O perfil da violência contra crianças e adolescentes, segundo registros de Conselhos Tutelares: vítimas, agressores e manifestações de violência



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Transcrição:

9 O perfil da violêcia cotra criaças e adolescetes, segudo registros de Coselhos Tutelares: vítimas, agressores e maifestações de violêcia The profile of violece agaist childre ad adolescets accordig to Child Protectio Coucil records: victims, aggressors ad patters of violece ARTIGO ARTICLE Maria Coceição Oliveira Costa Rosely Cabral de Carvalho Josele de F. R. Sata Bárbara Carlos Atoio S. T. Satos Waldelee de A. Gomes Heloísa Lima de Sousa Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva, Núcleo de Estudos e Pesquisas a Ifâcia e Adolescêcia, UEFS. BR, Km, Campus Uiversitário, Módulo VI, Departameto de Saúde. Feira de Sataa BA. costamco@hotmail.com Abstract Objective: To estimate the prevalece of violece agaist childre ad adolescets through the records of Child Protectio Coucils, associatig this violece with the age of the victims ad their liks with the aggressor. Method: Data were collected from the records ad the prevalece rates were calculated through the Prevalece Ratio (PR), together with the associatios amog variables, with a critical level of. Results: Out of,9 records of violece,,0 (.), origiated i the home. The most frequet types of violece were: eglect (), failure to provide basic care (0) ad abadomet (9); physical violece (), beatigs (9) betwee ad years old; psychological violece () through threats (9); sexual violece () through abuse (), maily amog adolescets. Deuciatios were maily (9) aoymous (0.); the aggressors through eglect were the parets; through physical violece, the stepmother ad other aggressors ; through sexual violece, the stepfather ad other relatives / aggressors ; psychological violece was prevalet amog all aggressor categories. Coclusios: The fidigs idicate the eed to exted the AtiViolece Hotlie facilities, traiig Coucil Members i terms of keepig proper records, ad implemetig policies desiged to prevet violece agaist childre ad adolescets. Key words Violece, Childhood, Adolescece, Child Protectio Coucils Resumo Objetivo: estimar a prevalêcia das formas de violêcia cotra criaças e adolescetes, registradas os Coselhos Tutelares, e a associação dessas violêcias por faixas etárias das vítimas e vículo com agressores, em 0000. Método: foram coletados dados dos protuários e calculadas as prevalêcias e associação etre variáveis, através da razão de prevalêcia (), com ível crítico de. Resultados: totalizaram.9 registros de violêcia, sedo.0 (,) origiados o domicílio. As violêcias mais freqüetes foram a egligêcia (), por omissão de cuidados básicos (0) e abadoo (9); a violêcia física (), por espacameto (9), as faixas de a aos; a violêcia psicológica (), por amedrotameto (9); a violêcia sexual (), por abuso (), pricipalmete etre adolescetes. A pricipal forma de deúcia foi aôima, 9 (0,); os agressores para egligêcia foram os pais; para violêcia física, a madrasta e outros agressores ; para violêcia sexual, o padrasto, outros familiares/ agressores ; a violêcia psicológica foi prevalete etre todas categorias de agressores. Coclusões: Os resultados apotam para a ecessidade de divulgação do Disque Deúcia ; a formação de coselheiros, quato ao registro adequado, assim como a implemetação de políticas de preveção da violêcia cotra criaças e adolescetes. Palavraschave Violêcia, Ifâcia, Adolescêcia, Coselhos Tutelares

0 Costa, M. C. O. et al. Itrodução A violêcia cotra criaças e adolescetes acompaha a trajetória da humaidade, maifestadose de múltiplas formas, os diferetes mometos históricos e sociais, em acordo com aspectos culturais,,. As expressões do feômeo da violêcia itegram uma rede que evolve a violêcia estrutural (oriuda do sistema social), assim como a violêcia iterpessoal (doméstica, trabalho, amigos), atravessado camadas sociais, podedo trasformar vítimas em agressores. Pesquisas realizadas em diferetes países, com registros das Istituições de Atedimeto às criaças vitimizadas por violêcia, assim como com dados primários, obtidos dos profissioais que atediam as criaças e famílias, mostraram aumeto da icidêcia das diferetes formas de violêcia, a partir da década de 90, sedo os ídices dos Estados Uidos mais elevados, em relação ao Caadá e Austrália,. No Caadá, estudo realizado em três grades provícias (Otário, Québec e Alberta), com dados primários de uma amostragem em istituições de atedimeto às criaças vitimizadas, totalizado. ivestigações, apotou de abuso físico, como forma primária de violêcia e em do total de casos; 0 de violêcia sexual comprovada e de egligêcia costatada etre todas as ivestigações (desde a falta de supervisão familiar, exposição idevida da criaça aos riscos ambietais, icluido violêcia sexual). No Brasil, a violêcia estrutural, resposável pela desigualdade social, cotribui com o desevolvimeto da violêcia iterpessoal, os diferetes segmetos sociais, em especial a diâmica e o modelo familiar. Estudos apotam que a violêcia doméstica faz parte de um cotexto socioecoômico e cultural, que pode iflueciar o comportameto agressivo dos familiares, os quais tedem a repetir as codições de exploração e abadoo de que são vítimas, cotribuido assim para a perpetuação da violêcia cotra criaças e adolescetes, um ciclo vicioso. No que diz respeito à violêcia iterpessoal, o osso país, há cerca de três décadas, vem sedo estudada a violêcia doméstica (itradomiciliar), cometida pela família ou resposáveis, tato pela magitude, como pelas repercussões do problema. A violêcia itrafamiliar represeta um importate fator de impedimeto para o adequado desevolvimeto e itegração social de criaças e adolescetes, em coseqüêcia dos traumas físicos e psicológicos, durate a trajetória de vida, sedo, freqüetemete, justificada pelos agressores como formas de educar e corrigir trasgressões de comportameto 9, 0. Segudo a Política Nacioal de Redução da Morbimortalidade por Acidetes e Violêcias, do Miistério da Saúde, a violêcia doméstica represeta um problema de saúde pública e deve ser avaliada e otificada 0. Nesse cotexto, o cojuto de leis e istrumetos legais que garatem a essa população seus direitos e iteresses ecessitam ser mobilizados pelos diferetes segmetos, grupos sociais e profissioais, com vistas a viabilizar a prática desses direitos, frete à sociedade e à família. Cabe destacar o papel do Estatuto da Criaça e do Adolescete (ECA lei.09, 990), cujo pricipal desafio é a legalização e reorgaização das práticas de atedimeto e proteção à ifâcia e adolescêcia, os aspectos jurídicos, ateção biopsicossocial, direitos fudametais, torado obrigatória a deúcia de quaisquer formas de arbitrariedade e violêcia, cosideradas violação dos direitos fudametais. No Brasil, o feômeo da violêcia tem mobilizado as diferetes áreas do cohecimeto, o estabelecimeto de parcerias que buscam agilizar diferetes estratégias de preveção e iterveção, o efretameto do problema. Essa prática visa assegurar o cumprimeto de pricípios legalmete assegurados o ECA, quato às políticas e programas voltados à violêcia social e iterpessoal cotra criaças e adolecetes, 9. O objetivo do presete estudo foi estimar a prevalêcia das diferetes formas de violêcia cotra criaças e adolescetes (vítimas) registradas os Coselhos Tutelares e a associação dessas violêcias por faixas etárias das vítimas e vículo com agressor, o muicípio de Feira de Sataa, Bahia. Método Estudo de corte trasversal com dados secudários dos registros de ocorrêcia das vítimas de violêcia (criaças e adolescetes) os Coselhos Tutelares I e II de Feira de Sataa, Bahia, o período de º de jaeiro de 00 a de dezembro de 00. Foram utilizados os protuários de atedimeto das vítimas pelos coselheiros tutelares, sedo coletados dados:. das violêcias: local da ocorrêcia; tipos de violêcias (egligêcia familiar, violêcia psicológica, violêcia física e violêcia sexual);. das vítimas: faixa etária, sexo, grupo ético;. dos agressores e vículo com a vítima;. ecamihametos realizados. A faixa

etária das criaças e adolescetes foi subdividida, segudo a Sociedade Brasileira de Pediatria SBP: 0 ao (lactetes), aos (préescolar), 9 aos (escolar), 0 aos (adolescêcia precoce), aos (adolescêcia itermediária) e 9 aos completos (adolescêcia tardia). Os resultados foram processados o programa SPSS 9.0 for Widows, obtedose o úmero de casos percetuais e prevalêcias etre as diferetes formas de violêcia, segudo as faixas etárias das vítimas e o vículo com o agressor; tipo de agressor por faixa etária da vítima; assim como os ecamihametos istitucioais. Mediate as aálises bivariadas, estimaramse as razões de prevalêcia (), com seus respectivos itervalos de cofiaça de 9 (IC 9) etre as formas de violêcia, de acordo com a faixa etária das vítimas e vículo com o agressor. Adotouse o ível de sigificâcia de para os testes estatísticos. Para a coleta de dados, foi solicitada das istituições permissão documetal, através do Termo de Cosetimeto Livre e Esclarecido, assim como autorização, através de Alvará do Juizado da Ifâcia e Adolescêcia do Muicípio. Este projeto foi aprovado pelo Coselho de Ética em Pesquisa CEP/UEFS, sob protocolo de º 0/ 00 (CAAE 000.0.09.0000), coforme resolução 9/9. Resultados De acordo com os registros dos Coselhos Tutelares (Gráfico ), o período 00 e 00, foram deuciados.9 casos de violêcia cotra criaças e adolescetes, dos quais foram do sexo masculio e do femiio, destacadose a perda de casos, por falta de registro das variáveis sexo ou faixa etária. A divisão por faixa etária apotou que, em ambos os sexos, as faixas mais cometidas foram aquelas que compreediam dos aos aos, com maior proporção etre a 9 aos. Os dados de etia apotaram falta de registro em 9 protuários, o que impossibilitou a aálise desta variável. A uaimidade das ocorrêcias se passaram o domicílio,.0 (); 9 (,) as ruas; (,) as escolas; (,) em alguma das istâcias (saúde, abrigos, ONG, programas), com destaque para 0 casos com ausêcia de registro desta variável (Gráfico ). A maioria das deúcias foram aôimas, 9 (0,); assim como pela mãe, (,); pai, 9 (,9) e paretes, 0 (,) (dados ão apresetados o gráfico). Etre as violêcias deuciadas (Tabela ), a egligêcia apresetou o maior úmero de casos (), seguida pelas violêcias física (), psicológica () e sexual (). A distribuição das diferetes formas de violêcias por faixa etária das vítimas mostrou que a forma mais freqüete de egligêcia foi a omissão de cuidados (0), com prevalêcia de 0, em criaças a faixa de até um ao; em toro de 0 as outras faixas com idade até os aos e etre 0 a 0, de a 9 aos. O abadoo (9), seguda pricipal egligêcia deuciada, mostrou o aumeto da prevalêcia com a maior faixa etária, variado de a, as faixas meores de 0 aos, e de a 0, as faixas acima de 0 aos de idade. No total de casos de violêcia física por faixa etária da vítima (Tabela ), a maioria absoluta foi por espacameto (9), com prevalêcia etre a 9, distribuídos etre todas as faixas etárias, icluido criaças de até um ao de idade e as outras faixas da ifâcia. Foram deuciados oze casos de supressão alimetar, sedo quatro a faixa até um ao de idade; as outras violêcias físicas deuciadas () foram queimaduras, fraturas, afogameto, ferimeto de arma braca, eveeameto e outras. Etre os casos de violêcia psicológica registrados, por faixa etária da vítima () (Tabela ), a maior prevalêcia foi de amedrotameto, (9),, variado de 0 a, as faixas meores de aos e cerca de 0 o grupo de a 9 aos; destacadose os casos de humilhação pública ou privada (), com maior prevalêcia a faixa de a 9 aos (,). A ameaça de morte () foi registrada as faixas meores de um ao até os aos; as outras formas de violêcia psicológica deuciadas foram ameaça de abadoo, discrimiação racial, medicâcia, impedimeto de acesso ao outro geitor, outras. A violêcia sexual totalizou casos (Tabela ), sedo de abuso e 0 de exploração sexual. O abuso ocorreu em todas as faixas etárias, com 0 casos a faixa de 0 a aos, casos de a aos e 9 casos de a 9 aos. A exploração sexual registrada totalizou 0 casos, sedo a faixa adolescete de a aos. No que diz respeito aos agressores, segudo as diferetes formas de violêcias (Tabela ), foi verificado que a mãe foi o agressor que cotribuiu com a maior prevalêcia para a egligêcia (0,) (violêcia mais freqüetemete deuciada); o pai cotribuiu com,; o padrasto com, e outros familiares com,. A violêcia física foi mais prevalete etre outros agressores (,9); a madrasta cotribuiu com Ciêcia & Saúde Coletiva, ():9, 00

Costa, M. C. O. et al.,9; o padrasto com, e a mãe com,. A violêcia psicológica foi prevalete em toro de 0 a etre todos os agressores citados (mãe, pai, padrasto, madrasta, outros familiares, outros agressores ). O abuso sexual registrado mostrou prevalêcia de, o grupo outros agressores ;,, etre padrastos e,0 o grupo outros familiares que, quado somados ao grupo padrasto, totalizaram, de violêcia sexual origiada a família (doméstica). Ressaltamse os casos de violêcia sem registro do agressor, que atigem,9 os casos de egligêcia e 9,0 da violêcia sexual (abuso e exploração). Aida em acordo com os resultados da Tabela, que apotam o tipo de agressor, segudo a faixa etária das vítimas, verificouse que, em todas as faixas, os agressores mais prevaletes foram a mãe e o pai, sedo a mãe o pricipal agressor das criaças com até um ao de idade (0), daquelas de a aos (acima de 0), assim como das faixas compreedidas etre a aos (0). Na aálise da Razão de Prevalêcia () etre o tipo de agressor por faixa etária da vítima Gráfico. Distribuição dos casos registrados de violêcia, segudo faixa etária e sexo * das vítimas e local de ocorrêcia **. Coselhos Tutelares (I e II), Feira de Sataa. Bahia, 00 00. de casos 0 0 0 0 00 0 0 0 0 0 (,9) (,0) < de ao (,) 9 (,) (,9) 0 (,) 9 (,) (0,) 0 Faixa etária (aos) (,) (,) (,) 0 (,) 9 Masculio Femiio 9 (,) (,) (,) 9 (0,) 0 (,) 0 (,) Casa Rua Escola Istâcia de atedimeto Outros *** Igorado *Falta de registro de sexo e faixa etária em casos. **.0 respostas múltiplas. *** Casa do agressor, casa do avô (a), emprego, hotel, outra cidade, residêcia uiversitária.

(Tabela ), os resultados ão mostraram sigificâcia estatística (p< 0,0), muito embora comparado as vítimas da faixa etária de a 9 aos às outras faixas, a mãe apresetouse como o pricipal agressor, cerca de duas vezes mais, as criaças em idades mais precoces (meores de a aos). Do mesmo modo, comparado à faixa de até um ao, o padrasto mostrouse o pricipal agressor, cerca de quatro vezes mais, em todas as faixas etárias das vítimas ( a 9 aos); seguido pela madrasta. Os outros familiares apresetaramse duas vezes mais agressores para a faixa da adolescêcia. O cálculo da etre os diferetes tipos de violêcia, de acordo com o agressor (Tabela ), ão apotou resultados estatisticamete sigificates (p< 0,0); etretato, o que diz respeito à violêcia sexual, observouse que, quado comparados ao agressor mãe, o padrasto e os outros familiares apresetam risco catorze vezes maior de serem os agressores, resultados que devem ser observados com cautela, tedo em vista a baixa ocorrêcia de casos a faixa de referêcia. Quato às formas de ecamihametos (Tabela ), foram totalizados. procedimetos: 0 casos otificados; realizadas sidicâcias; acoselhametos; advertêcias; audiêcias; acompahametos e outros procedimetos, como cotacto com a escola, secretário de saúde, prefeitura. A maioria dos casos de violêcia sexual (abuso e exploração) foram apeas otificados e realizada sidicâcia. No que diz respeito aos ecamihametos istitucioais, para as diferetes Istâcias de Atedimeto da Rede, de acordo com o tipo de violêcia deuciada, o período 0000, foram ecamihados casos, etre os quais em (,) ão costavam iformações referetes a essas variáveis, o que impossibilitou a aálise desses procedimetos. Ciêcia & Saúde Coletiva, ():9, 00 Tabela. Prevalêcia das diferetes formas de violêcia* (egligêcia familiar, violêcia física, psicológica e sexual) cotra criaças e adolescetes, segudo a faixa etária das vítimas. Coselhos Tutelares (I e II), Feira de Sataa. Bahia, 0000. Faixa etária (aos) < de 9 0 9 Igorado TOTAL Tipo de violêcia Negligêcia familiar Abadoo Omissão de cuidados Outro tipo Violêcia física Espacameto Supressão alimetar Outro tipo Violêcia psicológica Ameaça de morte Humilhação pública/privada Amedrotameto Outro tipo Violêcia sexual Abuso sexual Exploração sexual 0, 0,,,, 9,,0,0,0 0,0 00 9 9 0 0,9,,, 0,,,9 0,, 9, 00 0 9 9 9, 9,9, 90,,,,,9,0, 00 0 9 0,, 0,,,,,,,,0 9,, 0 0 9 0, 0, 9, 9,, 9,,, 0,0 0,0, 0, 0, 90,0,0,0,,,,, 0,,,,,9,0,0 0,0 0,0 00 9 0 9 9 0,,9,,,,,,9, 0,0,, * Respostas múltiplas. Negação de atedimeto de saúde; criaça sem registro de ascimeto; medicâcia; criaça soziha em casa; supressão alimetar; evasão escolar/hospitalar; desutrição; egação de pateridade. Expulsão (), impedimeto de acesso a documeto da criaça; cárcere privado; criaça/adolescete preso o domicílio; impedimeto de acesso ao geitor/familiares. Queimadura (), fratura (), tortura física (), corte, afogameto, beliscões, empurrão, eveeameto, ferimeto por arma braca, etre outros. Exposição idevida (), ameaça de abadoo, medicâcia, discrimiação racial, impedimeto de acesso ao geitor/geitora. Sedução, icesto, estupro, pedofilia. Prostituição.

Costa, M. C. O. et al. Tabela. Prevalêcia do vículo do agressor¹, segudo o tipo de violêcia e faixa etária das vítimas, de acordo com os registros dos Coselhos Tutelares (I e II), Feira de Sataa. Bahia, 0000. Mãe Pai Padrasto Vículo do agressor (a) Madrasta Outros familiares Outros agressores Sem registro Total Tipo de violêcia Negligêcia familiar Violêcia física Violêcia psicológica Abuso sexual Exploração sexual Outras formas 9 0,, 0, 0,9 0,,,,, 0,9 0,, 9 0,, 0,,9 0, 0,,9,,,9 9, 0,,,0, 9,,9,9,,,,9,,,,9, 0,, 9,, 0,9 9, Faixa etária (aos) < de ao aos 9 aos 0 aos aos 9 aos 9 9 0,0,,,,, 0 0 9,9, 0,0,, 0, 0 0,,,,,, 0,,,, 0,, 0,,,,,, 9 0 0,,,,,,,,,0,,0 9,0 9,,,,0,, ¹ Respostas múltiplas. ² Irmãos, tios, avós, paretes. ³ Criaça/adolescete; aliciador; amate do geitor(a); amigo(a); comerciate; compaheiro; comuidade; fucioários do orfaato; professor (a); resposável; etre outros. Abuso e exploração sexual. Maustratos, trabalho ifatil, violêcia estrutural. Tabela. Prevalêcia (Prev), Razão de Prevalêcia () e respectivos itervalos de cofiaça (I.C. 9) da faixa etária da vítima, criaças ou adolescetes, segudo o tipo de agressor *. Coselhos Tutelares (I e II), Feira de Sataa. Bahia, 0000. Faixa etária (aos) Mãe Pai Padrasto < de 9 0 9 9 Prev 0,0,,,,,,0,0,,,,00 IC9 [,,] [,,] [,0,] [0,99,9] [0,,9] Prev,9, 0,0,, 0,,,,,,,00 IC9 [0,,0] [0,,9] [0,0,] [0,,9] [0,,] Prev 0,,,,,,,00,,,, 0, IC9 [0,,9] [0,,0] [0,,] [0,,0] [,9,] Faixa etária (aos) Madrasta Outros familiares Outros agressores < de 9 0 9 9 Prev 0,,,, 0,,,00,,90, 0,,9 IC9 [0,,9] [0,,] [0,,] [0,0,] [0,,] Prev,,,,,,,00,,,0,9, IC9 [0,,9] [0,,] [0,,9] [,0,0] [,0,] Prev 0,,,,,,,00,9,9 9,,, IC9 [0,9,0] [,9,0] [,,] [,9,9] [,,0] * Respostas múltiplas. ¹ Irmãos, tios, avós, paretes. ² Criaça/adolescete; aliciador; amate do geitor(a); amigo(a); comerciate; compaheiro; comuidade; fucioários do orfaato; professor (a); resposável; etre outros.

Tabela. Prevalêcia e Razão de prevalêcia (), com itervalo de cofiaça (I.C. 9), dos tipos de violêcia *, segudo vículo do agressor com a vítima (criaças ou adolescetes). Registros dos Coselhos Tutelares (I e II), Feira de Sataa. Bahia, 0000. Vículo do agressor (a) Mãe Pai Padrasto Madrasta Outros¹ Sem registro 9 0 Prev,,,,9,, Violêcia física,00 0,,,, 0, IC9 [0,0,] [0,0,] [0,9,09] [0,90,0] [0,,] Violêcia psicológica Prev 0,, 0,,,,,00 0,,0,, 0, IC9 [0,,0] [0,,] [0,0,] [0,99,] [0,,9] Prev 0,,,,,0 9,0 Negligêcia familiar,0,,,,00,9 IC9 [,9,0] [,,] [0,99,] [0,0,] [,0,] Ciêcia & Saúde Coletiva, ():9, 00 Vículo do agressor (a) Abuso sexual Exploração sexual Outras formas Mãe Pai Padrasto Madrasta Outros¹ Sem registro 9 0 Prev 0,9 0,9,,9,,00,0,9,0,9 IC9 [0,,9] [,9,0] [,,] [,,9] Prev 0, 0,,,,9,00,,9,,9 IC9 [0,90,] [,9,] [,,] [,0,] Prev,, 0,,9 0,,,00,,,,9, IC9 [,,] [0,,9] [,0,9] [,0,0] [0,9,0] * Respostas múltiplas. ¹ Irmãos, tios, avós, paretes, adolescete; aliciador; amate do geitor(a); amigo(a); comerciate; compaheiro; fucioários do orfaato; professor (a); resposável; etre outros. ² Sedução, icesto, estupro, pedofilia. Maustratos, trabalho ifatil. Tabela. Prevalêcia dos ecamihametos¹ istitucioais² realizados, segudo o tipo de violêcia cotra criaças e adolescetes, de acordo com registros dos Coselhos Tutelares (I e II), Feira de Sataa. Bahia, 0000. Tipo de violêcia Violêcia física Violêcia psicológica Negligêcia familiar Violêcia sexual Exploração sexual Outras formas Total Istituições ou istâcias Coselho tutelar Cetro de Referêcia Setiela Delegacia IML/DPT Juizado/ M. Público Serviços de saúde Abrigos SEDES ONGs Sem registro 9,, 9,,9,, 0,9 0, 0 9 9,,,,,9,9,, 0 0 0,,,,0, 0,,,0 9 9,, 0, 9,,,,,9,, 0,0,,,,,, 9 9 0,,0 9,,,,, 0,, Formas de ecamihameto Acompahameto Acoselhameto Advertêcia 0 Audiêcia Notificação 9 Sidicâcia Outros, 0,, 0,,, 0,, 0,,9 0,9 9,,, 90, 0, 0,0 0,,0,9,,,,,,,, 0 0,,,,, 0, 0, 0, 0, 0,,.9, ¹ Respostas computadas. ² Respostas múltiplas. ³ Trabalho ifatil, maustratos. Escola, família, solicitação de registro de ascimeto, aúcio o rádio, cotato com o prefeito e Secretaria Muicipal de Saúde.

Costa, M. C. O. et al. Discussão O Coselho Tutelar (CT) é um órgão público muicipal, de caráter autôomo e permaete, cuja pricipal fução é fiscalizar e fazer cumprir os direitos previstos o Estatuto da Criaça e do Adolescete (ECA), realizado atedimeto e ecamihameto dos casos de violêcia deuciados. Os Coselheiros (cidadãos/profissioais da comuidade) exercem madato de três aos e são resposáveis pelos comuicados dos casos suspeitos ou cofirmados de violêcias, determiado as medidas de proteção ecessárias, solicitado serviços públicos as áreas de saúde, educação, serviço social, previdêcia, trabalho e seguraça, ecamihado as vítimas e famílias ao Miistério Público. No muicípio de Feira de Sataa, com população geral de. habitates, sedo 9. a faixa de 0 a 9 aos e 0. a faixa de 0 a 9 aos, totalizado 0. habitates, cotase apeas com os serviços de dois Coselhos Tutelares. De acordo com os resultados da presete pesquisa (registros dos CT I e II, o período o de jaeiro de 00 a de dezembro de 00) e tedo como base o total das ocorrêcias (.9 casos), foi verificado uma média de deúcias/ mês, para o Coselho I, e de 9 casos/mês, para o Coselho II, correspodedo a 9 e 9 ocorrêcias/ao, respectivamete, sedo que dos casos ocorreram os domicílios. Os baixos ídices de deúcias, verificados o presete estudo, acordam com achados de outras pesquisas que apotam a preseça de subotificação os registros de violêcia doméstica cotra criaças e adolescetes que, majoritariamete, costuma ser praticada pelos pais e familiares,. Cabe assialar que, a situação de subotificação dos casos de violêcia cotra criaças e adolescetes, que costuma estar associada a fatores iteros da diâmica familiar, costuma ser agravada por fatores exteros, de resposabilidade social e que podem ser viabilizados por decisões políticoadmiistrativas. Etre as estratégias de efretameto dessa violêcia, destacamse a sesibilização da população em geral, quato à importâcia do Disque Deúcia e do seu fucioameto, em tempo itegral e em caráter sigiloso; bem como a sesibilização das autoridades para reavaliação do fucioameto burocrático dos Coselhos os muicípios. Em Feira de Sataa, os Coselhos Tutelares fucioam em horário admiistrativo (:00 às :00 h), deixado de ateder em protidão, o período oturo, madrugadas, fiais de semaa e feriados. Resultados de diferetes estudos apotam a ecessidade de mudaças políticoadmiistrativas a ível muicipal, quato aos recursos ecessários para viabilizar o adequado fucioameto dos Coselhos e ateção à população em horário itegral. A viabilização dessas medidas possibilita maior participação popular o efretameto e a preveção das diferetes formas de violêcia cotra criaças e adolescetes, a qual represeta um grave problema de saúde pública, o osso meio. No que diz respeito ao local de ocorrêcia, levatametos realizados em diferetes muicípios apotam a preseça da violêcia doméstica, a maioria absoluta dos casos de violêcia registrados. Em Feira de Sataa, os registros dos CT (00/00) apotaram o domicílio como um local privilegiado () para a ocorrêcia das diferetes formas de violêcia cotra criaças e adolescetes, caracterizado um acotecimeto do cotexto familiar e de difícil idetificação. Na presete pesquisa, as faixas etárias mais acometidas foram de a, a 9 e 0 aos, muito embora teha sido verificada prevalêcia sigificativa de egligêcia, violêcia física e psicológica etre os lactetes (meores de ao), assim como da violêcia física e sexual etre os adolescetes. Cosiderase que, durate toda a ifâcia, o crescimeto e desevolvimeto adequados depedem de diferetes fatores relacioados aos cuidados básicos e cujos prejuízos podem ser maifestados de diferetes formas, de acordo com a duração e itesidade do comprometimeto,. Quato ao gêero, foi verificado equivalêcia etre as vítimas, sedo que, as faixas mais tardias da adolescêcia, as meias foram mais freqüetemete violetadas, em relação aos meios. Estudos apotam que a violêcia de gêero recai sobre mulheres, criaças e adolescetes do sexo femiio em quase 0 dos casos,. A realidade é que muitas adolescetes ecotramse expostas, sedo violetadas geralmete por pessoas cohecidas e da própria família, por permaecerem mais tempo em seus lares. Em estudos realizados os Estados Uidos e o Caadá, as mulheres revelaram ter sido vítimas de algum tipo de violêcia o passado,. Em relação ao grupo ético, segudo resultados deste estudo, em, dos protuários ão costavam registros desta variável; etre os, que costavam,, estavam classificados como pardos;, egros;, bracos (dados ão apresetados em tabelas). Estudiosos relatam que populações afrodescedetes e

bracas ocupam lugares divergetes a sociedade e trazem cosigo também experiêcias desiguais, com desequilíbrio que proporcioa aos egros/pardos diversas iiqüidades sociais, com extremas desigualdades,9. Em Feira de Sataa, a baixa qualidade de preechimeto dos boletis de ocorrêcia verificada os Coselhos Tutelares, quato ao grupo ético, revela dificuldades a classificação das diferetes etias (egra, parda, braca, outras). No Brasil, especificamete a Bahia, a miscigeação de afrodescedetes é sigificativa, o que dificulta esta prática, assim como apota a ecessidade de sesibilização e de formação técica dos coselheiros para o registro de dados referetes ao grupo ético. A pricipal forma de deúcia da violêcia cotra criaças adolescetes foi aôima (0, do total dos registros), o que sugere alguma participação popular como possível resultado da mobilização da Rede de Atedimeto, Defesa e Resposabilização do muicípio, a divulgação e desmistificação do Disque Deúcia, através de campahas. Compreedese que o aoimato costitui uma importate estratégia de estímulo à deúcia, tedo em vista a dificuldade e resistêcia idividual e em geral para se evolver com o caso, sedo ecessário, portato, o ivestimeto a sesibilização da comuidade, através da mídia, assim como a capacitação cotiuada dos coselheiros e profissioais da Rede de Atedimeto. No presete estudo, foi verificado que mãe, pai e paretes também deuciaram, muito embora os familiares teham se apresetado como pricipais agressores. Em Feira de Sataa, os resultados cofirmaram a pouca participação das escolas e dos serviços de saúde em relação à otificação dos casos suspeitos e/ou cofirmados de violêcia cotra estes grupos, cocordado com pesquisas que apotam a baixa participação das istituições de saúde e da escola 0, 0,. A baixa otificação as escolas e os serviços de saúde pode ser coseqüêcia do despreparo dos profissioais em lidar com as situações de violêcia e os ecamihametos, seja pelos aspectos culturais que cosideram a violêcia cotra criaças e adolescetes como um problema de ível familiar, como pela falta de cohecimeto das leis (ECA), quato pela obrigatoriedade de deúcias dos casos suspeitos. No que diz respeito às maifestações da violêcia, em Feira de Sataa, as maiores prevalêcias foram da egligêcia familiar, violêcia física e psicológica. Estes achados corroboram pesquisas que relatam altos ídices dessas formas de violêcia, as diferetes faixas etárias. Estudo realizado o Laboratório de Estudos da Criaça (LACRI) da Uiversidade de São Paulo (USP), em muicípios do estado (99 a 00), verificou que 9, dos casos foram de violêcia doméstica, por egligêcia familiar, violêcia física e psicológica. Aida em São Paulo, estudo realizado pelos Cetros Regioais de Ateção às criaças vítimas de violêcia (CRAMIS), os muicípios de Campias, Botucatu, Itapira, Piracicaba, Bauru, São José do Rio Preto e Sorocaba, idetificou prevalêcia relevate desses mesmos agravos. No presete estudo, a egligêcia familiar foi resposável pela maior parte das deúcias, sedo a omissão de cuidados básicos e o abadoo as pricipais maifestações, tedo sido verificado que, tato criaças como adolescetes (0 a 9 aos) foram vitimizados pela egligêcia. Segudo a OMS, a egligêcia familiar acotece quado os pais ou resposáveis falham a provisão de cuidados básicos para o desevolvimeto físico, emocioal e social adequados. A egligêcia pode se maifestar pela ausêcia de cuidados físicos, emocioais e sociais, devido à codição socioecoômica desfavorável da família; pelos atos omissivos ifligidos pelos agressores, assim como pelo abadoo da criaça, desde a mais tera idade. Estudos apotam que, os Estados Uidos, cerca de das agressões cotra criaças costituemse em egligêcia familiar. O abadoo é cosiderado o tipo mais grave de egligêcia familiar; coseqüetemete, costitui um importate problema social. Criaças e adolescetes são vuleráveis para efretar sozihos as exigêcias do ambiete, tedo em vista a imaturidade ierete ao desevolvimeto biopsicossocial, apesar de toda a resiliêcia de que são capazes, em diferetes e freqüetes circustâcias. Em Feira de Sataa, o abadoo, seguda pricipal causa de egligêcia familiar registrada, foi observado em todas as faixas etárias, com prevalêcia acima de 0 as faixas da ifâcia e em toro de 0 a faixa de a aos. Quato à violêcia física, estudos apotam ser a forma mais visível do feômeo, caracterizado pelo dao físico e comumete efatizado pelos pais como um método de educar, 0,. Na ifâcia, as criaças iiciam a busca da autoomia, toradose curiosas, iquietas, audaciosas, com itesa atividade motora e aquisições cogitivas, ecessitado, portato, de realizar experimetações, exigêcias ieretes e fudametais ao pleo desevolvimeto. A violêcia física é utilizada como forma de tetar coter estas atitudes cosideradas ormais 0. Ciêcia & Saúde Coletiva, ():9, 00

Costa, M. C. O. et al. Os resultados desta pesquisa, ode foi verificado que a violêcia física acometeu todas as faixas etárias, sedo itesificada a partir dos dois aos, cocordam com resultados de estudos realizados em diferetes istituições (Polícia, Justiça da Ifâcia e da Juvetude, Justiça Crimial) da cidade de São Paulo (9), que apotam maior freqüêcia de casos otificados a faixa dos aos aos. Outro aspecto mostrado o presete estudo quato à violêcia física vem a ser o acometimeto sigificativo de criaças com idade até um ao, corroborado com estudos que descrevem a associação de achados clíicos discordates das respectivas histórias acidetais expressas pelos pais, o atedimeto em setores de urgêcias e emergêcias,. Sabese que a sídrome do bebê sacudido e da criaça espacada podem gerar coseqüêcias orgâicas graves, sedo que a primeira acomete meores de meses, através de fortes sacudidas a criaça, em decorrêcia da irritação com o choro ou preseça de algum ato do qual o cuidador ão tem domíio. A seguda referese a sofrimetos físicos ifligidos à criaça, que podem ter como coseqüêcia fraturas ósseas, hematomas, lesões cerebrais, queimaduras e outros. Na adolescêcia, a violêcia física costuma estar relacioada à ecessidade de coter as mudaças de comportameto, características desta fase, que pode estar associada à baixa qualidade das relações familiares desde a ifâcia, podedo gerar mútua relação de rejeição etre pais e filhos, além de setimetos cotraditórios, desejo de ser recohecido pela família e desejo de rompimeto,. Detre os casos de violêcia física registrados em Feira de Sataa, o lar aparece como local privilegiado para as diversas formas de violêcias físicas, muito embora se recoheça que criaças e adolescetes em situação de risco, que ficam ou trabalham as ruas, assim como os istitucioalizados sofrem freqüetemete este tipo de violêcia, seja por outros adolescetes, adultos em geral e fucioários das istituições,. Cabe ressaltar que puições físicas severas, como o espacameto, costituem um problema de abragêcia mudial, atigido criaças e adolescetes de diferetes culturas. O espacameto pode, a curto prazo, ser causa de óbito, assim como provocar icapacidade física ou metal. Da mesma forma, a logo prazo, tem sido apresetado como um fator para o desevolvimeto de comportametos violetos, os quais as vítimas se trasformam em agressores, trasmitido a violêcia através das gerações,. Segudo a OMS, os Estados Uidos, pesquisa realizada em 99 apotou que os pais utilizavam diversas formas de puições corporais cotra os seus filhos; a República da Coréia, dos pais questioados cofirmaram alguma forma de espacameto. Estudo realizado a cidade de Recife, etre. criaças/ adolescetes ( a aos) etrevistados, costatou que cerca de 0 relataram que foram discipliados através de castigos corporais,. Etre as maifestações do feômeo, a violêcia psicológica é a forma mais sutil, tedo em vista ser carregada de subjetividade e diferetes expressões, portato, de difícil registro. Em geral, é exercida de forma crôica, podedo cursar com sérios prejuízos para o desevolvimeto cogitivo e psicossocial, comprometedo a saúde emocioal das vítimas 9, 0. Esta violêcia é uma das formas mais difíceis de ser idetificada, por ão produzir evidêcias imediatas; coseqüetemete, costuma ser pouco otificada, fazedo parte do cortejo das outras formas de violêcia,. Em Feira de Sataa, a violêcia psicológica foi registrada em todas as faixas etárias, pricipalmete as faixas de 0 a aos. Segudo estudiosos, de modo geral, todas as formas de violêcia psicológica covergem ao abuso emocioal, caracterizado por ameaças verbais com coteúdo violeto ou emocioal, provocado reações de medo, frustração e temor da itegridade física 0,. No Rio de Jaeiro, em 99, pesquisa realizada com estudates de escolas públicas e particulares do muicípio de Duque de Caxias demostrou que mais de 0 sofreram agressões verbais, através de isultos, pelos seus pais. No que diz respeito à violêcia sexual, do tipo abuso, esta pesquisa foram registrados casos em todas as faixas etárias (0 a 9 aos), aumetado a freqüêcia com o aumeto da idade, pricipalmete etre e aos. Estudo realizado em escolas de Porto Alegre (RS) mostrou maior prevalêcia dessa violêcia etre os adolescetes, cocordado com os resultados de Feira de Sataa. Segudo estudiosos, a maior parte das vítimas de violêcia sexual ão registra a queixa, por costragimeto e receio de humilhação, somados ao medo da falta de compreesão ou iterpretação equivocada de familiares, amigos, vizihos e autoridades. Sabese que a real prevalêcia dos crimes sexuais aida é pouco cohecida e acreditase que o ídice de subotificação seja muito alto. Apesar do tímido percetual de deúcias de violêcia do tipo abuso ou exploração sexual observado em Feira de Sataa, sabe

9 se que a agressão sexual é um crime cada vez mais prevalete, acometedo milhares de pessoas em todo o mudo,. Aida em relação aos achados desta pesquisa, cabe destacar o baixo ídice de registro de casos de exploração sexual, sedo a totalidade a fase da adolescêcia. Feira de Sataa é cosiderado muicípio de risco para a exploração sexual de criaças e adolescetes, por estar localizado em um expressivo etrocameto rodoviário de iterlocução etre as regiões orteordeste com o sudeste do país (cico rodovias, estaduais e federais). Em atedimeto a esta demada, em 00, foi implatado o muicípio a comissão muicipal do Programa de Ações Itegradas e Refereciais (PAIR) para o efretameto da violêcia sexual cotra criaças e adolescetes, cotado com a participação de istâcias de atedimeto, direitos e resposabilização, sob a coordeação da Secretaria Nacioal de Direitos Humaos e Secretarias de Desevolvimeto Social, tedo como parceiros os Coselhos Tutelares, Cetro do Programa Setiela e diferetes segmetos sociais (saúde, educação, justiça, trabalho, ação social, uiversidades, ONGs e outros),. Quato à caracterização dos agressores, de acordo com faixa etária da vítima e tipo de violêcia praticada, os resultados do presete estudo apotaram que os pais lideraram a prevalêcia de egligêcia, em todas as faixas etárias. Pesquisa realizada com adolescetes ifratores istitucioalizados e irmãos ão ifratores, o Rio de Jaeiro e Recife, verificou que a mãe foi a pricipal agressora dos adolescetes pesquisados, o que pode ser explicado pela maior permaêcia da geitora o lar e pelo fato desta ser a pricipal resposável pela educação dos seus filhos, um cotexto de adversidade socioecoômica (desemprego, falta de assistêcia social, saúde e outras) e ou pessoal (relacioametos em coflito). O pai aparece como figura puitiva, sedo que a agressão deste se difereciava da matera, pela maior itesidade. A mãe também foi referida como a agressora mais freqüete, em estudo realizado em vários muicípios de São Paulo, os Cetros Regioais de Ateção aos MausTratos a Ifâcia (CRAMIS). No presete estudo, verificouse que criaças e adolescetes mais joves são agredidos de forma semelhate pelo pai e pela mãe, equato que os adolescetes em fase itermediária e tardia sofrem mais atos violetos pelo pai. No que diz respeito à egligêcia familiar, a mãe foi cosiderada o pricipal agressor, assim como os outros agressores, madrasta e padrasto foram os pricipais agressores físicos. A violêcia sexual (abuso) cometida por padrasto e outros familiares totalizaram prevalêcia de, equato outros agressores,,. Neste estudo, ão foi possível avaliar o grau de cosciêcia do agressor, tedo em vista a falta deste importate dado os registros. Estudos apotam que a igestão de bebidas alcoólicas e a utilização de drogas potecializam os atos violetos cotra criaças e adolescetes, pricipalmete o cotexto familiar. Em relação aos ecamihametos dos casos deuciados os Coselhos de Feira de Sataa, observouse que dos. casos que foram ecamihados, mais de 0 foram para otificação e mais de para sidicâcia. Cabe destacar que a audiêcia foi registrada em pouquíssimos casos, assim como o acompahameto e o alto ídice de casos sem registro desta variável. Esses resultados apotam dificuldades quato à adequação do atedimeto a Rede, pricipalmete quato ao acompahameto das vítimas e famílias, apotado a ecessidade de implemetação e fortalecimeto do Sistema de Referêcia e Cotra Referêcia das istâcias o muicípio. Neste cotexto, vislumbrase o fortalecimeto e a itegração da Rede de Atedimeto com a Rede de Defesa e Resposabilização, com destaque para a divulgação do Disque Deúcia, assim como a ecessidade de sesibilização e formação cotiuada de Coselheiros e profissioais da Rede, tedo em vista otimizar o atedimeto a esta clietela e melhorar a resolutividade dos casos. Coclusões Segudo a violêcia deuciada os Coselhos Tutelares de Feira de Sataa, o domicílio foi o local privilegiado para a ocorrêcia de todas as violêcias, iclusive a violêcia sexual, em todas as faixas etárias (caracterizado a violêcia doméstica), com exceção da exploração sexual. Todas as faixas etárias da ifâcia e adolescêcia foram acometidas, com maiores prevalêcias as faixas compreedidas etre e aos, proporções equivaletes etre os sexos; As formas de violêcia mais prevaletes foram a egligêcia, a violêcia física e a violêcia psicológica, sedo que a faixa de meores de um ao apresetou proporções cosideráveis dessas três formas de violêcia; Os tipos de egligêcia mais freqüeteme Ciêcia & Saúde Coletiva, ():9, 00

0 Costa, M. C. O. et al. te registrados foram a omissão de cuidados básicos e o abadoo; da violêcia física foi o espacameto; da violêcia psicológica, o amedrotameto e a humilhação e da violêcia sexual, o abuso de origem familiar; A violêcia sexual foi registrada em todas as faixas etárias, com maior prevalêcia acima dos 0 aos e a exploração, a partir dos aos; A pricipal fote de deúcia foi aôima, seguido da deúcia pela mãe; pelo pai ou familiares; As maiores prevalêcias de egligêcia foram observadas etre a mãe e o pai; a violêcia psicológica e violêcia física etre a madrasta, o padrasto e outros familiares; a violêcia sexual, do tipo abuso etre o padrasto e outros familiares; A ausêcia de registros sobre o ível de cosciêcia do agressor, grupos éticos e ecamihametos istitucioais comprometeram a avaliação dessas variáveis. Colaboradores Referêcias MC Oliveira Costa e RC de Carvalho participaram da redação, aálises e elaboração do artigo. JFR Sata Bárbara participou da elaboração dos resultados e coleta de dados. CAST Satos participou das aálises estatísticas. WA Gomes foi resposável pela coleta de dados. HL de Sousa foi resposável pela formatação da bibliografia e tabelas. Agradecimetos Agradecemos à FAPESB, pelo apoio fiaceiro à pesquisa...... Miayo MCS. A violêcia dramatiza causas. I: Miayo MCS, Souza ER, orgaizadores. Violêcia sob o olhar da saúde: a ifrapolítica da cotemporaeidade brasileira. Rio de Jaeiro: Fiocruz; 00. p.. Miayo MCS. Cotextualização do debate sobre violêcia cotra criaças e adolescetes. I: Brasil. Mistério da Saúde. Violêcia faz mal à saúde. Brasília: Miistério da Saúde; 00. p.. Sachez RN, Miayo MCS. Violêcia cotra criaças e adolescetes 00. I: Lima CA et al. Violêcia faz mal à saúde. Brasília: Miistério da Saúde; 00. p. 99. Laverge C, Tourigy M. Icidece de l abus et la égligece evers les efats: recesio des écrits. Crimiologie 000; ():. Trocmé NM, Tourigy M, MacLauri B, Fallo B. Major fidigs from the Caadia icidece study of reported child abuse ad eglect. Child Abuse & Neglect 00; :9.

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