ORDEM DE SERVIÇO PRFN 3ª REGIÃO Nº 004 de 16 de dezembro de 2009.

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1 ORDEM DE SERVIÇO PRFN 3ª REGIÃO Nº 004 de 16 de dezembro de Dispõe sobre o procedimento a ser adotado para a formalização e controle dos processos de parcelamentos de arrematação ocorrida nas hastas públicas das Justiças Federais da 3ª Região. O PROCURADOR-REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 3ª REGIÃO, no uso das competências estabelecidas pelo Decreto nº , de 10 de fevereiro de 2009, e pelo Regimento Interno da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (Anexo à Portaria MF nº 257, de 23 de junho de 2009), RESOLVE: Art. 1º Constituem critérios para a definição da competência das unidades descentralizadas da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional que integram a 3ª Região para a análise e ulterior acompanhamento dos parcelamentos de arrematação judicial, sucessivamente: I na hipótese de o bem ter sido arrematado por um único arrematante, o local de seu domicílio; II nos casos em que houver mais de um arrematante, o local do domicílio do arrematante que possuir a maior quota do bem arrematado; III nos casos em que houver mais de um arrematante, com quotas idênticas, a competência será definida pelo Procurador-Regional da Fazenda Nacional na 3ª Região. Art. 2º Caberá à unidade da Procuradoria da Fazenda Nacional competente: I processar o recebimento do pedido de parcelamento, conforme modelo do Anexo I desta Ordem de Serviço, devidamente instruído com os documentos necessários, nos termos da Portaria PGFN nº. 262/2002; II analisar o pedido de parcelamento e, uma vez deferido, intimar o(s) arrematante(s) para a assinatura do termo de parcelamento, na forma do Anexo II desta Ordem de Serviço, e pagamento da(s) parcela(s) devida(s), atualizada (s) por meio da aplicação da taxa SELIC acumulada entre a data da arrematação e o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no mês do pagamento; III acompanhar a regularidade do recolhimento das parcelas, por meio de DARF ou, havendo embargos à arrematação, por meio de depósito judicial, através do sistema SERPRO SINAL08 ; IV proceder à inscrição em dívida ativa do saldo devedor remanescente, acrescido de multa do valor de 50% do montante da arrematação atualizado, e promover a respectiva execução, no caso de rescisão do parcelamento de arrematação; V informar a unidade ou a divisão responsável pela inscrição originária, encaminhando cópia do termo de parcelamento devidamente assinado. Art. 3º Na hipótese de o débito originário encontrar-se cadastrado no Sistema DÍVIDA - PLENUS, deverá a unidade da Procuradoria da Fazenda Nacional, nos termos do artigo 98 e incisos, da Lei nº , de 24 de julho de 1991: I processar o recebimento do pedido de parcelamento, conforme modelo previsto no anexo I dessa Ordem de Serviço, devidamente instruído com documentos, nos termos da Portaria PGFN nº. 262/2002; II analisar o pedido de parcelamento e, uma vez deferido, intimar o(s) arrematante(s) para a assinatura do termo de parcelamento de dívida, na forma do anexo III dessa Ordem de Serviço, e pagamento da(s) parcela(s) devida(s), atualizada(s) por meio da

2 aplicação da taxa SELIC acumulada entre a data da arrematação até o mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento; III após a assinatura do termo, determinar o cadastramento de DEBCAD correspondente ao valor da arrematação em nome do arrematante, bem como a apropriação do montante já antecipado; IV acompanhar a regularidade do recolhimento das parcelas, por meio de GPS ou, havendo embargos à arrematação ou não tendo sido cadastrado o débito em DEBCAD, por meio de depósito judicial; V promover a respectiva execução do saldo devedor remanescente, acrescido de multa do valor de 50% do montante da arrematação atualizado, no caso de rescisão do parcelamento de arrematação; VI informar a unidade ou a divisão responsável pela inscrição originária, encaminhando cópia do termo de parcelamento devidamente assinado. Art. 4º Os pedidos de parcelamento de arrematação serão recebidos e processados pela unidade descentralizada da PGFN responsável pelo acompanhamento judicial do processo em que tiver ocorrido a arrematação. 1º. Após a formalização, o processo deverá ser encaminhado à unidade descentralizada da PGFN responsável pelo seu deferimento e controle, conforme o disposto no art. 1º desta Ordem de Serviço. 2º. Os pedidos de parcelamento de arrematação oriundos da Central de Hastas Públicas Unificadas CEHAS da Justiça Federal de Primeiro Grau em São Paulo serão recebidos pela PRFN 3ª Região, que providenciará a formalização do processo administrativo e encaminhamento dos respectivos autos à unidade da PGFN competente. Art. 5º Caberá à unidade responsável pela inscrição em Dívida Ativa originária: I efetuar a imputação do valor integral da arrematação nas inscrições em dívida ativa da respectiva execução fiscal, após o devido registro do termo de parcelamento (garantia) ou em função de decisão judicial; II requerer a conversão em renda da União de eventuais valores depositados junto aos autos judiciais; III na hipótese de o valor da arrematação não ser suficiente para extinguir a inscrição, prosseguir a cobrança pelos valores remanescentes; IV - solicitar que conste da carta de arrematação a necessidade de registro da garantia. Art. 6º Ao parcelamento disciplinado por esta Ordem de Serviço aplica-se, no que couber, o disposto nos atos normativos internos que regulamentam o parcelamento, previsto no artigo 10 da Lei nº , de 19 de julho de Art. 7º Os parcelamentos autorizados anteriormente à vigência desta Ordem de Serviço permanecem sujeitos às condições sob as quais foram concedidos. Art. 8 Esta ordem de serviço entra em vigor na dat a de sua publicação. São Paulo, 16 de dezembro de AGOSTINHO DO NASCIMENTO NETTO PROCURADOR-REGIONAL DA FAZENDA NACIONAL NA 3ª REGIÃO

3 ANEXO I REQUERIMENTO DE PARCELAMENTO DE ARREMATAÇÃO ARTIGO 98, DA LEI Nº 8.212, DE 24 DE JULHO DE 1991 ARREMATANTE: CPF/CNPJ: Juntar cópia do contrato ou estatuto social. ENDEREÇO: Juntar cópia do CNPJ atualizado. CIDADE: CEP: TELEFONE: ( ) /FAX: INSCRIÇÃO N PROCESSO ADMINISTRATIVO: EXECUÇÃO FISCAL N VARA: Requeiro o parcelamento da arrematação procedida na execução fiscal acima indicada (limitado ao valor atualizado da inscrição em Dívida Ativa da União) em ( ) prestações mensais. O peticionário declara ainda estar ciente de que a presente solicitação importa confissão irretratável da dívida a ser parcelada e que o não pagamento de qualquer das parcelas no vencimento importa rescisão imediata do parcelamento deferido, vencendo-se antecipadamente o saldo devedor remanescente, ao qual será acrescido o valor de 50% (cinqüenta por cento), a título de multa rescisória. O crédito, líquido e certo, será imediatamente inscrito em Dívida Ativa da União e executado, indicando-se à penhora o imóvel hipotecado ou o bem móvel dado em garantia. Se deferido o pedido, comprometo-me, ainda, em 15 dias, a firmar o Termo de Assunção e Parcelamento de Dívida com garantia de Hipoteca/Penhor e o Contrato de garantia (Fiança, Penhor ou Hipoteca) sob pena de rescisão do parcelamento. São Paulo, de de 2009.

4 ANEXO II TERMO DE ASSUNÇÃO E PARCELAMENTO DE DÍVIDA COM GARANTIA DE (HIPOTECA OU PENHOR) DEVEDOR: (nome, qualificação e endereço); CREDORA: UNIÃO, pessoa jurídica de direito público interno, neste ato representada pelo Procurador (nome do procurador que assinará o termo). As partes acima identificadas têm, entre si, justo e acertado o presente contrato de assunção de dívida e parcelamento garantido por (hipoteca ou penhor), que se regerá pelas cláusulas e condições seguintes. Cláusula 1 a. O DEVEDOR através do presente, tendo arrematado pelo valor de (valor da arrematação) o (bem) penhorado nos autos do processo de execução fiscal (número da execução fiscal), movido pela CREDORA contra (devedor originário), referente à CDA (número da inscrição), assume expressamente a dívida no valor integral de (valor da arrematação). Cláusula 2 a. Considerando o depósito de (valor da primeira parcela), realizado no ato da arrematação, o valor do débito é de (valor da arrematação menos o valor da primeira parcela), a ser pago diretamente à CREDORA. Cláusula 3 a. O valor total expresso na cláusula anterior será pago em até 60 (sessenta) parcelas mensais e sucessivas, com vencimento todos os últimos dias úteis de cada mês, a primeira no mês de (mês de formalização do contrato), por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais DARF, que terá seus campos preenchidos da seguinte forma: a) campo 01: nome do DEVEDOR b) campo 02: data da arrematação c) campo 03: CPF do DEVEDOR d) campo 04: 7739 e) campo 05: nº do processo administrativo f) campo 06: data de pagamento g) campo 07: valor originário da parcela h) campo 08: em branco i) campo 09: montante da SELIC acumulada entre a data da arrematação e a data da parcela j) campo 10: soma dos campos 07 e 09 Parágrafo único. Se houver oposição de embargos à arrematação, o DEVEDOR se obriga a comunicar essa circunstância à CREDORA e passará a fazer os pagamentos das parcelas mensais por meio de depósito judicial, vinculado ao processo e à disposição do Juízo que preside o feito no qual ocorreu a arrematação, até a sentença deste incidente. Cláusula 4 a. O valor das parcelas é de (valor da arrematação menos o valor depositado a título de primeira parcela, dividido pelo número de parcelas), atualizadas por meio da aplicação da taxa SELIC acumulada entre a data da arrematação e a data de vencimento respectivo, cujo cálculo é incumbência exclusiva do DEVEDOR. Parágrafo único. Incumbe ao DEVEDOR enviar mensalmente cópia do comprovante de pagamento, por meio postal à (endereço da unidade da PGFN), indicando o número do processo administrativo (número do processo administrativo do parcelamento de arrematação) para controle.

5 Cláusula 5 a. O não pagamento de qualquer parcela mencionada, o pagamento em atraso ou o pagamento menor que o valor devido, fixado conforme cláusula 4 a, ou ainda o não cumprimento dos deveres acessórios estipulados nas cláusulas 7 a e 8 a, acarretará rescisão do presente contrato, vencendo-se antecipadamente o saldo devedor remanescente, o qual será acrescido o valor de 50% do montante da arrematação atualizado da mesma forma que as parcelas, a título de multa. Cláusula 6 a. No caso de ocorrer a rescisão prevista na cláusula 5 a, o crédito será inscrito em dívida ativa da União e executado contra o DEVEDOR, ficando desde logo eleito o foro de (local da unidade competente da PGFN) para essa execução, que será garantida pelo bem dado em penhor na cláusula 7 a. Parágrafo único. Caso o valor devido em decorrência de rescisão do presente contrato, calculado conforme cláusula 5 a, seja inferior ao valor mínimo de inscrição de débitos em dívida ativa conforme regulamentação administrativa expedida pelo Ministro da Fazenda, a inscrição se fará pelo valor mínimo, podendo o DEVEDOR, com o pagamento do saldo efetivamente devido, pleitear junto à CREDORA o cancelamento da inscrição em dívida ativa. Cláusula 7 a. O DEVEDOR, para garantia do pagamento do presente contrato, dá em garantia (hipotecária ou pignoratícia) à credora o bem objeto da arrematação referida na cláusula 1 a, qual seja: (descrição do bem arrematado). Parágrafo único. O DEVEDOR compromete-se a não alienar o bem até final pagamento do presente contrato. Cláusula 8 a. O DEVEDOR compromete-se a levar (ao RGI ou DETRAN ou demais órgãos competentes), para que proceda às anotações pertinentes, juntamente com a regularização da transferência do domínio por meio da carta de arrematação, devendo apresentar, a esta Procuradoria, documentação que comprove o cumprimento deste item no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da emissão da carta de arrematação. (Local e data) (Assinatura e CPF do arrematante) (Assinatura do Procurador)

6 ANEXO III TERMO DE ASSUNÇÃO E PARCELAMENTO DE DÍVIDA COM GARANTIA DE (HIPOTECA OU PENHOR) DEVEDOR: (nome, qualificação e endereço); CREDORA: UNIÃO, pessoa jurídica de direito público interno, neste ato representada pelo Procurador (nome do procurador que assinará o termo). As partes acima identificadas têm, entre si, justo e acertado o presente contrato de assunção de dívida e parcelamento garantido por (hipoteca ou penhor), que se regerá pelas cláusulas e condições seguintes. Cláusula 1 a. O DEVEDOR através do presente, tendo arrematado pelo valor de (valor da arrematação) o (bem) penhorado nos autos do processo de execução fiscal (número da execução fiscal), movido pela CREDORA contra (devedor originário), referente à CDA (número da inscrição previdenciária), assume expressamente a dívida no valor integral de (valor da arrematação). Cláusula 2 a. Considerando o depósito de (valor da primeira parcela), realizado no ato da arrematação, o valor do débito é de (valor da arrematação menos o valor da primeira parcela), a ser pago diretamente à CREDORA. Cláusula 3 a. O valor total expresso na cláusula anterior será pago em até ( ) parcelas mensais e sucessivas, com vencimento todos os últimos dias úteis de cada mês, a primeira no mês de (mês de formalização do contrato), por meio de Guia da Previdência Social GPS. 1º. Não tendo sido possível o cadastramento do respectivo DEBCAD até o final do mês da formalização desse termo, o DEVEDOR obriga-se a efetuar o pagamento da parcela por meio de depósito judicial vinculado ao processo no qual ocorreu a arrematação; 2º. Se houver oposição de embargos à arrematação, o DEVEDOR se obriga a comunicar essa circunstância à CREDORA e passará a fazer os pagamentos das parcelas mensais por meio de depósito judicial, vinculado ao processo e à disposição do Juízo que preside o feito no qual ocorreu a arrematação, até a sentença deste incidente. Cláusula 4 a. O valor das parcelas é de (valor da arrematação menos o valor depositado a título de primeira parcela, dividido pelo número de parcelas), atualizadas por meio da aplicação da taxa SELIC acumulada entre a data da arrematação e a data de vencimento respectivo, cujo cálculo é incumbência exclusiva do DEVEDOR. Parágrafo único. Incumbe ao DEVEDOR enviar mensalmente cópia do comprovante de pagamento, por meio postal à (endereço da unidade da PGFN), indicando o número do processo administrativo (número do processo administrativo do parcelamento de arrematação) para controle. Cláusula 5 a. O não pagamento de qualquer parcela mencionada, o pagamento em atraso ou o pagamento menor que o valor devido, fixado conforme cláusula 4 a, ou ainda o não cumprimento dos deveres acessórios estipulados nas cláusulas 7 a e 8 a, acarretará rescisão do presente contrato, vencendo-se antecipadamente o saldo devedor remanescente, o qual será acrescido o valor de 50% do montante da arrematação atualizado da mesma forma que as parcelas, a título de multa.

7 Cláusula 6 a. No caso de ocorrer a rescisão prevista na cláusula 5 a, o crédito será inscrito em dívida ativa da União e executado contra o DEVEDOR, ficando desde logo eleito o foro de (local da unidade competente da PGFN) para essa execução, que será garantida pelo bem dado em penhor na cláusula 7 a. Parágrafo único. Caso o valor devido em decorrência de rescisão do presente contrato, calculado conforme cláusula 5 a, seja inferior ao valor mínimo de inscrição de débitos em dívida ativa conforme regulamentação administrativa expedida pelo Ministro da Fazenda, a inscrição se fará pelo valor mínimo, podendo o DEVEDOR, com o pagamento do saldo efetivamente devido, pleitear junto à CREDORA o cancelamento da inscrição em dívida ativa. Cláusula 7 a. O DEVEDOR, para garantia do pagamento do presente contrato, dá em garantia (hipotecária ou pignoratícia) à credora o bem objeto da arrematação referida na cláusula 1 a, qual seja (descrição do bem arrematado). Parágrafo único. O DEVEDOR compromete-se a não alienar o bem até final pagamento do presente contrato. Cláusula 8 a. O DEVEDOR compromete-se a levar (ao RGI ou DETRAN ou demais órgãos competentes), para que proceda às anotações pertinentes, juntamente com a regularização da transferência do domínio por meio da carta de arrematação, devendo apresentar, a esta Procuradoria, documentação que comprove o cumprimento deste item no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da emissão da carta de arrematação. (Local e data) (Assinatura e CPF do arrematante) (Assinatura do Procurador)

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