Processo Civil. PROCESSO DE EXECUÇÃO Execução de Títulos Extrajudiciais

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1 PROCESSO DE EXECUÇÃO A partir das reformas processuais implementadas pela Lei /2005 e Lei /2006, há que se distinguir os dois procedimentos existentes para a satisfação de uma obrigação. PROCESSO DE EXECUÇÃO Execução de Títulos Extrajudiciais Os títulos executivos extrajudiciais estão arrolados pelo art. 585 do CPC, entres os principais pode-se citar, entre outros: PROCESSO DE EXECUÇÃO é processo autônomo que objetiva à efetivação da obrigação contemplada no título executivo extrajudicial em virtude do inadimplemento. Inicia com a petição inicial acompanhada do título executivo extrajudicial. Apresentação do título como requisito para o processamento da execução. O SUJEITO ATIVO Autor da Ação de Execução será o credor da obrigação, aquele que será beneficiado pelo cumprimento da obrigação. Ex.: credor, espólio, herdeiros, cessionário, sub-rogado, entre outros. O SUJEITO PASSIVO Réu da Ação de Execução será o devedor da obrigação. Ex.: devedor, fiador, avalista, espólio, entre outros. Esta obrigação poderá ser: a) obrigação de pagar quantia (execução por quantia certa contra devedor solvente citação para em 3 dias efetuar o pagamento da dívida) b) obrigação de entregar coisa (execução para a entrega de coisa certa / execução para a entrega de coisa incerta citação para satisfazer a obrigação em 10 dias) c) obrigação de fazer e obrigação de não-fazer (execução de obrigação de fazer / execução de obrigação de não-fazer citação para satisfazer a obrigação no prazo que o juiz assinar se outro não estiver determinado no título) 1

2 EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE Art A execução por quantia certa tem por objeto expropriar bens do devedor, a fim de satisfazer o direito do credor (art. 591). - MEIOS DE EXPROPRIAÇÃO Ordem Preferencial de Expropriação - evita o procedimento mais complexo da alienação em hasta pública que poderá culminar com a arrematação por preço mais baixo ao do valor de mercado/avaliação. Art A expropriação consiste: I - na adjudicação em favor do exeqüente ou das pessoas indicadas no 2o do art. 685-A desta Lei; II - na alienação por iniciativa particular; III - na alienação em hasta pública; IV - no usufruto de bem móvel ou imóvel. PENHORA NÃO É MEIO DE EXPROPRIAÇÃO BENS IMPENHORÁVEIS Art São absolutamente impenhoráveis: I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; II - os móveis, pertences e utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, salvo os de elevado valor ou que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). IV - os vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios; as quantias recebidas por liberalidade de 2

3 terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, observado o disposto no 3o deste artigo; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). VI - o seguro de vida; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). X - até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, a quantia depositada em caderneta de poupança. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). PENHORABILIDADE DA POUPANÇA. DEVEDOR TITULAR DE VÁRIAS CADERNETAS. - A impenhorabilidade prevista no art. 649, X, do CPC refere-se ao montante de 40 salários mínimos, considerando a totalidade do valor depositado em caderneta de poupança, independentemente do número de cadernetas titularizadas pelo devedor. No caso, o executado tinha seis cadernetas de poupança. O tribunal a quo determinou a penhora de uma das cadernetas de poupança ao fundamento de que o devedor mantinha várias aplicações de mesma natureza, sem considerar o valor total dos depósitos. A Min. Relatora asseverou ser indiferente o número de cadernetas de poupança titularizadas pelo devedor, pois o critério fixado por lei, apesar de ambíguo, diz respeito ao total do montante depositado. Registrou, ainda, que o limite de 40 salários mínimos foi adotado como o valor mínimo necessário para manutenção digna do executado. Assim, para a realização da penhora de poupança, deve-se apurar o valor de todas as aplicações em caderneta de poupança titularizadas pelo devedor e realizar a constrição apenas sobre o valor que exceder o limite legal de 40 salários mínimos. REsp SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 2/8/2012. XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos, nos termos da lei, por partido político. (Incluído pela Lei nº , de 2008) 1o A impenhorabilidade não é oponível à cobrança do crédito concedido para a aquisição do próprio bem. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 2o O disposto no inciso IV do caput deste artigo não se aplica no caso de penhora para pagamento de prestação alimentícia. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 3

4 3o (VETADO). (Incluído pela Lei nº , de 2006). Art Podem ser penhorados, à falta de outros bens, os frutos e rendimentos dos bens inalienáveis, salvo se destinados à satisfação de prestação alimentícia. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). Parágrafo único. (VETADO) (Incluído pela Lei nº , de 2006). Art Antes de adjudicados ou alienados os bens, pode o executado, a todo tempo, remir a execução, pagando ou consignando a importância atualizada da dívida, mais juros, custas e honorários advocatícios. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). Remição da Execução BEM DE FAMÍLIA LEI 8.009/90 IMPENHORABILIDADE DO BEM DE FAMÍLIA Interpretação Teleológica SÚMULA 364 STJ: O conceito de impenhorabilidade de bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas SÚMULA 486 STJ: É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a subsistência ou a moradia da sua família. O1/08/2012 CITAÇÃO DO DEVEDOR Art O executado será citado para, no prazo de 3 (três) dias, efetuar o pagamento da dívida. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). O devedor não tem a prerrogativa de indicar bens à penhora, mas de diretamente pagar a dívida. Na verdade, vislumbra-se três atitudes do devedor: - pagamento da dívida art. 652 do CPC 4

5 - embargar a execução art. 736 do CPC - parcelar o valor executado art. 745-A do CPC PENHORA ONLINE - BACENJUD Art. 655-A. Para possibilitar a penhora de dinheiro em depósito ou aplicação financeira, o juiz, a requerimento do exeqüente, requisitará à autoridade supervisora do sistema bancário, preferencialmente por meio eletrônico, informações sobre a existência de ativos em nome do executado, podendo no mesmo ato determinar sua indisponibilidade, até o valor indicado na execução. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 1 o As informações limitar-se-ão à existência ou não de depósito ou aplicação até o valor indicado na execução. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 2 o Compete ao executado comprovar que as quantias depositadas em conta corrente referem-se à hipótese do inciso IV do caput do art. 649 desta Lei ou que estão revestidas de outra forma de impenhorabilidade. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 3 o Na penhora de percentual do faturamento da empresa executada, será nomeado depositário, com a atribuição de submeter à aprovação judicial a forma de efetivação da constrição, bem como de prestar contas mensalmente, entregando ao exeqüente as quantias recebidas, a fim de serem imputadas no pagamento da dívida. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 4o Quando se tratar de execução contra partido político, o juiz, a requerimento do exeqüente, requisitará à autoridade supervisora do sistema bancário, nos termos do que estabelece o caput deste artigo, informações sobre a existência de ativos tão-somente em nome do órgão partidário que tenha contraído a dívida executada ou que tenha dado causa a violação de direito ou ao dano, ao qual cabe exclusivamente a responsabilidade pelos atos praticados, de acordo com o disposto no art. 15-A da Lei no 9.096, de 19 de setembro de (Incluído pela Lei nº , de 2008) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA PELO SISTEMA BACEN JUD. POSSIBILIDADE. REQUERIMENTO FORMULADO APÓS A VIGÊNCIA DA LEI N /2006. MATÉRIA SUBMETIDA DO REGIME DO ART. 543-C DO CPC. PRECEDENTE RESP N /MA. 1. A egrégia Corte Especial, na sessão de 15 de setembro de 2010, julgando o REsp n /MA, da relatoria da Ministra Nancy Andrighi, sob o regime do artigo 543-C do CPC e da Resolução n. 8/2008 do STJ, ratificou o posicionamento desta Corte Superior de Justiça no sentido de que, após as modificações introduzidas pela Lei n /2006, o bloqueio de ativos financeiros pelo Sistema Bacen Jud prescinde do esgotamento das diligências para a localização de outros bens passíveis de penhora. 2. Na espécie, a decisão de primeira instância que deferiu a medida constritiva pelo sistema Bacen Jud, deu-se em 10/9/2008, ou seja, depois do advento da 5

6 Lei n /06, que alterou o CPC quando incluiu os depósitos e aplicações em instituições financeiras como bens preferenciais na ordem da penhora como se fossem dinheiro em espécie e admitiu que a constrição se realizasse preferencialmente por meio eletrônico. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no Ag /RJ, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 02/12/2010, DJe 09/12/2010) EMBARGOS À EXECUÇÃO Art O executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá opor-se à execução por meio de embargos. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). Parágrafo único. Os embargos à execução serão distribuídos por dependência, autuados em apartado, e instruídos com cópias (art. 544, 1 o, in fine) das peças processuais relevantes. (Incluído pela Lei nº , de 2006). (Vide Lei nº , de 2010) Art (Revogado pela Lei nº , de 2006) Art Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). 1 o Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um deles embargar conta-se a partir da juntada do respectivo mandado citatório, salvo tratando-se de cônjuges. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 2 o Nas execuções por carta precatória, a citação do executado será imediatamente comunicada pelo juiz deprecado ao juiz deprecante, inclusive por meios eletrônicos, contando-se o prazo para embargos a partir da juntada aos autos de tal comunicação. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 3 o Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art. 191 desta Lei. (Incluído pela Lei nº , de 2006). Art O juiz rejeitará liminarmente os embargos: I - quando intempestivos; (Redação dada pela Lei nº , de 2006). II - quando inepta a petição (art. 295); ou (Redação dada pela Lei nº , de 2006). III - quando manifestamente protelatórios. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). Art. 739-A. Os embargos do executado não terão efeito suspensivo. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 1 o O juiz poderá, a requerimento do embargante, atribuir efeito suspensivo aos embargos quando, sendo relevantes seus fundamentos, o prosseguimento da execução 6

7 manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação, e desde que a execução já esteja garantida por penhora, depósito ou caução suficientes. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 2 o A decisão relativa aos efeitos dos embargos poderá, a requerimento da parte, ser modificada ou revogada a qualquer tempo, em decisão fundamentada, cessando as circunstâncias que a motivaram. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 3 o Quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser respeito apenas a parte do objeto da execução, essa prosseguirá quanto à parte restante. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 4 o A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram, quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 5 o Quando o excesso de execução for fundamento dos embargos, o embargante deverá declarar na petição inicial o valor que entende correto, apresentando memória do cálculo, sob pena de rejeição liminar dos embargos ou de não conhecimento desse fundamento. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 6 o A concessão de efeito suspensivo não impedirá a efetivação dos atos de penhora e de avaliação dos bens. (Incluído pela Lei nº , de 2006). Art. 739-B. A cobrança de multa ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé (arts. 17 e 18) será promovida no próprio processo de execução, em autos apensos, operando-se por compensação ou por execução. (Incluído pela Lei nº , de 2006). Art Recebidos os embargos, será o exeqüente ouvido no prazo de 15 (quinze) dias; a seguir, o juiz julgará imediatamente o pedido (art. 330) ou designará audiência de conciliação, instrução e julgamento, proferindo sentença no prazo de 10 (dez) dias. (Redação dada pela Lei nº , de 2006). Parágrafo único. No caso de embargos manifestamente protelatórios, o juiz imporá, em favor do exeqüente, multa ao embargante em valor não superior a 20% (vinte por cento) do Art Nos embargos, poderá o executado alegar: (Redação dada pela Lei nº , de 2006). I - nulidade da execução, por não ser executivo o título apresentado; (Incluído pela Lei nº , de 2006). II - penhora incorreta ou avaliação errônea; (Incluído pela Lei nº , de 2006). 7

8 III - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções; (Incluído pela Lei nº , de 2006). IV - retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de título para entrega de coisa certa (art. 621); (Incluído pela Lei nº , de 2006). V - qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de conhecimento. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 1 o Nos embargos de retenção por benfeitorias, poderá o exeqüente requerer a compensação de seu valor com o dos frutos ou danos considerados devidos pelo executado, cumprindo ao juiz, para a apuração dos respectivos valores, nomear perito, fixando-lhe breve prazo para entrega do laudo. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 2 o O exeqüente poderá, a qualquer tempo, ser imitido na posse da coisa, prestando caução ou depositando o valor devido pelas benfeitorias ou resultante da compensação. (Incluído pela Lei nº , de 2006). Art. 745-A. No prazo para embargos, reconhecendo o crédito do exeqüente e comprovando o depósito de 30% (trinta por cento) do valor em execução, inclusive custas e honorários de advogado, poderá o executado requerer seja admitido a pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 1 o Sendo a proposta deferida pelo juiz, o exeqüente levantará a quantia depositada e serão suspensos os atos executivos; caso indeferida, seguir-se-ão os atos executivos, mantido o depósito. (Incluído pela Lei nº , de 2006). 2 o O não pagamento de qualquer das prestações implicará, de pleno direito, o vencimento das subseqüentes e o prosseguimento do processo, com o imediato início dos atos executivos, imposta ao executado multa de 10% (dez por cento) sobre o valor das prestações não pagas e vedada a oposição de embargos. (Incluído pela Lei nº , de 2006). QUESTÕES 01. ( ) O prazo para embargar será de 30 dias, contados da juntada do último mandado citatório, quando os executados, em litisconsórcio, tiverem diferentes procuradores. 02. ( ) Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um deles embargar conta-se a partir da juntada do último mandado de citação, salvo tratando-se de cônjuges. 8

9 03. ( ) Os embargos serão apresentados no prazo de 15 dias, contados do termo de penhora, depósito ou caução, e instruído com as cópias relevantes do processo de execução. 04. ( ) A impenhorabilidade não é oponível à cobrança do crédito concedido para a aquisição do próprio bem. 05. São bens penhoráveis a) os inalienáveis. b) os pertences de elevado valor, de uso pessoal do executado. c) os livros úteis ao exercício profissional. d) os recursos públicos do fundo partidário recebidos, nos termos da lei, por partidos políticos. e) as quantias depositadas em caderneta de poupança, até o limite de 40 saláriosmínimos. 06. ( ) O executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá opor-se à execução por meio de embargos. Os embargos serão oferecidos no prazo de 10 (dez) dias, contados da data da juntada aos autos do mandado de citação. Os embargos do executado, ordinariamente, não terão efeito suspensivo. 07. Sobre os embargos do devedor, é correto afirmar que a) O executado poderá opor-se à execução por meio de embargos, desde que fundamentado em penhora, depósito ou caução. b) Quando houver mais de um executado, o prazo para embargar conta-se a partir da juntada do último mandado citatório. c) Quando os executados litisconsortes tiverem diferentes procuradores, ser-lhesão contados em dobro os prazos para falar nos autos. d) Quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser respeito apenas a parte do objeto da execução, esta prosseguirá quanto à parte restante. e) A concessão de efeito suspensivo impedirá a efetivação dos atos de penhora e de avaliação de bens. 08. ( ) Tratando-se de obrigação de fazer embasada em título executivo judicial, é cabível a oposição de embargos à execução, no prazo de quinze dias. 9

10 09. ( ) O executado poderá ajuizar os embargos à execução desde que satisfaça o requisito da garantia do juízo, mediante penhora, depósito ou caução. 10. ( ) Para que a sentença de um processo de conhecimento produza efeitos, é necessário um processo autônomo de execução. 11. ( ) Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, não pode o juiz, de ofício, modificar o valor ou a periodicidade da multa, mesmo que se observe que se tornou insuficiente. 12. ( ) Na execução para entrega de coisa, constante de título judicial, o devedor será citado para satisfazer a obrigação ou, seguro o juízo, apresentar embargos no prazo de 15 (quinze) dias. 13. ( ) Na execução para entrega de coisa, o juiz, ao despachar a inicial, poderá fixar multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação, ficando o respectivo valor sujeito a alteração, caso se revele insuficiente ou excessivo. 14. ( ) O devedor de obrigação de entrega de coisa certa, constante de título executivo extrajudicial, será citado para, dentro de vinte e quatro horas, satisfazer a obrigação ou nomear bens à penhora. 15. ( ) Nos embargos à execução, decorreram diretamente da Lei n.º /2006 as mudanças referentes à dispensa de qualquer garantia do juízo para a sua interposição, ao prazo para o seu oferecimento que passou a ser contado da juntada aos autos do mandado de citação e, ao menos como regra geral, à retirada do efeito suspensivo. 10

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