PONTO 1: Execução Trabalhista. Fase de Liquidação de Sentença Trabalhista é uma fase preparatória da execução trabalhista art. 879 da CLT.

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1 1 DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO PONTO 1: Execução Trabalhista 1. EXECUÇÃO TRABALHISTA: ART. 876 ART. 892 da CLT Fase de Liquidação de Sentença Trabalhista é uma fase preparatória da execução trabalhista art. 879 da CLT. Da liquidação da sentença, homologada pelo juiz, não é possível interposição de recurso, mas pode ser atacável através de embargos a execução ou através de impugnação a sentença de liquidação. Ou, pode o juiz (em vez de proceder a homologação) abrir o prazo previsto no parágrafo 2º do art. 879 para impugnação: Art. 879, 2º da CLT - Elaborada a conta e tornada líquida, o Juiz poderá abrir às partes prazo sucessivo de 10 (dez) dias para impugnação fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão. CLT 1. Do Objeto da Execução: Títulos executivos judiciais e extrajudiciais art. 876 da Art As decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; os acordos, quando não cumpridos; os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia serão executada pela forma estabelecida neste Capítulo. Parágrafo único. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho, resultantes de condenação ou homologação de acordo, inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido. O Acordo judicial não cumprido mencionado no caput no artigo 876 trata-se da conciliação judicial homologado na justiça do trabalho chamada de título executivo judicial, tais quais as decisões passadas em julgado ou das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo. Para execução trabalhista são dois os títulos executivos extrajudiciais: os termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho e os termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia. 2. Espécies de Execução: Provisória e Definitiva A execução provisória tem início da citação realizada pelo oficial de justiça na figura do executado e para no ato de constrição (penhora) art da CLT. 1 Art Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução provisória até a penhora.

2 2 Já a execução definitiva ultrapassa o ato de constrição e segue até a arrematação pelo juízo (venda dos bens do executado) para saldar a dívida. Os títulos executivos judiciais passarão tanto pela execução provisória como a definitiva. Já os títulos extrajudiciais só passarão pela execução definitiva. 3. Juízo competente art. 877 da CLT Art É competente para a execução das decisões o Juiz ou Presidente do Tribunal que tiver conciliado ou julgado originariamente o dissídio. Art. 877-A - É competente para a execução de título executivo extrajudicial o juiz que teria competência para o processo de conhecimento relativo à matéria. 4. Legitimidade Ativa para promover a execução trabalhista Poderá ser promovida por qualquer interessado (exeqüente ou executado) ou pelo próprio juiz do trabalho, de ofício. Art A execução poderá ser promovida por qualquer interessado, ou ex officio pelo próprio Juiz ou Presidente ou Tribunal competente, nos termos do artigo anterior. Parágrafo único - Quando se tratar de decisão dos Tribunais Regionais, a execução poderá ser promovida pela Procuradoria da Justiça do Trabalho. 5. Execução Trabalhista 5.1. Início: art. 880 da CLT Art Requerida a execução, o juiz ou presidente do tribunal mandará expedir mandado de citação do executado, a fim de que cumpra a decisão ou o acordo no prazo, pelo modo e sob as cominações estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuições sociais devidas à União, para que o faça em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta a execução, sob pena de penhora. 1º - O mandado de citação deverá conter a decisão exeqüenda ou o termo de acordo não cumprido. 2º - A citação será feita pelos oficiais de diligência Espécies de Citação: 2º e 3º da CLT 2º - A citação será feita pelos oficiais de diligência. 3º - Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espaço de 48 (quarenta e oito) horas, não for encontrado, far-se-á citação por edital, publicado no jornal oficial ou, na falta deste, afixado na sede da Junta ou Juízo, durante 5 (cinco) dias. Citação por oficial de justiça (um oficial de justiça), nesta fase, será de forma pessoal (feita na pessoa do executado), diferente na fase de conhecimento que se permite a citação (impessoal) via postal com aviso de recebimento. Citação por edital, respeitado os prazos previsto no 3º Conteúdo da Citação: art. 881 ao 883 da CLT

3 3 Respeitará a ordem dos artigos mencionados, primeiramente será a citação para o pagamento (art. 881), não havendo poderá ser feito a garantia do juízo (art. 882) que é o depósito ou nomeação de bens a penhora respeitado a ordem preferencial constante do art. 655 do CPC. Art No caso de pagamento da importância reclamada, será este feito perante o escrivão ou secretário, lavrando-se termo de quitação, em 2 (duas) vias, assinadas pelo exeqüente, pelo executado e pelo mesmo escrivão ou secretário, entregando-se a segunda via ao executado e juntando-se a outra ao processo. Parágrafo único - Não estando presente o exeqüente, será depositada a importância, mediante guia, em estabelecimento oficial de crédito ou, em falta deste, em estabelecimento bancário idôneo. Art O executado que não pagar a importância reclamada poderá garantir a execução mediante depósito da mesma, atualizada e acrescida das despesas processuais, ou nomeando bens à penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 655 do Código Processual Civil. Art Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial. Súmula nº TST - Mandado de Segurança - Penhora em Dinheiro - Justiça do Trabalho I - Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado, em execução definitiva, para garantir crédito exeqüendo, uma vez que obedece à gradação prevista no art. 655 do CPC. II - Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 666, I, do CPC. III - Em se tratando de execução provisória, fere direito líquido e certo do impetrante a determinação de penhora em dinheiro, quando nomeados outros bens à penhora, pois o executado tem direito a que a execução se processe da forma que lhe seja menos gravosa, nos termos do art. 620 do CPC. Conforme esse entendimento sumulado, no caso de execução definitiva, o momento da penhora em dinheiro não fere direito líquido e certo, pois obedecido à ordem preferencial do art. 655 do CPC. No caso de execução provisória, entretanto, a penhora em dinheiro feito pelo juiz fere direito líquido e certo quando nomeado outros bens a penhora. Leitura de Súmulas do TST: Súmula nº TST - Mandado de Segurança - Justiça do Trabalho - Antecipação de Tutela ou Concessão de Liminar Antes ou na Sentença I - A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. II - No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. III - A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar).

4 4 Súmula nº TST - Mandado de Segurança - Justiça do Trabalho - Aplicabilidade dos Requisitos da Petição Inicial do CPC. Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável se torna o art. 284 do CPC quando verificada, na petição inicial do "mandamus", a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação. Súmula nº TST - Mandado de Segurança - Execução - Cabimento - Justiça do Trabalho. Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. Súmula nº TST - Mandado de Segurança - Penhora em Dinheiro - Justiça do Trabalho I - Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado, em execução definitiva, para garantir crédito exeqüendo, uma vez que obedece à gradação prevista no art. 655 do CPC. II - Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 666, I, do CPC. III - Em se tratando de execução provisória, fere direito líquido e certo do impetrante a determinação de penhora em dinheiro, quando nomeados outros bens à penhora, pois o executado tem direito a que a execução se processe da forma que lhe seja menos gravosa, nos termos do art. 620 do CPC. Súmula nº TST - Mandado de Segurança - Concessão de Liminar ou Homologação de Acordo - Justiça do Trabalho. A concessão de liminar ou a homologação de acordo constituem faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança Ausência de pagamento e garantia da execução: Art Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial Bens impenhoráveis: art. 649 do CPC Art São absolutamente impenhoráveis: I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; II - os móveis, pertences e utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, salvo os de elevado valor ou que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de vida; III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor; IV - os vencimentos, subsídios, soldos, salários, remunerações, proventos de aposentadoria, pensões, pecúlios e montepios; as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, observado o disposto no 3º deste artigo; V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão; VI - o seguro de vida; VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas; VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família; IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social; X - até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, a quantia depositada em caderneta de poupança.

5 5 XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos, nos termos da lei, por partido político. Também são impenhoráveis os bens de família, art. 1º da Lei 8.009/90. Art. 1º O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam, salvo nas hipóteses previstas nesta lei Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: I - em razão dos créditos de trabalhadores da própria residência e das respectivas contribuições previdenciárias; 5.6. Após garantia da execução ou penhorados os bens: Art Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exeqüente para impugnação. Esse artigo trata dos chamados Embargos à execução ou Embargos do Executado peça de defesa exclusiva do executado na fase de execução trabalhista e sua conseqüente impugnação pelo exeqüente. O exeqüente também pode impugnar a sentença de liquidação, assim como o executado (que o fará no corpo dos embargos à execução). Obs.: o artigo 887 da CLT foi revogado - pois o oficial no ato da penhora fará a avaliação Trâmites finais da execução trabalhista: Arrematação Arrematação é a venda dos bens penhorados art. 888 da CLT Art Concluída a avaliação, dentro de dez dias, contados da data da nomeação do avaliador, seguir-se-á a arrematação, que será anunciada por edital afixado na sede do juízo ou tribunal e publicado no jornal local, se houver, com a antecedência de vinte (20) dias. 1º A arrematação far-se-á em dia, hora e lugar anunciados e os bens serão vendidos pelo maior lance, tendo o exeqüente preferência para a adjudicação. 2º O arrematante deverá garantir o lance com o sinal correspondente a 20% (vinte por cento) do seu valor. 3º Não havendo licitante, e não requerendo o exeqüente a adjudicação dos bens penhorados, poderão os mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo Juiz ou Presidente. 4º Se o arrematante, ou seu fiador, não pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas o preço da arrematação, perderá, em benefício da execução, o sinal de que trata o 2º deste artigo, voltando à praça os bens executados. 6. Extinção da execução trabalhista: art. 794 do CPC Art Extingue-se a execução quando: I - o devedor satisfaz a obrigação; II - o devedor obtém, por transação ou por qualquer outro meio, a remissão total da dívida; III - o credor renunciar ao crédito.

6 6 DIREITO DO TRABALHO Ponto 1: Fontes do Direito do Trabalho 1. Fontes do Direito do Trabalho O direito trabalhista admite a coexistência das chamadas fontes materiais e as formais. As ditas fontes materiais do direito do trabalho são os fatos históricos, políticos econômicos e sociais. As reivindicações exercidas pela massa trabalhista ao longo do tempo, por melhores condições laborais, em face do Estado Capitalista, procuravam evitar problemas sociais e acabaram por concretizar as leis de amparo aos trabalhadores. Então, a fonte material é a pressão exercida pelos trabalhadores ao estado capitalista por melhores condições de trabalho. Já as fontes formais são subdivididas em Autônomas e Heterônomas: - Fontes formais Heterônomas hetero: de fora para dentro - são normas criadas por agentes externos (estranhos) ao conflito trabalhista. Exemplos: Constituição Federal; Emendas; Leis em sentido amplo; Regulamentos; Portarias; Sentença Normativa. - Fontes formais Autônomas auto: de dentro para fora são normas criadas pelos sujeitos envolvidos nos conflitos. Exemplos: Convenções Coletivas do Direito do Trabalho; Acordos Coletivos art. 611 ao art. 625 da CLT -, Costumes, etc. Obs.: quanto ao Regulamente Empresarial não há consenso na doutrina.

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