Reforma Tributária
Principais eixos de mudanças na Reforma Tributária e Partes A proposta estáorganizada em quatro linhas e inclui mudanças estruturais e incrementais: ICMS: redução na alíquota interestadual, unificação e simplificação; Folha de pagamento: desoneração e/ou mudança na base de tributação. SUPERSIMPLES e MEI: ampliação do limite de enquadramento e estímulo às exportações; PIS/COFINS: agilização na devolução de créditos por exportação e investimento;
Reforma do ICMS
ICMS, Guerra Fiscal e Competitividade Vários estados concedem incentivos na cobrança de ICMS, de modo a atrair investimentos e empregos. Quando os incentivos não são reconhecidos pelos demais estados, o resultado final éa glosa dos incentivos concedidos ou acúmulo de créditos tributários pela empresas beneficiadas. E, mais recentemente, os incentivos estaduais às importações ganharam força (a guerra dos portos ), o que aumenta a arrecadação estadual mas prejudica a competitividade do Brasil como um todo.
Alíquota de ICMS nas operações e prestações interestaduais Fixada por resolução do Senado, hoje há duas alíquotas vigentes: Alíquota geral de 12 %; Alíquota de 7% em operações do Sul, SP, RJ e MG para o restante do país. Exemplo: Um bem éproduzido no estado A e vendido no estado B A alíquota interestadual éde 12% e a alíquota final no estado B éde 18%. O estado A cobra 12% e o estado B fica com a 6%, isto é, a diferença entre a sua alíquota e a alíquota interestadual.
Exemplos de incentivos de ICMS No Estado de produção no país ou entrada da mercadoria importada Concessão de crédito presumido para anular ou reduzir o imposto a recolher. Diferimento do pagamento do imposto. Resultado Empresa registra pagamento integral do ICMS interestadual no estado de origem, quando na verdade pagou bem menos do que isso Empresa paga apenas a diferença entre a alíquota estadual e a alíquota interestadual no estado de destino Na soma dos dois estados háperda de arrecadação
Proposta do Governo para o ICMS Interestadual sobre Importações Redução da alíquota do ICMS, nas operações interestaduais, com bens e mercadorias importadas, a dois por cento, em três anos: No caso da alíquota de 12% -8% em 2012, 4% em 2013 e 2% a partir de 2014 No casos onde a alíquota éde 7%: -4% em 2012 e 2% a partir de 2013 Mudança via Resolução do Senado Federal
Proposta Geral: Mudança da origem para o destino Vários estados se mostram dispostos a reduzir gradativamente as alíquotas do ICMS em todas as operações interestaduais, concentrando a incidência no destino. Temas em negociação com o Governo Federal Período de transição Alíquota final (2% ou 4%) Compensação por parte do Governo Federal para os estados de menor renda per capita
Proposta do Governo Federal Redução geral nas alíquotas interestaduais é benéfica para o país - Diminui guerra fiscal e incentivos estaduais às importações - Facilita devolução de créditos de ICMS União estádisposta a construir um sistema de compensação e incentivos regionais para viabilizar a mudança. Exemplo de contrapartidas pela União: fundo temporário de compensação, incentivos tributários regionais e investimentos em infra-estrutura econômica e social.
ICMS - Outros temas em Discussão Tributação sobre o comércio eletrônico (incidência e repartição no ICMS em vendas diretas ao consumidor) Aumento nas vendas via internet estágerando disputa entre estados de origem e destino sobre a repartição das receitas de ICMS Tributação indireta sobre insumos básicos (energia, combustíveis e telefonia) Tributação indireta sobre alimentos da cesta básica e medicamentos essenciais
Desoneração da Folha de Pagamentos
Por que Desonerar a Folha? A tributação sobre a folha de pagamentos éelevada no Brasil e isso: Reduz a competitividade internacional de nossas empresas, sobretudo nos setores intensivos em trabalho. Estimula a informalidade em atividades de baixos salários. Estimula o planejamento tributário em atividades de altos salários (trabalhador contratado como pessoa jurídica). O crescimento da população idosa tende a aumentar o peso da previdência sobre a folha de pagamento e, portanto, seránecessário aumentar a base de tributação além do emprego.
Proposta de Desoneração A desoneração da folha deve atender àtrês condições: -preservar a previdência social, aumentar a competitividade nacional e incentivar a formalização no mercado de trabalho PEC 233: redução gradual da alíquota patronal (de 20% para 14%) com garantia de compensação para o INSS por parte da União. Novas propostas apresentadas ao Governo Federal: ampliar a receita da previdência social mudança na base de tributação para preservar
Principais Propostas de Mudança de Base de Tributação CNS: desoneração integral da folha com criação de contribuição permanente sobre movimentação financeira. Entidades setoriais: desoneração integral da folha de pagamento com criação de contribuição social sobre o valor adicionado ou o faturamento Principais pontos em discussão: Desoneração para toda economia ou apenas para alguns setores Alíquota diferenciada por setor Desoneração total ou parcial Tempo de transição para o novo sistema Nova contribuição cumulativa ou não cumulativa
Encaminhamentos: ICMS e Folha de Pagamento O governo federal estáelaborando suas propostas em contato com governadores, parlamentares, empresários e trabalhadores. ICMS: proposta para importações jáfoi encaminhada ao Senado e proposta geral estáem discussão com governadores Folha de pagamentos: principais alternativas em discussão com empresários e centrais sindicais
SUBCOMISSÃO PERMANENTE DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Aborda temas ligados ao tratamento jurídico diferenciado a ser dispensado pela União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios às microempresas e às empresas de pequeno porte, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei, conforme determina o art. 179 da Constituição Federal. Objetiva também aperfeiçoar o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte -Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar n 123, de 14 de dezembro de 2006. Oferecer subsídios para aperfeiçoamento e aprovação do Projeto de Lei Complementar n 591, de 2010, que altera a Lei Complementar n 591, de 2010.
Regras gerais sobre as subcomissões: O artigo 29 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados estabelece que as Comissões Permanentes poderão constituir, sem poder decisório: I -Subcomissões Permanentes, dentre seus próprios componentes e mediante proposta da maioria destes, reservando-lhes parte das matérias do respectivo campo temático ou área de atuação; A matéria apreciada em Subcomissão Permanente concluirá(art. 31) por um relatório, sujeito àdeliberação do Plenário da respectiva Comissão
PRESIDENTE: Deputado PEDRO EUGÊNIO VICE-PRESIDENTE: Deputado RUI PALMEIRA RELATOR: Deputado JERÔNIMO GOERGEN Número de membros: 7 (sete) TITULARES SUPLENTES PT 1. PEDRO EUGÊNIO -PT/PE 1. REGINALDO LOPES -PT/MG* 2. JOSÉGUIMARÃES -PT/CE-vaga do PMDB PMDB (Deputado do PT ocupa a vaga) 1. SOLANGE ALMEIDA -PMDB/RJ* PSDB 1. RUI PALMEIRA -PSDB/AL 1. VAZ DE LIMA -PSDB/SP PP 1. JERÔNIMO GOERGEN - PP/RS 1. MÁRCIO REINALDO MOREIRA - PP/MG
DEM (Deputado do PHS ocupa a vaga) 1. JOÃO BITTAR -DEM/MG* PR 1. MAURÍCIO TRINDADE - PR/BA (Deputada do bloco PV/PPS ocupa a vaga) PSB (Deputado do PTB ocupa a vaga) (Deputado do PSC ocupa a vaga) Bloco PV/PPS 1. CARMEN ZANOTTO -PPS/SC-vaga do PR PTB 1. JORGE CORTE REAL -PTB/PE vaga do PSB PSC 1. EDMAR ARRUDA -PSC/PR-vaga do PSB PHS 1. JOSÉHUMBERTO -PHS/MG-vaga do DEM * Suplente na CFT.
PLP Nº591/10 SIMPLES NACIONAL
O simples Nacional éum regime de tributação simplificado e favorecido para as microempresas e empresas de pequeno porte que tiverem faturamento anual de atér$2.400.000,00. A finalidade desse sistema simplificado épermitir o crescimento desse setor da economia (micro e pequeno empresário) que tem um papel fundamental na geração de empregos, no incentivo ao empreendedorismo e no fortalecimento da economia nacional.
Assim, para que este regime antinja a finalidade pretendida, éimportante que se realizem algumas modificações e atualizações na sua legislação (Lei Complementar nº123/06), as quais estão sendo propostas pelo Projeto de Lei Complementar nº591/2010. A seguir, elencamos as principais alterações constantes no referido PLP que viabilizaraão os objetivos sociais e econômicos buscados pelo Simples nacional.
Aumento do limite ANUAL de faturamento ME: de R$ 240.000,00 para R$ 360.000,00 Permitiráque mais empresas possam aderir ao Simples e evitaráa exclusão das empresas que estão próximas de ultrapassar o limite de faturamento
Reajuste anual, pelo INPC, dos limites de faturamento Evita o descompasso existente entre a inflação e os limites de faturamento.
Extinção da Substituição Tributária e do pagamento do Diferencial de alíquota do ICMS Restaura o tratamento diferenciado e favorecido no pagamento do ICMS, permitindo que as empresas do Simples não sejam oneradas pelas alíquotas de ICMS nos percentuais aplicados para as grandes empresas.
Criação do PORTAL ELETRÔNICO Agilizaráe desoneraráos custos existentes na comunicação das empresas com a Fazenda Pública.
Inclusão de NOVOS segmentos empresariais Permitiráo ingresso de novos setores da economia no regime simplificado, aumentando o número de empregos formais e, por consequência, fortalecendo a economia.
Parcelamento Automático Permitiráo ingresso de novos setores da economia no regime simplificado, aumentando o número de empregos formais e, por conseqüências, fortalecendo a economia.
Criação de NOVOS Comitês Gestores Permitiráque representantes de entidades empresariais possam compor os Comitês de gestão do Simples.
Dedução dos gastos com aquisição de máquinas de ECF Reduz o custo para as MEs e EPPs na aquisição obrigatória de equipamentos exigidos pela Fazenda Pública.
Negativação e expropriação do patrimônio de Empresas e Sócios Evitaráque a negativação de empresas e sócios em cadastros, a penhora online de contas de Mês e EPPs antes do transcurso do processo judicial, respeitando o direito ao contraditório.
Possibilidade das MEs e EPPs participarem das Sociedades de Propósito Específico. Amplia o rol de negócios para o setor do micro e pequenos empresários, desenvolvendo o setor.