP, diferentemente das prestadoras de Serviço de Comunicação Multimídia SCM, não foram compelidas a valer-se do concurso de provedores de SVA para viabilizarem o acesso de seus assinantes à internet disparidade que configura, no mínimo, tratamento anti-isonômico dispensado a um e outro grupo.

18 anteriormente apontada, realizada em municípios do país, que revelou o seguinte quadro: Modalidades de conexão à internet % Conexão em banda larga fixa 24 68% Conexão em banda larga por prestadoras de Serviço Móvel Pessoal SMP (telefonia celular) Conexão mediante acesso discado, em redes de Serviço Telefônico Fixo Comutado STFC 18% 10% O Provimento de Acesso a Internet no contexto do Serviço de TV por Assinatura Como dissemos, os serviços de conexão à internet em alta velocidade (banda larga) compreendem o filão principal da atividade das prestadoras de SCM. Mas é bom lembrar que, conquanto excluídos do âmbito conceitual do SCM, tanto as empresas prestadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado STFC como do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), dentre estas as operadoras de TV a Cabo, estão autorizadas pela Anatel a atuar no provimento de conexão à internet, desde que, naturalmente, observados os requisitos e condições estabelecidos pela legislação pertinente. A fim de evitar que os serviços de conexão à rede mundial ficassem concentrados nas empresas de telefonia fixa (STFC), já em 1999 a Anatel houve por bem expedir a Resolução 190, de 29 de novembro daquele ano, com a finalidade de assegurar o uso de redes de serviços de comunicação de massa por assinatura para provimento de serviço de valor adicionado unidirecional ou bidirecional, regulando os condicionamentos assim como os relacionamentos entre provedores de serviço de valor adicionado (SVA) e prestadores de serviço de comunicação de massa por assinatura (SCMa) 25. Para tanto, prescreveu no artigo 9º, em favor dos provedores de SVA, o direito ao uso de redes de SCMa, de forma não discriminatória e a preços e condições justos, 24 Depreende-se da pesquisa que teria sido considerada apenas a conexão à internet em banda larga fixa realizada pelas prestadoras de STFC, não tendo sido aparentemente considerada a conexão efetuada por empresas operadoras de TV por assinatura. 25 Art. 1º da Resolução 190/99.

19 razoáveis e isonômicos, podendo estes, nos termos do artigo 11, solicitar à prestadora de SCMa a qualquer tempo, por meio de petição escrita, o uso de suas redes. Como se vê, a mesma composição híbrida ou dual condicionando o provimento de acesso à internet estabelecida para as empresas de STFC, mediante a combinação da infraestrutura física da rede de telefonia fixa com a estrutura lógica dos provedores de SVA, acabou sendo fixada para as prestadoras de SCMa, estas últimas compreendendo, consoante notado, o Serviço de TV a Cabo (TVC), o Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) e o Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura via Satélite (DTH). Tanto que, ao teor do artigo 5º, as prestadoras de SCMa com interesse em prover serviços de valor adicionado, deveriam fazê-lo por meio de empresa constituída exclusivamente para este fim. Esta última exigência vem sendo duramente combatida junto ao Poder Judiciário, por ilegalidade e inconstitucionalidade, não apenas porque, sob o aspecto jurídico, não tem por suporte um dispositivo legal expresso, além de configurar tratamento antiisonômico em relação ao serviço de telefonia móvel, mas igualmente porque, sob o aspecto técnico, a conexão com o backbone IP da internet se perfaz sem necessidade da interveniência de um provedor de SVA. Como se vê, as razões são praticamente idênticas às invocadas para atacar a obrigatoriedade de contratação de um provedor de SVA nas conexões realizadas com arrimo na rede de infraestrutura das prestadoras de telefonia fixa (STFC). De todo modo, forçoso é reconhecer que o impedimento para as operadoras de STFC se reveste de maior peso e gravidade, eis que lançado em norma legal expressa, no caso o artigo 86 da LGT, como se vê: Art. 86. A concessão somente poderá ser outorgada a empresa constituída segundo as leis brasileiras, com sede e administração no País, criada para explorar exclusivamente os serviços de telecomunicações objeto da concessão. (grifos acrescentados) Na prática, o dispositivo legal implica a proibição, para as concessionárias de telefonia fixa (STFC), de prestação de atividade classificável como Serviço de Valor Adicionado (SVA), típico dos Provedores de Serviço de Comunicação com a Internet - PSCI. 26 Nem mesmo estão elas autorizadas a explorar a prestação de SVA por intermédio de terceiras empresas controladas. 26 Na nova redação do artigo 86 dada pela Lei n , de 2011, a expressão "criada para explorar exclusivamente os serviços de telecomunicações objeto da concessão" foi encurtada para "criada para explorar exclusivamente

20 Já a vedação impingida às empresas de TV por Assinatura não tem por supedâneo norma legal expressa, mas uma disposição de caráter meramente regulamentar, a qual, ainda assim, não exclui a possibilidade de provimento de SVA, desde que por meio de terceira empresa constituída exclusivamente para esse fim, conforme prescrito pelo mencionado artigo 5º da Resolução 190/99. Cabe apontar, por fim, distinções de capital relevância envolvendo o modus operandi das empresas de TV por Assinatura, tendo por pano de fundo a disponibilização de conexão à internet em alta velocidade. Algumas empresas de SCMa operaram, por determinado período de tempo, apenas com a atividade de cessão de uso de sua rede a terceiros provedores de SVA, como foi o caso, no passado, da NET Serviços (NET/Virtua). 27 Nesse caso, observou-se à risca o modelo estrutural definido na mencionada Portaria 190/99 da Anatel, em que as prestadoras de SCMa atuam como típicas empresas de telecomunicações, tendo como serviço final apenas o transporte de sinais multimídia e não a prestação direta, ao assinante, do serviço de provimento de acesso à internet. Do mesmo modo, em parte de suas operações, a TVA Sistema de Televisão S.A. igualmente adotou esse figurino - de cessão de sua rede a provedores de SVA. Desnecessário frisar que, nessa hipótese, caracteriza-se, sem qualquer sombra de dúvida, fato gerador do ICMS-Comunicação. Mas a própria TVA, no período de 2003 a 2007, também operou na atividade de provimento de acesso à internet em alta velocidade, fornecido diretamente a seus assinantes como serviço-fim, tendo por suporte uma rede própria que combina fibra ótica e cabos coaxiais, denominada HFC 28, nesse caso utilizada à guisa de serviço-meio. O contrato celebrado com os assinantes tinha por expresso escopo o acesso em alta velocidade à rede mundial internet. Por todo o exposto, verificamos que o estabelecimento de conexão à internet em alta velocidade processou-se historicamente a partir de duas vertentes serviços de telecomunicações", redução que por certo teve o condão de ampliar a abrangência conceitual dos serviços suscetíveis de serem prestados pelas teles. Com efeito, a nova redação autoriza a interpretação de que quaisquer serviços de telecomunicações poderão ser prestados pelas concessionárias, e não apenas aqueles que tenham sido objeto da concessão. 27 Diferentemente do passado, hoje a NET atua como triple player no mercado, uma vez que também opera no ramo da telefonia fixa, além de prestar serviços de provimento de acesso à internet na modalidade SCM e de TV por Assinatura. 28 Hybrid Fiber Coax, assim chamada por conjugar fibra ótica a cabos coaxiais (metálicos). O termo coax é aqui empregado como forma apocopada de coaxial. Não sendo uma linha dedicada, como no caso da tecnologia ADSL, pode ser compartilhada tanto para transmissão de sinais multimídia de TV como também para conexão do assinante à internet.

SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA RODRIGO SANTANA DOS SANTOS ANATEL

SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA RODRIGO SANTANA DOS SANTOS ANATEL 1 SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA RODRIGO SANTANA DOS SANTOS ANATEL 2 Sumário Conceitos Gerais SCM em Números Proteção e Defesa de Direitos dos Assinantes Regulamentos em Estudo 3 Conceitos Gerais Lei

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. João Maia)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. João Maia) PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. João Maia) Dispõe sobre o serviço de comunicação eletrônica de massa e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art. 1 Para fins desta lei e da sua regulamentação,

Leia mais

Serviço de Comunicação Multimídia - SCM

Serviço de Comunicação Multimídia - SCM Serviço de Comunicação Multimídia - SCM Carlos Evangelista Gerência de Outorga e Licenciamento de Estações - ORLE Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação - SOR Agência Nacional de Telecomunicações

Leia mais

O PL 29 e as políticas de comunicação no Brasil: a importância da participação da sociedade civil e do Poder Executivo no processo legislativo

O PL 29 e as políticas de comunicação no Brasil: a importância da participação da sociedade civil e do Poder Executivo no processo legislativo O PL 29 e as políticas de comunicação no Brasil: a importância da participação da sociedade civil e do Poder Executivo no processo legislativo 1 Lara Haje Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom)

Leia mais

SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMIDIA (SCM)

SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMIDIA (SCM) Seminário O Projeto da Anatel para o Novo Cenário SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMIDIA (SCM) Luiz Tito Cerasoli Conselheiro Jarbas José Valente Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa São Paulo,

Leia mais

II Semana de Engenharia de Telecomunicações - SETEL - 2013

II Semana de Engenharia de Telecomunicações - SETEL - 2013 II Semana de Engenharia de Telecomunicações - SETEL - 2013 Lívio Peixoto do Nascimento Gerente Anatel/RN UFRN Natal - RN Outubro/2013 Agenda Convergência Tecnológica Evolução dos Marcos Regulatórios Avaliação

Leia mais

SCM Conceitos, Conflitos e sua Aplicação para VoIP

SCM Conceitos, Conflitos e sua Aplicação para VoIP SCM Conceitos, Conflitos e sua Aplicação para VoIP Este tutorial apresenta o conceito da licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), os conflitos com outros serviços de telecomunicações e sua aplicabilidade

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S.A. TELEBRÁS

TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S.A. TELEBRÁS PÁG. 1 DE 13 PRÁTICA DE SERVIÇO DE BANDA LARGA REQUISITOS MÍNIMOS PARA OS PRESTADORES DE SERVIÇO DO PROGRAMA NACIONAL DE BANDA LARGA - PNBL Sumário 1.OBJETIVO... 2 2.CAMPO DE APLICAÇÃO... 2 3.DEFINIÇÕES...

Leia mais

Câmara dos Deputados Comissão de Defesa do Consumidor. - Serviço de TV por Assinatura -

Câmara dos Deputados Comissão de Defesa do Consumidor. - Serviço de TV por Assinatura - Agência Nacional de Telecomunicações Superintendência de Serviços de Comunicação de Massa Câmara dos Deputados Comissão de Defesa do Consumidor - Serviço de TV por Assinatura - Ara Apkar Minassian Superintendente

Leia mais

SENADO FEDERAL CONSULTORIA LEGISLATIVA

SENADO FEDERAL CONSULTORIA LEGISLATIVA SENADO FEDERAL CONSULTORIA LEGISLATIVA NOTA TÉCNICA Nº 812, DE 2003 Referente à STC nº 200302750, da Secretaria- Geral da Mesa, que solicita, a pedido do Conselho de Comunicação Social, a elaboração de

Leia mais

CONVERGÊNCIA, VOIP E TRIBUTAÇÃO. Por Leonardo Mussi da Silva

CONVERGÊNCIA, VOIP E TRIBUTAÇÃO. Por Leonardo Mussi da Silva CONVERGÊNCIA, VOIP E TRIBUTAÇÃO Por Leonardo Mussi da Silva Evolução do sistema telefônico como tudo começou 1875 Alexander Graham Bell e Thomas Watson, em projeto dedicado a telegrafia, se depararam com

Leia mais

Evolução da Regulamentação do Setor de Telecomunicações. Sub-Comissão de Marcos Regulatórios da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado 21/05/2007

Evolução da Regulamentação do Setor de Telecomunicações. Sub-Comissão de Marcos Regulatórios da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado 21/05/2007 Evolução da Regulamentação do Setor de Telecomunicações Sub-Comissão de Marcos Regulatórios da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado 21/05/2007 Razões para mudar a legislação Antes de mudar, definir

Leia mais

JARBAS JOSÉ VALENTE. Presidente Substituto da Agência Nacional de Telecomunicações

JARBAS JOSÉ VALENTE. Presidente Substituto da Agência Nacional de Telecomunicações JARBAS JOSÉ VALENTE Presidente Substituto da Agência Nacional de Telecomunicações Brasília, 4 de junho de 2013 Agenda Lei da Comunicação Audiovisual de Acesso Condicionado (Lei n. 12.485, de 11/09/2012);

Leia mais

VOIP e o ICMS-comunicação

VOIP e o ICMS-comunicação VOIP e o ICMS-comunicação Elaborado em 02.2007. Fernando Awensztern Pavlovsky Bacharel em Direito pela Fundação Armando Álvares Penteado. Especialista em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade

Leia mais

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TELECOMUNICAÇÕES As telecomunicações referem -se à transmissão eletrônica de sinais para as comunicações, incluindo meios como telefone, rádio e televisão. As telecomunicações

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação I

Administração de Sistemas de Informação I Administração de Sistemas de Informação I Prof. Farinha Aula 03 Telecomunicações Sistemas de Telecomunicações 1 Sistemas de Telecomunicações Consiste de Hardware e Software transmitindo informação (texto,

Leia mais

1 Introduc ao 1.1 Hist orico

1 Introduc ao 1.1 Hist orico 1 Introdução 1.1 Histórico Nos últimos 100 anos, o setor de telecomunicações vem passando por diversas transformações. Até os anos 80, cada novo serviço demandava a instalação de uma nova rede. Foi assim

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais

Administração de Sistemas de Informação Gerenciais Administração de Sistemas de Informação Gerenciais UNIDADE V: Telecomunicações, Internet e Tecnologia Sem Fio. Tendências em Redes e Comunicações No passado, haviam dois tipos de redes: telefônicas e redes

Leia mais

A disciplina jurídica da banda larga no Brasil à luz das experiências estadunidense e europeia.

A disciplina jurídica da banda larga no Brasil à luz das experiências estadunidense e europeia. A disciplina jurídica da banda larga no Brasil à luz das experiências estadunidense e europeia. Victor Epitácio Cravo Teixeira Mestrando em Direito Universidade de Brasília UnB Objetivo Analisar o tratamento

Leia mais

LEI Nº 8.977, DE 6 DE JANEIRO DE 1995

LEI Nº 8.977, DE 6 DE JANEIRO DE 1995 LEI Nº 8.977, DE 6 DE JANEIRO DE 1995 Dispõe sobre o Serviço de TV a Cabo e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO

Leia mais

VoIP e sua Inserção no Ambiente Regulatório Hoje

VoIP e sua Inserção no Ambiente Regulatório Hoje VoIP e sua Inserção no Ambiente Regulatório Hoje Este tutorial apresenta uma visão do ponto de vista técnico e regulatório da tecnologia VoIP, que transforma o serviço de Voz tradicional num serviço que

Leia mais

TURNO DIURNO GRUPO 7

TURNO DIURNO GRUPO 7 TURNO DIURNO GRUPO 7 Grupo formulador da Questão GRUPO 1 GRUPO 2 QUESTÕES PARA O GRUPO 7 [NATÁLIA]Questão: A SeAc reforçou a area de atuação da ANCINE. Entretanto, como se pode caracterizar a limitação

Leia mais

Introdução. ISP: Internet Service Provider O provedor de acesso oferece serviço de acesso à internet, agregando a ele outros serviços como:

Introdução. ISP: Internet Service Provider O provedor de acesso oferece serviço de acesso à internet, agregando a ele outros serviços como: Introdução ISP: Internet Service Provider O provedor de acesso oferece serviço de acesso à internet, agregando a ele outros serviços como: Correio Eletrônico; Hospedagem de sites; Blogs; DNS; Voip. Introdução

Leia mais

Introdução. ISP Local

Introdução. ISP Local Introdução ISP: Internet Service Provider O provedor de acesso oferece serviço de acesso à internet, agregando a ele outros serviços como: Correio Eletrônico; Hospedagem de sites; Blogs; DNS; Voip. Introdução

Leia mais

Respostas do Grupo 4:

Respostas do Grupo 4: Respostas do Grupo 4: Resposta ao Grupo 1: Questão: É possível a garantia de neutralidade de redes ser concretizada para além da obrigatoriedade da interconexão,regulamentada, nos termos do artigo 146

Leia mais

Audiência Pública Discussões Sobre a Questão da Cobrança do Ponto-Extra

Audiência Pública Discussões Sobre a Questão da Cobrança do Ponto-Extra Agência Nacional de Telecomunicações Anatel Audiência Pública Discussões Sobre a Questão da Cobrança do -Extra Ara Apkar Minassian Superintendente de Serviços de Comunicação de Massa Senado Federal Comissão

Leia mais

TECNOLOGIA WEB INTERNET PROTOCOLOS

TECNOLOGIA WEB INTERNET PROTOCOLOS INTERNET PROTOCOLOS 1 INTERNET Rede mundial de computadores. Também conhecida por Nuvem ou Teia. Uma rede que permite a comunicação de redes distintas entre os computadores conectados. Rede WAN Sistema

Leia mais

Resultados Chamada de Contribuições à Regulamentação do Marco Civil da Internet. Comitê Gestor da Internet no Brasil 27 de fevereiro de 2015

Resultados Chamada de Contribuições à Regulamentação do Marco Civil da Internet. Comitê Gestor da Internet no Brasil 27 de fevereiro de 2015 Resultados Chamada de Contribuições à Regulamentação do Marco Civil da Internet Comitê Gestor da Internet no Brasil 27 de fevereiro de 2015 CGI.br Introdução Período de recebimento das contribuições: 19

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES CONSELHO DIRETOR RESOLUÇÃO No- 623, DE 18 DE OUTUBRO DE 2013 Aprova o Regulamento de Conselho de Usuários. O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES,

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI PROJETO DE LEI Nº 6835, DE 2010 Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de pontos de acesso sem fio à Internet nas ERB Estações

Leia mais

Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal. JOÃO REZENDE Presidente da Anatel Anatel

Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal. JOÃO REZENDE Presidente da Anatel Anatel Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal JOÃO REZENDE Presidente da Anatel Anatel Brasília/DF Maio/2013 15 anos de LGT Em 1997, na corrida pelo usuário, a

Leia mais

O QUE MUDA NA SUA NAVEGAÇÃO COM O MARCO CIVIL DA INTERNET?

O QUE MUDA NA SUA NAVEGAÇÃO COM O MARCO CIVIL DA INTERNET? O QUE MUDA NA SUA NAVEGAÇÃO COM O MARCO CIVIL DA INTERNET? O QUE MUDA NA SUA NAVEGAÇÃO COM O MARCO CIVIL DA INTERNET? Redação e revisão Camila Marques, Laura Tresca, Luiz Alberto Perin Filho, Mariana Rielli

Leia mais

RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO

RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO DO DESTINATÁRIO 1.1. Interessado CPRP - Gerência de Monitoramento de Relações entre Prestadoras 1.2. Responsável TIAGO BRAGA BORGO 1.3. Referência Fiscalização realizada em atendimento

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RESP Nº 456.650 - PR (2003/0223462-0) RELATOR : MINISTRO JOSÉ DELGADO R.P/ACÓRDÃO : MINISTRO FRANCIULLI NETTO EMBARGANTE : ESTADO DO PARANÁ PROCURADOR : CÉSAR AUGUSTO BINDER

Leia mais

Bibliografia. Termos comuns em VoIp. Termos comuns em VoIp. Programa de Telecomunicações

Bibliografia. Termos comuns em VoIp. Termos comuns em VoIp. Programa de Telecomunicações Introdução a conceitos de hardware e software de computador. Introdução a sistemas operacionais: Microsoft Windows e Linux. Conceitos básicos e utilização de aplicativos para edição de textos, planilhas

Leia mais

Painel IV Aspectos Jurídicos de VoIP. Prof. Dr. Cláudio R. M. Silva

Painel IV Aspectos Jurídicos de VoIP. Prof. Dr. Cláudio R. M. Silva Painel IV Aspectos Jurídicos de VoIP Prof. Dr. Cláudio R. M. Silva 1 Participantes * Cláudio Rodrigues Muniz da Silva DCO / UFRN; * Fabiano André de Sousa Mendonça DPUB / UFRN; * Lívio Peixoto do Nascimento

Leia mais

*Conceitos básicos *Formas de conexão *Correio Eletrônico *WWW *Principais navegadores para Internet

*Conceitos básicos *Formas de conexão *Correio Eletrônico *WWW *Principais navegadores para Internet Conceitos básicos Formas de conexão Correio Eletrônico WWW Principais navegadores para Internet Para compreender a Internet faz-se necessário o conhecimento de conceitos simples e que muitas vezes causam

Leia mais

INFORMÁTICA IINTERNET / INTRANET

INFORMÁTICA IINTERNET / INTRANET INFORMÁTICA IINTERNET / INTRANET Objectivos História da Internet Definição de Internet Definição dos protocolos de comunicação Entender o que é o ISP (Internet Service Providers) Enumerar os equipamentos

Leia mais

Telecomunicações. Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br

Telecomunicações. Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br Telecomunicações Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br Rede de Telefonia Fixa Telefonia pode ser considerada a área do conhecimento que trata da transmissão de voz através de uma rede de telecomunicações.

Leia mais

A Regulação dos Serviços de Telecomunicações Convergentes para a Inclusão Social

A Regulação dos Serviços de Telecomunicações Convergentes para a Inclusão Social A Regulação dos Serviços de Telecomunicações Convergentes para a Inclusão Social 50 0 PAINEL TELEBRASIL 2006 Angra dos Reis, RJ, 2 de junho de 2006 José Leite Pereira Filho Conselheiro Diretor Conselheiro

Leia mais

PROJETO BÁSICO (De acordo com a Res. nº 272 da Anatel SCM, de 9 de agosto de 2001, Anexo II) OBJETO

PROJETO BÁSICO (De acordo com a Res. nº 272 da Anatel SCM, de 9 de agosto de 2001, Anexo II) OBJETO PROJETO BÁSICO (De acordo com a Res. nº 272 da Anatel SCM, de 9 de agosto de 2001, Anexo II) OBJETO OUTORGA DE SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA SCM sendo um serviço fixo de telecomunicações de interesse

Leia mais

REGULAMENTO. Promoção Forme o Seu TRIO

REGULAMENTO. Promoção Forme o Seu TRIO REGULAMENTO Promoção Forme o Seu TRIO Esta Promoção é realizada pela TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S/A Telesp, com sede na Rua Martiniano de Carvalho, 851, São Paulo/SP, CNPJ/MF nº 02.558.157/001-62, (doravante

Leia mais

NOVA REGULAMENTAÇÃO DO SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA

NOVA REGULAMENTAÇÃO DO SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA NOVA REGULAMENTAÇÃO DO SERVIÇO DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA Luiz Fernando Fauth Agência Nacional de Telecomunicações ANATEL ibusiness 2011 Curitiba, 24/11/2011 SUMÁRIO Cenário atual do SCM Consulta Pública

Leia mais

Barômetro. Cisco. Banda Larga. Análise de mercado. 2 o Trimestre/2006. 3 a Edição Setembro/2006

Barômetro. Cisco. Banda Larga. Análise de mercado. 2 o Trimestre/2006. 3 a Edição Setembro/2006 Barômetro Cisco Banda Larga da Análise de mercado 2 o Trimestre/2006 3 a Edição Setembro/2006 Barômetro Cisco da Banda Larga Introdução Você está recebendo a nova edição do Barômetro Cisco da Banda Larga,

Leia mais

REGULAMENTO. Cliente Telefônica - Forme seu DUO

REGULAMENTO. Cliente Telefônica - Forme seu DUO REGULAMENTO Cliente Telefônica - Forme seu DUO Esta Promoção é realizada pela Telefônica Brasil S/A, com sede na Rua Martiniano de Carvalho, nº 851 - São Paulo - SP, inscrita no CNPJ sob o nº 02.558.157/0001-62

Leia mais

AUDIÊNCIA PÚBLICA. Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado (CCT)

AUDIÊNCIA PÚBLICA. Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado (CCT) AUDIÊNCIA PÚBLICA Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado (CCT) Assunto INFORMAÇÕES ACERCA DA APROVAÇÃO PELA AGÊNCIA REGULADORA DE LICENÇA PARA A TELEFÔNICA PRESTAR

Leia mais

A oferta será realizada pela VIVO nas seguintes condições:

A oferta será realizada pela VIVO nas seguintes condições: REGULAMENTO Duo Negócios A oferta será realizada pela VIVO nas seguintes condições: 1. Das Definições Para esta, aplicam-se as seguintes definições: 1.1. : Oferta especial para a aquisição dos produtos

Leia mais

Anatel. Regulamentação e Licenciamento para Cidades Digitais. Porto Alegre Wireless 3º Encontro Nacional de Banda Larga para Municípios

Anatel. Regulamentação e Licenciamento para Cidades Digitais. Porto Alegre Wireless 3º Encontro Nacional de Banda Larga para Municípios Anatel Regulamentação e Licenciamento para Cidades Digitais Porto Alegre Wireless 3º Encontro Nacional de Banda Larga para Municípios Porto Alegre, 4 de junho de 2009. Eng. Mauricio Peroni Especialista

Leia mais

Legislação de Telecomunicações

Legislação de Telecomunicações Legislação de Telecomunicações Objetivos Conhecer sobre a entidade responsável pela regulamentação na área Como o orgão legislador influência a área de redes Saber definir o que vem a ser serviço de valor

Leia mais

LEI GERAL DAS TELECOMUNICAÇÕES Aparente divergência entre os arts. 86 e 207, 3º

LEI GERAL DAS TELECOMUNICAÇÕES Aparente divergência entre os arts. 86 e 207, 3º LEI GERAL DAS TELECOMUNICAÇÕES Aparente divergência entre os arts. 86 e 207, 3º Amaury Cunha Carvalho Administrador, Bacharel em Direito, aluno da Pós-Graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Leia mais

competente e registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA).

competente e registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO (EBC) CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS E FORMAÇÃO DE CADASTRO DE RESERVA EM CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR E DE NÍVEL MÉDIO EDITAL Nº 5 EBC, 26 DE JULHO DE 2011 A DIRETORA-PRESIDENTA

Leia mais

REGULAMENTO. Cliente Telefônica - Forme seu DUO ou TRIO

REGULAMENTO. Cliente Telefônica - Forme seu DUO ou TRIO REGULAMENTO Cliente Telefônica - Forme seu DUO ou TRIO Esta Promoção é realizada pela Telecomunicações de São Paulo S/A TELESP, com sede na Rua Martiniano de Carvalho, nº 851 - São Paulo - SP, inscrita

Leia mais

PROJETO BÁSICO. Serviço de Comunicação Multimídia

PROJETO BÁSICO. Serviço de Comunicação Multimídia PROJETO BÁSICO Serviço de Comunicação Multimídia xxxxxxxxxx, xx de xxxxx de 2009 PROJETO BÁSICO (De acordo com a Res. n 272 da Anatel - SCM, de 9 de agosto de 2001, Anexo II) O B J E T O SOLICITAÇÃO DE

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Introdução Redes de Computadores Marco Antonio Montebello Júnior marco.antonio@aes.edu.br Rede É um conjunto de computadores chamados de estações de trabalho que compartilham recursos de hardware (HD,

Leia mais

MANUAL DE CONFIGURAÇÃO

MANUAL DE CONFIGURAÇÃO MANUAL DE CONFIGURAÇÃO CONTMATIC PHOENIX SUMÁRIO CAPÍTULO I APRESENTAÇÃO DO ACESSO REMOTO... 3 1.1 O que é o ACESSO REMOTO... 3 1.2 Como utilizar o ACESSO REMOTO... 3 1.3 Quais as vantagens em usar o PHOENIX

Leia mais

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 ASPECTOS HISTÓRICOS Em passado remoto, o Estado de São Paulo tentou instituir a cobrança do ICMS na importação de mercadorias e o fez por decreto.

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Kurose Redes de Computadores e a Internet Uma Abordagem Top-Down 5ª. Edição Pearson Cap.: 1 até 1.2.2 2.1.2 2.1.4 Como funciona uma rede? Existem princípios de orientação e estrutura?

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA PROJETO DE LEI N.º 3.398, DE 2000

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA PROJETO DE LEI N.º 3.398, DE 2000 COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA PROJETO DE LEI N.º 3.398, DE 2000 Modifica a Lei n.º 8.977 de 6 de janeiro de 1995. Autor: Deputado JOSÉ CARLOS MARTINEZ Relator: Deputado IRIS

Leia mais

Universalização de acesso à internet de alto desempenho. Presidência da Anatel

Universalização de acesso à internet de alto desempenho. Presidência da Anatel Universalização de acesso à internet de alto desempenho Presidência da Anatel Brasília/DF Outubro/2012 Panorama Global CRESCIMENTO DA BANDA LARGA NO MUNDO - O Brasil foi o quinto país que mais ampliou

Leia mais

CONSULTA PÚBLICA N 31, DE 31 DE JULHO DE 2009

CONSULTA PÚBLICA N 31, DE 31 DE JULHO DE 2009 CONSULTA PÚBLICA N 31, DE 31 DE JULHO DE 2009 Proposta de Alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de 2.690 MHz. O CONSELHO DIRETOR DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES, no uso das atribuições

Leia mais

Instituto Federal de Santa Catarina. Redes de Computadores RES 12502

Instituto Federal de Santa Catarina. Redes de Computadores RES 12502 Instituto Federal de Santa Catarina Redes de Computadores RES 12502 2014 2 O material para essas apresentações foi retirado das apresentações disponibilizadas pela Editora Pearson para o livro Redes de

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES E REDES

TELECOMUNICAÇÕES E REDES TELECOMUNICAÇÕES E REDES 1 OBJETIVOS 1. Quais são as tecnologias utilizadas nos sistemas de telecomunicações? 2. Que meios de transmissão de telecomunicações sua organização deve utilizar? 3. Como sua

Leia mais

- Regulamento SCM, aprovado pela Resolução ANATEL nº 614 de 28 de Maio de 2013, que tutela a prestação do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).

- Regulamento SCM, aprovado pela Resolução ANATEL nº 614 de 28 de Maio de 2013, que tutela a prestação do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Regulamento Oferta LIVE TIM Extreme 17/05/2014 a 31/03/2015 1. INTRODUÇÃO 1.1 Esta Promoção é realizada pela TIM Celular S/A, prestadora de SCM, com sede na Avenida Giovanni Gronchi, número 7.143, Cidade

Leia mais

Primeiro Técnico TIPOS DE CONEXÃO, BANDA ESTREITA E BANDA LARGA

Primeiro Técnico TIPOS DE CONEXÃO, BANDA ESTREITA E BANDA LARGA Primeiro Técnico TIPOS DE CONEXÃO, BANDA ESTREITA E BANDA LARGA 1 Banda Estreita A conexão de banda estreita ou conhecida como linha discada disponibiliza ao usuário acesso a internet a baixas velocidades,

Leia mais

NOTA TÉCNICA JURÍDICA

NOTA TÉCNICA JURÍDICA 1 NOTA TÉCNICA JURÍDICA Obrigatoriedade de dispensa motivada. Decisão STF RE 589998 Repercussão geral. Aplicação para as sociedades de economia mista e empresas Públicas. Caso do BANCO DO BRASIL e CAIXA

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES ANATEL PAUTA DA 782ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES ANATEL PAUTA DA 782ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES ANATEL PAUTA DA 782ª REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR DATA: 13 de agosto de 2015 HORÁRIO: 15:30h LOCAL: Setor de Autarquias Sul, Quadra 06, Bloco C - Espaço Cultural. ASSUNTOS:

Leia mais

Pesquisa sobre Provedores de Serviços Internet no Brasil. São Paulo, 30 de novembro de 2011

Pesquisa sobre Provedores de Serviços Internet no Brasil. São Paulo, 30 de novembro de 2011 Pesquisa TIC Provedores 2011 Coletiva de Imprensa Pesquisa sobre Provedores de Serviços Internet no Brasil São Paulo, 30 de novembro de 2011 CGI.br Comitê Gestor da Internet no Brasil NIC.br Núcleo de

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÃO - ANATEL SUPERINTENDÊNCIA DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA CONSULTA PÚBLICA N.º 246, DE 11 DE SETEMBRO DE

AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÃO - ANATEL SUPERINTENDÊNCIA DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA CONSULTA PÚBLICA N.º 246, DE 11 DE SETEMBRO DE Porto Alegre, 07 de outubro de 2000 AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÃO - ANATEL SUPERINTENDÊNCIA DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA CONSULTA PÚBLICA N.º 246, DE 11 DE SETEMBRO DE 2000 Proposta de Regulamento

Leia mais

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL - CADE

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL - CADE ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO PROCURADORIA-GERAL FEDERAL PROCURADORIA FEDERAL - CADE PARECER PROCADE Nº 027/2007 VERSÃO PÚBLICA ATO DE CONCENTRAÇÃO Nº 08012.003890/2004-16 REQUERENTE(S): BRASIL TELECOM S.A.

Leia mais

São Paulo, 16 de setembro de 2011. Ilmo. Sr. Ronaldo Mota Sardenberg Presidente ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações.

São Paulo, 16 de setembro de 2011. Ilmo. Sr. Ronaldo Mota Sardenberg Presidente ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações. São Paulo, 16 de setembro de 2011. Ilmo. Sr. Ronaldo Mota Sardenberg Presidente ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações Prezado Senhor, O Idec Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - vem,

Leia mais

9R]VREUH,35HJXODomRDFDPLQKR

9R]VREUH,35HJXODomRDFDPLQKR Š%XVFD/HJLVFFMXIVFEU 9R]VREUH,35HJXODomRDFDPLQKR 5RGQH\GH&DVWUR3HL[RWR A comunicação na Internet se estabelece a partir de um SURWRFROR. O termo deriva do grego SURWRFROORQ ( uma folha de papel colada

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES E REDES

TELECOMUNICAÇÕES E REDES Capítulo 8 TELECOMUNICAÇÕES E REDES 8.1 2003 by Prentice Hall OBJETIVOS Quais são as tecnologias utilizadas nos sistemas de telecomunicações? Que meios de transmissão de telecomunicações sua organização

Leia mais

INFORME. Proposta de alteração do Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia SCM, aprovado pela Resolução nº 272, de 9 de agosto de 2001.

INFORME. Proposta de alteração do Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia SCM, aprovado pela Resolução nº 272, de 9 de agosto de 2001. 1. INTERESSADO Superintendência de Serviços Privados SPV 2. DESTINATÁRIO Conselho Diretor da Anatel CD 3. ASSUNTO Proposta de alteração do Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia SCM, aprovado

Leia mais

Tributação do Cloud Computing É Uma Incógnita

Tributação do Cloud Computing É Uma Incógnita Tributação do Cloud Computing É Uma Incógnita Por André Iizuka 1 A convergência da Tecnologia da Informação e das Telecomunicações tem gerado uma fantástica explosão de soluções virtuais à disposição do

Leia mais

Gateways de Correio Eletrônico Usando o MDaemon 6.0

Gateways de Correio Eletrônico Usando o MDaemon 6.0 Gateways de Correio Eletrônico Usando o MDaemon 6.0 Alt-N Technologies, Ltd 1179 Corporate Drive West, #103 Arlington, TX 76006 Tel: (817) 652-0204 2002 Alt-N Technologies. Todos os Direitos Reservados.

Leia mais

EXIGÊNCIA DE CONTRATAÇÃO DE PROVEDOR DE SERVIÇO DE CONEXÃO À INTERNET PARA O ACESSO EM BANDA LARGA

EXIGÊNCIA DE CONTRATAÇÃO DE PROVEDOR DE SERVIÇO DE CONEXÃO À INTERNET PARA O ACESSO EM BANDA LARGA ESTUDO EXIGÊNCIA DE CONTRATAÇÃO DE PROVEDOR DE SERVIÇO DE CONEXÃO À INTERNET PARA O ACESSO EM BANDA LARGA Elizabeth Machado Veloso Consultora Legislativa da Área XIV Comunicação Social, Informática, Telecomuncações,

Leia mais

TERMO DE ADESÃO AOS SERVIÇOS DE ACESSO A INTERNET (SCM)

TERMO DE ADESÃO AOS SERVIÇOS DE ACESSO A INTERNET (SCM) TERMO DE ADESÃO AOS SERVIÇOS DE ACESSO A INTERNET (SCM) Pelo presente instrumento, de um lado TURBO 10 TELECOMUNICAÇÕES LTDA sociedade com sede na R. CURITIBA 1626 SALA 2 CENTRO CÉU AZUL - PR, inscrita

Leia mais

:: Telefonia pela Internet

:: Telefonia pela Internet :: Telefonia pela Internet http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_telefonia_pela_internet.php José Mauricio Santos Pinheiro em 13/03/2005 O uso da internet para comunicações de voz vem crescendo

Leia mais

Comentários à Consulta Pública do Ministério das Comunicações sobre o atual modelo de prestação de serviços de telecomunicações

Comentários à Consulta Pública do Ministério das Comunicações sobre o atual modelo de prestação de serviços de telecomunicações Comentários à Consulta Pública do Ministério das Comunicações sobre o atual modelo de prestação de serviços de telecomunicações São Paulo, 29 de dezembro de 2015. 1 INTRODUÇÃO A Associação Brasileira de

Leia mais

Regulamento. PROMOÇÃO DUO Plano Fale a Vontade e Banda Larga

Regulamento. PROMOÇÃO DUO Plano Fale a Vontade e Banda Larga PROMOÇÃO DUO Plano Fale a Vontade e Banda Larga Esta Promoção é realizada pela TELEFÔNICA BRASIL S.A., com sede na Rua Martiniano de Carvalho, 851 - São Paulo - SP, inscrita no CNPJ sob o nº 02.558.157/0001-62,

Leia mais

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes

André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes André Aziz (andreaziz.ufrpe@gmail.com) Francielle Santos (francielle.ufrpe@gmail.com) Noções de Redes Noções de Redes: Estrutura básica; Tipos de transmissão; Meios de transmissão; Topologia de redes;

Leia mais

Revisão dos Contratos de Concessão. O PGMU. Desafio do Backhaul 390 Encontro Tele.Síntese

Revisão dos Contratos de Concessão. O PGMU. Desafio do Backhaul 390 Encontro Tele.Síntese Revisão dos Contratos de Concessão. O PGMU. Desafio do Backhaul 390 Encontro Tele.Síntese Mario Dias Ripper F&R Consultores Brasília, 02 de setembro de 2014. PGMU III Geografia Características do Brasil

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 628.046 - MG (2004/0007362-1) RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA RECORRENTE : TASK SOFTWARE LTDA ADVOGADO : JOSÉ FRANCISCO DE OLIVEIRA SANTOS E OUTROS RECORRIDO : ESTADO DE MINAS GERAIS

Leia mais

INFORME INFRA-ESTRUTURA ÁREA DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA NOVEMBRO/96 N 4

INFORME INFRA-ESTRUTURA ÁREA DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA NOVEMBRO/96 N 4 INFORME INFRA-ESTRUTURA ÁREA DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA NOVEMBRO/96 N 4 As Redes do Futuro Começaram Ontem O acesso a grandes quantidades de informação, de modo rápido, preciso e seguro, vem se constituindo

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 494, de 2008

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 494, de 2008 1 Disciplina a forma, os prazos e os meios de preservação e transferência de dados informáticos mantidos por fornecedores de serviço a autoridades públicas, para fins de investigação de crimes praticados

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Direto. Direito Administrativo 3 Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC)

Universidade de Brasília Faculdade de Direto. Direito Administrativo 3 Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) Universidade de Brasília Faculdade de Direto Direito Administrativo 3 Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) Débora Bosco 13/0061509 Igor Martins Silva 13/0028258 Luiz Claudio Gomes da Silva Junior 12/0127164

Leia mais

USO DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES PARA ACESSO A INTERNET

USO DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES PARA ACESSO A INTERNET AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES USO DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES PARA ACESSO A INTERNET er@ da informação impacto nos serviços Edmundo Antonio Matarazzo Superintendência de Universalização agosto

Leia mais

Contrato de Adesão CONTRATO DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO (STFC)

Contrato de Adesão CONTRATO DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO (STFC) Contrato de Adesão CONTRATO DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO (STFC) O texto deste Contrato foi submetido à aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL, estando sujeito a

Leia mais

A TRIBUTAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS PROVEDORAS DA INTERNET

A TRIBUTAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS PROVEDORAS DA INTERNET A TRIBUTAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS PROVEDORAS DA INTERNET ELIANA CALMON ALVES Ministra do Superior Tribunal de Justiça A Constituição Federal determina que sobre a prestação de serviços de comunicação

Leia mais

ABRANGÊNCIA: atendimento a no mínimo 60% dos municípios 853 mineiros conforme padrões Anatel

ABRANGÊNCIA: atendimento a no mínimo 60% dos municípios 853 mineiros conforme padrões Anatel Comentários MINUTA TERMO DE REFERENCIA Lote 9A ABRANGÊNCIA: atendimento a no mínimo 60% dos municípios 853 mineiros conforme padrões Anatel Resposta: Fica mantido o texto da minuta do TR. 2.2 O provimento

Leia mais

ESTUDO DE VIABILIDADE, PROJETO E IMPLANTAÇÃO DE UMA REDE VPN (VIRTUAL PRIVATE NETWORK)

ESTUDO DE VIABILIDADE, PROJETO E IMPLANTAÇÃO DE UMA REDE VPN (VIRTUAL PRIVATE NETWORK) ESTUDO DE VIABILIDADE, PROJETO E IMPLANTAÇÃO DE UMA REDE VPN (VIRTUAL PRIVATE NETWORK) 1. VPN Segundo TANENBAUM (2003), VPNs (Virtual Private Networks) são redes sobrepostas às redes públicas, mas com

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES PROJETO DE LEI Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei estabelece princípios,

Leia mais

Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores

Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores Faculdade Integrada do Ceará FIC Graduação em Redes de Computadores Disciplina Redes de Banda Larga Prof. Andrey Halysson Lima Barbosa Aula 6 Redes xdsl Sumário Introdução; Taxas de transmissão DSL e qualidade

Leia mais

Atualmente dedica-se à Teleco e à prestação de serviços de consultoria em telecomunicações.

Atualmente dedica-se à Teleco e à prestação de serviços de consultoria em telecomunicações. O que esperar dos Serviços VoIP Este tutorial tem por objetivo apresentar os principais conceitos dos serviços VoIP e o que se pode obter desses serviços considerando principalmente as características

Leia mais

Você pode não perceber, mas nós estamos sempre presentes

Você pode não perceber, mas nós estamos sempre presentes Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina Você pode não perceber, mas nós estamos sempre presentes Missão Marco Legal Atuação do CIASC Sistemas Data Center Rede Governo Responsabilidade

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - TIC

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - TIC Código: NO01 Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região Comitê de Segurança da Informação Secretaria de Tecnologia da Informação Núcleo de Segurança da Informação Revisão: 00 Vigência:20/04/2012 Classificação:

Leia mais

Prof. Luís Rodolfo. Unidade I REDES DE COMPUTADORES E

Prof. Luís Rodolfo. Unidade I REDES DE COMPUTADORES E Prof. Luís Rodolfo Unidade I REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO C Redes de computadores e telecomunicação Objetivo: apresentar os conceitos iniciais e fundamentais com relação às redes de computadores

Leia mais

UniFOA - Curso Seqüencial de Redes de Computadores Disciplina: Sistemas de Telecomunicações 4º período Professor: Maurício AULA 02 Telefonia Fixa

UniFOA - Curso Seqüencial de Redes de Computadores Disciplina: Sistemas de Telecomunicações 4º período Professor: Maurício AULA 02 Telefonia Fixa Introdução UniFOA - Curso Seqüencial de Redes de Computadores Com o aparecimento dos sistemas de comunicação móvel como a telefonia celular, o termo telefonia fixa passou a ser utilizado para caracterizar

Leia mais

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO DUO

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO DUO REGULAMENTO DA PROMOÇÃO DUO Esta Promoção é realizada pela Telefônica Brasil S.A., com sede na Rua Martiniano de Carvalho, 851 - São Paulo - SP, inscrita no CNPJ sob o nº 02.558.157/0001-62, doravante

Leia mais